Por crescimento, empresas devem investir em governança corporativa

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Em um mercado global competitivo, não há como se pensar numa empresa que não possua direcionamentos fincados nas práticas de Governança Corporativa. Em resumo, esse termo se refere ao conjunto de processos, normas, procedimentos, decisões e ideias que demonstram a forma como uma empresa é “governada” e monitorada. “Há quatro princípios básicos: transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa”, explica Amauri Nóbrega, sócio fundador da Cinco Global, empresa especializada em projetos de consultoria em Gestão Estratégica.

A estrutura de agentes num sistema de Governança Corporativa consiste em Conselho de Família, Acionistas/Sócios, Conselho de Administração, Diretoria/Gestão, Auditoria Independente e Conselho Fiscal. A implantação da Governança Corporativa acarreta em diversos benefícios que ajudarão a perpetuação da empresa. De acordo com o especialista, há uma separação mais clara de papéis, maior grau de formalização, minimização de conflitos, maior transparência nas sucessões, maior controle dos riscos corporativos, ajuda nos processos de tomada de decisão e, principalmente, acesso ao capital com custos mais acessíveis.

Segundo Nóbrega, o sistema permite maiores chances para crescimento, principalmente se o negócio está em um mercado em franca expansão. “O momento certo para iniciar um processo de governança é quando a empresa deseja alçar voos mais altos e precisa de capital para isso”.

O processo de implantação das boas práticas de Governança Corporativa é recomendado não só a grandes empresas de capital aberto ou fechado, mas também para negócios familiares, que estão em processo de sucessão de comando, ou empresas privadas que desejam se financiar através da abertura de capital. “Alguns podem até dizer que todas as organizações devem iniciar esse processo, o que é verdade, porém, é um processo que demanda de todos os seus acionistas e diretores o investimento de tempo e dinheiro”, sinaliza o especialista.

Se a empresa deseja se expandir, buscar investidores ou mesmo abrir o capital através de uma Initial Public Offering (IPO), o processo deve ser iniciado com bastante antecedência de, no mínimo, cinco anos. “A maturidade deve ter sido atingida e o processo iniciado, visando o patamar que se deseja alcançar”, ressalta Nóbrega.

O consultor explica que a Governança Corporativa não é a única ferramenta disponível, mas é essencial para se conseguir um negócio sólido e que perpetue. Se a direção tomada for outra, há grandes chances de fracassar ao longo do caminho.

“Isso porque, invariavelmente, ocorrerão conflitos entre os sócios, sucessões erradas, disputa de poder, imagem difusa entre a operação e a estratégia, visão imediatista, interferência na gestão, entre outros”, diz o diretor da Cinco Global. “O processo pode ser custoso para uma empresa em expansão, porém, se mostra imprescindível para sua permanência e consolidação nos cenários nacional e mundial”.

A gestão sustentável contribui com a valorização dos negócios

BS EN 10088: as especificações europeias para os aços inoxidáveis

Saiba mais…

Freios de automóveis mais seguros quando cumprem as normas técnicas

Saiba mais…

Thiago Terada

Ao longo dos últimos anos, as estruturas de negócios evoluíram muito e as empresas passaram a apostar em modelos de gestão mais sustentáveis. As preocupações de hoje vão muito além da geração de lucros. O desenvolvimento social, a preservação ambiental e o respeito e a valorização dos colaboradores e parceiros são cada vez mais essenciais na estrutura de qualquer companhia que busca um crescimento sólido e sustentável.

De uma forma global, as empresas consideradas engajadas com as questões socioeconômicas são pautadas por princípios como os “Dez Objetivos do Pacto Global”. Essa é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), elaborada sobre os pilares dos direitos humanos, princípios e direitos fundamentais no trabalho, respeito e preservação do meio ambiente e no combate à corrupção. A missão do Pacto Global é  engajar as empresas para que aceitem as metas propostas, apoiem e  busquem alcança-las dentro de suas companhias e esferas de influência.

A partir desses desafios e metas, organizações do setor privado se alinharam aos modelos de negócio mais transparentes e estão investindo na conduta empresarial e criação de cadeias de produção comprometidas com o bem-estar das gerações atuais e futuras. Ao avaliarmos o cenário atual, podemos notar que as empresas estão mais participativas e engajadas na discussão de estratégias de gestão e modelos de negócios mais justos e equitativos, que apostam no relacionamento com os seus stakeholders e oferecem ferramentas capazes de ampliar os conhecimentos e as habilidades das pessoas envolvidas nos processos produtivos.

Diante desse novo cenário empresarial, não podemos deixar de ressaltar as medidas de conservação do meio ambiente e dos povos locais, como a parceria que a empresa Beraca realiza com comunidades da região amazônica, a fim de preservar os nossos biomas e manter vivos a cultura e hábitos locais. Essa iniciativa ajuda a combater o desmatamento, pois conscientiza a população local de que as árvores valem mais “em pé do que deitadas”, tornando-se fontes de renda inesgotáveis quando preservadas. Por meio de treinamentos, workshops, certificação orgânica e capacitações, os moradores aprendem melhores práticas de manejo sustentável para se extrair frutos e sementes da biodiversidade brasileira.

Diante de todos esses desafios e esforços, notamos que algumas companhias despontam como pioneiras nesse formato de negócio. Para isso, contam com um modelo de gestão que promove parcerias entre os setores público e privado e também o diálogo entre empresas, sindicatos, associações e organizações não governamentais, em busca de um mercado global mais inclusivo e sustentável.

Isso tudo nos mostra que, para os próximos anos, as empresas que buscam a consolidação no mercado devem também estar atentas às questões sociais e ambientais. Trata-se de uma estratégia que ajudará a transformar a sociedade e a fortalecer o setor privado, pois o investimento no capital humano, a valorização das cadeias produtivas e a preservação dos recursos naturais são elementos essenciais para que possamos trilhar o caminho do crescimento em harmonia com a proteção do meio ambiente e o desenvolvimento econômico e social.

Thiago Terada é gerente de Responsabilidade Social Corporativa da Beraca.

Assistência social: monopólio?

NR 10 – Atendendo às exigências do Ministério do Trabalho – Reciclagem Obrigatória – A partir de 3 x R$ 264,00 (56% de desconto)

Entendendo e aplicando os conceitos de PPR e PPRO – A partir de 3 x R$ 165,00 (56% de desconto)

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Ruy Martins Altenfelder Silva

A assistência ao outro é prática antiga da humanidade, mas ganha contornos diversos de acordo com os momentos históricos. No Brasil do século XVII, era estreitamente ligada à caridade e exercida como iniciativas voluntárias e isoladas,  quase sempre por ordens religiosas, e materializadas na oferta de abrigo, alimentos e roupas, em especial às crianças, idosos e doentes abandonados ou carentes. Somente na primeira metade do século passado, a presença do governo – antes difusa – se fez sentir de maneira mais efetiva, primeiro com a criação dos serviços sociais voltados aos trabalhadores da indústria e do comércio; depois, com a criação da Legião Brasileira de Assistência, sob o impacto das consequências da II Guerra Mundial e dos primórdios do processo de urbanização e migração, que se aceleraria nas décadas seguintes e seria uma das sementes das futuras favelas, cortiços e inchaço das periferias.

Algumas décadas mais tarde, a Constituição de 1988 consagrou a assistência social entre os direitos da cidadania, com o artigo 203 preconizando que ela deve ser prestada “a quem dela necessitar, independentemente da contribuição à seguridade social” (conceito que abarca saúde, previdência e assistência social). Começava ali o longo debate que desaguaria na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) e no Sistema Único de Assistência Social (Suas), ampliando a intervenção do Estado na prática das ações voltadas aos segmentos mais desfavorecidos da sociedade. Na esteira desse movimento, abriu-se espaço para grandes alterações na política nacional do setor, afetando a atuação de dezenas de entidades filantrópicas que, até então, vinham atendendo com eficiência os segmentos mais vulneráveis da sociedade.

O debate incluiu uma vertente centrada na discussão sobre limites da ação do Estado versus o papel da sociedade na realização das ações sociais – promovidas por entidades filantrópicas, muitas das quais se especializaram ao longo dos anos, conquistaram fontes próprias de receita para suplementar as imunidades fiscais (garantidas pela Constituição, mas insuficientes para suprir as demandas de um país marcado historicamente por fortes desigualdades sociais) e se tornaram referência nas áreas em que prestam serviços. Os defensores das entidades filantrópicas de assistência social alinham, com propriedade, uma série de argumentos a favor. Entre eles, destaca-se – além da atribuição constitucional dessa responsabilidade à sociedade –, o fato de que a soma de esforços potencializaria os efeitos benéficos das ações inclusivas, tão necessárias num país que deve – e, mais do que deve, precisa – eliminar o profundo abismo educacional, de saúde e de qualificação profissional que separa os brasileiros. 

Sem negar o valor da bolsa-família e outras iniciativas oficiais voltadas ao aumento da renda das camadas mais pobres, é preciso reconhecer também que a conquista da autonomia pelos beneficiados será completada com sua capacitação para atender às exigências do mundo moderno. Por exemplo, eles terão de estar preparados para ocupar um posto num mercado de trabalho complexo e para contribuir no desenvolvimento socioeconômico do país – requisito fundamental para assegurar melhores condições de vida à atual e às futuras gerações.

O estímulo às instituições do terceiro setor facilitaria um atendimento mais pontual e ágil, formatado de acordo com as necessidades das comunidades locais. O que aliviaria, adicionalmente, a pressão sobre os estados e municípios que enfrentam dificuldades orçamentárias até para dar conta de outros serviços públicos essenciais. Seria também uma contribuição para atenuar a pressão sobre os serviços urbanos dos grandes centros, cada vez mais insuficientes para atender à demanda da chamada “migração da miséria”, gerada pela atração que tais cidades exercem sobre pessoas sem aptidão profissional que lhes permita conquistar a sonhada vida digna e o protagonismo da própria história.

Aliás, há muito tempo as entidades filantrópicas se transformaram em centros de atendimento a carentes, desonerando os cofres públicos dos custos de bons serviços prestados nas áreas da saúde, da educação, da qualificação profissional e de tantas outras marcadas por fortes carências. Com um detalhe muito importante: para as entidades do terceiro setor, seu trabalho não é sinônimo de caridade, por mais nobre que seja essa virtude. Elas pretendem, isso sim, propiciar o acesso aos direitos de cidadania aos milhões de pessoas que a elas recorrem.

Por essas e outras razões não difíceis de identificar, uma visão moderna e nada paternalista indica que a assistência social não deve ser monopólio deste ou daquele segmento da sociedade. Ao contrário, deve ser objeto de um consórcio cidadão, coordenado e fiscalizado pelo governo, e composto por entidades filantrópicas, iniciativas nascidas da responsabilidade social de empresas e colaboração da legião de brasileiros voluntários dispostos a ceder tempo, talento e recursos financeiros para alcançar o sonho de um país mais justo e próspero. Até porque, repito, a assistência social é um dever imposto pela Constituição ao governo e à sociedade, com o objetivo de resgatar os brasileiros mais vulneráveis das mazelas do presente e assegurar-lhes um futuro menos incerto.

Ruy Martins Altenfelder Silva é presidente do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de Letras Jurídicas.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Skype: hayrton.prado1

ISO 14001: as modificações para 2015

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc., relacionadas à Sistema de Gestão Ambiental!
Saiba Mais…

Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental

 

 

 

 

A ISO 14001 vai se adequar às diretrizes do comitê da ISO, o Joint Technical Coordenation Comittee. Este processo de criação de um comitê para estabelecer uma estrutura/modelo de alto nível teve por objetivo definir parâmetros mínimos que facilitam a integração das diversas normas de Sistema de Gestão. Essa diretriz facilita o uso das normas para um grande número de empresas já possuidoras de sistemas de gestão integrados, ou seja, sistemas de gestão que tratam de mais de uma disciplina, como qualidade, meio ambiente, segurança e saúde do trabalho, segurança da informação, etc. A intenção é que os requisitos de sistema de gestão sejam harmonizados e integrados nos processos da organização trazendo redução de custos de implementação e manutenção.

Na nova ISO 14001 com base nas diretrizes que cria a nova estrutura para sistema de gestão, foram criados novos itens e modificados outros. Confira abaixo (em inglês) as correspondências entre o ISO/DIS 14001:2014 e a ISO 14001:2004.

No item liderança, alguns pontos reforçam significativamente o rumo que o Sistema de Gestão Ambiental deve ter na organização. Por exemplo, o requisito de que a gestão ambiental faz parte dos processos críticos da emoresa. Este requisito é fundamental para assegurar que a gestão ambiental não seja uma atividade marginal, mas sim esteja presente no coração da organização.

Outro requisito significativo é considerar a desempenho ambiental no planejamento estratégico da Organização. Esta inserção relaciona os processos ambientais com o planejamento global da Organização e seus recursos. Finalmente são propostas deste rascunho alterações no item Liderança, para envolvimento da alta direção com o Sistema de Gestão Ambiental, mesmo mantendo a condição de a alta direção delegar responsabilidade e autoridade em alguns requisitos.

As organizações vêm aplicando a ISO 14001 para o gerenciamento e melhoria de seus impactos ambientais. O rascunho apresenta uma abrangência que coincide com as necessidades atuais das organizações em analisar e agir no seu negócio e gerenciar o impacto das mudanças do meio ambiente que afeta ou pode ser afetado pela organização. Por exemplo, as adaptações por mudanças climáticas, emissões de gases de efeito estufa, questões relacionadas com segurança patrimonial e disponibilidade de recursos naturais, etc.

Há um item Risco associado com ameaças e oportunidades, dizendo que a organização deve determinar o risco associado com as ameaças e oportunidades que precisa ser enviadas para: dar garantia de que o sistema de gestão ambiental pode atingir o resultado pretendido (s); evitar, ou reduzir, os efeitos indesejáveis​​, incluindo o potencial para condições ambientais externas para afetam a organização; e alcançar a melhoria contínua. Há um outro texto sobre essa revisão da norma nesse site no link https://qualidadeonline.wordpress.com/2014/07/17/isodis-14001-a-revisao-da-iso-14001-para-2015/

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

correspondência1

correspondência2

correspondência3

correspondência4

Depois de anos de queda, as emissões brasileiras de GEE dão sinais de voltar a subir

gee

CLIQUE NA FIGURA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

O Observatório do Clima apontou para tendência de o Brasil reverter o cenário de queda nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), colocando em risco seu papel nas negociações internacionais e no contexto pós-2020, além de colocar em dúvida a competitividade econômica e a capacidade de resposta do país à mudança do clima no futuro próximo

O período de reduções drásticas nas emissões brasileiras de gases de efeito estufa (GEE) pode estar no fim, como apontam os documentos da Análise do Panorama Atual de Emissões Brasileiras – Tendências e Desafios, do Observatório do Clima, elaborados a partir de seu Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG). A queda de mais de 70% nas taxas de desmatamento na Amazônia, que ajudaram o Brasil a baixar sua participação nas emissões globais de 6,2% em 2004 para 2,9% em 2012, colocou o país em boa posição para iniciar as discussões do novo acordo global de clima, que irá substituir o Protocolo de Quioto depois de 2020.

Em 2012, as emissões globais aumentaram 7%. Mas as estimativas geradas pelo Observatório do Clima apontam uma clara tendência de crescimento nas emissões de GEE dos setores de energia, transportes, agropecuária, indústria e resíduos sólidos. E vale ressaltar que as estimativas do Observatório do Clima ainda não captam o aumento do desmatamento na Amazônia no ano passado.

Há portanto, uma forte indicação de que podemos chegar a 2020 com emissões em ascensão. “O Brasil deverá cumprir a meta voluntária de redução de emissões fixada em 2010 para 2020. Mas seguindo a trajetória atual, é provável que nos próximos anos reduções adicionais do desmatamento sejam inferiores ao aumento de emissões nos demais setores, levando a um novo período de crescimento”, alerta Tasso Azevedo, coordenador do SEEG.

Além da queda do desmatamento que se verificou durante alguns anos no Brasil, as taxas de crescimento econômico bem abaixo do projetado pelo governo federal nas políticas de clima também vão ajudar: “As metas brasileiras de redução de emissões foram definidas em 2010 com base em um crescimento médio anual da economia de 4% a 5%, bem distante da realidade de nossa matriz energética”, acrescentou Azevedo.

Quando se excluem as emissões de Mudança de uso da Terra entre 1990 e 2012, só houve redução de emissões no Brasil no ano de 2009, em consequência da crise econômica global, deflagrada no segundo semestre de 2008. Já em 2010 as emissões voltaram a crescer um ritmo superior ao de 2008 e seguiram nesta tendência até 2012. E o desmatamento da Amazônia, que por anos foi a principal fonte de emissões brasileiras e representou cerca de 70% do total nos anos 90, caiu para 32% em 2012, se equiparando aos setores de energia e agropecuária, com 30% cada um. “Mesmo com a redução de emissões observada nos últimos anos, o Brasil está entre os maiores emissores mundiais e deve assumir sua responsabilidade para o enfrentamento do problema nas próximas décadas”, afirmou Carlos Rittl, Secretário Executivo do Observatório do Clima.

No período pós-2020, todos os grandes emissores terão que realizar cortes profundos em suas emissões para que seja possível limitar o aquecimento global a níveis seguros. Isto irá exigir um esforço muito maior dos países que mais emitem GEE: “É necessário planejar e investir em um modelo de desenvolvimento baseado em reduções progressivas de emissões.  No Brasil, não temos ainda esta visão de longo prazo. O país está acomodado e ficando para trás em investimentos em uma economia de baixo carbono,” acrescentou Rittl.

Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em 2013, a China investiu US$ 54 bilhões em energias renováveis (exceto grandes hidrelétricas). Os investimentos dos EUA somaram US$ 34 bilhões.  Índia e África do Sul investiram US$ 6 e US$ 5 bilhões, respectivamente. Já o Brasil reduziu seus investimentos no setor de  US$12 bilhões em 2008, para apenas US$ 3 bilhões em 2013 – quase 75%  de redução no volume de investimentos nestas fontes de energia.

O Observatório do Clima cobra do governo federal a aplicação do que determina a lei 12.187, de 2009, que estabeleceu a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), em seu parágrafo 11: que todos os princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos das políticas públicas e programas governamentais devem compatibilizar-se a PNMC. Em julho de 2014, o Observatório do Clima apresentou ao Ministério de Relações Exteriores sua visão sobre os princípios e critérios que deverão nortear a definição da meta brasileira de redução de emissões para o período pós-2020. “Até 2030, o Brasil terá que reduzir suas emissões a níveis muito inferiores aos atuais. Isto significa promover uma profunda transformação em nossa economia. O país precisa enfrentar este desafio desde já, preparando-se para um cenário em que terá que assumir compromissos significativos de corte de emissões junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima no pós-2020”, concluiu Rittl.

O Observatório do Clima faz uma série de recomendações para que o Brasil reduza as suas emissões de forma compatível com o sua responsabilidade sobre o problema, sua capacidade e o que requer o IPCC para que limitemos o aquecimento global a 2°C, dentre elas: zerar as emissões por desmatamento, neutralizar as emissões na agropecuária, reverter a queda da participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira, recuperar áreas degradadas e desmatadas para ampliar a captura de carbono e universalizar o tratamento biológico de resíduos sólidos e esgoto no Brasil com aproveitamento do biogás e dos materiais recicláveis. O relatório completo está disponível no hotsite do Observatório do Clima.

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE ACERVOS

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.  É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

Target GEDWeb
O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos…

Portal de Normas
Inclua Normas Técnicas Brasileiras em sua Biblioteca Técnica Digital com um simples clique

Normas.com.br
O normas.com.br é a solução mais fácil para você buscar, visualizar e controlar Normas Técnicas NBR, regulamentos técnicos e a várias outras informações técnicas restritas.

Camarão à provençal e responsabilidade social

GLOSSÁRIO TÉCNICO GRATUITO

Selecione o idioma que deseja ordenar os termos técnicos:

de Português para Inglês

de Português para Espanhol

de Inglês para Português

de Espanhol para Português

Rubens Mazzali

Digamos que você tradicionalmente almoça com dois velhos amigos e que, para não haver discussão na hora da conta foi acertado que sempre as despesas serão divididas igualmente entre os três. Provavelmente o terço que lhe cabe equivale ao que cada um pagaria pelo próprio consumo. Não seria óbvio se não houvesse um acordo implícito pela manutenção da amizade.

Explico: como você deseja manter uma relação de confiança com seus amigos, acaba por sempre escolher pratos e bebidas de valor semelhante aos que eles pedem. Isso ocorre porque se depois que dois dos amigos pediram um spaghetti ao sugo e duas águas o terceiro pede camarões à provençal e um vinho branco francês, ele será considerado não confiável e, provavelmente, perderá pontos com os demais.

Quer ver a coisa mudar? Você está em um congresso com mais de 99 pessoas estranhas. Todos resolvem jantar em confraternização combinando que cada um pode pedir o que bem entender e que a conta também será dividida entre todos. Você pensa em pedir um prato barato e uma água mineral, mas rapidamente percebe que independente do que pedir vai pagar só um centésimo da conta. Concluirá que o custo marginal para os demais vai ser mínimo e que muito provavelmente ninguém notará a sua extravagância ou deselegância (ou seria elegância?). O seu pedido: “Garçom, o melhor vinho e Camarão à Provençal, por favor!”.

O cômico é que você, seguramente, não será o único esperto no grupo de 100 pessoas. Como neste caso são todos estranhos e a relação de amizade não existe ou, pelo menos não tem nenhuma sombra de futuro, a maioria pensa como você e também pede pratos e bebidas mais caros. O resultado é um só: o grupo gasta muito mais do que teria gasto se cada um pagasse individualmente pelo que consumisse.

Outro exemplo? Você possivelmente tenha algum amigo que frequente compulsivamente consultórios médicos. Seu amigo pode ser hipocondríaco, mas há uma grande chance de ele apenas querer tirar o máximo de vantagem do plano de saúde dele. Como ele paga um valor fixo mensal pelo plano, opta por fazer exames desnecessários e consultas adicionais só para ter uma melhor relação custo-benefício.

Com tal atitude ele crê que está tendo uma vantagem e não percebe que causa um dano coletivo. Em outras palavras, como ele não será o único a ter esse tipo de atitude, a busca por tal vantagem individual levará o administrador do plano a reajustar o prêmio promovendo o aumento do custo para todos.

Cabe transpormos esse tipo de atitude, inerente à espécie humana, para a área ambiental. Os carros produzidos no Brasil saem das montadoras atendendo aos dispositivos legais ambientais que, dentre outras exigências, determinam a necessidade dos sistemas de escape dos automóveis possuírem catalisadores para redução das emissões de gases poluentes. O consumidor adquire o automóvel com esse equipamento e com o transcorrer do tempo de uso o desgaste do escapamento exige sua troca.

Se o veículo for levado a uma concessionária terá o catalizador substituído de acordo com as normas técnicas. Entretanto, se o proprietário do veículo estiver em uma fase de contenção de despesas, provavelmente procurará um mecânico alternativo para a troca do escapamento e catalisador que, seguramente, fará o seguinte questionamento ao cliente: “O doutor vai querer o escapamento com catalisador ou o oco (sem o elemento catalisador)?” A proposta, no mínimo ambientalmente irresponsável, é tentadora ao consumidor pois oferece um vantagem individual de curto prazo ao consumidor e um passivo ambiental de longo prazo à sociedade.

Essa é a chamada Tragédia dos Comuns, extraída da Teoria dos Jogos que há décadas vem merecendo a atenção de cientistas, entre eles o ganhador do Nobel de Economia John Nash (cuja biografia foi retratada no filme “A Beautiful Mind”). O que ocorreria no jantar hipotético, com o plano de saúde ou mesmo com o catalisador veicular vem ocorrendo diariamente no planeta, nas empresas, nos governos e seus órgãos, nas comunidades. Interesses individuais estão levando a sociedade a uma sequência de tragédias de “comuns”.

Esse comportamento observado nas pessoas acaba sendo reproduzido nas empresas em seus relacionamentos corporativos e institucionais. Decisões acabam sendo tomadas com base em benefícios ou resultados de curto prazo e causam verdadeiros estragos nas estratégias de longo prazo. A competição empresarial também direciona as organizações para ações individualistas, havendo baixo grau de interlocução setorial e tragédias dos comuns se reproduzem.

A sustentabilidade dos negócios depende da perenidade das relações da empresa com seus stakeholders (partes interessadas ou públicos de relacionamento: colaboradores, clientes e consumidores, fornecedores, acionistas, comunidade, Estado e meio-ambiente). Gerir de modo ético as relações com esses públicos é zelar pela reputação, pelo valor da marca, é ampliar a sombra de futuro nas relações e, por consequência, a perenidade da empresa.

Nas empresas, nas instituições, na comunidade e até mesmo nos governos, devemos buscar soluções que visem resultados para todos os públicos com os quais nos relacionamos. Resultados para a sociedade ao invés de resultados para o indivíduo. É responsável aquele que responde. É socialmente responsável quem responde à sociedade. Quem responde à sociedade responde aos nossos filhos, responde aos nossos netos, responde ao futuro. Ao nosso futuro.

Rubens Mazzali é consultor do Instituto MVC e professor da FGV nas disciplinas: governança corporativa, pensamento sistêmico, processo decisório e sustentabilidade corporativa.

Usando o MASP em problemas de natureza humana ou social

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Com poucas adaptações, o MASP também pode ser utilizado para resolver problemas relativos a gestão de pessoas e equipes

Claudemir Oribe

Há que se reconhecer que MASP tem sido normalmente empregado em problemas de produtos e processos. A indústria é o ambiente onde o método é, inegavelmente, encontrado com mais frequência. Tal predominância pode levar a comunidade prática e acadêmica a pensar que o MASP é um método que se aplica apenas ao chão de fábrica, em problemas de natureza técnica. Isso é um engano estrondoso.

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

masp2

Em primeiro lugar, existem diversas organizações da área de serviços, embora não sejam a maioria, com casos bem sucedidos de aplicação do MASP com ganhos consideráveis, como energia, transporte, serviços financeiros, telecomunicações e alimentação. Essas organizações percebem que seus negócios também têm problemas de causas desconhecidas e que um método estruturado pode ajudá-los a descobrir essas causas e resolver os problemas de forma objetiva e eficaz. Afinal, os serviços também possuem processos complexos, cujas atividades dependem de recursos, procedimentos e pessoas que devem funcionar como uma orquestra afinada para cumprir seus objetivos e satisfazer as partes interessadas.

Em segundo lugar, o MASP também pode ser utilizado para problemas de natureza humana ou social no processo de gestão de pessoas.  Aliás, o contexto competitivo e organizacional da atualidade favorece e até impõe essa aplicação, pois se exige dos profissionais de RH dados concretos e números, preferencialmente apresentados por meio de instrumentos gráficos.

Historicamente, os problemas dessa natureza são resolvidos por meio de outra abordagem: a análise subjetiva e a tomada de decisão em consenso. Quando um problema acontece, a pessoa atribuída por resolvê-lo procura as partes envolvidas para ouvir e identificar todos os aspectos e pontos de vista possíveis para formular uma terceira posição, mais próxima possível do fato realmente ocorrido. Dependendo do tempo disponível e das idiossincrasias do solucionador, sua interpretação dos fatos pode ser assustadoramente distorcida, impedindo que uma análise correta seja feita e que a solução ótima seja atingida. Felizmente, no contexto humano e social, soluções não otimizadas podem ser aceitáveis, desde que as partes envolvidas estejam de acordo. No entanto, mesmo que todos concordem com as conclusões ou soluções, isso não garante que elas estejam corretas. Se assim fosse, bastaria reunir pessoas para obter soluções sempre certas, o que é, evidentemente, uma inverdade.

Assim, também para solucionar problemas humanos ou sociais, são necessários dados e informações reais, concretas e objetivas. Uma sequencia ordenada e lógica de passos é também útil para não frustrar pessoas e mantê-las receptivas e cooperativas. Quase tudo é proporcionado pelo MASP, com exceção de alguns poucos cuidados metodológicos.

masp1

Como se sabe, o MASP faz uso de ferramentas da qualidade para garantir a racionalidade e objetividade. Para problemas de natureza humana e social é necessário acrescentar instrumentos de pesquisa em ciências sociais quantitativas, como surveyi, e qualitativas como as entrevistas, na população total envolvida ou sobre amostra dela. O survey tem como vantagem a possibilidade de tabulação e análise estatística descritiva, o que facilita a interpretação da informação coletada, sobretudo agora quando as pessoas não tem tempo para ler relatórios. Ao contrário da avaliação de problemas técnicos, a avaliação de pessoas necessita de cuidados como transparência, ética e sigilo para não expor a opinião das pessoas pesquisadas ao julgamento alheio.

Como cuidado adicional, é necessário dar retorno das informações coletadas aos pesquisados, pois estes não apenas desejam acompanhar o andamento das ações, como também precisam concordar com os rumos do trabalho, tomando cuidado para não inferir conclusões enviesadas, preconceituosas ou predefinidas. As pessoas e as equipes reagem, mudam de opiniões e resistem a mudança. Por isso, atividades de comunicação e de convencimento devem ser inseridos entre as etapas do MASP, tantas vezes quanto for necessário, para evitar surpresas e garantir a adesão até o fimii.

Finalmente, pessoas criam expectativas e isso pode gerar frustrações futuras. Então, num problema que aconteça num contexto humano e social é necessário seguir o método com ainda mais rigor, não saltando, e muito menos antecipando, etapas até que a anterior esteja satisfatoriamente cumprida. Com esses cuidados é possível desenhar um MASP Humano e Social, o que seria um método valioso para profissionais de RH num mundo cada vez preciso, rápido, analítico e eficaz.

masp3

Claudemir Oribe é mestre em administração, consultor e instrutor de MASP, ferramentas da qualidade e Gestão de T&D – claudemir@qualypro.com.br

Referências

CAMERON, Esther; GREEN, Mike. Gerenciamento de Mudanças: guia completo com modelos, ferramentas e técnicas para entender e implementar mudanças nas organizações. São Paulo: Clio Editora, 2009.

COOPER, Donald R.; SCHINDLER, Pamela S. Métodos de Pesquisa em Administração. 7. ed. Porto Alegre: Bookman, 2003.

MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa: planejamento e execução de pesquisas; amostragens e técnicas de pesquisa; elaboração, análise e interpretação de dados. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

ORIBE, Claudemir Yoschihiro. Quem Resolve Problemas Aprende? A contribuição do método de análise e solução de problemas para a aprendizagem organizacional. Belo Horizonte, 2008. Dissertação (Mestre em Administração). Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

ROTHWELL, William J.; HOHNE, Carolyn K.; KING, Stephen B. Human Performance Improvement: building practitioner competence. Houston: Gulf, 2000.

SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias [Org.]; TAMAYO, Álvaro [et. Al.]. Medidas do Comportamento Organizacional: ferramentas de diagnóstico e de gestão. Porto Alegre: Artmed, 2008.

SIQUEIRA, Mirlene Maria Matias [Org.]. Novas Medidas do Comportamento Organizacional: ferramentas de diagnóstico e de gestão. Porto Alegre: Artmed, 2014.

Notas:

i Pesquisa de natureza quantitativa, normalmente feita por meio de questionários passados ao público alvo, para que sejam respondidos visando a avaliação de um fenômeno comportamental ou social.

ii Um exemplo disso pode ser visto no modelo de abordagem normativa re-educativa para a mudança (Rothwell, 2000).

Trabalho infantil

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

Coletânea Série Segurança Contra Incêndios

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Segurança Contra Incêndios!
Saiba Mais…

Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental

childrenO trabalho infantil no Brasil ainda é um grande problema social. Milhares de crianças deixam de ir à escola e têm os direitos negados, para trabalharem desde cedo na lavoura, campo, fábrica ou casas de família, em regime de exploração, já que muitos deles não chegam a receber remuneração alguma. Hoje, cerca de 1,6 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos ainda trabalham no Brasil, segundo  o estudo “Medir o Progresso na Luta contra o Trabalho Infantil: Estimativas e Tendências” da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2013.

O combate ao trabalho infantil se transformou em uma das maiores bandeiras das entidades sociais nos últimos anos e os resultados em todo o mundo começam a aparecer. Em pouco mais de dez anos, o número de crianças ao redor do globo que trabalham caiu em um terço e apesar dos avanços inéditos, os governos não atingirão a meta de eliminar o trabalho de crianças até 2016, como prometido.

Atualmente, apesar da queda de um terço, 168 milhões de menores de 18 anos trabalham no mundo, desses, 40 milhões têm menos de 14 anos. Em 2000, esse número era de 245 milhões de crianças (16%) e hoje essa taxa é de 11%, de acordo com a OIT.

“A violência contra crianças não pode ser justificada de forma alguma, impedi-la e enfrentá-la é uma tarefa de toda sociedade. Os Estados têm a responsabilidade, mas as Organizações da Sociedade Civil e as famílias também possuem um papel determinante para assegurar o direito à proteção das crianças”, pontua o gerente de desenvolvimento social do ChildFund Brasil, Dov Rosenmann.

Em pesquisa realizada pelo ChildFund Brasil e Fundação Telefônica Vivo em 2012 no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais, das 3.340 crianças e adolescentes (6 a 14 anos) entrevistados, 90% responderam que trabalham nas próprias casas, em casas de familiares ou vizinhos com afazeres domésticos como: arrumar a casa, lavar louças, cuidar de crianças e bebês e ajudar os pais na roça. Formas de trabalho essas compreendidas como sendo apropriadas para as crianças.

Diante desse cenário, o ChildFund Brasil contou com o apoio da Fundação Telefônica Vivo na execução de ações concretas para combater e prevenir o trabalho infantil por meio do Projeto Melhor de Mim. A iniciativa tem o objetivo de conscientizar, através do diálogo, as partes diretamente envolvidas com esse tipo de situação para erradicar a exploração quando existir e assim, vem beneficiando 500 crianças/adolescentes em situação de trabalho ou risco de trabalho infantil, entre 6 e 14 anos de idade.

Para alcançar o objetivo proposto, o Melhor de Mim atua, essencialmente, com metodologias sociais amplamente difundidas nacional e internacionalmente. Com a metodologia Aflatoun, por meio da educação social financeira, é possível desenvolver uma nova percepção com relação ao trabalho e cultivar o hábito de reaproveitar e poupar.

Este que vai além da economia financeira e se aproxima mais de formas de sustentabilidade e melhores práticas de utilização daquilo que se tem no momento. Desde abril deste ano, as 500 crianças e adolescentes cadastrados no projeto participam de oficinas semanais da Aflatoun, como atividades de desenvolvimento pessoal para ampliar a compreensão sobre si mesmo e o mundo. Eles jogam, brincam e desenham, enquanto os pais frequentam encontros periódicos para sensibilização e envolvimentos das famílias, por meio da metodologia Ecoar. Direcionada aos pais, ela discute temas ligados ao trabalho infantil no âmbito escolar e familiar.

A metodologia de economia solidária Gol.d também faz parte do conjunto de iniciativas do Melhor de Mim e terá início no 2º ano do projeto. O Gol.d permite a criação de grupos de poupança solidária formado por pais, responsáveis e cuidadores de crianças e adolescentes atendidos, para tratar os mais diversos aspectos do desenvolvimento comunitário, como economia solidária, saúde, educação, resgate dos direitos individuais e coletivos e melhoria da renda e da qualidade de vida. Também utiliza técnicas de mobilização, organização de grupos, desenvolvimento do há­bito da poupança e empreendedorismo.

De acordo com a estudante e assistida pelo Melhor de Mim, Clara Silva, de dez anos, no projeto ela aprende com brincadeiras como ajudar os pais guardando dinheiro e executando atitudes sustentáveis. E, segundo o pai da jovem, Edson Alves, 33 anos, a vida da família está começando a mudar. “Aqui nós aprendemos como é importante a Clara estudar para ser alguém na vida. Queremos usar o conhecimento que está sendo adquirido para oferecer a única coisa que podemos dar a ela, os estudos”, diz.

O Sudeste, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), é a região brasileira com menor índice de trabalho infantil, mas uma das áreas mais vulneráveis para trabalho infantil da região é no Vale do Jequitinhonha, onde está sendo desenvolvido o projeto Melhor de Mim. Ele em breve também será executado no Nordeste, a segunda maior região brasileira onde se há esse tipo de exploração.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Skype: hayrton.prado1

Processo e/ou produto sustentável?

(clique no curso para mais informações e fazer a sua inscrição)

Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Nova NR 10 – Segurança no Sistema Elétrico de Potência (SEP) e em suas proximidades – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 554,02 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Marcus Nakagawa

O termo sustentabilidade está sendo utilizado de qualquer forma por muitas empresas, consumidores, propaganda, consumidores, etc. Agora já existem todos os tipos de produtos sustentáveis (será que 100% dos componentes destes produtos são biodegradáveis ou 100% recicláveis?); processos sustentáveis (será que todo o carbono utilizado está sendo compensado mesmo? Será que não daria para fazer de uma outra maneira? Será que a empresa está levando em consideração todas as questões dos empregados, acionistas, consumidores, etc?); pessoas sustentáveis; cursos e eventos sustentáveis; etc.

A tendência é a palavra ficar desgastada como ficou a palavra marketing, comunicação ou gestão. Estas palavras são utilizadas de qualquer forma sem o efetivo conhecimento do conceito ou da profundidade do tema. Quem já não escutou de algum colega falando que aquela “jogada de marketing” de tal empresa fez um sucesso na TV e que ele adorou a atriz daquele ‘marketing’ da cerveja. Ou senão,  que a gestão é fundamental para o futuro da empresa. Palavras muitas vezes “ao vento que já estão no consciente coletivo, porém sem o devido conhecimento ou arcabouço teórico envolvido.

A palavra sustentabilidade e todos os princípios para a busca do tal desenvolvimento sustentável devem ser divulgados sim, sem censura, porém com critérios um pouco mais rígido. Tomando cuidado com a banalização e a enganação, o Conar – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitário, em junho de 2011, apresentou uma série de normas para regular peças de propaganda baseadas em apelos de sustentabilidade. No Canadá, França e Inglaterra, não é uma norma voluntária, pois conta com a  ajuda da mão pesada do Estado. A ideia é proteger os consumidores das mensagens sobre produtos verdes que, por excesso, imprecisão e falta de conhecimento, mais enganam do que esclarecem. Ou seja o famoso Greenwashing. Já estamos num início do processo de formalização e alguns anúncios já saíram de circulação ou forma refeitos.

Mas não é somente nas propagandas que as empresas devem tomar cuidado, pois esta é a parte final de um processo de desenvolvimento, fabricação, comercialização, comunicação e venda de um produto ou serviço. A questão é se esta comunicação está realmente passando os valores da empresa, os processos e produtos desta empresa mais sustentável ou que se diz sustentável.

O questionamento principal é se este processo é sustentável ou mais sustentável. E se este produto ou serviço é mais sustentável. Uma empresa consegue ser totalmente sustentável? E seu produto também?

Esta questão está sendo muito discutida nas universidade e no mundo empresarial. Alguns teóricos colocam que esta tal da sustentabilidade é um evolução natural das empresa. E que geralmente iniciamos com as questões internas de gestão dos processos, depois evoluímos para o desenvolvimento de produtos e posteriormente de novos negócios. No artigo “Por que a sustentabilidade é hoje o maior motor da inovação?” de Nidumolu, Prahalad e Rangaswami (2009) os autores mostram cinco estágios que iniciam com o entendimento de respeito das normas como oportunidade de negócios até chegar na criação de plataformas de “próximas práticas”, passando por cadeia de valor, produtos e serviços, negócios sustentáveis

No facebook, aparecem posts interessantes sobre produtos e serviços sustentáveis, inúmeros exemplos de ações interessantes. Ainda sem muita escala. Um exemplo é o “ASAP – As Sustainable as Possible”, uma  plataforma de open innovation e crowdsourcing onde os usuários podem transformar suas ideias em produtos reais: http://www.asap.me. No twiter temos também assuntos interessantíssimos sobre o tema como o do post do Estadão que uma engenheira eliminou solventes em colas e criou produto sustentável: migre.me/cF2nE. Na Abraps, reunimos os profissionais para discutirem estas questões por meio dos encontros no Clube Abraps e nas atividades do GT Conhecimento.

Agora nós como consumidores precisamos desenvolver em conjunto com as empresas, neste modelo de cocriação tão moderno e novo, produtos e serviços que efetivamente sejam mais sustentáveis. Temos ferramentas como estas citadas que servem de divulgação e de comunicação para cocriarmos produtos e serviços que sejam mais inclusivos, mais verdes, mais responsáveis, lucrativos e que melhorem nossa qualidade de vida. Entendo que a mudança para processos mais sustentáveis dentro da empresa serão responsabilidade da própria empresa e dos funcionários, sempre com ajuda dos profissionais com o conhecimento da área. O desenvolvimento sustentável  tão sonhado pode e dever ser alcançado, o que falta é uma evolução nos muitos pontos do nosso desenvolvimento pessoal: autoconhecimento e consciência!

Marcus Nakagawa é diretor-presidente da Abraps – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, sócio-diretor da iSetor e professor da ESPM.

COP 18: depois do fim, o que vem?

Um guia para facilitar a gestão da informação

A BS 8587:2012 – Guide to facility information management é uma norma do BSI e ela fornece aos proprietários, operadores, lojistas, gerentes e administradores as orientações e recomendações no que diz respeito à gestão de informações e dados sobre as instalações de sua propriedade e/ou onde atuam. A norma é aplicável a organizações de gestão de uma instalação existente, bem como para aquelas planejadas como uma nova instalação. Enquanto destinado principalmente para as organizações do setor privado, o padrão pode trazer também benefícios para organismos públicos. Essa norma não abrange as informações e dados necessários para entregar o ativo operacional, mas inclui ações recomendadas para ajudar na operação segura, correta, eficiente e eficaz do ativo.

Felipe Bottini

Participei das últimas quatro COPs. A prorrogação de Quioto deveria ter sido definida justamente na 4ª COP vista em retrospectiva, lá em Copenhagen, em 2009, mas só aconteceu agora. Isso revela que a prorrogação de Quioto é tanto difícil diplomaticamente quanto tecnicamente e por isso tardou tanto em acontecer. Assim, se acabamos de prorrogar algo difícil diplomática e tecnicamente, o KP2 (Kyoto Protocol) para os íntimos, representa um enorme avanço. E por que? Pois é o único tratado legalmente vinculante pelo qual Nações Desenvolvidas se obrigam a reduzir emissões através de uma ferramenta de mercado, ou seja, de forma a alocar eficientemente os recursos. A não prorrogação de Quioto implicaria em um período de pelo menos oito anos sem qualquer compromisso objetivo do mundo com a redução das emissões, fragilizando as bases de negociação para o próximo acordo que virá em 2015 para definir como será organizado o sistema global de combate às emissões a partir de 2020, quando se encerra Quioto em definitivo. É verdade que em termos de mecanismos de financiamento não houve avanços de texto, mas o abismo entre as posições na negociação são, por si, um avanço. Avançamos no entendimento de como as partes discordam em relação ao tema e isso não é pra se desprezar, pois dessa conclusão devem sair novas diretrizes de colaboração multilateral em torno do tema.

O principal problema debatido e não resolvido trata dos achados recentes dos relatórios científicos que apontam para um aumento da distância entre os objetivos de emissões máximas e as emissões reais, que vem aumentando significativamente.  O desejado pela ciência para 2020 é 44GT de CO2e, o caminho que seguimos é para 58GT de CO2e nesse mesmo ano. Nesse quesito o Protocolo de Quioto não pode ser indicado como exitoso totalmente, mas sem a base de compromisso legal, pior ficaria. Nesse contexto, ouviu-se muito a expressão: aumentar a ambição, que trata justamente de tentar diminuir o hiato e isso levou a importante emenda no Protocolo de Quioto, que permite, para 2014, a revisão das metas de redução de emissões das Nações Desenvolvidas dentro do período de vigência de Quioto, diferente do período que se encerra nesse ano que assistiu passivamente a falta de esforço em reduzir emissões já que a crise econômica o fez espontaneamente.

Então, o que esperar para o futuro? Um acirrado debate sobre o que significam dentro da Convenção Climática as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” e qual o papel das Nações como os EUA, China, Brasil, Índia, e Africa do Sul. Qual fatia de esforços e contribuição cada Nação vai dar para atacar o problema? Esse debate que começou na última semana vai se estender pelos próximos três anos e, esperamos, traga uma solução à partir de 2020. Parece muito tempo, mas a verdade é que obter consenso entre 194 Nações sobre qualquer tema requer muitas interações. Com a Convenção do Clima não é diferente. Não há mais espaço ou tempo para omissão! Estamos de olho e acompanhando de perto.

Felipe Bottini é economista pela USP com especialização em Sustentabilidade por Harvard – Consultor Senior e cofundador da Green Domus Desenvolvimento Sustentável, Neutralize Carbono e Consultor especial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Sustentabilidade e responsabilidade social nas empresas brasileiras

Sergio Lucchesi

As organizações que demonstram compromisso com aspectos de responsabilidade social obtém vantagens competitivas, ganhando a confiança do mercado, clientes, investidores, consumidores e da comunidade local. Este tipo de ação desencadeia no mercado uma onda de responsabilidade corporativa social, que empresas espalhadas pelo mundo, de todos os tamanhos e setores, estão adotando e promovendo. Compreender essa onda de mudança no cenário empresarial é vital para a competitividade, pois o mercado está cada vez mais transparente e competitivo, se tornando uma oportunidade para que as empresas programem práticas sustentáveis de gerenciamento, não apenas como uma postura para atender às exigências legais, mas também com a intenção de melhor se colocar no mercado.

É um erro entender que a sustentabilidade seja apenas  restrito a aspectos do meio ambiente, da mesma forma, não deve-se assumir que  responsabilidade social se limite a ações ou investimentos em  projetos sociais, sendo os dois conceitos estão intimamente ligados. O administrador que pretenda que seu negócio seja mantido indefinidamente deverá gerar valor nas dimensões econômicas, ambientais e sociais. As empresas são cobradas por uma atitude correspondente ao conceito da “Cidadania Corporativa Global”, que envolve, ao mesmo tempo, a sustentabilidade e a responsabilidade social, dois conceitos que caminham juntos. As empresas de hoje tornaram-se agentes transformadores que exercem uma influência muito grande sobre os recursos humanos, a sociedade e o meio ambiente em que estão inseridas. Os empresários, neste novo papel, tornam-se cada vez mais aptos a compreender e participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica e social.

Dois exemplos ilustram o assunto: o mercado parou de aceitar o descaso no tratamento dos recursos naturais e os consumidores estão interessados em produtos “limpos”; e da mesma forma, a sociedade está muito mais atenta à inclusão de portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho. O resultado é óbvio: a legislação tornou-se mais rígida, obrigando as empresas a encarar com muita seriedade a questão ambiental e a responsabilidade social em sua estratégia operacional. Com essa nova postura empresarial vem a necessidade de adaptação e consequente direcionamento para novos caminhos. As empresas devem mudar seus paradigmas, mudando sua visão empresarial, objetivos, estratégias de investimentos e de marketing, tudo voltado para o aprimoramento de seu produto.

Empresas socialmente responsáveis e preocupadas com sustentabilidade conquistam resultados melhores e geram valor aos que estão próximos. A responsabilidade social e sustentabilidade deixaram de ser uma opção politicamente correta. É uma questão de visão estratégica e, muitas vezes, de sobrevivência. A empresa é socialmente responsável e sustentável quando vai além da obrigação de respeitar as leis, pagar impostos e observar as condições adequadas de segurança e saúde para os trabalhadores ou preservar o meio ambiente. É preciso adotar nova postura: A empresa que não adequar suas atividades a esses novos conceitos está destinada a perder competitividade em médio prazo.

Sergio Lucchesi é sócio-diretor da Moore Stephens Auditores e Consultores, uma das maiores redes de auditoria, consultoria, outsourcing contábil e corporate finance do mundo – http://www.msbrasil.com.br