Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT): os resultados da pesquisa para resgatar a credibilidade da entidade – Parte 1

“O cumprimento dos dispositivos legais é um ponto fundamental para a credibilidade de qualquer instituição, principalmente tratando-se de uma associação que tem que ter por obrigação a demonstração de sua idoneidade. Desta forma, a administração da ABNT deve apresentar anualmente o seu balanço patrimonial, a sua demonstração de resultado e, por exercer cargo eletivo, o seu presidente deveria apresentar evidência de não enriquecimento ilícito.” (Comentário de um dos respondentes da pesquisa)

Hayrton Rodrigues do Prado Filho, jornalista profissional registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social sob o nº 12.113 e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo sob o nº 6.008

Essa frase bem representativa de um leitor que respondeu à pesquisa abre a primeira parte dos resultados dessa pesquisa, que usou o Survey Monkey como consulta. Pedro Buzatto Costa (muito conhecido pelo poder judiciário), presidente do Conselho Deliberativo, seu genro, Ricardo Fragoso, diretor geral, e Carlos Santos Amorim, diretor de relações externas, alteraram os estatutos da ABNT, estão no poder há mais de 14 anos e comandam de forma ditatorial a entidade cometendo vários ilícitos que denunciei em vários artigos sobre os mandos e desmandos da atual diretoria da ABNT.

A atual diretoria da ABNT não pode cometer desvios do real objetivo do Foro Nacional de Normalização (ABNT) que é publicar as normas técnicas feitas pela sociedade, para uso da sociedade e em benefício da sociedade. A atual diretoria da ABNT não pode expor a entidade a situações de pirataria de software e comprometer sua credibilidade. Isso é caso de segurança nacional. Ou seja, não desviar do objetivo eminentemente público da entidade de normalização brasileira. Pedro, Ricardo e Amorim não podem ficar descumprindo as decisões da justiça (Justiça Estadual de São Paulo e Justiça Federal) e defendendo com unhas e dentes que as normas técnicas são de sua propriedade, são apenas vetores de qualidade e não são obrigatórias.

As pessoas precisam entender que a ABNT é uma sociedade civil, sem fins lucrativos e declarada de utilidade pública. Por força de vários dispositivos legais e regulamentares, em razão da atividade que pratica, é titulada para receber auxílio do Estado, além de ter receitas provindas da contribuição dos inúmeros associados integrantes dos vários setores produtivos da sociedade. Ou seja, há recursos de sobra para gerenciar a normalização, sem precisar explorar de forma criminosa os consumidores.

A primeira pergunta feita na pesquisa foi a seguinte:

Você acha que atual administração da ABNT precisa ter maior transparência nas suas contas, ou seja, publicar na internet o seu balanço patrimonial, seu faturamento e suas despesas, mostrando tudo à sociedade e cumprindo a lei?

Foram recebidas 1.110 respostas que envolveram associados da ABNT, membros das Comissões de Estudo e muitas pessoas que se interessam pelo assunto normalização. Confira abaixo o gráfico das respostas tabuladas.

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A maioria absoluta acha que a atual diretoria da ABNT deve ter mais transparência, ou seja, alusão à característica de uma pessoa ou organização que não oculta nada (não tem nada a esconder). Uma pessoa transparente mostra-se tal como é e não tem segredos. Em sentido similar, uma organização transparente é aquela que torna pública a sua informação.

A Constituição Federal atribuiu a categoria de princípio sensível ao dever de prestar de contas. Quem, em nome de alguém, exerce um mandato, tem o dever de apresentar o resultado de sua atuação. É o que acontece com o governante que é escolhido pelo povo para gerir o seu patrimônio. Haverá de haver por parte do administrador escolhido a apresentação das suas contas para exame e apreciação por aqueles que lhe confiaram um patrimônio para bem zelar. Será que os membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal da ABNT estão sendo omissos ou coniventes com essa situação ilegal que a diretoria da ABNT vem fazendo nesses últimos 14 anos?

Conheça algumas manifestações de alguns dos respondentes da pesquisa:

“E também deve auditar as contas anualmente, como o fazem as instituições sérias e idôneas, com auditoria independente e reconhecida, realizando a prestação de contas, anualmente, aos seus membros, associados de forma pública e transparente. Tudo isto previsto em Estatuto Social, e cumprir o estatuto sob pena de destituição de Conselhos e Diretorias eleitas de forma transparente e democrática. Talvez seja o caso, diante do ocorrido, nomear entre os Conselheiros, membro representante do Ministério Público, Federal ou Estadual, conforme a instância a qual se recorre tendo em vista a localização da sede da ABNT. Não é admissível uma organização sem fins lucrativos não ter no mínimo o compromisso de apresentar a sociedade as suas contas.”

“Não conheço os meandros da administração financeira da ABNT. Todavia, transparência é um imperativo na administração de qualquer organização, sobretudo quando beneficiária de concessões e recursos públicos. Sim, pois com a obrigatoriedade de qualquer entidade pública publicar seus dados (lei da transparência) a ABNT também deveria ter total transparência de seus dados.”

“Cada vez mais temos aprendido que para se ter uma democracia transparente é fundamental que toda a administração pública seja administrada de forma transparente. Além disso nada mais justo que a sociedade tenha acesso as informações dos órgãos. Isso é democracia.”

“Assim como toda entidade pública, a ABNT deve urgentemente fazer um sistema transparente onde apareçam seus órgãos internos e os gastos de cada órgão, detalhando valores, objetos contratados e motivos de compra.”

“Mesmo com sites federais ou estaduais oficiais disponibilizando tais dados, normalmente são mostrados meros dados contábeis, de difícil verificação pelo público geral. O próprio governo de São Paulo já ministrou cursos anticorrupção em que a pauta central é a transparência cidadã, ou disponibilização de dados de fácil acesso e interpretação.”

“Sim, em cumprimento da LAI (Lei de Acesso a Informação) lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, Art. 1o e 2º. Art. 1o Esta Lei dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com o fim de garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal. Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei: I – os órgãos públicos integrantes da administração direta dos Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, e Judiciário e do Ministério Público; II – as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Art. 2o Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, às entidades privadas sem fins lucrativos que recebam, para realização de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instrumentos congêneres.”

“Conforme art. 2 da lei federal 12527 :” Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, às entidades privadas sem fins lucrativos que recebam, para realização de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instrumentos congêneres” e conforme art.5 da lei federal 4150 : “A “ABNT” é considerada como órgão de utilidade pública e, enquanto não visar lucros, aplicando integralmente na manutenção de sua administração, instalações, laboratórios e serviços, as rendas que auferir, em seu favor se manterá, no Orçamento Geral da República, dotação não inferior a dez milhões de cruzeiros (Cr$10.000.000,00).” Logo, não tem desculpa alguma. Cumpra-se a lei, caso não se esteja cumprindo. Ministério Público Federal via denúncia.”

“Esse, sem dúvida, é o mínimo que uma instituição com a importância e influência na sociedade como a ABNT deveria fazer. Os valores exorbitantes que pagamos para ter acesso às normas precisam ser discutidos abertamente com toda a sociedade.”

“Qualquer instituição de utilidade pública, tem obrigação de expor, informar o seu balanço, isto já acontece com várias instituições como o próprio CREA (conselho regional de engenharia e agronomia), creches, câmara municipais, planos de saúde, cooperativas, associações, que uma vez por ano informa a sociedade o seu balanço patrimonial e gastos anuais.”

“Como uma sociedade civil sem fins lucrativos os valores cobrados pelas normas são no mínimo abusivas, não permitindo que todos tenham acesso as normas. Sendo assim, deve ser muito mais transparente o balanço patrimonial da ABNT.”

Para cumprir com o princípio da transparência, Buzatto, Ricardo e Amorim deveriam me dar uma entrevista, a qual solicitei há mais de dois anos e que será publicada, e responder:

  • Como pode ser feita uma análise detalhada dos números da entidade, o balanço, a demonstração do resultado do exercício (DRE)?
  • Quais são os custos gastos nos processos de feitura das normas técnicas?
  • A ABNT paga algum valor aos membros das comissões de estudo que efetivamente elaboram as normas técnicas?
  • Quais são os poderes e salários dos diretores estatutários da ABNT? Há prática de nepotismo? Atualmente eles têm poder de decisão? Há pagamentos de despesas pessoais dos diretores pela ABNT? Se sim, como são feitas essas prestações de contas?
  • Quais são os investimentos feitos nos Comitês Técnicos em 2014, 2015 e 2016?
  • Quais são os custos com salários dos funcionários?
  • A ABNT cobra royalties sobre direito autoral das normas técnicas? A ABNT obtém lucros nas vendas das normas técnicas?
  • A ABNT ainda é uma instituição de utilidade pública? Se sim, por que não presta conta do seu faturamento e de suas despesas à sociedade, descumprindo a lei?

Para a acessar a primeira parte da pesquisa, clique aqui

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade e editor do blog https://qualidadeonline.wordpress.com/hayrton@hayrtonprado.jor.br

As redes sociais e os paulistanos

A Quorum Brasil fez uma pesquisa com 600 pessoas na cidade de São Paulo, com homens e mulheres, classes ABCD, com idade entre 18 e 55 anos para saber como anda a relação deles com as redes sociais. A pesquisa teve margem de erro de 3,5%.

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O que você considera mais importante? Marca ou preço.

Você acha que as redes sociais influenciam as pessoas sobre as marcas?

Foi feita uma análise por classe social.

Você acha que as redes sociais influenciam as pessoas sobre as marcas?

Foi feita uma análise por idade e gênero.

Você deixaria de comprar uma determinada marca por comentários negativos nas redes sociais?

Foi feita uma análise por classe social

Você já fez reclamação de alguma marca através das suas redes sociais?

Foi feita uma análise por classe social.

A marca deu atenção para sua reclamação que você fez via redes sociais?

Foi feita uma análise por classe social.

Você comentou com alguém a respeito da atenção que recebeu da empresa que você reclamou nas redes sociais?

Foi feita uma análise por classe social.

Você procura informações sobre marcas, novidades, lançamentos, etc., via redes sociais?

Foi feita uma análise por classe social.

E você gosta de saber sobre as marcas, novidades, lançamentos, etc., via redes sociais?

Foi feita uma análise por classe social.

Você já fez alguma compra através das redes sociais?

Foi feita uma análise por classe social e idade.

A Quorum Brasil concluiu que: os consumidores utilizam as redes sociais para “falar” com suas marcas, com críticas e elogios ou apenas observando seus “movimentos”; uma pequena parcela já experimentou comprar via este canal e não se incomodam em saber sobre o que ocorre no mercado pelas redes sociais; entendem que as marcas estão atentas e respondem de forma adequada quando fizeram qualquer tipo e manifestação, positiva ou negativa; o comportamento em relação às redes sociais se altera em função da classe social ou idade, mas sua relevância é similar para todos os que estão conectados; as redes influenciam e ajudam na construção positiva ou na detratação de uma marca, pois os consumidores deixam de comprar por comentários negativos; estar nas redes sociais é não apenas estar conectado com o público alvo, mas tornar essa ferramenta promotora da marca e essa relevância tende a crescer.

Clicando aqui é possível ter conhecimento dos Projetos de Normas Brasileiras e Mercosul, disponíveis para Consulta Nacional. Selecione o Comitê Técnico desejado e clique sobre o código ou título para consultar e votar.

Segurança pública: um problema conhecido e reconhecido – há solução?

B. V. Dagnino

A segurança pública nos últimos anos tem sido o centro das discussões em diversos setores da sociedade, sobretudo devido à grave crise pela qual passa o Estado brasileiro em razão, não somente do aumento da criminalidade, em especial o crime organizado, mas da falta de políticas públicas efetivas nesta área tão sensível.

Com efeito, a ausência de políticas públicas por parte dos governos federal, estaduais e municipais permitiu a ascensão das organizações criminosas, chegando ao ponto em que líderes de facções criminosas, mesmo presos em presídios tidos como de segurança máxima, atacam os agentes públicos responsáveis pela segurança da população.

Uma pesquisa, feita pela Target e pela Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), a II Pesquisa sobre Qualidade, Normalização e Metrologia ABQ/Target, já evidenciava a crise no setor com números. Esse estudo abrangeu 37 questões, gerando grande número de comentários. A pergunta Q6, respondida por mais de 1.000 pessoas, foi: “Como você percebe a qualidade dos serviços públicos no Brasil na área da segurança pública?”. Mais de 74% a avaliaram como ruim ou péssima, conforme gráfico abaixo.

seguranca

Especialistas em direito, sociologia e estatística acreditam que há vários motivos para que o país viva nessa situação. Eles citam a desigualdade social e desemprego; a morosidade da Justiça e da administração penitenciária, inclusive mantendo detidos indivíduos sem culpa formada ou protelando a libertação dos que já cumpriram pena ou que não foram condenados; a baixíssima utilização de penas alternativas para crimes e contravenções leves praticadas por indivíduos de menor grau de periculosidade, gerando superlotação dos presídios; o baixíssimo nível de recuperação dos infratores, pois os estabelecimentos prisionais, com raríssimas exceções, não oferecem condições de estudo e trabalho que a favoreça; o contato de réus primários autores de crimes comuns com criminosos de altíssima periculosidade e consequente transferência de know-how para o mal; a falta de uma comunicação integrada e ágil, utilizando a informática, entre os órgãos do Judiciário e os policiais, que propicie uma tramitação mais fácil dos processos penais, evitando devoluções e exigências de correções ou complementação de informações; a falta de um cadastro nacional integrado de identificação de pessoas físicas e de contraventores, o que não impede que condenado em um estado circule livremente em outro; a falta de recursos de polícia técnica que permitam aumentar o grau de elucidação dos crimes; a falta de fiscalização das fronteiras e do mar territorial, que evite o tráfico de drogas, armas e pessoas; o excesso de concessão de redução de pena, prisão domiciliar, indulto, saída temporária, liberdade condicional etc., sem que uma detalhada avaliação individual do apenado seja executada para avaliar os riscos envolvidos; o excesso de procrastinação dos processos pela possibilidade de advogados impetrarem uma série de medidas protelatórias, face ao que prevê a legislação; a falta no Judiciário de um empenho para analisar notórios casos que comprovam a necessidade de aprimoramento da legislação, repetindo-se os mesmos erros do passado indefinidamente ao invés de ser praticada a melhoria contínua – a Justiça brasileira não é, positivamente, uma learning organization, conceito criado por Peter Senge, pois não aprende com os próprios erros, o que, aliás, pode ser dito também sobre o Brasil; e a falta de estudos profundos que identifiquem bons exemplos de práticas de outros países e as adaptem ao Brasil (benchmarking).

A esses fatores diretos podem ser acrescentados outros indiretos, como, por exemplo, a corrupção nos altos escalões envolvendo organizações e pessoas na área privada e pública, a flagrante disparidade salarial nos órgãos governamentais com o recebimento de vantagens indevidas, que desmotivam os cidadãos de bem para cumprir seus deveres funcionais e cívicos. Uma vez reconhecidos esses problemas e adotadas soluções para corrigi-los, pode ser que, dentro de alguns anos, não sendo possível um milagre ao curto prazo, certamente uma futura pesquisa mostrará resultados muito mais animadores.

Por fim, pode-se explicar que, pela Constituição, a segurança pública é assunto de responsabilidade dos governos federal e estaduais. O Ministério da Justiça, que agora inclui a Segurança Pública em seu nome, é o órgão máximo responsável pela elaboração e implantação de estratégias de combate à violência e à criminalidade. Responde a esse ministério, por exemplo, a Polícia Federal, que investiga crimes nacionais, como o tráfico de drogas, a corrupção e o contrabando. Aos estados e ao Distrito Federal cabe a execução das ações de segurança, no comando das polícias Militar (repressão e prevenção) e Civil (investigação). As prefeituras não têm, pela Constituição, responsabilidade pela segurança pública, mas algumas cidades instituíram a Guarda Civil Municipal para auxiliar as demais polícias na manutenção da ordem pública.

Trata-se, pois, de priorizar um esforço concentrado dos três Poderes nos três níveis de governo, adotando práticas da boa gestão para reverter o quadro atual, em que a sociedade como um todo só tem a perder.

B. V. Dagnino é presidente da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT): Participe de uma pesquisa para resgatar a credibilidade da entidade

“Tenho acompanhado teus e-mails com as duras críticas sobre a ABNT e sua Administração catastrófica e concordo com a crise a que essa administração levou a nossa ABNT. Espero que o Acórdão da 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo varra essa administração e seus responsáveis para o lugar que merecem estar, bem longe da ABNT. O Brasil está sendo passado a limpo e é o momento oportuno para fazer o mesmo com a ABNT.” (Mario G. Cortopassi, ex-presidente da ABNT e ex-presidente da ISO)

Hayrton Rodrigues do Prado Filho, jornalista profissional registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social sob o nº 12.113 e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo sob o nº 6.008

Essa frase me inspirou e a partir de sugestões de vários leitores, resolvi fazer uma pesquisa, usando o Survey Monkey para ouvi-los. Devemos lembrar que há 14 anos, Pedro Buzatto Costa (muito conhecido pelo poder judiciário), presidente do Conselho Deliberativo, seu genro, Ricardo Fragoso, diretor geral, e Carlos Santos Amorim, diretor de relações externas, alteraram os estatutos da ABNT e comandam de forma ditatorial a entidade cometendo vários ilícitos que denunciei em vários artigos sobre os mandos e desmandos da atual diretoria da ABNT. Milhares de leitores entraram em contato comigo para fazer inúmeras sugestões a fim de solucionar toda essa parafernália de atos condenáveis dessa diretoria. A atual diretoria da ABNT não pode cometer desvios do real objetivo do Foro Nacional de Normalização (ABNT) que é publicar as normas técnicas feitas pela sociedade, para uso da sociedade e em benefício da sociedade. A atual diretoria da ABNT não pode expor a entidade a situações de pirataria de software e comprometer sua credibilidade. Isso é caso de segurança nacional. Ou seja, não desviar do objetivo eminentemente público da entidade de normalização brasileira. Pedro, Ricardo e Amorim não podem ficar descumprindo as decisões da justiça (Justiça Estadual de São Paulo e Justiça Federal) e defendendo com unhas e dentes que as normas técnicas são de sua propriedade, são apenas vetores de qualidade e não são obrigatórias.

As pessoas precisam entender que a ABNT é uma sociedade civil, sem fins lucrativos e declarada de utilidade pública. Por força de vários dispositivos legais e regulamentares, em razão da atividade que pratica, é titulada para receber auxílio do Estado, além de ter receitas provindas da contribuição dos inúmeros associados integrantes dos vários setores produtivos da sociedade. Ou seja, há recursos de sobra para gerenciar a normalização, sem precisar explorar de forma criminosa os consumidores.

Os resultados dessa pesquisa serão apresentados e analisados nos próximos textos, bem como os principais comentários dos leitores que não serão identificados.

Para responder clique aqui

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade, editor do blog https://qualidadeonline.wordpress.com/ e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)hayrton@hayrtonprado.jor.br

 

II Pesquisa sobre Qualidade, Normalização e Metrologia ABQ/Target

capa

Resultados preocupantes: a competitividade brasileira não está nada bem, a péssima prestação de serviço público e a baixa participação da sociedade no consenso na normalização nacional.

Nos últimos anos, a competitividade brasileira foi afetada pela deterioração de fatores considerados básicos para a competitividade, como ambiente econômico, desenvolvimento do mercado financeiro e, principalmente, capacidade de inovação. Ou seja, é necessário que o país faça a sua lição de casa: reformas estruturais, melhorar a gestão pública, simplificar o marco regulatório, e modernizar a legislação trabalhista e previdenciária.

Feito isso, pode-se conseguir uma maior inserção internacional; espaço para o investimento privado; a internacionalização das empresas brasileiras; nova pauta de inovação tecnológica; e simplificação e modernização dos marcos regulatórios.

O resultado da pesquisa mostrou que a capacitação dos empregados, ouvir o cliente, sistema de gestão da qualidade e ética foram os itens prioritários para que se melhore a qualidade dos produtos e serviços no Brasil, em se tratando de empresas privadas.

Esses temas estão relacionados com a melhoria contínua das empresas que deve ser o conjunto de atividades planejadas através das quais todas as partes da organização objetivam aumentar a satisfação do cliente, tanto para os clientes internos quanto externos. É preciso melhorar se a empresa quiser manter a sua parcela de mercado.

Quanto à melhora da qualidade dos serviços públicos no Brasil, os respondentes apontaram como prioritários alguns temas: ética, menor interferência política nos cargos, focar de fato as necessidades do contribuinte/cliente daquele serviço e gestão profissional dos dirigentes parecem ser os recados para a melhoria da gestão pública. Os desafios são imensos, aliados à vontade política, liderança, honestidade de propósitos e amplo esclarecimento da população para, no médio prazo, se obter melhores resultados.

Para acessar o relatório completo da pesquisa clique aqui

 

Teste: você sabe trabalhar em equipe?

Curso Target

 

 

de 28/11/2016 até 30/11/2016

Ernesto Berg

Se você é subordinado, este questionário lhe dirá em que pé anda sua condição de atuar como membro de equipe. Responda às questões levando em conta como você realmente age, e não como você acha que deveria agir. Lembre-se que o questionário refere-se a você como membro participante de uma equipe.

SIM = S          NÃO = N          MAIS OU MENOS = + –

  1. Participo ativamente nas reuniões da minha equipe, dando ideias e sugerindo alternativas. S N + –
  2. Colaboro sempre que os meus colegas de trabalho solicitam minha ajuda.

S    N     + –

  1. A equipe onde trabalho é muito unida. Meus colegas confiam em mim e eu confio neles quando surge algum problema que precisamos resolver. S N     + –
  2. Tenho autonomia para fazer o meu serviço. S N + –
  3. Tenho ótimo relacionamento com os meus colegas de trabalho. S N + –
  4. Quando faço um curso ou assisto a uma palestra, retransmito o conteúdo para os meus colegas. S N + –
  5. Não me ofendo nem me aborreço quando recebo alguma crítica sobre o meu trabalho ou minha atitude. S N + –
  6. Percebo que as pessoas ouvem e respeitam as minhas opiniões no trabalho. S N     + –
  7. Tenho um ótimo relacionamento com o meu chefe. S N + –
  8. Estou sempre inovando e otimizando processos e métodos no meu trabalho. S    N     + –
  9. Gosto de aprender coisas novas com meus colegas sobre o serviço. S N + –
  10. Sou solidário e ofereço apoio aos colegas que estão passando por dificuldades. S N + –
  11. Quando têm problemas pessoais ou de trabalho, meus colegas normalmente vêm conversar comigo. S N + –
  12. Cultivo e faço questão de que haja um forte espírito de equipe e de união entre todos os colegas do meu departamento. S N + –
  13. Sei que o meu trabalho contribui para a empresa atingir seus objetivos. S N + –
  14. Acredito na minha competência para realizar o meu trabalho. S N + –
  15. Gosto muito do meu trabalho. S N + –
  16. Se, por algum motivo estou aborrecido, controlo o meu temperamento e as minhas palavras para não ofender meus colegas. S N + –
  17. Estou constantemente me desenvolvendo profissionalmente, lendo livros e assistindo cursos e palestras. S N + –
  18. Respeito as opiniões e ideias dos meus colegas e não tento impor os meus argumentos a eles. S N + –

Faça Sua Avaliação

Marque um ponto para cada resposta SIM

Marque meio ponto para cada resposta MAIS OU MENOS

Não há pontuação para respostas NÃO

Total de Pontos:__________

Interpretação

De 17 a 20 pontos. Ótimo. Você é um excelente colaborador, tanto com a chefia como com os colegas, e demonstra um acentuado espírito de equipe acreditando na importância do trabalho em conjunto. Você é um ótimo catalisador do grupo e contribui muito para o relacionamento harmonioso da equipe.

De 14 a 16,5 pontos. Você é um bom colaborador e vai indo bem, mas em alguns aspectos, poderia ser mais participativo com seus colegas, e talvez com seu chefe, pois você demonstra capacidade para contribuir mais do que vem fazendo em seu departamento.

De 11 a 13,5 pontos. Você é um médio colaborador de equipe. Contribui em algumas ocasiões e em outras não, dependendo da “situação”. É possível que seu relacionamento com o chefe e com alguns dos seus colegas seja morno, e com outros, tenha mais afinidade. Procure analisar o que está impedindo sua participação mais ativa no grupo, pois potencial para isso você tem.

De 8 a 10,50 pontos. Você aparenta ser do tipo que não se envolve muito com o grupo e espera para ver como as coisas vão se encaminhar. Não significa que você não contribua, mas aguarda para que venham até você, pois não toma iniciativa para isso. Procure ser mais participativo com sua equipe.

Abaixo de 8 pontos. Provavelmente você não é popular entre seus colegas de trabalho e também não faz questão de aproximar-se deles. É possível que você não se sinta a vontade com seus colegas, talvez por insegurança pessoal ou por já ter tido desavença com eles. Procure analisar o que realmente está afastando você do grupo, e tente uma real aproximação com a equipe, pois seu isolamento tenderá a prejudicar-lhe cada vez mais.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 15 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos.

II Pesquisa sobre Qualidade, Competitividade e Metrologia ABQ/Target

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A Academia Brasileira da Qualidade (www.abqualidade.org.br) e a Target (www.target.com.br) convidam você a participar e a responder essa pesquisa sendo que os seus resultados serão apresentados no III Seminário ABQ Qualidade Século XXI, a realizar-se no dia 10 de novembro próximo, na FIESP, em São Paulo, SP.

Você, participando desta pesquisa, poderá preencher a ficha de inscrição com garantia de participação gratuita online do evento.

Para responder, clique no link https://pt.surveymonkey.com/r/2-pesquisa-qnm-abq-target-qualidadeonline