A importância da contabilidade para as pequenas e médias empresas

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE ACERVOS

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais.

As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.

É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

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O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos…

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Vagner Miranda

A contabilidade tem como foco principal o estudo da variação do conjunto de bens, direitos e obrigações que formam o patrimônio de uma entidade (pessoa física ou jurídica). O público em geral conhece e usa bastante o termo para se referir a algo complicado, ligado a números e pagamento de impostos.

Por usar números para dar boa parte das suas informações, com frequência a contabilidade é vista como muito próxima da matemática e isso talvez explique um pouco o motivo de ser percebida como algo de difícil compreensão – cuja utilidade é especifica e sofra alguma resistência por parte de usuários em potencial. No mundo corporativo, a contabilidade também encontra resistência para ser utilizada de forma abrangente.

O setor contábil ou mesmo a área de controladoria na maioria das vezes são reconhecidos como a área da empresa que existe apenas para atender as exigências dos órgãos de arrecadação de impostos do governo. Essa visão restrita se aplica principalmente às micros, pequenas e até médias empresas.

Como elas correspondem à maior parte do universo das empresas existentes no Brasil, a classe contábil vem fazendo um enorme esforço para tentar esclarecer que a utilidade, aplicabilidade, necessidade e benefícios da contabilidade vão muito além do suporte ao pagamento dos impostos. A classe cada vez mais procura difundi-la como uma das ferramentas imprescindíveis para o correto gerenciamento de empresas de todos os ramos de atividade e tamanho.

Mas, mesmo com todos os esforços, a maior parte dos empresários da pequena e média empresa ainda faz pouco uso da contabilidade para gerenciar os negócios. Essa postura pode até ser uma opção, entretanto é importante que tenham consciência que é necessário manter a escrituração contábil da empresa em dia, pois pode vir a precisar dela em várias ocasiões.

Na prática, esses empresários ainda não encontram ou percebem muitos motivos para manterem um departamento ou contratar um serviço terceirizado de contabilidade com o objetivo de obter informações que auxiliam na tomada de decisão. Diante deste cenário é importante destacar aspectos muitas vezes não compreendidos ou conhecidos, que contribuem para o uso limitado da contabilidade. Eles reforçam porque é importante que os administradores se esforcem para mantê-la funcionando bem dentro da empresa. Veja alguns motivos:

– Possibilita a prática de economia tributária na distribuição de lucro para os sócios da empresa, com substancial redução dos impostos pagos na pessoa física;

– É imprescindível diante da necessidade de solicitação de recuperação judicial;

– Facilita a relação com as instituições financeiras no acesso a linhas de créditos;

– Representa a verdadeira situação patrimonial da empresa. Serve de prova para o sócio que quer sair da sociedade para fins de apuração de haveres ou venda de participação;

– Prova, em juízo, a situação patrimonial nas disputas que possam existir entre herdeiros e sucessores de sócio falecido;

– Comprova em juízo fatos cujas provas dependam de perícia contábil;

– Auxilia na defesa de reclamações trabalhistas quando as provas a serem apresentadas dependam de perícia contábil;

– Serve para afastar da empresa o risco de autuações fiscais relacionadas a tributos federais, estaduais e municipais ou como suporte nas defesas contra auto de infração.

O conhecimento desses aspectos pode ser propulsor para que a contabilidade seja vista por esses administradores como um instrumento cuja utilidade é mais abrangente do que pensam, indo além de um sistema que só serve para suportar as questões de ordem tributária. É importante que considerem também o fato que ao manter o sistema contábil funcionando na sua versão mais básica que é a contabilidade societária – aquela baseada apenas na legislação – a empresa automaticamente está preparada para superar qualquer situação relacionada com os aspectos destacados.

O empresário é o principal responsável por identificar e suprir todas as necessidades da empresa e entre elas está o funcionamento de um sistema de contabilidade que no mínimo pode proteger contra terceiros que vislumbrem reivindicar algum direito ou cobrar algo que de fato ela não tem o dever de atender. Uma vez que a empresa mantenha a contabilidade societária funcionando, o passo seguinte pode ser seu incremento, visando torná-la também gerencial em conformidade com o que a classe contábil recomenda. O empresário que se interessar em conhecer um pouco mais sobre as possibilidades oferecidas pelo sistema contábil, aos poucos vai perceber que com alguns incrementos ela pode de fato se transformar em uma das ferramentas imprescindíveis para o correto gerenciamento da sua empresa.

Vagner Miranda Rocha é administrador de empresas e sócio da VSW Soluções Empresariais.

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Como expandir os negócios de forma segura e rentável

Os custos de energia afetam a competitividade das empresas

Somente o custo com energia elétrica nas indústrias aumentou 150% nos últimos sete anos, 83% acima da inflação do período, e se tornou a terceira maior do mundo, segundo dados da Agência Internacional de Energia, coletados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O preço do MW/hora saltou de R$ 92 para R$ 230. O aumento foi causado por um realinhamento tarifário, iniciado em 2003, que durou até 2007. O objetivo era eliminar o que o governo considerava como subsídio cruzado nas tarifas do país – algo que pode ser questionado, já que a indústria é atendida em alta tensão e, portanto, o custo para entrega da energia é menor. Dessa forma, o governo elevou os reajustes para a classe industrial e reduziu o ritmo de alta para o residencial. Clique para mais informações.

Simone Domingues

Quando o empreendedor inicia um negócio próprio e começa a trabalhar intensamente para desenvolver e manter o seu projeto no mercado, é comum o pensamento de expandir o crescimento e desenvolvimento para se obter um maior retorno financeiro. É fundamental que a empresa programe melhorias para sobreviver no mercado. Porém, quando essa decisão de expansão dos negócios ocorre é necessário a mesma cautela e determinação do início da trajetória.

Primeiramente, é necessário um crescimento pessoal antes do empresarial. O ideal é que o empreendedor se prepare constantemente para estar apto a implementar mudanças e beneficiar o seu negócio com eficácia e responsabilidade. Para ter um negócio de sucesso, o empreendedor deve ter espírito criativo e pesquisador. O indicado é que o gestor esteja sempre por dentro das tendências e inovações do seu negócio. O mercado é constante como a mudança, e o que era eficaz há cinco anos, hoje em dia pode não ser um método atraente. Cabe ao empresário projetar todas as demandas e adequar a sua gestão de acordo com as exigências dos clientes. Semanalmente existem centenas de novidades no mercado de trabalho e para o empresário conseguir acompanhar essa evolução da sua área, o mais indicado é que participe de eventos, seminários e workshops. Com essas ações, além da aprendizagem, o empresário estabelece relações com outras pessoas da área de atuação.

As empresas que buscam novos caminhos e soluções estão mais propensas a crescerem e construírem um ambiente flexível e evoluído. O atendimento ao cliente é um dos pontos que o empresário deve se atentar, já que é um dos principais problemas do mercado atual. Não adianta investir em uma expansão se não tiver como meta uma reformulação e/ou melhoramento do atendimento, pois o bom contato com o cliente é o essencial em qualquer negócio. Para aumentar a fidelização dos clientes, a empresa deve estabelecer uma política permanente de capacitação da equipe.

Um fato de grande importância é dimensionar corretamente os custos envolvidos na operação e entender as peculiaridades do setor. Também é importante analisar a concorrência para identificar os fatores que devem ser considerados na composição de preços dos produtos e serviços da empresa. Por isso, a expansão deve ser realizada de uma forma metódica e controlada, pois falhas podem gerar um grande atraso no negócio em relação à concorrência. Independentemente, em qualquer empreendimento novo, é necessário o cuidado em começar com pequenos passos, fazendo uma pesquisa cautelosa e considerando recursos suficientes para transformar a ideia em realidade. Com discernimento e aperfeiçoamento da gestão administrativa e financeira, o empresário consegue expandir o empreendimento e tornar a empresa mais competitiva para o mercado.

Simone Domingues é sócia da Trade Contabilidade e é formada em Ciências Contábeis pela Fundação Instituto de Ensino para Osasco – pauta2@contatopauta.com.br

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Burrocracia: um dos desafios para o país aumentar a sua competitividade

NBR 7500: Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos
A norma estabelece características complementares ao uso dos rótulos de risco, painéis de segurança, rótulos especiais e dos símbolos de risco e de manuseio, bem como a identificação das unidades de transporte e o emprego de rótulos nas embalagens/volumes de produtos perigosos discriminados nas instruções complementares do Regulamento para o Transporte de Produtos Perigosos (RTPP) – aprovado pelo Decreto nº 96.044. Também estabelece a identificação das embalagens/volumes e os símbolos de manuseio e de armazenamento para os produtos classificados como não perigosos para transporte e se aplica a todos os tipos de transportes e suas formas intermodais. No caso de transporte aéreo e marítimo, consultar, respectivamente, ICAO/IATA e IMDG/IMO. Clique para mais informações.

burrocraciaUm grande problema do Brasil é quanto a emissão de leis e decretos, que atravancam a vida de todos os brasileiros e afeta a competitividade do país. Conforme estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), desde 05 de outubro de 1988 (data da promulgação da atual Constituição Federal), até 05 de outubro de 2011 (seu 23o aniversário), foram editadas 4.353.665 (quatro milhões, trezentos e cinqüenta e três mil, seiscentos e sessenta e cinco) normas que regem a vida dos cidadãos brasileiros. Isto representa, em média, 518 normas editadas todos os dias ou 776 normas editadas por dia útil. Esse cabedal de leis inclui, no âmbito federal, 155.954 normas desde a promulgação da Constituição Federal, passando por 6 emendas constitucionais de revisão, 67 emendas constitucionais, 2 leis delegadas, 80 leis complementares, 4.762 leis ordinárias, 1.162 medidas provisórias originárias, 5.491 reedições de medidas provisórias, 10.590 decretos federais e 133.793 normas complementares (portarias, instruções normativas, ordens de serviço, atos declaratórios, pareceres normativos, etc.).

Em média, foram editadas 18,57 normas federais por dia ou 27,79 normas federais por dia útil nestes 23 anos. Os estados editaram 1.136.185 normas, sendo 259.889 leis complementares e ordinárias, 376.994 decretos e 499.301 normas complementares. Em média foram editadas 135,28 normas por dia ou 202,46 normas por dia útil, em nível estadual. Neste período, em média, cada Estado editou 42.081 normas, o que dá 5,01 norma/dia ou 7,50 norma/dia útil.

Já os municípios são responsáveis pela edição de 3.061.526 normas, divididas em 542.745 leis complementares e ordinárias, 577.500 decretos, e 1.941.282 normas complementares. Em média, os municípios brasileiros editaram 364,51 normas por dia ou 545,53 normas por dia útil. Assim, considerando que existem 5.565 municípios no Brasil, cada um deles editou, em média, 549,94 normas neste período. Do total de normas editadas no Brasil nestes 23 anos, cerca de 6,3% se referem à matéria tributária. São 29.503 normas tributárias federais (10,7% das normas tributárias), 85.715 normas tributárias estaduais (31,1% das normas tributárias) e 159.877 normas tributárias municipais (58,2% das normas tributárias).

Parece piada, mas não é: como a média das empresas não realiza negócios em todos os estados brasileiros, a estimativa de normas que cada uma deve seguir é de 3.507, ou 30.384 artigos, 91.764 parágrafos, 293.408 incisos e 38.596 alíneas. Isto corresponde a 5,9 quilômetros de normas, se impressas em papel formato A4 e letra tipo Arial 12. Em decorrência desta quantidade de normas, as empresas gastam cerca de R$ 43 bilhões por ano para manter pessoal, sistemas e equipamentos no acompanhamento das modificações da legislação. Dividindo-se a quantidade de normas editadas pelo número de habitantes do país, verifica-se que nos três anos anteriores à promulgação da Constituição de 1988 foi editada 1 (uma) norma geral para cada grupo de 300 habitantes. No período de 1989 a 2011 foi editada 1 (uma) norma para cada grupo de 44 habitantes.

Além disso, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), denominado Mudanças na ordem global:desafios para o desenvolvimento brasileiro, há ainda outros desafios a vencer. No plano interno, é preciso consolidar uma política de crescimento do mercado interno e inclusão pela atividade socialmente produtiva. Assim como foi a experiência dos países desenvolvidos no período do pós-guerra, esse processo de inclusão pelo trabalho deve ser publicamente administrado, pois o crescimento da produtividade geral da economia implicará o decréscimo da demanda por trabalho pelo progresso técnico. Equacionar esse problema doméstico é fundamental para absorver dignamente a força de trabalho, e deve-se focar nos setores deficitários, demandantes de mão de obra nas quatro dimensões da vida humana: educação, cultura, saúde e meio ambiente.

É preciso, ademais, equacionar publicamente as questões do envelhecimento populacional, da criança e do jovem. No plano externo, o padrão de crescimento da economia global pós-crise estará fortemente ancorado nas economias emergentes, sobretudo asiáticas, que tenderão a crescer a taxas muito maiores que as economias avançadas nos próximos anos. O crescimento da China vem beneficiando os exportadores de commodities, alterando os termos de troca em favor dos produtos primários, entre eles o Brasil, a partir do início dos 2000, em especial a partir de 2003. Isso exerceu grande impacto sobre as exportações brasileiras, contribuindo para reduzir a vulnerabilidade externa vigente até então.

É importante lembrar que também as exportações brasileiras de manufaturados foram alavancadas por esse processo, na medida em que o aumento da demanda por commodities aumentou a capacidade de importação de grande parte dos países da América Latina, onde o Brasil tradicionalmente concentra suas exportações de 21 manufaturados. No entanto, se, do ponto de vista dos produtos básicos, a demanda chinesa pode potencialmente ser um fator positivo, por outro, no caso da produção de manufaturados, a concorrência asiática em geral, e chinesa em particular, representa uma ameaça para os países com produção industrial importante.

É fundamental compreender que as mudanças no mundo também mudaram a posição do Brasil nele. Há desafios abertos à atuação brasileira na ordem global: o deslocamento do centro dinâmico da economia global e o papel dos BRICS; a inserção do Brasil nas transformações tecnológicas do padrão de acumulação capitalista; a necessária dimensão ambiental do desenvolvimento econômico; e a possibilidade de construir uma governança planetária legítima, de acordo com as grandes mudanças operadas no seio das relações internacionais. Esses elementos, combinados com uma estratégia nacional de longo prazo, constituem uma oportunidade histórica para o Brasil aproximar-se um pouco mais da superação do subdesenvolvimento.

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Fluxo de caixa: um instrumento gerencial muito importante

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Como um instrumento gerencial que controla e informa todas as movimentações financeiras (entradas e saídas de valores monetários) de um dado período – pode ser diário, semanal, mensal, etc., o fluxo de caixa é composto pelos dados obtidos dos controles de contas a pagar, contas a receber, de vendas, de despesas, de saldos de aplicações, e todos os demais que representem as movimentações de recursos financeiros disponíveis da organização. O demonstrativo de fluxo de caixa também pode ser um instrumento contábil legal, contexto em que toma um aspecto mais formal e rígido. Se a sua intenção é realizar o controle contábil de uma empresa, para propósitos fiscais, societários ou outros, provavelmente a melhor alternativa é procurar orientação com um contabilista de sua confiança.

Deve-se observar que o mecanismo do fluxo de caixa é simples, mas nenhum sistema de informações pode funcionar sem que os dados relevantes sejam constantemente atualizados nele. Da mesma forma, o sistema não tem qualquer utilidade se os dados não forem analisados periodicamente, e se a organização não tiver confiança neles. Em outras palavras: se não for haver compromisso em manter o fluxo de caixa sempre atualizado, pode ser melhor nem mesmo se dar ao trabalho de tentar implementá-lo.

Outro aspecto a ser levado em conta é o das dependências, pois há a necessidade de dados que nasçam em um bom método de controle de contas a pagar, contas a receber, acompanhamento de saldos de aplicações bancárias, faturamento, despesas, etc. Antes de se preocupar com sistemas agregadores, como o fluxo de caixa, deve-se dar atenção a estes outros métodos de coleta de dados específicos. E isto tem vantagens adicionais, como levar a um melhor acompanhamento das suas posições em relação a clientes, fornecedores, taxas públicas, etc. Não há como ter um relatório de fluxo de caixa atualizado se não se registrar regularmente as faturas e nem acompanhar se os seus clientes estão pagando-as em dia.

Um exemplo bastante interessante sobre o fluxo de caixa foi relatado por Francisco Barbosa Neto (juliana.melo@2pro.com.br), sócio-diretor da Projeto DSD Consultores. “Sr. Jorge F. é dono de uma indústria de produtos de limpeza no interior de São Paulo. Assim como milhares de empresários brasileiros, estava ocupado demais tentando chegar vivo no próximo mês. Mas ele não entendia porque, diariamente, descontava duplicatas e antecipava cheques para pagar as contas, apesar das vendas crescerem continuamente. Sensibilizado, um amigo em comum me chamou para dar uma ajuda a esse empresário. De imediato fiz três perguntas. A primeira foi: Seu Jorge, qual é o seu sonho? Ele ficou surpreso. Jamais esperaria uma pergunta desse tipo em uma reunião sobre finanças. Afinal, eu estava ali para resolver seu problema de fluxo de caixa, não para divagar sobre assuntos existenciais. Mas, como ele não conseguia responder, esclareci: sei que está se sentindo desconfortável diante de uma pergunta, aparentemente tão fora de contexto. Mas acredite, a resposta pode ajudá-lo a encontrar a solução do seu problema. Fiz essa pergunta por um simples motivo. Sonho é mais que um mero pensamento, é o que nos proporciona uma visão, um motivo que transformamos em razão e que nos impulsiona a desenvolver ações concretas para realizar algo. Quantas vezes ouvimos de nossos pais, professores e amigos a pergunta qual é o seu sonho?. Por outro lado, desaprendemos a ser empreendedores quando nos perguntam o que você vai ser quando crescer?. A verdade é que a sociedade não nos ensina a buscar por oportunidades, ela inibe as pessoas que ficam com medo de inovar, assumir riscos e serem criativas. Aí fiz a segunda pergunta: Seu Jorge, o que você mais gosta de fazer na sua empresa?. Neste momento ele parou e me disse: conversar com clientes e vender, mas na situação atual eu gasto todo meu tempo tentando fabricar dinheiro para pagar as contas do dia. Infelizmente, a escola não ajuda a descobrir o talento natural de uma pessoa. Descobrir e usá-lo é fundamental, pois você vai se concentrar no que sabe fazer e em pouco tempo fará coisas incomuns. Na escola somos ensinados a repetir fórmulas e as informações são voltadas para o passado. Elas deveriam ajudar as pessoas a desenvolver suas experiências próprias, analisar, avaliar e resolver problemas, e desenvolver seu próprio jeito de produzir algo positivo para as pessoas. É fundamental lembrar sempre que as empresas são idealizadas, criadas e administradas por pessoas para atender pessoas. Para sobreviver, uma empresa precisa encontrar pessoas que se identifiquem com a sua cultura, tenham ambições e atitudes para resolver problemas, queiram colaborar e tenham paixão em servir. A última pergunta que fiz foi: Seu Jorge qual é o seu negócio? Esta resposta estava na ponta da sua língua: vender produtos de limpeza. Respondi que, na verdade, aquele não era o seu negócio, mas sim o ramo de atividade. As empresas costumam dedicar tão pouco tempo a essa importante questão, que talvez esta seja a mais importante causa do fracasso dos negócios, já dizia Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna. O principal objetivo de uma empresa é saber escutar e servir as pessoas, para buscar uma solução para as suas necessidades, anseios ou desejos. Ou seja, é preciso descobrir o que sua empresa proporciona aos clientes que justifique o que eles pagam pelo produto/serviço. O sucesso financeiro não depende de quanto sua empresa ganha, mas de como fazer o melhor para atrair quem valoriza a sua empresa, para fidelizar à sua marca. No fundo, empreendedor não é aquele que cria uma empresa para ganhar dinheiro. Empreendedor de verdade é aquele que acredita em suas idéias, aplica sua identidade no negócio e diferencia-se dos demais porque acredita que suas ações podem produzir algo de bom para outras pessoas. Como não aprendemos empreendedorismo na escola, ficamos sujeitos àquela antiga forma de aprender: por tentativa e erro. Porém, nenhuma aprendizagem ocorre sem uma profunda reflexão. O Sr. Jorge finalmente entendeu que na vida profissional as coisas nem sempre caminham tranquilamente. A partir deste momento, ele começou agir com atitude e determinação, assumindo a responsabilidade pelas decisões e focando nas oportunidades de vendas, em vez de fabricar dinheiro. O que ele percebeu, e que muitos empresários nem sempre compreendem, é que a raiz da questão é que não somos limitados pelo mercado e sim pela falta de imaginação.” No link http://projetodsd.com.br/wp-content/uploads/2009/06/Fluxo-de-Caixa.xls, ele disponibiliza um planilha de fluxo de caixa.

Dessa forma, o fluxo de caixa é um instrumento de controle que auxilia na previsão, visualização e controle das movimentações financeiras de cada período. A sua utilidade é permitir a identificação das sobras e faltas no caixa, possibilitando ao profissional planejar melhor suas ações futuras ou acompanhar o seu desempenho. De uma forma ou de outra, um controle de fluxo de caixa bem feito é uma grande ferramenta para lidar com situações de alto custo de crédito, taxas de juros elevadas, redução do faturamento e outros fantasmas que rondam os empreendimentos:

  • Avaliar se as vendas presentes serão suficientes para cobrir os desembolsos futuros já identificados.
  • Calcular os momentos ideais para reposição de estoque ou materiais de consumo, considerando os prazos de pagamento e as disponibilidades.
  • Verificar a necessidade de realizar promoções e liquidações, reduzir ou aumentar preços.
  • Saber se é ou não possível conceder prazos de pagamentos aos clientes.
  • Saber se é ou não possível comprar à vista dos fornecedores, para aproveitar alguma promoção.
  • Ter certeza da necessidade ou não de obter um empréstimo de capital de giro.
  • Antecipar as decisões sobre como lidar com sobras ou faltas de caixa.

 Modelo de fluxo de caixa

 

  • Saldo inicial: é o valor disponível no início do período, correspondendo ao dinheiro que está na gaveta ou no bolso, somado aos saldos das contas correntes disponíveis para saque. No fluxo de caixa, não são considerados nos saldos os valores que estejam imobilizados, ou os que estejam em aplicações consideradas indisponíveis para saque no período.
  • Entrada: devem constar as diversas categorias de entrada de dinheiro em caixa ao longo do período. Vendas à vista, cheques pré-datados que se tornem disponíveis ao longo do período, créditos de contas a receber (exemplo: depósitos de clientes referentes a transações realizadas anteriormente), ou o que for.
  • Total entradas: é a soma simples da Entrada, corresponde basicamente ao dinheiro novo que entrou em caixa ao longo do período.
  • Saídas: onde estão as diversas categorias nas quais você realiza pagamentos. Energia, telefone, manutenção de veículo, equipamentos, material de escritório, aluguel, condomínio, impostos, etc. Um aspecto essencial deve ser a inclusão do pró-labore que, no caso de um fluxo de caixa individual, corresponde ao dinheiro do empreendimento que é retirado para uso pessoal do empreendedor, como se fosse o seu salário – idealmente em parcelas fixas e periódicas, e sempre registradas.
  • Total Saídas: é a soma simples da Saídas, corresponde basicamente ao dinheiro que saiu do caixa ao longo do período.
  • Saldo operacional: Corresponde ao Total Entradas menos o Total Saídas. É, portanto, o saldo de caixa referente exclusivamente ao período, sem considerar o saldo anterior que estava disponível. Pode eventualmente ser negativo – por exemplo, em datas de pagamentos como o IPTU, IPVA, etc., mas uma seqüência de saldos operacionais negativos sucessivos é sempre um grande sinal de alerta.
  • Saldo final: É a soma do Saldo Inicial com o Saldo Operacional, considerando os respectivos sinais, caso algum seja negativo. Basicamente, é o dinheiro que restou em caixa ao final do período, e é imediatamente transcrito como o saldo inicial do período seguinte.

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NBR ISO 26000

Esta norma fornece orientações para todos os tipos de organizações, independentemente do porte ou localização, sobre conceitos, termos e definições referentes à responsabilidade social. Clique para mais informações.

Os estratégicos ativos intangíveis das empresas

Treinamentos técnicos

 Princípios do SIG: Sistema Integrado de Gestão (NBR ISO 9001:2008, NBR ISO 14001:2004 e OSHAS 18001:2007) – 25 de novembro

Conscientização dos funcionários para a Qualidade, baseado nas Normas NBR ISO 9001:2000, NBR ISO 14001:2004 e OSHAS 18001:2007.

Ferramentas da Qualidade -11 de novembro

Capacitar os participantes no entendimento e aplicação das principais Ferramentas da Qualidade que têm como objetivo auxiliarem poderosamente na solução dos diversos tipos de problemas em uma organização.

Ativos intangíveis são os imateriais, garantidores da perenidade e da diferenciação competitiva das empresas, responsáveis pela geração e/ou proteção de valor corporativo aos acionistas e demais stakeholders das empresas.  Suas principais características: vínculo com longo prazo, caráter estratégico, interdependência entre si, potencialização dos ativos tangíveis e demanda aguda por gerenciamento e metrificação. Portanto, pode-se concluir que um ativo é todo recurso (físico ou não) que esteja sob o controle de uma organização e que possa ser utilizado para produzir produtos ou serviços aos seus clientes, visando à geração de benefícios econômicos futuros e cujo custo é representado pela capitalização de todos os gastos incorridos para sua aquisição ou desenvolvimento.

Os ativos intangíveis, como ativos de natureza permanente, sem existência física quando controlados pela empresa, são capazes de produzir benefícios futuros. São exemplos de alguns ativos intangíveis: patentes, franquias, marcas, direitos autorais, processos secretos, franquias, licenças, softwares desenvolvidos, bancos de dados, concessões públicas, direitos de exploração e operação,

De acordo com a legislação contábil brasileira, alguns ativos intangíveis já são registrados contabilmente e estão refletidos nas demonstrações contábeis. Um exemplo dessa prática está na contabilização dos gastos incorridos com direitos autorais ou com custos de desenvolvimentos de produtos. Entretanto, esses ativos continuam registrados por seus custos históricos, de forma semelhante aos demais itens que compõem o ativo. Segundo estudo da DOM Strategy Partners, dependendo do segmento da economia em que uma empresa esteja inserida há maior ou menor incidência do valor dos intangíveis em seu valor de mercado, como pode ser visto na tabela abaixo:

Representação Percentual da Representatividade do Valor dos Intangíveis no Valor de Mercado Total (Market Cap) das Empresas, por Segmento da Economia (2007)
Petroquímica 25%   Eletroeletrônicos 45%
Atacado e Distribuição 26%   Farmacêutica 49%
Energia 30%   Tecnologia da Informação 53%
Aviação 31%   Educação e Treinamento 59%
Papel & Celulose 31%   Química 33%
Seguros 32%   Internet 68%
Química 33%   3o. Setor 71%
Têxtil 34%   Moda 77%
Saúde 36%   Petroquímica 25%
Automobilística 8%   Atacado e Distribuição 26%
Varejo 39%   Higiene e Beleza 43%
Telecom 41%   Financeira 42%
Consultoria e Serviços Profissionais 61%   Bens de Consumo Não Duráveis 47%
      Siderurgia, Metalurgia, Mineração 27%

Os ativos intangíveis, mais do que responsáveis pelos resultados do curto prazo (prerrogativa dos tradicionais ativos tangíveis), respondem pela capacidade da empresa em continuar gerando valor no médio-longo prazo, pois possuem valor diferencial intrínseco, mas também a característica de potencializarem os tangíveis (ex. marcas potencializam vendas, inovações melhoram produtos, conhecimento qualifica a produção, etc.). Se o conhecimento e a maneira de realizar pesquisa são ativos intangíveis, esses fatores criarão um efeito positivo na hora de recrutar os melhores engenheiros e criarão uma imagem de empresa inovadora, reforçando sua marca perante os consumidores. Assim, além de possuírem valores intrínsecos claros, os intangíveis também potencializam valor nos ativos tangíveis e mutuamente entre si.

Enfim, em função da grande valorização dos ativos intangíveis, torna-se importante entender como gerenciá-los de forma a criar e manter o valor econômico das empresas. Um pleno conhecimento das características da empresa, no que se refere aos seus ativos intangíveis, pode contribuir sobremaneira para a adoção de estratégias que visem maximizar o seu valor econômico.

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Dicas Qualidade Online

Chinês da gema – Sempre lotado, o Ton Hoi oferece pratos da culinária chinesa muito bem elaborados. Como entrada, sugiro o camarão empanado ou os wantans fritos. Depois, peça um yakissoba que é bom e bem servido. Há também a carne com brócolis e champignon, e a sopa Pequim. Para quem gosta de frutos do mar, experimente um refogado de camarão, lula e mexilhão com acelga, brócolis, alho, gengibre, cebolinha, pimenta e pimentões verde e vermelho. Pode ser pedido junto uma porção de macarrão yakissoba frito, feito na casa e de boa qualidade. Cuidado para não dar de cara com a porta fechada: o restaurante só abre na quarta-feira para o jantar. Almoço: de quinta domingo. Avenida Professor Francisco Morato, 1484 – (11) 3721-3268 – www.tonhoi.com.br