Emprego na melhor idade

Já se foi o tempo em que pessoas com mais de 60 anos não conseguiam uma recolocação profissional no mercado. Com a expectativa de vida cada vez maior, muitos daqueles que chegam aos 60 anos não querem deixar de trabalhar, ou ainda, desejam retornar ao mercado depois de um período de descanso. “Essa volta ao mercado de trabalhadores aposentados é um fenômeno recente no Brasil. Os 70 anos de hoje podem ser comparados com os 50 anos de algumas décadas atrás”, explica Madalena Feliciano, gestora de carreira do Outliers Careers.

Segundo a especialista em transição de mercado, existe, principalmente, duas razões para que os profissionais acima dos 60 procurem uma ocupação que lhes rendam dinheiro “Cada vez mais as pessoas chegam aos 60 anos com grandes capacidades profissionais, vontade de ganhar seu próprio dinheiro e ter uma boa vida pessoal. Isso faz com que elas não queiram ficar em casa e voltem grande parte da sua atenção para o trabalho, assumindo com uma grande responsabilidade o que é delegado a eles”, explica Madalena. As empresas optam por esses profissionais quando a atividade exige mais responsabilidade, disponibilidade e respeito ao horário.

De acordo com Madalena, não existe idade máxima para se trabalhar, o que existe é a capacidade que cada pessoa tem para determinadas funções. “Os profissionais acima dos 60 podem sentir algumas dificuldades para retornar ao trabalho, afinal, muitas vezes o convívio com profissionais mais jovens, conectados à internet e às redes sociais, atualizados das novidades em suas áreas de atuação; a necessidade de falar outros idiomas e de ter uma atuação multidisciplinar, por exemplo, podem pôr em risco a confiança do profissional mais velho. Mas ele não deve se abalar: se foi contratado, é porque a empresa está à procura de experiência e maturidade, características normalmente encontradas em profissionais com mais experiência”, exalta. Isso acontece porque o ideal é contar com profissionais experientes – e essa experiência só é alcançada com a vivência.

Para aqueles que desejam regressar ao mercado de trabalho, existem algumas recomendações que podem ser seguidas “Identifique suas principais competências; procure por um trabalho alinhado às suas experiências profissionais anteriores; faça um bom currículo, destacando a sua experiência; não pareça resistente às mudanças e novidades. Boa apresentação pessoal e postura são muito importantes, capriche nelas; e procure manter-se atualizado sobre a sua área de atuação”, aconselha Madalena.

Para o empregador também existem grandes vantagens em contratar pessoas com mais idade – que vão além da experiência. “Em geral, os mais velhos são excelentes para o atendimento a clientes, são mais humildes em reconhecer seus erros e buscar a melhoria, são menos ansiosos, têm paciência para um plano de carreira mais longo, maior disponibilidade de tempo e flexibilidade na negociação do salário; menor responsabilidade com filhos – geralmente já são formandos ou independentes. Em geral, já recebem a aposentadoria e por isso o foco do trabalho nem sempre é exclusivamente o salário. Hoje em dia, os profissionais acima dos 60 fazem tudo: entram na internet, dirigem, fazem exercícios, dançam, namoram, estudam, enfim, procuram algo que venha trazer bem-estar e o melhor caminho para felicidade – e muitas vezes o trabalho ajuda e muito nesse caminho” conclui a especialista.

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Decide melhor quem sabe ouvir

Resultado de imagem para how to decideVicente Falconi

Deve-se ficar atento quando as pessoas fazem a pergunta em uma empresa: será que as coisas estão mesmo bem? Isso indica que os executivos dessa empresa trabalham no estilo comando e execução. O chefe diz o que fazer e todos obedecem – ou fingem obedecer -, mesmo que não concordem.

Coisa velha e ultrapassada. Mas ainda vejo esse tipo de chefe todo dia. Eles acham que devem saber tudo e não se esforçam para aprender o que acontece na vida real, na base. Pior: sentem-se inseguros e resistentes sempre que alguém propõe algo novo que ainda não dominam.

Nesses casos, a equipe sai das reuniões revoltada simplesmente porque não tem a oportunidade de externar conhecimentos e opiniões – principalmente aquelas que são contrárias. O encontro serve apenas para que todos ouçam as ordens do dia. Esse tipo de atitude infantiliza as pessoas e as impede de crescer profissionalmente. Daí a revolta. Entendo perfeitamente. Não se vai muito longe com essa forma anacrônica de gerenciar.

Hoje, o mundo mudou, e o ato de gerenciar é essencialmente coletivo. A função do chefe não é apresentar a solução pronta. Estamos na era do que chamo de gerenciamento científico.

A ciência desse estilo de gerenciar está na análise de informações – fatos e dados – para criar o conhecimento novo que vai fundamentar a tomada de decisão. Assim como numa equipe de cientistas, todos estão sempre em busca de conhecimento novo. E a colaboração é indispensável.

O papel do chefe nesse contexto é, junto com seu time, buscar os dados e o conhecimento necessários para atingir determinados objetivos. No método científico, as metas são estabelecidas de forma participativa. Todos calculam suas lacunas de resultado – ou seja, o patamar que pretendem atingir – e propõem os alvos que deverão alcançar primeiro.

A partir daí, os planos de ação são estabelecidas pelo grupo responsável pela meta, e sua execução é controlada. Quando isso acontece, as reuniões são muito boas porque todos contribuem e saem dali com o sentimento de que foram respeitados e cresceram como profissionais. Já existem atualmente no Brasil empresas muito avançadas em relação a esse aspecto e que utilizam todos os recursos da matemática e da tecnologia da informação para a análise de fatos e dados. A empresa em que você trabalha precisa de uma boa dose disso.

Quanto às reuniões, há, basicamente, três tipos: informativa, de acompanhamento de metas e de solução de problemas. É claro que algumas reuniões às vezes servem a mais de um desses objetivos. Vou explicar cada uma, mas existem algumas recomendações gerais que devem ser observadas.

O primeiro ponto é que o propósito da reunião deve sempre ser detalhado e todos precisam ter, antecipadamente, a resposta à seguinte pergunta: qual deverá ser o produto final de nosso encontro? Parece muito óbvio, mas não é. É muito comum que as pessoas entrem na sala com expectativas diferentes e a conversa se torne improdutiva.

O segundo ponto é que toda reunião tem de ser planejada: e as pessoas, convidadas com a máxima antecedência, de tal maneira que consigam programar suas agendas sem problemas. O terceiro e último ponto é que alguém deve controlar o tempo e manter uma “linha dura” nesse controle. Do contrário, algumas pessoas não terão chance de fazer suas apresentações e participar do debate.

Esses são aspectos gerais. Mas cada tipo de reunião exige variações específicas. Reuniões informativas são aquelas em que são feitas várias apresentações de projetos em andamento e que visam manter a equipe informada do que está acontecendo, além de listar críticas e sugestões quanto aos projetos.

As reuniões de acompanhamento de metas podem ser bem padronizadas. Se a meta foi batida, ótimo. Caso contrário, o participante deve levar um plano alternativo para apagar o incêndio já elaborado. Esse plano deve ser produto de reflexão do que está acontecendo, segundo a opinião de todo o time e de fatos e dados levantados.

As reuniões de solução de problemas são, a meu ver, as mais interessantes. Elas visam estabelecer metas, fazer brainstorm baseado em informações e criar planos de ação. Devem servir também para a aprovação de certos planos ou certas ações na hora.

Finalmente, o segredo de boas reuniões, além de seguir todas essas recomendações, é dar uma aula de comunicação ao pessoal. E aqui vou dar um conselho básico a você: cada slide de Power Point deve consumir, em média, 3 minutos da reunião. Assim, se uma pessoa tem 30 minutos, ela tem direito a mostrar, no máximo, dez slides. Essa limitação já seria um bom começo para colocar ordem na casa.

Vicente Falconi é sócio fundador e presidente do Conselho de Administração da Falconi Consultores de Resultado, e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

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Como reger seu tempo com ousadia

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Não é novidade para ninguém que as exigências, compromissos e responsabilidades de todos aumentaram com o passar dos anos, mas independentemente disso, o tempo continua igual para todos: o dia continua com 24 horas e não existe milagre que possa ser feito para mudar isso. Então, para lidar da melhor forma possível com o seu tempo e torná-lo mais produtivo, é preciso que ele seja administrado com sabedoria. “Administrar o tempo é uma atitude que ajuda a fazer com que todas as suas tarefas, independente de que área sejam, sejam executadas da melhor forma possível – e ocupem uma parte menor do seu dia”, comenta Madalena Feliciano, gestora de carreira da Outliers Careers.

Seja em casa, no trabalho, na faculdade, na vida pessoal, é preciso organizar não só o que deve ser feito, mas também a forma que serão executados os movimentos, – assim as tarefas são realizadas com eficácia e dentro do prazo necessário, desejo que todos possuem. “Duas atitudes devem ser encaradas com seriedade e compromisso: organização e disciplina. Essas duas palavras, quando transformadas em ações, promovem verdadeiras mudanças no nosso dia a dia e tornam nossa vida muito mais fácil”, exalta Madalena.

Além disso, existem algumas atitudes ‘chaves’ que devem ser feitas para aqueles que querem, desde já, começar a otimizar o seu tempo. “Uma das dicas que eu sempre falo é: faça uma lista de prioridades. Por mais que existam milhões de coisas que você quer ou precisa fazer, organize as mais importantes para que não se tornem urgentes e faça uma lista. Determinando mais ou menos o tempo que utilizará para realizar cada tarefa e, conforme o que foi realizado risque o item da lista”, comenta Madalena, que ainda diz que o ideal nesses casos é colocar as coisas mais difíceis no topo da lista, assim, no fim do dia, quando estiver mais cansado, serão feitas as tarefas mais fáceis.
Outra dica importante é evitar as distrações, elas são grandes vilãs na administração do tempo. Aqueles momentos de distração que eram para ser pequenos podem tomar muito tempo e, quando você se der por conta, terá acumulado tudo o que deveria ter feito – e acabará pegando “emprestado” o tempo que iria usar para outras coisas.

Organizar a sua mesa, seu computador – e a sua vida, com o auxílio de uma agenda, por exemplo, – também pode ser uma ótima solução. “Com os materiais organizados, você não perderá tempo procurando documentos, pastas, relatórios, arquivos no computador, etc. A agenda ajuda marcar tarefas pessoais, datas especiais, ligações a fazer e demais eventos importantes. Quanto mais organizada é a sua vida pessoal, mais fácil fica para administrar o restante” ressalta.

Usar as tecnologias ao seu favor para evitar filas, por exemplo, também é uma grande ajuda. “Quanto mais coisas você puder resolver pela internet ou telefone, melhor. Desse jeito você evita ir até os locais, o que poupa grande tempo de deslocamento, as filas demoradas e demais complicações que possam aparecer.

“Porém, para que todas as dicas anteriores tenham sucesso, é preciso de uma coisa antes de tudo: estar bem descansado. Por isso, planejar intervalos, separar algumas horas para o lazer e dormir bem são atitudes mais do que necessárias para que o seu tempo seja bem aproveitado – afinal, ninguém trabalha ou vive bem quando não dorme ou não tem algum momento para aproveitar o seu descanso”, conclui Madalena, que diz que, em suma, conhecer a sua rotina, organizar suas tarefas e administrar o seu tempo ajudará não só em seu trabalho, como também trará mais qualidade de vida.

Os desafios da inovação

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

Eduardo V. C. Guaragna

O Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) lançou em 2017 os Desafios. Do que se trata? É uma abordagem de aproximação com as organizações, valorizando a “experiencia do usuário” (organizações) em temas estratégicos a serem desenvolvidos com apoio de especialistas credenciados pelo PGQP, atuando de forma conjunta e comprometida com as organizações que assim desejarem. A adesão é voluntária e as organizações terão a sua disposição a oportunidade de participação em diferentes etapas, desde atividades iniciais no tema do Desafio até a implementação e alcance dos resultados.

Os Desafios PGQP são organizados em temas estruturantes que para o ciclo 2017/ 2018 são Excelência e Gestão, Inovação, Cidades e Desenvolvimento Sustentável. Vamos abordar o Desafio Inovação. A inovação mostra ser um imperativo às organizações, num mundo cada vez mais global e de competição, incluindo o uso inteligente de recursos e a sua escassez.

Embora contemporânea da qualidade, comparativamente pouco evoluímos no seu aprofundamento e entendimento. Porém, nos últimos anos, mudanças têm favorecido a atenção das organizações para a inovação. Que mudanças são estas?

A inovação torna-se mais abrangente do que apenas a visão do seu impacto econômico. Vai além, envolvendo tudo o que é novo e que entrega valor as partes interessadas, além do cliente ou mercado. Também é uma capacidade desejada em todas as pessoas e não apenas àqueles que atuam em áreas especificas ou tecnológicas.

É uma criação e realização coletivas, de equipe e, embora talentos sejam imprescindíveis, é preciso mais do que isso, incluindo métodos e processos. A inovação e a qualidade são hoje faces de uma mesma moeda: a competitividade, não mais havendo dúvidas quanto a possibilidade de aplicação de ambas no mesmo ambiente organizacional. Talvez o mais importante seja a aceitação e demonstração que a inovação pode ser aprendida pelas organizações, não sendo uma característica de DNA organizacional apenas.

Assim, dentro deste cenário de mudança, o PGQP, a partir de 2010, iniciou os seus trabalhos voltados ao desenvolvimento da inovação nas organizações, pelas mãos do Comitê de Inovação, criado naquela ocasião. Muito foi realizado nestes sete anos: Criado em 2010 o Sistema de Avaliação da Gestão e dos Resultados da Inovação (Sagri) foi o carro-chefe das ações às organizações.

Este instrumento organizou a avaliação da inovação em seis dimensões e serviu como base ao Prêmio Inovação PGQP, a partir de 2011. Também foi o formador de cerca de 400 avaliadores em curso especifico, servindo como semente para a criação do núcleo de cultura da inovação às organizações do PGQP. Como desdobramento do grau de maturidade aferido nas organizações candidatas ao referido Prêmio, o Sagri serviu como base a reconhecimentos por dimensões e ao Troféu Rumo à inovação, concedido àquelas que estavam no caminho certo, mas ainda com lacunas ao Prêmio Inovação. Mais recentemente, no ciclo 2015, o PGQP criou uma nova modalidade para incentivar a inovação em micro e pequenas organizações: o Reconhecimento Inovação Empreendedora que agracia projetos de sucesso que demonstrem aderência aos fundamentos da inovação.

Desde a sua criação, o Comitê vem criando e disponibilizando instrumentos ao desenvolvimento da inovação: O SAGRI Simples – um instrumento simplificado disponível no site do PGQP que estimula a autoavaliação e seu compartilhamento na rede PGQP; O curso do FAI – Formação de Agentes para a Inovação, com 21 horas de capacitação no tema; Eventos de sensibilização das lideranças e de troca de experiências com participação de organizações e de profissionais de referência.

Mais recentemente, ao final de 2016 e início de 2017 o Comitê de Inovação, estudou e refletiu sobre as realizações e resultados passados, buscando aprimorar a sua atuação em beneficio às organizações. As mudanças deram origem ao Desafio Inovação que serviu de referência aos demais Desafios do PGQP, aqui já mencionados.

O que vem a ser o Desafio Inovação?

O desafio Inovação (figura 1) visa orientar a estruturação do Sistema de Gestão da Inovação (SGI) nas organizações para elaborar e implementar projetos de inovação e fortalecer a cultura organizacional para a inovação. O desafio tem como referência três Guias: Guia de Alinhamento Conceitual no qual os conceitos são abordados, Guia de Avaliação do SGI que fornece as orientações para avaliar a maturidade do sistema de gestão da inovação e de temas relevantes e o Guia de Implantação do Desafio que orienta caminhos ao desenvolvimento da inovação nas organizações.

As organizações, após aderirem ao Desafio, são convidadas a participar das etapas, disponibilizadas segundo agenda anual, facilitadas por um tutor especialista habilitado. Estas etapas em número de cinco compreendem: diagnóstico e estratégia de inovação, plano de gestão da inovação, implantação, monitoramento e aprendizado.

Diagnóstico e Estratégia: busca estimular que cada organização tenha conhecimento do seu estado atual de gestão da inovação e defina sua intenção estratégica para inovação.

Plano de Gestão da Inovação: identificação de projetos de inovação e de ações para desenvolvimento do SGI.

Implantação: Esforços para implantação das ações do Plano de Gestão da inovação.

Monitoramento: Trata de ações corretivas para atender ao Plano de Gestão da Inovação ou ações corretivas no próprio Plano.

Aprendizado: Estimula a reflexão, o compartilhamento dos erros e acertos, a celebração dos esforços e resultados e a definição de novo ciclo.

Não são etapas obrigatórias a todas as organizações, pois sabemos que as necessidades de cada uma são diferentes. Cada organização identifica que etapas têm a ver com a sua maturidade e necessidade ao desenvolvimento da inovação. Dando sustentação a essas etapas que são de caráter prático, operadas por workshops e reuniões de trabalho, estão às competências do PGQP em mobilização, capacitação, avaliação e reconhecimento, atuando em sintonia com a agenda das etapas programadas a cada ano.

Figura 1: Desafio Inovação, fonte PGQP

Uma das mudanças significativas criadas na abordagem do Desafio é a introdução do SGI – Sistema de Gestão da Inovação, pois tão importante quando inovar e gerir a inovação. O Comitê de Inovação identificou a abordagem sistêmica como a mais adequada ao desenvolvimento da inovação pelas organizações. O que é um sistema? Por que ele é importante?

Um sistema é um conjunto de elementos que se relacionam entre si buscando um objetivo comum. Há interdependência entre estes elementos, sinergia e, nem sempre a otimização de todos os elementos leva ao melhor desempenho do sistema. A importância de haver um sistema está no fato de ser uma forma de organização eficaz para produzir inovações de modo consistente, continuado e recorrente. O SGI desenhado pelo PGQP contém seis elementos como mostra a figura 2.

Figura 2: Sistema de Gestão da Inovação PGQP

A liderança mobilizadora é o início de tudo, a começar pelo número um. Sem a sua atenção, priorização de agenda e recursos não haverá inovação sustentada, apenas pontual. As lideranças criam um ambiente acolhedor à inovação, estimulam o comportamento das pessoas e equipes e reforçam estes comportamentos por ações de reconhecimento e valorização profissional.

A intenção estratégica define as estratégias para a inovação, alinhando as ações de inovação ao negócio da organização, orientando as necessidades de competências ao futuro desejado. Pessoas e equipes constituem o motor da inovação sem o que a inovação apenas fica no papel. Ideias vêm de pessoas, assim como as realizações. Pessoas com talentos, competências multidisciplinares e que sejam colaborativas e comprometidas como uma equipe.

Os processos de inovação têm sua importância visto que é através deles que ideias são geradas, avaliadas, testadas e, ao se transformarem em projetos e iniciativas, potencializam a realização das inovações. Os resultados para as partes interessadas decorrem de processos e projetos. É, em última instância, o reconhecimento dos benefícios das inovações, tendo como juiz não apenas o cliente e mercado, mas todas as partes interessadas relevantes ao sucesso da organização.

O desempenho e melhoria fecham o ciclo de avaliação do SGI, de seus elementos e, principalmente levam a tomada de ações corretivas e de melhoria ao fortalecimento e a eficácia do SGI. A maturidade de um SGI é construída passo a passo, ciclo a ciclo.

É importante que as lideranças acreditem na inovação, posicionando-a como um valor que mobiliza a mudança de atitude e o comportamento das pessoas inicialmente num pequeno grupo, propagando-se a outros grupos maiores de forma coletiva até se tornar parte da cultura da organização. Isso demanda tempo, não havendo “bala de prata” e nem atalhos. A cultura de inovação uma vez estabelecida passa a influenciar as pessoas e os novos entrantes que buscam praticar a inovação, reforçando-a (figura 3).

Figura 3: Inovação na cultura organizacional, adaptado de Hersey e Blanchard

Sua organização está preparada para participar desse desafio, construir esse futuro? Depende de você líder! Comece a jornada!

Eduardo V. C. Guaragna é membro da ABQ, diretor do PGQP e coordenador do Comitê de Inovação do PGQP.

Normalização técnica

Como subsídio, as pessoas podem utilizar as normas técnicas para uma gestão do conhecimento sobre a inovação. A NBR 16500 de 08/2012 – Atividades para gestão da pesquisa, do desenvolvimento e da inovação (PDI) — Terminologia estabelece os termos e definições que são utilizados no âmbito das NBR 16501 e da NBR 16502. A NBR 16501 de 11/2011 – Diretrizes para sistemas de gestão da pesquisa, do desenvolvimento e da inovação (PDI) estabelece as diretrizes para o desenvolvimento e implementação de sistemas de gestão da PD&I e é aplicável a qualquer organização, independentemente do porte, tipo e atividade. E a NBR 16502 de 08/2012 – Gestão da pesquisa, do desenvolvimento e da inovação (PDI) — Diretrizes para elaboração de projetos de PDI que estabelece as diretrizes para a elaboração de projetos de PD&I, independentemente de sua complexidade, duração ou área de atividade. As diretrizes desta norma são genéricas e aplicáveis a qualquer organização, independentemente do porte e natureza.

 

Dicas para desenvolver a trabalhabilidade

Segundo a especialista Carla Béck, diretora da Infinita Engenharia do Potencial Humano e Master Coach, hoje é importante que o profissional tenha trabalhabilidade. Ou seja, veja o trabalho além do emprego. Para ela, ter trabalhabilidade é se manter produzindo economicamente além do escritório, seja como empreendedor, consultorias, parcerias, ou hobbies que podem se tornar fonte de renda no futuro. “O profissional reconhecido por sua capacidade de gerar receita, por suas competências, por sua experiência, independentemente da forma como ele é contratado. É um conceito que estabelece uma nova forma de percepção e relação com o trabalho”, explica Carla.

A primeira dica para desenvolver trabalhabilidade, é imprescindível investir em autoconhecimento, seja com cursos, consultorias, coaching. São ferramentas que auxiliam na construção de aproveitamento do potencial de cada um. A segunda é: reflita sobre a sua vida profissional e estabeleça metas de crescimento pessoal e profissional, dessa maneira, o indivíduo cria para si e para o mercado maior valor e, claro, consegue melhores propostas e trabalhos.

Ter diploma universitário já foi garantia de conquistar um bom emprego, com salário alto e a tão sonhada estabilidade. Até pouco tempo atrás, era muito comum que as pessoas trabalhassem em uma única empresa por toda a vida. Inclusive era a forma mais garantida de crescimento e promoções nas empresas: o chamado “tempo de casa”.

Com o advento da tecnologia, principalmente da internet e meios de comunicação, as relações se tornaram mais fluidas, dinâmicas e com contornos mais amplos. Por exemplo, já não é mais necessário estar numa sala ou escritório para fazer uma ligação, enviar um documento ou mesmo uma reunião. Smartphones, notebooks, softwares de mensagens e vídeo, wi-fi e 3G vieram para ficar e mudar as relações de trabalho.

Em tempos de redes sociais, internet e comunicação cada vez mais instantânea, é preciso encontrar profissionais que acompanhem esse processo. Essas novidades mudaram não só a forma como trabalhamos, mas a importância e valor de algumas características e habilidades do trabalhador. “Por exemplo, é imprescindível no mercado atual que o profissional saiba se adaptar rapidamente às mudanças, saiba antever dificuldades e buscar soluções por conta própria. A terceira dica é: seja proativo! No mundo 2.0, isso significa buscar respostas diferentes para a mesma pergunta”, acrescenta a especialista.

E o futuro dos jovens?

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE

Que os jovens são os mais afetados pelo desemprego nas crises não é novidade, mas as estatísticas crescentes reforçam a urgência de se encontrar uma solução que abra perspectiva de algum tipo para a nova geração. Nesta semana, especialistas estão destrinchando os dados da Pnad, segundo os quais a taxa de desocupação geral foi de 13,7% no primeiro trimestre, enquanto na faixa dos 18 aos 24 anos saltou para 31,8% — e desses, quase 30%, ou seja, 6,6 milhões não estudam nem trabalham.

Reportagem da revista Veja desta semana se debruça exatamente sobre o risco dessa desocupação elevada e remete a um estudo do economista Still von Archer, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (Clã) que avalia os efeitos da crise dos EUA nos anos 80, com taxa de desemprego da ordem de 11%, sobre os jovens que ingressavam no mercado de trabalho. No início dos dois anos de recessão, a remuneração dos novatos caiu 60%. Nos 20 anos seguintes, quem tinha curso superior conseguiu chegar à média salarial do mercado, mas os que haviam cursado apenas o ensino médio (completo ou não) ainda ganhavam menos do que os contratados antes e depois da crise. Alguns resultados: maior nível de pobreza e busca por assistência social.

No Brasil, caso a tendência se repita, as consequências poderão ser mais graves, pois, além da fragilidade da educação, 70% do total de jovens pertencem a famílias de renda média ou baixa – seguramente os que deverão abandonar em maior número os estudos e engordar, no futuro, o contingente de subqualificados e subempregados. Não se pense que o fenômeno nem-nem se restrinja às classes C, D e E, com 38% de seus jovens de 19 anos não estudando e nem trabalhando, pois nas classes A e B esse número é de 18%.

Para medir os efeitos da crise e da falta de políticas públicas para educação e inserção profissional dos jovens, basta verificar que, em 2005, os percentuais de nem-nem eram de 16% e 7%, respectivamente. É um drama a ser enfrentado por toda a sociedade, a exemplo do que faz o CIEE ao possibilitar formação profissional para milhares de estagiários e aprendizes.

O currículo é a porta de entrada na empresa

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Na hora de procurar um novo emprego, as pessoas pensam, normalmente, no que elas querem fazer, quanto elas querem ganhar e no momento da entrevista. Poucos candidatos pensam no que vem antes de tudo isso: a apresentação do profissional, que é feita, primeiramente, através do currículo.

Para muitos, o Curriculum Vitae (CV, como é formalmente chamado) não passa de um pedaço de papel, e o que o importante é o que será apresentado na hora da entrevista presencial. O que essas pessoas não percebem é que, devido ao grande número de candidatos que as empresas geralmente recebem, o currículo acaba sendo, por diversas vezes, o único contato que o profissional tem com a empresa contratante. “O currículo é sua porta de entrada para qualquer lugar. Sem um documento apresentável, dificilmente o entrevistador, ou quem quer que seja que analise os currículos dos candidatos, vai se interessar por você”, afirma Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers.

A gestora orienta que um bom currículo deve conter as informações básicas do profissional, além de toda e qualquer outra informação que seja relevante para a sua contratação. “Nome, idade e endereço, bem como os contatos, são essenciais, mas não se pode parar por aí. Informações sobre sua formação universitária e cursos paralelos (como de idiomas ou de outras habilidades) também são muito importantes. Seu objetivo com aquela entrevista, além de um resumo das suas qualificações, experiências profissionais e cases de sucesso, não podem ser deixados de lado. Caso você trabalhe ou já tenha trabalhado com filantropia também adicione essa informação, pois é um diferencial”, explica.

A profissional diz que, ao mesmo tempo em que o currículo deva ser claro e objetivo, a pessoa não pode se acanhar. “Ao falar de suas habilidades, não tenha medo de fazer um pouco de marketing pessoal, apresentando casos de clientes anteriores e que obtiveram sucesso com sua ajuda, por exemplo. Para quem nunca trabalhou e está atrás de uma primeira experiência, nada de pânico: esse é o momento de demonstrar, seja por meio do currículo ou ainda na entrevista, que você já está buscando garantir seu futuro, e exaltar isso também é importante”, observa.

A profissional finaliza, lembrando que o currículo é como um cartão de visitas para aqueles que não foram contratados ainda. “Existem milhares de modelos de currículos na Internet. Procure aquele que encaixe melhor com seu momento profissional, e não esqueça de mostrar seus diferenciais”, conclui.