Trabalho infantil

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

Coletânea Série Segurança Contra Incêndios

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Segurança Contra Incêndios!
Saiba Mais…

Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental

childrenO trabalho infantil no Brasil ainda é um grande problema social. Milhares de crianças deixam de ir à escola e têm os direitos negados, para trabalharem desde cedo na lavoura, campo, fábrica ou casas de família, em regime de exploração, já que muitos deles não chegam a receber remuneração alguma. Hoje, cerca de 1,6 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos ainda trabalham no Brasil, segundo  o estudo “Medir o Progresso na Luta contra o Trabalho Infantil: Estimativas e Tendências” da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2013.

O combate ao trabalho infantil se transformou em uma das maiores bandeiras das entidades sociais nos últimos anos e os resultados em todo o mundo começam a aparecer. Em pouco mais de dez anos, o número de crianças ao redor do globo que trabalham caiu em um terço e apesar dos avanços inéditos, os governos não atingirão a meta de eliminar o trabalho de crianças até 2016, como prometido.

Atualmente, apesar da queda de um terço, 168 milhões de menores de 18 anos trabalham no mundo, desses, 40 milhões têm menos de 14 anos. Em 2000, esse número era de 245 milhões de crianças (16%) e hoje essa taxa é de 11%, de acordo com a OIT.

“A violência contra crianças não pode ser justificada de forma alguma, impedi-la e enfrentá-la é uma tarefa de toda sociedade. Os Estados têm a responsabilidade, mas as Organizações da Sociedade Civil e as famílias também possuem um papel determinante para assegurar o direito à proteção das crianças”, pontua o gerente de desenvolvimento social do ChildFund Brasil, Dov Rosenmann.

Em pesquisa realizada pelo ChildFund Brasil e Fundação Telefônica Vivo em 2012 no Vale do Jequitinhonha em Minas Gerais, das 3.340 crianças e adolescentes (6 a 14 anos) entrevistados, 90% responderam que trabalham nas próprias casas, em casas de familiares ou vizinhos com afazeres domésticos como: arrumar a casa, lavar louças, cuidar de crianças e bebês e ajudar os pais na roça. Formas de trabalho essas compreendidas como sendo apropriadas para as crianças.

Diante desse cenário, o ChildFund Brasil contou com o apoio da Fundação Telefônica Vivo na execução de ações concretas para combater e prevenir o trabalho infantil por meio do Projeto Melhor de Mim. A iniciativa tem o objetivo de conscientizar, através do diálogo, as partes diretamente envolvidas com esse tipo de situação para erradicar a exploração quando existir e assim, vem beneficiando 500 crianças/adolescentes em situação de trabalho ou risco de trabalho infantil, entre 6 e 14 anos de idade.

Para alcançar o objetivo proposto, o Melhor de Mim atua, essencialmente, com metodologias sociais amplamente difundidas nacional e internacionalmente. Com a metodologia Aflatoun, por meio da educação social financeira, é possível desenvolver uma nova percepção com relação ao trabalho e cultivar o hábito de reaproveitar e poupar.

Este que vai além da economia financeira e se aproxima mais de formas de sustentabilidade e melhores práticas de utilização daquilo que se tem no momento. Desde abril deste ano, as 500 crianças e adolescentes cadastrados no projeto participam de oficinas semanais da Aflatoun, como atividades de desenvolvimento pessoal para ampliar a compreensão sobre si mesmo e o mundo. Eles jogam, brincam e desenham, enquanto os pais frequentam encontros periódicos para sensibilização e envolvimentos das famílias, por meio da metodologia Ecoar. Direcionada aos pais, ela discute temas ligados ao trabalho infantil no âmbito escolar e familiar.

A metodologia de economia solidária Gol.d também faz parte do conjunto de iniciativas do Melhor de Mim e terá início no 2º ano do projeto. O Gol.d permite a criação de grupos de poupança solidária formado por pais, responsáveis e cuidadores de crianças e adolescentes atendidos, para tratar os mais diversos aspectos do desenvolvimento comunitário, como economia solidária, saúde, educação, resgate dos direitos individuais e coletivos e melhoria da renda e da qualidade de vida. Também utiliza técnicas de mobilização, organização de grupos, desenvolvimento do há­bito da poupança e empreendedorismo.

De acordo com a estudante e assistida pelo Melhor de Mim, Clara Silva, de dez anos, no projeto ela aprende com brincadeiras como ajudar os pais guardando dinheiro e executando atitudes sustentáveis. E, segundo o pai da jovem, Edson Alves, 33 anos, a vida da família está começando a mudar. “Aqui nós aprendemos como é importante a Clara estudar para ser alguém na vida. Queremos usar o conhecimento que está sendo adquirido para oferecer a única coisa que podemos dar a ela, os estudos”, diz.

O Sudeste, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), é a região brasileira com menor índice de trabalho infantil, mas uma das áreas mais vulneráveis para trabalho infantil da região é no Vale do Jequitinhonha, onde está sendo desenvolvido o projeto Melhor de Mim. Ele em breve também será executado no Nordeste, a segunda maior região brasileira onde se há esse tipo de exploração.

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Marcus Nakagawa

O termo sustentabilidade está sendo utilizado de qualquer forma por muitas empresas, consumidores, propaganda, consumidores, etc. Agora já existem todos os tipos de produtos sustentáveis (será que 100% dos componentes destes produtos são biodegradáveis ou 100% recicláveis?); processos sustentáveis (será que todo o carbono utilizado está sendo compensado mesmo? Será que não daria para fazer de uma outra maneira? Será que a empresa está levando em consideração todas as questões dos empregados, acionistas, consumidores, etc?); pessoas sustentáveis; cursos e eventos sustentáveis; etc.

A tendência é a palavra ficar desgastada como ficou a palavra marketing, comunicação ou gestão. Estas palavras são utilizadas de qualquer forma sem o efetivo conhecimento do conceito ou da profundidade do tema. Quem já não escutou de algum colega falando que aquela “jogada de marketing” de tal empresa fez um sucesso na TV e que ele adorou a atriz daquele ‘marketing’ da cerveja. Ou senão,  que a gestão é fundamental para o futuro da empresa. Palavras muitas vezes “ao vento que já estão no consciente coletivo, porém sem o devido conhecimento ou arcabouço teórico envolvido.

A palavra sustentabilidade e todos os princípios para a busca do tal desenvolvimento sustentável devem ser divulgados sim, sem censura, porém com critérios um pouco mais rígido. Tomando cuidado com a banalização e a enganação, o Conar – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitário, em junho de 2011, apresentou uma série de normas para regular peças de propaganda baseadas em apelos de sustentabilidade. No Canadá, França e Inglaterra, não é uma norma voluntária, pois conta com a  ajuda da mão pesada do Estado. A ideia é proteger os consumidores das mensagens sobre produtos verdes que, por excesso, imprecisão e falta de conhecimento, mais enganam do que esclarecem. Ou seja o famoso Greenwashing. Já estamos num início do processo de formalização e alguns anúncios já saíram de circulação ou forma refeitos.

Mas não é somente nas propagandas que as empresas devem tomar cuidado, pois esta é a parte final de um processo de desenvolvimento, fabricação, comercialização, comunicação e venda de um produto ou serviço. A questão é se esta comunicação está realmente passando os valores da empresa, os processos e produtos desta empresa mais sustentável ou que se diz sustentável.

O questionamento principal é se este processo é sustentável ou mais sustentável. E se este produto ou serviço é mais sustentável. Uma empresa consegue ser totalmente sustentável? E seu produto também?

Esta questão está sendo muito discutida nas universidade e no mundo empresarial. Alguns teóricos colocam que esta tal da sustentabilidade é um evolução natural das empresa. E que geralmente iniciamos com as questões internas de gestão dos processos, depois evoluímos para o desenvolvimento de produtos e posteriormente de novos negócios. No artigo “Por que a sustentabilidade é hoje o maior motor da inovação?” de Nidumolu, Prahalad e Rangaswami (2009) os autores mostram cinco estágios que iniciam com o entendimento de respeito das normas como oportunidade de negócios até chegar na criação de plataformas de “próximas práticas”, passando por cadeia de valor, produtos e serviços, negócios sustentáveis

No facebook, aparecem posts interessantes sobre produtos e serviços sustentáveis, inúmeros exemplos de ações interessantes. Ainda sem muita escala. Um exemplo é o “ASAP – As Sustainable as Possible”, uma  plataforma de open innovation e crowdsourcing onde os usuários podem transformar suas ideias em produtos reais: http://www.asap.me. No twiter temos também assuntos interessantíssimos sobre o tema como o do post do Estadão que uma engenheira eliminou solventes em colas e criou produto sustentável: migre.me/cF2nE. Na Abraps, reunimos os profissionais para discutirem estas questões por meio dos encontros no Clube Abraps e nas atividades do GT Conhecimento.

Agora nós como consumidores precisamos desenvolver em conjunto com as empresas, neste modelo de cocriação tão moderno e novo, produtos e serviços que efetivamente sejam mais sustentáveis. Temos ferramentas como estas citadas que servem de divulgação e de comunicação para cocriarmos produtos e serviços que sejam mais inclusivos, mais verdes, mais responsáveis, lucrativos e que melhorem nossa qualidade de vida. Entendo que a mudança para processos mais sustentáveis dentro da empresa serão responsabilidade da própria empresa e dos funcionários, sempre com ajuda dos profissionais com o conhecimento da área. O desenvolvimento sustentável  tão sonhado pode e dever ser alcançado, o que falta é uma evolução nos muitos pontos do nosso desenvolvimento pessoal: autoconhecimento e consciência!

Marcus Nakagawa é diretor-presidente da Abraps – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, sócio-diretor da iSetor e professor da ESPM.

COP 18: depois do fim, o que vem?

Um guia para facilitar a gestão da informação

A BS 8587:2012 – Guide to facility information management é uma norma do BSI e ela fornece aos proprietários, operadores, lojistas, gerentes e administradores as orientações e recomendações no que diz respeito à gestão de informações e dados sobre as instalações de sua propriedade e/ou onde atuam. A norma é aplicável a organizações de gestão de uma instalação existente, bem como para aquelas planejadas como uma nova instalação. Enquanto destinado principalmente para as organizações do setor privado, o padrão pode trazer também benefícios para organismos públicos. Essa norma não abrange as informações e dados necessários para entregar o ativo operacional, mas inclui ações recomendadas para ajudar na operação segura, correta, eficiente e eficaz do ativo.

Felipe Bottini

Participei das últimas quatro COPs. A prorrogação de Quioto deveria ter sido definida justamente na 4ª COP vista em retrospectiva, lá em Copenhagen, em 2009, mas só aconteceu agora. Isso revela que a prorrogação de Quioto é tanto difícil diplomaticamente quanto tecnicamente e por isso tardou tanto em acontecer. Assim, se acabamos de prorrogar algo difícil diplomática e tecnicamente, o KP2 (Kyoto Protocol) para os íntimos, representa um enorme avanço. E por que? Pois é o único tratado legalmente vinculante pelo qual Nações Desenvolvidas se obrigam a reduzir emissões através de uma ferramenta de mercado, ou seja, de forma a alocar eficientemente os recursos. A não prorrogação de Quioto implicaria em um período de pelo menos oito anos sem qualquer compromisso objetivo do mundo com a redução das emissões, fragilizando as bases de negociação para o próximo acordo que virá em 2015 para definir como será organizado o sistema global de combate às emissões a partir de 2020, quando se encerra Quioto em definitivo. É verdade que em termos de mecanismos de financiamento não houve avanços de texto, mas o abismo entre as posições na negociação são, por si, um avanço. Avançamos no entendimento de como as partes discordam em relação ao tema e isso não é pra se desprezar, pois dessa conclusão devem sair novas diretrizes de colaboração multilateral em torno do tema.

O principal problema debatido e não resolvido trata dos achados recentes dos relatórios científicos que apontam para um aumento da distância entre os objetivos de emissões máximas e as emissões reais, que vem aumentando significativamente.  O desejado pela ciência para 2020 é 44GT de CO2e, o caminho que seguimos é para 58GT de CO2e nesse mesmo ano. Nesse quesito o Protocolo de Quioto não pode ser indicado como exitoso totalmente, mas sem a base de compromisso legal, pior ficaria. Nesse contexto, ouviu-se muito a expressão: aumentar a ambição, que trata justamente de tentar diminuir o hiato e isso levou a importante emenda no Protocolo de Quioto, que permite, para 2014, a revisão das metas de redução de emissões das Nações Desenvolvidas dentro do período de vigência de Quioto, diferente do período que se encerra nesse ano que assistiu passivamente a falta de esforço em reduzir emissões já que a crise econômica o fez espontaneamente.

Então, o que esperar para o futuro? Um acirrado debate sobre o que significam dentro da Convenção Climática as “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” e qual o papel das Nações como os EUA, China, Brasil, Índia, e Africa do Sul. Qual fatia de esforços e contribuição cada Nação vai dar para atacar o problema? Esse debate que começou na última semana vai se estender pelos próximos três anos e, esperamos, traga uma solução à partir de 2020. Parece muito tempo, mas a verdade é que obter consenso entre 194 Nações sobre qualquer tema requer muitas interações. Com a Convenção do Clima não é diferente. Não há mais espaço ou tempo para omissão! Estamos de olho e acompanhando de perto.

Felipe Bottini é economista pela USP com especialização em Sustentabilidade por Harvard – Consultor Senior e cofundador da Green Domus Desenvolvimento Sustentável, Neutralize Carbono e Consultor especial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Sustentabilidade e responsabilidade social nas empresas brasileiras

Sergio Lucchesi

As organizações que demonstram compromisso com aspectos de responsabilidade social obtém vantagens competitivas, ganhando a confiança do mercado, clientes, investidores, consumidores e da comunidade local. Este tipo de ação desencadeia no mercado uma onda de responsabilidade corporativa social, que empresas espalhadas pelo mundo, de todos os tamanhos e setores, estão adotando e promovendo. Compreender essa onda de mudança no cenário empresarial é vital para a competitividade, pois o mercado está cada vez mais transparente e competitivo, se tornando uma oportunidade para que as empresas programem práticas sustentáveis de gerenciamento, não apenas como uma postura para atender às exigências legais, mas também com a intenção de melhor se colocar no mercado.

É um erro entender que a sustentabilidade seja apenas  restrito a aspectos do meio ambiente, da mesma forma, não deve-se assumir que  responsabilidade social se limite a ações ou investimentos em  projetos sociais, sendo os dois conceitos estão intimamente ligados. O administrador que pretenda que seu negócio seja mantido indefinidamente deverá gerar valor nas dimensões econômicas, ambientais e sociais. As empresas são cobradas por uma atitude correspondente ao conceito da “Cidadania Corporativa Global”, que envolve, ao mesmo tempo, a sustentabilidade e a responsabilidade social, dois conceitos que caminham juntos. As empresas de hoje tornaram-se agentes transformadores que exercem uma influência muito grande sobre os recursos humanos, a sociedade e o meio ambiente em que estão inseridas. Os empresários, neste novo papel, tornam-se cada vez mais aptos a compreender e participar das mudanças estruturais na relação de forças nas áreas ambiental, econômica e social.

Dois exemplos ilustram o assunto: o mercado parou de aceitar o descaso no tratamento dos recursos naturais e os consumidores estão interessados em produtos “limpos”; e da mesma forma, a sociedade está muito mais atenta à inclusão de portadores de necessidades especiais no mercado de trabalho. O resultado é óbvio: a legislação tornou-se mais rígida, obrigando as empresas a encarar com muita seriedade a questão ambiental e a responsabilidade social em sua estratégia operacional. Com essa nova postura empresarial vem a necessidade de adaptação e consequente direcionamento para novos caminhos. As empresas devem mudar seus paradigmas, mudando sua visão empresarial, objetivos, estratégias de investimentos e de marketing, tudo voltado para o aprimoramento de seu produto.

Empresas socialmente responsáveis e preocupadas com sustentabilidade conquistam resultados melhores e geram valor aos que estão próximos. A responsabilidade social e sustentabilidade deixaram de ser uma opção politicamente correta. É uma questão de visão estratégica e, muitas vezes, de sobrevivência. A empresa é socialmente responsável e sustentável quando vai além da obrigação de respeitar as leis, pagar impostos e observar as condições adequadas de segurança e saúde para os trabalhadores ou preservar o meio ambiente. É preciso adotar nova postura: A empresa que não adequar suas atividades a esses novos conceitos está destinada a perder competitividade em médio prazo.

Sergio Lucchesi é sócio-diretor da Moore Stephens Auditores e Consultores, uma das maiores redes de auditoria, consultoria, outsourcing contábil e corporate finance do mundo – http://www.msbrasil.com.br

Os requisitos obrigatórios para um sistema de responsabilidade social

Normas comentadas

 NBR14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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 NBR5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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 NBRISO9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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socialDepois de revisada em 2012, a NBR 16001 de 07/2012 – Responsabilidade social – Sistema da gestão – Requisitos (clique no link para mais informações) passou a estabelecer os requisitos mínimos relativos a um sistema de gestão da responsabilidade social, permitindo que a organização formule e implemente uma política e objetivos que levem em conta seus compromissos com diversos assuntos. Nas últimas décadas têm crescido a mobilização e a preocupação da sociedade com temas associados à ética, cidadania, direitos humanos, desenvolvimento econômico, desenvolvimento sustentável e inclusão social. Nesse sentido, as organizações de todos os tipos estão cada vez mais conscientes do seu papel na sociedade e preocupadas em atingir e demonstrar desempenhos ambientais, econômicos e sociais adequados, controlando os impactos de suas decisões e atividades na sociedade e no meio ambiente, de forma consistente com sua política e com seus objetivos da responsabilidade social.

Esse comportamento se insere no contexto de legislações cada vez mais exigentes, de práticas de consumo e de investimentos cada vez mais conscientes, do desenvolvimento de políticas econômicas e de outras medidas destinadas a estimular o desenvolvimento sustentável e de uma crescente preocupação manifestada pelas partes interessadas em relação às questões ambientais, econômicas e sociais. Muitas organizações têm conduzido programas de responsabilidade social e avaliações do seu desempenho ambiental, econômico e social. No entanto, por si só, tais avaliações podem não ser suficientes para proporcionar a uma organização a garantia de que seu desempenho não apenas atende, mas continuará a atender, aos requisitos legais e aos de sua própria política. Para que sejam eficazes, é necessário que esses procedimentos sejam conduzidos dentro de um sistema de gestão estruturado que esteja integrado na organização.

A adoção e a implementação, de forma sistemática, de um conjunto de técnicas de gestão da responsabilidade social podem contribuir para a obtenção de resultados ótimos para todas as partes interessadas. Contudo, a adoção dessa norma não garantirá, por si só, resultados ótimos. Para atingir os objetivos da responsabilidade social, convém que o sistema de gestão da responsabilidade social estimule as organizações a considerarem a implementação da melhor prática disponível, quando apropriado e economicamente exequível. A adoção dessa norma não elimina, engloba ou substitui o uso das normas da série NBR ISO 9000 ou NBR ISO 14000, cabendo às organizações a decisão de aplicá-la em conjunto ou separadamente, dependendo das suas necessidades estratégicas. O atendimento aos seus requisitos não significa que a organização seja socialmente responsável, mas sim que possui um sistema de gestão da responsabilidade social. As comunicações da organização, tanto internas quanto externas, devem respeitar este preceito.

Convém ressaltar que duas organizações que desenvolvam atividades similares, mas que apresentem níveis diferentes de desempenho de responsabilidade social, conforme estabelecido em sua política de responsabilidade social, objetivos e metas, podem, ambas, atender aos seus requisitos. Essa norma pretende auxiliar as organizações a contribuírem para o desenvolvimento sustentável e visa estimulá-las a irem além da conformidade legal, posto que esta é uma obrigação fundamental de qualquer organização e parte essencial de sua responsabilidade social. Apesar de muitas pessoas usarem os termos responsabilidade social e desenvolvimento sustentável de forma intercambiável e de haver uma relação entre esses termos, eles são conceitos diferentes. O desenvolvimento sustentável é um conceito e um objetivo norteador amplamente aceito, reconhecido internacionalmente após a publicação, em 1987, do relatório Nosso Futuro Comum, da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, da ONU. O desenvolvimento sustentável refere-se a satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de suprir suas próprias necessidades. O desenvolvimento sustentável tem três dimensões – econômica, social e ambiental – as quais são interdependentes; por exemplo, a eliminação da pobreza requer a promoção da justiça social, do desenvolvimento econômico e da proteção ao meio ambiente.

A responsabilidade social tem como foco a organização e refere-se às responsabilidades da organização com a sociedade e o meio ambiente. A responsabilidade social está intimamente ligada ao desenvolvimento sustentável. Pelo fato de o desenvolvimento sustentável tratar de objetivos econômicos, sociais e ambientais comuns a todas as pessoas, ele pode ser usado como forma de abarcar as expectativas mais amplas da sociedade a serem levadas em conta por organizações que buscam agir responsavelmente. Portanto, convém que um objetivo amplo de responsabilidade social da organização seja contribuir para o desenvolvimento sustentável. Neste sentido, a noção de que a responsabilidade social é centrada em atividades filantrópicas, como doações a instituições beneficentes, não é correta, apesar de serem importantes em determinados contextos. O objetivo do desenvolvimento sustentável é atingir um estado de sustentabilidade para a sociedade como um todo e para o planeta. Não diz respeito à sustentabilidade ou viabilidade permanente de uma organização específica. A sustentabilidade de uma determinada organização pode ou não ser compatível com a sustentabilidade da sociedade como um todo, a qual é obtida ao lidar-se com aspectos sociais, econômicos e ambientais de uma maneira integrada. Consumo sustentável, uso sustentável de recursos e meios de vida sustentáveis são relevantes a todas as organizações e têm a ver com a sustentabilidade da sociedade como um todo.

Dessa forma, depois de revisada, a NBR 16001 passou estabelecer os requisitos mínimos relativos a um sistema de gestão da responsabilidade social, permitindo que a organização formule e implemente uma política e objetivos que levem em conta seus compromissos com: a) a responsabilização; b) a transparência; c) o comportamento ético; d) o respeito pelos interesses das partes interessadas; e) o atendimento aos requisitos legais e outros requisitos subscritos pela organização; f) o respeito às normas internacionais de comportamento; g) o respeito aos direitos humanos; e h) a promoção do desenvolvimento sustentável. Ela tem por objetivo prover às organizações os elementos de um sistema de gestão da responsabilidade social eficaz, passível de integração com outros requisitos de gestão, de forma a auxiliá-las a alcançar seus objetivos relacionados com a responsabilidade social. Não se pretende criar barreiras comerciais não tarifárias, nem ampliar ou alterar as obrigações legais de uma organização. Os seus requisitos são genéricos, para que possam ser aplicados a todas as organizações. A conformidade com esta norma não implica, por si só, a conformidade com as diretrizes da NBR ISO 26000. Quaisquer declarações de que um certificado de conformidade com esta norma seria uma evidência do atendimento às diretrizes da NBR ISO 26000 são incompatíveis com os objetivos dessa norma. No entanto, a sua adoção pode auxiliar a organização em seu processo de implementação de algumas das diretrizes da NBR ISO 26000.

O aço na sociedade atual

Curso: Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora 13

A Norma Regulamentadora 13, cujo título é Caldeiras e Vasos de Pressão, estabelece todos os requisitos técnicos e legais relativos à instalação, operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho. Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia, excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo.

O aço é uma liga metálica formada essencialmente por ferro e carbono, com percentagens deste último variáveis entre 0,008 e 2,11%. Distingue-se do ferro fundido, que também é uma liga de ferro e carbono, mas com teor de carbono entre 2,11% e 6,67%. A diferença fundamental entre ambos é que o aço, pela sua ductibilidade, é facilmente deformável por forja, laminação e extrusão, enquanto que uma peça em ferro fundido é fabricada pelo processo de fundição. Além dos componentes principais indicados, o aço incorpora outros elementos químicos, alguns prejudiciais, provenientes da sucata, do mineral ou do combustível empregue no processo de fabricação, como o enxofre e o fósforo. Outros são adicionados intencionalmente para melhorar algumas características do aço para aumentar a sua resistência, ductibilidade, dureza ou outras, ou para facilitar algum processo de fabrico, como usinabilidade, é o caso de elementos de liga como o níquel, o cromo, o molibdênio e outros.

No aço comum o teor de impurezas (elementos além do ferro e do carbono) estará sempre abaixo dos 2%. Acima dos 2 até 5% de outros elementos já pode considerado aço de baixa-liga, acima de 5% é considerado de alta-liga. O enxofre e o fósforo são elementos prejudicais ao aço pois acabam por intervir nas suas propriedades físicas, deixando-o quebradiço. Dependendo das exigências cobradas, o controle sobre as impurezas pode ser menos rigoroso ou então podem pedir o uso de um anti-sulfurante como o magnésio e outros elementos de liga benéficos. O aço inoxidável é um aço de alta-liga com teores de cromo e de níquel em elevadas doses (que ultrapassam 20%). O aço é atualmente a mais importante liga metálica, sendo empregue de forma intensiva em numerosas aplicações tais como máquinas, ferramentas, em construção, etc. Entretanto, a sua utilização está condicionada a determinadas aplicações devido a vantagens técnicas que oferecem outros materiais como o alumínio no transporte por sua maior leveza e na construção por sua maior resistência a corrosão, o cimento (mesmo combinado com o aço) pela sua maior resistência ao fogo e a cerâmica em aplicações que necessitem de elevadas temperaturas.

Ainda assim, atualmente emprega-se o aço devido a sua nítida superioridade frente às demais ligas considerando-se o seu preço. Já que existem numerosas jazidas de minerais de ferro suficientemente ricas, puras e fáceis de explorar, além da possibilidade de reciclar a sucata. Os procedimentos de fabricação são relativamente simples e econômicos, e são chamados de aciaria. Os aços podem ser fabricados por processo de aciaria elétrica, onde se utiliza eletrodos e processo de aciaria LD, onde se utiliza sopro de oxigénio no metal líquido por meio de uma lança. Apresentam uma interessante combinação de propriedades mecânicas que podem ser modificadas dentro de uma ampla faixa variando-se os componentes da liga e as suas quantidades, mediante a aplicação de tratamentos. A sua plasticidade permite obter peças de formas geométricas complexas com relativa facilidade. A experiência acumulada na sua utilização permite realizar previsões de seu comportamento, reduzindo custos de projetos e prazos de colocação no mercado. Tal é a importância industrial deste material que a sua metalurgia recebe a denominação especial de siderurgia, e a sua influência no desenvolvimento humano foi tão importante que uma parte da história da humanidade foi denominada Idade do ferro, que se iniciou em 3.500 a.C., e que, de certa forma, ainda perdura.

Assim, se tornou uma matéria prima indispensável para a produção de eletrodomésticos, veículos, máquinas, equipamentos, produção de energia, na construção civil e na indústria em geral, o aço é um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento brasileiro. Atualmente, 28 usinas estão em funcionamento no país. O setor emprega milhares de pessoas, que atuam diretamente na distribuição e revenda de aços planos, categorias representadas pelos Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider). “A cadeia de distribuição responde por 45% do aço comercializado no país, entregando encomendas de baixa tonelagem e abastecendo com agilidade a indústria automobilística, de máquinas e equipamentos, entre outras”, explica o superintendente Gilson Bertozzo. Outra relevância do setor se deve ao tratamento feito ao aço. “Muitos dos distribuidores também atuam no reprocessamento e na elaboração dos produtos siderúrgicos, fazendo a relaminação ou perfilação do material para ser mais eficientemente utilizado pelas indústrias”, diz Bertozzo. No Brasil o consumo per capta de aço ainda é muito baixo – algo em torno de 150 kg de aço bruto por habitante, em 2011 – se comparado a outros países.

Considerando os números alcançados por outros países, pode-se enxergar claramente todo o potencial que existe no mercado brasileiro. Porém, a utilização deste material não vem crescendo como os demais setores da economia. Em 2011, 26,1 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos foram entregues ao mercado brasileiro, e a expectativa é de que 27,7 milhões de toneladas sejam utilizadas até o final do ano, um crescimento de 6% no consumo aparente nacional. Na construção civil, as estruturas metálicas são utilizadas constantemente, apresentando vários benefícios em relação ao uso do concreto. “Uma obra que utiliza o aço como material principal garante maior liberdade ao projeto arquitetônico, menor prazo de execução e o uso racional da mão-de-obra e de materiais, além de promover alívio de carga nas fundações”, explica Gilson.

A versatilidade desse material permite que ele seja utilizado em várias atividades da vida cotidiana, inclusive na produção de obras de arte. Muitos artistas plásticos criam esculturas em aço, aproveitando a sua maleabilidade, já que a estrutura pode ser transformada facilmente quando exposta a altas e baixas temperaturas. Outra importante característica deste material é a sua capacidade de reutilização. “O aço pode ser reaproveitado integralmente, já que suas propriedades são mantidas durante o processo da reciclagem. O uso da sucata também reduz as despesas das usinas com o minério de ferro e diminui a utilização de recursos naturais, como o carvão”, explica Gilson Bertozzo. O tempo de deterioração do aço é mais curto do que o do alumínio, material que também é largamente reciclado no Brasil e que se decompõe em até 500 anos, enquanto os produtos siderúrgicos levam de 5 a 10 anos para sua total decomposição, sem causar qualquer agressão ao meio ambiente. “O aço é um produto indispensável para a sociedade, com benefícios inegáveis. Mas muito ainda tem que ser feito para aumentar sua utilização no país”, conclui Bertozzo.

Devastação ambiental e o trabalho escravo na produção de carvão vegetal

carvãoCom o objetivo de retomar a atenção para a deficiência na governança, fomentar a discussão sobre a responsabilidade e provocar mudanças na cadeia produtiva do carvão vegetal, o Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, a Rede Nossa São Paulo e o WWF-Brasil, com o apoio da Fundación Avina, apresentam uma agenda inédita de compromissos e critérios que nortearão um grupo de trabalho para tornar mais sustentável a cadeia produtiva de carvão vegetal siderúrgico. Com base na pesquisa em finalização Combate à devastação e ao trabalho escravo na produção do ferro e do aço, foram promovidas reuniões com as empresas ligadas à cadeia produtiva do aço, o que levou a um acordo inédito no país: produtoras de ferro-gusa, de aço e de minério de ferro se comprometeram, por meio de uma agenda comum, a unir esforços para erradicar a devastação ambiental e o trabalho escravo de suas cadeias produtivas.

Dando corpo ao Grupo de Trabalho para a Sustentabilidade da Produção de Carvão Vegetal de Uso Siderúrgico no Brasil (GT do Carvão Sustentável), os membros do acordo atuarão sobre os fatores críticos socioambientais da produção do ferro gusa a carvão vegetal no Brasil, visando à consolidação de uma cadeia sustentável do aço brasileiro. O processo envolverá produtoras de ferro gusa, de carvão vegetal, de madeira plantada, mineradoras, indústrias de fabricação ou que utilizem o aço (cadeia compradora), entidades setoriais, organizações da sociedade civil, trabalhadores, diferentes níveis de governo e financiadores. Em 2012, o grupo deve desenvolver, entre outras ações, princípios e critérios para a produção sustentável de carvão vegetal, bem como sistemas de rastreamento e de auditoria independentes. Abaixo uma síntese dos compromissos assumidos pelo grupo:

– Desenvolver, através de processo multi-setorial, a definição de princípios e critérios para produção sustentável de carvão vegetal;

– Estabelecer protocolos para auditoria independente e classificação, segundo critérios objetivos, verificáveis e qualificadores da utilização do carvão vegetal na produção siderúrgica;

– Criar um sistema transparente de rastreamento que possibilite a identificação de toda a madeira utilizada na produção;

– Identificar o potencial impacto socioambiental desse produto em cada etapa da cadeia até que seja processada;

– Estabelecer programa de fomento e ampliação da base florestal plantada e manejada para garantir o pleno abastecimento de carvão vegetal em bases sustentáveis até 2020;

– Gerar postos de trabalho decentes e criar empregos verdes, conforme estabelecido na Agenda do Trabalho Decente (OIT), priorizando a reinserção de trabalhadores libertos das ações de combate ao trabalho escravo;

– Acompanhar e analisar a efetividade na implementação de políticas públicas existentes e propondo complementações, modificações ou novas políticas públicas e revisão de marcos regulatórios.

O carvão vegetal é utilizado para alimentar os fornos e para ser misturado ao minério de ferro que resulta no ferro-gusa e em outras ferroligas, matérias-primas empregadas na fabricação do aço e em diversos outros segmentos industriais (fundições, autopeças, maquinários, eletroeletrônicos etc). Os dados preliminares levantados pela Papel Social Comunicação e pela ONG Repórter Brasil na pesquisa Combate à devastação ambiental e trabalho escravo na produção do ferro e do aço, que exigiu mais de um ano de trabalho e cobriu Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga, revelam um déficit de 30 milhões de m³ de carvão vegetal na produção de ferro e aço com carvão vegetal oriundo de florestas plantadas disponíveis. Assim, o resultado sugere que esta produção seja proveniente de vegetações nativas.

Também estabelece a ligação entre o carvão ilegal e algumas das maiores siderúrgicas brasileiras e mundiais, com desdobramentos que se estendem por importantes setores da economia: automobilístico, autopeças, maquinários e construção civil, entre outros. São companhias privadas que atuam no ramo da siderurgia, além de montadoras de veículos automotores e instituições financeiras de desenvolvimento industrial. O aço representa 90% dos metais consumidos pela população mundial. No Brasil, o segmento do aço é controlado por 28 grandes usinas, espalhadas por dez estados e administradas por nove empresas. Segundo a Associação Mineira de Silvicultura (AMS), a demanda por carvão vegetal no Brasil atingiu 9,2 milhões de toneladas em 2007. Considerando que, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), são necessárias 48 árvores para a geração de uma tonelada de carvão, estima-se que mais de 440 milhões de árvores tenham sido derrubadas em 2007 para a produção do insumo usado pelas siderúrgicas para fabricação de ferro-gusa. Outro dado da AMS revela que aproximadamente 70% do carvão consumido em 2009 seja proveniente de matas nativas.

De acordo com os dados preliminares da pesquisa, são necessárias 3,6 toneladas de madeira (6 m³) para cada tonelada de carvão vegetal. Logo, para viabilizar a produção de 12 milhões de ferro-gusa por ano, são necessários ao menos 50 milhões de m³ de carvão. A comparação desse número total com o da produção originada nas florestas plantadas disponíveis (20 milhões de m³) aponta a existência de um “rombo” de 30 milhões de m³ “não contabilizados” que podem estar sendo retirados legal ou ilegalmente de vegetações nativas. Além da comum ausência de carteira assinada, a mão de obra escrava nas carvoarias é identificada por haver casos de jornadas excessivas, comida insuficiente e alojamentos hostis a uma qualidade mínima de sobrevivência. Situações ainda mais graves envolvem o isolamento geográfico, a vigilância armada e a chamada “peonagem” por dívidas, ou seja, quando o trabalhador é coagido a permanecer no serviço para pagar supostos débitos, cobrados ilegalmente, de alimentação, transporte e outros. De acordo com a atualização semestral da “lista suja” do trabalho escravo, realizada em dezembro de 2010, 53 dos 220 empregadores incluídos na lista estavam ligados à cadeia produtiva do carvão.

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A certificação em responsabilidade social permite à empresa atuar com ética, respeitar o meio ambiente e dizer um basta à discriminação

NORMAS COMENTADAS

Fácil de utilizar, com explicações úteis e necessárias, ilustrações com tabelas e figuras, e comentários pertinentes, feitos por profissionais especializados, que participaram diretamente do desenvolvimento da norma técnica em questão, a versão comentada das normas é um grande diferencial para quem deseja obter o máximo dos requisitos e diretrizes da norma de forma rápida, ágil e econômica.

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Após obter a certificação NBR 16001, a organização passa a operar com lealdade na concorrência, se preocupar com o desenvolvimento social, o meio ambiente, a promoção da diversidade e o combate à discriminação no trabalho, além de ter um compromisso com o desenvolvimento dos empregados.

SOCIALO consumidor, atualmente, passou de um agente passivo de consumo para ser um agente de transformação social por meio do exercício do seu poder de compra, uso e descarte de produtos, de sua capacidade de poder privilegiar empresas que tinham valores outros que não somente o lucro na sua visão de negócios. Assim, sociedade civil e empresas passam a estabelecer parcerias na busca de soluções, diante da convicção de que o Estado sozinho não é capaz de solucionar a todos os problemas e a responder a tantas demandas. A partir desse fato, nasceu o movimento da responsabilidade social em busca da inclusão social, da promoção da cidadania, da preservação ambiental e da sustentabilidade planetária, na qual todos os setores têm responsabilidades compartilhadas e cada um é convidado a exercer aquilo que lhe é mais peculiar, mais característico. Para que isso ocorra, a ética e a transparência são princípios fundamentais no modo de fazer negócios e de relacionar-se com todas as partes interessadas.

Os setores produtivos e empresariais ganharam um papel particularmente importante pelo seu poder econômico e sua capacidade de formular estratégias e concretizar ações, assumindo a responsabilidade dos impactos – positivos e negativos – destas ações no contexto social e ambiental em que operam. Essa nova postura de compartilhamento de responsabilidades, não implica, entretanto, em menor responsabilidade dos governos. Ao contrário, fortalece o papel inerente ao governo de grande formulador de políticas públicas de grande alcance, visando o bem comum e a equidade social, aumentando sua responsabilidade em bem gerenciar a sua máquina, os recursos públicos e naturais na sua prestação de contas à sociedade. Além disso, pode e deve ser o grande fomentador, articulador e facilitador desse novo modelo que se configura de fazer negócios.

Por tudo isso surgiu no Brasil em 2004 a norma NBR 16001, que permite às organizações implementarem e obterem a certificação em responsabilidade social, estabelecendo os requisitos mínimos relativos a um sistema da gestão da responsabilidade social e permitindo à organização formular e implementar uma política e objetivos que levem em conta os requisitos legais e outros, seus compromissos éticos e sua preocupação com a promoção da cidadania; do desenvolvimento sustentável; e transparência das suas atividades. De acordo com o presidente da Target. Mauricio Ferraz de Paiva, a norma objetiva prover às organizações os elementos de um sistema da gestão da responsabilidade social eficaz, passível de integração com outros requisitos de gestão, de forma a auxiliá-las a alcançar seus objetivos relacionados com os aspectos da responsabilidade social. “Não se pretende criar barreiras comerciais não tarifárias, nem ampliar ou alterar as obrigações legais de uma organização, já que a norma não prescreve critérios específicos de desempenho da responsabilidade social e se aplica a qualquer organização que deseje implantar, manter e aprimorar um sistema da gestão da responsabilidade social; assegurar-se de sua conformidade com a legislação aplicável e com sua política da responsabilidade social; apoiar o engajamento efetivo das partes interessadas; demonstrar conformidade ao realizar uma autoavaliação e emitir uma autodeclaração e buscar a certificação do seu sistema da gestão da responsabilidade social por uma organização externa”.

Dessa forma, os requisitos da norma são genéricos para que possam ser aplicados a todas as organizações. A sua aplicação dependerá de fatores como a política da responsabilidade social da organização, a natureza de suas atividades, produtos e serviços e da localidade e das condições em que opera. Em linhas gerais, a adoção e a implementação, de forma sistemática, de um conjunto de técnicas da gestão da responsabilidade social podem contribuir para a obtenção de resultados ótimos para todas as partes interessadas. Contudo, segundo Paiva, a adoção da norma não garantirá, por si só, resultados ótimos. “Para atingir os objetivos da responsabilidade social, convém que o sistema da gestão da responsabilidade social estimule as organizações a considerarem a implementação da melhor prática disponível, quando apropriado e economicamente exequível. O conceito de responsabilidade social é frequentemente associado à concepção de desenvolvimento sustentável desenvolvido pela Comissão Brundtland e aceito pela conferência da ONU, realizada no Rio de Janeiro em 1992.

Muitas das atividades associadas com a responsabilidade social refletem as três dimensões da sustentabilidade – econômica, ambiental e social – conceitos descritos como sustentabilidade. O atendimento aos requisitos da norma não significa que a organização é socialmente responsável, mas que possui um sistema da gestão da responsabilidade social. As comunicações da organização, tanto internas quanto externas, deverão respeitar esse preceito”, explica ele.
Deve ser ressaltado que duas organizações que desenvolvam atividades similares, mas que apresentem níveis diferentes de desempenho de responsabilidade social, podem, ambas, atender aos seus requisitos. Essa norma está fundamentada na metodologia conhecida como PDCA (Plan-Do-Check-Act). Esta pode ser brevemente descrita como:
Planejar (Plan): estabelecer os objetivos e processos necessários para se produzirem resultados em conformidade com a política da responsabilidade social da organização;
Fazer (Do): implementar os processos;
Verificar (Check): monitorar e medir os processos em relação à política de responsabilidade social e aos objetivos, metas, requisitos legais e outros, e reportar os resultados;
Atuar (Act): tomar ações para melhorar continuamente o desempenho ambiental, econômico e social do sistema da gestão.

Muitas organizações gerenciam suas operações pela aplicação de um sistema de processos e suas interações, que pode ser denominada de “abordagem de processos”. Como o PDCA pode ser aplicado a todos os processos, as duas metodologias são consideradas compatíveis. Por fim, o presidente da Target aponta para a importância de se ter uma uma política da responsabilidade social que deve as boas práticas de governança; o combate à pirataria, sonegação, fraude e corrupção; as práticas leais de concorrência; os direitos da criança e do adolescente, incluindo o combate ao trabalho infantil; os direitos do trabalhador, incluindo o de livre associação, de negociação, a remuneração justa e benefícios básicos, bem como o combate ao trabalho forçado; a promoção da diversidade e combate à discriminação (por exemplo: cultural, de gênero, de raça/etnia, idade, pessoa com deficiência); o compromisso com o desenvolvimento profissional; a promoção da saúde e segurança; a promoção de padrões sustentáveis de desenvolvimento, produção, distribuição e consumo, contemplando fornecedores, prestadores de serviço, entre outros; a proteção ao meio ambiente e aos direitos das gerações futuras; e a realização de ações sociais de interesse público.

Para mais informações sobre a NBR 16001 de 11/2004, clique no link abaixo:

NBR16001 – Responsabilidade social – Sistema da gestão – Requisitos

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European Commission (EC) está recomendando a utilização da ISO 26000

Target CENWin 6.0 – Setor Transportes


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socialA ISO 26000 é um dos três documentos que estão sendo recomendadas pela EC ou Comissão Europeia (CE) relativa a orientações para as empresas europeias para cumprir seu compromisso com a responsabilidade social. A recomendação vem de uma comunicação publicada recentemente da CE para órgãos da União Europeia (UE) que define uma estratégia renovada para a responsabilidade social empresarial (RSE) na UE 2011-2014. A Comissão tenciona acompanhar os compromissos assumidos pelas empresas europeias com mais de 1000 trabalhadores a ter em conta princípios internacionalmente reconhecidos RSE e orientações e da norma de orientação ISO 26000 sobre responsabilidade social em sua operação. A motivação para impulsionar a responsabilidade social na Europa de acordo com a CE é que, a crise econômica e suas conseqüências sociais, em certo grau de confiança dos consumidores danificado e os níveis de confiança nos negócios. Eles têm focado a atenção do público sobre o desempenho social e ético das empresas. Ao renovar os esforços para promover a RSE agora, a Comissão pretende criar condições favoráveis ​​para o crescimento sustentável, o comportamento empresarial responsável e geração de emprego durável a médio prazo e longo prazo.

No Brasil, a ISO 26000 foi traduzida como NBR ISO 26000. No seu item 6 Orientações sobre temas centrais da responsabilidade social está escrito que, para definir o escopo de sua responsabilidade social, identificar questões relevantes e estabelecer suas prioridades, convem que a organização aborde os seguintes temas centrais: governança organizacional; direitos humanos; práticas de trabalho; meio ambiente; práticas leais de operação; questões relativas ao consumidor; envolvimento e desenvolvimento da comunidade. Os aspectos econômicos, bem como aspectos referentes a saúde e segurança e cadeia de valor, são abordados ao longo dos sete temas centrais, quando apropriado. As diferentes maneiras como os homens e mulheres podem ser afetados por cada um dos sete temas centrais tambem são levadas em conta.

Cada tema central inclui uma série de questões de responsabilidade social, que são descritas nesta seção com suas ações e expectativas relacionadas. Uma vez que a responsabilidade social é dinâmica, refletindo a evolução dos interesses socioambientais e econômicos, outras questões podem aparecer no futuro. Convém que as ações sobre esses temas e questões centrais se baseiem em princípios e práticas de responsabilidade social (ver Seções 4 e 5). Para cada tema central, convem que uma organização identifique e aborde todas as questões que sejam significativas ou relevantes para suas decisões e atividades (ver Seção 5). Ao avaliar a relevância de uma questão, convém levar em consideração objetivos de curto e longo prazos. Entretanto, não há uma ordem predeterminada em que convém que uma organização aborde os temas e questões centrais; isso dependerá da organização e de sua situação ou contexto particulares. Embora os temas centrais sejam interrelacionados e complementares, a natureza da governança organizacional é diferente de outros temas centrais (ver 6.2.1.2). Uma governança organizacional eficaz permite que uma organização aja sobre outros temas e questões centrais e implemente os princípios descritos na Seção 4.

Convém que uma organização tenha uma visão holistica dos temas centrais, ou seja, que considere todos os temas e questões centrais e sua interdependência, em vez de concentrar-se somente em uma única questão. Convém que as organizações estejam cientes de que esforços para abordar uma questão podem envolver urna escolha em detrimento de outras questões. Convem que melhorias que visem especificamente urna questão não afetem negativamente outras questões ou criem impactos negativos no ciclo de vida de seus produtos e serviços, em suas partes interessadas ou na cadeia de valor.

Há muitos benefícios que a responsabilidade social pode trazer para uma organização. Por exemplo: estímulo a um processo decisório com decisões fundamentadas e baseadas em uma melhor compreensão das expectativas da sociedade, das oportunidades associadas à responsabilidade social (inclusive um melhor controle dos riscos legais) e dos riscos de não ser socialmente responsavel; melhoria das práticas de gestão de risco da organização; melhoria da reputação da organização e promoção de uma maior confiança por parte do público; suporte à licença de operação de uma organização; geração de inovação; rnelhoria da competitividade da organização, incluindo acesso a financiamento e status de parceiro preferencial; melhoria do relacionamento da organização com as suas partes interessadas, dessa forma expondo a organizaçao a novas perspectivas e ao contato com diferentes partes interessadas; aumento da fidelidade, do envolvimento. da participação e da moral dos empregados; melhoria da saúde e segurança dos trabalhadores de ambos os sexos; impacto positivo na capacidade da organização de recrutar, motivar e reter seus empregados; economia resultante do aumento de produtividade e eficiência no uso dos recursos, redução no consumo de energia e agua, redução do desperdício e recuperação de subprodutos valiosos; maior confiabilidade e eqüidade das transações por meio de envolvimento político responsável, concorrência leal e ausência de corrupção; e prevenção ou redução de possíveis conflitos com consumidores referentes a produtos ou serviços.

No Anexo A há exemplos de iniciativas e ferramentas voluntárias relacionadas à responsabilidade social. Ao usar esse Anexo é importante lembrar que a NBR ISO 26000 não e uma norma de sistema de gestão. Não visa nem e apropriada para fins de centificação ou uso regulatório ou contratual. Quaisquer ofertas de certificação ou alegações de ser certificado por ela constituem declarações falsas, incompatíveis com a sua intenção ou propósito. As informações fornecidas neste anexo são destinadas simplesmente a oferecer exemplos disponíveis de orientações voluntárias adicionais sobre responsabilidade social.

Embora essas iniciativas possam fornecer orientações úteis sobre responsabilidade social, não há nenhum pré-requisito de que uma organização participe de quaisquer dessas iniciativas ou use quaisquer dessas ferramentas para ser socialmente responsavel. Esse anexo apresenta uma relação não exaustiva de iniciativas e ferramentas voluntárias relacionadas a responsabilidade social. Seu objetivo é fornecer exemplos de iniciativas e ferramentas existentes que possam oferecer orientações adicionais sobre os temas centrais e práticas para integrar a responsabilidade social.

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Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

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