A recuperação de equipamentos “Ex” para atmosferas explosivas

Entenda as instruções, principalmente de natureza técnica, sobre os serviços de reparo, revisão, recuperação e modificação de equipamentos “Ex” projetados para utilização em atmosferas explosivas; é aplicável à revisão e recuperação, as quais mitigam deficiências identificadas durante a operação, inspeção e manutenção; não apresenta orientações sobre cabos e sistemas de fiação que possam requerer revisão quando o equipamento for reinstalado; e não é aplicável ao tipo de proteção “m”.

A NBR IEC 60079-19 de 09/2020 – Atmosferas explosivas – Parte 19: Reparo, revisão e recuperação de equipamentos fornece instruções, principalmente de natureza técnica, sobre os serviços de reparo, revisão, recuperação e modificação de equipamentos “Ex” projetados para utilização em atmosferas explosivas; é aplicável à revisão e recuperação, as quais mitigam deficiências identificadas durante a operação, inspeção e manutenção; não apresenta orientações sobre cabos e sistemas de fiação que possam requerer revisão quando o equipamento for reinstalado; e não é aplicável ao tipo de proteção “m”.

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O que deve conter o relatório de serviço para o usuário?

O que deve ser feito em relação aos dispositivos de fixação dos equipamentos?

Como se deve proceder em relação às exclusões de algumas peças componentes?

Como deve ser executada a brasagem ou soldagem?

Quando um equipamento é instalado em áreas onde concentrações perigosas e quantidades de gases, inflamáveis vapores ou poeiras podem estar presentes na atmosfera, medidas de proteção são aplicadas para reduzir a possibilidade de explosão devido à ignição por arcos, centelhamento ou superfícies quentes produzidas em operação normal ou sob condições de falhas especificadas. Essa parte é complementada por outras normas aplicáveis da IEC, por exemplo, a série IEC 60034, em particular pela IEC 60034-23, e também se refere à série IEC 60079, e suas respectivas partes apropriadas para os requisitos adequados de projeto de equipamentos elétricos.

O método de proteção contra o risco de ignição de uma atmosfera explosiva fornecida por cada tipo de proteção varia de acordo com as suas respectivas características. Este documento apresenta orientações práticas para a manutenção dos tipos de proteção dos equipamentos reparados. Este documento também indica os procedimentos para reparo, revisão ou recuperação, e verificação do cumprimento contínuo do equipamento com os requisitos do certificado de conformidade ou com as normas dos tipos de proteção aplicáveis, quando um certificado de conformidade “Ex” não estiver disponível.

Pretende-se que os usuários utilizem as instalações de serviço mais adequadas para qualquer tipo de equipamento, quer sejam as instalações do fabricante ou de um reparador competente e adequadamente equipado. Este documento reconhece a necessidade de um nível de competência para reparo, revisão e recuperação de equipamentos. Alguns fabricantes podem recomendar que os equipamentos sejam reparados somente por eles.

Grande parte do conteúdo deste documento refere-se ao reparo e à revisão de máquinas elétricas. Isto é, porque eles são itens de equipamentos “Ex” reparáveis nos quais, independentemente dos tipos de proteção envolvidos, existem similaridades suficientes de construção, tornando possível a indicação de instruções mais detalhadas para seu reparo, revisão, recuperação ou modificação. As seções pertinentes desta norma são aplicáveis sobre o reparo ou recuperação destes outros tipos de proteção, mas se um componente “m” apresentar falha, ele pode somente ser substituído. Os requisitos adicionais para reparo para o tipo de proteção “m” a inda.

Os serviços de reparo ou revisão que afetem o tipo de proteção devem ser assumidos como estando em conformidade com os documentos de certificação, quando: as  peças do fabricante ou peças especificadas de acordo com a documentação indicada forem utilizadas; o reparo ou modificação forem realizados especificamente como detalhado nesta norma e nos documentos de certificação; e quando forem realizados por pessoas competentes.

Em certas circunstâncias, quando a documentação aplicável indicada não estiver disponível, então os serviços de reparos e revisões devem ser realizados nos equipamentos de acordo com esta norma e com outras normas aplicáveis para as quais os equipamentos tenham sido originalmente verificados. As etapas realizadas para obter a documentação aplicável devem ser registradas nos relatórios da empresa de serviço de reparo.

Se o equipamento tiver sido modificado, este deve estar de acordo com os requisitos de 4.3.2.6, quando um novo certificado é requerido para ser emitido, ou então o equipamento não é mais considerado adequado para utilização em áreas classificadas. Em alguns casos, de acordo com os requisitos legais, a recuperação não pode ser realizada sem documentação relevante para o equipamento do Grupo I, a menos que seja submetida a reensaios completos e que um novo certificado de equipamento “Ex” seja emitido.

Se outras técnicas de reparos ou de alterações forem realizadas e não estiverem de acordo com esta norma, então é necessário confirmar com o fabricante ou com o organismo de certificação que emitiu o certificado que o equipamento continua adequado para utilização em atmosferas explosivas. Existem evidências sobre ocorrências de equipamentos Ex “d” que passaram em ensaios de propagação com o interstício ajustado no valor máximo especificado pelo fabricante, mas que falharam no ensaio, quando ajustados para os valores máximos de interstício permitidos pela norma Ex “d”.

Como tais equipamentos não são necessariamente marcados com um sufixo “X” no número do certificado do equipamento “Ex”, não existe uma forma de conhecer se o equipamento pode ser reparado com segurança para os valores permitidos pela norma ou se o equipamento necessita ser reparado para o menor interstício especificado nos documentos de certificação. Desta forma, na ausência de documentos de certificação que mostrem os interstícios utilizados pelo fabricante, as empresas de serviços de reparo devem utilizar as orientações fornecidas pela tabela abaixo.

Convém que o usuário do equipamento “Ex” esteja ciente de qualquer legislação aplicável no que diz respeito à inspeção periódica e verificação, para assegurar que o equipamento elétrico instalado em atmosferas explosivas seja adequado para a finalidade. Convém que o usuário considere se existem equipamentos e instalações suficientes e que competências pessoais estejam disponíveis para a execução dos serviços de reparo e revisão de tais equipamentos pelo usuário, ou se é recomendada a contratação de empresa de prestação de serviços de reparo e revisão especializada.

Adicionalmente, é recomendado que as informações apresentadas ao usuário por empresas de serviços e de montagem de terceira parte sejam suficientes e que atendam aos requisitos de segurança e saúde ocupacional. O usuário é responsável pela obtenção dos certificados dos equipamentos “Ex” e de outros documentos

relacionados como parte original do acordo de compra dos equipamentos “Ex”. Convém que toda a documentação pertinente (ver 4.3.2.4.1) obtida como parte do contrato original de compra, em conjunto com os registros de quaisquer reparos, revisões ou modificações anteriores, seja mantida em prontuário de verificação e disponibilizada para as empresas de serviços.

A documentação e os registros são normalmente arquivados no prontuário das instalações do usuário durante toda a vida útil do equipamento. É do interesse do usuário que o reparador seja notificado, sempre que possível, da falha e da natureza do trabalho a ser realizado e de qualquer informação importante da aplicação, por exemplo, uma máquina elétrica alimentada por um conversor de frequência.

Convém que o usuário alerte o reparador quanto aos requisitos específicos das especificações técnicas, caso sejam suplementares às diversas normas, como, por exemplo, um grau de proteção mais elevado devido às condições ambientais da aplicação. O reparador deve ser informado de qualquer requisito legal adicional para a conformidade com o certificado do equipamento “Ex”.

A reinstalação de um equipamento reparado deve ser realizada de acordo com a NBR IEC 60079-14. É um requisito da NBR IEC 60079-14 que, antes que os equipamentos reparados ou recuperados serem recomissionados, que os cabos e os sistemas de fiação sejam verificados para assegurar que não estejam danificados e que estejam apropriados para o tipo de proteção. Requisitos específicos legais nacionais ou regionais podem ser aplicáveis às atividades de reparo ou revisão.

Convém que o usuário verifique se a empresa de serviço de reparo escolhida pode demonstrar conformidade com os requisitos desta norma e requisitos regulatórios. A entidade de serviços, que pode ser o fabricante, o usuário ou uma empresa de serviço de reparo de terceira parte, deve estar ciente sobre os requisitos legais específicos indicados na legislação nacional ou regional aplicável, que pode estabelecer critérios para atividades de reparo e revisão. As empresas de serviço de reparo devem possuir um sistema de gestão da qualidade implementado que inclua os requisitos descritos a seguir. As NBR ISO 9001 e NBR ISO/IEC 80079-34 apresentam orientações adicionais.

Cada empresa de serviço de reparo deve indicar uma “pessoa responsável” com a competência requerida (ver Anexo B) dentro da estrutura organizacional, para assumir a responsabilidade e possuir autoridade para assegurar que o equipamento “Ex” revisado ou reparado esteja de acordo com o certificado de conformidade do equipamento “Ex” e com os requisitos do usuário. A pessoa responsável indicada deve possuir conhecimentos de trabalho dos requisitos das normas dos tipos de proteção “Ex” e compreensão desta norma.

Um planejamento de processo da qualidade deve ser estabelecido, incorporando as atividades apropriadas de inspeção, diagnósticos, ensaios e procedimentos de verificação, de forma a assegurar que os serviços de reparo e revisão atendam aos requisitos funcionais e de conformidade desta norma, de outras normas aplicáveis, ou aos requisitos do certificado do equipamento “Ex”e dos documentos de certificação, de forma a serem capazes de assegurar ao usuário a adequabilidade de reinstalação do equipamento “Ex” em área classificada.

A empresa de serviço de reparo deve estabelecer procedimentos ou instruções de trabalho para os serviços de reparo e revisão de equipamentos “Ex”. A empresa de serviço de reparo deve identificar e registrar a faixa de ensaios e de precisão de medições e suas limitações para utilização nos serviços de reparo e revisão de equipamentos “Ex”. A empresa de serviço de reparo deve manter um sistema de calibração de instrumentos e equipamentos de medição de acordo com normas nacionais ou internacionais.

A empresa de serviço de reparo deve manter registros, os quais devem ser legíveis, que proporcionem a rastreabilidade dos resultados medidos com instrumentos de medição calibrados para registro de medições específicas, sendo que os registros devem ser acessíveis durante o período de manutenção especificado. Quando da condução dos serviços de medições dimensionais e elétricas, a empresa de serviço de reparo deve registrar os valores de como “recebido” e “após o reparo” nos relatórios, para referência futura.

A empresa de serviço de reparo deve estabelecer um programa interno de auditoria para avaliar a efetividade da empresa de serviço de reparo, no atendimento dos requisitos desta norma. Quando um processo de reparo pode afetar a integridade de um tipo de proteção e quando a integridade resultante pode não ser verificada após o reparo, aquele processo específico deve ser medido e monitorado para demonstrar a conformidade com os parâmetros requeridos. Quando os ensaios forem requeridos, estes devem ser executados como especificados nesta norma, ou em outras normas aplicáveis, não sendo permitidas técnicas de amostragem.

Quando equipamentos não conforme forem identificados, a empresa de serviço de reparo deve avaliar o risco, para determinar as ações corretivas necessárias e manter os registros para identificar o usuário e os detalhes completos das ações corretivas tomadas. A empresa de serviço de reparo deve possuir instalações adequadas para as atividades de reparo e revisão, bem como os equipamentos apropriados necessários, além de pessoal treinado com a competência requerida (ver Anexo B), com autoridade para executar atividades, levando em consideração os tipos de proteção “Ex” específicos envolvidos.

A empresa de serviço de reparo deve conduzir uma avaliação da situação do equipamento a ser reparado, bem como concordar com a situação esperada pelo usuário do equipamento após os serviços de reparo, e também com o escopo dos serviços a serem executados. Os serviços de reparo e revisão requerem que a empresa de serviço de reparo confirme os requisitos “Ex” relacionados com o tipo de proteção, de forma a tornar possível verificar a conformidade com os documentos da certificação ou outras normas aplicáveis, incluindo as condições específicas de utilização.

É recomendado que isto inclua a justificativa para a não execução de qualquer ensaio indicado nesta norma, que o usuário pode entender como incluso no serviço. A avaliação deve ser documentada e abordar as seções aplicáveis desta norma ao tipo de proteção “Ex” apropriado e ser incluída no relatório de serviço a ser entregue para o usuário. Tais avaliações devem ser executadas pela pessoa responsável, apoiada pelos executantes apropriados.

A pessoa responsável deve somente executar avaliações para os tipos de proteção “Ex” para as quais ela tenha demonstrado a devida competência. As atividades de reparo e revisão podem ser executadas fora da empresa de serviço de reparo, quando o sistema de gestão da qualidade permitir que trabalhos sejam executados em outros lugares, por exemplo, pela existência de procedimentos adicionais específicos para documentar os serviços externos de reparo e revisão.

Todo o pessoal diretamente envolvido com reparo ou revisão de equipamentos “Ex” deve ser competente ou supervisionado por uma pessoa responsável ou por um executante competente. As competências podem ser específicas para os tipos de trabalho. Os treinamentos e as avaliações são especificados no Anexo B. Quando um componente de um equipamento completo for retirado do local da instalação para reparo, como o rotor de uma máquina elétrica ou a tampa de um invólucro, e não for prática a realização de determinados ensaios, como requerido nesta norma ou pela norma do tipo de proteção “Ex” aplicável, o reparador deve documentar os detalhes dos ensaios que podem não ser executados e informá-los ao usuário por escrito, antes da continuidade do reparo. A empresa de serviço de reparo deve procurar obter todas as informações e dados do usuário ou fabricante para os serviços de reparo ou revisão do equipamento. Isto deve incluir informações referentes ao tipo de proteção aplicável, documentos da certificação e informações relacionadas com serviços anteriores de reparos, revisões ou modificações.

API STD 6AV2: a instalação e a manutenção de válvulas de segurança

Essa norma, editada em 2020 pelo American Petroleum Institute (API), fornece os requisitos para a instalação e a manutenção de válvulas de segurança. Estão incluídos os requisitos para receber a inspeção, a instalação, a manutenção, os reparos em campo e fora do local, procedimentos de ensaios com critérios de aceitação e relatório de falha e documentação. Os sistemas de energia e controle para válvulas de segurança não estão incluídos.

A API STD 6AV2:2020 – Installation, Maintenance, and Repair of Safety Valves (SSV, USV, and BSDV) fornece os requisitos para a instalação e a manutenção de válvulas de segurança. Estão incluídos os requisitos para receber a inspeção, a instalação, a manutenção, os reparos em campo e fora do local, procedimentos de ensaios com critérios de aceitação e relatório de falha e documentação. Os sistemas de energia e controle para válvulas de segurança não estão incluídos. A válvula de segurança, conforme usada nesta norma, denota uma válvula de superfície (surface safety valve – SSV), uma válvula de segurança subaquática (underwater safety valve – USV) ou uma válvula de desligamento de embarque (boarding shutdown valve – BSDV). O ensaio do sistema de desligamento de segurança e a sua frequência estão fora do escopo desta norma.

Conteúdo da norma

1 Escopo…………………….. ……….. 1

2 Referências normativas…………….. 1

3 Termos, definições, acrônimos e abreviações………….. 1

3.1 Termos e definições ………………………………… 1

3.2 Siglas e abreviações………………………. 2

4 Inspeção de recebimento……………………….. 3

5 Instalação, manutenção e ensaio. ……………. 3

5.1 Geral…………………………….. ……… 3

5.2 Procedimentos de trabalho………………… 3

5.3 Instalação…………………………….. …. 4

5.4 Ensaio………………………………………. 4

5.5 Manutenção…………………………… 4

6 Reparo e remanufatura…………………. 5

6.1 Reparo no campo de válvulas de segurança……… 5

6.2 Reparo/remanufatura fora do local da válvula de segurança…………. 6

7 Procedimentos de ensaio…………………………. 8

7.1 Geral……………………………….. ……… 8

7.2 Ensaio periódico de operação/pressão…… ……….. 8

7.3 Ensaio após a instalação/reparos de campo………….. 10

8 Relatório de falha…………………………… 12

8.1 Geral…………………………………. ……. 12

8.2 Relatório de falha…………………….. 12

8.3 Responsabilidades do relatório………………… 13

9 Requisitos de documentação………………………. 13

Anexo A (informativo) Cálculo de acúmulo de pressão…….. 16

Bibliografia…….. 26

Figuras

1 Folha de registro de reparo no campo de válvula de segurança……….. 6

2 Folha de dados de ensaio funcional da válvula de segurança para reparos de instalação/campo… …………………. 7

3 Folha de dados de ensaio funcional da válvula de segurança para ensaios periódicos…………………… 10

4 Lista de verificação de falha para válvulas de segurança de superfície e válvulas de segurança subaquáticas………. 15

A.1 Diagrama de fluxo de cálculo………………….. 18

Tabelas

A.1 Nomenclatura…………………… 17

A válvula de segurança é um conjunto de válvulas que fecha em caso de perda de alimentação. A arquitetura do sistema e os sistemas de energia/controle para válvulas de segurança são abordados nos documentos do sistema de segurança, como a API 14C. A válvula de segurança de superfície (SSV) ou válvula de segurança subaquática (USV) é normalmente a segunda válvula na corrente de fluxo da cabeça do poço e da árvore. Para uma instalação de superfície offshore, a válvula de desligamento de embarque (BSDV) é normalmente a segunda válvula no fluxo de fluxo, entre um sistema de produção subaquático e a instalação de superfície.

Esta edição da API 6AV2 contém algumas alterações principais em relação às edições anteriores. Foi alterado o título da norma para incluir válvulas de desligamento de embarque, que é um novo tipo de válvula de segurança no API 6A, 21ª Edição. O termo válvula de segurança substituiu SSV e USV em todo o documento. Este termo agora inclui SSV, USV e BSDV.

Os requisitos para reparos externos de válvulas de segurança agora se referem ao API 6AR. O ensaio e a possível reparação da válvula de segurança são tratados na norma. A operação completa do sistema para atender o operador e os possíveis requisitos regulamentares não são especificados. Foram adicionados os requisitos para o estabelecimento da definição do produto pelo provedor de serviços. O termo definição original do produto e os requisitos associados foram removidos.

BS 10008-1: a autenticidade e a integridade das informações

Essa norma, publicada pelo BSI em 2020, estabelece a autenticidade e as integridade das informações que são cada vez mais importante no mundo dos negócios de hoje – especialmente onde as informações eletrônicas são usadas na resolução de disputas ou para demonstrar conformidade. Portanto, detalha o que os usuários precisam fazer para gerenciar informações armazenadas eletronicamente (electronically stored information – ESI) de forma que retenha sua autenticidade e integridade.

A BS 10008-1:2020 – Evidential weight and legal admissibility of electronically stored information (ESI) – Specification estabelece a autenticidade e as integridade das informações que são cada vez mais importante no mundo dos negócios de hoje – especialmente onde as informações eletrônicas são usadas na resolução de disputas ou para demonstrar conformidade. Portanto, detalha o que os usuários precisam fazer para gerenciar informações armazenadas eletronicamente (electronically stored information – ESI) de forma que retenha sua autenticidade e integridade.

Essa norma se destina a organizações de usuários finais que desejam garantir que o ESI criado, inserido, armazenado e/ou transmitido em seus sistemas de gerenciamento de informações possa ser usado com confiança como evidência em qualquer disputa, dentro ou fora de um tribunal. Ou que desejam garantir que os sistemas de gerenciamento de identidade eletrônica possam ser usados com confiança como evidência em qualquer disputa, dentro ou fora de um tribunal. Ela também pode ser usada por integradores e desenvolvedores de sistemas de gestão de informações que fornecem recursos para atender aos requisitos do usuário.

Os usuários específicos podem ser os gerentes de negócios, registradores ou gerentes de TI, responsáveis pela conformidade da empresa, assessores jurídicos em instituições financeiras, seguradoras e departamentos governamentais locais. Essa norma britânica especifica os requisitos para a implementação e a operação de sistemas eletrônicos de gestão de informações. Isso inclui o armazenamento e a transferência de informações armazenadas eletronicamente (ESI). O objetivo é permitir que os usuários mantenham a autenticidade e integridade do ESI, para que seja confiável e seja aceito sem contestação ou resista a desafios com sucesso.

Tudo isso é importante em circunstâncias em que o ESI possa ser usado como evidência – seja para fins comerciais, de conformidade, legais ou de resolução de disputas. A norma abrange a gestão da disponibilidade de ESI ao longo do tempo, a transferência eletrônica ou comunicação de ESI, a vinculação de identidade eletrônica a um ESI específico, incluindo o uso de assinaturas eletrônicas e sistemas eletrônicos de direitos autorais, bem como a verificação de identidade eletrônica, maneiras de autenticar informações criptografadas e assinaturas eletrônicas e como migrar os registros em papel para microforma ou formato digital sem comprometer a qualidade.

A norma também inclui requisitos para a administração e responsabilidade da gestão de ESI ao longo de seu ciclo de vida. Aplica-se ao ESI em qualquer forma, incluindo documentos gerais de escritório, imagens eletrônicas e informações mantidas em bancos de dados e outros sistemas eletrônicos. O ESI pode ser alfanumérico, baseado em imagem e/ou gravações de voz/vídeo, capturadas de dispositivos estáticos e móveis.

Os benefícios de usar essa norma incluem maior eficiência, maior confiança e melhor gerenciamento de risco, bem como os melhores processos implementados para lidar com problemas de direitos autorais, rastreamento e verificação, o uso reduzido de papel que contribui para credenciais ambientais e custos reduzidos de armazenamento de papel, melhor alinhamento das políticas de segurança da informação da organização, gestão das informações de longo prazo mais direta, incluindo migrações mais fáceis durante as atualizações de tecnologia, continuidade e resiliência dos negócios mais fortes – as informações eletrônicas podem ter backup e proteção mais eficaz do que registros em papel com risco de danos físicos.

Esta norma não cobre os processos usados para avaliar a autenticidade e integridade do ESI antes de ser capturado ou criado no sistema. Mas, a norma contribui para o Objetivo 15 de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas sobre a proteção, restauração e promoção do uso sustentável de ecossistemas terrestres, incluindo o manejo sustentável de florestas e a redução da perda de biodiversidade, porque apoia o uso de menos papel.

Esta edição é uma revisão completa da BS 10008:2014, introduzindo algumas mudanças. Foi adicionada orientação sobre informações relacionadas à Internet das Coisas. Foram adicionados requisitos relacionados às informações gerenciadas pela tecnologia de blockchain/livro digital distribuído (DLT) e todos os aspectos técnicos deste documento foram atualizados, incluindo o armazenamento na nuvem e onde as informações são armazenadas em objetos digitais.

Conteúdo da norma

Introdução 1

1 Escopo 2

2 Referências normativas 2

3 Termos e definições 3

4 Contexto da organização 6

4.1 Geral 6

4.2 Questões 6

4.3 Requisitos 6

4.4 Limites e aplicabilidade 6

5 Liderança 6

5.1 Liderança e comprometimento 6

5.2 Declarações de política 7

5.3 Funções e responsabilidades dos trabalhadores 10

5.4 Ambiente legal e regulatório 11

6 Planejamento 11

6.1 Ações para abordar os riscos e as oportunidades 11

6.2 Objetivos e realizações 12

7 Suporte 12

7.1 Recursos 12

7.2 Competência 12

7.3 Conscientização 13

7.4 Relatórios e comunicação 13

7.5 Informações documentadas 13

8 Operação 15

8.1 Geral 15

8.2 Criação 15

8.3 Importando 16

8.4 Gestão de processos de negócios, automação de processos robóticos e sistemas de fluxo de trabalho 16

8.5 Digitalização de documentos 16

8.6 Extração de dados 17

8.7 Captura de metadados 17

8.8 Arquivos automodificáveis 17

8.9 Documentos compostos 17

8.10 ESI em bancos de dados estruturados 17

8.11 Blockchain e tecnologias de razão distribuída 18

8.12 Controle de versão 19

8.13 Sistemas de armazenamento 19

8,14 Transferência de ESI 20

8,15 Indexação e outros metadados 21

8.16 Procedimentos de saída autenticados 21

8,17 Identidade 21

8,18 Retenção, redação e descarte de ESI 22

8,19 Procedimentos de segurança da informação 23

8.20 Manutenção do sistema 24

8,21 Prestação de serviço externo 24

8.22 Teste do sistema de gerenciamento de informações 25

9 Avaliação de desempenho 25

9.1 Monitoramento, medição, análise e avaliação 25

9.2 Auditoria interna 26

9.3 Análise crítica da gestão 26

10 Melhoria 27

10.1 Não conformidade e ações corretivas 27

10.2 Melhoria contínua 27

Bibliografia 28

A informação é um ativo organizacional que precisa ser gerenciado ao longo de seu ciclo de vida, sendo freqüentemente necessária para ser usada dentro e fora de uma organização para demonstrar conformidade e/ou resolução de disputas. Se a autenticidade e/ou integridade das informações não puderem ser confiáveis, as conclusões baseadas nelas podem ser desacreditadas. Esta norma britânica especifica como as informações armazenadas eletronicamente (ESI) devem ser gerenciadas por uma organização, em um sistema de gestão das informações, para permitir que tenham um forte peso probatório e sejam comprovadamente confiáveis no que diz respeito à sua autenticidade e integridade sempre que durante seu ciclo de vida for necessário a ser usado – seja para fins comerciais, de conformidade, legais ou de resolução de disputas.

Se o sistema de gestão eletrônico de informações de uma organização estiver em conformidade com esta norma, prevê-se que o peso da evidência do ESI gerenciado pela organização será maximizado, garantindo sua confiabilidade e confiabilidade. Isso provavelmente reduzirá o esforço e o custo envolvidos na resolução de disputas, pois o foco do processo de resolução estará menos preocupado com a autenticidade ou integridade do ESI divulgado do que seria o caso se o sistema de gestão não estivesse em conformidade com esta norma. Também se prevê que a conformidade com esta norma minimizará os riscos envolvidos na retenção de ESI a longo prazo.

O BSI publicou inicialmente o PD 0008, Código de Prática para Peso de Prova e Admissibilidade Legal, em 1996. Este código de prática foi amplamente adotado e é referenciado, por exemplo, pelo Código de Prática Lord Chancellor sobre a gestão de registros [3] publicado sob a Seção 46 da Lei de Liberdade de Informação de 2000 e no equivalente escocês, o Código de Prática sobre a gestão de registros emitido [5] sob a Seção 61 da Liberdade de Informação (Escócia) Lei de 2002 [6]. A edição de 2004 foi emitida como BIP 0008 de acordo com as alterações de procedimento do BSI. Em 2008, para refletir as solicitações dos adotantes do Código de Prática do BIP 0008, foi publicada uma especificação padrão formal, BS 10008: 2008, Peso da prova e admissibilidade legal da informação eletrônica – Especificação. Foi substituído pela edição de 2014, que agora é substituída por esta edição.

Esta norma é complementada por recomendações e orientações na BS 10008-2. Sua publicação reflete as solicitações dos adotantes do BIP 0008 para um padrão formal de conformidade. As recomendações detalhadas e orientações fornecidas na BS 10008-2 destinam-se a auxiliar na implementação bem-sucedida desta parte da BS 10008. A BS 10008-2 substitui o BIP 0008 (agora retirado), que consistia em três partes que tratavam separadamente de armazenamento, transferência e vinculação de identidade para ESI; BS 10008-2 consolida essas três partes em um único código de prática. A Lista de Verificação de Conformidade BIP 0009 fornece uma ferramenta que permite a demonstração da conformidade com esta norma britânica juntamente com as partes apropriadas da BS 10008-2.

A edição anterior do BS 10008 e código de prática associado, BIP 0008, concentrou-se nas coleções estáticas do ESI de uma maneira muito controlada; no entanto, ESI agora está sendo criado usando dispositivos móveis, que incluem os telefones celulares, câmeras usadas no corpo (por exemplo, por ciclistas, polícia, oficiais de justiça, guardas de trânsito), câmeras do painel (frontal e traseira), drones, sistemas de CFTV (públicos e privados), radares (estáticos e portáteis), cobertura de televisão e campainhas com sensores de movimento. Este documento se aplica a todos esses métodos de captura, mas requer procedimentos adicionais para impor controles sobre como este ESI será gerenciado.

A instalação em conformidade dos aparelhos a gás

Conheça os parâmetros de projeto, construção, reforma, adequação e inspeção, para instalação de aparelhos a gás. Estabelece os requisitos de instalação de aparelhos a gás com pressão nominal não superior a 2,0 kPa para gás natural (GN) e 2,8 kPa para gás liquefeito de petróleo (GLP). 

A NBR 13103 de 08/2020 – Instalação de aparelhos a gás — Requisitos estabelece os requisitos de projeto, construção, reforma, adequação e inspeção, para instalação de aparelhos a gás. Estabelece os requisitos de instalação de aparelhos a gás com pressão nominal não superior a 2,0 kPa para gás natural (GN) e 2,8 kPa para gás liquefeito de petróleo (GLP). Estabelece requisitos de instalação para os seguintes aparelhos a gás: a) aparelho de cocção (domestic gas cooking appliance) (NBR 13723-1); aquecedor de água a gás tipo instantâneo (instantaneous water heater) (NBR 8130); aquecedor de água a gás tipo acumulação (storage water heater) (NBR 10542); aquecedor de ambiente domésticos não ligados à chaminé (space heaters not vented) (NBR 15203); secadora de roupa a gás (laundry/clothes dryers) (EN 1458, ANSI Z21.5.1 e ANSI Z21.5.2); lareira a gás (gas-fired room heaters/gas fireplaces vented) (ANSI Z21.11.2); aparelho a gás para preparação de refeições (gas food service equipment) (ANSI Z83.11); aquecedor de piscina (gas-fired pool heaters) (ANSI Z21.56); aquecedor radiante (gas-fired outdoor infrared patio heaters) (ANSI Z83.20); chama decorativa externa (outdoor decorative gas appliance) (ANSI Z21.97); aquecedor de ambiente ligados à chaminé (vented gas-fired space heating appliances (ANSI Z21.86).

Os requisitos de construção e ensaios dos aparelhos a gás listados são estabelecidos nas normas específicas indicadas e apresentadas na Bibliografia. Esta norma não se aplica a instalação de aparelhos a gás em ambientes móveis (por exemplo veículos, motor home, etc.). A não ser que seja especificado de outra forma por regulamentação legal, os requisitos desta norma não são aplicáveis aos projetos que já estejam concebidos e protocolados junto às autoridades competentes (prefeituras, corpo de bombeiros, concessionárias de distribuição de gás, entre outros) e às instalações que já existiam ou que tiveram as condições de ambiente e aparelhos a gás aprovados anteriormente à data de publicação desta norma.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais devem ser os requisitos de proteção?

Quais são os requisitos para renovação de ar de ambientes?

Qual o volume bruto mínimo para ambientes que contenham aparelhos a gás do tipo A?

Quais os requisitos para o ambiente externo exclusivo para instalação de aparelhos (área técnica)?

A instalação dos aparelhos a gás deve considerar os seguintes aspectos: tipo do aparelho a gás (ver Anexo A); potência do aparelho a gás a ser instalado; volume do ambiente de instalação; área, tipo e condições de ventilação do ambiente de sua instalação; exaustão dos produtos da combustão; recomendações do fabricante do aparelho a gás. Recomenda-se que sejam mantidos disponíveis no local da instalação os seguintes documentos: especificação ou projeto do(s) sistema(s) que usa(m) gás combustível e indicação de responsabilidade técnica associada; lista de verificação de instalação e ensaio de funcionamento do(s) aparelho(s) a gás; indicação de responsabilidade técnica associada ao serviço de instalação do (s) aparelho (s) a gás; avaliação da conformidade da instalação do (s) aparelho (s) a gás. As características dos tipos de aparelhos a gás estão relacionadas na tabela abaixo.

A especificação ou projeto de sistemas que usam gás combustível, incluindo definição de tipo e dimensionamento de aparelhos a gás, dimensionamento de sistemas de exaustão e condições do ambiente de instalação, deve ser realizada por profissional habilitado. A verificação, ou eventual adequação, do ambiente de instalação de aparelhos a gás deve ser realizada por profissional qualificado, sob supervisão ou responsabilidade de profissional habilitado e/ou agente habilitado. A execução da instalação e o ensaio de funcionamento de aparelhos a gás devem ser realizados por profissional qualificado, sob supervisão ou responsabilidade de profissional habilitado e/ou agente habilitado.

Recomenda-se que os aparelhos a gás possuam sua conformidade atestada em relação aos requisitos de suas respectivas normas técnicas. Recomenda-se que o agente habilitado possua sua conformidade atestada em relação aos requisitos de qualidade, segurança e meio ambiente, bem como mão de obra empregada para a realização de cada tipo de serviço de instalação executado. Recomenda-se que sejam realizadas inspeções periódicas conforme a NBR 15923.

Os aparelhos a gás, cuja instalação é contemplada nesta norma, são classificados em função das suas características de combustão e de exaustão dos produtos da combustão. A designação dos aparelhos a gás é descrita no Anexo A. O tipo de aparelho a gás determina as características do ambiente onde ele será instalado, assim como os requisitos para exaustão dos gases de combustão. Os aparelhos a gás devem ser conforme as normas técnicas aplicáveis. Recomenda-se verificar a existência de sistemas de segurança intrínsecos (por exemplo, sensor supervisor de chama, sensor de oxigênio, etc.) nos aparelhos a gás, e a sua compatibilização com o ambiente, instalação e uso.

A designação e os requisitos de aberturas para ventilação, utilizados nesta norma, são apresentados no Anexo B. Para a determinação de tipo e da potência dos aparelhos a gás, o somatório de potências nominais dos aparelhos a gás instalados em um ambiente deve ser no máximo de 75 kW (64 488 kcal/h). Para o somatório de potências nominais superior a 75 kW, deve ser elaborado um projeto detalhando os tipos de aparelhos a serem instalados, condições de ventilação, requisitos específicos para o ambiente e dimensionamento do sistema de exaustão (quando existente).

O consumo máximo do (s) aparelho (s) a gás a ser (em) instalado(s) deve ser verificado para garantir que esteja compatível com: o conjunto de armazenamento do gás (quando existente); a rede interna de distribuição; o medidor de gás ou sistema de medição; os reguladores de pressão. Os aparelhos a gás devem ser instalados de acordo com os requisitos desta norma e das instruções e/ou manual do fabricante. Como restrições de instalação de aparelhos a gás, o ambiente interno de instalação sanitária (por exemplo, banheiros, lavabos, saunas) não pode receber o (s) aparelho (s) a gás em seu interior, exceto dos tipos C1, C3 e C5, que atendam aos requisitos de 6.5.

O ambiente interno de permanência prolongada não pode receber o (s) aparelho (s) a gás em seu interior, exceto dos tipos C1, C3 e C5, que atendam aos requisitos de 6.5. O ambiente multiuso não pode receber o (s) aparelho (s) a gás em seu interior, exceto nas condições citadas em 6.2.2.3 e aparelhos dos tipos C1, C3 e C5, que atendam aos requisitos de 6.5 Recomenda-se que o local de instalação de aparelhos a gás tenha advertências ao consumidor, se a opção for de embutir, quanto à necessidade de verificar os cuidados em relação ao material, ventilações, acesso ao registro de bloqueio e distâncias mínimas de instalação.

O aparelho a gás não pode ser instalado em ambiente distinto daquele para que foi projetado e fabricado. O aparelho a gás não pode ser instalado em escadas e rotas de fuga. O local de instalação deve permitir acesso para manutenção e inspeção. O aparelho a gás conectado à instalação elétrica deve ser provido de isolação elétrica adequada. Se necessário conexão à instalação elétrica, deve ser prevista uma tomada elétrica exclusiva, com distância máxima de 1 m do aparelho a gás. A tomada deve ser conforme a NBR 14136.

Como requisitos de conexão com rede de distribuição interna de gás, deve ser instalada válvula de bloqueio para eventuais manutenções permitindo isolamento ou retirada do aparelho a gás sem a interrupção do abastecimento de gás aos demais aparelhos a gás existentes. A válvula deve ser compatível com a característica do aparelho a gás. O aparelho a gás deve ser instalado a no máximo 0,6 m do ponto de utilização.

A interligação da rede de distribuição interna gás com o aparelho a gás deve ser realizada com uma das seguintes opções: o aparelho a gás que possa ser movimentado deve ser conectado à rede de distribuição interna por meio de elemento de interligação flexível, conforme a seguir: a mangueira flexível de borracha, compatível com a pressão de operação, conforme a NBR 13419; tubo flexível metálico, conforme a NBR 14177; tubo flexível de borracha para uso em instalações de GLP e GN, conforme a NBR 14955.

O aparelho a gás deve ser rigidamente fixo e não sujeito à vibração deve ser conectado à rede de distribuição interna por meio de elemento de interligação flexível ou elemento rígido, conforme a seguir: mangueira flexível de borracha, compatível com a pressão de operação, conforme a NBR 13419; tubo flexível metálico, conforme a NBR 14177; tubo flexível de borracha para uso em instalações de GLP e GN, conforme a NBR 14955; tubo de condução de aço-carbono, conforme a NBR 5580, no mínimo classe média; tubo de condução de aço-carbono, conforme a NBR 5590 no mínimo classe normal; tubo de condução de aço carbono, API 5-L grau A com espessura mínima correspondente a SCH40, conforme a ASME/ANSI B36.10M; tubo de condução de cobre rígido, sem costura, conforme a NBR 13206; tubo de condução de cobre flexível, sem costura, classes 2 ou 3, conforme a NBR 14745. Devem ser verificados os limites de pressão, temperatura, movimentação e demais condições de utilização dos elementos de interligação.

Deve ser verificado o prazo de validade de componentes de interligação, caso seja aplicável. O aparelho a gás não pode ser fixado a estruturas de material combustível, exceto os aparelhos de cocção e aquecedores de ambiente fabricados para instalações em unidades de embutimentos (nichos), concebidos e confeccionados para tal aplicação, conforme instruções do fabricante. Quando o aparelho a gás for fixado em parede, esta deve possuir estrutura para suportar a carga do aparelho a ser fixado. O material não pode ser combustível e deve ser resistente ao calor.

A fixação dos aparelhos a gás em parede deve utilizar elementos de fixação adequados a carga e ao tipo de material da parede (por exemplo, alvenaria, drywall, cimentícia ou outro). Deve-se assegurar que as entradas de ar para o processo de combustão do aparelho a gás não sejam obstruídas. Os aparelhos a gás devem ser comissionados por profissional qualificado, sob supervisão ou responsabilidade de profissional habilitado e/ou agente habilitado. O processo de purga de ar da rede de instalação interna e admissão do gás combustível até o ponto de utilização deve ser realizado conforme a NBR 15526.

O aparelho deve ser colocado em funcionamento (ou comissionamento), devendo ser realizadas as seguintes etapas: após a abertura do gás, verificação da estanqueidade do ponto de interligação da rede de gás com o aparelho a gás; acionamento do aparelho a gás; funcionamento do sistema de acendimento do aparelho a gás (manual ou automático); identificar que a ignição ocorra sem explosões, sem oscilação e em toda área da combustão do aparelho; verificação das condições da chama (por exemplo, cor, deslocamentos, falhas); funcionamento do aparelho em regime de carga mínima e máxima; verificação dos botões de regulagem e elementos de controle; verificação das condições de uso e funcionamento. Recomenda-se que sejam observadas as atividades de inspeção conforme a NBR 15923.

IEC TR 63164-2: a confiabilidade de dispositivos e sistemas de automação industrial

Esse relatório técnico (Technical Report – TR), editado em 2020 pela International Electrotechnical Commission (IEC), fornece a orientação sobre o cálculo de dados de confiabilidade de sistemas de automação que podem ser simplificados como estrutura em série, paralela ou mista com base em dados de confiabilidade de dispositivos únicos e / ou subsistemas, e na forma de apresentar os dados.

A IEC TR 63164-2: 2020 – Reliability of industrial automation devices and systems – Part 2: System reliability fornece a orientação sobre o cálculo de dados de confiabilidade de sistemas de automação que podem ser simplificados como estrutura em série, paralela ou mista com base em dados de confiabilidade de dispositivos únicos e / ou subsistemas, e na forma de apresentar os dados. Esse procedimento é direcionado apenas à confiabilidade dos sistemas de automação, mas não aos sistemas que incorporam sistemas de automação, por exemplo, planta de processo.

A confiabilidade está incluída na segurança do equipamento e este documento se concentra principalmente nas falhas de hardware aleatórias que afetam a confiabilidade. Confiabilidade é usada como um termo coletivo para as características de qualidade relacionadas ao tempo de um item e inclui, adicionalmente, disponibilidade, recuperabilidade, capacidade de manutenção, desempenho de suporte de manutenção e, em alguns casos, outras características como durabilidade, proteção e segurança, que não são no âmbito deste relatório técnico.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO………………….. 3

INTRODUÇÃO……………… 5

1 Escopo …………………… 6

2 Referências normativas…… 6

3 Termos, definições e termos abreviados ……6

3.1 Termos e definições……………………. 6

3.2 Termos abreviados…………………….. 9

4 Confiabilidade do sistema………… 9

5 Cálculo da confiabilidade do sistema…………………… 9

5.1 Geral…………….. 9

5.2 Forma para apresentar dados de confiabilidade……….. 10

5.3 Estruturas e cálculos…………………………… 10

5.3.1 Fórmulas básicas…………………………. 10

5.3.2 Estruturas em série……………………… 11

5.3.3 Estruturas paralelas…………………….. 12

5.3.4 Estruturas mistas………………………….. 13

5.3.5 Resumo…………………………….. ……. 14

Anexo A (informativo) Exemplos de sistemas de automação típicos…………………….15

A.1 Geral……………. …………….. 15

A.2 Exemplo para estrutura em série do sistema de automação de processo…………………… 15

A.3 Exemplo para estrutura mista de subsistema de automação de processo…………………… 16

Anexo B (informativo) Métodos para melhorar a confiabilidade do sistema……………….. … 18

B.1 Geral …………. …………….. 18

B.2 Métodos para reduzir a falha sistemática…………………. 18

B.2.1 Geral…………………………. ……… 18

B.2.2 Medidas para evitar falha sistemática…………… 18

B.2.3 Medidas para controlar a falha sistemática………. 18

B.3 Método de redução de falha aleatória de hardware……. 19

B.3.1 Projeto tolerante a falhas………………………………. 19

B.3.2 Projeto de prevenção de erros…………………….. 19

B.3.3 Projeto de desclassificação do sistema…………………. 19

Bibliografia…………….. ………………….. 21

Figura 1 – Diagrama de blocos de confiabilidade em série…………………………. 11

Figura 2 – Diagrama de blocos de confiabilidade paralela……………………… 12

Figura 3 – Diagrama de blocos de confiabilidade em série paralela geral (redundância)…………………. 13

Figura 4 – Reduzir a estrutura mista………………….. 13

Figura A.1 – Um sistema de automação de processo típico (fundição de alumínio) ……………….. 15

Figura A.2 – Diagrama de blocos para sistema de automação de fundição de alumínio……………………… 16

Figura A.3 – Processo de sedimentação e lavagem para sistema de automação da fundição de alumínio ………. 16

Figura A.4 – Diagrama de blocos para o processo de assentamento e lavagem………………………. ………. 17

No contexto da manufatura inteligente, novos modos de produção, como customização em massa com base em fábricas interconectadas, requerem interconexão em tempo real, comutação frequente e integração em diferentes níveis. Portanto, a confiabilidade é um requisito importante para os sistemas de automação nas fábricas. Dados de confiabilidade de sistemas de automação são a base para o planejamento de manutenção, por exemplo manutenção de estoque de peças de reposição de uma linha de produção.

Um sistema de automação geralmente consiste em vários dispositivos ou máquinas diferentes que são usados em série, em paralelo ou mistos. Este relatório técnico fornece orientação para o integrador de sistema sobre como avaliar a confiabilidade de tais sistemas inteiros. Este relatório é a segunda parte da série. Esta parte se concentra no cálculo das taxas de falha ou valores de confiabilidade para sistemas com base em taxas de falha ou valores de confiabilidade de dispositivos individuais, dependendo da estrutura do sistema.

Isso é necessário para que os integradores de sistema ou projetistas possam calcular a confiabilidade de um sistema inteiro a partir dos valores de confiabilidade de dispositivos individuais (consulte IEC TS 63164-1). As partes da série IEC 63164 são: Parte 1: Garantia de dados de confiabilidade de dispositivos de automação e especificação de sua fonte; Parte 2: Confiabilidade do sistema. As partes futuras poderão incluir os seguintes assuntos: coleta de dados de confiabilidade para dispositivos de automação em campo; e um guia do usuário.

O planejamento do cabeamento estruturado

Saiba quais são os requisitos para o planejamento do cabeamento e infraestruturas de cabeamento (incluindo o cabeamento, caminhos, espaços, aterramento e equipotencialização) em suporte às normas de cabeamento estruturado e outros documentos.

A NBR 16869-1 de 07/2020 – Cabeamento estruturado – Parte 1: Requisitos para planejamento especifica os requisitos para o planejamento do cabeamento e infraestruturas de cabeamento (incluindo o cabeamento, caminhos, espaços, aterramento e equipotencialização) em suporte às normas de cabeamento estruturado e outros documentos. Os seguintes aspectos são abordados: as práticas de instalação; o planejamento da instalação; a documentação; a administração; os ensaios; e a inspeção. Os requisitos de segurança elétrica, incêndio e compatibilidade eletromagnética (EMC) estão fora do escopo desta norma. Esta parte é aplicável ao planejamento de projeto e instalação de sistemas de cabeamento estruturado.

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Quais são as abreviaturas usadas nessa norma?

Como deve ser executado o ensaio de enlace permanente?

Como deve ser feita a medição dos parâmetros de alien crosstalk?

Quais são os requisitos do plano de qualidade?

Uma especificação de instalação deve ser feita pelo contratante e deve ser entregue ao instalador previamente, compreendendo: as especificações técnicas (ver 5.3); o escopo do trabalho (ver 5.5); um plano de qualidade (ver 6.1). Diferentes tipos de infraestruturas podem compartilhar os mesmos espaços destinados ao cabeamento e causar interferências mecânicas. Portanto, o instalador deve ter acesso ao detalhamento de: outros serviços do edifício como distribuição elétrica e aterramento; sistemas de gestão do edifício, incluindo segurança, controle de acesso, etc.; sistemas para detecção de fogo e fumaça e controles associados a eles; aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC); maquinário industrial, ilhas de automação, etc. e cuidados relacionados a eles; sistemas de água, esgoto, combate a incêndio, ar comprimido, óleo lubrificante, fluido hidráulico, material seco e saídas de troca de calor; especificações de ambientes e equipamentos hospitalares.

A especificação da instalação deve assegurar que o instalador tenha acesso às legislações, regulamentações, padrões e políticas internas referentes a: edificação; ambiente; segurança do trabalho; segurança patrimonial; autorização do contratante; credenciamento (certificações e qualificações) profissional. É de responsabilidade do instalador demonstrar o cumprimento do acima estabelecido. A especificação da instalação deve detalhar os contatos no local de instalação responsáveis por: requisitos operacionais; restrições, permissões e acessos aplicáveis; conhecimento de áreas perigosas; requisitos técnicos; documentação do cabeamento existente; compatibilidade com os componentes de cabeamento existente; materiais e equipamentos a serem disponibilizados para o instalador de cabeamento pelo contratante; armazenamento dos materiais; remoção, descarte e reciclagem do excesso e entulho; saúde ocupacional e segurança do trabalho; instalação de cabeamento por terceiros; contratante principal e/ou subcontratantes; transferência de responsabilidade e/ou propriedade.

Convém que a especificação de instalação assegure a execução adequada do projeto, de modo garantir a expansão no cabeamento para acomodar usuários, aplicações e serviços adicionais no que diz respeito a: caminhos e sistemas de distribuição de cabos; gabinetes e racks; pontos de terminação; demanda de energia elétrica. As especificações técnicas devem conter os requisitos de desempenho e detalhes do cabeamento e componentes associados, a base da avaliação de desempenho do cabeamento e as práticas de instalação utilizadas.

As especificações técnicas devem abranger tanto as novas instalações quanto as ampliações das instalações existentes. Devem detalhar a localidade e os requisitos de qualquer interface de rede externa (ver NBR 16415). As especificações técnicas devem estabelecer: o nível de administração a ser aplicado à infraestrutura de cabeamento (ver Seção 8); o escopo da documentação a ser fornecida pelo instalador, incluindo quaisquer requisitos necessários para relacionar registros entre si e de outros serviços do edifício; o formato (impresso, eletrônico, etc.) da documentação (ver Seção 8); identificadores a serem adotados pelo instalador (ver Seção 8); a especificação dos elementos de identificação ou etiquetas; os requisitos para ensaios de aceitação (ver Seção 9); os requisitos para inspeção (ver Seção 10); o padrão de tratamento dos canais e enlaces que não atendam aos requisitos de inspeção e ensaios de aceitação; o formato do resultado dos ensaios e documentação da inspeção (ver Seções 9 e 10), que contêm os resultados de passa/falha, e as ações tomadas para reparar ou corrigir falhas de instalação.

A especificação técnica deve: identificar e classificar quaisquer potenciais perigos dentro dos caminhos e espaços e pontos determinação. A classificação de perigo de áreas contendo (ou com a intenção de conter) equipamento e cabeamento de fibra óptica é descrita na IEC 60825-2 e é usada para orientar as práticas adequadas de instalação e identificação. Também deve-se detalhar os limites das áreas contendo perigo ou áreas potencialmente perigosas; incluir todas as normas regulamentadoras aplicáveis ao local da instalação.

As especificações técnicas devem detalhar as medidas necessárias para prevenir o acesso não autorizado aos caminhos, espaços, gabinetes e racks. As especificações técnicas devem detalhar as condições ambientais previstas de instalação e operação. A classificação MICE descrita na NBR 16521 deve ser usada onde as condições ambientais e a instalação prevista estejam dentro dos limites definidos por M3I3C3E3. Adicionalmente, as seguintes condições ambientais devem ser observadas: ataque biológico (bolor ou outros fungos); dano físico (acidental ou intencional), incluindo dano causado por animais; presença ou potencial presença de perigos, como contaminações por líquidos, gases ou materiais explosivos; fluxo de ar (causado por sistemas de aquecimento e ventilação); efeitos meteorológicos (vento, chuva e inundação); impactos naturais (raios, terremotos etc.). Ver IEC 60721 para classificações ambientais.

Convém que as especificações técnicas prevejam uma análise de riscos, incluindo condições ambientais anômalas (mudanças de temperatura, inundações, etc.), que podem afetar a determinação dos requisitos dos componentes ou o método de mitigação possível. A especificação da instalação deve: conter uma lista de itens tratados no plano de qualidade aplicável à instalação definido pelo contratante; identificar as responsabilidades por quaisquer tarefas adicionais necessárias para permitir o cumprimento do plano de qualidade (ver Seção 6).

Um plano de qualidade que aborda os requisitos de instalação deve ser produzido pelo instalador de acordo com os requisitos desta norma. O plano de qualidade deve ser acordado com o contratante antes do início da instalação. O plano de qualidade deve claramente apresentar as medidas e procedimentos a serem adotados para demonstrar conformidade com: os requisitos desta norma; os requisitos do projeto de cabeamento; a especificação da instalação.

O plano de qualidade deve detalhar os procedimentos: para a transferência de responsabilidades entre o instalador e o contratante; para a aceitação dos componentes de cabeamento (incluindo a verificação das especificações físicas, mecânicas, ópticas ou elétricas, baseadas nas especificações dos fabricantes ou fornecedores e normas aplicáveis). Os componentes do cabeamento a serem instalados podem ser fornecidos pelo instalador, desde que em comum acordo com o contratante.

Devem ser detalhados os procedimentos a serem adotados para verificar a compatibilidade entre os componentes do cabeamento a serem usados durante a instalação; a serem adotados para verificar a compatibilidade com algum cabeamento existente; para abordar o impacto de potenciais incompatibilidades; para garantir a seleção de patch cords adequados para uso nos canais de cabeamento.

Onde, em qualquer ponto durante o processo de instalação, a inspeção ou ensaio do cabeamento ou seus componentes for especificado na especificação da instalação ou por outras normas, o plano de qualidade deve detalhar: o equipamento de inspeção e ensaio; o estado de calibração do equipamento de inspeção e ensaio; os planos de amostragem (ver 6.2); os procedimentos de ensaios (ver 9.5.1); o tratamento dos resultados que não estejam em conformidade com as especificações de ensaio ou que apresentem valores marginais, ou seja, dentro do limite de precisão especificado do equipamento de medição (ver 6.3 e 6.4).

A tabela abaixo mostra dois grupos de ensaios para cabeamento balanceado (verificação básica e parâmetros de transmissão), usando os parâmetros que estabelecem as classes de enlaces e canais em relação ao cabeamento projetado. Esta subseção especifica os requisitos e recomendações para ensaios desses grupos de parâmetros. Os procedimentos de ensaio e equipamentos para enlaces e canais do cabeamento balanceado estão especificados na Seção 9. Os requisitos são estabelecidos para outros parâmetros de transmissão que não são considerados atingidos pelo projeto.

Recomenda-se que o modelo de ensaio de enlace permanente seja especificado como requisito de projeto, pois este traz margem adequada para suportar a variedade de patch cords utilizados para conformar canais. Independentemente dos requisitos da especificação da instalação, os parâmetros de verificação básica da tabela acima devem ser medidos para toda a instalação. Os parâmetros de transmissão da tabela acima, com exceção dos parâmetros de alien crosstalk, devem ser medidos para todos os enlaces permanentes da instalação de cabeamento balanceado de classes D, E, F ou FA. Caso a especificação da instalação exija a medição dos parâmetros de alien crosstalk para essas classes de desempenho, o instalador deve incluir esses parâmetros nos ensaios.

O projeto de estação de bombeamento ou elevatória de água

Saiba quais são os requisitos para a elaboração de projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de água.

A NBR 12214 de 07/2020 – Projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de água — Requisitos especifica os requisitos para a elaboração de projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de água.

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Como estabelecer a vazão para dimensionamento?

Como calcular o dimensionamento do volume útil da câmara de sucção ou do poço de sucção?

Como projetar a câmara de sucção para bomba tipo submersível?

Como executar o dimensionamento dos barriletes de sucção e de recalque?

Os elementos necessários para o desenvolvimento do projeto são os seguintes: a caracterização da estação de bombeamento ou estação elevatória, pontos de sucção e de recalque/descarga, vazão de dimensionamento, características físico-químicas e biológicas da água a ser bombeada ou elevada, níveis de enchente ou inundação no local; o levantamento planialtimétrico cadastral da área da estação de bombeamento ou elevatória com detalhes da vegetação, tipo de pavimento, acesso, obras especiais, indicação das interferências; o cadastro de unidade (s) operacional (is) relacionada (s) à estação de bombeamento ou elevatória e de interferências; as informações ou levantamentos socioambientais, geotécnicos, geológicos e arqueológicos, vazão de outorga, se aplicável; os dados físicos e operacionais do sistema de abastecimento de água existente; a disponibilidade de energia elétrica; os estudos, planejamentos e projetos existentes correlacionados; o estudo de concepção do sistema de abastecimento, elaborado conforme a NBR 12211; os planos diretores do sistema de abastecimento de água e demais planos diretores; o plano de urbanização, legislação relativa ao uso e ocupação do solo; restrição ambiental que interfira na área de influência do projeto; plano de saneamento básico; as condições mínimas de segurança e medicina do trabalho, conforme legislação e normas vigentes; os critérios, procedimentos e diretrizes da prestadora de serviço ou da contratante do sistema de abastecimento de água.

As atividades necessárias para o desenvolvimento do projeto são as seguintes: validar o estudo de concepção e/ou realizar estudo técnico, econômico, social, financeiro e ambiental; analisar as instalações do sistema de bombeamento ou elevatória existente, objetivando seu aproveitamento, quando for o caso; avaliar e considerar na solução técnica a restrição ambiental incidente, quando existir; avaliar o acesso da estação de bombeamento ou elevatória; complementar os levantamentos topográficos, as interferências, os estudos geológicos, geotécnicos e arqueológicos, quando necessário; determinar as vazões de projeto do sistema de bombeamento, levando em conta as condições operacionais do sistema de abastecimento; determinar a altura manométrica; determinar o tipo e o arranjo físico da elevatória; dimensionar a casa de bombas; selecionar os equipamentos de movimentação de carga e serviços auxiliares; determinar os sistemas de acionamento, medição e controle; determinar o traçado das tubulações de sucção e recalque; dimensionar e selecionar o material das tubulações de sucção e recalque; avaliar os diferentes materiais aplicados (conjunto motor-bomba, componentes, equipamentos, tubulações), de modo a compatibilizar as melhores soluções técnicas e econômicas com tempo de vida útil requerido no estudo e/ou projeto; dimensionar a câmara de sucção, quando necessário; elaborar as especificações dos equipamentos, das conexões e das tubulações; estudar os efeitos dos transitórios hidráulicos e selecionar o(s) dispositivo(s) de proteção do sistema; avaliar a resistência mecânica das partes componentes do sistema de bombeamento ou elevatória às ações internas e externas atuantes; detalhar as etapas de implantação; detalhar a interdependência das atividades e o plano de execução das obras, otimizando o tempo de paralisação do sistema, quando necessário; prever a implantação de dispositivos que permitam os procedimentos de limpeza, esgotamento, drenagem, desinfecção, estanqueidade, da estação de bombeamento ou elevatória; compatibilizar o projeto da estação de bombeamento ou elevatória com os demais projetos complementares [arquitetônico, estruturais, hidrossanitários, elétricos (inclusive iluminação), eletromecânicos, automação, monitoramento, instrumentação, ventilação, acústica, combate a incêndio, inspeção, urbanização, acessos, segurança].

Os elementos que devem compor o projeto são os seguintes: o memorial descritivo e justificativo, contendo os estudos, cálculos realizados, simulações hidráulicas; as peças gráficas do projeto, em escalas adequadas, atendendo às normas técnicas aplicáveis e às recomendações e padronizações da prestadora de serviço ou da contratante; o orçamento detalhado das obras, conforme etapas determinadas para a implantação; as diretrizes operacionais contendo o plano de operação e controle previsto para o sistema de bombeamento ou elevatória, detalhamento das vazões máximas e mínimas operacionais, quando aplicável; as diretrizes para pré-operação, comissionamento e/ou operação assistida, quando aplicável.

Para a determinação do local adequado para a implantação da estação de bombeamento ou elevatória, devem ser levados em consideração os seguintes fatores, de importância ponderada em função das condições técnicas e econômicas de cada projeto: desnível geométrico; características morfológicas; traçado da adutora, conforme a NBR 12215-1; desapropriação, legalização de áreas; acessos permanentes e que permitam a movimentação do transporte para a manutenção; proteções contra enchentes, inundações e enxurradas; estabilidade contra erosão; disponibilidade de energia elétrica; remanejamento de interferências; segurança contra assoreamento no ponto de tomada ou da captação d´água e na região próxima a estes pontos; Net Positive Succion Head (NPSH) disponível, sendo determinado considerando o nível mínimo operacional na câmara de sucção (positivo ou negativo), a temperatura ambiente média e a altitude do local onde será implantada a estação de bombeamento ou elevatória; disponibilidade de área para ampliações futuras, quando necessário.

A determinação dos levantamentos a serem efetuados deve ser precedida de inspeção de campo. Para a locação da estação de bombeamento ou elevatória, os levantamentos topográficos devem ser planialtimétricos cadastrais em extensão, detalhamento e precisão, permitindo no mínimo: mostrar os limites de propriedades e benfeitorias existentes, com indicação dos proprietários; os níveis máximos observados em corpos de água superficiais; os tipos de vegetação, os usos do solo e a exploração do subsolo; os tipos de pavimento, indicação e mapeamento das interferências superficiais e do subsolo.

Deve-se justificar a posição adotada; as obras especiais. Indicar as vias de acesso para a implantação, operação e manutenção da estação de bombeamento ou elevatória. As sondagens devem ser em número, tipo e profundidade que permitam determinar a fundação da estação de bombeamento ou elevatória, determinar o nível atual do lençol freático e elaborar o projeto das obras especiais, permitindo estabelecer o processo de escavação, a fundação e demais elementos estruturais.

As interferências não visíveis devem ser levantadas a partir das informações existentes nos projetos e cadastros, pelo acesso à câmara e/ou à caixa de inspeção existente, por meio de levantamento topográfico, da realização de furos de sondagem de prospecção eletromagnética. Deve-se avaliar as instalações do sistema de bombeamento existente e seu ciclo operacional, elaborando diagnóstico que permita a sua otimização e adequação técnica.

Na elaboração de novos estudos e projetos, as partes com aproveitamento total e/ou parcial existentes devem satisfazer as condições desta norma ou adaptar-se a ela, mediante alterações ou complementações. Deve ser analisado o impacto do sistema projetado sobre as instalações existentes. Devem ser levantadas as características hidráulicas e morfológicas das instalações existentes e a serem projetadas das unidades construtivas.

Por exemplo, da captação à margem de mananciais, compreendendo: número, forma, dimensões e material dos canais ou tubulações; cota do fundo dos canais ou tubulações na entrada da câmara de sucção; níveis máximo (cota de enchente e/ou nível de inundação) e mínimo da água nos canais à entrada da câmara de sucção; características da água, condicionantes ou necessárias para a seleção dos equipamentos; velocidade de entrada na câmara de sucção, que não pode ser superior a 0,60 m/s. Da captação direta no manancial, compreendendo: os perfis de fundo do manancial no local da captação, por meio de no mínimo três seções batimétricas, distanciadas em no máximo 20 m entre si ou conforme necessidade local determinada pela prestadora de serviço ou contratante; os níveis máximo (cota de enchente e nível de inundação) e mínimo da água; a velocidade da água no local da captação; as obras complementares projetadas; as características da água, condicionantes ou necessárias para a seleção dos equipamentos. Da sucção em reservatório, compreendendo as características gerais do reservatório: tipo, material, forma, dimensões e número de câmaras; as cotas geométricas e operacionais do reservatório, e cotas do terreno; as características da água, condicionantes ou necessárias à seleção do equipamento.

As características das placas cerâmicas

Deve-se conhecer os métodos para a determinação das características dimensionais (comprimento, largura, espessura, retitude dos lados, ortogonalidade, curvatura da superfície) e da qualidade superficial das placas cerâmicas. As placas com áreas menores que 4 cm² são excluídas das medidas de comprimento, largura, retitude dos lados, ortogonalidade e curvatura da superfície. 

A NBR ISO 10545-2 de 07/2020 – Placas Cerâmicas – Parte 2: Determinação das dimensões e qualidade superficial especifica os métodos para a determinação das características dimensionais (comprimento, largura, espessura, retitude dos lados, ortogonalidade, curvatura da superfície) e da qualidade superficial das placas cerâmicas. As placas com áreas menores que 4 cm² são excluídas das medidas de comprimento, largura, retitude dos lados, ortogonalidade e curvatura da superfície. Os espaçadores, pingos de esmalte e outras irregularidades dos lados são ignorados ao se realizarem as medidas de comprimento, largura, retitude dos lados, ortogonalidade, se estes ficarem ocultos nas juntas após o assentamento (instalação).

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Como pode ser definida a medida da planaridade da superfície?

Como deve ser feita a medida de retitude dos lados?

Como deve ser executada a medida de ortogonalidade?

Quais são os defeitos superficiais e efeitos intencionais nos produtos?

As placas cerâmicas são materiais de revestimento, na forma de placas, usados na construção civil para revestimento de paredes, pisos, bancadas e piscinas de ambientes internos e externos. Recebem designações tais como: azulejo, pastilha, porcelanato, grês, lajota, piso, etc. Para as medidas de comprimento e largura, usa-se como aparelhagem os paquímetros, ou outros aparelhos adequados para medidas lineares.

A amostragem é feita para as placas com área, A ≤ 0,04 m², dez placas inteiras para cada tipo devem ser ensaiadas; para as placas com área, 0,04 m² < A ≤ 0,36 m², sete placas inteiras de cada tipo devem ser ensaiadas; para as placas com área, A > 0,36 m², cinco placas inteiras de cada tipo devem ser ensaiadas. Deve-se medir, com resolução de 0,1 mm, cada lado da placa ensaiada, a 5 mm de cada vértice.

A dimensão média das placas quadradas é a média das quatro medidas. A dimensão média da amostra é a média das 40 medidas. Para placas retangulares, cada par de lados paralelos da peça fornece uma dimensão média da peça, isto é, a média das duas medidas. A dimensão média de comprimento e largura da amostra é a média das 20 medidas.

O relatório de ensaio deve incluir as seguintes informações: referência a este documento; descrição das placas; todas as medidas individuais do comprimento e largura; dimensão média de cada corpo de prova para placas quadradas e média do comprimento e largura para cada placa retangular; dimensão média da amostragem inteira para placas quadradas e média do comprimento e largura para placas retangulares; desvio, em porcentagem e em milímetros, da dimensão média de cada placa (dois ou quatro lados) em relação à dimensão de fabricação; desvio, em porcentagem e em milímetros, da dimensão média de cada placa (dois ou quatro lados) em relação à dimensão média determinada.

Para a medida da espessura, usa-se como aparelhagem um micrômetro fixo em mesa e calibrado, de 5 mm a 10 mm de diâmetro, ou outros instrumentos adequados que podem reproduzir o procedimento de medições descrito abaixo. A amostragem é feita como a seguir: para placas com área, A ≤ 0,04 m², dez placas inteiras para cada tipo devem ser ensaiadas; para placas com área, 0,04 m² < A ≤ 0,36 m², sete placas inteiras de cada tipo devem ser ensaiadas; para placas com área, A > 0,36 m², cinco placas inteiras de cada tipo devem ser ensaiadas.

Como procedimento, para todas as placas, exceto aquelas com superfícies irregulares, traçar diagonais entre os vértices e medir o ponto de maior espessura em cada um dos quatro segmentos. Convém que todas as medições de espessura incluam as dimensões das nervuras/garra do painel ou garras cônicas presentes no tardoz da placa. Medir, com resolução de 0,1 mm, a espessura de cada placa ensaiada nas quatro posições.

Para peças com superfícies irregulares, traçar quatro linhas em ângulos retos na face à distância de 0,125; 0,375; 0,625 e 0,875 vez o comprimento medido a partir do final. Medir a espessura no ponto mais espesso de cada linha. Para todas as placas, a dimensão média da espessura de cada placa individual é a média das quatro medidas. O relatório de ensaio deve incluir as seguintes informações: referência a este documento; descrição das placas; todas as medidas individuais de espessura; espessura média de cada placa; desvio, em porcentagem e em milímetros, da espessura média de cada placa em relação à espessura de fabricação.

Para a medida da planaridade da superfície (curvatura e empeno), as medições da planaridade da superfície não são possíveis quando a precisão da medição do relógio comparador for afetada devido às características da superfície da placa. Usa-se como aparelhagem, para placas maiores que 40 mm × 40 mm, um aparelho ou qualquer instrumento adequado que possa reproduzir o procedimento de medições descrito abaixo.

Para a medida das placas com superfície lisa, os suportes inferiores (SA, SB, SC) devem ter 5 mm de diâmetro. Para obter resultados significativos para outros tipos de superfícies, suportes inferiores adequados devem ser usados. Incluir uma placa-padrão calibrada, perfeitamente plana, de metal ou vidro, e com pelo menos 10 mm de espessura para uma régua metálica. Para placas com dimensões iguais ou menores que 40 mm × 40 mm, régua metálica e um medidor de espessura calibrado.

A amostragem é feita como a seguir: para placas com área, A ≤ 0,04 m², dez placas inteiras para cada tipo devem ser ensaiadas; para placas com área, 0,04 m² < A ≤ 0,36 m², sete placas inteiras de cada tipo devem ser ensaiadas; para placas com área, A > 0,36 m², cinco placas inteiras de cada tipo devem ser ensaiadas. O procedimento, para placas maiores que 40 mm × 40 mm, selecionar um aparelho de tamanho apropriado e colocar a placa-padrão correspondente na posição exata dos três suportes inferiores (SA, SB, SC). O centro de cada suporte de apoio deve estar a 10 mm da borda da placa, e os dois relógios comparadores (DE, DC) devem estar igualmente a 10 mm das bordas da placa.

Ajustar os três relógios comparadores (DD, DE, DC) para um valor de referência conhecido e apropriado. Remover a placa-padrão, colocar a placa com a superfície esmaltada ou irregular em contato com os aparelhos (para baixo) e registrar as leituras nos três relógios comparadores. Se a placa for quadrada, girá-la para obter quatro medidas de cada propriedade. Repetir este procedimento para cada placa ensaiada.

No caso de placas retangulares, usar instrumentos separados com dimensões apropriadas. Registrar os valores máximos de curvatura central (DD), curvatura lateral (DE) e empeno (DC) de cada placa. Medir com resolução de 0,1 mm. A curvatura central é expressa em milímetros e em porcentagem em relação ao comprimento da diagonal.

A curvatura lateral é expressa em milímetros e em porcentagem em relação: ao comprimento e largura para placas retangulares, e à dimensão para placas quadradas. O empeno é expresso em milímetros e em porcentagem em relação ao comprimento da diagonal. As medidas das placas com espaçadores devem ser expressas em milímetros.

O relatório de ensaio deve incluir as seguintes informações: referência a este documento; descrição das placas; todas as medidas individuais da curvatura central; todas as medidas individuais da curvatura lateral; todas as medidas individuais de empeno; máxima curvatura central, em milímetros e em porcentagem em relação à diagonal calculada a partir da dimensão de fabricação; máxima curvatura lateral, em milímetros e em porcentagem em relação à dimensão de fabricação correspondente; máximo empeno, em milímetros e em porcentagem em relação à diagonal calculada a partir da dimensão de fabricação.

Estão incluídas nessa série várias outras normas. A NBR ISO10545-15 de 07/2020 – Placas cerâmicas – Parte 15: Determinação de cádmio e chumbo presentes nas placas cerâmicas esmaltadas especifica um método para a determinação de cádmio e chumbo presentes no esmalte das placas cerâmicas. A NBR ISO 10545-16 de 07/2020 – Placas cerâmicas – Parte 16: Determinação de pequenas diferenças de cor descreve um método para a utilização de instrumentos de medição de cor para a quantificação de pequenas diferenças de cor entre placas cerâmicas monocolores, que são projetadas para serem de cor uniforme e consistente. A NBR ISO 10545-1 de 10/2017 – Placas Cerâmicas – Parte 1: Amostragem e critérios para aceitação especifica regras para a formação dos lotes, amostragem, inspeção e aceitação / rejeição de placas cerâmicas para revestimento.

A NBR ISO 10545-10 de 11/2017 – Placas Cerâmicas – Parte 10: Determinação da expansão por umidade especifica um método de ensaio para a determinação da expansão por umidade em placas cerâmicas. A NBR ISO 10545-11 de 11/2017 – Placas Cerâmicas – Parte 11: Determinação da resistência ao gretamento de placas esmaltadas define um método de ensaio para a determinação da resistência ao gretamento de todas as placas cerâmicas esmaltadas, exceto quando o gretamento é uma característica decorativa inerente do produto. A NBR ISO 10545-12 de 11/2017 – Placas Cerâmicas – Parte 12: Determinação da resistência ao congelamento especifica um método para determinação da resistência ao congelamento de todas as placas cerâmicas indicadas para o uso em condições de congelamento na presença de água.

A NBR ISO 10545-13 de 07/2020 – Placas cerâmicas – Parte 13: Determinação da resistência química especifica o método de ensaio para determinação da resistência química das placas cerâmicas à temperatura ambiente. Este método é aplicável a todas as tipologias de placas cerâmicas. A NBR ISO 10545-14 de 11/2017 – Placas Cerâmicas – Parte 14: Determinação da resistência ao manchamento especifica um método para determinação da resistência ao manchamento da superfície característica de placas cerâmicas. A NBR ISO 10545-3 de 07/2020 – Placas cerâmicas – Parte 3: Determinação da absorção de água, porosidade aparente, densidade relativa aparente e densidade aparente especifica um método para determinação da absorção de água, porosidade aparente, densidade relativa aparente e densidade aparente de placas cerâmicas. Este método é aplicável à classificação das placas e

A NBR ISO 10545-4 de 07/2020 – Placas cerâmicas – Parte 4: Determinação da carga de ruptura e módulo de resistência à flexão especifica um método de ensaio para determinação do módulo de resistência à flexão e carga de ruptura para todas as placas cerâmicas. A NBR ISO 10545-5 de 11/2017 – Placas Cerâmicas – Parte 5: Determinação da resistência ao impacto pela medição do coeficiente de restituição especifica o método de ensaio para determinação da resistência ao impacto de placas cerâmicas pela medição do coeficiente de restituição. A NBR ISO 10545-6 de 11/2017 – Placas cerâmicas – Parte 6: Determinação da resistência à abrasão profunda para placas não esmaltadas especifica o método de ensaio para determinação da resistência à abrasão profunda de todas as placas cerâmicas não esmaltadas, utilizadas para revestimento de pisos.

A NBR ISO 10545-7 de 11/2017 – Placas Cerâmicas – Parte 7: Determinação da resistência à abrasão superficial para placas esmaltadas especifica um método para determinação da resistência à abrasão superficial de todas as placas cerâmicas esmaltadas usadas como revestimentos de pisos. A NBR ISO 10545-8 de 11/2017 – Placas Cerâmicas – Parte 8: Determinação da expansão térmica linear estabelece o método de ensaio para determinação do coeficiente de expansão térmica linear de placas cerâmicas. A NBR ISO 10545-9 de 11/2017 – Placas Cerâmicas – Parte 9: Determinação da resistência ao choque térmico especifica o método de ensaio para determinação da resistência ao choque térmico para todas as placas cerâmicas sob condições normais de uso.

IEC 60079-25: os sistemas elétricos intrinsecamente seguros em atmosferas explosivas

Essa norma, editada em 2020 pela International Electrotechnical Commission (IEC), estabelece os requisitos específicos para a construção e a avaliação de sistemas elétricos intrinsecamente seguros, tipo de proteção “i”, destinados a serem utilizados, integralmente ou em parte, em locais onde a utilização de equipamento dos Grupos I, II ou III é requerida.

A IEC 60079-25:2020 – Explosive atmospheres – Part 25: Intrinsically safe electrical systems estabelece os requisitos específicos para a construção e a avaliação de sistemas elétricos intrinsecamente seguros, tipo de proteção “i”, destinados a serem utilizados, integralmente ou em parte, em locais onde a utilização de equipamento dos Grupos I, II ou III é requerida. Complementa e modifica os requisitos gerais da IEC 60079-0 e a norma de segurança intrínseca IEC 60079-11.

Quando um requisito desta norma entra em conflito com um requisito da IEC 60079-0 ou IEC 60079-11, o requisito desta norma tem precedência. Os requisitos de instalação dos sistemas do grupo II ou do grupo III projetados de acordo com esta norma estão especificados na IEC 60079-14. Esta terceira edição cancela e substitui a segunda edição publicada em 2010 e constitui uma revisão técnica.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO……………………….. 4

1 Escopo.. ………………………. 9

2 Referências normativas…….. 9

3 Termos e definições…………. 9

4 Documento descritivo do sistema……………… 11

5 Classificação de agrupamento e temperatura…………… 11

6 Níveis de proteção……………….. 11

6.1 Geral………………………………. 11

6.2 Nível de proteção “ia”………………… 12

6.3 Nível de proteção “ib”……………… 12

6.4 Nível de proteção “ic”……………. 12

7 Circuitos não intrinsecamente seguros……….. 12

8 Fiação/cabos de interconexão usados em um sistema intrinsecamente seguro……………………. 12

8.1 Geral……………………………….. 12

8.2 Cabos que contêm um único circuito intrinsecamente seguro…………… 12

8.3 Cabos contendo mais de um circuito intrinsecamente seguro……………. 12

9 Requisitos para cabos simples e multicircuitos………….. 13

9.1 Geral……………………………… 13

9.2 Resistência dielétrica……………………. 13

9.2.1 Cabos que contêm um único circuito intrinsecamente seguro……………….. .13

9.2.2 Cabos que contêm mais de um circuito intrinsecamente seguro …………………… 13

9.3 Parâmetros de segurança intrínseca dos cabos……….. 13

9.4 Realização de telas………………….. 14

9.5 Tipos de cabos de múltiplos circuitos………………. 14

9.5.1 Geral………………………………….. 14

9.5.2 Cabo tipo A…………………….. 14

9.5.3 Cabo tipo B……………………… 14

9.5.4 Cabo tipo C……………………… 14

10 Armários………………………….. 14

11 Aterramento e ligação de sistemas intrinsecamente seguros…………… 14

12 Avaliação de um sistema intrinsecamente seguro…………….. 15

12.1 Geral………… 15

12.2 Sistemas contendo apenas aparelhos certificados pela IEC 60079-11………………. 15

12.3 Sistemas que contêm aparelhos não avaliados separadamente conforme IEC 60079-11………… 15

12.4 Sistemas contendo uma única fonte de energia………. 15

12.5 Sistemas contendo mais de uma fonte de energia……. 16

12.5.1 Geral……………….. 16

12.5.2 Sistemas contendo fontes de energia lineares e não lineares……………….. 16

12.6 Aparelho simples……………………. 18

12.7 Avaliação da capacitância, indutância e L/R do cabo………………18

12.7.1 Geral….. ……… 18

12.7.2 Parâmetros não especificados…………………. 18

12.7.3 Ajustes dos parâmetros de saída para o nível de proteção……………… 18

12.7.4 Efeito da capacitância e da indutância combinadas.. 18

12.7.5 Determinação de L/R…………………. 18

12.8 Falhas nos cabos de múltiplos circuitos…………. 19

12.9 Verificações e ensaios de tipo…………………. 19

13 Sistemas predefinidos………………….. 19

Anexo A (informativo) Avaliação de um sistema intrinsecamente seguro simples……………. 20

Anexo B (informativo) Avaliação de circuitos com mais de uma fonte de energia…………. 22

Anexo C (informativo) Interconexão de circuitos intrinsecamente seguros não lineares e lineares…… 25

C.1 Geral…………………. 25

C.2 Avaliação das características de saída das fontes de energia ………………………. 25

C.3 Avaliação das características das possibilidades de interconexão e saída………… 28

C.4 Determinação da segurança intrínseca e uso de gráficos…………….. 31

C.5 Verificação em oposição à IEC 60079-11…………… 33

C.6 Ilustração do procedimento………………………… 33

C.7 Curvas de limite para característica de fonte universal……………….. 37

Anexo D (informativo) Verificação de parâmetros indutivos…………………….. 48

Anexo E (informativo) Exemplo de formato para um documento descritivo do sistema………….. 50

Anexo F (informativo) Uso de aparelhos simples em sistemas……………………. 52

F.1 Geral……….. …………….. 52

F.2 Uso de aparelhos com ‘aparelhos simples’…………. 53

Anexo G Sistemas FISCO (normativos)…………… 54

G.1 Geral………………………………… 54

G.2 Requisitos do sistema…………….. 54

G.2.1 Geral…………………………. 54

G.3 Requisitos adicionais dos sistemas FISCO “ic”………..55

Bibliografia………………….. 57

Uma lista de todas as partes da série IEC 60079, publicada sob o título geral Atmosferas explosivas, pode ser encontrada no site da IEC. O comitê decidiu que o conteúdo desta publicação permanecerá inalterado até a data de estabilidade indicada no site da IEC em “http://webstore.iec.ch&#8221; nos dados relacionados à publicação específica. Nesta data, a publicação será reconfirmada, retirada, substituída por uma edição revisada ou alterada.

A segurança para a instalação de elevadores

Entenda os requisitos de segurança para instalação permanente de novos elevadores de passageiros ou passageiros e cargas, com acionamento por tração ou acionamento hidráulico, servindo níveis de pavimento determinados, tendo um carro projetado para o transporte de pessoas ou pessoas e cargas, suspenso por cabos ou pistões e movendo-se entre guias inclinadas não mais que 15° em relação à vertical.

A NBR 16858-1 de 07/2020 – Elevadores – Requisitos de segurança para construção e instalação – Parte 1: Elevadores de passageiros e elevadores de passageiros e cargas especifica os requisitos de segurança para instalação permanente de novos elevadores de passageiros ou passageiros e cargas, com acionamento por tração ou acionamento hidráulico, servindo níveis de pavimento determinados, tendo um carro projetado para o transporte de pessoas ou pessoas e cargas, suspenso por cabos ou pistões e movendo-se entre guias inclinadas não mais que 15° em relação à vertical. Além dos requisitos desta parte, requisitos suplementares podem ser considerados em casos especiais (uso de elevadores por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, em caso de incêndio, atmosfera potencialmente explosiva, condições climáticas extremas, condições sísmicas, transporte de cargas perigosas etc.).

Esta parte não é aplicável a: elevadores com: outros sistemas de acionamentos diferentes dos mencionados acima; velocidade nominal ≤ 0,15 m/s; elevadores hidráulicos: com velocidade nominal superior a 1 m/s; onde a regulagem da pressão da válvula limitadora de pressão (5.9.3.5.3) exceda 50 MPa; novos elevadores de passageiros ou passageiros e cargas em edifícios existentes, onde, por algumas circunstâncias, devido a limitações impostas por restrições na construção, alguns requisitos desta parte podem não ser atendidos; aparelhos de elevação, como os paternosters, elevadores de minas, elevadores de palco, aparelhos com enjaulamento automáticos, elevadores com cestos, elevadores monta-cargas para construção e locais de obras públicas, elevadores de navios, plataformas para exploração ou perfuração no mar, elevadores em turbinas eólicas para construção e manutenção de aparelhos; modificações importantes (ver Anexo C) para elevador instalado antes dessa parte entrar em vigor; segurança durante as operações de transporte, montagem, reparação e desmontagem de elevadores; ruídos e vibrações que não são tratados nesta parte uma vez que não são encontrados em níveis que podem ser considerados como prejudiciais no que diz respeito à utilização e manutenção seguras do elevador.

Esta norma não é aplicável ao uso de elevadores em caso de incêndio e não se aplica aos elevadores de passageiros ou elevadores de passageiros e cargas instalados antes da data de sua publicação. Esta norma é uma norma tipo C conforme estabelecido na NBR ISO 12100. A maquinaria em questão e o alcance em que os perigos, situações perigosas e eventos perigosos estão abrangidos, são indicados no escopo desta parte. Quando as disposições desta norma tipo C forem diferentes daquelas que estão demonstradas nas normas do tipo A ou B, as disposições desta norma tipo C prevalecerão sobre as disposições das outras normas, para máquinas que foram projetadas e construídas de acordo com as disposições desta norma tipo C.

O objetivo desta parte é estabelecer regras de segurança relacionadas aos elevadores de passageiros e elevadores de passageiros e cargas, com a finalidade de proteger pessoas e objetos contra o risco de acidentes associados ao uso normal, manutenção e operação de emergência de elevadores. Foram estudados vários aspectos de acidentes possíveis com elevadores conforme a Seção 4. As pessoas a serem protegidas são as seguintes: usuários, incluindo passageiros e pessoas qualificadas e pessoas autorizadas, por exemplo, pessoal de manutenção e inspeção (ver EN 13015); pessoas nas proximidades da caixa ou da casa de máquinas ou espaço de polias ou espaço da maquinaria, que podem ser afetadas pelo elevador. Os bens a serem protegidos são os seguintes: objetos na cabina; componentes da instalação do elevador; edifício no qual o elevador está instalado; arredores da instalação do elevador.

Na elaboração desta parte foram adotados os princípios descritos abaixo. Esta parte da não repete todas as regras técnicas gerais aplicáveis a qualquer instalação elétrica, mecânica ou civil, incluindo a proteção dos elementos da edificação contra incêndio. No entanto, foi necessário estabelecer determinados requisitos de boas práticas de construção, seja porque são peculiares na fabricação do elevador ou porque na utilização do elevador os requisitos podem ser mais rigorosos do que em outros casos.

A NBR 16858-2 de 07/2020 – Elevadores — Requisitos de segurança para construção e instalação – Parte 2: Requisitos de projeto, de cálculos e de inspeções e ensaios de componentes especifica os requisitos de projeto, cálculos, inspeções e ensaios de componentes de elevadores de passageiros, passageiros e cargas, elevadores exclusivos de cargas e outros tipos similares de aparelhos de elevação.

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O que deve ser feito em termos de iluminação?

Qual deve ser a resistência das paredes, pisos e tetos?

Como deve ser o acesso à caixa, aos espaços da maquinaria e à casa de polias?

Como devem ser executados os ensaios de fadiga?

Como deve ser feito o ensaio de capacidade de interrupção do circuito?

Como deve ser feito o ensaio de tipo de freio de segurança?

Os elevadores de passageiros e os elevadores de passageiros e cargas devem atender aos requisitos de segurança e/ou medidas de proteção da Seção 5. Além disso, os elevadores de passageiros e os elevadores de passageiros e cargas devem ser projetados de acordo com os princípios da NBR ISO 12100 para perigos relevantes, porém não significativos, e que não são tratados pela parte 1 (por exemplo, arestas vivas).

No transporte de carga, somente é permitido que o ascensorista e/ou o acompanhante da carga viajem. Os elevadores de passageiros e cargas devem atender às prescrições dos elevadores de passageiros conforme esta parte 1 e devem ser compatíveis com o transporte de carga classe A, conforme a NBR 14712 no que lhes for aplicável. Todos os rótulos, avisos, marcações e instruções de operação devem ser afixados permanentemente e ser indeléveis, legíveis e facilmente compreensíveis (se necessário, auxiliados por sinais ou símbolos). Eles devem ser de material durável, colocados em uma posição visível e redigidos no idioma do país onde o elevador está instalado (ou, se necessário, em vários idiomas).

Quando o peso, as dimensões e/ou a forma de componentes impedirem que estes sejam movimentados manualmente, eles devem ser equipados com fixadores para mecanismo de levantamento; ou projetados de modo que possam ser montados tais fixadores (por exemplo, por meio de furos roscados); ou projetados de modo que um mecanismo de levantamento padronizado possa facilmente ser acoplado. As forças horizontais e/ou energias a serem consideradas estão indicadas nas Seções aplicáveis desta Parte 1.

Normalmente, quando não especificada nesta parte 1, a energia exercida por uma pessoa resulta em uma força estática equivalente a: 300 N; 1.000 N onde o impacto pode ocorrer. Todos os equipamentos do elevador devem estar localizados na caixa ou nos espaços da maquinaria ou na casa de polias. Se partes de diferentes elevadores estiverem presentes em um mesmo espaço de maquinaria e/ou casa de polias, cada elevador deve ser identificado com um número, letra ou cor, invariavelmente utilizados para todas as partes (máquina, painel de controle, limitador de velocidade, interruptores, etc.).

A caixa, a casa de máquinas e a casa de polias devem ser utilizadas exclusivamente para os propósitos do elevador e não podem conter dutos, cabos ou dispositivos que não sejam do elevador. A caixa do elevador, a casa de máquinas e a casa de polias podem, no entanto, conter: equipamentos de ar-condicionado ou aquecimento destes espaços, excluindo aquecimento a vapor e aquecimento de água de alta pressão. No entanto, todos os dispositivos de controle e ajuste destes aparelhos devem estar localizados fora da caixa.

Podem conter os detectores de incêndio ou extintores de faixa de temperatura de operação alta (por exemplo, acima de 80°C), apropriados para equipamento elétrico e protegidos contra impactos acidentais. Quando sistemas aspersores de água para extinção de incêndios forem utilizados, a sua ativação somente deve ser possível quando o elevador estiver parado em um pavimento e quando a alimentação elétrica dos circuitos do elevador e a iluminação forem desligadas automaticamente pelo sistema de detecção de fogo ou fumaça.

Estes sistemas de detecção de fumaça, detecção de incêndio e aspersores de água para extinção de incêndio são de responsabilidade da administração do edifício. A casa de máquinas pode conter máquinas para outros tipos de elevadores, por exemplo, elevadores exclusivos de carga. No caso de caixas do elevador parcialmente fechadas, as seguintes áreas são consideradas caixas: a parte interna do fechamento, onde este existir; o espaço dentro de uma distância horizontal de 1,50 m dos componentes móveis do elevador, onde não houver fechamento.

A caixa, os espaços da maquinaria e a casa de polias não podem ser utilizados para ventilação de outros locais que não pertençam ao elevador. A ventilação deve ser tal que os motores e os equipamentos, bem como os cabos elétricos, etc., estejam protegidos contra poeira, gases nocivos e umidade.

Quanto ao objeto e abrangência dos ensaios, especificados na parte 2, o componente ou dispositivo de segurança é submetido a um procedimento de ensaio para verificar se a sua construção e o seu funcionamento estão em conformidade. Deve ser verificado, em especial, que os componentes mecânicos, elétricos e eletrônicos do dispositivo são devidamente avaliados e que, no decorrer do tempo, o dispositivo não perde a sua eficácia devido a desgaste ou envelhecimento. Se o componente de segurança precisar atender aos requisitos particulares (à prova d’água, à prova de pó ou à prova de explosão), devem ser realizadas inspeções e/ou ensaios complementares sob critérios adequados.

Para os objetivos desta parte 2, é considerado que o laboratório realiza o ensaio e a certificação como um órgão credenciado. Um órgão credenciado pode ser aquele de um fabricante que opera um sistema aprovado de qualidade total assegurada. Em certos casos, o laboratório de ensaio e o órgão de aprovação para a emissão dos certificados de ensaio de tipo podem ser independentes. Nesses casos, os procedimentos administrativos podem ser diferentes daqueles descritos nesta parte 2.

A solicitação para o ensaio de tipo deve ser realizada pelo fabricante do componente ou pelo seu representante autorizado e deve ser endereçada para um dos laboratórios de ensaio certificados. O envio das amostras a serem inspecionadas deve ser realizado mediante acordo entre o laboratório e o solicitante. O solicitante pode assistir aos ensaios. Se o laboratório encarregado dos ensaios completos de um dos componentes que requer o fornecimento de certificado de ensaio de tipo não dispuser de meios adequados para certas inspeções ou ensaios, ele pode, sob sua responsabilidade, encarregar outros laboratórios de executá-los, com a concordância do solicitante.

A precisão dos instrumentos deve permitir, salvo especificação particular, que as medições sejam realizadas com as seguintes exatidões: ± 1% para massas, forças, distâncias e velocidades; ± 2% para acelerações e retardamentos; ± 5% para tensões e correntes; ±5 °C para temperaturas; o equipamento registrador deve ser capaz de detectar sinais que variem no tempo de 0,01 s; ±2,5% para taxa de vazão; ±1% para pressões p ≤ 200 kPa; ±5% para pressões p > 200 kPa.

Para o ensaio de tipo do dispositivo de travamento das portas de pavimento e portas da, os procedimentos são aplicáveis aos dispositivos de travamento das portas de pavimento e portas da cabina. É entendido que cada componente que participa do travamento das portas e da confirmação do travamento faz parte do conjunto do dispositivo de travamento. Este desenho deve mostrar claramente todos os detalhes relacionados à operação e à segurança do dispositivo de travamento, incluindo: a operação do dispositivo em serviço normal, mostrando o engate efetivo dos elementos de travamento e a posição na qual o dispositivo elétrico de segurança é ativado; a operação do dispositivo para a verificação mecânica da posição de travamento, se tal dispositivo existir; o controle e a operação do dispositivo de destravamento de emergência; o tipo (ca ou cc) e os valores nominais da tensão e corrente.

O desenho de montagem com legenda deve mostrar todas as partes que são importantes para a operação do dispositivo de travamento, em particular aquelas necessárias para atender aos requisitos desta parte 2. Uma legenda deve indicar a lista das partes principais, o tipo do material utilizado e as características dos elementos de fixação. Quanto às amostras para o ensaio, um dispositivo de travamento de porta deve ser entregue ao laboratório.

Se o ensaio for realizado em um protótipo, ele deve ser repetido mais tarde em uma peça de produção. Se o ensaio de um dispositivo de travamento somente for possível quando o dispositivo estiver montado na porta correspondente, o dispositivo deve ser montado em uma porta completa nas condições de trabalho. Contudo, as dimensões da porta podem ser reduzidas em relação à peça de produção, desde que isso não altere os resultados do ensaio.

A inspeção da operação tem por objetivo verificar se os componentes mecânicos e elétricos do dispositivo de travamento estão operando corretamente com relação à segurança e em conformidade com os requisitos desta parte 2 e com os requisitos-padrão para estes dispositivos de travamento, e se o dispositivo está em conformidade com as particularidades providas na solicitação. Em especial, deve ser verificado se existe, para os elementos de travamento, um engate de no mínimo 7 mm, antes que o dispositivo elétrico de segurança atue; a partir de posições normalmente acessíveis por pessoas, não pode ser possível operar o elevador com a porta aberta ou destravada, após uma ação simples que não faça parte da operação normal do elevador.