REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 155 | Ano 3 | 22 de Abril 2021

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Edição 155 | Ano 3 | 22 de Abril 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
  Confira os 12 artigos desta edição:  
A certificação de armas no Brasil
Os procedimentos operacionais em máquinas elétricas girantes
O gerenciamento de dados não estruturados está no topo das prioridades
O desempenho mecânico das estruturas de concreto reforçado com fibras
Existem vantagens na terceirização da LGPD?
O projeto, as inspeções e os ensaios de guindastes articulados hidráulicos
Target Adnormas
Como promover a transformação digital nas organizações
As principais tendências do mercado siderúrgico e de mineração
Anywhere office: a pandemia, rotina de trabalho e os nômades digitais
A igualdade abstrata e a desigualdade concreta
A gestão das competências de líderes para as atividades de turismo de aventura
A avaliação dos métodos de quantificação para sequências de ácidos nucleicos

O controle da qualidade do concreto reforçado com fibras

A NBR 16938 de 02/2021 – Concreto reforçado com fibras – Controle da qualidade estabelece os procedimentos para a qualificação inicial do concreto reforçado com fibras (CRF) e para o controle tecnológico durante a produção deste concreto, incluindo os critérios para a sua aceitação na obra. Aplica-se ao concreto reforçado com fibras destinado às estruturas, incluindo ou não armaduras (passivas ou ativas). Não se aplica ao controle da qualidade do concreto projetado reforçado com fibras.

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Como devem ser os lotes para controle tecnológico de estruturas com CRF em conjunto com armaduras, considerando o tipo de elemento?

Quais são os critérios para aceitação do CRF para controles de produção tipos A e B – controle de produção?

Por que realizar o ensaio de Grubbs?

Qual deve ser a aparelhagem para a determinação do teor de fibra da mistura de concreto no estado fresco?

As estruturas de concreto reforçado com fibras (CRF) podem ser classificadas em função de sua moldagem, podendo-se dividi-las em estruturas de concreto moldado no local, pré-moldadas ou de concreto projetado. Cada um desses sistemas de moldagem tem especificidades, principalmente no que diz respeito à adição de fibras ao concreto e, também, ao seu controle.

No caso das estruturas moldadas de forma convencional (moldadas no local ou pré-moldadas utilizando CRF de consistência plástica ou fluida), pode-se dividi-las em dois grupos, conforme a NBR 16935, onde são abordadas as duas possibilidades. Por sua vez, as fibras utilizadas como reforço estrutural são abordadas nas NBR 15530, NBR 16941 e NBR 16942. Este conjunto de documentos normativos foi elaborado considerando as estruturas moldadas no local e as pré-moldadas.

As fibras a serem utilizadas como reforço estrutural devem ser qualificadas previamente de acordo com as seguintes normas: fibras de aço: NBR 15530; fibras de vidro álcali-resistentes (AR): NBR 16941; fibras poliméricas: NBR 16942. No caso do CRF, os ensaios prévios definidos nessa norma são de especial importância para a escolha das fibras a serem utilizadas e suas dosagens.

A qualificação do CRF deve considerar os seguintes ensaios: tração na flexão: resistências (LOP) e residuais fR1m, fR2m, fR3m e fR4m, conforme a NBR 16940; resistência à compressão, conforme a NBR 5739; duplo puncionamento (opcional): resistências à tração e residuais fR0,5m, fR1,5m, fR2,5m, fR3,5m, conforme a NBR 16939. Em alguns casos, devem ser realizados ensaios aos 28 dias em no mínimo oito corpos de prova, de acordo com os procedimentos estabelecidos nas NBR 16940 e NBR 16939. Para cada resistência, o método para identificação de valores atípicos (discrepantes), conforme o Anexo A, pode ser aplicado para eliminar até dois resultados.

As resistências devem ser calculadas como a média aritmética de pelo menos seis corpos de prova, sendo que o valor do coeficiente de variação de cada série de corpos de prova ensaiados não pode ser superior a 25%. Caso isso ocorra, deve-se repetir o ensaio em uma série de seis corpos de prova, calculando a média com base em pelo menos 12 corpos de prova das duas séries ensaiadas.

Não pode ocorrer qualquer possível modificação na matriz de concreto ou da fibra (marca, tipo e dosagem) em relação ao que foi previamente estabelecido, até que se comprove o desempenho da fibra com base nos ensaios prévios estabelecidos antes do início da execução da estrutura. Excepcionalmente, a critério do projetista, quando existem informações documentadas referentes às algumas propriedades, essas informações podem ser aceitas para a qualificação do material.

A avaliação do concreto fresco compreende a verificação da consistência pelo abatimento do tronco de cone, que deve ser feita conforme a NBR 16889, ou do espalhamento do concreto, conforme a NBR 15823-2, em função do tipo de concreto previamente especificado. Os ensaios de consistência devem ser realizados em todos os caminhões, no caso de concreto dosado em central.

Quando as fibras são adicionadas ao concreto na usina, o controle do teor de fibras no concreto fresco, com os procedimentos indicados no Anexo B, deve ser realizado por amostragem total (todos os caminhões), conforme a NBR 12655. A resistência à compressão do CRF deve ser determinada conforme a NBR 5739. A formação de lotes e os critérios de aceitação ou rejeição dos lotes devem seguir os procedimentos da NBR 12655.

Para estruturas de CRF pré-moldadas, adicionalmente devem ser consultados os procedimentos da NBR 9062. Para o controle da resistência à tração do CRF, devem ser realizados ensaios de tração na flexão, limite de proporcionalidade (fL) e resistências residuais fR1, fR2, fR3 e fR4, conforme a NBR 16940.

A critério do projetista, o ensaio de duplo puncionamento, conforme a NBR 16939, pode ser utilizado para a determinação da resistência à tração (fissuração) (ft) e das resistências residuais (fR0,5, fR1,5, fR2,5 e fR3,5) no controle tecnológico do CRF, desde que, na etapa de qualificação do compósito, seja estabelecida a correspondência com as resistências determinadas no ensaio de tração na flexão, conforme a NBR 16940.

Consideram-se dois tipos de controle de resistência à tração do CRF: o controle para aplicações tipo A e o controle para aplicações tipo B. O tipo A deve ser adotado para aplicações com controle básico do CRF, considerando os critérios para formação de lotes, amostragem e sua aceitação, indicados nessa norma.

O tipo B deve ser adotado para aplicações que realizam ensaios preliminares de desempenho de pelo menos dois elementos estruturais, produzidos para verificar os parâmetros de projeto, e um controle rigoroso de produção do CRF certificado por terceira parte. Os critérios de formação de lotes para as resistências à tração na flexão, LOP e residuais, de estruturas produzidas apenas com CRF, estão indicados na tabela abaixo.

No caso de placas com interface com o meio elástico e a critério do projetista, o lote pode ser formado por um volume de concreto de 100 m³ e tempo de concretagem de dois dias, quando for realizada a determinação do teor de fibras no concreto fresco, com os procedimentos indicados no Anexo B, ou o controle documentado da adição de fibras na obra. A quantidade mínima de corpos de prova por exemplar para a determinação das resistências LOP e residuais (fR1, fR2, fR3 e fR4) ou para o controle tecnológico com o ensaio de duplo puncionamento, deve ser de dois corpos de prova. Para cada resistência, o método para identificação de valores atípicos (discrepantes), conforme o Anexo A, pode ser aplicado para eliminar até dois resultados.

A gestão dos serviços notariais e registrais

A NBR 15906 de 02/2021 – Sistema de gestão de serviços notariais e registrais – Requisitos especifica os requisitos para estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente um sistema de gestão de serviços notariais e registrais (SNR) que busca assegurar as necessidades e expectativas das partes interessadas pertinentes e o atendimento aos requisitos legais.

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Quais devem ser os objetivos do SNR e o planejamento para alcançá-los?

Como proceder para o desenvolvimento dos colaboradores?

Como deve ser feita a avaliação da eficácia das ações de capacitação e desenvolvimento dos colaboradores?

Como determinar a comunicação interna e externa?

A adoção de um sistema de gestão é uma decisão estratégica para um serviço notarial e registral (SNR), que pode ajudar a melhorar o seu desempenho global e a prover uma base sólida para iniciativas de desenvolvimento sustentável. Os benefícios potenciais para um SNR pela implementação de um sistema de gestão de excelência baseado nesta norma são: a capacidade de prover consistentemente os serviços notariais e registrais que atendam aos requisitos do cliente e aos requisitos estatutários e regulamentares aplicáveis; a facilidade de oportunidades para aumentar a satisfação do cliente; a abordagem de riscos e oportunidades associados com seu contexto e objetivos; e a capacidade de demonstrar conformidade com os requisitos especificados de sistemas de gestão da excelência.

Esta norma pode ser usada por partes internas e externas. Não é sua intenção induzir a necessidade de: uniformidade na estrutura de diferentes sistemas de gestão da excelência; alinhamento da documentação à estrutura de seções desta norma; uso de terminologia específica desta norma no SNR. Os requisitos de sistema de gestão especificados nesta norma são complementares aos requisitos para produtos e serviços.

Esta norma emprega a abordagem de processo e a mentalidade de risco. A abordagem de processo habilita o SNR a planejar os seus processos e as suas interações, bem como a assegurar que os seus processos tenham recursos suficientes e sejam gerenciados adequadamente, e que as oportunidades para melhoria sejam identificadas e as ações sejam tomadas.

A mentalidade de risco habilita o SNR a determinar os fatores que poderiam causar desvios nos seus processos e no seu sistema de gestão em relação aos resultados planejados, a colocar em prática os controles preventivos para minimizar efeitos negativos e a maximizar o aproveitamento das oportunidades que surjam. Atender consistentemente aos requisitos e abordar as necessidades e expectativas futuras constitui um desafio para o SNR em um ambiente progressivamente dinâmico e complexo.

Para alcançar esse objetivo, o SNR pode considerar necessário adotar várias formas de melhoria, além de correção e melhoria contínua, como mudança de ruptura e inovação. A mentalidade de risco é essencial para se conseguir um sistema de gestão eficaz. Para estar conforme com os requisitos desta norma, o SNR precisa planejar e implementar ações para abordar riscos e oportunidades.

A abordagem de riscos e oportunidades estabelece uma base para aumentar a eficácia do sistema de gestão, conseguir resultados melhorados e prevenir os efeitos negativos. As oportunidades podem surgir como resultado de uma situação favorável ao atingimento de um resultado pretendido, por exemplo, um conjunto de circunstâncias que possibilite que o SNR desenvolva novos produtos e serviços, reduza o desperdício ou melhore a produtividade.

As ações para abordar as oportunidades podem também incluir a consideração de riscos associados. O risco é o efeito da incerteza, e qualquer incerteza pode ter um efeito positivo ou negativo. Um desvio positivo proveniente de um risco pode oferecer uma oportunidade, mas nem todos os efeitos positivos de risco resultam em oportunidades.

O SNR deve determinar questões internas e externas que sejam pertinentes ao seu propósito e direcionamento estratégico e que afetem a sua capacidade de alcançar o (s) resultado (s) pretendido (s) em seu sistema de gestão. O SNR deve monitorar e analisar criticamente informações sobre essas questões internas e externas. O entendimento do contexto interno do SNR depende de sua missão, visão e valores, bem como do conhecimento de seus pontos fortes e fracos.

O entendimento do contexto externo pode ser facilitado pela consideração de questões provenientes dos ambientes legal, tecnológico, competitivo, de mercado, cultural, social e econômico, tanto internacionais, quanto nacionais, regionais ou locais. Devido ao seu efeito ou potencial efeito sobre a capacidade do SNR para prover consistentemente serviços que atendam aos requisitos do cliente e aos requisitos estatutários e regulamentares aplicáveis, o SNR deve possuir sistemática documentada para determinar: as partes interessadas que sejam pertinentes ao sistema de gestão; e as expectativas dessas partes interessadas que sejam pertinentes ao sistema de gestão.

O SNR deve monitorar e analisar criticamente informações sobre essas partes interessadas e suas expectativas e usá-las para promover mudanças. Deve determinar a aplicabilidade do sistema de gestão para estabelecer o seu escopo. Ao determinar esse escopo, o SNR deve considerar: as questões internas e externas apresentadas em 4.1; as expectativas das partes interessadas pertinentes, referidas em 4.2; os produtos e serviços do SNR.

O escopo do sistema de gestão do SNR deve estar disponível e ser mantido como informação documentada. O SNR deve estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente um sistema de gestão, incluindo os processos necessários e suas interações, de acordo com os requisitos desta norma.

O SNR deve determinar os processos necessários para o sistema de gestão e sua aplicação, e também deve: determinar as entradas requeridas e as saídas esperadas desses processos; determinar a sequência e a interação desses processos; abordar os riscos e as oportunidades que possam impactar no sistema de gestão; melhorar os processos e o sistema de gestão. Na extensão necessária, o SNR deve: manter a informação documentada para apoiar a aplicação do sistema de gestão em seus processos; reter informação documentada para ter confiança em que o sistema de gestão seja realizado conforme planejado em seus processos.

A Alta Direção do SNR deve fornecer evidências do seu comprometimento com o sistema de gestão e com a melhoria contínua de sua eficácia, mediante: a comunicação da importância do sistema de gestão do SNR na redução do desperdício e na melhoria dos serviços e processos internos no SNR para os seus usuários; o estabelecimento de uma política organizacional; a garantia de que sejam estabelecidos os objetivos organizacionais do SNR; a condução de análises críticas periódicas para acompanhar o desempenho do sistema de gestão do SNR; e a garantia da disponibilidade de recursos para assegurar a efetividade do sistema de gestão do SNR.

A Alta Direção deve estabelecer uma política organizacional que seja apropriada ao contexto do SNR; proveja uma estrutura para o estabelecimento de objetivos do SNR; inclua um comprometimento em satisfazer os requisitos aplicáveis; e inclua um comprometimento com a melhoria contínua do sistema de gestão do SNR. A política organizacional deve: estar disponível como informação documentada; ser comunicada no SNR; estar disponível para partes interessadas, como apropriado.

A Alta Direção deve assegurar que as responsabilidades e autoridades para os papéis pertinentes sejam atribuídas e comunicadas no SNR, de forma a deixar claros os níveis de execução e aprovação, bem como a hierarquia. A Alta Direção deve atribuir responsabilidades e autoridades para: assegurar que o sistema de gestão do SNR esteja conforme com os requisitos desta norma; relatar o desempenho do sistema de gestão do SNR para a Alta Direção.

Convém que a Alta Direção assegure a disponibilidade de pessoal para garantir a efetividade do sistema de gestão do SNR. As relações funcionais, responsabilidades e autoridades de cada colaborador devem ser mantidas como informação documentada.

A Alta Direção deve aprovar uma estratégia documentada que estabeleça, entre outros pontos, sua missão, visão, valores e/ou princípios-guia e indicadores de desempenho, alinhados com a atividade, de forma que seus colaboradores entendam as diretrizes e estratégias do serviço. A estratégia documentada deve: estar alinhada com a política organizacional; ser difundida entre os colaboradores, de forma que eles entendam como suas atividades devem estar alinhadas com a missão e a visão de futuro do serviço; ser atualizada em intervalos regulares e planejados, de forma a estar coerente com os propósitos do serviço e das estratégias; ser avaliada por meio de indicadores de desempenho mensuráveis; incluir o comprometimento com a ética e a transparência nas relações, atendimento às leis e normas regulamentares, bem como com a melhoria contínua.

As ações planejadas e executadas pela Alta Direção e por seus colaboradores devem refletir o comprometimento com os valores do SNR. A Alta Direção deve adotar uma prática de avaliação por meio de sua equipe de colaboradores, que deve se reunir em intervalos regulares e planejados, de forma a propagar e implementar a estratégia.

A Alta Direção deve estabelecer um código de ética documentado para todos os colaboradores e criar metodologias para avaliação de seu cumprimento. Convém que o código de ética englobe as partes interessadas pertinentes. Ao planejar o sistema de gestão, o SNR deve considerar as questões referidas em 4.1 e as expectativas referidas em 4.2, bem como determinar os riscos e oportunidades que precisam ser abordados para: assegurar que o sistema de gestão possa alcançar seus resultados pretendidos; aumentar os efeitos desejáveis; prevenir, ou reduzir, os efeitos indesejáveis; alcançar a melhoria.

O SNR deve planejar ações para abordar esses riscos e oportunidades, como: integrar e implementar as ações nos processos do seu sistema de gestão; avaliar a eficácia dessas ações. As ações tomadas para abordar riscos e oportunidades devem ser apropriadas ao impacto potencial sobre a garantia e conformidade do sistema de gestão. As opções para abordar riscos podem incluir evitar o risco, assumir o risco para perseguir uma oportunidade, eliminar a fonte de risco, mudar a probabilidade ou as consequências, compartilhar o risco ou decidir, com base em informação, reter o risco.

Os testes de pressão de válvulas metálicas industriais

A NBR ISO 5208 de 03/2021 – Válvulas industriais – Teste de pressão de válvulas metálicas especifica os exames e testes com os quais um fabricante de válvulas precisa atuar, a fim de estabelecer a integridade do limite de pressão de uma válvula metálica industrial e verificar o grau de estanqueidade da válvula e a adequação estrutural do seu mecanismo de fechamento. Esta norma destina-se a ser aplicada em conjunto com os requisitos específicos de uma norma construtiva de válvula na medida em que a norma construtiva for citada como referência normativa. Onde os requisitos de uma norma construtiva diferem dos dados nesta norma, aplicam-se os requisitos da norma construtiva.

Esta norma não é aplicável aos aspectos de segurança dos testes de pressão. Recomenda-se que as pessoas que usam esta norma estejam familiarizadas com a prática normal de teste. Esta norma não pretende tratar de todos os problemas de segurança, se houver, associados ao seu uso. É de responsabilidade do usuário estabelecer práticas apropriadas de segurança e saúde e garantir a conformidade com quaisquer requisitos regulatórios nacionais em particular, quando usar gás de alta pressão para testes.

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Qual deve ser a duração mínima do teste de pressão?

Quais os requisitos gerais para o teste de estanqueidade?

Qual deve ser a pressão do teste de estanqueidade?

Qual deve ser a sequência do teste de estanqueidade?

O objetivo desta norma é o estabelecimento de requisitos e práticas básicas para teste de pressão de válvulas de várias configurações que são usadas em aplicações de uso geral, geração de energia, petróleo e petroquímica ou indústrias similares. A intenção é fornecer um conjunto consistente de requisitos processuais e critérios de aceitação que possam ser considerados em conjunto com os padrões específicos da válvula apropriados para aplicações específicas.

Foram consideradas as necessidades dos requisitos de teste de válvulas da EN 12266 e API 598, com os requisitos referenciados para válvulas designadas por PN (ou classe que é a designação alfanumérica para o limite de pressão-temperatura que é comum para componentes usados em um sistema de tubulação, usados para fins de referência) para a primeira norma e válvulas designadas por Classe para a segunda norma. Um comprador pode especificar, em um pedido de compra de válvula, requisitos de ensaio e teste de pressão, além da oportunidade de testemunhar ensaios e testes específicos em processo, no que diz respeito às válvulas que são objeto do pedido de compra.

Nesse caso, um representante do comprador deve ter acesso às áreas do local do fabricante envolvidas no ensaio relacionado e no teste de pressão das válvulas do pedido de compra. Quando um comprador especificar ensaios ou testes a serem testemunhados, o fabricante da válvula deve notificar o comprador pelo menos cinco dias úteis antes da atividade especificada no pedido de compra.

Se o teste de pressão na presença de um representante do comprador for especificado para válvulas em estoque, válvulas pintadas ou revestidas em estoque podem ser testadas novamente sem remover a pintura ou o revestimento. Um comprador pode especificar, em um pedido de compra de válvula, teste de estanqueidade opcional.

O usuário desta norma deve considerar de forma adequada o perigo envolvido no trabalho com gases e líquidos pressurizados. Os testes de pressão devem ser realizados no local de fabricação da válvula ou em uma instalação de teste, sob a supervisão do fabricante da válvula.

O equipamento de teste deve ter um projeto tal que não submeta a válvula a cargas aplicadas externamente que possam afetar os resultados do teste. Quando são utilizados dispositivos de aperto de extremidade (end-clamping), o fabricante da válvula deve demonstrar que, durante o teste de estanqueidade da válvula, eles não servem para reduzir o vazamento resultante.

As válvulas projetadas para instalação entre flanges, por exemplo válvulas tipo wafer de retenção ou borboleta, não podem ter forças de aperto de equipamento de teste aplicadas que sejam tão grandes que possam influenciar os resultados dos testes de pressão. Quando os equipamentos como dispositivos de detecção de vazamento são usados, o fabricante deve ser capaz de demonstrar a equivalência do sistema com os requisitos desta norma.

O equipamento utilizado para medir a pressão do fluido de teste deve medir a pressão do fluido com uma precisão de ± 5% da pressão de teste requerida. Antes do teste do corpo, as válvulas não podem ser pintadas externamente ou ser revestidas de outro modo com materiais capazes de vedar contra vazamentos de superfícies externas do corpo.

No entanto, as válvulas com revestimentos internos (internal liners, internal linings ou internal coatings), que fazem parte do projeto da válvula podem ser testadas com o respectivo revestimento. No caso de um comprador especificar um novo teste dos corpos das válvulas que foram pintadas, o novo teste pode ser feito sem a remoção da pintura ou revestimento externo.

O fluido de teste a ser utilizado, conforme especificado nos testes relevantes detalhados nesta norma, deve ser: água que pode conter um inibidor de corrosão, querosene ou outro líquido adequado com uma viscosidade não superior à da água, ou ar ou outro gás adequado. A temperatura do fluido de teste deve estar entre 5 ° C e 40 ° C. O teste de pressão de válvulas com componentes do corpo em aço inoxidável austenítico, usando água como fluido de teste, exigem que o teor de cloreto da água não exceda 100 × 10−6 (100 ppm).

O comprador pode especificar, em um pedido de compra de válvula, que um aditivo seja adicionado à água usada como fluido de teste. Exceto no teste de estanqueidade de baixa pressão, as pressões de teste estão relacionadas ao CWP da válvula, que por sua vez está relacionado ao material do corpo da válvula em teste.

Os sistemas de tubulação nos quais as válvulas estão instaladas são submetidos a testes de pressão pré-operacionais. Portanto, os padrões das válvulas, em geral, incluem requisitos para que a marcação relacionada à CWP esteja em uma etiqueta de identificação da válvula ou afixado ao corpo da válvula.

Em conformidade com esta norma de testes de pressão é requerida a execução satisfatória dos testes requerido listados na tabela abaixo, levando em consideração as exceções e esclarecimentos dessa norma. No caso de um comprador especificar testes opcionais, como mostrado na tabela abaixo, os testes opcionais devem ser realizados além dos testes requeridos na tabela.

Os seguintes esclarecimentos e exceções à tabela acima são aplicáveis: para válvulas macho que dependem de um composto selante para efetuar a vedação de fechamento, é necessário um teste de estanqueidade de alta pressão e o teste de baixa pressão é uma opção; para válvulas com vedação da haste com fole, não é necessário um teste de contravedação; para válvulas especificadas como duplo bloqueio e dreno, é necessário um teste de estanqueidade de alta pressão e o teste de baixa pressão é uma opção.

Com o objetivo de identificar os testes necessários, os tempos de duração do teste e o cálculo das taxas de vazamento de estanqueidade, é necessário estabelecer o número DN equivalente para as válvulas que possuem designações de diâmetro diferentes do DN. Os números DN equivalentes de válvulas com extremidades flangeadas, rosqueadas, de solda, capilar ou de compressão devem ser os indicados na Tabela A.1 da norma.

A opção de teste do corpo usando gás como fluido de teste pode ser especificada no pedido de compra da válvula. Nesse caso, precauções são vitais para a realização segura deste teste. Os tipos de válvulas listados na tabela acima, para os quais um teste de estanqueidade de alta pressão é uma opção, são necessários para poder passar no teste (como um teste dos componentes de fechamento da válvula).

Os resultados dos testes, que confirmam a capacidade do projeto da válvula de passar no teste de estanqueidade de alta pressão, devem ser fornecidos quando especificado em um pedido de compra de válvula. O fluido de teste do corpo deve ser para o teste de corpo listado na tabela acima, água ou um líquido.

As vedações da haste devem estar no lugar e, se a vedação for ajustável, ela deve ser ajustada para acomodar a pressão de teste. O obturador deve estar em uma posição parcialmente aberta. As conexões da extremidade da válvula devem estar fechadas e em conformidade com 4.3.

Todas as cavidades da válvula devem ser preenchidas com o fluido de teste. A pressão do fluido de teste do corpo especificada em 4.10.3 deve ser aplicada progressivamente. A pressão de teste do corpo deve ser mantida durante um período de teste não inferior ao tempo especificado na Tabela 2 na norma. Toda a superfície externa do corpo deve ser examinada visualmente.

Se o fluido de teste for um líquido, a superfície externa do corpo deve ser examinada visualmente quanto a vazamentos. Se o fluido de teste for um gás, as superfícies externas do corpo devem ser revestidas com um fluido de detecção de vazamento ou submersas em água por não mais de 50 mm abaixo da superfície e um exame para a detecção da formação contínua de bolhas deve ser realizado.

A pressão de teste do corpo deve ser a seguinte: se o fluido de teste for líquido, para o teste do corpo requerido (tabela acima), a pressão de teste do corpo deve ser de no mínimo × 1,5 o CWP ou a pressão de trabalho a frio que é a pressão máxima do fluido atuante na operação de uma válvula a uma temperatura de –20 °C a 38 °C. Se o fluido de teste for um gás, para o teste do corpo opcional (tabela acima), a pressão de teste do corpo deve ser de no mínimo × 1,1 o CWP.

Se um teste opcional do corpo com gás for realizado, o teste requerido do corpo com líquido menos perigoso deve ser executado primeiro para verificar a capacidade de retenção de pressão da estrutura da válvula. Os critérios de aceitação do teste do corpo devem ser os seguintes: se o fluido de teste for um líquido, um vazamento visualmente detectável, conforme descrito em 2.12, de qualquer superfície externa do corpo é motivo de rejeição; se o fluido de teste for um gás, a formação contínua de bolhas de qualquer superfície externa submersa ou de qualquer superfície externa revestida com um fluido de detecção de vazamento é motivo de rejeição.

Quando o fluido de teste é um líquido, é permitido o vazamento na vedação da haste, desde que não haja vazamento visualmente detectável na vedação da haste quando a pressão de teste for × 1,1 a CWP. Isso pode ser demonstrado inicialmente, à medida que a pressão de teste está sendo aumentada para o requisito completo de teste do corpo.

IEC 60335-2-104: a recuperação e/ou reciclagem de refrigerante de equipamentos de ar condicionado e refrigeração

A IEC 60335-2-104:2021 – Household and similar electrical appliances – Safety – Part 2-104: Particular requirements for appliances to recover and/or recycle refrigerant from air conditioning and refrigeration equipment trata da segurança de aparelhos elétricos para recuperar e/ou reciclar refrigerantes de equipamentos de ar condicionado e refrigeração incorporando acionamento aberto ou motor-compressores. A tensão nominal máxima não é superior a 250 V para aparelhos monofásicos e 600 V para todos os outros aparelhos.

Os aparelhos não destinados ao uso doméstico normal, mas que, no entanto, podem ser uma fonte de perigo para o público, como aparelhos destinados a serem usados pelo pessoal de serviço em lojas, na indústria leve e em fazendas, estão dentro do escopo desta norma. Os aparelhos mencionados podem consistir em um ou mais conjuntos feitos de fábrica. Se fornecido em mais de um conjunto, os conjuntos separados devem ser usados juntos, e os requisitos são baseados no uso de conjuntos combinados.

Uma definição de motor-compressor selado é dada na IEC 60335-2-34. Os requisitos de segurança de refrigeração são cobertos pela ISO 5149. Para aparelhos que usam refrigerantes inflamáveis, requisitos adicionais estão sendo considerados. Chama-se a atenção para o fato de que, para os aparelhos destinados ao uso em veículos ou a bordo de navios ou aeronaves, podem ser necessários requisitos adicionais; para aparelhos sujeitos a pressão, podem ser necessários requisitos adicionais.

Em muitos países, requisitos adicionais são especificados pelas autoridades nacionais de saúde, autoridades nacionais responsáveis ​​pela proteção do trabalho, autoridades nacionais de abastecimento de água e autoridades semelhantes. Esta norma não se aplica a aparelhos projetados exclusivamente para processamento industrial; aparelhos destinados a serem utilizados em locais onde prevalecem condições especiais, como a presença de uma atmosfera corrosiva ou explosiva (poeira, vapor ou gás).

Conteúdo da norma

PREFÁCIO…………………… 7

INTRODUÇÃO……………. 11

1 Escopo……………………… 13

2 Referências normativas…… 13

3 Definições……………….. 15

4 Requisito geral……. …… 15

5 Condições gerais para os testes…………… 17

6 Classificação……………. 17

7 Marcação e instruções……..17

8 Proteção contra acesso a peças energizadas………… 19

9 Partida de aparelhos movidos a motor ……………….. 19

10 Entrada de energia e corrente ………………….. … 19

11 Aquecimento……………………. 19

12 Vazio………………………… 27

13 Corrente de fuga e força elétrica na temperatura de operação …………….. 27

14 Sobretensões transitórias …….. …27

15 Resistência à umidade…. ……. 29

16 Corrente de fuga e força elétrica ……………………. 29

17 Proteção contra sobrecarga de transformadores e circuitos associados …………… 31

18 Resistência …………………………. 31

19 Operação anormal……………. 31

20 Estabilidade e riscos mecânicos………………………. 41

21 Resistência mecânica………………. 41

22 Construção…………….. 45

23 Fiação interna……………. 53

24 Componentes…………….. 53

25 Conexão de alimentação e cabos flexíveis externos……. 55

26 Terminais para condutores externos……………………. 55

27 Provisão para aterramento………….. 55

28 Parafusos e conexões………………..57

29 Folgas, distâncias de fuga e isolamento sólido……….. 57

30 Resistência ao calor e fogo……………………………. 57

31 Resistência à ferrugem ……………….. …… 57

32 Radiação, toxicidade e perigos semelhantes ………… 57

Anexos……………………….. 61

Anexo AA (normativo) Níveis de vácuo…………… 61

Anexo BB (normativo) Particulado usado em refrigerante contaminado…………………. 81

Anexo CC (normativo) Requisitos de compatibilidade……… 83

Anexo DD (normativo) Requisitos para óleo de dilatação…………… 85

Bibliografia…………….87

Foi assumido na redação desta norma que a execução de suas disposições é confiada a pessoas devidamente qualificadas e experientes. Esta norma reconhece o nível de proteção internacionalmente aceito contra perigos como elétricos, mecânicos, térmicos, fogo e radiação de aparelhos quando operados como em uso normal, levando em consideração as instruções do fabricante. Também cobre situações anormais que podem ser esperadas na prática.

Esta norma leva em consideração os requisitos da IEC 60364 na medida do possível para que haja compatibilidade com as regras de fiação quando o aparelho estiver conectado à rede elétrica. No entanto, as regras nacionais de fiação podem ser diferentes. Se um aparelho dentro do escopo desta norma também incorpora funções que são cobertas por outra parte 2 da IEC 60335, a parte 2 é aplicada a cada função separadamente, até onde for razoável. Se aplicável, a influência de uma função sobre a outra é levada em consideração. Esta norma é de família de produtos que trata da segurança de aparelhos e tomadas e tem precedência sobre as normas horizontais e genéricas que cobrem o mesmo assunto.

Um aparelho que está em conformidade com o texto desta norma não será necessariamente considerado em conformidade com os princípios de segurança da norma se, quando examinado e testado, for constatado que possui outras características que prejudicam o nível de segurança coberto por esses requisitos. Um aparelho que utiliza materiais ou tem formas de construção diferentes daquelas detalhadas nos requisitos desta norma pode ser examinado e testado de acordo com a intenção dos requisitos e, se for considerado substancialmente equivalente, pode ser considerado em conformidade com a norma.

A preparação para ensaiar a pressão de estouro dos preservativos masculinos

A ABNT ISO/TR 19969 de 02/2021 – Orientações sobre o manuseio de amostras para determinar o volume de estouro e a pressão de estouro e para ensaiar à ausência de furos nos preservativos masculinos fornece orientações para os procedimentos de preparação de amostras para determinar o volume e a pressão de estouro e para submeter os preservativos masculinos a ensaios quanto à ausência de furos.

Acesse algumas indagações relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

O que é o dispositivo de fixação externo?

Por que usar o papel absorvente colorido no ensaio?

Qual é o procedimento de manuseio de amostras para determinar o ensaio de furo?

Como deve ser executada a inspeção visual?

As análises recentes de amostras de preservativos masculinos, de diferentes fabricantes, que falharam nos ensaios quanto à ausência de furos, sugerem que alguns dos orifícios observados nas amostras são causados por danos, quando as amostras estão sendo preparadas para os ensaios no laboratório. Também tem havido relatos de resultados incorretos ao se submeterem preservativos a ensaios quanto ao volume e à pressão de estouro causados pelo manuseio inadequado dos preservativos.

Por exemplo, ao esticar excessivamente as amostras ao fixá-las no equipamento do ensaio de estouro. Isso leva ao desenvolvimento de uma orientação para procedimentos de preparação de amostras de ensaio ou corpo de prova, assim como ensaio de furos e volume e pressão de estouro.

Foi realizado um estudo interlaboratorial em diferentes laboratórios comparando os resultados para ensaios de ausência de furos e capacidade volumétrica e de pressão de estouro. Os preservativos finos de látex de borracha natural e preservativos de poliuretano foram usados neste estudo.

O estudo identificou variados procedimentos de manuseio que poderiam levar a resultados incorretos. Com base neste estudo, um conjunto de procedimentos de manuseio padronizados foi desenvolvido para minimizar o risco de resultados incorretos a serem obtidos.

Este documento descreve estes procedimentos de manuseio normalizados que são projetados para minimizar danos não intencionais aos preservativos durante a preparação da amostra e o procedimento de ensaio no laboratório. É esperado que os procedimentos descritos neste documento melhorem a reprodutibilidade dos resultados dos ensaios entre laboratórios.

Este documento ajuda a melhorar a precisão dos ensaios mecânicos para preservativos masculinos, conforme especificado nas NBR ISO 4074 e NBR ISO 23409. As orientações fornecidas neste documento destinam-se apenas aos ensaios em laboratório. Não se destinam aos usuários de preservativos e não convém que sejam incluídas nas instruções de uso para usuários de preservativos.

Antes de iniciar o ensaio de um novo material, convém que se verifique o seguinte: se a faixa de pressão do transdutor é apropriada para os produtos; se o transdutor de pressão está calibrado na faixa de pressão esperada; se o dispositivo de fixação segura o preservativo sem escorregar até que ele estoure. Convém que resultados anormais ou inesperados, como aqueles fora do intervalo normal ou esperado, ou fora da faixa operacional calibrada, sejam investigados e anotados antes que os resultados sejam relatados.

Convém que luvas de proteção sejam usadas ao manusear e desenrolar o preservativo. É recomendado que luvas sem costuras sejam usadas (por exemplo, luva de exame médico não estéril). Convém que o preservativo seja movido dentro da embalagem individual, de forma que fique longe da área onde a embalagem é para ser rasgada.

Isto evita o risco de danificar o preservativo quando a embalagem individual for rasgada na abertura. Convém que cada embalagem individual seja aberta separadamente. Não convém que tesouras ou outros instrumentos cortantes sejam usados para abrir a embalagem individual. Tais instrumentos podem danificar os preservativos.

Convém que o preservativo seja submetido a ensaio o mais rápido possível após a remoção da embalagem individual, para minimizar o impacto de qualquer dano ambiental causado, por exemplo, pela exposição à luz (especialmente luz UV e fluorescente) e ao ozônio. O ensaio é preferencialmente iniciado dentro de 1 h, mas definitivamente dentro de 4 h.

Antes de cada grupo de ensaios, convém que seja confirmado se a superfície da haste ou do mandril é lisa, livre de danos ou arranhões e livre de contaminação por partículas que possam danificar o preservativo. Os preservativos que já estão enrolados são cuidadosa e uniformemente desenrolados sobre o mandril, usando as duas mãos, para que encaixem uniformemente no mandril. Convém que se tome cuidado extra para usar o mínimo de alongamento e força. Força excessiva pode causar dano e resultados incorretos.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 154 | Ano 3 | 15 de Abril 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br     Revista AdNormas - Ed 154 Ano 3
Edição 154 | Ano 3 | 15 de Abril 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
  Confira os 12 artigos desta edição:  
A Qualidade dos dispositivos de intertravamento para a segurança em máquinas
O controle da qualidade das estruturas de concreto reforçado com fibras
O papel da tecnologia para a produtividade e retomada dos negócios
A instalação e os critérios para a seleção de medidores de água individuais
Por que o low code se tornou tão valioso durante a crise?

Os equipamentos eletromédicos em serviços de emergência Target Adnormas
As instalações de treinamentos de combate a incêndio e resgate técnico
Como fazer os estímulos internos da equipe de maneira eficaz
A importância da tecnologia industrial no controle e recuperação da crise
A gestão do conhecimento é para todos
A garantia de receita como alavanca da eficiência operacional
A conformidade dos testes laboratoriais remotos

Os parâmetros das cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido

A NBR 7483 de 02/2021 – Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido – Especificação estabelece os requisitos para fabricação, encomenda, fornecimento e recebimento de cordoalhas de aço de alta resistência de três e sete fios, nuas, entalhadas ou revestidas (engraxadas e plastificadas), destinadas às armaduras de pré-tensão e pós-tensão.

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Como deve ser feita a marcação nos produtos?

O que o comprador deve indicar na encomenda?

Qual deve ser o procedimento de inspeção?

Qual deve ser a referência de massa linear mínima e máxima por diâmetro?

Essa norma se baseou em três objetivos principais: atualização da última versão (2008) em relação às práticas correntes de mercado, processos produtivos, além de referências internacionais (como ASTM A886, BS 5896 e PTI-M10.2), para criar um documento mais universal e coerente com a realidade; a inclusão de produtos amplamente utilizados no mercado e que não existiam na versão de 2008, como cordoalhas engraxadas e plastificadas, cordoalhas enceradas e plastificadas, cordoalhas entalhadas, criando assim critérios de compra, fabricação, aceitação e utilizações destes produtos, referenciados em especial pela ASTM A886 e PTI-M10.2; a  inclusão de novas classes de resistência, conforme evidências de produtos já existentes no mercado e desenvolvimentos em outros países.

Além disso, esta nova edição buscou o refinamento de definições e expressões para melhor compreensão dos usuários. Assim, pode-se definir uma cordoalha de sete fios como aquela constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central (alma). A de três fios é constituída por três fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, em uma

forma helicoidal, com passo uniforme e a de sete fios entalhada é constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, entalhados, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central liso (alma).

A cordoalha de sete fios revestida (engraxada e plastificada ou encerada e plastificada) é constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, entalhados, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central liso (alma), recoberta por uma camada de graxa ou cera e por uma capa extrudada de polietileno ou polipropileno de alta densidade.

Conforme o número de fios, as cordoalhas classificam-se em: cordoalha de sete fios; cordoalha de três fios. Conforme a resistência à tração, as cordoalhas classificam-se em: categoria CP-190; categoria CP-210; categoria CP-220; categoria CP-230; e categoria CP-240. Conforme a característica da superfície, as cordoalhas classificam-se em: cordoalha nua lisa; cordoalha nua entalhada; cordoalha revestida (engraxada e plastificada ou encerada e plastificada).

Os números 190, 210, 220, 230 e 240 correspondem ao limite mínimo da resistência à tração na unidade quilogramas-força por milímetro quadrado. Para os efeitos desta norma, considera-se 1 kgf/mm² = 9,81 MPa. As cordoalhas de três e sete fios são produzidas sempre na condição de relaxação baixa (ver tabela A.1 na norma).

O fio usado na fabricação da cordoalha deve ser produzido por trefilação a frio a partir de fio-máquina de aço-carbono. Os teores de fósforo e enxofre do aço não podem exceder os seguintes valores: fósforo: 0,020%; enxofre: 0,025%. Não há especificação para os outros elementos químicos.

A composição química do aço utilizado deve garantir que as características mecânicas especificadas nesta norma sejam atendidas pelo produto final. O fio deve ser isento de defeitos superficiais ou internos, prejudiciais ao seu emprego. O encordoamento da cordoalha de sete fios deve ter o fio central com diâmetro nominal pelo menos 3% maior do que o dos fios externos. Os seis fios externos devem ser firmemente dispostos em torno do fio central (alma), com um passo de 14 a 18 vezes o diâmetro nominal da cordoalha.

A cordoalha de três fios deve ser produzida com fios com o mesmo diâmetro nominal, firmemente encordoados com um passo de 14 a 18 vezes o diâmetro nominal da cordoalha. O processo de fabricação da cordoalha de três e sete fios deve garantir que os fios componentes da cordoalha, ao serem cortados com discos, não saiam de sua posição original ou, caso saiam, que possam ser reposicionados manualmente.

As emendas no processo de trefilação deve permitir que soldas entre bobinas de fio-máquina, necessárias para continuidade do processo de trefilação, sejam incorporadas à cordoalha. Quanto às emendas no processo de encordoamento, quando solicitado pelo comprador um produto de apenas um lance, não é permitida a incorporação de emendas no produto final, originadas durante ou após o processo de trefilação ou durante o processo de encordoamento.

Para a aplicação de graxa, o filme de graxa deve ser uniforme em torno da superfície metálica da cordoalha, utilizando-se material que garanta proteção contra a corrosão do aço e lubrificação entre a cordoalha e a capa polimérica. Além disso, deve ser química e fisicamente estável e não reativo com o aço e a capa polimérica.

Para cordoalhas de 12,70 mm, o peso mínimo da graxa deve ser de 37 g/m de cordoalha. Para cordoalhas com diâmetros de 15,20 mm e 15,70 mm, o peso mínimo de graxa deve ser de 44 g/m de cordoalha. O fabricante deve garantir, em uma frequência de ensaios de cinco em cinco anos, que a graxa seja compatível com os critérios discriminados na Tabela A.2, disponível na norma.

Para a aplicação de cera, o filme deve ser uniforme em torno da superfície dos fios que constituem a cordoalha, utilizando-se material que garanta proteção contra a corrosão do aço e lubrificação entre a cordoalha e a capa polimérica. Além disso, deve ser química e fisicamente estável e não reativo com o aço e a capa polimérica.

O fabricante deve garantir, em uma frequência de ensaios de cinco em cinco anos, que a cera seja compatível com os critérios discriminados na Tabela A.2 na norma. A capa polimérica extrudada sobre o conjunto aço-graxa ou aço-cera deve ser à prova d’água e garantir proteção completa à penetração de concreto e perda de graxa ou cera durante aplicação, sendo contínua por todo o comprimento da cordoalha.

O polímero deve ser suficientemente resistente para que tenha sua integridade garantida contra danos causados durante o processo de fabricação, transporte, instalação, concretagem e pós-tensão, além de ser quimicamente estável, de forma que não se fragilize diante da exposição à variação de temperaturas e vida útil da estrutura. A capa também não pode ser reativa ao concreto, aço e cobrimento de proteção contra corrosão.

Para o desenvolvimento de capas poliméricas alternativas, uma amostra representativa do polímero deve ser usada para determinar a funcionalidade adequada do material e para garantir as propriedades dimensionais a partir de procedimentos e métodos em comum acordo entre o comprador e o fabricante, não havendo, no entanto, requisitos específicos nessa norma e resultados para aceitação ou rejeição. A espessura mínima da parede de capa polimérica deve ser de 1,0 mm e o seu diâmetro interno mínimo deve ser 0,75 mm maior que o máximo diâmetro da cordoalha.

Ligeiras variações dimensionais na parede da capa polimérica são admissíveis, devido ao processo de extrusão. A densidade mínima do polímero deve ser de 0,941 g/cm³. Como tratamento final, as cordoalhas devem ser submetidas a um tratamento termomecânico final apropriado, a fim de atender aos requisitos especificados em 5.2 e na Tabela A.1 na norma.

No caso das cordoalhas engraxadas e plastificadas, os requisitos são os mesmos discriminados na Tabela A.1 na norma, somados aos requisitos específicos discriminados em 4.2.5. No caso das cordoalhas entalhadas, também são aplicáveis os requisitos discriminados na Tabela A.1 na norma, e, adicionalmente, a profundidade de entalhe em cada fio das cordoalhas entalhadas, medida por duas vezes em cada geratriz, deve ter profundidade média máxima de 3,5% da dimensão do arame liso.

As cordoalhas, ao serem desenroladas e deixadas livremente sobre uma superfície plana e lisa, não podem apresentar uma curvatura com flecha permanente superior a 15 cm, em comprimento de 2 m. A cordoalha deve ser fornecida em rolo firmemente amarrado, com diâmetro interno não inferior a 750 mm.

O acondicionamento deve permitir a retirada de amostra sem danificar a estrutura do rolo. Os produtos de aço para protensão devem ser protegidos durante o transporte e armazenamento contra qualquer dano ou contaminação, especialmente contra substâncias ou líquidos que possam produzir ou provocar corrosão.

A enumeração de leveduras e bolores viáveis em alimentos

A NBR ISO 21527-1 de 03/2021 – Microbiologia de alimentos para consumo humano e animal – Método horizontal para enumeração de leveduras e bolores – Parte 1: Técnica de contagem de colônias em produtos com atividade de água superior a 0,95 especifica um método horizontal para a enumeração de leveduras e bolores viáveis em produtos destinados ao consumo humano ou animal com atividade de água superior a 0,95 [ovos, carnes, laticínios (exceto leite em pó), frutas, vegetais, pastas frescas etc.], por meio da técnica de contagem de colônias a 25 °C ± 1 °C.

Essa parte não permite a enumeração de esporos de fungos. Nem a identificação da microbiota de fungos nem o exame de alimentos para micotoxinas estão dentro do escopo desta parte. O método especificado nesta parte da não é adequado para a enumeração de fungos resistentes ao calor, como Byssochlamys fulva ou Byssochlamys nivea, em frutas e vegetais enlatados ou engarrafados.

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Por que fazer a adição opcional de oligoelementos?

Qual deve ser a aparelhagem e vidraria a ser usada?

Como preparar a alíquota de ensaio, suspensão inicial e diluições?

Como executar a contagem e a seleção de colônias para confirmação?

Devido à grande variedade de alimentos para consumo humano e animal, as aplicações do método horizontal especificado na NBR ISO 21527 (todas as partes) podem não ser apropriadas para certos produtos. Neste caso, podem ser utilizados métodos diferentes, específicos para estes produtos, se for absolutamente necessário por razões técnicas justificadas.

No entanto, devem ser feitas todas as tentativas para aplicar o método horizontal, conforme especificado na NBR ISO 21527 (todas as partes), tanto quanto possível. Quando ocorrer a próxima revisão da NBR ISO 21527 (todas as partes), serão levadas em consideração todas as informações então disponíveis sobre a extensão em que o método horizontal foi seguido e as razões para desvios deste método, no caso de produtos específicos.

A harmonização dos métodos de ensaio pode não ser imediata e, para certos grupos de produtos, podem já existir normas internacionais e/ou normas nacionais que não estejam em conformidade com o método horizontal especificado na NBR ISO 21527 (todas as partes). Espera-se que, quando estas normas forem analisadas criticamente, elas sejam alteradas para atender à NBR ISO 21527 (todas as partes), de modo que, eventualmente, os únicos desvios remanescentes deste método horizontal sejam aqueles necessários por razões técnicas bem estabelecidas.

Dessa forma, pode-se definir a levedura como um microrganismo aeróbio mesofílico que, a 25 °C, desenvolve colônias redondas foscas ou brilhantes, geralmente com um contorno regular e uma aparência mais ou menos convexa, na superfície do meio de ágar micológico, nas condições descritas nesta parte da NBR ISO 21527. As leveduras no interior de um meio, ao invés de sobre um meio, desenvolvem colônias arredondadas lenticulares.

O bolor é um microrganismo filamentoso aeróbio mesofílico que, na superfície do meio de ágar micológico nas condições descritas nesta parte da NBR ISO 21527, geralmente desenvolve espalhamento plano ou felpudo/algodonoso de propágulos/germe ou colônias, frequentemente com frutificação colorida ou estruturas de esporos. Bolores no interior de um meio, ao invés de sobre um meio, podem desenvolver colônias arredondadas lenticulares.

As placas inoculadas na superfície são preparadas usando um meio de cultura seletivo especificado. Dependendo do número esperado de colônias, utiliza-se uma quantidade especificada da amostra (se o produto for líquido), ou de uma suspensão inicial (no caso de outros produtos), ou diluições decimais da amostra/suspensão. Placas adicionais podem ser preparadas nas mesmas condições, usando diluições decimais da amostra de ensaio ou da suspensão inicial.

As placas são então incubadas aerobicamente a 25 °C ± 1 °C, durante 5 d. Se necessário, as placas de ágar são deixadas à luz natural difusa por 1 d a 2 d. Colônias/propágulos são então contados e, se requerido (para distinguir colônias de leveduras de colônias bacterianas), a identidade de quaisquer colônias duvidosas é confirmada por exame com uma lupa binocular ou microscópio.

O número de leveduras e bolores por grama ou por mililitro de amostra é calculado a partir do número de colônias/propágulos/germes obtidos em placas escolhidas em níveis de diluição, produzindo colônias contáveis. Bolores e leveduras são contados separadamente, se necessário. Para a prática laboratorial atual, ver ISO 6887 (all parts) e ISO 8261.

Para o diluente, ver ISO 6887 (all parts), ISO 8261 e a norma internacional específica que trate do produto em questão. É possível adicionar agentes tensoativos como monooleato de sorbitano polioxietileno de sódio 1 [0,05 % (concentração mássica)] aos diluentes, para reduzir a aglomeração de esporos de fungos e conídios. Exceto para a preparação específica da amostra de ensaio, é recomendado o uso de caldo de peptona a 0,1 % (concentração de mássica) como diluente.

A composição do caldo de peptona a 0,1 % (concentração de mássica) é para a digestão enzimática de tecidos animais ou vegetais 1,0 g, Água 1.000 mL. Para a preparação do caldo de peptona a 0,1% (concentração de mássica), dissolver os componentes na água, aquecendo, se necessário. Se necessário, ajustar o pH para que, após a esterilização, ele esteja a 7,0 ± 0,2, a 25 °C.

O tween 80 é um exemplo de um produto adequado comercialmente disponível. Esta informação é dada para facilitar aos usuários deste documento e não constitui um endosso por parte da ABNT ao produto citado. Suspender todos os ingredientes, exceto o cloranfenicol, na água e ferver para dissolver completamente. Se necessário, ajustar o pH (6.4) para que, após a esterilização, ele esteja a 5,6 ± 0,2, a 25 °C.

Adicionar 10 mL de uma solução de cloranfenicol a 1% (concentração de mássica) em etanol e misturar. Verter o meio em quantidades adequadas dentro de recipientes (6.5) com capacidade pertinente. Esterilizar em autoclave a 121 °C, durante 15 min. Imediatamente, resfriar o meio em banho-maria (6.3) mantido à temperatura de 44 °C a 47 °C. Resfriar para abaixo de 50 °C e verter quantidades de 15 mL em placas de Petri estéreis (6.6).

Deixar o meio solidificar e secar, se necessário, a superfície das placas, conforme descrito nas NBR ISO 7218 e ISO/TS 11133 (all parts). Usar imediatamente ou armazenar no escuro, de acordo com a ISO/TS 11133 (all parts), até que seja requerido. Evitar a exposição do meio à luz, uma vez que produtos de degradação citotóxicos podem subestimar a microbiota fungica nas amostras. Onde o supercrescimento bacteriano pode ser um problema (por exemplo, carnes cruas), são recomendados cloranfenicol (50 mg/L) e clortetraciclina (50 mg/L).

Neste caso, preparar o meio básico conforme descrito acima, com apenas 50 mg de cloranfenicol, verter na quantidade de 100 mL e esterilizar. Preparar também uma solução de 0,1 % (concentração de mássica) de cloridrato de clortetraciclina em água (relativamente instável em solução, deve ser recém-preparada) e esterilizar por filtração. Pouco antes do uso, adicionar 5 mL desta solução assepticamente a 100 mL do meio básico e verter nas placas.

A gentamicina não é recomendada, pois foi relatado que ela causa inibição de algumas espécies de leveduras. Para a amostragem, convém que uma amostra representativa tenha sido enviada ao laboratório. Não convém que tenha sido danificada ou alterada durante o transporte ou armazenamento. A amostra de laboratório não pode ser congelada.

A amostragem não faz parte do método especificado nesta parte da NBR ISO 21527. Convém que a amostragem seja realizada de acordo com a norma específica, apropriada ao produto em questão. Se não houver norma específica, recomenda-se que as partes envolvidas cheguem a um acordo sobre este assunto.

Preparar a amostra de ensaio de acordo com a ISO 6887 (all parts), ABNT NBR ISO 7218, ISO 8261 e a norma específica que trate do produto em questão. Se não houver uma norma internacional específica, recomenda-se que as partes envolvidas cheguem a um acordo sobre este assunto.

Os indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida

A NBR ISO 37120 de 03/2021 – Cidades e comunidades sustentáveis – Indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores, a fim de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida. Ela segue princípios estabelecidos na NBR ISO 37101 e pode ser utilizada em conjunto com a NBR ISO 37101 e outras estruturas estratégicas. Este documento é aplicável a qualquer cidade, municipalidade ou governo local que intencione medir seu desempenho de uma forma comparável e verificável, independentemente do tamanho e da localização.

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Como reportar a porcentagem da população feminina em idade escolar matriculada em escolas (indicador essencial)?

Como deve ser a porcentagem de estudantes com ensino primário completo: taxa de sobrevivência (indicador essencial)?

Como descrever a relação estudante/professor no ensino primário (indicador essencial)?

Quais são os requisitos para o consumo final total de energia per capita (GJ/ano) (indicador essencial)?

As cidades necessitam de indicadores para mensurar seu desempenho. Os indicadores existentes no nível local geralmente não são padronizados, consistentes, ou comparáveis no tempo ou entre cidades. Este documento é dedicado a serviços urbanos e qualidade de vida como uma contribuição à sustentabilidade da cidade.

Como parte de uma nova série de normas internacionais que estão sendo elaboradas para uma abordagem holística e integrada para o desenvolvimento sustentável, que inclui indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida, indicadores para cidades inteligentes e indicadores para cidades resilientes, este conjunto de indicadores padronizados proporciona uma abordagem uniforme do que é mensurado, e como a medição é realizada. Apresentada como uma lista de indicadores, não é fornecido um juízo de valor para estes, ou estipuladas metas numéricas de referência.

Estar em conformidade com esta norma não confere um status a este propósito. Uma cidade adaptada a esta norma, em relação à mensuração de indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida, pode somente reivindicar conformidade neste sentido. Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade.

A fim de atingir o desenvolvimento sustentável, todo o sistema da cidade necessita ser considerado. Convém que o planejamento para as necessidades futuras considere o atual uso e a eficiência de recursos, para o melhor planejamento do amanhã.

Os indicadores e métodos de ensaio associados nesta norma foram elaborados a fim de auxiliar as cidades a: medir a gestão de desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida ao longo do tempo; aprender umas com as outras, ao permitir comparação por meio de uma vasta gama de medidas de desempenho; e apoiar a definição de políticas e estabelecimento de prioridades. É reconhecido que as cidades podem não ter influência direta ou controle sobre os fatores atuantes de alguns destes indicadores, mas o relato destes é importante para a comparação significativa e proporciona um indicativo geral da prestação de serviços e da qualidade de vida em uma cidade.

Os indicadores nesta norma foram selecionados para serem reportados da forma mais simples e econômica possível, e, portanto, refletem uma plataforma inicial para relatórios. Indicadores adicionais estão sendo elaborados no ISO/TC 268 para promover inteligência (ISO 371221) e resiliência (ISO 371232) em cidades.

Esta norma também inclui uma terceira categoria de indicadores – de perfil – que são recomendados para fornecer estatísticas básicas e informações do contexto para auxiliar as cidades a realizar comparações entre pares. Indicadores de perfil adicionais estão relacionados no Anexo D.

Manter, aprimorar e acelerar o progresso na direção de melhoria dos serviços urbanos e qualidade de vida é também fundamental para ambas as definições de cidades inteligentes e cidades resilientes. Pretende-se que esta norma seja implementada em conjunto com a NBR ISO 37122 e a NBR ISO 37123 para mensurar o progresso na direção de cidades inteligentes e cidades resilientes, respectivamente. A relação entre a família de normas é apresentada na figura abaixo.

Inserir cidade2

Os indicadores são estruturados em torno de temas. Reconhecendo as diferenças das cidades ao redor do mundo, em recursos e capacidades, o conjunto global de indicadores para desempenho de cidades foi dividido em indicadores essenciais (aqueles que devem ser seguidos na implementação desta norma) e indicadores de apoio (aqueles que convém que sejam seguidos na implementação desta norma). Ambos os indicadores, essenciais e de apoio, estão relacionados no Anexo A, Tabela A.1.

Existem três tipos de indicadores nesta norma: os indicadores essenciais: indicadores que são requeridos para demonstrar o desempenho da prestação de serviços urbanos e qualidade de vida; os indicadores de apoio: indicadores que são recomendados para demonstrar o desempenho da prestação de serviços urbanos e qualidade de vida. Estes indicadores podem ser selecionados de acordo com os objetivos da cidade.

Deve-se incluir os indicadores de perfil: indicadores que são recomendados para fornecer estatísticas básicas e informações do contexto para auxiliar as cidades a realizar comparações entre pares. Os indicadores de perfil são utilizados como uma referência informativa.

Este documento é concebido para auxiliar cidades a direcionar e avaliar a gestão de serviços urbanos e toda a prestação de serviços, assim como a qualidade de vida. A sustentabilidade é considerada como seu princípio geral, e inteligência e resiliência como conceitos orientadores no desenvolvimento das cidades. Todos os indicadores devem ser compilados em bases anuais. Se dados de censos forem utilizados, o ano do censo deve ser informado. O ano dos dados populacionais também devem ser informados.

Aqueles que implementam este documento devem reportar todos os indicadores essenciais relacionados nas Seções 5 a 23 desta norma. Os indicadores essenciais descritos nesta norma são considerados indispensáveis para direcionar e avaliar a gestão do desempenho dos serviços urbanos e qualidade de vida.

Dependendo dos objetivos, convém que as cidades reportem também os indicadores de apoio fornecidos nas Seções 5 a 23 desta norma. Os indicadores essenciais, de apoio e de perfil, são classificados em temas de acordo com os diferentes setores e serviços prestados em uma cidade.

A estrutura de classificação é utilizada exclusivamente para indicar os serviços e área de aplicação de cada tipo de indicador quando reportado por uma cidade. Esta classificação em temas não tem significado hierárquico e é ordenada alfabeticamente. Para cada indicador, a correspondência com as áreas de ação da NBR ISO 37101 é indicada [para compatibilidade com o Anexo B, Tabela B.1, e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (Anexo C)].

Para fins de interpretação de dados, as cidades devem considerar a análise do contexto no momento da interpretação de resultados. O ambiente institucional local pode afetar a capacidade de aplicar os indicadores. Em alguns casos, serviços podem ser prestados pelo setor privado ou pela própria comunidade.

Indicadores sob cada tema, quando possível, foram selecionados e combinados com base nos insumos e resultados do indicador, para posterior análise do contexto. Ao interpretar os resultados de uma área de serviço específica, é importante analisar os resultados de vários tipos de indicadores transversalmente nos temas; focar em um indicador isolado pode levar a uma conclusão distorcida ou incompleta.

Os aspectos e os anseios também devem ser levados em consideração na análise. Os usuários também podem considerar os seguintes aspectos, que devem ser claramente mencionados e justificados no relatório: os indicadores podem ser agregados em áreas administrativas maiores (por exemplo: região, área metropolitana, etc.); uma vez que alguns indicadores são indiretamente relacionados à sustentabilidade, há a necessidade de considerar a eficiência de recursos de uma cidade; os indicadores podem ser agrupados para análise de acordo com as características holísticas de uma cidade; e este conjunto de indicadores pode ser complementado por outros conjuntos de indicadores a fim de obter uma abordagem mais abrangente e holística para análise de sustentabilidade.

Além disso, também é importante reconhecer potenciais efeitos antagônicos dos resultados de indicadores específicos, sejam positivos ou negativos, ao analisar os resultados. Por exemplo, o número de automóveis per capita potencialmente resultará em níveis maiores de emissões de gases de efeito estufa.

Como exemplo, um indicador em economia, a taxa de desemprego da cidade (indicador essencial). Os indicadores são aqueles que implementarem este documento e devem reportar este indicador em conformidade com os requisitos descritos a seguir. A taxa de desemprego é considerada um dos indicadores mais informativos do mercado de trabalho, o qual reflete o desempenho geral do mercado de trabalho e a saúde da economia como um todo.

Ele é usado para medir a oferta de trabalho e localizar os ciclos de negócios de uma cidade. Quando o crescimento econômico é forte, as taxas de desemprego tendem a ser baixas e quando a economia está estagnada ou em recessão, as taxas de desemprego tendem a ser maiores.

Este indicador reflete as áreas de ação “Convivência, interdependência e reciprocidade” e “Economia, produção e consumo sustentáveis”, conforme definidas na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para os propósitos de “Coesão social”, “Bem-estar”, “Atratividade” e “Resiliência” da cidade, conforme definidos na NBR ISO 37101.

Os requisitos do indicador essencial envolvem a taxa de desemprego de uma cidade que deve ser calculada pela população residente na cidade em idade ativa que, durante o período de referência da pesquisa não estava em emprego remunerado ou autônomo, mas disponível para o trabalho e à procura de trabalho (numerador), dividida pela força de trabalho total (denominador). O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como uma porcentagem.

O desemprego deve se referir a indivíduos sem trabalho, buscando ativamente trabalho em um período passado recente (últimas quatro semanas), e atualmente disponível para o trabalho. As pessoas que não procuram trabalho, mas que têm perspectiva de trabalho futuro (arranjos para um futuro início de trabalho) são contados como desempregados (Organização Internacional do Trabalho).

Os trabalhadores desalentados ou desempregados ocultos devem ser considerados como pessoas que não estão ativamente à procura de trabalho, porque elas acreditam que as perspectivas de o encontrar são extremamente baixas ou elas têm restrições de mobilidade no mercado de trabalho, enfrentam discriminação e/ou barreiras estruturais, sociais e culturais. Elas não são contabilizadas como parte da força de trabalho e, portanto, não são consideradas desempregadas.

A ausência de busca ativa por trabalho deve se referir a pessoas que não tenham tomado medidas ativas para procurar trabalho (por exemplo, procura de emprego, entrevistas, reuniões informativas etc.) durante um período recente especificado (geralmente nas últimas quatro semanas). A força de trabalho deve se referir à soma total de pessoas empregadas e desempregadas que estão legalmente aptas para trabalhar, e que residem na cidade.

Para cidades que não podem reportar o desemprego no nível da cidade, convém que o nível de desemprego reportado seja indicado. Se os dados são categorizados por gênero, as cidades são incentivadas a especificar as respectivas taxas de desemprego de homens e mulheres quando reportarem a taxa de desemprego total.

Os temas centrais de responsabilidade social dos Direitos Humanos e Práticas de Trabalho da NBR ISO 26000 podem ser considerados, e são particularmente úteis em relação ao trabalho infantil. Os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho (PDFT) da Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluem a eliminação do trabalho infantil ao lado do direito à liberdade de associação e à negociação coletiva, a eliminação do trabalho forçado, e a eliminação da discriminação no emprego ou ocupação.

Estes princípios e direitos fundamentais no trabalho são mutuamente interdependentes. A violação de uma categoria de direitos no trabalho muitas vezes tem um impacto negativo sobre o respeito e a percepção dos outros. Vice-versa, reconhecimento, promoção e implementação de uma categoria de direitos podem ter um impacto benéfico sobre o respeito e a realização dos outros.

Ao longo dos anos, a comunidade internacional desenvolveu uma estrutura de normas internacionais que buscam proteger as crianças do trabalho infantil, em especial, as duas importantes convenções da OIT sobre o assunto e de forma mais geral a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. Enquanto alguns progressos estão sendo feitos na redução do trabalho infantil, em muitos casos os direitos contidos nestas normas internacionais ainda não são totalmente aplicados na prática e tornados obrigatórios. Os usuários desta norma são encorajados a manter estes princípios em mente.