A identificação inequívoca dos instrumentos financeiros

A NBR 16885 de 06/2020 – Identificador global de instrumento financeiro (FIGI) – Diretrizes fornece as diretrizes para a identificação inequívoca de instrumentos financeiros em três diferentes níveis, local/sistema de registro/negociação (nível câmara), mercado onde o instrumento financeiro é emitido/negociado (nível país) e nível global. Estas diretrizes englobam a sintaxe para a composição de um identificador global de instrumentos financeiros, o conteúdo associado a um identificador, bem como a sua relação com instrumentos financeiros e com outros identificadores de instrumentos financeiros.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essas normas GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

O que é um identificador global composto?

Qual é o fluxo do processo de alocação de prefixos de identificador?

Como é a conformidade como provedora de identificadores?

Para que fazer a solicitação de serviço de um novo identificador?

O desenvolvimento de um identificador global de instrumento financeiro originou-se do reconhecimento de que a teoria do caos não contempla a complexidade gerada todos os dias pelos bilhões – talvez trilhões – de transações com instrumentos financeiros que realizam câmaras de compensação e bolsas de valores em todo o mundo. Quase todos os aspectos do gerenciamento de instrumentos financeiros são baseados em sistemas fechados que usam identificadores proprietários que são de propriedade restrita e utilização licenciada.

Fechar cada acordo é tanto um exercício de tradução de informações quanto de processamento de transações, já que os traders, investidores e corretores lutam com vários formatos proprietários para determinar o que é, quem é o dono, quanto vale determinado instrumento financeiro e quando uma negociação precisa ser fechada. Ele introduz uma enorme quantidade de atrito no ciclo de vida do negócio e cria opacidade onde a clareza é procurada. Além disso, o uso de identificadores proprietários acrescenta custos e despesas gerais significativos quando os usuários desejam integrar dados de fontes diferentes ou migrar para um sistema de dados de outro mercado.

A evolução das simbologias avançadas ajudou a indústria de valores mobiliários a crescer, mas as limitações e os custos impostos pelos sistemas fechados tornaram-se mais evidentes à medida que as empresas e instituições continuam a integrar as operações em uma escala global. A simbologia proprietária agora se coloca como uma das barreiras mais significativas para aumentar a eficiência e a inovação em um setor que realmente necessita dela.

Além disso, a falta de identificadores comuns é um obstáculo fundamental para alcançar o estado da arte do processamento direto (STP). Alguns pontos merecem ser destacados. As taxas de licenciamento exigem que as empresas paguem por cada sistema de símbolos que usam. As organizações internacionais arcam com um ônus especialmente pesado, porque muitas vezes precisam licenciar diversas simbologias para administrar operações comerciais em vários países.

As restrições impostas por simbologias proprietárias impedem as empresas de mapear facilmente um conjunto de códigos para outro. Isso dificulta a integração de dados de mercado de diversas fontes, bem como esforços para automatizar as atividades comerciais e de liquidação. Os consumidores de dados de mercado que adotam símbolos proprietários para uso em seus próprios sistemas não precisam pagar apenas as taxas de licenciamento, mas esses símbolos também levam a custos futuros significativos, associados aos esforços para se conectar aos sistemas comerciais emergentes.

Os ambientes de negociação proprietários podem ter funcionado bem durante anos, mas são um subproduto de uma época em que os sistemas de dados funcionavam em grande parte como ilhas que não precisavam interoperar com outros sistemas. Um nível de abordagem diferente: mercados, clientes e governos estão exigindo maior conectividade, transparência e eficiência.

Além disso, a abertura dos sistemas baseados na internet alterou profundamente a forma como as empresas e os indivíduos coletam, gerenciam e compartilham informações. Assim, além de novas regulamentações que exigem clareza e responsabilidade, a mudança para a simbologia aberta está sendo impulsionada por crescentes demandas institucionais e de investidores.

A adoção de um sistema aberto de simbologia compartilhada estabelece as bases para um tremendo salto na negociação eficiente e na liquidação de valores mobiliários, bem como no gerenciamento de dados e relatórios de instrumentos financeiros de maneira mais geral. Esse sistema permitirá que empresas e provedores de serviços de tecnologia transfiram recursos de processos trabalhosos e ineficientes para novos investimentos em ferramentas e produtos que melhor atendam aos clientes.

O rápido crescimento do processamento distribuído levou à necessidade de uma estrutura de coordenação para essa padronização e às recomendações da ISO/IEC 10746 (todas as partes); o Modelo de Referência de Processamento Distribuído Aberto (RM-ODP) fornece tal estrutura. Ele define uma arquitetura na qual o suporte de distribuição, interoperabilidade e portabilidade pode ser integrado.

A ISO/IEC 10746-2 estabelece os conceitos fundamentais e a estrutura de modelagem para descrever sistemas distribuídos. Os escopos e objetivos da ISO/IEC 10746-2 e da Linguagem de Modelagem Unificada (UML), embora relacionados, não são os mesmos e, em vários casos, a ISO/IEC 10746-2 e a especificação da UML usam o mesmo termo para conceitos relacionados, mas estes não são idênticos (por exemplo, interface). No entanto, uma especificação usando os conceitos de modelagem da ISO/IEC 10746-2 pode ser expressa usando UML com extensões apropriadas (usando estereótipos, tags e restrições).

A ISO/IEC 10746-3 especifica uma arquitetura genérica de sistemas distribuídos abertos, expressa usando os conceitos fundamentais e a estrutura estabelecida na ISO/IEC 10746-2. Devido à relação entre a UML como linguagem de modelagem e a ISO/IEC 10746-3, é fácil demonstrar que a UML é adequada como uma notação para as especificações de pontos de vista individuais definidas pelo RM-ODP.

Esta norma estabelece um método para automatizar a contagem de pontos de função, que é geralmente consistente com a versão 4.3.1 do Manual de Práticas de Contagem (CPM do inglês Counting Practices Manual), produzido pelo Grupo Internacional de Usuários de Pontos de Função (IFPUG do inglês International Function Point Users Group). As diretrizes desta norma podem diferir daquelas do CPM do IFPUG em pontos onde os julgamentos subjetivos precisavam ser substituídos pelas regras necessárias para automação. O CPM do IFPUG foi selecionado como base para esta norma, porque é a especificação de medição funcional mais amplamente utilizada, com uma grande infraestrutura de suporte mantida por uma organização profissional.

Pode-se ressaltar que um identificador global de instrumento financeiro é estruturado como uma cadeia de 12 caracteres que é semanticamente sem sentido. Como a cadeia se destina a permanecer ligada a um determinado instrumento financeiro ao longo da vida desse instrumento, além de servir como referência histórica para instrumentos financeiros obsoletos, é vital que a cadeia seja estruturada de forma a ser semanticamente neutra.

Devido à granularidade do identificador global de instrumento financeiro, existe a necessidade de vários tipos de identificadores para fornecer agrupamentos de instrumentos financeiros. Os três tipos de identificadores globais de instrumento financeiro são os seguintes: identificador global: esse é o tipo mais básico de identificador que se aplica exatamente a um único instrumento financeiro no nível mais granular. Por exemplo, ações comuns da Apple (AAPL) negociadas no mercado NASDAQ Global Select.

A granularidade desse identificador é encontrada naquilo que ele identifica. Em particular, o FIGI mais básico identifica um instrumento financeiro, onde aplicável, ao nível do local de negociação. Isto é, quando aplicável, o identificador global identifica um instrumento financeiro dentro do contexto de um local de negociação.

Um identificador global composto é, ele próprio, um identificador global que é diferenciado de um identificador global normal, na medida em que serve como “pai” em uma hierarquia de identificadores globais individuais. Por exemplo, ações comuns da AAPL negociadas no mercado NASDAQ Global Select (nível local/sistema) e em nível global, apresentadas como uma lista de identificadores globais compostos. O propósito desta versão do identificador é agrupar identificadores individuais, conforme descrito anteriormente, em agrupamentos no nível do país.

O identificador global composto só se aplica a um subconjunto limitado de identificadores globais. Em particular, aplica-se apenas àqueles identificadores globais que podem ser diferenciados com base na bolsa em que o ativo é negociado, ou na fonte de preços do ativo. Essas condições só são obtidas no caso de ações. Como tal, o identificador global composto é usado apenas no agrupamento de ações.

O identificador global da classe de ativos é semelhante a um identificador global composto, porém o identificador global da classe de ativos identifica um instrumento financeiro dentro do contexto da perspectiva global, por exemplo, ações ordinárias da Apple. Como um mecanismo de agrupamento para identificadores globais compostos, o identificador global da classe de ativos é usado apenas no agrupamento de ações.

Convém que os caracteres utilizados dentro de um identificador global de instrumento financeiro (FIGI) sejam os seguintes: todas as seguintes consoantes em maiúsculas: B, C, D, F, G, H, J, K, L, M, N, P, Q, R, S, T, V, W, X, Y, Z; os únicos dígitos inteiros são 0 – 9. Enquanto a cadeia em si é semanticamente sem sentido, existe uma estrutura específica que é usada. Convém que as regras de sintaxe para os 12 caracteres sejam as seguintes: caracteres 1 e 2: qualquer combinação de consoantes maiúsculas, com as seguintes exceções: BS, BM, GG, GB, GH, KY, VG. O objetivo desta restrição é reduzir as chances de que o identificador resultante possa ser idêntico a uma sequência do código ISIN (International Securities Identification Number) (ver ISO 6166).

Estritamente falando, uma duplicata não é um problema, pois as strings designam coisas diferentes, mas mesmo assim foi tomado cuidado para reduzir a ambiguidade. A maneira que o ISIN é construído é que os dois primeiros caracteres correspondem ao país de emissão. O terceiro caractere, dependendo da organização emissora, é tipicamente um numeral. No entanto, no caso do Reino Unido, a letra “G” é atribuída. Como está sendo usada a letra “G” como o caractere 3, as únicas combinações que podem surgir dentro do ISIN que somente incorporam consoantes são BSG (Bahamas), BMG (Bermudas), GGG (Guernsey), GBG (Reino Unido) e VGG (Ilhas Virgens Britânicas).

A razão para isso é que o Reino Unido emite números ISIN para entidades dentro de sua jurisdição mais ampla. A alocação dos prefixos para diferentes Provedores Certificados (PC) é especificada no Anexo A. O caractere 3: a letra maiúscula G (para global); o caractere 4-11: qualquer combinação de consoantes maiúsculas e algarismos 0 – 9; caracteres 12: um dígito de verificação (0 – 9) calculado da seguinte forma: as letras são convertidas em números inteiros, conforme a tabela abaixo.

Usando os primeiros 11 caracteres, começando no último caractere em formato inteiro e trabalhando da direita para a esquerda, cada segundo inteiro é multiplicado por dois. A sequência de inteiros resultante (números maiores que 10 se tornam dois dígitos separados) é somada. Subtrair o total do próximo inteiro mais alto que termina em zero. Se o total obtido ao somar os dígitos for um inteiro terminando em zero, convém que o dígito de verificação seja zero.

Embora o identificador global esteja no centro desta norma, um conjunto de campos complementares está associado ao identificador, sendo dois dos quais instâncias especiais do próprio identificador. A necessidade dos pontos de dados adicionais é amplamente uma função da granularidade do identificador global. Como o identificador global serve para identificar instrumentos financeiros no nível mais granular possível, é muito útil especificar claramente os diferenciadores que constituem a granularidade.

Para esse fim, vários elementos-chave de dados estão associados a cada identificador global, que servem para destacar os recursos de diferenciação, além de fornecer informações adicionais sobre o instrumento financeiro, como, por exemplo, o seu nome. Os instrumentos financeiros são, pela sua natureza, coisas que podem ser compradas ou vendidas. Os instrumentos financeiros de que esta norma trata são comprados ou vendidos em uma bolsa de valores.

Como o identificador global atribui identificadores exclusivos aos instrumentos financeiros no nível mais granular possível, convém especificar o local no qual o instrumento financeiro individual é negociado. Convém que o identificador global seja agrupado, juntamente com a fonte de preços, como um código associado. Os códigos dos locais de negociação estão associados aos instrumentos financeiros por meio da propriedade de objeto “has” que é usado em vez de uma propriedade de objeto mais descritiva, como “hasAssociatedCode”, para alavancar os recursos de raciocínio e ser “mapeável” para as relações da Ontologia de Negócios da Indústria Financeira (FIBO).

O nome do instrumento financeiro é o nome da empresa e, às vezes, pode incluir uma breve descrição do instrumento financeiro. O nome de um instrumento pode mudar em conjunto com eventos corporativos. Conforme mencionado anteriormente, convém que o identificador associado ao instrumento financeiro não seja alterado em resposta a tal evento. Em muitos casos, como, por exemplo, ações ordinárias, o nome do instrumento financeiro também é o nome do órgão emissor.

Isso não é suficiente para individualizar o instrumento financeiro, uma vez que as organizações emitem instrumentos financeiros com exatamente o mesmo nome, mas que são negociados em diferentes bolsas. Esta é uma distinção que está ausente em outros identificadores, mas serve como uma característica particular para o FIGI.

As orientações para a gestão de continuidade de negócios

Entenda as orientações e recomendações para a aplicação dos requisitos do sistema de gestão de continuidade de negócios (SGCN) fornecidos na NBR ISO 22301. As orientações e recomendações são baseadas em boas práticas internacionais. É aplicável a organizações que: implementam, mantêm e melhoram um SGCN; buscam assegurar a conformidade com a política de continuidade de negócios declarada; precisam estar aptas a continuar o fornecimento de produtos e serviços em uma capacidade predefinida aceitável durante uma disrupção; buscam melhorar sua resiliência por meio da aplicação eficaz do SGCN.

A NBR ISO 22313 de 06/2020 – Segurança e resiliência — Sistemas de gestão de continuidade de negócios — Orientações para o uso da NBR ISO 22301 fornece orientações e recomendações para a aplicação dos requisitos do sistema de gestão de continuidade de negócios (SGCN) fornecidos na NBR ISO 22301. As orientações e recomendações são baseadas em boas práticas internacionais. É aplicável a organizações que: implementam, mantêm e melhoram um SGCN; buscam assegurar a conformidade com a política de continuidade de negócios declarada; precisam estar aptas a continuar o fornecimento de produtos e serviços em uma capacidade predefinida aceitável durante uma disrupção; buscam melhorar sua resiliência por meio da aplicação eficaz do SGCN. As orientações e recomendações são aplicáveis a todos os tamanhos e tipos de organizações, incluindo grandes, médias e pequenas organizações que operam nos setores industrial, comercial, público e sem fins lucrativos. A abordagem adotada depende do ambiente operacional e da complexidade da organização.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essas normas GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais devem ser os procedimentos em relação aos requisitos legais e regulamentares?

O que fazer em relação às exclusões do escopo do SGCN?

Como estabelecer uma política de continuidade de negócios?

Quais os exemplos de papéis e responsabilidades do SGCN?

Este documento fornece orientação, onde apropriado, sobre os requisitos da NBR ISO 22301. Não é a intenção deste documento fornecer orientações gerais sobre todos os aspectos da continuidade de negócios. Este documento inclui os mesmos cabeçalhos da NBR ISO 22301, mas não reafirma os requisitos e termos e definições relacionados.

A intenção das orientações é explicar e esclarecer o significado e a finalidade dos requisitos da NBR ISO 22301 e auxiliar na resolução de quaisquer problemas de interpretação. Outras normas e especificações técnicas que fornecem orientações adicionais e às quais são feitas referências neste documento são projeto ISO/TS 22317, ISO/TS 22318, projeto NBR ISO 22322, ISO/TS 22330, ISO/TS 22331 e ISO 22398. O escopo destes documentos pode ir além dos requisitos da NBR ISO 22301.

Portanto, convém que as organizações sempre consultem a NBR ISO 22301 para verificar os requisitos a serem atendidos. Para fornecer mais esclarecimentos e explicação sobre postos-chaves, este documento inclui uma série de figuras. As figuras são apenas para fins ilustrativos e o texto relacionado no corpo deste documento tem precedência. Um SGCN deve enfatizar a importância de: estabelecer uma política e objetivos de continuidade de negócios que estejam alinhados com os objetivos da organização; operar e manter processos, capacidades e estruturas de resposta para assegurar que a organização sobreviva a disrupções; monitorar e analisar criticamente o desempenho e a eficácia do SGCN e melhorar continuamente, com base em medições qualitativas e quantitativas.

O SGCN, como qualquer outro sistema de gestão, inclui os componentes a seguir: uma política; pessoas competentes com responsabilidades definidas; processos de gestão relativos a política; planejamento; implementação e operação; avaliação de desempenho; análise crítica pela direção; melhoria contínua; documentação que apoie o controle operacional e possibilite a avaliação de desempenho. Geralmente a continuidade de negócios é específica para uma organização. No entanto, a sua implementação pode ter implicações de longo alcance sobre a comunidade em geral e terceiros.

É provável que uma organização tenha outras organizações externas que dependam dela, e outras que ela dependa. Uma continuidade de negócios eficaz, portanto, contribui para uma sociedade mais resiliente. Um SGCN aumenta o nível de resposta e prontidão da organização para continuar operando durante disrupções. Isso também resulta em uma melhor compreensão dos relacionamentos internos e externos da organização, melhor comunicação com as partes interessadas e a criação de um ambiente

de melhoria contínua. Há potencialmente muitos benefícios adicionais para a implementação de um SGCN de acordo com as recomendações contidas neste documento e de acordo com os requisitos da NBR ISO 22301. Por exemplo, seguir as recomendações da Seção 4 (“contexto da organização”) implica que a organização analisa criticamente seus objetivos estratégicos para assegurar que o SGCN os apoie; reconsidera as necessidades, expectativas e requisitos das partes interessadas; está ciente das obrigações legais, regulamentares e outras aplicáveis.

A Seção 5 (“liderança”) implica que a organização: reconsidera as funções e responsabilidades da direção; promove uma cultura de melhoria contínua; aloca responsabilidade pelo monitoramento e relatórios de desempenho. A Seção 6 (“planejamento”) implica que a organização: reexamina seus riscos e oportunidades e identifica ações para lidar e tirar proveito deles; estabelece uma gestão eficaz de mudanças. A Seção 7 (“apoio”) implica que a organização: estabelece uma gestão eficaz de seus recursos de SGCN, incluindo a gestão de competências; melhora a conscientização dos funcionários sobre assuntos importantes para a direção; possui mecanismos eficazes de comunicação interna e externa; gerencia eficazmente sua documentação.

A Seção 8 (“operação”) resulta que a organização considera: as consequências não intencionais da mudança; prioridades e requisitos de continuidade de negócios; dependências; vulnerabilidades a partir de uma perspectiva de impacto; riscos de disrupção e identificação da melhor forma de endereça-los; soluções alternativas para administrar o negócio com recursos limitados; estruturas e procedimentos eficazes para lidar com disrupções; responsabilidades para com a comunidade e outras partes interessadas. A Seção 9 (“avaliação de desempenho”) implica que a organização: possui mecanismos eficazes para monitorar, medir e avaliar o desempenho; envolve a direção no monitoramento do desempenho e contribui para a eficácia do SGCN.

A Seção 10 (“melhoria”) implica que a organização: tem procedimentos para monitorar o desempenho e melhorar a eficácia;  se beneficia da melhoria contínua de seus sistemas de gestão. Como resultado, a implementação do SGCN pode: proteger a vida, os ativos e o meio ambiente; proteger e aprimorar a reputação e credibilidade da organização; contribuir para a vantagem competitiva da organização, permitindo que ela opere durante as disrupções; reduzir custos decorrentes de disrupções e melhorar a capacidade da organização de permanecer eficaz durante eles; contribuir para a resiliência organizacional geral da organização; ajudar a tornar as partes interessadas mais confiantes no sucesso da organização; reduzir a exposição legal e financeira da organização; demonstrar a capacidade da organização de gerenciar riscos e solucionar vulnerabilidades operacionais.

Este documento adota o modelo plan-do-check-act (PDCA) para planejar, estabelecer, implementar, operar, monitorar, analisar criticamente, manter e melhorar continuamente a eficácia do SGCN da organização. Uma explicação sobre o ciclo PDCA é fornecida na tabela abaixo. Ela ilustra como o SGCN considera os requisitos das partes interessadas como entradas para a gestão de continuidade de negócios (GCN) e, por meio das ações necessárias e processos, produz resultados de continuidade de negócios (por exemplo, continuidade de negócios gerenciada) que atendem a estes requisitos.

A continuidade de negócios é a capacidade da organização de continuar fornecendo produtos ou serviços em capacidades predefinidas aceitáveis após uma disrupção. A gestão de continuidade de negócios é o processo de implementação e manutenção da continuidade de negócios para evitar perdas e se preparar para mitigar e gerenciar disrupções. O estabelecimento de um SGCN permite que a organização controle, avalie e melhore continuamente sua continuidade de negócios. Neste documento, a palavra negócios é usada como um termo abrangente para as operações e serviços executados por uma organização em busca de seus objetivos, metas ou missão.

Como tal, é igualmente aplicável a grandes, médias e pequenas organizações que operam nos setores industrial, comercial, público e sem fins lucrativos. As disrupções têm o potencial de interromper todas as operações da organização e sua capacidade de fornecer produtos e serviços. No entanto, a implementação de um SGCN antes que ocorra uma disrupção, em vez de responder de maneira não planejada após o incidente, permite à organização retomar as operações antes que surjam níveis inaceitáveis de impacto.

A gestão de continuidade de negócios envolve: identificar os produtos e serviços da organização e as atividades que os entregam; analisar os impactos de não retomar as atividades e os recursos dos quais dependem; compreender o risco de disrupção; determinar prioridades, prazos, capacidades e estratégias para retomar a entrega de produtos e serviços; ter soluções e planos para retomar as atividades dentro dos prazos requeridos após uma disrupção; garantir que esses arranjos sejam analisados criticamente e atualizados de forma regular para que sejam eficazes em todas as circunstâncias. Convém que a abordagem da organização à gestão da continuidade de negócios e suas informações documentadas sejam apropriadas ao seu contexto (por exemplo, ambiente operacional, complexidade, necessidades, recursos).

A continuidade de negócios pode ser eficaz para lidar com disrupções repentinas (por exemplo, explosões) e graduais (por exemplo, pandemias). As atividades podem ser interrompidas por uma ampla variedade de incidentes, muitos dos quais são difíceis de prever ou analisar. Ao focar no impacto da disrupção e não na causa, a continuidade de negócios permite que uma organização identifique atividades que são essenciais para poder cumprir suas obrigações.

Por meio da continuidade de negócios, uma organização pode reconhecer o que é para ser feito para proteger seus recursos (por exemplo, pessoas, instalações, tecnologia, informação), cadeia de suprimentos, partes interessadas e reputação antes que ocorra uma disrupção. Com esse reconhecimento, é possível que a organização crie uma estrutura de resposta, para ter certeza de gerenciar os impactos de uma disrupção. As figuras abaixo ilustram conceitualmente como a continuidade de negócios pode ser eficaz na mitigação de impactos em determinadas situações. Nenhuma escala de tempo específica é implicada pela distância relativa entre os estágios representados em qualquer diagrama.

Convém que a organização avalie e entenda as questões externas e internas (incluindo fatores ou condições positivas e negativas para consideração) que sejam pertinentes para seus objetivos gerais, produtos e serviços, e o quanto e o tipo de risco que pode ou não assumir. Convém que esta informação seja considerada na implementação e manutenção do SGCN da organização e atribuição de prioridades. O contexto externo da organização inclui, quando pertinente, o seguinte: o ambiente político, legal e regulamentar, seja internacional, nacional, regional ou local; os aspectos social e cultural; o ambiente financeiro, tecnológico, econômico, natural e competitivo, seja internacional, nacional, regional ou local; o comprometimento com a cadeia de suprimentos e relacionamentos (ver também ISO/TS 22318); fatores-chave (por exemplo, riscos, tecnologia) e tendências tendo um impacto sobre os objetivos e a operação da organização; relacionamentos com, e percepções e valores das, partes interessadas fora da organização; canais de comunicação, incluindo mídias sociais, usados para verificar e formar esses relacionamentos.

O contexto interno da organização inclui, quando pertinente, o seguinte: produtos e serviços, atividades, recursos, cadeia de suprimentos, e as relações com as partes interessadas; capacidades, entendidas em termos de recursos e de conhecimentos (por exemplo, capital, tempo, pessoas, processos, sistemas e tecnologias); sistemas de gestão existentes; informações e dados (armazenados em formato físico ou eletrônico) e processos de tomada de decisão (formais e outros); partes interessadas dentro da organização, incluindo fornecedores internos [consideração de acordos de nível de serviço (SLA), acordos de resiliência e recuperação avaliados], ver ISO/TS 22318; políticas e os objetivos, e as estratégias que estão em vigor para alcança-los; oportunidades futuras e prioridades de negócios; percepções, valores e cultura; normas e modelos de referência adotados pela organização; estruturas (por exemplo, governança, papéis e responsabilizações); canais de comunicação interna usados para a troca de informações pela força de trabalho (por exemplo, mídias sociais).

A organização tem o dever de cuidar de uma ampla gama de pessoas dentro e fora da organização (ver também ISO/TS 22330). Ao estabelecer o SGCN, convém que a organização assegure que as necessidades e requisitos das partes interessadas sejam considerados. Convém que a organização identifique todas as partes interessadas que são pertinentes para seu SGCN e, com base em suas necessidades e expectativas, convém que determine seus requisitos.

É importante identificar não apenas os requisitos declarados, mas também os implícitos. Ao planejar e implementar o SGCN, é importante identificar ações que sejam apropriadas em relação às partes interessadas, mas diferenciar entre as categorias. Por exemplo, embora possa ser apropriado se comunicar com todas as partes interessadas na sequência de um incidente disruptivo, pode não ser apropriado comunicar a todas as partes interessadas a implementação e manutenção da gestão da continuidade de negócios.

ASME B31.5: a tubulação para a refrigeração e os componentes de transferência de calor

Essa norma, editada em 2020 pela American Society of Mechanical Engineers (ASME), especifica os refrigerantes, os componentes de transferência de calor e a tubulação secundária de refrigerante para temperaturas tão baixas quanto -320°F (-196°C), para que sejam montadas nas instalações ou montadas na fábrica. Os usuários são avisados de que outras seções do código de tubulação podem fornecer requisitos para tubulação de refrigeração em seus respectivos países.

A ASME B31.5:2020 – Refrigeration Piping and Heat Transfer Components especifica os refrigerantes, os componentes de transferência de calor e a tubulação secundária de refrigerante para temperaturas tão baixas quanto -320 ° F (-196 ° C), para que sejam montadas nas instalações ou montadas na fábrica. Os usuários são avisados de que outras seções do código de tubulação podem fornecer requisitos para tubulação de refrigeração em seus respectivos países.

Este código não se aplica a sistemas autônomos ou de unidades sujeitas aos requisitos dos Underwriters Laboratories ou de outro laboratório de ensaios reconhecido nacionalmente. Também não se aplica a tubulações de água; tubulação projetada para pressão manométrica externa ou interna não superior a 15 psi (105 kPa), independentemente do tamanho; ou vasos de pressão, compressores ou bombas. No entanto, inclui toda a tubulação para refrigerante e refrigerante secundário de conexão, começando na primeira junta adjacente a esse aparelho.

As principais alterações nesta edição incluem revisões de seções em revestimentos de flanges, aparafusamento de flanges de ferro fundido e materiais de ferro fundido e ferro maleável. Prescreve soluções abrangentes para materiais, projeto, fabricação, montagem, ensaio e inspeção. Também serve como complemento do código B31.1 da ASME em tubulação de energia, bem como de outros códigos da série B31 da ASME.

Juntos, eles permanecem como referências essenciais para qualquer pessoa envolvida com tubulação. A aplicação cuidadosa desses códigos B31 ajudará os usuários a cumprir com as regulamentações aplicáveis em seus países, ao mesmo tempo em que obtêm os benefícios operacionais, de custo e segurança a serem obtidos com as muitas práticas recomendadas do setor, detalhadas nesses volumes. Destina-se a projetistas, proprietários, reguladores, inspetores e fabricantes de componentes de tubulação de refrigeração e transferência de calor.

CONTEÚDO DA NORMA

Prefácio . . . . . . . . . . vi

Lista do Comitê. . . . . vii

Correspondência com o Comitê B31. . . . . .. ix

Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XI

Sumário de Mudanças . . . . . . . . . . . .. xiii

Capítulo I Escopo e Definições. . . . . .. 1 1

500 Declarações gerais. . . . . .. . .. 1 1

Capítulo II Projeto. . . . . . . . . . . . . . . 10

Parte 1 Condições e Critérios. . . . . . . 10

501 Condições de projeto.. . . . . . . . . . 10

502 Critérios de Projeto . . . . . . . . . . . 11

Parte 2 Projeto de componentes de tubulação . . . . . . . 23

503 Critérios para projeto de componentes de tubulação. . . . 23

504 Projeto de pressão dos componentes da tubulação. . . . . . . 23

Parte 3 Aplicação de projeto da seleção e limitação de componentes de tubulação. . . 33

505 Tubulação  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33

506 Acessórios, dobras e cruzamentos. . . . . . . . . . 34

507 Válvulas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34

508 Flanges, Espaços em Branco, Revestimentos de Flange, Juntas e Parafusos. . . . . . . . . . . . 34

Parte 4 Seleção e limitações das juntas de tubulação . . . . 35

510 Juntas de tubulação . . . . . . . . . . . . . . 35

511 Juntas soldadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . 35

512 Juntas flangeadas . . . . . . . . . . . . . . . 35

513 Juntas expandidas. . . . . . . . . . . . . . . . . 35

514 Juntas roscadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35

515 Juntas alargadas, sem flange e de compressão.. . . . . 36

517 Juntas soldadas e brasadas . . . . . . . . . . 36

518 Acoplamentos de luva e outras articulações novas ou patenteadas……36

Parte 5 Expansão, flexibilidade, anexos estruturais, suportes e restrições. ….. 36

519 Expansão e flexibilidade. . . . . . . . . . . . . . . . 36

520 Projeto de elementos de suporte para tubos . . . . . . . . 46

521 Cargas de projeto para elementos de suporte de tubo. . . . . 47

Capítulo III Materiais.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49

523 Materiais – Requisitos Gerais. . . . . . . . . . . . . . . 49

524 Materiais aplicados a peças diversas. . . . . .. . 55

Capítulo IV Requisitos dimensionais.. . . . . . . . . . . . . . . . 56

526 Requisitos dimensionais para componentes de tubulação padrão e não padrão. .. . . . 56.

Capítulo V Fabricação e Montagem. . . . . . . . . . . . . . . . 59

527 Soldagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

528 Brasagem e soldagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66

529 Flexão – quente e fria. . . . . . . . . . . . . . . . . 68

530 Formação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69

531 Tratamento Térmico. . .. . . . . . . . . . . . . 69

535 Montagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70

Capítulo VI Exame, Inspeção e ensaio. . . . . . . . . . . . . 75

536 Exame. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75

537 Inspeção. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77

538 Ensaio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 77

539 Registros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78

Apêndice Obrigatório

I Normas referenciadas . . . . . . . . . . . … 79

Apêndices não obrigatórios

A Preparação para perguntas técnicas . . . . . . . . … 82

B Seleção de códigos de tubulação aplicáveis. . . . . .. 83

C Nomenclatura. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . … 85

O Código ASME B31 para Tubulação de Pressão consiste em várias Seções publicadas individualmente, cada uma de acordo com o uma norma nacional norte americana, sob a direção do Comitê ASME B31, Código de Tubulação de Pressão. As regras para cada Seção refletem os tipos de instalações de tubulação consideradas durante seu desenvolvimento. Esta é a seção de código dos componentes da tubulação de refrigeração B31.5 e da transferência de calor. A seguir, nesta Introdução e no texto desta Seção B31.5 do Código, quando a palavra “Código” for usada sem identificação específica, significa esta Seção do Código. Esta seção também inclui apêndices que contêm padrões referenciados (Apêndice obrigatório I), informações que instruem os usuários sobre a seleção de códigos de tubulação apropriados (Apêndice não obrigatório B) e nomenclatura (Apêndice não obrigatório).

É de responsabilidade do proprietário selecionar a Seção de Código que mais se aplica a uma instalação de tubulação proposta. Fatores a serem considerados pelo proprietário incluem limitações da Seção de Código, requisitos jurisdicionais e a aplicabilidade de outros códigos e normas. Todos os requisitos aplicáveis da Seção de Código selecionada devem ser atendidos.

Para algumas instalações, mais de uma seção de código pode ser aplicada a diferentes partes da instalação. O proprietário também é responsável por impor requisitos complementares aos do Código, se necessário, para garantir a tubulação segura para a instalação proposta. (Veja o Apêndice B. Não Obrigatório). O Código especifica os requisitos de engenharia considerados necessários para o projeto e construção seguros de refrigeração, componentes de transferência de calor e sistemas de tubulação de refrigerante secundário. Embora a segurança seja a principal consideração, esse fator sozinho não governará necessariamente as especificações finais de qualquer sistema de tubulação de pressão.

O Código não é um manual de projeto. Muitas decisões que devem ser tomadas para produzir uma instalação de tubulação não são especificadas em detalhes nesse Código. O Código não serve como um substituto para julgamentos sólidos de engenharia por parte do proprietário e do projetista. O Código contém dados de referência básicos e fórmulas necessárias para o design. Pretende-se declarar esses requisitos em termos de princípios básicos de projeto, na medida do possível, complementados com requisitos específicos, quando necessário, para obter uma interpretação uniforme dos princípios. Contém proibições em áreas onde se sabe que práticas ou projetos não são seguros. Em outras áreas, o Código contém avisos ou “sinalizadores” onde se sabe que é necessário cautela, mas onde se considera que uma proibição direta seria injustificada.

O Código inclui o seguinte: referências a especificações de materiais e padrões de componentes aceitáveis para uso do Código; referências a normas dimensionais aceitáveis para os elementos que compreendem sistemas de tubulação; os requisitos para o projeto de pressão de componentes e unidades montadas; (d) requisitos para avaliação e limitação de tensões, reações e movimentos associados à pressão, temperatura, forças externas e para o projeto de suportes de tubos; os requisitos para a fabricação, montagem e montagem de sistemas de tubulação; os requisitos para exame, inspeção e teste de sistemas de tubulação Podem ser usadas unidades norte americanas (USC) ou International System (SI, também conhecidas como métricas) com esta edição.

As unidades habituais locais também podem ser usadas para demonstrar conformidade com este Código. Um sistema de unidades deve ser usado consistentemente para requisitos aplicáveis a uma instalação específica. As equações deste Código podem ser usadas com qualquer sistema consistente de unidades. É de responsabilidade da organização realizar cálculos para garantir que um sistema consistente de unidades seja usado.

É intenção do Código que isso não seja retroativo e que, a menos que seja feito um acordo específico entre as partes contratantes para usar outras questões, ou o órgão regulador com jurisdição imponha o uso de outras questões, o Código mais recente, emitido 6 meses antes de a data original do contrato para a primeira fase da atividade que cobre uma tubulação dos sistema (s), seja o documento de governo para todas as atividades de projeto, materiais, fabricação, montagem, exame e teste dos sistemas de tubulação até a conclusão do trabalho e operação inicial.

Os fabricantes e usuários da tubulação são advertidos contra o uso de revisões menos restritivas do que os requisitos anteriores, sem ter a garantia de que foram aceitas pelas autoridades competentes da jurisdição em que a tubulação será instalada. Os usuários deste Código são aconselhados a que, em alguns locais, a legislação possa estabelecer jurisdição sobre o objeto deste Código.

Este Código de Componentes de Tubulação de Refrigeração e Transferência de Calor é uma seção do Código de Tubulação de Pressão da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME), B31. Esta seção é publicada como um documento separado para simplificar e facilitar a conveniência dos usuários do Código. Os usuários deste Código são avisados de que, em algumas áreas, a legislação pode estabelecer jurisdição governamental sobre o assunto coberto pelo Código. O proprietário de uma instalação de tubulação deve escolher quais códigos de tubulação são aplicáveis à instalação e terá a responsabilidade geral pelo cumprimento deste Código. (Consulte o Apêndice B. Não Obrigatório). O proprietário de uma instalação de tubulação completa terá a responsabilidade geral pelo cumprimento deste código.

É necessário que o projeto de engenharia especifique quaisquer requisitos especiais pertinentes ao serviço específico envolvido. Por exemplo, o projeto de engenharia não deve, para nenhum serviço, especificar uma qualidade de solda menor que a estipulada no par pela qualidade do exame visual exigido pelo Código e pelos tipos de solda envolvidos. Mas, quando os requisitos de serviço exigirem qualidade adicional e um exame não destrutivo mais abrangente, eles deverão ser especificados no projeto de engenharia e em qualquer revisão do mesmo, e quando especificado, o Código exige que eles sejam cumpridos.

O Código geralmente emprega uma abordagem simplificada para muitos de seus requisitos. Um projetista pode optar por usar uma análise mais completa e rigorosa para desenvolver requisitos de projeto e construção. Quando o projetista decide adotar essa abordagem, ele deve fornecer os detalhes e cálculos demonstrando que design, construção, exame e teste são consistentes com os critérios deste Código. Os detalhes devem ser documentados no projeto de engenharia.

Como definir os elementos consistentes dos metadados

O propósito deste modelo é permitir a descrição padronizada de documentos de arquivo e entidades contextuais críticas para documentos de arquivo, fornecer uma compreensão comum dos pontos fixos de agregação para permitir a interoperabilidade de documentos de arquivo e informações relevantes para documentos de arquivo entre sistemas organizacionais e permitir reutilização e padronização de metadados para gerenciar documentos de arquivo ao longo do tempo, espaço e entre aplicações.

A NBR ISO 23081-2 de 04/2020 – Informação e documentação — Gerenciamento de metadados para documentos de arquivo – Parte 2: Problemas conceituais e implementação estabelece um modelo para definir os elementos de metadados consistentes com os princípios e as considerações de implementação descritos na NBR ISO 23081-1. O propósito deste modelo é permitir a descrição padronizada de documentos de arquivo e entidades contextuais críticas para documentos de arquivo, fornecer uma compreensão comum dos pontos fixos de agregação para permitir a interoperabilidade de documentos de arquivo e informações relevantes para documentos de arquivo entre sistemas organizacionais e permitir reutilização e padronização de metadados para gerenciar documentos de arquivo ao longo do tempo, espaço e entre aplicações. Ela também identifica alguns dos pontos de decisão críticos que precisam ser abordados e documentados para permitir a implementação de metadados para gerenciar documentos de arquivo. Ela visa identificar os problemas que precisam ser abordados na implementação de metadados para gerenciamento de documentos de arquivo, identificar e explicar as várias opções para abordar as questões, e identificar vários caminhos para tomar decisões e escolher opções na implementação de metadados para gerenciar documentos de arquivo.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais as relações entre entidades nos metadados?

Quais são os conceitos relativos à implementação de metadados?

Por que os metadados podem ser herdados de um agregado superior para um inferior?

Qual o modelo de metadados para gerenciar documentos de arquivo?

A série NBR ISO 23081 descreve metadados para documentos de arquivo. Esta parte 2 concentra-se no modelo de definição de elementos de metadados para gestão de documentos de arquivo, e fornece uma declaração genérica de elementos de metadados, sejam estes físicos, analógicos ou digitais, de acordo com os princípios da NBR ISO 23081-1. Ela fornece uma fundamentação sólida dos metadados para gerenciar documentos de arquivo em organizações, modelos conceituais de metadados e um conjunto de elementos de alto nível de metadados genéricos, adequados para qualquer ambiente de documentos de arquivo.

Abrange, por exemplo, implementações atuais de gestão de documentos de arquivo ou arquivísticas. Ela define os tipos genéricos de metadados, tanto para entidades de documentos de arquivo quanto para outras entidades que precisam ser gerenciadas para documentar e entender o contexto dos documentos de arquivos. Esta parte 2 também identifica, para entidades-chave, um número mínimo de camadas de agregação fixas que são necessárias para fins de interoperabilidade. Os modelos e os tipos de metadados genéricos delineados nesta parte são principalmente focados na entidade documentos de arquivo.

No entanto, eles também são relevantes para as outras entidades. Não estabelece um conjunto específico de elementos de metadados. Em vez disso, ela identifica tipos genéricos de metadados que são necessários para cumprir os requisitos para gerenciar documentos de arquivo. Essa abordagem fornece às organizações a flexibilidade para selecionar metadados específicos para atender aos requisitos de seus negócios e gerenciar seus documentos de arquivo enquanto eles são necessários.

Ela fornece diagramas para determinar os elementos de metadados que podem ser definidos em uma implementação específica e os que podem ser aplicados a cada agregação das entidades definidas. Ela reconhece que essas entidades podem existir em diferentes camadas de agregação. Ela define tipos de metadados genéricos que podem ser aplicados em todas as camadas de agregação, ao mesmo tempo em que alerta aos implementadores para elementos de metadados que só podem ser aplicados em camadas de agregação específicas.

A implementação de metadados para gerenciar documentos de arquivo usando parâmetros organizacionais e de sistema envolve uma série de escolhas, que são determinadas pelas conjunturas da organização, pelos sistemas instalados e pelos requisitos para gerenciar documentos de arquivo. Com base nos princípios da NBR ISO 23081-1, esta parte 2 fornece explicações adicionais sobre os conceitos subjacentes de esquemas de metadados para gerenciar documentos de arquivo, oferece orientações práticas para o desenvolvimento e construção desses esquemas do ponto de vista organizacional e, finalmente, aborda questões relacionadas à implementação e ao gerenciamento de metadados ao longo do tempo.

Destina-se a arquivistas (ou pessoas atribuídas dentro de uma organização para gerenciar documentos de arquivo em qualquer ambiente) responsáveis pela definição de metadados para gerenciar documentos de arquivo em qualquer camada de agregação em um sistema de negócios ou software de documentos de arquivo dedicado, sistemas/analistas de negócio responsáveis pela identificação de metadados para gerenciar documentos de arquivo em sistemas de negócio, arquivistas ou analistas de sistemas que abordam os requisitos de interoperabilidade do sistema envolvendo documentos de arquivo, e fabricante de software, como fornecedores de aplicativos que apoiam e permitem a definição, captura e gestão de metadados ao longo do tempo. As organizações precisam de sistemas de informação que capturem e gerenciem informações contextuais adequadas para auxiliar o uso, compreensão, gerenciamento e acesso a documentos de arquivo ao longo do tempo.

Esta informação é crítica para assegurar autenticidade, confiabilidade, integridade, usabilidade e qualidades probatórias de documentos de arquivo. Coletivamente, essa informação é conhecida como metadados para gerenciamento de documentos de arquivo. Os metadados para gerenciar documentos de arquivo podem ser usados para uma variedade de propósitos dentro de uma organização, apoiando, identificando, autenticando, descrevendo, localizando e gerenciando seus recursos de forma sistemática e consistente para atender às necessidades de negócio, responsabilidade e requisitos societários das organizações.

O software de documentos de arquivo e os sistemas de negócio com funcionalidade de gerenciamento de registros gerenciam documentos de arquivo, capturando e gerenciando os seus metadados e o contexto de sua produção e uso. Os documentos de arquivo, particularmente sob a forma de transações eletrônicas, podem existir fora do software de documentos de arquivo formais, muitas vezes sendo produzidos em sistemas de negócio que atendem a fins específicos (por exemplo, sistemas de licenciamento).

Os documentos de arquivo são usados e compreendidos por pessoas que possuem ou têm acesso a conhecimentos suficientes sobre os processos que estão sendo realizados ou por pessoas que estão envolvidas na transação dos documentos de arquivo gerados e seu contexto imediato. Tais documentos de arquivo nem sempre são robustos, por razões que incluem as ligações contextuais que podem não ser escritas e depender da memória individual e do grupo.

Essa confiança no entendimento contextual não escrito não é confiável; algumas pessoas têm acesso a mais conhecimento do que outras; ao longo do tempo, a usabilidade dos documentos de arquivo será comprometida pelo movimento do pessoal e pela diminuição da memória corporativa. Os documentos de arquivo muitas vezes não possuem informações explícitas necessárias para identificar os componentes de uma transação fora do contexto de negócio específico e, portanto, são difíceis de intercambiar com outros sistemas de negócio relacionados aos fins de interoperabilidade.

Os processos de gestão necessários para assegurar a sustentabilidade dos documentos de arquivo ao longo do tempo, que eles requerem, geralmente não são uma característica de tais sistemas. Existem limites práticos para a quantidade de informações contextuais que podem ser explicitadas e capturadas em um determinado sistema na forma de metadados. O contexto é infinito, enquanto um único sistema de informação possui limites finitos. Outras informações contextuais sempre existirão fora dos limites de qualquer sistema. Um único sistema de software de documentos de arquivo precisa capturar o máximo de metadados que forem considerados úteis para que o sistema e seus usuários interpretem e gerenciem os documentos de arquivo pelo tempo que forem necessários no sistema e para permitir a migração daqueles documentos de arquivo requeridos fora do sistema.

Os bons esquemas de metadados são dinâmicos e podem incluir metadados adicionais para gerenciar documentos de arquivo conforme necessário ao longo do tempo. Muitos metadados para gerenciar documentos de arquivo podem ser obtidos de outros sistemas de informação. Para que eles sejam úteis em um sistema de gerenciamento de documentos de arquivo, eles precisam ser estruturados e organizados de forma padronizada.

Os metadados padronizados são um pré-requisito essencial para a interoperabilidade do sistema de informação dentro e entre organizações. Os metadados para gerenciar documentos de arquivo não só descrevem seus atributos, de forma a permitir seu gerenciamento e uso/reutilização, mas também documentam as relações entre os documentos de arquivo e os agentes que os definem e os usam, além dos eventos ou circunstâncias em que os documentos de arquivo são produzidos e utilizados. Os metadados apoiam a busca de informações e a manutenção de sua autenticidade.

As organizações precisam produzir documentos de arquivo de suas transações e mantê-los enquanto forem necessários. Isso pode ser feito somente se os sistemas de negócio das organizações capturarem metadados de documentos de arquivo de acordo com os requisitos organizacionais para gerenciá-los. O quanto melhor um sistema gerencia documentos de arquivo é em grande parte dependente das funcionalidades de metadados do sistema. As relações entre os sistemas de negócio e os sistemas de softwares específicos de documentos de arquivo estão sujeitas às decisões nas implementações, conforme descrito na Seção 11.

A interoperabilidade refere-se à capacidade de dois ou mais sistemas automatizados de trocar informações e reconhecer, processar e usar essas informações com sucesso. Os sistemas interoperáveis precisam ser capazes de funcionar simultaneamente em níveis técnicos, semânticos e sintáticos. Os metadados padronizados são um pré-requisito essencial para a interoperabilidade do sistema de informação.

Os metadados padronizados para gerenciar documentos de arquivo ajudam a permitir a interoperabilidade da seguinte maneira: entre sistemas de negócio dentro de uma organização (por exemplo, entre os sistemas que apoiam um processo de negócio e aqueles que oferecem apoio a outros processos de negócio em toda a organização); entre sistemas de negócio que produzem documentos de arquivo e software de documentos de arquivo que os administram como documentos de arquivo; entre sistemas de negócio durante a migração de um sistema; entre várias organizações envolvidas na condução de processos de negócio (por exemplo, em uma cadeia de gerenciamento ou transações de comércio eletrônico); entre organizações para uma variedade de outros propósitos do negócio (por exemplo, na realização de transações compartilhadas ou transferência de documentos de arquivo para um terceiro); ao longo do tempo entre os sistemas de negócio que produzem documentos de arquivo e sistemas arquivísticos que os preservam. Ao apoiar a interoperabilidade, os metadados para gerenciar documentos de arquivo permitem a descoberta de recursos em sistemas de negócio, bem como em software de documentos de arquivo.

Os esquemas de metadados podem ser adaptados aos requisitos organizacionais para mitigação dos riscos. As organizações especificarão elementos que devem estar presentes para que os documentos de arquivo sejam confiáveis, autênticos e íntegros. Outros elementos serão opcionais, para inclusão, a critério das subunidades de organizações, ou para sistemas de negócio específicos dentro das organizações.

Ao considerar estratégias de implementação de metadados, recomenda-se que as organizações identifiquem os riscos que existem, considerem o grau de risco envolvido e garantam que a estratégia de implementação: forneça acesso aos sistemas de negócio críticos ao longo do tempo, satisfaça os requisitos legais de autenticidade e confiabilidade, e seja sustentável a partir de uma perspectiva de recursos ao longo do tempo. Os metadados estruturados para gerenciamento de documentos de arquivo, em combinação com boas funcionalidades de sistemas de busca, apoiam o acesso e a recuperação de documentos de arquivo em toda a organização. Isso maximiza a capacidade das pessoas de encontrar documentos de arquivo relevantes de forma rápida e fácil, quando precisam.

Além disso, os metadados de documentos de arquivo estruturados permitem que as informações sejam recuperadas no contexto do negócio, aumentando assim a compreensão e a confiabilidade das informações recuperadas para reutilização. Um investimento inicial, relativamente pequeno, em bons metadados, pode melhorar a qualidade e reduzir os custos de recuperação de informações para a organização. Os metadados para gerenciar documentos de arquivo podem ser usados para reduzir o risco de uso não autorizado. Metadados são necessários para especificar se o acesso aos documentos de arquivo é restrito.

Recomenda-se que somente aqueles com autorização apropriada tenham acesso aos documentos de arquivo. Convém que quaisquer instâncias de acesso sejam documentadas como metadados. Os metadados de controle de acesso são vitais para assegurar os interesses legais e de negócio da organização. Eles asseguram o gerenciamento adequado da confidencialidade e privacidade de informações pessoais e outras restrições de uso e segurança identificadas nos documentos de arquivo de uma organização.

Com a mudança da estrutura, função ou processo de trabalho de uma organização, ocorre uma alteração nas responsabilidades para as atividades do negócio. A implementação de metadados de documentos de arquivo padronizados e estruturados ajudam a identificar os documentos de arquivo apropriados para serem movidos em todos os sistemas e limites organizacionais. Esses metadados padronizados também ajudam a extrair documentos de arquivo de um sistema e importá-los para outros sistemas, preservando a ligação contextual, independentemente de qualquer sistema de negócio particular.

Os documentos de arquivo digitais dependem de metadados para sua existência, gestão e uso futuro. As características dos documentos de arquivo (ISO 15489-1:2001, 7.2), em todos os formatos, são definidas nos metadados dos documentos de arquivo. Assegurar a preservação dos documentos de arquivo, incluindo seus metadados, em formato eletrônico, exige conformidade com padrões de metadados estáveis, estruturados e bem definidos, para sua sustentabilidade em atualizações ou mudanças de software. A preservação dos documentos de arquivo digitais, enquanto eles são necessários, pode envolver uma série de estratégias (ver Seção 11), mas todas as estratégias dependem da existência de metadados padronizados para gerenciar documentos de arquivo.

Muitas das informações necessárias para documentar e descrever os documentos de arquivo e seu contexto em sistemas arquivísticos podem ser obtidas a partir dos metadados em software de documentos de arquivo. Recomenda-se que esta interligação seja tão perfeita quanto possível. Capturar metadados para gerenciar documentos de arquivo de acordo com um esquema padronizado torna esse processo mais fácil de implementar.

Conforme indicado na ISO 23081-1:2006, Seção 6, recomenda-se que estratégias de metadados sejam tratadas como parte integrante, ou explicitamente relacionada, a uma estratégia mais ampla de gerenciamento de informações e documentos de arquivo da organização. A este respeito, convém que seja elaborada uma política clara relacionada aos metadados, seja como uma área de política autônoma separada, ligada ao modelo de políticas de documentos de arquivo existente ou mesmo como uma parte integrante e distinta das políticas de documentos de arquivo organizacionais existentes.

Em ambos os casos, recomenda-se que as organizações identifiquem e atribuam funções e responsabilidades, incluindo responsabilidades para assegurar a qualidade de metadados; identifiquem os requisitos de confiabilidade, acessibilidade, recuperação, manutenção e segurança de metadados; selecionem padrões ou esquema de metadados aplicáveis; identifiquem e estabeleçam regras para a aplicação de esquemas de codificação de metadados (vocabulários controlados, esquemas de sintaxe); determinem normas técnicas a serem utilizadas na implementação; identifiquem como a política de metadados para gerenciar documentos de arquivo se relaciona a outras políticas ou esquemas de metadados que estão em uso na organização; identifiquem critérios e metodologias de avaliação para determinar a conformidade e a eficácia da política; desenvolvam estratégias de monitoramento e avaliação para acompanhar a política; determinem como a política será mantida atualizada, de acordo com as atividades do negócio.

Recomenda-se que qualquer política permita diferentes níveis de implementação. Convém identificar o nível e a forma a serem alcançados. Recomenda-se que uma política também identifique as áreas mais críticas e requeira atenção especial em relação às estratégias de implementação de metadados, como sustentabilidade, acessibilidade, identificação de documentos de arquivo vitais, preservação e análise de risco.

Em conformidade com o modelo estabelecido de funções e responsabilidades para os documentos de arquivo (ver ISO 15489-1:2001, 6.3), recomenda-se que a responsabilidade pelo desenvolvimento, implementação e manutenção de modelos de metadados para gerenciamento de documento de arquivo seja atribuída aos arquivistas, em associação com outros funcionários da organização, como da área de tecnologia da informação ou profissionais da área jurídica, conforme apropriado. Esta responsabilidade inclui analisar as necessidades da organização de metadados para gerenciar documentos de arquivo baseados nos requisitos do negócio; monitorar e analisar a evolução da organização em relação aos metadados, em particular os requisitos para o gerenciamento dos documentos de arquivo; assegurar que os esquemas de metadados para gerenciamento de documentos de arquivo sejam desenvolvidos de acordo com as melhores práticas e com as normas aplicáveis da indústria; desenvolver o modelo de metadados para gerenciar documentos de arquivo, incluindo o esquema de metadados, e as normas organizacionais relacionados e as regras para utilizar o modelo; identificar ou desenvolver esquemas de codificação de metadados apropriados, refinamentos de elementos e qualificadores, por exemplo, plano de classificação; manter o esquema de metadados atualizado e alinhado com as necessidades do negócio; gerenciar o esquema de metadados também como um documento de arquivo; manter a qualidade geral dos metadados definidos por máquina e por seres humanos, particularmente no que se refere à sua precisão, integridade, autenticidade, usabilidade e confiabilidade; coordenar as questões de implementação entre os documentos de arquivo e o pessoal de tecnologia da informação; realizar a coordenação com os proprietários dos sistemas de negócio para assegurar a integração dos metadados de gerenciamento de documentos de arquivo, conforme apropriado; realizar a coordenação com autoridades/processos arquivísticos para assegurar a interoperabilidade entre o software de documentos de arquivo e os ambientes de arquivamento de documentos de arquivo que possuem valor permanente; elaborar um programa e rotina de treinamento dos agentes sobre o uso e a aplicação do esquema de metadados; comunicar sobre o esquema de metadados dentro da organização.

Os sistemas desenvolvidos para gerenciar documentos de arquivo requerem metadados que apoiam processos de arquivos ou mesmo de gerenciamento de documentos de arquivo. Um dos principais usos dos metadados é representar entidades a partir do ambiente de negócio no sistema de negócio. As entidades apoiam a perspectiva dos documentos de arquivo para entender o ambiente de negócio, mas eles não são em si mesmos objetos sempre tangíveis.

A figura abaixo especifica o modelo conceitual de entidade e apoia qualquer número de entidades, mas de particular importância são as seguintes: os próprios documentos de arquivo sejam um documento individual ou agregações de documentos de arquivo (conhecidos como entidades de registro); as pessoas ou estruturas de organização no ambiente de negócio (conhecidas como entidades agente); transações de negócio (conhecidas como entidades de negócio); as regras que regem a transação e documentação de negócio (conhecidas como entidades competentes).

Não se espera que todas as implementações desta parte da NBR ISO 23081 implementem diretamente todas as classes de entidades descritas. Tais decisões dependerão da capacidade de assegurar ligações contínuas descritas entre as várias classes de entidades. As incertezas sobre a persistência podem levar a implementações centradas em documentos de arquivo, onde metadados sobre outras classes de entidades são trazidos explicitamente para dentro dos limites da própria classe de documento de arquivo.

Tais implementações achatam o modelo de entidade e incluem a informação sobre as classes faltantes de entidades dentro de outras entidades. Por exemplo, uma implementação que não contenha classes de agentes, determinações ou de negócio pode incluir as informações necessárias para a implementação da classe de documento de arquivo.

Os tubos de PVC para o transporte de água ou de esgoto sob pressão

A NBR 7665 de 03/2020 – Sistemas de transporte de água ou de esgoto sob pressão — Tubos de PVC-M DEFOFO com junta elástica — Requisitos especifica os requisitos para tubos de poli (cloreto de vinila) (PVC), com tensão circunferencial admissível de 12 MPa, com diâmetros externos equivalentes aos dos tubos de ferro fundido, DEFOFO, com junta elástica, para execução de adutoras e redes de distribuição em sistemas enterrados de abastecimento de água e sistemas pressurizados de esgoto, com pressões máximas de serviço (incluindo sobrepressões provenientes de variações dinâmicas, inclusive transitórios hidráulicos) de 1,0 MPa, 1,25 MPa ou 1,60 MPa, à temperatura de 25 °C. Nas aplicações específicas em sistemas enterrados de esgotamento pressurizado, recomenda-se a utilização de um dispositivo que minimize a ocorrência de oscilações da pressurização, o que não elimina a ocorrência de transientes hidráulicos.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Qual é a resistência à pressão hidrostática interna de longa duração?

Quais são as dimensões dos tubos de PVC-M DEFOFO?

Quais as dimensões da bolsa dos tubos de PVC-M DEFOFO?

Quais as dimensões da bolsa de tubos de junta elástica com anel removível alojado na bolsa?

Para temperaturas de fluidos até 25 °C, a pressão de serviço permissível (PFA) equivale à pressão nominal (PN). Para temperaturas de fluidos acima de 25 °C e até 45 °C, deve ser aplicado à pressão nominal um fator de correção, fT, como indicado a seguir: PFA = fT × PN. Este fator é apresentado no gráfico da figura abaixo.

É responsabilidade do usuário aplicar os produtos conforme os requisitos desta norma e recomendações dos fabricantes. Os tubos objetos desta norma devem ser armazenados e instalados conforme os procedimentos especificados na NBR 9822. A resina de PVC utilizada na produção do composto de PVC-M deve ser do tipo suspensão e apresentar valor K maior ou igual a 65, quando determinado de acordo com a NBR 13610.

O composto de PVC-M deve estar aditivado somente com produtos necessários à sua transformação e à utilização dos tubos de acordo com esta norma. Os pigmentos devem estar total e adequadamente dispersos no composto a ser empregado na fabricação dos tubos. Os pigmentos e o sistema de aditivação devem minimizar as alterações de cor e das propriedades dos tubos durante a sua exposição às intempéries, no manuseio e na estocagem em obra.

Não é permitido o uso de material reprocessado e/ou reciclado. Não é permitida a utilização de compostos de chumbo como estabilizantes térmicos na fabricação de tubos de PVC. O composto de PVC-M empregado na fabricação dos tubos deve ser de cor azul para transporte de água, e de cor ocre para transporte de esgoto pressurizado, permitindo-se nuances devido às diferenças naturais de cor das matérias primas.

O composto utilizado na fabricação dos tubos deve estar de acordo com os requisitos especificados na norma. Estes requisitos devem ser reavaliados sempre que houver uma alteração do produto (projeto, matérias-primas e/ou escopo de aplicação). A substituição de um fornecedor de matéria prima ou do tipo de estabilizante não constitui uma alteração do produto.

Uma alteração na natureza química do estabilizante constitui uma alteração do produto. As seguintes características são relevantes na alteração do projeto do produto: dimensões, geometria e sistema de junta. Para definir a condição de reavaliação destes requisitos, é especificada na tabela abaixo uma tolerância quanto ao valor K da resina e em relação ao teor de estabilizante térmico e de cinzas do composto. Os valores “X” devem ser definidos pelo fabricante em seu controle de qualidade. Se qualquer um destes níveis exceder a tolerância, os requisitos especificados na norma devem ser reavaliados.

O composto de PVC-M empregado na fabricação dos tubos deve preservar o padrão de potabilidade da água no interior da tubulação, sem transmitir sabor, odor e não provocar turvamento ou coloração à água. O composto, bem como as concentrações máximas dos seus aditivos, devem estar em conformidade com a legislação em vigor, de maneira a não transmitir para a água potável qualquer elemento que possa alterar suas características, tornando-a imprópria para consumo humano.

Os tubos e conexões de PVC-M, para adução e distribuição de água, devem ter sua inocuidade avaliada conforme a NBR 8219 e os limites aplicados a todas as extrações devem estar em conformidade com a legislação vigente. Caso ocorra uma alteração de natureza química de um dos componentes do composto, deve ser realizado um novo ensaio de efeito sobre a água. Este ensaio não tem como objetivo avaliar a potabilidade da água para consumo humano, sendo utilizado para atender a regulamentações específicas.

Eventual teor de chumbo encontrado nos tubos de PVC-M não pode ser superior a 0,1%. O ensaio deve ser realizado por espectrometria de fluorescência de raios X, conforme EN 62321, ou por outra metodologia validada. O composto empregado na fabricação dos tubos de PVC-M deve ter ponto de amolecimento Vicat maior ou igual a 80 °C. O ensaio deve ser realizado em corpos de prova obtidos a partir de tubos, de acordo com a NBR NM 82.

O composto empregado na fabricação dos tubos de PVC-M deve ter densidade na faixa de 1,35 g/cm³ a 1,50 g/cm³, medida à temperatura de 20 -2+3 °C. O valor especificado pelo fabricante do composto, em relação ao resultado do ensaio, pode ter variação máxima de 0,05 g/cm³. O ensaio deve ser realizado em corpos de prova obtidos a partir de tubos, de acordo com a NBR NM 83.

O teor de cinzas dos tubos de PVC-M não pode ser superior a 5%. O ensaio deve ser realizado em corpos de prova obtidos a partir de tubos, de acordo com a NBR NM 84, Método A, à temperatura de (1 050 ± 50) °C. O composto do tubo deve ter σLPL (lower prediction limit of the predicted hydrostatic strenght) de no mínimo 24 MPa. O composto do tubo deve ser analisado conforme o método II da ISO 9080, com o LPL (lower prediction limit) obtido no ensaio de pressão hidrostática interna conforme as ISO 1167-1 e ISO 1167-2, utilizando caps do tipo B. O valor de σLPL deve ser obtido a partir do LPL de 97,5% e o composto deve ser classificado conforme a ISO 12162.

No caso de alterações de uma determinada formulação já classificada para além dos limites especificados na tabela acima, o fabricante deve apresentar comprovação da realização do ensaio de pressão hidrostática interna de cinco corpos de prova a 20 °C durante 1.000 h a 5.000 h e cinco corpos de prova a 60 °C durante 1.000 h a 5.000 h. Os tubos devem ser fabricados com composto de poli (cloreto de vinila) PVC-M, que assegure a obtenção de um produto que satisfaça os requisitos desta norma, avaliado por meio de ensaios permanentes durante a fabricação e ensaios de desempenho.

Cada tubo deve ter cor uniforme e ser livre de corpos estranhos, bolhas, rachaduras ou outros defeitos visuais que indiquem descontinuidade do material e/ou do processo de extrusão. As conexões para execução de adutoras e redes de distribuição em sistemas enterrados de abastecimento de água ou esgotamento pressurizado de esgoto devem ser de ferro fundido dúctil, do tipo “bolsa – bolsa”, fabricadas de acordo com as NBR 7675 e NBR 15420.

Para avaliação de lotes de tubos coletados fora das dependências dos fabricantes, desde que as condições de estocagem estejam de acordo com a NBR 9822, devem ser realizados todos os ensaios de desempenho e de fabricação prescritos nesta norma, com exceção do ensaio de verificação da resistência ao impacto, que deve ser realizado obrigatoriamente no controle do processo de fabricação e na inspeção de recebimento em fábrica. Se não for comprovada a realização do ensaio de verificação da resistência ao impacto no controle do processo de fabricação e na inspeção de recebimento em fábrica, o lote deve ser rejeitado.

A inspeção de recebimento do produto acabado deve ser feita em fábrica ou por acordo prévio entre comprador e fabricante, em laboratórios acreditados. O comprador deve ser avisado com antecedência mínima acordada com o fabricante da data na qual deve ter início a inspeção de recebimento. Caso o comprador não compareça na data estipulada para acompanhar os ensaios de recebimento e não apresente justificativa para este fato, o fabricante deve proceder à realização dos ensaios previstos nesta norma e tomar as providências para a entrega do produto com o correspondente laudo de inspeção emitido pelo controle da qualidade da fábrica.

Nas inspeções realizadas em fábrica, o fabricante deve colocar à disposição do comprador os equipamentos e pessoal especializado para a execução dos ensaios de recebimento. Todo fornecimento deve ser dividido pelo fabricante em lotes de mesmo diâmetro nominal (DN) e cujas quantidades estejam de acordo com as tabelas 14 e 15, disponíveis na norma. De cada lote formado devem ser retiradas as amostras, de forma representativa, sendo a escolha aleatória e não intencional.

A inspeção de recebimento de lotes com tamanho inferior a 16 unidades deve ser objeto de acordo prévio entre fornecedor e comprador. Os ensaios de recebimento devem ser feitos conforme estabelece esta norma e limitam-se aos lotes de produto acabado apresentados pelo fabricante. Os tubos constituintes das amostras devem ser submetidos aos seguintes ensaios não destrutivos: visual (4.3.3.2 e Seção 7) e dimensional (4.4.1.1, 4.4.1.3, 4.4.1.4 e 4.6.1); e aos seguintes ensaios destrutivos: estabilidade dimensional (4.6.2), resistência ao impacto (4.6.3), compressão diametral (4.6.4), resistência à pressão hidrostática interna de curta duração (4.6.5), resistência ao cloreto de metileno (4.6.6), resistência à pressão hidrostática interna de tubo com entalhe longitudinal (4.9.1), estanqueidade da junta elástica (4.7.2) e resistência do anel C (4.8.1).

O comprador ou seu representante pode solicitar ao fabricante a execução do ensaio para verificação do índice de refração do cloreto de metileno em sua presença, antes da realização do ensaio de resistência ao cloreto de metileno. Para cada lote entregue, o relatório de inspeção deve conter no mínimo o seguinte: identificação do produto; código de rastreabilidade do produto; tamanho do lote inspecionado; resultados dos ensaios de recebimento; resultados dos ensaios de caracterização e de desempenho apresentados pelo fabricante; declaração de que o lote atende ou não às especificações desta norma.

IEC 60050-426: os termos relacionados com as atmosferas explosivas

Essa norma internacional, editada pela (IEC) em 2020, fornece os termos especificamente relevantes para as atmosferas explosivas. Esta nova edição analisa e complementa a anterior. Essa terminologia é consistente com a terminologia desenvolvida nas outras partes especializadas do IEV. Possui o status de um padrão horizontal, de acordo com o IEC Guide 108.

A IEC 60050-426:2020 – International Electrotechnical Vocabulary (IEV) – Part 426: Explosive atmospheres fornece os termos especificamente relevantes para as atmosferas explosivas. Esta nova edição analisa e complementa a anterior. Essa terminologia é consistente com a terminologia desenvolvida nas outras partes especializadas do IEV. Possui o status de um padrão horizontal, de acordo com o IEC Guide 108 que define as regras para lidar com funções horizontais e publicações horizontais.

Este guia 108 deve ser usado em conjunto com as diretivas ISO/IEC e com os guias específicos do aspecto. O seu conceito fundamental é o de uma publicação horizontal é que é uma publicação internacional (não um TS ou um PAS) que é amplamente aplicável e deve ser usada por todos os comitês relevantes e que passou por um processo de aprovação aprimorado, conforme descrito neste documento.

Conteúdo da IEC 60050-426

PREFÁCIO………………….. II

INTRODUÇÃO…………… IV

1 Escopo……………………. 1

2 Referências normativas… ….. 1

3 Termos e definições…… …… 1

Seção 426-01 – Termos gerais………… 3

Seção 426-02 – Fenômenos físicos e químicos….. 17

Seção 426-03 – Áreas e zonas……………………… 37

Seção 426-04 – Aparelhos elétricos (geral)…….. 49

Seção 426-06 – Gabinete à prova de chama “d”…………….. 89

Seção 426-07 – Enchimento em pó “q”…………….. 96

Seção 426-08 – Maior segurança “e”……………….. 98

Seção 426-09 – Pressurização “p”……………… 110

Seção 426-10 – Imersão em óleo “o”…………… 123

Seção 426-11 – Elétrica intrinsecamente segura e associada intrinsecamente segura do aparelho “i” ………… 126

Seção 426-12 – Encapsulamento “m”……………… 150

Seção 426-13 – Tipo de proteção “n” …………… 154

Seção 426-14 – Inspeção e manutenção …………… 163

Seção 426-15 – Reparo e revisão ………………… 169

Seção 426-16 – Proteção por invólucro (poeira) “t” …….. 178

Seção 426-20 – Rastrear aquecimento……………. 180

Seção 426-21 – Instalações em atmosferas explosivas….. 207

Seção 426-22 – Luzes……………….. … 209

Seção 426-23 – Radiação óptica em atmosferas explosivas…11

Seção 426-24 – Detecção de gás combustível.. 221

Seção 426-25 – Eletrostática……………………. 261

Seção 426-26 – Proteção especial “s”………………….. 273

Seção 426-27 – Atmosferas explosivas – Aplicação de sistemas de qualidade……….. 275

Seção 426-28 – Equipamento não elétrico (geral)………….. 280

Seção 426-29 – Equipamento não elétrico – Mineração…… 293

ÍNDICE…………. ……………………….. 295

A IEC 60050 – International Electrotechnical Vocabulary é um vocabulário multilíngue de uso geral que abrange o campo da eletrotecnologia, eletrônica e telecomunicações (disponível em http://www.electropedia.org). Compreende cerca de 22 000 entradas terminológicas, cada uma correspondendo a um conceito. Essas entradas terminológicas são distribuídas entre cerca de 90 partes, cada parte correspondente a um determinado campo. EXEMPLO: Parte 161 (IEC 60050-161): Compatibilidade eletromagnética; Parte 411 (IEC 60050-411): Máquinas rotativas.

As entradas terminológicas seguem um esquema/classificação hierárquica parte/seção/conceito; dentro das seções, as entradas terminológicas são organizadas em uma ordem sistemática. Os termos e definições (e possivelmente representações não verbais, exemplos, notas para entrada e fontes) nas entradas são dados em dois ou mais dos três idiomas da IEC, que são francês, inglês e russo (principais línguas do IEV).

Em cada entrada terminológica, os termos são também fornecidos em vários idiomas adicionais do IEV [árabe (ar), tcheco (cs), alemão (de), espanhol (es), finlandês (fi), italiano (it), japonês (ja), coreano (ko), norueguês [Bokmål (nb) e Nynorsk (nn)], polonês (pl), português (pt), esloveno (sl), sérvio (sr), sueco (sv) e chinês (zh) )]. As informações sobre o IEV e a redação e apresentação das entradas terminológicas são fornecidas no suplemento IEC das diretivas ISO/IEC, anexo SK. O texto a seguir constitui um resumo dessas regras.

Organização de uma entrada terminológica

Cada uma das entradas terminológicas corresponde a um conceito e compreende: um número IEV, possivelmente um símbolo de letra para a quantidade ou unidade e, em seguida, para os principais idiomas IEV presentes na parte: o termo que designa o conceito, chamado termo preferido , possivelmente acompanhada de sinônimos e abreviações, a definição do conceito, possivelmente representações não verbais, exemplos e notas de entrada, possivelmente a fonte e, finalmente, para os idiomas adicionais do IEV, apenas os termos.

número da peça: 3 dígitos, número da seção: 2 dígitos, número da entrada: sequência de dígitos decimais nos quais os zeros à esquerda são permitidos, mas redundantes (por exemplo, 1 a 113, 01 a 99, 001 a 127).

EXEMPLO 845-27-003: Símbolos de letras para quantidades e unidades. Esses símbolos, que são independentes do idioma, são fornecidos em uma linha separada após o número IEV.

EXEMPLO: 131-12-04 resistência R Termo e sinônimos preferidos. O termo preferido é o termo que encabeça uma entrada terminológica em um determinado idioma; pode ser seguido por sinônimos. É impresso em negrito.

Sinônimos: os sinônimos são impressos em linhas separadas sob o termo preferido: sinônimos preferidos são impressos em negrito, sinônimos admitidos e obsoletos são impressos na fonte lightface. Sinônimos preteridos são prefixados pelo texto “DEPRECATED: Ausência de um termo apropriado: quando não existe um termo apropriado em um determinado idioma, o termo preferido é substituído por cinco pontos, da seguinte forma: “…..” (e é claro que não há sinônimos).

Atributos

Cada termo (e sinônimo) pode ser seguido por atributos que fornecem informações adicionais e impressos em lightface na mesma linha do termo correspondente, seguindo esse termo. EXEMPLO: uso específico do termo: linha de transmissão, <em sistemas de energia elétrica> variante nacional: lift, GB. informação gramatical: quantizar, verbo transitório, substantivo AC, adj. Fonte.

Em alguns casos, foi necessário incluir em uma parte do IEV um conceito retirado de outra parte do IEV ou de outro documento de terminologia oficial (ISO/IEC Guide 99, ISO/IEC 2382, etc.), com ou sem modificação para a definição (e possivelmente para o prazo).

Isso é indicado pela menção desta fonte, impressa em face da luz e colocada no final da entrada terminológica em cada uma das principais línguas IEV presentes. EXEMPLO FONTE: IEC 60050-131: 2002, 131-03-13, Termos modificados em outros idiomas IEV. Esses termos são colocados seguindo as entradas terminológicas nos principais idiomas do IEV, em linhas separadas (uma única linha para cada idioma), precedidas pelo código alfa-2 para o idioma definido na ISO 639-1 e na ordem alfabética deste código.

As orientações para gestão do facility management (FM)

O facility management (FM) integra múltiplas disciplinas a fim de ter uma influência sobre a eficiência e produtividade dos recursos financeiros das sociedades, comunidades e organizações, bem como a maneira pela qual os indivíduos interagem com o ambiente construído. O FM afeta a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de grande parte das sociedades e da população em todo o mundo por meio dos serviços que o FM administra e entrega.

A NBR ISO 41001 de 04/2020 – facility management — Sistemas de gestão — Requisitos com orientações para uso especifica os requisitos para um sistema de facility management (FM) quando uma organização: precisa demonstrar a entrega efetiva e eficiente de FM que suporte os objetivos da organização demandante; tem por objetivo atender de forma consistente às necessidades das partes interessadas e requisitos aplicáveis; tem por objetivo ser sustentável em um ambiente globalmente competitivo. Os requisitos especificados neste documento não são específicos do setor e se destinam a ser aplicáveis em todas as organizações, ou partes delas, seja do setor público ou privado, e independentemente do tipo, tamanho e natureza da organização ou localização geográfica. O Anexo A provê orientações adicionais sobre o uso deste documento.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Qual é a necessidade de comunicação da FM?

Como executar o controle de informação documentada?

O que deve ser feito em termos de planejamento e controle operacional?

Como realizar a auditoria interna?

O facility management (FM) integra múltiplas disciplinas a fim de ter uma influência sobre a eficiência e produtividade dos recursos financeiros das sociedades, comunidades e organizações, bem como a maneira pela qual os indivíduos interagem com o ambiente construído. O FM afeta a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida de grande parte das sociedades e da população em todo o mundo por meio dos serviços que o FM administra e entrega.

Embora o FM tenha um impacto muito amplo, o reconhecimento de seus princípios e práticas em nível global tem faltado. Este documento provê a base para uma interpretação e entendimento comum de FM e as maneiras pelas quais ele pode beneficiar organizações de todos os tipos. O desenvolvimento do mercado para serviços de FM seria melhorado pela presença de uma estrutura global comum e um padrão de suporte.

O setor se beneficia de uma base comum mediante a qual o FM pode ser avaliado e medido. Este é o principal motivador e propósito deste documento. Em um ambiente globalmente competitivo, as organizações e os prestadores de serviços de FM precisam se comunicar entre si e com as partes interessadas utilizando princípios, conceitos e termos comuns, incluindo a avaliação e medição de desempenho. Este documento é destinado a elevar o padrão de conservação e aumentar os níveis de qualidade, estimulando, assim, a maturidade organizacional e a competição para a entrega de FM.

Os benefícios de um padrão de sistema integrado para FM incluem: melhoria da produtividade, segurança do trabalho, saúde e bem-estar da equipe de trabalho; melhoria da comunicação de requisitos e metodologias dentro das organizações do setor público e privado e entre elas; melhoria da eficiência e efetividade, melhorando assim o custo-benefício para as organizações; melhoria da consistência do serviço; fornecimento de uma plataforma comum para todos os tipos de organizações.

Este documento é aplicável a qualquer organização que deseja: estabelecer, implementar, manter e melhorar um sistema de FM integrado; assegurar-se da conformidade com sua política de gestão declarada; demonstrar conformidade com este documento: realizando uma autodeterminação e autodeclaração; buscando confirmação de sua conformidade pelas partes que tenham interesse na organização; buscando confirmação de sua autodeclaração por uma parte externa à organização; buscando certificação/registro de seu sistema de FM por um organismo de certificação terceirizado acreditado.

Este documento aplica a estrutura desenvolvida pela ISO para melhorar o alinhamento entre suas normas de sistemas de gestão. Este documento promove a adoção de uma abordagem do processo ao desenvolver, implementar e melhorar a efetividade de uma norma de sistema de gestão para melhorar a satisfação do cliente pelo atendimento de seus requisitos. Para uma organização funcionar efetivamente, ela precisa determinar e gerenciar inúmeras atividades inter-relacionadas.

Uma atividade, ou conjunto de atividades, que utiliza recursos e gerenciados para permitir a transformação de entradas em saídas pode ser considerada como um processo. Geralmente, a saída de um processo forma diretamente a entrada para o próximo. A aplicação de um sistema de processos dentro de uma organização, juntamente com a identificação, interações desses processos e sua gestão para produzir o resultado desejado, pode ser referido como a abordagem do processo.

Uma vantagem da abordagem do processo é o controle contínuo que ela provê sobre a ligação entre os processos individuais dentro do sistema de processos, bem como sobre a sua combinação e interação. Quando utilizada dentro de um sistema de FM, essa abordagem enfatiza a importância: de entender e atender aos requisitos da organização demandante por meio de um processo de planejamento integrado. Uma organização demandante é uma entidade que tem uma necessidade e autoridade para incorrer custos para ter os requisitos atendidos. Normalmente, ela é um representante autorizado dentro de uma unidade funcional da organização.

Deve-se, também, entender o relacionamento entre o processo de planejamento integrado e as Seções 4 a 10 do sistema de FM; da documentação associada aos requisitos do sistema de FM e o assunto das avaliações de certificação; de todos os itens descritos anteriormente no contexto dos níveis de gestão; e da melhoria contínua de processos com base na medição objetiva. Para visualização do sistema de FM, os processos centrais se iniciam com o entendimento e definição dos seguintes critérios dentro de uma organização demandante.

— Contexto da organização: entendendo e determinando o sistema de FM apropriado (ver Seção 4).

— Liderança: entendendo as funções, responsabilidades, políticas e autoridades organizacionais (ver Seção 5).

— Planejamento: entendendo os riscos, objetivos estratégicos e políticas atuais (ver Seção 6).

— Suporte: entendendo os recursos disponíveis versus recursos requeridos na forma de recursos financeiros, humanos e tecnológicos (ver Seção 7).

— Operações: entregando serviços de FM integrados (ver Seção 8).

— Avaliação de desempenho: comparando padrões, monitorando e atendendo aos requisitos alvo (ver Seção 9).

— Melhoria: revisando os padrões já comparados, identificando e implementando iniciativas de melhoria do processo (ver Seção 10).

Referência é feita à organização demandante e à organização em todo este documento. Esta distinção é realizada devido à natureza variável na qual os serviços de FM podem ser entregues por meio do pessoal interno dentro da organização demandante, prestadores de serviços externos ou uma combinação dos dois.

Os requisitos deste documento se aplicam à organização de FM. Entretanto, conforme ilustrado na figura abaixo, a organização de FM e a organização demandante precisam trabalhar em conjunto para definir claramente as necessidades para atender à estratégia do negócio principal e desenvolver políticas e práticas de FM que permitirão as atividades do negócio principal da organização demandante. A organização (e a alta direção) se refere à organização de FM por todo o documento, salvo observado em contrário como a organização demandante.

Além disso, as Seções deste documento podem ser consideradas por meio da metodologia de abordagem do processo conhecida como Planejar-Executar-Verificar-Agir (PDCA), conforme ilustrado na figura abaixo. O PDCA pode ser descrito resumidamente da seguinte maneira.

Planejar: estabelecer os objetivos e os processos necessários para entregar resultados de acordo com os requisitos do cliente e as políticas da organização.

Executar: implementar os processos.

Verificar: monitorar e medir os processos e produtos em comparação às políticas, objetivos e requisitos para o produto, e reportar os resultados.

Agir: tomar medidas para melhorar continuamente o desempenho do processo.

A organização deve determinar, demonstrar e documentar questões externas e internas que sejam relevantes ao seu propósito e seus objetivos estratégicos, e que afetem a sua capacidade de alcançar

o(s) resultado(s) pretendido(s) de seu sistema de FM. A organização deve determinar e documentar: as partes interessadas que são relevantes ao sistema de FM; os requisitos dessas partes interessadas; as saídas que atenderão aos requisitos; as entradas requeridas para alcançar essas saídas; o processo para manter os requisitos atualizados.

A organização deve determinar os limites e a aplicabilidade do sistema de FM para estabelecer seu escopo. Ao determinar este escopo, a organização deve considerar: as questões externas e internas referidas em 4.1; os requisitos referidos em 4.2; a interação com outros sistemas de gestão, se utilizados, e os recursos para atender aos requisitos. O escopo deve estar disponível como informação documentada. A organização deve estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente um sistema de FM, incluindo os processos necessários e suas interações, de acordo com os requisitos deste documento.

A alta direção da organização deve demonstrar liderança e comprometimento em relação ao sistema de FM: assegurando que a política de FM e os objetivos de FM são estabelecidos e são compatíveis com a direção estratégica da organização demandante; assegurando a integração e o suporte dos requisitos do sistema de FM nos processos de negócios da organização; assegurando que os recursos necessários para o sistema de FM estão disponíveis; comunicando a importância de um sistema de FM efetivo e da conformidade com os requisitos do sistema de FM; comunicando-se com a alta direção da organização demandante; assegurando que o sistema de FM alcance o (s) resultado (s) pretendido (s) conforme documentado; direcionando e apoiando as pessoas para contribuir com a efetividade do sistema de FM; coordenando e colaborando interdepartamentalmente; promovendo a melhoria contínua em inovação, comunicação, motivação, integração funcional cruzada, apoio dos objetivos da organização e gestão responsável; apoiar outras funções de gestão relevantes para demonstrar a sua liderança quando for aplicada nas suas áreas de responsabilidade; assegurar que a abordagem utilizada para gerenciar riscos em FM esteja alinhada com a abordagem da organização para gerenciar riscos.

A referência ao termo negócios neste documento pode ser interpretada de forma ampla para significar aquelas atividades que são fundamentais aos propósitos da existência da organização demandante. A alta direção deve estabelecer uma política de FM que seja apropriada ao propósito da organização; forneça uma estrutura para definir os objetivos de FM; assegure a gestão de riscos; inclua um comprometimento para atender aos requisitos aplicáveis; inclua um comprometimento com a melhoria contínua do sistema de FM; seja endossada pela alta direção ou por um responsável-chave da organização demandante; corresponda às características e requisitos da organização demandante; considere as características e requisitos dos usuários da instalação e da própria instalação; enfatize como ela responde às questões apropriadas ao contexto local.

A política de FM deve estar disponível como informação documentada; ser comunicada regularmente dentro da organização e com outras partes interessadas; estar disponível às partes interessadas, conforme apropriado; ser consistente e estar integrada com outras políticas organizacionais relevantes; ser consistente com o plano organizacional; ser apropriada à natureza e escala da organização e suas operações; ser implementada, revisada periodicamente e reportada à alta direção e, se requerido, atualizada.

A alta direção deve assegurar que as responsabilidades e autoridades para funções relevantes sejam atribuídas e comunicadas dentro da organização. A alta direção deve atribuir a responsabilidade e autoridade para: assegurar que o sistema de FM está em conformidade com os requisitos deste documento; assegurar que as políticas e objetivos são estabelecidos para o sistema de FM e são compatíveis com a direção estratégica da organização; reportar sobre o desempenho do sistema de FM à alta direção; assegurar que o processo de FM está estabelecido e é compatível com a política de FM e objetivos de FM; estabelecer e atualizar o plano de FM; assegurar que os sistemas de gestão, procedimentos e qualquer cadeia de suprimentos utilizados suportam totalmente a entrega dos objetivos de FM; assegurar a conformidade, robustez, adequação e efetividade do sistema de FM; assegurar que as estratégias de fornecimento suportam o sistema de FM; estabelecer, revisar, reportar e atualizar o sistema de FM.

Ao planejar o sistema de FM, a organização deve considerar as questões referidas em 4.1 e os requisitos referidos em 4.2 e determinar os riscos e as oportunidades que precisam ser tratados para: dar garantia que o sistema de FM possa alcançar o (s) resultado (s) pretendido (s); evitar ou reduzir efeitos indesejados; assegurar a continuidade dos negócios e a preparação para emergências; alcançar a melhoria contínua. A organização deve planejar as ações para tratar esses riscos e oportunidades, considerando como esses riscos e oportunidades podem se alterar com o tempo; como integrar e implementar as ações em seus processos do sistema de FM; avaliar a efetividade dessas ações.

A organização deve estabelecer objetivos de FM em funções, subfunções e níveis relevantes. A organização deve considerar os requisitos das partes interessadas relevantes e de outros requisitos financeiros, técnicos e organizacionais do processo de planejamento de FM. Os objetivos de FM devem ser consistentes e alinhados com os objetivos organizacionais; ser consistentes com a política de FM; ser mensuráveis (se praticável) sem custo ou documentação em excesso; ser estabelecidos e atualizados utilizando os critérios determinados em 4.2; considerar os requisitos aplicáveis; ser monitorados; ser comunicados às partes interessadas relevantes; ser revisados e atualizados conforme apropriado.

A organização deve reter a informação documentada sobre os objetivos de FM. Ao planejar como alcançar seus objetivos de FM, a organização deve determinar o que será feito; quais recursos e orçamentos serão requeridos; quem será o responsável; quando serão concluídos e com quais frequências; como os resultados serão avaliados; horizontes de planejamento apropriados com a organização demandante para a entrega completa e efetividade.

A organização deve determinar e prover os recursos necessários para o estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria contínua do sistema de FM. A organização deve fornecer, supervisionar conforme necessário e monitorar os recursos utilizados na implementação das atividades requeridas para alcançar os objetivos do (s) plano (s) de FM.

A organização deve determinar a competência necessária da (s) pessoa (s) (ou entidades) que realizam o trabalho sob seu controle que afeta o seu desempenho de FM; assegurar que essas pessoas sejam competentes com base na educação, treinamento e/ou experiência apropriados; quando aplicável, tomar medidas para adquirir a competência necessária, manter a educação, treinamento e certificações de forma contínua e avaliar a efetividade das medidas tomadas; assegurar que as competências estejam alinhadas com o contexto local aplicável; reter as informações documentadas apropriadas como evidência da competência; planejar recursos futuros e requisitos de longo prazo. As ações aplicáveis podem incluir, por exemplo, o fornecimento de treinamento, orientação ou nova atribuição de pessoas atualmente empregadas; ou a contratação efetiva ou temporária de pessoas competentes.

BS ISO 19626-1: as plataformas de comunicação confiáveis para documentos eletrônicos

Essa norma internacional, editada pelo BSI em 2020, define os requisitos sobre a comunicação confiável em considerações legais, administrativas e técnicas. Este documento mostra uma arquitetura do sistema trusted communication platforms (TCP) para garantir uma comunicação confiável e promover os serviços confiáveis, fornecendo evidências de comunicação confiáveis como prova.

A BS ISO 19626-1:2020 – Processes, data elements and documents in commerce, industry and administration. Trusted communication platforms for electronic documents. Fundamentals define os requisitos sobre a comunicação confiável em considerações legais, administrativas e técnicas. Este documento mostra uma arquitetura do sistema trusted communication platforms (TCP) para garantir uma comunicação confiável e promover os serviços confiáveis, fornecendo evidências de comunicação confiáveis como prova.

Este documento enfoca o TCP na exibição da 7ª camada do aplicativo do Modelo de Referência OSI (Open Systems Interconnection). As audiências são os decisores políticos para a inovação de TI, como desmaterialização, especialistas jurídicos em atividades eletrônicas, planejadores de TI para janelas únicas e transações seguras, provedores de serviços de TI relacionados a redes e livros distribuídos, auditores de sistemas confiáveis, partes interessadas em comunicação confiável e assim por diante.

Conteúdo da norma

Prefácio

Introdução

1 Escopo

2 Referências normativas

3 Termos e definições

4 Comunicação confiável

4.1 Visão geral

4.2 Considerações legais

4.3 Requisitos administrativos

5 Plataforma de comunicação confiável (TCP)

5.1 Visão geral

5.2 Arquitetura do sistema TCP

5.3 Requisitos de sistema do TCP

5.4 Regras do sistema TCP

5.5 Comunicação TCP

6 Evidência de comunicação confiável (TCE)

6.1 geração TCE

6.2 Procedimento probatório

6.3 Custódia de TCE

Anexo A Modelo de referência de comunicação confiável

Anexo B TCP principal: qualidade e gestão de riscos

B.1 Geral

B.2 Gerenciamento de riscos

B.3 Gerenciamento de qualidade

B.4 Monitoramento e auditoria

Ligação de comunicação dos anexos C dos TCPSPs (um exemplo)

Bibliografia

Em meio ao grande fluxo de abertura e integração na economia mundial, as TIC (tecnologia da informação e comunicação) são usadas como um meio de inovação em produtividade e conectividade. Como a cadeia de valor de produtos e serviços é ampliada globalmente, as colaborações comerciais precisam que as comunicações eletrônicas sejam seguras em um ambiente aberto e distribuído.

Nesse sentido, os documentos eletrônicos são solicitados como prova das comunicações comerciais, enquanto isso é necessário. No entanto, pode ser difícil reconhecer documentos eletrônicos como a fonte original. Existem casos em que muitos processos dependem apenas de documentos em papel, mesmo que os documentos eletrônicos sejam amplamente implementados nos processos de negócios.

Porém, a realidade é que, mesmo que os documentos eletrônicos sejam adequadamente comunicados nas transações comerciais, a saída final dos dados pode estar em papel e armazenada na forma de cópias impressas, como evidência legal por um período de longo prazo. Assim, esse ambiente coexistente de documentos eletrônicos e documentos em papel causa quebra da cadeia de valor, resultando em produtividade lenta, ineficiência, aumento de custos e compensação do benefício obtido das TIC, a fim de melhorar essas situações.

Uma solução desmaterializante deve atender a considerações legais sobre documentos comunicados eletronicamente. Essa solução não é fácil, porque a própria comunicação eletrônica inclui as incertezas decorrentes de falhas na rede e o próprio documento eletrônico é insuficiente para proteger a integridade durante seu ciclo de vida. Enquanto isso, o problema devido ao repúdio, divulgação inadvertida ou adulteração foi considerado muito sensível para finalizar a solução de desmaterialização relacionada a transações comerciais, bem como diversos serviços governamentais, porque pode ser envolvido em disputas ou conflitos legais.

Este documento se concentra em como aprimorar a comunicação confiável em um ambiente aberto e distribuído. A comunicação confiável significa que a comunicação eletrônica pode garantir a integridade e o repúdio às transações eletrônicas por terceiros confiáveis, de forma desmaterializada, sob a orientação da United Nations Commission on International trade Law (Uncitral). Para esse ambiente aberto e distribuído, inicialmente, ele deve ser capaz de minimizar algumas dificuldades inatas em torno da desmaterialização.

Para resolver essas dificuldades, este documento aborda uma solução, formando um relacionamento confiável e orientado a terceiros de confiança mútua entre as partes interessadas e implementando uma plataforma compartilhada que seja responsável e rastreável. Em detalhe, uma plataforma de comunicação confiável precisa ser capaz de manter as evidências sobre documentos comunicados eletronicamente de maneira confiável e confiável. Para isso, é necessária uma nova abordagem, pois o ambiente de TIC existente possui alguns limites para a comunicação confiável em alguns aspectos. Embora uma transação EDI (troca eletrônica de dados) possa fornecer evidências legais sobre documentos eletrônicos intercambiados de acordo com a regra de sintaxe EDI, ela tem limitações permitidas apenas para usuários fechados da rede EDI e processos predefinidos de semântica EDI.

No caso da internet, não importa quais transações comerciais sejam comunicadas com segurança, é difícil reconhecer a legitimidade das comunicações realizadas em outros sistemas de autenticação. Nesse sentido, este documento estabelece um processo de desmaterialização refinado, permitido no ambiente de TIC aberto e distribuído, aplicável à comunicação confiável, como comércio eletrônico, administração eletrônica, comércio eletrônico e assim por diante.

A tecnologia de segurança foi usada como uma tecnologia central para documentos eletrônicos protegidos. No entanto, não basta manter a desmaterialização de documentos eletrônicos, pois é fácil quebrar a integridade no aspecto do período de segurança válido. Nesse sentido, este documento apresenta uma nova maneira que pode garantir a autenticidade da evidência de comunicação confiável por um longo período de tempo necessário como evidência legal.

Os serviços de TI em um ambiente aberto não podem identificar facilmente a originalidade das comunicações eletrônicas, contabilizando o contexto da comunicação, que é originador, destinatário (s), tempo de comunicação e assim por diante. Em relação às incertezas, como modificação, falsidade ou descoramento de documentos comunicados eletronicamente, não é fácil identificar e perguntar de quem é a responsabilidade entre várias partes interessadas.

Além disso, se a blockchain deve ser aplicada em toda a cadeia de suprimentos, é necessária uma comunicação confiável para uma conectividade perfeita. Nesse sentido, este documento pode tornar as transações comerciais responsáveis e confiáveis e, consequentemente, promover serviços de TI confiáveis. Uma evidência gerada por meio de uma plataforma de comunicação confiável pode explicar a verdade das atividades de comunicação e instalações de serviços de comunicação confiáveis.

NFPA 1300: um plano de redução de riscos comunitários

Essa norma internacional, editada em 2020 pela National Fire Protection Association (NFPA), ajuda a se ter a responsabilidade primária pelos requisitos do processo para conduzir uma avaliação de risco comunitário (community risk assessment – CRA) e desenvolver, implementar e avaliar um plano de redução de risco comunitário (community risk reduction – CRR) plan.

A NFPA 1300:2020 – Standard on Community Risk Assessment and Community Risk Reduction Plan Development fornece um recurso vital para o desenvolvimento de um plano de redução de riscos comunitários (community risk reduction – CRR), que abrange todos os tipos de perigos. Essa nova norma inclui as etapas necessárias para concluir uma avaliação de risco da comunidade e criar, implementar e avaliar um plano de CRR, com orientações adicionais para os usuários conduzirem e avaliarem esses processos.

Conteúdo da norma

Capítulo 1 Administração

1.1 Escopo

1.2 Objetivo

1.3 Conflitos

1.4 Equivalência

Capítulo 2 Publicações referenciadas

2.1 Geral

2.2 Publicações da NFPA (Reservado)
2.3 Outras publicações

2.4 Referências para extratos em seções obrigatórias

Capítulo 3 Definições

3.1 Geral

3.2 Definições oficiais da NFPA

3.3 Definições gerais

Capítulo 4 Geral

4.1 O CRA

4.2 O plano de CRR

4.3 Banco de dados de perdas

Capítulo 5 Avaliação de risco comunitário

5.1 Escopo

5.2 Finalidade

5.3 Frequência

5.4 Análise

5.5 Avaliação de desempenho

5.6 Metodologia básica

Capítulo 6 Desenvolvimento do plano de redução de risco comunitário

6.1 Escopo

6.2 Finalidade

6.3 Plano de Redução de Riscos Comunitários (CRR)

Capítulo 7 Implementação e avaliação do plano comunitário de redução de riscos

7.1 Escopo

7.2 Finalidade

7.3 Implementação

7.4 Coleta de dados

7.5 Avaliação

7.6 Relatórios

7.7 Modificação do plano de redução de riscos da comunidade

Anexo A Material explicativo

Anexo B Exemplo de plano comunitário de redução de riscos

Anexo C Referências informativas

Os requisitos para os módulos de concreto armado pré-moldados

É fundamental conhecer as características dos materiais, parâmetros de dosagem, características do acabamento, método de cura, dimensões e tolerâncias, bem como os critérios para inspeção e ensaios e os parâmetros para aceitação de módulos de concreto armado pré-moldados, destinados à execução de poços de visita e poços de inspeção.

A NBR 16085 de 03/2020 – Poços de visita e inspeção pré-moldados em concreto armado para sistemas enterrados — Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos mínimos para fabricação, controle da qualidade e recebimento de módulos de concreto armado pré-moldados, para execução de poços de visita ou inspeção de sistemas enterrados, como, por exemplo, redes de distribuição de água, drenagem, eletricidade, telefonia, gás, coleta de esgoto sanitário ou demais serviços correlatos. Especifica as características dos materiais, parâmetros de dosagem, características do acabamento, método de cura, dimensões e tolerâncias, bem como os critérios para inspeção e ensaios e os parâmetros para aceitação de módulos de concreto armado pré-moldados, destinados à execução de poços de visita e poços de inspeção. Para os efeitos desta norma, aplicam-se os mesmos requisitos aos elementos de concreto armado pré-moldados e pré-fabricados, sendo ambos referenciados por esta norma apenas como pré-moldados.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como pode ser definido um poço de inspeção?

Como devem ser produzidas as fôrmas para o concreto?

Quais devem ser os diâmetros e as alturas úteis dos módulos de seção circular?

Quais são as dimensões em planta dos módulos de seção retangular?

As soluções estruturais adotadas devem ser determinadas por profissional habilitado, responsável técnico pelo projeto, com apresentação de memória de cálculo do dimensionamento estrutural e respectivo desenho de fôrma e armação, acompanhados da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. As soluções estruturais devem atender aos requisitos de qualidade estabelecidos pelas normas brasileira pertinentes, relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviços e à durabilidade da estrutura, conforme especificado na NBR 6118.

Quando os poços de visita (PV) ou de inspeção (PI) forem utilizados em locais onde ocorrem a passagem de esgoto sanitário ou efluente industrial, o responsável técnico pelo projeto deve apresentar solução que assegure a estanqueidade do sistema de encaixe e atenda aos requisitos específicos desta norma. Os PV e PI de concreto armado pré-moldados são enquadrados na categoria de condutos rígidos, ou seja, devem suportar as cargas por sua própria resistência.

Como as cargas devem ser consideradas as cargas de terra, as sobrecargas móveis e demais cargas eventuais, caso existam, que cada situação de aplicação requer. Podem ser produzidos PV ou PI de características especiais, específicos para aplicação em um determinado empreendimento, desde que o projeto seja elaborado por profissional habilitado e a memória de cálculo seja disponibilizada para verificação do comprador ou seu preposto.

Igualmente aos PV e PI padronizados nesta norma, os PV e PI de características especiais estão sujeitos à inspeção, conforme a Seção 8. Os requisitos relacionados à capacidade resistente e ao desempenho em serviço são estabelecidos pelos critérios adotados no dimensionamento estrutural das peças. Os requisitos relacionados à durabilidade, que indicam a capacidade da estrutura de resistir às influências ambientais, devem ser determinados em comum acordo entre o consumidor ou seu preposto e o autor do projeto estrutural.

Em qualquer situação de utilização dos PV e PI, devem ser seguidos os parâmetros relacionados à relação água/cimento em massa, à classe do concreto, ao consumo de cimento Portland por metro cúbico de concreto e ao cobrimento nominal das armaduras, conforme a classe de agressividade ambiental externa ao PV ou PI, estabelecida pelas NBR 6118 e NBR 12655. Em caso de sobreposição, prevalecem os requisitos específicos estabelecidos nesta norma.

Todos os módulos previstos por esta norma devem ter suas aberturas executadas durante o processo de fabricação. Quando necessária a execução de intervenção na obra, esta deve ser realizada com o auxílio de máquina extratora, de modo a evitar danos à peça. Não podem ser realizadas intervenções com equipamentos manuais.

Quando os PV ou PI forem utilizados para passagem de esgoto sanitário, efluente industrial ou drenagem pluvial com comprovada contaminação por esgoto, é obrigatório o uso de cimento resistente aos sulfatos, conforme a NBR 16697. Nos demais casos, pode ser utilizado qualquer tipo de cimento Portland, de acordo com a NBR 16697. Deve ser rejeitado, independentemente de ensaios de laboratório, todo e qualquer cimento que indique sinais de hidratação ou que esteja acondicionado em sacos que se apresentem manchados, úmidos ou avariados.

Os agregados devem atender aos requisitos da NBR 7211, sendo sua dimensão máxima característica limitada ao menor valor entre um terço da espessura da parede do módulo de concreto e o cobrimento mínimo da armadura ou, no caso de peças reforçadas exclusivamente com fibras de aço, um terço da espessura da parede do módulo. Os agregados devem ser estocados de forma a evitar a contaminação e mistura de materiais diferentes e devem atender aos requisitos especificados na NBR 15577-1 em relação ao seu potencial de reatividade com álcalis do concreto. Devem proceder às medidas preventivas específicas para cada caso.

A água deve ser límpida, isenta de teores prejudiciais de sais, óleos, ácidos, álcalis e substâncias orgânicas, e não alterar a reologia do concreto, atendendo aos requisitos da NBR 15900-1. Os aditivos utilizados no concreto devem atender ao disposto na NBR 11768 e o teor de íon cloro no concreto não pode ser maior que 0,15%, determinado conforme a NBR 10908. Os aditivos devem ser armazenados em local abrigado de intempéries, umidade e calor, respeitando-se seu prazo de validade.

As adições, quando utilizadas, não podem conter elementos nocivos que influenciem negativamente na resistência, endurecimento, estanqueidade e durabilidade do concreto ou que provoquem corrosão da armadura, devendo ser seguidas as NBR 12653, NBR 13956-1 e NBR 15894. O aço deve atender às NBR 7480 e/ou NBR 7481, conforme o processo de montagem da armadura. Os lotes devem ter homogeneidade quanto às suas características geométricas e devem se apresentar sem defeitos.

São rejeitados os aços que se apresentarem em processo de corrosão e oxidação, com redução de seção. Ao ser armazenado, o aço deve ser protegido do contato direto com o solo, sendo apoiado sobre uma camada de brita ou sobre vigas de madeira transversais aos feixes. Recomenda-se cobrir o aço com plástico ou lona, protegendo-o da umidade e de ataque de agentes agressivos.

Quando os PV ou PI forem utilizados em locais onde a agressividade do meio for classe IV, conforme a NBR 12655, ou para passagem de esgoto sanitário, efluente industrial ou drenagem pluvial com comprovada contaminação por esgoto, a relação água/cimento deve ser de no máximo 0,45, expressa em litros de água por quilograma de cimento. Nos demais casos, a relação água/cimento deve ser de no máximo 0,50, expressa em litros de água por quilograma de cimento.

Para assegurar a qualidade do concreto endurecido, as operações de mistura, transporte, lançamento, adensamento e cura do concreto fresco devem ser realizadas de acordo com o disposto na NBR 12655. As juntas entre os módulos do PV ou do PI, e as juntas entre a rede e a base do PV ou PI, no caso de redes de esgoto sanitário, efluente industrial ou drenagem pluvial com comprovada contaminação por esgoto, devem ser estanques e do tipo elástica, com a utilização de anel de borracha ou de elemento elastomérico projetado especificamente para este fim. As juntas entre os módulos do PV ou do PI, e as juntas entre a rede e a base do PV ou PI, nos demais casos, podem ser do tipo rígida, elástica ou projeto especial.

Juntas de borracha, quando utilizadas, devem atender aos requisitos da ABNT NBR 16687. A disposição das armaduras dentro da fôrma deve ser tal que impeça sua movimentação durante o processo de lançamento e adensamento do concreto. As emendas são permitidas somente se estiverem conforme as NBR 8548 e NBR 6118.

O detalhamento das armaduras deve estar de acordo com o especificado nas NBR 8890, NBR 15396 e NBR 16584. Os módulos de PV e PI devem ter suas configurações conforme descritas nessa norma. Os PV e PI de seção circular são os PV e PI formados por módulos de seção circular, conforme a figura abaixo.

A classe de resistência mecânica do módulo de anel deve ser calculada para cada situação de utilização, não podendo ser inferior à NBR 8890:2018, classe EA2. A resistência de cálculo do concreto declarada pelo fabricante deve ser igual ou superior a 30 MPa para classe III de agressividade do meio e igual ou superior a 40 MPa para classe IV de agressividade do meio. Para determinação da resistência devem ser moldados corpos de prova conforme a NBR 5738.

O ensaio de compressão axial para determinação da resistência deve ser realizado conforme a NBR 5739. O comprador pode fazer o acompanhamento da moldagem dos corpos de prova durante o processo de produção das peças, não sendo permitida a extração de ensaio testemunhos de peças já moldadas e/ou aplicadas, como programa regular de controle da resistência para fins de aceitação da peça.

Os módulos dos PV e PI devem ter sua absorção de água determinada conforme ensaio descrito na NBR 9778, sendo a absorção máxima de água em relação à sua massa seca limitada a 6% nos casos de utilização para passagem de esgoto sanitário, efluente industrial ou drenagem pluvial com comprovada contaminação por esgoto, ou 8% para os demais casos.