A gestão em organizações educacionais

Há uma necessidade crítica e contínua de as organizações educacionais avaliarem até que ponto elas atendem aos requisitos de alunos e de outros beneficiários, bem como de outras partes interessadas pertinentes e melhorar sua capacidade de continuar a fazê-lo.

A NBR ISO 21001 de 03/2020 – Organizações educacionais — Sistema de gestão para organizações educacionais — Requisitos com orientação para uso especifica os requisitos para um sistema de gestão para organizações educacionais (SGOE), quando essa organização: necessitar demonstrar a sua capacidade de apoiar a aquisição e o desenvolvimento de competências por meio de ensino, aprendizagem ou pesquisa; visar aumentar a satisfação dos alunos, outros beneficiários e empregados por meio de aplicação eficaz do seu SGOE, incluindo processos de melhoria do sistema e garantia de conformidade com os requisitos dos alunos e outros beneficiários. Todos os requisitos deste documento são genéricos e se destinam a ser aplicáveis a qualquer organização que use um currículo para apoiar o desenvolvimento de competências por meio de ensino, aprendizagem ou pesquisa, independentemente do tipo, tamanho ou método de entrega. Este documento pode ser aplicado a organizações educacionais dentro de organizações maiores cujo negócio principal não seja educação, como departamentos de treinamento profissional. Este documento não se aplica às organizações que apenas produzam ou fabriquem produtos educacionais.

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Quais são os papéis, responsabilidades e autoridades organizacionais?

Quais são os objetivos da organização educacional e planejamento para alcançá-los?

O que se deve fazer em relação aos recursos humanos?

Como prover os recursos de monitoramento e medição?

Este documento provê uma ferramenta de gestão comum para organizações provedoras de produtos e serviços educacionais capazes de atender aos requisitos de alunos e de outros beneficiários. Há uma necessidade crítica e contínua de as organizações educacionais avaliarem até que ponto elas atendem aos requisitos de alunos e de outros beneficiários, bem como de outras partes interessadas pertinentes e melhorar sua capacidade de continuar a fazê-lo.

Uma classificação das partes interessadas em organizações educacionais é apresentada no Anexo C. Embora as organizações educacionais e os estudantes em todo o mundo sejam os principais beneficiários deste documento, todas as partes interessadas se beneficiarão de sistemas de gestão normalizados em organizações educacionais. Os empregadores que patrocinam e incentivam seus empregados a participar de serviços educacionais também podem se beneficiar deste documento.

Os benefícios potenciais para uma organização pela implementação de um sistema de gestão para organizações educacionais (SGOE) baseado neste documento são: melhor alinhamento dos objetivos e atividades com a política (incluindo missão e visão); maior responsabilidade social, proporcionando educação de qualidade inclusiva e equitativa para todos; aprendizagem mais personalizada e resposta eficaz a todos os alunos e, em particular, aos alunos com necessidades educativas especiais, alunos à distância e oportunidades de aprendizagem ao longo da vida; processos coerentes e ferramentas de avaliação para demonstrar e aumentar a eficácia e a eficiência; maior credibilidade da organização; um meio que permita que as organizações educacionais demonstrem seu compromisso com práticas eficazes de gestão educacional; uma cultura para melhoria organizacional; harmonização de normas regionais, nacionais, abertas, proprietárias e outras normas dentro de uma estrutura internacional; participação ampliada das partes interessadas; estímulo à excelência e inovação.

Este documento é uma norma de sistema de gestão independente, alinhado com a NBR ISO 9001. Ele se concentra nos sistemas de gestão das organizações educacionais, bem como no impacto destes sobre os alunos e outras partes interessadas pertinentes. Este documento está em conformidade com os requisitos da ISO para normas do sistema de gestão. Estes requisitos incluem uma estrutura de alto nível, texto principal idêntico e termos comuns com definições básicas, projetados para beneficiar os usuários que implementam múltiplas normas de sistema de gestão da ISO.

Este documento pode ser implementado junto com normas regionais, nacionais, abertas, proprietárias e outras normas ou documentos relacionados. O Anexo F provê um exemplo de como implementar este documento juntamente com a European Quality Assurance Framework for Vocational Education and Training (EQAVET). Este SGOE envolve os seguintes princípios de gestão: foco nos alunos e outros beneficiários; liderança visionária; engajamento das pessoas; abordagem de processo; melhoria; decisões baseadas em evidências; gestão de relacionamento; responsabilidade social; acessibilidade e equidade; conduta ética na educação; segurança e proteção de dados.

Os detalhes destes princípios são analisados no Anexo B. Este documento promove a adoção de uma abordagem de processo no desenvolvimento, implementação e melhoria da eficácia de um SGOE, para aumentar a satisfação do aluno e de outros beneficiários, pelo atendimento aos requisitos do aluno e de outros beneficiários. Entender e gerenciar processos inter-relacionados como um sistema que contribui para a eficácia e a eficiência da organização em alcançar seus resultados pretendidos. Essa abordagem habilita a organização a controlar as inter-relações e interdependências entre processos do sistema, de modo que o desempenho global da organização possa ser elevado.

A abordagem de processo envolve a definição e a gestão sistemática e a gestão de processos e suas interações para alcançar os resultados pretendidos de acordo com a política, objetivos e plano estratégico da organização. A gestão dos processos e do sistema como um todo pode ser alcançada usando o ciclo PDCA com um foco geral na mentalidade de risco, visando tirar proveito das oportunidades e prevenir resultados indesejáveis.

A aplicação da abordagem de processo em um SGOE proporciona: entendimento e consistência no atendimento a requisitos; consideração de processos em termos de valor agregado; atingimento de desempenho eficaz do processo; melhoria de processos baseada na avaliação de dados e informações. A figura abaixo mostra uma representação esquemática de qualquer processo e das interação de seus elementos. Os pontos de monitoramento e medição necessários para controle são específicos de cada processo e variam dependendo dos riscos relacionados.

O ciclo Plan-Do-Check-Act (PDCA) pode ser aplicado para todos os processos e para o SGOE como um todo. A figura abaixo ilustra como as Seções 4 a 10 podem ser agrupadas em relação ao ciclo PDCA.

O ciclo PDCA pode ser resumidamente descrito como Plan (Planejar): estabelecer os objetivos do sistema e seus processos e os recursos necessários para entregar resultados de acordo com os requisitos dos alunos e de outros beneficiários e com as políticas da organização, e identificar e abordar riscos e oportunidades; Do (Fazer): implementar o que foi planejado; Check (Checar): monitorar e (onde aplicável) medir os processos e os produtos e serviços resultantes em relação a políticas, objetivos, requisitos e atividades planejadas, e reportar os resultados; Act (Agir): executar ações para melhorar o desempenho, conforme necessário.

A mentalidade de risco é essencial para conseguir um SGOE eficaz. Para estar conforme com os requisitos deste documento, uma organização precisa planejar e implementar ações para abordar riscos e oportunidades. A abordagem dos riscos e oportunidades estabelece uma base para o aumentar a eficácia do sistema de gestão da qualidade, conseguir resultados melhorados e prevenir efeitos negativos.

Oportunidades podem surgir como resultado de uma situação favorável ao atingimento de um resultado pretendido, por exemplo, um conjunto de circunstâncias que possibilite que a organização atraia alunos e outros beneficiários, desenvolva novos produtos e serviços, reduza o desperdício ou melhore a produtividade. Ações para abordar oportunidades podem também incluir a consideração de riscos associados.

O risco é o efeito da incerteza, e qualquer incerteza pode ter um efeito positivo ou negativo. Um desvio positivo proveniente de um risco pode oferecer uma oportunidade, mas nem todos os efeitos positivos de risco resultam em oportunidades. A figura abaixo ilustra a estratégia do SGOE relacionada à missão e à visão.

As declarações da política do SGOE são moldadas pela cultura da organização (o conjunto completo de crenças e valores que condicionam seu comportamento) e pelos princípios do SGOE. Por sua vez, as declarações de política do SGOE proveem a estrutura para o estabelecimento dos objetivos do SGOE, que são revisados periodicamente para assegurar que a missão da organização seja cumprida de forma efetiva e eficiente enquanto percorre um caminho contínuo para alcançar a visão da organização. A articulação desses elementos é geralmente chamada de estratégia.

O Anexo A especifica requisitos adicionais para a educação infantil nas organizações que prestam este serviço. O Anexo B descreve os princípios para um SGOE. O Anexo C provê uma classificação das partes interessadas. O Anexo D provê diretrizes para comunicação com partes interessadas. O Anexo E provê orientação sobre processos, medidas e ferramentas em organizações educacionais. O Anexo F provê um exemplo de mapeamento para normas regionais. O Anexo G descreve considerações sobre saúde e segurança para organizações educacionais.

A organização deve determinar questões externas e internas que sejam pertinentes para o seu propósito, para a sua responsabilidade social e para seu direcionamento estratégico, e que afetem sua capacidade de alcançar os resultados pretendidos de seu SGOE. A organização deve monitorar e analisar criticamente informações sobre estas questões externas e internas. Questões podem incluir fatores ou condições positivos e negativos para consideração.

O entendimento do contexto externo pode ser facilitado pela consideração de questões provenientes dos ambientes tecnológico, competitivo, de mercado, cultural, social, político e econômico, tanto internacionais, quanto nacionais, regionais ou locais. O entendimento do contexto interno pode ser facilitado pela consideração de questões relativas a valores, cultura, conhecimento e desempenho da organização. A direção estratégica pode ser expressa por meio de informação documentada, como a missão organizacional ou a declaração de visão.

Devido ao seu efeito ou potencial efeito sobre a capacidade da organização para prover produtos e serviços educacionais de forma coerente e sustentável, a organização deve determinar: as partes interessadas que sejam pertinentes para a SGOE; os requisitos pertinentes dessas partes interessadas. Essas partes interessadas devem incluir: alunos; outros beneficiários; empregados da organização. A organização deve monitorar e analisar criticamente informações sobre essas partes interessadas e seus requisitos pertinentes. O Anexo C fornece uma classificação das partes interessadas em organizações educacionais.

A organização deve determinar os limites e a aplicabilidade do SGOE para estabelecer o seu escopo. Ao determinar esse escopo, a organização deve considerar: as questões externas e internas referidas em 4.1; os requisitos das partes interessadas pertinentes referidas em 4.2; os produtos e serviços da organização. A organização deve aplicar todos os requisitos deste documento, se eles forem aplicáveis no escopo determinado de seu SGOE. O escopo do SGOE deve estar disponível e ser mantido como informação documentada.

O escopo deve declarar os tipos de produtos e serviços cobertos e prover justificativa para qualquer requisito deste documento que a organização determinar que não seja aplicável ao seu SGOE. A conformidade com este documento só pode ser alegada se os requisitos determinados como não aplicáveis não afetarem a capacidade ou a responsabilidade da organização de assegurar a conformidade de seus produtos e serviços e o aumento da satisfação de alunos e de outros beneficiários. Todos os produtos e serviços providos aos alunos por uma organização educacional devem ser incluídos no escopo deste SGOE.

A organização deve estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente um SGOE, incluindo os processos necessários e suas interações, de acordo com os requisitos deste documento. A organização deve determinar os processos para o SGOE e sua aplicação em toda a organização, e deve: determinar as entradas requeridas e as saídas esperadas desses processos; determinar a sequência e a interação desses processos; determinar e aplicar os critérios e métodos (incluindo monitoramento, medição e indicadores de desempenho relacionados) necessários para assegurar a operação e o controle eficazes desses processos; determinar os recursos necessários para esses processos e assegurar a sua disponibilidade; atribuir as responsabilidades e autoridades para esses processos; abordar os riscos e oportunidades conforme determinado de acordo com os requisitos de 6.1; avaliar esses processos e implementar quaisquer mudanças necessárias para assegurar que esses processos alcancem seus resultados pretendidos; melhorar os processos e o SGOE.

Na extensão necessária, a organização deve: manter informação documentada para apoiar a operação de seus processos; reter informação documentada para ter confiança em que os processos sejam realizados conforme planejado. A Alta Direção deve demonstrar liderança e comprometimento em relação ao SGOE: sendo responsabilizada pela eficácia do SGOE; assegurando que a política da organização educacional e os objetivos da organização educacional sejam estabelecidos e que sejam compatíveis com o contexto e a direção estratégica da organização; assegurando a integração dos requisitos do SGOE nos processos de negócios da organização; promovendo o uso da abordagem de processo e da mentalidade de risco; assegurando que os recursos necessários para o SGOE estejam disponíveis; comunicando a importância de uma gestão da organização educacional eficaz e de estar conforme com os requisitos do SGOE; assegurando que o SGOE alcance seus resultados pretendidos; engajando, dirigindo e apoiando pessoas a contribuir para a eficácia do SGOE; promovendo a melhoria contínua; apoiando outros papéis pertinentes da gestão a demonstrar como sua liderança se aplica às suas áreas sob sua responsabilidade; apoiando a implementação sustentável da visão educacional e os conceitos educacionais relacionados; estabelecendo, desenvolvendo e mantendo um plano estratégico para a organização; assegurando que os requisitos educacionais dos alunos, incluindo as necessidades especiais, sejam identificados e abordados; considerando os princípios de responsabilidade social.

A referência a negócio neste documento pode ser interpretada, de modo amplo, como aquelas atividades centrais para os propósitos da existência da organização, seja ela pública, privada, voluntária, voltada para o lucro ou sem finalidade lucrativa. A Alta Direção deve ser diretamente responsável por assegurar que: as necessidades e expectativas dos alunos e de outros beneficiários sejam determinadas, compreendidas e coerentemente atendidas, conforme evidenciado pelo monitoramento de sua satisfação e progresso educacional; os riscos e oportunidades que podem afetar a conformidade de produtos e serviços e a capacidade de aumentar a satisfação do aluno e de outros beneficiários sejam determinados e abordados.

Um aluno com necessidades especiais é alguém que pode ter necessidades educacionais que podem não ser atendidas por meio de práticas regulares de instrução e avaliação (por exemplo, excepcionalidades como comportamentais, comunicacionais, intelectuais, físicas, superdotadas ou outras necessidades de educação especial; os alunos podem ter mais de uma excepcionalidade). Isso implica a necessidade de assegurar a existência de canais de comunicação para que as partes interessadas possam receber as informações necessárias para a sua atividade. A Alta Direção deve assegurar que: os recursos e treinamento estejam disponíveis para apoiar a acessibilidade em ambientes de aprendizado; seja oferecida acomodação adequada para os alunos com necessidades especiais para promover um acesso equitativo às instalações e aos ambientes educacionais, como outros alunos.

Por que o Brasil ainda não tem mestrado e doutorado a distância?

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Dolores Affonso

Muitas pessoas me perguntam se eu tenho mestrado e doutorado. Não, não tenho. Sou professora de graduação e pós-graduação, coach, consultora e, profissionalmente, preciso de um mestrado, além de pessoalmente sonhar com isso há alguns anos! É um grande objetivo pessoal e profissional! O meu problema, e de muitas outras pessoas, não é achar um programa de mestrado que me agrade ou me candidatar, mas as inúmeras dificuldades em cursar um mestrado presencial.

Uma pessoa com deficiência encontra muitas barreiras e é necessário vencê-las diariamente para alcançar seus objetivos e sonhos. Muitas delas poderiam ser facilitadas, derrubadas com políticas e ações simples.

A exclusão é um problema grave no Brasil. É possível contar nos programas de mestrado a quantidade de pessoas com deficiência que, com muitas dificuldades e se superando todos os dias, conseguem cursá-los.

Um mestrado a distância resolveria grande parte deste problema. Mas, por mais incrível que possa parecer para nossa sociedade, o Brasil não tem um programa de mestrado a distância como já ocorre em diversos países. A UAB (Universidade Aberta do Brasil) até lançou alguns programas de mestrado semipresenciais para professores da educação básica, em artes, história, física, matemática etc., mas que não atendem à demanda nem supre as necessidades profissionais e acadêmicas de quem busca um mestrado ou um doutorado fora do escopo oferecido.

Atualmente, estudo a possibilidade de cursar mestrado a distância em Portugal, Espanha ou Estados Unidos, mas adoraria poder cursar no meu país. A educação aberta e em rede é uma realidade no mundo e o Brasil ainda tem muito que caminhar neste sentido. Temos no país diversas instituições de renome internacional, públicas e privadas que poderiam oferecer este nível de formação acadêmica e profissional na modalidade a distância, não apenas para brasileiros, como também para estrangeiros interessados em investir em seus estudos em nossas universidades. Ouço diversas alegações sobre a possível má qualidade de um programa nestes moldes, mas não entendo de onde surgiu este pensamento.

No Brasil, temos centenas de instituições que oferecem graduação e pós-graduação na modalidade EaD com altíssima qualidade e reconhecimento internacional, como a Fundação Getúlio Vargas, IBMEC, PUC, USP e tantas outras, inclusive públicas. Além disso, diversas instituições pelo mundo já oferecem mestrados a distância e com alta qualidade! Então, por que no Brasil deveria ser diferente?

Podemos citar diversos motivos para que tal medida seja implementada. O que me vem primeiro à mente são as barreiras que enfrento diariamente como uma pessoa com deficiência visual. Não apenas eu, mas 45,6 milhões de pessoas com deficiência em todo o país enfrentam inúmeras barreiras no seu dia a dia, inclusive na sua vida acadêmica, profissional e social, como a falta de acessibilidade das cidades, dos transportes públicos, que dificultam nosso deslocamento. Se pararmos para observar, veremos as enormes dificuldades dos cadeirantes e deficientes visuais em se deslocar de um ponto a outro, inclusive a vulnerabilidade.

Claro que todos são vulneráveis à violência, mas, se enxergando já fica difícil perceber uma situação de risco, imagine sem enxergar? É difícil fugir de uma situação de perigo, imagine sem andar, preso numa cadeira de rodas? Como pedir socorro, ligar para a emergência sendo surdo, mudo ou com alguma dificuldade de fala? Além dos problemas de locomoção, comunicação e segurança, ainda enfrentamos as dificuldades internas das instituições que não estão prontas para atender as necessidades de tais alunos. Mas não é só nas pessoas com deficiência que devemos pensar!

Na atualidade, as pessoas têm cada vez menos tempo, o que limita sua disponibilidade para cursar um mestrado presencial. Isso é comprovado pela quantidade de pessoas cursando a modalidade a distância. Segundo a ABED (Associação brasileira de Educação a Distância), são quase 6 milhões de alunos no ensino superior a distância no Brasil. Dados do censo EADBR de 2012.

Além da flexibilidade de horários, de poder estudar de qualquer lugar, ainda há o avanço acelerado das tecnologias que facilitam, tornando a EaD muito mais acessível, oferecendo maior possibilidade de uma educação inclusiva, para todos. Com a EaD, é possível, mesmo fora dos grandes centros, no interior, áreas rurais, urbanas, etc. cursar uma formação acadêmica e profissional.

Ainda sobre a qualidade, muitas pessoas me perguntam como foram meus estudos pela modalidade EaD e falo com muito orgulho: fiz graduação em Administração de empresas e três pós-graduações a distância em Marketing, Design Instrucional e Educação Especial e as instituições foram ótimas e os cursos de alta qualidade.

Proponho uma consulta pública para que o MEC identifique o contingente imenso de interessados em mestrados e doutorados a distância e os implantem no país. Afinal, essas pessoas acabam, atualmente, optando por cursar em universidades fora do Brasil, quando poderiam cursar aqui! E me pergunto: Por que o Brasil não tem mestrado e doutorado a distância? Nós (pessoas com deficiência) queremos fazer mestrado e doutorado também! E queremos oportunidades iguais!

Mas não é por falta de políticas públicas neste sentido que deixaremos de sonhar com o crescimento acadêmico e profissional e com uma vida melhor. Vamos à luta!

Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade – www.congressodeacessibilidade.com

Realidade virtual

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Luiz Gonzaga Bertelli

A educação à distância (EaD) veio para ficar. Em pouco tempo, a modalidade que teve início em 1996, já supera um milhão de matrículas em cursos de graduação no Brasil e o crescimento é exponencial a cada ano.  Caiu no gosto dos alunos que por falta de tempo ou dificuldade de acesso estavam longe dos bancos escolares. Em um país continental, onde as distâncias dificultam a mobilidade, a EaD oferece flexibilidade e custos mais acessíveis.

Pode parecer mais fácil cursar a graduação sem precisar frequentar todos os dias a sala de aula. Mas, na verdade, não é isso que os especialista apontam. Segundo eles, para alcançar bons resultados e uma formação satisfatória, os alunos de EaD precisam encontrar um método eficiente e sistemático para os estudos. A modalidade, portanto, exige autonomia, disciplina, organização, leitura e também o domínio da tecnologia.

As universidades que oferecem o novo conceito em estudo trabalham para o desenvolvimento das técnicas de aprendizagem virtual. Isso tudo para atender a demanda crescente. Entre 2011 e 2012, o ensino a distância cresceu mais do que a educação presencial: 12,2% ante 3,1%. A EaD já representa 15,8% das matrículas em cursos superiores no país. Dessas, 83,7% está na rede privada. Os cursos mais procurados são os de administração, direito, pedagogia, ciências contábeis e enfermagem.

Apesar dos dados favoráveis, ainda existe preconceito velado do mercado com os profissionais formados em cursos à distância. De acordo com os especialistas em educação, essa situação ocorre por falta de conhecimento sobre a qualidade da certificação. No entanto, estudantes de EaD, no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), vêm obtendo resultados melhores do que os alunos da rede presencial.

O CIEE também desenvolve um programa gratuito de educação à distância, visando melhorar a formação e capacitação dos jovens para o mercado de trabalho. Atualmente são 37 cursos oferecidos no portal CIEE para os jovens cadastrados. Os cursos do CIEE já ultrapassaram a marca de 2,3 milhões de matrículas.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

Utilizando a internet para treinar funcionários e subfornecedores na norma NBR ISO 10002

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internetCom mais de 20 anos de criação, a internet vem mudando a maneira com que as pessoas se comunicam, pois elas podem manter contato por meio das rede sociais, por telefone acoplado a uma câmera no computador e trocam milhares de e-mails por ano. Agora, a ferramenta Webinar Tool está permitindo o treinamento pelo acesso a determinado link, em um horário preestabelecido, e tendo os equipamentos adequados (computador, webcam, microfone e velocidade de banda adequada) todos podem conversar ou ver uma palestra.

Essa foi a solução que foi feita a uma determinada empresa que queria um treinamento de quatro horas para alguns de seus funcionários e para os seus subfornecedores sobre a norma NBR ISO 10002:2005 – Satisfação do Cliente – Diretrizes para o tratamento de reclamações nas organizações, que fornece orientação para o processo de tratamento de reclamações sobre produtos dentro de uma organização, incluindo planejamento, projeto, operação, manutenção e melhorias. O tratamento de reclamações é apropriado para ser um dos processos do sistema de gestão da qualidade como um todo.

Com a sua implementação, a empresa contará com muitos benefícios como o uso de um processo aberto, transparente, eficaz e eficiente de tratamento, um aumento nas suas competências e a eliminação das causas de insatisfação. Além disso, a norma ajudará a empresa a obter todas as informações necessárias para revisar continuamente o processo de tratamento das reclamações.

Esta norma não tem a característica de ser uma norma certificadora ou para finalidades contratuais. O que se busca é estabelecer as orientações para a implantação de um processo de tratamento de reclamações, independente do tipo de atividade da organização, seja ela com ou sem fins lucrativos, uma grande rede varejista ou um pequeno comércio de bairro, uma empresa tradicional ou que opere exclusivamente por meio do comércio eletrônico. Essa norma visa ao benefício não somente a organização, mas também seus clientes e outras partes interessadas no seu desempenho.

A empresa escolheu o seu palestrante, um dos maiores especialistas em atendimento aos clientes, e reuniu 20 funcionários que acompanharam a apresentação ao vivo. Todos os subfornecedores receberam um link para uma participação online e eles utilizaram um computador com dispositivo de áudio, acesso à internet através de conexão em banda larga de, no mínimo, 500 kbps e navegador Web Internet Explorer 6.0 ou superior, ou outro navegador compatível.

Todos os participantes, tanto ao vivo como online pela internet, receberam uma cópia digital da norma para fins de treinamento, além das apresentações do palestrante. E qual foi o custo de tudo isso? Bem mais barato do que um curso in company que envolveria os custos de transporte, estadia, etc. dos funcionários e dos subfornecedores. A gravação da palestra foi disponibilizada para ser colocada no site da empresa.

Faça a sua consulta para uma estrutura necessária para transmissão, gravação, edição, acompanhamento, disponibilização dos cursos e coffee break para os participantes presenciais para um período de quatro horas. Haverá sempre uma solução ideal para a sua empresa.

HAYRTON RODRIGUES DO PRADO FILHO Jornalista profissional (11) 9105-5304

hayrton@uol.com.br
hayrtonprado@gmail.com

Conferência Global de Segurança de Alimentos

Minha amiga Ellen Lopes, uma das maiores especialistas em segurança de alimentos do Brasil, está em Orlando (EUA) para participar da Conferência Global de Segurança de Alimentos, que será realizada entre os dias 15 e 17 de fevereiro. Ela criou um blog para postar notícias e comentários sobre o evento. Segundo ela, essa é uma ocasião especial para quem quer se atualizar sobre os mais recentes desenvolvimentos em segurança de alimentos, com palestrantes de renome internacional, e é também uma oportunidade única de networking para os participantes com seus pares de outros países. O tema deste ano é “Promover a Segurança Mundial de Alimentos através da Colaboração”. Será mostrada a importância de cada uma das partes envolvidas ao longo da cadeia de abastecimento, do campo à mesa, e como essa colaboração permite entregar alimentos mais seguros aos consumidores em todo o mundo.Para acessar o site da Ellen (ellen.lopes@fooddesign.com.br), clique no link http://www.diretodogfsi.blogspot.com/