As emissões veiculares em São Paulo


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emissõesA Cetesb publicou o relatório Emissões Veiculares no Estado de São Paulo trazendo as estimativas de emissão de poluentes por veículos rodoviários no período de 2006 a 2014. Os seguintes compostos foram inventariados: monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos não metano (NMHC), dióxido de enxofre (SO2), aldeídos (RCHO) e material particulado (MP).

Em 2014, a estimativa da frota circulante no estado foi de 15,3 milhões de veículos, um aumento na ordem de 3% em relação a 2013. Desses, 10 milhões são automóveis, 2 milhões são comerciais leves, 600 mil ônibus e caminhões e 2,7 milhões de motocicletas.

O documento revelou, entre outros dados, que as emissões totais no estado, em 2014, foram de 417 mil toneladas de monóxido de carbono/CO (35% a menos que a emissão de CO em 2006), 85 mil toneladas de hidrocarbonetos não metano/NMHC (28% menos que em 2006) – já incluída a estimativa de emissão de abastecimento – , 1,8 mil toneladas de aldeídos/RCHO (35% menos que há 9 anos), 171 mil toneladas de óxidos de nitrogênio/NOx (21% a menos), 4,8 mil toneladas de material particulado/(MP (43% a menos) e 5,6 mil toneladas de óxidos de enxofre/SOx (53% a menos). Como nas edições anteriores, as estimativas de emissões das regiões metropolitanas demonstram que a RMSP é a mais impactada pela circulação e comporta aproximadamente metade da frota do estado.

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Entre 2006 e 2014, os dados estaduais mostraram que o decréscimo na emissão de poluentes foi motivada pela incorporação de veículos com novas tecnologias em substituição aos veículos antigos, mais poluidores. O relatório apontou que a frota paulista cresceu 3% em 2014, confirmando uma tendência da taxa de crescimento, em queda desde 2012, após período de alta das vendas de veículos novos. A idade média da frota é de aproximadamente nove anos.

A parcela dos mais antigos, correspondente a 10% do total, é responsável por mais ou menos 40% da emissão de alguns dos principais poluentes que afetam a qualidade do ar. Ao contrário, a parcela mais nova da frota – carros fabricados a partir de 2014 –  corresponde a 7% do conjunto de veículos leves e é responsável por apenas 2% da emissão total de poluentes da categoria. Projeções de especialistas dão conta de que essa frota mais antiga demorará ainda cerca de 10 anos para ser totalmente substituída.

Complementarmente, a análise da evolução tecnológica da frota no período entre 2006 e 2014, para automóveis, permite verificar no ano passado uma situação excepcional contrária à tendência geral de redução das emissões que havia até 2013, fato que se deve justamente à diminuição da taxa de crescimento de vendas de veículos leves novos.

Com relação aos caminhões, no mesmo período, a tendência de redução da emissão é bastante visível para todos os poluentes – provavelmente, por causa da evolução da frota para fases mais recentes do Proconve, como a Fase P7 (última fase dos veículos pesados), iniciada em 2012. E com relação às motos, notou-se que, com exceção do NOx – cuja emissão estabilizou – , decresceu para outros gases, sendo que com a nova fase M4 do Promot, a partir deste ano, novos ganhos deverão ser registrados.

Segundo a Cetesb, as ações fiscalizatórias, como a da fumaça preta emitida em excesso (acima do permitido pela legislação) pelos veículos diesel, atividade essa exercida rotineiramente ou em megacomandos durante a Operação Inverno, resultaram em cerca de 21 mil multas em 2014 e, certamente, também contribuíram para a redução da emissão de fumaça para a atmosfera. Destacou-se no relatório, ainda, a diminuição drástica da emissão de compostos de enxofre em 2014,  em função da redução desse contaminante na gasolina, desde o ano passado, e no diesel, a partir de 2013.

A exceção é a emissão de vapor de combustível durante o abastecimento, que cresce na mesma proporção do consumo. Esse tipo de emissão ainda não é controlado no Brasil e na maior parte do mundo, porém os dados mostram que ele é significativo.

Esta edição trouxe uma estimativa da emissão de gases de efeito estufa (GEE) provenientes dos veículos automotores, que totalizou 39 milhões de toneladas, mostrando uma pequena diminuição em relação a 2013. Essa redução ocorreu em função da queda no consumo de diesel (combustível fóssil) e do aumento do uso do etanol (combustível renovável), em substituição à gasolina.

Como conclusão, a Cetesb observou que o impacto das emissões veiculares é mais sentido nas regiões em que a qualidade do ar apresenta elevados níveis de concentração de ozônio e de MP. Ainda que os fatores de emissão dos veículos novos estejam decrescendo, o aumento da frota, os congestionamentos das vias e a emissão de abastecimento comprometem os ganhos obtidos com os avanços tecnológicos.

A concentração de metais pesados no ar de SP

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poluiçãoA Cetesb fez um estudo para avaliar as concentrações de metais pesados na atmosfera do município de São Paulo. O objetivo foi verificar os níveis de concentração desses metais, encontrados no material particulado atmosférico, ao longo dos anos, e comparar essas concentrações com valores de referência estabelecidos para esse poluente.

A maioria dos metais ocorre no ar ambiente na forma de partículas, apesar de constituírem uma pequena fração do material particulado. Dessa forma, a medição dos níveis de concentrações de metais em partículas inaláveis é importante para determinar possíveis impactos sobre a saúde humana e o meio ambiente.

O relatório foi elaborado utilizando-se dados coletados nas Partículas Inaláveis (MP) da estação de monitoramento instalada no bairro de Cerqueira César, que é fortemente influenciada pelas emissões veiculares e pertence à rede manual de qualidade do ar da Cetesb. Foram analisadas amostras coletadas uma vez a cada seis dias, por 24 horas, nos anos de 2002, 2006, 2009 e 2012. A determinação de metais foi feita utilizando espectrômetro de fluorescência de Raio –X.

Os resultados mostraram que as concentrações de metais apresentaram reduções ao longo dos anos, seguindo a tendência das concentrações de MP10 obtidas nesses anos.]As concentrações médias anuais tanto de Ni (níquel) quanto de As (arsênio) e Pb (chumbo), estiveram abaixo dos valores de referência estabelecidos pela União Europeia. No caso do Pb, foram inferiores ao padrão de qualidade do ar adotado no estado de São Paulo para este poluente, que é também o valor guia estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo a Cetesb, os metais são encontrados naturalmente, em baixos níveis, no meio ambiente e alguns são considerados nutrientes essenciais para os seres humanos. No entanto, certos tipos de metais ou mesmo metais em altas concentrações podem ter efeitos prejudiciais sobre a saúde humana e o meio ambiente.

Como a maioria dos metais no ar ocorrem no ambiente na forma de partículas, apesar de os metais constituírem apenas uma pequena fração do material particulado, a medição dos níveis de concentração de metais em partículas inaláveis é importante para determinar seus possíveis impactos sobre a saúde humana. O material particulado inalável (MP) com diâmetro aerodinâmico igual ou inferior a 10 mm é constituído por uma mistura complexa de partículas sólidas e líquidas de substâncias orgânicas e inorgânicas em suspensão no ar. O MP é considerado um dos principais indicadores para possíveis efeitos à saúde, pois é facilmente inalado, depositando-se nos pulmões ou nas vias respiratórias superiores. Os metais pesados são emitidos para o ambiente a partir de uma variedade de fontes antropogênicas.

Os processos de combustão são as fontes mais importantes desses metais, como queima de combustíveis em fontes estacionárias, exaustão de veículos automotores, além de processos de geração de energia utilizando combustíveis fósseis, fundição e incineração. Entretanto, no centro de grandes áreas urbanas, densamente povoadas, as emissões provenientes das fontes móveis, que ocorrem ao nível do solo e ao longo das ruas, são as principais fontes a serem consideradas.

Como os metais são elementos que não podem ser decompostos ou destruídos, consequentemente, acumulam-se no ambiente. Na atmosfera o meio de remoção desses metais é por deposição seca (sedimentação) e/ou deposição úmida (precipitação).

De acordo com diversas organizações internacionais, entre elas a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer (IARC), alguns metais pesados são reconhecidamente carcinogênicos, entre eles cádmio (Cd), níquel (Ni) e arsênio (As). Para as substâncias carcinogênicas, os valores de referência fornecem uma estimativa de risco, que está associada às concentrações desses metais na atmosfera e ao tempo de exposição da população a essas concentrações.

Segundo dados da OMS, o cádmio presente na atmosfera representa um perigo potencial para a saúde humana, podendo exercer efeitos tóxicos sobre os rins, o sistema esquelético e o sistema respiratório e é classificado como um carcinogênico humano. A exposição em longo prazo a alguns compostos de níquel podem causar efeitos tóxicos nas vias respiratórias e sistema imunológico.

Geralmente, a exposição a aerossóis contendo níquel contribuem para doenças respiratórias, como asma, bronquite, rinite, sinusite. Vários estudos epidemiológicos têm investigado o potencial carcinogênico proveniente da inalação de compostos de níquel.

O arsênio e seus compostos são tóxicos quando inalados, ingeridos ou absorvidos. As doenças ligadas ao envenenamento crônico por arsênio incluem desde lesões de pele até diabetes, insuficiência renal e câncer, entre outras.

O chumbo também é um metal de grande importância ambiental por ser nocivo à saúde humana. Ele se acumula no sangue, nos ossos e nos tecidos moles, também podendo afetar os rins, o fígado e o sistema nervoso.

Por que foi escolhida a estação Cerqueira César para a amostragem? A Cetesb acha que as concentrações de poluentes observados em uma determinada estação de amostragem dependem de uma série de fatores relativos à localização desta estação e das fontes de emissão que a influenciam. A escala espacial de representatividade da estação define a área de abrangência em que os níveis de concentração e os valores medidos na estação podem ser considerados similares. A estação Cerqueira César, localizada na zona oeste de São Paulo, em uma das partes mais altas da cidade, é considerada uma estação de microescala. Essa escala espacial caracteriza-se por estar localizada próxima às fontes de emissão, neste caso as vias de tráfego, abrangendo áreas de dimensões de poucos metros a 100 metros. A estação está instalada na Faculdade de Saúde Pública, distante cerca de 7 metros da Av. Dr Arnaldo, que possui tráfego intenso tanto de veículos leves como pesados (ônibus).

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Concentrações médias anuais obtidas na estação Cerqueira César

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Concentrações máximas diárias obtidas para cada elemento na estação Cerqueira César

Enfim, as concentrações médias anuais tanto de Ni quanto As e Pb estiveram abaixo dos valores de referência estabelecidos pela União Europeia. No caso do Pb, foram inferiores ao padrão de qualidade do ar adotado no Estado de São Paulo para este poluente (em que pese ter sido medido no MP), que é também o valor de referência estabelecido pela OMS.

As concentrações médias assim como as faixas de valores obtidos neste estudo, para Ni, As e Pb, foram comparáveis às obtidas em outras cidades ao redor do mundo. Não houve grande variação no teor porcentual dos metais no MP10 ao longo dos anos.

Os níveis de chumbo obtidos na atmosfera foram maiores que os de níquel, seguido do arsênio. · No caso do cádmio, os valores obtidos estiveram abaixo do limite de detecção do método.

As concentrações de Ni e Pb diminuíram em 2009, em relação a 2002 e 2006 e voltaram a aumentar em 2012, seguindo a tendência das concentrações de MP obtidas nesses anos. Foi observada uma forte correlação (r=0,80) entre as concentrações de Pb e As indicando que esses metais podem ser provenientes das mesmas fontes.

Os prováveis efeitos poluidores do incêndio em Santos (SP)

incêndio_santos2Depois que seis tanques de combustíveis foram atingidos pelas chamas e os bombeiros ainda tentando combater o incêndio, a fumaça preta que cobre parte do céu de Santos (SP) pode significar problemas devido à poluição ambiental. A Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) classificou a qualidade do ar na região do incêndio como ruim, em uma escala que vai de boa a péssima.

Já o monitoramento feito pelas cinco estações automáticas de qualidade do ar da Cetesb localizadas em Santos e Cubatão não registraram aumento significativo na concentração dos poluentes avaliados (material particulado, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e ozônio), até o momento. As estações (Cubatão-Vila Parisi, Cubatão-Centro, Cubatão-Vale do Mogi, Santos-Boqueirão e Santos-Ponta da Praia) estão localizadas em um raio de seis a dez quilômetros do local do incêndio, no terminal de tancagem da empresa Ultracargo/Tequimar, na zona industrial do bairro da Alemoa, em Santos.

Os dados disponíveis mostram que a qualidade do ar nas estações de Santos variou entre a condição boa e moderada desde o início do incêndio. Nesse mesmo período, nas estações de Cubatão verificou-se que a área central da cidade permaneceu com qualidade boa e moderada, enquanto a área industrial oscilou entre a condição boa e muito Ruim. Deve-se observar que a má condição da qualidade do ar na estação de Cubatão – Vila Parisi já era verificada antes do incêndio, por causa de contribuições das fontes locais.

Com relação à população que vive próxima às estações da Cetesb, os riscos de exposição à poluição estão se mostrando menores, já que a pluma da fumaça está se elevando em razão do calor das chamas, dispersando os poluentes. No caso da população que vive mais próxima ao local do incêndio, a Cetesb está estudando a possibilidade de deslocar a estação de monitoramento móvel que se encontra no bairro da Ponta da Praia, na Praça José Rebouças, em Santos, para um local ainda mais próximo da área do incêndio.

Na verdade, a liberação de gases poluentes, resultado da queima de combustíveis como gasolina e etanol, pode causar efeitos imediatos no sistema respiratório. São substâncias que estão diariamente na atmosfera em função do próprio uso de veículos, por exemplo, mas que apresentam riscos maiores quando a exposição é em quantidades expressivas e por longos períodos.

incêndio_santosNo fundo, um acidente deste tipo tem consequências imprevisíveis, já que não se sabe quanto tempo a fumaça ficará no ar. Provavelmente, a longo prazo, haverá consequência principalmente para quem já tem alguma doença respiratória.

O contato com o dióxido de enxofre — substância resultante da queima de gasolina — pode causar, de imediato, tosse seca, irritação e ardência nos olhos, nariz e boca em quem está mais próximo ao foco do incêndio. Outro efeito seria a inflamação das vias aéreas e até mesmo falta de ar. Contudo, as consequências dependem diretamente da intensidade da exposição aos gases poluentes.

Estudos mostram o agravamento de problemas cardiovasculares em momentos de picos de poluição. Se a concentração (de gases poluentes, como dióxido de enxofre) é alta, pode tanto causar doenças em quem não tem, quanto novos sintomas em quem já sofre de alguma, como asma ou bronquite. Se a pessoa já tem uma doença respiratória ou cardíaca, ela faz parte de um grupo mais suscetível.

Em casos de alta exposição, a inalação dos poluentes pode evoluir para um edema pulmonar e, em quem sofre de doença cardiovascular, causar até um infarto. A Cetesb acredita que as condições meteorológicas de Santos favorecem a dispersão de partículas — ou seja, as correntes também podem prejudicar o ar de localidades vizinhas. Especialistas alertam que, caso a qualidade piore, moradores mais próximos devem ser orientados a deixarem as suas casas.

Outro risco diz respeito ao dano ambiental. Um relatório preliminar da Ultracargo aponta que o incêndio provocou a contaminação da água do canal do estuário de Santos e pode ser a causa da morte de milhares peixes. A água usada para conter as chamas foi despejada no estuário pelo sistema de escoamento da Ultracargo contaminada com combustível, provocando alteração da temperatura e saturação do oxigênio, provavelmente causando a morte dos peixes.

O hidrocarboneto (combustível com base no petróleo) atinge a água, dificulta a luminosidade do céu e a transferência de oxigênio, o que leva rapidamente à mortandade de peixes por sufocamento e, também, por ficar com o óleo impregnado na pele. Já a questão da fuligem, que com o vento é disseminada, pode gerar um aceleramento de corrosão das espécies nativas, queima das folhas das árvores e a própria geração de chuva ácida decorrente do contato desses gases com a umidade.

A Cetesb considera-se poluente qualquer substância presente no ar e que, pela sua concentração, possa torná-lo impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, causando inconveniente ao bem estar público, danos aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade. O nível de poluição atmosférica é medido pela quantidade de substâncias poluentes presentes no ar. A variedade das substâncias que podem ser encontradas na atmosfera é muito grande, o que torna difícil a tarefa de estabelecer uma classificação.

A interação entre as fontes de poluição e a atmosfera vai definir o nível de qualidade do ar, que determina por sua vez o surgimento de efeitos adversos da poluição do ar sobre os receptores, que podem ser o homem, os animais, as plantas e os materiais. A medição sistemática da qualidade do ar é restrita a um número de poluentes, definidos em função de sua importância e dos recursos disponíveis para seu acompanhamento.

No caso do incêndio em Santos, há o dióxido de enxofre (SO2) que resulta principalmente da queima de combustíveis que contém enxofre, como óleo diesel, óleo combustível industrial e gasolina. É um dos principais formadores da chuva ácida. O dióxido de enxofre pode reagir com outras substâncias presentes no ar formando partículas de sulfato que são responsáveis pela redução da visibilidade na atmosfera.

Igualmente, o enxofre reduzido total (ERT), também chamado de sulfeto de hidrogênio, metil-mercaptana, dimetil-sulfeto, dimetil-dissulfeto. São, de maneira geral, os compostos de enxofre reduzido mais frequentemente emitidos em operações de refinarias de petróleo, fábricas de celulose, plantas de tratamento de esgoto e produção de rayon-viscose, entre outras.

As demais espécies de enxofre reduzido são encontradas em maior quantidade perto de locais específicos. O dissulfeto de carbono, por exemplo, é usado na fabricação de rayon-viscose e celofane. Os compostos de enxofre reduzido também podem ocorrer naturalmente no ambiente como resultado da degradação microbiológica de matéria orgânica contendo sulfatos, sob condições anaeróbias, e como resultado da decomposição bacteriológica de proteínas. Estes compostos produzem odor desagradável, semelhante ao de ovo podre ou repolho, mesmo em baixas concentrações.

Os problemas decorrentes da baixa umidade do ar e da alta concentração de poluentes, como no inverno, frequentemente ocorrem em dias com baixa umidade do ar e alta concentração de poluentes. Nessas condições, é comum ocorrerem complicações respiratórias devido ao ressecamento das mucosas, provocando sangramento pelo nariz, ressecamento da pele e irritação dos olhos.

Quando a umidade relativa do ar estiver entre 20 e 30%, é melhor evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas; umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, umidificação de jardins etc; sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol ou em áreas arborizadas. Se a umidade estiver entre 20 e 12%, é recomendável suspender exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas; evitar aglomerações em ambientes fechados; e seguir as orientações anteriores.

Mas, se a umidade for menor do que 12% é preciso interromper qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas; determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados; manter umidificados os ambientes internos, principalmente quartos de crianças, hospitais, etc. Além dessas medidas é recomendável usar colírio de soro fisiológico ou água boricada para os olhos e narinas e beber muita água.

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Caminhões adulterados podem poluir cinco vezes mais

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Gestão de Energia – Implantação da Nova Norma NBR ISO 50001 – Disponível pela Internet

A Nova Norma deve conduzir as reduções nos custos, nas emissões de gases de efeito estufa e outros impactos ambientais através da gestão sistemática da energia.

caminhãoO uso correto do Agente Redutor Liquido de NOx Automotivo (Arla 32) reduz as emissões de poluentes em até 98%

O desenvolvimento do mercado do Arla 32, agente líquido redutor de emissões de óxidos de nitrogênio (NOx), foi tema de workshop que reuniu executivos do setor, além de técnicos, pesquisadores, advogados e representantes de entidades de classe no Rio na última semana. Em comum, os participantes do evento têm o propósito de consolidar, no mercado nacional, o uso do produto que é obrigatório para veículos movidos a óleo diesel produzidos com a tecnologia do Sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR).

As emissões de gases poluentes de um caminhão adulterado para não usar Arla 32 equivalem às emissões de, aproximadamente, cinco caminhões não adulterados. O uso correto do aditivo, por sua vez, reduz essas emissões em até 98%.

O Arla 32 atua nos catalisadores do sistema de escapamento dos motores, permitindo a redução da emissão de óxidos de nitrogênio . Em reação com os gases de escape dos veículos, o Arla 32 transforma NOx em vapor d’água e nitrogênio, gases inofensivos para a saúde humana. Seu uso é regulamentado pela Resolução 214, emitida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em 28/09/2009.

O engenheiro Tadeu Cordeiro, do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), confirma que os testes realizados comprovam o aumento das emissões em quase cinco vezes com o uso de emuladores, conhecidos como “chips”, que permitem burlar o uso do Arla 32. Representantes do Departamento Jurídico da Petrobras pontuam que a adulteração do Arla 32 pode gerar advertência e multa para usuários e suspensão das atividades para quem comercializa o produto.

Para o gerente executivo da Petrobras, Marcelo Murta, é importante dar visibilidade à questão de modo a conscientizar a sociedade, fortalecer a fiscalização e eliminar a prática lesiva, assegurando o cumprimento da resolução do Conama. O diretor da Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América Latina (Affevas), Elcio Luiz Farah, manifesta preocupação com o avanço dos casos de adulteração de veículos para burlar o uso do produto.

Segundo ele, estudo da entidade mostra que, a partir de abril de 2013, houve um claro descolamento entre as vendas do Arla 32 e do óleo diesel. O Arla 32 destina-se à frota de veículos fabricados a partir de 2012 para atender a norma ambiental Euro V, criada na União Europeia para limitar a quantidade de emissões veiculares.

Farah afirmou que o uso de chips que permitem burlar o uso do Arla 32 equivale a uma regressão de 20 anos em termos de atraso ambiental. Para ele, as emissões de NOx de um caminhão Euro V adulterado para não usar o Arla 32 equivalem às emissões de 4,5 caminhões não adulterados.

A visibilidade da poluição atmosférica foi destacada, durante o evento, pelo professor do Departamento da PUC-Rio, José Marcus Godoy, que apresentou fotografias de grandes centros urbanos em São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro encobertos por nevoeiros contaminados por fumaça (smog).Com seu uso correto, o Arla 32 reduz as emissões de óxidos de nitrogênio do veículo em até 98%, contribuindo de forma decisiva para preservar o meio ambiente, reduzindo significativamente os riscos para a saúde da população, hoje exposta a um grau elevado de poluição atmosférica.

Existem diferentes padrões de emissões veiculares no mundo, que por sua vez estabelecem limites específicos para a emissão de NOx. Os padrões mais rigorosos exigem a utilização do sistema SCR e do Arla 32. Normalmente, os principais poluentes focados pelas legislações de emissões veiculares são: os óxidos de nitrogênio (NOx), material particulado (PM), monóxido de carbono (CO) e hidrocarbonetos (HC).

Na Europa, o primeiro desses padrões, o Euro 0, entrou em vigor em 1990, com limites de NOx de 14,4 e de PM de 1,1, ambos mesurados em g/kWh. O padrão Euro III, de 2001, reduziu esses limites para 5 e 0,1, respectivamente. A utilização do ARLA 32 veio com a introdução dos padrões Euro IV, V e VI.

Os componentes regulados são o NOx, o material particulado (PM), os hidrocarbonetos (HC) e o monóxido de carbono (CO). O Euro IV foi implementado de outubro de 2005 a outubro de 2006 e as datas de implementação do Euro V foram de outubro de 2008 a outubro de 2009. O limite de emissões para NOx é de 3,5 g/kWh no Euro IV e 2,0 g/kWh no Euro V. O padrão Euro VI será implementado de  2013-14 e terá um limite de NOx de 0,4 g/kWh.

Nos Estados Unidos, as emissões de veículos são reguladas pelo Clean Air Act. A utilização do Arla 32, conhecido por lá como DEF, no controle de Nox, iniciou-se em janeiro de 2010 com a implementação do padrão de emissão conhecido como US2010, que estabelece os limites de emissão de NOx em 0,3 g/kWh. Na Austrália e na Nova Zelândia, os padrões de emissão seguem os da Europa com alguns anos de defasagem. O Euro IV foi introduzido por etapas a partir de 2007 e o Euro V está sendo implementado em 2010.

Na China, a legislação é chamada de National Standard IV e V. A partir de 2008, o padrão National VI para veículos pesados reduziu os limites de NOx para 3,5 g/kWh e os limites para material particulado para 0,02 g/kWh. Esse padrão tem sido aplicado em Pequim desde 2008.

No Brasil, a legislação é chamada de Proconve – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores. Da fase P-5 que seria equivalente ao Euro III, a partir de janeiro de 2012, foi-se direto para a fase P-7.

Deve-se saber que o Arla 32 é um reagente que é usado juntamente com o o Selective Catalytic Reduction ou Redução Catalisadora Seletiva (SCR) para reduzir quimicamente as emissões de óxidos de nitrogênio presentes nos gases de escape dos veículos a diesel. É uma solução a 32,5% de uréia de alta pureza em água desmineralizada que é transparente, não tóxica e de manuseio seguro. Ele não é explosivo, nem inflamável nem danoso ao meio ambiente.

É classificado como produto de categoria de risco mínimo no transporte de fluidos. Não é um combustível, nem um aditivo de combustível e precisa ser utilizado em um tanque específico nos veículos diesel SCR. O abastecimento é feito de forma semelhante ao diesel.

O consumo médio de Arla 32 é de 5% do consumo de diesel, de maneira que será necessário abastecer muito menos dele do que diesel. Serão utilizados cerca de 5 litros para cada 100 litros de diesel. Várias ações podem afetar a qualidade do Arla 32. Para prevenir uma contaminação, é imperativo que materiais estranhos não entrem em contato com a solução. Utilizá-lo contaminado pode levar a uma dispendiosa substituição do catalisador.

O SCR representa uma tecnologia que requer a utilização de um reagente chamado Arla 32 (também conhecido como AdBlue na Europa e DEF nos Estados Unidos) para reduzir quimicamente o Nox. Quase a totalidade dos fabricantes de veículos pesados decidiu utilizar essa tecnologia para se adequar à a nova legislação de emissões de NOx. Tecnologias concorrentes oferecem menores benefícios em eficiência do combustível e emissões mais altas de CO2.

Dessa forma, o SCR é a solução de custo mais eficaz para se adequar aos padrões de emissões de Nox. Os principais componentes do sistema SCR são o catalisador SCR, a unidade de injeção do Arla 32, o tanque de Arla 32 e a unidade de controle de dosagem.

O Arla 32 é injetado no escapamento, antes do catalisador SCR e depois do motor. Aquecido no escapamento, decompõe-se em amônia e CO2. Quando o NOx reage com a amônia dentro do catalisador, as moléculas danosas de NOx no escapamento são convertidas em inofensivas moléculas de nitrogênio e água.

Os principais poluentes atmosféricos são os aldeídos (RCHO), compostos químicos resultantes da oxidação parcial dos alcoóis ou de reações fotoquímicas na atmosfera, envolvendo hidrocarbonetos. Suas fontes são emitidos na queima de combustível em veículos automotores, principalmente nos veículos que utilizam etanol. Os aldeídos emitidos pelos carros são o Formaldeído e o Acetaldeído (predominante). Seus efeitos: a irritação das mucosas, dos olhos, do nariz e das vias respiratórias em geral e podem causar crises asmáticas, são ainda compostos carcinogênicos potenciais.

O dióxido de enxofre (SO2) é um gás tóxico e incolor, pode ser emitido por fontes naturais ou por fontes antropogênicas e pode reagir com outros compostos na atmosfera, formando material particulado de diâmetro reduzido. Suas fontes podem ser naturais, como vulcões, contribuem para o aumento das concentrações de SO2 no ambiente, porém na maior parte das áreas urbanas as atividades humanas são as principais fontes emissoras. A emissão antropogênica é causada pela queima de combustíveis fósseis que contenham enxofre em sua composição. As atividades de geração de energia, uso veicular e aquecimento doméstico são as que apresentam emissões mais significativas. Seus efeitos incluem o agravamento dos sintomas da asma e aumento de internações hospitalares, decorrentes de problemas respiratórios. São precursores da formação de material particulado secundário. No ambiente, podem reagir com a água na atmosfera formando chuva ácida.

O dióxido de nitrogênio (NO2) é um gás poluente com ação altamente oxidante, sua presença na atmosfera é fator chave na formação do ozônio troposférico. Além de efeitos sobre a saúde humana apresenta também efeitos sobre as mudanças climáticas globais. Suas fontes podem ser naturais (vulcanismos, ações bacterianas, descargas elétricas) e antropogênicas (processos de combustão em fontes móveis e fixas). As emissões naturais são em maior escala que as antropogênicas, porém, em razão de sua distribuição sobre o globo terrestre, tem menor impacto sobre as concentrações deste poluente nos centros urbanos. Seus efeitos: altas concentrações podem levar ao aumento de internações hospitalares, decorrente de problemas respiratórios, problemas pulmonares e agravamento à resposta das pessoas sensíveis a alérgenos. No ambiente pode levar a formação de smog fotoquímico e a chuvas ácidas.

Os hidrocarbonetos (HC) são compostos formados de carbono e hidrogênio e que podem se apresentar na forma de gases, partículas finas ou gotas. Podem ser divididos em: THC – hidrocarbonetos totais; CH4 – hidrocarboneto simples, conhecido como metano; NMHC – hidrocarbonetos não metano, compreendem os HC totais (THC) menos a parcela de  metano (CH4). Suas fontes provêm de uma grande variedade de processos industriais e naturais. Nos centros urbanos as principais fontes emissoras são os carros, ônibus e caminhões, nos processos de queima e evaporação de combustíveis. Seus efeitos são precursores para a formação do ozônio troposférico e apresentam potencial causador de efeito estufa (metano).

O material particulado (MP) é uma mistura complexa de sólidos com diâmetro reduzido, cujos componentes apresentam características físicas e químicas diversas. Em geral o material particulado é classificado de acordo com o diâmetro das partículas, devido à relação existente entre diâmetro e possibilidade de penetração no trato respiratório. Suas fontes – as fontes principais de material particulado são a queima de combustíveis fósseis, queima de biomassa vegetal, emissões de amônia na agricultura e emissões decorrentes de obras e pavimentação de vias. Seus efeitos: câncer respiratório, arteriosclerose, inflamação de pulmão, agravamento de sintomas de asma, aumento de internações hospitalares e podem levar à morte.

O monóxido de carbono (CO) é um gás inodoro e incolor, formado no processo de queima de combustíveis. É emitido nos processos de combustão que ocorrem em condições não ideais, em que não há oxigênio suficiente para realizar a queima completa do combustível. A maior parte das emissões em áreas urbanas são decorrentes dos veículos automotores. Este gás tem alta afinidade com a hemoglobina no sangue, substituindo o oxigênio e reduzindo a alimentação deste ao cérebro, coração e para o resto do corpo, durante o processo de respiração. Em baixa concentração causa fadiga e dor no peito, em alta concentração pode levar a asfixia e morte.

O ozônio (O3) é um poluente secundário, ou seja, não é emitido diretamente, mas formado a partir de outros poluentes atmosféricos, e altamente oxidante na troposfera (camada inferior da atmosfera). O ozônio é encontrado naturalmente na estratosfera (camada situada entre 15 e 50 km de altitude), onde tem a função positiva de absorver radiação solar, impedindo que grande parte dos raios ultravioletas cheguem a superfície terrestre. A formação do ozônio troposférico ocorre através de reações químicas complexas que acontecem entre o dióxido de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, na presença de radiação solar.

Estes poluentes são emitidos principalmente na queima de combustíveis fósseis, volatilização de combustíveis, criação de animais e na agricultura. Entre os efeitos à saúde estão o agravamento dos sintomas de asma, de deficiência respiratória, bem como de outras doenças pulmonares (enfisemas, bronquites, etc.) e cardiovasculares (arteriosclerose). Longo tempo de exposição pode ocasionar redução na capacidade pulmonar, desenvolvimento de asma e redução na expectativa de vida.

Os poluentes climáticos de vida curta (PCVC ou em inglês SLCP) são os que têm vida relativamente curta na atmosfera (de alguns dias à algumas décadas), apresentam efeitos nocivos à saúde, ao ambiente e também agravam o efeito estufa. Os principais PCVC são o carbono negro, o metano, o ozônio troposférico e os hidrofluorocarbonetos (HFC). As fontes principais de carbono negro são a queima ao ar livre de biomassa, motores a diesel e a queima residencial de combustíveis sólidos (carvão, madeira).

As fontes de metano antropogênicas são sistemas de óleo e gás, agricultura, criação de animais, aterros sanitários e tratamentos de esgotos. Com relação aos HFCs seu uso ocorre principalmente em sistemas de ar condicionado, refrigeração, supressores de queima, solventes e aerossóis. Os PCVCs têm efeitos negativos sobre a saúde humana, sobre os ecossistemas e sobre a produção agrícola. O carbono negro é um dos componentes do material particulado, o qual apresenta efeitos nocivos sobre os sistemas respiratório e sanguíneo, podendo levar a óbito. O metano tem grande potencial de aquecimento global, além de ser precursor na formação do ozônio troposférico. Os HFCs, assim como o metano, também apresentam grande potencial de aquecimento global.

Impactos sociais e ambientais das olarias

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olariaNo Brasil, é muito comum quando há um crescimento demográfico muito grande em uma região existir em paralelo a necessidade de ampliação do sistema de produção que fornece os mais diversos itens que são utilizados nas construções civis e urbanização. Assim, surge a demanda de telhas e tijolos para suprir a necessidade do mercado. Uma vez identificada a demanda se torna necessária a maior oferta de produtos deste gênero, a fabricação destes materiais se dá em um local chamado olaria.

Os especialistas definem as olarias como empreendimentos que se baseiam na argila como matéria-prima e elas podem causar diversos tipos de danos ao meio ambiente, pois no processo de extração da argila, beneficiamento e produção dos tijolos, cerâmicas e afins, são realizadas diversas ações que podem causar impactos ambientais ao meio e a sociedade.

A argila pode ser definida como um material terroso, de granulação muito fina, que adquire plasticidade, quando umedecida com água. Mineralogicamente é composta por caulinita/haloisita, illita e montmorilonita, enquanto as impurezas presentes, às vezes úteis,são quartzo, mica, feldspato, óxido de ferro, carbonatos e matéria orgânica.

É proveniente da decomposição de rochas ígneas primárias, tais como granitos, feldspatos e pegmatitos, que se formam através da ação química da água, do óxido de carbono, dos ácidos húmicos e raramente dos gases de enxofre, flúor, auxiliados por temperaturas elevadas. Apresentam cores e tonalidades variadas, predominando do cinza-médio a escuro, além das tonalidades esverdeadas, amareladas, avermelhadas e amarronzadas. As argilas podem ocorrer em quase todo o mundo.

Podem ser encontradas argilas residuais na Grã-Bretanha, nos EUA, na China e no Brasil, enquanto que as argilas sedimentares podem ser encontradas nos EUA; já as argilas do tipo ball clay são mais encontradas nos EUA, Inglaterra, Alemanha e Brasil. Podem ser distribuídas em plásticas (queima branca ou clara) e fundentes (queima vermelha). As argilas plásticas são compostas de caulinita e outros argilo-minerais subordinados (illita e esmectita), com variável conteúdo de quartzo, feldspato, micas e matéria orgânica; na composição da massa, fornecem plasticidade, trabalhabilidade, resistência mecânica e refratariedade.

Deve-se dizer que se considera impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que direta ou indiretamente, afetam: a saúde, a segurança e o bem estar da população; as atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e a qualidade dos recursos ambientais. Em consequência, entre os diversos impactos acarretados devido às atividades das olarias está a extração indiscriminada de argila.

Essa atividade de extração desenvolvida no Brasil está voltada principalmente para a produção de matérias primas para a construção civil. Geralmente no processo de extração da argila, a cobertura vegetal é totalmente retirada e usada como lenha na queima dos produtos. Na medida em que o solo vai sendo retirado, o lençol freático torna- se mais vulnerável, facilitando assim, a contaminação das águas subterrâneas, caso ocorram derramamentos de óleo ou derivados provenientes das máquinas que atuam no local.

Os principais impactos ambientais encontrados foram o desmatamento das áreas de extração, as cavas no solo, e a poluição do ar decorrente da queima dos tijolos e de segurança dos trabalhadores. Um outro impacto ambiental bem relevante, é relacionada a vida útil da reserva de argila explorada e sua durabilidade, pois se sabe que sua exploração é feita sem qualquer estudo prévio, afetando sua vida útil, e todo ecossistema envolvido.

Já no beneficiamento da argila há o processo de queima dos tijolos, que é realizado em fornos construídos de maneira artesanal, utilizando-se sobras de madeiras advindas de áreas rurais provenientes de derrubadas para posterior formação de pastagens. Visto que, essa madeira é legalmente proibida, pois não possui autorização de nenhum órgão ambiental do município para sua utilização.

Além do impacto de desmatamentos encontrado, em relação à queima, é relevante relatar sobre a poluição do ar proveniente da fumaça que é liberada livremente na atmosfera, devido ao processo de queima dos tijolos, logo, o empreendimento localiza-se em uma área praticamente urbanizada, comprometendo assim a qualidade do ar dos moradores ao entorno. Ou seja, além dos desequilíbrios sociais e econômicos na região onde se localiza a olaria estudada, ocorre um desequilíbrio ecológico.

Para a fabricação dos tijolos, os oleiros desmatam, consomem lenha como fonte de energia, contribuem para a poluição da atmosfera, da água e do lençol freático, prejudicando o ciclo natural do escoamento dos sedimentos (areia, argila, silte) para os rios, acúmulo de lixo , além da possibilidade de esgotamento da jazida. Caracterizada pela falta de equipamentos de alto porte tecnológico, más condições de segurança do trabalho, a mineração artesanal está presente no cotidiano da sociedade brasileira, constituíndo-se em uma atividade com vulnerabilidade ambiental, social e econômica.

Soma-se a tudo isso o problema social. Por exemplo, uma operação feita pela polícia ambiental em olarias da região de José Bonifácio (SP), dois adolescentes de 16 anos faziam parte do quadro de operários – um deles, registrado – o que é proibido para esse tipo de profissão. Quatro olarias foram interditadas. Suspeitas de irregularidades foram confirmadas no local, como o uso de materiais tóxicos e a falta de equipamentos de segurança. Cerca de 30 pessoas sobrevivem do trabalho sem nenhum tipo de equipamento de segurança, como luvas, botas ou máscaras e também sem registro em carteira.

Além dos problemas com os operários, as equipes também constataram crimes ao meio ambiente. Fiscais da Cetesb encontraram óleo lubrificante usado em vários tambores. O produto estava sendo aproveitado na etapa em que os tijolos são  desenformados. O óleo pode causar danos a saúde dos funcionários.

Outra irregularidade é o uso da raspa de couro na fabricação dos tijolos. Ela foi vendida de forma clandestina por curtumes. A sobra deveria ter sido entregue a um aterro industrial, por conter cromo, um metal pesado que polui  o solo, mananciais e causa câncer. Apenas em uma das olarias, estavam depositadas mais de cinco toneladas do produto.

7 milhões de mortes ocorrem por ano devido a contaminação atmosférica

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

Capa da publicação E1324

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT está diretamente ligada à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Mais informações: https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou as novas estimativas onde destaca que em 2012 cerca de sete milhões de pessoas morreram, uma em cada oito mortes no mundo, como resultado da exposição à poluição do ar. Esta conclusão é duas vezes mais alta que as estimativas anteriores e confirmam que a poluição do ar é agora sozinha, o risco ambiental para a grande saúde mundial. Se a poluição do ar fosse reduzida poderia salvar milhões de vidas.

Em particular, os novos dados revelam uma forte ligação entre a exposição à poluição do ar em geral e do ar no interior dos domicílios e doenças cardiovasculares, tais como acidente vascular cerebral e doença isquêmica do coração, bem como entre a poluição do ar e câncer. Isto vais mais  além da função que desempenha a  poluição do ar no desenvolvimento de doenças respiratórias, tais como infecções respiratórias agudas e doença pulmonar obstrutiva crónica.

Na região das Américas, estima-se que houve cerca de 131 mil mortes ligadas aos efeitos combinados da poluição ambiental e contaminação dentro dos domicílios  em países de baixa renda. Outras 96 mil pessoas morreram por esta causa em países de alta renda da região. As novas estimativas da OMS  não se devem somente ao conhecimento mais amplo das doenças causadas pela poluição do ar, mas também devido a uma melhor avaliação da exposição humana a poluentes atmosféricos e pelas medições e tecnologias mais avançadas Isso permitiu aos cientistas analisar mais detalhadamente os riscos para a saúde  a partir de uma distribuição demográfica mais ampla que inclui também as áreas rurais, além das áreas  urbanas.

Considerando outras regiões, os países de níveis baixos e médios de renda no Sudeste da Ásia e do Pacífico ocidental apresentaram a maior carga relacionada com a poluição em 2012, com um total de 3,3 milhões de mortes relacionadas à poluição do ar no interior do domicílio  e 2,6 milhões de mortes relacionadas co a contaminação atmosférica. “Limpar o ar que respiramos impede o desenvolvimento de doenças não transmissíveis e reduz o risco de doenças entre as mulheres e grupos vulneráveis, tais como crianças e idosos”, comentou Flavia Bustreo, Assistente do Director-Geral da Saúde Família, Mulheres e Crianças da OMS. . “As mulheres e crianças pobres pagam um preço alto pela poluição do ar no interior do domicílio, porque eles passam mais tempo respirando a fumança, os vazamentos e fuligem de carvão e madeira proveniente dos fogões lenha”.

Na avaliação realizada foram incluidas as seguintes distribuições das mortes atribuídas a doenças específicas,  o que mostra que a grande maioria das mortes relacionadas à poluição do ar são devidas a doenças cardiovasculares:
Mortes devido à contaminação atmosférica – distribuição por doença:
•    40% – cardiopatia isquêmica;
•    40% – acidente cerebrovascular;
•    11% – doença pulmonar obstrutiva crónica;
•      6% – câncer de pulmão;
•      3% – infecção aguda das vias respiratórias inferiores em crianças
Mortes devido à contaminação do ar no domicílio – distribuição por doença:
•    34% – acidente cerebrovascular;
•    26% – cardiopatia isquêmica;
•    22% – doença pulmonar obstrutiva crónica;
•    12% – infecção aguda das vias respiratórias inferiores em crianças
•      6% – câncer de pulmão.

As novas estimativas são baseadas em dados mais recentes da mortalidade da OMS de 2012 e em evidências de que a exposição à poluição do ar representa um risco para a saúde. Estimativas da exposição humana à poluição do ar em diferentes partes do mundo foram feitas por meio de um novo mapeamento global, os dados coletados, incluindo medições de satélite de vigilância terrestre e dados sobre  emissões a partir de fontes fundamentais, bem como modelos sobre os padrões de viagem da poluição no ar. “Os riscos devidos à poluição do ar são maiores do que se pensava ou compreendia, especialmente para doenças cardíacas e acidente vascular cerebral”, disse Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Determinantes Sociais da Saúde da  OMS. “Atualmente, existem poucos riscos que afetam tanto a saúde do mundo, como a poluição do ar, as evidências apontam para a necessidade de esforços concentrados e medidas integradas para limpar o ar que todos respiramos”, disse ela.

Depois de analisar os fatores de risco e ter em conta as revisões na metodologia, a OMS estima que a poluição do ar no domicílio está associada a  4,3 milhões de mortes em 2012, em locais em que são utilizados fogões de carvão , madeira e biomassa. A nova estimativa é explicada por uma melhor informação sobre a exposição à poluição entre os 2,9 bilhões de pessoas que se estima viverem em domicílios onde madeira, carvão ou esterco são usados como  principal combustível para cozinhar, assim como varios testes de que a poluição do ar está relacionada com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pneumonia, e canceres. No caso da poluição atmosférica, a OMS estimou que cerca de 3,7 milhões de mortes em 2012, ocorreram devido a fontes urbanas e rurais em todo o mundo.

Muitas pessoas são expostas aos dois tipos de poluição ao mesmo tempo: atmosférica e do ar interior no domicílio. Devido a esta sobreposição, a mortalidade atribuída a duas fontes não pode simplesmente ser somada, portanto, a estimativa total é de cerca de sete milhões de mortes em 2012. “A excessiva poluição atmosférica é muitas vezes resultado de políticas que não são sustentáveis em setores tais como transportes, energia, gestão de resíduos e indústria pesada. Na maioria dos casos, será também mais econômico que a longo prazo sejam implementadas estratégias que dêem prioridade à saúde, devido à economia em custos de cuidados de saúde, além de benefícios climáticos “, disse Carlos Dora, coordenador  no Departamento de Saúde Pública, Ambiental e Determinantes Sociais da Saúde da OMS . “A OMS e os diferentes setores de saúde desempenham um papel único de traduzir as evidências científicas de poluição do ar para as políticas que podem fazer a diferença e fazer melhorias que irão salvar vidas”, disse ele.

A publicação dos dados de hoje é um avanço importante no roteiro da OMS para a prevenção de doenças relacionadas com a poluição do ar. Isso envolve a criação, sob os auspícios da plataforma global da OMS sobre a qualidade do ar e a saúde que vão gerar melhores dados sobre as doenças relacionadas com a poluição do ar e um suporte mais robusto para os países e cidades com orientação, informação e dados que demonstram os benefícios de saúde derivados de intervenções funadamentais. Ainda este ano, a OMS publicará orientações sobre a qualidade do ar interior abordando as questões sobre  o uso de combustíveis domésticos, e serão analisados dados relacionados com a exposição à poluição do ar e mortalidade geral no interior no domicílio, juntamente com as informações  atualizadas sobre as medições da qualidade do ar em 1600 cidades em todas as regiões do mundo.

Poluição do ar em São Paulo

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poluicaoEm 2011, a poluição do ar por material particulado fino (MP2,5) no estado de São Paulo apresentou um nível médio 2,5 vezes maior que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O resultado se baseia em informações sobre os níveis de poluição entre 2006 e 2011 e faz parte de pesquisa da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Instituto Saúde e Sustentabilidade, com participação da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O trabalho também apontou que no ano de 2011, houve cerca de 17 mil mortes e 68 mil internações de pacientes mais suscetíveis às doenças associadas à poluição, como câncer de pulmão, doenças respiratórias e problemas cardiovasculares, as quais geraram uma despesa de cerca de R$ 240 milhões para as instituições públicas e privadas de saúde do Estado.

O estudo teve a colaboração do professor Paulo Saldiva, da FMUSP. “O objetivo foi apresentar dados ambientais sobre a poluição por MP2,5 no Estado de São Paulo e avaliar os seus efeitos para saúde, mortalidade e adoecimento, bem como os gastos com internações devido a problemas ocasionados pelos poluentes”, afirma a médica Evangelina Vormittag, do Instituto Saúde e Sustentabilidade, que participou da pesquisa. “Cerca de 40% do MP na Região Metropolitana de São Paulo é emitido por veículos pesados movidos a óleo diesel. O restante vem da poeira, proveniente de aerossóis secundários e da ressuspensão de partículas, e da fuligem produzida pelas indústrias”.

Segundo a medica, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que possui estações de medição automática distribuídas em 29 municípios no Estado, mensurava apenas o MP de 10 micras (µ) até 2010. “A partir de 2011, duas estações passaram a medir o MP de 2,5 µ; para analisar os dados de 2006 a 2011, foi feito um cálculo convertendo os índices do MP de 10 µ em 2,5 µ”. De todas as 29 cidades do Estado que possuem estações de medição da Cetesb, 11 estão acima dos níveis de poluição da Capital. Os níveis são mais elevados na Baixada Santista e são equivalentes na Grande São Paulo e nas regiões de Jundiaí, Campinas, Sorocaba e Piracicaba.

Devido ao seu tamanho diminuto, o MP de 2,5 µ consegue chegar até os alvéolos pulmonares, causando maiores danos ao organismo. “A literatura médica aponta que este material está relacionado à ocorrência de câncer de pulmão e doenças respiratórias e cardiovasculares”, conta a médica. “Alguns cientistas afirmam que ele é capaz de passar dos alvéolos para a corrente sanguínea, provocando efeitos nocivos ao coração”.

A OMS publicou em 2006 um guia estabelecendo parâmetros para a qualidade do ar nas grandes cidades, com patamares aceitáveis de poluentes. “No caso do MP de 2,5 µ, o limite anual tolerável é de 10 µ segundo a OMS. O nível máximo anual admitido pela Cetesb para o MP de 10 µ era de 150 microgramas, sem haver nenhum padrão estabelecido para o MP de 2,5 µ até 2012”, aponta a pesquisadora. Em 2013 o governo estadual promulgou o Decreto 59.113, para a mudança dos padrões, porém o documento não possui prazos estabelecidos para a adoção dos índices da OMS.

Do total das mortes registradas em 2011 no Estado de São Paulo (17 mil), 7.900 aconteceram na Grande São Paulo e 4.600 apenas na cidade de São Paulo. “Na capital paulista, o número é cerca de três vezes maior do que as mortes por acidentes ou câncer de mama, e seis vezes maior do que os casos de AIDS ou de câncer de próstata” ressalta Evangelina. ”Entre 2006 e 2011, houve um total de 100 mil mortes atribuíveis à poluição em todo o Estado”.

Em relação às doenças respiratórias, a médica lembra que elas atingem principalmente crianças e idosos com mais de 60 anos, enquanto as doenças cardiovasculares e o câncer afetam especialmente os adultos maiores de 40 anos de idade. “Os custos diretos com internações chegam a R$ 70 milhões no Estado (R$ 31 milhões na capital), no sistema público de saúde. Na rede privada e suplementar, o gasto é de R$ 170 milhões”.

Evangelina alerta que as políticas públicas relacionadas com a medição da qualidade do ar utilizam padrões altos, não associados a níveis aceitáveis para a saúde humana. “Os padrões atuais estão desatualizados e muito além dos níveis preconizados pela OMS, o que dificulta, do ponto de vista da saúde, a visualização da realidade dos fatos”, afirma. “Dados mais precisos são importantes para orientar medidas de combate à poluição e aumentar a qualidade de vida da população, como aconteceu na Cidade do México e em Bogotá, por exemplo”.

Na verdade, a poluição do ar é determinada pela quantificação das substâncias tóxicas presentes no ar na região onde está sendo monitorada e a comparação aos padrões estabelecidos pela legislação. Conforme diz a Resolução Conama nº. 3, de 28/06/1990, considera poluente atmosférico qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade, concentração, tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos, e que tornem ou possam tornar o ar impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem estar público, danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade. Por origem, pode-se dividir os poluentes em primários, quando emitidos diretamente por uma fonte, e secundários, quando formados na atmosfera através de reações químicas entre poluentes primários e os constituintes naturais da atmosfera. As fontes são basicamente duas: fixas (indústrias, usinas, incineradores de resíduos) – e móveis (meios de transporte).

Fontes e características dos principais poluentes na atmosfera (clique na figura para uma melhor visualização)

poluição

Outro importante aspecto que influencia a qualidade do ar são as condições meteorológicas. Períodos com baixa umidade do ar e pouco vento, que é o caso do inverno no estado de São Paulo, dificultam a dispersão e levam a um aumento da concentração de alguns poluentes, como o monóxido de carbono, material particulado e dióxido de enxofre. Nos períodos mais ensolarados, como primavera e verão, há a tendência clara no aumento da concentração do ozônio, por ser um poluente secundário que depende da intensidade de luz solar para ser formado.

Quanto aos padrões de qualidade do ar, podem ser divididos em primários e secundários. São padrões primários de qualidade do ar as concentrações de poluentes que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde da população. Podem ser entendidos como níveis máximos toleráveis de concentração de poluentes atmosféricos, constituindo-se em metas de curto e médio prazo. São padrões secundários de qualidade do ar as concentrações de poluentes atmosféricos abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre o bem estar da população, assim como o mínimo dano à fauna e à flora, aos materiais e ao meio ambiente em geral. Podem ser entendidos como níveis desejados de concentração de poluentes, constituindo-se em meta de longo prazo.

Padrões Estaduais de Qualidade do Ar (Decreto Estadual nº 59113 de 23/04/2013)

Poluente

Tempo de Amostragem

MI1 (µg/m³)

MI2 (µg/m³)

MI3 (µg/m³)

PF (µg/m³)

partículas inaláveis  (MP10)

24 horas MAA1

120 40

100 35

75 30

50 20

partículas inaláveis finas (MP2,5)

24 horas MAA1

60 20

50 17

37 15

25 10

dióxido de enxofre (SO2)

24 horas MAA1

60 40

40 30

30 20

20 –

dióxido de nitrogênio (NO2)

1 hora MAA1

260 60

240 50

220 45

200 40

Ozônio (O3)

8 horas

140

130

120

100

monóxido de carbono (CO)

8 horas

9 ppm

fumaça* (FMC)

24 horas MAA1

120 40

100 35

75 30

50 20

partículas totais em suspensão* (PTS)

24 horas MGA2

– –

– –

– –

240 80

Chumbo** (Pb)

MAA1

0,5

1 – Média aritmética anual. 2 – Média geométrica anual. * Fumaça e Partículas Totais em Suspensão –  parâmetros auxiliares a serem utilizados apenas em situações específicas, a critério da Cetesb. ** Chumbo – a ser monitorado apenas em áreas específicas, a critério da Cetesb.

Critérios para episódios agudos de poluição do ar (Decreto Estadual nº 59113 de 23/04/2013)

Parâmetros

Atenção

Alerta

Emergência

partículas inaláveis finas (µg/m3) – 24h

125

210

250

partículas inaláveis (µg/m3) – 24h

250

420

500

dióxido de enxofre (µg/m3) – 24h

800

1.600

2.100

dióxido de nitrogênio (µg/m3) – 1h

1.130

2.260

3.000

monóxido de carbono (ppm) – 8h

15

30

40

ozônio (µg/m3) – 8h

200

400

600