Prestação de contas da atual direção da ABNT: um dever ainda não cumprido – Parte 1

Finalmente, a atual diretoria da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), formada pelo temido “Coronel”, Pedro Buzatto Costa, seu genro, Ricardo Fragoso, e Carlos Santos Amorim, servidor público, reconhece seu dever em dar transparência às contas da ABNT, infelizmente esse reconhecimento foi feito de forma vazia e evasiva por meio de um texto no site. Depois que eu publiquei uma série de matérias jornalísticas, sem mentiras ou inverdades, leio essa publicação da diretoria da ABNT cheia de blá blá blá que não responde às dúvidas da sociedade brasileira.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Na verdade, em todo o texto publicado, fora o reconhecimento do dever de prestar contas, somente uma única pergunta foi respondida, e a resposta não anima. Considerando que ao longo de mais de 60 anos o presidente da ABNT sempre teve um mandato de dois anos, com a possibilidade de uma reeleição, por que o estatuto foi alterado, pela atual gestão da ABNT, na década passada, para alterar essa regra e permitir reeleição eterna do presidente? “A ABNT por meio de sua Diretoria, desde 2003,…”

Ou seja, há mais de 13 anos não se muda a foto do presidente do Conselho Deliberativo da ABNT na sala dos ex-presidentes. E isso depois de 75 anos de história. Se isso não causa estranheza na maioria da pessoas, na minha opinião isso é muito antiético e imoral, uma perpetuação no poder que não faz bem em qualquer instituição.

Quanto à prestação de contas, impressiona a declaração da atual diretoria em agir de forma ilegal confessando que não apresenta suas contas de forma transparente para a sociedade e sim para foros próprios “a Diretoria, desde 2003,cumpre religiosamente esta missão, apresentando o seu balanço, demonstrativos financeiros e seus resultados nos foros próprios e competentes para a sociedade, pois trata-se de uma associação civil, privada e de utilidade pública que cumpre com suas obrigações estatutárias”.

A diretoria atual da ABNT esquece que a obrigação da entidade não é vender norma a 400 reais ou mais. Na verdade, é justamente o contrário. A obrigação da ABNT é publicar as Normas Técnicas Brasileiras elaboradas pela sociedade de forma não remunerada por especialistas e fomentar e dar publicidade a essas normas. Vendendo a 400 reais ou mais vai ficar difícil. Atualmente, a ABNT é composta de três partes bem distintas: a ABNT Associação de normalizadores composta por mais de 15.000 pessoas ou profissionais que prestam um trabalho gratuito dentro dos Comitês Técnicos, correspondendo aos membros das comissões de estudo, coordenadores e secretários de reuniões, etc. que elaboram, com seu trabalho voluntário, as normas técnicas brasileiras (NBR).

Também existe a a ABNT Cartório, com mais de 90 pessoas com trabalho remunerado, inclusive a sua atual diretoria e um corpo de advogados contratados a honorários desconhecidos, que recebe os documentos normativos da ABNT Associação de normalizadores, formata esses documentos e carimba o número da norma. Deve-se ressaltar que é somente na ABNT Cartório que existe a diretoria executiva, a qual estabelece seus próprios salários e custos da entidade cartório, os quais, de acordo com a estratégia deles e não do país, nem das organizações citadas por eles: “ABIMAQ, ABCP, ABINEE, FIESP; entidades governamentais, como INMETRO, IPT, DCTA; empresas, como PETROBRAS e SCHINEIDER; além de outras entidades como o SEBRAE, e Superintendentes de Comitês Brasileiros”, devem ser divulgados.

Além disso, a sociedade deve entender que a ABNT Cartório, por ser entidade de utilidade pública, é obrigada por Lei a publicar todos os seus custos (números). Mas, a atual diretoria da entidade os esconde de forma ilegal, justamente para não ser identificado eventual desvio de conduta de sua administração.

Soma-se a tudo isso a ABNT Certificadora que nunca publicou um balanço e cria regulamentos próprios para a certificação de produtos. Mais uma pergunta pode ser feita: a atual diretoria da ABNT entende o conceito de abuso do poder econômico, que ocorre toda vez que uma empresa se aproveita de sua condição de superioridade econômica para prejudicar a concorrência, inibir o funcionamento do mercado ou aumentar arbitrariamente seus lucros. Como qualquer ilícito à concorrência, ele não se dá a partir de práticas específicas, mas, sim, quando o detentor de parte do mercado age em desconformidade com os seus fins, desvirtuando e ultrapassando as fronteiras da razoabilidade.

Quanto ao atual plano de ação da atual diretoria da ABNT em relação à normalização brasileira, vamos fazer uma análise mais apurada disso nos próximos textos. O que podemos adiantar é que o país, nesses últimos 12 anos, só caiu em termos de competitvidade mundial, muito em consequência das falhas nos processos de normalização.

No fundo, a reeleição eterna do presidente do Conselho Deliberativo da ABNT leva que vantagens indevidas continuem ocorrendo na entidade, pelo fato de o presidente do Conselho Deliberativo da ABNT ser genro do diretor geral da entidade. Mais uma vez, com a palavra o Inmetro, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Ministério Público Federal e, finalmente, a Polícia Federal. Essas entidades deveriam tomar as ações necessárias para que os membros da diretoria executiva da ABNT deixem de ser remunerados, sob qualquer forma ou pretexto, pela própria entidade.

Por fim, reitero minha disponibilidade aos três membros da diretoria para o agendamento de uma entrevista. Basicamente as questões: Quais os números da entidade, o balanço, a demonstração do resultado do exercício (DRE)? Quais são os custos gastos nos processos de feitura das normas técnicas? A ABNT paga algum valor aos membros das comissões de estudo que efetivamente elaboram as normas técnicas? Quais são os poderes e salários dos diretores estatutários da ABNT? Atualmente eles têm poder de decisão? O presidente do Conselho Deliberativo da ABNT outorga poderes extraordinários à diretoria da ABNT? Quais são esses poderes? Há pagamentos de despesas pessoais dos diretores pela ABNT? Se sim, como são feitas essas prestações de contas? Quais foram os investimentos feitos nos Comitês Técnicos em 2013 e 2014? Quais são os custos com salários dos funcionários? Desde que a ABNT foi reconhecida como entidade de utilidade pública até antes da atual gestão da entidade as normas técnicas brasileiras eram vendidas pela ABNT por preço referente, exclusivamente, ao reembolso do custo da cópia reprográfica do conteúdo da norma. Por que a atual gestão da ABNT alterou esse método e cobra preços muito acima desse custo? A ABNT cobra royalties sobre direito autoral das normas técnicas? A ABNT obtém lucros nas vendas das normas técnicas? A ABNT ainda é uma instituição de utilidade pública? Se sim, por que não presta conta do seu faturamento e de suas despesas à sociedade, descumprindo a lei? Considerando o Código de Defesa do Consumidor, a ABNT concorda que as normas técnicas brasileiras são de observância obrigatória em relação aos direitos do consumidor de produtos e serviços oferecidos no Brasil? Estou esperando sentado, logicamente, porque de pé vou me cansar.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade, editor do blog https://qualidadeonline.wordpress.com/ e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) – hayrton@hayrtonprado.jor.br – (11) 991055304.

Gerenciamento de Projetos: pré-requisitos e estágios evolutivos


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Eduardo Moura

Quando uma empresa qualquer se engaja em esforços de melhoria, sejam estes definidos a partir de um planejamento estratégico ou como parte da implementação de iniciativas de desenvolvimento organizacional, tais como TOC (Teoria das Restrições), Lean, Seis Sigma ou Gestão por Processos, fica evidente a necessidade de gerenciar os vários projetos mais eficazmente (sem mencionar aquelas empresas cujo próprio negócio são projetos). Diante dessa premente necessidade, muitas organizações buscam avidamente a solução na metodologia tradicional de Gerenciamento de Projetos.

Mas, muitas fracassam,  porque em tal intento dão um passo maior do que a perna e acabam sofrendo uma “distensão”, já que seu nível de maturidade organizacional não lhes permite saltar de uma situação  quase caótica diretamente a um sonhado paraíso de ordem e harmonia operacional. Entretanto, mesmo em empresas que já têm o PMO (“Project Management Office”) instituído e capitaneado por PMPs (“Project Management Professionals”), e apesar das cautelosas e detalhadas práticas de análise de risco, é muito comum observar três sintomas clássicos, em suas diferentes combinações: os projetos atrasam, o orçamento fica curto e a qualidade final dos entregáveis deixa a desejar.

Portanto, apesar de que existam muitas coisas boas a resgatar no PMBOK (“Project Management Body of Knowledge”), o fato é que 60 anos de práticas tradicionais de Gerenciamento de Projetos não ajudaram a eliminar ou reduzir substancialmente aqueles sintomas negativos. Diante disto, e longe de considerar-me especialista no assunto, permito-me transmitir ao leitor algumas dicas práticas sobre como melhorar a eficácia no gerenciamento de projetos de melhoria, a partir da consideração de três pré-requisitos básicos e da observação de quatro estágios evolutivos.

O primeiro pré-requisito é simplesmente atentar para algo óbvio: a expressão “gerenciamento de projetos” implica não apenas a gestão interna de cada projeto individual, mas principalmente a existência efetiva de uma gerência, isto é, alguém ou uma equipe com autoridade e visão geral dos vários projetos, tratando de assegurar que os mesmos formem um todo harmonioso que aponte para o objetivo global da organização. Isto é óbvio porém não trivial, já que a realidade na maioria das organizações revela uma “gerência” apenas nominal, a qual se limita a atribuir líderes para cada projeto e a cobrar os resultados finais (o que está bem distante de merecer o nome de gestão).

O segundo pré-requisito é consequência imediata do primeiro e consiste em estabelecer claramente uma ordem de prioridade para os diferentes projetos, a qual considere tanto o impacto relativo dos mesmos como também a sequência lógica de execução da cadeia de projetos, tendo em vista o objetivo global que se busca. Não estabelecer claramente a prioridade de cada projeto significa abraçar a crença irracional de que os recursos disponíveis para os mesmos têm capacidade infinita.

E parece que, lá no fundinho, a alta gerência adota a premissa tácita de que seu pessoal sempre oculta uma “reserva de energia” e que, além do mais, Murphy não existe. Tal conduta negligente acaba decretando o atraso de vários projetos, com o agravante de que tais atrasos ocorrem de maneira aleatória, ao sabor dos acontecimentos, e sem qualquer critério lógico. Porque afinal se tudo é urgente, na prática nada é urgente. Portanto, todo projeto deve receber uma ordem de prioridade, e nenhum projeto deveria somar-se aos que já estão em andamento sem que sua prioridade relativa seja atribuída (com os correspondentes ajustes na execução dos que passam a ter menor prioridade).

O terceiro pré-requisito é realizar o acompanhamento frequente, sistemático e disciplinado não apenas da execução de cada projeto, mas principalmente do avanço global de toda a cadeia de projetos. Isso também é consequência dos pré-requisitos anteriores, porque se não existe um organismo de gestão global dos projetos e se os mesmos não têm prioridade relativa, então o que resta é apenas esperar passivamente que as coisas aconteçam. Mas, se existe um senso claro de relevância e prioridade, então naturalmente nos preocupamos em acompanhar o progresso das atividades e em detectar e tratar as inevitáveis dificuldades de implementação, pois compreendemos que os resultados que buscamos dependem crucialmente de tal acompanhamento dinâmico.

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial –emoura@qualiplus.com.br

Dutos terrestres: a gestão do conhecimento por meio das normas técnicas

dutoUm duto terrestre pode ser definido como a ligação de tubos destinados ao transporte de petróleo, seus derivados ou gás natural. Eles são classificados em oleodutos, quando transportam líquidos, ou seja, petróleo e seus derivados e em gasodutos quando transportam gases. Os oleodutos que transportam derivados de petróleo e álcool também são chamados de polidutos.

Os dutos terrestres são usados para transporte de líquidos desde a antiguidade, pois os chineses usavam bambu; os egípcios e os astecas, material cerâmico; e os romanos, chumbo. O primeiro duto para transporte de hidrocarbonetos, com duas polegadas de diâmetro, foi construído em ferro fundido e ligava um campo de produção a uma estação de carregamento de vagões a uma distância de 8 km na Pensilvânia, em 1865. No Brasil, o primeiro duto para transporte de petróleo foi construído na Bahia em 1942, tinha diâmetro de duas polegadas e um quilômetro de extensão, ligava a Refinaria Experimental de Aratu ao Porto de Santa Luzia.

O escoamento de petróleo e derivados entre as fontes de produção, refinarias e centros de consumo pode ser realizado através de navios, caminhões tanque e dutos. Entretanto, os oleodutos, gasodutos e polidutos são geralmente o meio mais econômico para transportar grandes volumes de petróleo, derivados e gás natural por grandes distâncias.

O processo de construção e montagem de dutos consiste na ligação de vários tubos de comprimento e diâmetro variável. Após a confecção do duto, este é enterrado a cerca de 1 metro de profundidade. Para a construção de dutos, as indústrias contratam empresas especializadas, porém ficam responsáveis pela supervisão dos serviços para que seja garantida a qualidade, o prazo e o custo.

A NBR 15280-1 de 08/2009 – Dutos terrestres – Parte 1: Projeto estabelece as condições e os requisitos mínimos exigidos para projeto, especificação de materiais e equipamentos, inspeção, ensaio hidrostático e controle da corrosão, em sistemas de dutos terrestres. Aplica-se a sistemas de dutos para a movimentação de produtos líquidos ou liquefeitos.

Os sistemas de dutos abrangidos por esta parte são: dutos e seus ramais; dutos em terminais marítimos; dutos que interligam estações de bombeamento; tubulações em bases e terminais; tubulações em píeres, estações de recebimento e lançamento de pigs, estações de redução e controle de pressão e válvula intermediária; dutos que se interligam às plantas de processamento e refinarias, incluindo as tubulações que adentram estas áreas com o propósito de estabelecer conexão entre estas plantas e os dutos, desde que estes sejam instalados em faixa reservada e de uso exclusivo, definida no plano diretor da respectiva planta.

Devido ao deslocamento permanente de máquinas, equipamentos, veículos pesados, pessoas, alojamentos, alimentos e energia, por locais sem infraestrutura de acesso, à medida que a matéria prima vai se transformando no produto final, uma obra de dutos é similar a uma obra de estrada de rodagem. A obra de dutos passa por várias fases.

Além das atividades de construção, são necessários alguns serviços preliminares a essas atividades. As fases da construção e montagem de dutos consistem em atividades de aerolevantamento, pré-comunicação, cadastramento físico e jurídico, projeto básico, estudo de impacto ambiental, obtenção das licenças prévia, de instalação e operação e nas atividades de construção e montagem propriamente ditas.

Nas atividades de aerolevantamento são feitas fotografias aéreas para reconhecimento e determinação do traçado do duto. A pré-comunicação consiste na comunicação com as comunidades vizinhas com objetivo de informar sobre as atividades de construção e montagem que irão acontecer no local onde o duto vai passar. As atividades de cadastramento físico e jurídico consistem no cadastramento das propriedades por onde o duto irá passar, para que posteriormente seja feita a atividade de liberação da faixa do duto.

O projeto básico define as diretrizes para construção do duto. Estudos de impacto ambiental são necessários para o conhecimento de possíveis impactos que poderão ser causados pelas atividades da construção e são obrigatórios para a obtenção das licenças nos órgãos municipais e estaduais pertinentes.

É necessário que haja uma licença prévia para o início das atividades de construção. A licença de instalação é necessária para a instalação dos canteiros de apoio. A licença de operação é necessária para que se possa iniciar a operação do duto.

A NBR 15280-2 de 12/2015 – Dutos terrestres – Parte 2: Construção e montagem estabelece os requisitos mínimos exigíveis para construção, montagem, condicionamento, teste e aceitação de dutos terrestres. Aplica-se à construção, montagem, condicionamento, teste e aceitação de dutos terrestres novos de aço carbono, seus componentes e complementos, e também às modificações de dutos existentes, destinados ao transporte, transferência e escoamento da produção de: hidrocarbonetos líquidos, incluindo petróleo, derivados líquidos de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e álcool – oleodutos; gás natural processado e não processado – gasodutos.

As características, o alto valor do empreendimento e as necessidades operacionais exigem que os trabalhos executados durante a construção e montagem de um duto sejam de alta qualidade. Os gerentes das empresas contratante e contratada devem dar grande atenção a todas as fases da obra, com eficiente coordenação.

Os profissionais, em todos os níveis, devem ser cuidadosamente selecionados e bem orientados. Os equipamentos de construção e montagem devem atender, qualitativa e quantitativamente, às necessidades da obra.

A construção e a montagem de duto terrestre devem ser executadas considerando os seguintes aspectos básicos gerais, além do seu projeto: estar em consonância com as leis do município ou estado em que se localiza; dispor de todas as permissões das autoridades competentes com jurisdição sobre a faixa de domínio do duto; ter critérios estabelecidos para a garantia da qualidade da sua execução.

A construção e a montagem de duto terrestre devem ser executadas de acordo com procedimentos executivos específicos, emitidos previamente ao início de cada atividade da obra, elaborados em conformidade com os documentos de projeto e com esta norma, e contemplando no mínimo os seguintes elementos: inspeção de recebimento, armazenamento e preservação de materiais; locação e marcação da faixa de domínio e da pista em área rural, incluindo: sinalização da obra e demarcações das interferências; locação e marcação da faixa de trabalho em área urbana; abertura da pista em área rural, incluindo: acessos, terraplenagem (corte e aterro), supressão vegetal e desmonte de rocha; compactação de reaterro, com controle tecnológico; implantação da faixa de trabalho em área urbana; abertura e preparação da vala, incluindo desmonte de rocha; transporte, distribuição e manuseio (incluindo carga e descarga) de tubos e outros materiais; curvamento de tubos; revestimento externo com concreto de tubos e juntas de campo; soldagem, incluindo: ajustagem, alinhamento e fixação dos tubos e acessórios para soldagem e respectivos registros de qualificação, guarda, preservação e tratamento dos insumos de soldagem; inspeção por ensaios não destrutivos após soldagem; revestimento externo anticorrosivo e isolamento térmico – tubos, juntas de campo, trechos de afloramento da tubulação e reparos; abaixamento na vala e cobertura; proteção da vala, restauração e limpeza; sinalização dos dutos e da faixa de domínio; montagem e instalação de componentes e complementos; cruzamentos e travessias; limpeza, enchimento e calibração; teste hidrostático; condicionamento do duto; inspeção do revestimento externo anticorrosivo após a cobertura; instalação de sistemas de proteção catódica; documentos “como construído” – organização e execução do livro de projeto (data book), incluindo documentos de rastreabilidade dos materiais utilizados (tubos, acessórios, eletrodos etc.), desenhos de fabricantes, manuais, desenhos “como construído”, planilhas de distribuição de tubos; inspeção dimensional interna do duto.

Nos procedimentos devem estar indicadas as características dos equipamentos a serem utilizados nas diferentes fases da construção e montagem. Nos procedimentos devem estar indicados os critérios de segurança, meio ambiente e saúde ocupacional a serem seguidos, em cada uma das atividades de sua abrangência.

Os serviços devem ser executados de acordo com os parâmetros de segurança, meio ambiente e saúde, estabelecidos pelas autoridades competentes com jurisdição sobre a faixa de trabalho ou de servidão do duto. Os serviços devem ser executados dentro dos níveis máximos de ruído estabelecidos pela autoridade competente.

Em caso de proximidade com comunidades, medidas para atenuação de ruídos podem vir a ser necessárias em determinadas fases do trabalho. Todo trabalhador deve ser previamente treinado no tocante aos aspectos de segurança, meio ambiente e saúde, consoante os requisitos estabelecidos para a sua atividade, antes de ingressar pela primeira vez na faixa de dutos.

A cobertura da vala deve ser realizada logo após o abaixamento da coluna, preferencialmente na mesma jornada de trabalho em que for realizado o abaixamento; quando não for possível a realização da cobertura total da vala no trecho abaixado, deve ser feita no mínimo uma cobertura parcial que garanta proteção ao duto.

A primeira camada de cobertura, até uma altura de 30 cm acima da geratriz superior do duto, deve ser constituída de solo solto e isento de pedras, torrões e outros materiais que possam causar danos ao revestimento ou ao isolamento térmico, devendo ser retirada da própria vala ou de jazida; o restante deve ser completado com material da vala, podendo conter pedras de até 15 cm na sua maior dimensão.

Os métodos, equipamentos e materiais a serem empregados devem levar em consideração o tipo de solo e as características do terreno. Não é permitido o rebaixamento do nível de terreno original da faixa para obtenção de material para a cobertura, salvo em caso de corte do terreno definido em projeto.

Quaisquer danos observados na coluna durante a cobertura devem ser prontamente reparados ou corrigidos. Quando for requerida a compactação controlada do reaterro da vala, devem ser colocadas camadas de altura compatível com o tipo de solo e o grau de compactação necessário.

A critério da companhia operadora, pode ser utilizado o adensamento hidráulico do material de reaterro. Neste caso, deve ser verificada a estabilidade do duto à flutuação.

A atividade de cobertura deve ser executada de forma a garantir a segurança e a estabilidade do duto, atendendo aos seguintes requisitos: a princípio, todo o material retirado durante a escavação da vala, que for isento de matéria orgânica, torrões, raízes, pedras, etc., deve ser recolocado na vala, na atividade de cobertura, cuidando-se para que a camada externa do solo (contendo material orgânico) seja recolocada na sua posição original (na superfície); deve ser providenciada uma sobrecobertura ao longo da vala (leira principal), a fim de compensar possíveis acomodações do material; deve ser evitada a execução da sobrecobertura nos seguintes casos: passagem através de regiões cultivadas ou irrigadas nas quais a pista, após restaurada, deve ficar no nível anterior, de forma a não causar embaraços ao cultivo e à irrigação; trechos em que a existência de uma sobrecobertura possa obstruir a boa drenagem da pista; cruzamentos ao longo de ruas, estradas, acostamentos, pátios de ferrovias, trilhos, caminhos e passagens de qualquer natureza; sempre que a sobrecobertura não puder ser realizada, deve ser providenciada a compactação com controle tecnológico do material de cobertura, em camadas de espessura determinada por meio de ensaios (máxima de 15 cm), de modo que o solo, após compactado, atinja o grau de compactação de 95 % do proctor normal; junto ao duto a compactação deve ser executada por soquete manual; deve-se evitar que o material de cobertura contenha madeiras, galhos, folhas e outros tipos de material orgânico; nos trechos em rampa, devem ser adotados métodos de drenagem superficial e proteção de pista e vala, para evitar deslizamentos ou erosão do material de cobertura.

Os serviços de proteção, restauração e limpeza da faixa de domínio, dos logradouros, das instalações públicas e das propriedades privadas devem ser definidos em função dos seguintes princípios básicos: garantia de segurança para a pista, logradouros, demais propriedades e, consequentemente, para o duto; garantia da segurança e da restauração das condições originais das propriedades de terceiros e bens públicos, decorrentes de possíveis consequências negativas, diretas ou indiretas, causadas pela implantação do duto; minimização dos impactos causados ao meio ambiente, restituindo-se, na medida do possível, as condições originais das áreas envolvidas.

Devem ser executados serviços de drenagem superficial, medidas de controle de erosão e proteção vegetal das áreas envolvidas, incluindo acessos e áreas de bota-fora, bem como a restauração definitiva das instalações danificadas. Estes serviços devem ser iniciados imediatamente após a cobertura da vala, de maneira que estejam concluídos, no menor tempo possível.

No caso de faixas com dutos existentes, antes do início dos serviços de restauração, deve ser recuperada a sinalização provisória. O material retirado na operação de restauração e limpeza da pista, logradouro ou terrenos deve ser depositado em local adequado, de modo a evitar destruição ou dano à propriedade de terceiros, bem como a obstrução de vias de acesso, cursos d’água, escoamento de águas pluviais e canais de drenagem.

Os cruzamentos com logradouros, estradas e caminhos devem ser convenientemente restaurados, de forma definitiva, logo depois de concluídos os trabalhos. Em áreas de preservação ambiental, as árvores e a vegetação removidas durante a execução da obra devem ser replantadas de acordo com as determinações da autoridade competente.

As cercas atravessadas durante a construção, e reconstituídas provisoriamente, devem ser restauradas em caráter definitivo, de forma que apresentem condições e resistência iguais ou superiores às originais. A restauração deve ser tal que o material da pista, logradouro ou terreno utilizado nos serviços de construção não seja transportado pelas águas das chuvas e depositado em mananciais, açudes, estradas, bocas de lobo, sarjetas, calçadas ou benfeitorias.

A NBR 16049 de 04/2012 – Dutos terrestres – Qualificação e certificação de pessoas – Inspetores estabelece a sistemática de qualificação e certificação de pessoas responsáveis pela execução das atividades de controle da qualidade na construção e montagem de dutos terrestres de aço e seus complementos, destinados ao transporte e distribuição de: hidrocarbonetos líquidos, incluindo petróleo, derivados líquidos de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e álcool – oleodutos; gás natural e gás combustível (gás natural processado) – gasoduto.

O sistema de certificação, que é controlado e administrado por um Organismo de Certificação de Pessoas (OPC), inclui todos os procedimentos necessários para demonstrar a qualificação de uma pessoa na execução das atividades de controle da qualidade na construção e montagem de dutos terrestres e seus complementos, resultando na emissão do certificado de competência.

Enfim, o transporte por dutos de gases ou líquidos, como o petróleo e seus derivados, é feito por meio de uma infraestrutura fixa que pode ser de superfície, subterrânea ou submarina e que liga os locais de produção ou extração aos pontos de distribuição, refino ou embarque, como terminais de portos. Os oleodutos são tubos de metal, com diâmetro de até 76 cm.

Bombas situadas nos pontos de partida e em locais intermediários, de acordo com a extensão do oleoduto, impelem o produto. São dotados de saídas para o ar e para gases, de registros para interromper o fluxo em caso de avarias e outros apetrechos, como indicadores e registradores de capacidade.

Um carnaval de impostos

CarnavalOs foliões que vão curtir o carnaval podem preparar os bolsos. Isso porque, segundo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) os tributos nos produtos de Carnaval podem acabar com a folia do brasileiro.

As bebidas, itens muito consumidos nesta época do ano, continuam impulsionando os índices de tributos arrecadados pelo governo: a caipirinha tradicional (cachaça e limão) aparece em primeiro lugar, com 76,66% de tributos; seguida pelo chope, 62,20%; pela lata ou garrafa de cerveja, com 55,60%; pela lata de refrigerante, com 46,47%; e a água mineral, com 37,44%.

Quem pretende sair às ruas fantasiado também arcará com as altas taxas, uma fantasia de tecido, por exemplo, tem carga tributária de 36,41%, máscara de plástico, 43,93%; ou confeccionada com lantejoulas, 42,71%; o apito, 34,48%; colar havaiano, 45,96%; o spray de espuma, 45,94% e o confete, 43,83%.

Mesmo quem pretende fugir da folia e aproveitar o feriado para viajar, não conseguirá escapar da mordida do leão, tendo que desembolsar 22,32% dos tributos sobre passagem aérea e 29,56% que incidem sobre o valor da hospedagem. Ainda o contribuinte que desejar acompanhar de perto os desfiles das escolas de samba, arcará com até 36,28% em tributos embutidos no valor do pacote que inclui a hospedagem, o ingresso e o transporte até o sambódromo. 

Para o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, a elevada carga tributária nos produtos de Carnaval se deve ao fato destes serem itens considerados supérfluos pelo legislador. “Devido à intensa procura por esses itens, eles acabam sofrendo aumento de preço nesta época do ano, e a tributação excessiva sobre o consumo é uma das principais causas disso acontecer.”, explica Olenike, dando uma dica aos foliões: “Para evitar a mordida do leão é simples, basta usar a criatividade e restaurar roupas e acessórios antigos para incrementar a fantasia”, acrescenta.

Água de coco: 34,13%

Água mineral: 37,44%

Amendoim: 36,54%

Apito: 34,48%

Biquíni com lantejoulas: 42,19%

Caipirinha: 76,66%

Cerveja (lata ou garrafa): 55,60%

Chope: 62,20%

Colar havaiano: 45,96%

Confete/Serpentina: 43,83%

Fantasia – roupa com arame: 33,91%

Fantasia – roupa tecido: 36,41%

Guarda-sol: 37,14%

Hospedagem em hotel: 29,56%

Mascara de Lantejoulas: 42,71%

Mascara de Plástico: 43,93%

Óculos de sol: 44,18%

Pacote hotel, ingresso e Van – Desfile de carnaval: 36,28%

Pandeiro: 37,83%

Passagem aérea: 22,32%

Preservativo: 18,75%

Protetor solar: 41,74%

Refrigerante (garrafa): 44,55%

Refrigerante (lata): 46,47%

Sorvete (massa ou picolé): 37,98%

Spray espuma: 45,94%

Quatro passos para transformar períodos de crise em grandes oportunidades


NBR ISO 16972 de 12/2015: os termos relacionados com os equipamentos de proteção respiratória
Quais os símbolos gráficos para uso nos Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR)?…

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Bernd Isert e Diego Aieta

Refletindo sobre a dinâmica da crise que afeta o Brasil, além de outros momentos delicados que ciclicamente passamos, é bom ter um marco de referência para nos orientar de forma eficaz. Uma maneira de fazer isto é pensar em quatro processos fundamentais, que vêm do Coaching e do Pensamento Sistêmico. Observe a lista abaixo e identifique quanto você já pratica destas atitudes. É um ótimo exercício!

1. Desenvolvimento pessoal

. Soltar cargas do passado, crenças e medos.

. Soltar aquilo que não é mais necessário.

. Desenvolver suas capacidades e criatividade.

. Entrar em novas atividades, conhecimento e sabedoria.

2. Cooperação Ganha-Ganha

. Encontre as pessoas certas para trabalhar junto e cooperar.

. Apoiar-se no dar e receber mútuo.

. Praticar a excelência na comunicação, clareza e disciplina.

. Responsabilizar-se por si mesmo, suas tarefas e o seu contexto.

3. Desenvolver novos produtos, serviços e mercados

. Descubra o que falta e o que está precisando.

. Ofereça soluções que ninguém está oferecendo.

. Distribua as descobertas que você achar valiosas.

. Espalhe sua mensagem para o mundo e escute o retorno.

4. Pensamento Sistêmico

. Entenda como as coisas, as pessoas e as ações se relacionam.

. Aprenda o que faz a diferença e experimente.

. Apoie quem lhe apoia e abra mão de apoiar aqueles que apenas recebem.

. Mude-o, ame-o ou deixe-o.

Revise com atenção esta lista e perceba os pontos que mais lhe chamam a atenção. Quanto mais atividades desta lista você estiver envolvido, mais liberdade de evolução terá em períodos de crise. Procure equilibrar atividades nos quatro processos.

Há algo que lhe surpreende? Algo que ainda não tentou? Tem dificuldades com alguma área em especial? Quem sabe seja esse seu ponto de evolução? O coaching sistêmico apoia as pessoas a crescer e evoluir nas áreas que terão o melhor impacto nos seus resultados e qualidade de vida.

Cada crise carrega uma grande oportunidade de aprendizado, porém, é necessário algum método. Hoje em dia existem novas aplicações que vêm da Europa e dos Estados Unidos que fazem uma grande diferença. Você pode se apoiar no seu desenvolvimento pessoal e profissional participando de várias atividades que te levarão a um novo patamar.

Bernd Isert é fundador do Metaforum Internacional e master coach; e Diego Aieta é master coach – almir@rztcomunicacao.com.br

Crise: o desespero nas redes sociais por um emprego e dos spammers

O Target Genius Respostas Diretas é o mais avançado e inovador sistema de perguntas e respostas sobre requisitos de normas técnicas. É, basicamente, um conjunto de perguntas mais comuns sobre determinados assuntos das normas técnicas, acompanhadas das respectivas respostas. Definitivamente, a solução para as dúvidas sobre normas técnicas. Selecione o Comitê Técnico desejado e clique sobre o código ou título para consultar no link https://www.target.com.br/produtos/genius-respostas-diretas

crise

Duas coisas notadas na internet durante essa crise criada por pessoas incompetentes na gestão do Brasil: o desespero dos brasileiros em conseguir um emprego nas redes sociais e dos spammers que aumentam o envio de e-mails maliciosos com uma quantidade de erros que faz a gente dar risadas. Os que querem emprego colocam seus telefones celulares, seus e-mails para empresas sem a mínima dignidade para arrumar um emprego para elas. Uma exposição pessoal bastante preocupante.

Para quem não sabe, os spammers são os que praticam o spam, ou seja, enviam diversos e-mails ou qualquer outro tipo de mensagem para diversas pessoas que, na maioria das vezes, contêm um vírus do tipo keylogger. O objetivo dos spammers é disseminar malwares a fim de criar botnets, que são redes de computadores zumbis.

Com isso, eles poderão enviar ainda mais spam para mais usuários, além é claro de obter diversas senhas e contas das vítimas. Deve-se pensar nisso como uma praga, que vai se multiplicando, como a dengue, aids, etc. Cada computador infectado envia a dezenas de novas pessoas os spam e até mesmo para os contatos pessoais desse usuário.

Se o livro depois de mais de 500 anos não conseguiu ajudar os seres humanos a melhorar em suas relações conflituosas, imagine a internet: 1.500 anos a 2.000 anos. O motivo para a atual crise no Brasil foge da questão econômica e passa pela questão de credibilidade do governo que parece sofrer de uma doença que não o deixa falar a verdade.

Ninguém quer colocar dinheiro na mão de pessoas que não sabem como aplicá-lo em prol do desenvolvimento da nação. Ou como confiar em uma presidente que gasta mal o dinheiro público, ou pior quando ele é desviado para sustentar o projeto criminoso de poder do lulopetismo, como definiu o ministro do STF, Gilmar Mendes.

A inflação continuará em ritmo menor do que foi em 2015, alavancada pelo aumento de preços controlados, como o da energia e gasolina. Esses dois itens estão relativamente alinhados. A alta do dólar, prevista para 2016, exercerá uma forte pressão inflacionária, principalmente sobre os preços dos alimentos, alguns deles tão básicos como farinha de trigo. Continuará sua trajetória de alta, chegando facilmente a R$ 4,50 até o final do ano.

Um problema da crise econômica de 2016 será a possibilidade de convulsão social. Manifestações cada vez mais numerosas e violentas como as da crise na década de 80, com atos de vandalismo, poderão acontecer. As empresas sofrerão bastante com os efeitos da crise econômica de 2016, principalmente aquelas que dependem de crédito para a manutenção dos seus negócios.

Uma recomendação é que todas as empresas devem se preparar para tempos difíceis. Mas, momentos de crise podem ser épocas de grandes oportunidades de negócios. Agregar valor aos serviços oferecidos aos clientes ou dar um salto de qualidade em uma ou mais características do produto ou serviço que de fato são relevantes para a sua escolha.

Agregar valor depende de pesquisas para detectar as necessidades dos clientes, no desenvolvimento de tecnologias e nas formas de administrar mais eficazes. Em outras palavras, para agregar valor, deve-se ter um olho no cliente e outro na inovação.

Se você tiver uma igreja, não vai ter problemas. Com a crise, a procura dos clientes será maior. Basta prometer a solução das suas dificuldades e um pouquinho da água do rio onde Jesus foi batizado para a cura de tudo (que pode ser da Cantareira mesmo), que o dízimo não vai parar de pingar.

O contraste das prioridades


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A priorização pode ser facilitada pela matriz de causa e efeito (CE).

Scott Force

Os profissionais de qualidade podem não atender a todas as reclamações de clientes, remover todos os defeitos ou ter todas as soluções para o processo de implementação que a equipe desenvolve, por isso a priorização é vital. Isso mantém a orientação para resolver os problemas mais significativos e a implementação de soluções que proporcionam uma maior impacto na organização.

Como engenheiro de qualidade certificado, eu aprendi muitas técnicas para melhorar os processos, mas nada aconteceu até que eu recebi meu treinamento em Lean Six Sigma Black Belt e descobri a matriz de causa e efeito (CE), a ferramenta que tenho usado extensivamente na priorização dos elementos.

Como parte da metodologia de implantação da função de qualidade (QFD), a matriz CE permite avaliar ou comparar vários elementos através de uma lista de atributos em intervalos definidos para a sua pontuação. A Tabela 1 mostra um exemplo de uma matriz CE utilizada para a comparação em entrevistar candidatos com base em três atributos: anos de experiência em Lean Six Sigma, pretensão salarial e número de projetos concluídos.

As duas principais características da matriz são o peso ou o nível de importância e os critérios de pontuação para os atributos em uma escala de zero, um, três ou nove. No desenvolvimento do QFD, seus facilitadores querem criar um contraste maior entre os atributos fortes (marcar nove) dos mais fracos (escores de zero, um ou três). No exemplo da entrevista (ver Tabela 1), o perfil de pontuação permite que os candidatos que receberam um nove em um ou mais atributos têm mais influência sobre a priorização final para entrevistas futuras. (1)

As estimativas para a pontuação são simples: o peso ou o nível de importância de cada atributo é multiplicado pela avaliação feita pelos clientes desse atributo. Estes resultados são adicionados na linha horizontal e fornecem os pontos finais.(2) A Tabela 1 mostra os candidatos A, B e D com um conjunto de número maior de atributos preferidos para a posição, o que garante o monitoramento das comunicações ou de verificação para determinar como proceder em entrevistas futuras.

Clique na figura para uma melhor visualização

table1

No contexto dos projetos Lean Seis Sigma, a matriz CE reduz a lista de entradas no processo e como eles se relacionam com as suas saídas. Isso ajuda as equipes a investigar várias coisas: como proceder através da fase de medição do processo para definir, medir, analisar, melhorar e controlar (DMAIC); melhor priorização de melhorias para testar a fase de melhoria; e como a matriz pode ser usada como uma ferramenta de planejamento estratégico, comparando os processos em toda a organização para decidir onde concentrar os esforços de melhoria.

A matriz CE permite uma abordagem metódica e disciplinada para processo de abordagem de melhoria que é semelhante a outros métodos, como o ciclo Plan-Do-Check-e DMAIC. Isto é o que sempre me impressionou na melhoria de processos: embora eu possa ignorar as soluções para os problemas que são atribuídos à minha equipe, sei que após o meu treinamento e contando com as minhas ferramentas, sempre eu terei uma alta probabilidade de sucesso.

Referências

(1) Louis Cohen, Quality Function Deployment: How to Make QFD Work for You, Prentice Hall, 1995, p. 144.

(2) Scott Force, Creative Combination, Quality Progress, março de 2012, p. 72.

Scott Force é engenheiro de qualidade e especialista em Six Sigma Black Belt certificado pela ASQ. Ele obteve seu diploma de bacharel em engenharia industrial pela Universidade de Miami em Oxford, Ohio. Force é um membro sênior da ASQ e Six Sigma Master Black Belt formado por Sigma Breakthrough Technologies Inc.

Fonte: Quality Progress – http://asq.org/qualityprogress/index.html

Tradução: Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Faça o teste e descubra qual é a sua missão de vida?


Calculando o tráfego em elevadores conforme a norma e oferecendo boas condições de uso

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Ernesto Berg

Helen Keller, a famosa escritora e conferencista americana, que desde tenra idade (aos 20 meses de vida) ficou cega e surda, devido à escarlatina, foi certa vez entrevistada, e lhe perguntaram: “O que é pior do que nascer cega?” “Ter a capacidade de enxergar e não ter visão” – respondeu ela.
Este questionário aborda um dos fatores cruciais, não só na vida dos líderes, como de qualquer pessoa: a missão de vida. É ela que dá sentido à nossa vida, o motivo pelo qual estamos aqui. Como você se localiza em relação isso? Esse questionário focaliza missão de vida pelo lado profissional, mas fornece importantes inputs sobre sua missão de vida no aspecto mais abrangente. Responda atribuindo notas conforme critério abaixo:

5- Concordo totalmente

4- Concordo em boa parte

3- Não concordo nem discordo

2- Discordo em boa parte

1- Discordo totalmente

1 – O trabalho que eu executo tem grande significado para mim. _____

2 – Eu faço a diferença na vida das pessoas. _____

3 –  Sou visto pelos meus colegas como um bom companheiro de equipe.  _____

4 –  Minha declaração pessoal de missão de vida revela o melhor de mim. _____

5 –  Sinto-me extremamente realizado em minha carreira profissional. _____

6 –  Em tudo que eu faço dou o melhor dos meus esforços. _____

7 –  Considero os problemas dos meus colegas como se fossem meus também. _____

8 –  Confio em mim e me empenho fortemente para atingir meus objetivos. _____

9 –  Minha missão pessoal de vida é fonte de inspiração para que o meu desempenho seja o melhor possível. _____

10 – Acredito firmemente que tenho uma missão de vida a cumprir. _____

11 – Minha visão de vida é muito clara e tem grande significado para mim. _____

12 – Tenho um forte sentimento de compromisso para com os meus colegas de
trabalho._____

13 – Eu fixo  objetivos  desafiadores para mim e os persigo firmemente porque
acredito que vou atingi-los_____

14 – Eu me atiro de corpo e alma naquilo em que acredito_____

15 – Sinto-me apreciado e considerado pelas pessoas_____

Total de pontos_______

Sua Avaliação

Este questionário não pretende ser um diagnóstico de sua personalidade ou individualidade. Ele foi feito para que você faça uma autoanálise sobre o seu senso de missão de vida profissional. Menciona itens relacionados à missão de vida, visão pessoal, valores, convicções, liderança e relacionamento com grupos.

De 65 a 75 pontos. Esse escore revela que você tem um forte sentido de missão de vida, da visão de como realizá-la e de que está comprometido em atingir objetivos que sejam consistentes com sua liderança pessoal.

De 50 a 64 pontos. Essa pontuação mostra que você tem uma boa noção de sua missão de vida e de sua liderança pessoal, entretanto está apenas parcialmente comprometido em cumpri-las, seja por falta de estímulo, seja por desinteresse de sua parte. Pode melhorar.

Abaixo de 50 pontos. É um escore que revela uma grande desatenção (ou desinteresse) para sua missão e objetivos de vida e dos reais motivos pelos quais peregrina neste planeta. Não desanime. Leia os comentários abaixo.

Liderança pessoal e missão de vida

Liderança pessoal é a habilidade de ajustar seu pensamento e definir uma direção precisa para sua vida. Requer seu comprometimento em mover-se naquela direção através de ações específicas (as metas) e assim concretizar seus mais importantes objetivos de vida pessoais e profissionais, isto é, sua missão. Exercer liderança pessoal significa desenvolver uma autoimagem positiva que lhe dá a coragem e autoconfiança necessárias para seguir o caminho com perseverança e assumir responsabilidade pelos resultados.

A essência mesma da liderança pessoal é você fazer o que é certo e produtivo para você, independente dos obstáculos e das opiniões dos outros. Isto quer dizer que sua missão de vida e sua visão, não são criadas pelas circunstâncias ou situações externas, mas representam sua resposta a elas, fundamentadas em suas aptidões, competências, crenças e valores. A liderança pessoal resulta de quatro fatores indispensáveis: autoimagem positiva, sólida automotivação, crença inabalável de que suas expectativas serão realizadas e confiança em seu próprio potencial inexplorado.

A maneira de podermos materializar todo esse potencial é realizada através da fixação de objetivos e metas por escrito, lance fundamental para que isso ocorra. Assim, fixar objetivos e metas, funciona como um facho de luz potente e insubstituível para que você possa exercer sua liderança pessoal e definir sua missão de vida.

Carreira X Vocação

A missão de vida é o que dá sentido à nossa existência. Sem ela corremos o risco de seguir um caminho que não foi talhado para nós e sentir-nos frustrados, mesmo que tenhamos uma carreira de êxito. Conheço vários casos de executivos bem-sucedidos em seu trabalho, que subiram todos os degraus que se propuseram a subir e de terem atingido as metas que fixaram para si e, mesmo assim, infelizes por não terem seguido suas verdadeiras vocações.

Eles, de certa forma, subiram os degraus que queriam, mas a escada estava na parede errada, porque confundiram carreira com vocação. Carreira trata de sua ascensão profissional, enquanto que vocação é o seu “chamamento”, aquilo que você gosta e tem facilidade de fazer, isto é, seu talento natural. Você pode ter uma boa carreira profissional, galgar postos importantes na organização, ter um ótimo salário, mas nem por isso, cumprir sua vocação, aquilo que mantém sua chama interior acesa. Isto poderá frustrá-lo bastante, mais tarde, em sua vida.

O ideal é você seguir primeiramente sua vocação e, depois, fazer dela uma carreira profissional de sucesso expandindo os conhecimentos e competências através do uso dos seus talentos naturais. Somente seguindo sua missão de vida é que você irá pôr sua escada profissional e pessoal na parede certa. A vocação, atrelada à missão de vida, é o nosso papel a cumprir neste planeta; é o que nos inspira e motiva a fazer a diferença em cada dia que vivemos, nos completa e nos faz felizes.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 14 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos.

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