A conformidade dos produtos extrudados de alumínio e suas ligas

A NBR 8117 de 10/2021 – Alumínio e suas ligas – Arames, barras, perfis e tubos extrudados – Requisitos estabelece os requisitos para produtos extrudados de alumínio e suas ligas, na forma de arames, barras, perfis e tubos.

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Qual é a resistência à corrosão sob tensão e corrosão esfoliante?

Quais são os limites de descontinuidade no ensaio de ultrassom para produtos extrudados?

Como deve ser executado o ensaio de resistência à corrosão sob tensão?

Quais são os dados para as informações de encomenda?

Os arames, as barras, os perfis e os tubos extrudados devem ser fabricados por extrusão a quente ou por processo similar, à opção do fabricante. Para o acabamento superficial, os arames, barras, perfis e tubos extrudados devem apresentar superfícies uniformes e serem isentos de defeitos superficiais e imperfeições externas prejudiciais à fabricação ou ao desempenho em seu uso final, para os quais devem ser acordados limites entre fornecedor e cliente.

Os possíveis defeitos superficiais incluem marcas de atrito, amassamento por batida, riscos transversais, dentre outros. No caso de ligas tratáveis termicamente, são permissíveis as manchas características do tratamento térmico de solubilização, e eventuais marcas para produtos solubilizados em forno.

Os acabamentos são definidos conforme a seguir. Para o acabamento 1, não há indicações de faces expostas nos desenhos dos perfis. Toleram-se manchas, atritos e pick-ups discretos, faixas, riscos e rugosidade média (Ra) para as ligas das séries 1xxx, 3xxx e 6xxx de até 3 μm, e para as ligas das séries 2xxx, 4xxx e 7xxx de até 4,5 μm. Não são toleradas bolhas nem arrancamentos.

O acabamento 2 é feito para aplicações onde o material será tipicamente utilizado de forma natural ou pintado, sendo necessário apresentar superfície livre de defeitos superficiais e rugosidade média (Ra) de até 1,6 μm. Este acabamento é possível de ser obtido com as ligas das séries 1xxx, 3xxx e 6xxx.

O acabamento 2ª é feito para aplicações onde o material será anodizado, sendo necessário apresentar superfície livre de defeitos superficiais, permitindo o atendimento à NBR 12609 ou à NBR 14232 de acordo com a aplicação, e rugosidade média (Ra) de até 1,6 μm. Os defeitos não visíveis no extrudado não podem ser revelados na anodização. Este acabamento é possível de ser obtido com as ligas 6060, 6063, 6460B e 6463.

O acabamento 3 é produzido para aplicações onde o material será tipicamente anodizado após polimento, sendo necessário apresentar rugosidade (Ra) de até 1,0 μm. Este acabamento é possível de ser obtido com a liga 6463. Nos acabamentos 2 e 2A, a presença de riscos de manuseio e/ou riscos discretos de matriz está limitada à profundidade máxima estabelecida na tabela abaixo.

Os acabamentos diferentes dos especificados nesta Norma podem ser solicitados, desde que haja acordo prévio entre o comprador e o fornecedor. A composição química do material deve estar de acordo com o especificado na NBR ISO 209.

A análise química deve ser realizada conforme a NBR 14070, sendo a amostragem conforme essa norma. A têmpera do material deve estar de acordo com o especificado na NBR ISO 2107. Os tarugos da série 6xxx utilizados para a fabricação dos produtos extrudados de alumínio devem estar de acordo com a NBR 16266.

As propriedades mecânicas devem ser determinadas conforme a NBR 7549. O resultado do limite de resistência à tração e do limite convencional de escoamento deve ser arredondado ao múltiplo de 5 MPa mais próximo. Para o resultado do alongamento após ruptura, deve ser arredondado ao múltiplo de 1 % mais próximo.

Para resultados com casas decimais, deve-se primeiramente realizar o arredondamento conforme NBR 5891. Exemplo de limite de resistência à tração = 177,4 MPa, arredondar para 175 MPa; limite de resistência à tração = 177,5 MPa, arredondar para 180 MPa.

As propriedades mecânicas devem estar de acordo com o especificado na NBR 7000. No caso das têmperas T4 ou T42, após a solubilização correta, deve-se tipicamente aguardar 96 h à temperatura ambiente para envelhecimento natural, para ser assegurado o atendimento aos requisitos especificados na NBR 7000. As propriedades mecânicas podem ser avaliadas antes de completar 96 h de envelhecimento natural, porém caso os requisitos não sejam atendidos, deve-se repetir o ensaio após este período.

Se um corpo de prova falhar em relação aos ensaios de propriedades mecânicas, devem ser ensaiados mais dois corpos de prova tirados de outras peças do lote. Os resultados de ambos os novos ensaios devem estar de acordo com o estabelecido nesta norma, caso contrário o material deve ser considerado não conforme.

As tolerâncias dimensionais dos produtos extrudados devem estar de acordo com a NBR 8116. Caso seja necessário, realizar tratamento térmico conforme a NBR 12315, atendendo às propriedades mecânicas apresentadas nessa norma. Quanto à resistência à corrosão sob tensão, os materiais na liga 7075, nas têmperas T73, T73510, T73511, T76, T76510 e T76511, e na liga 7178, nas têmperas T76, T76510 e T76511, devem suportar o ensaio indicado em 5.4, sem evidenciar trincas devidas à corrosão sob tensão.

Este ensaio de corrosão deve ser realizado apenas em materiais com espessura igual ou superior a 20 mm. As ligas 7075 e 7178, nas têmperas T76, T76510 ou T76511, devem ser capazes de suportar o ensaio estabelecido na ASTM G34, sem evidenciar corrosão esfoliante em excesso daquela ilustrada na ASTM G34-01.

Para fins de aceitação, a resistência à corrosão esfoliante de cada lote de material nas ligas e têmperas enumeradas em 4.8.1 deve ser estabelecida de acordo com os requisitos da Tabela 2 disponível na norma. A condutividade elétrica deve ser medida nos corpos de prova preparados para ensaio de tração, nos lugares indicados na Tabela 3, disponível na norma, por meio de correntes de Foucault, de acordo com a ASTM E1004.

Se, de acordo com os requisitos da Tabela 2 da norma, qualquer material das ligas e têmperas enumeradas nessa norma for considerado suspeito, ele deve ser reprocessado e submetido novamente ao ensaio de corrosão esfoliante indicado nessa norma. Deve ser emitido certificado para liberação do produto extrudado sempre que solicitado pelo cliente, o qual deve conter os resultados de todos os ensaios aplicáveis bem como referência às normas utilizadas para realização dos ensaios. Recomenda-se que seja referenciado o atendimento a esta norma no certificado do produto.

A normalização dos postes de poliéster reforçado com fibra de vidro para redes elétricas

A NBR 16989 de 10/2021 – Postes de poliéster reforçado com fibra de vidro (PRFV) para redes de distribuição elétricas de até 36,2 kV – Especificação, métodos de ensaio, padronização e critérios de aceitação especifica os requisitos para preparação, recebimento, manuseio e armazenagem de postes de poliéster reforçado com fibra de vidro (PRFV) destinados às redes aéreas de distribuição de energia elétrica de até 36,2 kV.

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Como deve ser feito o ensaio de resistência ao trilhamento elétrico e erosão?

Como executar o ensaio para verificação da elasticidade do poste com carga nominal?

Como realizar o ensaio de resistência à torção?

Como fazer o ensaio do momento fletor?

O poste consiste em uma peça fabricada em PRFV que atenda aos requisitos de desempenho especificados na Seção 6, com características dimensionais conforme a Tabela B.1, disponível na norma. O poste de PRFV pode ser fabricado em partes. Neste caso, devem existir elementos de fixação das emendas, os quais podem ser de materiais não ferrosos, aço inoxidável ou aço galvanizado, conforme a NBR 8159.

Os postes devem apresentar resistência ao ataque de agentes naturais físicos e biológicos. Devem possuir cobertura em gel coat à base de resina poliéster, pigmentada e aditivada para resistir às intempéries e impedir o afloramento das fibras. Entende-se como agentes físicos naturais a radiação ultravioleta e infravermelha, tempestades, umidade e variações de temperatura, bem como agentes biológicos e ação de insetos, roedores, aves ou fungos.

Como características físicas e tolerâncias, os postes devem apresentar superfície contínua e uniforme, sem cantos vivos, arestas cortantes ou rebarbas, e devem ser isentos de defeitos como trincas ou fissuras, bolhas, rebarbas, avarias de transporte ou armazenagem e curvaturas, não sendo permitidas aspereza, rugosidade ou imperfeição não inerentes ao processo, que dificultem as suas condições de utilização ou que possam colocar em risco a integridade física do instalador. O topo dos postes deve ser fechado e assim permanecer durante toda a sua vida útil.

Os furos de passagem dos parafusos devem ser passantes e perpendiculares ao eixo dos postes. Os furos dos postes devem ter um sistema de proteção adequado, de forma a impedir a entrada de água, insetos ou corpos estranhos em seu interior. Todos os furos devem ser cilíndricos, permitindo-se o arremate na saída dos furos, para garantir uma superfície tal que não dificulte a montagem de ferragens, acessórios e equipamentos.

Os postes devem conter furação adequada para passagem do condutor de aterramento de até 70 mm² de seção, bem como sistema que facilite a sua colocação. A furação deve estar de acordo com a Tabela B.1. Após estabelecidos o formato e as dimensões dos postes, admitem-se as seguintes tolerâncias: ± 50 mm para o comprimento nominal; ± 10 mm para o traço de referência e para o ponto de engastamento; ± 1 mm para o diâmetro dos furos, quando não indicado no padrão; ± 15 mm para as dimensões transversais. Recomenda-se que a tolerância seja a medida de ajuste da cinta e do parafuso.

Outra tolerância inclui ± 2 mm para retilineidade entre o eixo central da face e o centro dos furos de uma mesma face, sendo que as tolerâncias não são acumulativas. Como características mecânicas, os postes devem ser projetados para atender aos esforços mecânicos especificados. Os postes que possuem furos devem suportar, sem sofrer deformação ou trincas, a aplicação do torque mínimo (8,0 daN) especificado para o parafuso com rosca M16.

Como condições de utilização, os postes devem ser projetados para trabalhar sob as seguintes condições normais de uso: altitude de até 1.500 m; clima tropical e subtropical com temperatura ambiente de –10 °C a 45 °C, com média diária não superior a 35 °C; umidade relativa do ar de até 100%, precipitação pluviométrica média anual de 1.500 mm a 3.000 mm; nível de radiação solar de 1,1 kW/m²; pressão do vento não superior a 1,03 kPa (condição específica para distribuição); exposição ao sol, à chuva e à poluição, como emissões industriais, poeira, areia, salinidade, etc., desde que seja utilizado isolador adequado para o nível de agressividade presente no local de instalação. O dimensionamento do isolador deve ser realizado conforme o IEC/TR 60815-1.

Recomenda-se que as condições de utilização diferentes dessas apresentadas sejam negociadas previamente entre as partes. A identificação dos postes deve ser realizada de forma legível e indelével, com as seguintes informações: o nome ou a marca do fabricante; a data da fabricação (mês e ano); o comprimento nominal, em metros (m); resistência nominal (daN); o número de série de fabricação e/ou código de rastreabilidade; e o nome da concessionária. Os postes fornecidos em partes devem possuir identificação em cada parte, indicando o alinhamento de montagem, a indicação de base e topo e o número de série.

A placa de identificação deve estar a 4 m da base e pode ser de aço inoxidável ou de alumínio anodizado, ou uma etiqueta plástica incorporada ao poste. No caso de etiquetas incorporadas ao poste, a camada de resina aplicada deve ser resistente a intempéries e radiação ultravioleta (UV). A gravação do valor das grandezas nas placas metálicas ou plásticas deve ser pintada ou em alto ou baixo relevo.

As placas devem ser fixadas com materiais não ferrosos ou em aço inoxidável. O poste deve apresentar um traço de referência paralelo à base e localizado a uma distância de 3 m desta. Este traço permite verificar, após o assentamento, a profundidade do engastamento do poste. O poste deve conter um sinal demarcatório no centro de gravidade (CG), para facilitar o seu içamento.

Este sinal deve ser caracterizado por um “X” circunscrito por um círculo. No caso de postes seccionados, além do sinal demarcatório correspondente ao poste total, cada parte deve possuir o seu centro de gravidade demarcado por “X1, X2, … Xn”. As marcações no poste devem ser pintadas e indeléveis.

No caso de postes seccionados, as partes que não contiverem a placa de identificação completa devem ser identificadas com uma placa contendo o descrito nessa norma, além da sequência de montagem e identificação do alinhamento das partes. Para a inspeção, o fornecimento dos postes deve ser condicionado à aprovação nos ensaios de tipo que, em comum acordo entre o fabricante e o cliente, podem ser substituídos por um certificado de ensaio emitido por um laboratório oficial ou credenciado.

Por ocasião do recebimento, para fins de aprovação do lote, devem ser executados todos os ensaios de recebimento e, quando exigidos previamente pelo cliente, os ensaios de tipo. A dispensa da execução de qualquer ensaio e a aceitação do lote não eximem o fabricante da responsabilidade de fornecer o material de acordo com esta norma.

O acondicionamento dos postes deve ser adequado ao meio de transporte e ao manuseio, e não pode ter contato com o solo. Para a análise da aceitação ou rejeição de um lote, devem-se inspecionar as peças de acordo com os critérios de aceitação descritos na Seção 6. A comutação do regime de inspeção ou qualquer outra consideração adicional deve ser feita de acordo com as recomendações das NBR 5426 e NBR 5427.

Para os ensaios mecânicos do composto, antes e após o envelhecimento em câmara de UV, a amostragem deve ser feita com 20 corpos de prova de 150 mm × 15 mm × 3 mm, uniformes, retirados de partes do poste, dez corpos de prova com dimensões de acordo com a ASTM D3039 e dez corpos de prova com dimensões de acordo com a ASTM D790. Destes corpos de prova, cinco de cada tipo devem ser colocados na câmara de intemperismo e outros cinco devem ficar fora, para serem todos ensaiados após a finalização do envelhecimento.

Após a finalização do tempo na câmara de intemperismo, devem ser realizados os ensaios mecânicos nos dois grupos de cinco corpos de prova separadamente. O ensaio de envelhecimento deve ser realizado conforme a ASTM G155, ciclo 1, durante 2.000 h. O ensaio de tração antes e após o envelhecimento deve ser realizado conforme a ASTM D3039.

O ensaio de flexão antes e após o envelhecimento deve ser realizado conforme a ASTM D790. Após as 2.000 h de ensaio de intemperismo, antes de executar os ensaios mecânicos, deve-se fazer uma verificação visual, comparando os corpos de prova antes e após o envelhecimento, registrando-se as suas condições superficiais. Não pode haver exposição de fibras em qualquer circunstância.

É considerado aprovado neste ensaio o poste cujos corpos de prova ensaiados, após o envelhecimento, apresentarem uma variação máxima de ± 25% em relação ao valor médio do ensaio de tração e do ensaio de flexão obtidos com os corpos de prova ensaiados sem envelhecimento. Para o ensaio de absorção de água, a amostragem deve ser conforme indicado na NBR 5310. O ensaio deve ser realizado pelo método gravimétrico, conforme a NBR 5310.

A conformidade dos fios de aço revestidos de cobre, nus, para fins elétricos

A NBR 8120 de 09/2021 – Fios de aço revestidos de cobre, nus, para fins elétricos – Especificação especifica os requisitos para fios de aço revestidos de cobre, nus, para fins elétricos.

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Quais devem ser tolerâncias no diâmetro nominal?

Quais são as propriedades mecânicas dos fios de aço de alta resistência revestidos de cobre – HS?

Qual deve ser a resistividade elétrica?

Qual deve ser o plano de amostragem dupla normal (NQA = 2,5 %, NI = II)?

O fio de aço revestido de cobre consiste em um núcleo de aço com uma camada uniforme e contínua de cobre perfeitamente ligada ao núcleo. O fio de aço revestido de cobre acabado deve atender às propriedades e características determinadas nessa norma.

O aço utilizado deve ser adequado à resistência à tração indicada nessa norma e o cobre deve atender à ASTM B152/B152M-09. Como acabamento, o fio de aço revestido de cobre deve apresentar camada de cobre contínua com espessura uniforme, superfície lisa, sem riscos, fissuras, escamas, rebarbas e imperfeições que comprometam o desempenho do produto.

Durante a fabricação são permitidas emendas nos fios de aço revestido de cobre, efetuadas por solda elétrica, com recobrimento de prata, desde que anteriores ao penúltimo passe de trefila. O limite de resistência à tração do fio acabado, contendo a seção soldada, deve ser no mínimo 80% do valor especificado.

Não são permitidas emendas no fio de aço revestido de cobre tipos LC, HS e EHS acabado. Os fios de aço revestidos de cobre devem ser designados por seu diâmetro nominal, expresso em milímetros, com duas casas decimais, e pela sua condutividade em % IACS. Para fins de cálculo, a massa específica do fio de aço revestido de cobre a 20°C deve ser conforme indicado na tabela abaixo.

Para a inspeção podem ser adotados os seguintes procedimentos: acompanhamento dos ensaios realizados pelo fabricante durante todo o processo de fabricação do fio; a inspeção final nas instalações do fabricante; a inspeção de recebimento no almoxarifado do comprador. Os ensaios e verificações de recebimentos solicitados por esta norma são: a inspeção visual; a verificação do diâmetro do fio; o ensaio de resistência à tração e alongamento à ruptura; o ensaio de enrolamento (ductibilidade); o ensaio de torção; a verificação da espessura da camada de cobre; e o ensaio de resistividade elétrica.

Para os ensaios e as verificações previstas nessa norma, o número requerido de unidades de expedição que constitui a amostra deve estar conforme essa norma, a menos que outro critério, baseado na NBR 5426, seja estabelecido entre as partes interessadas por ocasião da consulta para aquisição do fio. Das amostras, devem ser retirados corpos de prova com comprimento suficiente de fio, desprezando-se o primeiro metro da extremidade.

Se um corpo de prova extraído de uma amostra não satisfizer o valor especificado em qualquer ensaio, deve ser efetuado o mesmo ensaio em dois outros corpos de prova adicionais da mesma amostra. Se os resultados obtidos nos ensaios de ambos os corpos de prova adicionais forem satisfatórios, considera-se aquela amostra aceita.

A aceitação ou rejeição do lote deve estar de acordo com o seguinte critério, conforme a tabela acima, em relação ao número de amostras que não satisfizer aos requisitos especificados: menor ou igual a Ac1: o lote deve ser aceito; igual ou maior que Re1: o lote pode ser rejeitado; maior que Ac1 e menor que Re1: permite a formação da segunda amostragem; menor ou igual a Ac2: o lote deve ser aceito; igual ou maior que Re2: o lote pode ser rejeitado. Qualquer unidade que tiver sua amostra representativa rejeitada deve ser excluída do lote.

O fabricante pode compor um novo lote, submetendo-o a uma nova inspeção, depois de ter eliminado as unidades de expedição defeituosas. Para o ensaio de verificação do diâmetro, ele deve ser medido conforme a NBR 15443 e deve atender ao disposto nessa norma. Para o ensaio de resistência à tração e alongamento à ruptura e das características mecânicas dos fios de aço revestidos de cobre, deve ser realizado conforme a NBR 6810 e deve atender ao definido nessa norma. Para o ensaio de enrolamento (ductibilidade), o fio de aço revestido de cobre deve ser enrolado no mínimo oito voltas ao redor de um mandril cilíndrico de diâmetro igual a duas vezes o diâmetro do fio de aço revestido de cobre submetido ao ensaio, com tolerância de ± 5 %. A velocidade do enrolamento não pode ser superior a 15 voltas/minuto. O fio é considerado aprovado se não apresentar fratura ou trinca.

No ensaio de torção, o fio deve suportar, sem fratura, o mínimo de 20 voltas em torno de si mesmo em um comprimento equivalente a 100 vezes o seu diâmetro nominal. O ensaio deve ser executado da seguinte forma: prender o fio pelas suas extremidades a duas morsas, sendo uma das quais livre para deslizar longitudinalmente durante o ensaio; aplicar uma tração de 70 N aproximadamente na amostra durante a operação; torcer a amostra pela rotação de uma das morsas à velocidade de aproximadamente 15 voltas/minuto, no mesmo sentido até a ruptura ocorrer.

O número de voltas deve ser indicado por um dispositivo adequado. O fio é considerado aprovado se, após a ocorrência da ruptura, não mostrar separação entre o cobre e o aço. A espessura da camada de cobre deve ser verificada por meio de medição direta ou com aparelho elétrico adequado, operando sob o princípio da medição de permeabilidade magnética.

Os fios devem ser acondicionados de maneira a ficarem protegidos durante o manuseio, transporte, armazenagem e utilização, conforme a NBR 7310. O acondicionamento pode ser em rolo, carretel ou outra forma acordada. O acondicionamento em carretéis deve ser limitado à massa bruta de 1.000 kg, e o acondicionamento em rolos limitado a 40 kg para movimentação manual.

Em rolos cuja movimentação deva ser efetuada por meio mecânico, é permitida massa superior a 40 kg. Os fios devem ser fornecidos em unidades de expedição com comprimento equivalente à quantidade nominal. Quando não especificado diferentemente pelo comprador, cada unidade de expedição deve conter um comprimento contínuo de fio.

Para cada unidade de expedição, a incerteza máxima permitida na quantidade efetiva é de ± 1% em comprimento. O fabricante deve garantir, durante o processo de fabricação, que os materiais acondicionados em rolos apresentem uma média de quantidade no mínimo igual ao efetivo declarado. Admite-se, quando não especificado diferentemente pelo comprador, que a quantidade efetiva em cada unidade de expedição seja diferente do comprimento nominal em no máximo ± 5% em comprimento.

Para efeitos comerciais, o fabricante deve declarar a quantidade efetiva. Os carretéis de madeira devem atender aos requisitos da NBR 11137 e os rolos devem atender aos requisitos da NBR 7312. Para outras formas de acondicionamento, os requisitos devem ser acordados entre as partes interessadas. O Anexo A fornece as informações necessárias para encomenda dos fios.

BS EN 16759: o desempenho mecânico dos vidros colados em portas, janelas e fachadas de cortinas

A BS EN 16759:2021 – Bonded Glazing for doors, windows and curtain walling. Verification of mechanical performance of bonding on aluminium and steel surfaces especifica o método a ser usado para verificar o desempenho mecânico dos vidros colados em portas, janelas e fachadas de cortina (ver exemplos no Anexo A) e sua durabilidade. A ligação coberta é apenas aquela entre o vidro e a superfície metálica não tratada, tratada ou revestida.

O envidraçamento colado era anteriormente conhecido como envidraçamento selante estrutural SSG (structural sealant glazing). Esse documento cobre o envidraçamento colado incorporado nas obras de construção do produto da seguinte forma: quer verticalmente; ou em até 83 ° da vertical (inclinação positiva); ou em até 15 ° da vertical até a face do edifício (inclinação negativa). Uma parede tem uma inclinação positiva se sua superfície externa estiver voltada para cima (ver Figura A.1).

As disposições de segurança adicionais específicas podem ser aplicadas nacionalmente. Esse documento fornece informações para o fabricante cumprir os requisitos relativos ao design, controle de produção da fábrica e regras de montagem. As partes envolvidas no ensaio são a superfície metálica (alumínio anodizado e revestido, aço inoxidável), a superfície do vidro, provida ou não, de uma camada ou revestimento, que deve ser colado, com um selante de colagem e as restrições mecânicas quando necessário.

Este documento não se aplica a outros materiais de superfície; envidraçamento direto; colagem de vidro sobre vidro e vedação de borda de unidades de vidro isolante (que são cobertas pela EN 13022-1 e EN 1279-5); o uso de fitas adesivas. O fluxograma na Figura 1 explica a relação entre este documento e o produto relevante e os padrões de suporte.

Figura 1 – Relações com produtos relevantes e normas de suporte

Conteúdo da norma

Prefácio europeu………. 3

Introdução………………… 4

1 Escopo………………….. 5

2 Referências normativas………………. 5

3 Termos e definições ……………… 7

4 Símbolos e abreviações ……………….. 7

5 Requisitos de componentes …………………….. 7

5.1 Vidro para envidraçamento colado………………………….. 7

5.2 Selante de colagem ………………………….. 7

5.3 Superfície de adesão de alumínio anodizado……….. 8

5.3.1 Ligas de alumínio ……………………………… 8

5.3.2 Características da anodização…………….. 8

5.3.3 Descrição do processo de anodização…… 9

5.4 Alumínio revestido ………………………….. 9

5.5 Aço inoxidável ………………………….. 9

5.6 Perfis metálicos com barreira térmica…….. 10

6 Projeto do selo de colagem ………………. 10

7 Avaliação de suportes mecânicos de peso próprio e dispositivos de retenção ……….. 10

7.1 Geral …………………………… 10

7.2 Avaliação de suportes mecânicos de peso próprio e dispositivos de retenção por cálculo ……. 11

7.3 Avaliação de suportes mecânicos de peso próprio e dispositivos de retenção por meio de testes ………… 12

7.3.1 Geral …………… 12

7.3.2 Teste no suporte mecânico de peso próprio…… 12

7.3.3 Teste de suporte mecânico de peso próprio e dispositivos de retenção …………………………13

8 Verificações necessárias em caso de troca de componentes…………… 13

Anexo A (informativo) Princípios de envidraçamento colado……………………………………………. 15

Anexo B (normativo) Requisitos para definir o material do bloco ……………………… 20

Anexo C (normativo) Definição de teste para superfícies de alumínio revestidas ………………………….. 21

Anexo D (normativo) Superfícies de aço inoxidável…… 25

Anexo E (normativo) Plano de teste de controle de produção da fábrica ………………………… 26

Anexo F (normativo) Definição de teste para perfis com barreira térmica ………………. 28

Bibliografia ……………. 32

A segurança e o desempenho dos termômetros clínicos para medição de temperatura

A NBR ISO 80601-2-56 de 09/2021 – Equipamento eletromédico – Parte 2-56: Requisitos específicos para a segurança básica e desempenho essencial de termômetros clínicos para medição de temperatura corporal se aplica à segurança básica e ao desempenho essencial de um termômetro clínico em combinação com seus acessórios, deste ponto em diante referido como Equipamento EM. Este documento especifica os requisitos gerais e técnicos para termômetros clínicos elétricos. este documento se aplica a todos os termômetros clínicos elétricos que são usados para medir a temperatura corporal de pacientes. Os termômetros clínicos podem ser equipados com interfaces para acomodar indicadores secundários, equipamento de impressão, e outros equipamentos auxiliares para criar sistemas EM. Este documento não se aplica a equipamentos auxiliares. O equipamento EM que mede uma temperatura corporal está dentro do escopo deste documento.

Não especifica os requisitos para termógrafos de triagem destinados à utilização em triagem individual não invasiva de temperatura febril humana de grupos de humanos individuais em condições ambientais internas, que são apresentados na NBR IEC 80601-2-59. Caso uma seção ou subseção seja especificamente pretendida a ser aplicável a equipamentos EM apenas, ou a sistemas EM apenas, o título e o conteúdo dessa seção ou subseção o dirá. Se esse não for o caso, a seção ou subseção aplica-se tanto a Equipamentos EM quanto a sistemas EM, conforme pertinente. Em resumo, o objetivo deste documento é o de estabelecer requisitos particulares de segurança básica e de desempenho essencial para um termômetro clínico, como definido e seus acessórios que são incluídos, pois a combinação do termômetro clínico e dos acessórios necessita ser segura e efetiva. Os acessórios podem ter um impacto significativo na segurança básica ou no desempenho essencial de um termômetro clínico.

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Quais são os requisitos adicionais para a exatidão de controles e instrumentos?

Quais são os requisitos de desempenho laboratorial?

Como deve ser executada a validação da exatidão clínica?

Como fazer o cálculo da tendência clínica?

Este documento trata de termômetros clínicos elétricos, aqueles já disponíveis ou os que ainda serão disponibilizados. O objetivo de um termômetro clínico é avaliar a temperatura real de um local do corpo de referência. A temperatura do corpo do paciente é um sinal vital importante na avaliação da saúde geral, normalmente em combinação com a pressão sanguínea e a frequência de pulso.

Determinar se um paciente está sem febre, febril ou hipotérmico é um objetivo importante de um termômetro clínico, uma vez que estar febril sugere que o paciente está doente. Existem diferentes temperaturas em cada local do corpo de referência de acordo com o equilíbrio entre a produção, transferência, e perda de calor. A exatidão clínica de um termômetro clínico é verificada pela comparação de sua indicação de temperatura com aquela de um termômetro de referência, que tem uma incerteza especificada para medir a temperatura verdadeira.

Para um termômetro clínico de equilíbrio, a exatidão clínica pode ser suficientemente determinada sob condições laboratoriais que criam um estado de equilíbrio entre os dois termômetros. Para um termômetro clínico que opera no modo ajustado, somente a verificação laboratorial não é suficiente, uma vez que o algoritmo de ajuste para determinar a indicação de temperatura inclui as características do paciente e do ambiente.

Portanto, a exatidão clínica de um termômetro clínico que opera no modo ajustado tem que ser clinicamente validada, usando métodos estatísticos de comparação de sua indicação de temperatura com a de um termômetro clínico de referência, que possui uma exatidão clínica especificada ao representar uma temperatura de local do corpo de referência particular. Para um termômetro clínico que opera no modo ajustado, a exatidão laboratorial é verificada em um modo direto e a exatidão clínica é validada no modo ajustado (modo de operação) com um grupo suficientemente grande de indivíduos humanos.

A intenção deste documento é de especificar os requisitos e os procedimentos de ensaio para a verificação da exatidão laboratorial para todos os tipos de termômetros clínicos elétricos, bem como para a validação da exatidão clínica de um termômetro clínico que opere no modo ajustado. As embalagens do termômetro clínico e da sonda devem ser marcadas com as seguintes informações: local de medição e local do corpo de referência; detalhes que permitam ao operador identificar o modo de operação do termômetro clínico e o conteúdo da embalagem; exemplo de que esta embalagem contém um termômetro preditivo que estima a temperatura do paciente e 10 capas de proteção da sonda.

Se estéril, símbolo apropriado da ISO 15223-1:2016 (ver tabela 201.d.2.101, símbolos de 3 a 8). Para um termômetro clínico ou sonda com uma data de vencimento (data de validade), ISO 15223-1:2016, Símbolo 5.1.4 (ver Tabela 201.D.2.101, Símbolo 2). Quaisquer instruções especiais de armazenamento, manuseio ou operação. Para uma referência de modelo ou tipo específico, a indicação de uso único deve ser consistente. A conformidade é verificada por inspeção.

Um termômetro clínico deve ter marcações claramente legíveis com as seguintes informações: símbolo “°C” ou “°F” adjacente à indicação de temperatura, se não indicado no visor. Se a alternância entre graus Fahrenheit e graus Celsius for possível, a respectiva unidade de medida da indicação de temperatura deve ser indicada de forma inequívoca; local de medição destinado; que uma nova capa de proteção da sonda deve ser usada antes da próxima medição, se necessário, para manter o desempenho essencial. A conformidade é verificada por inspeção.

Um termômetro clínico deve expressar a temperatura em graus Celsius, °C, ou em graus Fahrenheit, °F, ou ambos. O termômetro clínico deve indicar claramente a unidade de medida. A conformidade é verificada por inspeção e ensaio funcional. As instruções para utilização devem incluir os seguintes itens: um resumo da especificação de uso conforme determinado pela IEC 62366-1:2015; o local de medição e o local do corpo de referência do termômetro clínico; se aplicável, o tempo de medição mínimo recomendado e o tempo mínimo entre as medições para cada local de medição pretendido; a faixa de indicação declarada para cada local do corpo de referência pretendido

Devem ser incluídas, ainda a exatidão laboratorial na faixa de indicação declarada e, se equipado, a exatidão laboratorial na faixa de indicação estendida declarada. Para termômetros clínicos pretendidos para serem usados com uma capa de proteção da sonda, as instruções para a aplicação da capa de proteção da sonda; a informação sobre o comportamento do termômetro clínico quando usado sem a capa de proteção da sonda; a informação sobre se o termômetro clínico é de modo direto ou um termômetro clínico de modo ajustado; h) se aplicável, as instruções para seleção e substituição da fonte de alimentação elétrica ou a substituição de bateria.

Incluir os detalhes da natureza e frequência de qualquer manutenção e/ou calibração necessária para garantir que o termômetro clínico opere de maneira adequada e segura; as informações sobre o descarte do termômetro clínico e de seus componentes. Exemplo: descarte de bateria ou da capa de proteção da sonda. Se o termômetro clínico ou suas partes forem pretendidas para uso único, incorporar a informação sobre características e fatores técnicos conhecidos pelo fabricante que poderiam representar um risco se o termômetro clínico ou suas partes fossem reutilizados. A conformidade é verificada por inspeção.

A menos que o termômetro clínico seja equipado com um modo de ensaio ou um modo direto, os documentos acompanhantes devem incluir o método de correção para obter temperaturas não ajustadas da indicação de temperatura medida no modo ajustado. As superfícies do termômetro clínico, sonda e acessórios que possam ser contaminadas com fluidos corporais durante condição normal ou condição anormal sob uma só falha devem ser projetadas para permitir a limpeza e a desinfeção ou limpeza e esterilização (requisitos adicionais são encontrados em NBR IEC 60601-1:2010 + Emenda 1:2016, 11.6.7, e IEC 60601-1-11:2015, Seção 8).

O termômetro clínico pode ser desmontado durante o processo de descontaminação. Os acessórios não destinados a reutilização estão isentos deste requisito. Além disso, os termômetros clínicos e gabinetes de sonda devem ser projetados para permitir limpeza e desinfecção da superfície para reduzir a níveis aceitáveis o risco de infecção de operadores, de pessoas em trânsito, ou do paciente.

As instruções para processamento e reprocessamento do termômetro clínico, da sonda e de seus acessórios devem estar em conformidade com as ISO 17664:2004 e ISO 14937:2009, e devem ser divulgadas nas instruções de utilização. As partes acessíveis de um termômetro clínico, sonda, suas partes ou acessórios que contenham ftalatos que sejam classificados como cancerígenos, mutagênicos ou tóxicos para reprodução devem ser marcados como contendo ftalatos, seja no próprio dispositivo ou na embalagem.

O símbolo da EN 15986:2011 pode ser usado. Se a utilização destinada de um termômetro clínico, sonda, suas partes ou acessórios incluírem tratamento de crianças ou tratamento de gestantes ou lactantes, uma justificativa específica para o uso desses ftalatos deve ser incluída no arquivo de gerenciamento de risco. As instruções para utilização de um termômetro clínico, sonda, suas partes ou acessórios que contenham tais ftalatos devem conter informações sobre riscos residuais para esses grupos de pacientes e, se aplicável, sobre medidas de precaução apropriadas.

A conformidade dos tubos de polietileno (PE) destinados para a irrigação

A NBR ISO 8779 de 07/2021 – Sistemas de tubulação de plástico – Tubos de polietileno (PE) para irrigação – Especificações especifica as características de tubos (linhas principais, secundárias e laterais) fabricados de polietileno (PE), destinados para a condução de água para irrigação, a uma temperatura da água de até 45 °C. Para o efeito da temperatura da água na pressão máxima de operação, ver Anexo A. Esse documento se aplica a tubos que não serão submetidos à pressão interna por longos períodos e não mais que 1.500 h/ano. Para aplicações em tubulação com pressão contínua por longo período, a série ISO 4427 se aplica. A vida útil esperada dos tubos abrangidos por este documento é de dez anos ou menos. Esse documento também especifica as propriedades do material e os parâmetros para os métodos de ensaio aos quais ele se refere.

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Quais são as designações e as classificações dos tubos?

Quais são os diâmetros externos médios e excentricidade dos tubos?

Quais são as espessuras de parede dos tubos?

Quais são as características físicas dos tubos?

O objetivo deste documento é especificar os requisitos mínimos de tubos de irrigação de polietileno que ficam ociosos durante a maior parte de sua vida útil e são pressurizados somente por curtos períodos de tempo. Esta condição é verdadeira para a maioria dos tubos de irrigação em uso, incluindo laterais, linhas secundárias e mesmo principais.

As condições normais de uso de tubos de irrigação, bem como outros fatores importantes, diferem bastante das condições de tubos utilizados para sistemas de distribuição de água de longa duração (de acordo com a série ISO 4427): regime de pressão: a pressão é aplicada de forma intermitente por curtos períodos, adicionando no máximo 15 % de qualquer longo período de tempo. O local de instalação: a maioria dos tubos são colocados acima do solo em campos, expostos a produtos químicos, operações de cultivo do solo, pisoteio, sendo esmagados por tratores, etc.

Quanto às conexões não permanentes, os tubos são conectados por conexões de compressão mecânica removíveis e reinstaláveis, não por técnicas de fusão permanente. Mobilidade: as tubulações podem ser movimentadas (manualmente ou rebocadas) entre vários locais no campo; elas também podem ser desmontadas no final da estação de cultivo e remontadas no início da próxima estação.

O fim da vida útil é causado principalmente por efeitos externos, mecânicos ou ambientais, e não por falha sob pressão. A expectativa de vida é, consequentemente, muito mais curta: dez anos no máximo. Cores: os tubos podem ser produzidos em cores diferentes do preto (por exemplo, roxo, para irrigação por água reaproveitada). Tem um risco mais baixo: uma falha em um tubo de irrigação tem impacto muito menor em comparação com uma falha em tubos de distribuição de água de longa duração.

Considerando todos os fatores descritos, a classificação do material do tubo neste documento é pela resistência segundo uma série de normas de ensaios de pressão, em vez da conformidade com a ISO 12162 (que se refere a tubos sob pressão contínua durante 50 anos), e a designação do material é, portanto, diferente. Conforme explicado anteriormente, a compatibilidade de fusão também não é requerida.

Por outro lado, este documento segue a ISO 4427-2 para dimensões e requisitos de ensaio. A fim de restringir claramente o uso deste documento aos tubos que se enquadram na descrição anterior, o escopo especifica um limite de uso de no máximo 1.500 h sob pressão por ano.

Para aplicações onde os tubos excedam ou possam exceder a este limite, convém que os tubos que estejam em conformidade com a série ISO 4427 sejam selecionados. Os tubos devem ser fabricados em polietileno contendo somente os aditivos que são necessários para a fabricação e uso dos tubos de acordo com este documento. Todos os aditivos devem ser uniformemente dispersos. O material do tubo não pode favorecer o crescimento de algas e bactérias. Os tubos devem ser protegidos contra a degradação por radiação solar (UV) utilizando negro de fumo ou outros aditivos adequados.

Os tubos que são expostos à luz durante o seu uso devem ser opacos. Os tubos com camadas coextrudadas são permitidos e devem estar em conformidade com todos os requisitos deste documento. Todas as camadas de um tubo devem ser fabricadas do mesmo tipo de material.

O material reprocessável limpo gerado de uma produção do próprio fabricante pode ser utilizado se ele for derivado do mesmo material utilizado para a produção aplicável. As características físicas do material, para a fabricação dos tubos, incluindo todas as camadas de tubos coextrudados, devem estar em conformidade com os requisitos fornecidos na tabela abaixo.

As dimensões do tubo devem ser medidas de acordo com a NBR ISO 3126. No caso de controvérsia, as medições devem ser realizadas não menos de 24 h após a fabricação e o tubo sendo condicionado durante pelo menos 4 h a (23 ± 2) °C. O comprimento de tubos retos e bobinas não pode ser menor que o acordado entre o fabricante e o cliente.

Os tubos devem ser embobinados de modo que deformação localizada, por exemplo, empenamento e torção, seja evitada. Uma fratura frágil em menos de 165 h constituirá uma falha. Entretanto, se uma amostra no ensaio de 165 h apresentar falha dúctil em menos de 165 h, um reensaio deve ser realizado a uma tensão inferior selecionada a fim de atingir o período mínimo requerido para a tensão selecionada através das condições de tensão/tempo fornecidos nessa norma.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 173 | Ano 4 | 26 de Agosto 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 173 Ano 4
Edição 173 | Ano 4 | 26 de Agosto 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
  Confira os 12 artigos desta edição:
A Qualidade e a segurança na fabricação de produtos abrasivos aglomerados
Os reservatórios em polietileno para água potável devem cumprir a norma técnica
Os limites admissíveis para os defeitos superficiais em parafusos
Qualidade de vida: a dieta low carb versus a carbo load
Um novo olhar para a geração de resíduos

O crescimento linear e as mudanças tecnológicas exponenciais Target Adnormas
Investir na indústria 4.0 se tornou uma questão de sobrevivência
A qualificação do método da termografia infravermelha
A segurança contra acidentes das cordas auxiliares esportivas ou laborais
A proteção de dados e a comercialização de informações pessoais entre empresas
A determinação dos alcaloides totais como a nicotina em tabaco
A conformidade dos agregados reciclados para os concretos de cimento Portland

A conformidade do projeto e construção dos fluxômetros

A NBR 16982 de 07/2021 – Fluxômetros para conexão em reguladores de pressão e postos de utilização de sistemas centralizados de suprimento de gases medicinais e gases para dispositivos médicosestabelece os requisitos de projeto, construção, métodos de ensaio e marcação dos fluxômetros: conectados e desconectados pelo operador, diretamente ou por meio de conectores flexíveis, nos postos de utilização de um sistema centralizado de suprimento de gases medicinais e de gases para dispositivos médicos, para ajuste, medição e entrega da vazão; conectados e desconectados pelo operador nos pontos de conexão específicos de gases de dispositivos, como reguladores de pressão. São exemplos de gases: oxigênio medicinal, ar comprimido ou sintético medicinal, óxido nitroso medicinal, hélio, xenônio e suas misturas. Essa norma não se aplica aos fluxômetros elétricos e eletrônicos e para os gases utilizados no acionamento de ferramentas cirúrgicas.

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Quais são os requisitos construtivos dos fluxômetros?

Como deve ser a embalagem dos aparelhos?

Quais são os coeficientes de conversão?

Qual é o método de ensaio para durabilidade das marcações e das identificações por cores?

O fluxômetro é um dispositivo de medição de vazão equipado com um conector de entrada e um conector de saída, e que incorpora um dos seguintes mecanismos: um medidor de vazão e uma válvula de controle de vazão; um medidor de vazão, um orifício fixo e uma válvula de controle de vazão; um ou mais orifícios fixos com um sistema que previne a seleção de diferentes vazões. Assim, eles são equipamentos utilizados para o suprimento de gases medicinais diretamente para os pacientes ou para os dispositivos médicos, alimentados por um sistema centralizado de gases ou por cilindros de gases medicinais, conectados a reguladores de pressão.

Estes equipamentos entregam vazões precisas, sob condições variáveis de temperatura e pressão de entrada. Portanto, é importante que as suas características operacionais sejam especificadas e submetidas aos ensaios adequados.

Essa norma objetiva principalmente assegurar: a segurança do fluxômetro quanto à resistência mecânica; que as conexões de entrada e de saída do fluxômetro estejam de acordo com a especificidade de cada gás; a limpeza do fluxômetro; o uso adequado dos materiais utilizados na fabricação do fluxômetro, a precisão da vazão; a adequação do fluxômetro aos ensaios; a identificação do fluxômetro; e as informações mínimas fornecidas ao usuário. O Anexo A contém justificativas para alguns dos requisitos desta norma.

Considera-se que o conhecimento dessas justificativas não apenas facilita a correta aplicação desta norma, como também tornará mais rápidas as revisões posteriores. As pressões indicadas nesta norma são expressas como manométricas (isto é, a pressão atmosférica é determinada como zero), salvo quando mencionado de outra forma.

Quando transportados, armazenados, instalados, operados em uso normal e mantidos de acordo com as instruções do fabricante, os fluxômetros não podem causar riscos à segurança que possam ser previstos usando procedimentos de gerenciamento de risco que estejam em conformidade com a NBR ISO 14971 e que estejam conectados à sua aplicação, em condições normais ou na condição de falha única. Os fluxômetros devem manter o atendimento aos requisitos desta norma, após serem embalados para transporte e armazenagem e após serem expostos às condições ambientais, conforme estabelecido pelo fabricante.

Os componentes e materiais em contato com os gases, durante o uso normal, devem ser resistentes à corrosão e compatíveis com o oxigênio e demais gases, suas misturas e gases para acionamento de dispositivos médicos, na faixa de temperaturas especificada nessa norma. A resistência à corrosão inclui resistência contra umidade e materiais adjacentes. A compatibilidade com oxigênio é geralmente definida como a capacidade de um material coexistir com oxigênio e com uma fonte moderada de ignição.

O objetivo de utilizar materiais compatíveis com o oxigênio é desenvolver um projeto que tenha baixa probabilidade de ignição e que minimize as consequências, com base no uso de materiais com boa compatibilidade e baixa liberação de energia, se inflamados, ou reduzir a quantidade de componentes não metálicos. Muitos destes materiais podem se inflamar por atrito na sede da válvula ou por compressão adiabática, quando um gás rico em oxigênio sob alta pressão é introduzido rapidamente em um sistema que estava, inicialmente, em baixa pressão.

As considerações de projeto e critérios para a seleção de materiais metálicos e não metálicos são dadas na ISO 15001. A temperatura de autoignição dos componentes não metálicos em contato com o gás utilizados na fabricação dos fluxômetros, incluindo os materiais de vedação e lubrificantes (se utilizados), não pode ser menor que 160°C. A máxima temperatura de operação permitida para o material sob ensaio é 100°C mais baixa do que a temperatura de autoignição na pressão correspondente de oxigênio.

Esta margem de segurança é necessária para atender a um aumento imprevisto na temperatura de operação e pelo fato de que a temperatura de autoignição não é constante. Os valores da temperatura de autoignição sempre dependem do método de ensaio usado, o que não simula exatamente todas as possíveis condições de operação. Os materiais devem ser dimensionados para permitir que os fluxômetros e seus componentes atendam aos requisitos dessa norma, na faixa de temperatura de -20°C a +60°C.

Os materiais revestidos ou suscetíveis de liberar particulados que possam entrar em contato com o gás, em condição normal ou em condição de falha única, não podem ser utilizados na fabricação de componentes que trabalhem sob tensão e em peças sujeitas a desgaste. Exemplo de componente sob tensão: mola. Exemplo de componente revestido: peça cromada ou niquelada.

O conector de entrada de suprimento de gás deve ser um dos seguintes: uma rosca com conexão específica para cada gás, em conformidade com a NBR 11906; um inserto (bico fixo ou bico escalonado) para conexão com mangueira de baixa pressão. A entrada do suprimento de gás deve ser equipada com um filtro que seja substituível; possua poros não superiores a 100 μm ou uma rede de contenção equivalente. A evidência de conformidade deve ser disponibilizada pelo fabricante, mediante solicitação.

O conector de saída deve ser um dos seguintes: uma rosca com conexão específica para cada gás, em conformidade com a NBR 11906; um inserto (bico fixo ou bico escalonado) para conexão com mangueira de baixa pressão. Para a resistência mecânica, o fluxômetro deve atender aos requisitos dessa norma, depois de suportar uma pressão de 1.000 kPa, por 5 min. O ensaio para a resistência mecânica é especificado nessa norma.

Os ensaios para os vazamentos são especificados nessa norma. O vazamento externo (para o ambiente) não pode exceder 0,5 mL/min (equivalente a um decaimento de pressão de 0,050 6 kPa∙L/min), à pressão de entrada P1. Esta verificação deve ser realizada após os ensaios de resistência mecânica e de precisão.

O vazamento interno, com a válvula de controle de vazão fechada com um torque de 0,4 Nm ou, no caso de um fluxômetro com múltiplos orifícios fixos, com o sistema de seleção de vazão ajustado para zero, não pode exceder 0,3 mL/min (equivalente a um decaimento de pressão de 0,030 3 kPa∙L/min), à pressão de entrada P1. Esta verificação deve ser realizada após os ensaios de resistência mecânica e de precisão.

Para os requisitos para fluxômetros equipados com tubo cônico de medição (bilha) e uma válvula de controle de vazão, a escala do fluxômetro, marcada no tubo cônico de medição, deve ser graduada em unidades de litros por minuto (L/min) ou, para vazões menores ou iguais a 1 L/min, em unidades de mililitros por minuto (mL/min). A evidência de conformidade deve ser verificada por inspeção visual.

Para a legibilidade, os valores de vazão (inclusive o zero) marcados na escala do tubo cônico de medição do fluxômetro devem ser legíveis para um operador situado a uma distância de pelo menos 1 m do equipamento, em local iluminado. Quanto à precisão da vazão, a vazão real, em qualquer leitura da escala de um fluxômetro com vazão máxima maior que 1 L/min, deve estar dentro de ± 10% do valor indicado, para vazões entre 10% e 100% da escala total, ou dentro de ± 0,5 L/min, o que for maior, quando o fluxo do gás for liberado para o ambiente e corrigido para as condições de referência.

A vazão real em qualquer leitura da escala de um fluxômetro com vazão máxima de até 1 L/min deve estar dentro de ± 10% da escala total, quando o fluxo do gás for liberado para o ambiente e corrigido para as condições de referência. A precisão da vazão deve ser verificada ao longo da faixa de pressões de entrada especificada pelo fabricante, enquanto o fluxo é liberado para o ambiente. Esta verificação deve ser feita após a realização do ensaio de resistência mecânica.

Para aumentar a precisão da vazão e reduzir o risco de descarga eletrostática, convém que sejam fornecidos meios para minimizar o acúmulo de cargas eletrostáticas tanto dentro como fora do tubo cônico de medição do fluxômetro e de seu alojamento. Para aumentar a precisão da vazão e reduzir a imprecisão da leitura na escala, convém que sejam fornecidos meios para compensar a influência da contrapressão, quando um componente for instalado na saída do fluxômetro.

O umidificador é um exemplo de componente instalado na saída do fluxômetro que gera contrapressão. A evidência de conformidade com esses parâmetros descritos deve ser disponibilizada pelo fabricante, mediante solicitação. Em relação à válvula de controle de vazão, o botão de controle de vazão e a agulha da válvula devem estar acoplados ao fluxômetro, de forma que não possam ser removidos sem o uso de uma ferramenta adequada.

A conformidade deve ser ensaiada pela tentativa de remoção do conjunto botão e agulha, sem o uso de uma ferramenta. A válvula de controle de vazão deve ser projetada de forma que a vazão aumente quando o botão for girado no sentido anti-horário. A evidência de conformidade deve ser verificada por inspeção visual. A válvula de controle de vazão pode ser posicionada tanto a montante como a jusante do fluxômetro. A posição afeta a precisão da vazão em diferentes pressões de suprimento e a resistência na saída (contrapressão).

Para os requisitos para fluxômetros equipados com um manômetro de vazão, um orifício fixo e uma válvula de controle de vazão, a faixa da escala do manômetro de vazão deve se estender a um valor que seja no mínimo 33% maior do que a vazão máxima especificada pelo fabricante. O manômetro de vazão deve ser graduado em unidades de litros por minuto (L/min). As evidências de conformidade devem ser verificadas por inspeção visual.

Para a legibilidade, os valores de vazão indicados na escala do manômetro de vazão devem ser legíveis para um operador situado a uma distância de pelo menos 1 m do equipamento, em local iluminado. Para a precisão da vazão, a vazão real em qualquer leitura na escala do manômetro de vazão deve estar dentro de ± 10% do valor indicado, para vazões entre 10% e 100% da escala total, ou dentro de ± 0,5 L/min, o que for maior, quando o fluxo do gás for liberado para o ambiente e corrigido para as condições de referência.

A precisão da vazão deve ser verificada ao longo da faixa de pressões de entrada especificada pelo fabricante, quando o fluxo for liberado para o ambiente. Esta verificação deve ser feita após a condução do ensaio de resistência mecânica. A evidência de conformidade com deve ser disponibilizada pelo fabricante, mediante solicitação.

Na válvula de controle de vazão, o botão de controle de vazão e a agulha da válvula devem estar acoplados de forma que não possam ser removidos sem o uso de uma ferramenta adequada. A conformidade deve ser ensaiada pela tentativa de remoção do conjunto botão e agulha sem o uso de uma ferramenta.

A válvula de controle de vazão deve ser projetada de forma que a vazão aumente quando o botão for girado no sentido anti-horário. A conformidade deve ser verificada por inspeção visual. A válvula de controle de vazão pode ser posicionada tanto a montante como a jusante do fluxômetro.

A posição afeta a precisão da vazão em diferentes pressões de suprimento e de resistência na saída (contrapressão). Para os requisitos para fluxômetros equipados com um ou mais orifícios fixos e com um dispositivo de seleção de vazão, para a legibilidade o valor da vazão indicado para o orifício fixo em uso deve ser legível para um operador situado a uma distância de pelo menos 1 m do equipamento, em local iluminado.

Para a precisão da vazão real, ela deve estar dentro de ± 20% de cada valor indicado, para vazões maiores do que 1,5 L/min e dentro de ± 30% de cada valor indicado, para vazões até 1,5 L/min. A precisão da vazão deve ser verificada ao longo da faixa de pressões de entrada especificada pelo fabricante, quando o fluxo do gás for liberado para o ambiente. Esta verificação deve ser feita após a condução do ensaio para força mecânica. A evidência de conformidade deve ser disponibilizada pelo fabricante, mediante solicitação.

Para a seleção da vazão, para os fluxômetros equipados com múltiplos orifícios fixos, a força tangencial requerida no raio máximo do dispositivo de seleção de vazão para sair da posição desligado e para mudar de um ajuste de vazão para outro não pode ser inferior a 5 N nem superior a 50 N. A evidência de conformidade deve ser disponibilizada pelo fabricante, mediante solicitação.

Convém que o dispositivo de seleção de vazão seja projetado para se autocentrar em uma determinada vazão, para reduzir a probabilidade de seleção de posições intermediárias, onde pode não haver fluxo (como, por exemplo, entre ajustes de vazão subsequentes), exceto para o ajuste de vazão zero. A evidência de conformidade deve ser verificada por ensaio funcional.

Se o dispositivo de seleção de vazão de um fluxômetro com múltiplos orifícios fixos puder ser posicionado entre os ajustes de vazão adjacentes, de modo que não haja vazão na saída, um aviso para este efeito deve ser colocado no dispositivo. A remoção de um orifício fixo deve requerer o uso de uma ferramenta apropriada.

Os princípios gerais para cuidados e manutenção dos cabos de fibras

A NBR 16957 de 07/2021 – Cabos de fibras — Cuidados e manutenção, inspeção e descarte estabelece os princípios gerais para cuidados e manutenção, inspeção e descarte de cabos de fibras, incluindo reparo e redução da capacidade (downgrade). Um cabo de fibra é uma estrutura tênsil composta por fibras naturais ou sintéticas. A carga de impacto é a taxa rápida de aplicação de carga, cujos efeitos dinâmicos excedam 50% da carga de ruptura mínima (CRM) que é a resistência à ruptura mínima (MBS), a força mínima que o cabo deve suportar imediatamente antes da ruptura. A carga máxima de trabalho (CMT) é aquela carga máxima de operação do cabo dentro dos limites de segurança estabelecidos. A CMT é calculada de acordo com o fator de segurança utilizado. Na ausência de uma definição de projeto ou procedimento, pode-se adotar um fator de segurança.

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Como deve ser feita a inspeção na vizinhança das terminações?

Quando deve ser feito o descarte do cabo?

Como devem ser feitos os reparos dos cabos com capa trançada?

Quais são as propriedades físicas, mecânicas e ambientais das fibras sintéticas?

As fibras sintéticas utilizadas em larga escala na fabricação de cabos estão dispostas no Anexo A. Para uma análise completa, os diferentes tipos construtivos devem estar associados à matéria-prima, bem como aos fatores do projeto construtivo do cabo. Na ausência de instruções fornecidas pelo fabricante, ou fornecedor do cabo, recomenda-se atender aos requisitos gerais dessa norma.

A menos que um cabo alternativo seja aprovado pelo projetista de uma instalação ou fabricante do cabo, somente o cabo feito do material, comprimento, diâmetro, construção e carga de ruptura mínima especificados pelo projetista deve ser utilizado. As trocas do cabo devem ser registradas. Se um trecho de cabo de tamanho menor precisar ser cortado de outro de tamanho maior, os novos olhais (mãos) devem ser confeccionados pelo fabricante ou pessoa por ele autorizada.

As trocas de cabos que estejam trabalhando em paralelo devem ocorrer simultaneamente, pois cabos novos possuem alongamento construtivo e acomodação da emenda, que ocorrem durante as primeiras utilizações. Recomenda-se que as linhas que trabalham em paralelo sejam corretamente tensionadas, a fim de garantir a correta distribuição de carga pelo conjunto. A falta de cuidado pode ocasionar a sobrecarga de um dos elementos e consequentemente a sua falha.

Antes da utilização de um cabo, recomenda-se verificar o certificado ou declaração de conformidade. O certificado (atestado de terceira parte) ou declaração (atestado de primeira parte) conforme a NBR ISO IEC 17000. A fim de evitar acidentes ou danos ao cabo, deve-se seguir as orientações do fabricante quanto ao manuseio destes produtos.

Durante as movimentações, deve-se ter cuidado com potenciais fontes de danos às fibras sintéticas (por exemplo, movimentar as bobinas posicionando o garfo da empilhadeira no cabo). Recomenda-se as inspeções periódicas em cabos armazenados por longos períodos, a fim de verificar sinais de degradação das fibras sintéticas. Deve-se realizar inspeção destes produtos antes de colocá-los em uso.

Recomenda-se o armazenamento dos cabos em área coberta, seca e protegida das ações das intempéries. Se a armazenagem em ambientes abertos não puder ser evitada, recomenda-se que estes sejam cobertos. Deve-se evitar a exposição a altas temperaturas e o contato com produtos químicos. Deve-se observar os cuidados no enrolamento dos cabos durante o armazenamento.

Um cabo com torção à direita deve ser enrolado (aduchado) no sentido horário e um cabo com torção à esquerda deve ser enrolado no sentido anti-horário, ou seja, de acordo com a torção do produto. Recomenda-se deixá-lo em formato espiralado, movendo cada camada em alguns centímetros, conforme a NBR ISO 9554. O armazenamento do cabo em formato de 8 é recomendado para cabos torcidos e trançados entre dois cabeços, pois este método evita o acúmulo de torção em ambos os sentidos.

O armazenamento do cabo em carretel é a forma mais indicada. Neste tipo de procedimento deve-se evitar torções durante o bobinamento ou desbobinamento, e sobreposição de camadas, aplicando uma tração mínima de 10% da CRM.

Antes da utilização de um cabo, recomenda-se verificar sua especificação e o certificado ou declaração de conformidade. A carga de ruptura mínima do cabo não pode ser inferior à especificada pelo projeto da instalação. Uma inspeção visual e dimensional deve ser realizada e um relatório deve ser emitido por pessoa qualificada.

Ao remover um cabo de uma bobina, recomenda-se iniciar a partir da ponta interna, ou utilizar uma mesa rotativa. Se possível, rolar a bobina sobre uma superfície limpa e adequada. Em cabos armazenados em carreteis, recomenda-se que a bobina seja posicionada em algum acessório que permita o giro livre. Para esses casos, recomenda-se a verificação da capacidade de armazenamento e a conservação da superfície que estará em contato com o cabo. (ver figuras abaixo)

As características descritas a seguir se aplicam para as mesmas matérias primas e variáveis construtivas. Mais detalhes para cada construção estão no Anexo B. Os cabos fabricados com poliamida são flexíveis e de fácil manuseio durante as primeiras operações. Porém apresentam elevada absorção de água que, dependendo do tipo de operação, pode tornar seu manuseio mais difícil. A absorção de água pode gerar uma redução de até 20 % na CRM

Os cabos torcidos de 3 e 4 pernas possuem as seguintes características: facilidade de confeccionar emendas de mão e olhais; distorcem facilmente quando desenrolado e enrolado (encabritamento). A fim de evitar o encabritamento, deve-se desenrolar e enrolar as bobinas no mesmo sentido de torção do cabo.

Esses cabos ainda distorcem quando submetidos a altas cargas (encabritamento). As distorções ocorrem devido ao desequilíbrio natural da construção do olhal. A fim de evitar o encabritamento, recomenda-se que a CMT não ultrapasse a 20% da CRM.

Os cabos torcidos são comumente mais difíceis de alcançarem o equilíbrio de tensão entre suas pernas, uma vez que uma ou mais pernas podem causar distorções quando submetidas a cargas elevadas. Esses cabos possuem baixa resistência à abrasão.

Devido às suas características construtivas, o cabo torcido possui vales entre suas pernas, o que gera um estímulo à abrasão ao longo do cabo. Recomenda-se, quando possível, evitar o contato com superfícies abrasivas.

O cabo trançado de 8 pernas possui as seguintes características: é de fácil manuseio, em virtude do equilíbrio entre as pernas, o manuseio do cabo trançado se torna mais simples quando comparado com os cabos torcidos, uma vez que pode ser bobinado e desbobinado em qualquer sentido. Possui média resistência à abrasão, por possuir formato quadrado, essa construção possui vales entre as tranças, o que a torna sensível à abrasão quando em contato com cantos vivos. Têm recuperação elástica, pois o cabo trançado de 8 pernas possui capacidade de recuperação elástica (resiliência) e mantém suas propriedades quando secos ou molhados.

O cabo trançado de 12 pernas possui as seguintes características: é de fácil manuseio, em virtude do equilíbrio entre as pernas, o manuseio do cabo trançado se torna mais simples quando comparado com os cabos torcidos, uma vez que podem ser bobinados e desbobinados em qualquer sentido; tem ótima resistência à abrasão: por possuir formato redondo, essa construção não possui vales entre as tranças, o que torna menos sensível à abrasão quando em contato com cantos vivos; possui recuperação elástica, pois os cabos trançados de 12 pernas possuem capacidade de recuperação elástica (resiliência) e mantêm suas propriedades quando secos ou molhados.

O cabo de dupla trança possui as seguintes características: é de fácil manuseio, em virtude do equilíbrio da construção, os cabos de dupla trança são flexíveis e de fácil manuseio no estado úmido ou seco; tem resistência à abrasão, já que o cabo de dupla trança é mais sensível à abrasão em função de seu formato construtivo. Entretanto, em operações marítimas, por exemplo, recomenda-se que esse tipo de cabo seja revestido com poliuretano ao longo do seu comprimento.

Sua estrutura ou a capa não apenas protege a alma como tem função estrutural na composição da CRM do cabo. Porém, uma vez que na maioria dos casos representa a menor participação de massa no cabo, e também pelo fato de ficar exposta, acaba por ter sua estrutura degradada mais rapidamente. Possuem absorção de impacto: o cabo de dupla trança, quando fabricado com fibras de alto alongamento, como no caso da poliamida, tem como característica principal a elevada capacidade de absorção de cargas de impacto. Esta característica, entretanto, não se aplica a cabos fabricados com fibras de baixo alongamento, por exemplo, poliéster e HMPE. Antes das operações do cabo, sempre que possível, deve-se realizar uma avaliação de todos os potenciais pontos de contato, a fim de identificar as superfícies inapropriadas que possam reduzir a vida útil dos cabos.

Deve-se evitar: a indução de torção ao longo do comprimento, durante o armazenamento ou a utilização do cabo, para evitar a redução da resistência à ruptura; cabo trabalhando fora do acessório; cargas aplicadas sem controle, que possam causar sobrecarga ou cargas de impacto no cabo sintético; movimento relativo entre superfícies e equipamentos, principalmente quando estes apresentam arestas ou rugosidade; utilizar os cabos sintéticos em áreas com sujeira excessiva ou contato com produtos químicos; exposição dos cabos sintéticos ao calor ou raios UV, principalmente quando os produtos estiverem expostos por longos períodos; amarração de cabo sintético em cabeço ou acessórios com relação D/d inferior ao especificado.

O usuário deve estabelecer um plano de inspeção, considerando as condições de utilização e grau de risco para cada aplicação. Em alguns casos, com o objetivo de avaliar a vida residual do cabo em determinada situação, pode-se adotar a prática de remover um trecho do cabo a fim de se realizar ensaios destrutivos. O Anexo F apresenta um modelo de registro de inspeção. Na ausência de qualquer instrução de inspeção durante a operação, fornecida pelo fabricante do cabo ou do equipamento, os princípios gerais para inspeção devem estar de acordo com a seção 6.

No Anexo C, encontram-se os principais tipos de danos que podem ser identificados visualmente. Em aplicações críticas, deve-se manter o histórico do cabo sempre atualizado. Em algumas inspeções, pode não ser possível a verificação de todas as fontes de falha, como, por exemplo, cargas de impacto, sobrecarga e degradação por UV. Por este motivo, estas informações devem ser registradas no histórico do cabo. O Anexo F apresenta um modelo de registro de inspeção.

Com o objetivo de ambientar o inspetor quanto aos danos já existentes no cabo, os registros de inspeções anteriores devem ser consultados. Em cabos cuja utilização não ofereça riscos à operação, o procedimento pode ser simplificado, desde que acordado entre o cliente e a pessoa qualificada.

O Anexo F apresenta um exemplo de histórico do cabo. É esperado que o histórico contenha pelo menos as seguintes informações: identificação do cabo; matéria prima; diâmetro nominal; CRM original; aplicação do cabo; número de operações; tempo do cabo em serviço; local da inspeção; data da inspeção; data da próxima inspeção; fabricante e conclusões.

O usuário deve realizar a inspeção diária antes ou durante o uso do cabo. Recomenda-se que ele possua treinamento básico para a execução dessa tarefa. Deve-se observar pelo menos os trechos de cabos sob trabalho com o objetivo de detecção de danos mecânicos ou deterioração geral, principalmente nos pontos onde o cabo entra em contato com partes metálicas.

O cabo deve ser verificado, também, para assegurar se está assentado corretamente no tambor e se não apresenta desvios da sua posição normal de operação. Qualquer mudança considerável nas condições de trabalho deve ser relatada e o cabo colocado para ser inspecionado por pessoa qualificada. A inspeção periódica deve ser feita por pessoa qualificada. Uma lista de danos mais comuns está no Anexo C.

A informação oriunda da inspeção periódica deve ser utilizada para decidir se o cabo pode permanecer em serviço até a próxima inspeção periódica; cabo necessita de reparo; o cabo deve ter redução da capacidade (downgrade) (ver o Anexo D); o cabo precisa ser retirado de serviço imediatamente ou após um prazo definido. A periodicidade deve considerar a aplicação, construção, matéria-prima, frequência de utilização do cabo, condições de uso, risco das operações e histórico do produto. A tabela abaixo sugere uma frequência de inspeção baseada na experiência da indústria cordoeira.

É importante destacar que há diversos agentes externos que podem interferir diretamente na determinação da frequência de inspeção. Para casos especiais, uma pessoa qualificada deve analisar todo o cenário da aplicação e definir uma periodicidade adequada. Neste caso, deve-se considerar: a existência de regulamento técnico; as condições ambientais; as condições físicas das aplicações; os resultados das inspeções anteriores; o tempo de operação do cabo.

O conceito de usabilidade em ergonomia da interação humano-sistema

A NBR ISO 9241-11 de 07/2021 – Ergonomia da interação humano-sistema – Parte 11: Usabilidade: Definições e conceitos fornece uma estrutura para entender o conceito de usabilidade e aplicá-lo a situações em que as pessoas usam sistemas interativos, e outros tipos de sistemas (incluindo ambientes construídos), e produtos (incluindo produtos industriais e de consumo) e serviços (incluindo serviços técnicos e pessoais). Neste documento, a frase objeto de interesse se refere ao sistema, produto ou serviço para o qual a usabilidade está sendo considerada. Esse documento explica que a usabilidade é um resultado do uso; define os termos e conceitos-chave; identifica os fundamentos da usabilidade; e explica a aplicação do conceito de usabilidade.

Não descreve processos ou métodos específicos para considerar a usabilidade no desenvolvimento ou avaliação de projetos. Os usuários previstos para este documento incluem os profissionais de usabilidade/ergonomia/fatores humanos; os projetistas e desenvolvedores de sistemas, produtos e serviços; o pessoal voltado para a garantia de qualidade; os compradores públicos e corporativos; e as organizações de consumidores. As aplicações mais comuns deste documento são em projeto e avaliação.

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O representa a acurácia?

O que indica a eficiência?

O que representa a satisfação?

Quais são os usos específicos do conceito de usabilidade?

A usabilidade é a extensão na qual um sistema, produto ou serviço pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico. Os usuários específicos, objetivos e contexto de uso se referem à combinação particular de usuários, objetivos e contexto de uso para os quais a usabilidade está sendo considerada.

A palavra usabilidade também é usada como qualificação para se referir aos conhecimentos de projeto, competências, atividades e atributos de projeto que contribuem para a usabilidade, como a experiência em usabilidade, profissional de usabilidade, engenharia de usabilidade, método de usabilidade, avaliação de usabilidade, heurística de usabilidade. Dessa forma, o objetivo de projetar e avaliar sistemas, produtos e serviços visando a usabilidade é o de permitir que os usuários alcancem suas metas de forma eficaz, eficiente e com satisfação, considerando o contexto de uso.

Este documento explica como a usabilidade pode ser interpretada em termos de desempenho e satisfação do usuário, e enfatiza que a usabilidade depende das circunstâncias específicas em que um sistema, produto ou serviço é usado. Este documento explica como interpretar cada componente na definição de usabilidade: a extensão na qual um sistema, produto ou serviço pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico.

Nesse documento, a usabilidade é relacionada ao resultado de interagir com um sistema, produto ou serviço. A usabilidade, conforme definida neste documento, não é um atributo de um produto, embora os atributos apropriados do produto possam contribuir para que o produto seja utilizável em um determinado contexto de uso.

A usabilidade é um conceito mais abrangente do que comumente entendido por facilidade de uso ou uso amigável. Ela é pertinente para o uso contínuo regular, para permitir que os usuários alcancem seus objetivos de forma eficaz, eficiente e com satisfação; para o aprendizado, para permitir que novos usuários se tornem eficazes, eficientes e satisfeitos ao começarem a usar um sistema, produto ou serviço; para o uso ocasional, para permitir que os usuários sejam eficazes, eficientes e estejam satisfeitos, com o sistema em cada reuso; para o uso por pessoas com a mais ampla diversidade de capacidades; para minimizar o risco e as consequências indesejáveis dos erros durante o uso; e para a manutenção, permitindo que as tarefas de manutenção sejam concluídas de forma eficaz, eficiente e com satisfação.

A usabilidade é pertinente ao se projetar ou avaliar interações com um sistema, produto ou serviço para fins de desenvolvimento; aquisição; revisão ou comparação; e marketing e pesquisa de mercado. Os Anexos A e B deste documento fornecem uma explicação da relação da usabilidade com outros conceitos e disciplinas como projeto centrado no ser humano, ergonomia, fatores humanos, qualidade centrada no ser humano, experiencia do usuário e qualidade (como aplicado em sistemas e engenharia e software), e explicam como a usabilidade pode ser considerada em diferentes escopos de contextos de uso e fornecem exemplos de medidas de usabilidade.

A usabilidade é a eficácia, a eficiência e a satisfação da interação do usuário com o objeto de interesse. Ao projetar um sistema, produto ou serviço: quando a usabilidade for menor do que o esperado, os usuários pretendidos podem não ser capazes ou estarem dispostos a usar o sistema, produto ou serviço; quando a usabilidade for suficiente, o sistema, o produto ou o serviço fornecerá os benefícios pessoais, sociais e econômicos pretendidos para os usuários, empregadores e fornecedores; quando a usabilidade for maior do que o esperado, o sistema, o produto ou o serviço pode apresentar uma vantagem competitiva (por exemplo, retenção de clientes ou clientes que estejam dispostos a pagar.

Os benefícios específicos fornecidos pela usabilidade apropriada incluem contribuir para o cumprimento de metas que visam a eficiência operacional das organizações; facilitar a compreensão e a aprendizagem de sistemas, produtos e serviços, aumentando assim a captação e reduzindo custos de suporte, como help desks; aumentar a usabilidade para pessoas com diversidade de necessidades; melhorar a experiência do usuário; contribuir para os objetivos de sustentabilidade (ver as ISO 26000 e ISO 27500); reduzir os riscos de consequências indesejáveis pessoais, sociais ou empresariais; proporcionar uma vantagem competitiva, por exemplo, melhorando a imagem da marca.

Este documento fornece uma base para identificar os componentes pertinentes da eficácia, eficiência e satisfação, e os componentes do contexto de uso. Ao especificar, projetar ou avaliar a usabilidade resultante do uso de um sistema, produto ou serviço, o objetivo é alcançar o nível pretendido de eficácia, eficiência e satisfação. A estimativa dos potenciais impactos de determinados níveis de usabilidade (sejam eles impactos comerciais, organizacionais, pessoais ou sociais) pode ser usada para justificar os esforços necessários de desenvolvimento (ver ISO 9241-210 e ISO 9241-220).

A usabilidade indica a extensão na qual um sistema, produto ou serviço pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico. A figura abaixo mostra o sistema, o produto ou o serviço, que representa o objeto de interesse. O objeto de interesse é mostrado dentro do contexto de uso, que é composto pelos usuários, os objetivos e tarefas, os recursos e o ambiente. A usabilidade, composta de eficácia, eficiência e satisfação, é mostrada como o resultado de uso. Há também outros resultados de uso que incluem acessibilidade, experiência do usuário e evitar danos pelo uso.

A extensão alcançada pela usabilidade varia dependendo das características do sistema, do produto ou do serviço; dos objetivos; das tarefas; dos usuários; dos recursos; do ambiente de uso. O uso do mesmo sistema, produto ou serviço pode resultar em níveis significativamente diferentes de usabilidade, dependendo dos objetivos, dos tipos de usuários de outros componentes do contexto de uso.

A usabilidade será influenciada pelas características, capacidades e outras diferenças individuais dos usuários, e pelas características das tarefas que realizam, podendo depender dos ambientes físicos, sociais, culturais e organizacionais. A usabilidade é tipicamente considerada relacionada a um sistema, produto ou serviço que está sendo projetado ou avaliado em um determinado contexto de uso (ou seja, para determinados grupos de usuários, tarefas e ambiente).

Por exemplo, um aplicativo de software que suporta análises estatísticas avançadas tem altos níveis de usabilidade para estatísticos experientes, mas tem baixos níveis de usabilidade para estudantes que usam o módulo estatístico no primeiro ano. A usabilidade também pode ser usada para considerar a adequação de um componente do contexto de uso.

Por exemplo, o nível de iluminação do ambiente (parte do ambiente físico) necessário para o uso de um produto específico em um contexto específico (ou outro) de uso. Não há uma única medida intrínseca da usabilidade de um sistema, produto ou serviço porque a eficácia, eficiência e satisfação dependem dos usuários, objetivos e outros componentes do contexto de uso para o qual a usabilidade está sendo considerada.

A usabilidade é considerada em relação a um objeto de interesse identificado (um sistema, produto ou serviço). Sistemas, produtos ou serviços podem ser considerados em vários níveis de especificidade, desde sistemas altamente complexos até partes individuais de um sistema, produto ou serviço.

A capacidade resulta da interação entre um usuário e um objeto de interesse. O objeto de interesse com o qual o usuário interage (por exemplo, um sistema ou serviço) pode incluir outras pessoas. Os usuários específicos, objetivos e outros aspectos do contexto de uso se referem à combinação particular de usuários, objetivos e outros aspectos do contexto de uso que são específicos com o propósito de considerar a usabilidade resultante do uso de um determinado objeto de interesse.

Os usuários, objetivos e outros aspectos do contexto de uso podem ser especificados para fins de consideração da usabilidade, sejam eles considerados ou não nas especificações utilizadas para fins de desenvolvimento de sistemas. A usabilidade resultante do uso de um objeto de interesse pode ser significativamente diferente para diferentes combinações de usuários, objetivos e tarefas, recursos e ambientes especificados.

Os usuários especificados são os que são escolhidos com o propósito de considerar a usabilidade. As características dos usuários influenciam a usabilidade. Os usuários especificados são um ou mais grupos de usuários que são tipicamente, mas não necessariamente, parte do conjunto de grupos pretendidos de usuários para os quais o sistema, produto ou serviço foi desenvolvido. É importante identificar claramente os objetivos especificados para as quais a usabilidade está sendo considerada, pois nem todos os objetivos identificados podem ser selecionados para serem metas específicas.

Os objetivos especificados (resultados pretendidos) para as quais a usabilidade é considerada podem ser aquelas pretendidas pelo usuário, pelo gerente ou pelo fabricante. Em muitas situações, a usabilidade é considerada para um conjunto de objetivos e não apenas para um único objetivo. Pode haver conflitos entre objetivos que resultarão em decisão entre alcançar a usabilidade para um objetivo específico ou alcançar a usabilidade para um outro objetivo específico.

A usabilidade se concentra na eficácia, eficiência e satisfação da interação do usuário em relação ao objeto de interesse. A efetividade, a eficiência e a satisfação são compostas de componentes mais específicos. A importância relativa da eficácia, eficiência e satisfação e seus componentes dependerá da razão pela qual a usabilidade estiver sendo considerada e do contexto de uso especificado.

Por exemplo, para um usuário clínico treinado, as considerações mais importantes de um dispositivo médico podem ser eficácia (acurácia e completude) e eficiência (tempo de uso). O usuário pode ser eficaz sem ser eficiente, ou estar satisfeito sem ser eficaz ou eficiente. A provisão da necessidade de funcionalidade técnica é um pré-requisito para a usabilidade.

A efetividade, eficiência e satisfação podem ser consideradas, especificadas ou avaliadas como medidas do desfecho observado e/ou da percepção do usuário sobre o resultado (ver Anexo B). Outros resultados de uso importantes por serem componentes adicionais da qualidade centrada no ser humano são a acessibilidade, a experiência do usuário e o dano potencial que poderia resultar do uso. As saídas de um sistema de computador não são as mesmas que os resultados de seu uso.

Um sistema pode produzir uma variedade de saídas, nem todas as quais são pertinentes para os resultados pretendidos de uso. Algumas saídas apoiam diretamente a obtenção de um resultado pretendido, algumas saídas podem interferir na obtenção de um resultado pretendido, e algumas podem não ter influência em um resultado pretendido. À medida em que os requisitos de usabilidade, acessibilidade, experiência do usuário e prevenção de erros causados pelo uso são atendidos, pode-se chamar de qualidade centrada no ser humano.