Impasse nas redes sociais

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE

Saudadas como uma das maiores contribuições da tecnologia para a democratização da informação, já há algum tempo as redes sociais têm a credibilidade arranhada em razão da difusão de boatos, desinformações e até difamação. Até recentemente a reação se resumia a alertas para evitar perigos no compartilhamento de mensagens.

O impasse continuou até que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, endossou as acusações de que os boatos que pipocaram no Facebook favoreceram a eleição de Donald Trump, em detrimento de Hilary Clinton. Poderia parecer só choradeira de perdedores de eleição, se o próprio Mark Zuckerberg, presidente executivo da rede social, desta vez não viesse a público anunciar a adoção de um pacote de recursos para coibir a disseminação de notícias falsas. Análises de conteúdos suspeitos por agências especializadas em checagem de dados servirão de base para a colocação de uma espécie de selo de alerta sobre notícias falsas, sem que elas sejam retiradas da rede.

Pode parecer pouco para evitar os danos que as inverdades – não importa se transmitidas de boa ou de má fé – podem causar, numa rede social acessada por 1,8 bilhão de usuários ativos em todo o mundo. Mas já é um primeiro passo, prudente e cauteloso, na tentativa de equacionar uma saída para o impasse, que coloca de um lado a oportunidade ímpar de democratizar a informação, dando voz a todos, e de outro a necessidade de preservar a privacidade, a imagem e o sigilo de dados pessoais, empresariais e governamentais, entre outros pontos.

Aliás, conciliar esses interesses é o grande desafio imposto aos legisladores, às empresas de redes sociais e aos próprios usuários.  É o preço a pagar por revoluções que vêm para alterar substancialmente as relações sociais e individuais. Mas, como ensina a história, a mesma criatividade humana que gera as inovações sempre se mostra, com o tempo, capaz de encontrar instrumentos para disciplinar seu uso, com o menor dano possível aos benefícios que proporcionam a todos.

Qual a importância das redes sociais para o seu negócio?

CURSOS PELA INTERNET

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – Disponível pela Internet

Segundo leis nacionais como: CDC – Código de Defesa do Consumidor e NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

Instalações Elétricas de Média Tensão – Principais soluções para evitar riscos, prejuízos e atender a legislação em vigor – Disponível pela Internet

Este curso discute a importância da aplicação da norma NBR 14039.

Coach indica o que o profissional deve e não deve fazer na internet.

O mundo dos negócios vende mais do que um produto ou uma marca, mas também a visibilidade do cliente. Para isso, é necessário que ele esteja diretamente ligado à tecnologia e formas de expandir seus serviços. Diversas plataformas estão disponíveis no mercado para auxiliar o empreendedor em seu trabalho como o Facebook, Twitter, LinkedIn, Instagram, Snapchat, por exemplo.

Dentre os privilégios de se criar uma conta em redes sociais é que elas andam de mãos dadas com a evolução da tecnologia e permitem a divulgação de um serviço e até mesmo a contratação ou contato com um futuro empregado. Além disso, impulsionam as vendas através de fotos e vídeos, apresentando o trabalho aos curtidores da página. Apesar de fazer um trabalho completo, a internet diminui os custos de se conseguir clientes e quando gerenciadas da maneira correta trazem grandes retornos.

Entretanto, tudo tem prós e contras. Pensando nisso, separamos seis dicas de acordo com a Coach Madalena Feliciano para ajudar aqueles que desejam abrir uma conta em alguma e não fazer feio nas redes sociais:

1. Usar o perfil para relações estritamente profissionais com os clientes, de modo que ele sirva apenas para trabalho. O indicado é que o assessorado tenha um perfil pessoal para não confundir o trabalho;

2. Postar com frequência para não deixar de ser percebido pelos curtidores da página;

3. Usar linguagem clara, objetiva e explicar os termos técnicos, se for necessário utilizar;

4. Prestar muita atenção antes de postar, é preciso corrigir e analisar. Um erro pode ser uma curtida a menos. Lembre-se que a página é aberta, pode ser curtida por qualquer pessoa. Sendo assim, quanto mais curtidas melhor, sua página precisa ter credibilidade e cuidado com as postagens é um dos caminhos para chegar ao sucesso;

5. O Facebook permite que o dono da página patrocine um post para receber mais “likes” e visibilidade, aumentando o alcance da postagem;

6. Na fanpage do Facebook a empresa ou o profissional recebe nota e comentários, positivos e negativos. Dessa maneira, quem procura os serviços e consulta a página terá acesso à opinião daqueles que já conhecem o trabalho prestado.

Para desempenhar um bom trabalho, é importante que se tenha em mente que o público consumidor quer resultado e procura nas redes sociais a forma mais rápida de estar em contato com aquilo que deseja, por isso é tão importante estar em sintonia com a demanda dos clientes. “Agarrar-se à sua vocação profissional é muito importante, pois, por meio dela, as pessoas podem se realizar, e, com isso, executar um trabalho muito melhor, já que, quando gostamos de algo, nos empenhamos muito mais”, lembra a coach.

Networking: seja interessante sem ser interesseiro

VÍDEO EXPLICATIVO

A Manutenção Autônoma – Disponível pela Internet

Como conscientizar e habilitar o operador a cuidar adequadamente do equipamento.

José Ricardo Noronha

No mundo dos negócios, uma das mais importantes atividades e habilidades dos bons profissionais é a de estabelecer um bom e poderoso networking. E o que vem a ser networking mesmo?

De forma bastante simples, é a arte de criar e fomentar ao longo do tempo uma rede de relacionamentos. E esse grupo precisa ter, por princípios, o desejo genuíno de ajudar e aprender com o próximo e de se buscar oportunidades de negócios interessantes para ambas as partes (que muito tem a ver com o conceito “win win” ou “ganha ganha”).

No entanto, ao longo dos tempos, o conceito de networking ganhou novas facetas que nada têm a ver com os princípios acima. Ainda vejo muitos “profissionais do relacionamento” que saem distribuindo seus cartões de visita ou brochuras de seus produtos e serviços, sem demonstrar qualquer desejo real de estabelecer um relacionamento verdadeiramente interessado na outra parte e de onde podem surgir oportunidades de negócios que tragam benefícios mútuos.

Aliás, outro dia, ouvi uma frase sensacional que “networking é a arte de ser interessante, sem ser interesseiro”. É uma descrição precisa, inteligente, realista e infelizmente não colocada em prática por tanta gente, que ainda acredita que o mais importante no processo de montagem de uma rede de relacionamentos é a quantidade, ao invés da qualidade. Afinal, do que vale ter milhares de pessoas em suas redes de contato pessoais, profissionais e sociais (Linkedin, Facebook, etc.), se todos estes contatos forem apenas superficiais?

Abaixo eu compartilho oito dicas muito bacanas para montar um networking eficaz e poderoso:

1. Tenha interesse genuíno nas pessoas. Mostre-se realmente interessado em conhecer outras pessoas, com visões e experiências distintas das suas e aprenda o máximo que puder com elas. A ideia é ampliar o seu repertório de conhecimento sempre. E, quando for pedir ajuda, tente ser o mais específico que puder, deixando claro os seus objetivos profissionais e as suas “empresas alvo”, que devem ser aquelas que você enxerga plena congruência entre os valores, princípios, missão e visão de existência com os seus.

2. Rede de relacionamento é para ser usada com sabedoria sempre. Não a utilize somente quando estiver em busca de uma nova oportunidade profissional, pois isso soa interesseiro e oportunista demais.

3. Não seja um mero distribuidor de cartões. Ofereça seus contatos nos momentos e ocasiões oportunas e, sempre que puder, faça pequenas anotações no verso do cartão que o permitam depois registrar corretamente os dados e características peculiares daquela pessoa.

4. Ajude de bom coração. Mostre-se sempre pronto a ajudar os outros com conselhos, dicas, recomendações e indicações sem querer nada (absolutamente nada mesmo!) em troca. Tenha sempre a certeza de que, quando ajudamos sem nada querer em troca, o mundo se incumbe de nos dar de volta muito mais do que aquilo que imaginávamos que poderíamos conseguir.

5. Amplie a extensão do seu networking o quanto puder. O bom networking nunca deve se resumir apenas aos contatos de fora da sua empresa. Amplie as possibilidades ao se conectar com o maior número de colegas que puder, especialmente levando em consideração que a tendência é que eles sejam os melhores conhecedores das suas habilidades, competências específicas, e dos pontos fortes e dons.

6. Nunca confie demais na sua rede de relacionamentos. Networking é apenas um dos muitos instrumentos que lhe permitem sempre estar bem colocado e com boa visibilidade e empregabilidade no mercado. Credibilidade e confiança se conquistam ao longo do tempo, através de relacionamentos reais e pautados no interesse de desenvolvimento mútuo.

7. Foque em qualidade e não em quantidade. Esta é uma regra de ouro para um networking bem realizado. O foco deve ser sempre na construção de uma rede de relacionamento eficiente e a mais diversa possível (para ampliar suas possibilidades e oportunidades). E eficiência muitas vezes não combina com quantidade, pois, quão maior for a rede de relacionamentos, menores são as possibilidades de se estabelecer relações reais e mais profundas com as pessoas.

8. Lei da reciprocidade. Vale aqui reforçar: networking é a arte de ser interessante, sem ser interesseiro. Portanto, sempre que obtiver a ajuda de alguém, faça o que puder para retribuir. Esteja sempre em contato com seus contatos e não apenas nos momentos em que precisar de ajuda. E, sempre que puder, compartilhe artigos, dicas e experiências que acredita serem de grande valia para seus contatos.

Portanto, cuide sempre e com o maior carinho e cuidado da sua rede de relacionamentos, pois ela é um instrumento poderosíssimo para o seu sucesso e para o sucesso dos seus contatos. Reciprocidade é tudo quando se fala em networking.

José Ricardo Noronha é vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor. Formou-se em direito pela PUC/SP e tem MBA Executivo Internacional pela FIA/USP.

Como a imagem pessoal impacta na vida profissional

VÍDEO EXPLICATIVO

5S A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet

As dicas para o sucesso do 5S em sua empresa.

Cuidados com a aparência, comportamento e uma boa postura nas redes sociais podem evitar problemas no trabalho.

Não adianta: com a internet todos ficam sabendo da vida de todos, seja uma promoção no trabalho, passando pelas festas, comemorações e postagens de gosto duvidoso. Querendo ou não, as redes sociais revelam traços de personalidade e postura pessoal, e, de repente, a forma a qual uma pessoa é vista em seu ambiente de trabalho pode ser prejudicada por causa da sua presença mal aproveitada nas redes sociais, – afinal, ali não existe privacidade e pode ser chocante ver um funcionário ou colega envolvido em alguma postagem de cunho preconceituoso, por exemplo.

E é muito por causa desse demasiado uso da internet que hoje se tornou mais difícil separar a imagem pessoal da profissional – e isso pode, muitas vezes, prejudicar aqueles que não sabem como alinhar as duas. Cíntia Seabra, master coach e psicóloga clínica, comenta que a forma a qual se enxerga uma pessoa é a soma de sua imagem pessoal com a profissional, – e que, quando há algum problema em uma das duas, ambas podem ser afetadas.

A profissional ressalta que o bom senso deve estar acima de tudo e de todos e lembra que com o advento das redes sociais, pode ser bem arriscado uma pessoa se manifestar nestes espaços para falar mal ou reclamar da empresa em que trabalha, expor intimidades pessoais, mentir ou se exceder em vantagens pessoais. “Todos conhecem pessoas que são legais pessoalmente, mas que, quando se trata da postura online, são chatas – e, muitas vezes por causa dessas atitudes nas redes sociais, elas acabam sendo mal vistas no âmbito pessoal e profissional”, comenta Seabra.

Muito disso acontece porque, quando se está na internet, é possível “vestir uma máscara” e falar tudo aquilo que não se tem coragem de se dizer pessoalmente – uma atitude condenável, porém, muito comum. “Para evitar que isso aconteça, a pessoa precisa estar ciente de suas ideias, postura, e de como deseja ser vista pelos outros, seja pessoal ou virtualmente. É preciso que ambas as imagens sejam condizentes e complementares – e não opostas”, exalta.

Porém, a psicóloga lembra que existem também outros aspectos importantes na hora de conhecer melhor o lado pessoal de alguém, como a aparência física e o comportamento. “Para evitar que a imagem pessoal interfira negativamente na profissional, é preciso estar atento, sim, a sua aparência: independente do que digam, sua aparência é seu cartão de visitas. É claro que não é preciso ser a Miss Brasil, mas pessoas que se portam de maneira correta, com roupas adequadas, cabelos, dentes, unhas e barbas bem cuidados, são mais bem vistos no ambiente de trabalho, afinal, como se pode exigir qualidade, esmero e que algo seja impecável no trabalho, quando a sua imagem pessoal não condiz com isto que você prega e defende?”, ressalta Seabra.

Além disso, a coach comenta que outros aspectos importantes para manter uma boa imagem frente aos colegas de trabalho, aos amigos virtuais e em todas as outras áreas da vida são: evitar a fofoca, manter a saúde – física e mental – em dia, não se envolver com o que não lhe diz respeito, ser pontual, proativo, organizado, positivo e estar sempre disposto a ajudar e a aprender coisas novas.

“Mas não para por aí. Mantenha sempre em mente a importância de levar a sério a tríade: responsabilidade, competência e ética. Isto é: se comporte de forma responsável dentro e fora do ambiente de trabalho; esbanje sua competência ao desenvolver suas atividades profissionais e, independente da situação, seja ético”, conclui Seabra.

O consumidor retoma seu lugar ao centro: como as empresas podem lidar com esse fenômeno?

NOVIDADES

Livro: a ISO 9001:2008 para pequenas e médias empresas

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NBR ISO 15883: os requisitos e ensaios para lavadoras desinfetadoras automáticas

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Gilberto Vilaça

Uma customer company se comunica de novas formas com clientes, parceiros e até produtos, impactando o consumidor da mesma forma que vem sendo impactada por ele

Não há dúvida: hoje, mais que nunca, quem está no comando é o consumidor. Lá em 1977, Sam Walton, fundador de uma das maiores redes varejistas do mundo, já anunciava a tendência ao dizer que um cliente insatisfeito pode demitir uma empresa inteira, apenas gastando seu dinheiro em outro lugar.

Há mais ou menos um século atrás, quando empresas e cidades ainda eram pequenas, o cliente detinha o poder, que foi se perdendo em virtude, por exemplo, do surgimento de grandes corporações, centros urbanos e mídias de massa. Com a revolução gerada pelas mídias sociais nos últimos anos, o consumidor retomou com mais força a voz que estava perdida e hoje não está mais à mercê de produtos e serviços que não o satisfaçam plenamente. Ele sabe disso, está conectado e opinando o tempo todo, tem expectativas crescentes. As empresas, por sua vez, já constataram esse fenômeno e sabem que o consumidor tomou a frente, está no centro e não deve ser ignorado.

Para quem ainda questiona a revolução das mídias sociais, basta citar alguns exemplos recentes, como as manifestações que tomaram as ruas de diversas cidades brasileiras nos últimos meses e foram impulsionadas pelas redes sociais. Há também vários movimentos surgindo nas redes contra preços abusivos, má qualidade de produtos e serviços, entre outros, como o Não pago preço absurdo, no Facebook. Alguns anos atrás, um consumidor compartilhou um vídeo criticando uma conhecida marca de eletrodomésticos e ficou famoso na web, obrigando a marca a criar uma estratégia para lidar com a questão. Nos países árabes como Egito, Tunísia e Síria, as redes sociais foram fundamentais para a derrubada de líderes ditadores.

Diante desse cenário, empresas de diferentes segmentos e tamanhos estão se movimentando para impactar os clientes da mesma forma que elas estão sendo – ou podem vir a ser – impactadas por eles. Nesse sentido, elas caminham para se transformarem em customer companies, ou seja, empresas centradas nos consumidores e capazes de oferecer a eles experiências diferenciadas para ouvi-los e entende-los de novas formas, por meio de ferramentas como aplicativos e comunidades virtuais de relacionamento. Elas interagem de forma integrada com clientes, parceiros e produtos e entregam ao cliente exatamente o que ele quer.

Um caso que ilustra esse movimento é o de uma empresa global de bebidas que criou uma comunidade virtual onde os participantes conversam sobre a marca e outros diversos temas. Nesse espaço, os consumidores podem criar novos sabores de refrigerantes. Funciona assim: o usuário cria o sabor que tiver vontade de experimentar e gera um QR Code, que deve ser mostrado a uma máquina de refrigerante conectada com a plataforma da comunidade. Depois de experimentar sua criação, o consumidor pode compartilhar sua experiência e o QR Code na comunidade gerando likes e comentários. É a prova de que é possível entregar exatamente o que o cliente quer.

Outro exemplo é uma marca de roupas e acessórios cuja página do Facebook está conectada com lojas físicas; ao entrar numa loja física o consumidor vê imagens digitais e recebe informações da web como, por exemplo, quantas curtidas no Facebook determinada peça possui. Aqui a empresa intermedia interação entre diferentes clientes, em diferentes meios.

Existe, ainda, uma montadora de carros que criou um veículo que conversa com o seu dono e a família dele para avisar sobre necessidades como falta de combustível. O carro também se comunica com concessionárias avisando, por exemplo, que vai precisar de manutenção para saber qual empresa irá oferecer o melhor preço. Nesse caso todos interagem: a empresa, o parceiro, o produto e o consumidor. 

Esses são apenas alguns exemplos que mostram formas novas e estimulantes de interação. Isso já é uma realidade para as empresas, que podem usufruir de inúmeras ferramentas avançadas de CRM (Customer Relationship Management) para criação de comunidades virtuais, desenvolvimento de aplicativos que se conectam com clientes, empresas e parceiros, análise dinâmica de dados, localização de usuário, entre muitas outras funcionalidades.

Os efeitos da revolução das mídias sociais estão presentes no dia a dia de empresas e consumidores. De volta ao poder e com maior força, o consumidor tem expectativas cada vez maiores. Agora e nos próximos anos, certamente acompanharemos o início de uma transformação nos relacionamentos entre empresas, consumidores e produtos.

Gilberto Vilaça é formado em administração de empresas pelo Centro Universitário de Brasília (CEUB) e fundador da Cloud2b.

Espionagem cibernética no Brasil: por que não regulamentá-la?

Eventos Gratuitos

Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

Participe do Curso On-line gratuito, promovido pela Target, e conheça detalhes de como obter informações e conhecimentos técnicos, de uma forma moderna, rápida e segura, utilizando o maior Portal de Informação Tecnológica do Brasil.

dia 16/08/2013

Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Informação fácil e correta economiza tempo e permite que organizações fiquem à frente de situações que podem afetar seus negócios.

dia 23/08/2013

Dane Avanzi

O conceito de cadeia alimentar descreve simplificadamente como funciona a hierarquia na internet. Nesse contexto, as redes menores (de baixa velocidade) agregam-se a espinhas dorsais nacionais de maior porte, que por sua vez, ligam-se a troncos internacionais de grande capacidade de tráfego. Dessa forma, há a dependência da rede menor em relação à maior. Se qualquer uma falhar, falharão todas as que estiverem sob ela.

Nessa estrutura complexa, existem empresas encarregadas de executar a tarefa de transportar grandes quantidades de informações, de voz e dados. São elas as PTT’s ou Pontos de Troca de Tráfego, grandes troncos nacionais e internacionais de tráfego de informações. Uma maneira eficaz de mitigar a espionagem em grande escala empreendida pelos Estados Unidos em todo o mundo seria a normatização e fiscalização dessas empresas. Ressalte-se que algumas envolvidas diretamente no esquema de espionagem denunciado por Snodew possuem subsidiárias ou coligadas no Brasil, como é o caso da operadora de telefonia americana Verizon, por exemplo.

Hoje não existe regulamentação oficial das operações das empresas PTT’s, e, no que tange a segurança da informação em relação à sociedade brasileira, trabalham na base do “fio de bigode”. Existem no Brasil duas entidades responsáveis pela organização da internet, o CGI (Comitê Gestor da Internet) e o NIC (Núcleo de Informação e Coordenação). Ambas as entidades não são pessoas jurídicas de direito público, e, embora executem trabalhos importantes, como o registro de domínios, atribuições de IP’s, recomendações de boas práticas relativas ao serviço de internet, não possuem força coercitiva para regular e fiscalizar as atividades das empresas brasileiras do “ecossistema” que compõem a internet.

Enquanto isso, do outro lado do mundo, na China, temos um controle estatal sobre a internet, tido por muitos analistas como o mais prevalente e sofisticado no mundo por conta do “The Great Firewall of China”, trocadilho com o nome da Muralha da China em inglês e o sistema de segurança firewall. De acordo com um estudo da Universidade de Harvard, ao menos 18.000 websites são bloqueados no país, constando dentre eles Facebook e outras mídias sociais, além de milhares de palavras nas buscas do Google.

Como se pode perceber, a regulamentação da internet é um desafio para os governos do mundo, pois o excesso de regulamentação pode facilmente desaguar no cerceamento do direito de informação do cidadão, o que favorece a instalação de governos autocráticos, ao passo que sua desregulamentação pode franquear com relativa facilidade a transferência de dados estratégicos a outros governos.

Penso que a solução para o Brasil seria aperfeiçoar o trabalho dos organismos que já atuam na padronização e sistematização da internet, estendendo seus poderes. Para tanto, faz-se necessária a criação de uma lei específica que regulamente a atuação de empresas de internet em geral, com enfoque especial para a segurança da informação. Tal mecanismo no âmbito interno seria um avanço, sobretudo para a soberania nacional, pois dificultaria o vazamento de informações do governo e dos cidadãos em geral.

Dane Avanzi é advogado, empresário do setor de engenharia civil, elétrica e de telecomunicações e é diretor superintendente do Instituto Avanzi.

Internet em excesso reduz produtividade do funcionário

Eventos gratuitos

Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

Participe do Curso On-line gratuito, promovido pela Target, e conheça detalhes de como obter informações e conhecimentos técnicos, de uma forma moderna, rápida e segura, utilizando o maior Portal de Informação Tecnológica do Brasil.

dia 10/05/2013

Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Informação fácil e correta economiza tempo e permite que organizações fiquem à frente de situações que podem afetar seus negócios.

dia 24/05/2013

internetRicardo Trotta

A internet representa hoje uma importante ferramenta em nosso cotidiano. Não se imagina mais um mundo sem ela, mas é importante atentar para que o seu uso seja adequado, principalmente dentro do ambiente de trabalho. Não é raro um profissional interromper uma atividade no trabalho para atender o celular, mandar mensagens, checar e-mails ou atualizar redes sociais. Tantas distrações digitais acabam impactando negativamente na produtividade do funcionário. Pesquisas apontam que o tempo médio necessário, após distração com alguma ferramenta digital, para se retomar o foco na tarefa executada anteriormente é de 20 minutos. Além disso, o hábito frequentemente torna o trabalho mais difícil e prejudica o pensamento criativo.

A abundância de ferramentas digitais acabou produzindo um efeito inverso ao esperado. Ao invés de promover maior produtividade e tornar o trabalhador mais acessível, acabou por expô-lo a um constante bombardeio digital que também prejudica a sua capacidade de assumir suas responsabilidades com o foco e empenho necessários. O que nunca é satisfatório para empregado e empresa.

Estudo da Triad, empresa de consultoria especializada, constatou que 80% dos empregados gastam até três horas da jornada de trabalho com atividades estranhas à função. Diante desse cenário, as empresas se veem obrigadas a criar um modelo novo de gestão para promover o melhor uso de mídias sociais e outras ferramentas de comunicação que envolvem treinamentos e a integração de ferramentas no ambiente de trabalho, que proporcionem a comunicação e informação com outras pessoas dentro do seu contexto de trabalho.

Essa mudança de gestão pode promover maior clareza sobre o melhor uso das ferramentas digitais pelos funcionários, resgatar o foco do trabalhador nas suas obrigações mais importantes e consequentemente estimular maior produtividade. Evitar o mau uso da internet e das demais ferramentas digitais pode ainda reduzir a necessidade de advertir o funcionário pela conduta inadequada, além do número de demissões por justa causa e do volume de ações trabalhistas que são movidas em sua decorrência. O TST, por exemplo, reconheceu recentemente a demissão por justa causa de um funcionário que utilizava o equipamento de trabalho para acessar sites de relacionamento, trocando mensagens de correio eletrônico com piadas grotescas e imagens inadequadas, como fotos de mulheres nuas.

No Distrito Federal, uma funcionária tentou reverter demissão por justa causa alegando violação de sigilo de correspondência, pois a empresa em que trabalhava usou mensagens do e-mail coorporativo para provar que ela estava maltratando clientes. Mas a Justiça negou o pedido, entendendo que o e-mail corporativo é uma ferramenta de trabalho e, portanto, não se enquadra nas hipóteses previstas nos incisos 10 e 12 do artigo 5º da Constituição Federal, que tratam, respectivamente, da inviolabilidade da intimidade e do sigilo de correspondência. O controle do e-mail e a disciplina do funcionário ainda são as maneiras mais eficazes, tanto de proteção e fiscalização das informações que tramitam na empresa, inclusive sigilosas, quanto de evitar o mau uso da internet, que pode até mesmo atentar contra a moral e os bons costumes, causando prejuízos tanto para a empresa, quanto para o funcionário.

Ricardo Trotta é especialista em direito empresarial e sócio-fundador do escritório Ricardo Trotta Sociedade de Advogados.