IEC 60118-13: a compatibilidade eletromagnética dos aparelhos auditivos

Essa norma internacional, publicada em 2019 pela International Electrotechnical Commission (IEC), abrange os fenômenos de compatibilidade eletromagnética (electromagnetic compatibility – EMC) relevantes para aparelhos auditivos. A imunidade dos aparelhos auditivos a campos de alta frequência originados de dispositivos digitais sem fio, como telefones celulares, foi identificada como um dos fenômenos EMC mais relevantes para esses equipamentos.

A IEC 60118-13:2019 – Electroacoustics – Hearing aids – Part 13: Requirements and methods of measurement for electromagnetic immunity to mobile digital wireless devices abrange os fenômenos de compatibilidade eletromagnética (electromagnetic compatibility – EMC) relevantes para aparelhos auditivos. A imunidade dos aparelhos auditivos a campos de alta frequência originados de dispositivos digitais sem fio, como telefones celulares, foi identificada como um dos fenômenos EMC mais relevantes para esses equipamentos.

A IEC 60118-13: 2019 cancela e substitui a quarta edição publicada em 2016 e constitui uma revisão técnica. Esta edição inclui as seguintes alterações técnicas significativas em relação à edição anterior: introduz um novo método de medição e um conjunto de requisitos EMC para imunidade de aparelhos auditivos a dispositivos móveis digitais sem fio; e os requisitos genéricos da EMC para aparelhos auditivos não estão mais incluído, devendo ser cobertos por outras normas, conforme apropriado.

CONTEÚDO

PREFÁCIO ………………………. 3

INTRODUÇÃO….. ……………… 5

1 Escopo…………………….. 6

2 Referências normativas ….. 6

3 Termos e definições……. …… 6

4 Operação e função do aparelho auditivo……………… 8

5 Requisitos para imunidade eletromagnética…………… 8

5.1 Geral…………………………………….. …………….. 8

5.2 Critérios de conformidade……………………………. 9

6 Procedimentos de ensaio para imunidade a campos eletromagnéticos de RF irradiados……………. 11

6.1 Geral………. …………… 11

6.2 Configuração do ensaio………….. ……….. 11

6.3 Configuração do ensaio do aparelho auditivo………………. 11

6.4 Determinação do ganho………………………. 12

6.5 Medição do ruído ambiente relacionado à entrada (input related ambient noise – IRAN)………. 12

6.6 Acoplamento de saída do aparelho auditivo durante o ensaio de imunidade.. …….. 13

6.7 Posição do aparelho auditivo durante o ensaio de imunidade…………… ……….. 13

6.8 Medição do nível de interferência relacionado à saída (output related interference level – ORIL)……………… 14

6.9 Cálculo do nível de interferência relacionado à entrada (input related interference level – IRIL) ………………………………… 15

6.10 Relatório…….. …………….. 15

7 Incerteza de medição para imunidade a campos eletromagnéticos de RF irradiados ……….. 16

Anexo A (informativo) Antecedentes para o estabelecimento de métodos de ensaio, critérios de desempenho e níveis de ensaio………………. 17

A.1 Geral……… …………….. 17

A.2 Campos eletromagnéticos de RF irradiados – História do método de ensaio…………….. 17

A.3 Critérios de desempenho…………………… 19

A.4 Pontos fortes do campo de ensaio – Compatibilidade do espectador…………. 19

A.5 Pontos fortes do campo de teste – Compatibilidade do usuário…………………. 20

Bibliografia…………………. 21

Figura 1 – Exemplo de um arranjo de ensaio para medições de imunidade de aparelhos auditivos usando uma célula GTEM……….. 11

Figura 2 – Exemplos de curvas de resposta de entrada e saída a 1 kHz e a determinação de ganho em um SPL de entrada de 55 dB…………………………… 12

Figura 3 – Posições de ensaio do aparelho auditivo para BTE (superior) e ITE (inferior)…………………….. 14

Figura A.1 – Razão de 1: 2 entre a intensidade do campo e o nível de interferência em dB…………………. 18

Figura A.2 – Exemplo de arranjo de ensaio para medições de imunidade de aparelhos auditivos usando antena dipolo………… 20

Tabela 1 – Intensidades de campo dos sinais de ensaio de RF a serem usados para estabelecer imunidade a aparelhos auditivos compatíveis com o usuário………. ……….. 10

Esta parte da IEC 60118 especifica os métodos de medição e requisitos para os aparelhos auditivos quanto à imunidade a dispositivos sem fio digitais. A maioria dos aparelhos auditivos contém processadores de sinais digitais e alguns podem conter transceptores sem fio. A experiência relacionada ao uso de aparelhos auditivos nos últimos tempos identificou dispositivos sem fio, como telefones sem fio e telefones celulares GSM, como fontes potenciais de distúrbios nos aparelhos auditivos.

A interferência nos aparelhos auditivos depende da potência emitida pelo dispositivo digital sem fio, bem como a imunidade do aparelho auditivo. O desempenho dos critérios deste documento não garantirão totalmente a interferência e o ruído dos usuários de aparelhos auditivos, mas estabelecerá as condições úteis na maioria das situações.

Na prática, um usuário de aparelho auditivo, ao usar um telefone sem fio, procurará, se possível, encontrar uma posição na orelha, que ofereça mínima ou nenhuma interferência no aparelho auditivo. Vários ensaios foram considerados para determinar a imunidade dos aparelhos auditivos. Quando um dispositivo digital sem fio for usado próximo a um aparelho auditivo, há uma iluminação de campo próximo RF do aparelho auditivo. Entretanto, as investigações de validação na preparação deste documento mostraram que é possível estabelecer uma correlação entre o nível de imunidade medido em campo e o nível de imunidade experimentado por um aparelho auditivo real usado em conjunto com um dispositivo digital sem fio.

O uso de um ensaio de campo distante mostrou alta reprodutibilidade e é considerado suficiente para verificar e expressar a imunidade de aparelhos auditivos. Iluminação de campo próximo do aparelho auditivo (ou seja, gerando um campo de RF usando uma antena dipolo) poderia, no entanto, fornecer informações valiosas informações durante o projeto e desenvolvimento de aparelhos auditivos.

Reconhece-se que os novos produtos sem fio introduzidos devem coexistir com os existentes espectros, redes em potencial e outros produtos sem fio (médicos e não médicos). Essa revisão não trata da questão da coexistência e o usuário deste documento deve consultar as normas aplicáveis para obter orientação.

Nesta quinta edição da IEC 60118-13, os pontos fortes e o posicionamento do aparelho auditivo durante as medições foram atualizadas para consistência com a IEEE C63.19 e ANSI C63.19. Os níveis de força de campo usados desde a primeira edição da IEC 60118-13 foram publicados em 1997 e demonstraram, através de medições de mais de 1.000 aparelhos auditivos, (ref. European Hearing Instrument Manufacturers Association – EHIMA), ser suficientemente alto para garantir um bom funcionamento dos aparelhos auditivos no uso diário, com apenas uma pequena expectativa de algumas reclamações sobre interferência de dispositivos digitais sem fio. Os aparelhos auditivos em que as saídas não são acústicas, por exemplo, aparelhos auditivos por condução óssea, não estão diretamente incluídos neste documento, mas ele pode ser usado se necessário quanto às descrições das configurações de medição para esses tipos de aparelhos auditivos e são fornecidas pelo fabricante.

As lentes para óculos montadas

As lentes montadas e acabadas são classificadas da seguinte forma: lentes acabadas de visão simples; lentes acabadas multifocais; lentes acabadas de potência variável.

A NBR ISO 21987 de 08/2019 – Óptica oftálmica — Lentes para óculos montadas especifica os requisitos e métodos de ensaio para lentes para óculos montadas, em relação à prescrição solicitada.

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Quais as tolerâncias do desequilíbrio do prisma (erro relativo de prisma) para lentes de visão simples (excluindo lentes de visão simples de posição específica) e lentes multifocais?

Qual deve ser a posição horizontal dos segmentos?

Qual é o método para verificação da potência de adição para lentes multifocais?

Qual é o método de verificação para planos de transmissão de lentes polarizadoras?

Como deve ser avaliada a qualidade do material e da superfície?

As lentes montadas e acabadas são classificadas da seguinte forma: lentes acabadas de visão simples; lentes acabadas multifocais; lentes acabadas de potência variável. As tolerâncias devem ser aplicadas a uma temperatura de 23 °C ± 5 °C. As lentes acabadas não cortadas, utilizadas na fabricação de óculos completos, devem atender aos requisitos da ISO 14889.

As lentes para óculos montados também devem atender aos outros requisitos solicitados na prescrição, não incluídos neste documento. As características ópticas devem ser verificadas utilizando um lensômetro, conforme os requisitos da ISO 8598-1. As tolerâncias ópticas devem ser aplicadas no (s) ponto (s) de referência das lentes em um dos comprimentos de onda de referência especificados na NBR ISO 7944.

Se o fabricante indicar uma potência de verificação, as faixas e tolerâncias nas tabelas na norma devem estar de acordo com e aplicadas à potência de verificação. Neste caso, a potência de verificação pode ser declarada pelo fabricante em um documento anexo. Para as potências do vértice posterior, quando verificadas de acordo com 5.3.1, as lentes para óculos devem estar de acordo com as tolerâncias da potência de cada meridiano principal (ver tabela abaixo, segunda coluna) e com as tolerâncias da potência cilíndrica (ver tabela abaixo, terceira a sexta coluna), usando o método especificado em 6.2: a potência do vértice posterior no ponto de referência de todas as lentes de visão simples e o ponto de referência da distância das lentes multifocais, incluindo aqueles com superfícies asféricas ou atoroidais, devem atender às tolerâncias constantes na tabela abaixo; a potência do vértice posterior no ponto de referência primário das lentes de potência variável deve atender às tolerâncias constantes na tabela abaixo.

Quando verificado de acordo com 5.3.1 e usando o método especificado em 6.6, o desequilíbrio do prisma (erro relativo de prisma), depois de neutralizar ou permitir que qualquer prisma prescrito, para lentes de visão simples (excluindo visão simples de posição específica) e multifocais, deve atender às tolerâncias da Tabela 5 (na norma). Lentes sem prisma prescrito também são inclusas. Para determinar as tolerâncias de desequilíbrio do prisma: se for prescrito como um prisma oblíquo, calcular qualquer prisma prescrito em suas componentes vertical e horizontal; determinar o maior valor da componente horizontal prescrita e o maior valor da componente vertical prescrita; encontrar as quatro potências principais (duas em cada lente); identificar a maior potência absoluta das quatro potências principais; horizontal: se o valor absoluto da potência encontrada for ≤ 3,37 D, usar os valores de tolerância da segunda coluna da Tabela 5 na norma.

A linha é determinada usando o maior valor da componente horizontal prescrita. Se o valor absoluto da potência for > 3,37 D, usar os valores de tolerância da terceira coluna. A Figura 1 na norma pode ser usada para determinar a tolerância do desequilíbrio horizontal do prisma ao invés de usar a Tabela 5. Encontrar a tolerância do desequilíbrio horizontal do prisma no eixo y, usando a potência no eixo x, acima em 4), e a curva representando a faixa pertinente do prisma, isto é, que contém o maior valor da componente horizontal do prisma prescrito.

Na vertical: se o valor absoluto da potência encontrada for ≤ 5,00 D, usar os valores de tolerância na quarta coluna da Tabela 5. A linha é determinada usando o maior valor da componente vertical prescrita. Se o valor absoluto da potência for > 5,00 D, usar os valores de tolerância na quinta coluna.

Como recomendações na montagem, convém que as duas lentes de um par sejam razoavelmente combinadas em formato, tamanho, forma e massa e, exceto quando necessário para fins de combinação, não convém que sejam substancialmente mais espessas do que o requerido, para dar estabilidade mecânica. Em determinadas circunstâncias, uma correspondência satisfatória pode requerer que as lentes sejam especialmente trabalhadas. Convém que o tom, incluindo a refletância residual de revestimentos antirreflexo e a refletância de revestimentos espelhados, das duas lentes de um par não seja obviamente diferente.

Como recomendações sobre a montagem, no tamanho e forma das lentes, convém que o tamanho e a forma de uma lente sejam substancialmente iguais ao tamanho e forma da abertura correspondente na armação. Convém tomar cuidado para assegurar que as dimensões do frontal dos óculos, após a montagem, não difiram substancialmente das dimensões correspondentes antes da montagem. Convém ter em mente que alterações significativas na forma do aro, tamanho da abertura ou dimensões da ponte podem diminuir consideravelmente a vida útil dos óculos acabados.

Ao montar lentes em armações de metal, convém tomar cuidado para não danificar qualquer revestimento protetor no metal. Para as lentes com bordas biseladas, convém que o bisel seja liso, regular, livre de cavacos e estrelado, e razoavelmente livre de facetas, com um chanfro de segurança no pico e em cada borda, quando necessário. Para lentes para montagens de óculos sem aro e semiaro, convém que as lentes de borda plana apresentem um acabamento suave com um chanfro de segurança em cada borda, quando necessário.

Convém que os furos para conexões sem aro sejam perfurados na distância correta da borda de acordo com o tipo de montagem. Slots e ranhuras, quando requeridos, convém que sejam posicionados com exatidão. Convém que a barra frontal de suportes semiaro seja cuidadosamente ajustada para seguir a extremidade da lente, desde que o modelo de estrutura permita isto. Convém que as extremidades dos parafusos estejam bem acabadas.

Para a montagem, convém que as lentes sejam retidas com segurança na armação, para que o movimento ou a rotação não possam ocorrer sob qualquer condição normal de uso. Convém que nenhum espaço esteja visível entre a borda da lente e o aro. Convém que as metades das juntas do bloco de fechamento fechem adequadamente sem força indevida ou sem deixar uma lacuna visível na junta. Convém que as lentes em suportes sem aro e semiaro sejam montadas de forma habilidosa e cuidadosa para assegurar que estejam seguras na posição. Convém que todas as lentes montadas não apresentem tensão significativa, quando examinadas em um polariscópio ou tensiômetro.

Para o ajuste de lentes redondas, convém que a posição de ajuste das lentes redondas (exceto as de vidro temperado termicamente) seja indicada por uma marca permanente colocada ao lado da junta na superfície posterior da lente, como a seguir: na lente direita, uma marca na linha central horizontal no lado temporal; na lente esquerda, duas marcas colocadas simetricamente, uma acima e outra abaixo da linha central horizontal no lado temporal.

A qualidade dos eletrodos descartáveis usados em eletrocardiografia (ECG)

O coração possui atividade elétrica própria que consiste na geração e transmissão de estímulos. Os distúrbios destas propriedades resultam em alterações do ritmo cardíaco ou arritmia cardíaca. Assim, o sistema de condução elétrica do coração inicia, os impulsos, no nodo sinoatrial (S-A) onde os átrios são despolarizados e o impulso se espalha através do nodo atrioventricular e do feixe de His para os ramos direito e esquerdo seguindo para o músculo ventricular resultando a despolarização ventricular.

Porém em alguns casos, por diversos motivos, esse estímulo não é gerado na frequência correta (podendo ser para mais ou para menos) ou nasce em locais não habituais. As arritmias cardíacas representam esse grupo de distúrbios do ritmo cardíaco, causando ou não sintomas e podem levar à morte.

Para medir e detectar os biopotenciais e também correntes pelo corpo, é necessária uma interface entre o corpo e o sistema eletrônico de medida. Os eletrodos usados para isso podem ser classificados pelo método de aquisição.

Os invasivos são utilizados internamente no corpo para a detecção de biopotenciais. Eles podem ser colocados abaixo da pele, conhecidos como subcutâneos, ou podem ser inseridos no corpo. Os não evasivos são utilizados para detectar biopotenciais a partir da superfície do corpo, não ocorrendo danos físicos durante a detecção dos biopotenciais.

A NBR 16628 de 09/2017 – Eletrodos descartáveis de ECG – Requisitos estabelece os requisitos mínimos para rotulagem, segurança e desempenho para eletrodos descartáveis usados para a eletrocardiografia (ECG) diagnóstica ou no monitoramento por ECG. Aplica-se a todos os sistemas de eletrodos (ver 2.9) de ECG descartáveis. Esta norma não se aplica a eletrodos ativos, eletrodos de agulha, eletrodos reutilizáveis (não descartáveis), eletrodos destinados a entregar energia terapêutica e eletrodos projetados primariamente para a medição de sinais fisiológicos diferentes do eletrocardiograma (por exemplo, eletrodos usados com monitores de apneia, se o eletrodo for utilizado para objetivos não relacionados ao ECG, por exemplo, pletismografia por impedância).

Além disso, os requisitos para a composição do eletrólito não estão abordados nesta norma. O Anexo A (informativo) apresenta as justificativas para o desenvolvimento e disposições desta norma. O Anexo B (informativo) apresenta um resumo dos requisitos de rotulagem e desempenho.

A rotulagem para os eletrodos descartáveis de ECG deve estar em conformidade com as disposições desta Seção. A rotulagem que acompanha o produto deve incluir no mínimo as seguintes informações: declaração indicando a data-limite na qual a conformidade do produto com os requisitos desta norma não pode ser assegurada (por exemplo, “utilizar antes de ______”) e o número do lote, ou uma declaração indicando a data de fabricação, a data de validade e o número de lote; precauções e advertências adequadas, incluindo os limites de duração da aplicação do eletrodo e uma indicação da vida útil fora da bolsa do produto; se o eletrodo deve ser utilizado imediatamente após a abertura da bolsa, então um aviso apropriado deve ser indicado; instruções adequadas para utilização, incluindo os procedimentos para preparação da pele e para a preparação do eletrodo se ele não for pré-gelatinizado (por exemplo, tipo e quantidade do gel); instruções para os requisitos de armazenamento, se aplicável.

Devido às limitações de espaço, particularmente nas menores embalagens/bolsas dos eletrodos de ECG, e devido à NBR ISO 15223-1 ser nacionalmente aceita, convém que os símbolos da NBR ISO 15223-1 sejam utilizados na rotulagem quando apropriados.

Os requisitos de rotulagem complementam aqueles que são obrigatórios para todos os produtos para saúde, de acordo com o Código de Regulamentações Federais, Título 21, Capítulo 1, Subcapítulo H, Seção 801 dos Estados Unidos. Os requisitos adicionais de rotulagem fornecidos pela ANSI/AAMI EC 12, conforme descritos a seguir, abordam as informações específicas necessárias na utilização segura dos eletrodos de ECG.

Requer que a rotulagem inclua as informações necessárias para identificar e rastrear adequadamente o produto, para segregar os problemas do produto e para garantir que o usuário esteja ciente do tempo pelo qual o produto pode ser armazenado e ainda manter o desempenho satisfatório. Foi desenvolvido para minimizar a possibilidade do paciente se lesionar com o uso prolongado do eletrodo.

Houve muitos aperfeiçoamentos no produto e na embalagem ao longo dos últimos dez anos que aumentaram a vida útil fora da bolsa dos eletrodos. Por exemplo, existem sacos resseláveis que são utilizados para manter o alimento fresco após a abertura da embalagem. Se o usuário final seguir as instruções do fabricante sobre a resselagem, a vida útil do produto pode ser prolongada.

Sobre os eletrodos em si, novos projetos e aperfeiçoamentos tornam possível manter as características de desempenho por um intervalo de tempo após a abertura da embalagem (em alguns casos, de até semanas). Isto é especialmente verdadeiro para algumas das chamadas embalagens a granel, em que o fabricante pode ter 25, 30 ou até mesmo 50 eletrodos em uma embalagem unitária (ou bolsa).

Se o fabricante fizer o ensaio adequado e satisfizer aos requisitos que possam existir (por exemplo, BPF ou FDA), será um benefício ao usuário final saber que ele não tem que usar o produto “imediatamente” após a abertura da embalagem unitária. Verificar as justificativas para os requisitos da ANSI/AAMI EC12 descritas.

O produto deve ser fabricado e embalado de modo que todos os requisitos desta norma sejam atendidos até a data de validade especificada pelo fabricante de acordo com 3.1 a), nas condições de armazenamento recomendadas pelo fabricante de acordo com 3.1 d). O valor médio da impedância de 10 Hz para pelo menos 12 pares de eletrodos conectados gel a gel, em um nível de corrente impressa de até 100 μA de pico a pico (p-p), não pode exceder 2 kΩ.

Nenhuma das impedâncias dos pares individuais pode exceder 3 kΩ. Após um intervalo de estabilização de 1 min, um par de eletrodos conectados gel a gel não pode exibir uma tensão de offset cc maior que 100 mV. Instabilidade da tensão de offset cc e ruído interno combinados. Após um intervalo de estabilização de 1 min, um par de eletrodos conectados gel a gel não pode gerar uma tensão maior que 150 μV p-p na banda de passagem (resposta em frequência de primeira ordem) de 0,15 Hz a 100 Hz, por um intervalo de 5 min seguinte ao intervalo de estabilização.

Cinco segundos após as descargas de cada um dos quatro capacitores, o valor absoluto do potencial de polarização de um par de eletrodos conectados gel a gel não pode exceder 100 mV. A sobrecarga do capacitor de descarga deve consistir de um capacitor de 10 μF carregado a 200 V e descarregado através do par de eletrodos com 100 Ω em série. Durante o intervalo de 30 s após cada medição do potencial de polarização, a taxa de mudança do potencial de polarização residual não pode ser maior que +/- 1 mV/s.

Após o par de eletrodos ter sido ensaiado para conformidade com este requisito, a impedância de 10 Hz do par de eletrodos não pode exceder 3 kΩ. A mudança observada na tensão de offset cc através de um par de eletrodos conectados gel a gel não pode exceder 100 mV quando o par de eletrodos estiver sujeito a uma corrente contínua cc de 200 nA pelo intervalo de tempo recomendado pelo fabricante para a utilização clínica dos eletrodos. Em nenhum caso, este intervalo de tempo deve ser menor que 8 h.

O produto deve ser biocompatível. Para esta aplicação (isto é, um eletrodo em contato com a pele), a biocompatibilidade requer a avaliação da citotoxicidade, da irritação da pele, além da sensibilização da pele ou reatividade intracutânea. Eletrodos com fios condutores pré-conectados (conectados permanentemente) devem ser construídos de maneira que o conector do fio condutor utilizado para fixá-lo ao cabo-tronco do instrumento não possa entrar em contato com o aterramento ou com um potencial possivelmente perigoso.

Em particular, este conector deve ser construído para prevenir o contato condutivo com uma tomada de rede elétrica ou com um cabo de energia destacável. Convém que a ANSI/AAMI EC53 seja analisada e considerada no processo do projeto e fabricação dos eletrodos de ECG com fios condutores pré-conectados. Convém que o desempenho adesivo do eletrodo atenda às alegações ou aplicações indicadas pelo fabricante, já que ele tem impacto sobre a duração do uso.

Por exemplo, para um eletrocardiograma em repouso de curta duração, convém que o adesivo seja capaz de manter o contato com o corpo pelo intervalo de tempo normalmente associado com este procedimento; uma projeção seria entre 5 min e 30 min. Por outro lado, monitorações de longa duração podem requerer que o eletrodo permaneça no paciente por um intervalo de dias, dependendo do protocolo do hospital.

Portanto, convém que um adesivo a ser utilizado em um eletrodo de ECG tenha características de desempenho que atendam ao uso pretendido do produto. Uma corrente cc de 200 nA deve ser aplicada a um par de eletrodos conectados gel a gel, utilizando-se uma fonte de corrente que consista de uma fonte de tensão de pelo menos 2 V conectada em série com um resistor de ajuste de corrente adequado.

Convém que o potencial através do par de eletrodos seja monitorado com um voltímetro cc com uma impedância mínima de entrada de 10 MΩ, uma resolução de 5 mV ou melhor, e uma corrente de polarização de entrada menor que 10 nA. Convém que a tensão diferencial através dos eletrodos seja medida pelo menos uma vez por hora ao longo do intervalo de observação. Convém que a tensão de offset cc inicial seja medida dentro de 1 min a 5 min após juntarem-se os eletrodos e antes da corrente de polarização ser aplicada.

A mudança na tensão de offset cc causada pela corrente de polarização aplicada deve ser então medida com relação à tensão de offset cc inicial. Convém que o desempenho do adesivo seja tal que o eletrodo permaneça preso à pele pela aplicação/duração indicada pelo fabricante fornecendo, ao mesmo tempo, um eletrocardiograma aceitável. O ensaio vai requerer um grupo mínimo de voluntários de cinco mulheres e cinco homens.

Para avaliar o desempenho do adesivo de um eletrodo, convém que cada voluntário tenha quatro eletrodos colocados sobre o corpo e convém que o posicionamento dos eletrodos permita que um eletrocardiograma seja obtido. Convém que a pele de cada voluntário seja preparada de acordo com as instruções do fabricante, conforme descrito no rótulo. Convém que os eletrodos sejam mantidos pela duração do uso divulgado pelo fabricante. Por exemplo, se o fabricante declarar uma duração de uso de cinco dias, os voluntários devem usar o produto por no mínimo cinco dias. Convém que seja obtido um traço de ECG na colocação inicial e no término do estudo. Convém que os traços sejam documentados de forma apropriada.

Em geral, devido aos diferentes tipos de pele, condições da pele e fatores ambientais, convém que o desempenho geral aceitável de um sistema adesivo seja determinado pela média dos dez voluntários. Por exemplo, se dois voluntários tiverem queda de eletrodos após cinco dias, três voluntários tiverem queda de eletrodos após seis dias e os demais voluntários tiverem queda de eletrodos após sete dias, o tempo médio de uso seria de 6,3 dias para o grupo de voluntários. O fabricante seria capaz de indicar que o tempo de uso, em média, é de seis dias. Este método de ensaio não é aplicável aos eletrodos projetados para utilização em pacientes neonatos e pediátricos.

Inmetro analisa furadeiras elétricas com função de impacto e serras tico-tico

Foram testadas serras e furadeiras, sendo analisadas 12 ferramentas; oito furadeiras elétricas das marcas: Black & Decker, Bosch, Dexter, Einhell, Goodyear, Hammer, Skill e Tramontina; e quatro serras do tipo tico-tico: Dewalt, Dexter, Hammer e Skill.

Para o Inmetro, as ferramentas elétricas são objetos indispensáveis tanto para o uso industrial quanto para o profissional ou o doméstico. Antigamente, todo bom profissional que atendesse em domicílio, como o eletricista, o bombeiro hidráulico, o marceneiro ou o mecânico, andava acompanhado da sua mala de ferramentas e sabia como ninguém a correta utilização desses equipamentos.

Mas será que hoje esse conhecimento ainda é restrito a uma atividade profissional? Faz tempo que as ferramentas elétricas mais comuns como furadeiras e serras deixaram de ser apenas de uso profissional.

A facilidade de uso e a praticidade na execução de serviços domésticos tornaram quase que indispensável a presença desses itens em qualquer caixa ou cantinho de ferramentas. E pegando carona na tendência do “Faça você mesmo” ou “Do-it-yourself”, antigo jargão americano para a atividade de decorar, reparar ou fazer as coisas para a sua casa sozinho ao invés de pagar alguém para fazer para você, essa prática voltou com força total nos últimos anos, muito impulsionada pelo boom da internet e o aumento dos blogs, vlogs e youtubers espalhados pela rede.

Cada vez mais pessoas estão construindo, montando, modificando ou consertando suas próprias coisas, evitando recorrer a lojas ou a profissionais especializados. É claro que essa tendência, que para alguns pode ser considerada até uma filosofia de vida, atualmente está relacionada a questões de sustentabilidade, reaproveitamento de materiais, desenvolvimento criativo e terapia, sem falar na atual crise econômica que o país vem atravessando e que exige uma redução dos custos.

Esse conjunto de fatores tem feito com que algumas ferramentas elétricas, como furadeiras elétricas e serras tico-tico passem a ser mais facilmente encontradas na versão hobby ou doméstica, com grande variedade de marcas, preços mais acessíveis, potência e robustez adequadas à utilização desses produtos. Assim, essas ferramentas são destinadas a um uso mais leve e, geralmente, por um período de tempo mais curto.

As furadeiras de impacto são projetadas para fazer furos em concreto, pedra e outros materiais. Elas são similares, em aparência e construção, a uma furadeira, mas tem um sistema que trabalha com rotação e impacto.

Já as serras tico-tico são destinadas ao corte de diversos materiais com uma lâmina ou lâminas, atuando em movimento alternado ou oscilante, contendo uma placa base que pode permitir ajuste angular. É importante que os usuários conheçam a forma correta de utilização desses produtos, assim como é necessário que as ferramentas hobby ou domésticas comercializadas no mercado nacional sejam seguras e duráveis, evitando acidentes com os usuários destes produtos.

Nesse contexto, o Inmetro considerou pertinente realizar uma análise em furadeiras elétricas e serras tico-tico de uso doméstico ou hobby, a fim de verificar se estas ferramentas atendem às necessidades do consumidor final. Foram usadas como referência nos ensaios algumas normas técnicas. Uma delas foi a NBR IEC 60745-1 de 06/2009 – Ferramentas elétricas portáteis operadas a motor — Segurança – Parte 1: Requisitos gerais que trata da segurança de ferramentas portáteis operadas a motor ou magneticamente, para tensões nominais não superiores a 250 V para ferramentas monofásicas em corrente alternada ou corrente contínua e 440 V para ferramentas trifásicas em corrente alternada.

A NBR IEC 60745-2-1 de 12/2009 – Ferramentas elétricas portáteis operadas a motor – Segurança – Parte 2-1: Requisitos particulares para furadeiras e furadeiras de impacto que é aplicável a furadeiras e furadeiras de impacto. E a NBR IEC 60745-2-11 de 04/2012 – Ferramentas elétricas portáteis operadas a motor — Segurança – Parte 2-11: Requisitos particulares para serras vaivém (tico-tico e serra sabre) que é aplicável para serras vaivém como serras tico-tico e serras sabre. Os ensaios foram realizados pelo laboratório de Avaliação da Conformidade UL Testtech, localizado em Porto Alegre/RS e acreditado pelo Inmetro para a realização de ensaios elétricos, mecânicos, térmicos e magnéticos.

Resultados

Como um resumo dos resultados, para o ensaio de marcação e instruções, que verifica as informações básicas necessárias para a utilização correta e segura das furadeiras elétricas e das serras tico-tico, evidenciou-se alguns problemas que impedem que o consumidor tenha, por exemplo, informações sobre os cuidados que deve ter ao manusear a ferramenta, aumentando o risco envolvido na utilização do produto.

As amostras das marcas Hammer e Good Year não possuíam a marcação de ATENÇÃO, que alerta o consumidor para itens de segurança gerais, elétricos, da área de trabalho e pessoal. É importante chamar a atenção do consumidor para esses cuidados, pois quando não observados podem aumentar o risco de acidentes.

Ainda com relação ao ensaio de marcação e instruções, cabe destacar que faltam informações como a frequência e potência da ferramenta. Esse tipo de informação é básico quando se adquire um produto que dependendo da potência pode ter um desempenho melhor ou pior. Além disso, não havia informações acerca dos fabricantes e/ou fornecedores por colocar a ferramenta no mercado.

Ou seja, caso ocorra algum problema com o produto fica o consumidor sem ter a quem reclamar, já que as informações relativas ao fabricante ou fornecedor não se encontram no produto ou em folheto/manual. Nesse contexto, pode-se afirmar que o resultado do ensaio evidenciou uma falta de cuidado com os manuais de instruções e com a marcação das informações necessárias para minimizar os riscos de acidentes.

Este fato não apenas dificulta, mas impede que os consumidores compreendam como fazer o uso correto e seguro dos produtos. Já para o ensaio de durabilidade de segurança, as furadeiras das marcas Black & Decker e Einheel interromperam seu funcionamento ainda no primeiro ciclo de operações.

É importante destacar que as furadeiras com a função de impacto após a primeira sequência do ensaio devem cumprir mais uma etapa, composta por 4 ciclos com 180 operações. Para Black & Decker foi identificado que o suporte de uma das escovas do coletor apresenta grande deterioração devido ao aquecimento. Houve derretimento do suporte das escovas, resultando na falta de efetivo contato da escova com o coletor, impedindo o funcionamento.

A amostra da marca Einheel também apresentou deterioração devido ao aquecimento. Além disso, não foi possível a remoção integral e íntegra do suporte da escova. Esse resultado é preocupante, uma vez que demonstra que estas amostras de furadeiras elétricas possuem uma fragilidade, não suportando serem ensaiadas após uso prolongado.

Adicionalmente, se há um risco à segurança dos consumidores por falhas mecânicas ou elétricas, este não pôde ser identificado. As serras elétricas só precisam cumprir uma etapa do ensaio de durabilidade de segurança, no entanto, a amostra da marca Dexter suportou apenas 12 ciclos da 1ª posição na tensão igual a 0,9 vez a tensão nominal.

Mais uma vez o resultado demonstra a fragilidade da ferramenta. Cabe ressaltar que a norma destaca que uma única amostra a ser ensaiada deve suportar todos os ensaios aplicáveis. Assim, a abordagem que foi considerada nesta análise foi a do uso por parte do consumidor e não da aprovação de lote ou modelo.

A realização dos ensaios foi feita sem manutenção do produto, já que para as ferramentas de uso doméstico-hobby não se prevê a troca de componentes por parte do usuário leigo. O Inmetro também realizou outros ensaios nas furadeiras elétricas e serras tico-tico e o resultado obtido foi de conformidade para todas as amostras analisadas. São eles: proteção contra o acesso às partes vivas; partida de aparelhos operados a motor; potência e corrente absorvida; aquecimento; corrente de fuga; resistência à umidade; tensão suportável; funcionamento em condição anormal; riscos mecânicos; resistência mecânica; construção; fiação interna e resistência ao calor e ao fogo.

Segundo o Inmetro, os resultados encontrados na análise de furadeiras elétricas com função de impacto e serras tico-tico demonstraram que 50% das marcas analisadas foram consideradas não conformes, uma vez que das 12 marcas analisadas seis não atenderam a alguns dos requisitos mínimos estabelecidos na norma técnica. Para as amostras das marcas de furadeiras elétricas com função de impacto analisadas, evidenciou-se que, das seis marcas, duas estavam não conformes no item de marcação e instruções.

Já para as serras tico-tico, das quatro marcas analisadas, uma foi considerada não conforme neste ensaio. Embora o Código de Proteção e Defesa do Consumidor destaque a importância de informações claras e que o Inmetro, nas diversas análises que já realizou, tenha evidenciado a ausência de marcação nos produtos e de informações relevantes nos manuais de instrução, essa prática continua ocorrendo, conforme observado nesta análise.

Cabe ressaltar o resultado preocupante do ensaio de durabilidade de segurança, que apresentou não conformidade para duas marcas de furadeiras elétricas analisadas, que interromperam seu funcionamento ainda no primeiro ciclo do ensaio. Esse resultado demonstra que estas amostras analisadas possuem uma fragilidade, não suportando serem ensaiadas após uso prolongado, fazendo com que riscos à segurança dos consumidores por falhas mecânicas ou elétricas não pudessem ser identificados.

O que os fabricantes têm a dizer:

A Black & Decker disse que retirou a furadeira reprovada do catálogo de produtos e substituiu por outro modelo, mas o Inmetro ressalva que, enquanto houver unidades sendo comercializadas, a responsabilidade por qualquer defeito é do fabricante, mesmo que o produto não conste mais no catálogo. A Einhell disse que os produtos são testados na Alemanha, aprovados para uso no Brasil e contestou o resultado.

Procurados pelo Inmetro, os responsáveis pela furadeira Goodyear e pelas furadeira e serra da marca Hammer não se manifestaram. O relatório completo pode ser acessado no link http://estaticog1.globo.com/2017/11/03/relatorio_ferramentas_el%C3%A9tricas_final3.pdf

O perfil de textura

A textura é o conjunto de propriedades mecânicas, geométricas e de superfície de um produto, detectáveis pelos receptores mecânicos e tácteis e, eventualmente pelos receptores visuais e auditivos. A textura é uma característica importantíssima na avaliação da qualidade de um produto, sendo determinante na aceitabilidade do consumidor. A análise de textura, portanto, constitui o estudo científico através do uso de recursos instrumentais e de metodologias específicas com o objetivo de avaliar as propriedades mecânicas, geométricas e de superfície de produtos diversos.

Os métodos de perfil sensorial são procedimentos formais usados para avaliar de forma reprodutível os atributos separados de uma amostra e, em seguida, realizar a pontuação da sua intensidade em uma escala adequada. Os métodos podem ser utilizados para avaliar o odor, sabor, aparência e textura, separadamente ou em combinação.

Como uma consequência da natureza única da textura, os métodos foram desenvolvidos especificamente para o perfil de textura. As avaliações devem ser realizadas em um ambiente de teste que esteja em conformidade com a ISO 8589. Os materiais devem ser selecionados pelo supervisor do teste, de acordo com a natureza do produto, o número de amostras, etc., os quais não podem afetar de maneira alguma os resultados do teste.

A NBR ISO 11036 de 08/2017 – Análise sensorial – Metodologia – Perfil de textura descreve a metodologia de desenvolvimento do perfil de textura de produtos alimentícios (sólidos, semissólidos, líquidos) ou de produtos não alimentícios (por exemplo, cosméticos). Esta norma é, na prática, mais orientada à criação de perfis de textura de produtos alimentícios sólidos. Outros trabalhos serão realizados para tratar de forma mais detalhada a textura de bebidas e de produtos não alimentícios.

Este método é apenas uma abordagem para análise do perfil de textura sensorial, observando-se que existem outros métodos. Ele descreve várias etapas do processo para gerar uma descrição completa dos atributos de textura de um produto.

Este método pode ser usado para: pré-seleção e treinamento dos avaliadores; orientação dos avaliadores para o desenvolvimento de definições e técnicas de avaliação das características de textura; caracterização dos atributos de textura de um produto para estabelecer um perfil-padrão deste, a fim de discernir quaisquer alterações posteriores; melhoria dos produtos atuais e desenvolvimento de novos produtos; estudo dos vários fatores que podem afetar os atributos de textura de um produto; estes fatores podem ser, por exemplo uma mudança no processo, tempo, temperatura, ingredientes, embalagens ou estudo de vida útil e condições de armazenamento; comparação de um produto com outro produto similar para determinar a natureza e a intensidade das diferenças na textura; correlação das medidas sensoriais com as instrumentais e/ou físicas.

Se o equipamento calibrado, corresponder às necessidades do teste, ele deve ser usado. O conceito do perfil de textura baseia-se nos mesmos elementos do perfil de sabor. Portanto, o perfil pode incluir os seguintes componentes, dependendo do tipo de produto (alimentício ou não alimentício): atributos perceptíveis de textura, ou seja mecânicos, geométricos e outros; intensidade, isto é, o grau em que o atributo é percebido; ordem em que os atributos são percebidos, a qual pode ser descrita como  antes/ou sem mastigação: todos os atributos geométricos, umidade e gordura percebidos visualmente ou pelo toque (pele/mão, lábios); primeira mordida/gole: todos os atributos mecânicos e geométricos, bem como os atributos de gordura e umidade percebidos na boca; fase de mastigação: atributos percebidos pelos receptores táteis na boca durante a mastigação e/ou absorção; fase residual: mudanças que ocorrem durante a mastigação e/ou absorção, como a taxa e o tipo de fragmentação; deglutição: facilidade de engolir e descrição de qualquer resíduo remanescente na boca.

A textura é composta por diferentes propriedades, uma vez que a avaliação sensorial da textura é um processo dinâmico. Os atributos de textura podem ser agrupados em três classes principais de acordo com o grau em que cada um está presente e com a ordem em que eles acontecem. Os atributos de textura manifestam-se pela reação de um alimento para a sua redução. Eles são medidos por: cinestesia, que inclui as sensações de posição, movimento e tensão das partes do corpo, percebida através dos nervos e órgãos nos músculos, tendões e articulações; ou somestesia, que inclui as sensações de pressão (toque) e dor percebida por receptores localizados na pele e lábios, incluindo a mucosa oral, língua e membrana periodontal.

Os atributos mecânicos para produtos alimentícios semissólidos e sólidos podem ser divididos em cinco parâmetros primários e quatro parâmetros secundários (ver tabela abaixo). As definições de nomenclatura popular estão na ISO 5492.

Clique na tabela para uma melhor visualização

Como parâmetros primários, deve-se levar em conta a dureza: principais adjetivos usados incluem macio, firme e duro; coesividade: principais adjetivos usados incluem fraturabilidade (esmigalhado, crocante, quebradiço, esfarelento); mastigabilidade (tenro, borrachento, rijo); gomosidade (esfarelento, farinhento, pastoso, gomoso); viscosidade: principais adjetivos usados incluem fluido, ralo, viscoso; elasticidade: principais adjetivos incluem plástico, maleável, elástico, flexível; adesividade: principais adjetivos incluem pegajoso, grudento, aderente.

Os quatro primeiros parâmetros estão relacionados a forças de atração agindo entre as partículas de alimentos e se opondo à desintegração, enquanto que a adesividade está mais relacionada com as propriedades de superfície. Três parâmetros secundários adicionais foram identificados, a fim de fazer a caracterização tão significativa quanto possível para quem está habituado à terminologia popular e, ao mesmo tempo, mantendo-a de acordo com os princípios reológicos básicos.

Às vezes é mais conveniente avaliar qualquer característica sensorial na forma mais simples, por exemplo avaliar a firmeza, coesividade e elasticidade como atributos separados. Às vezes, com alguns produtos, é mais conveniente avaliar ou julgar um conceito ou fase como “mastigabilidade geral” e, em seguida, diretamente sob este conceito avaliar os seus componentes.

Como parâmetros secundários, leva-se em conta a fraturabilidade (fragilidade): relacionado aos parâmetros primários de dureza e coesividade; em produtos frágeis, a coesividade é baixa e a dureza pode variar de baixa a alta; mastigabilidade: relacionada aos parâmetros primários de dureza, coesividade e elasticidade; número de mastigadas; gomosidade: relacionado aos parâmetros primários de dureza e coesividade em alimentos semissólidos nos quais a dureza é baixa. Nem todas as escalas são igualmente apropriadas para descrever os alimentos.

Para alimentos líquidos, como bebidas, é necessária uma análise mais profunda que a obtida somente pelo parâmetro de viscosidade na análise-padrão do perfil de textura. O Anexo B propõe uma classificação dos termos relativos à análise sensorial de bebidas. Um estudo da textura de líquidos será realizado no futuro.

Para obter o máximo benefício do uso de escalas em um treinamento, para cada atributo deve ser definido o procedimento para avaliar o parâmetro específico que deve ser cuidadosamente explicado e padronizado entre os avaliadores. Três ou quatro amostras com diferentes intensidades para cada escala devem ser apresentadas a cada avaliador. Recomenda-se que um procedimento sensorial sempre acompanhe a definição do atributo de textura.

Os atributos geométricos são percebidos pelos receptores táteis localizados na pele (principalmente na língua), boca e garganta. Esses atributos também são diferenciados pela aparência dos produtos, sejam alimentos ou não. A granulosidade é um atributo geométrico de textura relacionado à percepção do tamanho, forma e quantidade de partículas em um produto.

Atributos relativos ao tamanho e forma das partículas podem ser demonstrados por produtos de referência do mesmo modo que os atributos mecânicos. Por exemplo, termos como liso, pulverulento (pó de giz), arenoso, granuloso, perolado, granulado, grosso e grumoso compreendem uma escala crescente de tamanho de partícula. A conformação é um atributo geométrico de textura relativo à percepção da forma e orientação de partículas de um produto. Atributos relativos à orientação de partículas representam estruturas altamente organizadas.

Diferentes termos correspondem a um determinado número de conformações. Por exemplo: “fibroso” refere-se a partículas longas ou filamentos orientados na mesma direção (por exemplo, aipo); “celular” refere-se a uma estrutura altamente organizada, composta por partículas esféricas ou ovais, que consistem em paredes finas ao redor de líquido ou gás (por exemplo, polpa de laranja, clara em neve); “cristalino” refere-se a partículas angulares, simétricas, tridimensionais (por exemplo açúcar granulado cristal); “aerado expandido” refere-se a células externas rígidas ou firmes, preenchidas com grandes, e muitas vezes desiguais, bolsas de ar (por exemplo, flocos de arroz, biscoito de polvilho); “aerado mousse/suflê” refere-se a células relativamente pequenas, preenchidas com ar e cercadas (normalmente, mas nem sempre) por paredes celulares suaves (por exemplo, marshmallows, merengues, espuma de poliuretano).

Atributos geométricos não servem para limites de escalas e, embora escalas e referências tenham sido desenvolvidas, referências das escalas de intensidade não foram publicadas. A avaliação é qualitativa e quantitativa quanto ao tipo e quantidade presentes. Os outros atributos (teor de umidade e de gordura) referem-se às qualidades de percepção bucal ou na pele, relacionados ao teor de umidade e de gordura de um produto pelos receptores táteis, e também podem estar relacionados com as propriedades lubrificantes do produto.

Recomenda-se que o atributo dinâmico de derretimento seja percebido no contato com a pele ou na boca (na presença de calor), onde a ideia de tempo/intensidade está relacionada ao tempo necessário para uma mudança de estado e a percepção na boca de diferentes texturas (por exemplo, deixar derreter simplesmente, sem mastigar, um pedaço de manteiga gelada ou um cubo de gelo colocado na boca). Os termos devem ser estabelecidos para descrever a textura de qualquer produto.

Tradicionalmente, isto é realizado fazendo com que um painel avalie várias amostras representativas da completa gama de variações de textura para um produto específico de interesse. Isto é útil para dar aos avaliadores uma ampla gama de termos, com definições claras e concisas, no início da sessão, para garantir que o maior número de atributos unidimensionais possíveis seja utilizado.

Os avaliadores, então, listam todos os termos que são aplicáveis para uma ou todas as amostras. Estes são, em seguida, discutidos sob a supervisão de um líder do painel e uma lista consensual de termos e definições é compilada. Recomenda-se que os seguintes pontos sejam considerados: se os termos incluem todas as características relevantes ao produto previstas no método básico; se algum dos termos têm o mesmo significado e podem ser combinados ou eliminados; se cada membro do painel concorda com a utilização de cada termo e sua definição.

Com base na classificação dos atributos de textura, escalas-padrão foram desenvolvidas para fornecer um método quantitativo específico para avaliação dos atributos mecânicos de textura. Essas escalas são somente ilustrativas do conceito básico da utilização de produtos de referência conhecidos para quantificar a intensidade de cada atributo sensorial de textura. Essas escalas refletem a faixa das intensidades dos atributos mecânicos que normalmente são encontrados nos gêneros alimentícios para a construção do perfil.

Elas podem ser adotadas sem modificação, ou outros produtos de referência podem ser selecionados de acordo com a disponibilidade local, hábitos alimentares, etc. Essas escalas, como apresentadas, são adequadas para treinamento. No entanto, elas não podem ser usadas para avaliar perfis de todos os produtos sem alguma adaptação.

Por exemplo, quando se avaliam produtos que são muito macios (por exemplo, variações de formulações de cream cheese), nessa ocasião a extremidade mais baixa da escala de dureza terá que ser expandida e outras porções excluídas. Portanto, qualquer parte das escalas pode ser expandida para permitir maior precisão na classificação de produtos semelhantes.

As escalas descritas oferecem uma base para avaliação quantitativa de textura e os valores obtidos resultam no “perfil de textura”. As escalas estão apresentadas no Anexo A. As escalas para coesividade e elasticidade são as sugeridas por Munoz e não fazem parte das escalas originalmente desenvolvidas por Szczesniak e Brands (ver Anexo C). A razão para isso é que nenhum conjunto adequado de produtos de referência foi desenvolvido para representar a variação de intensidades de coesividade.

A intenção de estabelecer escalas de produtos de referência é ressaltar a possibilidade de construir escalas de intensidade de atributos sensoriais de textura e selecionar alimentos bem conhecidos como exemplos de intensidades específicas desses atributos. É um método utilizado para treinar avaliadores a usar a mesma escala e avaliar o mesmo conceito sensorial, e também para falar a mesma linguagem.

Recomenda-se observar que: alguns alimentos podem não estar disponíveis em algumas partes do mundo; mesmo dentro de um país, alguns alimentos podem se tornar indisponíveis com o tempo; a intensidade dos atributos de textura de alguns alimentos pode variar devido ao uso de diferentes matérias-primas, ou diferença nos processos de fabricação. Sob essas condições, recomenda-se a seleção de outros produtos para preencher as escalas.

Cada escala deve abranger a faixa total da intensidade do atributo de textura encontrado nos produtos alimentícios. Recomenda-se que os produtos de referência selecionados idealmente incluam exemplos específicos para cada ponto da escala; possuam a intensidade desejada do atributo de textura, e esse atributo não pode ser ofuscado por outros atributos de textura; estejam prontamente disponíveis; tenham uma qualidade constante; sejam produtos, geralmente, familiares ou de marcas bem conhecidas; requeiram manipulação mínima para o preparo do produto para a avaliação; e sofram alteração mínima nos atributos de textura em pequenas variações de temperatura ou no armazenamento a curto prazo.

Recomenda-se evitar ao máximo itens especiais ou preparações laboratoriais. Recomenda-se selecionar produtos comerciais bem conhecidos por sua pequena variabilidade. Recomenda-se selecionar produtos comerciais exclusivamente com base na intensidade desejada, na intensidade particular do atributo e na reprodutibilidade de lote a lote, além de evitar frutas frescas e vegetais, quando possível, porque a textura varia muito de acordo com a variedade, grau de maturação e outros fatores.

Recomenda-se evitar itens que requeiram cozimento. Produtos de referência devem ser padronizados quanto ao tamanho, formato, temperatura e forma de apresentação (isto é, descascados, cortados, ralados/triturados). Os atributos de textura de alguns alimentos dependem da umidade do ambiente em que eles são armazenados (por exemplo, biscoitos, batata chips).

Nesses casos pode ser necessário controlar a umidade ambiente em que tais alimentos são testados e condicionar as amostras antes do teste, de modo que elas estejam em equilíbrio com estas condições. Os utensílios e recipientes usados pelos avaliadores também devem ser padronizados.

Plugues e tomadas industriais

Os plugues e tomadas industriais desempenham papel importante ao prover energia elétrica para as máquinas e outros equipamentos. Ou seja, são fundamentais para responder à pergunta: qual é o custo de uma máquina parada por uma hora? A manutenção dos cabos elétricos e das tomadas industriais devem ser ágeis e usar sempre produtos de alta qualidade para evitar a interrupção na produção além do tempo estimado.

E o início é pela escolha do material elétrico na indústria, pois as os plugues e as tomadas industriais devem atender a especificações corretas dos equipamentos, sendo impraticável e um risco muito grande o uso de materiais inadequados em equipamentos e maquinas que representaram investimento de milhões de reais para a empresa.

Na escolha deles, deve-se observar algumas características: construção robusta; alta resistência ao impacto; alta resistência ao desgaste; resistência aos óleos, petróleo, maioria dos ácidos e alcalinos; temperatura de operação entre -30ºC a 140ºC; propriedades antiestáticas para evitar faíscas e descargas no operador; parafusos niquelados imperdíveis e todos acessíveis na mesma posição; terminal de terra isolado; passa cabos flexível, firmemente fixo e com os diâmetros dos cabos admissíveis gravados; terminais claramente marcados; máximo espaço para ligação dos cabos; abraçadeira interior móvel para mais fácil ligação e fixação do cabo; impossibilidade de inversão de polaridade; e corpo irregular com sulcos para melhor aderência ao punho.

A NBR IEC 60309-4 de 05/2017 – Plugues e tomadas para uso industrial – Parte 4: Tomadas e tomadas móveis com dispositivo de manobra, com ou sem dispositivo de intertravamento é aplicável aos conjuntos independentes que combinam, em um mesmo invólucro, uma tomada ou uma tomada móvel, de acordo com a NBR IEC 60309-1 ou NBR IEC 60309-2, e um dispositivo de manobra, com tensão nominal de utilização não superior a 1.000 V em corrente contínua ou em corrente alternada, com frequência não superior a 500 Hz em corrente alternada, e corrente nominal não superior a 800 A, destinada principalmente para uso industrial, no interior ou no exterior das edificações. Estes acessórios são destinados a serem instalados somente por pessoas instruídas (Emenda 1:2001 da IEC 60050-195:1998, 195-04-02) ou por pessoas qualificadas (Emenda 1: 2001 da IEC 60050-195:1998, 195-04-01). Estes produtos podem incorporar um dispositivo de intertravamento e/ou dispositivos de proteção.

Pode definir que tomada ou tomada móvel com dispositivo de manobra é um acessório que integra, em um mesmo invólucro, um dispositivo de manobra, bem como uma tomada ou uma tomada móvel, projetados para funcionar em conjunto. Este acessório pode possuir ou não um dispositivo de intertravamento. A tomada ou tomada móvel com dispositivo de intertravamento é uma tomada ou tomada móvel associada a um dispositivo de intertravamento. O dispositivo de manobra é um dispositivo destinado a estabelecer ou a interromper a corrente em um ou mais circuitos elétricos. Os componentes incorporados ou integrados nos produtos (por exemplo, cabos flexíveis, limitadores de corrente, protetores térmicos, transformadores de segurança, interruptores, fusíveis, dispositivos diferenciais residuais, porta-lâmpadas e dispositivos de conexão) devem estar conforme as normas pertinentes, na medida em que elas sejam aplicáveis.

O plugue de ensaio é inserido e retirado dez vezes da tomada ou da tomada móvel. Ele é então inserido novamente com uma massa presa a ele por meio de um dispositivo de suspensão apropriado. A massa total do plugue, do dispositivo de suspensão da massa e das massas principal e adicional deve exercer uma força de tração de acordo com a tabela abaixo. A massa adicional deve ser de forma que ela exerça uma força igual a um décimo da força de retirada. O dispositivo de retenção, se existir, deve estar na posição aberta. A massa principal é suspensa com o plugue de ensaio sem golpes, e a massa adicional é deixada cair de uma altura de 5 cm sobre a massa principal.

A marcação para a corrente nominal de utilização, a referência do tipo, a natureza da alimentação, se necessário, e o nome ou marca do fabricante ou do vendedor responsável deve estar na parte externa do invólucro, ou na tampa, se existir, se esta última não puder ser removida sem o auxílio de uma ferramenta. Estas marcações devem ser facilmente discerníveis quando o acessório estiver montado e equipado com seus condutores como em uso normal, se necessário, após ter sido retirado do invólucro. A marcação da tensão de isolamento, se existir, não pode ser visível quando o acessório estiver montado e equipado com seus condutores como em uso normal.

A marcação da tensão nominal de utilização, referência do tipo, grau de proteção, e o símbolo que indica a posição do contato de terra ou dos meios utilizados para a intercambiabilidade, se existir, deve estar em um local onde seja visível após a instalação do acessório, na parte externa do invólucro ou na tampa, se existir, se esta última não puder ser removida sem o auxílio de uma ferramenta. Com exceção da referência do tipo, as marcações devem ser facilmente discerníveis quando o acessório estiver montado e equipado com seus condutores como em uso normal.

Os invólucros devem ser projetados de modo que as partes vivas não sejam acessíveis quando em uso normal e quando as partes que podem ser removidas sem o auxílio de uma ferramenta tiverem sido removidas. A conformidade é verificada por inspeção e, se necessário, pelos ensaios. O dedo de ensaio normalizado é aplicado com uma força de 10 N ± 1 N em todas as posições possíveis. Um indicador elétrico com tensão não inferior a 40 V e não superior a 50 V é utilizado para mostrar um contato eventual com a parte pertinente. Para invólucros termoplásticos ou elastoméricos, o ensaio seguinte é realizado a uma temperatura ambiente de 35 °C ± 2 °C, estando os produtos a esta temperatura.

Durante este ensaio, as partes de material termoplástico ou elastomérico dos acessórios são submetidas, durante 1 min, a uma força de 75 N, aplicada através da ponta de um dedo de ensaio rígido com as mesmas dimensões do dedo de ensaio normalizado. Este dedo de ensaio, com um indicador elétrico como descrito acima, é aplicado a todos os lugares onde um deslocamento do material isolante poderia prejudicar a segurança do produto. Durante este ensaio, o produto não pode se deformar, de modo que as partes vivas se tornem acessíveis.

O calibrador de ensaio D da NBR IEC 61032 é aplicado com uma força de 1 +0,1 0 N. Este ensaio não se aplica aos componentes montados no produto. A proteção é satisfatória, se o fio de ensaio não puder entrar no invólucro ou, se ele entrar, ele não pode tocar em qualquer parte viva no interior do invólucro. O fio de ensaio é equipado com um indicador elétrico, com uma tensão não inferior a 40 V e não superior a 50 V, para mostrar contato com a parte pertinente.

Partes que asseguram a proteção contra choques elétricos devem ter uma resistência mecânica adequada e devem ser solidamente fixadas por meio de parafusos ou qualquer outro meio similar confiável, a fim de não desapertar em uso normal. As tomadas ou tomadas móveis com dispositivo de manobra com intertravamento devem ser construídas de modo que um plugue ou um plugue fixo do equipamento não possam ser completamente inseridos ou retirados enquanto os contatos desta tomada ou tomada móvel estiverem sob tensão, e os contatos da tomada ou da tomada móvel não puderem ser colocados sob tensão até que um plugue ou um plugue fixo do equipamento esteja completamente acoplado.

Os contatos entre um plugue ou plugue fixo do equipamento e uma tomada ou tomada móvel não podem ser abertos ou ser fechados em carga. Um contato-piloto fêmea de uma tomada ou de uma tomada móvel com dispositivo de manobra (com ou sem dispositivo de intertravamento) pode estar sob tensão quando ele não está acoplado com um contato-piloto macho, sob condição de que este contato-piloto fêmea faça parte de um circuito de extra baixa tensão de segurança ou que ele não seja acessível com o dedo de ensaio normalizado.

Os dispositivos de manobra incorporados devem atender à ABNT NBR IEC 60947-3, na medida em que ela seja aplicável, e para as aplicações em corrente alternada, devem ter uma categoria de utilização de pelo menos AC-22A e uma corrente nominal não inferior à corrente nominal da tomada ou da tomada móvel associada; para as aplicações em corrente contínua, devem ter uma categoria de utilização de pelo menos DC-21A e uma corrente nominal não inferior à corrente nominal da tomada ou da tomada móvel associada.

Os dispositivos do circuito de comando e os elementos de comutação, se existirem, utilizados nos circuitos de comando de uma tomada ou de uma tomada móvel, intertravados eletricamente, devem atender à NBR IEC 60947-5-1 ou à NBR IEC 61058-1, e eles devem ter uma corrente nominal de utilização compatível com a carga a ser comandada. Os dispositivos de circuito de comando conforme a NBR IEC 61058-1 devem ter uma classificação de pelo menos 6.000 ciclos de manobra. A conformidade é verificada por inspeção, medição e ensaios.

Os dispositivos de manobra conforme 12.3 devem atender à Seção 29, a menos que já tenham sido ensaiados de acordo com sua própria norma para o ensaio de suportabilidade ao curto-circuito com pelo menos 10 kA. A conformidade é verificada por inspeção, medição e ensaios. Os dispositivos de manobra aptos ao seccionamento devem assegurar, na posição aberta, uma distância de isolamento no ar conforme os requisitos da NBR IEC 60947-1, necessária para satisfazer a função de seccionamento.

Para os dispositivos de manobra aptos ao seccionamento, a indicação da posição dos contatos principais deve ser realizada por um dos seguintes meios: a posição do elemento de manobra, ou um indicador mecânico separado. Esta indicação deve ser visível quando o produto for instalado como em uso normal.

Quando o elemento de manobra do dispositivo de manobra é utilizado para indicar as posições aberta ou fechada, a resistência mecânica do elemento de manobra e a confiabilidade da indicação da posição aberta devem ser adequadas. A conformidade é verificada por inspeção e pelo ensaio de 24.101. Os meios podem ser fornecidos pelo fabricante para permitir que o dispositivo mecânico de manobra possa ser travado na posição aberta, por exemplo, por cadeados.

Enfim, os plugues e tomadas industriais adequados garantem o funcionamento das maquinas por mais tempo, mais segurança para a linha e seus operadores; consequentemente evitando as paradas para manutenção. Normalmente, esse assunto está ligado diretamente à cultura da empresa e aos procedimentos que são aplicados na conservação e manutenção de equipamentos industriais. Porém, essa mesma cultura está inserida nas pessoas e não nas máquinas, ou seja, a correta orientação e implementação de processos voltados a qualidade impactam significativamente na sustentabilidade e lucratividade dos processos industriais.

Os fabricantes de maquinas industriais oferecem informações sobre o funcionamento, operação e manutenção do momento da compra até a entrega e instalação das maquinas. Se a cultura da empresa não for seguir as instruções do fabricante e usar plugues e tomadas industriais de baixa qualidade e fora das normas exigidas, assume-se o risco de comprometer a produtividade da empresa e, consequentemente, o retorno do investimento feito naquele equipamento.

Testes hedônicos com consumidores devem cumprir a norma técnica

teste-sensorial

Os testes hedônicos de aceitação e preferência com consumidores são estudos destinados a informar o grau de aceitação das características sensoriais de um alimento ou das preferências sensoriais dos consumidores em relação ao mesmo, ao ser comparado com outros alimentos. Complementarmente estes estudos podem informar sobre hábitos de consumo e uso do alimento (frequência, marcas de consumo habitual, forma de uso, momento de consumo, etc.).

Conforme informações de empresas que realizam esse tipo de teste, os estudos permitem dispor de uma ferramenta objetiva para determinação os pontos fortes e os pontos fracos do produto; definir a posição relativa do produto face aos produtos da concorrência, quanto à preferência e avaliação dos consumidores; e conhecer as preferências do consumidor de forma objetiva para que se possa modificar o produto e torná-lo mais atrativo.

Normalmente, a metodologia de trabalho utilizada para a realização destes estudos seleciona os produtos a analisar; define o objetivo e o tamanho da amostra de consumidores; há um questionário adequado ao tipo de produto; realização das entrevistas com os consumidores, com acompanhamento de técnicos de análise sensorial; e avaliação em sala de provas de acordo com a norma técnica.

A NBR ISO 11136 de 11/2016 – Análise sensorial — Metodologia — Guia geral para condução de testes hedônicos com consumidores em ambientes controlados estabelece métodos para medir, em um ambiente controlado, o grau em que os consumidores gostam ou gostam relativamente de produtos. Esta norma usa testes baseados em coletar respostas de consumidores a questões, geralmente em papel ou com o uso de um teclado ou tela sensível ao toque.

Testes de natureza comportamental (como registrar quantidades consumidas ad libitum pelos consumidores) não fazem parte do escopo desta norma. Os testes hedônicos relacionados a esta norma podem ser usados como uma contribuição para o seguinte: comparar um produto com produtos competidores; otimizar um produto de forma que este obtenha um alto valor hedônico, ou seja, apreciado por um grande número de consumidores; ajudar na definição de uma série de produtos que corresponda a um público-alvo específico; ajudar na definição da data de validade; determinar o impacto da alteração da formulação de um produto sobre a satisfação dada pelo produto; estudar o impacto das características sensoriais de um produto sobre o grau em que este é apreciado, independentemente das características extrínsecas do produto, como marca, preço ou publicidade; estudar o efeito de uma variável comercial ou de apresentação, como embalagem. Os métodos são efetivos para determinar se existe ou não uma preferência perceptível (diferença no grau de gostar), ou se existe ou não preferência não perceptível (teste de similaridade pareado).

Em linhas gerais, a proposta de estudo é delineada pelo laboratório que fornecerá o serviço com base na informação (especialmente referente ao objetivo do estudo e público-alvo) dada pela parte contratante, através de um documento escrito que vincule contratualmente o laboratório e a parte contratante.

Ela inclui os seguintes elementos: o objetivo do estudo; os produtos a serem avaliados (e os procedimentos de aquisição, especialmente quando o laboratório tem que coletar um ou mais produtos); o público-alvo para o estudo; o tamanho da amostra de consumidores (tamanho amostral) e como estes serão recrutados; quaisquer limitações no histórico dos consumidores em participar dos estudos de consumidores; quaisquer limitações em outros produtos a serem testados na mesma sessão de teste; as condições de avaliação; o tipo de entrevista (formulários de autopreenchimento ou entrevistas); o questionário; o local da avaliação; o número de produtos a serem avaliados por sessão no estudo proposto, juntamente com uma indicação de outros produtos a serem avaliados quando a sessão compreende diversas famílias de produtos (quando os produtos não são conhecidos no momento do delineamento da proposta, recomenda-se que o laboratório se comprometa a comunicar sobre eles assim que souber a natureza dos produtos); as condições de preparações específicas dos produtos a serem avaliados (se eles forem conhecidos neste estágio); quaisquer instruções específicas aos produtos a serem avaliados (se eles forem conhecidos neste estágio) juntamente com qualquer informação específica a ser dada sobre os produtos ou o teste no começo da sessão; o nome dos testes estatísticos a serem usados para interpretar os resultados; o tipo de riscos usados e seus valores de tolerância; a magnitude da diferença mínima a ser detectada em um teste hedônico de diferença ou da diferença máxima tolerável em um teste hedônico de similaridade; qualquer segmentação a priori da população de consumidores, baseada em características conhecidas antes da obtenção dos dados de julgamento ou das respostas obtidas; o método de avaliação e resumo das questões abertas; quaisquer recomendações que a parte contratante deseja que o laboratório delineie sobre as bases dos resultados; e as datas programadas para os testes e para a submissão do relatório.

Quando quaisquer dos elementos acima não são conhecidos no momento da proposta de estudo, a proposta inclui, para cada elemento referido, a seguinte afirmação: “Este elemento será especificado pela parte contratante até… [especificando o estágio do estudo].” Se uma especificação já existir, é permitido que a proposta de estudo faça referência a esta sem que repita pontos técnicos descritos em uma forma operacional n a especificação.

A fim de especificar o público-alvo, é necessário responder às seguintes questões. Estas questões devem ser consideradas para cada teste a ser realizado, porque o público-alvo de consumidores pode ser diferente de um teste para outro, inclusive para o mesmo produto.

– O produto a ser testado já foi introduzido no mercado? Se sim, é possível distinguir consumidores reais e potenciais?

– Os consumidores de interesse são aqueles que efetivamente usam o produto, consumidores potenciais que não usaram o produto ou ambos os grupos?

– Os resultados são de subgrupos especificados a serem avaliados e comparados?

– Os resultados são da amostra total de consumidores a serem analisados com o objetivo de identificar subgrupos?

– Diferenças entre os resultados de indivíduos são de interesse?

Um teste hedônico objetiva a determinação da aceitabilidade dos produtos e/ou a determinação de preferências entre dois ou mais produtos pela população específica de consumidores. A composição da amostra de consumidores é decisiva para qualquer teste hedônico, porque está relacionada a se o resultado pode ou não responder às questões de interesse da parte contratante.

Os consumidores devem ser voluntários, o que não implica que não seja permitido que eles recebam remunerações ou um prêmio pela participação. É essencial obter reações espontâneas. Consumidores treinados devem ser excluídos destes testes, já que possivelmente eles diferem sistematicamente do público-alvo.

Geralmente recomenda-se não recrutar a amostra de consumidores do pessoal de uma empresa fabricante dos produtos a serem testados. Os fatores que mais provavelmente distorcem os resultados quando um painel de consumidores da empresa é usado são: risco dos produtos testados serem reconhecidos, tendência em julgar a favor dos produtos reconhecidos; e familiaridade excessiva com os produtos.

Estes fatores contêm um sério risco dos resultados não serem representativos para o público-alvo de consumidores. Quaisquer critérios a serem seguidos quando são selecionados consumidores (por exemplo, permitir ou não que sejam recrutados funcionários da empresa produtora ou de seus concorrentes ou de um perfil socioeconômico específico) devem estar de acordo com o teste solicitado pelo cliente, independentemente do método de recrutamento usado.

Importante afirmar que os consumidores podem ser recrutados com base em uma tarefa específica (onde são recentemente recrutados para um estudo em particular), como também podem ser recrutados a partir de um banco de dados de consumidores (uma lista de consumidores potenciais com características conhecidas).

O recrutamento com base em uma tarefa específica tem sido frequentemente considerado como um meio de recrutar consumidores que não participaram com frequência de estudos de consumidor, mas esta ideia pode se tornar equivocada devido à multiplicação de lugares onde testes hedônicos são organizados de forma quase permanente. A precisão numérica de quaisquer médias ou estimativas obtidas a partir dos resultados aumenta com o tamanho da amostra. No entanto, o aumento da precisão da medição não garante por si só a pertinência e a validade das conclusões alcançadas.

A escolha adequada dos consumidores e os procedimentos também são essenciais. O Anexo D da norma contém algumas considerações sobre a influência do tamanho da amostra dos consumidores sobre a precisão da medição. A precisão também depende da variabilidade dos consumidores nas suas respostas a um único produto.

Quanto maior for a dispersão, maior deve ser o tamanho da amostra para alcançar uma determinada precisão. O conhecimento deste parâmetro vem da experiência do laboratório e da parte contratante. A precisão dos resultados depende também do procedimento do teste. Por exemplo, todas as outras coisas sendo iguais, a diferença entre dois produtos é estabelecida com mais precisão se cada consumidor avaliar ambos os produtos, ao invés de serem avaliados por consumidores diferentes.

A precisão requerida depende da finalidade do teste. Com todas as outras coisas sendo iguais, a precisão é influenciada pelo seguinte: a menor diferença entre duas médias hedônicas considerada suficientemente grande para ser útil quando o objetivo é demonstrar uma diferença (quanto menor for esta, maior tem que ser o tamanho da amostra); a maior diferença entre duas médias hedônicas considerada suficientemente pequena para ser ignorada, quando o objetivo é demonstrar a equivalência (quanto menor for esta, maior tem que ser o tamanho da amostra); o risco α que a parte contratante está disposta a aceitar para concluir erroneamente que existe uma diferença (quanto menor o risco α, maior tem que ser o tamanho da amostra); a potência P que a parte contratante deseja para o teste. (P = 1 – β, onde β é o risco de concluir erroneamente que não há diferença); quanto maior a potência desejada, maior tem que ser o tamanho da amostra; e a direção do teste estatístico pretendido.

Se a parte contratante estiver interessada apenas em ter a segurança na conclusão de que o produto B não é inferior ao produto A, um teste direcional é apropriado e a potência do teste é maior do que se houvesse o mesmo interesse de que as conclusões fossem que B é inferior a A, ou que B é superior a A.

Várias análises que atendem a diferentes aspectos dos dados, que são descritos na NBR ISO 8587, podem ser usadas (ver também Anexo H). É possível usar tanto métodos paramétricos como não paramétricos, uma vez que métodos não paramétricos são práticos nos casos em que a normalidade das respostas não é plausível. Os métodos apresentados na Tabela abaixo podem ser usados.

Métodos de análise de dados

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Quanto ao relatório do estudo, sua primeira página pode ser um breve resumo executivo dos resultados e das conclusões mais importantes. O relatório deve ser formatado de forma clara, sem necessidade de consulta à proposta de estudo. Além disso, é recomendado que todas as tabelas e diagramas de resultados sejam numerados e tenham títulos e outras explicações que permitam que sejam entendidos por si só.

Recomendações baseadas no teste e requeridas pela parte contratante podem ser apresentadas em uma seção identificada como “recomendações” ou em um documento separado. Além dos resultados, o relatório pode incluir os detalhes listados abaixo: título do estudo e referências; datas de condução do estudo; data do relatório; identificação da parte contratante; identificação completa do laboratório e da pessoa responsável pelo estudo (junto com a identificação de subcontratantes, se houver); objetivo do teste (resumindo a proposta do estudo); procedimentos para a parte contratante ter acesso aos dados brutos; identificação uniforme do relatório e de todas as páginas, incluindo o número total de páginas; e uma referência a esta norma, isto é NBR ISO 11136:2016.

No Anexo A (informativo) há um exemplo de um questionário de recrutamento. No Anexo E, há a descrição do tamanho mínimo da amostra para testes usando escalas. Para estudos com consumidores, o tamanho requerido da amostra seria de pelo menos 60 avaliações, e preferencialmente cerca de 100 avaliações por produto. No caso em que cada consumidor avalia somente um dos produtos, isso requer n = 100 × p consumidores, onde p é o número de produtos no estudo.

Se, entretanto, cada consumidor avaliar k produtos, essa regra geral significaria que n = 100 × (p/k) consumidores são necessários. Porém, essa regra empírica é frágil. Existem abordagens mais sofisticadas. Se o pesquisador quiser usá-las, ele precisa responder a um número de perguntas.

– Qual o objetivo do estudo? Demonstrar que existem algumas diferenças entre um produto e um valor de referência ou entre dois ou mais produtos? Ou mostrar que há similaridade entre um produto e uma referência ou entre dois ou mais produtos?

– Quantos produtos há no estudo? Um produto? Dois produtos? Três produtos ou mais?

– Quantos produtos serão avaliados por cada consumidor?

– Qual o risco a ser selecionado?

– Qual é a potência desejada, P, ou o risco β selecionado para o teste? [ou: Qual é o risco β aceitável? (P = 1 – risco β)]

– Qual é o valor da diferença δ a ser detectada para um teste de diferença? Qual é o valor da diferença inaceitável, Δ, para um teste de similaridade?

– Qual é a dispersão dos escores intraprodutos?

– A hipótese alternativa é unilateral ou bilateral?

– Qual é a relação entre os escores atribuídos para os produtos pelos consumidores quando vários produtos são avaliados?

Este Anexo E pode não tratar de todos os casos potenciais. Ele só trata das avaliações compostas de dois produtos. Para outros casos, mais simples (com somente um produto) ou mais complicados (com três ou mais produtos), recomenda-se que o leitor busque a orientação de um estatístico ou utilize um programa apropriado. O leitor também pode consultar a AFNOR NF V09-500:2012. Este Anexo E refere-se a quatro casos: dois para um teste de diferença e dois para um teste de similaridade. Todos estão disponíveis na norma e podem ser usados como exemplos.