REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 157 | Ano 4 | 6 de Maio 2021

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Edição 157 | Ano 4 | 6 de Maio 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
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Confira os 12 artigos desta edição:  
A gestão da proteção de dados pessoais (DP) em nuvens públicas
A segurança dos equipamentos em processos de solda e corte a gás
Os riscos da utilização do hidrogênio em suas formas gasosa e líquida
Como fazer uma migração segura para a nuvem na transformação digital
A determinação do coeficiente de permeabilidade de solos argilosos
A economia como ciência Target Adnormas
A Qualidade dos produtos à base de orto e polifosfatos para saneamento básico
Com tecnologias, o Brasil poderia transformar mais lixo em energia
A conformidade das fibras poliméricas para uso em concreto e argamassa
Mercado empresarial adota inteligência artificial (IA)
Os robôs colaborativos estão revolucionando a indústria
Por que o explante de mama está em evidência?

As diretrizes estruturais dos sistemas de classificação dos recursos da construção

A NBR 15965-4 de 04/2021 – Sistema de classificação da informação da construção – Parte 4: Recursos da construção estabelece as diretrizes estruturais dos sistemas de classificação 2C (Produtos), 2N (Funções) e 2Q (Equipamentos). Esta parte da NBR 15965 fornece instruções de uso e apresenta tabelas com os conteúdos relacionados.

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Quais são as regras para uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2C (Produtos) da construção?

Quais são as regras para o uso do nível 2?

Quais são as regras para uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2N (Funções)?

Qual é a estrutura do sistema de classificação 2Q (Equipamentos)?

Quais são as regras para uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2Q (Equipamentos)?

A terminologia, o sistema de classificação e as tabelas que integram esta parte da NBR 15965 foram estruturadas de acordo com as seguintes normas: NBR ISO 12006-2, Construção de edificação ‒ Organização de informação da construção ‒ Parte 2: Estrutura para classificação, que estabelece a estrutura para o desenvolvimento de sistemas de classificação da informação do ambiente construído; NBR 15965-1, Sistema de classificação da informação da construção ‒ Parte 1: Terminologia e classificação, que estabelece a terminologia, os princípios do sistema de classificação e os grupos de classificação. A tabela abaixo apresenta como as tabelas de classificação recomendadas pela NBR ISO 12006-2 estão relacionadas às tabelas especificadas pela NBR 15965-1, dentro do escopo desta parte da NBR 15965.

A estrutura estabelecida para cada classe (ou seja, para cada tabela) atendeu aos critérios de hierarquia por níveis de classificação e/ou de composição, de acordo com 4.2. A figura abaixo apresenta algumas relações entre os temas (espaços, resultados, processos, recursos, propriedades) e as tabelas que representam parte do ciclo de vida de um empreendimento.

O sistema de classificação 2C (Produtos) tem por objetivo fornecer a estrutura de classificação para os produtos da construção. A estrutura e as regras concebidas para o sistema de classificação 2C (Produtos), apresentadas nesta Seção, orientam a criação e a revisão de itens da Tabela 2C (Produtos ‒ versão 1.0) e as suas posteriores atualizações, de acordo com 6.1. Quanto à estrutura do sistema de classificação 2C (Produtos) da construção, de acordo com a NBR ISO 12006-2:2018, Tabela 1, existem três princípios de especialização que podem ser aplicados às classes de objetos relacionadas aos produtos da construção por função, forma, material ou qualquer combinação destes.

Para a definição da estrutura do sistema de classificação 2C (Produtos), o princípio de especialização adotado foi a combinação entre função e forma. Existem produtos da construção que podem ser classificados pelo princípio de especialização denominado material. Para produtos que precisam do princípio de especialização material, além dos princípios função e forma, para que sejam corretamente discriminados, recomenda-se utilizar as classes relacionadas conforme a NBR 15965-2:2012, Tabela1, conforme as diretrizes estabelecidas nas NBR ISO 12006-2 e NBR 15965-1.

Para determinar o nível de pertencimento de um produto à determinada classe, no sistema de classificação 2C (Produtos) da construção, foram adotados os critérios “tipo de” e “parte de”. Exemplo de relacionamento “parte de” para este sistema de classificação é apresentado a seguir: um tipo de esquadria é parte de um conjunto de esquadrias; este conjunto de esquadrias, por sua vez, é parte de um conjunto de produtos que contribui para a função de vedação; c) este conjunto de produtos para vedação, por sua vez, é parte de um conjunto de produtos relacionado a obras civis, etc.

Exemplo de relacionamento “tipo de” para este sistema de classificação é apresentado a seguir: um controlador de temperatura é um tipo de controle e instrumento de uso geral; um controle e instrumento de uso geral é, por sua vez, um tipo de componente de instalações industriais. O nível de decomposição adequada para descrever uma determinada classe de produtos da construção deve estar condicionado às suas especificidades.

A decomposição deve ser realizada a partir dos níveis 4 ou 5. A decomposição de uma classe de produtos deve ser realizada até os níveis em que as partes continuem sendo identificadas como exclusivas daquela classe de produtos. Se, ao decompor uma classe de produtos, for identificado que a parte pode ser relacionada a mais de uma classe superior, esta pode ser alocada em outra estrutura, tornando-se uma nova classe, ou pode ser abrigada em outra classe do mesmo sistema de classificação [neste caso, o sistema de classificação 2C (Produtos) da construção], ou pode ser alocada em outro sistema, ou seja, em outra tabela.

Se for necessário realizar, a partir do nível 5, classificações que não estejam em concordância com o princípio de especialização e combinação entre função e forma, estabelecido para este sistema de classificação, pode ser proposto o uso de outro princípio, que deve estar declarado no campo observações de cada item, que representa a classe mais importante que utiliza este princípio. Quanto às regras para o uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2C (Produtos) da construção, o modo de identificar sistemas e tabelas é estabelecido na NBR 15965-1. O Nível 1, identificado pelo código alfabético “C”, junto ao identificador de grupo “2”, compõe o nome do sistema (2C) e não é abordado nesta parte da NBR 15965, que trata das regras para a classificação de itens entre os níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2C (Produtos).

O nível 2 estabelece as classes de produtos para construção pelo critério “tipo de”, criadas com o propósito de representar os sistemas funcionais da construção a que pertencem. São exemplos de sistemas funcionais da construção: sistemas de tratamento de solo, sistemas estruturais, produtos de divisão espacial, sistemas de coberturas, sistemas de vedação, sistemas de cobrimento, revestimentos e acabamentos, mobiliários, etc.

Neste nível não pode haver termos que identifiquem classes de produtos enquanto objetos concretos. Para a codificação das classes de nível 2, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a 98. Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1).

Inicialmente, os códigos estão com incrementos de dois algarismos a cada classe: 02 para 04, 04 para 06, etc. Os códigos 02 a 29 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos para a indústria da construção civil. Os códigos 30 a 59 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos para a indústria de obras de infraestrutura.

Os códigos 60 a 63 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos para a indústria de construções temporárias. Os códigos 64 a 91 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos que podem atender a todos os segmentos organizados da indústria, em construção civil, infraestrutura e construções temporárias.

Os códigos 92 a 98 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos multifuncionais e de uso geral para a construção. Esta classe foi estabelecida para agrupar os produtos que não se enquadrem nas outras classes estabelecidas no nível 2, pois representam objetos com múltiplos usos ou funções, como agregados, aglomerantes, painéis, chapas e combustíveis. A classe 2C 99 00 00 00 00 00 foi reservada para o termo Outros (ver ABNT NBR 15965-1).

O nível 3 estabelece as classes de produtos para construção pelo critério “tipo de” ou “parte de”, conforme os subsistemas funcionais da construção a que pertencem. Neste nível não pode haver termos que identifiquem classes de produtos enquanto objetos concretos. Na criação de classes de nível 3, pelo critério “tipo de”, deve ser dada preferência pelo uso de terminologia de produtos no início da identificação dos termos. Na criação de classes de Nível 3 pelo critério “parte de”, não utilizar o uso da terminologia de produtos no início da identificação dos termos.

Para a codificação das classes de Nível 3, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a98. Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1). Inicialmente, os códigos estão com incrementos de quatro algarismos a cada classe: 02 para 06, 06 para 10, etc.

As classes de nível 3, aninhadas em classes de nível 2 com códigos entre 02 e 91, devem seguir o princípio de especialização de função, observando-se o critério “tipo de”, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 02 00 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de estruturas e vedações; Classe Nível 3: 2C 04 14 00 00 00 00 ‒ Blocos e tijolos; Classe Nível 3: 2C 04 18 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de fundações.

As classes de nível 3, aninhadas na classe de Nível 2 2C 92 00 00 00 00 00 ‒ Produtos multifuncionais e de uso geral para construção, devem seguir o princípio de especialização de forma, observando-se o critério “parte de”, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 92 00 00 00 00 00 ‒ Produtos multifuncionais e de uso geral para construção; Classe Nível 3: 2C 92 02 00 00 00 00 ‒ Agregados granulares; Classe Nível 4: 2C 92 02 02 00 00 00 ‒ Areia fina. Todas as classes de nível 3 com o código 99 devem ser reservadas para o termo outros, ver NBR 15965-1.

O nível 4 pode abrigar classes que apresentem as características a seguir: definam a especialização de subsistemas funcionais da construção; ou representem os produtos fabricados em seu primeiro grau de agregação, sempre que já estiverem estabelecidas, de modo suficiente, as hierarquias de sistemas (Nível 2) e subsistemas (Nível 3). Para a codificação das classes de nível 4, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a98.

Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1). Inicialmente, os códigos estão com incrementos de quatro algarismos a cada classe: 02 para 06, 06 para 10, etc. As classes de nível 4, aninhadas em classes de Nível 2 com códigos entre 02 e 91, devem seguir o princípio de especialização de forma, função ou uma combinação destas, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 02 00 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de estruturas e vedações; Classe Nível 3: 2C 04 18 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de fundações; Classe Nível 4: 2C 04 18 02 00 00 00 ‒ Estaca; Classe Nível 4: 2C 04 18 06 00 00 00 ‒ Tubulão.

As classes de nível 4, aninhadas na classe Nível 2 2C 92 00 00 00 00 00 – Produtos multifuncionais e de uso geral para construção, devem seguir o princípio de especialização de forma. O critério de classificação, relacionado ao Nível 3, deve ser o “tipo de”, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 92 00 00 00 00 00 ‒ Produtos multifuncionais e de uso geral para construção; Classe Nível 3: 2C 92 02 00 00 00 00 ‒ Agregados granulares; Classe Nível 4: 2C 92 02 02 00 00 00 ‒ Areia fina; Classe Nível 4: 2C 92 02 06 00 00 00 ‒ Areia média. Todas as classes de nível 4 com o código 99 devem ser reservadas para o termo “outros” (ver NBR 15965-1).

Os níveis 5, 6 e 7 devem ser utilizados para as classes que especificam os produtos em graus mais detalhados de agregação. Estes níveis não podem conter termos que representem classes de produtos que se refiram a conceitos. Estes termos devem ser utilizados nos Níveis 2, 3 e, em alguns casos, no Nível 4, para a organização da estrutura deste sistema de classificação.

Para a codificação das classes de níveis 5, 6 7, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a98, para cada nível. Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1). Inicialmente, os códigos estão com incrementos de quatro algarismos a cada classe: 02 para 06, 06 para 10, etc.

As classes de níveis 5, 6, e 7, independentemente do aninhamento, devem seguir o princípio de especialização de forma, função ou uma combinação destas. O critério de classificação deve ser o “tipo de”. Todas as classes de níveis 5, 6 e 7 com o código 99 devem ser reservadas para o termo “outros” (ver NBR 15965-1).

A detecção de Salmonella em alimentos para consumo humano e animal

A NBR ISO 6579-1 de 04/2021 – Microbiologia de alimentos para consumo humano e animal – Método horizontal para detecção, enumeração e sorotipagem de Salmonella – Parte 1: Detecção de Salmonella spp especifica um método horizontal para a detecção de Salmonella. É aplicável ao seguinte: produtos destinados ao consumo humano e à alimentação de animais; amostras ambientais na área de produção e manipulação de alimentos; amostras da fase de produção primária, como fezes de animais, poeira e swabs. Com este método horizontal, a maioria dos sorovares de Salmonella é destinada a ser detectada. Para a detecção de alguns sorovares específicos, etapas adicionais de cultura podem ser necessárias.

Para Salmonella Typhi e Salmonella Paratyphi, o procedimento é descrito no Anexo D. O ágar de meio de enriquecimento seletivo Rappaport-Vassiliadis semissólido modificado (MSRV) é destinado à detecção de Salmonella móvel e não é apropriado para a detecção de cepas de Salmonella não móveis.

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Qual o procedimento para amostras de alimentos para consumo humano e animal e amostras ambientais da área de produção de alimentos?

Como deve ser feita a confirmação dos resultados?

Como devem ser realizados os testes bioquímicos?

Como deve ser executado o teste sorológico?

A Salmonella é um microrganismo que forma colônias típicas ou menos típicas em meio sólido seletivo e que apresenta as características descritas, quando os testes de confirmação são realizados em conformidade com este documento. A sua detecção é a determinação em uma determinada massa ou volume de produto ou superfície ou objeto (por exemplo, propé), quando os ensaios são realizados em conformidade com este documento.

Este documento descreve um método horizontal para a detecção de Salmonella spp. em alimentos (incluindo leite e produtos lácteos, originalmente descritos na ISO 6785), em alimento para consumo animal, em fezes de animais e em amostras ambientais da fase de produção primária (as duas últimas foram originalmente descritas na ISO 6579:2002/Amd 1:2007). As principais alterações, listadas no Prefácio, introduzidas neste documento em comparação com a NBR ISO 6579:2014, são consideradas mínimas (ver ISO 17468 [37]).

Um procedimento para a enumeração de Salmonella spp. está descrito na ISO/TS 6579-2. A orientação para sorotipagem de Salmonella spp. está descrito na ISO/TR 6579-3. A fim de salvaguardar a saúde do pessoal do laboratório, é essencial que os ensaios para detecção de Salmonella sejam realizados apenas em laboratórios devidamente equipados, sob o controle de um microbiologista qualificado, e que seja tomado muito cuidado no descarte de todos os materiais incubados.

Convém que as pessoas que usam este documento estejam familiarizadas com as práticas usuais de laboratório. Este documento não pretende abordar todos os aspectos de segurança, se houver, associados ao seu uso. É responsabilidade do usuário estabelecer práticas adequadas de segurança e saúde e garantir a conformidade com quaisquer condições regulamentares nacionais.

A detecção de Salmonella requer quatro etapas sucessivas, conforme especificado no Anexo A. A Salmonella pode estar presente em pequeno número e é frequentemente acompanhada por um número consideravelmente maior de outras Enterobacteriaceae ou bactérias de outras famílias. O pré-enriquecimento é usado para permitir a detecção de baixo número de Salmonella ou Salmonella lesionada.

No pré-enriquecimento em meio líquido não seletivo, a água peptonada, tamponada à temperatura ambiente, é inoculada com a alíquota de ensaio, depois incubada entre 34 °C e 38 °C, por 18 h. Para grandes quantidades (por exemplo, 1 L ou mais), recomenda-se pré-aquecer a APT a 34 °C a 38 °C, antes de misturá-la com a alíquota de ensaio.

O enriquecimento no meio seletivo é o meio Rappaport-Vassiliadis com soja (caldo RVS) ou ágar Rappaport-Vassiliadis semissólido modificado (MSRV) e caldo de tetrationato-novobiocina Muller-Kauffmann (caldo MKTTn) são inoculados com a cultura obtida em 4.2. O caldo RVS ou o ágar MSRV é incubado a 41,5 °C, por 24 h, e o caldo MKTTn entre 34 °C e 38 °C, por 24 h.

Para alguns produtos, pode ser necessário incubar o (s) meio (s) de enriquecimento seletivo por mais 24 h. O ágar MSRV destina-se à detecção de cepas móveis de Salmonella e não é apropriado para a detecção de cepas de Salmonella não móveis.

O plaqueamento em meio sólido seletivo das culturas, obtidas em 4.3, envolvem os seguintes meios sólidos seletivos em que são inoculados: ágar Xilose Lisina Desoxicolato (ágar XLD); qualquer outro meio seletivo sólido complementar ao ágar XLD (por exemplo, ver Anexo E). O ágar XLD é incubado entre 34 °C e 38 °C e examinado após 24 h. O segundo ágar seletivo é incubado de acordo com as instruções do fabricante.

Para a confirmação, as colônias presuntivas de Salmonella são subcultivadas e sua identidade é confirmada por meio de testes bioquímicos e sorológicos apropriados. Os meios de cultura, reagentes e antissoros são usados para as práticas correntes de laboratório, ver NBR ISO 7218 e ISO 11133. A composição do meio de cultura e dos reagentes e a sua preparação estão descritos no Anexo B.

O material descartável é uma alternativa aceitável ao material de vidro reutilizável, se houver especificações adequadas. Usam-se os materiais usuais de laboratório microbiológico (ver NBR ISO 7218) e, em particular, os descritos a seguir. Aparelhagem para esterilização a seco (forno) ou esterilização por via úmida (autoclave). Conforme especificado na NBR ISO 7218.

Estufa de secagem ou forno, capaz de operar entre 25 °C e 50 °C. Incubadora capaz de operar na faixa de 34 °C a 38 °C. O intervalo de 34 °C a 38 °C para a incubação do meio inclui o uso de incubadoras ajustadas para 35 °C ± 1 °C, 36 °C ± 2 °C ou 37 °C ± 1 °C. Incubadora capaz de operar a 41,5 °C ± 1 °C ou banho-maria capaz de operar a 41,5 °C ± 1 °C. Banho-maria capaz de operar entre 47 °C a 50 °C. Banho-maria capaz de operar na faixa de 34 °C a 38 °C.

O intervalo de 34 °C a 38 °C para a incubação do meio inclui o uso de banhos de água ajustados para 35 °C ± 1 °C, 36 °C ± 2 °C ou 37 °C ± 1 °C. Recomenda-se usar um banho-maria (6.4 a 6.7) contendo um agente antibacteriano, devido à baixa dose infectante de Salmonella.

Deve-se incluir um refrigerador capaz de operar a 5 °C ± 3 °C. Freezer capaz de operar a –20 °C ± 5 °C. Alças estéreis, com diâmetro aproximado de 3 mm (volume de 10 μL) e com 1 μL de volume e agulha de inoculação ou fio metálico. Medidor de pH com exatidão de calibração de ± 0,1 unidade de pH, entre 20 °C e 25 °C. Tubos esterilizados, garrafas ou frascos, com tampas de capacidade apropriada. Pipetas graduadas estéreis ou pipetas automáticas, com capacidades nominais de 25 mL, 10 mL, 1 mL e 0,1 mL. Placas de Petri estéreis, com diâmetro de aproximadamente 90 mm e (opcional) tamanho grande (diâmetro de aproximadamente 140 mm).

A amostragem não faz parte do método especificado neste documento (ver a Norma Internacional específica que trata do produto em questão). Se não houver uma norma internacional específica, recomenda-se que as partes envolvidas cheguem a um acordo sobre este assunto.

Um método de amostragem recomendado é dado na ISO/TS 17728 para alimentos para consumo humano e animal, na ISO 707 para leite e produtos lácteos, na ISO 13307 para amostragem na fase de produção primária, na ISO 17604 para amostragem de carcaças e na NBR ISO 18593 para amostragem de superfícies. É importante que o laboratório receba uma amostra representativa, que não tenha sido danificada ou trocada durante o transporte ou o armazenamento.

Preparar a amostra de ensaio a partir da amostra laboratorial, de acordo com a norma internacional específica que lida com o produto em questão. Se não houver uma específica, recomenda-se que as partes envolvidas cheguem a um acordo sobre este assunto.

Para a preparação da suspensão inicial, em geral, utilizar como diluente o meio de pré-enriquecimento especificado em B.2 (água peptonada tamponada). Pré-aquecer a APT à temperatura ambiente antes de usar. Em geral, uma quantidade de alíquota de ensaio (massa ou volume) é adicionada a uma quantidade de APT (massa ou volume) para produzir uma diluição decimal.

Para isso, uma alíquota de ensaio de 25 g é misturada com 225 mL de APT. No entanto, para alguns tipos de amostras (por exemplo, propé, poeira), pode ser necessário usar outra proporção. Para produtos específicos, seguir os procedimentos especificados na ISO 6887 (all parts).

Este documento foi validado para alíquotas de ensaio de 25 g. Uma alíquota de ensaio menor pode ser usada sem a necessidade de validação/verificação adicional, desde que a mesma proporção entre o caldo de (pré-)enriquecimento e a alíquota de ensaio seja mantida. Uma alíquota de ensaio maior do que a inicialmente validada pode ser usada, se um estudo de validação/verificação tiver mostrado que não há efeitos negativos na detecção de Salmonella spp.

A validação pode ser conduzida de acordo com as partes apropriadas da ISO 16140. A verificação para coleta de amostras pode ser conduzida de acordo com o protocolo descrito na NBR ISO 6887-1:2019, Anexo D. Para grandes quantidades (por exemplo, 1 L ou mais), recomenda-se pré-aquecer a APT entre 34 °C e 38 °C, antes de misturá-la com a alíquota de ensaio.

Quando mais de uma alíquota de ensaio de 25 g de um lote específico de produto for examinada e quando houver evidência de que a combinação de alíquotas de ensaio não afeta o resultado para aquele alimento em particular, as alíquotas de ensaio podem ser agrupadas (em pool). Mais informações sobre o agrupamento de amostras, bem como um procedimento para testar a influência do agrupamento na sensibilidade do método, podem ser encontrados na NBR ISO 6887-1.

Para o pré-enriquecimento não seletivo, incubar a suspensão inicial (9.1) entre 34 °C e 38 °C (6.3), por 18 h ± 2 h. É permitido armazenar a amostra pré-enriquecida após a incubação a 5 °C (6.8), por no máximo 72 h. Para o enriquecimento seletivo, permitir que o meio de enriquecimento seletivo, o caldo RVS ou o ágar MSRV (B.3 ou B.4) e o caldo MKTTn (B.5) se equilibrem à temperatura ambiente, se forem armazenados a uma temperatura mais baixa.

Minimizar a transferência de material particulado do pré-enriquecimento para o meio de enriquecimento seletivo. Após a incubação, é permitido armazenar o enriquecimento seletivo a 5 °C (6.8), por um período máximo de 72 h). O ágar MSRV destina-se à detecção de cepas móveis de Salmonella e não é apropriado para a detecção de cepas de Salmonella não móveis.

Para o procedimento para amostras de alimentos para consumo humano e animal e amostras ambientais da área de produção de alimentos, transferir 0,1 mL da cultura obtida em 9.2 para um tubo contendo 10 mL do caldo RVS (B.3) ou para a superfície de uma placa de ágar MSRV (B.4). Inocular o ágar MSRV com um a três pontos igualmente espaçados na superfície do meio.

Transferir 1 mL da cultura obtida em 9.2 para um tubo contendo 10 mL de caldo MKTTn (B.5). Incubar o caldo RVS inoculado a 41,5 °C (6.4), por 24 h ± 3 h. Incubar a 41,5 °C (6.4), por 24 h ± 3 h, as placas de ágar MSRV inoculadas. Não inverter as placas. Incubar o caldo MKTTn inoculado entre 34 °C e 38 °C (6.3), por 24 h ± 3 h.

As placas MSRV suspeitas mostrarão uma zona turva cinza-branca, que se estende para fora da gota inoculada. Em produtos lácteos secos e queijo, a Salmonella pode ser subletalmente lesada. Incubar o meio de enriquecimento seletivo destes produtos por mais 24 h ± 3 h. Para alguns outros produtos, por exemplo, ao investigar amostras de surtos, esse tempo adicional de incubação também pode ser benéfico. Para o procedimento para amostras da fase de produção primária, inocular o ágar de MSRV (B.4) com 0,1 mL da cultura pré-enriquecida (9.2) como um a três pontos igualmente espaçados na superfície do meio. Incubar a 41,5 °C (6.4), por 24 h ± 3 h, as placas de MSRV inoculadas. Não inverter as placas.

As placas MSRV suspeitas mostrarão uma zona turva cinza-branca, que se estende para fora da gota inoculada. Se as placas forem negativas após 24 h, reincubar por mais 24 h ± 3 h. A sensibilidade pode ser melhorada utilizando um segundo procedimento de enriquecimento seletivo, por exemplo, caldo MKTTn incubado a 41,5 °C, por 24 h.

Para o plaqueamento, das culturas seletivas enriquecidas (9.3), inocular dois meios ágar de isolamento seletivos. O primeiro meio de isolamento é o ágar Xylose Lysine Deoxycholate (XLD). O segundo meio de isolamento é escolhido pelo laboratório de ensaio. Escolher um segundo meio de plaqueamento seletivo que seja complementar ao ágar XLD e seja baseado em diferentes características de diagnóstico das do ágar XLD, para facilitar a detecção de, por exemplo, lactose positiva ou Salmonella H2S-negativa.

Para exemplos de meios de isolamento, ver Anexo E. Permitir que as placas de ágar XLD (B.6) e o segundo meio de plaqueamento seletivo se equilibrem à temperatura ambiente, se forem armazenados a uma temperatura mais baixa. Se necessário, secar a superfície das placas antes de usar (ver ISO 11133).

A determinação da propagação do fogo em superfícies das fachadas

A NBR 16951 de 04/2021 – Reação ao fogo de sistemas e revestimentos externos de fachadas – Método de ensaio, classificação e aplicação dos resultados de propagação do fogo nas superfícies das fachadas especifica um método para determinação das características de reação ao fogo de sistemas de revestimento externo não estrutural de fachadas, sistemas de fachadas ventiladas ou não aderidas, paredes-cortina, sistemas que incluam painéis de vidro, painéis instalados entre lajes de andares e painéis isolantes compostos quando aplicados à fachada de um edifício e expostos a uma fonte de calor reproduzindo uma situação de incêndio sob condições controladas. A exposição ao fogo é representativa de uma fonte externa de incêndio ou de um incêndio totalmente desenvolvido (após a ocorrência da inflamação generalizada) em um aposento do edifício, cujas chamas escapam através de uma abertura, como uma janela, expondo o sistema da fachada aos efeitos de chamas externas ou mesmo de uma fonte externa de incêndio que se desenvolva na base do edifício.

Esta norma especifica procedimentos e regras, incluídas no Anexo B, utilizadas para avaliar se as variações e mudanças em produtos e alguns sistemas que foram ensaiados de acordo com as diretrizes fornecidas por esta norma e, onde apropriado, fornecem opções e limites para preparação de relatórios baseados na aplicação direta ou ampliada dos critérios fornecidos. Esta norma não contempla a exposição ao calor radiante de um incêndio em um edifício adjacente.

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Qual deve ser o posicionamento dos termopares no ensaio?

Como deve ser feita a montagem do engradado de madeira?

Qual deve ser o procedimento para ignição do engradado de madeira?

Qual deve ser a avaliação pós-ensaio?

O método de ensaio simula um incêndio totalmente desenvolvido em uma sala adjacente à face externa de um edifício e ventilado através de uma abertura na sala. Nesse ensaio, o corpo de prova representando o sistema de fachada é aplicado a uma estrutura composta por duas faces perpendiculares verticais de alvenaria ou a uma estrutura de perfis de aço simulando a face externa de um edifício, sendo uma principal de maior largura. O sistema de revestimento é fixado da maneira especificada no respectivo projeto, reproduzindo condições reais de montagem.

A face principal é dotada de uma abertura, onde a situação de incêndio é reproduzida, através da qual o calor é transferido para o corpo de prova. No ensaio, é verificada a extensão dos danos causados ao sistema de revestimento externo, particularmente a capacidade do sistema de resistir à propagação do fogo aos andares superiores ou à penetração através da fachada em direção aos elementos mais internos da edificação. Qualquer queda de detritos e penetração do fogo na fachada deve ser registrada.

O equipamento de ensaio deve representar as duas faces de um edifício e consistir em uma estrutura de alvenaria ou de perfis de aço, com uma aba principal e uma aba lateral fazendo um ângulo de 90°. A aba principal deve conter uma câmara de combustão. O equipamento deve ser capaz de resistir aos efeitos do procedimento de ensaio sem sofrer danos excessivos ou deformações.

As abas de alvenaria devem ser constituídas por blocos de concreto ou cerâmicos que atendam às seguintes condições mínimas: resistência à compressão de 7,3 N/mm²; densidade de 730 kg/m³; condutividade térmica de 0,18 W/mK. Detalhes do equipamento de ensaio descrito estão apresentados na figura abaixo. A estrutura de montagem de aço deve ser projetada e construída a fim de suportar a carga esperada imposta pelo sistema e quaisquer deformações subsequentes que possam ocorrer durante a execução do ensaio.

Esta estrutura pode ser adequada em função das necessidades especificas do sistema a ser ensaiado. O Anexo A mostra uma situação-padrão de montagem de um equipamento de ensaio feito de perfis de aço. A instalação do corpo de prova pode necessitar de uma modificação, ou uma adição, no equipamento original de ensaio.

A aba principal do equipamento de ensaio, na qual o corpo de prova é instalado, deve apresentar as seguintes dimensões mínimas: altura, estendendo-se pelo menos 6.000 mm acima da borda superior da abertura da câmara de combustão; e largura de 2.600 mm. A aba lateral do equipamento de ensaio, na qual o corpo de prova é instalado, deve apresentar as seguintes dimensões mínimas: altura igual à da aba principal; largura de 1 500 mm.

A aba lateral deve ser perpendicular à aba principal e o vértice do corpo de prova deve distar (260 ± 100) mm da face lateral da abertura da câmara de combustão, conforme indicado na figura abaixo. A câmara de combustão deve estar posicionada na base da aba principal do equipamento de ensaio de forma que o fogo possa se projetar através dessa abertura sobre a aba. A borda superior da câmara deve estar (2 000 ± 100) mm acima da base da estrutura de ensaio e deve ter (2 000 ± 100) mm de largura.

A câmara de combustão deve ser capaz de resistir aos efeitos do procedimento de ensaio sem sofrer danos excessivos ou deformações. A câmara deve ser construída de acordo com as dimensões apresentadas na figura abaixo e deve ser provida de uma verga robusta na parte superior da abertura da câmara e de uma plataforma apropriada para suporte da fonte de calor. Uma fonte de calor formada por um engradado de madeira deve ser instalada dentro da câmara de combustão.

Inserir fachada2

A fonte de calor empregada no ensaio deve ser produzida pela queima de um engradado de madeira. Na montagem do engradado e em sua ignição serão necessários: 250 bastões de madeira Pinus elliottii, serrados com seção quadrada de (50 ± 2) mm, sendo 100 com (1 500 ± 5) mm e 150 com (1.000 ± 5) mm de comprimento. A densidade da madeira deve estar situada entre 0,40 kg/dm³ a 0,65 kg/dm³.

No momento do ensaio, a madeira deve ter um teor de umidade na ordem dos 10% a 15% em massa; 16 tiras de aglomerado de fibra de baixa densidade, com dimensões nominais de (25 × 12 × 1.000) mm. Todos os termopares devem ser do tipo K (Chromel/Alumel) e atender às condições estabelecidas na BS EN 60584-1. Os termopares devem ter bainha de aço inoxidável com isolação mineral e 1,5 mm de diâmetro nominal externo com juntas isoladas.

Um sistema de aquisição, conectado aos termopares deve ser capaz de registrar as temperaturas em intervalos máximos de 10 s. Deve ser feito o registro audiovisual contínuo durante todo o período do ensaio, enquadrando a altura total das faces do corpo de prova. No ensaio com a estrutura de alvenaria, somente as faces externas das abas principal e lateral devem ser monitoradas.

No ensaio com a estrutura de montagem de aço, deve-se monitorar ambas as faces externas e internas das abas. No primeiro caso, devem ser utilizadas duas câmeras frontais e no segundo, além destas, devem ser empregadas mais duas câmeras focando as faces posteriores do corpo de prova.

A condição ambiental, relativa à velocidade do vento, deve ser monitorada por meio de um anemômetro, de precisão de ± 0,5 m/s. Deve ser empregado na execução do ensaio um cronômetro com precisão maior que 5 s/h. O corpo de prova deve incluir todos os componentes apropriados montados e instalados de acordo com o projeto do sistema de fachada.

A escolha do equipamento onde o corpo de prova deve ser montado (estrutura de alvenaria ou estrutura de perfis de aço) deve ter como critério a reprodução das condições reais de instalação, devidamente especificadas e demonstradas no projeto do sistema de fachada. A espessura máxima do sistema de fachada que pode ser ensaiado é limitada apenas pelas características do equipamento de ensaio. Ver Anexo A.

O corpo de prova deve se estender horizontalmente a partir do canto acabado do equipamento de ensaio, com pelo menos 2.400 mm na face principal e pelo menos 1.200 mm na face lateral. O sistema deve se prolongar da base do equipamento de ensaio até uma altura de pelo menos 6.000 mm acima da borda superior da câmara de combustão em ambas as faces.

O corpo de prova não pode obstruir a abertura da câmara de combustão. O corpo de prova no entorno da câmara de combustão deve incorporar os mesmos materiais, detalhes e componentes previstos na situação real. Se o sistema de revestimento externo não oferecer qualquer proteção às aberturas na situação real, a interface entre o corpo de prova e a câmara de combustão também deve permanecer desprotegida.

O detalhamento e as terminações das bordas também devem representar a situação real de projeto. Se forem incorporadas juntas horizontais ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve incorporar estas juntas horizontais em intervalos especificados no projeto, com pelo menos uma junta posicionada (2.400 ± 100) mm acima da borda superior da câmara de combustão.

Se forem incorporadas juntas verticais ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve incorporar estas juntas em intervalos especificados no projeto, sendo que uma delas deve coincidir, com tolerância de ± 100 mm, com a linha de centro da abertura da câmara de combustão. Se forem incorporadas barreiras de compartimentação de cavidades na horizontal ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve ser construído de forma que a distância vertical entre as barreiras e as juntas horizontais na fachada represente a situação real de projeto.

Se forem incorporadas barreiras de compartimentação de cavidades na horizontal, associadas ao sistema de revestimento externo, o corpo de prova deve ser construído de forma que a distância vertical entre duas barreiras, abaixo dos termopares, corresponda à distância vertical entre as barreiras e os níveis dos pisos na situação real de uso projetada. Se barreiras de compartimentação de cavidades na vertical fizerem parte do projeto do sistema, elas devem estar presentes no corpo de prova, separadas entre si, como recomendado pelo solicitante do ensaio ou fabricante.

Se barreiras de compartimentação de cavidades na vertical não fizerem parte do projeto do sistema, nenhuma barreira deve ser incorporada no corpo de prova, além das necessárias no entorno da câmara de combustão. Os detalhes e as características de desempenho dos materiais e componentes utilizados no corpo de prova devem ser registrados e mantidos no arquivo confidencial do laboratório, para que possa ser consultado futuramente, com o propósito de acreditação de terceira parte ou para fins de aplicação ampliada dos resultados de ensaio, como, proposto no Anexo B.

Quando for impossível medir uma característica de desempenho específica, essa informação deve ser obtida junto ao fabricante do componente em questão. Após a instalação do corpo de prova na estrutura de ensaio, ele deve ser mantido por um período de tempo suficiente para que todos os componentes possam curar, de acordo com as especificações de instalação do projeto. O equipamento de ensaio deve estar protegido de condições ambientais adversas, como a água, ventos fortes e temperatura ambiente fora da faixa de -5 °C a +40 °C entre o período da instalação e o início da realização do ensaio do sistema de fachada.

API RP 1173: a gestão da segurança de dutos

A API RP 1173:2015 – Pipeline Safety Management Systems é uma prática recomendada (recommended practice -RP) estabelece uma estrutura de sistemas de gerenciamento de segurança de dutos (pipeline safety management systems – PSMS) para organizações que operam líquidos perigosos e gasodutos sob jurisdição do US Department of Transportation. Os operadores de outros dutos podem achar este documento aplicável útil na operação de seus sistemas.

Esta RP fornece aos operadores de dutos requisitos de sistema de gerenciamento de segurança que, quando aplicados, fornecem uma estrutura para revelar e gerenciar riscos, promover um ambiente de aprendizado e melhorar continuamente a segurança e integridade dos dutos. Na base de um PSMS está o sistema de segurança de dutos existente do operador, incluindo os processos e procedimentos de segurança de dutos do operador.

Esta RP fornece uma estrutura abrangente e define os elementos necessários para identificar e abordar a segurança para o ciclo de vida de um duto. Esses requisitos do sistema de gestão de segurança identificam o que deve ser feito e deixam os detalhes associados à implementação e manutenção dos requisitos para os operadores de dutos individuais.

O documento não aborda explicitamente a segurança do pessoal, proteção ambiental e segurança. Define os requisitos de um sistema de gestão de segurança aplicável a tubulações. Quando o documento se refere a um requisito de um sistema de gestão de segurança, pode significar um requisito especificado por este sistema de gerenciamento de segurança de dutos ou outro sistema de gerenciamento de segurança em uso por um operador que atenda ao objetivo deste documento.

Conteúdo da norma

Introdução. . . . . . . . . . . . . . .. vii

1 Escopo. . . . . . . . .. 1

2 Referências normativas. . .. . . . . . . . . . . .. 1

3 Termos, definições, acrônimos e abreviações. . .. 1

3.1 Termos e definições. . . . . . . . . . . . . . . 1

3.2 Acrônimos e abreviações. . . . . . . . . 6

4 Elementos essenciais do sistema de gerenciamento de segurança de dutos (PSMS)… . . . . . . . . .. 6

5 Compromisso de liderança e gestão. . . . . .. 6

5.1 Geral. . . . . .. . . . . . . . . . . . . . .. 6

5.2 Metas e objetivos… . . . . . . . . . . . .. 6

5.3 Planejamento. . . . . . . . . . . . . . …. 7

5.4 Responsabilidades da liderança… . . . . . . 7

5.5 Responsabilidade, accountability e autoridade…. 8

5.6 Fazendo comunicação, redução de riscos e rotina de melhoria contínua. . . . . . . . . . . . . . . 9

6 Engajamento das partes interessadas. . . . . . . . . 9

6.1 Geral. . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

6.2 Interno. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

6.3 Externo. . .. . . . . . . . . . . . . . . 10

7 Gestão de risco. . .. . . . . . . . . . . .. 10

7.1 Geral. . . . . . . . . . . . . . . 10

7.2 Coleta de dados… . . . . . . . . . . . .. 10

7.3 Identificação e avaliação de riscos…… . . . 11

7.4 Prevenção e mitigação de riscos. . . . . .. 11

7.5 Análises periódicas. . . . . . . . . . . .. 11

7.6 Revisão da gestão de risco… . . . . . .. 11

8 Controles operacionais. . .. . . . . . . . . . . . 12

8.1 Procedimentos operacionais. . . . . . . . . . . .. 12

8.2 Integridade do sistema. . .. . . . . . . . . . . .. 12

8.3 Gestão de mudanças (management of change – MOC). 13

8.4 Uso de contratados. . .. . . . . . . . .. 14

9 Investigação, avaliação e lições aprendidas de incidentes….14

9.1 Investigação de incidentes. . .. . . . . . . . .. 14

9.2 Acompanhamento e comunicação das lições aprendidas………..5

9.3 Aprendendo com eventos anteriores. . . . . . . . . . . . 15

9.4 Aprendendo com eventos externos… . . .. 15

10 Garantia de segurança. . . . . . . . . . . . . . .. 15

10.1 Geral… . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

10.2 Auditoria e avaliação. . .. . . . . . . . .. 15

10.3 Sistema de relatórios e feedback. ….. . . . 17

10.4 Medição de desempenho e análise de dados. …… . 17

11 Revisão de gestão e melhoria contínua. . . . . .. 18

11.1 Análise crítica pela direção. . . . . . . . . . . .. 18

11.2 Melhoria contínua. . .. . . . . . 19

11.3 Revisão da alta administração. . . . . . . . .. 19

12 Preparação e resposta a emergências. . . . . . . . .. 19

13 Competência, conscientização e treinamento. . . . . .. 19

14 Documentação e manutenção de registros. . .. 20

14.1 Controle de documentos. . .. . . . . . . . . . . .. 20

14.2 Controle de registros. . .. . . . . . . . . . . .. 20

14.3 Documentos do sistema de gestão de segurança de dutos. . . . . . . . . . . .. 20

14.4 Procedimentos. . .. . . . . . . . . . . . . . . . . .. 20

15 A execução de um sistema de gestão de segurança de dutos fortalece a cultura de segurança.  . . . . . 21

15.1 Geral. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 21

15.2 Contribuição da liderança e compromisso de gestão. … 21

15.3 Contribuição do engajamento das partes interessadas…….. 21

15.4 Contribuição da gestão de risco. . .. . .. 21

15.5 Contribuição dos controles operacionais. . .. 22

15.6 Contribuição da investigação de incidentes, avaliações e lições aprendidas… . . . . . . . . . . . . . . . 22

15.7 Contribuição de garantia de segurança. . . . . .. 22

15.8 Contribuição da análise crítica pela direção. . .. 22

15.9 Contribuição da preparação e resposta a emergências……… 22

15.10 Contribuição de competência, conscientização e treinamento. . . . . . . . . . . . . . .. 23

15.11 Contribuição da documentação e manutenção de registros. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 23

Bibliografia . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

Figura 1 Ciclo Plan – Do – Check – Act (PDCA). . . . . . . . . ix

A operação de dutos segura e eficaz requer conscientização e a gestão de muitas atividades vinculadas, gerando processos complexos. Exemplos de tais atividades incluem projetar, construir, operar e manter o duto. Raramente ocorrem acidentes graves com grandes consequências, mas quando acontecem, o acidente ocorre devido a um alinhamento de fraquezas ou falhas em várias atividades.

Embora os esforços de segurança possam ser aplicados individualmente a cada atividade, um desempenho de segurança mais eficaz é alcançado ao visualizar as atividades vinculadas como processos que são melhores tratadas de forma holística. O gerenciamento de processos requer técnicas diferentes do gerenciamento de atividades individuais.

A gestão da segurança do duto inclui a determinação das necessidades ao longo do ciclo de vida do duto, fornecendo recursos humanos e financeiros qualificados suficientes recursos, identificando a sequência adequada de uma série de atividades, monitorando e medindo a eficácia das atividades realizadas e aplicando alterações ou correções a essas atividades conforme necessário. Gerenciar a segurança de um processo complexo, bem como de sistemas mais simples, requer ações coordenadas para lidar com atividades e circunstâncias múltiplas e dinâmicas.

Dessa forma, buscar a meta de zero de incidentes em todo o setor exige um esforço abrangente e sistemático. Embora os incidentes relacionados ao processo sejam relativamente raros, eles podem levar a consequências sérias. Os elementos de um sistema de gestão de segurança abordam maneiras de operar continuamente com segurança e melhorar o desempenho de segurança.

Os seguintes princípios constituem a base desta prática recomendada para o sistema de gestão da segurança: compromisso, liderança e supervisão da alta administração são vitais para o sucesso geral de um PSMS; uma cultura orientada para a segurança é essencial para permitir a implementação eficaz e a melhoria contínua da segurança dos processos e procedimentos do sistema de gestão; a gestão de risco é parte integrante do projeto, construção, operação e manutenção de uma tubulação; os dutos são projetados, construídos, operados e mantidos de uma maneira que esteja em conformidade com as normas federais, estaduais e regulamentos locais; os operadores de dutos estão em conformidade com os códigos da indústria e padrões de consenso aplicáveis com o objetivo de reduzir o risco, evitando liberações e minimizando a ocorrência de operações anormais; os controles operacionais definidos são essenciais para o projeto, construção, operação e manutenção seguros de dutos.

A resposta rápida e eficaz a incidentes minimiza os impactos adversos à vida, à propriedade e ao meio ambiente. Assim, a criação de um ambiente de aprendizagem para melhoria contínua é alcançada investigando incidentes completamente, promovendo sistemas de relatórios não punitivos e comunicando as lições aprendidas. A avaliação periódica da eficácia da gestão de risco e melhoria de desempenho de segurança de dutos, incluindo as auditorias são essenciais para garantir o desempenho eficaz do PSMS.

Além disso, o pessoal de operação do duto em toda a organização deve comunicar-se e colaborar efetivamente com um outro. Deve-se comunicar-se com os contratados para compartilhar informações que apoiem a tomada de decisões e completar as tarefas planejadas (processos e procedimentos) é essencial.

Gerenciar as mudanças que podem afetar a segurança do duto é essencial. Esses princípios devem ser aplicados de maneira recorrente para obter avaliação e melhoria contínuas. O ciclo Planejar-Executar-Verificar-Agir (PDCA) é um modelo de quatro etapas para realizar esses esforços dentro de dez elementos (ver figura abaixo).

Esta metodologia pode ser aplicada ao sistema de gestão como um todo, bem como a todos os elementos individuais e processos dentro do sistema. O princípio PDCA está no cerne de muitos sistemas de gestão, e seu principal objetivo é incentivar a criação de estratégias e planos, executando essas estratégias e planos em linha com as diretrizes, verificando essas ações para conformidade e usando esses resultados para ajustar a próxima geração de planos. Este ciclo é iterativo e é mantida para alcançar a melhoria contínua.

Existem entradas (por exemplo, dados, informações e recursos) para os processos dentro de cada elemento produzindo um conjunto de saídas (por exemplo, trabalho priorizado que reduz o risco e, em última análise, melhora o desempenho de segurança). O operador de dutos deve definir as entradas e saídas PSMS dentro da execução de cada um dos elementos essenciais.

O operador do duto define estas entradas e saídas para cada um dos elementos a serem descritos e, por meio do PSMS, revisa-os periodicamente. O ciclo PDCA é útil ao iniciar um novo projeto de melhoria; ao desenvolver um projeto novo ou melhoria de um

processo, produto ou serviço ou mesmo definir um processo de trabalho repetitivo. O ciclo PDCA também é útil para o sistema de gestão como um todo como um modelo de melhoria contínua e ao planejar a coleta e análise de dados, ao selecionar e priorizar ameaças ou causas, e ao implementar quaisquer mudanças.

Inserir figura

Refletindo a natureza cíclica do PDCA e a natureza dinâmica/evolutiva do PSMS, todo o processo começa novamente desde o início. Cada ciclo do PDCA produz oportunidades de melhoria. Além disso, a aplicação da lógica PDCA para elementos individuais dentro do processo pode fornecer percepções semelhantes e oportunidades de melhoria dentro desse elemento.

O objetivo deste documento é fornecer aos operadores de dutos uma estrutura para revisar um PSMS existente ou desenvolver e implementar um novo PSMS. O desenvolvimento ou aprimoramento recente de um PSMS aumentará a eficácia da gestão de risco e permitir a melhoria contínua do desempenho de segurança do duto. Os operadores que procuram estar em conformidade com este documento trabalharão para construir os processos de segurança existentes e estabelecer novos processos de segurança.

Os operadores devem procurar amadurecer seu PSMS de forma consistente com a melhoria contínua. Independentemente do ponto de partida de um operador em relação a sistemas ou processos existentes, a natureza iterativa ou cíclica da abordagem descrita fornece a oportunidade para a melhoria continua. Embora os operadores devam buscar obter conformidade com um senso de urgência, prazos para atingir maturidade significativa e generalizada em todos os elementos são medidos em anos.

Conforme um PSMS amadurece, é sujeito a avaliação e melhoria contínua. A estrutura se baseia nos programas existentes de gerenciamento de segurança de dutos de uma operadora, baseando-se nas experiências das indústrias, lições aprendidas e padrões existentes. A intenção da estrutura é definir de forma abrangente os elementos que podem identificar, gerenciar e reduzir o risco ao longo de todo o ciclo de vida de um duto e, no mínimo estágio, ajudar a prevenir ou mitigar a probabilidade e as consequências de uma liberação não intencional ou operações anormais.

Deve ser dada ênfase particular ao aumento da proatividade pensando no que pode dar errado de forma sistêmica, esclarecendo responsabilidades de segurança em toda a organização do operador de duto (incluindo o suporte do contratado), o importante papel da alta administração e liderança em todos os níveis, incentivando a comunicação não punitiva e a resposta às preocupações de segurança, fornecendo a garantia de segurança e avaliando regularmente as operações para identificar e tratar os riscos. Esses fatores trabalham juntos para tornar os programas e processos de segurança mais eficazes, abrangentes e integrados.

A estrutura deve ser aplicada com flexibilidade para dar conta do atual estado de desenvolvimento de elementos particulares dos sistemas de gestão dentro de uma empresa. Nos casos em que um operador já está trabalhando por conta própria em um PSMS abrangente, esta estrutura serve como uma base de comparação e revisão entre a indústria e a prática recomendada, e o sistema do operador.

Outros operadores podem ter, individualmente, experiências em sistemas de segurança estabelecidos, mas nenhum PSMS abrangente. Para eles, esta RP fornece um meio de integrar e adicionar esses esforços para estabelecer um PSMS abrangente, pois outros operadores podem não ter sistemas de segurança formais. Para esses operadores, a adoção da estrutura recomendada seria um ponto de partida para construir um PSMS, enquanto se aprende com os operadores mais avançados. Em todos os casos, os operadores devem ter a flexibilidade de aplicar este RP conforme apropriado para suas circunstâncias específicas.

A estrutura também se destina a ser escalonável para operadores de pipeline de tamanhos e escopos variados. O número de funcionários de uma operadora de tubulação de líquidos pode variar de um punhado a milhares. Um distribuidor local de gás ou municipal operador pode ter apenas alguns funcionários. Uma empresa de duto de transmissão interestadual pode ter divisões inteiras de especialistas no assunto. Os dez elementos essenciais que compõem a estrutura se aplicam a organizações de qualquer tamanho e sofisticação. A aplicação específica desses elementos às operações e processos de um determinado operador refletirá a escala desse operador.

Uma cultura de segurança positiva é essencial para o desempenho de segurança de uma organização, independentemente de seu tamanho ou sofisticação. A cultura de segurança é o conjunto coletivo de atitudes, valores, normas, crenças e práticas que um operador de duto, funcionários e contratados compartilham no que diz respeito a risco e segurança. Uma cultura de segurança positiva é aquela em que os funcionários e contratados colaboram; têm atitudes positivas em relação à conformidade (atendendo e superando padrões mínimos); sentir-se responsável pela segurança pública e proteção do meio ambiente, pela segurança uns dos outros, e para a saúde do negócio; e acredito fundamentalmente em relatórios não punitivos.

Devido ao seu número e complexidade, as atividades operacionais de dutos com impactos de segurança são mais bem gerenciadas de forma coesa e sistemática, usando um PSMS, em vez de aos poucos, usando vários processos discretos e procedimentos. E, embora uma cultura de segurança positiva possa existir sem um PSMS formal, um PSMS eficaz não pode existir sem uma cultura de segurança positiva. Portanto, os operadores devem trabalhar ativamente para avaliar e melhorar sua cultura de segurança. Manter uma cultura de segurança positiva requer diligência contínua em toda a organização para resolver os problemas incluindo complacência, medo de represálias, excesso de confiança e normalização de desvios.

Os tamanhos das medidas corporais de bebês, crianças e jovens para vestuário

A NBR 15800 de 04/2021 – Vestuário – Referenciais de medidas do corpo humano – Vestibilidade para bebês, crianças e adolescentes estabelece a indicação de tamanhos das medidas corporais de bebês, crianças e jovens aos quais está destinado o vestuário. Esta norma aplica-se às roupas de bebê, infantis e juvenis. O sistema de indicação de tamanhos é baseado nas medidas do corpo e não nas medidas das peças.

Acesse algumas indagações relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

O que é o comprimento da cintura ao joelho?

Como deve ser medido o perímetro horizontal da cabeça?

Qual é a nomenclatura da grade de medidas para bebês até 12 meses?

Quais são os exemplos de medidas de corpo feminino infantil?

A vestibilidade é o método de indicação de tamanhos de vestuário que se baseia na indicação de medidas do corpo que servem de base para a modelagem de roupas. A Comissão de Estudo dessa norma estabeleceu um sistema de indicação de tamanhos que apresente, de forma direta e fácil, o entendimento das medidas corporais de bebês, crianças e jovens aos quais está destinado o vestuário.

Com a condição de determinar cuidadosamente a forma do corpo e de indicar medidas apropriadas, este sistema permite que o cliente escolha o seu tamanho adequadamente ao qual se destina. Este sistema de indicação de tamanhos está baseado nas medidas do corpo e não nas medidas das peças.

A escolha deste último sistema de medida do vestuário está reservada aos modelistas e aos fabricantes, que se ocupam de todas as questões relativas ao estilo, corte e outros elementos da moda, levando em conta igualmente as peças íntimas e as roupas externas. As medidas sugeridas no Anexo A foram obtidas de estudo de tabelas em uso nas diversas empresas participantes da Comissão de Estudo autora, tabelas de profissionais e escolas de modelagem, medições de crianças em creches, escolas, etc.

A indicação do tamanho de cada peça deve ser feita por meio de medidas de identificação, expressas em centímetros, para o corpo do futuro usuário das roupas. Cada vez que for necessário utilizar o pictograma da ISO 8559-2, deve ser utilizada a indicação de tamanho desta norma.

Em casos que não seja possível utilizar o pictograma da ISO 8559-2, devem-se indicar os valores numéricos da medida de identificação, acompanhados de sua denominação. Entretanto, isso não exclui, de modo algum, que em certos casos excepcionais a indicação de tamanho pode ser feita por meio de uma escala com as medidas de identificação mínima e máxima, separadas por um traço oblíquo ou por uma seta.

A indicação de tamanho de cada peça deve ser de forma clara e facilmente legível, em etiqueta. Adicionalmente, pode ser utilizada um tag, unido à peça. Os pictogramas devem ser suficientemente grandes e claros, de modo que sejam de compreensão fácil e imediata. Como orientação, podem ser usadas as medidas do Anexo A.

Medidas secundárias podem ser acrescentadas à indicação de tamanho. Estes dados adicionais podem compreender um código, medidas corporais, indicação de referência de idade do futuro usuário ou medidas da peça, para facilitar e tornar úteis as informações.

Os exemplos de etiquetas apresentados na figura abaixo mostram os diferentes modos de etiquetar as peças confeccionadas, desde uma simples indicação das medidas de identificação sobre o pictograma normalizado até as formas mais complexas que facilitam a inclusão de medidas complementares, como uma dimensão da peça ou um número do código. Quando a indicação do tamanho estiver acompanhada por um código, a separação dos dados, como indicado na figura abaixo, permite identificar o número de código de tamanho como reconhecido pelo consumidor.

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Pode-se acrescentar que as medições do corpo humano infantil podem ser realizadas com instrumentos de medidas aferidos e calibrados por body scanner. Em crianças pode haver dificuldade nas medições por body scanner, devido à agitação delas, porém o uso de trenas, fitas métricas ou antropômetro deve seguir os mesmos critérios de aferição e posicionamento dos equipamentos em relação aos músculos e ossos.

A estatura é a distância vertical entre o vértice (ponto mais alto da cabeça) e a região plantar (solo), com a criança descalça, em posição ereta. Em bebês, a medição é realizada na horizontal entre o vértice (ponto mais alto da cabeça) e a região plantar (planta do pé). O perímetro do pescoço deve ser medido passando pela sétima vértebra cervical (saliência óssea no limite entre o pescoço e o tronco traseiro) e pela incisura jugular (depressão abaixo da laringe). O contorno entre a parte frontal do pescoço, passando pelo gancho e parte traseira do pescoço é a extensão da incisura jugular, passando pelo períneo (região dos órgãos genitais), contornando a região glútea até a sétima vértebra cervical (saliência óssea no limite entre o pescoço e o tronco traseiro).

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 156 | Ano 3 | 29 de Abril 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br     Revista AdNormas - Ed 156 Ano 3
Edição 156 | Ano 3 | 29 de Abril 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
  Confira os 12 artigos desta edição:
A gestão da amostragem dos resíduos sólidos para o tratamento mais indicado
A avaliação das incertezas de medição da vazão de fluidos
Os principais desafios das empresas para a gestão da qualidade
O papel da tecnologia por trás da qualidade dos lubrificantes automotivos
Os benefícios de se ter uma gestão centralizada no transporte de cargas
O método de determinação do revestimento de zinco em chapa laminada de aço
Target Adnormas
A esterilização de produtos para a saúde por vapor e formaldeído
Como reduzir os custos com o application management service (AMS)
As emissões evaporativas de combustível pelo veículo por perdas diurnas
As preferências do consumidor e a análise do custo-benefício
A mineração de bitcoins prejudica o meio ambiente
A conformidade das canaletas e eletrodutos não circulares para paredes e tetos

A análise de riscos de incêndio e de explosão

A NBR 16955 de 04/2021 – Sistemas de prevenção de deflagração – Análise de riscos de incêndio e de explosão – Requisitos especifica a metodologia e as técnicas usadas na análise de riscos de incêndio e de explosão para identificar e analisar as causas e suas consequências, bem como avaliar os eventos de incêndio e/ou explosão em projeto de processos de instalações industriais, com sistemas de prevenção de deflagração, nas fases de estudos de viabilidade e preliminar, nos projetos básico e executivo, e também nas instalações existentes.

Confira algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser executada a aplicação da metodologia de análise de riscos nas fases do projeto da instalação?

Quais são os requisitos de severidade adotados para o estudo de análise de riscos?

Quais são os requisitos de frequência de ocorrência?

Qual deve ser a matriz de risco a ser adotada para o estudo de análise de riscos?

Quais devem ser os requisitos de severidade?

A análise e avaliação de riscos têm se consolidado como uma das mais importantes ferramentas de tomada de decisão, nas diversas áreas do conhecimento como, engenharia, economia, saúde pública, ciências ambientais entre outras. Este amplo campo de aplicação decorre entre outros fatores, da importância da avaliação de risco como uma ferramenta de prevenção de acidentes.

O risco de uma instalação industrial para a comunidade e para o meio ambiente, circunvizinhos e externos aos limites do empreendimento, de acordo com o autor Brauer, está diretamente associado às características das substâncias químicas manipuladas, às suas respectivas quantidades e à vulnerabilidade da região onde a instalação está ou será localizada.

A metodologia de análise de riscos foi desenvolvida, após a ocorrência de um trágico acidente em 1974, em Flixborough, na Inglaterra, com técnicas como, análise preliminar de perigos (APP), hazard and operability (HAZOP), árvores de eventos e de falhas e análise de consequências e de vulnerabilidades. A metodologia de análise de riscos de incêndio e de explosão é composta por três etapas: análise, avaliação e gerenciamentos de riscos.

A metodologia de análise de riscos deve ser aplicada aos projetos de processos industriais e efetuada pelo projetista da instalação ou por especialista independente, a partir da fase de viabilidade, estudo preliminar, projetos básico e executivo e operação da instalação. As instalações existentes e em operação também devem ser submetidas à metodologia de análise de riscos.

Para as instalações em operação, essa metodologia deve ser aplicada também a partir da fase de projeto de qualquer modificação, portanto, antes de sua implementação. A metodologia de análise de riscos, quando necessária, deve ser aplicada internamente ou por entidade independente em relação ao empreendimento. Seu conteúdo e resultados devem ser descritos em forma de relatório e desenhos, e devem fazer parte da documentação de segurança, a ser encaminhada às autoridades constituídas para análise, licenciamento e aprovação do empreendimento. Na figura abaixo é apresentada a composição da metodologia de análise de riscos de incêndio e de explosão.

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As fases da metodologia, as técnicas e as suas relações com as fases de projeto da instalação, em análise, são descritas em 4.4. A seleção da técnica de análise a ser utilizada para avaliar os riscos de uma instalação ou processo depende do tipo de processo em projeto ou do processo existente. A análise de perigos tem por objetivo de identificar o cenário acidental de consequências mais severas para as pessoas, equipamentos e instalações.

A identificação de perigos e/ou riscos de incêndio e de explosão é qualitativa e tem o objetivo de: caracterizar o empreendimento e identificar os perigos (cenários) possíveis de ocorrer no processo; estabelecer os parâmetros iniciais de cenários de acidentes maiores, conforme a NBR 16385; indicar as medidas de segurança para mitigar os níveis de risco identificados pela análise; estimar a severidade e a frequência de ocorrência de acidentes potenciais (classificação do perigo). As NFPA 652 e NFPA 551 apresentam os modelos de análises de riscos que podem ser usados para os processos com pós combustíveis (dust hazard analysis – DHA) e com incêndio, respectivamente.

A avaliação de risco em processo ou instalação é quantitativa e tem o objetivo de: selecionar os cenários de acidentes mais severos identificados anteriormente; determinar o nível de consequências referentes à radiação térmica de um incêndio, as sobrepressões de uma explosão e os níveis de concentração tóxica emitida durante o desenvolvimento do cenário acidental selecionado; desenvolver a sequência de ocorrência ou o mecanismo do cenário acidental; quantificar a frequência de ocorrência do cenário em análise; apresentar as medidas mitigadoras de risco para a redução dos efeitos da ocorrência do cenário. O controle dos riscos em função dos riscos inerentes propõe sistema ou procedimentos que supervisionem e controlem esses riscos.

O gerenciamento de riscos em instalações industriais tem como objetivo: selecionar as atividades de gerenciamento para controlar os riscos da possível ocorrência dos cenários acidentais analisados; implantar os procedimentos de gestão de riscos; transformar os resultados pontuais da análise e avaliação de riscos, em atividades dinâmicas de gestão de riscos; desenvolver os planos de ação de emergência, de contingências e de crises e auditorias periódicas de segurança. A metodologia de análise de riscos de incêndio e de explosão é composta pelas etapas apresentadas a seguir. A metodologia de análise de riscos de incêndio e de explosão (MARIE) é composta pelas etapas apresentadas na figura abaixo.

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Na caracterização do empreendimento da instalação, é importante descrever a localização geográfica, a meteorologia e a comunidade locais, acessos, descrição física da instalação, tipos de produtos em processo e sistemas de segurança e de resposta às emergências e às contingências ou crise. A identificação dos perigos potenciais do processo ou da instalação é realizada pelo emprego de técnicas de análise de risco, como, APP (análise preliminar de perigos), What-if (questionamentos do tipo o que aconteceria se…), hazard e operability (HAZOP) análise do binômio operador-máquina, fail mode and effect analysis (FMEA) ou análise de modos de falhas e seus efeitos (AMFE) e dust hazard analysis (DHA) análise de risco para pós combustíveis.

Os perigos identificados são classificados com relação à sua gravidade e a probabilidade de ocorrência, conforme uma matriz de risco previamente elaborada para a análise de risco. É nessa fase que se definem os potenciais perigos encontrados no processo ou na instalação e que serão objeto de estudos quantitativos posteriores, se necessários. Com base na classificação de perigos realizada na etapa de identificação de perigos, selecionam-se os cenários potenciais de acidente.

Com os cenários acidentais estabelecidos definidos, realizam-se as simulações de ocorrência de cenários, por meio de programas de computador para se determinar a extensão dos efeitos danosos à vida, ao meio ambiente e ao patrimônio do empreendimento. Esta fase também avalia a vulnerabilidade das pessoas e dos materiais e/ou estruturas aos efeitos desses acidentes. Essa avaliação é efetuada para se determinar o nível de radiação térmica absorvida durante um incêndio e o nível de sobrepressão recebido durante uma explosão no interior da instalação em análise.

Os estudos de dispersão atmosférica de nuvens tóxicas devem ser elaborados para os casos de produtos tóxicos emitidos durante o acidente de processo. As ferramentas computacionais do tipo CFD (estudo dinâmico de fluídos) podem ser utilizadas na ACV. A análise de riscos tem características qualitativas e, com a estimativa de frequências de riscos dos cenários, é iniciada a quantificação de seus riscos.

A quantificação de riscos é realizada com o emprego de técnicas do tipo árvores de eventos (AAE) e de falhas (AAF). A árvore de eventos estuda a sequência de ocorrência de um evento indesejável, aplicando a teoria de Delphi. Estas duas técnicas AAE e AAF também são conhecidas pelas siglas inglesas, ETA – event tree analysis e FTA – fault tree analysis, respectivamente. A técnica de árvore de falhas considera a probabilidade de ocorrência do evento topo (cenário acidental indesejável) e de suas causas.

A construção da árvore de falhas se baseia na determinação de portas de ocorrência de causas do tipo E/OU. Para essa quantificação, usam-se conceitos de álgebra Booleana para a determinação da frequência de ocorrência do evento topo a ser estudado. A IEC 61025 apresenta um procedimento para a análise por árvore de falhas.

Os dados utilizados neste estudo devem ser compatíveis com estruturas já existentes, ou que possuam a mesma vulnerabilidade. Estes dados de probabilidades são obtidos em banco de dados conhecidos e específicos. A avaliação de riscos é determinada pelo cálculo dos riscos sociais e individuais decorrentes do potencial de cada cenário acidental. Para essa avaliação é necessário o uso de programa de computador de última geração.

O nível de segurança da instalação em projeto ou existente deve atender ao critério de aceitabilidade de riscos adotado pela legislação vigente. A conformidade de segurança desta instalação, às medidas mitigadoras de riscos recomendadas deve ser efetuada nesta etapa da metodologia. Para as respostas à emergência e à contingência (REC), estabelecer o plano de ação de emergências (PAE), apresentando a definição dos cenários de emergência, da equipe de emergência (inclusive organograma), suas funções e responsabilidades, procedimentos de emergência, descrição dos sistemas de combate, sistema de comunicação de emergências, estabelecimento de rotas de fuga, saídas de emergência, pontos de encontro e telefones importantes para situações de emergências (ver Anexo B), em conformidade com a NBR 15219.

Elaborar o plano de contingência ou crise, visando à garantia da segurança física e patrimonial das pessoas e das instalações de processo, por exemplo, perímetro e processos da unidade industrial, a subestação elétrica e sala de controle operacional, contra atividades ilícitas (greve, atos criminosos, atos de vandalismo, terrorismo, etc.) que possam ocasionar danos aos sistemas operacionais da instalação industrial (ver Anexo B). A brigada de emergência deve atender à NBR 14276. Estes planos são de responsabilidade do gestor da instalação industrial e devem ser elaborados e ensaiados antes do início de sua operação.

A NBR 15219:2020, Anexo D, apresenta um resumo das etapas para implantação de um plano de emergência. Quanto às medidas mitigadoras de riscos (MMR), o encerramento da aplicação da metodologia de análise de riscos para instalações industriais ocorre após a implantação das medidas de segurança que mitigam os perigos encontrados ao longo do trabalho.

Essas medidas podem ser de caráter administrativo ou técnico. Sua implantação é vital para assegurar a redução dos riscos encontrados na instalação ou no processo e deve ser efetuada ainda na fase de projeto, portanto antes do início da operação da instalação. Nos casos das instalações industriais em operação, as medidas de segurança resultantes da aplicação do MARIE na instalação, por ocasião de modificações no processo da instalação, devem ser implantadas antes da instalação reiniciar a sua operação.

Para a análise de conformidade de segurança (ACS), a segurança implantada em instalações industriais, resultante das recomendações de segurança descritas na aplicação das técnicas de análise de riscos em instalações industriais, deve ser verificada in loco por meio de uma auditoria técnica de segurança, antes do início de operação da instalação. Uma das técnicas de análise de riscos de incêndio e de explosão é a análise preliminar de perigos (APP).

A técnica APP ou PHA (preliminary hazard analysis) permite inicialmente identificar e analisar de forma abrangente os potenciais riscos que podem estar presentes na instalação analisada. A técnica possui um formato padrão tabular, onde, em que a cada perigo identificado é levantada suas possíveis causas, efeitos potenciais, medidas de controle básicas para cada caso para o nível preventivo e/ou corretivo, tanto aquelas medidas já existentes ou projetadas como aquelas a serem implantadas no estudo APP efetuado.

Finalmente, os perigos identificados pela técnica APP são avaliados com relação à frequência de ocorrência, ao grau de severidade e ao nível de suas consequências, considerando os potenciais danos resultantes às pessoas, aos materiais (equipamentos e edificações), ao meio ambiente e à comunidade em geral. As categorias de perigo foram adaptadas para as instalações industriais convencionais, a partir de requisitos de segurança da indústria aeronáutica. As categorias de perigo originalmente determinadas constam de tabelas e da matriz de risco que devem ser consideradas na categorização dos perigos identificados por esta técnica.

Esta categorização tem como objetivo estabelecer a priorização na implantação das recomendações de segurança na instalação industrial analisada. Estas informações também podem ser utilizadas nas outras técnicas de identificação de perigos. Os resultados da APP são apresentados em planilhas (ver Anexo A) de análise elaborada de acordo com o seguinte: perigo: condição com potencial para causar determinado dano; causas possíveis: procedimentos ou condições que dão origem aos riscos; categorias de frequência: critério que estabelece o nível do valor da probabilidade de ocorrência da causa identificada e analisada; consequências: efeitos danosos ao operador e/ou no material; categorias de consequência: critério que classifica o risco de acordo com quatro categorias consequências (desprezível, marginal, crítica e catastrófica); medidas preventivas e/ou corretivas existentes: medidas gerais e específicas, em nível preventivo e/ou corretivo, já projetadas na instalação em estudo; medidas preventivas e/ou corretivas a serem implantadas: recomendações de melhoria operacional e/ou de segurança, a serem ainda implementadas na instalação em estudo; avaliação preliminar do risco: critério de avaliação do potencial de risco encontrado com a aplicação da matriz de risco.

As especificações dos disjuntores para o funcionamento em corrente contínua

A NBR IEC 60898-3 de 04/2021 – Dispositivos elétricos – Disjuntores para a proteção contra as sobrecorrentes para instalações domésticas e análogas – Parte 3: Disjuntores para funcionamento em corrente contínua é aplicável aos disjuntores para corrente contínua, com tensão nominal cc não superior a 440 V, corrente nominal não superior a 125 A e capacidade de interrupção nominal em curto-circuito não superior a 10.000 A. Estes disjuntores são destinados à proteção contra as sobrecorrentes das instalações elétricas das edificações e outras aplicações similares; eles são projetados para as pessoas não advertidas e não requerem manutenção. Eles são destinados a serem utilizados em um ambiente com grau de poluição 2. Eles são apropriados para a função de seccionamento. Os disjuntores de acordo com este documento são apropriados para a utilização em esquemas TN, TT e, sob condições específicas, em esquema IT.

Este documento também é aplicável aos disjuntores que possuem mais de uma corrente nominal, desde que os meios de ajuste, para a mudança de uma corrente para outra, não sejam acessíveis em funcionamento normal e que as características não possam ser modificadas sem a utilização de uma ferramenta. Não é aplicável a: disjuntores destinados especificamente à proteção dos motores; a disjuntores em que o ajuste da corrente pode ser realizado por elementos acessíveis ao usuário. Para os disjuntores com grau de proteção superior a IP20, de acordo com a NBR IEC 60529, para uso em locais onde prevaleçam condições ambientais severas (por exemplo, umidade excessiva, calor, frio ou deposição de poeira) e em locais perigosos (por exemplo, onde exista o risco de explosão), construções especiais podem ser necessárias.

Para um ambiente com grau de poluição mais elevado, invólucros com grau de proteção apropriado são utilizados. Este documento não é aplicável aos disjuntores para funcionamento em corrente alternada, que são abrangidos pela IEC 60898-1. Este documento não é aplicável aos disjuntores para funcionamento em corrente alternada e em corrente contínua, que são cobertos pela NBR IEC 60898-2.

Os disjuntores de acordo com este documento têm uma alta resistência contra o disparo indesejado, independentemente de serem causados por correntes de partidas da alimentação de cargas eletrônicas ou pelas manobras no circuito. Os disjuntores, conforme o escopo deste documento, também podem ser utilizados para a proteção contra os choques elétricos, em caso de falta, dependendo de suas características de disparo e das características da instalação. Os critérios de aplicação para estes fins são tratados pelas normas de instalação.

Este documento contém todos os requisitos necessários para assegurar a conformidade das características de funcionamento requeridas para estes dispositivos pelos ensaios de tipo. Este documento também contém os detalhes relativos aos requisitos e aos métodos de ensaio necessários para assegurar a reprodutibilidade dos resultados dos ensaios. A orientação da coordenação nas condições de curto-circuito entre um disjuntor e um outro dispositivo de proteção contra os curtos-circuitos (DPCC) é indicada no Anexo C. Os ensaios de rotina, destinados a revelar, no que diz respeito à segurança, as variações inaceitáveis de material ou de fabricação, são indicados no Anexo G.

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Quais são as distâncias mínimas de isolamento no ar e de escoamento?

Como devem ser os bornes para condutores externos?

Como deve ser projetada a proteção contra os choques elétricos?

Quais são os valores da elevação de temperatura?

Quais são as características de funcionamento tempo-corrente?

Os disjuntores são classificados de acordo com vários critérios. De acordo com o número de polos, disjuntor unipolar; disjuntor bipolar com dois polos protegidos; disjuntor tripolar com dois polos protegidos e com polo M protegido não polarizado. O polo M não polarizado do disjuntor tripolar com dois polos protegidos pode consistir em dois polos pré-cabeados de fábrica polarizados. Os disjuntores tripolares são destinados a proteger um sistema de distribuição com duas polaridades e um ponto médio. Ver tabela abaixo. Um polo de um disjuntor não polarizado pode consistir em dois polos pré-cabeados de fábrica polarizados.

De acordo com a direção da corrente pelos polos, disjuntor polarizado; disjuntor não polarizado. De acordo com a proteção contra as influências externas, tipo fechado (não necessita de um invólucro apropriado); tipo aberto (para utilização com um invólucro apropriado). De acordo com o método de montagem, sobrepor; embutir; em quadros, também chamados de quadros de distribuição. Estes tipos podem ser destinados a serem montados em trilhos.

De acordo com o sistema de fixação, disjuntores em que as conexões elétricas não são associadas com a montagem mecânica; disjuntores em que as conexões elétricas são associadas com a montagem mecânica. Exemplos destes tipos são: tipo plugável; tipo com conexão por parafusos (tipo bolt-on); tipo com conexão roscada (tipo screw-in). Certos disjuntores podem ser do tipo plugável ou do tipo com conexão por parafuso somente no lado da alimentação, sendo os bornes de saída normalmente utilizados para a conexão dos condutores.

De acordo com o tipo de bornes, disjuntores com bornes com parafuso para condutores externos de cobre; disjuntores com bornes sem parafuso para condutores externos de cobre. Os requisitos para os disjuntores equipados com este tipo de borne são apresentados no Anexo J. Também existem os disjuntores com terminações planas para conexão rápida para condutores externos de cobre. Os requisitos para os disjuntores equipados com este tipo de borne são apresentados no Anexo K.

Outros tipos são os disjuntores com bornes com parafuso para condutores externos de alumínio. Os requisitos para os disjuntores com este tipo de borne são in dicados no Anexo L. Podem ser classificados de acordo com a corrente de disparo instantâneo, em tipo B; tipo C. A seleção de um tipo específico pode depender das regras de insta lação. Na China, são permitidas outras faixas de disparo instantâneo, determinadas pelo fabricante.

As características de um disjuntor devem ser declaradas pelo número de polos; direção da corrente; proteção contra as influências externas; método de montagem; método de conexão; valor da tensão nominal de utilização; valor da corrente contínua nominal; faixa da corrente de disparo instantâneo; valor da capacidade de interrupção nominal em curto-circuito; característica I2t. A tensão nominal de utilização de um disjuntor é o valor da tensão, indicado pelo fabricante, ao qual se refere o seu desempenho (em particular, o desempenho em curto-circuito).

Várias tensões nominais e, por consequência, várias capacidades de interrupção nominal em curto-circuito podem ser atribuídas ao mesmo disjuntor. A tensão de isolamento nominal de um disjuntor é o valor da tensão, indicada pelo fabricante, para ao qual se referem as tensões do ensaio dielétrico e as distâncias de escoamento. Salvo especificação contrária, a tensão de isolamento nominal é o valor da tensão nominal máxima do disjuntor. Em nenhum caso a tensão nominal máxima deve exceder a tensão de isolamento nominal.

A tensão nominal de impulso suportável de um disjuntor deve ser igual ou superior aos valores normalizados de tensão nominal de impulso suportável. A corrente contínua nominal indicada pelo fabricante como a corrente contínua para a qual o disjuntor pode suportar em serviço ininterrupto, a uma temperatura ambiente de referência especificada. A temperatura ambiente de referência normal é de 30 °C. Se for utilizada uma temperatura ambiente de referência diferente para o disjuntor, deve ser levado em consideração o efeito sobre a proteção dos cabos contra as sobrecargas, uma vez que esta proteção dos cabos também é baseada na temperatura ambiente de referência de 30°C, de acordo com as regras de instalação.

A temperatura ambiente de referência para a proteção dos cabos contra sobrecarga foi fixada em 25 °C. A capacidade de interrupção nominal em curto-circuito de um disjuntor é o valor eficaz da capacidade de interrupção máxima em curto-circuito atribuído ao disjuntor pelo fabricante. Uma capacidade de interrupção nominal em curto-circuito corresponde a uma capacidade de interrupção em curto-circuito em serviço (Ics) (ver Tabela 16 na norma).

A capacidade nominal de estabelecimento e de interrupção em curto-circuito de um polo individual (Icn1) é o valor da capacidade nominal de estabelecimento e de interrupção máxima em curto circuito de cada polo individual protegido dos disjuntores multipolares. O valor da corrente de curto-circuito presumida é atribuído pelo fabricante em um polo de um disjuntor bipolar, no qual o dispositivo é projetado para estabelecer e conduzir durante o seu tempo de abertura e de interrupção nas condições especificadas. Os valores preferenciais da tensão nominal são indicados na tabela abaixo.

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Cada disjuntor deve ser marcado de maneira indelével, com o nome do fabricante ou marca comercial; a designação do tipo, número de catálogo ou número de série; a tensão nominal com o símbolo; a tensão máxima fase-fase para aplicação em esquemas IT; a corrente nominal sem o símbolo “A”, precedido do símbolo de disparo instantâneo (B ou C), por exemplo, B 16; a marcação da polaridade, se requerido (por exemplo, +, -, M); a capacidade de interrupção nominal em curto-circuito para corrente contínua, em ampères; o esquema de ligação, a menos que a maneira de conexão seja evidente; a temperatura ambiente de referência, se diferente de 30 °C; o grau de proteção (somente se diferente de IP20); a capacidade de estabelecimento e de interrupção de polo individualmente protegido de um disjuntor multipolar (Icn1), se diferente de Icn.

Se, para dispositivos pequenos, o espaço disponível não permitir a marcação de todos os dados acima, pelo menos as informações de corrente nominal devem ser marcadas e estar visíveis quando o disjuntor estiver instalado. Algumas marcações podem ser colocadas na parte lateral ou na traseira do disjuntor e serem visíveis somente antes do disjuntor ser instalado. Alternativamente, a marcação de esquema de ligação pode ser colocada no interior de qualquer tampa que tenha que ser removida para a conexão dos cabos de alimentação.

Qualquer outra informação não marcada deve ser fornecida na documentação do fabricante. A marcação de polaridade deve ser colocada próximo aos bornes correspondentes e visíveis pela frente. A aptidão ao seccionamento, que é assegurada por todos os disjuntores deste documento, pode ser indicada pelo símbolo marcado no dispositivo. Se for marcado no dispositivo, este símbolo pode ser incluído em um esquema de ligação, onde ele pode ser combinado com símbolos de outras funções, como, por exemplo, proteção contra sobrecarga, ou outros símbolos do Comitê Técnico 3 da IEC.

Quando o símbolo for utilizado isoladamente (ou seja, não em um esquema de ligação), a combinação com símbolos de outras funções não é permitida. Nos seguintes países – DK, FI, NO, SE e ZA – a marcação do símbolo no disjuntor é obrigatória, para indicar que o dispositivo assegura o seccionamento para a instalação a jusante. Nestes países, é necessário que o símbolo esteja claramente visível e sem ambiguidade, quando o disjuntor estiver instalado como em serviço normal e o elemento de manobra estiver acessível.

Na Austrália, esta marcação no disjuntor é obrigatória, mas não é necessário que seja visível após a instalação. Se um grau de proteção superior a IP20, de acordo com NBR IEC 60529, for marcado no dispositivo, ele deve atender a esse grau de proteção, qualquer que seja o método de instalação. Se um grau de proteção superior for obtido somente por um método específico de instalação e/ou com a utilização de acessórios específicos (por exemplo, tampas de bornes, invólucros etc.), isto deve ser especificado na documentação do fabricante.

O fabricante deve declarar em sua literatura a tensão mínima para a qual o disjuntor foi projetado. O fabricante deve disponibilizar, quando solicitado, a característica I2t. Para os disjuntores diferentes daqueles manobrados por meio de botões de pressão, a posição aberta deve ser indicada pelo símbolo O (um círculo), conforme a IEC 60417-5008, e a posição fechada pelo símbolo I (uma linha reta vertical curta), conforme a IEC 60417-5007. Símbolos nacionais adicionais para esta indicação são permitidos.

Provisionalmente, é permitida a utilização desta indicação nacional isoladamente. Estas indicações devem ser facilmente visíveis quando o disjuntor estiver instalado. Para os disjuntores manobrados por meio de dois botões de pressão, somente o botão de pressão projetado para a manobra de abertura deve ser vermelho e/ou ser marcado com o símbolo O, conforme a IEC 60417-5008. A cor vermelha não pode ser utilizada para qualquer outro botão de pressão do disjuntor.

Se um botão de pressão for utilizado para o fechamento dos contatos e for claramente identificado como tal, a sua posição comprimida é suficiente para indicar a posição fechada. Se um botão de pressão individual for utilizado para o fechamento e a abertura dos contatos e for identificado como tal, o botão, permanecendo na sua posição comprimida, é suficiente para indicar a posição fechada. Por outro lado, se o botão não permanecer comprimido, deve ser previsto um meio adicional indicando a posição dos contatos.

Para os disjuntores com várias faixas de corrente, o valor máximo deve ser marcado de acordo com a marcação de corrente nominal e, além disso, o valor para o qual o disjuntor é ajustado deve ser indicado sem ambiguidade. Se for necessário fazer a distinção entre os bornes de alimentação e os de carga, os primeiros devem ser indicados por setas apontando para o disjuntor e os últimos por setas apontando para fora do disjuntor. Os bornes destinados ao condutor de proteção, se existir, devem ser indicados pelo símbolo da IEC 60417-5019:2006-08.

As marcações devem ser indeléveis e facilmente legíveis, e não podem ser colocadas em parafusos, arruelas ou em outras partes removíveis. Os disjuntores de acordo com este documento devem ser capazes de funcionar nas seguintes condições normalizadas. A temperatura ambiente não pode exceder +40 °C e a sua média, durante um período de 24 h, não pode exceder +35 °C. O limite inferior da temperatura ambiente é de -5 °C.

Os disjuntores destinados a serem utilizados em temperaturas ambiente acima de +40 °C (particularmente em países tropicais) ou abaixo de -5 °C devem ser especialmente projetados para tal ou ser utilizados de acordo com as informações fornecidas no catálogo do fabricante. Em geral, a altitude do local de instalação não pode exceder 2.000 m. Para as instalações em altitudes mais elevadas, é necessário levar em consideração a redução da rigidez dielétrica e o efeito de resfriamento do ar.

Os disjuntores destinados a serem utilizados nestas condições devem ser projetados especialmente ou utilizados conforme acordo entre o fabricante e o usuário. As informações indicadas no catálogo do fabricante podem substituir tal acordo. Para as condições atmosféricas, ar puro e umidade relativa que não exceda 50%, a uma temperatura máxima de +40 °C. Umidades relativas mais elevadas podem ser permitidas em temperaturas mais baixas, por exemplo, 90% a +20 °C. Convém levar em consideração as condensações moderadas que, ocasionalmente, podem ocorrer devido às variações de temperatura.

O disjuntor deve ser instalado de acordo com as instruções do fabricante. Os disjuntores de acordo com este documento são destinados aos ambientes com grau de poluição 2, ou seja, normalmente somente de poluição não condutiva; ocasionalmente, entretanto, uma condutividade temporária causada por condensação pode ser esperada. Os disjuntores devem ser projetados e construídos de maneira que, em utilização normal, seu desempenho seja seguro e não ofereça perigo ao usuário ou ao ambiente. Em geral, a conformidade é verificada pela realização de todos os ensaios pertinentes especificados.

Os contatos móveis de todos os polos dos disjuntores multipolares devem ser acoplados mecanicamente, de maneira que todos os polos, exceto o polo neutro de seccionamento, se existir, fechem e abram efetivamente juntos, quando manobrados manual ou automaticamente, mesmo se ocorrer uma sobrecarga somente em um polo protegido. A conformidade é verificada por inspeção e por um ensaio manual, utilizando quaisquer meios apropriados (por exemplo, indicadores luminosos, osciloscópio, etc.)

Os disjuntores devem ter um mecanismo de disparo livre. A conformidade aos requisitos acima é verificada por inspeção, por ensaio manual e, para a função de disparo livre, pelo ensaio descrito em 9.10.3. Para os disjuntores tripolares, um dos polos deve ser o polo M não polarizado. O polo M não polarizado pode consistir em dois polos pré-cabeados de fábrica, polarizados.

Deve ser possível abrir e fechar o disjuntor manualmente. Para os disjuntores do tipo plugável sem elemento de manobra, esta condição não é considerada satisfatória, devido ao fato de o disjuntor poder ser removido de sua base. Os disjuntores devem ser construídos de forma que os contatos móveis possam permanecer somente na posição fechada ou na posição aberta, mesmo quando o elemento de manobra for liberado em uma posição intermediária.

Os disjuntores na posição aberta devem ter uma distância de seccionamento que atenda aos requisitos necessários para satisfazer a função de seccionamento. A indicação da posição aberta e fechada dos contatos principais deve ser fornecida por um ou ambos os meios seguintes: a posição do elemento de manobra (preferencialmente), ou um indicador mecânico separado. Se um indicador mecânico separado for utilizado, este deve indicar a cor vermelha para a posição fechada (I) e a cor verde para a posição aberta (O).

Os meios de indicação da posição de contato devem ser confiáveis. Os disjuntores devem ser projetados de modo que o elemento de manobra, a placa frontal ou a tampa somente possam ser corretamente instalados, de maneira que assegurem a correta indicação da posição dos contatos. Quando o elemento de manobra for utilizado para indicar a posição dos contatos, o elemento de manobra, quando liberado, deve automaticamente assumir a posição correspondente àquela dos contatos móveis; neste caso, o elemento de manobra deve ter duas posições de repouso distintas, correspondendo à posição dos contatos, mas, para abertura automática, uma terceira posição distinta pode ser prevista.

O funcionamento do mecanismo não pode ser influenciado pela posição dos invólucros ou tampas, e deve ser independente de qualquer parte removível. Uma tampa selada feita pelo fabricante é considerada uma parte não removível. Se uma tampa for utilizada como guia para botões pulsadores, não pode ser possível remover os botões do exterior do disjuntor.

Os elementos de manobra devem ser seguramente fixados em seus eixos e não pode ser possível removê-los sem o auxílio de uma ferramenta. Os elementos de manobra diretamente fixados às tampas são permitidos. Se o elemento de manobra possuir um movimento de “subir e descer”, quando o disjuntor estiver montado, como em utilização normal, os contatos devem ser fechados pelo movimento de subida.

Provisoriamente, em certos países, o fechamento dos contatos pelo movimento de descida é permitido. A conformidade é verificada por inspeção e por ensaio manual. Quando meios forem fornecidos ou especificados pelo fabricante para travar o elemento de manobra na posição aberta, o travamento nesta posição deve ser possível somente quando os contatos principais estiverem na posição aberta.

IEC 61010-2-130: a segurança dos equipamentos em laboratórios de estabelecimentos educacionais

A IEC 61010-2-130:2021 – Safety requirements for electrical equipment for measurement, control, and laboratory use – Particular requirements for equipment intended to be used in educational establishments by children especifica os requisitos de segurança específicos para os equipamentos e seus acessórios destinados ao uso em laboratórios de estabelecimentos educacionais por crianças sob a supervisão do órgão responsável. Especifica os requisitos gerais de segurança para os equipamentos destinados a serem usados em estabelecimentos educacionais por pessoas com idade entre 3 e 16 anos sob a supervisão de uma pessoa responsável.

Esta primeira edição cancela e substitui a IEC TS 62850, publicada em 2013. Esta edição inclui as seguintes alterações técnicas significativas em relação à IEC TS 62850: incluiu os requisitos de marcação e documentação; e os requisitos de estabilidade e manuseio.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO …………………….3

INTRODUÇÃO……………… 5

1 Escopo e objeto…………. 6

2 Referências normativas……. 7

3 Termos e definições…… 7

4 Ensaios……………………. 7

5 Marcação e documentação …………… 8

6 Proteção contra choque elétrico………… 11

7 Proteção contra RISCOS mecânicos………… 12

8 Resistência a tensões mecânicas ……………. 17

9 Proteção contra a propagação do fogo…………… 17

10 Limites de temperatura do equipamento e resistência ao calor……….. 17

11 Proteção contra RISCOS de fluidos e objetos estranhos sólidos………. 18

12 Proteção contra radiação, incluindo fontes de laser, e contra sônicos e

pressão ultrassônica …………. …… 18

13 Proteção contra gases e substâncias liberados, explosão e implosão…. 19

14 Componentes e submontagens… ………………………………. 19

15 Proteção por intertravamentos …………………….. 20

16 PERIGOS resultantes da aplicação ……………… 21

17 Avaliação de RISCO …………………. ………. 21

Anexos ……… ………………………. 22

Anexo B (normativo) Sondas de ensaio padrão…………………. 23

Anexo L (informativo) Índice de termos definidos ……………. 24

Bibliografia …………… ………………….. 25

Figura 101 – Aberturas irregulares ……………… 16

Figura 102 – Cilindro para verificação do tamanho de componentes pequenos…………… … 20

Figura B.101 – Sonda de ensaio articulada para equipamentos destinados ao uso por crianças ………….. 23

Tabela 1 – Símbolos ……….. ……………… 9

Tabela 13 – Folgas mínimas mantidas para evitar esmagamento de diferentes partes do corpo para adultos e ALUNOS OPERADORES com três anos ou mais…………… 13

Tabela 14 – Vãos máximos para impedir o acesso de diferentes partes do corpo para adultos e ALUNOS OPERADORES com 14 anos ou mais………….. 14

Tabela 101 – Distâncias mínimas de segurança para limitar o acesso a diferentes partes do corpo para ALUNOS OPERADORES com idade de três a 13 anos ………………………. 15

Tabela 19 – Limites de temperatura da superfície em CONDIÇÃO NORMAL……….18

Este documento especifica requisitos de segurança específicos para equipamentos e acessórios destinados a serem usados em estabelecimentos educacionais por ALUNOS OPERADORES que são, para fins deste documento, crianças com idades entre três e 16 anos operando equipamentos elétricos sob a supervisão de uma pessoa RESPONSÁVEL.

Equipamentos e acessórios são considerados destinados ao uso em estabelecimentos educacionais, quando explicitamente declarados na documentação que os acompanha, ou quando os materiais de vendas e marketing indicam esse uso pretendido. Isso não limita o uso de outros equipamentos para uso em estabelecimentos de ensino, no entanto, equipamentos e acessórios não avaliados de acordo com os requisitos deste documento podem necessitar de cuidados e atestados adicionais quando usados por ALUNOS OPERADORES.

O comportamento prontamente previsível de ALUNOS OPERADORES pode incluir manusear objetos e materiais associados a equipamentos e acessórios, o que representa desafios adicionais para a determinação de mau uso razoavelmente previsível. Consequentemente, critérios mais rigorosos para o acesso a peças potencialmente perigosas são necessários para equipamentos de estabelecimentos de ensino do que para uso laboratorial geral.

Além disso, as temperaturas máximas das partes que podem ser tocadas por crianças devem ser mais baixas do que para equipamentos manuseados apenas por adultos. As considerações ergonômicas e os riscos mecânicos precisam ser considerados no que diz respeito às dimensões antropomórficas das crianças, e não dos adultos.

Este documento inclui as seguintes alterações significativas em relação à Parte 1, bem como outras alterações: uma marcação é adicionada para indicar ao CORPO RESPONSÁVEL que o equipamento se destina a ser utilizado por ALUNOS OPERADORES sob supervisão; os requisitos de acessibilidade são aprimorados para levar em consideração a propensão das crianças a inserir objetos estranhos onde puderem; os limites de temperatura foram reduzidos para levar em conta a maior sensibilidade da pele da criança; as dimensões do acesso mecânico foram reduzidas para levar em conta as menores dimensões do corpo da criança; limites para radiação óptica não colimada foram introduzidos; os limites de radiação ionizante foram reduzidos; pequenas peças destacáveis abaixo de certas dimensões foram proibidas; os fabricantes são obrigados a considerar a imprevisibilidade geral do comportamento dos ALUNOS OPERADORES.