REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 158 | Ano 4 | 13 de Maio 2021

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Edição 158 | Ano 4 | 13 de Maio 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
  Confira os 12 artigos desta edição:
As distâncias seguras para os membros superiores e inferiores em máquinas
Os métodos de medição da vibração em mancais de rolamentos
A segurança dos aparadores de borda de gramado motorizado
Acústica: o isolamento a ruído aéreo de elementos de fachada
As indústrias estão mais confiantes para retomar os investimentos em automação
O comissionamento das estações de armazenamento de gás natural liquefeito
Target Adnormas
O que a transformação digital pode fazer atualmente?
O verdadeiro impacto comercial de um ciberataque industrial
Produtos eletroeletrônicos piratas são um risco ao consumidor
Smart grid: a tarifa horária beneficiaria os consumidores e a concessionária
As maneiras de se evitar o estresse hídrico
Os requisitos normativos para odoração do gás natural (GN) canalizado

A amostragem dos líquidos isolantes

A NBR 8840 de 04/2021 – Amostragem de líquidos isolantes – Requisitos especifica os requisitos para amostragem de líquidos isolantes elétricos, estando estes em tambores, tanques, em bolsas flexíveis ou em equipamentos elétricos isolados a óleo.

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O que é um amostrador manual a vácuo?

Como podem ser os frascos de amostragem?

Como deve ser feita a limpeza dos dispositivos e recipientes de amostragem?

Quais são os recipientes de amostragem apropriados para ensaios em líquidos isolantes?

Os procedimentos de amostragem de líquidos isolantes são muito importantes para assegurar a confiabilidade dos ensaios e, por consequência, a emissão de laudos confiáveis. Uma retirada de amostra de líquido isolante realizada sem os devidos cuidados implica em retrabalhos, maiores custos, etc.

Esta norma abrange todas as etapas, desde a limpeza e esterilização dos materiais utilizados na retirada, até os tipos de frascos, seringas e outros dispositivos utilizados, bem como os procedimentos adequados para a garantia da confiabilidade das análises das amostras no laboratório. No caso em que o transporte de líquidos isolantes seja realizado por meio de tambores, tanques e carretas-tanque, as amostras de líquido isolante devem ser retiradas, preferencialmente, da parte inferior, onde há a possibilidade de haver contaminação, provavelmente mais concentrada. Na tabela abaixo estão representados os dispositivos de amostragem a serem utilizados em cada tipo de local de amostragem, bem como o tipo de amostragem que deve ser realizado em cada caso.

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Durante a retirada das amostras, todas as precauções possíveis devem ser tomadas para não contaminar os líquidos isolantes com umidade e materiais particulados. A amostragem de líquidos isolantes em locais com umidade relativa superior a 70% deve ser evitada.

Quando a amostragem for realizada ao ar livre, a retirada das amostras deve ser evitada em dias chuvosos. Em caso de ventania, deve ser utilizado um anteparo ou dispositivo similar para proteger a retirada da amostra de contaminações externas.

Para amostragem em locais que apresentem muita sujidade, os cuidados no momento da amostragem devem ser redobrados, com a finalidade de evitar o risco de contaminação por materiais particulados, podendo afetar os resultados finais no momento das análises do líquido isolante. Para evitar qualquer tipo de condensação, deve ser assegurado que os dispositivos de amostragem a serem utilizados para as retiradas das amostras estejam na temperatura ambiente ou superior.

Antes do início da amostragem, os dispositivos devem ser lavados com o próprio líquido isolante a ser amostrado. O operador não pode tocar a superfície dos dispositivos de amostragem sem o uso de luvas nitrílicas, bem como deve evitar o contato da pele com os líquidos isolantes a serem retirados.

As amostras de líquidos isolantes devem ser protegidas contra a exposição à luz durante o transporte e a armazenagem. O procedimento de limpeza do frasco com o líquido isolante pode ser desconsiderado caso os responsáveis pela amostragem garantam a integridade da limpeza do recipiente de retirada.

As amostras de gás do relé Buchholz, para realização de análise cromatográfica, devem ser coletadas com o equipamento desenergizado. Devido ao fato de que os resultados dos ensaios são afetados pelas impurezas contidas nas amostras, as seguintes precauções devem ser observadas: os dispositivos de amostragem utilizados para retirada de amostras devem ser destinados exclusivamente a cada tipo de líquido isolante; deve ser assegurado que as vedações e as mangueiras dos dispositivos de amostragem utilizados sejam compatíveis com os tipos de líquidos isolantes a serem retirados; os dispositivos de amostragem devem ser limpos e secos, conforme descrito na Seção 5.

Particular atenção deve ser dada para evitar a presença de impurezas sólidas nos dispositivos, como poeira, fibras, etc. Dois tipos de sondas para a retirada de amostras estão descritos e ilustrados nas Figuras 1 e 2 na norma. Aço inoxidável e alumínio são materiais adequados para estes dispositivos de amostragem.

O amostrador de profundidade, mostrado na Figura 1 da norma, é indicado para a retirada de amostras do fundo de um tanque distante 1 cm a 2 cm do fundo. Este dispositivo deve ser confeccionado com tubos e conexões de aço inoxidável ou de alumínio, usinados em toda a sua extensão. Deve também ser suficientemente pesado para afundar no líquido, suspenso por um cabo ou corrente de aço.

Não podem ser utilizados cordas ou outros materiais fibrosos. Este tipo de amostrador possui uma haste no eixo da válvula que abre automaticamente quando a haste atinge o fundo do tanque. A amostra entra no recipiente pela válvula de fundo e o ar é liberado simultaneamente pela abertura da válvula de topo. As válvulas se fecham quando o amostrador é removido. O amostrador de superfície é indicado para a retirada de amostras da parte superior de um tanque ou tambor.

Este dispositivo deve ser confeccionado com tubos e conexões de aço inoxidável ou de alumínio, usinados em toda a sua extensão. Não podem ser utilizados cordas ou outros materiais fibrosos. A amostragem de líquido isolante em equipamentos elétricos deve ter atenção particular, e devem ser seguidos os cuidados relacionados à segurança durante a retirada da amostra.

Recomenda-se que seja feita a leitura da ficha de informação de segurança de produto químico (FISPQ) antes da amostragem. No caso de equipamento elétrico energizado, verificar se o líquido isolante no interior deste equipamento não está sob pressão negativa, antes da retirada da amostra. Durante a amostragem, a pressão negativa pode introduzir bolhas de ar no líquido isolante, podendo provocar falha no equipamento elétrico, e colocar em perigo o profissional que está coletando a amostra.

Durante a retirada de amostra, cuidados devem ser tomados para assegurar a proteção contra a liberação súbita de líquido isolante, evitando acidentes e derramamentos. A retirada de amostra representativa é de fundamental importância para se obter uma avaliação confiável da condição operacional do equipamento elétrico. No caso de uma amostragem inadequada, até mesmo os métodos analíticos mais modernos não são capazes de fornecer resultados que indiquem com segurança a qualidade do líquido isolante do equipamento.

As retiradas de amostras devem ser sempre realizadas por profissionais devidamente capacitados. Todos os equipamentos de proteção individual (EPI) que constam na FISPQ do líquido isolante devem ser utilizados. Os métodos de retirada de amostras descritos nesta norma são indicados para os equipamentos com grandes volumes de líquido isolante, como transformadores de força.

Mesmo assim é sempre muito importante observar o nível de líquido isolante no equipamento antes de realizar a amostragem, pois em caso de nível abaixo do mínimo existe o risco de, entre outras coisas, atuação indevida do relé de proteção do equipamento. No caso de equipamentos com pequenos volumes de líquido isolante, é essencial assegurar que o volume de líquido isolante coletado não coloque em risco a operação do equipamento

No caso da amostragem do líquido isolante de buchas, transformadores de instrumentos, transformadores de corrente (TC), transformadores de potencial (TP) ou cabos, as instruções do fabricante do equipamento devem ser seguidas com cuidado. Caso contrário, sérios danos ou falhas podem ser provocados nos equipamentos.

A retirada de amostras de líquido isolante nestes equipamentos elétricos deve ser realizada somente com os equipamentos desenergizados. Durante a amostragem, cuidados devem ser tomados para evitar uma possível liberação súbita de líquido isolante. Para a determinação do teor de água no líquido isolante, a retirada da amostra deve ser realizada, preferencialmente, nos dias com umidade relativa do ar inferior a 70%, para evitar a condensação de umidade sobre a superfície dos dispositivos de amostragem e a possível contaminação da amostra.

O ruído emitido pelo ventilador do sistema de arrefecimento do motor em veículos

A NBR 16910 de 04/2021 – Veículos rodoviários automotores – Acústica – Método para determinação do ruído do ventilador do sistema de arrefecimento do motor com o veículo parado, para veículos da categoria M3 estabelece um método para determinação da influência do ruído emitido pelo ventilador do sistema de arrefecimento do motor em veículos da categoria M3 na condição parado, propulsados somente por motores de combustão interna.

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Para o ensaio, qual o posicionamento do veículo com um ventilador e motor dianteiros?

Qual o posicionamento do veículo com um ventilador e motor entre eixos localizados mais próximo ao eixo dianteiro?

Como deve ser a operação do ventilador?

O que deve constar no relatório de ensaio?

O local de ensaio deve ser constituído por uma área plana de concreto, asfalto ou similar, com raio mínimo de 10 m. Não pode haver obstáculo algum entre o veículo e os microfones, e não pode haver objetos refletores em um raio de 3 m dos microfones. Ver figura abaixo.

A superfície de ensaio é considerada conforme se construída: de acordo com o especificado na ISO 10844:1994 ou posterior; ou de maneira que quando uma pequena fonte de ruído omnidirecional colocada em sua superfície no ponto central do local de ensaio, conforme a figura abaixo, os desvios de divergência hemisférica não excedam ± 1 dB. Esta condição pode ser considerada satisfeita se os seguintes requisitos forem atendidos: dentro de um raio de 50 m em volta do centro do local de ensaio, o espaço deve ser plano e estar livre de grandes superfícies refletoras, como muros, vegetação, cercas, rochas, pontes ou prédios; a superfície do local de ensaio deve estar seca e livre de materiais absorventes, como neve ou detritos soltos; nas imediações do microfone não pode haver obstáculo algum que possa influenciar o campo acústico e nenhuma pessoa deve permanecer entre o microfone e a fonte de ruído. O observador do medidor deve estar posicionado de forma a não influenciar a leitura.

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A instrumentação meteorológica deve ser posicionada adjacentemente ao local de ensaio, a uma altura que represente as condições do local, conforme descrito a seguir. As medições devem ser feitas quando a temperatura do ar ambiente estiver dentro da faixa de 0 °C a 40 °C.

Os ensaios não podem ser executados se a velocidade do vento, incluindo as rajadas, na altura do microfone, exceder o valor de 5 m/s durante o intervalo de medição do veículo. As medições não podem ser efetuadas em condições de tempo adversas.

O nível do ruído de fundo, medido com o motor do veículo desligado, deve ser no mínimo 10 dB(A) menor do que os níveis medidos durante o ensaio. Para a aparelhagem para medição do ruído, o medidor de nível de som (MNS) ou o sistema de medição equivalente, incluindo o dispositivo de proteção contra o vento recomendado pelo fabricante, devem atender aos requisitos de instrumentos conforme a IEC 61672-1:2013, classe 1.

São aceitos também medidores (MNS) ou sistema de medição equivalentes que atendam no mínimo aos requisitos de instrumentos da IEC 60651:1979, tipo 1. As medições devem ser feitas utilizando-se a curva de ponderação “A”, com a característica dinâmica na condição de resposta “F” (rápida).

Se for utilizado um sistema que inclua um monitoramento periódico do nível de pressão sonora ponderado pela curva “A”, é recomendado que a captação de dados seja feita em intervalos de tempo não superiores a 30 ms. No início e no fim de cada conjunto de medições, a calibração do sistema de medição completo deve ser verificada por meio de um calibrador de som que atenda aos requisitos de calibradores, com precisão mínima conforme a IEC 60942:2017, classe 1.

Sem qualquer ajuste adicional, a diferença entre as leituras de duas verificações consecutivas deve ser inferior ou igual a 0,5 dB. Se este valor for excedido, os resultados das medições obtidas depois da verificação satisfatória anterior devem ser descartados. O atendimento do calibrador de som aos requisitos deve ser verificado uma vez por ano e o atendimento do sistema de instrumentação deve ser verificado pelo menos a cada dois anos.

Quanto à instrumentação para medição de velocidade angular, a velocidade angular do motor durante o ensaio deve ser medida com instrumentos com precisão de ± 3 % ou menos. A instrumentação meteorológica utilizada para monitorar as condições ambientais deve incluir: dispositivo de medição de temperatura com precisão de pelo menos ± 1 °C; dispositivo medidor de velocidade do vento com precisão de pelo menos ± 1 m/s.

Para casos em que o preaquecimento do veículo não interfere no funcionamento do ventilador. O motor do veículo deve ser preaquecido para a temperatura de trabalho antes do ensaio. Caso necessário, forçar a entrada do ventilador pelo comando no software ou mantendo o motor em uma rotação intermediária entre a marcha lenta e a rotação de corte, até que o mecanismo de acionamento do ventilador seja ativado.

Deve haver comprovação efetiva do funcionamento pleno do ventilador, de acordo com uma das condições previstas nessa norma, por meio de leitura dos parâmetros da ECU do veículo ou por medição direta, comparando as rotações da polia de acionamento e do ventilador. No caso da impossibilidade da medição direta da rotação da polia de acionamento, é permitido medir a rotação do motor e aplicar a relação mecânica entre a rotação do motor e a polia de acionamento.

Para casos em que o preaquecimento do veículo interfere no funcionamento do ventilador. Não é necessário o preaquecimento exclusivamente para medição com o ventilador desligado. O (s) microfone (s) deve (m) estar localizado (s) a 1,20 m ± 0,02 m acima do nível do solo, sobre a linha PP’ e a uma distância do ponto central do eixo de medição de 7,50 m ± 0,05 m (ver figura acima), em ambos os lados do veículo. A linha PP’ deve estar perpendicular à linha que une os centros dos eixos do veículo.

IEC 62061: a validação dos sistemas de controle relacionados à segurança de máquinas

A IEC 62061:2021 – Safety of machinery – Functional safety of safety-related control systems especifica os requisitos e faz recomendações para o projeto, a integração e a validação de sistemas de controle relacionados à segurança (safety-related control systems – SCS) de máquinas. É aplicável a sistemas de controle usados, individualmente ou em combinação, para realizar as funções de segurança em máquinas que não são portáteis durante o trabalho, incluindo um grupo de máquinas trabalhando juntas de maneira coordenada.

Este documento é uma norma específica do setor de máquinas dentro da estrutura da IEC 61508 (todas as partes). O projeto de subsistemas eletrônicos programáveis complexos ou elementos de subsistema não está dentro do escopo deste documento.

O corpo principal desta norma do setor especifica os requisitos gerais para o projeto e verificação de um sistema de controle relacionado à segurança destinado a ser usado no modo de demanda alta/contínua. Este documento trata apenas dos requisitos de segurança funcional destinados a reduzir o risco de situações perigosas; se restringe aos riscos decorrentes diretamente dos perigos da própria máquina ou de um grupo de máquinas trabalhando em conjunto de maneira coordenada.

Não inclui os riscos elétricos decorrentes do próprio equipamento de controle elétrico (por exemplo, choque elétrico – consulte IEC 60204-1); outros requisitos de segurança necessários no nível da máquina, como proteção; e medidas específicas para aspectos de segurança – consulte IEC TR 63074. Não se destina a limitar ou inibir o avanço tecnológico.

A IEC 62061: 2021 cancela e substitui a primeira edição, publicada em 2005, Alteração 1: 2012 e Alteração 2: 2015. Esta edição constitui uma revisão técnica e algumas mudanças técnicas significativas em relação à edição anterior. A estrutura foi alterada e o conteúdo foi atualizado para refletir o processo de projeto da função de segurança. A norma estendeu o seu escopo para as tecnologias não elétricas.

As definições foram atualizadas e ficaram alinhadas com a IEC 61508-4. Foi introduzido um plano de segurança funcional e o gerenciamento de configuração foi atualizado (Cláusula 4) e os requisitos de parametrização foram expandidos (Cláusula 6). Houve uma referência aos requisitos de segurança (Subcláusula 6.8) e os requisitos de teste periódico foram adicionados (Subcláusula 6.9).

Incluídas várias melhorias e esclarecimentos sobre arquiteturas e cálculos de confiabilidade (Cláusula 6 e Cláusula 7), houve uma mudança de “SILCL” para “SIL máximo” de um subsistema (Cláusula 7). Descreveu-se o uso casos para software, incluindo os seus requisitos (Cláusula 8) e os requisitos de independência para verificação de software (Cláusula 8) e atividades de validação (Cláusula 9) foram adicionados. Acrescentou um novo anexo informativo com exemplos (Anexo G), e novos anexos informativos sobre valores MTTFD típicos, diagnósticos e métodos de cálculo para as arquiteturas (Anexo C, Anexo D e Anexo H).

O projeto de subsistemas eletrônicos programáveis complexos ou elementos de subsistema não está dentro do escopo deste documento. Isso está no escopo da IEC 61508 ou dos padrões a ela vinculados; consulte a Figura 1. Os elementos como sistemas em chip ou placas de microcontrolador são considerados subsistemas eletrônicos programáveis complexos.

O corpo principal desta norma do setor especifica os requisitos gerais para o projeto e verificação de um sistema de controle relacionado à segurança destinado a ser usado no modo de demanda alta/contínua. Esse documento está preocupado apenas com os requisitos de segurança funcional destinados a reduzir o risco de situações perigosas; se restringe aos riscos decorrentes diretamente dos perigos da própria máquina ou de um grupo de máquinas trabalhando juntas de maneira coordenada.

Os requisitos para mitigar riscos decorrentes de outros perigos são fornecidos em normas setoriais relevantes. Por exemplo, onde uma máquina (s) faz parte de uma atividade de processo, informações adicionais estão disponíveis em IEC 61511. Este documento não cobre os riscos elétricos decorrentes do próprio equipamento de controle elétrico (por exemplo, choque elétrico – consulte IEC 60204-1); outros requisitos de segurança necessários no nível da máquina, como proteção; as medidas específicas para aspectos de segurança – ver IEC TR 63074. Este documento não tem como objetivo limitar ou inibir o avanço tecnológico. A figura 1 ilustra o escopo deste documento.

Inserir figura 1

A produção e a redução do esforço físico do operador, os sistemas de controle relacionados à segurança (chamados de SCS) das máquinas desempenham um papel cada vez maior na obtenção da segurança geral da máquina. Além disso, os próprios SCS empregam cada vez mais tecnologia eletrônica complexa. A IEC 62061 especifica os requisitos para o projeto e implementação de sistemas de controle de máquinas relacionados à segurança. Este documento é específico do setor de máquina dentro da estrutura da IEC 61508.

Embora a IEC 62061 e a ISO 13849-1 estejam usando metodologias diferentes para o projeto de sistemas de controle relacionados à segurança, eles pretendem alcançar a mesma redução de risco. Esta norma internacional destina-se ao uso por projetistas de máquinas, fabricantes e integradores de sistemas de controle e outros envolvidos na especificação, projeto e validação de um SCS. Ele estabelece uma abordagem e fornece requisitos para atingir o desempenho necessário e facilita a especificação das funções de segurança destinadas a atingir a redução de risco.

Este documento fornece uma estrutura específica do setor de máquinas para a segurança funcional de um SCS de máquinas. Abrange apenas os aspectos do ciclo de vida de segurança que estão relacionados à alocação de requisitos de segurança até a validação de segurança. Os requisitos são fornecidos para informações para o uso seguro do SCS de máquinas que também podem ser relevantes para as fases posteriores do ciclo de vida de um SCS.

Existem muitas situações em máquinas onde o SCS é empregado como parte das medidas de segurança que foram fornecidas para atingir a redução de risco. Um caso típico é o uso de uma proteção de intertravamento que, quando aberta para permitir o acesso à zona de perigo, sinaliza às partes relacionadas à segurança do sistema de controle da máquina para interromper a operação perigosa da máquina. Na automação, o sistema de controle da máquina que é usado para atingir a operação correta do processo da máquina muitas vezes contribui para a segurança ao mitigar os riscos associados aos perigos decorrentes diretamente das falhas do sistema de controle.

Este documento fornece uma metodologia e requisitos para atribuir a integridade de segurança necessária para cada função de segurança a ser implementada pela SCS; habilitar o projeto do SCS apropriado para a (s) função (ões) de segurança (controle) atribuída (s); integrar subsistemas relacionados à segurança projetados de acordo com outros funcionais das normas aplicáveis relacionadas à segurança (ver 6.3.4); validar o SCS.

Este documento se destina a ser usado dentro da estrutura de redução de risco sistemático, em conjunto com a avaliação de risco descrita na ISO 12100. As metodologias sugeridas para uma atribuição de integridade de segurança são fornecidas no Anexo A (informativo).

A calibração dos dispositivos para a medição do torque estático

A NBR 12240 de 04/2021 – Materiais metálicos – Calibração de dispositivos para medição de torque estático é aplicável aos instrumentos de medição de torque onde o torque é determinado pela medição da deformação elástica de um material elástico ou de um mensurando proporcional a ele. O instrumento de medição de torque é definido como um conjunto, desde o transdutor de torque até o instrumento indicador. Esta Norma não é aplicável aos torquímetros.

Esta norma estabelece o método para a calibração de instrumentos de medição de torque utilizados na calibração estática de máquinas de ensaios, de instrumentos de medição de torque para aplicações gerais (como sensores de torque, bancadas de ensaios de potência ou outras aplicações em que se utilizam transdutores de torque), bem como aqueles para utilização como padrão de transferência.

No Anexo C estão descritos os procedimentos de classificação e determinação da incerteza de medição, dos instrumentos de medição de torque. Quando o instrumento de medição de torque é utilizado para medir torques alternados, é necessária uma consideração ampliada, de acordo com o Anexo E.

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Quais são os símbolos e designações indicados nessa norma?

Como deve ser feita a avaliação do instrumento de medição de torque?

Como determinar o erro de reversibilidade, h(MK)?

Quais são os parâmetros de classificação dos instrumentos de medição de torque?

Todos os componentes, desde o transdutor de torque até o instrumento indicador, são partes integrantes de um instrumento de medição de torque. Todas as partes do instrumento de medição de torque (incluindo os cabos de conexão elétrica) devem ser marcadas separadamente e sem ambiguidade (por exemplo, indicando o nome do fabricante, o tipo, se é uma conexão condutora 4 – ou 6 – ou algo semelhante, e o número de série).

O torque nominal deve ser indicado no transdutor de torque, e o lado de medição deve ser marcado, se isso for importante para a medição. Por “lado de medição do transdutor de torque”, entende-se o lado em que o torque a ser medido é aplicado. Cabos e elementos de adaptação podem levar a desvios que influenciam o resultado da medição.

O transdutor de torque e seus componentes devem ser concebidos de modo que tanto no sentido horário quanto no sentido anti-horário os torques possam ser aplicados livres de força de cisalhamento e momento fletor. As dimensões recomendadas para os acoplamentos são apresentadas no Anexo B.

A deformação elástica do corpo elástico do transdutor de torque pode ser medida por meios elétricos, mecânicos ou outro. A calibração significa que torques conhecidos (torques de calibração MK) são aplicados no instrumento de medição de torque, pelo qual os valores indicados são registrados.

Um instrumento indicador elétrico pode ser substituído por outro similar, se, devido à sua especificação técnica e sua incerteza de medição, os seus desvios tiverem uma influência insignificante no resultado da classificação do instrumento de medição de torque [a incerteza de medição adicional causada pela substituição do instrumento indicador não pode exceder 1/3 da incerteza de medição padrão relativa do resultado de calibração w(MK)].

Com relação à substituição, convém considerar que a tensão de entrada, se também modificada, pode influenciar significativamente o resultado da medição. Quando o instrumento indicador for substituído, é particularmente importante ajustar a tensão de entrada de acordo com as indicações do cliente. Na maioria das vezes, a substituição do instrumento indicador tem pouco impacto no caso de instrumentos de medição de torque, onde uma grande parte do fornecimento de energia elétrica e/ou da amplificação do sinal de saída é assegurada por circuitos eletrônicos ativos que são integrados ao transdutor.

Deve-se assegurar que os acoplamentos para a adaptação de instrumento de medição de torque, em sistemas de calibração, podem transmitir pelo menos 1,5 vez o torque máximo de calibração; quando há carregamento com o torque máximo de calibração, uma mudança de comprimento axial máximo do instrumento de medição de torque, incluindo seus acoplamentos de adaptação, não ultrapasse 1 mm. Essa mudança de comprimento axial máximo do instrumento de medição de torque é importante para a confiabilidade de sistemas de calibração de torque por peso morto com braço de alavanca e mancal aerostático.

Somente esses acoplamentos são utilizados em sistemas de calibração, os quais limitam a deformação material resultante no corpo elástico por superposição das grandezas de interferência (força axial, força de cisalhamento e momento fletor) e torque de calibração para 1,2 vez as tensões elétricas causadas pela introdução do torque a ser calibrado (sem grandezas de interferência). Deve ser assegurado que, antes da primeira calibração, uma sobrecarga no instrumento de medição de torque, incluindo seus acoplamentos, tenha ocorrido com o torque nominal excedido em 8% a 12% pelo menos por quatro vezes e durante 1 min a 1,5 min cada.

O objetivo deste procedimento é excluir qualquer dano subsequente no sistema de calibração, devido a um inesperado mau funcionamento do transdutor de torque, incluindo seus acoplamentos adaptadores (por exemplo, devido à quebra). Todas as linhas de graduação da escala devem ter a mesma largura, e a largura do ponteiro tem de ser aproximadamente a mesma que a de uma linha de graduação.

A resolução r é determinada como a menor fração proporcional de uma divisão de escala, e que resulta da razão entre a largura do ponteiro e a distância entre os centros de duas linhas adjacentes de

graduação (intervalo de linha de graduação). Proporções de 1/2, 1/5 ou 1/10 devem ser selecionadas. Uma distância de 1,25 mm ou maior é necessária para a estimativa de um décimo da divisão de escala.

Em uma escala digital, a resolução r é considerada um incremento numérico do último algarismo em movimento sobre o mostrador numérico, desde que a indicação, quando o instrumento de medição de torque estiver descarregado, não varie mais do que um incremento numérico. Se, em um instrumento de medição de torque sem carga mecânica, a indicação variar em mais do que o valor especificado anteriormente para a resolução, a resolução é especificada como sendo metade da faixa de flutuação mais um incremento numérico.

A resolução r é indicada na unidade de torque ou em seus múltiplos ou submúltiplos. Tendo em conta a resolução r na qual o instrumento indicador pode ser lido, o torque mínimo aplicado em um instrumento de medição de torque (limite inferior da faixa de medição MA) deve respeitar os valores indicados na Tabela 3, disponível na norma.

A unidade do instrumento indicador deve ser ajustada de acordo com as disposições do fabricante ou com as especificações do cliente. Todos os ajustes de variáveis devem ser registrados. A unidade do instrumento indicador deve ser verificada quanto à estabilidade suficiente de seu valor zero, antes de iniciar a calibração.

Antes da calibração, e com a tensão de alimentação aplicada, deve-se esperar até que a temperatura do transdutor se estabilize com a temperatura ambiente. A temperatura ambiente deve ser registrada no início e no final de cada série de medições. Os suprimentos do sistema de calibração (por exemplo, ar comprimido) não podem causar gradientes de temperatura no instrumento de medição de torque, o que pode influenciar a incerteza da medição.

Antes que o transdutor seja montado no sistema de calibração, é necessário, tanto quanto possível, registrar o valor exibido no descarregamento mecânico do transdutor de torque na posição vertical Is. A partir do conhecimento do comportamento deste ponto zero do transdutor em função do tempo, é possível tirar conclusões quanto à influência do tempo na estabilidade do transdutor e seu histórico.

O torque de calibração deve ser aplicado no lado de medição que é especificado como superfície de adaptação pelo fabricante, desde que seja de importância para a medição. O transdutor deve ser ligado com a unidade de indicação de tal forma que, com o aumento do torque horário, um aumento positivo na indicação seja obtido.

A calibração é feita separadamente para torque horário e/ou anti-horário. A calibração do instrumento de medição de torque é realizada como a seguir: um procedimento puramente estático, pela medição de valores distintos de torque (típica de sistemas de calibração com sistemas de alavanca de massa); ou um procedimento em ciclo contínuo (quase estático), sem tempo de espera entre os valores distintos de torque (típico de sistemas de calibração com transdutores de torque de referência para a calibração de medidores de torque pelo método de comparação).

Na medida do possível, na utilização subsequente do instrumento de medição de torque a ser calibrado, deve ser levada em conta a escolha do procedimento de calibração. Diferenças entre os resultados nos dois procedimentos podem ocorrer devido a fluência dos transdutores.

No caso de uma calibração com aplicação de valores de torque estáticos, deve-se levar em conta que o tempo de calibração pode influenciar no resultado da calibração. Uma causa considerável para isso está na fluência dos transdutores. Pelo registro dos valores medidos imediatamente após o fim de um pré-carregamento e após 3 min de tempo de espera (fluência de curta duração), é possível avaliar a sua influência.

No caso de uma calibração contínua (quase estático), é necessário assegurar que o processo de aquisição dos dados medidos do valor de torque pré-ajustado (padrão de comparação) e o sinal de saída do objeto de calibração não levem a desvios de medição sistemáticos que influenciem o resultado de calibração dentro da determinação dos limites de especificação da classe. Os seguintes critérios, entre outros, podem ter uma influência: as configurações de filtro do instrumento indicador, uma possível diferença de tempo na recuperação dos valores medidos dos sinais da medida de referência e do objeto de calibração, e a velocidade de aceleração de torque.

A utilização de procedimentos de calibração contínua requer investigações experimentais antes de determinar a influência das condições do método sobre a incerteza de medição do resultado de calibração. Após o transdutor de torque ser montado no sistema de calibração, este deve ser pré-carregado por três vezes no sentido de calibração e uma vez após cada mudança da posição de montagem, com o valor final da faixa de medição a ser calibrado, ME.

O valor zero deve ser registrado após cada pré-carregamento. No caso de calibração estática com valores distintos de torque, o pré-carregamento deve durar 30 s e, no caso de calibração contínua, 5 s. Os valores indicados nos limites da faixa de medição da calibração devem ser registrados.

Após o pré-carregamento e até a estabilização no valor zero, deve-se esperar não mais que 3 min. O valor zero deve, em seguida, ser registrado. Após o último pré-carregamento na primeira posição de montagem, a fluência de zero deve ser determinada ao longo de 3 min e registrada.

O transdutor de torque deve ser calibrado de preferência em três posições de montagem, girando o transdutor em 120° em torno do eixo de medição, em cada posição. Por outro lado, pode fazer mais sentido, a partir de um ponto de vista metrológico, realizar quatro posições (por exemplo, para transdutor de encaixe tipo quadrado). No caso de apenas duas posições de montagem (aplicável às classes 1, 2 e 5), estas devem variar em 90° ou 120°. O número de séries de medições é obtido a partir da classe requerida do instrumento de medição de torque (ver tabela abaixo), determinando, assim, a extensão requerida de calibração.

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A calibração do instrumento de medição de torque é realizada primeiramente na mesma posição de montagem do transdutor de torque com uma série crescente e uma decrescente e, posteriormente, uma série crescente é repetida para as classes 0,05 a 0,5. Em seguida, a posição de montagem é alterada e uma série crescente e uma série decrescente são medidas em cada posição de montagem (ver Anexo D).

O número mínimo de valores de torque (em adição ao zero) para cada classe deve ser: classes 0,05 e 0,1: 8 (adequadamente distribuídos na faixa de medição), por exemplo, em incrementos de 10%, 20%, 30%, 40%, 50%, 60%, 80% e 100% de ME (limite superior da faixa de medição) ou 2%, 5%, 10%, 20%, 40%, 60%, 80% e 100% de ME; classes 0,2 e 0,5: 5 (20%, 40%, 60%, 80% e 100% de ME); classes 1, 2 e 5: 3 (20%, 60% e 100% de ME). O valor do limite inferior da faixa de medição, MA, deve ser incluído nos valores de calibração do torque. Um instrumento de medição de torque pode ser calibrado separadamente para diversas faixas de medição de torque.

A Qualidade dos transformadores de corrente para instrumentos elétricos

A NBR IEC 61869-2 de 04/2021 – Transformadores para instrumento – Parte 2: Requisitos adicionais para transformadores de corrente é aplicável a transformadores de corrente indutivos novos para utilização em instrumentos elétricos de medição e dispositivos elétricos de proteção tendo frequência nominal de 15 Hz a 100 Hz. O transformador de corrente para instrumentos, tem a corrente secundária, em condições normais de uso, substancialmente proporcional à corrente primária, divergindo em fase desta por um ângulo de aproximadamente zero para uma configuração apropriada das conexões. O de serviços de medição é um transformador de corrente destinado a fornecer um sinal de informação a instrumentos de medição e medidores de energia.

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Quais são as abreviaturas usadas nessa norma?

Quais são os limites de erro para transformadores de corrente TPX, TPY e TPZ?

Quais são os métodos de especificação para transformadores de corrente TPX, TPY e TPZ?

Quais as marcações dos terminais que devem ser usadas?

O isolamento do enrolamento secundário para transformadores de corrente com classe PX e classe PXR tendo uma f.e.m. (força eletromotriz) limiar de saturação nominal Ek ≥ 2 kV deve ser capaz de suportar uma tensão suportável à frequência industrial de 5 kV eficaz por 60 s. A tensão suportável nominal de isolamento entre espiras deve ser de 4,5 kV de pico.

Para transformadores de corrente classe PX e classe PXR com a f.e.m. limiar de saturação nominal superior a 450 V, o valor de pico da tensão suportável para a isolação entre espiras deve ser 10 vezes o valor eficaz da f.e.m. limiar de saturação nominal, ou 10 kV de pico, o que for menor. Devido ao procedimento de ensaio, a forma de onda pode ser alta mente distorcida. De acordo com o procedimento de ensaio, podem ocorrer valores mais baixos de tensão.

Os valores normalizados de potência nominal para classes de medição, classe P e classe PR são: 2,5 – 5,0 – 10 – 15 e 30 VA. Valores acima de 30 VA podem ser definidos para se adequarem à aplicação. Para um determinado transformador, desde que um dos valores de potência nominal seja normalizado e associado a uma classe de exatidão padronizada, a declaração de outras potências nominais, que podem ser valores não normalizados, mas associadas a outras classes de exatidão padronizadas, não é excluída.

Os valores normalizados de carga nominal resistiva em Ω para transformadores de corrente, classes TPX, TPY e TPZ, são: 0,5 – 1 – 2 – 5 Ω. Os valores preferenciais estão sublinhados. Estes valores são baseados em uma corrente secundária nominal de 1 A. Para transformadores de corrente com uma corrente secundária nominal diferente de 1 A, os valores acima devem ser ajustados na razão inversa do quadrado da corrente.

Para um determinado transformador, desde que um dos valores de carga nominal resistiva seja normalizado e associado a uma classe de exatidão padronizada, a declaração de outras cargas nominais resistivas, que podem ser valores não normalizados, mas associadas a outras classes de exatidão padronizadas, não é excluída.

Para transformadores de corrente para serviços de medição, a classe de exatidão é designada pela porcentagem mais alta permitida do erro de relação (ε) à corrente primária nominal e potência nominal. As classes de exatidão padronizadas para transformadores de corrente para serviços de medição são: 0,1 – 0,2 – 0,2S – 0,5 – 0,5S – 1 – 3 – 5. Para as classes 0,1 – 0,2 – 0,5 e 1, o erro de relação e a defasagem angular à frequência nominal não podem exceder os valores dados na tabela abaixo, onde a carga pode assumir qualquer valor entre 25 % e 100 % da potência nominal.

Para as classes 0,2S e 0,5S, o erro de relação e a defasagem angular à frequência nominal não podem exceder os valores dados na tabela abaixo, onde a carga pode assumir qualquer valor entre 25% e 100% da potência nominal. Para as classes 3 e 5, o erro de relação à frequência nominal não pode exceder os valores dados nessa norma, onde a carga pode assumir qualquer valor entre 50% e 100% da potência nominal.

Não há limites de defasagem angular especificados para as classes 3 e 5. Para todas as classes, a carga deve ter um fator de potência de 0,8 atrasado, exceto quando a carga for inferior a 5 VA, deve ser utilizado um fator de potência 1,0, com um valor mínimo de 1 VA. Em geral, os limites prescritos de erro de relação e defasagem angular são válidos para qualquer posição de um condutor externo espaçado a uma distância no ar não inferior à exigida para o isolamento no ar à tensão máxima do equipamento (Um).

Inserir tranformador2

Para todas as classes de medição, uma faixa de carga estendida pode ser especificada. O erro de relação e a defasagem angular não podem exceder os limites da classe apropriada apresentados nessa norma para a faixa de carga secundária de 1 VA até a potência nominal. O fator de potência deve ser 1,0 em toda a faixa de carga. A potência nominal máxima é limitada a 15 VA.

Os transformadores de corrente de classes de exatidão de 0,1 a 1 podem ser marcados como tendo uma característica de corrente estendida, desde que cumpram os dois requisitos a seguir: a corrente térmica contínua nominal deve ser a corrente primária estendida nominal; os limites de erro de relações e defasagem angular prescritos para 120% da corrente nominal primária devem ser mantidos até a corrente primária estendida nominal.

A corrente primária estendida nominal deve ser expressa como uma porcentagem da corrente primária nominal. Um fator de segurança do instrumento pode ser especificado. Os valores normalizados são: FS 5 e FS 10. Três abordagens diferentes são designadas para definir transformadores de corrente para serviços de proteção. Na prática, cada uma das três definições pode resultar na mesma realização física.

O desempenho dos transformadores de corrente para serviços de proteção classe PX deve ser especificado nos seguintes termos: corrente primária nominal (Ipr); corrente secundária nominal (Isr); relação de espiras nominal; f.e.m. limiar de saturação nominal (Ek); limite superior da corrente de excitação (Ie) na f.e.m. limiar de saturação nominal (Ek) e/ou a um percentual especificado; limite superior da resistência do enrolamento secundário (Rct). Em vez de especificar explicitamente a f.e.m. limiar de saturação nominal (Ek), Ek pode ser calculado da seguinte forma: Ek = Kx × (Rct + Rb ) × Isr.

Neste caso, a carga nominal resistiva (Rb) e o fator de dimensionamento (Kx) devem ser especificados, e a escolha de Rct cabe ao fabricante. Para classe PX, o erro de relação de espiras não pode exceder ±0,25%. Para classe PXR, o erro de relação de espiras não pode exceder ±1%. Para classe PXR, o fator de remanescência não pode exceder 10%.

Para garantir um fator de remanescência <= 10%, transformadores de corrente classe PXR podem incluir entreferros. Para grandes núcleos classe PXR com baixo ampère espira, pode ser difícil atender ao requisito do fator de remanescência. Nesses casos, um fator de remanescência superior a 10% pode ser acordado.

Com a carga resistiva nominal conectada ao transformador de corrente, o erro de relação e a defasagem angular à frequência nominal não podem exceder os limites de erro dados nessa norma. Quando o ciclo de serviço especificado (ou um ciclo de serviço correspondente ao fator de dimensionamento transitório especificado Ktd) for aplicado ao transformador de corrente conectado à carga resistiva nominal, os erros transitórios ˆε (para TPX e TPY) ou ˆεca (para TPZ) não podem exceder os limites dados nessa norm. Todos os limites de erro são baseados em uma temperatura do enrolamento secundário de 75 °C.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 157 | Ano 4 | 6 de Maio 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br     Revista AdNormas - Ed 157 Ano 4
Edição 157 | Ano 4 | 6 de Maio 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
Confira os 12 artigos desta edição:  
A gestão da proteção de dados pessoais (DP) em nuvens públicas
A segurança dos equipamentos em processos de solda e corte a gás
Os riscos da utilização do hidrogênio em suas formas gasosa e líquida
Como fazer uma migração segura para a nuvem na transformação digital
A determinação do coeficiente de permeabilidade de solos argilosos
A economia como ciência Target Adnormas
A Qualidade dos produtos à base de orto e polifosfatos para saneamento básico
Com tecnologias, o Brasil poderia transformar mais lixo em energia
A conformidade das fibras poliméricas para uso em concreto e argamassa
Mercado empresarial adota inteligência artificial (IA)
Os robôs colaborativos estão revolucionando a indústria
Por que o explante de mama está em evidência?

As diretrizes estruturais dos sistemas de classificação dos recursos da construção

A NBR 15965-4 de 04/2021 – Sistema de classificação da informação da construção – Parte 4: Recursos da construção estabelece as diretrizes estruturais dos sistemas de classificação 2C (Produtos), 2N (Funções) e 2Q (Equipamentos). Esta parte da NBR 15965 fornece instruções de uso e apresenta tabelas com os conteúdos relacionados.

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Quais são as regras para uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2C (Produtos) da construção?

Quais são as regras para o uso do nível 2?

Quais são as regras para uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2N (Funções)?

Qual é a estrutura do sistema de classificação 2Q (Equipamentos)?

Quais são as regras para uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2Q (Equipamentos)?

A terminologia, o sistema de classificação e as tabelas que integram esta parte da NBR 15965 foram estruturadas de acordo com as seguintes normas: NBR ISO 12006-2, Construção de edificação ‒ Organização de informação da construção ‒ Parte 2: Estrutura para classificação, que estabelece a estrutura para o desenvolvimento de sistemas de classificação da informação do ambiente construído; NBR 15965-1, Sistema de classificação da informação da construção ‒ Parte 1: Terminologia e classificação, que estabelece a terminologia, os princípios do sistema de classificação e os grupos de classificação. A tabela abaixo apresenta como as tabelas de classificação recomendadas pela NBR ISO 12006-2 estão relacionadas às tabelas especificadas pela NBR 15965-1, dentro do escopo desta parte da NBR 15965.

A estrutura estabelecida para cada classe (ou seja, para cada tabela) atendeu aos critérios de hierarquia por níveis de classificação e/ou de composição, de acordo com 4.2. A figura abaixo apresenta algumas relações entre os temas (espaços, resultados, processos, recursos, propriedades) e as tabelas que representam parte do ciclo de vida de um empreendimento.

O sistema de classificação 2C (Produtos) tem por objetivo fornecer a estrutura de classificação para os produtos da construção. A estrutura e as regras concebidas para o sistema de classificação 2C (Produtos), apresentadas nesta Seção, orientam a criação e a revisão de itens da Tabela 2C (Produtos ‒ versão 1.0) e as suas posteriores atualizações, de acordo com 6.1. Quanto à estrutura do sistema de classificação 2C (Produtos) da construção, de acordo com a NBR ISO 12006-2:2018, Tabela 1, existem três princípios de especialização que podem ser aplicados às classes de objetos relacionadas aos produtos da construção por função, forma, material ou qualquer combinação destes.

Para a definição da estrutura do sistema de classificação 2C (Produtos), o princípio de especialização adotado foi a combinação entre função e forma. Existem produtos da construção que podem ser classificados pelo princípio de especialização denominado material. Para produtos que precisam do princípio de especialização material, além dos princípios função e forma, para que sejam corretamente discriminados, recomenda-se utilizar as classes relacionadas conforme a NBR 15965-2:2012, Tabela1, conforme as diretrizes estabelecidas nas NBR ISO 12006-2 e NBR 15965-1.

Para determinar o nível de pertencimento de um produto à determinada classe, no sistema de classificação 2C (Produtos) da construção, foram adotados os critérios “tipo de” e “parte de”. Exemplo de relacionamento “parte de” para este sistema de classificação é apresentado a seguir: um tipo de esquadria é parte de um conjunto de esquadrias; este conjunto de esquadrias, por sua vez, é parte de um conjunto de produtos que contribui para a função de vedação; c) este conjunto de produtos para vedação, por sua vez, é parte de um conjunto de produtos relacionado a obras civis, etc.

Exemplo de relacionamento “tipo de” para este sistema de classificação é apresentado a seguir: um controlador de temperatura é um tipo de controle e instrumento de uso geral; um controle e instrumento de uso geral é, por sua vez, um tipo de componente de instalações industriais. O nível de decomposição adequada para descrever uma determinada classe de produtos da construção deve estar condicionado às suas especificidades.

A decomposição deve ser realizada a partir dos níveis 4 ou 5. A decomposição de uma classe de produtos deve ser realizada até os níveis em que as partes continuem sendo identificadas como exclusivas daquela classe de produtos. Se, ao decompor uma classe de produtos, for identificado que a parte pode ser relacionada a mais de uma classe superior, esta pode ser alocada em outra estrutura, tornando-se uma nova classe, ou pode ser abrigada em outra classe do mesmo sistema de classificação [neste caso, o sistema de classificação 2C (Produtos) da construção], ou pode ser alocada em outro sistema, ou seja, em outra tabela.

Se for necessário realizar, a partir do nível 5, classificações que não estejam em concordância com o princípio de especialização e combinação entre função e forma, estabelecido para este sistema de classificação, pode ser proposto o uso de outro princípio, que deve estar declarado no campo observações de cada item, que representa a classe mais importante que utiliza este princípio. Quanto às regras para o uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2C (Produtos) da construção, o modo de identificar sistemas e tabelas é estabelecido na NBR 15965-1. O Nível 1, identificado pelo código alfabético “C”, junto ao identificador de grupo “2”, compõe o nome do sistema (2C) e não é abordado nesta parte da NBR 15965, que trata das regras para a classificação de itens entre os níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2C (Produtos).

O nível 2 estabelece as classes de produtos para construção pelo critério “tipo de”, criadas com o propósito de representar os sistemas funcionais da construção a que pertencem. São exemplos de sistemas funcionais da construção: sistemas de tratamento de solo, sistemas estruturais, produtos de divisão espacial, sistemas de coberturas, sistemas de vedação, sistemas de cobrimento, revestimentos e acabamentos, mobiliários, etc.

Neste nível não pode haver termos que identifiquem classes de produtos enquanto objetos concretos. Para a codificação das classes de nível 2, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a 98. Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1).

Inicialmente, os códigos estão com incrementos de dois algarismos a cada classe: 02 para 04, 04 para 06, etc. Os códigos 02 a 29 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos para a indústria da construção civil. Os códigos 30 a 59 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos para a indústria de obras de infraestrutura.

Os códigos 60 a 63 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos para a indústria de construções temporárias. Os códigos 64 a 91 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos que podem atender a todos os segmentos organizados da indústria, em construção civil, infraestrutura e construções temporárias.

Os códigos 92 a 98 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos multifuncionais e de uso geral para a construção. Esta classe foi estabelecida para agrupar os produtos que não se enquadrem nas outras classes estabelecidas no nível 2, pois representam objetos com múltiplos usos ou funções, como agregados, aglomerantes, painéis, chapas e combustíveis. A classe 2C 99 00 00 00 00 00 foi reservada para o termo Outros (ver ABNT NBR 15965-1).

O nível 3 estabelece as classes de produtos para construção pelo critério “tipo de” ou “parte de”, conforme os subsistemas funcionais da construção a que pertencem. Neste nível não pode haver termos que identifiquem classes de produtos enquanto objetos concretos. Na criação de classes de nível 3, pelo critério “tipo de”, deve ser dada preferência pelo uso de terminologia de produtos no início da identificação dos termos. Na criação de classes de Nível 3 pelo critério “parte de”, não utilizar o uso da terminologia de produtos no início da identificação dos termos.

Para a codificação das classes de Nível 3, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a98. Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1). Inicialmente, os códigos estão com incrementos de quatro algarismos a cada classe: 02 para 06, 06 para 10, etc.

As classes de nível 3, aninhadas em classes de nível 2 com códigos entre 02 e 91, devem seguir o princípio de especialização de função, observando-se o critério “tipo de”, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 02 00 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de estruturas e vedações; Classe Nível 3: 2C 04 14 00 00 00 00 ‒ Blocos e tijolos; Classe Nível 3: 2C 04 18 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de fundações.

As classes de nível 3, aninhadas na classe de Nível 2 2C 92 00 00 00 00 00 ‒ Produtos multifuncionais e de uso geral para construção, devem seguir o princípio de especialização de forma, observando-se o critério “parte de”, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 92 00 00 00 00 00 ‒ Produtos multifuncionais e de uso geral para construção; Classe Nível 3: 2C 92 02 00 00 00 00 ‒ Agregados granulares; Classe Nível 4: 2C 92 02 02 00 00 00 ‒ Areia fina. Todas as classes de nível 3 com o código 99 devem ser reservadas para o termo outros, ver NBR 15965-1.

O nível 4 pode abrigar classes que apresentem as características a seguir: definam a especialização de subsistemas funcionais da construção; ou representem os produtos fabricados em seu primeiro grau de agregação, sempre que já estiverem estabelecidas, de modo suficiente, as hierarquias de sistemas (Nível 2) e subsistemas (Nível 3). Para a codificação das classes de nível 4, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a98.

Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1). Inicialmente, os códigos estão com incrementos de quatro algarismos a cada classe: 02 para 06, 06 para 10, etc. As classes de nível 4, aninhadas em classes de Nível 2 com códigos entre 02 e 91, devem seguir o princípio de especialização de forma, função ou uma combinação destas, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 02 00 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de estruturas e vedações; Classe Nível 3: 2C 04 18 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de fundações; Classe Nível 4: 2C 04 18 02 00 00 00 ‒ Estaca; Classe Nível 4: 2C 04 18 06 00 00 00 ‒ Tubulão.

As classes de nível 4, aninhadas na classe Nível 2 2C 92 00 00 00 00 00 – Produtos multifuncionais e de uso geral para construção, devem seguir o princípio de especialização de forma. O critério de classificação, relacionado ao Nível 3, deve ser o “tipo de”, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 92 00 00 00 00 00 ‒ Produtos multifuncionais e de uso geral para construção; Classe Nível 3: 2C 92 02 00 00 00 00 ‒ Agregados granulares; Classe Nível 4: 2C 92 02 02 00 00 00 ‒ Areia fina; Classe Nível 4: 2C 92 02 06 00 00 00 ‒ Areia média. Todas as classes de nível 4 com o código 99 devem ser reservadas para o termo “outros” (ver NBR 15965-1).

Os níveis 5, 6 e 7 devem ser utilizados para as classes que especificam os produtos em graus mais detalhados de agregação. Estes níveis não podem conter termos que representem classes de produtos que se refiram a conceitos. Estes termos devem ser utilizados nos Níveis 2, 3 e, em alguns casos, no Nível 4, para a organização da estrutura deste sistema de classificação.

Para a codificação das classes de níveis 5, 6 7, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a98, para cada nível. Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1). Inicialmente, os códigos estão com incrementos de quatro algarismos a cada classe: 02 para 06, 06 para 10, etc.

As classes de níveis 5, 6, e 7, independentemente do aninhamento, devem seguir o princípio de especialização de forma, função ou uma combinação destas. O critério de classificação deve ser o “tipo de”. Todas as classes de níveis 5, 6 e 7 com o código 99 devem ser reservadas para o termo “outros” (ver NBR 15965-1).

A detecção de Salmonella em alimentos para consumo humano e animal

A NBR ISO 6579-1 de 04/2021 – Microbiologia de alimentos para consumo humano e animal – Método horizontal para detecção, enumeração e sorotipagem de Salmonella – Parte 1: Detecção de Salmonella spp especifica um método horizontal para a detecção de Salmonella. É aplicável ao seguinte: produtos destinados ao consumo humano e à alimentação de animais; amostras ambientais na área de produção e manipulação de alimentos; amostras da fase de produção primária, como fezes de animais, poeira e swabs. Com este método horizontal, a maioria dos sorovares de Salmonella é destinada a ser detectada. Para a detecção de alguns sorovares específicos, etapas adicionais de cultura podem ser necessárias.

Para Salmonella Typhi e Salmonella Paratyphi, o procedimento é descrito no Anexo D. O ágar de meio de enriquecimento seletivo Rappaport-Vassiliadis semissólido modificado (MSRV) é destinado à detecção de Salmonella móvel e não é apropriado para a detecção de cepas de Salmonella não móveis.

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Qual o procedimento para amostras de alimentos para consumo humano e animal e amostras ambientais da área de produção de alimentos?

Como deve ser feita a confirmação dos resultados?

Como devem ser realizados os testes bioquímicos?

Como deve ser executado o teste sorológico?

A Salmonella é um microrganismo que forma colônias típicas ou menos típicas em meio sólido seletivo e que apresenta as características descritas, quando os testes de confirmação são realizados em conformidade com este documento. A sua detecção é a determinação em uma determinada massa ou volume de produto ou superfície ou objeto (por exemplo, propé), quando os ensaios são realizados em conformidade com este documento.

Este documento descreve um método horizontal para a detecção de Salmonella spp. em alimentos (incluindo leite e produtos lácteos, originalmente descritos na ISO 6785), em alimento para consumo animal, em fezes de animais e em amostras ambientais da fase de produção primária (as duas últimas foram originalmente descritas na ISO 6579:2002/Amd 1:2007). As principais alterações, listadas no Prefácio, introduzidas neste documento em comparação com a NBR ISO 6579:2014, são consideradas mínimas (ver ISO 17468 [37]).

Um procedimento para a enumeração de Salmonella spp. está descrito na ISO/TS 6579-2. A orientação para sorotipagem de Salmonella spp. está descrito na ISO/TR 6579-3. A fim de salvaguardar a saúde do pessoal do laboratório, é essencial que os ensaios para detecção de Salmonella sejam realizados apenas em laboratórios devidamente equipados, sob o controle de um microbiologista qualificado, e que seja tomado muito cuidado no descarte de todos os materiais incubados.

Convém que as pessoas que usam este documento estejam familiarizadas com as práticas usuais de laboratório. Este documento não pretende abordar todos os aspectos de segurança, se houver, associados ao seu uso. É responsabilidade do usuário estabelecer práticas adequadas de segurança e saúde e garantir a conformidade com quaisquer condições regulamentares nacionais.

A detecção de Salmonella requer quatro etapas sucessivas, conforme especificado no Anexo A. A Salmonella pode estar presente em pequeno número e é frequentemente acompanhada por um número consideravelmente maior de outras Enterobacteriaceae ou bactérias de outras famílias. O pré-enriquecimento é usado para permitir a detecção de baixo número de Salmonella ou Salmonella lesionada.

No pré-enriquecimento em meio líquido não seletivo, a água peptonada, tamponada à temperatura ambiente, é inoculada com a alíquota de ensaio, depois incubada entre 34 °C e 38 °C, por 18 h. Para grandes quantidades (por exemplo, 1 L ou mais), recomenda-se pré-aquecer a APT a 34 °C a 38 °C, antes de misturá-la com a alíquota de ensaio.

O enriquecimento no meio seletivo é o meio Rappaport-Vassiliadis com soja (caldo RVS) ou ágar Rappaport-Vassiliadis semissólido modificado (MSRV) e caldo de tetrationato-novobiocina Muller-Kauffmann (caldo MKTTn) são inoculados com a cultura obtida em 4.2. O caldo RVS ou o ágar MSRV é incubado a 41,5 °C, por 24 h, e o caldo MKTTn entre 34 °C e 38 °C, por 24 h.

Para alguns produtos, pode ser necessário incubar o (s) meio (s) de enriquecimento seletivo por mais 24 h. O ágar MSRV destina-se à detecção de cepas móveis de Salmonella e não é apropriado para a detecção de cepas de Salmonella não móveis.

O plaqueamento em meio sólido seletivo das culturas, obtidas em 4.3, envolvem os seguintes meios sólidos seletivos em que são inoculados: ágar Xilose Lisina Desoxicolato (ágar XLD); qualquer outro meio seletivo sólido complementar ao ágar XLD (por exemplo, ver Anexo E). O ágar XLD é incubado entre 34 °C e 38 °C e examinado após 24 h. O segundo ágar seletivo é incubado de acordo com as instruções do fabricante.

Para a confirmação, as colônias presuntivas de Salmonella são subcultivadas e sua identidade é confirmada por meio de testes bioquímicos e sorológicos apropriados. Os meios de cultura, reagentes e antissoros são usados para as práticas correntes de laboratório, ver NBR ISO 7218 e ISO 11133. A composição do meio de cultura e dos reagentes e a sua preparação estão descritos no Anexo B.

O material descartável é uma alternativa aceitável ao material de vidro reutilizável, se houver especificações adequadas. Usam-se os materiais usuais de laboratório microbiológico (ver NBR ISO 7218) e, em particular, os descritos a seguir. Aparelhagem para esterilização a seco (forno) ou esterilização por via úmida (autoclave). Conforme especificado na NBR ISO 7218.

Estufa de secagem ou forno, capaz de operar entre 25 °C e 50 °C. Incubadora capaz de operar na faixa de 34 °C a 38 °C. O intervalo de 34 °C a 38 °C para a incubação do meio inclui o uso de incubadoras ajustadas para 35 °C ± 1 °C, 36 °C ± 2 °C ou 37 °C ± 1 °C. Incubadora capaz de operar a 41,5 °C ± 1 °C ou banho-maria capaz de operar a 41,5 °C ± 1 °C. Banho-maria capaz de operar entre 47 °C a 50 °C. Banho-maria capaz de operar na faixa de 34 °C a 38 °C.

O intervalo de 34 °C a 38 °C para a incubação do meio inclui o uso de banhos de água ajustados para 35 °C ± 1 °C, 36 °C ± 2 °C ou 37 °C ± 1 °C. Recomenda-se usar um banho-maria (6.4 a 6.7) contendo um agente antibacteriano, devido à baixa dose infectante de Salmonella.

Deve-se incluir um refrigerador capaz de operar a 5 °C ± 3 °C. Freezer capaz de operar a –20 °C ± 5 °C. Alças estéreis, com diâmetro aproximado de 3 mm (volume de 10 μL) e com 1 μL de volume e agulha de inoculação ou fio metálico. Medidor de pH com exatidão de calibração de ± 0,1 unidade de pH, entre 20 °C e 25 °C. Tubos esterilizados, garrafas ou frascos, com tampas de capacidade apropriada. Pipetas graduadas estéreis ou pipetas automáticas, com capacidades nominais de 25 mL, 10 mL, 1 mL e 0,1 mL. Placas de Petri estéreis, com diâmetro de aproximadamente 90 mm e (opcional) tamanho grande (diâmetro de aproximadamente 140 mm).

A amostragem não faz parte do método especificado neste documento (ver a Norma Internacional específica que trata do produto em questão). Se não houver uma norma internacional específica, recomenda-se que as partes envolvidas cheguem a um acordo sobre este assunto.

Um método de amostragem recomendado é dado na ISO/TS 17728 para alimentos para consumo humano e animal, na ISO 707 para leite e produtos lácteos, na ISO 13307 para amostragem na fase de produção primária, na ISO 17604 para amostragem de carcaças e na NBR ISO 18593 para amostragem de superfícies. É importante que o laboratório receba uma amostra representativa, que não tenha sido danificada ou trocada durante o transporte ou o armazenamento.

Preparar a amostra de ensaio a partir da amostra laboratorial, de acordo com a norma internacional específica que lida com o produto em questão. Se não houver uma específica, recomenda-se que as partes envolvidas cheguem a um acordo sobre este assunto.

Para a preparação da suspensão inicial, em geral, utilizar como diluente o meio de pré-enriquecimento especificado em B.2 (água peptonada tamponada). Pré-aquecer a APT à temperatura ambiente antes de usar. Em geral, uma quantidade de alíquota de ensaio (massa ou volume) é adicionada a uma quantidade de APT (massa ou volume) para produzir uma diluição decimal.

Para isso, uma alíquota de ensaio de 25 g é misturada com 225 mL de APT. No entanto, para alguns tipos de amostras (por exemplo, propé, poeira), pode ser necessário usar outra proporção. Para produtos específicos, seguir os procedimentos especificados na ISO 6887 (all parts).

Este documento foi validado para alíquotas de ensaio de 25 g. Uma alíquota de ensaio menor pode ser usada sem a necessidade de validação/verificação adicional, desde que a mesma proporção entre o caldo de (pré-)enriquecimento e a alíquota de ensaio seja mantida. Uma alíquota de ensaio maior do que a inicialmente validada pode ser usada, se um estudo de validação/verificação tiver mostrado que não há efeitos negativos na detecção de Salmonella spp.

A validação pode ser conduzida de acordo com as partes apropriadas da ISO 16140. A verificação para coleta de amostras pode ser conduzida de acordo com o protocolo descrito na NBR ISO 6887-1:2019, Anexo D. Para grandes quantidades (por exemplo, 1 L ou mais), recomenda-se pré-aquecer a APT entre 34 °C e 38 °C, antes de misturá-la com a alíquota de ensaio.

Quando mais de uma alíquota de ensaio de 25 g de um lote específico de produto for examinada e quando houver evidência de que a combinação de alíquotas de ensaio não afeta o resultado para aquele alimento em particular, as alíquotas de ensaio podem ser agrupadas (em pool). Mais informações sobre o agrupamento de amostras, bem como um procedimento para testar a influência do agrupamento na sensibilidade do método, podem ser encontrados na NBR ISO 6887-1.

Para o pré-enriquecimento não seletivo, incubar a suspensão inicial (9.1) entre 34 °C e 38 °C (6.3), por 18 h ± 2 h. É permitido armazenar a amostra pré-enriquecida após a incubação a 5 °C (6.8), por no máximo 72 h. Para o enriquecimento seletivo, permitir que o meio de enriquecimento seletivo, o caldo RVS ou o ágar MSRV (B.3 ou B.4) e o caldo MKTTn (B.5) se equilibrem à temperatura ambiente, se forem armazenados a uma temperatura mais baixa.

Minimizar a transferência de material particulado do pré-enriquecimento para o meio de enriquecimento seletivo. Após a incubação, é permitido armazenar o enriquecimento seletivo a 5 °C (6.8), por um período máximo de 72 h). O ágar MSRV destina-se à detecção de cepas móveis de Salmonella e não é apropriado para a detecção de cepas de Salmonella não móveis.

Para o procedimento para amostras de alimentos para consumo humano e animal e amostras ambientais da área de produção de alimentos, transferir 0,1 mL da cultura obtida em 9.2 para um tubo contendo 10 mL do caldo RVS (B.3) ou para a superfície de uma placa de ágar MSRV (B.4). Inocular o ágar MSRV com um a três pontos igualmente espaçados na superfície do meio.

Transferir 1 mL da cultura obtida em 9.2 para um tubo contendo 10 mL de caldo MKTTn (B.5). Incubar o caldo RVS inoculado a 41,5 °C (6.4), por 24 h ± 3 h. Incubar a 41,5 °C (6.4), por 24 h ± 3 h, as placas de ágar MSRV inoculadas. Não inverter as placas. Incubar o caldo MKTTn inoculado entre 34 °C e 38 °C (6.3), por 24 h ± 3 h.

As placas MSRV suspeitas mostrarão uma zona turva cinza-branca, que se estende para fora da gota inoculada. Em produtos lácteos secos e queijo, a Salmonella pode ser subletalmente lesada. Incubar o meio de enriquecimento seletivo destes produtos por mais 24 h ± 3 h. Para alguns outros produtos, por exemplo, ao investigar amostras de surtos, esse tempo adicional de incubação também pode ser benéfico. Para o procedimento para amostras da fase de produção primária, inocular o ágar de MSRV (B.4) com 0,1 mL da cultura pré-enriquecida (9.2) como um a três pontos igualmente espaçados na superfície do meio. Incubar a 41,5 °C (6.4), por 24 h ± 3 h, as placas de MSRV inoculadas. Não inverter as placas.

As placas MSRV suspeitas mostrarão uma zona turva cinza-branca, que se estende para fora da gota inoculada. Se as placas forem negativas após 24 h, reincubar por mais 24 h ± 3 h. A sensibilidade pode ser melhorada utilizando um segundo procedimento de enriquecimento seletivo, por exemplo, caldo MKTTn incubado a 41,5 °C, por 24 h.

Para o plaqueamento, das culturas seletivas enriquecidas (9.3), inocular dois meios ágar de isolamento seletivos. O primeiro meio de isolamento é o ágar Xylose Lysine Deoxycholate (XLD). O segundo meio de isolamento é escolhido pelo laboratório de ensaio. Escolher um segundo meio de plaqueamento seletivo que seja complementar ao ágar XLD e seja baseado em diferentes características de diagnóstico das do ágar XLD, para facilitar a detecção de, por exemplo, lactose positiva ou Salmonella H2S-negativa.

Para exemplos de meios de isolamento, ver Anexo E. Permitir que as placas de ágar XLD (B.6) e o segundo meio de plaqueamento seletivo se equilibrem à temperatura ambiente, se forem armazenados a uma temperatura mais baixa. Se necessário, secar a superfície das placas antes de usar (ver ISO 11133).

A determinação da propagação do fogo em superfícies das fachadas

A NBR 16951 de 04/2021 – Reação ao fogo de sistemas e revestimentos externos de fachadas – Método de ensaio, classificação e aplicação dos resultados de propagação do fogo nas superfícies das fachadas especifica um método para determinação das características de reação ao fogo de sistemas de revestimento externo não estrutural de fachadas, sistemas de fachadas ventiladas ou não aderidas, paredes-cortina, sistemas que incluam painéis de vidro, painéis instalados entre lajes de andares e painéis isolantes compostos quando aplicados à fachada de um edifício e expostos a uma fonte de calor reproduzindo uma situação de incêndio sob condições controladas. A exposição ao fogo é representativa de uma fonte externa de incêndio ou de um incêndio totalmente desenvolvido (após a ocorrência da inflamação generalizada) em um aposento do edifício, cujas chamas escapam através de uma abertura, como uma janela, expondo o sistema da fachada aos efeitos de chamas externas ou mesmo de uma fonte externa de incêndio que se desenvolva na base do edifício.

Esta norma especifica procedimentos e regras, incluídas no Anexo B, utilizadas para avaliar se as variações e mudanças em produtos e alguns sistemas que foram ensaiados de acordo com as diretrizes fornecidas por esta norma e, onde apropriado, fornecem opções e limites para preparação de relatórios baseados na aplicação direta ou ampliada dos critérios fornecidos. Esta norma não contempla a exposição ao calor radiante de um incêndio em um edifício adjacente.

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Qual deve ser o posicionamento dos termopares no ensaio?

Como deve ser feita a montagem do engradado de madeira?

Qual deve ser o procedimento para ignição do engradado de madeira?

Qual deve ser a avaliação pós-ensaio?

O método de ensaio simula um incêndio totalmente desenvolvido em uma sala adjacente à face externa de um edifício e ventilado através de uma abertura na sala. Nesse ensaio, o corpo de prova representando o sistema de fachada é aplicado a uma estrutura composta por duas faces perpendiculares verticais de alvenaria ou a uma estrutura de perfis de aço simulando a face externa de um edifício, sendo uma principal de maior largura. O sistema de revestimento é fixado da maneira especificada no respectivo projeto, reproduzindo condições reais de montagem.

A face principal é dotada de uma abertura, onde a situação de incêndio é reproduzida, através da qual o calor é transferido para o corpo de prova. No ensaio, é verificada a extensão dos danos causados ao sistema de revestimento externo, particularmente a capacidade do sistema de resistir à propagação do fogo aos andares superiores ou à penetração através da fachada em direção aos elementos mais internos da edificação. Qualquer queda de detritos e penetração do fogo na fachada deve ser registrada.

O equipamento de ensaio deve representar as duas faces de um edifício e consistir em uma estrutura de alvenaria ou de perfis de aço, com uma aba principal e uma aba lateral fazendo um ângulo de 90°. A aba principal deve conter uma câmara de combustão. O equipamento deve ser capaz de resistir aos efeitos do procedimento de ensaio sem sofrer danos excessivos ou deformações.

As abas de alvenaria devem ser constituídas por blocos de concreto ou cerâmicos que atendam às seguintes condições mínimas: resistência à compressão de 7,3 N/mm²; densidade de 730 kg/m³; condutividade térmica de 0,18 W/mK. Detalhes do equipamento de ensaio descrito estão apresentados na figura abaixo. A estrutura de montagem de aço deve ser projetada e construída a fim de suportar a carga esperada imposta pelo sistema e quaisquer deformações subsequentes que possam ocorrer durante a execução do ensaio.

Esta estrutura pode ser adequada em função das necessidades especificas do sistema a ser ensaiado. O Anexo A mostra uma situação-padrão de montagem de um equipamento de ensaio feito de perfis de aço. A instalação do corpo de prova pode necessitar de uma modificação, ou uma adição, no equipamento original de ensaio.

A aba principal do equipamento de ensaio, na qual o corpo de prova é instalado, deve apresentar as seguintes dimensões mínimas: altura, estendendo-se pelo menos 6.000 mm acima da borda superior da abertura da câmara de combustão; e largura de 2.600 mm. A aba lateral do equipamento de ensaio, na qual o corpo de prova é instalado, deve apresentar as seguintes dimensões mínimas: altura igual à da aba principal; largura de 1 500 mm.

A aba lateral deve ser perpendicular à aba principal e o vértice do corpo de prova deve distar (260 ± 100) mm da face lateral da abertura da câmara de combustão, conforme indicado na figura abaixo. A câmara de combustão deve estar posicionada na base da aba principal do equipamento de ensaio de forma que o fogo possa se projetar através dessa abertura sobre a aba. A borda superior da câmara deve estar (2 000 ± 100) mm acima da base da estrutura de ensaio e deve ter (2 000 ± 100) mm de largura.

A câmara de combustão deve ser capaz de resistir aos efeitos do procedimento de ensaio sem sofrer danos excessivos ou deformações. A câmara deve ser construída de acordo com as dimensões apresentadas na figura abaixo e deve ser provida de uma verga robusta na parte superior da abertura da câmara e de uma plataforma apropriada para suporte da fonte de calor. Uma fonte de calor formada por um engradado de madeira deve ser instalada dentro da câmara de combustão.

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A fonte de calor empregada no ensaio deve ser produzida pela queima de um engradado de madeira. Na montagem do engradado e em sua ignição serão necessários: 250 bastões de madeira Pinus elliottii, serrados com seção quadrada de (50 ± 2) mm, sendo 100 com (1 500 ± 5) mm e 150 com (1.000 ± 5) mm de comprimento. A densidade da madeira deve estar situada entre 0,40 kg/dm³ a 0,65 kg/dm³.

No momento do ensaio, a madeira deve ter um teor de umidade na ordem dos 10% a 15% em massa; 16 tiras de aglomerado de fibra de baixa densidade, com dimensões nominais de (25 × 12 × 1.000) mm. Todos os termopares devem ser do tipo K (Chromel/Alumel) e atender às condições estabelecidas na BS EN 60584-1. Os termopares devem ter bainha de aço inoxidável com isolação mineral e 1,5 mm de diâmetro nominal externo com juntas isoladas.

Um sistema de aquisição, conectado aos termopares deve ser capaz de registrar as temperaturas em intervalos máximos de 10 s. Deve ser feito o registro audiovisual contínuo durante todo o período do ensaio, enquadrando a altura total das faces do corpo de prova. No ensaio com a estrutura de alvenaria, somente as faces externas das abas principal e lateral devem ser monitoradas.

No ensaio com a estrutura de montagem de aço, deve-se monitorar ambas as faces externas e internas das abas. No primeiro caso, devem ser utilizadas duas câmeras frontais e no segundo, além destas, devem ser empregadas mais duas câmeras focando as faces posteriores do corpo de prova.

A condição ambiental, relativa à velocidade do vento, deve ser monitorada por meio de um anemômetro, de precisão de ± 0,5 m/s. Deve ser empregado na execução do ensaio um cronômetro com precisão maior que 5 s/h. O corpo de prova deve incluir todos os componentes apropriados montados e instalados de acordo com o projeto do sistema de fachada.

A escolha do equipamento onde o corpo de prova deve ser montado (estrutura de alvenaria ou estrutura de perfis de aço) deve ter como critério a reprodução das condições reais de instalação, devidamente especificadas e demonstradas no projeto do sistema de fachada. A espessura máxima do sistema de fachada que pode ser ensaiado é limitada apenas pelas características do equipamento de ensaio. Ver Anexo A.

O corpo de prova deve se estender horizontalmente a partir do canto acabado do equipamento de ensaio, com pelo menos 2.400 mm na face principal e pelo menos 1.200 mm na face lateral. O sistema deve se prolongar da base do equipamento de ensaio até uma altura de pelo menos 6.000 mm acima da borda superior da câmara de combustão em ambas as faces.

O corpo de prova não pode obstruir a abertura da câmara de combustão. O corpo de prova no entorno da câmara de combustão deve incorporar os mesmos materiais, detalhes e componentes previstos na situação real. Se o sistema de revestimento externo não oferecer qualquer proteção às aberturas na situação real, a interface entre o corpo de prova e a câmara de combustão também deve permanecer desprotegida.

O detalhamento e as terminações das bordas também devem representar a situação real de projeto. Se forem incorporadas juntas horizontais ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve incorporar estas juntas horizontais em intervalos especificados no projeto, com pelo menos uma junta posicionada (2.400 ± 100) mm acima da borda superior da câmara de combustão.

Se forem incorporadas juntas verticais ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve incorporar estas juntas em intervalos especificados no projeto, sendo que uma delas deve coincidir, com tolerância de ± 100 mm, com a linha de centro da abertura da câmara de combustão. Se forem incorporadas barreiras de compartimentação de cavidades na horizontal ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve ser construído de forma que a distância vertical entre as barreiras e as juntas horizontais na fachada represente a situação real de projeto.

Se forem incorporadas barreiras de compartimentação de cavidades na horizontal, associadas ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve ser construído de forma que a distância vertical entre duas barreiras, abaixo dos termopares, corresponda à distância vertical entre as barreiras e os níveis dos pisos na situação real de uso projetada. Se barreiras de compartimentação de cavidades na vertical fizerem parte do projeto do sistema, elas devem estar presentes no corpo de prova, separadas entre si, como recomendado pelo solicitante do ensaio ou fabricante.

Se barreiras de compartimentação de cavidades na vertical não fizerem parte do projeto do sistema, nenhuma barreira deve ser incorporada no corpo de prova, além das necessárias no entorno da câmara de combustão. Os detalhes e as características de desempenho dos materiais e componentes utilizados no corpo de prova devem ser registrados e mantidos no arquivo confidencial do laboratório, para que possa ser consultado futuramente, com o propósito de acreditação de terceira parte ou para fins de aplicação ampliada dos resultados de ensaio, como, proposto no Anexo B.

Quando for impossível medir uma característica de desempenho específica, essa informação deve ser obtida junto ao fabricante do componente em questão. Após a instalação do corpo de prova na estrutura de ensaio, ele deve ser mantido por um período de tempo suficiente para que todos os componentes possam curar, de acordo com as especificações de instalação do projeto. O equipamento de ensaio deve estar protegido de condições ambientais adversas, como a água, ventos fortes e temperatura ambiente fora da faixa de -5 °C a +40 °C entre o período da instalação e o início da realização do ensaio do sistema de fachada.