Manual de calçados profissionais para download

Para auxiliar os profissionais das áreas de saúde e da segurança do trabalho e os próprios usuários na escolha adequada dos calçados profissionais, de acordo com as normatizações adotadas pelos órgãos competentes, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) elaborou o manual Instruções para escolha adequada dos calçados profissionais de acordo com a simbologia empregada. “A publicação pode ser vista como uma ferramenta para ajudar a minimizar os danos decorrentes de acidentes de trabalho devido à utilização de calçados inadequados à função”, explica a pesquisadora Nicole Aparecida Amorim de Oliveira, do Laboratório de Calçados e Produtos de Proteção, uma das autoras da publicação ao lado de Felipe Cintra Clementino e David Henrique Zago.

Dúvidas nos processos de compra podem levar a uma escolha inadequada dos calçados. O uso de um modelo inapropriado pode ocasionar calos, dores, problemas de saúde nos membros inferiores e tronco e acidentes, inclusive o mais comum, por quedas. Além disso, podem influenciar negativamente na independência e mobilidade da população idosa. “A escolha do calçado ideal deve ser realizada com atenção, visando não somente a proteção imediata, mas futura do usuário”, ressalta a pesquisadora.

O manual, que está dividido em sete capítulos (Introdução; Calçados; Normas vigentes; Disposições finais; Referências normativas e Siglas), tem um total de 20 páginas e está disponível gratuitamente para download. Os autores dedicam especial atenção à legislação atual, que ocupa sete páginas da publicação: em 2009, o então Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Portaria nº 121, publicou as novas normas a serem adotadas no Brasil para a certificação de calçados utilizados como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Para calçados de proteção contra riscos mecânicos foram adotadas as NBR ISO 20344, NBR ISO 203459, NBR ISO 20346 e NBR ISO 20347. Atualmente, ainda são adotadas as mesmas normas em versões atualizadas, regularizadas pela Portaria n° 452 de 20 de novembro de 2014, sendo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho (SEPRT) responsável pela emissão dos certificados.

Conforme indicado no título da publicação, existem simbologias específicas para indicar que os calçados foram submetidos aos testes necessários para desempenho de suas funções. Quatro tabelas estão incluídas no livro: Simbologias básicas; Simbologia para ensaio de escorregamento; Simbologias adicionais aplicadas aos calçados da Classe I e da Classe II e Simbologia por categoria. “Pelo conhecimento do significado de cada um dos símbolos, fica mais fácil escolher o calçado ideal que alinhe o tipo de proteção ao local onde estará o trabalhador e os possíveis riscos”, afirma a pesquisadora.
Quando realizados apenas os ensaios básicos, o calçado deve ser identificado com um símbolo que varia de acordo com a norma de especificação que foi adotada – por exemplo, SB significa Segurança básica pela NBR ISO 20345 e PB Proteção básica pela NBR ISO 20346. Todo calçado profissional deve ser submetido ao ensaio de escorregamento e obter resultados satisfatórios. Este teste avalia o coeficiente de atrito, ou seja, a capacidade de o calçado se opor à tendência de escorregar quando submetido a uma força inicial superior à necessária para dar início ao movimento. Para este ensaio, existem três tipos de simbologia aplicáveis, sendo obrigatória a utilização de ao menos uma delas.

Um exemplo é a classificação SRA: a sigla indica que o calçado foi submetido ao ensaio de escorregamento tendo como premissa a sua utilização em um posto de trabalho com superfícies que podem ter contato com água e saponáceos, especialmente em pisos cerâmicos. É o tipo de calçado para uso de profissionais que trabalham com serviços de limpeza, construção civil e linha de produção, por exemplo.

Para baixar o manual, clique no link https://www.ipt.br/download.php?filename=1960-Instrucoes_para_escolha_adequada_dos_calcados_profissionais_de_acordo_com_a_simbologia_empregada.pdf

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 129|Ano 3|22 OUTUBRO 2020

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br
Edição 129 | Ano 3 | 22 OUTUBRO 2020
ISSN: 2595-3362
Confira os artigos desta edição:

A segurança das chupetas

Os materiais empregados na fabricação de chupetas devem ser de elastômero, plástico ou combinação destes. Os ensaios toxicológicos são aplicados na chupeta em sua condição de uso. As chupetas não podem ter plásticos, elastômeros, película de tinta, verniz ou acabamentos similares que contenham os elementos citados na norma ou os seus compostos solúveis em proporções excedentes aos máximos expostos na norma.

A NBR 10334 de 09/2020 – Segurança de chupetas — Requisitos de fabricação estabelece os requisitos para a fabricação de chupetas, incluindo rotulagem e recomendações de uso, em função da segurança. Não se aplica às chupetas que contêm termômetros; que se destinam a ministrar medicamentos; que se destinam a prematuros em ambiente hospitalar; e que se destinam a uso terapêutico.

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Qual o material da argola, quando houver?

Como deve ser feita a amostragem para realização dos ensaios mecânicos e físicos?

Como deve ser realizada a medida da concavidade?

Como deve ser executado o ensaio de bordas cortantes?

A chupeta é um artigo que se destina a satisfazer a necessidade de sucção não nutritiva na primeira infância. Os materiais empregados na fabricação de chupetas devem ser de elastômero, plástico ou combinação destes.

Os ensaios toxicológicos são aplicados na chupeta em sua condição de uso. As chupetas não podem ter plásticos, elastômeros, película de tinta, verniz ou acabamentos similares que contenham os elementos citados na tabela abaixo ou os seus compostos solúveis em proporções excedentes aos máximos expostos na tabela. Ensaiar de acordo com o Anexo C. O termo solúvel, em relação a um elemento ou composto, significa capaz de ser dissolvido de acordo com o ensaio especificado no Anexo B.

Os corantes e pigmentos a serem utilizados na elaboração do bulbo devem satisfazer aos requisitos específicos da legislação vigente (Anvisa). O resultado analítico destes ensaios deve ser ajustado, subtraindo dele a correção analítica da tabela abaixo, para obter o resultado analítico ajustado. Exemplo: resultado analítico de chumbo: 120 mg/kg; correção analítica da tabela: 30%; ajuste do resultado analítico = 120 – 120×30/100 = 120 – 36 = 84. Portanto, o resultado analítico ajustado é igual a 84 mg/kg e não se adequa a esta norma (chumbo: 25 mg/kg).

As chupetas não podem ter migração total superior a 50 mg/kg por peça, para cada parte, quando ensaiadas de acordo com o Anexo B. A quantidade de ditiocarbamatos, tiouramas e xantogenatos em partes feitas de compostos de elastômero, exceto silicone, migrável no líquido de cessão, é expressa em sulfeto de carbono e não pode ser superior a 1 ppm, quando ensaiada de acordo com o Anexo B. A quantidade de peróxidos em partes feitas de silicone, não em partes de borracha ou de látex natural, migrável do líquido de cessão, é expressa em oxigênio ativo. A quantidade de oxigênio ativo presente não pode ser superior a 3 parte por milhão (ppm), quando ensaiada de acordo com o Anexo B.

Os componentes das chupetas feitos de elastômeros não podem conter mais de 10 partes por bilhão (ppb) de nenhum tipo de N-nitrosaminas. Adicionalmente, o total de N-nitrosaminas não pode exceder 20 ppb e o teor de N-nitrosáveis não pode exceder 100 ppb. Ensaiar de acordo com a EN 12868. As partes de chupetas confeccionadas em PVC não podem apresentar monômeros com teores superiores a 1 mg/kg. Ensaiar de acordo com a legislação vigente (Anvisa).

As partes de chupetas confeccionadas em PVC plastificado não podem apresentar plastificantes ftálicos. A tolerância máxima, como presença acidental, deve ser 0,1% (m/m) no material. Ensaiar de acordo com a NBR 16040. Os ensaios físicos são aplicados à chupeta em sua condição de uso. Nenhuma parte acessível da chupeta nesta condição pode apresentar pontas agudas ou bordas cortantes, quando ensaiada de acordo com 6.10 e 6.11.

Para a integridade estrutural correta, a chupeta deve permanecer intacta, sem sinais visíveis de fratura, rachadura ou rasgo em qualquer um de seus componentes, quando ensaiada de acordo com 6.2. Esta condição é complementada pela resistência à mordida. A chupeta não pode mostrar sinais visíveis de fratura, rachadura ou rasgo em qualquer um de seus componentes, e não pode existir dano permanente no bulbo que possa tornar a chupeta imprópria para o uso, quando ensaiada de acordo com 6.3. Esta condição é complementada pela resistência ao impacto.

As marcas permanentes nas partes flexíveis e não flexíveis provocadas pelas mandíbulas de ensaio não constituem falha de ensaio. Na resistência à tração a 90º, a chupeta deve permanecer perfeita e sem distorção permanente que impeça seu uso, e não pode apresentar qualquer sinal de dano visível no bulbo ou separação de suas partes, quando ensaiada de acordo com 6.4. Esta condição é complementada pela resistência à tração vertical.

Na resistência à tração vertical, a chupeta deve permanecer intacta e sem distorção permanente que impeça seu uso, nem apresentar qualquer sinal de dano no bulbo ou separação de suas partes, quando ensaiada de acordo com 6.5. Marcas das garras do equipamento do ensaio não são consideradas falhas de ensaio. Na resistência ao impacto, a chupeta não pode mostrar sinal visível de quebra, rachadura ou rasgo em qualquer um de seus componentes, quando ensaiada de acordo com 6.6.

Na resistência à fervura, a chupeta deve permanecer perfeita e sem distorção permanente que impeça seu uso, e não pode apresentar qualquer sinal de dano visível em qualquer um de seus componentes, quando ensaiada de acordo com 6.7. Esta condição é complementada pela resistência à tração vertical. Quanto à sua construção, a chupeta deve conter o bulbo e o escudo. Além disto, a chupeta pode incluir: botão; argola; plugue; capa; e aporte. Pode ser construída em peça única ou composta de várias partes.

As Figuras A.1 a A.5 (disponíveis na norma) ilustram exemplos das definições e requisitos construtivos. O bulbo deve ser feito de elastômero e pode ser oco ou sólido. Quando montado, ou após se apresentar como peça única, seu comprimento à frente do escudo deve ser conforme especificado na tabela abaixo, quando medido no gabarito mostrado na Figura A.6. Para as chupetas de peça única, deve ser considerado o ressalto para a medição do comprimento do bulbo, como parte do bulbo.

A medição do bulbo da chupeta deve ser conforme o posicionamento mostrado na Figura A.6, posicionamento lateral. A superfície externa deve ser sem falhas, fendas ou orifícios. Um bulbo oco não pode conter qualquer objeto solto internamente. O escudo pode ser de material flexível ou rígido. Os escudos devem atender ao requisito de não atravessar o gabarito de medida, quando posicionados na direção de sua maior dimensão, na posição de uso, sob a aplicação de uma força de (10 ± 0,5) N, por (10 ± 0,5) s, coincidindo com o eixo maior do gabarito, mostrado na Figura A.7.

O escudo deve ter a superfície, com bordas arredondadas, satisfazendo ao requisito de não possuir pontas agudas ou bordas cortantes, quando ensaiado de acordo com 6.10 e 6.11. Todo escudo de chupeta deve ter no mínimo dois furos de ventilação principais, sendo que sua área de ventilação deve descontar eventual avanço sobre a faixa de 5 mm da borda, não pode descumprir os requisitos em 4.2.3.5, 4.2.3.6 nem estar situados na faixa de 2 mm da borda do escudo (Figura A.8). (ver figura abaixo com as partes de uma chupeta)

Cada furo de ventilação principal deve permitir a passagem de um pino de 4,8 mm de diâmetro ou permitir a passagem de um pino de 4 mm de diâmetro e possuir uma área mínima de 20 mm². Furos redondos não podem permitir a passagem de um pino de 5,5 mm de diâmetro. Os furos de ventilação principais, se alinhados em relação ao centro do escudo, onde está o bulbo, devem ter seus centros afastados a uma distância mínima de 22 mm. Quando não alinhados, seus centros devem estar afastados entre si, a uma distância mínima de 15 mm, conforme Figura A.8.

O escudo deve apresentar concavidade em relação à boca da criança, de tal forma que a medida do valor F, efetuada de acordo com 6.8, seja inferior a 150 mm e a distância H seja maior que 0 mm. Se houver ressalto na face interior do escudo de material rígido, em torno do engaste do bulbo, este ressalto não pode superar 2,0 mm de altura nem estar afastado mais de 4,0 mm do bulbo na direção vertical (direção perpendicular aos lábios da criança, estando a chupeta na posição de uso.

A inspeção por meio de alternating current field measurement (ACFM)

Essa técnica é aplicada na detecção de trincas ou outras descontinuidades lineares, abertas na superfície, em materiais metálicos. O princípio desta técnica envolve a indução de um campo magnético por corrente alternada na superfície do material por meio do Yoke magnético contido na sonda.

A NBR 15248 de 09/2020 – Ensaios não destrutivos — Inspeção por ACFM — Procedimento estabelece os requisitos mínimos para detecção, localização e dimensionamento de trincas superficiais em materiais eletricamente condutores na inspeção por meio de alternating current field measurement (ACFM).

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Como deve ser o bloco de referência?

Como deve ser executado o ajuste de sensibilidade ou a varredura sobre o bloco de referência?

Como deve ser realizada a sobreposição?

Como devem ser registrados os resultados da inspeção por ACFM?

Essa técnica é aplicada na detecção de trincas ou outras descontinuidades lineares, abertas na superfície, em materiais metálicos. O princípio desta técnica envolve a indução de um campo magnético por corrente alternada na superfície do material por meio do Yoke magnético contido na sonda, o qual causa um fluxo uniforme de corrente alternada no material. A profundidade de penetração desta corrente varia com o tipo de material e frequência.

As descontinuidades na superfície ou próximas à superfície distorcem ou interrompem o fluxo de corrente, criando uma alteração no campo magnético superficial, a qual é detectada por bobinas sensoras na sonda. A alternating current field measurement (ACFM) é uma técnica de medição de campo de corrente alternada, utilizada para detectar e dimensionar trincas abertas para a superfície em equipamentos, tubulações e estruturas metálicas. A pessoa que executa o ensaio de ACFM deve atender à NBR NM ISO 9712.

Quando aplicável, recomenda-se que o operador da sonda possua qualificação em inspeção visual submarina ou visual de solda. O procedimento de ensaio deve conter no mínimo as variáveis citadas na tabela abaixo.

As instruções ao operador de sonda devem fazer referência no mínimo aos seguintes aspectos: as características físicas do equipamento e das sondas; as instruções de segurança; o detalhamento da inspeção inicial; a marcação do componente; a inspeção visual na região a ser inspecionada; o modo de comunicação com o operador na superfície; o detalhamento do modo de varredura para detecção de trincas, incluindo velocidade, sobreposição e varredura suave; os fatores de interferência nos resultados; o detalhamento do modo de varredura para dimensionamento de trincas. O procedimento é considerado qualificado quando, aplicando-se os requisitos do procedimento da executante, forem detectadas e dimensionadas descontinuidades existentes em corpos de prova com defeitos dimensionalmente conhecidos.

Sempre que quaisquer das variáveis citadas na tabela acima forem alteradas, deve ser emitida uma revisão do procedimento. Sempre que as variáveis identificadas na tabela acima forem alteradas, o procedimento deve ser requalificado. O instrumento de ACFM e o software devem ser capazes de operar nas faixas de frequência de 1 kHz a 50 kHz. O mostrador deve apresentar individualmente, em função do tempo ou distância, a componente x do campo magnético Bx, paralela ao deslocamento da sonda, a componente z do campo Bz, perpendicular à superfície ensaiada, e a combinação das componentes Bx e Bz (por exemplo, gráfico da borboleta).

A frequência nominal da sonda deve ser de 5 kHz, a menos que outras variáveis, como materiais, condição superficial ou revestimento, requeiram o uso de outras frequências. O modelo da sonda deve ser selecionado de acordo com a sua aplicação: acesso; efeito de borda; acurácia; e a condição superficial. A periodicidade de manutenção da aparelhagem depende da frequência e das condições de utilização. Recomenda-se seguir as instruções do fabricante do aparelho. O equipamento deve ser calibrado eletronicamente após reparo elétrico eletrônico, manutenção e avaria.

O item do sistema de medição que deve ser periodicamente calibrado é o bloco de referência, e realizado por laboratórios que atendam aos requisitos apresentados na NBR ISO/IEC 17025. Os resultados satisfatórios são geralmente obtidos quando as superfícies são soldadas, laminadas, fundidas e forjadas. Todavia, a preparação da superfície por esmerilhamento pode mascarar a indicação e, quando possível, deve ser minimizada.

A limpeza pode ser executada por qualquer método que não afete a peça a ser ensaiada. A superfície a ser ensaiada (inclusive a superfície de deslocamento da sonda) deve apresentar condições apropriadas para um deslocamento suave da sonda de ACFM e estar livre de incrustações marinhas, respingos, revestimento solto e alvéolos. As camadas de revestimentos que não prejudiquem o deslocamento da sonda não precisam ser removidas, desde que seja demonstrado que a indicação pode ser detectada na maior espessura de revestimento.

Deve-se avaliar a existência de revestimentos eletricamente condutores (pigmentos metálicos, sulfetos, revestimentos metálicos) que possam mascarar as indicações. A presença de magnetismo residual pode interferir no resultado do ensaio. Se houver suspeita de magnetismo residual, verificar se o valor é menor que 2 Gauss. Se for maior, providenciar a desmagnetização.

Os dispositivos para a detecção de falhas por arcos

Deve-se conhecer os dispositivos para a detecção de falhas por arcos (AFDD), utilizados para fins domésticos e análogos em circuitos de corrente alternada (ca), para as tensões nominais não superiores a 440 V ca, com frequências nominais de 50 Hz, 60 Hz ou 50/60 Hz e correntes nominais não superiores a 63 A.

A NBR IEC 62606 de 09/2020 – Requisitos gerais dos dispositivos para a detecção de falhas por arcos aplica-se aos dispositivos para a detecção de falhas por arcos (AFDD), utilizados para fins domésticos e análogos em circuitos de corrente alternada (ca), para as tensões nominais não superiores a 440 V ca, com frequências nominais de 50 Hz, 60 Hz ou 50/60 Hz e correntes nominais não superiores a 63 A. Nos Estados Unidos, os interruptores de circuito de falha por arco (AFCI) são considerados semelhantes aos AFDD. Um AFDD é projetado pelo fabricante: como um dispositivo único munido de um sistema de abertura capaz de abrir o circuito protegido em condições especificadas; ou como um dispositivo único munido de um dispositivo de proteção; ou como uma unidade separada, de acordo com o Anexo D, montado no local com um dispositivo de proteção especificado.

O dispositivo de proteção integrado é um disjuntor de acordo com a IEC 60898-1 ou um dispositivo à corrente diferencial-residual, de acordo com a IEC 61008-1, IEC 61009-1 ou NBR IEC 62423. Estes dispositivos são destinados a atenuar os riscos de incêndio em um circuito terminal de uma instalação fixa, causados pela presença de correntes de falha por arco. De fato, essa falha comporta um risco de início de incêndio, em certas condições, se o arco persiste.

A proteção contra o início de incêndio, devido a uma sobretensão, em consequência de uma ruptura de neutro, em uma instalação trifásica, para integrar este tipo de equipamento como uma opção adicional, está sendo estudada em 9.22. A corrente de trilhamento leva à formação de arcos elétricos e, em consequência, pode causar um incêndio. Esta norma aplica-se aos dispositivos que realizam, simultaneamente, a detecção e o reconhecimento da corrente por arco no que se refere aos riscos de incêndio, e define os critérios de funcionamento, nas condições especificadas para a capacidade de abertura do circuito, quando a corrente por arco excede os valores-limites especificados nesta norma.

Os AFDD satisfazendo esta norma, exceto aqueles sem interrupção do neutro, são apropriados para utilização em esquemas IT. Os AFDD alimentados por baterias, ou por um circuito diferente do circuito protegido, não são abrangidos por esta norma. Os AFDD são providos de uma isolação. Eles são projetados para serem utilizados por pessoas não advertidas e não necessitam de manutenção alguma.

Os requisitos específicos podem ser necessários para os AFDD incorporados nos, ou destinados apenas à associação com, plugues e tomadas para uso domésticos e similares; os AFDD destinados a serem utilizados em frequências diferentes de 50 Hz ou 60 Hz.

8Para os AFDD incorporados ou destinados apenas às tomadas, os requisitos desta norma podem ser utilizados, tanto quanto possível com os requisitos da IEC 60884-1 ou com os requisitos nacionais do país onde o produto é colocado no mercado. No Reino Unido, o plugue e a tomada não precisam satisfazer os requisitos da IEC 60884-1. No Reino Unido, o plugue deve atender à BS 1363-1 e a tomada deve ser de acordo com a BS 1363-2.

Precauções especiais (por exemplo, os limitadores de sobretensão) podem ser necessárias quando as sobretensões excessivas forem suscetíveis de ocorrer na alimentação. Os requisitos desta norma se aplicam às condições normais de temperatura e ambiente. Eles se aplicam aos AFDD para utilização em ambientes com grau de poluição 2. Os requisitos adicionais podem ser necessários para os dispositivos utilizados em áreas com condições ambientais mais severas. Os AFDD para aplicações em cc estão em estudo.

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Como deve ser feita a marcação e posição da marcação nos dispositivos?

Quais devem ser as instruções para a conexão e o funcionamento?

Quais devem ser os requisitos de construção e de funcionamento?

Como deve ser executado o projeto mecânico dos dispositivos?

Um dispositivo para a detecção de arcos (AFDD) destina-se a atenuar os efeitos das falhas por arco desconectando o circuito, quando a falha por arco for detectada. Eles podem ser classificados de acordo com o método de construção: o AFDD como dispositivo único, que consiste em um módulo de AFD e em um sistema de abertura, não fornecendo proteção contra as sobrecorrentes ou contra a corrente diferencial. O AFDD como dispositivo único, composto por um módulo AFD integrado a um dispositivo de proteção, satisfazendo uma ou mais das seguintes normas: IEC 60898-1, IEC 61008-1, IEC 61009-1 ou ABNT NBR IEC 62423. O AFDD de acordo com o Anexo D, que é composto por um módulo de AFD e por um dispositivo de proteção declarado, projetado para ser montado no local.

De acordo com o método de montagem e de conexão, o AFDD do tipo para montagem em quadro, também chamado de tipo AFDD para quadro de distribuição, pode ser conectado como a seguir: AFDD onde as conexões não estão associadas a um sistema de fixação mecânica; AFDD onde as conexões estão associadas a um sistema de fixação mecânica, por exemplo: tipo alugável; tipo com fixação por parafusos. Certos AFDD são do tipo plugáveis ou do tipo com fixação por parafusos do lado da alimentação somente, sendo os bornes de saída normalmente utilizados para a conexão dos circuitos. De acordo com o número de polos e percursos de corrente, o AFDD unipolar com dois percursos de corrente (um polo mais um neutro sem interrupção); AFDD bipolar; AFDD tripolar; e AFDD tetrapolar.

Esta norma visa fornecer os requisitos necessários e os procedimentos de ensaio para dispositivos a serem instalados por pessoal qualificado, destinados a uso doméstico e análogo, para mitigar o risco de incêndio de origem elétrica a jusante do dispositivo. A eficácia dos dispositivos à corrente diferencial-residual (dispositivo à corrente diferencial-residual), que detectam a corrente de fuga e produzem um arco elétrico à terra, devido à presença de corrente de trilhamento em uma instalação elétrica, é comprovada para atenuar o risco de incêndio. Entretanto, os dispositivos à corrente diferencial-residual, como fusíveis ou disjuntores, não são capazes de reduzir o risco de incêndio de origem elétrica devido à formação de arcos elétricos em série ou em paralelo entre os condutores vivos.

Uma falha por arco em série não implica em fuga à terra. Por consequência, os dispositivos à corrente diferencial-residual podem não detectar este tipo de falha. Além disso, a impedância da falha por arco em série reduz a corrente de carga, o que mantém a corrente abaixo do limiar de disparo do disjuntor e do fusível. No caso do arco em paralelo entre a fase e o condutor de neutro, a corrente é limitada apenas pela impedância da instalação. Na pior das hipóteses, para os casos esporádicos de arcos, os disjuntores convencionais não foram projetados para essa finalidade.

A experiência e as informações disponíveis confirmaram que o valor eficaz da corrente de falha à terra provocada por uma falha por arco, que é capaz de desencadear um incêndio, não é limitado à frequência de alimentação da potência nominal de 50/60 Hz, mas pode conter um espectro de frequência muito mais elevado que não é considerado para o ensaio dos dispositivos à corrente diferencial-residual.

É reconhecido que uma sobretensão causada por uma ruptura do neutro em uma instalação trifásica pode provocar riscos de incêndio. Esta norma refere-se aos dispositivos projetados para serem instalados no quadro de distribuição de uma instalação fixa na origem de um ou mais circuitos terminais. O AFDD como dispositivo único, que consiste em um módulo de AFD e em um sistema de abertura, não fornecendo proteção contra as sobrecorrentes ou contra a corrente diferencial. O AFDD como dispositivo único, composto por um módulo AFD integrado a um dispositivo de proteção, satisfazendo uma ou mais das seguintes normas: IEC 60898-1, IEC 61008-1, IEC 61009-1 ou NBR IEC 62423.

O AFDD de acordo com o Anexo D, que é composto por um módulo de AFD e por um dispositivo de proteção declarado, projetado para ser montado no local. O AFDD do tipo para montagem em quadro, também chamado de tipo AFDD para quadro de distribuição, pode ser conectado como a seguir: AFDD onde as conexões não estão associadas a um sistema de fixação mecânica; AFDD onde as conexões estão associadas a um sistema de fixação mecânica, por exemplo: tipo alugável; tipo com fixação por parafusos.

Certos AFDD são do tipo plugáveis ou do tipo com fixação por parafusos do lado da alimentação somente, sendo os bornes de saída normalmente utilizados para a conexão dos circuitos. A tensão nominal de utilização de um AFDD (daqui por diante denominada tensão nominal) é o valor da tensão atribuída pelo fabricante, na qual o seu desempenho é referido. Várias tensões nominais podem ser atribuídas a um mesmo AFDD. A tensão nominal de isolamento de um AFDD é o valor da tensão atribuída pelo fabricante na qual se referem as tensões de ensaio dielétrico e as distâncias de escoamento.

Salvo especificação contrária, a tensão nominal de isolamento é o valor da tensão nominal máxima do AFDD. Em nenhum caso, a tensão nominal de utilização máxima deve exceder a tensão nominal de isolamento. A tensão nominal de impulso suportável de um AFDD deve ser igual ou superior aos valores de tensão nominal de impulso suportável indicados na IEC 60664-1:2007, Tabela F.1, e na Tabela 4 desta norma. O valor da corrente, atribuído ao AFDD pelo fabricante, que o dispositivo pode suportar em serviço contínuo.

A frequência nominal de um AFDD é a frequência industrial para a qual o AFDD é projetado e à qual correspondem as outras características. Várias frequências nominais podem ser atribuídas a um mesmo AFDD. O valor eficaz da componente alternada da corrente presumida, atribuído pelo fabricante, que um AFDD pode estabelecer, suportar e interromper nas condições especificadas.

As condições são as especificadas nessa norma para os AFDD classificados de acordo com 4.1.1; e na norma do dispositivo de proteção declarado (por exemplo, IEC 60898-1, IEC 61008-1, IEC 61009-1, NBR IEC 62423) para os AFDD classificados de acordo com 4.1.2 e 4.1.3. O valor eficaz da componente alternada da corrente presumida, atribuído pelo fabricante, que um AFDD pode estabelecer, suportar e interromper com um polo nas condições especificadas. Os valores preferenciais da tensão nominal são os indicados na tabela abaixo.

Os AFDD devem ser protegidos contra os curtos-circuitos por meio de disjuntores ou de fusíveis que atendam às suas próprias normas e de acordo com as normas de instalação da série IEC 60364. A coordenação entre os AFDD e o DPCC deve ser verificada nas condições gerais mencionadas em 9.11 para verificar se a proteção dos AFDD contra as correntes de curto-circuito é adequada até a corrente condicional de curto-circuito Inc. O valor eficaz da corrente presumida, atribuído pelo fabricante, que um AFDD protegido por um DPCC pode suportar, nas condições especificadas, sem sofrer alterações irreversíveis que possam comprometer o seu funcionamento.

BS EN 10219-3: as condições técnicas de entrega de aços de alta resistência

Essa norma europeia, editada pelo BSI em 2020, especifica as condições técnicas de entrega de aços para alta resistência e resistente às intempéries, soldados eletricamente e a arco submerso, seções ocas estruturais de aço formadas a frio de formas circulares, quadradas, retangulares ou elípticas e formadas a frio sem tratamento térmico subsequente além do tratamento térmico da linha de solda.

A BS EN 10219-3:2020 – Cold formed welded steel structural hollow sections. Technical delivery conditions for high strength and weather resistant steels especifica as condições técnicas de entrega de aço para alta resistência e resistente às intempéries, soldadas elétricas e soldadas a arco submerso, seções ocas estruturais de aço formadas a frio de formas circulares, quadradas, retangulares ou elípticas e formadas a frio sem tratamento térmico subsequente além do tratamento térmico da linha de solda.

Os requisitos para tolerâncias, dimensões e propriedades seccionais podem ser encontrados na EN 1021972. Chama-se a atenção dos usuários para o fato de que, embora as classes formadas a frio neste documento possam ter propriedades mecânicas equivalentes às classes acabadas a quente em EN 10210-3, as propriedades seccionais de seções vazadas quadradas e retangulares em EN 10219-2 e EN 10210-2 não são equivalentes.

Uma variedade de classes de aço é especificada neste documento e o usuário pode selecionar a classe mais apropriada para o uso pretendido e as condições de serviço. Inclui, ainda, os graus e as propriedades mecânicas, mas não a condição de fornecimento final de seções ocas formadas a frio são geralmente comparáveis com aqueles em EN 10025-3, EN 10025-4, EN 10025-5, EN 10025-6, EN 10149-2 e EN 10149-3.

Conteúdo da norma

Prefácio europeu……………………. 4

1 Escopo……………………………….. 5

2 Referências normativas…………….. 5

3 Termos, definições e símbolos……… 7

3.1 Termos e definições………………… 7

3.2 Símbolos…………………………….. 8

4 Classificação e designação…………… 8

4.1 Classificação………………………… 8

4.2 Designação……………… ………….. 8

5 Informações a serem obtidas pelo fabricante …………..10

5.1 Informações obrigatórias … ………………………. 10

5.2 Opções……………………………………. ……… 10

5.3 Exemplo de um pedido ………………………………. 11

6 Processo de fabricação……………………………. 11

6.1 Geral………………………………. ……… 11

6.2 Processo de fabricação de aço ……………….. 11

6.3 Estrutura do grão …………………………… 11

6.4 Condição do material de alimentação…… …………… 11

6.5 Processo de fabricação de seção oca estrutural…………. 11

6.6 Condições de entrega………………………………… 12

7 Requisitos……………………………………… 12

7.1 Composição química………………….. 12

7.2 Propriedades mecânicas……………. 15

7.3 Propriedades tecnológicas…………………… 16

7.4 Condição de fornecimento do produto………….17

7.5 Ensaio não destrutivo……………………….. 17

7.6 Tolerâncias e massa……………………. 17

8 Inspeção…………………………….. … 18

8.1 Tipos de inspeção…………………………….. 18

8.2 Tipos e conteúdo dos documentos de inspeção………. 18

8.3 Resumo da inspeção…. ………………………… 19

9 Frequência de ensaio e preparação de amostras e peças de ensaio…….. …… 20

9.1 Frequência dos ensaios……………………. 20

9.2 Seleção e preparação de amostras para análise do produto….21

9.3 Localização e orientação de amostras para ensaios mecânicos……… 21

9.4 Preparação de peças para ensaios mecânicos…………… 22

10 Métodos de ensaio……………………………………….. 22

10.1 Análise química …………………………………. 22

10.2 Ensaios mecânicos……………………… 22

10.3 Inspeção visual e verificação dimensional………….. 23

10.4 Ensaios não destrutivos …………………………….. 23

10.5 Ensaios, classificação e reprocessamento……… 24

11 Marcação………………………….. 24

Anexo A (informativo) Seções ocas estruturais de aços de qualidade não ligados – Composição química e propriedades mecânicas …….26

Anexo B (normativo) Seções ocas estruturais de aços laminados normalizados – Composição química e propriedades mecânicas……………………… 27

Anexo C (normativo) Seções ocas estruturais de aços moldados termomecânicos – Composição química e propriedades mecânicas……. 29

Anexo D (normativo) Seções ocas estruturais de aços temperados e revenidos – Composição química e propriedades mecânica…………………….. 34

Anexo E (normativo) Seções ocas estruturais de aços com atmosfera melhorada com resistência à corrosão – Composição química e propriedades mecânicas …………………. 39

Anexo F (normativo) Localização de amostras e peças de ensaio………………….. 41

Bibliografia………………… 43

A formação a frio pode ser definida como o processo onde a formação para a forma final da seção oca soldada é realizada no ambiente temperatura. As seções circulares ocas produzidas a partir de tira normalizada com uma costura de solda normalizada e com uma relação de conformação a frio de D / T ≥ 20 podem ser classificados como seções ocas com acabamento a quente. A normalização da laminação para matéria-prima é o processo de laminação em que a deformação final é realizada em uma determinada faixa de temperatura levando a uma condição material equivalente àquela obtida após a normalização de modo que os valores especificados das propriedades mecânicas são mantidos mesmo após a normalização subsequente.

A laminação termomecânica para matéria-prima é o processo de laminação em que a deformação final é realizada em uma determinada faixa de temperatura levando a uma condição do material com certas propriedades que não podem ser alcançadas ou repetidas por tratamento térmico sozinho. A laminação termomecânica pode incluir processos com uma taxa de resfriamento aumentada com ou sem revenido incluindo autorrevenimento, mas excluindo têmpera direta, bem como têmpera e revenimento.

O aço com resistência à corrosão atmosférica aprimorada para matéria-prima é aquele no qual um certo número de elementos de liga foi adicionado a fim de aumentar sua resistência à corrosão atmosférica, formando uma camada de óxido autoprotetora no metal base sob a influência das condições meteorológicas. O aço com resistência aprimorada à corrosão atmosférica é freqüentemente chamado de aço resistente às intempéries. Informações adicionais para o uso de aço com melhor resistência à corrosão atmosférica são fornecidas no Anexo E.

As embalagens primárias para o uso em implantes para cirurgia

O objetivo da embalagem de um implante para cirurgia é assegurar que o produto seja entregue ao consumidor no estado de limpeza e, quando pertinente, de esterilidade, assegurando o uso seguro e eficaz, conforme estabelecido no projeto do produto.

A NBR 16555 de 09/2020 – Implantes para cirurgia — Projeto de produto — Orientações para projeto e avaliação de embalagens primárias com componente flexível fornece orientações para o projeto e a avaliação de embalagens primárias, constituídas por pelo menos um componente flexível, destinadas ao uso em implantes para cirurgia. Neste documento, quando não especificado de outra forma, o termo implante é empregado para designar os implantes para cirurgia.

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Como se pode definir a integridade da embalagem?

O que é a resistência à delaminação (bond strength)?

O que é um sistema de embalagem?

Quais os métodos de ensaio para avaliação do atendimento aos requisitos de segurança?

O objetivo da embalagem de um implante para cirurgia é assegurar que o produto seja entregue ao consumidor no estado de limpeza e, quando pertinente, de esterilidade, assegurando o uso seguro e eficaz, conforme estabelecido no projeto do produto. O projeto da embalagem constitui uma etapa fundamental no projeto do implante, para assegurar as condições de segurança e eficácia do produto.

Os requisitos para materiais, sistemas de embalagem e sistemas de barreira estéril para embalagens de implantes estéreis encontram-se estabelecidos na ISO 11607-1. Os métodos de ensaio para materiais e sistemas de embalagens para esterilização de diversos fins são estabelecidos na série NBR 14990.

No desenvolvimento do projeto de uma embalagem, convém considerar que: os materiais sejam selecionados de forma adequada ao processo de fabricação, ao uso final da embalagem, ao produto a ser embalado e, quando aplicável, ao processo de esterilização; e os métodos de ensaio específicos sejam selecionados com base nas características relevantes do produto a ser embalado e no objetivo de avaliação pretendido.

Os ensaios para avaliação da embalagem podem ser agrupados em categorias como a seguir: segurança, quanto à biocompatibilidade, propriedades químicas e presença de material particulado; tipo de barreira, podendo ser porosa ou não porosa; durabilidade; integridade, associada à embalagem e à selagem; resistência da selagem; visibilidade do conteúdo e aparência da embalagem; processamento; tinta de impressão para rotulagem; e desempenho. Os ensaios na fase de projeto objetivam a geração de dados quantitativos sobre o desempenho dos materiais e da embalagem final.

Geralmente, são ensaios de longa duração e, portanto, inadequados para o ambiente de produção, onde são necessárias respostas rápidas para o controle dos processos. Muitos desses ensaios são caros e requerem equipamento especializado, normalmente não disponível nas instalações de embalagem ou de fabricação do implante. Convém que a especificação para embalagem e a especificação para material sejam estabelecidas como resultado do projeto da embalagem, incluindo pelo menos os requisitos de segurança, para o tipo de barreira, de durabilidade, de integridade da embalagem e da selagem, de resistência da selagem, de visibilidade do conteúdo e aparência, de processamento, de impressão e de desempenho.

As orientações para o estabelecimento de especificações para embalagens podem ser encontradas nas ASTM F99 e ASTM F2559. Os ensaios destinados à avaliação da conformidade, usualmente, precisam ser rápidos, de baixo custo e de fácil implementação em ambientes de fabricação. Estes ensaios têm por objetivo garantir que as especificações estabelecidas estejam sendo atendidas.

Os métodos de ensaio para avaliação da conformidade não necessariamente proporcionam medições diretas de valores críticos, mas detectam variações do material, processo ou produto que são indicativas de todas as características críticas. Cabe observar que nenhum método de ensaio individualmente é preditivo de desempenho final de uma embalagem, que precisa ser avaliada com os seus conteúdos em condições de uso.

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REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 128|Ano 3| 15 OUTUBRO 2020

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Edição 128 | Ano 3 | 15 OUTUBRO 2020
ISSN: 2595-3362
Confira os artigos desta edição:

A conformidade dos sistemas de sinalização de emergência

Deve-se conhecer os requisitos para projetos, fabricação, instalação, classificação, aceitação, manutenção e métodos de ensaio para sistema de sinalização de emergência, prevenção e proteção contra incêndio e situações de emergência.

A NBR 16820 de 09/2020 – Sistemas de sinalização de emergência — Projeto, requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos para projetos, fabricação, instalação, classificação, aceitação, manutenção e métodos de ensaio para sistema de sinalização de emergência, prevenção e proteção contra incêndio e situações de emergência.

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Quais são as cores de segurança e contraste das sinalizações impressas?

Como deve ser apresentada a sinalização de proibição?

Como deve ser a sinalização de orientação e salvamento?

Como deve ser executada a sinalização de agente extintor?

O sistema de sinalização de emergência é composto por dois tipos: sinalização básica e complementar. A sinalização básica é constituída por quatro classes, de acordo com a sua função: sinalização de proibição, cuja função é proibir ou coibir ações capazes de conduzir ao início do incêndio ou ao seu agravamento e ameaça à vida humana; sinalização de alerta, cuja função é alertar para áreas e materiais com potencial risco; sinalização de orientação e salvamento, cuja função é indicar as rotas de saída e ações necessárias para o seu acesso; sinalização de equipamentos de combate a incêndio e alarme, cuja função é indicar a localização e os tipos de equipamentos de combate a incêndio e alarme disponíveis.

As sinalizações de alerta, de orientação e de equipamentos devem apresentar efeito fotoluminescente. A sinalização de proibição modelo P4 deve apresentar efeito fotoluminescente. A sinalização complementar é composta por faixas de cor, mensagens escritas, indicação de agente extintor, sistemas de segurança e lotação máxima, rota continuada, plano de fuga e deve ser empregada nas faixas de cor, utilizadas para indicação de obstáculos e riscos de utilização das rotas de saída, como pilares, arestas de paredes e vigas; mensagens escritas para necessidades especiais que não constem nos exemplos desta norma; indicação de agente extintor, que indicam o tipo de agente extintor e suas aplicações.

Devem ser utilizadas em locais de instalação de extintores de incêndio onde houver risco ao usuário se forem utilizados incorretamente e na indicação da lotação máxima do recinto e de sistemas de segurança contra incêndio, utilizadas para orientação de lotação e dos sistemas de segurança contra incêndio disponíveis na edificação. Devem ser usadas em rota continuada, próxima ou junto ao solo, cuja função é indicar as rotas de saída e ações necessárias para seu acesso; em plano de fuga, deve ser instalado em locais estratégicos com o objetivo de orientar, informar e instruir o usuário da edificação para os procedimentos adotados em situações de emergência.

As sinalizações complementares são obrigatórias em diversas situações apontadas nesta norma. Deve ser observada a relação: A > L2/2.000. onde A é a área da placa, expressa em metros quadrados (m²); L é a distância do observador à placa, expressa em metros (m). Esta relação é válida para L < 50 m. A medida mínima utilizada deve ser considerada para uma distância mínima de 4 m. (ver tabela abaixo)

Em situações onde há sinalizações conjugadas (por exemplo Tabela 6, códigos S13 e S16, disponível na norma), o comprimento da sinalização deve ser L = 4 H. Nestas situações, para o cálculo de distância de visualização, a área deve ser calculada com a relação 2 H2. No caso de emprego de letras na sinalização, estas devem ser grafadas conforme a seguir: h > L/125, onde h é a altura da letra, expressa em metros (m); L é a distância do observador à placa, expressa em metros (m). A tabela abaixo apresenta valores de altura de letra para distâncias predefinidas.

Todas as palavras e sentenças devem apresentar letras em caixa alta utilizando fonte univers 65 ou helvetica bold, não sendo admitido qualquer tipo de distorção da fonte. Quando houver a necessidade de instalação repetida acima da altura superior indicada nesta norma, devem ser adotados os critérios de ângulos de alcance visual conforme NBR 9050 para cálculo de distância de visualização. Para o cálculo de distância de visualização em sinalizações onde forem utilizadas letras, sempre deve ser priorizada a altura da letra e medida da placa, utilizando para os cálculos de projeto a menor distância de visualização encontrada.

A sinalização circular é utilizada para implantar símbolos de proibição e ação de comando; a triangular é utilizada para implantar símbolos de alerta; a retangular é usada para implantar símbolos de orientação, socorro, emergência, alarme e bomba de incêndio; a quadrada é usada para implantar símbolos de identificação de equipamentos utilizados no combate a incêndio. Quando adicionadas mensagens complementares às sinalizações de equipamento de combate a incêndio, estas passam a ser retangulares.

A cor da segurança deve cobrir no mínimo 50% da área do símbolo, exceto no símbolo de proibição, onde este valor deve ser no mínimo de 35 %. A cor vermelha é usada para símbolos de proibição, identificação de equipamentos de combate a incêndio e alarme. A verde, utilizada para símbolos de orientação e salvamento; a preta é usada para símbolos de alerta e sinais de perigo. A cor de contraste para sinalização de proibição deve ser branca ou fotoluminescente. A cor de contraste deve ser fotoluminescente para as sinalizações, orientação e salvamento, e de equipamentos de combate a incêndio e alarme.

A cor de contraste para a moldura da sinalização de alerta deve possuir fundo fotoluminescente e cor amarela. O preenchimento desta área deve realizado com efeito retícula utilizando 50% de fotoluminescente e 50% de amarelo ou amarelo fotoluminescente. A classificação das cores das sinalizações é referente às sinalizações impressas (produto acabado). As classificações das cores são relacionadas às cores de segurança, cores de contraste, cores das formas geométricas e dos símbolos de segurança das sinalizações.

A sinalização de proibição deve ser apresentada conforme a seguir: forma: circular; cor do fundo (cor de contraste): branca ou fotoluminescente; barra diametral e faixa circular (cor de segurança): vermelha; cor do símbolo: preta; margem (borda): branca. A sinalização de alerta deve ser apresentada conforme a seguir: forma: triangular; cor do fundo da moldura (cor de contraste): amarela fotoluminescente ou retícula; cor do símbolo e moldura: preta; margem (borda): fotoluminescente.

A sinalização de orientação deve ser apresentada conforme a seguir: forma: quadrada ou retangular; cor do fundo (cor de segurança): verde; cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; margem (borda): fotoluminescente. A sinalização de equipamento de combate e alarme de incêndio deve ser apresentada conforme a seguir: forma: quadrada ou retangular; cor de fundo (cor de segurança): vermelha; cor do símbolo (cor de contraste): fotoluminescente; margem (borda): fotoluminescente.

As sinalizações básicas possuem requisitos específicos conforme a seguir. A borda fotoluminescente deve possuir largura mínima de 5 mm. Convém que para sinalizações com distância de visualização superiores a 10 m, esta espessura seja aumentada progressivamente. As sinalizações de proibição e de alerta podem ser complementadas com mensagem escrita indicando o risco sinalizado. O texto deve ser na cor preta ou em cor de contraste quando o fundo for da cor de segurança e não pode substituir ou interferir no dimensionamento do pictograma.

A sinalização de proibição P4 deve possuir texto e a sinalização de equipamento pode ser complementada com mensagem escrita indicando o nome do equipamento. O texto deve ser na cor de contraste e não pode substituir ou interferir na visualização do pictograma. Para sinalizações de equipamento com mensagem de texto complementar, a medida deve ser aumentada em no mínimo 30% de altura (H = 1,3 L). As sinalizações de alarme de incêndio e bomba de incêndio devem possuir mensagem complementar indicando seu uso a as sinalizações de alarme e bomba de incêndio devem seguir a distância de visualização, calculando sua medida com a proporção L2 (largura ao quadrado). A altura das letras destas sinalizações não necessita seguir a altura mínima, devendo ser proporcional ao leiaute.

A forma do símbolo das sinalizações de alerta e perigo se referem ao pictograma, e não ao produto acabado. Os símbolos para sinalização básica são apresentados nas Tabelas 4 a 7 (disponíveis na norma), acompanhados de indicação de aplicação. A especificação de cada cor designada a seguir é apresentada na Tabela 3, disponível na norma. Exemplos de utilização das sinalizações instaladas podem ser visualizados no Anexo A.

Quanto às dimensões de plano de fuga, o tamanho pode ser reduzido para 210 mm × 297 mm (tamanho A4). É admitida uma tolerância de 5 % com relação a estas medidas. Os textos em um plano de fuga devem ser legíveis à distância para o qual o plano de fuga está destinado a ser lido. A altura mínima das letras deve ser de 2 mm. A altura dos caracteres no título deve ser de no mínimo 7% da menor dimensão do plano inteiro e a altura mínima dos sinais representados num plano de fuga deve ser 5 mm.

As linhas no plano de fuga também devem respeitar espessuras mínimas. Para paredes externas, 1,6 mm, e para paredes internas, 0,6 mm. Linhas representando escadas, rampas ou outro elemento semelhante devem possuir espessura de 0,15 mm. As instruções gerais de segurança são de âmbito geral e a sua inclusão nas plantas de emergência tem como objetivo informar e orientar sobre os comportamentos adotados em caso de emergência.

As instruções gerais de segurança das plantas de emergência: manter a calma e acionar a botoeira de alarme; seguir para a saída orientando-se pela sinalização existente ou instruções dos brigadistas; não utilizar elevadores, apenas as escadas sinalizadas; não retornar ao local de origem e caminhar abaixado para evitar inalar fumaça; seguir a sinalização até o ponto de encontro e aguarde instruções. O sistema de sinalização de emergência tem como objetivo reduzir o risco de ocorrência de incêndio, alertar para os riscos existentes, assegurar que sejam adotadas ações adequadas à situação de risco, orientar as ações de combate, e facilitar a localização dos equipamentos e das rotas de saída para abandono seguro da edificação em caso de incêndio.

O projeto do sistema de sinalização de emergência deve ser composto por um conjunto de peças gráficas, contendo plantas baixas e cortes, onde estejam claramente apontados todos os detalhes necessários para a identificação de todas as partes constituintes do sistema, suas localizações e as orientações necessárias para sua implementação. O projeto deve conter um memorial descritivo, onde constem a descrição dos princípios que orientaram a concepção do sistema para cada um dos tipos de sinalização básica considerada, as justificativas para a sinalização complementar adotada associada às correspondentes sinalizações básicas, os modelos, dimensões e quantitativos das placas de sinalizações adotadas, todos os detalhes necessários para identificação das partes constituintes do sistema de sinalização de emergência, os requisitos mínimos de desempenho (ver Seção 7), as orientações para instalação e as recomendações para inspeção e conservação.

O projeto e a instalação devem ser executados por empresas ou por responsáveis profissionais, legalmente habilitados, sendo comprovada a capacitação, a qualquer tempo. O projeto e as atividades de instalação, com o correspondente projeto como construído, devem ser registrados em conselho profissional competente. O instalador do sistema de sinalização deve destacar todas as eventuais alterações introduzidas, relacionadas ao local e altura de instalação, medidas, e modelos de sinalizações utilizadas, apresentando ao projetista para verificação da adequação dos parâmetros e condições de uso estabelecida para o sistema de sinalização.

Os documentos assim produzidos devem fazer parte do memorial do sistema. Todos os documentos do memorial, bem como as alterações de projeto propostas pelo instalador e aprovadas pelo projetista, devem compor a versão final do projeto, denominada Projeto como construído. A elaboração de toda documentação é condição necessária para a entrega do sistema e é referência para os procedimentos de aceitação técnica do sistema.

As plantas baixas e respectivos cortes devem ser elaboradas, para cada pavimento-tipo, em conformidade com os documentos técnicos NBR 10067 e NBR 10068, em escala 1:50 ou 1:100 ou 1:200, compatível com as dimensões da planta baixa, e que permita a clara visualização das peças constituintes do sistema e dos espaçamentos que definem suas localizações. Não é permitida a referência a outro projeto para justificar a aplicação de qualquer informação no memorial.

As plantas também devem mostrar os itens da lista a seguir: a identificação do proprietário ou responsável pelo uso; o nome, endereço e número de registro do conselho de classe do responsável apto para realização do projeto; a localização da edificação ou área de risco e respectiva planta de situação; a vista em corte da altura total, incluindo informações sobre elementos estruturais e localização das divisórias baixas; a apresentação dos detalhes dos modelos, das medidas e da localização das sinalizações; a apresentação da legenda de símbolos empregados no projeto de sinalização em todas as plantas que o constituem, conforme a NBR 14100.