REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 168 | Ano 4 | 21 JULHO 2021

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Edição 168 | Ano 4 | 21 JULHO 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
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Confira os 12 artigos desta edição:
A Qualidade dos sistemas de medição de energia elétrica
Os caminhos normativos para um programa de compliance sustentável
Em prevenção de riscos, é melhor testar do que remediar
Saiba se a manufatura aditiva é o melhor método para a produção de uma peça
Robótica ajuda a impulsionar o comércio eletrônico

Os três pilares do compliance para o trade global Target Adnormas
Os critérios de aceitação das chapas cimentícias reforçadas com fios ou fibras
Os benefícios do alumínio impulsionam as aplicações no setor energético
O alinhamento entre o financeiro e o não financeiro na gestão dos ativos
Esteja preparado para a crise cibernética
A conformidade dos tubos de cobre sem costura para condução de fluidos
A biometria comportamental pode combater as fraudes digitais

A conformidade da aplicação do método da termografia infravermelha

A NBR 16969 de 06/2021 – Ensaios não destrutivos – Termografia infravermelha – Princípios gerais fornece os princípios gerais para a aplicação do método da termografia infravermelha, para a análise radiométrica ou térmica de um determinado equipamento, controle de processos, sistema ou corpo de prova. É aplicável ao monitoramento de condição ou de ensaios em qualquer área de aplicação que envolva análise radiométrica ou térmica, atuando como uma técnica não invasiva e não destrutiva.

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Como deve ser executado o pós-processamento de imagem?

Como deve ser feita a calibração da câmera termográfica?

Quais são os procedimentos para verificação utilizando um simulador de corpo negro?

Quais são os procedimentos para realizar a compensação da emissividade da superfície?

O método da termografia infravermelha consiste na captação da radiação infravermelha naturalmente emitida pelos corpos, por meio de sistemas de infravermelho que convertem essa radiação em imagens térmicas visíveis, com a possibilidade de medições de temperatura. Este método envolve a pessoa qualificada (termografista); o sistema de termografia infravermelha; o material, componente ou processo a ser analisado; e as condições de contorno.

Os resultados obtidos por meio da utilização da termografia infravermelha são altamente dependentes do conhecimento e da experiência do termografista, bem como de um sistema de infravermelho (câmera termográfica e acessórios) adequado à aplicação. A informação térmica adquirida destina-se à tomada de decisões, definição de limites operacionais de equipamentos ou controle de processos.

As aplicações do método da termografia infravermelha estão crescendo, juntamente com uma notável melhoria tecnológica dos sistemas infravermelhos. As considerações tecnológicas e os fenômenos físicos envolvidos devem ser observados para se alcançarem resultados confiáveis.

Como este método não necessita de contato físico, ele possibilita a realização de ensaios e inspeções com alto grau de segurança pessoal e dos ativos. Essa característica não intrusiva permite a continuidade operacional e não interfere no processo.

A medição da temperatura aparente e a visualização da variação térmica são praticamente imediatas, permitindo a análise de processos com rápidas variações de temperatura. Recomenda-se que os profissionais diretamente envolvidos com a aplicação do método da termografia infravermelha sejam qualificados conforme a NBR NM ISO 9712 ou outra norma internacionalmente reconhecida.

O termografista deve atender aos requisitos de formação e treinamento exigidos pela legislação brasileira correspondente e/ou aqueles contratuais estabelecidos pela empresa responsável pela sua força de trabalho própria ou contratada. O termografista deve cumprir as regras de segurança e proteção do empregador ou do usuário final, bem como as normas de segurança aplicáveis.

Quando o termografista for colaborador ou empregado regular do usuário final ou contratado externamente, ele deve obedecer ao procedimento termográfico interno, às práticas da empresa e às normas brasileiras pertinentes. O termografista, quando terceirizado em relação ao usuário final, deve ser orientado e acompanhado por um assistente qualificado, indicado pelo usuário final.

O assistente deve ter conhecimento sobre a operação e o histórico dos equipamentos a serem inspecionados e/ou ensaiados. O termografista não pode executar tarefa alguma que seja de responsabilidade do profissional habilitado, a menos que seja autorizado por escrito pelo usuário final e seja habilitado para tal tarefa.

O usuário final deve assumir a responsabilidade por consequências provenientes de ações tomadas, ou não, a partir das recomendações e dos relatórios fornecidos pela análise termográfica. O termo profissional habilitado está alinhado à definição da legislação vigente.

Geralmente, um sistema de termografia infravermelha é composto pelo descrito a seguir e conforme as figuras abaixo. Uma câmera termográfica, conforme a figura abaixo, recebe a radiação infravermelha naturalmente emitida pelos objetos. A radiação passa pelo sistema óptico (lentes) e é focada no detector, onde é transformada em sinal elétrico.

O sinal elétrico é conduzido ao processador e é convertido em uma imagem (termograma), que é apresentada no display (tela) ou visor (ocular). Convém reforçar que a imagem resultante corresponde às variações de radiação recebida dos objetos e não à variação de temperaturas, ressaltando que existe uma correlação entre a radiação emitida pelo objeto e a sua temperatura.

O detector pode ser apresentado na forma de matriz de elementos sensores. As câmeras termográficas geralmente são caracterizadas pelo seu detector, que influencia notadamente na faixa de comprimento de onda, na sensibilidade térmica e no tempo de resposta da câmera. Os detectores podem ser divididos em duas grandes categorias: detectores térmicos, que são não refrigerados, e fotodetectores, que são refrigerados.

As lentes são responsáveis por focalizar e filtrar a radiação incidente e convergi-la para o detector. As lentes são fabricadas normalmente em germânio, sulfeto de zinco ou seleneto de zinco para as ondas longas, e em silício, safira, quartzo ou magnésio para as ondas médias.

O processador de imagem processa o sinal elétrico proveniente do detector e o transforma em imagem, que é apresentada no display, podendo ser salva em dispositivos de armazenamento. O monitor externo, processador adicional, software ou aplicativo de processamento da informação térmica, instrumentos para medição dos parâmetros atmosféricos, como anemômetro, termo-higrômetro e distanciômetro, podem fazer parte de um sistema de termografia infravermelha.

Na termografia infravermelha ativa, ainda podem ser utilizados uma fonte de estímulo térmico e um equipamento de disparo (trigger), como mostra a figura abaixo. A calibração e a verificação do sistema de termografia infravermelha podem ser realizadas conforme o Anexo A. Os itens necessários para a especificação do sistema de termografia infravermelha estão descritos na NBR 16818.

Recomenda-se que o ensaio ou a inspeção ocorram em um ambiente em que a temperatura, a umidade e o tipo de atmosfera atendam aos requisitos de saúde e segurança para o termografista e às especificações dos equipamentos utilizados. Convém que o objeto ensaiado ou inspecionado esteja sob visada direta da câmera termográfica, isto é, que nenhum obstáculo opaco ao infravermelho esteja entre a câmera e o objeto analisado.

Caso isso não ocorra, é possível, em determinadas situações, utilizar espelhos de alta reflexão no infravermelho (por exemplo, aço inoxidável) para refletir a radiação do objeto para a câmera. Nesse procedimento, deve-se considerar, na análise final, a parcela de radiação absorvida pelo espelho.

É importante alertar que obstáculos opacos ou parcialmente opacos ao infravermelho podem ser transparentes na faixa do visível (por exemplo, vidro, plástico, acrílico). Em ensaios e inspeções ao ar livre, as influências como a atenuação atmosférica, radiação solar, velocidade de vento, névoa, nevoeiro e chuva devem ser evitadas ou consideradas para a análise dos resultados.

As limitações da termografia, como emissividade das superfícies, temperatura aparente refletida e transmissividade de materiais, podem induzir a erros na medição de temperatura e nas análises de distribuição térmica, devendo ser ponderadas nos ensaios e nas inspeções. Informações adicionais sobre como medir a emissividade, a temperatura aparente refletida e a transmissividade estão descritas nos Anexos B, C e D, respectivamente.

A termografia infravermelha ativa requer estímulo térmico adicional por meio de fontes externas. A fonte pode ser óptica, indutiva, por ultrassom, por micro-ondas ou outra forma de energia.

Para selecionar o sistema de aquecimento ou resfriamento apropriado, recomenda-se levar em conta as características e as funções da câmera, o ambiente do ensaio e as condições do objeto sob ensaio (material, dimensões, forma, emissividade, temperatura antes da carga térmica, entre outros). Exemplos de fontes externas de estímulo térmico: lâmpada halógena ou flash, aquecedor elétrico, bobina de indução, aquecedor de contato, soprador de ar quente ou frio, aspersor (sprinkler), painel de reflexão, fonte a laser, ultrassom ou gerador de vibração, etc.

A termografia infravermelha passiva realiza a medição da radiação infravermelha emitida pelos objetos sob análise, sem a necessidade de quaisquer estímulos térmicos deliberados e controlados (fontes externas). A distribuição térmica existente, natural ou devido a uma carga elétrica, mecânica, química ou física, nos objetos sob inspeção, é utilizada para a análise termográfica.

A termografia infravermelha passiva geralmente é utilizada no monitoramento da condição em instalações elétricas, equipamentos de produção, equipamentos térmicos e componentes mecânicos em operação. Também é utilizada quando existem carregamentos térmicos naturais pela radiação solar, como em edifícios e estruturas.

A termografia infravermelha quantitativa é aplicável em situações em que o parâmetro temperatura é preponderante para a decisão a ser tomada. Nessa abordagem, os ajustes dos parâmetros radiométricos e as condições de contorno são importantes. A termografia infravermelha quantitativa é utilizada com predominância em instalações elétricas e térmicas.

A termografia infravermelha qualitativa é aplicável em situações em que a morfologia da distribuição térmica é o parâmetro preponderante para a decisão a ser tomada. A termografia infravermelha qualitativa é normalmente a abordagem inicial de qualquer trabalho termográfico.

Exemplos de aplicação são a construção civil, os materiais compósitos, os equipamentos de processo de produção, etc. De maneira geral, sem considerar os detalhes de um procedimento específico para uma determinada aplicação, a execução de um ensaio ou inspeção termográfica deve abranger no mínimo o seguinte: determinar a técnica a ser utilizada; determinar, de acordo com a técnica, quais equipamentos e acessórios serão necessários; examinar e, se necessário, corrigir as condições de segurança do local e do ensaio ou inspeção; avaliar e, se possível, ajustar as condições de contorno descritas na Seção 6 da norma; ter uma câmera termográfica com resolução espacial suficiente para visualizar com definição a menor anomalia térmica esperada do objeto sob análise, durante os ensaios ou inspeções qualitativas.

Igualmente, deve-se ter uma câmera termográfica com resolução espacial de medida suficiente para mensurar com exatidão a menor anomalia térmica esperada do objeto sob análise, durante os ensaios ou inspeções quantitativas; ter em mãos uma lista ou roteiro para garantir que todos os objetos, componentes ou equipamentos sejam avaliados, no caso de ensaio ou inspeção de vários objetos; registrar ou salvar os dados relevantes do ensaio ou inspeção, incluindo termogramas e fotos na luz visível; ter uma câmera termográfica para capturar os termogramas com o ângulo entre o eixo óptico e a superfície do objeto analisado o mais próximo possível da perpendicular.

A faixa de medição de temperatura da câmera deve ser selecionada de acordo com a variação de temperatura esperada. O foco óptico deve ser corretamente ajustado. Se a câmera possuir a função NUC (correção de não uniformidade) manual, é recomendável executá-la antes de cada captura. Deve-se comparar entre si, sempre que possível, objetos, componentes ou equipamentos semelhantes e sob cargas similares.

Considera-se que os que exibirem distribuição térmica ou temperaturas incomuns possuem anomalias térmicas. Salvar os dados e as imagens para pós-processamento, avaliação das anomalias térmicas e elaboração do relatório.

Os requisitos de segurança e os ensaios das cordas auxiliares em rolos

A NBR 16962 de 06/2021 – Cordas auxiliares – Alma e capa (Kernmantle) – Requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica requisitos de segurança e os métodos de ensaios para as cordas auxiliares constituídas por alma e capa (Kernmantle), fornecidas em rolos ou em comprimentos separados, para uso em atividades de alpinismo, escalada, montanhismo, turismo de aventura, trabalhos em altura, acesso por corda e resgate técnico. A corda alma e capa (Kernmantle) é uma corda têxtil, composta por uma alma ou núcleo, envolvida por uma capa (camisa ou bainha).

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Quais devem ser as informações fornecidas pelo fabricante?

Como deve ser feito o empacotamento do produto?

Qual é o risco do desgaste externo pelo uso?

Qual é a causa externa de deterioração?

Considerando-se a necessidade de proteção do usuário que utiliza cordas auxiliares, em aplicação como corda auxiliar esportiva ou laboral, essa norma visa garantir a segurança e evitar acidentes, alertando os procedimentos de ensaios, prevenção e estocagem, e objetivando a utilização responsável, assim precavendo problemas de uso indevido, fabricação com defeitos ou uso excessivo. Uma corda auxiliar deve ser fabricada com a construção alma e capa (Kernmantle) e ter um diâmetro nominal de 4 mm a 8 mm.

Os materiais utilizados na fabricação das cordas auxiliares Kernmantle, devem ser constituídos por fibras sintéticas virgens e contínuas. Os materiais utilizados para a construção da alma e da capa devem ter ponto de fusão conhecido > 210 °C.

A tenacidade deve ser registrada em relatório, para fins de rastreabilidade. O diâmetro nominal dnomdeve ser conforme a tabela abaixo. O limite de desvio entre o valor atual deffe o diâmetro nominal dado não pode ser maior que (+0,7/–0,2) mm.

A resistência à tração da corda auxiliar, calculada pela equação, não pode ser menor que o valor de FBmín (ver tabela acima). FBmín = d2nom ×, onde dnom é o diâmetro, expresso em milímetros (mm); f é igual a 200 N/mm². A resistência mínima à tração da corda auxiliar, FBmín, deve ser a indicada na tabela acima para o diâmetro correspondente.

Para os ensaios, condicionar os corpos de prova de ensaio conforme a NBR ISO 139. Acondicionar os corpos de prova por pelo menos 24 h em um ambiente a (50 ± 5) °C de temperatura e com menos de 20% de umidade relativa. Em seguida, acondicionar esses corpos de prova em um ambiente a (23 ± 2) °C de temperatura e (50 ± 2) % de umidade relativa, por ao menos 72 h.

Em seguida, ensaiar as amostras em 10 min, à temperatura de (23 ± 5) °C. Medir o diâmetro atual deff, após aplicar a carga de (4 ± 0,05) kg, durante (60 ± 15) s. Assegurar que a seção transversal da corda auxiliar esteja livre de qualquer deformação durante a medição.

Medir em volta do diâmetro, em 3 locais diferentes e em duas direções diferentes, começando em pontos com 90° de diferença, a cada um dos três locais, a aproximadamente 300 mm de distância. As áreas de contato do instrumento de medição devem ter (50 ± 1) mm. Relatar a média aritmética das seis medições, com precisão de 0,10 mm.

A determinação da resistência à tração deve ser determinada usando o dinamômetro e dispositivos de fixação, de acordo com a NBR ISO 2307. O comprimento mínimo da corda auxiliar livre entre os pontos de fixação deve ser no mínimo de 200 mm. Determinar a velocidade da carga, v, em função do comprimento da amostra da corda auxiliar livre pela Equação: v = (0,5 ± 0,1) L, onde v é a velocidade da carga, expressa em milímetros por minuto (mm/min); L é o comprimento expresso em milímetros de corda auxiliar livre entre os pontos de fixação, expresso em milímetros (mm).

Para a determinação da massa por unidade de comprimento, usar um corpo de prova com no mínimo 1.200 mm de corda auxiliar livre entre os pontos de fixação. Este requisito é para qualquer tipo de dispositivo de fixação. Aplicar uma carga na amostra de ensaio sem balanço, mediante uma carga de ensaio de (4 ± 0,05) kg.

Manter a carga por (60 ± 15) s e marcar uma distância de referência de (1 000 ± 1) mm, com a distância mínima entre os pontos de 100 mm. Retirar a carga, cortar na parte marcada da amostra de ensaio e determinar se a sua massa pesa 0,10 g, aproximadamente. Indicar a massa por unidade de comprimento, em gramas por metro, em ao menos duas casas significativas.

Não há requisitos específicos referentes à massa por unidade de medida, mas ela pode ser marcada na bobina ou na embalagem da corda auxiliar. Pode-se acrescentar que, em cordas auxiliares de poliamida (PA, fibra têxtil, poliamida 6 ou poliamida 6.6), os ataques químicos podem ser notados por um amolecimento ou perda local da resistência mecânica ou da coloração, de forma que as fibras do exterior podem ser desprendidas ou, em casos extremos, podem ser eliminadas em forma de pó, com apenas uma esfregada.

Geralmente, os filamentos de poliamida possuem nível satisfatório de resistência química, porém, diante da ação de ácidos minerais diluídos, eles podem ter uma perda rápida de resistência. Recomenda-se evitar a imersão da corda auxiliar em soluções ácidas quentes e frias.

Os filamentos de poliamida não são afetados por álcalis à temperatura normal, tampouco por numerosos tipos de óleos, porém eles incham em contato com certos solventes orgânicos. Evitar a exposição a fumos, fumaças, neblinas, vapores ácidos ou dissolventes orgânicos.

Em caso de risco de contaminação, depois de um exame minucioso, se ainda houver suspeita, a corda auxiliar deve ser descartada. As cordas auxiliares de poliamida absorvem uma quantidade limitada de água, porém, quando umedecidas, podem provocar uma perda de sua resistência.

A Qualidade das chapas de gesso para drywall

A NBR 14715-1 de 06/2021 – Chapas de gesso para drywall – Parte 1: Requisitos estabelece os requisitos para as chapas de gesso para drywall destinadas à execução de paredes, forros e revestimentos internos não estruturais. As chapas de gesso para drywall são aquelas fabricadas industrialmente, por meio de um processo de laminação contínua de uma mistura de gesso, água e aditivos entre duas lâminas de cartão, onde uma lâmina é virada sobre as bordas longitudinais e colada sobre a outra lâmina.

A NBR 14715-2 de 06/2021 – Chapas de gesso para drywall – Parte 2: Métodos de ensaios estabelece os métodos de ensaio para a determinação das características geométricas e físicas para as chapas de gesso para drywall destinadas à execução de paredes, forros e revestimentos internos não estruturais.

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Quais são os tipos de bordas das chapas de gesso para drywall?

Quais são os limites para as características físicas e mecânicas das chapas de gesso para drywall?

Como fazer a determinação do esquadro das chapas?

Como fazer a determinação da absorção de água?

Os tipos de chapas de gesso para drywall e a sua aplicação estão estabelecidos na tabela abaixo. A identificação em cada chapa deve conter, de forma indelével, as seguintes informações: marca e/ou fabricante; identificação do lote de produção, permitindo a rastreabilidade; tipo de chapa; tipo de borda; espessura; referência a esta parte da NBR 14715.

Como aspecto visual, as chapas devem: ser sólidas; possuir faces planas sem ondulação aparente; não apresentar manchas; possuir o cartão solidário ao gesso. A unidade de compra é a quantidade de chapas, expressa em metros quadrados ou em chapas.

O comportamento das chapas de gesso para drywall deve ser verificado em ensaios de desempenho de sistemas de paredes, forros e revestimentos, conforme a NBR 15758 (todas as partes). Para a inspeção para recebimento de lotes, o local de inspeção deve ser previamente acordado entre o fornecedor e o comprador, podendo ser no pátio da fábrica ou no local do distribuidor ou na obra.

O tamanho do lote é equivalente ao tamanho da carga entregue pelo fornecedor ou retirada pelo comprador. As chapas devem ser submetidas às inspeções dos requisitos dessa parte da norma, rejeitando-se apenas as chapas que não atenderem a esses requisitos.

As chapas de gesso para drywall devem ser armazenadas em local plano, seco, abrigado e ventilado. As chapas devem ser armazenadas na horizontal, de forma a não sofrerem deformações e danos em seu manuseio e transporte.

Os Anexos A a E da parte 2 apresentam os objetivos, as aparelhagens, as preparações dos corpos de prova, os procedimentos executivos propriamente ditos e as correspondentes expressões dos resultados. No relatório dos ensaios devem constar as seguintes informações: identificação do produto; marca comercial ou nome do fabricante; identificação do lote de produção como condição de rastreabilidade; denominação da chapa de acordo com a NBR 14715-1:2021, Tabelas 1 e 2; identificação do laboratório; condições ambientais, quando pertinentes; data da realização dos ensaios; dimensões e quantidades dos corpos de prova; informação geral relativa ao ensaio, como qualquer fato relevante ocorrido que possa ter afetado o resultado do ensaio; resultados conforme cada ensaio, incluindo os registros individuais; referência a esta parte 2 da NBR 14715 e ao anexo correspondente.

Para a determinação das características geométricas, (espessura, largura, comprimento, desvio de esquadro e rebaixo de borda) das chapas de gesso para drywall, usa-se como aparelhagem, um paquímetro com resolução de 0,1 mm; régua metálica ou trena com resolução de 1 mm; relógio comparador com resolução de 0,1 mm. O corpo de prova a ser ensaiado, em relação às características geométricas, deve ser uma chapa de gesso inteira, inspecionada visualmente e considerada em perfeitas condições.

Como procedimento, medir a espessura em seis pontos de cada chapa, distantes em 3 cm a 5 cm da borda transversal e 10 cm da borda longitudinal. Calcular a média aritmética dos resultados das seis determinações da espessura realizadas em cada chapa, expressando o resultado em décimos de milímetro.

Medir a largura da chapa em três posições, sendo realizadas duas determinações próximas às extremidades (3 cm a 5 cm da borda) e uma no meio da chapa. Calcular a média aritmética dos resultados das três determinações das larguras realizadas em cada chapa, expressando o resultado em milímetros (mm). Medir o comprimento em três posições, sendo realizadas duas determinações a 10 cm das extremidades e uma no meio da chapa.

IEC TR 63250: o desempenho dos aparelhos elétricos domésticos e similares

A IEC TR 63250:2021 – Household and similar electrical appliances – Method for measuring performance – Assessment of repeatability, reproducibility and uncertainty trata da determinação de repetibilidade e reprodutibilidade de métodos de teste usados para avaliar as características de desempenho de aparelhos elétricos domésticos e similares. Ela também fornece orientação para a realização do round robin tests (RRT).

Também especifica o relatório de incerteza de medições de aparelhos elétricos domésticos e similares e descreve os métodos para estimar a incerteza de um resultado medido e para prever a faixa de valores medidos quando o mesmo aparelho é medido em outro laboratório aplicando o mesmo método de medição. Não cobre o desenvolvimento de métodos de medição. Também não trata: da variabilidade de produção do aparelho; e quão próximo o método de medição reflete o uso normal de aparelhos domésticos.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO…………………. 4

INTRODUÇÃO……………… 6

1 Escopo………………………. 7

2 Referências normativas…… 7

3 Termos e definições…… 7

4 Determinação de desvios padrão …………………. 10

4.1 Geral ……………………….. …………… 10

4.2 Desvio padrão de repetibilidade ………………….. 10

4.3 Desvio padrão de reprodutibilidade………………… 10

5 Avaliação de repetibilidade, reprodutibilidade e método de medição da incerteza de uma medição……………………. 11

5.1 Objetivo …………………………. ………….. 11

5.2 Requisitos ………………………………….. 11

5.3 Expressão de repetibilidade e reprodutibilidade………. 12

5.4.1 A importância da incerteza …………………. 12

5.4.2 Métodos para estimar a incerteza………………… 12

5.4.3 Cálculo de incerteza expandida …………………. 13

6 Análise dos resultados para consistência e outliers……………….. 14

6.1 Objetivo ………………………………………….. ………….. 14

6.2 Técnica de consistência gráfica (estatísticas h e k de Mandel) … 14

6.2.1 Estatística de consistência interlaboratorial h ………. 14

6.2.2 Estatística de consistência intralaboratorial k…….. 14

6.2.3 Avaliação ……………………………….. 14

6.3 Técnica de outlier numérica ………….. 15

6.3.1 Teste C de Cochran …………………… 15

6.3.2 Teste de Grubbs ………………. ….. 15

6.3.3 Avaliação ………………………. ….. 15

7 Dados a serem relatados para avaliar um método de teste de repetibilidade, reprodutibilidade e incerteza ………… 16

Anexo A (informativo) Exemplo de análise ascendente… 17

A.1 Geral…………….. 17

A.2 Sistema de medição de temperatura…………… 17

A.2.1 Geral ……………………………… ……… 17

A.2.2 Calibração de termopares …………………. 17

A.2.3 Calibração do sistema DAQ ……………….. 17

A.3 Medição de temperatura de incerteza …………………. 17

A.4 Análise de cada componente na formulação da incerteza, exemplo de um simulador de termopar ……………………. 19

Anexo B (informativo) Orientação sobre como realizar round robin test para uso doméstico e em aparelhos elétricos semelhantes……………………… 21

B.1 Geral…………….. 21

B.2 Escopo………………. 21

B.3 Processo e responsabilidades ……………………. 22

B.3.1 Processo …………………………………… 22

B.3.2 Responsabilidades ………………………….. 23

B.4 Laboratórios de teste …………………………. 23

B.4.1 Laboratórios potenciais ………………………….. 23

B.4.2 Anúncio ………………………………………. 23

B.4.3 Seleção de laboratórios ………………………… 24

B.4.4 Lista final de laboratórios …………………………. 24

B.5 Transporte do produto …………………….. 24

B.5.1 Logística ………………………… …….. 24

B.5.2 Embalagem …………………….. …… 24

B.6 Teste ……………….. …………………. 24

B.6.1 Desempenho do teste …………………………. 24

B.6.2 Visita ao laboratório …………………………….. 25

B.6.3 Transmissão de resultado ……………………. 25

B.7 Análise, relatório e rescisão …………………… 25

B.7.1 Análise …………………………… ……… 25

B.7.2 Relatório …………………….. ……….. 25

B.7.3 Rescisão e publicação do relatório externo final….26

Anexo C (informativo) Exemplo de um round robin test e sua análise…………….. 27

C.1 Geral …………………… …………….. 27

C.2 Desvios padrão e avaliação de repetibilidade e reprodutibilidade……. 27

C.3 Análise dos resultados para consistência e outliers… 29

C.3.1 Exemplo de estatísticas h e k de Mandel………….. 29

C.3.2 Exemplo de teste de outlier numérico……………. 29

Anexo D (informativo) Exemplo de expressão dos resultados………….. 32

Bibliografia ……………………. 33

Figura 1 – Visualização de straggler e outlier do valor Cochrane……………………. 16

Figura C.1 – Estatísticas h de Mandel ……………… 30

Figura C.2 – Estatísticas k de Mandel …………….. 31

Tabela A.1 – Descrição dos parâmetros de incerteza…… 18

Tabela A.2 – Medindo uma temperatura de −23 ° C em uma temperatura ambiente climática entre 16 ° C a 32 ° C…. 19

Tabela A.3 – Incerteza expandida na temperatura medida (U (T), k = 2) em uma sala com temperatura na faixa de 16 ° C a 32 ° C e uma temperatura de laboratório entre 14 ° C e 32 ° C………….. 19

Tabela A.4 – Resultados da calibração do simulador……….. 20

Tabela C.1 – Resultados de medição …………………. 27

Tabela C.2 – Desvios padrão, repetibilidade e reprodutibilidade…………….. 28

Tabela C.3 – Estatísticas h e k de Mandel……………….. 29

Tabela C.4 – Teste C de Cochran e teste G de Grubbs…………………… 29

Tabela C.5 – Resumo do teste C de Cochran e do teste G de Grubbs………… 30

Para incentivar o uso eficiente de energia e outros recursos, os governos nacionais e as autoridades regionais emitiram regulamentos que obrigam o fornecimento de informações aos consumidores sobre o consumo de energia e água de eletrodomésticos e as características de desempenho associadas. Portanto, os métodos para medir as características de desempenho devem ter precisão suficiente para fornecer confiança aos governos, consumidores e fabricantes.

A precisão de um método de teste é expressa em termos de tendência e precisão. A precisão, ao avaliar os métodos de teste, é expressa em termos de dois conceitos de medição: repetibilidade (variabilidade intralaboratorial) e reprodutibilidade (variabilidade interlaboratorial).

Portanto, os procedimentos padrão são necessários para determinar a repetibilidade e a reprodutibilidade dos métodos de teste. A determinação dos níveis de repetibilidade e reprodutibilidade é freqüentemente realizada por meio de round robin tests (RRT). A repetibilidade de um método de teste deve ser suficientemente preciso para testes comparativos.

A reprodutibilidade de um método de teste deve ser suficientemente precisa para a determinação dos valores que são declarados e para verificar esses valores declarados. Outras maneiras de avaliar a incerteza são possíveis.

O relatório de incerteza é essencial para garantir que os dados medidos sejam interpretados corretamente. Especialmente quando os dados das medições devem ser comparados entre laboratórios ou quando os requisitos normativos são estabelecidos, é necessário saber a incerteza com a qual os dados podem ser medidos.

Na avaliação da conformidade usando uma regra de decisão binária, uma propriedade de um item é medida e o item é aceito como conforme se o valor medido da propriedade estiver dentro de um intervalo de aceitação definido. Um valor medido fora do intervalo de aceitação leva à rejeição do item como não conforme.

O objetivo deste relatório técnico é fornecer orientações para aparelhos elétricos domésticos e similares dentro do TC 59, mas também pode ser usado para avaliar outros tipos de aparelhos externos. O objetivo é reunir e resumir as informações necessárias para avaliar a repetibilidade, reprodutibilidade e incerteza das medições de desempenho de aparelhos elétricos domésticos e similares presentes em publicações anteriores da IEC.

Os ensaios em agregados reciclados para argamassas e concretos de cimento Portland

A NBR 15116 de 06/2021 – Agregados reciclados para uso em argamassas e concretos de cimento Portland – Requisitos e métodos de ensaios especifica os requisitos para produção e recepção dos agregados reciclados (miúdos e graúdos), obtidos a partir do beneficiamento de resíduos da construção civil classe A (conforme a legislação vigente, incluindo misturas de agregados naturais e reciclados, para argamassas e concretos de cimento Portland. Estabelece também os métodos de ensaios para verificação dos requisitos estabelecidos para os agregados reciclados, bem como apresenta diretrizes para o uso desse material.

O agregado reciclado é um material granular proveniente do beneficiamento de resíduos de construção classe A, com características técnicas para aplicação em obras de engenharia. O agregado composto é resultante da mistura intencional de agregado reciclado e agregado natural e/ou britado, possibilitando o ajuste da curva granulométrica em função das características do agregado e do produto a ser preparado com esse material. O agregado total reciclado é resultante do beneficiamento de resíduos da construção e demolição cuja distribuição granulométrica é constituída por agregados graúdos e miúdos, possibilitando o ajuste da curva granulométrica em função das características do agregado e do produto a ser preparado com esse material.

Acesse algumas indagações relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Qual a quantidade mínima, em massa, da amostra de ensaio?

Quais são os requisitos específicos dos agregados totais reciclados e compostos para uso em produtos e compósitos cimentícios?

Quando se deve usar a pré-molhagem e a compensação de água?

Como realizar a determinação da composição dos agregados reciclados miúdos por lupa?

Os materiais utilizados na fabricação dos agregados reciclados devem se enquadrar na Classe A, de acordo com a legislação vigente e suas alterações, e não podem conter substâncias de natureza e em quantidade que possam afetar a hidratação e o endurecimento do cimento, a proteção da armadura contra a corrosão e a durabilidade. O agregado reciclado deve ser solicitado especificando-se a subclasse e a classificação granulométrica.

Recomenda-se o fornecimento de relatórios de ensaio que comprovem o atendimento às especificações técnicas normativas, à variabilidade e ao controle de qualidade do agregado reciclado produzido, conforme entendimento entre as partes. Os agregados reciclados, quando comercializados, devem ser fornecidos ao consumidor em lotes, atendendo aos requisitos normativos.

O documento de entrega que acompanha cada remessa de agregado reciclado, além dos itens obrigatórios conforme os dispositivos legais vigentes, deve conter: o nome do fornecedor e unidade de produção e/ou distribuição; identificação da subcategoria do agregado reciclado, de acordo com a sua subclasse, e a classificação granulométrica, de acordo com o indicado nessa norma.

No caso do agregado composto, o fabricante deve informar a proporção entre o agregado reciclado e o agregado natural, em massa; massa do material ou seu volume aparente; data do fornecimento; informação que o produto é agregado reciclado e sua classificação conforme esta norma. A dimensão do lote de agregados reciclados não pode ultrapassar 300 m³ de agregados de mesma origem ou, nos processos contínuos, a quantidade corresponde a 12 h ininterruptas de produção.

No caso específico de pequenas obras, onde o volume não supere 100 m³, ou não corresponda à área de construção de mais de 500 m², nem ao tempo de execução de mais de duas semanas, a dimensão do lote não pode ultrapassar 80 m³ de agregados de mesma origem. No caso de obras de grande porte, onde a dimensão do lote é muitas vezes superior ao indicado, este limite pode ser alterado em comum acordo entre as partes.

A amostra representativa de um lote de agregado reciclado deve ser coletada com base nas NBR 10007 ou NBR 16915. O procedimento da NBR 10007 pode ser aplicado à amostragem em pilhas ou em estoques de produção de agregados reciclados, independentemente das dimensões destes. A coleta de material para ensaios deve ser efetuada na pilha de agregados reciclados, em vários pontos distintos, devendo-se evitar que seja efetuada na base e na superfície da pilha, conforme a figura abaixo.

Retirar amostra de pelo menos três seções, situadas respectivamente na base, no meio e no topo da pilha, sendo que de cada seção devem ser retiradas no mínimo quatro amostras parciais, obtidas em locais equidistantes. Para a coleta, o amostrador deve penetrar obliquamente nas pilhas (ver figura acima).

Emprega-se para a coleta um amostrador tipo Trier, constituído por um tubo alongado, com dimensões variando entre 60 cm e 100 cm de comprimento e diâmetro variando entre 1,27 cm e 2,54 cm, sendo a ponta de cravação chanfrada e a porção posterior reforçada com chapa de aço, para resistir a choques de marreta. Esse equipamento normalmente é empregado para cravação do amostrador na pilha de agregado.

O procedimento de coleta estabelecido na NBR 16915 pode ser aplicado à amostragem em fluxos de descarga dos transportadores de correia ou silos, durante a produção de agregados reciclados, sejam esses fluxos manuais ou automáticos. A coleta de material para ensaios deve ser efetuada durante a produção, em regime contínuo ou não, ou em pilhas de homogeneização, ao longo da formação das camadas, evitando-se a coleta logo no início ou no final da produção.

As amostras parciais devem ser coletadas tomando-se a seção transversal completa do fluxo de descarga do material em contêineres com dimensão apropriada à vazão, em diversos intervalos de tempo ou em vários pontos de descarga, durante a produção. Deve-se coletar no mínimo dez amostras parciais.

Quanto ao uso de agregados reciclados, para os seus usos previstos, são utilizadas três subclasses, conforme a seguir: ARCO – agregado reciclado de concreto; ARCI – agregado reciclado cimentício; ARM – agregado reciclado misto. Quando o agregado reciclado for utilizado em compósitos ou produtos com função estrutural, como concretos de cimento Portland, artefatos pré-fabricados e argamassas com função estrutural, é indicado unicamente utilizar a subclasse ARCO.

A substituição de agregado natural por agregado reciclado, nesses casos, deve ser limitada a 20% da massa de agregados totais e a concretos das classes de agressividade I e II da NBR 6118:2014. Para os efeitos desta norma, as argamassas de assentamento da alvenaria estrutural, os grautes e a argamassa armada são considerados argamassas com função estrutural.

Quando os agregados reciclados forem utilizados em concretos de cimento Portland destinados a usos não estruturais, artefatos pré-fabricados sem função estrutural e argamassa de assentamento, revestimento e contrapiso, é indicado utilizar as classes ARCO, ARCI e ARM, em teores de substituição de até 100% da massa de agregados naturais.

Argamassas, artefatos pré-fabricados e concreto de cimento Portland produzidos com agregado reciclado em substituição ao agregado natural devem atender a todos os requisitos estabelecidos pelas normas específicas desses produtos e compósitos, independentemente dos teores de substituição de agregado natural por agregado reciclado. Para o preparo de argamassas, artefatos pré-fabricados e concretos de cimento Portland com agregados reciclados, é recomendada a pré-molhagem dos agregados miúdo e graúdo, para ajuste das propriedades reológicas, como trabalhabilidade, consistência, perda de abatimento, entre outras.

Os agregados reciclados podem ser usados sem o artifício da pré-saturação, porém, deve-se compensar a água absorvida pelo agregado e não a incluir no cálculo da relação água/cimento. Para fins de cálculo da água/cimento efetiva das argamassas e concretos, deve-se descontar a quantidade de água absorvida pelos agregados reciclados.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 167 | Ano 4 | 15 JULHO 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 167 Ano 4
Edição 167 | Ano 4 | 15 JULHO 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
Confira os 12 artigos desta edição:
A produtividade dos serviços de saúde com os registros eletrônicos
O uso do cloro na indústria química e os riscos de armazenagem e transporte
A responsabilidade da gestão de riscos e o modelo das três linhas
Os princípios de segurança e desempenho dos produtos para a saúde
Os critérios das selagens de aberturas de passagem de instalações de serviço

Os itens de segurança na nuvem indispensáveis para 2021 Target Adnormas
O acabamento e a proteção de superfícies pintadas de móveis de madeira
Inovações tecnológicas ganham cada vez mais força na indústria
ESG, ética e valores
Os critérios para a auditoria de sistemas de gestão da segurança da informação
As novidades no mercado de chips que segue agitado
A segurança dos atomizadores costais com um motor de combustão

Os princípios gerais da avaliação da conformidade

A NBR ISO/IEC 17000 de 06/2021 – Avaliação da conformidade – Vocabulário e princípios gerais especifica os termos e definições gerais relativos à avaliação da conformidade (incluindo a acreditação dos organismos de avaliação da conformidade) e ao uso da avaliação da conformidade, para facilitar o comércio. Os princípios gerais de avaliação da conformidade e uma descrição da abordagem funcional da avaliação da conformidade são providos no Anexo A. A avaliação da conformidade interage com outros campos, como sistemas de gestão, metrologia, normalização e estatística. Os limites da avaliação da conformidade não estão definidos neste documento.

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O que é a avaliação da conformidade?

O que é uma atividade de avaliação da conformidade por segunda parte?

O que é um esquema de avaliação da conformidade?

Como pode ser definida a validação e a verificação?

O Comitê de Avaliação da Conformidade da ISO (CASCO) desenvolve normas internacionais relacionadas às atividades de avaliação da conformidade, como ensaios, inspeção e várias formas de

certificação. Durante muitos anos, o ABNT ISO/IEC Guia 2 incluiu um vocabulário central para avaliação da conformidade, elaborado a partir de um pequeno número de termos e definições compilados primeiramente para facilitar a comunicação e o entendimento sobre certificação de produtos com base em normas para bens manufaturados tradicionais.

No ano 2000, o CASCO decidiu remover a terminologia de avaliação da conformidade do ABNT ISO/IEC Guia 2 e prover, em vez disso, um vocabulário autônomo mais prontamente aplicável às normas internacionais planejadas sobre avaliação da conformidade e a elaboração ou revisão de documentos relacionados. A primeira edição deste documento foi publicada em 2004, como uma estrutura consistente dentro da qual os conceitos mais específicos poderiam ser definidos apropriadamente e denotados pelos termos mais apropriados.

Os conceitos adicionais exclusivos de atividades particulares, como acreditação, certificação de pessoas e uso de marcas de conformidade, não estão incluídos neste documento, mas são fornecidos nas normas internacionais relacionadas a essas atividades. Os termos e definições relacionados ao comércio e à regulamentação são apresentados na Seção 9.

Estes se aplicam não somente a padronizar o uso dentro da comunidade de avaliação da conformidade, mas também a ajudar os formuladores de políticas preocupados com a facilitação do comércio dentro das estruturas regulamentadoras e de tratados internacionais. Os termos e definições especificados neste documento, particularmente nas Seções 6 e 7, refletem a adoção pelo CASCO, em novembro de 2001, da abordagem funcional.

Para prover uma melhor compreensão dos conceitos definidos, seu agrupamento e seus relacionamentos, uma descrição da abordagem funcional foi incluída no Anexo A, para informação. Os termos incluídos neste documento referem-se aos conceitos considerados essenciais para defini-los.

Os termos gerais utilizados para denotar conceitos de avaliação da conformidade, para os quais o uso de linguagem comum é suficiente, não estão incluídos neste documento. Os termos não comuns em todas as normas internacionais de avaliação da conformidade e com definições específicas para uma determinada aplicação não estão incluídos neste documento, mas estão incluídos na norma específica pertinente.

Os termos pertinentes definidos em outros documentos estão listados no Anexo B: termos aplicáveis aos aspectos específicos de avaliação da conformidade, conforme definidos em outras normas de avaliação da conformidade; termos geralmente aplicáveis em contextos de avaliação da conformidade para os quais as definições são publicadas fora das normas de avaliação da conformidade.

A avaliação da conformidade é uma série de três funções que satisfazem uma necessidade ou demanda pela demonstração de que os requisitos especificados são atendidos: seleção; determinação; e análise crítica, decisão e atestação. Tal demonstração pode acrescentar substância ou credibilidade para alegações de que os requisitos especificados são atendidos, dando aos usuários maior confiança a essas alegações.

As normas são frequentemente usadas como requisitos especificados, uma vez que representam um amplo consenso do que se quer em uma determinada situação. Como resultado, a avaliação da conformidade é frequentemente vista como uma atividade relacionada a normas.

A avaliação da conformidade pode ser aplicada a produtos, processos, serviços, sistemas, instalações, projetos, dados, desenhos, materiais, alegações, pessoas ou organizações, e também àqueles organismos que realizam atividades de avaliação da conformidade. Por conveniência, nesse documento, a expressão objeto de avaliação da conformidade é utilizada para se referir coletivamente a qualquer ou à totalidade dessas entidades. Cada um dos vários tipos de usuários da avaliação da conformidade tem suas próprias necessidades específicas.

Como resultado, há muita variedade nos diferentes tipos de avaliação da conformidade realizados. Todavia, todos os tipos de avaliação da conformidade seguem a mesma abordagem funcional, como mostrado na figura abaixo. A forma A na figura representa uma função de avaliação da conformidade.

As atividades específicas em cada função podem variar de um tipo de avaliação da conformidade para outro, com base nas necessidades dos usuários, a natureza dos requisitos especificados e o objeto da avaliação da conformidade envolvido. A forma B na figura representa a saída de uma função e é também a entrada da próxima função. A natureza da saída varia, dependendo das atividades específicas que tenham sido realizadas.

A forma C na figura representa uma decisão. As atividades de avaliação da conformidade podem ser caracterizadas como primeira parte, segunda parte ou terceira parte. Geralmente, para cada uma dessas categorias as atividades de avaliação da conformidade estão sob o controle ou a direção do tipo de pessoa ou organização declarada na definição pertinente, e a decisão crítica na qual a atestação se baseia é feita pelo tipo de pessoa ou organização declarada na definição pertinente.

A seleção envolve as atividades de planejamento e preparação, para coletar ou produzir todas as informações e entradas necessárias para a função de determinação subsequente. As atividades de seleção variam amplamente em número e complexidade. Em alguns casos, muito pouca atividade de seleção pode ser necessária.

Algumas considerações podem ser necessárias em relação à seleção do objeto de avaliação da conformidade. Frequentemente, o objeto pode ser um grande número de itens idênticos, produção em andamento, um processo contínuo ou um sistema, ou pode envolver diversas localidades.

Nesses casos, pode ser necessária uma amostragem representativa. Por exemplo, o plano de amostragem de águas fluviais relacionado a uma demonstração de que os requisitos de poluição são atendidos seria um exemplo de uma atividade de amostragem considerável e significativa. Todavia, ocasionalmente, o objeto pode ser a população total, por exemplo, quando o único produto individual é o objeto de avaliação da conformidade.

Mesmo nesses casos, a amostragem pode ser necessária para selecionar uma parte do objeto inteiro que seja representativa do todo (por exemplo, seleção de partes críticas de uma ponte para determinação de fadiga do material). Também pode ser necessário considerar os requisitos especificados. Em muitos casos, existe(m) uma norma ou outros requisitos preexistentes.

Todavia, convém que se tome cuidado ao aplicar requisitos preexistentes para o objeto específico de avaliação da conformidade. Por exemplo, pode ser necessário ter cuidado ao aplicar uma norma escrita para tubos de polietileno aos tubos de polipropileno.

Em alguns casos, somente apenas um conjunto muito geral de requisitos que possivelmente precise ser ampliado para que a avaliação seja significativa ou aceitável para os usuários. Por exemplo, um órgão regulador pode requerer que produtos não tenham riscos inaceitáveis de segurança (o requisito geral) e esperar que um organismo de certificação estabeleça requisitos detalhados para produtos ou tipos de produtos certificados individualmente. Ou requisitos gerais de sistema de gestão possivelmente precisam ser mais focados quando o sistema de gestão aborda o atendimento a requisitos específicos de serviço.

IEC 60455-3-8: as resinas para os acessórios de cabos elétricos

A IEC 60455-3-8:2021 – Resin based reactive compounds used for electrical insulation – Part 3-8: Specifications for individual materials – Resins for cable accessories fornece os requisitos das resinas para acessórios de cabos de alimentação que estão em conformidade com esta especificação e atendem aos níveis de desempenho estabelecidos. No entanto, a seleção de um material por um usuário para uma aplicação específica será baseada nos requisitos reais necessários para o desempenho adequado naquela aplicação e não apenas nesta especificação.

Esses materiais são projetados para serem usados em acessórios de cabos de baixa e média tensão e, como tal, o desempenho elétrico é comprovado como parte da montagem. Exemplos disso são descritos na EN 50393 e IEC 60502-4. Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição publicada em 2013.

Esta edição constitui uma revisão técnica e inclui as seguintes mudanças técnicas significativas em relação à edição anterior. Na Cláusula 1 foi introduzido um link para os conjuntos de acordo com a IEC 60502-4 e EN 50393. Algumas designações, como as categorias, principalmente as mecânicas, foram redefinidas. Os ensaios de tipo foram atualizados com base na base química do material e nos testes de tipo foram introduzidos alguns materiais adicionais. No Anexo A foi estabelecida uma rede de exame.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO………………………. 3

INTRODUÇÃO…………………….. 5

1 Escopo………………………. 6

2 Referências normativas……….. 6

3 Termos e definições………….. 7

4 Designação……………………. 7

5 Teste de tipo……………….. 8

5.1 Geral………………………. 8

5.2 Amostragem………………… 8

5.3 Preparação e condicionamento ……………….. 8

5.3.1 Geral…………………. 8

5.3.2 Componentes individuais antes da mistura……….. 8

5.3.3 Resina logo após a mistura (estágio de cura)……………. 8

5.3.4 Resina curada (original)………………………… 9

5.3.5 Resina curada após envelhecimento térmico (seca e úmida)………9

5.4 Sequência de testes …………………….. … 9

5.5 Relatório de teste…………………… 9

6 Métodos de teste ……………… ……………… 9

7 Informações sobre fornecimento, embalagem, marcação e rotulagem………… ……. 16

7.1 Embalagem ……………………… ……….. 16

7.2 Marcação e rotulagem ………………………… 16

7.2.1 Geral ……………………………. ……… 16

7.2.2 Componentes………………………….16

7.2.3 Kit de acessórios ……………………….. 16

Anexo A (normativo) Grade de exame ………………….. 17

Bibliografia………………….. 18

Figura A.1 – Grade de exame …………………17

Figura A.2 – Posição da grade de exame na amostra…… 17

Tabela 1 – Categorias de resinas…………………………. 7

Tabela 2 – Testes de tipo: métodos de teste e requisitos para resinas de poliuretano ………… 10

Tabela 3 – Testes de tipo: métodos de teste e requisitos para resinas de polibutadieno……………. 12

Tabela 4 – Testes de tipo: métodos de teste e requisitos para resinas epóxi ……………………. 13

Tabela 5 – Testes de tipo: métodos de teste e requisitos para resinas de silicone ………………….. 15

Esta parte da IEC 60455 faz parte de uma série que trata das especificações para compostos reativos e seus componentes para isolamento elétrico. Esta série consiste em três partes: Parte 1: Definições e requisitos gerais (IEC 60455-1); Parte 2: Métodos de teste (IEC 60455-2); Parte 3: Especificações para materiais individuais (IEC 60455-3). A IEC 60455-3-8 é uma das folhas de especificações que compreendem a Parte 3 da seguinte forma: Folha 8: Resinas para acessórios de cabos.

A conformidade da reciclagem de fluidos refrigerantes

A NBR 15960 de 06/2021 – Fluidos refrigerantes – Recolhimento, reciclagem e regeneração (3R) – Procedimento estabelece os métodos e os procedimentos a serem adotados na execução dos serviços de manutenção quanto ao recolhimento, reciclagem, armazenagem, regeneração e disposição final de fluidos refrigerantes em equipamentos e instalações de refrigeração e ar-condicionado. O fluido refrigerante é o fluido frigorífico usado para transferência de calor em um sistema de refrigeração, que absorve calor a baixa temperatura e a baixa pressão, e rejeita-o a uma temperatura mais alta e a uma pressão mais alta, geralmente envolvendo mudanças de fase do fluido refrigerante. O fluido refrigerante não é consumido no processo e reciclar é reduzir os contaminantes dos fluidos refrigerantes usados, como umidade, acidez, óleo e material particulado.

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Qual é o fluxograma de processo de recolhimento ativo por transferência de líquidos?

Como deve ser executado o recolhimento do fluido, por bomba, sem mudança de fase?

Qual é o fluxograma do processo de reciclagem?

Qual é o fluxograma do processo de regeneração?

É considerado profissional habilitado para execução dos serviços objetos desta norma aquele que possuir conhecimentos de base sobre fluidos refrigerantes e sobre o sistema da cadeia do frio que ele se propõe a operar, devidamente treinado para o uso dos equipamentos de recolhimento. Para o recolhimento do fluido refrigerante (recolhimento ativo), o equipamento deve ser projetado para recolher o fluido refrigerante de um sistema de refrigeração por meio mecânico, sem a capacidade de processá-lo ou limpá-lo, utilizando um cilindro apropriado.

Os fluidos refrigerantes líquidos à temperatura ambiente requerem equipamento apropriado. O desempenho destes equipamentos deve atender aos requisitos da NBR ISO 11650. Para o recolhimento com reciclagem, o equipamento deve e reciclar o fluido refrigerante automaticamente após sua entrada. O fluido refrigerante descontaminado deve ser depositado em recipiente adequado ou reutilizado no equipamento de origem.

O desempenho destes equipamentos de recolhimento com reciclagem deve atender aos requisitos da NBR ISO 11650 e um equipamento com a capacidade de carregar e medir a quantidade da carga nos sistemas de refrigeração com o fluido descontaminado. O fluido refrigerante deve atender às especificações da NBR 16667 e as propriedades dos fluidos devem estar em conformidade com a NBR 16666.

Para a regeneração do fluido refrigerante, o equipamento deve ser projetado para regeneração dos fluidos refrigerantes, conforme a NBR 16667. O fluido refrigerante regenerado deve vir acompanhado de certificado de análise, assinado por engenheiro químico, comparando com os padrões da NBR 16667.

Os fluidos refrigerantes regenerados devem ser analisados e identificados por análise cromatográfica. Como materiais e componentes, o reservatório deve ser os cilindros recarregáveis, de aço, com costura, com registro e válvula de segurança. É também admissível o uso de cilindros dosadores.

A construção e os ensaios do cilindro devem atender aos requisitos da NBR ISO 4706 e a legislação vigente. A mangueira com registro possui terminais com rosca SAE ¼” e pino depressor, com registro, e classe de pressão de 40 bar (600 psig). A válvula perfuradora e alicate perfurador são ferramentas usadas para obter o acesso das mangueiras ao sistema de refrigeração sem o escape de fluido frigorífico.

As ferramentas para perfuração de tubos devem ser utilizadas somente para instalação temporária no sistema, caso contrário será uma fonte potencial de vazamento de fluido. Deve-se usar os óculos de proteção, também conhecidos como óculos de segurança, que são Equipamentos de Proteção Individual (EPI), utilizados para proteção da visão contra eventuais impactos de partículas volantes multidirecionais, luminosidade intensa, radiação ultravioleta, respingos de produtos químicos e de processos de solda, sua utilização deve estar em conformidade com as legislações vigentes.

As luvas de segurança são um equipamento de proteção individual, utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos, conforme legislação vigente. A balança ou cilindro dosador deve ter escala graduada e é utilizado para medir a quantidade correta de fluido refrigerante adicionado ou removido do sistema, fabricado conforme legislação vigente.

O manifold é um conjunto de dois manômetros, adequados ao fluido refrigerante, com registros e mangueiras, utilizado para medir a pressão e definir o fluxo do fluído refrigerante. Os manômetros devem estar aferidos/certificados, com a data de aferição e a data da nova aferição, conforme a legislação vigente.

O fluido refrigerante deve ser recolhido em qualquer intervenção em um sistema de refrigeração em que seja identificado o mínimo risco de vazamento de fluido refrigerante durante o processo, conforme a NBR ISO 5149-4. O método de recolhimento passivo não é recomendado, pois não retira totalmente o fluido refrigerante do sistema de refrigeração.

O método de recolhimento ativo é o recomendado nesta norma, devendo atingir menos 25 psig no manômetro e ser adequado ao fluido refrigerante do equipamento. O fluido refrigerante recolhido pode ter as seguintes destinações: reciclagem no próprio local com equipamento adequado; ser destinados às unidades de reciclagem ou centrais de regeneração; e ir para tratamento térmico.

A mistura de diferentes fluidos refrigerantes onera sua regeneração e pode inviabilizar a sua reutilização, e por isso deve ser evitada. Quando houver misturas de diferentes fluidos refrigerantes, estas devem ser armazenadas adequadamente e ter destinação final ambientalmente adequada, conforme legislação vigente. No caso de vazamento parcial de fluidos refrigerantes formulados com duas ou mais substâncias (blends), o fluido recolhido deve ser analisado a fim de definir sua destinação. Para a recolhimento ativo por transferência de vapor, quando houver mudança de fase do fluido refrigerante, deve-se observar o esquema de recolhimento por transferência de vapor, apresentado na figura abaixo.

O procedimento para recolhimento ativo por transferência de vapor consiste na extração do fluido refrigerante do sistema de refrigeração, por meio de equipamento apropriado e armazenagem do fluido recolhido em cilindros retornáveis em conformidade com normas e legislações vigentes. Não pode haver reutilização de cilindros descartáveis para recolhimento de fluidos refrigerantes.

O procedimento deve seguir as orientações de montagem e aplicações indicadas pelo fabricante do equipamento de recolhimento, de acordo no mínimo, mas não limitado a isso, com o fluxograma da figura acima. Além disso, deve-se seguir algumas recomendações. O aparelho de refrigeração: é necessário identificar a válvula de processo ou tubo de acesso para perfuração por equipamento apropriado, evitando vazamentos.

O filtro (opcional) deve estar de acordo com as recomendações do fabricante, e deve-se verificar a necessidade de uso de filtro intermediário para retenção de partículas sólidas que podem danificar o aparelho de recolhimento. Deve-se usar o cilindro recarregável de diversas capacidades que atendam às NBR ISO 9809-1 e NBR 16357 ou internacionais e/ou legislações vigentes sobre uso, ensaios de desempenho e segurança destes equipamentos.

A balança para controle de enchimento do cilindro de recolhimento, até os limites de enchimento, deve ser estabelecida pelas normas brasileiras ou internacionais e/ou legislações vigentes e as mangueiras e seus registros devem ser de menor extensão possível, para evitar perdas e vazamentos de fluidos durante os processos. O cilindro de recolhimento deve ser equipado com dispositivo de controle de nível desliga automaticamente quando o cilindro atinge 80% de sua capacidade, conforme legislação vigente.

No caso de cilindros de recolhimento sem dispositivo de controle de nível, é aceitável o uso de balança programável, que deve interromper de forma automática o fluxo do fluido refrigerante para a máquina ou equipamento ou aparelho de recolhimento, após o cilindro atingir um peso correspondente a não mais do que 80% de sua capacidade. O procedimento de recolhimento rápido deve ser executado por profissional treinado e capacitado.

O procedimento de recolhimento ativo por transferência de líquidos consiste na extração do fluido refrigerante do sistema de refrigeração por meio de equipamento apropriado, utilizando um cilindro intermediário, e na armazenagem do fluido recolhido em cilindros e/ou cilindros recarregáveis. Um cilindro intermediário com válvula de líquidos (pescador) é conectado entre o aparelho de refrigeração e a máquina recolhedora. O cilindro intermediário extrai o fluido refrigerante por meio da válvula de líquidos (fase líquida) do aparelho de refrigeração.