REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 154 | Ano 3 | 15 de Abril 2021

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Edição 154 | Ano 3 | 15 de Abril 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
  Confira os 12 artigos desta edição:  
A Qualidade dos dispositivos de intertravamento para a segurança em máquinas
O controle da qualidade das estruturas de concreto reforçado com fibras
O papel da tecnologia para a produtividade e retomada dos negócios
A instalação e os critérios para a seleção de medidores de água individuais
Por que o low code se tornou tão valioso durante a crise?

Os equipamentos eletromédicos em serviços de emergência Target Adnormas
As instalações de treinamentos de combate a incêndio e resgate técnico
Como fazer os estímulos internos da equipe de maneira eficaz
A importância da tecnologia industrial no controle e recuperação da crise
A gestão do conhecimento é para todos
A garantia de receita como alavanca da eficiência operacional
A conformidade dos testes laboratoriais remotos

Os parâmetros das cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido

A NBR 7483 de 02/2021 – Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido – Especificação estabelece os requisitos para fabricação, encomenda, fornecimento e recebimento de cordoalhas de aço de alta resistência de três e sete fios, nuas, entalhadas ou revestidas (engraxadas e plastificadas), destinadas às armaduras de pré-tensão e pós-tensão.

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Como deve ser feita a marcação nos produtos?

O que o comprador deve indicar na encomenda?

Qual deve ser o procedimento de inspeção?

Qual deve ser a referência de massa linear mínima e máxima por diâmetro?

Essa norma se baseou em três objetivos principais: atualização da última versão (2008) em relação às práticas correntes de mercado, processos produtivos, além de referências internacionais (como ASTM A886, BS 5896 e PTI-M10.2), para criar um documento mais universal e coerente com a realidade; a inclusão de produtos amplamente utilizados no mercado e que não existiam na versão de 2008, como cordoalhas engraxadas e plastificadas, cordoalhas enceradas e plastificadas, cordoalhas entalhadas, criando assim critérios de compra, fabricação, aceitação e utilizações destes produtos, referenciados em especial pela ASTM A886 e PTI-M10.2; a  inclusão de novas classes de resistência, conforme evidências de produtos já existentes no mercado e desenvolvimentos em outros países.

Além disso, esta nova edição buscou o refinamento de definições e expressões para melhor compreensão dos usuários. Assim, pode-se definir uma cordoalha de sete fios como aquela constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central (alma). A de três fios é constituída por três fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, em uma

forma helicoidal, com passo uniforme e a de sete fios entalhada é constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, entalhados, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central liso (alma).

A cordoalha de sete fios revestida (engraxada e plastificada ou encerada e plastificada) é constituída por sete fios, sendo seis fios com o mesmo diâmetro nominal, encordoados juntos, entalhados, em uma forma helicoidal, com passo uniforme, em torno do fio central liso (alma), recoberta por uma camada de graxa ou cera e por uma capa extrudada de polietileno ou polipropileno de alta densidade.

Conforme o número de fios, as cordoalhas classificam-se em: cordoalha de sete fios; cordoalha de três fios. Conforme a resistência à tração, as cordoalhas classificam-se em: categoria CP-190; categoria CP-210; categoria CP-220; categoria CP-230; e categoria CP-240. Conforme a característica da superfície, as cordoalhas classificam-se em: cordoalha nua lisa; cordoalha nua entalhada; cordoalha revestida (engraxada e plastificada ou encerada e plastificada).

Os números 190, 210, 220, 230 e 240 correspondem ao limite mínimo da resistência à tração na unidade quilogramas-força por milímetro quadrado. Para os efeitos desta norma, considera-se 1 kgf/mm² = 9,81 MPa. As cordoalhas de três e sete fios são produzidas sempre na condição de relaxação baixa (ver tabela A.1 na norma).

O fio usado na fabricação da cordoalha deve ser produzido por trefilação a frio a partir de fio-máquina de aço-carbono. Os teores de fósforo e enxofre do aço não podem exceder os seguintes valores: fósforo: 0,020%; enxofre: 0,025%. Não há especificação para os outros elementos químicos.

A composição química do aço utilizado deve garantir que as características mecânicas especificadas nesta norma sejam atendidas pelo produto final. O fio deve ser isento de defeitos superficiais ou internos, prejudiciais ao seu emprego. O encordoamento da cordoalha de sete fios deve ter o fio central com diâmetro nominal pelo menos 3% maior do que o dos fios externos. Os seis fios externos devem ser firmemente dispostos em torno do fio central (alma), com um passo de 14 a 18 vezes o diâmetro nominal da cordoalha.

A cordoalha de três fios deve ser produzida com fios com o mesmo diâmetro nominal, firmemente encordoados com um passo de 14 a 18 vezes o diâmetro nominal da cordoalha. O processo de fabricação da cordoalha de três e sete fios deve garantir que os fios componentes da cordoalha, ao serem cortados com discos, não saiam de sua posição original ou, caso saiam, que possam ser reposicionados manualmente.

As emendas no processo de trefilação deve permitir que soldas entre bobinas de fio-máquina, necessárias para continuidade do processo de trefilação, sejam incorporadas à cordoalha. Quanto às emendas no processo de encordoamento, quando solicitado pelo comprador um produto de apenas um lance, não é permitida a incorporação de emendas no produto final, originadas durante ou após o processo de trefilação ou durante o processo de encordoamento.

Para a aplicação de graxa, o filme de graxa deve ser uniforme em torno da superfície metálica da cordoalha, utilizando-se material que garanta proteção contra a corrosão do aço e lubrificação entre a cordoalha e a capa polimérica. Além disso, deve ser química e fisicamente estável e não reativo com o aço e a capa polimérica.

Para cordoalhas de 12,70 mm, o peso mínimo da graxa deve ser de 37 g/m de cordoalha. Para cordoalhas com diâmetros de 15,20 mm e 15,70 mm, o peso mínimo de graxa deve ser de 44 g/m de cordoalha. O fabricante deve garantir, em uma frequência de ensaios de cinco em cinco anos, que a graxa seja compatível com os critérios discriminados na Tabela A.2, disponível na norma.

Para a aplicação de cera, o filme deve ser uniforme em torno da superfície dos fios que constituem a cordoalha, utilizando-se material que garanta proteção contra a corrosão do aço e lubrificação entre a cordoalha e a capa polimérica. Além disso, deve ser química e fisicamente estável e não reativo com o aço e a capa polimérica.

O fabricante deve garantir, em uma frequência de ensaios de cinco em cinco anos, que a cera seja compatível com os critérios discriminados na Tabela A.2 na norma. A capa polimérica extrudada sobre o conjunto aço-graxa ou aço-cera deve ser à prova d’água e garantir proteção completa à penetração de concreto e perda de graxa ou cera durante aplicação, sendo contínua por todo o comprimento da cordoalha.

O polímero deve ser suficientemente resistente para que tenha sua integridade garantida contra danos causados durante o processo de fabricação, transporte, instalação, concretagem e pós-tensão, além de ser quimicamente estável, de forma que não se fragilize diante da exposição à variação de temperaturas e vida útil da estrutura. A capa também não pode ser reativa ao concreto, aço e cobrimento de proteção contra corrosão.

Para o desenvolvimento de capas poliméricas alternativas, uma amostra representativa do polímero deve ser usada para determinar a funcionalidade adequada do material e para garantir as propriedades dimensionais a partir de procedimentos e métodos em comum acordo entre o comprador e o fabricante, não havendo, no entanto, requisitos específicos nessa norma e resultados para aceitação ou rejeição. A espessura mínima da parede de capa polimérica deve ser de 1,0 mm e o seu diâmetro interno mínimo deve ser 0,75 mm maior que o máximo diâmetro da cordoalha.

Ligeiras variações dimensionais na parede da capa polimérica são admissíveis, devido ao processo de extrusão. A densidade mínima do polímero deve ser de 0,941 g/cm³. Como tratamento final, as cordoalhas devem ser submetidas a um tratamento termomecânico final apropriado, a fim de atender aos requisitos especificados em 5.2 e na Tabela A.1 na norma.

No caso das cordoalhas engraxadas e plastificadas, os requisitos são os mesmos discriminados na Tabela A.1 na norma, somados aos requisitos específicos discriminados em 4.2.5. No caso das cordoalhas entalhadas, também são aplicáveis os requisitos discriminados na Tabela A.1 na norma, e, adicionalmente, a profundidade de entalhe em cada fio das cordoalhas entalhadas, medida por duas vezes em cada geratriz, deve ter profundidade média máxima de 3,5% da dimensão do arame liso.

As cordoalhas, ao serem desenroladas e deixadas livremente sobre uma superfície plana e lisa, não podem apresentar uma curvatura com flecha permanente superior a 15 cm, em comprimento de 2 m. A cordoalha deve ser fornecida em rolo firmemente amarrado, com diâmetro interno não inferior a 750 mm.

O acondicionamento deve permitir a retirada de amostra sem danificar a estrutura do rolo. Os produtos de aço para protensão devem ser protegidos durante o transporte e armazenamento contra qualquer dano ou contaminação, especialmente contra substâncias ou líquidos que possam produzir ou provocar corrosão.

A enumeração de leveduras e bolores viáveis em alimentos

A NBR ISO 21527-1 de 03/2021 – Microbiologia de alimentos para consumo humano e animal – Método horizontal para enumeração de leveduras e bolores – Parte 1: Técnica de contagem de colônias em produtos com atividade de água superior a 0,95 especifica um método horizontal para a enumeração de leveduras e bolores viáveis em produtos destinados ao consumo humano ou animal com atividade de água superior a 0,95 [ovos, carnes, laticínios (exceto leite em pó), frutas, vegetais, pastas frescas etc.], por meio da técnica de contagem de colônias a 25 °C ± 1 °C.

Essa parte não permite a enumeração de esporos de fungos. Nem a identificação da microbiota de fungos nem o exame de alimentos para micotoxinas estão dentro do escopo desta parte. O método especificado nesta parte da não é adequado para a enumeração de fungos resistentes ao calor, como Byssochlamys fulva ou Byssochlamys nivea, em frutas e vegetais enlatados ou engarrafados.

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Por que fazer a adição opcional de oligoelementos?

Qual deve ser a aparelhagem e vidraria a ser usada?

Como preparar a alíquota de ensaio, suspensão inicial e diluições?

Como executar a contagem e a seleção de colônias para confirmação?

Devido à grande variedade de alimentos para consumo humano e animal, as aplicações do método horizontal especificado na NBR ISO 21527 (todas as partes) podem não ser apropriadas para certos produtos. Neste caso, podem ser utilizados métodos diferentes, específicos para estes produtos, se for absolutamente necessário por razões técnicas justificadas.

No entanto, devem ser feitas todas as tentativas para aplicar o método horizontal, conforme especificado na NBR ISO 21527 (todas as partes), tanto quanto possível. Quando ocorrer a próxima revisão da NBR ISO 21527 (todas as partes), serão levadas em consideração todas as informações então disponíveis sobre a extensão em que o método horizontal foi seguido e as razões para desvios deste método, no caso de produtos específicos.

A harmonização dos métodos de ensaio pode não ser imediata e, para certos grupos de produtos, podem já existir normas internacionais e/ou normas nacionais que não estejam em conformidade com o método horizontal especificado na NBR ISO 21527 (todas as partes). Espera-se que, quando estas normas forem analisadas criticamente, elas sejam alteradas para atender à NBR ISO 21527 (todas as partes), de modo que, eventualmente, os únicos desvios remanescentes deste método horizontal sejam aqueles necessários por razões técnicas bem estabelecidas.

Dessa forma, pode-se definir a levedura como um microrganismo aeróbio mesofílico que, a 25 °C, desenvolve colônias redondas foscas ou brilhantes, geralmente com um contorno regular e uma aparência mais ou menos convexa, na superfície do meio de ágar micológico, nas condições descritas nesta parte da NBR ISO 21527. As leveduras no interior de um meio, ao invés de sobre um meio, desenvolvem colônias arredondadas lenticulares.

O bolor é um microrganismo filamentoso aeróbio mesofílico que, na superfície do meio de ágar micológico nas condições descritas nesta parte da NBR ISO 21527, geralmente desenvolve espalhamento plano ou felpudo/algodonoso de propágulos/germe ou colônias, frequentemente com frutificação colorida ou estruturas de esporos. Bolores no interior de um meio, ao invés de sobre um meio, podem desenvolver colônias arredondadas lenticulares.

As placas inoculadas na superfície são preparadas usando um meio de cultura seletivo especificado. Dependendo do número esperado de colônias, utiliza-se uma quantidade especificada da amostra (se o produto for líquido), ou de uma suspensão inicial (no caso de outros produtos), ou diluições decimais da amostra/suspensão. Placas adicionais podem ser preparadas nas mesmas condições, usando diluições decimais da amostra de ensaio ou da suspensão inicial.

As placas são então incubadas aerobicamente a 25 °C ± 1 °C, durante 5 d. Se necessário, as placas de ágar são deixadas à luz natural difusa por 1 d a 2 d. Colônias/propágulos são então contados e, se requerido (para distinguir colônias de leveduras de colônias bacterianas), a identidade de quaisquer colônias duvidosas é confirmada por exame com uma lupa binocular ou microscópio.

O número de leveduras e bolores por grama ou por mililitro de amostra é calculado a partir do número de colônias/propágulos/germes obtidos em placas escolhidas em níveis de diluição, produzindo colônias contáveis. Bolores e leveduras são contados separadamente, se necessário. Para a prática laboratorial atual, ver ISO 6887 (all parts) e ISO 8261.

Para o diluente, ver ISO 6887 (all parts), ISO 8261 e a norma internacional específica que trate do produto em questão. É possível adicionar agentes tensoativos como monooleato de sorbitano polioxietileno de sódio 1 [0,05 % (concentração mássica)] aos diluentes, para reduzir a aglomeração de esporos de fungos e conídios. Exceto para a preparação específica da amostra de ensaio, é recomendado o uso de caldo de peptona a 0,1 % (concentração de mássica) como diluente.

A composição do caldo de peptona a 0,1 % (concentração de mássica) é para a digestão enzimática de tecidos animais ou vegetais 1,0 g, Água 1.000 mL. Para a preparação do caldo de peptona a 0,1% (concentração de mássica), dissolver os componentes na água, aquecendo, se necessário. Se necessário, ajustar o pH para que, após a esterilização, ele esteja a 7,0 ± 0,2, a 25 °C.

O tween 80 é um exemplo de um produto adequado comercialmente disponível. Esta informação é dada para facilitar aos usuários deste documento e não constitui um endosso por parte da ABNT ao produto citado. Suspender todos os ingredientes, exceto o cloranfenicol, na água e ferver para dissolver completamente. Se necessário, ajustar o pH (6.4) para que, após a esterilização, ele esteja a 5,6 ± 0,2, a 25 °C.

Adicionar 10 mL de uma solução de cloranfenicol a 1% (concentração de mássica) em etanol e misturar. Verter o meio em quantidades adequadas dentro de recipientes (6.5) com capacidade pertinente. Esterilizar em autoclave a 121 °C, durante 15 min. Imediatamente, resfriar o meio em banho-maria (6.3) mantido à temperatura de 44 °C a 47 °C. Resfriar para abaixo de 50 °C e verter quantidades de 15 mL em placas de Petri estéreis (6.6).

Deixar o meio solidificar e secar, se necessário, a superfície das placas, conforme descrito nas NBR ISO 7218 e ISO/TS 11133 (all parts). Usar imediatamente ou armazenar no escuro, de acordo com a ISO/TS 11133 (all parts), até que seja requerido. Evitar a exposição do meio à luz, uma vez que produtos de degradação citotóxicos podem subestimar a microbiota fungica nas amostras. Onde o supercrescimento bacteriano pode ser um problema (por exemplo, carnes cruas), são recomendados cloranfenicol (50 mg/L) e clortetraciclina (50 mg/L).

Neste caso, preparar o meio básico conforme descrito acima, com apenas 50 mg de cloranfenicol, verter na quantidade de 100 mL e esterilizar. Preparar também uma solução de 0,1 % (concentração de mássica) de cloridrato de clortetraciclina em água (relativamente instável em solução, deve ser recém-preparada) e esterilizar por filtração. Pouco antes do uso, adicionar 5 mL desta solução assepticamente a 100 mL do meio básico e verter nas placas.

A gentamicina não é recomendada, pois foi relatado que ela causa inibição de algumas espécies de leveduras. Para a amostragem, convém que uma amostra representativa tenha sido enviada ao laboratório. Não convém que tenha sido danificada ou alterada durante o transporte ou armazenamento. A amostra de laboratório não pode ser congelada.

A amostragem não faz parte do método especificado nesta parte da NBR ISO 21527. Convém que a amostragem seja realizada de acordo com a norma específica, apropriada ao produto em questão. Se não houver norma específica, recomenda-se que as partes envolvidas cheguem a um acordo sobre este assunto.

Preparar a amostra de ensaio de acordo com a ISO 6887 (all parts), ABNT NBR ISO 7218, ISO 8261 e a norma específica que trate do produto em questão. Se não houver uma norma internacional específica, recomenda-se que as partes envolvidas cheguem a um acordo sobre este assunto.

Os indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida

A NBR ISO 37120 de 03/2021 – Cidades e comunidades sustentáveis – Indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores, a fim de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida. Ela segue princípios estabelecidos na NBR ISO 37101 e pode ser utilizada em conjunto com a NBR ISO 37101 e outras estruturas estratégicas. Este documento é aplicável a qualquer cidade, municipalidade ou governo local que intencione medir seu desempenho de uma forma comparável e verificável, independentemente do tamanho e da localização.

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Como reportar a porcentagem da população feminina em idade escolar matriculada em escolas (indicador essencial)?

Como deve ser a porcentagem de estudantes com ensino primário completo: taxa de sobrevivência (indicador essencial)?

Como descrever a relação estudante/professor no ensino primário (indicador essencial)?

Quais são os requisitos para o consumo final total de energia per capita (GJ/ano) (indicador essencial)?

As cidades necessitam de indicadores para mensurar seu desempenho. Os indicadores existentes no nível local geralmente não são padronizados, consistentes, ou comparáveis no tempo ou entre cidades. Este documento é dedicado a serviços urbanos e qualidade de vida como uma contribuição à sustentabilidade da cidade.

Como parte de uma nova série de normas internacionais que estão sendo elaboradas para uma abordagem holística e integrada para o desenvolvimento sustentável, que inclui indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida, indicadores para cidades inteligentes e indicadores para cidades resilientes, este conjunto de indicadores padronizados proporciona uma abordagem uniforme do que é mensurado, e como a medição é realizada. Apresentada como uma lista de indicadores, não é fornecido um juízo de valor para estes, ou estipuladas metas numéricas de referência.

Estar em conformidade com esta norma não confere um status a este propósito. Uma cidade adaptada a esta norma, em relação à mensuração de indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida, pode somente reivindicar conformidade neste sentido. Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade.

A fim de atingir o desenvolvimento sustentável, todo o sistema da cidade necessita ser considerado. Convém que o planejamento para as necessidades futuras considere o atual uso e a eficiência de recursos, para o melhor planejamento do amanhã.

Os indicadores e métodos de ensaio associados nesta norma foram elaborados a fim de auxiliar as cidades a: medir a gestão de desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida ao longo do tempo; aprender umas com as outras, ao permitir comparação por meio de uma vasta gama de medidas de desempenho; e apoiar a definição de políticas e estabelecimento de prioridades. É reconhecido que as cidades podem não ter influência direta ou controle sobre os fatores atuantes de alguns destes indicadores, mas o relato destes é importante para a comparação significativa e proporciona um indicativo geral da prestação de serviços e da qualidade de vida em uma cidade.

Os indicadores nesta norma foram selecionados para serem reportados da forma mais simples e econômica possível, e, portanto, refletem uma plataforma inicial para relatórios. Indicadores adicionais estão sendo elaborados no ISO/TC 268 para promover inteligência (ISO 371221) e resiliência (ISO 371232) em cidades.

Esta norma também inclui uma terceira categoria de indicadores – de perfil – que são recomendados para fornecer estatísticas básicas e informações do contexto para auxiliar as cidades a realizar comparações entre pares. Indicadores de perfil adicionais estão relacionados no Anexo D.

Manter, aprimorar e acelerar o progresso na direção de melhoria dos serviços urbanos e qualidade de vida é também fundamental para ambas as definições de cidades inteligentes e cidades resilientes. Pretende-se que esta norma seja implementada em conjunto com a NBR ISO 37122 e a NBR ISO 37123 para mensurar o progresso na direção de cidades inteligentes e cidades resilientes, respectivamente. A relação entre a família de normas é apresentada na figura abaixo.

Inserir cidade2

Os indicadores são estruturados em torno de temas. Reconhecendo as diferenças das cidades ao redor do mundo, em recursos e capacidades, o conjunto global de indicadores para desempenho de cidades foi dividido em indicadores essenciais (aqueles que devem ser seguidos na implementação desta norma) e indicadores de apoio (aqueles que convém que sejam seguidos na implementação desta norma). Ambos os indicadores, essenciais e de apoio, estão relacionados no Anexo A, Tabela A.1.

Existem três tipos de indicadores nesta norma: os indicadores essenciais: indicadores que são requeridos para demonstrar o desempenho da prestação de serviços urbanos e qualidade de vida; os indicadores de apoio: indicadores que são recomendados para demonstrar o desempenho da prestação de serviços urbanos e qualidade de vida. Estes indicadores podem ser selecionados de acordo com os objetivos da cidade.

Deve-se incluir os indicadores de perfil: indicadores que são recomendados para fornecer estatísticas básicas e informações do contexto para auxiliar as cidades a realizar comparações entre pares. Os indicadores de perfil são utilizados como uma referência informativa.

Este documento é concebido para auxiliar cidades a direcionar e avaliar a gestão de serviços urbanos e toda a prestação de serviços, assim como a qualidade de vida. A sustentabilidade é considerada como seu princípio geral, e inteligência e resiliência como conceitos orientadores no desenvolvimento das cidades. Todos os indicadores devem ser compilados em bases anuais. Se dados de censos forem utilizados, o ano do censo deve ser informado. O ano dos dados populacionais também devem ser informados.

Aqueles que implementam este documento devem reportar todos os indicadores essenciais relacionados nas Seções 5 a 23 desta norma. Os indicadores essenciais descritos nesta norma são considerados indispensáveis para direcionar e avaliar a gestão do desempenho dos serviços urbanos e qualidade de vida.

Dependendo dos objetivos, convém que as cidades reportem também os indicadores de apoio fornecidos nas Seções 5 a 23 desta norma. Os indicadores essenciais, de apoio e de perfil, são classificados em temas de acordo com os diferentes setores e serviços prestados em uma cidade.

A estrutura de classificação é utilizada exclusivamente para indicar os serviços e área de aplicação de cada tipo de indicador quando reportado por uma cidade. Esta classificação em temas não tem significado hierárquico e é ordenada alfabeticamente. Para cada indicador, a correspondência com as áreas de ação da NBR ISO 37101 é indicada [para compatibilidade com o Anexo B, Tabela B.1, e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (Anexo C)].

Para fins de interpretação de dados, as cidades devem considerar a análise do contexto no momento da interpretação de resultados. O ambiente institucional local pode afetar a capacidade de aplicar os indicadores. Em alguns casos, serviços podem ser prestados pelo setor privado ou pela própria comunidade.

Indicadores sob cada tema, quando possível, foram selecionados e combinados com base nos insumos e resultados do indicador, para posterior análise do contexto. Ao interpretar os resultados de uma área de serviço específica, é importante analisar os resultados de vários tipos de indicadores transversalmente nos temas; focar em um indicador isolado pode levar a uma conclusão distorcida ou incompleta.

Os aspectos e os anseios também devem ser levados em consideração na análise. Os usuários também podem considerar os seguintes aspectos, que devem ser claramente mencionados e justificados no relatório: os indicadores podem ser agregados em áreas administrativas maiores (por exemplo: região, área metropolitana, etc.); uma vez que alguns indicadores são indiretamente relacionados à sustentabilidade, há a necessidade de considerar a eficiência de recursos de uma cidade; os indicadores podem ser agrupados para análise de acordo com as características holísticas de uma cidade; e este conjunto de indicadores pode ser complementado por outros conjuntos de indicadores a fim de obter uma abordagem mais abrangente e holística para análise de sustentabilidade.

Além disso, também é importante reconhecer potenciais efeitos antagônicos dos resultados de indicadores específicos, sejam positivos ou negativos, ao analisar os resultados. Por exemplo, o número de automóveis per capita potencialmente resultará em níveis maiores de emissões de gases de efeito estufa.

Como exemplo, um indicador em economia, a taxa de desemprego da cidade (indicador essencial). Os indicadores são aqueles que implementarem este documento e devem reportar este indicador em conformidade com os requisitos descritos a seguir. A taxa de desemprego é considerada um dos indicadores mais informativos do mercado de trabalho, o qual reflete o desempenho geral do mercado de trabalho e a saúde da economia como um todo.

Ele é usado para medir a oferta de trabalho e localizar os ciclos de negócios de uma cidade. Quando o crescimento econômico é forte, as taxas de desemprego tendem a ser baixas e quando a economia está estagnada ou em recessão, as taxas de desemprego tendem a ser maiores.

Este indicador reflete as áreas de ação “Convivência, interdependência e reciprocidade” e “Economia, produção e consumo sustentáveis”, conforme definidas na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para os propósitos de “Coesão social”, “Bem-estar”, “Atratividade” e “Resiliência” da cidade, conforme definidos na NBR ISO 37101.

Os requisitos do indicador essencial envolvem a taxa de desemprego de uma cidade que deve ser calculada pela população residente na cidade em idade ativa que, durante o período de referência da pesquisa não estava em emprego remunerado ou autônomo, mas disponível para o trabalho e à procura de trabalho (numerador), dividida pela força de trabalho total (denominador). O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como uma porcentagem.

O desemprego deve se referir a indivíduos sem trabalho, buscando ativamente trabalho em um período passado recente (últimas quatro semanas), e atualmente disponível para o trabalho. As pessoas que não procuram trabalho, mas que têm perspectiva de trabalho futuro (arranjos para um futuro início de trabalho) são contados como desempregados (Organização Internacional do Trabalho).

Os trabalhadores desalentados ou desempregados ocultos devem ser considerados como pessoas que não estão ativamente à procura de trabalho, porque elas acreditam que as perspectivas de o encontrar são extremamente baixas ou elas têm restrições de mobilidade no mercado de trabalho, enfrentam discriminação e/ou barreiras estruturais, sociais e culturais. Elas não são contabilizadas como parte da força de trabalho e, portanto, não são consideradas desempregadas.

A ausência de busca ativa por trabalho deve se referir a pessoas que não tenham tomado medidas ativas para procurar trabalho (por exemplo, procura de emprego, entrevistas, reuniões informativas etc.) durante um período recente especificado (geralmente nas últimas quatro semanas). A força de trabalho deve se referir à soma total de pessoas empregadas e desempregadas que estão legalmente aptas para trabalhar, e que residem na cidade.

Para cidades que não podem reportar o desemprego no nível da cidade, convém que o nível de desemprego reportado seja indicado. Se os dados são categorizados por gênero, as cidades são incentivadas a especificar as respectivas taxas de desemprego de homens e mulheres quando reportarem a taxa de desemprego total.

Os temas centrais de responsabilidade social dos Direitos Humanos e Práticas de Trabalho da NBR ISO 26000 podem ser considerados, e são particularmente úteis em relação ao trabalho infantil. Os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho (PDFT) da Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluem a eliminação do trabalho infantil ao lado do direito à liberdade de associação e à negociação coletiva, a eliminação do trabalho forçado, e a eliminação da discriminação no emprego ou ocupação.

Estes princípios e direitos fundamentais no trabalho são mutuamente interdependentes. A violação de uma categoria de direitos no trabalho muitas vezes tem um impacto negativo sobre o respeito e a percepção dos outros. Vice-versa, reconhecimento, promoção e implementação de uma categoria de direitos podem ter um impacto benéfico sobre o respeito e a realização dos outros.

Ao longo dos anos, a comunidade internacional desenvolveu uma estrutura de normas internacionais que buscam proteger as crianças do trabalho infantil, em especial, as duas importantes convenções da OIT sobre o assunto e de forma mais geral a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. Enquanto alguns progressos estão sendo feitos na redução do trabalho infantil, em muitos casos os direitos contidos nestas normas internacionais ainda não são totalmente aplicados na prática e tornados obrigatórios. Os usuários desta norma são encorajados a manter estes princípios em mente.

NFPA 80: a conformidade das portas corta-fogo

A NFPA 80:2019 – Standard for Fire Doors and Other Opening Protectives regula a instalação e a manutenção de conjuntos e dispositivos usados para proteger aberturas em paredes, pisos e tetos contra a propagação de fogo e fumaça dentro ou fora de edifícios. Deve-se consultar o Anexo K para informações gerais sobre portas corta-fogo. Com exceção dos conjuntos de cortina de segurança contra incêndio de tecido, esta norma aborda conjuntos que foram submetidos a testes de incêndio padronizados. (Consulte o Capítulo 20.)

Nenhum requisito de teste de incêndio existe atualmente para o qual os conjuntos de cortina de segurança contra incêndio em tecido possam ser testados. Apenas o tecido da cortina é testado de acordo com a ASTM E119 – Standard Test Methods for Fire Tests of Building Construction and Materials.

O perímetro e a estrutura interna e todos os componentes de suporte, guia e operacionais usados em aplicativos específicos não são testados. As variações no tamanho das aberturas do proscênio e a quantidade de folgas laterais e principais disponíveis para estágios individuais ditam o número de variações no design dos conjuntos.

As portas de incineradores, portas de salas de registros e portas de abóbadas não são cobertas por esta norma. Para requisitos de instalação, consulte a NFPA 82 – Standard on Incinerators and Waste and Linen Handling Systems and Equipment e a NFPA 232 – Standard for the Protection of Records. Os requisitos para portas deslizantes horizontais, deslizantes verticais e giratórias, conforme usados nesta norma, não se aplicam a portas de elevadores para elevadores e monta-cargas.

Para requisitos sobre a instalação de portas dos elevadores e monta-cargas, consulte as seções aplicáveis da ASME A17.1 – Safety Code for Elevators and Escalators ou a CSA B44 – Safety Code for Elevators. Essa norma não cobre os materiais de envidraçamento resistentes ao fogo e conjuntos de dobradura de deslizamento horizontal fabricados para uso como paredes e testados como conjuntos de parede de acordo com ASTM E119 – Standard Test Methods for Fire Tests of Building Construction and Materials.

A avaliação do desempenho ao fogo desses conjuntos é testada de acordo com ASTM E119, para portas de acesso horizontais, a NFPA 252 – Standard Methods of Fire Tests of Door Assemblies, para portas e venezianas corta-fogo, a NFPA 257 – Standard on Fire Test for Window and Glass Block Assemblies, para janelas de incêndio e blocos de vidro, a NFPA 288 – Standard Methods of Fire Tests of Horizontal Fire Door Assemblies Installed in Horizontal Fire Resistance–Rated Assemblies, para portas em conjuntos resistentes ao fogo horizontais. Não é intenção desta norma estabelecer o grau de proteção exigido ou constituir a aprovação de qualquer produto.

Conteúdo da norma

Capítulo 1 Administração

1.1 Escopo

1.2 Objetivo

1.3 Retroatividade

1.4 Equivalência

Capítulo 2 Publicações referenciadas

2.1 Geral

2.2 Publicações da NFPA

2.3 Outras publicações

2.4 Referências para extrações em seções obrigatórias

Capítulo 3 Definições

3.1 Geral

3.2 Definições oficiais da NFPA

3.3 Definições gerais

Capítulo 4 Requisitos gerais

4.1 Limitações gerais

4.2 Produtos listados e rotulados

4.3 Classificações e tipos de portas

4.4 Material de envidraçamento em portas de incêndio

4.5 Vidros classificados para resistência ao fogo em portas e janelas

4.6 Classificação de hardware para portas de incêndio

4.7 Dispositivos de atuação para portas de incêndio, persianas e janelas de incêndio

4.8 Construção de apoio

Capítulo 5 Inspeção, teste e manutenção

5.1 Geral

5.2 Inspeção e teste

5.3 Operadores de retrofit

5.4 Opção baseada em desempenho

5.5 Manutenção

Capítulo 6 Portas giratórias com ferragens de construtores

6.1 Portas

6.2 Construção de apoio

6.3 Aberturas

6.4 Componentes de montagem

6.5 Aplicação, instalação e ajuste

Capítulo 7 Portas giratórias com ferragens para portas corta-fogo

7.1 Portas

7.2 Construção de apoio

7.3 Aberturas

7.4 Componentes de montagem

Capítulo 8 Portas deslizantes horizontalmente

8.1 Portas

8.2 Construção de apoio

8.3 Aberturas (Reservado)

8.4 Componentes de montagem

Capítulo 9 Portas dobráveis de deslizamento horizontal para fins especiais

9.1 Portas

9.2 Construção de apoio

9.3 Folgas ao redor das aberturas

9.4 Componentes de montagem

Capítulo 10 Portas de incêndio deslizantes verticalmente

10.1 Portas

10.2 Construção de apoio

10.3 Autorizações

10.4 Componentes de montagem

Capítulo 11 Portas de aço circulante

11.1 Portas

11.2 Construção de apoio

11.3 Aberturas

11.4 Componentes de montagem

11.5 Proteção contra intempéries.

Capítulo 12 Persianas de incêndio

12.1 Tipos

12.2 Requisitos

12.3 Proteção contra intempéries

Capítulo 13 Portas corta-fogo do balcão de serviço

13.1 Portas

13.2 Construção de apoio

13.3 Contadores

13.4 Fechamento automático

Capítulo 14 Portas para elevadores e monta-cargas

14.1 Portas

14.2 Tipos de portas

14.3 Painéis de visão da porta do elevador

14.4 Operação da porta

Capítulo 15 Portas de calha

15.1 Portas de descarga da calha

15.2 Portas de entrada da calha

15.3 Portas de gravidade de acesso limitado

15.4 Portas de entrada da calha pneumática

Capítulo 16 Portas de acesso

16.1 Portas

16.2 Tipos de portas

Capítulo 17 Janelas antifogo

17.1 Janelas

17.2 Material de envidraçamento

17.3 Tipos de janelas

17.4 Instalação

17.5 Dispositivos de fechamento.

Capítulo 18 Conjuntos de blocos de vidro

18.1 Geral

18.2 Instalação

Capítulo 19 Instalação, teste e manutenção de amortecedores de fogo

19.1 Geral

19.2 Instalação

19.3 Teste operacional

19.4 Teste de aceitação

19.5 Testes periódicos

19.6 Manutenção

19.7 Modificações de campo

Capítulo 20 Cortinas de segurança contra incêndio em tecido

20.1 Geral

20.2 Componentes da cortina de segurança contra incêndio em tecido

20.3 Instalação

20.4 Conjuntos da cortina de proteção contra incêndio

20.5 Construção de apoio

20.6 Equipamento de içamento

20.7 Operação do conjunto da cortina de proteção contra incêndio

20.8 Teste de aceitação

20.9 Cuidado e manutenção

Capítulo 21 Conjuntos de cortina de proteção contra incêndio

21.1 Geral

21.2 Montagem de conjuntos de cortina de proteção contra incêndio

21.3 Componentes de montagem

21.4 Operadores de energia

21.5 Instalação

21.6 Inspeção, teste e manutenção

21.7 Teste de aceitação

21.8 Dispositivos de fechamento

21.9 Inspeção e testes periódicos

21.10 Manutenção.

Anexo A Material explicativo

Anexo B Portas corta fogo: proteção para aberturas

Anexo C Ilustração de tipos de fogo em janela

Anexo D Classificação de porta corta fogo e janelas

Anexo E Acessórios para portas giratórias

Anexo F Hardware de localizações da porta

Anexo G Tipos de porta

Anexo H Portas para fins especiais

Anexo I Transferência de calor radiante

Anexo J Opção baseada no desempenho para a inspeção, teste e manutenção de conjuntos de portas corta-fogo

Anexo K Informações gerais sobre as portas corta-fogo

Anexo L Referências informativas

Nessa edição de 2019 houve novas definições para a inspeção e rótulo de campo que ajudam os usuários a aplicar disposições de inspeção, teste e manutenção. As disposições atualizadas no Capítulo 4 reconhecem a preparação do local de trabalho de portas corta-fogo para pinos corta-fogo. Novas disposições no Capítulo 4 cobrem a medição da folga sob a parte inferior das portas corta-fogo e um novo requisito trata da folga no fundo com a presença de dispositivos de hardware de travamento.

O escopo do Capítulo 5 é expandido para tratar dos conjuntos de cortina de proteção contra incêndio e uma nova seção no Capítulo 5 trata das marcas de inspeção. Embora a norma agora exija que as instruções de instalação e manutenção dos fabricantes de amortecedores sejam mantidas no local para novas instalações de amortecedores, o Capítulo 19 atualizado também tem os requisitos mais recentes para a inspeção, teste e manutenção de amortecedores de incêndio e combinação fogo/fumaça e adiciona um método de inspeção remota.

A nova linguagem esclarece a aplicação dos requisitos de inspeção para amortecedores inacessíveis únicos. O anexo A contém números novos e revisados para instalações típicas de estrutura de porta de aço. Todas as publicações referenciadas e seções extraídas estão atualizadas.

Os requisitos de remanufatura de máquinas de movimentação de solo

A NBR ISO 10987-2 de 03/2021 – Máquinas de movimentação de solo – Sustentabilidade – Parte 2: Remanufatura provê requisitos para identificação e rotulagem, processos aplicáveis e informações relevantes para os componentes remanufaturados de máquinas de movimentação de solo. É aplicável à remanufatura para reuso de componentes em máquinas de movimentação de solo definidas na NBR ISO 6165. Este documento pode ser utilizado para todos os tipos de máquinas fora de estrada.

A NBR ISO 10987-3 de 03/2021 – Máquinas de movimentação de solo – Sustentabilidade – Parte 3: Máquinas usadas provê os requisitos e as informações aplicáveis para avaliar as máquinas de movimentação de solo usadas. Provê os meios para avaliar uma máquina usada, em relação às informações providas pelo fabricante no manual do operador, a fim de verificar se a máquina usada está funcionando conforme previsto pelo fabricante. Este documento é aplicável às máquinas de movimentação de solo definidas na NBR ISO 6165 que são usadas e estão planejadas para serem revendidas. A máquina usada pode não atender a todas as normas e regulamentos atuais (por exemplo, circulação em via pública e ambientes perigosos).

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Quais são os termos e definições adicionais?

Quais as etapas do processo de desmontagem?

Como deve ser a verificação dos requisitos da máquina usada?

Como poder ser um modelo de exemplo de formulário de inspeção?

A sustentabilidade tornou-se uma preocupação em relação às máquinas de movimentação de solo, assim como para muitos outros produtos. Os clientes que adquirem as máquinas estão solicitando informações que podem ser utilizadas para promover a sustentabilidade em seus projetos de trabalho. Com o interesse crescente pela sustentabilidade, muitas organizações estão preparando diretrizes sobre sustentabilidade, e os fabricantes estão provendo informações gerais sobre sustentabilidade.

A sustentabilidade abrange uma ampla faixa de áreas relacionadas às considerações sociais, ambientais e econômicas para o desenvolvimento, fabricação, vida útil e fases de fim de vida das máquinas de movimentação de solo. A remanufatura pode resultar no reuso dos produtos em fim de vida e reduzir o consumo de recursos e a poluição ambiental.

A remanufatura também pode resultar em economia de energia e redução das emissões de gases de efeito estufa e outras substâncias nocivas. A remanufatura tornou-se uma parte importante da reciclagem em uma economia de baixo carbono. Atualmente, ela é um dos principais aspectos de sustentabilidade e espera-se que continue assim no futuro.

A utilização de peças usadas de máquinas de movimentação de solo pode chegar a 80 % ou mais dos componentes. A remanufatura é realizada pelo fabricante de equipamento original ou por seus associados ou por uma entidade formalmente autorizada.

O desenvolvimento de normas brasileiras ou internacionais sobre remanufatura de máquinas de movimentação de solo pode auxiliar os remanufaturadores a estabelecer um entendimento comum sobre as especificações técnicas para remanufatura e, assim, melhorar a qualidade dos produtos remanufaturados. Os objetivos deste documento são prover orientações gerais e requisitos para remanufatura de componentes de máquinas de movimentação de solo, melhorar a qualidade de produtos remanufaturados, alcançar a aplicação sustentável de produtos remanufaturados, e promover a conservação de recursos sociais.

A figura abaixo mostra o processo de remanufatura de componente de máquinas de movimentação de solo. Mais informações sobre processos específicos são providas nos Anexos B a D.

O processo de remanufatura deve retornar o casco à sua condição “como nova” ou “melhor que nova” de ambas as perspectivas de qualidade e desempenho. A condição “como nova” ou “melhor que nova” pode incluir o projeto para melhorias de remanufatura que sejam compatíveis com o projeto original. A remanufatura é realizada somente pelo fabricante de equipamento original (OEM) ou seus associados, ou por uma entidade formalmente autorizada.

O remanufaturador deve verificar se todos os programas de melhoria de segurança foram concluídos. Convém que o remanufaturador determine se informações adicionais são requeridas para o serviço (por exemplo, um torque mais alto no parafuso), e deve prover um meio de obter as informações.

As informações originais do produto devem ser mantidas no produto remanufaturado ou na embalagem. Os componentes remanufaturados devem ser identificados como remanufaturados. As seguintes informações devem ser providas no produto remanufaturado ou na embalagem: nome e endereço do remanufaturador; nome do produto (por exemplo, nome, modelo ou estilo); número da peça do produto remanufaturado, se aplicável; número de série do produto remanufaturado, se aplicável; marcações regulatória (por exemplo, requisitos de rotulagem de emissão de exaustão), se aplicável; data da remanufatura, se uma data for requerida no mesmo produto novo; massa do produto remanufaturado, se aplicável.

Como informações adicionais de rotulagem, pode-se incluir os requisitos locais que podem requerer um símbolo, marcação ou rótulo específicos, indicando que um item foi remanufaturado. O Anexo E provê um exemplo de rótulo.

Para a avaliação de máquinas usadas, devem ser providos os requisitos para permitir que o proprietário, vendedor ou seu representante avalie as máquinas usadas em relação às informações providas pelo fabricante no manual do operador da máquina, para verificar se a máquina usada está funcionando conforme previsto pelo fabricante. Um formulário de inspeção para máquinas usadas em quatro seções (ver exemplo no Anexo A) pode ser utilizado para prover informações sobre a máquina sob inspeção.

A seção superior da primeira página provê a identificação específica da máquina usada. A seção intermediária da primeira página provê uma lista de verificação para documentar os resultados de uma inspeção da máquina usada. Uma marcação de checagem na caixa ao lado de cada item de inspeção indica que a máquina usada está funcionando apropriadamente conforme previsto pelo fabricante, conforme declarado no manual do operador.

A seção inferior da primeira página contém informações sobre a pessoa que realizou a inspeção. A seção na segunda página provê uma lista de inspeção detalhada, com base nos requisitos deste documento. O proprietário, vendedor ou seu representante deve avaliar a máquina usada e verificar os pontos descritos a seguir.

Os rótulos e símbolos da máquina estão de acordo com o manual do operador e são legíveis. Os rótulos incluem o diagrama de lubrificação, se o fabricante forneceu um na máquina, quando nova. Os dispositivos de controle funcionam conforme especificado nas informações de controle do manual do operador da máquina.

A máquina é capaz de dar partida corretamente. Os equipamentos e acessórios estão em condições aceitáveis e funcionam conforme especificado no manual do operador. Todos os cilindros hidráulicos e mecanismos rotativos operam corretamente quando o motor está funcionando em marcha lenta.

As peças móveis funcionam conforme previsto, sem ruído anormal. O sistema do trem de força funciona e troca as marchas suavemente, sem ruído anormal e fumaça anormal. O motor funciona sem vazamento dos sistemas de lubrificação, arrefecimento, admissão, exaustão e alimentação de combustível. Um pequeno vazamento é aceitável.

Os tanques não têm vazamento ou deformação permanente substancial. O sistema de transmissão entrega potência e troca as marchas suavemente, sem ruído anormal. Os sistemas hidráulicos (como bombas hidráulicas, válvulas multifuncionais, motores hidráulicos, etc.) funcionam sem vazamento ou ruído anormal. As mangueiras e tubos hidráulicos estão fixos corretamente, sem danos. Os cilindros hidráulicos não têm vazamento, dano ou empenamento.

O sistema de direção funciona corretamente, sem solavancos ou zona inativa excessiva. Os indicadores de nível de fluido para os tanques de combustível e hidráulico, se providos, funcionam corretamente. Os dispositivos de pressão nos tanques, como respiro ou válvula de segurança, funcionam corretamente.

Todas as funções do painel de instrumentos (por exemplo, horímetros, luzes e dispositivos de sinalização) funcionam conforme previsto. Os dispositivos de iluminação, sinalização, luzes de posicionamento e retrorrefletores estão instalados e funcionais.

O proprietário, vendedor ou seu representante deve avaliar a máquina usada e verificar os pontos descritos a seguir em relação aos requisitos de proteção ambiental. Os principais elementos da máquina que impactam na conformidade sonora (por exemplo, sistema de exaustão, material isolante para redução de ruído, janelas e capôs de motor) foram instalados e estão em condição de trabalho aceitável.

O rótulo de certificação de emissões de exaustão, se originalmente instalado no motor da máquina usada, está legível. Se a máquina for equipada com ar-condicionado, o rótulo do refrigerante está legível. Para os requisitos de segurança, o proprietário, vendedor ou seu representante deve avaliar os itens relativos à segurança da máquina usada e verificar se os requisitos descritos a seguir foram atendidos.

Os símbolos de segurança na máquina usada estão no local, conforme especificado no manual do operador, e estão legíveis. Para máquinas usadas equipadas com uma cabine do operador, as portas e janelas funcionam suavemente. A trava da porta funciona e é confiável. A cabine é hermética. O material envidraçado nas janelas é fabricado com vidro de segurança ou outro material que proporcione desempenho de segurança similar, com a rotulagem apropriada no vidro (por exemplo, ver ECE R43 e ANSI Z26.1).

As partes estruturais principais (por exemplo, equipamento, material rodante e plataforma rotativa) estão em condições aceitáveis. Identificar quaisquer trincas ou deformação evidente no relatório de inspeção da máquina usada.

O projeto de estações de armazenamento de gás natural liquefeito (GNL)

A NBR 16934 de 03/2021 – Estação de armazenamento e vaporização de gás natural liquefeito (GNL) para suprimento de gás natural – Requisitos estabelece os requisitos mínimos para projeto, montagem, comissionamento, operação, manutenção e inspeção da estação de armazenamento e vaporização de gás natural liquefeito para suprimento de gás natural, incluindo equipamentos, segurança e dispositivos de controle. Aplica-se às seguintes situações: para o suprimento de gás natural às redes e ramais de distribuição das concessionárias de gás natural canalizado; para o suprimento de gás natural à instalação não residencial.

Não se aplica ao seguinte: plantas de produção de GNL; estações com armazenamento subterrâneo; uso residencial; estações de abastecimento de veículos com gás natural comprimido (GNC) e GNL; suprimento de gás natural para gasodutos de transporte e escoamento da produção. Não se aplica às estações já existentes à data de sua publicação, a menos que haja determinação por regulamentação legal.

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O que deve ser feito em relação ao impacto ambiental nas estações?

Quais são as distâncias de segurança?

Como deve ser executado o projeto do tanque de armazenamento de GNL?

Qual deve ser a instrumentação dos tanques de armazenamento de GNL?

O gás natural liquefeito (GNL) é submetido a processo de liquefação, por resfriamento, para estocagem e transporte, passível de regaseificação em unidades próprias. É composto predominantemente de metano e pode conter quantidades mínimas de etano, propano, nitrogênio ou outros componentes normalmente encontrados no gás natural.

A segurança e os riscos ambientais e tecnológicos devem ser gerenciados durante todo o ciclo de vida da estação por meio da adoção de um plano de gestão de riscos, que sistematicamente, identifica, analisa e avalia os riscos relacionados às pessoas, ao meio ambiente e aos equipamentos. As medidas de tratamento de risco adequadas podem ser identificadas e implementadas para reduzir os riscos aos níveis toleráveis. As diretrizes das NBR ISO 31000 e ISO 12100 devem ser seguidas no desenvolvimento de uma política e de uma estrutura de gestão de riscos.

Uma ou mais técnicas de análise de risco descritas na NBR ISO/IEC 31010 devem ser utilizadas para conduzir a análise de risco. A redução do risco pode ser alcançada por meio de medidas para reduzir a probabilidade e/ou as consequências de um cenário de risco.

Estas medidas incluem: o uso de tecnologias e modelos intrinsecamente seguros; o uso de dispositivos e sistemas de proteção; a adoção de procedimentos operacionais e de manutenção específicas; o uso de equipamentos de proteção individual; o fornecimento de informação e treinamento; a adoção de planos de emergência e de procedimentos de emergência. Devem ser consideradas medidas para mitigação de riscos referentes à sobrepressão, vazamentos de GNL, liberação de gás natural, incêndio e explosão.

As estações devem ser equipadas com dispositivos de segurança que previnam: a sobrepressão em qualquer parte da instalação; a liberação descontrolada de GNL ou de gás vaporizado pressurizado. Os dispositivos de segurança devem: ser independentes de outras funções, desde que a segurança não seja afetada; atender adequadamente aos princípios do projeto, a fim de obter uma proteção confiável; atender aos requisitos da ISO 4126-1.

Os dispositivos de segurança auxiliar devem incluir pelo menos: as válvulas de emergência com atuação automática para bloqueio e isolamento do tanque de GNL do restante da estação; uma ou mais botoeiras de parada de emergência. Medidas preventivas devem ser tomadas para evitar o risco causado por eletricidade estática, de acordo com as normas aplicáveis.

A classificação de área deve ser elaborada de acordo com a NBR IEC 60079-10-1 para identificar a localização das fontes de energia elétrica e outras fontes de ignição. Deve ser dada atenção especial aos equipamentos existentes, tal como o isolamento e a proteção dos cabos de alta-tensão. O Anexo A apresenta recomendações para o dimensionamento das zonas classificadas das principais unidades da estação.

Os tanques de GNL, equipamentos associados e a área de segurança não podem estar localizados ou expostos à falha das redes elétricas aéreas, que operam com tensão superior a 480 volts, conforme distâncias indicadas na tabela abaixo. As áreas da estação devem ser protegidas contra eventual presença de outros combustíveis ou líquidos perigosos.

Os equipamentos a combustão e/ou aquecidos com chama direta devem ser instalados fora da área classificada. A área classificada deve atender ao limite da estação dentro das distâncias de segurança, conforme estabelecido na tabela abaixo. Se uma análise de risco complementar for realizada e os resultados das distâncias de segurança forem inferiores ao da tabela abaixo, estas não podem ser consideradas no projeto das estações.

Não são permitidas fontes de ignição durante a operação normal da estação. Não é permitido o armazenamento de materiais e produtos combustíveis nas áreas classificadas da estação. Os equipamentos de combate a incêndio devem estar disponíveis para operação na estação de acordo com o exigido pelas autoridades locais e atender à legislação pertinente.

As vias de acesso devem estar livres para a circulação das equipes de combate a incêndio. Os procedimentos de combate a incêndio aprovados pelas autoridades competentes locais devem estar disponíveis na estação. Uma versão simplificada do procedimento de combate a incêndio da estação deve ser exibida em um local de fácil visualização e acesso, devendo conter a indicação da posição das botoeiras de ESD ou parada de emergência (emergency shut down) um sistema projetado para minimizar as consequências das situações de emergência, interrompendo fluxos, desenergizando circuitos, isolando equipamentos ou áreas, despressurizando linhas e vasos, etc.

As medidas de proteção contra explosão devem ser conduzidas de acordo com as partes aplicáveis da NBR IEC 60079. Todos os equipamentos e componentes elétricos e não elétricos previstos para uso em atmosferas potencialmente explosivas (áreas perigosas) devem ser projetados e fabricados de acordo com as boas práticas de engenharia e em conformidade com as categorias requeridas para os equipamentos do grupo II, de forma a garantir a ausência de qualquer fonte de ignição, conforme estabelecido na NBR IEC 60079.

Os equipamentos e componentes elétricos devem no mínimo ser adequados para grupo de explosão IIA e classe de temperatura T1, conforme estabelecido na NBR IEC 60079-0. A ignição em atmosferas explosivas deve ser prevenida pelo uso de sistemas de proteção estabelecidos nas partes aplicáveis da NBR IEC 60079. As zonas de risco aplicáveis são estabelecidas na NBR IEC 60079-10-1.

Deve ser efetuada uma avaliação do local e do solo para determinar as condições adequadas da instalação, conforme Anexo B. Todos os equipamentos, componentes, tubulações, acessórios e materiais da estação devem ser montados de forma adequada ao uso a que se destinam, devendo ser instalados e utilizados de acordo com as instruções do fabricante. As regulamentações (leis, decretos, portarias no âmbito federal, estadual ou municipal) aplicáveis ao projeto, construção e instalação da estação devem ser consideradas.

As referências normativas vigentes para equipamentos criogênicos devem ser consideradas para o projeto de tubulação e vasos de pressão. Devem ser previstos válvulas e manômetros na estação de maneira a permitir o processo de despressurização dos componentes para uma intervenção segura. Um exemplo informativo do fluxograma de processo da estação é apresentado no Anexo C.

A estação deve ser projetada e construída de forma a assegurar fácil acesso e que a operação e a manutenção sejam realizadas com segurança. O sistema de iluminação deve ser projetado de forma fixa e redundante para garantir que as atividades de operação, manutenção e emergência sejam realizadas de maneira segura e ininterrupta.

Os sistemas da estação devem ser operados e supervisionados por pessoal capacitado na atividade-fim. Sempre que houver modificação de projeto, construção e montagem na estação, ou alteração no ambiente (novas construções, linhas de transmissão, rodovias, densidade demográfica) esta deve ser avaliada e validada considerando o seguinte: análise de segurança dos processos e estudo de riscos e operacionalidade (HAZOP); medidas de mitigação para riscos de incêndios; localização e posicionamento dos tanques e da própria estação; análise do sistema de ESD; sistemas de detecção de incêndio e de gás; ventilação; sistema de drenagem e contenção; outras características pertinentes da instalação e sua vizinhança.

A documentação técnica deve ser submetida à (s) autoridade (s) competente (s) para validação e deve estar disponível no local da estação. Deve ser efetuada uma revisão “como construído” no projeto do posicionamento e caminhamento de toda a tubulação, e uma cópia deve estar disponível na estação de GNL.

A aplicação de bombas e/ou compressores em estações de GNL para suprimento de redes de distribuição de gás com pressão de serviço superior à de serviço do tanque de armazenamento deve atender ao estabelecido na Seção 7. O projeto e a operação da estação devem prever medidas para mitigar a liberação de gás (boil-off) para a atmosfera. O alívio de gás de outras partes da estação pode ser retornado para acumulação no tanque de armazenamento e/ou ser tratado por outros meios adequados.

A escolha da localização e o projeto do leiaute da estação devem estar de acordo com as distâncias mínimas de segurança e requisitos de áreas perigosas. A localização de equipamentos que contenham GNL deve atender aos requisitos de segurança, ser ao ar livre e em ambiente ventilado. As distâncias de segurança dos tanques de armazenamento de GNL devem ser especificadas de acordo com a capacidade hidráulica destes.

A capacidade em massa dos tanques pode ser calculada multiplicando-se a capacidade hidráulica do tanque pela massa específica de GNL previsto, a qual deve ser expressa em kgf/m³. As instruções de segurança relativas à descarga do caminhão-tanque, da operação da estação, dos dispositivos de emergência e de combate a incêndio devem ser afixadas em local visível e de fácil acesso.

No leiaute da estação deve ser previsto espaço suficiente para serviços de inspeção e de manutenção. Os componentes da estação de GNL devem estar adequadamente protegidos contra colisões de veículos, por exemplo, utilizando guarda-corpos ou postes de aço preenchidos com concreto, ou uma proteção equivalente destinada a suportar a força de colisão esperada. Deve ser dada especial atenção à proteção contra a colisão no tanque de armazenamento de GNL.

As vias de entrada e de saída para a área de carregamento do tanque de armazenamento de GNL devem ser desobstruídas e proporcionar um acesso fácil ao caminhão-tanque, com um mínimo de manobra. Recomenda-se que o leiaute da estação em caso de emergência, permita que o caminhão-tanque seja capaz de seguir em direção à frente.

Devem ser consideradas no projeto medidas mitigadoras contra colisões devidas à possibilidade de fluxo de veículos externos nas proximidades da estação (ver Anexo D). O ponto de descarga de GNL deve ser protegido para sustentar a força da colisão de veículos, usando bate-roda, postes de aço preenchidos com concreto, ou proteção equivalente. Uma atenção especial deve ser dada também à proteção contra colisão ao tanque de armazenamento de GNL e ao tanque de odoração.

O caminhão-tanque de GNL deve ter fácil acesso ao ponto de transferência do produto para a estação. O bocal de abastecimento da estação deve ser localizado de modo a permitir o fácil acesso, por pessoa autorizada, para realizar a operação de descarga do caminhão-tanque para o tanque de armazenamento de GNL.

O tipo de conector do mangote deve ser compatível com o bocal de abastecimento. Devem ser fornecidos meios adequados de controle de acesso de pessoas não autorizadas às instalações, de modo a garantir segurança de operacional. Sempre que forem utilizadas cercas de segurança ou proteção semelhante, devem ser previstas pelo menos duas saídas de emergência, localizadas de forma a facilitar a evacuação da área.

Os vaporizadores atmosféricos devem estar localizados de modo que a circulação de ar em torno destes não seja restringida. Os vaporizadores devem ser separados das áreas de tráfego para que a neblina gerada pelo arrefecimento do ar em torno do vaporizador, não afete a segurança dos veículos das pessoas e instalações em geral.

Os equipamentos elétricos e não elétricos capazes de produzir ignição devem ser projetados para uso em áreas classificadas, conforme determinado por análise de risco. Devem ser fornecidos meios de acessos seguros e espaço suficiente para inspeção, manutenção e assistência a todos os equipamentos que necessitem de manutenção ou de intervenção local.

Não pode haver presença de entulho, detritos, ou outros materiais que possam apresentar risco de incêndio na área de instalação da estação de GNL. Materiais combustíveis não podem ser estocados ou deixados sem controle nas áreas classificadas da estação. Devem ser removidas as vegetações de áreas não pavimentadas e entorno, antes que sequem.

Os dispositivos de medição e de monitoramento de redes elétricas

A NBR IEC 61557-12 de 03/2021 – Segurança elétrica em sistemas de distribuição de baixa tensão até 1.000 V ca e até 1.500 V cc – Dispositivos para teste, medição ou de monitoramento de medição de proteção – Parte 12: Dispositivos de medição e de monitoramento de redes elétricas (PMD) especifica os requisitos relativos aos dispositivos de medição e de monitoramento da rede elétrica (PMD), que medem e monitoram as grandezas elétricas nas redes de distribuição elétrica e, opcionalmente, outros sinais externos. Estes requisitos definem também os desempenhos nas redes alternadas ou contínuas monofásicas e trifásicas, com tensões nominais inferiores ou iguais a 1.000 V em corrente alternada, ou inferiores ou iguais a 1.500 V em corrente contínua.

Estes dispositivos são fixos ou portáteis. Eles são destinados a serem utilizados em ambientes abrigados e/ou ao tempo. Os dispositivos de medição e de monitoração da rede elétrica (PMD), conforme definidos neste documento, fornecem as informações adicionais de segurança, o que facilita a verificação da instalação e aumenta o desempenho das redes de distribuição.

Os dispositivos de medição e monitoramento da rede elétrica (PMD) relativos aos parâmetros elétricos descritos neste documento são utilizados em aplicações industriais e comerciais gerais. Este documento não trata dos aspectos relacionados à segurança funcional e à segurança cibernética. Não é aplicável: aos equipamentos de medição de eletricidade de acordo com as IEC 62053-21, IEC 62053-22, IEC 62053-23 e IEC 62053-24, no entanto, as incertezas definidas neste documento para a medição de energia ativa e reativa são derivadas daquelas definidas na IEC 62053 (todas as partes); à medição e ao monitoramento dos parâmetros elétricos definidos nas IEC 61557-2, IEC 61557-9 e IEC 61557-13, ou na IEC 62020; aos instrumentos de qualidade de energia (PQI – power quality instrument) conforme a IEC 62586 (todas as partes); aos dispositivos relevantes dos escopos da IEC 60051 (todas as partes) (instrumentos de medição elétrico-analógicos de ação direta).

Esses tipos de dispositivos são geralmente utilizados nas seguintes aplicações ou para os seguintes objetivos gerais: gerenciamento energético nas instalações, incluindo a facilitação da implementação de documentos como as NBR ISO 50001 e IEC 60364-8-1; monitoramento e/ou medição dos parâmetros elétricos; medição e/ou monitoramento da qualidade da energia nas instalações comerciais ou industriais. Um dispositivo de medição e de monitoramento dos parâmetros elétricos geralmente consiste em vários módulos funcionais.

Todos os módulos funcionais ou uma parte destes módulos são combinados em um dispositivo. Exemplos de módulos funcionais: medição e monitoramento de vários parâmetros elétricos simultaneamente; medição e/ou monitoramento de energia e, às vezes, em conformidade com os regulamentos de construção; funções de alarmes; qualidade no lado do consumo de energia (harmônicas de corrente e de tensão, sobretensões/subtensões, quedas de tensão e sobretensões temporárias etc.).

Os PMD são tradicionalmente conhecidos como wattímetros, controladores da potência, dispositivos de controle de potência, dispositivos de monitoramento de energia elétrica, analisadores de potência, medidores multifuncionais, equipamentos de medição multifuncionais e medidores de energia. As aplicações de medidor, de medição e de monitoramento são explicadas no Anexo A.

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Qual seria a descrição dos diferentes tipos de dispositivos de medição e de monitoramento da rede elétrica (PMD)?

Quais são as condições de referência para os ensaios dos dispositivos?

Quais são as condições nominais de funcionamento em umidade e altitude dos dispositivos?

Quais são os limites de variação devido às grandezas de influência?

As redes de distribuição de energia precisam garantir a eficiência energética, a disponibilidade de energia e o desempenho da rede para atender aos seguintes desafios: os requisitos de desenvolvimento sustentável para os quais a medição de energia, por exemplo, é reconhecida como um elemento essencial da gestão energética, fazendo parte do esforço global para reduzir as emissões de carbono e para melhorar o desempenho comercial das organizações de fabricação, das organizações comerciais e dos serviços públicos; evoluções tecnológicas (cargas eletrônicas, métodos de medição eletrônicos, etc.); as necessidades dos usuários finais (redução de custos, conformidade com os aspectos da regulamentação das construções, etc.) em relação ao gerenciamento de energia elétrica, bem como de outras energias ou fluidos.

Outras funcionalidades que envolvem vários parâmetros não elétricos são frequentemente necessárias em paralelo; segurança e continuidade de serviço; evolução das normas de instalação, por exemplo, a detecção das sobrecorrentes é agora um novo requisito para o condutor de neutro, devido ao conteúdo harmônico. O monitoramento das grandezas elétricas nas redes internas permite enfrentar estes desafios.

Os dispositivos no mercado atual possuem diferentes características, que necessitam de um sistema de referência comum. Portanto, a elaboração deste documento é necessária para facilitar as escolhas dos usuários finais em termos de desempenho, segurança, interpretação das indicações, etc. Esse documento fornece uma base para especificar e descrever estes dispositivos, assim como para avaliar o seu desempenho.

Para atender aos requisitos do projeto de eficiência energética, um bom número de dispositivos de medição e monitoramento da rede elétrica (power metering and monitoring device – PMD) responsáveis pela medição dos parâmetros elétricos pode também coletar dados (água, ar, gás, temperatura) a partir de outros sensores ou medidores localizados no interior das edificações ou das áreas de implantação de fábricas. É necessário equipar os PMD com um barramento de comunicação, para que eles sejam capazes de transmitir o conjunto destes dados para um software de monitoramento.

O software de monitoramento processa todos os dados coletados para monitorar e gerar os relatórios úteis para analisar a utilização e o consumo de energia. A arquitetura da cadeia de medição: a grandeza elétrica a ser medida pode ser diretamente acessível, como é normal no caso de redes de baixa tensão, ou acessível por meio de um sensor de medição, por exemplo, sensores de tensão (VS) ou sensores de corrente (CS).

A figura abaixo representa a arquitetura comum de um PMD. Em certos casos, quando um PMD não inclui os sensores, suas incertezas associadas não são consideradas. Quando um PMD inclui os sensores, suas incertezas associadas são consideradas.

Já os PMD são classificados de acordo com as aplicações. Os PMD podem incluir os sensores internos, ou necessitar dos sensores externos. Dependendo destas características, os PMD podem ser classificados em quatro categorias. Os requisitos relativos aos desempenhos de um PMD associado a um sensor externo dedicado são os mesmos que para um PMD de conexão direta.

Cada combinação de um PMD associado a um sensor externo dedicado deve ser considerada PMD DD, que necessita atender aos requisitos de desempenho deste documento. Exemplo: se um fabricante fornecer três diferentes tipos de sensores dedicados [por exemplo, um TC (transformador de corrente) dedicado de 100 A, um TC dedicado de 500 A e um TC dedicado de 1.000 A], este fabricante fornecerá três diferentes relatórios de ensaios de tipo de desempenho (um para os ensaios relacionados ao PMD, associados ao sensor dedicado de 100 A; um para os ensaios relacionados ao PMD, associados ao sensor dedicado de 500 A; e outro para os ensaios relacionados ao PMD, associados ao sensor dedicado de 1.000 A).

O fabricante deve fornecer uma justificativa apropriada (por exemplo, dos resultados de simulação, resultados de ensaios existentes, notas de cálculo, esquemas) para a extrapolação dos desempenhos, se determinados ensaios físicos não forem realizados. As leituras de medição devem estar disponíveis por meio de uma interface de comunicação ou de uma interface de usuário local, 15 s após a aplicação de alimentação.

Se a duração da inicialização for superior a 15 s, os fabricantes devem especificar o tempo máximo a partir do qual as grandezas de medição estarão disponíveis por meio de uma interface de comunicação ou de uma interface de usuário local, após a aplicação da alimentação. Quando nenhuma interface de usuário local ou de comunicação estiver disponível, este requisito deve ser verificado de acordo com o procedimento de ensaio.

Salvo especificação em contrário, a janela de medição de uma grandeza medida não pode exceder 3 s ou 150/180 ciclos à frequência nominal. Este requisito pode não ser satisfeito para a THD e as harmônicas. Neste caso, a janela de medição do THD e das harmônicas deve ser declarada pelo fabricante.

Este requisito não se aplica às energias, assim como às grandezas avançadas, que são obtidas pela integração ou pela média das grandezas básicas medidas na janela de medição. Salvo especificação em contrário, as funções de tensão fase neutro devem atender aos mesmos requisitos das funções de tensão fase-fase, se as funções de tensão fase neutro forem implementadas.

Por razões práticas, se o limite de variação calculado necessário for inferior a 0,02%, o requisito deve ser de 0,02%. Quando o PMD for colocado em funcionamento com um ou mais transformadores de corrente, deve ser dada atenção para a necessidade de adaptar a faixa de corrente do PMD à faixa do secundário ou dos transformadores de corrente.

Os dispositivos de proteção contra surtos em sistemas de baixa tensão

A NBR IEC 61643-11 de 03/2021 – Dispositivos de proteção contra surtos de baixa tensão – Parte 11: Dispositivos de proteção contra surtos conectados aos sistemas de baixa tensão – Requisitos e métodos de ensaio é aplicável aos dispositivos de proteção contra os efeitos diretos e indiretos das descargas atmosféricas ou contra as sobretensões transitórias. Estes dispositivos são projetados para serem conectados aos circuitos de corrente alternada em 50/60 Hz e aos equipamentos de tensão nominal até 1.000 V eficazes. São definidas características de desempenho, métodos normalizados de ensaio e valores nominais aplicáveis. Estes dispositivos contêm pelo menos um componente não linear e são utilizados para limitar os surtos de tensão e para escoar as correntes de surto.

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Quais são as abreviaturas usadas nessa norma?

Por que os DPS necessitam ter desligadores e indicadores de estado?

Como deve ser o comportamento sob sobretensões temporárias dos DPS?

Como devem ser os bornes com parafuso?

Esta parte descreve os ensaios de segurança e desempenho dos dispositivos de proteção contra surtos (DPS). Existem três classes de ensaios: os ensaios de Classe I são destinados a simular as correntes conduzidas parciais de descargas atmosféricas conduzidas. Os DPS submetidos aos métodos de ensaio de Classe I são geralmente recomendados para os locais de alta exposição, por exemplo, na entrada das linhas nas edificações protegidas pelos sistemas de proteção contra as descargas atmosféricas.

Os ensaios de Classe II ou III correspondem às durações de impulsos mais curtos. Os DPS são, na medida do possível, ensaiados de acordo com o princípio da “caixa preta”. A IEC 61643-12 descreve os princípios de seleção e aplicação dos DPS nas situações práticas. O intervalo de frequência é de 47 Hz a 63 Hz em ca.

A tensão aplicada de maneira contínua entre os bornes do dispositivo de proteção contra surtos (DPS) não pode exceder sua tensão máxima de operação contínua UC. A pressão atmosférica é de 80 kPa a 106 kPa. Estes valores representam uma altitude de +2.000 m a ‒500 m, respectivamente.

As temperaturas na faixa normal: –5 °C a +40 °C. Esta faixa corresponde aos DPS para uso abrigado, em locais protegidos contra as intempéries sem controle da temperatura e da umidade; e corresponde às características de influências externas de código AB4 descritas na IEC 60364-5-51. Na faixa estendida: –40 °C a +70 °C. Este intervalo de temperaturas corresponde aos DPS utilizados para uso ao tempo em locais não protegidos contra as intempéries.

Umidade na faixa normal: 5% a 95%. Esta faixa corresponde aos DPS para uso abrigado, em locais protegidos contra as intempéries sem controle da temperatura e da umidade; e corresponde às características de influências externas de código AB4 na IEC 60364-5-51. Na faixa estendida: 5% a 100%.

Estas faixas de temperaturas correspondem aos DPS para uso ao tempo em locais não protegidos contra as intempéries. Os DPS destinados a serem utilizados em invólucros e/ou no interior das edificações ou abrigados. Os DPS instalados no exterior em um invólucro ou abrigados são considerados DPS para uso interno. Os DPS destinados a serem utilizados sem invólucro e no exterior das edificações ou dos abrigos (por exemplo, em linhas aéreas de baixa tensão).

Um DPS que pode ser totalmente ou parcialmente tocado por uma pessoa não qualificada, sem o uso de uma ferramenta para abrir qualquer cobertura ou invólucro, após sua instalação. Um DPS que não está apto a ser tocado por uma pessoa não qualificada devido a estar montado fora do alcance (por exemplo, montado em linhas aéreas) ou devido a estar localizado dentro de invólucros que, após sua instalação, somente podem ser abertos utilizando uma ferramenta.

As seguintes informações mínimas devem ser fornecidas pelo fabricante. As marcações que são obrigatórias no corpo, ou fixadas de maneira permanente ao corpo, do DPS: a1) Nome do fabricante ou a marca comercial e número do modelo, a2) Tensão máxima de operação contínua Uc (um valor para cada modo de proteção), a3) Tipo de corrente: ca ou “~” e/ou a frequência, a4) Classificação de ensaio e parâmetros de descarga para cada modo de proteção declarado pelo fabricante devem ser impressos próximos um ao outro.

Para a classe de ensaio I: “classe de ensaio I “ e “IImp” e o valor em kA, e/ou “ T1 ” (T1 em um quadrado) e IImp e o valor em kA. Para a classe de ensaio II: “classe de ensaio II “ e “In“ e o valor em kA, e/ou “ T2 ” (T2 em um quadrado) e “In“ e o valor em kA. Para a classe de ensaio III: “classe de ensaio III “ e “Uoc” e o valor em kV, e/ou “ T3 ” (T3 em um quadrado) e Uoc e o valor em kV.

Deve-se marcar: a5) Nível de tensão de proteção Up (um valor para cada modo de proteção), a6) Grau de proteção assegurado pelo invólucro (código IP), se IP > 20, a7) Identificação dos bornes ou dos condutores (se não estiver identificado no produto), a8) Corrente de carga nominal IL, para os DPS com duas portas e para os DPS com uma porta com bornes de entrada e de saída separados. Quando o espaço disponível não permitir a colocação das marcações acima, é suficiente indicar o nome do fabricante ou a marca comercial, bem como o número do modelo no DPS; as outras marcações requeridas devem aparecer nas instruções de instalação.

Um DPS pode ser classificado de acordo com mais de uma classe de ensaio (por exemplo, classe de ensaio I (T1) e classe de ensaio II (T2)). Neste caso, os ensaios requeridos para cada classe de ensaio declarada devem ser realizados. Se, neste caso, o fabricante declarar somente um nível de proteção, somente o nível de proteção mais elevado deve aparecer na marcação.

As informações que devem ser fornecidas com os produtos a serem entregues incluem: localização, número de portas, método de instalação, corrente de curto-circuito nominal ISCCR, os valores nominais e as características do (s) desligador (es) externo (s), se requerido. Incluir a indicação do funcionamento do desligador (se existir), a orientação para uma instalação normal, se for significativa.

Deve-se dispor também as instruções de instalação: tipo de rede em baixa tensão – BT (esquema TN, esquema TT, esquema IT); a conexão prevista (fase-neutro, fase-terra, neutro-terra, fase-fase); a tensão nominal da rede em ca e a tolerância máxima admissível de tensão para as quais o DPS foi projetado, dimensões mecânicas, comprimento dos condutores, etc.; as faixas de temperatura e de umidade; o valor nominal de interrupção da corrente subsequente Ifi (exceto no caso dos DPS do tipo limitador de tensão); a corrente residual IPE; o valor nominal da corrente de surto de transição Itrans para um DPS do tipo curto-circuitante; a distância mínima de instalação do DPS em relação a qualquer superfície condutiva aterrada; IMÁX., (opcional).

Para as informações que devem ser fornecidas na ficha técnica do produto inclui : o valor nominal de sobretensão temporária UT e/ou o (s) tipo (s) de rede (s) de alimentação para o qual (is) o DPS foi projetado, de acordo com o Anexo B, bem como os detalhes de conexão correspondentes; a corrente total de descarga ITotal para os DPS multipolares (se declarado pelo fabricante) e a classe de ensaio correspondente; a queda de tensão para os DPS com duas portas; a capacidade de suportar surto do lado da carga para os DPS com duas portas (se declarado pelo fabricante); as informações relativas às partes substituíveis (indicadores, fusíveis, etc., se aplicável); a taxa de subida da tensão du/dt (se declarada pelo fabricante); o fator de corrente k, se ele for diferente do indicado na Tabela 20 da norma; os modos de proteção (para os DPS com mais de um modo de proteção).

Para as informações que devem ser fornecidas pelo fabricante para os ensaios de tipo: a presença de componente (s) de comutação (ver Anexo C); a corrente subsequente a ser esperada durante o ensaio de precondicionamento (≤ 500 A ou > 500 A ‒ ver o Anexo C); se o circuito de indicação de estado não utiliza componentes certificados utilizados de acordo com suas características nominais, o fabricante deve fornecer as normas de ensaio apropriadas que permitem verificar o componente especificado a ser ensaiado; o isolamento e a rigidez dielétrica dos circuitos isolados separados; a corrente presumida de curto-circuito para o ensaio de condicionamento. A conformidade é verificada por inspeção visual.

Para a proteção contra os contatos diretos (inacessibilidade das partes vivas), os DPS devem ser projetados de maneira que estas partes vivas não possam ser tocadas quando forem instalados de acordo com a utilização prevista. Os DPS, com exceção daqueles classificados unicamente para uma montagem fora de alcance, devem ser projetados de maneira que, quando forem cabeados e montados como em utilização normal, as partes vivas não sejam acessíveis, mesmo após a remoção das partes removíveis sem o auxílio de uma ferramenta.

A conexão entre os bornes de terra e todas as partes condutivas acessíveis que são conectadas a ele devem apresentar uma baixa resistência. A conformidade é verificada realizando os ensaios descritos na NBR IEC 60529.

Para todos os DPS com um borne para a conexão do condutor de proteção, a corrente residual IPE deve ser medida conectando todos os bornes do DPS a uma fonte de alimentação à tensão de ensaio de referência (UREF), de acordo com as instruções do fabricante. A conformidade é verificada realizando o ensaio descrito em 8.3.2.

A tensão de limitação medida do DPS não pode ser superior ao nível de tensão de proteção especificado pelo fabricante. A conformidade é verificada realizando o ensaio descrito em 8.3.3. O DPS deve suportar as correntes de descarga especificadas superpostas à tensão máxima de operação contínua Uc, sem modificações inaceitáveis de suas características.

BS EN 13321-1: os sistemas eletrônicos residencial e predial

A BS EN 13321-1:2021 – Open data communication in building automation, controls and building management. Home and building electronic system. Product and system requirements especifica, tanto para os sistemas eletrônicos domésticos ou de edifícios (HBES) como para o domínio da automação de edifícios e aplicação de sistemas de controle e gerenciamento de edifícios (BACS), as regras comuns para uma classe de sistemas de barramento de múltiplas aplicações onde as funções são descentralizadas e vinculadas através de um processo de comunicação comum. Essa norma europeia define os requisitos básicos para produtos e sistemas.

Os requisitos também podem se aplicar às funções distribuídas de qualquer equipamento conectado em um sistema de controle residencial ou predial, se não houver uma norma específica para este equipamento ou sistema. Devido à sua referência à série EN 50090, ela define os requisitos para a área de BACS em relação à arquitetura e hardware e aplicação e comunicação de sistemas baseados em HBES, entre outras áreas. Também especifica os requisitos básicos de interoperabilidade (entre produtos e sistemas).

Conteúdo da norma

Prefácio europeu……. iii

Introdução…………….4

1 Escopo…………… 5

2 Referências normativas ….5

3 Termos e definições………….. 5

4 Requisitos………………. 6

O objetivo permanente do CENELEC/TC 205 é preparar padrões para todos os aspectos dos sistemas eletrônicos para casas e edifícios (home and building electronic systems – HBES) em relação à sociedade da informação. Essas normas HBES garantem a integração de um amplo espectro de aplicações de controle e os aspectos de controle e gerenciamento de outras aplicações dentro e ao redor de casas e edifícios, incluindo os gateways para diferentes transmissões em mídia e redes públicas.

Além disso, eles levam em consideração todas as questões de compatibilidade eletromagnética (electromagnetic compatibility – EMC), segurança elétrica e funcional. Portanto, eles são a pré-condição para que os produtos em conformidade interajam e sejam fáceis de instalar para facilitar a tarefa dos projetistas e instaladores do sistema de fornecer as redes necessárias de acordo com as necessidades de serviço de seus clientes.

Estender esses requisitos normalizados de sistemas eletrônicos para casa e prédios (HBES) para automação de prédios e aplicação de sistema de controle e gerenciamento de prédios (building automation and control system – BACS) gera sinergia em funcionalidade e aumenta ainda mais a economia de escala neste mercado crescente e aberto de vários fornecedores de produtos BACS interoperáveis. Este documento deve ser usado por todos os envolvidos nas atividades de projeto, fabricação, engenharia, instalação e comissionamento.

Além disso, e de acordo com a visão corregulatória da UE sobre a padronização europeia, este documento apoia os objetivos europeus e ajuda os usuários a cumprir importantes diretivas da UE, como os regulamento dos produtos de construção e diretiva do desempenho energético dos edifícios.

Aspectos como condições ambientais/influências externas, segurança elétrica, EMC, etc. também costumavam ser cobertos pela EN 50090-2-2, que foi substituída pela agora disponível série EN 50491. Esta última série de normas europeia foi desenvolvida em conjunto pelo CENELEC/TC 205 e CEN/TC 247 e também inclui aspectos como segurança funcional em uso normal. A série EN 50491 se aplica, junto com o padrão de produto relevante para dispositivos, se aplicável.