A qualificação dos cabos de potência para sistemas fotovoltaicos

Os cabos de potência previstos nesta norma devem ser designados pela: seção nominal do condutor, em milímetros quadrados; tensão máxima do cabo (Um): 1,8 kV em corrente contínua.

A NBR 16612 de 03/2020 – Cabos de potência para sistemas fotovoltaicos, não halogenados, isolados, com cobertura, para tensão de até 1,8 kV cc entre condutores – Requisitos de desempenho especifica os requisitos mínimos para a qualificação e aceitação de cabos singelos de condutor flexível para uso em corrente contínua em instalações de energia fotovoltaica, com tensão contínua de 1,5 kV cc entre os condutores e entre os condutores e o terra, e tensão máxima em cc de 1,8 kV. A tensão ca equivalente especificada para este cabo é 0,6/1 kV (U0/U), onde U0 é o valor eficaz entre o condutor e o terra, e U é o valor eficaz entre duas fases.

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Quais devem ser os ensaios de recebimento (R e)?

Quais são os critérios de amostragem?

Como deve ser feito o ensaio de resistência de isolamento à temperatura ambiente (R e T)?

Como devem ser executados os ensaios mecânicos do material da cobertura antes e após envelhecimento artificial em câmara UV (T)?

Os cabos de potência previstos nesta norma devem ser designados pela: seção nominal do condutor, em milímetros quadrados; tensão máxima do cabo (Um): 1,8 kV em corrente contínua. Estes cabos foram previstos para serem instalados entre a célula fotovoltaica e os terminais de corrente contínua do inversor fotovoltaico. Estes cabos devem ser adequados para operar em temperatura ambiente de –15°C até 90°C.

A temperatura do condutor em regime permanente não pode ultrapassar 90 °C. Por um período máximo de 20.000 h, é permitida uma temperatura máxima de operação no condutor de 120°C em uma temperatura ambiente máxima de 90°C. A temperatura no condutor, em regime de curto-circuito, não pode ultrapassar a 250°C. A duração neste regime não pode ultrapassar 5 s.

O condutor deve ser de cobre estanhado e têmpera mole, e estar conforme a NBR NM 280 na classe 5 de encordoamento. A superfície dos fios componentes do condutor encordoado não pode apresentar fissuras, escamas, rebarbas, aspereza, estrias ou inclusões. O condutor pronto não pode apresentar falhas de encordoamento.

Os fios componentes do condutor encordoado, antes de serem submetidos a fases posteriores de fabricação, devem atender aos requisitos da NBR NM 280. Sobre o condutor pode ser aplicado um separador, a critério do fabricante, a fim de facilitar a remoção da isolação e evitar a aderência desta, e este separador deve estar de acordo com a NBR 6251. A isolação deve ser constituída por uma ou mais camadas extrudadas de composto não halogenado termofixo, com requisitos conforme a tabela abaixo.

A isolação deve ser contínua e uniforme ao longo de todo o seu comprimento. A isolação dos cabos, quando não houver separador sobre o condutor, deve estar justaposta ao condutor, porém facilmente removível e não aderente a ele. A espessura nominal da isolação deve estar de acordo com a tabela abaixo. A espessura média da isolação não pode ser inferior ao valor nominal especificado.

A espessura mínima da isolação em um ponto qualquer de uma seção transversal pode ser inferior ao valor nominal, contanto que a diferença não exceda 0,1 mm + 10% do valor nominal especificado. A espessura de um eventual separador aplicado sobre o condutor não pode ser considerada parte da espessura da isolação.

A cobertura deve ser contínua e uniforme ao longo de todo o seu comprimento. A espessura nominal da cobertura deve estar de acordo com a tabela acima. A espessura média da cobertura não pode ser inferior ao valor nominal especificado. A espessura mínima da cobertura em um ponto qualquer de uma seção transversal pode ser inferior ao valor nominal, contanto que a diferença não exceda 0,1 mm + 15 % do valor nominal especificado.

As cores padronizadas para a cobertura são: preta, vermelha, verde e verde com listra amarela. A superfície externa da cobertura do cabo deve ser marcada a intervalos regulares de até 500 mm, com caracteres de durabilidade, dimensões e legibilidade adequadas. A durabilidade da gravação deve ser verificada ao tentar removê-la, esfregando-a levemente com um pano úmido, por dez vezes; isto não pode alterar a gravação.

A marcação na cobertura deve conter no mínimo as seguintes informações: marca de origem (nome, marca ou logotipo do fabricante); seção nominal do condutor, expressa em milímetros quadrados (mm²); inscrição: “USO EM SISTEMA FOTOVOLTAICO”; ano de fabricação; número desta norma. É facultado ao fabricante ou fornecedor responsável incluir a marca comercial do produto, preferencialmente após a marca de origem.

Os ensaios previstos por esta norma são classificados em: ensaios de recebimento (R e E); ensaios de tipo (T); ensaios de controle. O ensaio para determinação do fator de correção da resistência de isolamento (T) pode ser realizado, desde que previamente requerido como requisito adicional. A amostra deve ser preparada e ensaiada conforme a NBR 6813, e o fator para correção da resistência de isolamento deve ser aproximadamente igual ao previamente fornecido pelo fabricante.

Certos compostos apresentam constante de isolamento elevada, o que pode dificultar a determinação do coeficiente por grau Celsius. Nestes casos, deve ser aceito o menor coeficiente dado na Tabela B.1 (disponível na norma). Os cabos devem ser acondicionados de maneira que fiquem protegidos durante o manuseio, transporte e armazenagem. O acondicionamento deve ser em rolo ou carretel, que deve ter resistência adequada e ser isento de defeitos que possam danificar o produto.

Para cada unidade de expedição, a incerteza máxima requerida na quantidade efetiva é de ± 1% em comprimento. Os cabos devem ser fornecidos em lances normais de fabricação, sobre os quais é permitida uma tolerância de ± 3% no comprimento. Adicionalmente, pode-se admitir que até 5 % dos lances de um lote de expedição tenham um comprimento diferente do lance normal de fabricação, com um mínimo de 50% do comprimento do referido lance.

Os carretéis devem possuir dimensões conforme a NBR 11137, devendo ser respeitados os limites de curvatura previstos na NBR 9511, e os rolos devem ter dimensões conforme a NBR 7312. As extremidades dos cabos acondicionados em carretéis devem ser convenientemente seladas com capuzes de vedação ou com fita autoaglomerante, resistentes às intempéries, a fim de evitar a penetração de umidade durante manuseio, transporte e armazenagem.

Externamente, os carretéis devem ser marcados, nas duas faces laterais, diretamente sobre o disco e/ou por meio de etiquetas, com caracteres legíveis e indeléveis, com no mínimo as seguintes indicações: nome do fabricante, CNPJ e país de origem; seção nominal, em milímetros quadrados; número desta norma; massa bruta aproximada, em quilogramas (kg); comprimento do lance, em metros (m); seta no sentido de rotação para desenrolar; e identificação para fins de rastreabilidade.

Os aditivos para argamassas inorgânicas

O fornecedor do aditivo deve informar a faixa de variação do resultado da viscosidade Brookfield. As moléculas constituintes são as seguintes: HPMC ou MHPC – hidroxipropilmetilcelulose; HEC – hidroxietilcelulose; HEMC ou MHEC – metil-hidroxietilcelulose; EHEC – etil-hidroxietilcelulose; MEHEC – metiletil-hidroxietilcelulose; HPG – hidroxipropilguar.

A NBR 16826 de 03/2020 – Aditivos para argamassas inorgânicas — Definição, classificação e métodos de ensaio define e classifica os três principais aditivos utilizados em argamassas inorgânicas, identificados como retentores de água, incorporadores de ar e polímeros auxiliadores de aderência e flexibilidade, bem como estabelece os métodos de ensaio para seu controle. É aplicável aos aditivos usados em a argamassas inorgânicas destinadas à construção civil, independentemente de sua finalidade, forma de produção e aplicação.

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Qual é o ensaio para o teor de umidade, moléculas orgânicas e carga mineral?

Como determinar o teor de mufla (ensaio alternativo)?

Qual é a aparelhagem para executar o ensaio de viscosidade Brookfield?

Quais são os exemplos de resultados de análise termogravimétrica (TGA)?

Pode-se definir o aditivo incorporador de ar aditivo em pó ou líquido como o responsável pela incorporação intencional de bolhas de ar nas argamassas, visando a melhora da trabalhabilidade, aumento da coesão e facilidade de espalhamento. O aditivo polimérico auxiliador de aderência e flexibilidade é um polímero (látex formador de filme), em pó redispersível ou na forma de emulsão ou dispersão, que melhora as propriedades de aderência e deformação das argamassas. Já o aditivo retentor de água é aquele que reduz a evaporação e exsudação de água da argamassa no estado fresco e lhe confere capacidade de retenção de água frente à sucção por bases absorventes e à ação do meio ambiente. seguida de sua viscosidade pelo método Brookfield, à temperatura de (23 ± 2) °C e concentração de 1% ou 2% em solução aquosa.

O fornecedor do aditivo deve informar a faixa de variação do resultado da viscosidade Brookfield. As moléculas constituintes são as seguintes: HPMC ou MHPC – hidroxipropilmetilcelulose; HEC – hidroxietilcelulose; HEMC ou MHEC – metil-hidroxietilcelulose; EHEC – etil-hidroxietilcelulose; MEHEC – metiletil-hidroxietilcelulose; HPG – hidroxipropilguar. Os polímeros auxiliadores de aderência e flexibilidade são classificados de acordo com seu tipo de cadeia da molécula. Nos copolímeros, as moléculas constituintes são as seguintes: A – acrílicos; SA – acrílico estirenado; VAE – acetato de vinilaetileno; VA versatato – acetato de vinila versatato; VCE – cloreto de vinilaetileno.

Nos terpolímeros, as moléculas constituintes são as seguintes: VA versatato acrílico – acetato de vinila versatato acrílico; VCE laurato – cloreto de vinilaetileno laurato; VA versatato etileno – acetato de vinila versatato etileno. Os incorporadores de ar são classificados de acordo com o seu componente ativo, considerando a quantidade deste componente presente no material e o seu teor de umidade.

Os componentes ativos constituintes dos incorporadores de ar são os seguintes: lauril sulfato de sódio; betaína; dodecil sulfato de sódio; lauril éter sulfato de sódio. O teor de componente ativo é a quantidade, expressa em porcentagem (%), de componente ativo presente no aditivo. O teor de umidade deve ser indicado em porcentagem (%). As moléculas orgânicas são determinadas pelo ensaio de espectrofotometria no infravermelho médio (4 000 cm–1 a 400 cm–1), após secagem em estufa a (105 ± 5) °C. No caso em que a matéria inorgânica presente interferir na análise, aplicar separação por meio de solvente orgânico apropriado, seguido de secagem do extrato orgânico em estufa a (105 ± 5) °C.

O resultado do ensaio contempla um espectro no infravermelho, o modo de preparação do material para leitura, o solvente utilizado na extração (se houver) e o tempo de secagem em estufa. O espectro obtido deve ser comparado com os materiais de referência. Para os efeitos desta norma, entende-se como materiais de referência as substâncias puras ou os produtos comerciais ou os espectros de bancos de dados comerciais ou os espectros obtidos de materiais de mesma origem e/ou natureza. O Anexo A apresenta exemplos de interpretação de ensaios de termogravimetria aplicados aos aditivos retentores de água para argamassa.

Para os efeitos desta norma, calcular o teor de umidade (água livre e/ou combinada) a partir da decomposição térmica que ocorre até 150 °C. Alternativamente, a umidade pode ser determinada por secagem de acordo com a NBR 10908, adotando-se a temperatura de 150 °C, com tolerância de 5 °C. Para a realização deste ensaio, recomenda-se o uso de cadinho de alumina ou platina, massa de amostra de no mínimo 5 mg, com fluxo de gás inerte (nitrogênio ou argônio) ou ar sintético (80 % N2 + 20 % O2), taxa de aquecimento de 10 °C/min, com temperatura variando da condição ambiente até 1.000 °C.

Para efeito de correlação dos resultados da análise TGA com ensaio efetuado em mufla, utilizar o ar sintético. No segundo pico de decomposição (ver exemplos do Anexo A), estimar a quantidade de material orgânico (MO), incluindo o componente ativo. Geralmente, a faixa de temperatura varia de 150°C a 550°C, mas pode haver alteração de acordo com o tipo de aditivo.

Correlacionar os dados com a avaliação por espectrofotometria por infravermelho (FTIR) para confirmar se não foram adicionados outros materiais orgânicos ou inorgânicos na composição (materiais que se decompõem termicamente na mesma faixa das moléculas orgânicas ativas). Entre 550°C e 800°C, estimar a perda de CO2 referente à descarbonatação das moléculas de material carbonático, carga mineral (CM) comumente utilizada na formulação dos aditivos. Indicar o teor de sólidos voláteis pela soma de material orgânico e carga mineral (MO + CM).

A massa residual e a quantidade de material remanescente na amostra após queima a 1.000 °C indicam o teor de sólidos não voláteis. O teor de sólidos totais (volátil + não volátil (MR) é representado pela diferença entre 100 % e a umidade (U). Com base nos resultados de análise termogravimétrica, o fabricante deve informar, quando solicitado: umidade (U) (água livre e/ou combinada); teor de componente ativo (CA); teor de moléculas orgânicas (MO); teor de carga mineral (material inorgânico) (CM); teor de sólidos voláteis (MO + CM); massa residual (MR), material não volátil até 1 000 °C; teor de sólidos totais (ST = 100 % – U).

Na determinação do teor de molécula(s) orgânica(s) (MO), tanto no ensaio de TGA quanto no da mufla, podem estar incluídas, além do componente ativo (CA) do aditivo (éteres de celulose e guar), adições orgânicas inertes e moléculas inorgânicas que contenham água combinada. Para determinar a composição qualitativa desta(s) molécula(s) orgânica(s), executar o ensaio denominado moléculas orgânicas.

Os sólidos voláteis indicam a quantidade de material decomposto até 1.000 °C. A massa residual indica o material não volátil. O teor de sólidos total representa o material remanescente após a eliminação da umidade até 150°C. Para os aditivos, se o teor de sólidos total e a massa residual forem elevados, há um indicativo de que o produto avaliado não é composto somente de material orgânico, mesmo que o valor de MO, determinado a partir da decomposição térmica entre 150°C e 550°C, tenha sido alto. Sendo assim, recomenda-se a realização de ensaios complementares.

A conformidade das cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido

Conforme a característica da superfície, as cordoalhas classificam-se em: cordoalha nua lisa; cordoalha nua entalhada; cordoalha revestida (engraxada e plastificada ou encerada e plastificada).

A NBR 7483 de 03/2020 – Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido – Especificação estabelece os requisitos para fabricação, encomenda, fornecimento e recebimento de cordoalhas de aço de alta resistência de três e sete fios, nuas, entalhadas ou revestidas (engraxadas e plastificadas), destinadas às armaduras de pré-tensão e pós-tensão.

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O que deve indicar o comprador em sua encomenda?

Qual deve ser o procedimento de inspeção?

Quais são as especificações da cordoalha?

Qual é a referência de massa linear mínima e máxima por diâmetro?

Essa norma se baseou em três objetivos principais: atualização da última versão (2008) em relação às práticas correntes de mercado, processos produtivos, além de referências internacionais (como ASTM A886, BS 5896 e PTI-M10.2), para criar um documento mais universal e coerente com a realidade; inclusão de produtos amplamente utilizados no mercado e que não existiam na versão de 2008, como cordoalhas engraxadas e plastificadas, cordoalhas enceradas e plastificadas, cordoalhas entalhadas, criando assim critérios de compra, fabricação, aceitação e utilizações destes produtos, referenciados em especial pela ASTM A886 e PTI-M10.2; inclusão de novas classes de resistência, conforme evidências de produtos já existentes no mercado e desenvolvimentos em outros países.

Além disso, esta nova edição buscou o refinamento de definições e expressões para melhor compreensão dos usuários. Assim, a cordoalha de sete fios é a constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central (alma). A cordoalha de três fios é aquela constituída por três fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, em uma forma helicoidal, com passo uniforme. A cordoalha de sete fios entalhada é a constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, entalhados, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central liso (alma).

Já a cordoalha de sete fios revestida (engraxada e plastificada ou encerada e plastificada) é a constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, entalhados, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central liso (alma), recoberta por uma camada de graxa ou cera e por uma capa extrudada de polietileno ou polipropileno de alta densidade. Conforme o número de fios, as cordoalhas classificam-se em: cordoalha de sete fios; cordoalha de três fios. Conforme a resistência à tração, as cordoalhas classificam-se em: categoria CP-190; categoria CP-210; categoria CP-220; categoria CP-230; categoria CP-240.

Conforme a característica da superfície, as cordoalhas classificam-se em: cordoalha nua lisa; cordoalha nua entalhada; cordoalha revestida (engraxada e plastificada ou encerada e plastificada). Os números 190, 210, 220, 230 e 240 correspondem ao limite mínimo da resistência à tração na unidade quilogramas-força por milímetro quadrado. Para os efeitos desta norma, considera-se 1 kgf/mm² = 9,81 MPa. As cordoalhas de três e sete fios são produzidas sempre na condição de relaxação baixa (ver tabela A.1 na norma).

O fio usado na fabricação da cordoalha deve ser produzido por trefilação a frio a partir de fio-máquina de aço-carbono. Os teores de fósforo e enxofre do aço não podem exceder os seguintes valores: fósforo: 0,020%; enxofre: 0,025%. Não há especificação para os outros elementos químicos. A composição química do aço utilizado deve garantir que as características mecânicas especificadas nesta norma sejam atendidas pelo produto final.

Quanto à qualidade do fio, deve ser isento de defeitos superficiais ou internos, prejudiciais ao seu emprego. A cordoalha deve ter o fio central com diâmetro nominal pelo menos 3 % maior do que o dos fios externos. Os seis fios externos devem ser firmemente dispostos em torno do fio central (alma), com um passo de 14 a 18 vezes o diâmetro nominal da cordoalha.

A cordoalha de três fios deve ser produzida com fios com o mesmo diâmetro nominal, firmemente encordoados com um passo de 14 a 18 vezes o diâmetro nominal da cordoalha. O processo de fabricação da cordoalha de três e sete fios deve garantir que os fios componentes da cordoalha, ao serem cortados com discos, não saiam de sua posição original ou, caso saiam, que possam ser reposicionados manualmente.

Quanto às emendas no processo de trefilação, permite-se que soldas entre bobinas de fio-máquina, necessárias para continuidade do processo de trefilação, sejam incorporadas à cordoalha. Para as emendas no processo de encordoamento, quando solicitado pelo comprador um produto de apenas um lance, não é permitida a incorporação de emendas no produto final, originadas durante ou após o processo de trefilação ou durante o processo de encordoamento.

O filme de graxa deve ser uniforme em torno da superfície metálica da cordoalha, utilizando-se material que garanta proteção contra a corrosão do aço e lubrificação entre a cordoalha e a capa polimérica. Além disso, deve ser química e fisicamente estável e não reativo com o aço e a capa polimérica. Para cordoalhas de 12,70 mm, o peso mínimo da graxa deve ser de 37 g/m de cordoalha. Para cordoalhas com diâmetros de 15,20 mm e 15,70 mm, o peso mínimo de graxa deve ser de 44 g/m de cordoalha.

O fabricante deve garantir, em uma frequência de ensaios de cinco em cinco anos, que a graxa seja compatível com os critérios discriminados na Tabela A.2 (disponível na norma). O filme de cera deve ser uniforme em torno da superfície dos fios que constituem a cordoalha, utilizando-se material que garanta proteção contra a corrosão do aço e lubrificação entre a cordoalha e a capa polimérica. Além disso, deve ser química e fisicamente estável e não reativo com o aço e a capa polimérica.

O fabricante deve garantir, em uma frequência de ensaios de cinco em cinco anos, que a cera seja compatível com os critérios discriminados na Tabela A.2 (disponível na norma). A capa polimérica extrudada sobre o conjunto aço-graxa ou aço-cera deve ser à prova d’água e garantir proteção completa à penetração de concreto e perda de graxa ou cera durante aplicação, sendo contínua por todo o comprimento da cordoalha.

O polímero deve ser suficientemente resistente para que tenha sua integridade garantida contra danos causados durante o processo de fabricação, transporte, instalação, concretagem e pós-tensão, além de ser quimicamente estável, de forma que não se fragilize diante da exposição à variação de temperaturas e vida útil da estrutura. A capa também não pode ser reativa ao concreto, aço e cobrimento de proteção contra corrosão.

Para o desenvolvimento de capas poliméricas alternativas, uma amostra representativa do polímero deve ser usada para determinar a funcionalidade adequada do material e para garantir as propriedades dimensionais a partir de procedimentos e métodos em comum acordo entre o comprador e o fabricante, não havendo, no entanto, requisitos específicos nessa norma e resultados para aceitação ou rejeição. A espessura mínima da parede de capa polimérica deve ser de 1,0 mm e o seu diâmetro interno mínimo deve ser 0,75 mm maior que o máximo diâmetro da cordoalha.

Ligeiras variações dimensionais na parede da capa polimérica são admissíveis, devido ao processo de extrusão. A densidade mínima do polímero deve ser de 0,941 g/cm³. As cordoalhas devem ser submetidas a um tratamento termomecânico final apropriado, a fim de atender aos requisitos especificados. No caso das cordoalhas engraxadas e plastificadas, os requisitos são os mesmos discriminados na Tabela A.1 (disponível na norma), somados aos requisitos específicos discriminados em 4.2.5.

No caso das cordoalhas entalhadas, também são aplicáveis os requisitos discriminados na Tabela A.1, e, adicionalmente, a profundidade de entalhe em cada fio das cordoalhas entalhadas, medida por duas vezes em cada geratriz, deve ter profundidade média máxima de 3,5% da dimensão do arame liso. As cordoalhas, ao serem desenroladas e deixadas livremente sobre uma superfície plana e lisa, não podem apresentar uma curvatura com flecha permanente superior a 15 cm, em comprimento de 2 m.

A cordoalha deve ser fornecida em rolo firmemente amarrado, com diâmetro interno não inferior a 750 mm. O acondicionamento deve permitir a retirada de amostra sem danificar a estrutura do rolo. Os produtos de aço para protensão devem ser protegidos durante o transporte e armazenamento contra qualquer dano ou contaminação, especialmente contra substâncias ou líquidos que possam produzir ou provocar corrosão.

Cada rolo deve ser identificado por uma etiqueta suficientemente resistente, com inscrição indelével, firmemente presa, que deve indicar: nome ou símbolo do produtor; número desta norma; designação do produto: número de fios da cordoalha; categoria (190, 210, 220, 230 ou 240); cobrimento (para cordoalha engraxada e plastificada ou encerada e plastificada); superfície (para cordoalha entalhada); relaxação (RB – relaxação baixa); diâmetro nominal da cordoalha, em milímetros; número de identificação do rolo; massa líquida dos lances, em quilogramas.

IEC 60704-2-7: o ruído acústico em ventiladores

Essa norma internacional, editada em 2020 pela International Electrotechnical Commission (IEC), aplica-se a ventiladores elétricos (incluindo seus acessórios e seus componentes) para uso doméstico e similar, projetados para alimentação ca ou cc. O motor, o impulsor e seu alojamento, se houver, devem formar uma única unidade.

A IEC 60704-2-7:2020 – Household and similar electrical appliances – Test code for the determination of airborne acoustical noise – Part 2-7: Particular requirements for fans aplica-se a ventiladores elétricos (incluindo seus acessórios e seus componentes) para uso doméstico e similar, projetados para alimentação ca ou cc. O motor, o impulsor e seu alojamento, se houver, devem formar uma única unidade.

Esses requisitos específicos se aplicam a: ventiladores convencionais, ventiladores de mesa, ventiladores de pedestal, ventiladores de teto, ventiladores sem pás, ventiladores de suporte de parede, ventiladores de suporte de teto, ventiladores de persiana, ventiladores de torre, ventiladores de ventilação e de partição. Não se aplica a: ventiladores que fazem parte de um sistema de ventilação, ventiladores projetados exclusivamente para fins industriais, ventiladores que fazem parte de um aparelho (por exemplo, ventiladores de refrigeração), ventiladores com funções adicionais (por exemplo, aquecimento, umidificação).

As limitações para o uso deste código de ensaio são fornecidas no escopo da IEC 60704-1. Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição publicada em 1997. Esta edição constitui uma revisão técnica. Esta edição inclui algumas alterações significativas em relação à edição anterior.

Foi incluída a categorias de ventiladores adicionais, conforme definido na IEC 60879: 2019 e IEC 60665: 2018 e incluídos os desvios padrão dos níveis de potência sonora em 1.3; além de adicionado um método de comparação.

As referências normativas foram atualizadas (ISO 3744: 2010 e ISO 3743-1: 2010) e foi ajustado os requisitos em relação à IEC 60704-1: 2010. Esta norma deve ser usada em conjunto com IEC 60704 1:2010, Household and similar electrical appliances – Test code for the determination of airborne acoustical noise – Part 1: General requirements. Esta Parte 2-7 complementa ou modifica as cláusulas correspondentes na IEC 60704-1: 2010, de modo a estabelecer o código de ensaio para os ventiladores.

CONTEÚDO DA NORMA

PREFÁCIO……………………………… 3

1 Escopo e objeto…………………… 6

2 Referências normativas………… ….. 7

3 Termos e definições…………….. 8

4 Métodos de medição e ambientes acústicos………… 10

5 Instrumentação………………………………… 10

6 Operação e localização dos aparelhos em ensaio………………. 10

7 Medição dos níveis de pressão sonora………………. 12

8 Cálculo da pressão sonora e dos níveis de potência sonora……… 13

9 Informações a serem gravadas……………………… 13

10 Informações a serem relatadas………………. 13

Anexos. ……………………..15

Anexo B (normativo) Gabinete de ensaio………………….15

Bibliografia…………………………15

Figura 101 – Superfície de medição – hemisfério – com dez posições de microfone para ventiladores de divisória (parede e janela) e para ventiladores de mesa de parede……………………..14

Tabela 101 – Desvios padrão dos níveis de potência sonora……………7

Tabela 102 – Desvios padrão para declaração e verificação………….7

As condições de medição especificadas nesta parte 2-7 fornecem precisão suficiente na determinação do ruído emitido e na comparação dos resultados das medições realizadas por diferentes laboratórios, simulando, tanto quanto possível, o uso prático dos ventiladores domésticos. Recomenda-se considerar a determinação dos níveis de ruído como parte de um procedimento de ensaio abrangente, cobrindo muitos aspectos das propriedades e desempenho dos ventiladores domésticos. Conforme declarado na introdução da IEC 60704-1, este código de ensaio está relacionado apenas ao ruído aéreo.

A documentação e a declaração de materiais em eletroeletrônicos

Conheça a documentação técnica para a avaliação de produtos elétricos e eletrônicos com relação à restrição de substâncias perigosas e a declaração de material para equipamentos eletroeletrônicos.

A NBR IEC 63000 de 12/2019 – Documentação técnica para a avaliação de produtos elétricos e eletrônicos com relação à restrição de substâncias perigosas especifica a documentação técnica que o fabricante compila, de forma a declarar sua conformidade com as restrições aplicáveis a substâncias. A documentação do sistema de gestão do fabricante está fora do escopo deste documento.

A NBR IEC 62474 de 10/2012 – Declaração de material para equipamentos eletroeletrônicos especifica o procedimento, conteúdo e forma, relacionando a declaração de materiais para produtos de empresas que operam e fornecem para a indústria eletroeletrônica. Processos químicos e emissões durante o uso do produto não estão no escopo desta norma. A sua intenção principal é fornecer dados para os fabricantes no topo da cadeia de fornecimento, que: permitam avaliar os produtos em relação ao atendimento dos requisitos de conformidade de restrição de substâncias; possam ser usados no processo de desenvolvimento de projeto ambientalmente consciente e através de todas as fases do ciclo de vida do produto.

A Seção 4 especifica os requisitos para declaração de material. A Seção 5 especifica os critérios para substâncias declaráveis e classes de material na base de dados da IEC 62474, associada com esta norma. A Seção 6 especifica o formato de dados e requisitos de troca a serem incluídos na base de dados da IEC 62474. A Seção 7 especifica o processo para atualizar regularmente e manter a base de dados da IEC 62474. Embora esta norma especifique requisitos básicos, ela oferece flexibilidade para os fabricantes de produtos e fornecedores na seleção de requisitos adicionais ou informações.

Não fornece qualquer método específico para coletar dados relativos à composição do material. As organizações têm a flexibilidade para determinar o método mais adequado para a coleta de dados da composição do material, sem comprometer a utilidade e a qualidade dos dados. Esta norma destina-se a permitir uma declaração com base na avaliação de engenharia, nas declarações de materiais de fornecedores ou na amostragem e ensaio.

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O que é uma substância restrita?

Como deve ser feita a análise da documentação técnica?

Quais são os critérios para substâncias declaráveis?

Como deve ser feita a formatação e comunicação de dados da declaração de material?

Determinadas substâncias contidas em produtos elétricos e eletrônicos são restritas por meio de legislação e/ou por especificações dos clientes. Os fabricantes de produtos acabados, desta forma, necessitam evidenciar que seus produtos atendem às restrições aplicáveis a estas substâncias. Para aquelas restrições que são aplicáveis ao nível de componentes ou materiais, é impraticável para os fabricantes dos produtos elétricos e eletrônicos a realização de ensaios próprios de todos os materiais contidos no produto acabado.

Ao invés disso, os fabricantes atuam junto com seus fornecedores, de forma a gerenciar a conformidade e compilar a documentação técnica como evidência da conformidade. Esta abordagem é bem reconhecida tanto pela indústria quanto pelas autoridades legais. O objetivo deste documento é especificar a documentação técnica que o fabricante necessita compilar para declarar a conformidade com as restrições aplicáveis das substâncias, segundo diversos regulamentos mundiais de restrições de substâncias.

Este documento tem como base a EN 50581:2012, que apoia a Diretiva 2011/65/EU do Parlamento Europeu e do Conselho de 8 de junho de 2011, sobre a restrição de utilização de determinadas substâncias perigosas em equipamentos elétricos e eletrônicos (RoHS). O fabricante deve compilar a documentação técnica que demonstre que produtos elétricos e eletrônicos estão em conformidade com as restrições de substâncias.

A documentação técnica deve incluir pelo menos os seguintes elementos: uma descrição geral do produto, juntamente com o uso pretendido, é um dos fatores que determinam que exceções (caso existam) são aplicáveis; documentação para os materiais, partes e/ou subconjuntos; informações que mostrem a relação entre a documentação técnica indicada e os materiais, partes e/ou subconjuntos correspondentes do produto; lista das normas ou especificações técnicas que foram utilizadas para embasar os documentos técnicos indicados em 4.3, ou para as quais tais documentos se referem.

O fabricante deve realizar as quatro tarefas indicadas a seguir:  determinar as informações necessárias; coletar as informações; avaliar as informações com relação à sua qualidade e confiabilidade e decidir pela inclusão na documentação técnica; assegurar que a documentação técnica permaneça válida. A figura abaixo apresenta o processo de elaboração da documentação técnica.

Os tipos de documentos técnicos requeridos para os materiais, partes ou subconjuntos devem ter como base a avaliação pelo fabricante: da probabilidade de substâncias restritas estarem presentes em materiais, partes ou subconjuntos, e da confiabilidade do fornecedor. Materiais que são incluídos durante o processo de produção (tais como solda, pintura e adesivos) devem também ser considerados como parte da avaliação.

Ao realizar a avaliação da probabilidade de substâncias restritas estarem presentes (ver alínea a), o fabricante pode aplicar julgamento técnico, uma vez que algumas substâncias são improváveis de estarem contidas em determinados materiais (por exemplo, substâncias orgânicas em metais). Convém que tal julgamento técnico tenha como como base informações técnicas disponíveis na indústria elétrica/eletrônica, ou uma pesquisa na literatura sobre os materiais ou partes utilizadas em produtos elétricos e eletrônicos.

Informações adicionais que podem ser utilizadas ao realizar a avaliação incluem as informações sobre os tipos de materiais tipicamente utilizados em partes ou subconjuntos, e a probabilidade histórica de substâncias restritas estarem presentes em cada tipo de material. Como resultado da avaliação do fabricante, os seguintes documentos sobre materiais, partes ou subconjuntos devem ser coletados: declarações de fornecedores e/ou acordos contratuais do fornecedor, tais como: declarações dos fornecedores confirmando que o conteúdo das substâncias restritas do material especificado, parte ou subconjunto está dentro dos níveis permitidos e identificando quaisquer exceções que tiverem sido aplicadas; contratos assinados confirmando que são atendidas as especificações do fabricante para o conteúdo máximo de substâncias restritas no material, parte ou subconjunto; tais declarações ou acordos devem abranger um material específico, parte ou subconjunto específico, ou uma faixa de materiais, partes ou subconjuntos.

Podem ser coletados as declarações de materiais: declarações de materiais, apresentando informações sobre o conteúdo de substâncias específicas e identificando quaisquer exceções que tenham sido aplicadas; o conteúdo da declaração de materiais deve atender aos requisitos especificados na NBR IEC 62474:2012, 4.2.3, para as substâncias aplicáveis. A utilização de normas para tais declarações auxilia em assegurar um fluxo de informações consistente e de custo efetivo em toda a cadeia de suprimento.

Também podem ser coletados os resultados de ensaios analíticos utilizando os métodos descritos ou referenciados na Série IEC 62321. Pode ser ressaltado que a indústria eletroeletrônica rastreia e declara informações específicas sobre a composição do material de seus produtos para atender aos requisitos de conformidade e de projeto ambientalmente consciente. A indústria eletroeletrônica necessita receber informações sobre a composição dos produtos e suas peças, que são comprados de fornecedores, para a incorporação em seus produtos.

Atualmente, as declarações de material são conduzidas por especificações individuais do fabricante do produto, e não há padronização internacionalmente aceita. Isto resulta em ineficiência econômica. Para simplificar os requisitos através da cadeia de suprimento e melhorar a eficiência econômica, é necessário padronizar a troca de dados da composição de materiais e estabelecer requisitos para as declarações de materiais.

A NBR IEC 62474 de declaração de materiais beneficia a indústria eletroeletrônica, estabelecendo requisitos para declaração de substâncias e materiais, padronizando protocolos e facilitando a transferência e processamento de dados. Quanto aos requisitos para declaração de materiais, pode-se descrever descreve os requisitos básicos e requisitos adicionais para uma declaração de material. A Subseção 4.2 descreve os requisitos básicos de dados e a Subseção 4.3 descreve requisitos adicionais, que podem ser acordados entre fabricante e fornecedor para declararem a mais.

A Seção 4 é organizada na forma de diagramas conceituais (ver figuras abaixo) para facilitar o entendimento. As informações requeridas são mostradas em caixas e setas com linha sólida. Informações opcionais são indicadas em caixas desenhadas com linhas tracejadas. Nesta abordagem são objetos obrigatórios os produtos, grupos de substância ou substâncias com requisito de declaração obrigatório definido na base de dados da IEC 62474.

Peças do produto, classes de material, materiais e grupos de substância ou substâncias sem requisito de declaração obrigatório definido na base de dados da IEC 62474 são objetos opcionais nesta abordagem. Grupos de substância e substâncias não listadas na base de dados da IEC 62474 são também objetos opcionais. Outros requisitos obrigatórios podem ser acordados sem necessariamente estarem nos diagramas (exemplo massa ou porcentual de massa). Ver Anexo A informativo para exemplos relacionados a requisitos de declaração de material.

Os seguintes requisitos devem ser aplicados aos produtos: uma Declaração de Material deve ser fornecida para um produto ou família de produtos. Somente o fornecedor suscetível de conhecer os agrupamentos apropriados de família de produtos com propósito de Declaração de Materiais com base em seu conhecimento técnico do conteúdo do material no produto.

O produto deve ter uma identificação e uma massa atribuída. No caso de uma família de produtos, a identificação e massa de cada produto dentro da família de produtos deve ser especificada. Quando cada produto na família de produtos tem a mesma massa, é suficiente fornecer esta massa uma única vez.

Peças do produto devem ser declaradas se um grupo de substância ou substância na base de dados da IEC 62474 se referir a essa peça a um nível-limite declarável, e se esse nível-limite declarável for excedido. Exemplos para tais peças do produto são as baterias quando estão montadas na placa de circuito impresso. Se tais peças do produto precisarem ser declaradas, deve-se aplicar o seguinte: Peças do produto devem ser atribuídas ao produto; peças do produto devem ter uma identificação atribuída; peças do produto devem ter uma massa ou porcentagem da massa do produto atribuída.

As substâncias ou grupos de substância listadas na base de dados da IEC 62474, com requisito de declaração obrigatória, devem ser declaradas se estiverem presentes no produto em nível igual ou acima do limite definido na base de dados da IEC 62474 e se a aplicação declarável como listada na base de dados da IEC 62474 for aplicável para aquela substância ou grupo de substância. Quando tais substâncias ou grupos de substâncias não constam na declaração de material, elas não estão presentes acima do limite especificado, mas podem estar presentes abaixo do limite, ou a aplicação declarável como listada na base de dados da IEC 62474 não é aplicável.

Se tais substâncias ou grupos de substâncias estiverem presentes acima do nível-limite dado na base de dados da IEC 62474 e se a aplicação declarável conforme listado na base de dados da IEC 62474 for aplicável, devem-se aplicar os seguintes requisitos: tais grupos de substância devem ser atribuídos à peça do produto (se 4.2.2 for aplicado) ou, caso contrário, ao produto. Tais substâncias devem ser atribuídas ao grupo de substâncias (se o grupo de substância tiver requisito de declaração obrigatório) ou, caso contrário, à peça do produto (se 4.2.2 for aplicado) ou, caso contrário, ao produto.

Tais substâncias ou grupos de substância devem ser nomeadas como dadas na base de dados da IEC 62474. Em geral, tais grupos de substância ou substâncias devem ter uma massa ou porcentual de massa da peça do produto (se 4.2.2 é aplicado) ou caso contrário um porcentual de massa atribuída ao produto. Se tais grupos de substância ou substâncias tiverem nível-limite declarável especificado na base de dados da IEC 62474, referindo-se ao material, eles devem ter o porcentual de massa atribuída deste material.

IEC TS 63081: a caracterização dos materiais ultrassônicos

Essa especificação técnica, editada em 2019 pela International Electrotechnical Commission (IEC), define as principais quantidades relevantes para a caracterização de materiais ultrassônicos e especifica os métodos para medição direta de muitos parâmetros importantes desses materiais. Aplicável a todas as medições de propriedades de materiais acústicos passivos sob condições de acionamento que não estão sujeitas a propagação acústica não linear.

A IEC TS 63081:2019 – Ultrasonics – Methods for the characterization of the ultrasonic properties of materials define as principais quantidades relevantes para a caracterização de materiais ultrassônicos e especifica os métodos para medição direta de muitos parâmetros importantes desses materiais. Este documento é aplicável a todas as medições de propriedades de materiais acústicos passivos sob condições de acionamento que não estão sujeitas a propagação acústica não linear. Embora existam propriedades de materiais que possam ser de interesse em um regime de tração não linear, elas estão atualmente fora do escopo deste documento.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO……………………….. 4

INTRODUÇÃO….. ……………… 6

1 Escopo… ………………………. 7

2 Referências normativas…………. ….. 7

3 Termos e definições…………….. …… 7

4 Lista de símbolos………. ………….. 10

5 Visão geral………… ………………… 12

5.1 Princípios gerais……………….. 12

5.2 Preparação da amostra………………. 12

5.2.1 Amostras de fluidos…………….. .12

5.2.2 Amostras sólidas………………… .13

5.2.3 Geometria da amostra…………. 13

5.2.4 Estabilização da amostra………….. 13

5.3 Transdutores fonte e receptor………………. 14

5.4 Medições de transmissão versus reflexão… ……… 14

5.5 Sinal de excitação do transdutor………………………. 15

5.5.1 Dependência de frequência de quantidades…………. 15

5.5.2 Métodos CW e quase-CW…………………………… 15

5.5.3 Pulsos modulados em frequência e espectrometria de retardo de tempo…………… 16

5.5.4 Métodos de impulso…………………… 18

6 Medição de perda de inserção…………….. 19

7 Medições longitudinais da velocidade das ondas…………………… 22

7.1 Geral…………….. …………… 22

7.2 Transdutores imersos em material fluido…………… 22

7.3 Transdutores e amostra imersos em um fluido de acoplamento……… .23

8 Medições do coeficiente de absorção……………. 24

8.1 Amostra única através do método de transmissão…………. 24

8.2 Amostra dupla através do método de transmissão……….. 26

9 Medição de redução de eco (ER)………………………. 27

9.1 Incidência normal…………………………….. .27

9.2 Incidência oblíqua………………………. 29

10 Medição do coeficiente de retrodispersão……………………. 29

Bibliografia……………… ………………….. 31

Figura 1 – Esquema mostrando o espalhamento difrativo entre a fonte e o receptor dos transdutores……………… ………………….. 14

Figura 2 – Ilustração de um sistema TDS típico………………….. 17

Figura 3 – Desenvolvimento e processamento de sinal para uma frequência compensada de um sinal modulado…………….. 17

Figura 4 – Dispersão do pulso nos meios absorventes…………………. 19

Figura 5 – O espalhamento difrativo adicional encontrado nas medidas da transmissão direta………………. 21

Figura 6 – Transdutores de origem e recebimento imersos em um meio fluido a ser caracterizado………………… 22

Figura 7 – Fonte, receptor e amostra, todos imersos em um fluido de acoplamento…………….. 24

Figura 8 – Vários ecos claramente separados no tempo……… 25

Figura 9 – Fenômenos múltiplos de reflexão e transmissão que ocorrem nas superfícies de uma amostra……………………….. 26

Figura 10 – Apresentação esquemática de uma configuração de medição usada para determinar a redução de eco de um material de ensaio…….. 27

Muitas normas de medição ultrassônica contêm requisitos para as propriedades dos materiais acústicos a serem usados na construção dos equipamentos de medição contidos nesses documentos. A seguir, exemplos de tais padrões. A IEC 61161 especifica o fator de reflexão de amplitude e a absorção de energia acústica para alvos refletores e alvos absorventes e especifica o coeficiente de transmissão de amplitude para películas antifluxo. A IEC 61391-1 discute o coeficiente de reflexão. A IEC 61689 define redução de eco e especifica limites para seus valores. Os termos reflexão e perda de transmissão também são usadas, e valores especificados. A IEC TS 62306 especifica a perda de transmissão e a redução da amplitude de reflexão. A IEC 62359 especifica o coeficiente de reflexão e absorção. A IEC 60601-2-37 especifica o coeficiente de refletância e absorção.

Como a lista acima sugere, uma ampla variedade de termos é usada para especificar as propriedades de um material acústico, e esses termos não são usados consistentemente nos documentos IEC. Além disso, existe um grau de duplicação com vários nomes para a mesma quantidade. Isso é ainda mais confuso, pois não há documento no portfólio de ultrassom IEC que defina os métodos pelos quais essas propriedades são medidas.

Este documento procura solucionar as deficiências, fornecendo: uma definição clara e inequívoca das principais quantidades de interesse durante a caracterização dos materiais; uma discussão de termos semelhantes e como eles podem se relacionar com as principais quantidades; métodos experimentais recomendados para determinar os valores das principais quantidades.

 

BS EN ISO 20789: os umidificadores passivos

Essa norma europeia, editada pelo BSI em 2019, especifica os requisitos para o chamado equipamento de umidificação de passagem de bolhas a frio ou de passagem a frio, a seguir denominado umidificador passivo. A Figura 1 – Umidificador passivo para passagem a frio e a Figura 2 – Umidificador passivo com bolhas de ar frio ilustram esses umidificadores passivos.

A BS EN ISO 20789:2019 – Anaesthetic and respiratory equipment – Passive humidifiers especifica os requisitos para o chamado equipamento de umidificação de passagem de bolhas a frio ou de passagem a frio, a seguir denominado umidificador passivo. A Figura 1 – Umidificador passivo para passagem a frio e a Figura 2 – Umidificador passivo com bolhas de ar frio (disponíveis na norma) ilustram esses umidificadores passivos. As câmaras de umidificação passivas do umidificador estão em temperatura ambiente, de forma que elas produzem uma saída de umidificação menor do que os umidificadores ativos.

Este documento especifica os requisitos para os chamados umidificadores passivos do trato respiratório com passagem de bolhas de ar ou passagem fria, destinados ao uso em pacientes em atendimento domiciliar e em unidades de saúde. Os umidificadores passivos são usados para aumentar o teor de água dos gases entregues aos pacientes. Os gases disponíveis para uso médico não contêm umidade suficiente e podem danificar ou irritar o trato respiratório ou secar as secreções de pacientes cujas vias aéreas superiores estão com problemas.

A umidade inadequada na porta de conexão do paciente pode causar secagem das vias aéreas superiores ou dessecação de secreções traqueobrônquicas no tubo traqueal ou de traqueostomia, o que pode causar estreitamento ou até obstrução das vias aéreas. Os umidificadores passivos dependem da umidade ser transferida de um reservatório de líquido para o gás em temperatura ambiente, sem aquecimento da câmara de umidificação ou dos tubos de respiração, para aumentar o teor de água dos gases entregues aos pacientes.

Portanto, esses umidificadores passivos do trato respiratório têm uma saída em mg/l menor que os umidificadores ativos. Deve-se consultar a ISO 80601-2-74 para obter a segurança básica e o desempenho essencial de umidificadores ativos.

Como o uso seguro de um umidificador passivo depende da interação do umidificador passivo com seus acessórios, este documento define os requisitos de desempenho total do sistema até a porta de conexão do paciente. Esses requisitos são aplicáveis aos acessórios como os tubos de respiração. Este documento também constitui uma importante revisão técnica de uma parte da ISO 8185: 2007, que substitui em combinação com a ISO 80601-2-74.

As alterações mais significativas em relação à ISO 8185: 2007 para os umidificadores passivos são as descritas a seguir. Houve a ampliação do escopo para incluir o umidificador passivo e seus acessórios, onde as características desses acessórios podem afetar a segurança básica ou o desempenho essencial do umidificador passivo e, portanto, não apenas o umidificador passivo. Foi feita a modificação do procedimento de ensaio de umidificação e a divulgação do desempenho da umidificação.

Ocorreram as seguintes adições: requisitos de resistência mecânica (via IEC 60601-1-11); novos símbolos; requisitos para um umidificador passivo como componente de um sistema; requisitos para procedimentos de limpeza e desinfecção; requisitos de biocompatibilidade; requisitos para prevenção de incêndio; e requisitos de usabilidade. Os umidificadores passivos são comumente usados com misturas de ar e oxigênio-ar e um umidificador passivo deve poder operar com esses gases.

Deve-se tomar cuidado se o uso de outras misturas gasosas, como misturas de hélio/oxigênio, pois suas propriedades físicas forem diferentes das do ar e do oxigênio. Neste documento, os seguintes tipos de impressão são usados: requisitos e definições: tipo romano; especificações do ensaio: tipo itálico; material informativo que aparece fora das tabelas, como notas, exemplos e referências: em letras menores. O texto normativo das tabelas também está em um tipo menor; os termos definidos na Cláusula 3 deste documento ou conforme indicado: pequenas capitais .

Prefácio

Introdução

1 Escopo

2 Referências normativas

3 Termos e definições

4 Requisitos gerais para teste

4.1 Nível da água

4.2 Condições passivas de teste do umidificador

4.3 Especificações de vazão e vazamento de gás

4.4 Erros passivos de teste do umidificador

5 Requisitos gerais

5.1 Segurança mecânica básica para todos os umidificadores passivos

5.2 Requisito de compatibilidade

5.3 Requisitos gerais de resistência mecânica

6 Identificação, marcação e documentação anexa

6.1 Legibilidade e durabilidade das

6.2 Marcações na parte externa do umidificador passivo ou de suas partes

6.3 Unidades de medida

6.4 Instruções de uso

6.5 Descrição técnica

7 * saída de umidificação

8 Requisitos de sistema

9 Condições específicas de falha única

10 Limpeza e desinfecção

10.1 Geral

10.2 Ambiente de atendimento domiciliar

11 Conectores e portas do sistema de respiração

11.1 Geral

11.2 Conector de saída

11.3 Componentes sensíveis à direção do fluxo

11.4 Porta acessória

11.5 Porta de monitoramento

11.6 Porta de entrada de oxigênio

11.7 Porta de entrada de ar

11.8 Porta de enchimento

12 Requisitos para o sistema respiratório e acessórios

12.1 Geral

12.2 Documentação de acompanhamento

12.3 Tubos de respiração

12.4 Nível do recipiente de líquido

12.5 Tampa de enchimento

13 Compatibilidade com substâncias

14 Biocompatibilidade

15 Requisitos para prevenção de incêndio

16 Usabilidade

Anexo A Justificativa e orientação

A.1 Guia geral

A.2 Justificativa para cláusulas e subcláusulas específicas

Anexo B Símbolos na marcação

Anexo C Determinação da saída de umidificação

C.1 Geral

C.2 Princípio

C.3 Condições de teste

C.4 Aparelho

C.5 Procedimento

Anexo D Referência aos princípios essenciais

Anexo E Terminologia – Índice alfabético de termos definidos

Bibliografia