Sorte

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Eduardo Moura

Num dos últimos livros de Goldratt (The Choice), li a seguinte frase do filósofo Seneca: “Sorte é quando a preparação se encontra com a oportunidade”. Interessante… Isso significa que alguém não poderá aproveitar uma oportunidade (isto é, ter “sorte”) se não estiver “pré-parado” (isto é, aprontar-se com antecedência). Existem  dois tipos de erros que as pessoas (e por consequência as organizações) podem cometer com respeito a isso.

O primeiro é não se preparar para poder identificar e aproveitar as inúmeras oportunidades que estão por aí, à espera de serem encontradas. A consequência desse primeiro erro é ficar esperando que a sorte seja entregue de bandeja, e como isso é extremamente raro, desenvolve-se a percepção de que a realidade é cruel e injusta. E,  para não ter que reconhecer o duro fato de ser incompetente, desenvolvem-se mecanismos de autoproteção, como por exemplo, colocar a culpa em terceiros (cônjuge, família, governo, concorrentes etc. – e sobram acusações até mesmo para Deus!).

No âmbito pessoal, o trágico resultado desse primeiro erro é viver toda uma vida de forma absolutamente vegetativa e irrelevante e, ao chegar no final dela, olhar para trás e amargamente constatar que passamos por este planeta sem deixar nenhuma marca. Já no âmbito empresarial, o resultado é uma organização que vive à mercê dos ventos e ondas do mercado, e como o oceano dos negócios é cada vez mais turbulento, corre-se um risco cada vez maior de naufragar sem deixar vestígios.

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O segundo tipo de erro é preparar-se de maneira equivocada, com base em falsas premissas, informação incorreta, modelos obsoletos ou métodos ineficazes (e tais coisas existem de montão, várias delas discutidas em artigos anteriores). Para ilustrar o ponto: alguém deseja fixar um parafuso (a oportunidade) e escolhe para isso um martelo (a preparação equivocada).

Mas como podemos então, tanto no âmbito pessoal quanto empresarial, estar preparados para identificar e explorar as oportunidades? Naquele mesmo livro, Goldratt dá a receita: a melhor forma de preparação é pensar claramente em termos de causa e efeito.

Já nascemos com esse dom, mas infelizmente em vez de desenvolvê-lo, deixamos que o mesmo se atrofie devido a diversos fatores, começando com o atual sistema de ensino. Basta contrastar um típico garotinho (com sua insistente pergunta “por que?”) com um idoso acomodado às circunstâncias da vida.

Bem, a boa notícia aqui é que o método que permite desenvolver nossa habilidade para pensar claramente em termos de causa e efeito já está disponível: trata-se do Thinking Process (TP), o processo de raciocínio lógico da Teoria das Restrições. Com ele, podemos desvendar qualquer situação complexa e identificar os poucos fatores que a governam. E outra boa notícia é que, no livro mencionado acima, Goldratt expõe os princípios que orientam a aplicação eficaz do TP, tanto para a vida pessoal quanto profissional.

Aprender e aplicar este poderoso método pode provocar grandes transformações em nossa compreensão da realidade, com todos os benefícios que podem resultar disso. Se você ainda não conhece o TP, recomendo fortemente buscar fazê-lo, o mais rápido possível!

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial – emoura@qualiplus.com.br

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Antes só do que mal acompanhado

VÍDEO EXPLICATIVO

Apresentando os novos requisitos e as alterações para a ISO 9001:2015

Tem sido verificado em todo o mundo, nos últimos anos, um significativo aumento no interesse pelo desenvolvimento de Sistemas de Gestão “integrados”

Embora o MASP seja normalmente aplicado em equipes multidisciplinares, nada impede que ele seja usado por uma única pessoa. Em alguns casos isso seria até vantajoso

Claudemir Oribe
“Ninguém cometeu erro maior do que aquele que não fez nada, porque poderia fazer apenas um pouco.”  Edmund Blake – filósofo e político anglo-irlandês do Século 18.

Embora possa soar estranha, e por vezes até discutível, a frase “antes só do que mal acompanhado” faz parte da cultura popular. Ela já foi tema de música, de filme, de publicações, além de ser impossível não recorrer a ela quando se discute relacionamentos pouco saudáveis. A assertiva diz respeito ao antagonismo entre a iniciativa, ou empreendimento, pessoal e o coletivo, bem como o efeito negativo de se tentar toma-la acompanhado de quem nada tem a contribuir, ou de quem poderia até mesmo impedir o avanço rumo a um objetivo. A frase “muito ajuda quem não atrapalha”, seria uma frase irmã daquela (i).

Não se trata de entrar no mérito da pertinência de tais expressões. Certamente, elas caíram no repertório do conhecimento popular por que, provavelmente, se apresentam de forma correta na maioria das vezes e incorreta na minoria. A questão que se coloca diante do contexto de resolução de problemas é se haveria casos em que uma quantidade maior de pessoas, ou pessoas com algum perfil específico, podem atrapalhar ou impedir o desenvolvimento de um projeto. Se positivo, quais seriam esses casos, em quais contextos e para quais perfis de pessoas.

Aplicar o MASP sozinho, sem uma equipe (ii), é como delegar a elucidação de um crime a um único investigador de polícia. Todo o trabalho investigativo, a formulação de teorias explicativas e coleta de evidências ficarão a seu cargo. E, para o bem ou para o mal, ele estará sob a observação dos pares e da chefia, cujo apoio nem sempre existe ou é positivo (iii).

Falando primeiramente do contexto, o MASP pode ser aplicado individualmente quando não há recursos humanos disponíveis para uma composição de uma equipe. O excesso de trabalho indisponibiliza as pessoas para participação, o que não significa que não poderiam ajudar ad hoc. De fato, é preciso reconhecer que reuniões demandam muito mais tempo do que o necessário para discussões produtivas, numa proporção mínima de 3 para 1. Se esses recursos humanos não existem ou não estão disponíveis a empresa pode estimular a cooperação, para que troquem e forneçam informações e deem um pouco de si para o projeto alheio, mesmo que cada um esteja conduzindo seu próprio. Um sistema de avaliação e de reconhecimento, para distribuição do mérito, pode estimular o comportamento cooperativo.

Quanto aos casos, o MASP pode ser aplicado por uma única pessoa quando há urgência na resolução. Afinal, uma pessoa sempre anda mais rápido do que um grupo seja fisicamente, mentalmente e principalmente socialmente. Se você estiver com um grupo que sofreu um acidente e precisa de socorro imediato, se não houver obstáculos intransponíveis, uma pessoa sozinha pode encontrar a ajuda de forma muito mais rápida do que acompanhada. Pessoas precisam ser convencidas e suas objeções ouvidas e consideradas, mesmo que não tenham sentido.

Quanto menos pessoas houver, melhor é o andamento do processo, embora possa haver um risco maior que precisa ser assumido. Se o MASP for aplicado sozinho, até o tempo de um ciclo errado e a retomada para um novo ciclo pode ser feito de maneira muito mais rápida, pois nem o constrangimento do insucesso será menor.

Quanto ao perfil das pessoas, o MASP pode muito bem ser aplicado por uma pessoa de perfil empreendedor. O empreendedor é naturalmente multidisciplinar e já está habituado a buscar ajuda temporária e a derrubar barreiras. Ele é dotado de autoconfiança e de determinação suficientes, não precisando de um ambiente psicossocial positivo para estar motivado. O desafio por si só é combustível suficiente para fazer aquilo que ninguém nunca fez. Talvez seja por isso que muitas empresas estejam fomentando o empreendedorismo interno, pois diante do tempo escasso, do excesso de dificuldades e da necessidade de inovação é o profissional empreendedor que pode atuar como “um trator” e fazer a coisa acontecer.

Já em relação ao perfil negativo, existem muitos tipos característicos que, sem treinamento adequado, deveriam ser evitados num time de resolução de problemas. Em primeiro lugar está aquele que realmente nada tem a contribuir, pois não possui experiência e nem habilidades necessárias. Isso costuma acontecer quando o departamento, envolvido com o problema, delega um estagiário ou funcionário ocioso para representar a área. Evidentemente, não há nada contra estagiários, mas seu potencial de contribuição é naturalmente menor do que alguém com experiência de anos no processo alvo.

Além disso, existem ainda os não treinados, os prolixos, os preguiçosos, os confusos, os desmotivados, as estrelas – que gostam apenas de expor sua vaidade – e os piores, os interesseiros, para quem o processo de resolução representa uma ameaça ao seu status quo, ou uma oportunidade para alavancar outros interesses de poder ou de prestígio. Com membros assim numa equipe de MASP, é possível afirmar sem titubear: antes só, pois certamente estará mal acompanhado, ocasionando discussões sem fim, tarefas não cumpridas, discussões de causos, conflitos, dúvidas, pessimismo e outros tantos fenômenos comportamentais adversos.

Para encerrar, é preciso enfatizar que a aplicação individual do MASP exige uma quantidade de formação e treinamento muito superior, pois não haverão outros membros para sanar eventuais lacunas cognitivas do método, das ferramentas, dos processos ou das soluções. Aqui, uma cabeça pensa por todas e, portanto, para aplicar o MASP sozinho é preciso saber muito (iv). É preciso ser um MASP Master!

Claudemir Oribe é Mestre em administração, consultor e instrutor de MASP, ferramentas da qualidade e gestão de T&D – claudemir@qualypro.com.br

Referências

ANTES SÓ DO QUE MAL ACOMPANHADO. Direção: John Hughes. Produção: John Hughes. Intérpretes: Steve Martin, John Candy, Kevin Bacon e outros. Roteiro: John Hughes. Los Angeles: Paramount Pictures, 1987. 1 DVD (123 min.), Color.

MARTINS, Daniel. Antes só do que mal acompanhado! Disponível em http://www.administradores.com.br/. Acessado em 05/04/2015.

MATHUZALÉM. Antes só, do que mal acompanhado. Intérprete Altemar Dutra. São Paulo, RCA Victor: 1975. 1 LP.

ORIBE, Claudemir Y. Quem Resolve Problemas Aprende? A contribuição do método de análise e solução de problemas para a aprendizagem organizacional. Belo Horizonte, 2008. Dissertação (Mestre em Administração). Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

ORIBE, Claudemir Y. Os Tipos de Grupos de Aplicação do MASP. Revista Banas Qualidade. São Paulo: Editora EPSE, n. 234/43, novembro 2011. p. 64.

Notas:


[i] Há outra frase que também se assemelha, mas que guarda certa agressividade, egocentrismo e, certamente, um uso limitado, que é “se queres algo bem feito, faça-o você mesmo”.

[ii] Normalmente o MASP é aplicado em Círculos de Controle da Qualidade – CCQs, focados no aprendizado, e em Grupos de Melhoria da Qualidade (ou Contínua), que focam o resultado.

[iii] O contexto da aplicação, o suporte técnico e político podem influenciar muito a motivação para o desenvolvimento de um projeto. Este é um elemento que não deve ser desprezado.

[iv] Além de conhecimento técnico profundo do processo, é necessário um treinamento mínimo de 16 horas no MASP mas 16 a 24 em ferramentas da qualidade. Habilidades em planilhas eletrônicas e autonomia para transitar pelas áreas será muito útil para analisar dados e buscar evidências e providenciar soluções.

As quatro palavras mágicas do relacionamento humano

Curso: Filtros de Harmônicos em Sistemas Industriais

Este curso dará os subsídios mínimos para a aplicação de capacitores, mesmo na presença de cargas geradoras de harmônicos, incluindo exemplos de aplicação de capacitores, dimensionamento de bancos antiressonantes e filtros. Mais informações: https://www.target.com.br/home.aspx?pp=1&c=640&cm=1

Ernesto Berg
Existem palavras mágicas que, quando as empregamos, exercem efeito especial sobre as pessoas. São elas: com licença, por favor, desculpe e muito obrigado.

Todos sabemos que elas são muito importantes para o nosso relacionamento, entretanto, parece que muitas pessoas sofrem de amnésia crônica e precisam ser lembradas diariamente disso. Utilizá-las é uma atitude que temos de adotar todos os dias até integrá-las automaticamente ao nosso comportamento. Quando as usamos demonstramos, não apenas, sentimento de consideração pelos outros mas, sobretudo, de boa educação e humildade.

As pessoas querem ser reconhecidas e tratadas com apreço e respeito. As palavras mágicas auxiliam muito no diálogo com as pessoas de nosso relacionamento, e também com todas as outras com quem nos deparamos durante o dia – quando temos que falar com elas -, seja motorista de ônibus, atendente de lanchonete, gari, telefonista ou qualquer outra pessoa.

Ao dizer “com licença”, estamos solicitando permissão para interromper alguém, fazermos ou falarmos algo e, junto com isso, uma mensagem subliminar de que respeitamos a pessoa e gostaríamos de dizer ou perguntar algo. No entanto, o tom de voz é que dirá se estamos pedindo “com licença” de forma humilde e respeitosa, ou se estamos fazendo de maneira arrogante e mal-educada. Cabe a nós nos policiarmos quanto ao modo correto de fazê-lo se quisermos evitar complicações desnecessárias.

Quando falamos “por favor” emitimos a mensagem de que precisamos ajuda ou atenção de alguém, ou como um simples gesto de polidez. “Desculpe” é uma palavra que demonstra não somente educação, mas também maturidade de quem a pronuncia, porque nem sempre as pessoas gostam de admitir que erraram ou que fizeram algo inadequado.

“Muito obrigado”, pronunciado de forma aberta e sincera, é o melhor gesto de reconhecimento que podemos expressar quando somos auxiliados ou beneficiados em algo. A propósito, você tem o hábito de agradecer às pessoas com quem você convive em casa, no trabalho, em sua comunidade? Se não o faz desafie-se a fazê-lo todos os dias, em todas as circunstâncias que a situação se apresente.

As palavras mágicas são tão essenciais no relacionamento humano quanto o ar que respiramos, pois representam demonstrações de respeito, humildade e atenção às pessoas, e são expressões universalmente reconhecidas e apreciadas por todas as pessoas e povos em qualquer lugar do mundo.

Porém, a mais especial das palavras: é bom lembrar que as pessoas têm nome. Então, não deixe de fazer uso do nome delas sempre que conversar com alguém pessoalmente, por telefone ou e-mail. Dale Carnegie, autor de vários best-sellers sobre relações humanas, disse certa vez que o som mais suave e agradável que existe para alguém é o seu próprio nome.

Lembrar-se do nome de uma pessoa que você pouco conhece, ou não vê há muito tempo, é algo que encanta qualquer um. Ao dizer o nome dela você está demonstrando estima por esse alguém, e quanto o tem em consideração, pois está registrado em sua memória.

E as palavras certas podem provocar milagres. Um cego estava a pedir esmolas na rua e, ao seu lado, uma placa de papelão onde se lia: “Sou cego, por favor me ajude”. As pessoas passavam e, de quando em vez, uma ou outra moeda era lançada na latinha.

Um pedestre caminhava apressadamente para o trabalho e, quando já havia passado pelo pedinte, parou subitamente, olhou em sua direção, e voltou. Pegou a placa de papelão e, do outro lado, escreveu algo.

Enquanto fazia isso falou simpaticamente com o cego e depositou uma moeda no recipiente. Em seguida colocou o papelão ao lado do cego e foi embora sem dizer mais nada. Não demorou muito e o pedinte começou a ouvir o tilintar das moedas caindo sem parar na sua latinha, até entupi-la. E assim aconteceu por várias vezes.

Horas depois o mesmo pedestre, voltando do trabalho, perguntou ao cego se tudo estava bem com ele. Reconhecendo a voz, o pedinte perguntou ao homem o que ele havia escrito no papelão. Este respondeu: “Escrevi a mesma coisa, só que com palavras diferentes. Pus na placa: hoje está um lindo dia, mas não posso vê-lo porque sou cego”.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 14 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos – berg@quebrandobarreiras.com.br

Como lidar com a timidez?

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Aprenda a tirar proveito das suas características e, assim, ser tímido não será mais um problema.

Quem nunca sentiu aquele frio na barriga na hora de conhecer pessoas novas ou quando precisa se expor? Essa nunca é uma situação fácil – e se torna ainda mais complicada quando se trata de pessoas que sofrem com a timidez.

Ser tímido é algo comum: uma sensação inerente ao ser humano, e nada mais é do que o surgimento do medo quando é preciso interagir com outras pessoas. No entanto, o problema começa quando esse medo impede alguém de ter uma vida “normal” ou de conquistar seus objetivos, devido à timidez excessiva.

Andreia Rego, psicanalista e coach de desenvolvimento humano no Rio de Janeiro/RJ, comenta que um dos grandes problemas da timidez excessiva é que ela geralmente vem acompanhada de outras características não positivas, como a baixa auto-estima e falta de confiança, a preocupação com o julgamento do outro e o fato de achar que estão sempre sendo observadas. “Essas características fazem com que essas pessoas muitas vezes deixem passar oportunidades por medo de fracassarem ou de ‘darem a cara a tapa’. Porém, no mundo atual, aqueles que não demonstram ser proativos e a fim de conquistar seus objetivos podem ser passados para trás por pessoas que nem sempre possuem as mesmas habilidades e competência, contudo, são corajosas e estão dispostas a errarem ou a nem sempre agradar o outro”, explica.

Mas ser tímido não é o fim do mundo. De acordo com pesquisas feitas pela PUC-RS, com 30 mil internautas em 2013, os tímidos apresentam algumas vantagens: são pessoas silenciosas que estudam mais, que se formam mais na faculdade; são mais controlados com o lado financeiro; a renda financeira é maior; possuem menores chances de desemprego; têm mais discrição nos ambientes; são mais observadores; bons ouvintes; mais concentrados no que fazem, etc. “Ressaltando que isso não quer dizer que extrovertidos também não tenham essas vantagens e diversas outras. Tudo é questão de saber aproveitar o que existe de melhor dentro dessas qualidades”, comenta.

A principal dica que Andreia Rego oferece é: tire proveito de suas características. “Entenda que a timidez é uma característica, e não um defeito. Quando sentir essa sensação, faça um esforço para reconhecer a emoção e se perguntar o motivo de estar se sentindo assim num determinado momento. Encontrando respostas, baixamos as pressões em nós, passando a entender melhor o que acontece dentro da gente”, comenta a profissional, que trabalha com algumas dicas do coaching para fazer com que a pessoa torne-se menos tímida.

“Alguns exercícios com os coachees (clientes) são: escolher algum horário do dia e puxar conversa com um conhecido para falar algo do seu interesse; fazer esportes em grupo para trabalhar relação interpessoal; não se cobrar tanto, permitindo-se erros e acertos de forma normal; não se preocupar demais com julgamento dos outros; ser mais otimista; aceitar elogios; acreditar em si e melhorar sua autoimagem com autoconhecimento e até roupas, cortes de cabelo que lhe agradem”, sugere.

Para a especialista, o ideal é sair da zona de conforto e encarar de frente os medos – porém, se essa atitude parecer muito complicada de ser feita sozinha, a pessoa deve procurar um profissional que lhe auxilie nesse caminho. “É preciso compreender que a timidez não é uma doença e que há várias maneiras de lidar para solucioná-la. Basta a pessoa estar motivada e a fim de ultrapassar essa barreira”, conclui Andreia Rego.

Os fatos e os mitos sobre a proteção contra as descargas elétricas

raio“Há coisa de alguns anos, fui atender a uma emergência técnica no Rio de Janeiro: uma central telefônica tinha sido atingida por um raio causando a queima de 45.000 linhas de assinantes. O fabricante daquela central não tinha peças de reposição suficientes e, após três dias de interrupção dos serviços, a população afetada ameaçava invadir as instalações da operadora. Ao chegar ao local, o responsável técnico foi logo me dizendo que a estação tinha para-raios e aterramento e que estava em operação há oito anos sem nenhum problema. De fato, após uma rápida vistoria externa pude constatar que o prédio era protegido por um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) adequado. Da mesma forma, ao inspecionar as salas de equipamentos ficou clara a falta de proteção interna adequada, motivo da queima generalizada das linhas de assinantes! Bastou um raio em oito anos para causar todo aquele transtorno”, conta o professor e engenheiro Antônio Roberto Panicali (proelco@uol.com.br – (11) 9-9112-0110).

Raios são descargas elétricas poderosas que se dão entre nuvens e entre nuvens e a Terra. Embora as descargas entre nuvens possam interferir em alguns sistemas de telecomunicações, o poder destrutivo desses fenômenos se manifesta nas descargas nuvem/solo. Os raios mais poderosos chegam a ter energia suficiente para erguer um transatlântico de grande porte! Imaginem o que podem fazer com uma casa ou equipamento eletrônico desprotegido.

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Panicali: “raios são descargas elétricas poderosas que se dão entre nuvens e entre nuvens e a Terra”

Panicali observa que a ação de um raio, dependendo de sua intensidade e da configuração da rede elétrica de uma cidade, pode causar danos a instalações até 3 km do local de sua incidência. “Os SPDA, comumente chamados de para-raios, visam a proteção das edificações diretamente atingidas por um raio, e de pessoas no seu interior; nada garantem quanto à proteção das instalações internas, principalmente dos equipamentos mais sensíveis como computadores, sistemas de som, etc. Há necessidade de se cuidar da proteção das instalações elétricas internas (além dos para-raios), particularmente envolvendo indústrias, CPD, sistemas de telecom, etc., nas quais uma única falha pode resultar em prejuízos/danos vultosos”.

Ele acrescenta que muitas pessoas, mesmo da área técnica, pensam que um bom para-raios e um bom aterramento garantem a proteção necessária”, diz o professor. “Porém, na melhor da hipóteses, isso é parcialmente verdade. São conceitos  do tempo de tecnologias antigas (válvulas, motores, relés, etc.) muito menos sensíveis à perturbações elétricas do que os atuais transistores e circuitos integrados”, explica.

De fato, num passado próximo, há 50 ou 60 anos, não só o número desses equipamentos sofisticados era infinitamente menor como a tecnologia da época, baseada em válvulas, relés, motores etc. Ela era muito mais robusta e menos poderosa, é claro. Uma válvula, o equivalente a um transistor atual, operava com uma tensão de 350 V enquanto que um circuito integrado (CI) dos equipamentos modernos opera com apenas 12/20 V. Uma perturbação de 20V numa válvula pouco ou nada alterava seu funcionamento; no caso de um CI é suficiente para tirá-lo fora de operação para sempre.

Para o professor, para-raios perfeitos e um bom aterramento era o que bastava para se obter uma proteção adequada das instalações do passado! Eram os paradigmas da época. “Hoje em dia, uma instalação protegida apenas dessa forma, estará condenada a ter sérios problemas. Modernamente os conceitos de proteção tiveram que ser totalmente reformulados.”Aviões recebem, em média, um raio por ano, dependem fortemente de equipamentos eletrônicos no seu interior e, obviamente, não possuem fio terra. Você já pensou: 10 km de cabo com um peso na ponta sendo arrastado a 900 km/h na terra? Felizmente, mesmo sem fio terra, nada acontece dentro das aeronaves”.

“Por outro lado”, continua, “mesmo que se tivesse gasto toda a verba de uma empresa para fazer o melhor aterramento do mundo (resistência de zero Ohm, no linguajar técnico) é possível mostrar que, por si só esse aterramento não evita acoplamentos magnéticos com as correntes dos raios e, portanto não garantem a proteção das instalações. Basear a proteção de uma instalação unicamente em um bom aterramento é um mito a ser abandonado”. Outro aspecto a ser considerado na proteção das novas instalações profissionais é a confiabilidade, ressalta Panicali. Os Centros de Processamento de Dados (CPD) de grandes bancos, por exemplo, são projetados para operar com uma confiabilidade de uma falha a cada 20.000 anos. “É claro que a queima de 45.000 linhas de assinante a cada oito anos é totalmente inaceitável”, comenta.

Para que tais graus de confiabilidade sejam atingidos é necessário uma completa mudança de paradigmas de projeto, não mais baseados em para-raios e aterramentos. O ponto de partida deve ser a definição do grau de confiabilidade desejado para a instalação em questão, expressa em termos de risco tolerável, Rt, expresso em falhas toleráveis por ano; por exemplo, a norma IEC 62.305 (2010) que serviu de base para a nova norma de proteção brasileira recentemente aprovada, recomenda para serviços públicos (água, luz, etc.) Rt=0,001/ano falha devidas a raio, ou seja, uma falha a cada 1.000 anos.

“Esse grau de confiabilidade deverá ser atingido levando-se em conta os níveis de suportabilidade dos equipamentos envolvidos assim como a agressividade do local em questão”, exemplifica Panicali. ”Em Lima no Peru, devido ao microclima local, a incidência anual de raios é praticamente nula. No Brasil varia entre 0,3 e 20 raios por quilômetro quadrado por ano. Se estiver no topo de um morro aumenta a probabilidade da instalação vir a ser atingida. É possível mostrar que uma instalação localizada no fundo de um vale na região nordeste está 60.000 vezes mais protegida contra raios do que outra situada no topo de um morro em outras regiões do Brasil como, por exemplo, em partes da região norte e sudeste”.

Em seguida leva-se em conta fatores como o tipo de edificação: se é um contêiner metálico blindado, uma construção de concreto armado ou um abrigo de madeira, cada um oferecendo diferentes graus de blindagem às induções magnéticas. “Além do tipo de construção, a localização dentro do prédio é outro fator a ser considerado”, assegura Panicali. “Andares altos e proximidades com paredes externas correspondem a ambientes eletromagnéticos mais expostos às induções devidas às correntes dos raios”.

Finalmente, conforme avalia o engenheiro, para que a confiabilidade desejada seja atingida, leva-se em conta o programa de manutenção: dependendo do grau de agressividade do local alguns componentes de proteção, particularmente protetores de surtos e aterramento devem ser objeto de revisões periódicas. “Estes são os fatores que, face a nova norma de proteção contra descargas atmosféricas já aprovada na ABNT, deverão orientar os novos projetos a partir de agora, e que exigirá dos profissionais da área um esforço adicional para a aquisição dos conhecimentos necessários, seja na forma de cursos, seminários e literatura técnica”.

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Sete regras para um feedback correto, eficaz e sem constrangimento

CURSO PELA INTERNET

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – Disponível pela Internet
O curso visa a orientação de todo o pessoal envolvido no Projeto, na Construção, na Aprovação de Licenças e na Fiscalização de Instalações voltadas para o Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis.

Dar feedback faz parte das tarefas de um líder, mas, para que a ação tenha o efeito desejado, é preciso cuidado para não causar um resultado inverso. De acordo com a coach Bibianna Teodori, alguns profissionais podem receber a mensagem como uma crítica e até se abalar com a atitude.

“Muitos ficam na defensiva e se sentem humilhados ou envergonhados. Mas normalmente isso acontece quando o feedback não foi aplicado corretamente”, afirma a especialista.

Segundo Bibianna, a ação só surte efeito quando o receptor a encara como um estímulo. “Quando o feedback leva o profissional a se sentir encorajado a encontrar soluções, melhorar ou adotar uma postura proativa, é sinal que o processo foi bem feito pelo líder.”

Para a coach, é fundamental que o emissor da mensagem aponte caminhos mais produtivos e enriquecedores, para que o aprendizado possa ocorrer. “Deve-se encorajar o colaborador, esclarecer pontos da situação atual e visar a solução dos problemas, além do aprimoramento de habilidades.”

Bibianna lista abaixo sete regras para o feedback ideal:

1) Descreva o comportamento ou o acontecimento que merece atenção, exatamente como ocorre, sem fazer juízo de valores.

2) Seja especifico, não geralista. Qual comportamento deve ser melhorado ou aprimorado?

3) O feedback deve ser voltado para a necessidade do receptor, e não do emissor. A ação não é feita para extravasar raiva, decepção ou qualquer emoção negativa.

4) Foque no comportamento, não na identidade do receptor.

5) Ajude a tornar o feedback algo solicitado, positivo, bem recebido, e não imposto. Se você quer fazer uma bela colheita, precisa de terra e sementes saudáveis.

6) Dê o feedback rapidamente, logo após um acontecimento. Quanto maior a demora, maiores serão as chanches de o interlocutor esquecer pontos cruciais e até mesmo duvidar de que as coisas aconteceram da forma como você esta dizendo.

7) Tente validar se o feedback foi absorvido. Existe uma grande diferença entre ouvir e escutar. Ouvir efetivamente significa entender e observar as informações transmitidas.

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Trusted Internet: é possível?

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Leandro Hernández, vice-presidente da F-Secure para América Latina

De uma rede de computadores acadêmica custeada pelos militares, a internet transformou-se na World Wide Web e, depois, naquilo que hoje conhecemos. Ela criou novas indústrias e empresários bilionários. Ela encolheu o mundo conectando pessoas que, de outro modo, nunca teriam interagido. Ela ajudou todas as pessoas tornando sua vida um pouco mais fácil — desde manter-se em contato com a família até ser o recurso número um para a pesquisa sobre qualquer determinado assunto. É difícil imaginar a vida sem ela.

É claro que nem todo mundo está online… ainda. Os números variam, mas é geralmente aceito que aproximadamente 3 bilhões de pessoas já estão conectadas à Internet. Isto corresponde a 42% da população do mundo. A internet é, agora, uma extensão da humanidade. Ela é nossa criação maravilhosa e estamos cada vez mais dependentes dela. O problema é que ela está se transformando em um Frankenstein. Estamos tão consumidos em saber se algo (como rastrear os movimentos das pessoas online) é possível, que a indústria se esqueceu de perguntar a si mesma se deveria fazê-lo. A ética, muitas vezes, tem sido excluída na corrida pela obtenção de mais dados pessoais, pois conhecimento é poder.

Então, a internet e a indústria que a rodeia estão em um ponto de inflexão. A disputa para dominar os mercados emergentes de produtos e serviços levou muitas empresas a perderem de vista o que a Internet deveria ser. Se as coisas continuarem nessa trajetória ética descendente, corremos o risco de violar os direitos de todas as pessoas que a utilizam. Estima-se que, em 2018, metade da população do mundo estará online. Isso significa que metade das pessoas poderia ter seu direito à privacidade (Artigo 12 da Declaração Universal dos Direitos Humanos) violado. Isso é inaceitável porque é evitável.

A Lei 12.965, que estabelece o Marco Civil na internet no Brasil, sem dúvida foi um grande avanço nesse sentido, pois traz garantias importantes para o cidadão. No eixo sobre privacidade, procura garantir os direitos civis em relação aos seus dados pessoais. Isto é, que os dados que uma pessoa informa para acessar um site ou uma rede social continuem sendo seus e não das empresas responsáveis por prestar esses serviços. Isso é um avanço importante, mas honestamente, isso não parece que vem sendo respeitado. É claro que violar a privacidade de clientes e prospects não é uma estratégia de vendas sábia, mas é uma prática mais comum do que se imagina na Internet.

E por que isso acontece? Porque os dados tem um valor real. Se você não acredita em quão valiosos os seus dados são, basta dar uma olhada no Google. A gigante da internet obteve mais de US$ 12 bilhões de lucro no ano passado. Nada mal para uma empresa que doa seus serviços gratuitamente. O Google coleta tantos dados acerca de seus usuários que é a quarta maior fabricante de servidores do mundo. Ela nem sequer vende servidores; é só para seu próprio uso, para armazenar, entre outros, informações sobre pessoas.

Dados pessoais são um grande negócio. Os anunciantes pagam muito dinheiro por perfis de pessoas. De que as pessoas gostam, onde vivem, em quem têm a probabilidade de votar, se são canhotas — algumas empresas de marketing afirmam ter até 1.500 pontos de interesse no perfil de cada indivíduo. Todos esses pontos de interesse são algo que essas pessoas estão felizes por terem compartilhado? Eu duvido.

E a Internet das Coisas?

Em seguida vem a Internet das Coisas (IoT), um conceito segundo o qual inúmeros objetos, desde torradeiras até pontes, estarão conectados à internet, onde compartilharão os dados que coletam. Os benefícios dessa rede emergente é que a análise dos dados levará a ganhos de eficiência e facilitará ainda mais a vida para as pessoas. Por exemplo, eu poderia combinar os dados coletados do pedômetro — aparelho que contabiliza os passos de um atleta — de meu smartphone, de meu aplicativo de dieta e do monitor cardíaco de meu relógio para analisar a minha saúde e fazer melhorias conscientes. Até aqui, tudo bem.

As águas da IoT ficam um pouco mais sombrias quando você começa a perguntar quem mais terá acesso àqueles dados a meu respeito. Talvez eu não me importe de meu médico vê-los, mas não me sinto confortável com empresas de marketing ou seguradoras de saúde vendo esses dados. Eles são assunto particular.

Temos a sorte de ainda estar no estágio inicial da IoT e de termos a oportunidade de moldar o seu impacto sobre a nossa vida particular. Essa é, porém, uma janela relativamente pequena para fazermos a coisa certa; por isso, temos de ser francos para proteger as liberdades civis das pessoas.

A solução ética

O próximo estágio de desenvolvimento da internet precisa ser a Trusted Internet. As pessoas têm o direito à privacidade online e isso é inteiramente possível, prova disso é o Marco Civil brasileiro.

Nem todas as empresas e organizações online fazem parte do frenesi de coleta de dados. Algumas, simplesmente não se importam com o que você pesquisa em um mecanismo de busca ou com os sites que você visita (a menos que eles sejam mal-intencionados, é claro!). Nós acreditamos que os seus dados são exatamente isso — seus.

Até agora, a internet desenvolveu nas pessoas o gosto pelo gratuito. Os usuários têm sido relutantes em pagar por serviços que poderiam obter de graça em outro lugar. Mas, agora, as pessoas estão percebendo que, quando não pagam pelo produto, elas são o produto. Para nós, nossos clientes são isso — clientes. Sendo o cliente, seus dados lhe pertencem. Nosso trabalho é protegê-los de modo que seus dados continuem sendo seus.

Nós acreditamos que a internet deve ser um lugar para as pessoas aprenderem e interagir. Isso não deve custar a nossa privacidade. Se deve haver um preço, ele deve ser quantificável, de modo que as pessoas tenham a oportunidade de decidir sobre os serviços que desejam usar, em vez de simplesmente obter acesso a serviços em troca de suas informações pessoais.

Nós somos a geração que vive intensamente a internet. Não sejamos a geração que descartou a ética e o respeito à privacidade.

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