A alta carga tributária no Brasil afeta a competitividade das empresas?

Quanto à pergunta do título, o leitor deve tirar suas conclusões. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou os dados de 2009 sobre a arrecadação tributária em comparação ao Produto Interno Bruto (PIB), a chamada carga tributária, dos países que dela fazem parte. Em geral, houve uma queda na carga tributária da maioria dos países listados, em comparação com os dados de 2008, em razão do declínio da atividade econômica e do corte de tributos, motivados pela recessão que seguiu a crise econômica mundial iniciada em 2008. Os países com maior queda em sua carga tributária foram: Chile (de 22,5% em 2008 para 18,2% em 2009), México (de 21% em 2008 para 17,5% em 2009) e Grécia (de 32,6% em 2008 para 29,4% em 2009).

Alguns poucos países ainda registraram um aumento na carga tributária de 2009 em comparação com a de 2008, dentre eles Luxemburgo (de 35,5% em 2008 para 37,5% em 2009), Suíça (de 29,1% em 2008 para 30,3% em 2009) e Eslovênia (de 37,2% em 2008 para 37,9% em 2009). Como se percebe, a elevação na carga tributária desses poucos países — em média de 0,5% — foi bem menos expressiva do que a queda no percentual de carga tributária dos demais países — média de 1,9%.

Caso o Brasil integrasse o rol de membros da OCDE (composto atualmente de 33 países), estaria ocupando o 14º lugar no ranking geral dos países com o maior percentual de carga tributária (34,5%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), conforme o quadro abaixo:

Segundo Letícia Mary Fernandes do Amaral, advogada e vice-presidente do IBPT, comparando tais dados com os divulgados pela OCDE em 2008, quando o Brasil, caso dela fizesse parte, estaria ocupando a 18ª posição (com uma carga tributária de 34,7%, segundo dados do IBPT), percebe-se que o Brasil subiu quatro posições, chegando bem próximo de integrar a lista dos países com as maiores cargas tributárias do mundo. “Surpreende o fato de o Brasil somente perder para os países europeus, altamente desenvolvidos, como é o caso dos países da Escandinávia (Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia), que, ao contrário do Brasil, prestam serviços públicos de qualidade, garantindo à sua população saúde, segurança, educação, previdência social, boas estradas, reembolso de medicamentos, auxílio moradia etc. Ou seja, além do que os habitantes desses países têm que destinar aos seus respectivos governos, por meio do pagamento de tributos, não precisam recorrer ao setor privado, despendendo ainda outra parcela significativa de seus rendimentos para custear tais serviços essenciais”.

Ela acrescenta que essa é a grande distinção entre tais países europeus e o Brasil, onde, além de ser necessário trabalhar quase 150 dias ou cinco meses do ano somente para custear a cobrança de tributos por parte do governo, o brasileiro ainda tem que trabalhar outros quase cinco meses somente para pagar, ao setor privado da economia, os serviços públicos essenciais que o governos deveria garantir-lhe, pois é essencialmente para isto que os tributos são pagos. “É importante esclarecer, nesse sentido, que o principal motivo dessa grande distorção entre os países europeus com carga tributária elevada e o Brasil — também com carga tributária muito elevada — não é o número de habitantes, nem a extensão geográfica ou qualquer outro motivo nesse sentido que se queira dar (que nada dizem respeito ao cálculo da carga tributária, que é feito proporcionalmente ao tamanho físico e econômico do país, pois justamente é a divisão do total arrecadado em tributos pelo PIB do país). Mas sim, e primordialmente, a quantidade do desvio do dinheiro público e a má gestão da máquina pública que levam, ainda, a outra consequência nefasta: a sonegação tributária”.

Isso é denominado o rombo brasileiro, e que causa grande revolta na população. O brasileiro, em geral, não é contra o pagamento de tributos, até mesmo porque tem consciência de sua importância para custear a máquina pública. O que lhe angustia e lhe causa revolta é saber que paga — e paga muito — ao governo e não tem um retorno minimamente satisfatório. Além disso, também causa revolta saber que o brasileiro tem que pagar mais tributos do que os habitantes do Reino Unido, do Canadá, da Espanha e dos Estados Unidos, somente para citar alguns outros importantes países desenvolvidos. Dentre os países em estágio de desenvolvimento equivalente ao brasileiro, o Brasil lidera, disparado, o ranking em carga tributária (veja o quadro abaixo).

“Enfim, basta agora parar para refletir até onde se espera que o Brasil chegue com essa sua elevada carga tributária. E olha que não falta muito para se inserir dentre as maiores do mundo. Espera-se sinceramente que esse não seja o objetivo do novo governo em 2011… pelo menos não sem que haja uma mudança significativa na taxa de retorno de serviços públicos à população brasileira. Se é para o Brasil ser comparado aos países europeus, que não seja apenas no percentual elevado de sua carga tributária, mas sim e primordialmente, na qualidade de serviços públicos prestados à população”, conclui Letícia Mary.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

Reuso de águas residuárias

A Reutilização da Água (ISBN 8573035595)

A Reutilização da Água

O objetivo deste livro é mostrar a necessidade de preservar a qualidade ambiental e o uso racional dos recursos naturais, em particular a água. Clique para mais informações.

Nesse blog esse assunto já foi abordado em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/05/04/os-conceitos-do-reuso-da-agua/ Segundo o diretor do Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (Cirra), o professor Ivanildo Hespanhol, a utilização de técnicas de reuso podem reduzir drasticamente o consumo de água. “Estudos realizados no Cirra mostram que essa redução pode variar entre 10% e 50%, no caso do consumo doméstico, e entre 10% e 95%, no caso das indústrias”, diz ele. “Existe outro estudo, realizado com cerca de 2 mil indústrias de médio e grande porte do Estado que revelou: a partir do início da cobrança, essas empresas poderão ter de pagar, por dia, cerca de R$ 3,8 milhões pelo consumo de água. Com o reuso, esse valor cairia para R$ 3 milhões”.

Já existem iniciativas do governo estadual que, por meio da Sabesp, oferecem água de reuso para órgãos públicos, prefeituras da grande São Paulo, e até mesmo para empresas privadas. Mas a grande revolução nessa área já foi dada pelo setor industrial. Romildo Campelo diz que as empresas perceberam há muito tempo que o reaproveitamento da água pode ter impacto significativo sobre seus resultados financeiros. “Grande parte das empresas já tem compreensão da necessidade do reuso da água utilizada na produção. A maioria já faz o reuso em função do meio ambiente e do aspecto econômico.” Com o início da cobrança, acrescentou, as indústrias deverão se dedicar cada vez mais a processos de produção sustentáveis, que retirem menos recursos do meio ambiente e proporcionem um menor impacto econômico. Essa é a hora de explorar novas tecnologias e alternativas para a questão”, afirmou.

Esse é o caso da Brasmetal empresa de relaminação de chapas de aço que há dois anos vem realizando estudos que apontaram o setor de remoção de ferrugem como responsável por 50% do consumo de água de toda a empresa. Essa água já é tratada, mas não é reutilizada no processo industrial. A Brasmetal está adquirindo novos equipamentos e implementando processos que permitirão à empresa, a partir de março deste ano, reduzir em cerca de 25% o consumo de água da unidade.

Na verdade, a reutilização ou reuso de água ou, ainda em outra forma de expressão, o uso de águas residuárias, não é um conceito novo e tem sido praticado em todo o mundo há muitos anos. Existem relatos de sua prática na Grécia antiga, com a disposição de esgotos e sua utilização na irrigação. No entanto, a demanda crescente por água tem feito do reuso planejado da água um tema atual e de grande importância. Neste sentido, deve-se considerar o reuso de água como parte de uma atividade mais abrangente que é o uso racional ou eficiente da água, o qual compreende também o controle de perdas e desperdícios, e a minimização da produção de efluentes e do consumo de água.

Dentro dessa ótica, os esgotos tratados têm um papel fundamental no planejamento e na gestão sustentável dos recursos hídricos como um substituto para o uso de águas destinadas a fins agrícolas e de irrigação, entre outros. Ao liberar as fontes de água de boa qualidade para abastecimento público e outros usos prioritários, o uso de esgotos contribui para a conservação dos recursos e acrescenta uma dimensão econômica ao planejamento dos recursos hídricos.

O reuso reduz a demanda sobre os mananciais de água devido à substituição da água potável por uma água de qualidade inferior. Essa prática, atualmente muito discutida, posta em evidência e já utilizada em alguns países é baseada no conceito de substituição de mananciais. Tal substituição é possível em função da qualidade requerida para um uso específico. Dessa forma, grandes volumes de água potável podem ser poupados pelo reuso quando se utiliza água de qualidade inferior (geralmente efluentes pós-tratados) para atendimento das finalidades que podem prescindir desse recurso dentro dos padrões de potabilidade.Importante saber que as águas residuais ou residuárias são todas as águas descartadas que resultam da utilização para diversos processos. Exemplos destas águas são: domésticas, provenientes de banhos; cozinhas; e de lavagens de pavimentos domésticos; industriais, resultantes de processos de fabricação; de infiltração, que resultam da infiltração nos coletores de água existente nos terrenos; e urbanas, resultantes de chuvas, lavagem de pavimentos, regas, etc. Elas transportam uma quantidade apreciável de materiais poluentes que se não forem retirados podem prejudicar a qualidade das águas dos rios, comprometendo não só toda a fauna e flora destes meios, mas também, todas as utilizações que são dadas a estes meios, como sejam, a pesca, a balneabilidade, a navegação, a geração de energia, etc.

É recomendado recolher todas as águas residuais produzidas e transportá-las até uma estação de tratamento de águas residuais. Depois de recolhidas nos coletores, as águas residuais são conduzidas até a estação, onde se processa o seu tratamento. O tratamento efetuado é, na maioria das vezes, biológico, recorrendo-se ainda a um processo físico para a remoção de sólidos grosseiros. Neste sentido a água residual ao entrar na esta~]ao de tratamento passa por um canal onde estão montadas grades em paralelo, que servem para reter os sólidos de maiores dimensões, tais como, paus, pedras, etc., que prejudicam o processo de tratamento. Os resíduos recolhidos são acondicionados em contentores, sendo posteriormente encaminhados para o aterro sanitário.

Muitos destes resíduos têm origem nas residências onde, por falta de instrução e conhecimento das consequências de tais ações, deixa-se para o sanitário objetos como: cotonetes, preservativos, absorventes, papel higiênico, etc. Estes resíduos devido às suas características são extremamente   difíceis de capturar nas grades e, consequentemente, passam para as lagoas prejudicando o processo de tratamento.

A seguir a água residual, já desprovida de sólidos grosseiros, continua o seu caminho pelo mesmo canal onde é feita a medição da quantidade de água que entrará na estação de tratamento. A operação que se segue é a desarenação, que consiste na remoção de sólidos de pequena dimensão, como sejam as areias. Este processo ocorre em dois tanques circulares que se designam por desarenadores. A partir deste ponto a água residual passa a sofrer um tratamento estritamente biológico por recurso a lagoas de estabilização (processo de lagunagem). O tratamento deverá atender à legislação (Resolução do Conama nº 020/86) que define a qualidade de águas em função do uso a que está sujeita, designadamente, águas para consumo humano, águas para suporte de vida aquática, águas balneárias e águas de rega.

A reutilização de água pode ser direta ou indireta, decorrentes de ações planejadas ou não: O indireto não planejado da água: ocorre quando a água, utilizada em alguma atividade humana, é descarregada no meio ambiente e novamente utilizada a jusante, em sua forma diluída, de maneira não intencional e não controlada. Caminhando até o ponto de captação para o novo usuário, a mesma está sujeita às ações naturais do ciclo hidrológico (diluição, autodepuração).

O indireto planejado da água ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são descarregados de forma planejada nos corpos de águas superficiais ou subterrâneas, para serem utilizadas a jusante, de maneira controlada, no atendimento de algum uso benéfico. Pressupõe que exista também um controle sobre as eventuais novas descargas de efluentes no caminho, garantindo assim que o efluente tratado estará sujeito apenas a misturas com outros efluentes que também atendam ao requisito de qualidade do reuso objetivado.

Já o reuso direto planejado das águas ocorre quando os efluentes, depois de tratados, são encaminhados diretamente de seu ponto de descarga até o local do reuso, não sendo descarregados no meio ambiente. É o caso com maior ocorrência, destinando-se a uso em indústria ou irrigação. E quais as aplicações da água reciclada.?

– Irrigação paisagística: parques, cemitérios, campos de golfe, faixas de domínio de autoestradas, campus universitários, cinturões verdes, gramados residenciais.

– Irrigação de campos para cultivos – plantio de forrageiras, plantas fibrosas e de grãos, plantas alimentícias, viveiros de plantas ornamentais, proteção contra geadas.

– Usos industriais: refrigeração, alimentação de caldeiras, água de processamento.

– Recarga de aquíferos: recarga de aquíferos potáveis, controle de intrusão marinha, controle de recalques de subsolo.

– Usos urbanos não potáveis: irrigação paisagística, combate ao fogo, descarga de vasos sanitários, sistemas de ar condicionado, lavagem de veículos, lavagem de ruas e pontos de ônibus, etc.

– Finalidades ambientais: aumento de vazão em cursos de água, aplicação em pântanos, terras alagadas, indústrias de pesca.

– Usos diversos: aquicultura, construções, controle de poeira, dessedentação de animais.

Quanto à captação da água da chuva, já uma realidade em países desenvolvidos como Austrália e Alemanha. No Brasil, essa cultura está sendo implantada por meio de leis municipais que exigem este tipo de controle em construções novas e também pela conscientização sobre a importância de se economizar água, um bem natural finito e escasso.

De acordo com a engenheira sanitarista da Tegeve Ambiental, Maria Rosí Melo Rodrigues, o reuso da água da chuva é importante por vários motivos. “Entre eles, estão a redução no consumo de água de distribuição para fins não potáveis, o que acarreta na redução de custos financeiros e também no consumo das águas provenientes de fontes finitas, o que auxilia na proteção destas fontes naturais”, afirma. A engenheira salienta que outro benefício é o controle das enchentes, pois isto retarda a chegada das águas nos rios e córregos.

A água da chuva pode ser utilizada para fins não potáveis, como por exemplo, na descarga dos vasos sanitários, irrigação de jardins, lavagem de pisos, entre outros. “Assim, se evita a utilização de água potável onde não é necessário”, comenta Maria Rosí. Residências, condomínios, hotéis e empresas podem ter seus próprios sistemas de captação e reuso da água da chuva.

“Qualquer empreendimento apresenta suas particularidades, que são consideradas no momento de se implantar um sistema alternativo como este. Desta forma, temos sistemas flexíveis, compostos em tanques de fibra de vidro, peneiramentos, filtros, tanques de contato e armazenamento que são dimensionados e instalados para atender a todas as necessidades”, conta Rosí.

“Além disso, é um sistema considerado de baixo custo, pois os volumes dos tanques dependerão dos volumes de água que o cliente deseja aproveitar. Existem os volumes mínimos, que são em torno de 500 litros, isso é muito simples de instalar. A remoção de material grosseiro e desinfecção também são importantes, e tais unidades também apresentam custos bem apropriados a cada empreendimento”, ressalta.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

 

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

Modelo de Kano

Sistemas de detecção e alarme de incêndio

NBR17240 – Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Projeto, instalação, comissionamento e manutenção, detecção e alarme de incêndio – Requisitos.

Essa norma especifica requisitos para projeto, instalação, comissionamento e manutenção de sistemas manuais e automáticos de detecção de incêndio em e ao redor de edificações, conforme as recomendações da ABNT ISO/TR7240-1 . Não se aplica a: sistemas sem fio (wireless); detectores autônomos; detecção de gases; sistemas e equipamentos com tensão nominal diferente de 24 Vcc. Clique para mais informações.

 

Um leitor diz que trabalha no setor de atendimento ao cliente e que o chefe pediu um estudo sobre o assunto baseado no modelo de Kano. Esse método faz distinção entre três tipos de atributos de produtos ou serviços que influenciam a satisfação do cliente conforme figura abaixo. Nela, o leitor deve notar que o eixo horizontal mostra a performance no atendimento às necessidades e o eixo vertical representa o nível de satisfação dos clientes.

Na verdade, por exemplo, em um restaurante, oferecer um suco de graça pode trazer satisfação aos clientes, contudo oferecer flores às mulheres na mesa pode trazer uma satisfação ótima e ser um fator diferenciador em relação a outros locais. Por outro lado, outros atributos não trazem satisfação mesmo se for feita com um bom um grau de perfeição. Esse é o caso da limpeza em um restaurante. Se ela estiver abaixo de um determinado nível, os clientes ficarão insatisfeitos e não retomarão, porém excesso de limpeza não trará satisfação. Mas como se pode determinar quais atributos podem trazer satisfação? A análise dos diferentes atributos de um produto ou serviço através desse método seria a alternativa.

Importante dizer que os atributos obrigatórios são os critérios básicos de um produto ou serviço. Se estes atributos não estiverem presentes ou não atingirem um nível de desempenho suficiente, os clientes ficarão extremamente insatisfeitos. Por outro lado, se estes atributos estiverem presentes ou são suficientes, eles não trazem satisfação. De fato, os clientes sentem esses atributos como pré-requisitos, como, por exemplo, a limpeza de um banheiro em um restaurante é vista como necessária pelos clientes. Se ela for insuficiente, trará insatisfação, porém se presente, não trará satisfação. Os atributos obrigatórios geralmente não são exigidos explicitamente pelos clientes, pois eles os consideram como inerentes.

Para a satisfação dos clientes, os atributos unidimensionais são proporcionais ao nível de atendimento – quanto maior o nível de atendimento, maior será a satisfação do cliente e vice-versa. Por exemplo, se o gasto de combustível por quilômetro rodado de carro está abaixo de certo nível, quanto menor for o consumo, tanto maior será a satisfação do cliente. Se o gasto com combustível por quilômetro rodado está acima desse nível, o cliente ficará insatisfeito. Pode-se dizer que quanto menor for o gasto de combustível por quilômetro rodado, tanto maior será a satisfação do cliente referente a este requisito. Geralmente, os atributos unidimensionais são exigidos explicitamente pelos clientes.

Quanto aos atrativos são chaves para a satisfação do cliente. O atendimento deles traz uma satisfação melhor, porém não trazem insatisfação se não forem atendidos. Por exemplo, para um carro popular, a presença de ar condicionado como equipamento de série traz satisfação. Já sua ausência não traz insatisfação. Dessa forma, os atributos atrativos não são nem expressos explicitamente e nem esperados pelo cliente.

Há, ainda, os atributos neutros e reversos. Os neutros são aqueles cuja presença não traz satisfação e a sua ausência não traz insatisfação. São aqueles que nunca ou apenas raramente são usados pelo cliente ou que o cliente não sabe como poderia utilizá-lo. Os reversos são aqueles cuja presença traz insatisfação. Por exemplo, a presença de TVs em restaurantes não são bem-vindas para alguns. Para eles, a TV pode ser considerada um atributo reverso.

Atualmente, estuda-se quais os atributos deveriam ser incorporados ou melhorados em um produto ou serviço através da investigação de sua importância para os consumidores. Mas qual a relação entre a classificação dos atributos dentro do modelo Kano e o grau de importância que o consumidor dá a eles? Um atributo classificado como obrigatório pelo modelo Kano, tido como importante no método tradicional, pode levar uma empresa a adotar ações de melhorias custosas, porém desnecessárias, pois os consumidores não ficarão mais satisfeitos. É o caso da limpeza do banheiro de um restaurante.

Muitas vezes, quando todos os fornecedores de um produto ou serviço atingem um nível adequado em um atributo obrigatório, os clientes não tiveram uma decepção com aquele atributo. Assim, mesmo sendo obrigatórios, os clientes podem considerá-lo como pouco importante (por não terem experiência anterior ruim), levando a empresa a não prestar atenção a um nível aceitável para o atributo.

Em consequência, a utilização do modelo Kano apresenta-se como uma alternativa mais precisa na determinação de quais atributos deveriam ser incorporados a um produto ou serviço. Para isso, o leitor deverá preparar um questionário para todos os clientes ou grupo deles escolhido por importância. A primeira questão é perguntar o que eles acham ser importante ou o que eles gostariam de receber junto com o produto ou serviço em questão. Esse procedimento ajudará a estabelecer os atributos que serão estudados posteriormente.

Depois disso, deve caracterizar o cliente de modo que seja possível estratificar as respostas e estudar a classificação dos atributos entre diferentes grupos de clientes. Definir os atributos de forma específica. Atributos definidos de forma ampla levam a uma compreensão subjetiva sobre o que está sendo perguntado, havendo a tendência de dispersão entre as respostas dos diferentes clientes. A mesma consideração é válida quando forem construídas as perguntas do questionário.

Não se deve misturar diferentes atributos em uma mesma questão. Deve-se evitar, sempre que possível, o uso da palavra não. Por exemplo, em vez de usar se o restaurante não tem estacionamento privativo, use uma construção de frase diferente, como: se você for a um restaurante e o estacionamento for somente na rua. O uso da palavra não em questionamentos sobre ausência ou insuficiência de requisitos pode levar o cliente a uma reposta de insatisfeito. Isso poderá resultar em um número elevado de respostas unidimensionais, mesmo para requisitos atrativos. Em alguns casos, por necessidade de entendimento, não há alternativa senão utilizar a palavra não. Se este for o caso, é melhor utilizá-la do que ter subjetividade no entendimento da questão por parte do entrevistado.

Segundo alguns especialistas, misturar as perguntas de forma aleatória, evitando que as funcionais e desfuncionais fiquem uma logo abaixo da outra parece trazer melhores resultados. Isto diminui respostas do tipo satisfeito/insatisfeito de forma automática, pois os clientes podem entender que estará perdendo algum benefício na questão desfuncional.

Ao utilizar o coeficiente de satisfação do cliente para analisar a classificação dos atributos, não esquecer de analisar separadamente o grau de reverso que um atributo apresenta. O modelo Kano procura medir o grau de satisfação que um atributo pode trazer a um produto ou serviço, e não o grau de satisfação atual dos clientes com aquele atributo. Porém, se os consumidores entrevistados forem clientes atuais do produto ou serviço pesquisado, suas respostas serão influenciadas pelo desempenho atual, e isto deverá ser levado em consideração. Enfim, o modelo foi desenvolvido pelo professor japonês Noriaki Kano, da Universidade de Riko, em Tóquio, e possibilita aos desenvolvedores de produtos ou serviços transformar as informações obtidas pelas pesquisas e centrais de atendimento em melhorias reais no produto de forma a buscar não apenas a satisfação do cliente, mas a superação de suas expectativas, ou seja, o encantamento do cliente.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

A visão dos trabalhadores em relação à qualificação da mão de obra no Brasil

Jogo da Responsabilidade Ambiental e Jogo da ISO 14001

Jogo da Responsabilidade Ambiental e da ISO 14001

Dois jogos divertidos, para treinar e conscientizar seus funcionários sobre a importância do tema Meio Ambiente. Acompanha 100 cartas de baralho com assuntos da ISO14001 e sobre Ar, Agua, Solo e Responsabiliade Ambiental, peões e dados, além de um tabuleiro com dupla face onde cada lado tem um jogo. Clique para mais informações.

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com 2.770 pessoas em cinco regiões do país mostrou a visão dos trabalhadores em relação à qualificação da mão de obra. Em meio aos inativos, a falta de qualificação (compreendida como capacitação teórica e como experiência prática) é um fator relevante para a definição da situação ocupacional de grande parcela. Mais de um terço dos inativos explica seu afastamento da atividade laboral por meio da ausência de adequada e suficiente qualificação ocupacional.

Em meio aos trabalhadores assalariados, formais e informais, a qualificação (entendida estritamente como formação escolar regular e formação técnico-profissionalizante é um fator com peso apenas relativo dentro do processo de sua seleção para um emprego. Outros fatores (como a apresentação de referências pessoais, a experiência pretérita na atividade a ser desenvolvida etc.) têm um peso maior nesse processo.

Em meio aos trabalhadores por conta própria/pequenos empregadores, a qualificação (concebida como capacitação para a gestão de negócios) é um fator com peso reduzido dentro do processo de aprimoramento do desempenho econômico de seus empreendimentos. Outros fatores (como a menor incidência de tributos, o maior acesso a crédito ou a maior adequação do local de atividade) têm peso superior nesse processo.

Em meio aos trabalhadores desempregados, à semelhança dos inativos, a falta de qualificação (concebida como capacitação teórica e como experiência prática) é um fator importante para a explicação da condição laboral de grande parcela. Ou seja, na visão dos entrevistados, a falta de qualificação é um fator explicativo relevante da condição de desemprego.

De acordo com o gráfico a seguir, a falta de qualificação parece ser um fator importante para 37,7% dos inativos não terem procurado trabalho na última semana (ou mesmo nunca terem procurado trabalho ao longo de sua vida). Em outras palavras, mais de um terço dos inativos explicam seu próprio afastamento da atividade laboral por meio da ausência de qualificação ocupacional.

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

O gráfico a seguir mostra que a formação escolar regular, bem como a formação técnico-profissionalizante, parece ser uma exigência com peso apenas relativo no processo de contratação assalariada (12,4%). Outros requisitos, como a apresentação de referências pessoais (21,3%), a experiência na atividade a ser desenvolvida (23,1%) ou mesmo a ausência de quaisquer requisitos (25,8%) parecem ter um peso maior nesse processo de contratação.

As tabelas a seguir mostram que, no caso dos trabalhadores por conta própria e dos pequenos empregadores, a falta de qualificação não parece ser propriamente um fator de destaque no processo de aprimoramento de desempenho de seus empreendimentos econômicos. Somente 1,7% dos entrevistados consideram que esse desempenho é efetivamente prejudicado pela sua menor qualificação diante dos concorrentes. Além disso, apenas 2,5% dos respondentes acreditam que tal desempenho possa ser decisivamente aprimorado por meio de maior qualificação em gestão de negócios. Ou seja, a qualificação do trabalhador não parece ser um fator que explique o melhor (ou pior) desempenho dos pequenos empreendimentos por conta própria.

Por fim, no caso dos trabalhadores desempregados, à semelhança dos inativos, a falta de qualificação parece ser um fator importante para a explicação de sua condição laboral. Entre as razões para as dificuldades enfrentadas pelos entrevistados na busca por uma ocupação, destaca-se a ausência de capacitação teórica e, simultaneamente, de experiência prática (23,7%). Este percentual é algumas vezes maior do que aquele verificado em fatores relacionados ao posto de trabalho (como o baixo salário oferecido, a longa distância de casa ou a jornada excessiva de trabalho), associados ao próprio trabalhador (como a falta de dinheiro para a procura de ocupação, a ausência de conhecimento sobre onde procurar trabalho, a discriminação no preenchimento de uma ocupação) ou vinculados à própria criação de um novo posto de trabalho (a falta de recursos para criar o próprio negócio, a ausência de conhecimento sobre como criar esse negócio, a complicação e a demora para criar tal negócio). Em outros termos, na visão de parcela expressiva dos entrevistados, a falta de qualificação parece ser um fator explicativo importante da condição de desemprego.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

 

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

A visão dos trabalhadores sobre os seus direitos

S O L U Ç Õ E S  P A R A  G E S T Ã O  D E  A C E R V O

 
Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. Clique para mais informações.

Os direitos dos trabalhadores brasileiros estão garantidos na Constituição e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e, para saber como isso é visto pelos trabalhadores, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez uma pesquisa sobre o assunto. Os resultados apresentados referem-se às questões respondidas por trabalhadores assalariados (formais e informais), que envolvem temáticas como a jornada de trabalho, segurança no trabalho, discriminação, assédio moral ou sexual e, também, se os trabalhadores recorrem ou não a instituições coletivas no caso de ocorrências graves em seus locais de trabalho.

Em termos de jornada de trabalho, duas questões principais foram levantadas. A primeira delas indagou se os trabalhadores realizam horas-extras habitualmente – prática vedada pelas normas que regulam a duração do trabalho. Como se verifica no gráfico 1, a ampla maioria dos assalariados formais e informais afirmou que não fazem hora extra, ainda que 29,4% dos primeiros tenham afirmado que sim. Isso porque, como pode ser examinado no gráfico 2, a maior parte dos assalariados informais possui jornadas atípicas – inferiores a 40 horas ou, então, superiores a 44 horas semanais. A propósito, 38,7% deles trabalham mais do que o limite previsto nas normas laborais, percentual superior ao dos assalariados formais (33,8%). O que talvez ocorra neste caso é que esse sobretrabalho dos informais não é por eles encarado como a realização de horas-extras, sendo percebido como parte integrante do tempo normal de seu trabalho.

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

Em termos da percepção da segurança existente no ambiente de trabalho, duas questões foram destacadas. A primeira questionou se os trabalhadores enfrentam situações que ofereçam risco à saúde ou até mesmo à vida em seus postos. Nos dois segmentos, de assalariados formais e informais, a maioria afirmou não enfrentar tais situações. Mesmo assim, deve ser destacado que, entre os formais, o percentual foi mais que o dobro do revelado pelos informais: 37,2% contra 18%, como mostra o gráfico 4.

O segundo questionamento foi se esses trabalhadores que enfrentam situação de risco em seus postos (ou seja, os que responderam afirmativamente à questão anterior) recebem ou não adicional de insalubridade ou de periculosidade na composição de seus salários. De acordo com o gráfico 5, constata-se que menos da metade dos trabalhadores nos dois segmentos recebem esses adicionais. A situação é mais gritante entre os informais, pois apenas 13,8% os recebem.

Outros dois pontos importantes levantados nesta pesquisa dizem respeito às percepções sobre casos de tratamento discriminatório ou de assédio (moral ou sexual) ocorridos no local de trabalho. Somente uma pequena parcela de trabalhadores (menos de 10% no caso de discriminação e menos de 5% no caso de assédio, para os segmentos formal e informal) afirmou perceber casos desses tipos em seus empregos. Os gráficos 6 e 7 abaixo ilustram esses resultados.

Quando se trata de trabalhadores por conta própria e de pequenos empregadores, é mais complicado discutir o respeito a direitos, bem como a observância de adequadas condições de atividade. Até porque, historicamente, os direitos previstos nas normas laborais brasileiras referem-se apenas aos trabalhadores assalariados – sejam eles com vínculos privados ou públicos, situados nas empresas, nos órgãos estatais ou nos domicílios particulares.

Não obstante, em alguma medida, uma questão ajuda a dimensionar os problemas enfrentados por trabalhadores por conta própria e por pequenos empregadores em suas atividades. Refere-se ao local de funcionamento do empreendimento econômico: se ele é adequadamente estruturado, dedicado às atividades a serem realizadas. Verifica-se no gráfico 9 que 59,2% dos entrevistados, que são trabalhadores por conta-própria e pequenos empregadores, relatam que esse local é precário – percentual que engloba situações em que o local é o domicílio do trabalhador, o seu veículo automotor, a via pública, entre outros.

Na verdade, o direito do trabalho nasceu da necessidade social de se buscar um mecanismo que servisse para intermediar os conflitos entre o capital e o trabalho, assegurando ao trabalhador ¾ a parte mais fraca da relação de emprego ¾ uma proteção capaz de equilibrar a sujeição ao poder total de submissão e domínio do dono do capital (patrão), Se há um universo de desemprego crescente, relevante é o papel da Justiça do Trabalho e inarredável a aplicação do princípio de proteção ao hipossuficiente.

Patricia Peck Pinheiro, advogada especialista em direito digital e sócia fundadora da Patricia Peck Pinheiro, aponta um problema novo: os aspectos legais do monitoramento com câmeras nos locais de trabalho. “Vivemos uma sociedade mais vigiada, monitorada e como fica a questão da privacidade? Logicamente que a proteção do indivíduo é uma grande conquista da humanidade em termos de ordenamento jurídico, no entanto, muitas vezes, a mesma cede lugar para a segurança coletiva, e há previsão legal neste sentido em vários países, inclusive no Brasil. Mas há limites? Pode-se observar uma pessoa no terraço do prédio, fazendo topless através do Google Earth sem que isso gere um risco jurídico? Esta realidade mais exposta, mais transparente, trouxe uma série de novos serviços relacionados à vigilância, especialmente com câmeras, cada vez mais conectadas, possíveis de serem verificadas via web, via celular. Há dois tipos de monitoramento em franco crescimento: vias públicas e ambientes corporativos ou domésticos (sejam empresas ou mesmo condomínios). No tocante a via pública, a discussão é diminuta, visto que em princípio a pessoa não pode alegar “invasão de privacidade” estando em um local público. No entanto, deve-se ter cuidado com a armazenagem e o acesso a este conteúdo, e o seu fornecimento a terceiro só pode ocorrer através de uma ordem judicial, especialmente quando se tratar de câmeras em prédios que apontam para calçada ou para a rua (não é uma câmera instalada na própria via pública como ocorrem em cruzamentos e semáforos). Já para realização do monitoramento corporativo ou doméstico por câmeras sem riscos legais, deve-se sempre fazer o seus aviso prévio, em especial no local principal de entrada do recinto (perímetro físico). Visto que a regra é a proteção da privacidade do indivíduo a não ser que seja feito aviso prévio ou haja uma ordem judicial, para se evitar infração a Constituição Federal, art. 5º, inciso IV, X, XII, XXVIII, XIX e XXXV, artigos. 21 a 23 do Código Civil, e a própria Lei de Interceptação”, explica.

Além disso, segundo a advogada, deve-se ter muito cuidado com a armazenagem do conteúdo coletado, pois o mesmo só poderá ser transcrito e utilizado em face de investigação e nos limites de uso das imagens necessárias para tanto. Logo, há uma crescente preocupação com se garantir a confidencialidade do mesmo. Por isso, recomenda-se que seja feito treinamento específico da equipe responsável por analisar as imagens e o conteúdo deve ter controle de acesso rígido. Houve um caso recente em que o segurança de um condomínio que via o que ocorria através das câmeras do elevador, separava algumas cenas envolvendo condôminos e as publicava no Youtube. Apesar do aviso prévio de monitoramento não se tem o direito de usar o conteúdo coletado para qualquer finalidade, muito menos expor o mesmo desta forma. No caso em tela, houve clara infração a privacidade e foi movida ação de indenização contra o prédio. Também se deve observar para não haver tratamento que possa expor o colaborador ao ridículo, tampouco gerar algum tipo de perseguição (colocar a câmera vigiando apenas ele e não todos).

“Devido à terceirização do serviço de vigilância e monitoramento por câmeras, é essencial que o contrato preveja estas obrigações, delimitando claramente quais são do cliente e quais do prestador de serviço. Já houve caso de a contratante não avisar suas equipes sobre o monitoramento e a pessoa ajuizar ação contra a empresa prestadora do serviço, pois afinal, quem detinha a propriedade do equipamento e coletava as imagens era ela de fato. Concluindo, quando bem feito o monitoramento, além de se ter a imagem do flagrante, tem-se também mais prevenção. Pois o aviso prévio ajuda a evitar a conduta indevida”.

 Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

 

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

Material escolar: a certificação obrigatória irá melhorar a sua qualidade?

Materiais escolares são definidos como os produtos usados em ambiente escolar ou atividades educativas por crianças menores de 14 anos, incluindo lancheiras, apontadores, estojos, pastas, mochilas, canetas, lápis, lapiseiras, giz de cera, pincéis, tintas, borrachas, colas, réguas, corretores, tesouras de ponta redonda. A partir de 7 de junho de 2012, segundo o Inmetro, todos eles terão que passar por certificação obrigatória e esse prazo foi determinado pela Portaria nº 481/2010 publicada em 7 de dezembro de 2010. Os fabricantes e importadores terão mais um ano para vender os produtos sem certificação, e as lojas terão que zerar o estoque até 7 de abril de 2014. Os requisitos têm como objetivo evitar acidentes que podem colocar em risco a saúde e a segurança de crianças. Não foram incluídos na certificação: livros, revistas e gibis, giz para quadro negro e mobiliário escolar, além de produtos enquadrados em outros regulamentos, como brinquedos e artigos de festa.

Prazos para adaptação
7 de junho de 2012 Fabricantes e importadores não poderão mais fabricar e importar artigos escolares sem certificação
7 de junho de 2013 Fabricantes e importadores não poderão mais vender para o varejo artigos escolares sem certificação
7 de abril de 2014 O comércio varejista só poderá vender artigos escolares certificados pelo Inmetro

Para Fabiano Marques de Paula, superintendente do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP), o objetivo dessa medida dói o de minimizar os acidentes de consumo e aumentar a segurança dos produtos comercializados, importados ou fabricados no Brasil. Estão incluídos nesse enquadramento: borrachas, canetas esferográficas, rollers e hidrográficas, colas, compassos, corretores, curvas francesas, esquadros, estojos, giz de cera, lápis, lapiseiras com grafite de até 1,6 mm de diâmetro, marcadores de texto, massas de modelar e plásticas, merendeiras e seus acessórios, normógrafos, pastas com aba elástica, réguas, tesouras de ponta redonda, tintas guache, nanquim,, aquarela, pintura a dedo e transferidores.

Esses materiais terão que ser submetidos a testes químicos, mecânicos, físicos, elétricos ou biológicos, dependendo do tipo de produto, atendendo aos requisitos da norma brasileira NBR 15236, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). De acordo com essa norma, os artigos escolares, não devem conter partes pequenas e pontiagudas. As embalagens precisam informar se os objetos possuem peças possíveis de quebrar e serem engolidas ou inaladas. A norma estabelece ainda os limites para as substâncias presentes em tintas e plásticos coloridos utilizados nas lancheiras. Tintas, colas e massas de modelar também necessitam atender aos requisitos, de modo a não causarem intoxicação ou irritarem a pele”, assinala Fabiano.

Ele aduz que os fabricantes e importadores têm até 9 de junho de 2012 para se adaptar à regra e, a partir de 9 de abril de 2014, não poderá mais ser encontrado no comércio varejista material escolar sem certificação do Inmetro, sob pena de serem apreendidos pelos fiscais do Ipem. Toda a cadeia responsável será autuada, podendo arcar com multas pesadas. “Será um avanço considerável na nossa legislação e um passo histórico para a defesa do consumidor, especialmente dos estudantes. Basta pensar o que isso representará para a melhoria da qualidade do material oferecido nas escolas públicas, que deverão ter sua eficiência comprovada também, contribuindo para tirar do mercado os maus comerciantes, as borrachas que não apagam ou as canetas que não escrevem”.

A norma NBR 15236 define os requisitos para os materiais escolares, depois de uma revisão do programa que já certificava voluntariamente os artigos escolares desde 2007 e agora têm como objetivo minimizar as ocorrências de acidentes que podem colocar em risco a saúde e a segurança de crianças que utilizam estes produtos. Para obter o selo de identificação da conformidade, os artigos escolares terão que ser submetidos a testes químicos, mecânicos e elétricos, dependendo do tipo de produto. Após a publicação da portaria definitiva, tão logo seja concluída a consolidação dos comentários enviados, fabricantes e importadores terão 12 meses e comerciantes terão 36 meses para se adequarem às normas estabelecidas. Terminados estes prazos, os fornecedores que apresentarem produtos não conformes estarão sujeitos às penalidades previstas na lei.

Além disso, esses produtos, todo começo de ano, sofre uma variação de preço astronômica. Segundo o Procon-SP, eles apresentam apresenta diferença de preço de até 163%. O levantamento envolveu dez estabelecimentos comercias distribuídos pelas cinco regiões de São Paulo. Foram pesquisados 185 itens, mas em função do desabastecimento, 137 estão sendo divulgados. As duas maiores diferenças de preço encontradas foram:

1ª Diferença: 163,16%

Produto: Lápis Preto nº2 – unid. – Evolution c/ Borracha HB2 – Bic

Maior preço: R$ 1,00 (Momotaro – Sul)

Menor preço: R$ 0,38 (Japuíba – Norte)

Diferença valor absoluto: R$ 0,62

2ª Diferença: 150,00%

1) Produto: Lápis Preto nº2 – unid. – Redondo HB2 – Bic

Maior preço: R$ 0,70 (Momotaro – Sul)

Menor preço: R$ 0,28 (Japuíba – Norte)

Diferença valor absoluto: R$ 0,42

2) Produto: Caneta Esferográfica (Diversas Cores) – unid. – Cis Fix  – Cis  

Maior preço: R$ 0,50 ( Universitária – Centro)

Menor preço: R$ 0,20 (Japuíba – Norte)

Diferença valor absoluto: R$ 0,30

3) Produto: Régua Plástica Cristal – 30cm (fina) – unid. – REF. 1041 – Bandeirante

Maior preço: R$ 0,50 (Lapapel – Oeste)

Menor preço: R$ 0,20 (Japuíba – Norte)

Menor preço: R$ 0,20 (Magno’s – Norte)

Diferença valor absoluto: R$ 0,30

Do total dos itens comparados, o estabelecimento Kopell (Região Leste) foi o que apresentou a maior quantidade de produtos com menor preço (39 produtos). Na comparação de preços, entre menor e maior valor, foi constatado ainda que, entre os 137 itens: 71 itens tiveram diferença de preço abaixo de 50%; (51,82% do total); 51 itens tiveram diferença de preço entre 50 e 100%; (37,23% do total); e 15 itens tiveram diferença de preço de 100% ou mais (10,95% do total).

Os técnicos do Procon-SP esclarecem que esta pesquisa tem como principal objetivo fornecer ao consumidor uma amostra das diferenças de preços que ele pode encontrar no mercado de material escolar, chamando a atenção para a necessidade da comparação antes da compra. Os preços dos produtos podem ter variações consideráveis de um estabelecimento para outro, inclusive por ocasião de descontos especiais e promoções. Por isso, o consumidor deve fazer uma pesquisa em vários estabelecimentos, negociar descontos e prazos para pagamento. A compra em conjunto pode facilitar as negociações.

Para garantir o orçamento doméstico no início do ano, já bastante comprometido com as faturas de compras do final do ano passado e de impostos e taxas para o ano vigente, é fundamental racionalizar a compra de material escolar, buscando aproveitar materiais utilizados no ano anterior, que estejam em boas condições de uso. Outra dica importante é promover e participar da troca de livros didáticos entre alunos que cursam séries diferentes. Na busca pelo menor preço é importante que o consumidor não se esqueça de atentar pela qualidade e procedências dos produtos, evitando ter de efetuar novamente compras de materiais que deveriam durar ao menos até o final do ano letivo.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A

Empreender com sucesso: uma missão difícil, mas não impossível

   
 

 

Na corda bamba. É assim que o mundo empresarial vive o seu dia a dia. O empresário vive entre os altos e baixos provocados pelas constantes mudanças dos ambientes internos e externos, aos quais estão submetidos. Para manter-se competitiva, uma organização deve valer-se de um artifício fundamental – a administração estratégica – que permita uma visão clara e coerente de seus objetivos e metas em todos os níveis da organização e um controle que permita a operacionalidade da estratégia do negócio.

A administração estratégica permite a antecipação às mudanças do mercado, mas essas mudanças podem ocorrer de forma totalmente inesperada e é neste caso que o empreendedorismo faz a diferença, o poder de inovação empreendedora garante a vantagem competitiva, uma vez que destrói um conceito, uma decisão estática, de forma criativa e encontra uma solução onde ninguém imaginou encontrar. Está diretamente relacionada ao empreendedorismo, em uma forma de gestão da administração moderna e, sendo relacionada com a capacidade empreendedora do administrador, destaca a importância do controle e do ajuste do plano estratégico frente às mudanças ambientais como elementos essenciais para a viabilidade do negócio, mas mantendo vivo espírito empreendedor, a motivação para tentar novamente quando for necessário e a responsabilidade em assumir riscos.

Sonia Jordão, especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora (contato@soniajordao.com.br), acredita que o empreendedor é uma pessoa criativa, inovadora, marcada pela capacidade de estabelecer e atingir objetivos. É aquele que desenvolve e realiza visões, usando-as para detectar oportunidades de negócios e tomar decisões moderadamente arriscadas. Ele cria um novo negócio em função do risco e da incerteza, com o propósito de conseguir lucro e crescimento, mediante identificação de oportunidade de mercado. “Antes de se iniciar no mundo empresarial é importante que o empreendedor realize uma autoavaliação, refletindo sobre aspectos de sua personalidade. Qualquer que seja o negócio, ele necessita ter uma força sempre presente: a automotivação. Além de ser motivado, é necessário procurar desenvolver algumas características para ter sucesso como empreendedor”, diz.

Jordão relaciona algumas das qualidades dos empreendedores de sucesso:

  • Capacidade de assumir riscos: Os riscos fazem parte de qualquer atividade e é preciso aprender a administrá-los. Arriscar significa ter coragem para enfrentar desafios, ousar a execução de um empreendimento novo e escolher os melhores caminhos conscientemente.
  • Saber aproveitar oportunidades: O empreendedor tem que estar sempre atento e ser capaz de perceber, no momento certo, as oportunidades de negócio que o mercado oferece.
  • Conhecer o ramo do negócio: Quanto mais se dominar o ramo em que pretende atuar, maiores serão as chances de êxito. Se já tem experiência no setor, ótimo. Se não tem, é preciso investir em cursos, treinamentos, livros…
  • Ser organizado: O empreendedor deve ter senso de organização e capacidade de utilizar-se dos recursos de forma lógica e racional. A organização facilita o trabalho e economiza tempo e dinheiro.
  • Capacidade de tomar decisões: O empreendedor deve ser capaz de tomar decisões corretas no momento exato, estar bem informado, analisar friamente a situação e avaliar as alternativas para poder escolher a solução mais adequada. Essa qualidade requer vontade de vencer obstáculos, iniciativa para agir objetivamente, e confiança em si mesmo.
  • Ser líder: O empreendedor deve saber definir objetivos, orientar a realização de tarefas, combinar métodos e procedimentos práticos, incentivar pessoas no rumo das metas definidas e produzir condições de relacionamento equilibrado entre a equipe de trabalho em torno do empreendimento. Bons líderes tendem a ser pessoas que estão sempre somando alguma coisa a uma situação.
  • Ter talento: O empreendedor precisa ter talento e certa dose de inconformismo diante das atividades rotineiras para transformar simples ideias em negócios efetivos.
  • Ser independente: O empreendedor precisa soltar as amarras e, sozinho, determinar seus próprios passos, seus caminhos, decidir o rumo de sua vida enfim, ser seu próprio patrão.
  • Manter otimismo: O empreendedor nunca deixa de ter a esperança de ver seus projetos realizados, porque é bem informado, conhece o chão em que pisa e tem confiança em seu desempenho profissional.
  • Ser competitivo: Para o empreendedor se tornar competitivo em primeiro plano teremos que estar abertos às mudanças que acontecem ao redor do mundo e rever paradigmas.
  • Ter autoconfiança: A autoconfiança é um elemento importante para os negócios do empreendedor, ela pode fazer a diferença entre o seu sucesso e o fracasso de outro.
  • Possuir capacidade de aprendizagem: Discordâncias e conflitos são necessários e até desejáveis. Sem isso não existirá entendimento, sem entendimentos só se tomam decisões erradas.
  • Ser sensível a outros.
  • Ser assertivo e em agressivo em relação aos negócios, quando necessário.
  • Ter tendência a confiar nas pessoas.
  • Buscar a lucratividade continuamente.
  • E, ser entusiasmado com seu negócio.

As características do comportamento empreendedor envolvem um conjunto de realizações (busca da oportunidade, ter iniciativa, correr riscos calculados, exigir qualidade e eficiência, ter persistência e comprometimento) e um conjunto de planejamento (busca de informações, estabelecimento de metas, planejamento e monitoramento sistemáticos). O empreendedor associa visão (de sonhador, artista, inventor, planejador) com a ação (trabalhador e gerente de linha). Não basta ter uma boa formação acadêmica e ficar estagnado. O momento é de aprendizado permanente, de buscar uma capacitação profissional que facilite a realocação ou recolocação e/ ou montagem do próprio negócio. A capacidade de surpreender o cliente é considerada o diferencial dos empreendedores de sucesso. Por isso, o empreendedor precisa inovar na relação com o seu cliente. Um bom empreendedor sabe que o cliente é a razão de sua empresa existir. Por isso, deve-se exercitar a flexibilidade e deixar a criatividade fluir. Pessoas talentosas são aquelas que vivem seu tempo, são flexíveis, democráticas, curiosas, observadoras, atentas aos detalhes e que se negam a “envelhecer”. A inovação resgata a pessoa no trabalho e na vida”, conclui.

 Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

 

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=1&indice=A