Perdão no ambiente de trabalho é a melhor forma de evitar o desemprego

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As brigas no ambiente de trabalho costumam ocorrer quando as pessoas se esquecem que não dá para atuar de acordo com todas as suas emoções no contexto profissional. Todos correm o risco de se desentender com o patrão ao menos uma vez na vida.

Apesar da tradicional desculpa de que “errar é humano”, precisamos estar preparados para assumir as falhas e corrigir possíveis erros ao longo de nossa vida profissional. Se você errou ou erraram com você, não tente definir o mais culpado, e sim admita a limitação e seja profissional na hora de se posicionar diante do chefe.

De acordo com Madalena Feliciano, gestora de carreiras da Outlieers Carriers, na maioria das vezes é melhor usar da sensatez e dar um fim ao mau entendido, do que gerar um maior desconforto, futuramente. O perdão e a atitude de pedir desculpas, podem ser uma maneira de separar o passado do presente e do futuro, encerrando o conflito e começando uma etapa nova.

Qualquer pessoa pode ficar com raiva quando sente que foi agredida, ofendida ou magoada. Madalena destaca que “direcionar a raiva a alguém é um desperdício de energia que impede a pessoa de prestar atenção em sua reação emocional, na intensidade dessa emoção e nos seus aspectos íntimos que mobilizam essa emoção, como a dificuldade de lidar com as pressões por resultados ou com pontos de vista diferentes”.

“As tensões que ocorrem num ambiente de trabalho devem ser consideradas como sinais que podem revelar atitudes e valores pessoais que estimulam certos comportamentos como a intolerância com outros colegas, a dificuldade de respeitar as pessoas que têm opiniões diferentes e a falta de disposição para o trabalho em equipe, o que prejudica a convivência profissional”, exalta Madalena.

Ela diz que “apesar de ser fácil apontar os culpados, procure assumir o erro sozinho e deixe que cada profissional assuma sua fração de culpa. O melhor a fazer é passar logo por esta fase e procurar soluções para melhorar no futuro”, aconselha.

A especialista conclui que “depois de ter suas desculpas aceitadas, é bom evitar levantar o problema novamente. Se outra pessoa insistir em discutir o que aconteceu, tente encerrar a conversa e dizer que você já encontrou uma solução para que o fato não se repita. Senão, isso pode comprometer até mesmo o seu emprego”, finaliza.

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As três chaves-mestras das pessoas vitoriosas

Projeto de normas técnicas

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Ernesto Berg

Você sabe o que é necessário fazer para ser promovido, ou então para ser altamente produtivo, ou ainda, ser reconhecido como uma pessoa realizadora? É simples: faça o que a maioria das pessoas não está disposta a fazer.

Seja você um membro de equipe, um gestor de equipe ou um dirigente, o sucesso das pessoas vitoriosas advém da disciplina em fazer as coisas que você sabe que precisam ser feitas, mesmo que você não sinta a menor vontade de fazê-las. Mas a verdade é que, se você regularmente praticar este tipo de autodisciplina, automaticamente irá se destacar do resto da turma, porque a maioria das pessoas não quer “pegar na enxada” e fazer o trabalho duro.

Elas preferem acomodar-se, pois sentem-se melhor fazendo as rotinas, ou as tarefas fáceis. Mas, no longo prazo, o que é fácil, ou simples de fazer, não leva a lugar algum e ainda pode criar problemas.

O que é necessário fazer – mas que no momento parece difícil, ou mesmo chato -, vai tornar as coisas muito melhores e mais fáceis para você no futuro, mesmo que no momento você não sinta a menor vontade de realizar. Por isso, a palavra autodisciplina assusta muita gente, mas é apenas uma questão de como você encara isso. Gente de sucesso domina plenamente a arte da autodisciplina e não faz disso um drama.

Zig Ziglar, um dos maiores palestrantes motivacionais americanos estudou por mais de uma década alguns dos maiores homens de negócios daquele país tentando descobrir o que os tornava tão diferentes. A conclusão a que ele chegou é esta: eles não são mais inteligentes ou mais talentosos do que a maioria das pessoas.

A grande diferença é que eles consistentemente fazem o que as outras pessoas não se dispõem a fazer. Eles adotam três princípios básicos:

1°- Faça, mesmo que tenha medo. Um dos maiores sabotadores de nossos objetivos é o medo, porque ele inibe a ação. Da próxima vez que você não quiser agir por medo de fracassar, siga em frente e faça o que tem que fazer, apesar do medo, porque a ação paralisa o medo. A ação concentrada une mente e esforços, não dando espaço nem ambiente a dúvidas e receios.

2°- Adote hábitos, não resultados de curto prazo. Só começar algo depois que tudo estiver perfeito é um dos maiores erros que podemos cometer, pois é uma atitude perfeccionista que adia indefinidamente o início de um projeto, empreendimento ou trabalho importante. Para manter-se motivado, cultive hábitos de trabalho consistentes, que levem a resultados, em vez de se preocupar com resultados imediatos. Pode levar algum tempo para ver os frutos desse trabalho, porque depende de continuidade e perseverança, mas concentrando-se no dia a dia o triunfo automaticamente acontecerá.

3°- Fixe os olhos no resultado final. Os desafios de hoje talvez não o motivem muito, contudo você deve ter fé de que no longo prazo eles apenas representam esforços passageiros necessários. Veja o quadro na sua totalidade; veja a realização final. Com essa perspectiva, convicção e fé, você terá forças para avançar nos momentos mais difíceis, quando todos já recuaram. Logo, não se trata de autodisciplina, mas de você adotar comportamentos positivos repetidos diariamente que acabam tornando-se hábitos vencedores, e que levam você aos objetivos maiores. Pessoas bem-sucedidas compreendem melhor do que ninguém que, para realizarem seus sonhos, elas têm que também fazer muitas coisas das quais não gostam, mas são imprescindíveis, e não perdem tempo se lamentando por ter de fazê-las.

Perguntaram, certa vez, ao grande bilionário do petróleo H. L. Hunt qual o segredo do sucesso. Ele respondeu que, para ter sucesso, eram necessárias duas coisas e nada mais. Primeiro, disse ele, você precisa saber exatamente o que quer. A maioria das pessoas nunca chega a tomar essa decisão. Em segundo lugar, prosseguiu, você deve determinar o preço que terá de pagar para consegui-lo e começar a pagá-lo.

Portanto, faça! A diferença básica entre os que realizam muito e os que realizam pouco é a “orientação para a ação”. Os homens e mulheres que alcançam grandes feitos na vida têm grande autodisciplina e são intensamente orientados para a ação. Estão em constante movimento e sempre ocupados.

Quando têm uma ideia, imediatamente começam a agir. Por outro lado, os que realizam pouco, ou nada, estão sempre cheios de boas intenções, mas sempre têm uma desculpa para não agir imediatamente. É com razão que se diz: que o inferno está cheio de gente com boas intenções.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 18 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos – berg@quebrandobarreiras.com.br

Os mistérios da educação brasileira

Claudio de Moura Castro

Decifrar a nossa educação não é tarefa menor. Mas se queremos consertá-la, é preciso entender os seus mistérios. Nem sempre conseguimos, mas conhecer a nossa ignorância já é um passo à frente. O presente ensaio explora uma coleção de mistérios que obliteram uma compreensão correta da nossa educação.

Por que nossa educação é tão atrasada? É simples, começamos muito tarde e, até recentemente, andamos devagar. Ou seja, não é o que fazemos errado agora, mas o que deixamos de fazer, ao longo da nossa história.

No século XVIII, estima-se que apenas 3% da nossa população era alfabetizada. Em contraste, os Estados Unidos tinham então uma escolarização superior à da Europa. Por que?

As primeiras ondas migratórias para os Estados Unidos foram de ingleses, escoceses, alemães e suecos, quase todos protestantes e alfabetizados. No nosso caso, os imigrantes portugueses tinham baixíssima alfabetização, para não falar dos africanos e dos índios locais.

A própria administração colonial portuguesa não era lá essas coisas em escolaridade. Isso desembocava na fragilidade das políticas públicas para a educação, mesmo no Império. De fato, somente ao fim do século XIX começam a aparecer redes locais de ensino público.

Portanto, a fraca escolaridade é uma consequência natural da nossa demografia. Para uma exploração agrícola e mineral primitiva, isso fazia pouca diferença. Mas hoje, mesmo a agricultura requer um grau elevado de escolaridade e afinidade com processos complexos. O que não era problema passou a sê-lo.

E por que a educação disparou no século XX? É extraordinário o atraso histórico do país em matéria de ensino. Até poucas décadas atrás, mesmo países como Peru, Paraguai e Colômbia tinham sistemas educativos com cobertura maior do que a do nosso. Ainda hoje, o nível médio de escolaridade de alguns desses países é superior à daqui.

Lá pela entrada do século XX, tínhamos da ordem de dez por cento da faixa etária correspondente frequentando escolas. Em contraste, Argentina e Uruguai já caminhavam para uma cobertura universal.

Mas à medida em que avança o século, o Brasil começa a acordar. Desde então, os números revelam uma aceleração muito considerável, pois chegamos à metade do século XX com metade dos alunos na escola. Foi um grande salto. Daí para frente, começamos a ultrapassar nossos vizinhos. De fato, nos aproximamos dos melhores, no caso, Argentina, Uruguai e Chile.

Avança a economia e a educação também. Mas não em perfeita sincronia. À medida em que se aproxima o fim do século XX, o crescimento da matrícula acelera, atingindo próximo de 100% da faixa etária. Paradoxalmente, trata-se de um período de desaceleração da economia.

Neste meio século, há um crescimento vertiginoso do ensino superior, inicialmente, com a criação de uma grande rede de universidades públicas ambiciosas e caras, algumas das quais mostraram excepcional desempenho. A pós-graduação sai do nada e revela um vigor inesperado. Em algumas décadas, a pesquisa brasileira, partindo do zero, atinge o 13º lugar no ranking mundial.

Mas, em seguida, perde velocidade o ensino superior público, excessivamente caro na sua proposta institucional. O dinamismo do crescimento transfere-se para o setor privado.

Esse meio século é o momento mais dinâmico e mais criativo da educação brasileira. O que veio antes era muito pouco e o sistema perde velocidade na virada do milênio. Ou seja, se a educação brasileira teve um momento de glória foi na segunda metade do século XX.

E por que travou o ensino no século XXI? Ao fim do milênio, já havíamos completado – tardiamente – o ciclo de desenvolvimento do ensino fundamental. Com o aumento nas graduações, o ensino médio passa a crescer. Na década de 90, praticamente triplicou a matrícula neste nível, uma grande proeza.

À época, esperávamos a continuação deste crescimento acelerado. Contudo, o ensino médio, estagnou, a deserção disparou e a travou a sua qualidade – medida pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e Prova Brasil.

Como resultado, o ensino superior ficou desabastecido de candidatos e, ainda mais, de candidatos bem preparados. Não obstante, o superior foi o único nível que se expandiu, graças ao estoque de graduados do Médio, mais velhos. E cresce mais a rede privada do que a pública.

Por que essa perda de dinamismo, em um período em que a expansão econômica, apesar de irregular, teve seus bons momentos? Isso é outro mistério.

Falta de vigor nas políticas públicas? Políticas de “jogar dinheiro no problema”, em vez de resolvê-lo? Ministros sem expressão política? Regras de funcionamento inapropriadas? Um pouco disso tudo. Seja como for, a economia não teve o imaginado poder de empurrar para frente o nosso ensino.

Mais uma questão: por que crescemos mais que os outros países, apesar da má educação? Estimativas cuidadosas indicam que, de 1880 a 1980, em termos absolutos, a nossa economia cresceu mais rapidamente do que a de qualquer outro país do mundo, incluindo Estados Unidos e Japão.

Por que cresceu tanto a economia, com uma educação tão débil? E note-se, tivemos um processo de industrialização variado e de considerável densidade tecnológica. Eis um dos grandes mistérios da nossa educação.

Os adeptos da Teoria do Capital Humano, o presente autor incluído, têm grande dificuldade para explicar por que nossa economia cresceu tão rapidamente, sem o respaldo de uma educação minimamente razoável. Como é possível ser a oitava maior economia do mundo e estar na rabeira do Programme for International Student Assessment (PISA)?

Alguns se espantam de ver a oitava economia do mundo relegada aos últimos lugares no PISA. Mas isso é comparar alhos com bugalhos. O oitavo PIB reflete os 200 milhões de brasileiros. Note-se, Bangladesh tem um PIB igual ao da Finlândia, contudo, sua renda per capita é de um décimo! O Pisa só pode ser comparado à renda per capita, pois também é per capita (não é o somatório do que todos os brasileiros aprenderam na escola!).

E nesta comparação, vamos descobrir que estamos onde se esperaria que estivéssemos, com uma renda per capita de 15 mil dólares – que nos coloca em octogésimo lugar, comparado com 50º no PISA. De fato, todos os países com PISA mais elevado têm também maior renda per capita (incluindo Argentina, Uruguai, México e Chile, na América Latina). Inversamente, os mais pobres têm PISA inferior. As discrepâncias são mínimas.

Ou seja, para o nosso nível de desenvolvimento econômico, temos a educação que se esperaria. Nenhuma vergonha, nenhuma anomalia ou patologia social.

O problema é que temos ambições de desenvolvimento e uma história recente de superação, pois saímos da vala comum dos mais pobres e entramos na categoria dos que estão no meio do caminho. Porém, hoje fica bem mais difícil avançar nesta trajetória, sem fazer andar a educação. A experiência internacional é bem eloquente: os países que cresceram mais fizeram também um grande esforço de melhorar a sua educação. É aqui que estamos capengando.

Mas, por que a maioria pensa que nossa educação é boa, quando, não é? Talvez a nossa dificuldade em melhorar a qualidade do ensino resulte de uma percepção por parte da sociedade de que já estamos bem. De fato, pesquisas mostram que da ordem de 70% dos pais acham boa a educação oferecida aos seus filhos. Ou seja, se não está estragada, o que haveria para consertar?

Em contraste, tanto o PISA quanto a Prova Brasil mostram as fraquezas do ensino. Em português, pouco mais de 10% atinge níveis considerados como mínimos. E em matemática, os números são ainda piores.

Pode ser parte da resposta a percepção coletiva de que tivemos amplo sucesso em crescer com migalhas de educação e que podemos continuar assim. Isso muda o foco do problema, mas não resolve o mistério.

Outro aspecto é que como país grande e bastante isolado, não sabemos bem o que é uma boa educação. Faltam bons modelos. As escolas de excelência são poucas e não se reproduziram na escala desejada.

Incensamos o ensino privado. De fato, é amplamente superior ao público. Mas já nos mostrava o primeiro PISA, nossa elite sai da escola pior preparada do que a classe operária da Comunidade Europeia.

Por onde começar? Uma política econômica inteligente e a volta dos investimentos, provavelmente, irão trazer, em um par de anos, um crescimento econômico aceitável. Mas isso é apenas um remendo, se pensamos no longo prazo. Não poderemos enfrentar o adensamento tecnológico dos processos produtivos com o ensino que temos.

Ao longo das décadas, o Brasil Velho perde espaço, mas isso ocorre muito lentamente. Um segmento demasiado grande da nossa sociedade ainda pensa e age com os valores do atraso e do tradicionalismo, incompatíveis com um avanço vigoroso e persistente da economia.

Não por coincidência, são estes mesmos valores que cegam grande parte da nossa sociedade para o imperativo de ter boas escolas. É o círculo vicioso do atraso. Uma educação capenga produz uma sociedade que não dá a ela o papel que pode ter.

O desafio da sociedade brasileira não é apenas criar uma escola em que os alunos dominem o que está no currículo. Precisamos de uma escola que seja eficaz transformadora de valores. A partir dos estudos de Inkeles, sabemos que a escola é a agência mais poderosa para a aquisição dos valores da modernidade. E hoje, J. Heckman nos mostra também que a chamada dimensão sócioemocional é, pelo menos, tão importante quanto o lado cognitivo.

Como escapar do círculo vicioso? Todos os países hoje bem-sucedidos conseguiram virar a mesa, ou seja, superar a velha camisa de força dos valores tradicionais e da ignorância. Não é impossível. Mas o fato de que relativamente poucos conseguiram demonstra que não é tão fácil assim.

Não parece haver uma solução mágica. Mas há muito a se fazer. Em primeiro lugar, bons governos e bons gestores na educação fazem uma grande diferença. As forças da inércia não são vencidas se o Ministério da Educação é prêmio de consolação para políticos fracos ou temerosos.  O mesmo nas secretarias estaduais e municipais.

Creio que a guerra da educação brasileira não poderá ser ganha sem vitórias no campo de batalha do marketing social. É preciso um movimento explícito e teimoso de remexer os valores, crenças e prioridades da nossa sociedade.

Há 1.000 coisas erradas nas escolas e nos sistemas de ensino. Lidar com os equívocos e implementar soluções é vital. Afinal de contas, sem consertar os erros não sairemos do lugar. Mas a tese aqui defendida é que o ponto crítico não está na identificação destes aspectos técnicos e administrativos. Pelo contrário, está na dinâmica política que permite ou não tomar decisões, sobretudo, considerando que muitas delas são impopulares e pisam em muitos calos.

No nível de maturidade intelectual em que se encontra o pensamento educacional brasileiro – se ignorarmos os movimentos mais toscos – há ideias muito claras e convergentes acerca do que precisa ser feito. Alinhavá-las requereria um espaço além do permitido para este ensaio. Preferimos aqui chamar a atenção para os impedimentos políticos e sociológicos que travam a implementação de uma agenda de reforma razoavelmente consensual.

Dito simplesmente, se o impedimento é político, a solução passa pela política. E se é assim, a revolução nas escolas não se fará sem avanços neste campo.

Claudio de Moura Castro é economista (UFMG), ex-professor da PUC-Rio, FGV, UnB, Univ. de Chicago e Univ. de Genebra e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

Teste seu sorrisômetro

Projeto de normas técnicas

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Ernesto Berg

Certamente você já sabe muito bem se é, ou não, uma pessoa sorridente, e não necessita de nenhum questionário para abrir os olhos a esse respeito. Entretanto, este teste, além de fazer você saber em que tipo de pessoa “sorridente” você se enquadra, tem uma finalidade mais importante em se tratando de relações humanas: conscientizá-lo das muitas oportunidades e ocasiões em que você pode (ou poderia) exibir um simpático e sincero sorriso e, com isso, auxiliar na construção de um ambiente mais leve e descontraído, ensejando melhor relacionamento com as pessoas.

As respostas às perguntas lhe dirão muito sobre sua habilidade nas relações humanas e do seu estado emocional, tanto em interagir com pessoas, como consigo mesmo.

S = SIM N = NÃO AV = ÀS VEZES

  1. Você costuma sorrir ao longo do dia? S N AV
  2. Se alguém sorri para você, você sorri de volta? S N AV
  3. Quando você é apresentado(a) a uma pessoa, você sorri ao cumprimentá-la? S N AV
  4. Quando você sorri seus dentes ficam à mostra? S N AV
  5. Quando você vai a uma reunião em que não conhece ninguém você fica sério (a) o tempo todo? (sem esboçar um simpático sorriso?) S N AV
  6. Seu sorriso, às vezes, é um sorriso de deboche, ou ironia? S N AV
  7. Você já observou seu sorriso no espelho? É um sorriso bonito? S N AV
  8. Você é do tipo “cara amarrada”, que pouco sorri? S N AV
  9. Seu rosto, habitualmente, tem um semblante de preocupação ou inquietação? S N AV
  10. Às vezes, quando você está sozinho, você se pega sorrindo, ao lembrar de um acontecimento agradável? S N AV
  11. Quando você está aborrecido com algo e encontra um bom amigo (a), mesmo assim, você mostra um sorriso sincero ao vê-lo (vê-la)? S N AV
  12. Quando você sorri, você faz as outras pessoas sorrirem também? S N AV

Faça sua Contagem de Pontos

Marque um ponto para cada resposta SIM que você deu às seguintes perguntas: 1, 2, 3, 4, 7, 10, 11. 12.

Marque um ponto para cada resposta NÃO que você deu às seguintes perguntas: 5, 6, 8, 9.

Marque meio ponto para cada resposta ÀS VEZES.

TOTAL DE PONTOS_______

SUA AVALIAÇÃO

Entre 10 e 12 pontos. Parabéns. Você é uma pessoa que habitualmente tem um sorriso estampado em seu rosto e isso influencia favoravelmente as pessoas que estão ao seu redor. Isso contribui muito para um bom relacionamento. Você tem uma atitude sorridente em relação à vida.

Entre 7 e 9,5 pontos. Você sabe sorrir quando quer e sabe manter uma atitude simpática, quando assim deseja. Normalmente você procura relacionar-se bem com todas as pessoas embora, às vezes, possam ocorrer algumas rusgas. Veja as perguntas onde não pontuou, ou fez meio ponto, que podem ser muito úteis na sua autoavaliação.

Abaixo de 7 pontos. Você precisa melhorar esse sorriso que, aliás, pouco aparece. Talvez você não sinta vontade ou necessidade de sorrir, mas as pessoas tendem afastar-se de quem não sorri, pois o primeiro requisito da simpatia e jovialidade é o sorriso. Veja as perguntas onde não pontuou, ou fez meio ponto, que podem ser muito úteis na sua autoavaliação.

A magia do sorriso

Estudos revelam que mais de 60% das pessoas sorriem de volta quando se deparam com um rosto sorridente. Os estudos mostram também que sorrir torna as pessoas mais atrativas, simpáticas e parecerem mais jovens, pois o rosto assume um semblante jovial e alegre. Não apenas isso, o sorriso reduz o estresse, aumenta a empatia entre as pessoas e encoraja a confiança entre indivíduos. Inúmeras pesquisas revelam que nos tornamos mais confiáveis aos olhos dos outros quando sorrimos genuinamente; e confiabilidade é uma parte essencial nos relacionamentos humanos, seja em nosso lar, no nosso círculo de amizades ou nos contatos profissionais.

Guillaume Duchenne, neurologista francês do século XIX, foi o primeiro a estudar as expressões do rosto humano e descobriu que tanto o sorriso genuíno como o falso acionam músculos faciais completamente diferentes. O sorriso autêntico utiliza um músculo chamado orbicularis oculi que circunda seus olhos, e deixa-os semicerrados transmitindo um ar de simpatia e jovialidade.

Os falsos sorrisos, são apenas da boca prá fora, somente para manter as aparências, e não expressam sinceridade. São chamados sorrisos de estátua, pois se assemelham aos sorrisos impessoais e distantes que vemos nos manequins de vitrines, comuns, por exemplo, em pessoas que sorriem apenas por obrigação profissional.

Paul Ekman, psicólogo americano pioneiro no estudo das emoções relacionadas às expressões faciais, utilizando tomografia computadorizada demonstrou que o sorriso ativa regiões do cérebro associadas ao prazer e à felicidade embora, não necessariamente, ative as emoções. Segundo ele, existe apenas um único sorriso genuíno ao qual chamou sorriso Duchenne, em homenagem ao neurologista francês.

Ekman diz que sorrimos, não apenas, para ocultar decepções, disfarçar sentimentos e relaxar tensões, mas, principalmente, para revelar contentamento, descontrair o ambiente e atrair o sorriso dos outros. Há claros indícios de que um dos alicerces do sucesso profissional e do bom relacionamento é o sorriso Duchenne, o sorriso sincero e jovial. Profissionais que sorriem espontaneamente angariam mais simpatia e atenção por parte dos chefes, colegas, subordinados e clientes.

Não que o sorriso substitua a competência e a capacidade de realização, mas ele funciona como um catalisador e agregador motivacional das relações humanas. Em outras palavras: abre portas. Porém, mantê-las abertas, depende de sua integridade e competência.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 18 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos – berg@quebrandobarreiras.com.br

Carta a um jovem universitário

Claudius D’Artagnan C. Barros

Pediram-me para lhe escrever uma carta, apresentando sugestões sobre como você poderia aproveitar minha experiência – profissional e de vida, para melhor se situar no desafiante mundo de hoje. Vou fazê-lo sim, é claro.

Mas, quero que saiba que a experiência, seja tácita, ou explícita compartilhada, mesmo tendo valor inestimável, é apenas um ponto de partida. Há mais coisas importantes que caberá a você mesmo fazer!

Dizem que a experiência não é aquilo que nos acontece, mas o que fazemos com aquilo que nos acontece. Dizem também (atribuem esta frase, aliás, ao grande Albert Einstein), que não se podem resolver problemas criados a partir de uma realidade, utilizando instrumentos que pertencem a essa mesma realidade. Assim, temos que nos reinventar constantemente.

Pensando nisso, fico imaginando como minha experiência, que se deu ontem, em momento tão diverso desse que você vive hoje, pode ajudá-lo a resolver – com ferramentas de ontem, os problemas que você enfrenta hoje? Certamente não pode.

O que talvez possa ser útil a você, levando em conta minha experiência de praticamente cinco décadas no mundo corporativo, é o fato de que vivi momentos importantes de transição e essa parte específica de minha experiência – esta sim, pode ajudá-lo a perceber e a agir adequadamente em momentos de transição que você próprio está vivenciando ou, com certeza irá vivenciar.

Falando nisso, o mundo passa atualmente por uma enorme transição e os jovens – como você, que se preparam para ingressar no mundo dos negócios, em particular no mercado de trabalho, precisam ser muito ousados e, atitudinalmente, preparados para enfrentar mudanças muito rápidas e inesperadas. Tal qual afirmou o filósofo Heráclitus (535 a.C.), “A única certeza permanente que temos… é a mudança”.

Como gerenciar essas mudanças tem sido um enorme desafio. De que maneira nos preparamos para o que vem por aí, quando nem mesmo sabemos que aparência essa nova realidade terá? Como, enfim, lidar com tamanha incerteza, frente a tantas dúvidas sem resposta?

Você, particularmente, tem de responder a algumas questões concretas que hoje atormentam uma grande quantidade de alunos das universidades: Que curso seguir? Qual é a melhor escola? Como custear meus estudos? Que garantia terei de que com isso obterei uma posição de destaque e uma remuneração atraente depois de formado?

A resposta mais honesta a tudo isso é, simplesmente, não sabemos: temos de procurar dados informativos disponíveis, transforma-los em conhecimento e tratar de fazer o melhor uso possível deles, para que nossa decisão seja a mais instrumentada, balizada e assertiva possível. Somente assim teremos alguma chance de encontrar uma boa saída gerindo as mudanças com eficácia.

Descobrir em que você tem mais talento e tratar de aproveitá-lo, transformando-o num negócio, pode ser uma oportuna opção para sua atuação efetiva no mercado de trabalho como um empreendedor. Faça uma boa reflexão sobre isso antes de definir como única opção a de “profissional com carteira assinada”

Durante o período em que estiver fazendo seu curso, não despreze as oportunidades de estágio. Mas, não faça estágio apenas por fazer, ou para cumprir uma exigência acadêmica. Aplique-se nele, faça dele um trampolim para aprendizagem efetiva de uma profissão.

Estude muito e continuamente. Busque incessantemente o conhecimento, não apenas no âmbito daquilo que escolher como especialização profissional, mas sobretudo o conhecimento amplo, holístico, que relaciona entre si áreas díspares, que pareçam as vezes, nada ter a ver umas com as outras. Isso é o que realmente pode garantir um diferencial na concorrência profissional. Lembre-se, o conhecimento é o ouro moderno.

Não deixe passar em branco as boas oportunidades que se oferecerem em sua vida. Saiba perceber o cavalo encilhado que passa ao seu lado, como destaca o consultor Al Ries em seu livro “Horse Sense”.

Se você não aproveita para montar no cavalo encilhado que passa, este poderá nunca mais passar novamente por você. E, se você não prestar atenção na possibilidade de cavalos encilhados virem a passar ao seu lado, poderá nem sequer perceber que algum deles eventualmente já terá passado!

Às vezes, deixamos este cavalo passar, na expectativa de que outro virá representando uma oportunidade ainda melhor. Ledo engano meu caro – o próximo pode não ser um tranquilo e exuberante cavalo encilhado; mas sim, uma boiada estourada…!

Cultive o relacionamento autêntico e aprofundado com as pessoas: conviva com elas e não perca a oportunidade de aprender com elas; fortaleça e desenvolva sua capacidade de conquistar pessoas e fazer amigos. Como sugere o pensador e escritor polonês Zygmunt Bauman, em seu livro “Amor líquido”, …construa uma comunidade efetiva de amigos, não necessariamente uma rede (virtual) de amigos!

Mas, sobretudo, procure se cercar de gente melhor do que você, com quem possa verdadeiramente aprender. Procure também pessoas que tenham alta intensidade ao se debruçarem nos estudos.

As organizações de hoje querem profissionais competentes em suas respectivas especialidades, porém, querem ao mesmo tempo, pessoas capazes de relacionar-se com outras pessoas e formar comunidades de prática e de aprendizagem. Embarque nessa e meus votos de que você tenha muito sucesso!

Claudius D’Artagnan é membro da Academia de Letras de Lorena, Vice Presidente da Academia Brasileira da Qualidade, Empresário, Coordenador pedagógico do Projeto de Educação Gerencial Continuada – EGECON® e autor do livro “Missão Qualidade – Uma autobiografia profissional” – 2016 Ed.Qualitymark.

Emprego na melhor idade

Já se foi o tempo em que pessoas com mais de 60 anos não conseguiam uma recolocação profissional no mercado. Com a expectativa de vida cada vez maior, muitos daqueles que chegam aos 60 anos não querem deixar de trabalhar, ou ainda, desejam retornar ao mercado depois de um período de descanso. “Essa volta ao mercado de trabalhadores aposentados é um fenômeno recente no Brasil. Os 70 anos de hoje podem ser comparados com os 50 anos de algumas décadas atrás”, explica Madalena Feliciano, gestora de carreira do Outliers Careers.

Segundo a especialista em transição de mercado, existe, principalmente, duas razões para que os profissionais acima dos 60 procurem uma ocupação que lhes rendam dinheiro “Cada vez mais as pessoas chegam aos 60 anos com grandes capacidades profissionais, vontade de ganhar seu próprio dinheiro e ter uma boa vida pessoal. Isso faz com que elas não queiram ficar em casa e voltem grande parte da sua atenção para o trabalho, assumindo com uma grande responsabilidade o que é delegado a eles”, explica Madalena. As empresas optam por esses profissionais quando a atividade exige mais responsabilidade, disponibilidade e respeito ao horário.

De acordo com Madalena, não existe idade máxima para se trabalhar, o que existe é a capacidade que cada pessoa tem para determinadas funções. “Os profissionais acima dos 60 podem sentir algumas dificuldades para retornar ao trabalho, afinal, muitas vezes o convívio com profissionais mais jovens, conectados à internet e às redes sociais, atualizados das novidades em suas áreas de atuação; a necessidade de falar outros idiomas e de ter uma atuação multidisciplinar, por exemplo, podem pôr em risco a confiança do profissional mais velho. Mas ele não deve se abalar: se foi contratado, é porque a empresa está à procura de experiência e maturidade, características normalmente encontradas em profissionais com mais experiência”, exalta. Isso acontece porque o ideal é contar com profissionais experientes – e essa experiência só é alcançada com a vivência.

Para aqueles que desejam regressar ao mercado de trabalho, existem algumas recomendações que podem ser seguidas “Identifique suas principais competências; procure por um trabalho alinhado às suas experiências profissionais anteriores; faça um bom currículo, destacando a sua experiência; não pareça resistente às mudanças e novidades. Boa apresentação pessoal e postura são muito importantes, capriche nelas; e procure manter-se atualizado sobre a sua área de atuação”, aconselha Madalena.

Para o empregador também existem grandes vantagens em contratar pessoas com mais idade – que vão além da experiência. “Em geral, os mais velhos são excelentes para o atendimento a clientes, são mais humildes em reconhecer seus erros e buscar a melhoria, são menos ansiosos, têm paciência para um plano de carreira mais longo, maior disponibilidade de tempo e flexibilidade na negociação do salário; menor responsabilidade com filhos – geralmente já são formandos ou independentes. Em geral, já recebem a aposentadoria e por isso o foco do trabalho nem sempre é exclusivamente o salário. Hoje em dia, os profissionais acima dos 60 fazem tudo: entram na internet, dirigem, fazem exercícios, dançam, namoram, estudam, enfim, procuram algo que venha trazer bem-estar e o melhor caminho para felicidade – e muitas vezes o trabalho ajuda e muito nesse caminho” conclui a especialista.

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Decide melhor quem sabe ouvir

Resultado de imagem para how to decideVicente Falconi

Deve-se ficar atento quando as pessoas fazem a pergunta em uma empresa: será que as coisas estão mesmo bem? Isso indica que os executivos dessa empresa trabalham no estilo comando e execução. O chefe diz o que fazer e todos obedecem – ou fingem obedecer -, mesmo que não concordem.

Coisa velha e ultrapassada. Mas ainda vejo esse tipo de chefe todo dia. Eles acham que devem saber tudo e não se esforçam para aprender o que acontece na vida real, na base. Pior: sentem-se inseguros e resistentes sempre que alguém propõe algo novo que ainda não dominam.

Nesses casos, a equipe sai das reuniões revoltada simplesmente porque não tem a oportunidade de externar conhecimentos e opiniões – principalmente aquelas que são contrárias. O encontro serve apenas para que todos ouçam as ordens do dia. Esse tipo de atitude infantiliza as pessoas e as impede de crescer profissionalmente. Daí a revolta. Entendo perfeitamente. Não se vai muito longe com essa forma anacrônica de gerenciar.

Hoje, o mundo mudou, e o ato de gerenciar é essencialmente coletivo. A função do chefe não é apresentar a solução pronta. Estamos na era do que chamo de gerenciamento científico.

A ciência desse estilo de gerenciar está na análise de informações – fatos e dados – para criar o conhecimento novo que vai fundamentar a tomada de decisão. Assim como numa equipe de cientistas, todos estão sempre em busca de conhecimento novo. E a colaboração é indispensável.

O papel do chefe nesse contexto é, junto com seu time, buscar os dados e o conhecimento necessários para atingir determinados objetivos. No método científico, as metas são estabelecidas de forma participativa. Todos calculam suas lacunas de resultado – ou seja, o patamar que pretendem atingir – e propõem os alvos que deverão alcançar primeiro.

A partir daí, os planos de ação são estabelecidas pelo grupo responsável pela meta, e sua execução é controlada. Quando isso acontece, as reuniões são muito boas porque todos contribuem e saem dali com o sentimento de que foram respeitados e cresceram como profissionais. Já existem atualmente no Brasil empresas muito avançadas em relação a esse aspecto e que utilizam todos os recursos da matemática e da tecnologia da informação para a análise de fatos e dados. A empresa em que você trabalha precisa de uma boa dose disso.

Quanto às reuniões, há, basicamente, três tipos: informativa, de acompanhamento de metas e de solução de problemas. É claro que algumas reuniões às vezes servem a mais de um desses objetivos. Vou explicar cada uma, mas existem algumas recomendações gerais que devem ser observadas.

O primeiro ponto é que o propósito da reunião deve sempre ser detalhado e todos precisam ter, antecipadamente, a resposta à seguinte pergunta: qual deverá ser o produto final de nosso encontro? Parece muito óbvio, mas não é. É muito comum que as pessoas entrem na sala com expectativas diferentes e a conversa se torne improdutiva.

O segundo ponto é que toda reunião tem de ser planejada: e as pessoas, convidadas com a máxima antecedência, de tal maneira que consigam programar suas agendas sem problemas. O terceiro e último ponto é que alguém deve controlar o tempo e manter uma “linha dura” nesse controle. Do contrário, algumas pessoas não terão chance de fazer suas apresentações e participar do debate.

Esses são aspectos gerais. Mas cada tipo de reunião exige variações específicas. Reuniões informativas são aquelas em que são feitas várias apresentações de projetos em andamento e que visam manter a equipe informada do que está acontecendo, além de listar críticas e sugestões quanto aos projetos.

As reuniões de acompanhamento de metas podem ser bem padronizadas. Se a meta foi batida, ótimo. Caso contrário, o participante deve levar um plano alternativo para apagar o incêndio já elaborado. Esse plano deve ser produto de reflexão do que está acontecendo, segundo a opinião de todo o time e de fatos e dados levantados.

As reuniões de solução de problemas são, a meu ver, as mais interessantes. Elas visam estabelecer metas, fazer brainstorm baseado em informações e criar planos de ação. Devem servir também para a aprovação de certos planos ou certas ações na hora.

Finalmente, o segredo de boas reuniões, além de seguir todas essas recomendações, é dar uma aula de comunicação ao pessoal. E aqui vou dar um conselho básico a você: cada slide de Power Point deve consumir, em média, 3 minutos da reunião. Assim, se uma pessoa tem 30 minutos, ela tem direito a mostrar, no máximo, dez slides. Essa limitação já seria um bom começo para colocar ordem na casa.

Vicente Falconi é sócio fundador e presidente do Conselho de Administração da Falconi Consultores de Resultado, e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

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