Por que a excelência em serviço é fundamental no mundo atual?

Antes, o atendimento de excelência era a marca registrada de uma experiência de luxo – desejada pelas pessoas e oferecida por algumas empresas para os consumidores de alto poder aquisitivo. Hoje, é um aspecto do setor de serviços que passou a ser esperado pelos clientes e, com isso, todas as empresas do setor de serviços têm afirmado sua adesão à excelência em serviços. Isso não se trata apenas de fornecer serviços de luxo pois, por definição, a excelência de serviço se refere à capacidade dos fornecedores de serviço em atender consistentemente e, ocasionalmente, até mesmo exceder às expectativas dos clientes. Isso implica que o verdadeiro significado de serviço excelente é relativo ao serviço em si e às expectativas dos clientes sobre ele, ou seja, um serviço excelente é a chave para alcançar uma excelente experiência do cliente, o que leva ao deleite do cliente. Construir um relacionamento melhor e contínuo com os clientes por meio de um atendimento de excelência diferencia a organização de seus concorrentes. Atualmente, 72% dos clientes compartilhariam uma boa experiência com seis ou mais pessoas. No mundo do marketing boca-a-boca, esse é um número imenso, pois 74% dos consumidores consideram essa prática como influenciadora-chave em suas decisões de compra. Portanto, como as análises e recomendações online de amigos e familiares reinam supremas nesta era de conversação digital, o design de serviço adequado e a entrega da experiência do cliente se tornaram mais cruciais do que nunca para a lucratividade de longo prazo de uma empresa de serviços. As expectativas dos clientes no mundo competitivo de hoje mudaram e estão em constante evolução e crescimento. Para manter e aumentar sua base de clientes, as organizações devem criar experiências de cliente melhores e mais diferenciadas. Por isso, é essencial que as organizações entendam as expectativas, as necessidades, os desejos, os problemas e as experiências dos clientes. Eles podem ser usados como entradas para o design do serviço. O fornecedor de serviços faz propostas de valor com o objetivo de criar resultados valiosos para o cliente. O valor também pode ser criado por meio da experiência e do feedback do cliente, e os benefícios são percebidos tanto pelo fornecedor de serviços quanto pelo cliente. O aumento do uso da internet e das tecnologias sensoriais e digitais está incentivando esse processo de criação.

Quando os clientes avaliam um produto ou serviço, eles comparam sua percepção com o produto ou serviço efetivamente entregue ao que acham que deveria ser. Esse processo geralmente é feito em um nível subconsciente. Por isso, as organizações que buscam oferecer excelência em serviços entendem as necessidades, expectativas e psicologia básica de seus clientes, e trabalham continuamente na avaliação e evolução de seus processos, em todos os departamentos, a fim de superar essas necessidades e expectativas.

As empresas de sucesso se envolvem proativamente com os clientes, não apenas para fornecer um serviço excepcional, mas para receber seus comentários sobre o desenvolvimento e a melhoria dos produtos ou serviços. Elas possuem um sistema abrangente para receber esse feedback e capacitam seus funcionários a operar de forma autônoma no cumprimento de suas funções de atendimento ao cliente, bem como na resolução de conflitos ou reclamações.

A articulação do objetivo e dos padrões de serviço de uma empresa é o primeiro passo para determinar o nível de excelência de serviço e, portanto, as áreas descritas a seguir devem ser abordadas. Deve-se incluir as atividades de pesquisa de satisfação do cliente e os processos que são usados para comunicar e utilizar seus resultados no que diz respeito a melhorar a experiência do cliente e as linhas de produtos e/ou serviços. Relacionar o desempenho do serviço ao cliente da organização e como ele mudou ao longo do tempo. Uma pergunta deve ser feita: a cultura da organização é centrada no cliente? A definição de excelência no atendimento ao cliente é declarada, mas e as características que a explicam?

Pode-se listar no que consiste m excelente serviço ao cliente: atender às expectativas do cliente, exceder as expectativas do cliente, buscar a personalização do atendimento ao cliente de acordo com as necessidades do seu público-alvo, resolver qualquer problema em tempo hábil com respostas rápidas, responder a qualquer pergunta, reconhecer quando o cliente precisa de ajuda (usar chatbots e gatilhos são úteis para esta parte), mostrar uma atitude positiva, mesmo quando surgem algumas reclamações, ser criativo na resolução de problemas.

No processo de atendimento ao cliente e alcançar a excelência, pode-se seguir algumas dicas que podem ajudar:

– Conheça sua marca e seu produto – As pessoas de atendimento ao cliente precisam ser informadas sobre a empresa e o produto. O conhecimento extensivo é uma obrigação. Essa é a única maneira de garantir que os clientes receberão respostas aceitáveis.

– Tenha uma página de perguntas comuns visível (frequently asked questions – FAQ) – Crie uma página com as perguntas mais comuns para oferecer aos clientes uma solução rápida. Os clientes ficarão gratos por isso, pois 71% deles desejam a capacidade de resolver problemas de atendimento ao cliente por conta própria. A página deve ser colocada em uma página visível. As respostas precisam ser bem escritas, então verifique a lista dos principais escritores e escolha um serviço de redação que possa ajudá-lo.

– Trate os clientes como indivíduos – Isso pode ser alcançado personalizando a abordagem. Com a introdução da inteligência artificial (IA) e dos chatbots, o atendimento ao cliente pode parecer frio. 40% dos clientes expressaram que desejam um melhor serviço humano. Os clientes desejam interagir com humanos e pode-se fornecer essa opção a eles.

– Seja fiel às suas promessas – Se a empresa deseja que os clientes vejam o negócio como confiável e com credibilidade, precisa cumprir tudo o que promete. Não diga aos clientes que eles receberão um reembolso se isso não for uma verdade. Simplesmente não faça promessas que não possa cumprir.

– Antecipe as necessidades do cliente – Às vezes, os clientes não têm certeza do que precisam. É aí que se precisa reconhecer as necessidades e direcioná-las de acordo. Por exemplo, pode-se dar a eles um desconto raro ou oferecer um preço especial por aquele item que está no carrinho há algum tempo.

Dessa forma, manter o status de excelente serviço ao cliente não é uma missão inatingível. É uma meta que exige muito trabalho e dedicação. Sabendo o que caracteriza a excelência no atendimento ao cliente, pode direcionar os esforços para esse objetivo.

A organização deve compreender seu papel, importância e diferença entre o deleite do cliente e a satisfação do cliente, a fim de aprimorar sua capacidade de fornecer esse deleite. Pode-se, também, explorar as maneiras de desenvolver e manter a satisfação do cliente.

Um padrão de design específico para obter um serviço excelente é necessário para um melhor sucesso nos negócios. Os padrões e métodos de design devem ser adotados em muitas organizações, mas não cobrem adequadamente como criar um serviço excelente que leve ao deleite do cliente.

A ISO 23592:2021 – Service excellence — Principles and model especifica a terminologia, os princípios e o modelo de excelência em serviços para obter uma experiência excelente do cliente e satisfação sustentável do cliente. Não se concentra na prestação de serviço básico ao cliente, mas na prestação de um serviço de excelência. Este documento se aplica a todas as organizações que prestam serviços, como organizações comerciais, serviços públicos e organizações sem fins lucrativos.

Conteúdo da norma (tradução livre)

Prefácio

Introdução

1 Escopo

2 Referências normativas

3 Termos e definições

4 Relevância e benefícios da excelência em serviços

5 Princípios de excelência de serviço

6 Modelo de excelência de serviço

7 Elementos do modelo de excelência de serviço

7.1 Liderança e estratégia de excelência de serviço

7.2 Cultura de excelência de serviço e envolvimento dos funcionários

7.3 Criação de excelentes experiências para o cliente

7.4 Excelência em serviço operacional

Bibliografia

As expectativas dos clientes no mundo competitivo de hoje mudaram e estão em constante evolução. Atualmente, a globalização, a digitalização e a crescente variedade de produtos e serviços permitem aos clientes mais liberdade de escolha. Cada compra e contato com o cliente é um momento da verdade.

As organizações frequentemente afirmam que colocam o cliente no centro de seus negócios. Porém, em mercados competitivos é essencial gerenciar toda a organização em torno do cliente e da experiência oferecida.

As organizações que fazem isso irão florescer. A entrega ideal da satisfação do cliente não pode mais ser alcançada pela oferta de produtos e serviços básicos esperados pelo cliente. Para ter sucesso e ficar à frente dos concorrentes, é fundamental encantar os clientes proporcionando experiências marcantes e diferenciadoras. Esse é o objetivo da excelência no atendimento.

Este documento descreve os princípios, elementos e subelementos para a criação de excelentes experiências para o cliente. Os fundamentos básicos da implementação da excelência em serviços são os dois níveis inferiores da pirâmide de excelência em serviços (consulte a Figura 1 abaixo).

Os níveis 1 e 2 tratam de atender às expectativas dos clientes e cumprir as promessas. Eles levam à satisfação do cliente. A proposta de serviço principal (Nível 1) é percebida pelos clientes como cumprimento de promessas. O gerenciamento de feedback do cliente (Nível 2) resulta em lidar bem com problemas e dúvidas. Estes são descritos em normas internacionais como a ISO 9001, ISO 10002 e ISO/IEC 20000-1.

Esse documento trata dos níveis superiores: excelente prestação de serviço individual (Nível 3); e prestação de serviços surpreendentemente excelente (Nível 4). Esses dois níveis criam uma conexão emocional com o cliente e levam ao deleite do cliente. O impacto para o negócio é uma imagem de marca forte e atratividade para clientes novos e existentes, bem como diferenciação competitiva.

A prestação de serviço individual de excelência (Nível 3) resulta em um serviço percebido pelos clientes como caloroso, genuíno, personalizado, feito sob medida e criador de valor. O cliente experimenta uma reação emocional ao se sentir valorizado.

A prestação de serviços surpreendentemente excelente (Nível 4) resulta em um serviço feito sob medida e leva a emoções de surpresa e alegria. É entregue superando as expectativas do cliente. Isso pode ser alcançado proporcionando as experiências surpreendentes e excepcionais ao cliente. Contudo, várias abordagens podem ser usadas para alcançar a satisfação do cliente. A pirâmide de excelência de serviço deve ser usada para explicar aos gerentes e funcionários porque uma organização deve se concentrar em cumprir as promessas (Níveis 1 e 2) e exceder as expectativas do cliente, entregando serviços excelentes (Níveis 3 e 4).

Assim, esse documento define os termos essenciais, descreve os princípios relevantes e constrói um modelo de excelência de serviço. Ele oferece uma estrutura abrangente para documentos adicionais para lidar com os elementos essenciais do modelo de excelência de serviço em mais detalhes. A ISO/TS 24082 oferece os princípios e as atividades de design de serviços de excelência. Especifica os elementos da dimensão criando experiências excepcionais para o cliente do modelo de excelência de serviço. Assim, está relacionado ao item 7.3 deste documento.

A ISO/TS 23686 fornece um conjunto apropriado de métricas e métodos internos e externos que podem ser usados para medir o desempenho da excelência do serviço, particularmente os influenciadores e os efeitos substanciais de excelentes experiências do cliente e deleite do cliente. Abrange todas as dimensões do modelo de excelência em serviços. Portanto, está relacionado ao item 7.4 deste documento.

Enfim, uma estratégia de atendimento ao cliente ajuda a atender às necessidades específicas de seus mercados-alvo e define como você pode permitir que seus clientes saibam que você entende suas necessidades e pode atendê-las. No cerne do serviço ao cliente está o conceito de cumprir uma promessa – ao prometer de que é capaz de fornecer o melhor produto ou serviço, ou que pode entregar rapidamente, ou oferecer o melhor preço, deve-se ser capaz de cumprir essa promessa.

Ter uma estratégia de atendimento ao cliente em vigor garante que os processos, sistemas ou pessoas não o decepcionem. Para ver se o atendimento ao cliente está ajudando a manter os clientes atuais e atrair novos, existem dez áreas que se pode verificar regularmente:

– Informações sobre produtos e serviços – explicando claramente o que se oferece.

– Atendimento presencial e de balcão – ajudando os clientes a atender às suas necessidades.

– Serviço telefônico – atendimento rápido e preciso.

– Receber pedidos de clientes – facilitando a compra.

– Acompanhamento relevante e oportuno.

– Faturamento e gerenciamento de pagamentos – tornando o pagamento claro e fácil.

– Visitando o cliente – chegando na hora certa.

– Fazendo reparos – corrigidos na primeira vez e na hora certa.

– Tratamento de reclamações – transformando as reclamações em elogios.

– Gerenciando a cultura de serviço – um negócio focado no cliente.

Em suma, o processo de serviço ajuda a empresa a superar as expectativas do cliente e estimular a fidelidade. Existem cinco dimensões gerais das expectativas do cliente: confiabilidade – a capacidade de executar conforme prometido, de forma confiável e precisa; tangíveis – a imagem da empresa representada pela aparência das instalações físicas, equipamentos, pessoal e materiais de comunicação; a capacidade de resposta – a disposição para ajudar os clientes e fornecer um serviço rápido; garantia – o conhecimento e a cortesia dos funcionários e capacidade de transmitir confiança e segurança aos clientes; e empatia – a atenção atenciosa e individualizada prestada ao cliente.

Independentemente de como se mede a satisfação com o atendimento ao cliente, a confiabilidade vem em primeiro lugar. Os clientes valorizam a confiabilidade quando se trata de entregar o serviço ou produto que foi prometido. Invariavelmente, um cliente irá considerar que seu negócio atende às expectativas se seu serviço for entregue dentro do prazo, custo e velocidade prometidos.

Observe todos os pontos de contato com o cliente e qualquer outra coisa que possa afetar a capacidade de oferecer excelência e implemente as sete etapas a seguir para a excelência no atendimento ao cliente:

– Envolva a equipe no processo de desenvolvimento de serviço e melhoria contínua.

– Verifique se há lacunas no serviço.

– Desenvolva os padrões de atendimento ao cliente para corresponder à sua promessa aos clientes’.

– Coloque os sistemas como uma prioridade para garantir a consistência.

– Organize o treinamento contínuo da equipe.

– Capacite a equipe para tomar decisões.

– Monitore e avalie regularmente seu desempenho.

A excelência no atendimento ao cliente leva à sua satisfação, o que, por sua vez, leva a compras repetidas, clientes fiéis, reputação e marca aprimoradas – e lucros maiores.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 176 | Ano 4 | 16 Setembro 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 176 Ano 4
Edição 176 | Ano 4 | 16 Setembro 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
Confira os 12 artigos desta edição:
As boas práticas de operação dos equipamentos frigoríficos em supermercados
A conformidade dos projetos de pontes, viadutos e passarelas de concreto
Como tornar o plástico mais circular?
Conheça os princípios e um modelo para a excelência em serviços
Os playgrounds inclusivos devem ser projetados de acordo com a norma técnica
O alumínio e o cobre dividem o protagonismo no setor de energia Target Adnormas
Os parâmetros normativos das células e baterias de lítio estacionárias
A usabilidade permite interagir com satisfação no uso de produtos e serviços
A validação em loop fechado reúne os mundos real e virtual
As especificações das locomotivas diesel-elétrica para as ferrovias brasileiras
A transformação digital na indústria de construção civil
A gestão do relacionamento até os centros de controle na logística do leite

BNDES: o calote ao financiamento à exportação de serviços

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) revelou as informações sobre operações de financiamento à exportação de serviços, tema que vem ganhando repercussão em publicações. Esta divulgação vem esclarecer fatos e está em linha com o conjunto de ações em curso adotadas pelo BNDES para se tomar cada vez mais transparente perante a sociedade brasileira.

Diante da complexidade dos dados, eles são aqui explicados na forma de um resumo didático das operações de financiamento à exportação de serviços por empresas brasileiras com dados de 1998 até junho de 2019, sendo que, em 2017, os desembolsos foram interrompidos. No período, foram liberados US$ 10,5 bilhões em desembolsos para empreendimentos em 15 países, sendo que US$ 10,3 bilhões retornaram em pagamentos do valor principal da dívida e dos juros.

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Do total de pagamentos, 89% foram liberados para empreendimentos em seis países. São eles, em ordem decrescente de valores: Angola (US$ 3,273 bilhões), Argentina (US$ 2,006 bilhões), Venezuela (US$ 1,507 bilhão), República Dominicana (US$ 1,215 bilhão), Equador (US$ 685 milhões) e Cuba (US$ 656 milhões).

Entre as empresas que exportaram os serviços, 98% do valor total foi destinado a obras de cinco delas: Odebrecht (76% do total), Andrade Gutierrez (14%), Queiroz Galvão (4%), Camargo Corrêa (2%) e OAS (2%). Ao todo, 148 operações foram realizadas, com prazo médio de 11 anos e dois meses para pagamento dos financiamentos.

O maior prazo foi concedido pelo Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) para o projeto do Porto de Mariel, em Cuba, que será pago em 25 anos. Esse caso também foi o único que incorreu em 100% do risco soberano de um país, por aceitar como mitigador de risco de crédito uma conta corrente em Cuba.

Embora o programa de financiamento à exportação de serviços de engenharia tenha sido criado em 1998, 88% do total de US$ 10,5 bilhões em desembolsos ocorreram no período compreendido entre 2007 e 2015. Em 2003, em decorrência da Resolução número 44 aprovada pelo Conselho de Ministros da Camex, Argentina, Equador, Venezuela e República Dominicana tiveram seu custo de financiamento diminuído. Isso ocorreu porque a norma mitigou riscos de crédito das operações na proporção de até 7 (pior nota) para 1 (melhor nota).

A partir de janeiro de 2018, surgiram inadimplementos nos pagamentos de Venezuela (US$ 374 milhões), Moçambique (US$ 118 milhões) e Cuba (US$ 62 milhões), em um valor total de US$ 554 milhões até 30 de junho de 2019. Em 2016, quando começaram as controvérsias envolvendo empresas brasileiras exportadoras de serviços de engenharia, o BNDES, em acordo com o Ministério Público Federal (MPF), passou a exigir das empresas a assinatura de um Termo de Compliance (Conformidade), com rígidas regras de governança, como condição para liberação de recursos.

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Após essa medida, o BNDES reteve US$ 11 bilhões que estavam previstos para serem desembolsados, referentes a 47 operações ativas. Dessa forma, a exportação de serviços, quando bem aplicada, é reconhecida mundialmente como importante instrumento de um país para estímulo à geração de empregos, ao aumento da atividade industrial e à obtenção de saldos positivos em balança comercial.

No Brasil, esses financiamentos são determinados pela administração direta do governo federal, que estabelece as operações, os países de destino das exportações, as principais condições contratuais do financiamento (como valor, prazo, equalização da taxa de juros e seguros) e os mitigadores de risco soberano do país que sedia a obra de engenharia. As responsabilidades diretas do governo no processo incluem a obtenção de aprovações pela empresa brasileira exportadora de serviços junto ao Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (Cofig) e ao Conselho de Ministros da Camex, ambos compostos por representantes dos ministérios.

Já com essas aprovações, o processo chega ao BNDES em sua parte final, onde é enquadrado e analisado. Quando aprovado e com a contratação feita entre a empresa brasileira e o cliente no exterior, ocorrem os desembolsos e o acompanhamento da execução do projeto.

No momento, as operações de financiamento à exportação de serviços feitas pelo BNDES estão sob análise de diversas autoridades legais. O BNDES ativamente colabora com apurações no Tribunal de Contas da União (TCU), na Controladoria-Geral da União (CGU) e na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) em curso na Câmara dos Deputados.

O BNDES ratifica seu firme propósito de cooperar com os órgãos competentes e abrir todas as informações questionadas pela sociedade brasileira. A divulgação de informações concretas como estas colabora com um debate mais produtivo do papel da instituição no país. 

A transparência é um princípio fundamental à gestão pública do país e um norte para o BNDES recuperar sua credibilidade. As lições aprendidas com o passado tornam o banco mais eficiente para os cidadãos brasileiros e colaboram para sua ação em favor de negócios que levem ao desenvolvimento.

Uma apresentação gráfica com os dados apresentados pode ser encontrada no link: https://www.bndes.gov.br/arquivos/exportacao/bndes-apresentacao-exportacoes-servicos-20190915.pdf

Mais detalhes de todas as operações de financiamento às exportações de serviços podem ser obtidas na planilha Operações de exportação pós-embarque – serviços de engenharia (1998 a 30.06.2019) no seguinte endereço: https://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/transparencia/centraldedownloads

As técnicas para o processo de avaliação de riscos

A NBR IEC 31010 de 08/2021 – Gestão de riscos – Técnicas para o processo de avaliação de riscos, em sua nova edição, fornece orientações para a seleção e aplicação de técnicas para o processo de avaliação de riscos em uma ampla série de situações. As técnicas são usadas para auxiliar na tomada de decisões em que haja incerteza, fornecer informações sobre riscos específicos e como parte do processo para a gestão de riscos. Este documento fornece resumos de uma série de técnicas, com referências a outros documentos em que as técnicas são descritas com mais detalhes.

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Quais são os critérios para decidir se um risco pode ser aceito?

Por que gerenciar as informações e desenvolver modelos?

Como deve ser o desenvolvimento e a aplicação de modelos na avaliação de riscos?

Como aplicar as técnicas para o processo de avaliação de riscos?

Este documento fornece orientação para a seleção e aplicação de várias técnicas que podem ser usadas para ajudar a melhorar o modo como a incerteza é considerada e ajudar a entender o risco. As técnicas são usadas: onde uma maior compreensão é necessária sobre qual risco existe ou sobre um risco particular; em uma decisão em que uma série de opções, cada uma envolvendo risco, precisa ser comparada ou otimizada; no processo de gestão de riscos, levando a ações para tratar o risco.

As técnicas são usadas nas etapas do processo de avaliação de riscos de identificação, análise e avaliação de riscos, como descrito na NBR ISO 31000, e de forma geral quando há necessidade de entender a incerteza e os seus efeitos. As técnicas descritas neste documento podem ser usadas em uma ampla série de situações, embora a maioria seja originária do campo técnico.

Algumas técnicas são similares em conceito, mas possuem diferentes nomes e metodologias que refletem a história do seu desenvolvimento em diferentes setores. As técnicas evoluíram ao longo do tempo, e muitas podem ser usadas em uma grande série de situações fora de sua aplicação original.

As técnicas podem ser adaptadas, combinadas e aplicadas de novas maneiras, ou ampliadas para satisfazer as necessidades atuais ou futuras. Este documento é uma introdução às técnicas selecionadas e compara as suas possíveis aplicações, benefícios e limitações. Também fornece referências às fontes de informação mais detalhadas.

O público potencial para este documento é: qualquer pessoa envolvida no processo de avaliação ou na gestão de riscos; as pessoas que estão envolvidas no desenvolvimento de orientação que determine como os riscos serão avaliados em contextos específicos; as pessoas que precisam tomar decisões onde há incerteza, incluindo: aquelas que encomendam ou avaliam os processos de avaliação de riscos, aquelas que necessitam compreender os resultados dos processos de avaliação, e aquelas que precisam escolher técnicas de avaliação que satisfaçam uma necessidade particular.

As organizações que precisam conduzir processos de avaliação de riscos para propósitos de compliance ou conformidade podem se beneficiar do uso de técnicas formais, padronizadas e apropriadas para o processo de avaliação de riscos. A incerteza é um termo que abrange vários conceitos subjacentes. Muitas tentativas foram feitas, e continuam sendo desenvolvidas, para categorizar os tipos de incertezas, incluindo: a incerteza que reconhece a variabilidade intrínseca de alguns fenômenos e que não é possível que seja reduzida por pesquisas adicionais, por exemplo, jogar dados (às vezes se refere a incertezas aleatórias); a incerteza que geralmente resulta da falta de conhecimento e que, portanto, pode ser reduzida ao se reunirem mais dados, refinar modelos, aprimorar técnicas de amostragem etc. (às vezes referida como incerteza epistêmica).

Outras comumente reconhecidas formas de incerteza incluem: a incerteza linguística, que reconhece a imprecisão e a ambiguidade inerente à linguagem falada; incerteza da decisão, que tem relevância particular nas estratégias de gestão de riscos e que identifica a incerteza associada aos sistemas de valores, julgamento profissional, valores das companhias e normas sociais.

Exemplos de incerteza incluem: as incerteza quanto à verdade das premissas, incluindo presunções sobre como as pessoas ou sistemas podem se comportar; a variabilidade nos parâmetros nos quais a decisão está baseada; a incerteza na validade ou precisão dos modelos que foram estabelecidos para fazer previsões sobre o futuro; os eventos (incluindo mudanças em circunstâncias ou condições) cuja ocorrência, caráter ou consequência sejam incertos; a incerteza associada a eventos disruptivos; os resultados incertos de questões sistêmicas, como escassez de pessoal competente, que podem ter uma ampla gama de impactos, que não é possível determinar claramente; a falta de conhecimento que surge quando a incerteza é reconhecida, mas não totalmente compreendida; a imprevisibilidade; a incerteza resultante das limitações da mente humana, por exemplo, em compreender dados complexos, prever situações com consequências de longo prazo ou fazer julgamentos sem preconceitos.

Não é possível compreender toda incerteza e a significância da incerteza pode ser difícil ou impossível de determinar ou influenciar. Contudo, o reconhecimento de que a incerteza existe em um contexto específico, permite que sistemas de alerta precoce sejam implementados para detectar mudanças de maneira proativa e oportuna, e para tomar as providências para criar uma resiliência para lidar com as circunstâncias inesperadas.

Os riscos incluem os efeitos de qualquer uma das formas de incerteza nos objetivos. A incerteza pode levar a consequências positivas ou negativas, ou a ambas. O risco é frequentemente descrito em termos de fontes de risco, eventos potenciais, suas consequências e suas probabilidades. Um evento pode ter múltiplas causas e levar a múltiplas consequências.

As consequências podem ter um número de valores discretos, ser variáveis contínuas ou ser desconhecidas. As consequências podem não ser discerníveis ou mensuráveis no início, mas podem se acumular ao longo do tempo. As fontes de risco podem incluir a variabilidade inerente ou incertezas, relacionadas a uma série de fatores, incluindo comportamento humano e estruturas organizacionais ou influências sociais, para as quais pode ser difícil prever qualquer evento específico que possa ocorrer.

Nem sempre é possível tabular o risco facilmente como um conjunto de eventos, suas consequências e suas probabilidades. As técnicas para o processo de avaliação de riscos visam ajudar as pessoas a entender a incerteza e o risco associado neste contexto amplo, complexo e diversificado, com o propósito de apoiar decisões e ações mais bem informadas.

As técnicas descritas neste documento fornecem um meio para melhorar a compreensão da incerteza e suas implicações para decisões e ações. A NBR ISO 31000 descreve os princípios para a gestão de riscos e os fundamentos e arranjos organizacionais que permitem que os riscos sejam gerenciados. Ela especifica um processo que permite que o risco seja reconhecido, compreendido e modificado conforme necessário, de acordo com critérios estabelecidos como parte do processo.

As técnicas do processo de avaliação de riscos podem ser aplicadas nessa abordagem estruturada, que envolve o estabelecimento do contexto, o processo de avaliação de riscos e o tratamento de riscos, juntamente com monitoramento, a análise crítica, a comunicação e consulta, registro e relato contínuos. Este processo é ilustrado na figura abaixo, que também mostra exemplos de onde as técnicas podem ser aplicadas no processo.

No processo da NBR ISO 31000, o processo de avaliação de riscos envolve a identificação dos riscos, sua análise e o uso do entendimento obtido com a análise para avaliar riscos, tirando conclusões sobre a sua significância comparativa em relação aos objetivos e limites de desempenho da organização. Este processo fornece entradas para as decisões sobre se um tratamento é requerido, as prioridades de tratamento e as ações destinadas a tratar os riscos.

Na prática, uma abordagem iterativa é aplicada. As técnicas do processo de avaliação de riscos descritas neste documento são usadas onde é necessário um entendimento maior sobre quais riscos existem ou sobre um risco específico; dentro de um processo de gestão de riscos, levando a ações para tratar os riscos; dentro de uma decisão em que uma gama de opções, cada uma envolvendo riscos, precise ser comparada ou otimizada.

Em particular, as técnicas podem ser usadas para: fornecer informações estruturadas para apoiar decisões e ações em que haja incerteza; esclarecer as implicações das premissas sobre o atingimento dos objetivos; comparar múltiplas opções, sistemas, tecnologias ou abordagens etc. em que haja incertezas multifacetadas em torno de cada opção; auxiliar na determinação de objetivos estratégicos e operacionais realistas; ajudar a determinar os critérios de risco de uma organização, como limites de risco, apetite pelo risco ou capacidade de suportar riscos; levar em conta o risco ao especificar ou analisar criticamente as prioridades; reconhecer e entender os riscos, incluindo os riscos que podem ter resultados extremos; entender quais incertezas são mais importantes para os objetivos de uma organização e fornecer uma justificativa para o que convém que seja feito sobre elas; reconhecer e explorar as oportunidades com mais sucesso; articular os fatores que contribuem para o risco e por que eles são importantes; identificar as ações de tratamento de riscos eficazes e eficientes; determinar o efeito modificador dos tratamentos de risco propostos, incluindo qualquer alteração na natureza ou magnitude do risco; comunicar sobre riscos e suas implicações; aprender com fracassos e sucessos, a fim de melhorar a maneira como os riscos são gerenciados; e demonstrar que os requisitos regulatórios e outros requisitos foram atendidos.

A maneira pela qual o risco é avaliado depende da complexidade e novidade da situação e do nível de conhecimento e entendimento pertinentes. No caso mais simples, quando não há nada de novo ou de incomum em uma situação, o risco é bem entendido, sem grandes implicações para as partes interessadas ou com consequências não significativas, então as ações serão provavelmente decididas de acordo com regras e procedimentos estabelecidos e com avaliações anteriores de risco.

Para questões muito novas, complexas ou desafiadoras, nas quais haja alta incerteza e pouca experiência, há pouca informação sobre em qual basear a avaliação, e as técnicas convencionais de análise podem não ser úteis ou significativas. Isto também se aplica às circunstâncias em que as partes interessadas mantêm opiniões fortemente divergentes.

Nesses casos, várias técnicas podem ser usadas para obter uma compreensão parcial do risco, com julgamentos feitos no contexto de valores organizacionais e sociais e opiniões das partes interessadas. As técnicas descritas neste documento têm grande aplicação em situações entre esses dois extremos em que a complexidade é moderada e há alguma informação disponível na qual basear-se a avaliação.

O propósito do processo de avaliação deve ser estabelecido, incluindo a identificação das decisões ou ações às quais está relacionado, os tomadores de decisão, as partes interessadas e o tempo e natureza do resultado requerido (por exemplo, se é requerida informação qualitativa, semiquantitativa ou quantitativa). O escopo, a profundidade e o nível de detalhe do processo de avaliação devem ser definidos, com uma descrição do que está incluído ou excluído.

Os tipos de consequência a serem incluídos no processo de avaliação devem ser definidos. Convém que quaisquer condições, premissas, restrições ou recursos necessários pertinentes para a atividade do processo de avaliação sejam especificados. Ao realizar um processo de avaliação de riscos, convém que aqueles envolvidos estejam cientes de circunstâncias mais amplas em que serão tomadas as decisões e ações com base no seu processo de avaliação.

Isso inclui compreender as questões internas e externas que contribuem para o contexto da organização, bem como os aspectos sociais e ambientais mais amplos. Convém que qualquer declaração de contexto pertinente seja analisada criticamente e verificada, para ver se é corrente e apropriada. Compreender o contexto geral é particularmente importante quando há complexidade significativa.

Convém que as partes interessadas e aquelas passíveis de estarem aptas a contribuir com conhecimento útil ou visões pertinentes sejam identificadas e suas perspectivas consideradas, estejam elas incluídas ou não como participantes no processo de avaliação. O envolvimento apropriado das partes interessadas ajuda a garantir que a informação na qual o processo de avaliação de riscos é baseado seja válida e aplicável, e que as partes interessadas compreendam as razões por trás das decisões.

O envolvimento das partes interessadas pode: fornecer a informação que permita compreender o contexto do processo de avaliação; juntar diferentes áreas do conhecimento e expertise para identificação e compreensão mais efetivas do risco; fornecer expertise pertinente para o uso das técnicas; permitir que os interesses das partes interessadas sejam compreendidos e considerados; fornecer entradas ao processo de determinação de se um risco é aceitável, em particular quando as partes interessadas são impactadas; cumprir qualquer requisito para que pessoas sejam informadas e consultadas; obter apoio para saídas e decisões oriundas do processo de avaliação de riscos; identificar lacunas no conhecimento que precisem ser tratadas antes do e/ou durante o processo de avaliação de riscos.

Convém que seja decidido como as saídas e resultados do processo de avaliação de riscos podem ser comunicados às partes interessadas pertinentes de forma confiável, precisa e transparente. As técnicas para estimular a visão de partes interessadas e especialistas são descritas na Seção B.1. Convém que os objetivos do sistema ou processo específico para o qual haverá um processo de avaliação de risco sejam definidos e, quando possível, documentados.

Isso irá facilitar a identificação do risco e a compreensão de suas implicações. Convém que, na medida do possível, os objetivos sejam: específicos ao assunto do processo de avaliação; mensuráveis tanto qualitativamente quanto quantitativamente; alcançáveis dentro das restrições impostas pelo contexto; pertinentes para os objetivos maiores ou contexto da organização; alcançáveis dentro do prazo estipulado. Os fatores humanos, organizacionais e sociais devem ser explicitamente considerados e levados em conta conforme apropriado.

Os aspectos humanos são pertinentes no processo de avaliação de riscos nas seguintes maneiras: por meio de influências na maneira em que as técnicas são selecionadas e aplicadas; como uma fonte de incerteza; como a informação é interpretada e usada (por exemplo, por causa das diferentes percepções de risco). O desempenho humano (seja acima ou abaixo do esperado) é uma fonte de risco que pode também afetar a efetividade dos controles.

Convém que o potencial de desvio dos comportamentos esperados ou presumidos seja especificamente considerado, quando do processo de avaliação de risco. As considerações do desempenho humano são frequentemente complexas e opiniões de especialistas podem ser requisitadas para identificar e analisar os aspectos humanos do risco.

Os fatores humanos também influenciam a seleção e o uso de técnicas, em particular quando julgamentos precisam ser feitos ou abordagens de equipe são usadas. A facilitação qualificada é necessária para minimizar estas influências. Convém que tendências, como pensamentos de grupo e excesso de confiança (por exemplo, em estimativas ou percepções), sejam tratadas. Convém que a opinião de especialistas seja informada por evidências e dados sempre que possível e que esforços sejam feitos para evitar ou minimizar preconceitos cognitivos.

Os objetivos e os valores das pessoas podem variar e ser diferentes daqueles da organização. Isto pode resultar em diferentes percepções acerca do nível de risco e diferentes critérios a partir dos quais os indivíduos tomam decisões. Convém que a organização se esforce para atingir uma compreensão comum do risco internamente e leve em conta as diferentes percepções das partes interessadas.

Os aspectos sociais, incluindo posição socioeconômica, etnia e cultura de raça, gênero, relações sociais e contexto residencial e da comunidade, podem afetar o risco tanto direta quanto indiretamente. Os impactos podem ser de longo termo e não visíveis imediatamente, e podem requerer uma perspectiva de planejamento de longo termo.

Convém que os critérios, incluindo os critérios de risco, que precisam ser levados em conta quando da tomada de decisões, sejam analisados criticamente antes de se iniciar qualquer processo de avaliação. Os critérios podem ser qualitativos, semiquantitativos ou quantitativos. Em alguns casos, pode não haver critérios explícitos especificados, e as partes interessadas podem utilizar seu julgamento para responder aos resultados da análise.

Os métodos para avaliar as modificações no sabor dos alimentos devido à embalagem

A NBR ISO 13302 de 08/2021 – Análise sensorial – Métodos para avaliar modificações no sabor dos alimentos devido à embalagem descreve os métodos para avaliar as mudanças causadas pela embalagem nos atributos sensoriais dos alimentos ou simulantes de alimentos. descreve métodos para avaliar as mudanças causadas pela embalagem nos atributos sensoriais dos alimentos ou simulantes de alimentos. A metodologia pode ser usada como seleção inicial para avaliar um material de embalagem adequado ou como uma triagem subsequente para aprovação de lotes individuais/etapas de produção (ver Anexo A).

É aplicável a todos os materiais utilizáveis para a embalagem de alimentos (por exemplo, papel, papelão, plástico, folhas, madeira). Além disso, o escopo pode ser estendido a qualquer objeto destinado a entrar em contato com alimentos (por exemplo, utensílios de cozinha, revestimentos, encartes ou partes de equipamentos, como vedantes ou tubulações), com o objetivo de controlar a compatibilidade dos alimentos do ponto de vista sensorial de acordo com a legislação em vigor.

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Quais são as condições gerais do teste sensorial?

Como definir o número de avaliadores?

Como realizar a avaliação do efeito do material de embalagem no sabor dos alimentos?

Como executar a avaliação de uma nova embalagem em desenvolvimento em nível laboratorial?

É necessário evitar que os materiais destinados à embalagem dos alimentos sejam causadores de alterações indesejadas no odor ou no sabor. Da mesma forma, é necessário considerar as condições de armazenamento dos alimentos, uma vez embalados, pois isso também pode ser uma das causas de modificações no odor ou no sabor.

Certos tipos de alimentos são particularmente suscetíveis a modificações de sabor devido a materiais de embalagem (por exemplo, produtos gordurosos ou em pó com uma grande área em contato com a embalagem). Particularmente, o material de embalagem pode contaminar o produto por transferência.

Essa transferência pode ocorrer por contato direto com o material da embalagem ou, indiretamente, por meio da atmosfera criada entre a embalagem e o produto. Os odores ou sabores estranhos também podem vir das camadas interna ou externa do material de embalagem. O material de embalagem também pode absorver compostos dos alimentos e causar modificações de sabores.

É recomendado que as indústrias de alimentos garantam que as embalagens usadas sejam a melhor escolha possível em relação aos seus produtos. É por isso que devem dispor de métodos que permitam verificar que o sabor dos alimentos não seja significativamente alterado em determinadas condições de armazenamento.

Os compostos transferidos dos materiais de embalagem, responsáveis por efeitos indesejados no sabor dos produtos alimentares, geralmente estão em quantidades muito baixas e abaixo dos limites de detecção das técnicas analíticas, ou simplesmente os compostos responsáveis pelas alterações no sabor não tenham sido identificados. Assim, é necessário avaliar as propriedades sensoriais dos materiais de embalagem.

Essa norma descreve dois testes complementares que não são mutuamente exclusivos: a avaliação do odor inerente ao material de embalagem em teste (teste de odor); e a avaliação da mudança de sabor de um alimento após contato direto ou indireto com o material da embalagem em teste em condições reais ou em condições simuladas (teste de contato). Ela foi desenvolvida por um grupo composto por especialistas em análise sensorial e especialistas do setor de embalagens e baseia-se em suas experiências.

O material de embalagem em teste é armazenado em um recipiente sob condições controladas. O odor da atmosfera desenvolvido após o confinamento é avaliado por meio de métodos de análise sensorial. Para a avaliação do efeito do material de embalagem no sabor dos alimentos, o alimento e o material de embalagem em teste, com contato direto ou indireto, são armazenados em um recipiente em condições controladas.

As alterações de sabor dos alimentos são avaliadas por meio de métodos de análise sensorial. Quanto às amostras de alimentos, devem ser seguidos os requisitos de higiene e segurança relacionados aos produtos utilizados. Quando possível, usar o alimento real, o método de embalagem e as condições de armazenamento (temperaturas, tempo de contato etc.) para os testes.

Isso é altamente recomendado para testes realizados na etapa de desenvolvimento. Para testes repetidos com um painel, usar, se possível, as mesmas referências de alimentos (o mesmo produto e o mesmo nome comercial). Nos outros casos, usar um alimento semelhante que se aproxime do produto real.

Às vezes, é necessário diminuir o tempo inicial ou usar um modelo de alimento quando os alimentos reais não são conhecidos e/ou as condições reais de armazenamento não são alcançáveis. Até a presente data, o único modelo validado é relacionado ao papel/papelão offset usado para produtos de chocolate: chocolate ao leite picado, umidade relativa, 75%, temperatura, 23 °C ± 2 °C, duração, 48 h (adaptado do teste de Robinson). A configuração é mostrada na figura abaixo. A interpretação deste modelo é limitada porque não considera a razão entre a massa do alimento e a superfície da embalagem. As propostas, para outros modelos não validados, são apresentadas no Anexo C.

Para o preparo de amostras, deve-se fornecer a quantidade de material de amostra necessária para cada avaliador. A quantidade varia de acordo com o alimento em questão e é, em geral, 4 g a 30 g para alimentos sólidos, e 15 mL a 50 mL para líquidos. Adaptar o número de recipientes ao tamanho do painel. Antes de realizar os testes, preservar os materiais da embalagem em condições frias (a aproximadamente 5 °C) e embrulhados em uma folha não revestida de papel alumínio ou em um recipiente de vidro hermético.

Para materiais do tipo folha ou filme, coletar amostras de materiais representativos e eliminar as camadas externas (por exemplo, voltas iniciais de um rolo, primeira e última folhas de uma pilha). Para o preparo de amostras de material de embalagem para avaliação do odor inerente, para as condições de teste, deve-se usar as condições reais se elas forem conhecidas. Se não forem conhecidas, realizar o descrito a seguir.

Para materiais flexíveis de camada única, a relação área de superfície do material/volume do recipiente recomendada é de 6 dm²/L. No caso de material impresso, convém tomar cuidado para manter a mesma proporção entre as superfícies impressas e não impressas na seção a ser testada. No caso de materiais laminados ou multicamadas com diferenças essenciais entre as superfícies separadas por uma camada interna praticamente impermeável, especialmente no caso de amostras impressas, convém que o teste seja realizado em um lado, ou seja, no lado projetado para contato com o alimento embalado

Depois, deve-se produzir tetraedros ou sacos de forma para testar seu interior (por exemplo, 6 dm²). Os sacos podem ser selados (em relação às condições de vedação recomendadas pelos industriais) ou fechados com adesivos que não conferem odor ao interior. Os materiais rígidos podem ser cortados em pedaços, desde que não ocorram modificações em sua estrutura. É importante sempre seguir o mesmo procedimento após a seleção.

Para o método, sempre que possível, para cada amostra, fornecer um recipiente para cada um dos avaliadores que participam do teste (ver o Anexo B para os recipientes recomendados). Inserir em cada recipiente a área de superfície apropriada do material de embalagem.

Se houver uma diferença visual, verificar se o material colocado no recipiente não é visível do lado de fora (por exemplo, cobrir o recipiente com papel alumínio). Mantenha todos os recipientes preparados em local escuro por 24 h a 23 °C ± 2 °C ou, se for necessária uma avaliação exploratória ou preliminar, 1 h a 40 °C ± 2 °C. Se for necessária uma amostra de referência, utilizá-la tratando-a da mesma maneira que o material de teste. O material de embalagem de referência utilizado neste caso é um material que não interfere nas propriedades sensoriais do alimento.

Se não existir material de embalagem de referência ou se desejar condições ideais de qualidade, é possível preparar a amostra de referência sem a embalagem, simplesmente usando o mesmo tipo de recipiente sem qualquer material de embalagem. Para o preparo de amostras do material de embalagem para avaliação do efeito no sabor do alimento, nos testes de simulação com contato direto, sempre que possível, usar as condições reais.

Se as condições reais não forem conhecidas ou não forem possíveis, usar testes de simulação como descrito a seguir. Ver o Anexo C para uso de simulantes. Nos alimentos líquidos, deve-se obter as condições recomendadas de contato em função dos diferentes materiais a serem testados. As condições aplicáveis a cada tipo de material são representadas por uma área cinza.

A área da superfície do material na relação contato/volume do alimento de teste, exceto em condições especiais (por exemplo, célula de migração 2 dm² por 200 mL), deve ser de 6 dm² por litro de substância.

Nos alimentos sólidos, para materiais em forma de folha ou filme, fazer um sanduíche com 2 dm² de material de embalagem em contato com uma camada de 1 cm do alimento em teste (corte as tiras do filme e entrelace com o alimento). Fornecer uma quantidade suficiente do produto para os avaliadores. Para objetos preenchíveis, preencher a capacidade normal e cobrir os objetos com uma placa de Petri de vidro.

Os métodos de ensaios do concreto endurecido em testemunhos cilíndricos

A NBR 8522-1 de 08/2021 – Concreto endurecido – Determinação dos módulos de elasticidade e de deformação – Parte 1: Módulos estáticos à compressão estabelece os métodos de ensaio para a determinação dos módulos estáticos de elasticidade e de deformação à compressão do concreto endurecido, em corpos de prova cilíndricos. A NBR 8522-2 de 08/2021 – Concreto endurecido – Determinação dos módulos de elasticidade e de deformação – Parte 2: Módulo de elasticidade dinâmico pelo método das frequências naturais de vibração estabelece o método de ensaio para a determinação do módulo de elasticidade dinâmico do concreto endurecido empregando o método das frequências naturais de vibração excitadas por impacto, em corpos de prova e testemunhos cilíndricos.

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Qual seria o exemplo de um compressômetro com base dependente?

Como deve ser executada a determinação da resistência à compressão (fc)?

Como deve ser feita a expressão dos resultados?

Como deve ser feito o ensaio de testemunhos extraídos da estrutura?

Como deve ser feita a etapa 5 ou o cálculo do módulo de elasticidade dinâmico?

A máquina de ensaios deve atender aos valores máximos admissíveis para classe 1, ou melhor, os estabelecidos na NBR NM ISO 7500-1, e estar de acordo com os requisitos da NBR 5739. Esta deve ser capaz de aplicar a força ou deformação específica indicada na razão especificada e mantê-la no nível requerido.

A NBR NM ISO 7500-1 estabelece que a calibração deve ser realizada no intervalo de 20% a 100% da capacidade nominal da escala utilizada. No entanto, para melhor exatidão do ensaio, o intervalo inferior a 20% da capacidade nominal da escala utilizada também deve ser calibrado, sendo aplicado o fator de correção, quando necessário, ao ponto correspondente a 0,5 MPa.

Os instrumentos para medir as deformações devem ser elétricos ou mecânicos e devem possibilitar a realização do ensaio sem interferência dos operadores em suas medições. O comprimento de cada base de medida (L0), onde são fixados os medidores de deformação, deve ser no mínimo igual a dois terços do diâmetro do corpo de prova (2/3 d) e no máximo igual à medida desse diâmetro (d). Ver a definição de base de medida em 3.1.

Podem ser utilizados outros medidores de deformação, desde que seja possível comprovar a sua eficiência no atendimento aos requisitos desta norma. Os medidores de deformação elétricos podem ser do tipo resistivo ou indutivo. Os medidores de deformação elétricos resistivos são constituídos por uma liga de metal-filme estabilizada.

Estes medidores de deformação podem ser colados na superfície do corpo de prova, embutidos no seu interior ou fixados externamente. Os medidores de deformação elétricos resistivos tipo strain gages são ajustados para medir diretamente as deformações específicas. Os medidores de deformação elétricos indutivos funcionam como um transformador diferencial de tensão, que se baseia no princípio da variação da indutância mútua de um transformador.

Os medidores de deformação elétricos devem ter resolução mínima de 0,001 mm e atender aos valores máximos admissíveis para classe 1 ou melhor, estabelecidos na NBR ISO 9513, e devem ser calibrados periodicamente ou após reparos ou ajustes. Convém que o intervalo entre as calibrações não seja superior a 12 meses.

Os medidores de deformação mecânicos (compressômetros) podem ser equipamentos com apenas um relógio comparador, o que caracteriza a medida das deformações como sendo de base dependente, ou podem ter dois ou mais relógios comparadores (um para cada base de medida), o que possibilita a medida individualizada das deformações, portanto como bases independentes. Os medidores são constituídos por dois anéis (ou duas garras), que são fixados em pontos equidistantes na superfície do corpo de prova.

A distância de fixação entre os anéis A e B (ou as duas garras) ao longo da geratriz do corpo de prova corresponde ao comprimento da base de medida, onde são realizadas as medidas de deformação. Para a fixação dos anéis no corpo de prova, devem ser utilizados gabaritos com o comprimento da base de medida.

Estes gabaritos devem ser verificados periodicamente. O erro máximo admissível deve ser inferior a 1%. Os medidores de deformação de base dependente não podem ser utilizados na determinação do módulo de deformação secante, para tensões fora do intervalo estabelecido nessa norma.

O compressômetro com base dependente utiliza apenas um relógio comparador (C), fixado no anel A e apoiado no anel B (I), para a medida das deformações. O relógio comparador deve ser fixado no anel A, preferencialmente, na geratriz oposta à haste H, de forma a assegurar que as distâncias ed e er sejam iguais. O anel B deve ser fixado na superfície do corpo de prova em pelo menos três pontos equidistantes (F), de forma a não permitir sua rotação durante a aplicação da carga.

O anel A deve ser fixado no corpo de prova em apenas dois pontos em geratrizes opostas (E), de forma a permitir sua rotação durante a aplicação da carga. Para manter constante a distância entre os dois anéis (base de medida), durante a aplicação da carga, deve ser empregada uma haste-pivô (H) localizada em um ponto da circunferência formada pelo anel A, na metade da distância entre os dois pontos de fixação.

A haste-pivô é fixada no anel B e apoia o anel A. A leitura do relógio comparador corresponde à soma dos deslocamentos medidos no corpo de prova e o deslocamento devido à rotação do anel A, conforme demonstrado no esquema da Figura 4 (distância D), disponível na norma. O compressômetro com bases independentes utiliza dois ou mais relógios comparadores (C) (um para cada base de medida), que devem ser fixados no anel A1 em pontos equidistantes e apoiados no anel B (I) para as medidas das deformações.

Os anéis A1 e B devem ser fixados em pelo menos três pontos equidistantes (F) na superfície do corpo de prova, de forma a não permitir sua rotação durante a aplicação da carga. A leitura de cada relógio comparador é obtida de forma individualizada e independente. O deslocamento real apresentado pelo corpo de prova (d) deve ser a média das leituras das bases de medida, obtidas nos relógios comparadores.

Para ensaio para a determinação do módulo de elasticidade dinâmico do concreto endurecido empregando o método das frequências naturais de vibração excitadas por impacto, deve-se apoiar o corpo de prova ou testemunho nas linhas nodais do modo de vibração flexional fundamental, aplicar uma excitação por impacto, captar a resposta acústica ou dinâmica, processar esta resposta para a identificação da frequência de ressonância flexional fundamental e calcular o módulo de elasticidade dinâmico (Ecd). Para o cálculo do módulo de elasticidade dinâmico, é empregada uma equação que correlaciona este módulo com a geometria, as dimensões, a massa, o coeficiente de Poisson e a frequência de ressonância flexional fundamental.

O ensaio dura alguns segundos, apresenta incerteza típica em torno de 1,5 % e reprodutibilidade típica em torno de 0,6% para corpos de prova de concreto. É não destrutivo, pode ser empregado intercalado com processos de degradação e realizado em função do tempo e da temperatura para o mesmo corpo de prova ou testemunho.

Deve-se existir um suporte ajustável que permita apoiar os corpos de prova e testemunhos cilíndricos a serem ensaiados nas linhas nodais do modo de vibração flexional fundamental. Estas linhas nodais ocorrem na distância de 0,224 h das extremidades, sendo h a altura. A tolerância para o posicionamento do corpo de prova ou testemunho sobre as linhas nodais é de ± 0,01 h. O apoio do corpo de prova pode ser em cabos, como no exemplo da figura abaixo, ou em elementos rígidos.

O martelo de impacto é um dispositivo manual ou automático capaz de produzir um pico de força com duração suficiente para excitar a frequência natural de vibração flexional sem, ao mesmo tempo, causar danos ou emitir uma resposta acústica própria com frequências que possam ser confundidas com a do corpo de prova ou testemunho. O tamanho do martelo de impacto deve ser escolhido de acordo com o tamanho do corpo de prova. A frequência flexional de corpos de prova cilíndricos preparados de acordo com a NBR 5738 é usualmente superior a 0,5 kHz e inferior a 40,0 kHz e pode ser excitada com eficiência empregando martelos de impacto de esferas de aço com diâmetro entre 5 mm e 15 mm.

IEC 60839-11-33: a interface de serviços da Web para o controle de acesso eletrônico

A IEC 60839-11-33:2021 – Alarm and electronic security systems – Part 11-33: Electronic access control systems – Access control configuration based on Web services define a interface de serviços da Web para sistemas de controle de acesso eletrônico. Isso inclui listar os componentes do sistema de controle de acesso eletrônico, sua composição lógica, monitorar seus estados e controlá-los. Também inclui um mapeamento dos requisitos obrigatórios e opcionais de acordo com a IEC 60839-11-1: 2013, conforme coberto pelo Anexo.

Este documento se aplica apenas à segurança física para evitar que pessoas não autorizadas, ladrões ou invasores acidentais acessem fisicamente um prédio, sala, etc. O uso de serviços da Web e a funcionalidade de gestão de dispositivos estão fora do escopo deste documento.

O documento especifica apenas os dados e o fluxo de controle entre um cliente e os serviços sem referência a qualquer dispositivo físico, pois os serviços necessários para implementar um sistema de controle de acesso eletrônico compatível (electronic access control system – EACS) não são necessariamente implementados em um único dispositivo, ou seja, todos os serviços podem ser executados em um painel de controle, software agregador de eventos no PC, etc.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO …….. …………………… 8

INTRODUÇÃO ……….. ……………. 10

1 Escopo …… …………………….. 11

2 Referências normativas …………… … 11

3 Termos e definições ……………… …. 12

4 Visão geral ……… ………………… 15

4.1 Geral ……………… …………… 15

4.2 Namespaces …………… ……. 16

4.3 Tratamento de erros ………. …… 17

5 Serviço de credencial ……. ……… 17

5.1 Geral …………. …………… 17

5.2 Capacidades de serviço ………………….. 18

5.2.1 Geral ……………………………. ……… 18

5.2.2 Estrutura de dados ServiceCapabilities ………………….. 18

5.2.3 Comando GetServiceCapabilities …. ………………… 19

5.3 Informações de credencial ……………………………… 20

5.3.1 Geral …………………………… ……… 20

5.3.2 Estruturas de dados …………………….. 20

5.3.3 Comando GetCredentialInfoList …………… 23

5.3.4 Comando GetCredentials ……………………….. 24

5.3.5 Comando GetCredentialList ………………………. 25

5.3.6 Comando CreateCredential ……………………. 26

5.3.7 Comando SetCredential ………………………. 28

5.3.8 Comando ModifyCredential ………………………. 30

5.3.9 Comando DeleteCredential ……………………… 31

5.3.10 Comando GetCredentialState ……………….. 32

5.3.11 Comando EnableCredential ……………………… 32

5.3.12 Comando DisableCredential ………………………….. 33

5.3.13 Comando ResetAntipassbackViolation ……. ………….. 33

5.3.14 Comando GetSupportedFormatTypes ……………. 34

5.3.15 Comando GetCredentialIdentifiers ………………. 34

5.3.16 Comando SetCredentialIdentifier …………………….. 35

5.3.17 Comando DeleteCredentialIdentifier …. …………….. 36

5.3.18 Comando GetCredentialAccessProfiles …… ………… 36

5.3.19 Comando SetCredentialAccessProfiles …………….. 37

5.3.20 Comando DeleteCredentialAccessProfiles ……… …….. 37

5.4 Tópicos de notificação …………………………… 38

5.4.1 Geral ………………………………. ……… 38

5.4.2 Visão geral do evento (informativo) …………………… 38

5.4.3 Mudanças de status ……………….. 38

5.4.4 Mudanças de configuração …………………………….. 39

6 Serviço de regras de acesso ………………………. …… 40

6.1 Geral ………………………………….. …………… 40

6.2 Capacidades de serviço …………………………… 41

6.2.1 Geral …………………………………. ……… 41

6.2.2 Estrutura de dados ServiceCapabilities ………………….. 41

6.2.3 Comando GetServiceCapabilities …………………. 41

6.3 Acessar informações de perfil …………………………… 41

6.3.1 Geral …………………………………. ……… 41

6.3.2 Estruturas de dados ……………………………….. 42

6.3.3 Comando GetAccessProfileInfo …………………… 42

6.3.4 Comando GetAccessProfileInfoList …………………. 43

6.3.5 Comando GetAccessProfiles ………………………. 44

6.3.6 Comando GetAccessProfileList ………………….. 45

6.3.7 Comando CreateAccessProfile ………………….. 46

6.3.8 Comando SetAccessProfile ………………………… 47

6.3.9 Comando ModifyAccessProfile …………………….. 48

6.3.10 Comando DeleteAccessProfile …………………. 49

6.4 Tópicos de notificação ………………………. 50

6.4.1 Geral ………………………………. ……… 50

6.4.2 Visão geral do evento (informativo) ………………… 50

6.4.3 Alterações de configuração ……………………… 50

7 Serviço de comportamento de autenticação ………………… 51

7.1 Geral ……………………………. …………… 51

7.2 Exemplo ………………………….. ………….. 51

7.3 Capacidades de serviço ………………………. 52

7.3.1 Geral ………………………………….. ……… 52

7.3.2 Estrutura de dados ServiceCapabilities …………………. 52

7.3.3 Comando GetServiceCapabilities …………………….. 53

7.4 Informações de perfil de autenticação …………………… 53

7.4.1 Geral ………………………………… ……… 53

7.4.2 Estruturas de dados ………………………………….. 54

7.4.3 Comando GetAuthenticationProfileInfo ……. …………. 55

7.4.4 Comando GetAuthenticationProfileInfoList…….. …….. 56

7.4.5 Comando GetAuthenticationProfiles …… …………….. 57

7.4.6 Comando GetAuthenticationProfileList …………….. 58

7.4.7 Comando CreateAuthenticationProfile ……………… 59

7.4.8 Comando SetAuthenticationProfile …………………. 60

7.4.9 Comando ModifyAuthenticationProfile ………………. 61

7.4.10 Comando DeleteAuthenticationProfile ………………. 62

7.5 Informações de nível de segurança ……………………… 63

7.5.1 Geral ………………………………………… ……… 63

7.5.2 Estruturas de dados ……………………………… 64

7.5.3 Comando GetSecurityLevelInfo ……………………. 66

7.5.4 Comando GetSecurityLevelInfoList …………………. 66

7.5.5 Comando GetSecurityLevels ……………………………. 67

7.5.6 Comando GetSecurityLevelList ………………………….. 68

7.5.7 Comando CreateSecurityLevel ……………………….. 69

7.5.8 Comando SetSecurityLevel ……………………………. 70

7.5.9 Comando ModifySecurityLevel ……………………….. 71

7.6 Tópicos de notificação …………………………. 73

7.6.1 Geral …………………………………… ……… 73

7.6.2 Visão geral do evento (informativo) ………….. 73

7.6.3 Mudanças de configuração …………………….. 73

8 Agendar serviço ……………………….. ………. 74

8.1 Geral …………………………….. …………… 74

8.2 Recorrência ……………………….. ……… 76

8.2.1 Geral ………………………………. ……… 76

8.2.2 Recorrência semanal ……………………. 76

8.2.3 Recorrência estendida …………………. 77

8.2.4 Recorrência de programação padrão ……… 77

8.2.5 Recorrência de dia especial ………………….. 77

8.3 Capacidades de serviço ……………………….. 78

8.3.1 Geral …………………………….. ……… 78

8.3.2 Estrutura de dados ServiceCapabilities ………………. 78

8.3.3 Comando GetServiceCapabilities …………………. 79

8.4 Informações de programação ………………… 79

8.4.1 Geral ……………………………… ……… 79

8.4.2 Estruturas de dados ……………………….. 79

8.4.3 Comando GetScheduleInfo ………………………….. 82

8.4.4 Comando GetScheduleInfoList …………………… 83

8.4.5 Comando GetSchedules ………………………………. 84

8.4.6 Comando GetScheduleList …………………………… 85

8.4.7 Comando CreateSchedule ……………………………. 86

8.4.8 Comando SetSchedule ………………………………… 87

8.4.9 Comando ModifySchedule ………………………….. 88

8.4.10 Comando DeleteSchedule …………………………. 89

8.5 Informações do grupo de dias especiais …………………… 90

8.5.1 Geral ……………………………….. ……… 90

8.5.2 Estruturas de dados ……………………….. 90

8.5.3 Comando GetSpecialDayGroupInfo ……………….. 90

8.5.4 Comando GetSpecialDayGroupInfoList ………………. 91

8.5.5 Comando GetSpecialDayGroups …………………….. 92

8.5.6 Comando GetSpecialDayGroupList …………………. 93

8.5.7 Comando CreateSpecialDayGroup …………………… 94

8.5.8 Comando SetSpecialDayGroup …………………… 95

8.5.9 Comando ModifySpecialDayGroup ………………….. 96

8.5.10 Comando DeleteSpecialDayGroup ………………….. 97

8.6 Status da programação ………………………….. … 97

8.6.1 Estrutura de dados ScheduleState ………………. 97

8.6.2 Comando GetScheduleState ……………………… 98

8.7 Tópicos de notificação …………………………… 99

8.7.1 Geral ………………………………. ……… 99

8.7.2 Visão geral do evento (informativo) ……….. 99

8.7.3 Mudanças de status ………………………. 99

8.7.4 Mudanças de configuração …………………. 100

8.8 Exemplos …………………………. ………. 101

8.8.1 Geral ……………………………… ……. 101

8.8.2 Acesso 24 × 7 para equipe administrativa ………… 101

8.8.3 Acesso às segundas e quartas das 06:00 às 20:00 para o pessoal de limpeza………………. 101

8.8.4 Acesso de sexta-feira 18:00 às 07:00 para equipe de manutenção……………. 101

8.8.5 Acesso em dias de semana das 8h00 às 17h00 para funcionários…………….. 102

8.8.6 Acesso de 15 de janeiro de 2014 a 14 de janeiro de 2015, das 09:00 às 18:00 …………………………. ………. 103

8.8.7 Dias especiais, exemplo 1 ……………… 103

8.8.8 Dias especiais, exemplo 2 …………… 104

8.8.9 Dias especiais, exemplo 3 ……………….. 106

Anexo A (normativo) Esquemas XML da interface de controle de acesso………… …. 107

A.1 Serviço de credencial WSDL ……………………… 107

A.2 Serviço de regras de acesso WSDL ………………….. 127

A.3 Serviço de comportamento de autenticação WSDL……….. 137

A.4 Programar WSDL de serviço …………………………. 155

Anexo B (informativo) Mapeamento de funções obrigatórias na IEC 60839-11-1…………….174

Bibliografia …………………….. 182

Este documento torna possível construir um sistema de alarme e segurança eletrônica com clientes, normalmente um console de monitoramento, e dispositivos, normalmente uma unidade de controle de acesso, de diferentes fabricantes usando interfaces comuns e bem definidas. O documento especifica apenas os dados e o fluxo de controle entre um cliente e os serviços sem referência a qualquer dispositivo físico, pois os serviços necessários para implementar um sistema de controle de acesso eletrônico compatível (electronic access control system – EACS) não são necessariamente implementados em um único dispositivo, ou seja, todos os serviços podem ser executados em um painel de controle, software agregador de eventos no PC, etc.

Este documento não define a comunicação interna entre uma unidade de controle de acesso e seus componentes se eles forem implementados em um único dispositivo. Este documento é baseado no trabalho realizado pelo fórum aberto da indústria, o open network video interface forum (ONVIF). A especificação de credencial ONVIF, a especificação de regras de acesso ONVIF, o comportamento de autenticação ONVIF e a especificação ONVIF Schedule são compatíveis com este documento.

Este documento é acompanhado por um conjunto de definições de interface legíveis por computador (ver Anexo A): WSDL de serviço de credencial, consulte a Cláusula A.1; WSDL do serviço de regras de acesso, consulte a Cláusula A.2; WSDL do serviço de comportamento de autenticação, consulte a Cláusula A.3; agendar WSDL de serviço, consulte a Cláusula A.4. Devido às diferenças na terminologia usada na IEC 60839-11-1:2013 e IEC 60839-11-2:2014 e na especificação ONVIF na qual esta parte da IEC 60839 se baseia, um leitor deve prestar atenção especial aos termos e definições cláusula. Os serviços adicionais necessários para o monitoramento de portas e pontos de acesso (lados do portal) estão fora do escopo deste documento. Esses serviços são cobertos pela IEC 60839-11-32.

Os requisitos normativos das máscaras de uso odonto-médico-hospitalar

Nessa nova edição, a NBR 15052 de 08/2021 – Máscara de uso odonto-médico-hospitalar – Requisitos e métodos de ensaio busca especificar os requisitos de confecção, projeto, desempenho e métodos de ensaio para as máscaras de uso odonto-médico-hospitalar. Não é aplicável aos equipamentos de proteção individual respiratória, pois há normas específicas disponíveis para os equipamentos de proteção individual, por exemplo, a NBR 13698. Também fornece informações para os usuários de máscaras de uso odonto-médico-hospitalar.

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Quais são os requisitos dimensionais das máscaras?

Quais são os requisitos de desempenho para máscaras de uso odonto-médico-hospitalar?

Qual o princípio do método para determinação in vitro da eficiência de filtração bacteriana (BFE)?

Como deve ser a preparação da cultura bacteriana para o ensaio da eficiência de filtração bacteriana?

A máscara de uso odonto-médico-hospitalar é um dispositivo médico de uso único que cobre a boca, o nariz e o queixo, proporcionando uma barreira que minimiza a transmissão direta de agentes infecciosos entre os profissionais da saúde e o paciente. A transmissão de agentes transportados por líquidos dos pacientes para os profissionais da saúde pode ocorrer por meio de respingos. Exemplos: máscaras cirúrgicas, máscaras de procedimentos, máscaras de isolamento, máscaras de uso odontológico e máscaras de atendimento ao paciente.

A transmissão de agentes infecciosos durante procedimentos médicos ou odontológicos em salas de cirurgia e/ou em outros ambientes médicos pode ocorrer de várias maneiras. As fontes são, por exemplo, o nariz e a boca dos profissionais da saúde. O principal uso pretendido de máscaras de uso odonto-médico-hospitalar é proteger o paciente de agentes infecciosos e, adicionalmente, em certas circunstâncias, proteger o usuário contra respingos de líquidos potencialmente contaminados.

As máscaras de uso odonto-médico-hospitalar também podem ser usadas por pacientes e outras pessoas, para reduzir o risco de disseminação de infecções, particularmente em situações epidêmicas ou pandêmicas. Uma máscara de uso odonto-médico-hospitalar com barreira microbiológica apropriada pode também ser eficaz na redução da emissão de agentes infecciosos do nariz e da boca de um portador de doença assintomático ou de um paciente com sintomas clínicos.

As máscaras de uso odonto-médico-hospitalar são classificadas com base no nível de proteção, conforme a seguir: barreira de nível 0; barreira de nível 1; barreira de nível 2; e barreira de nível 3. A tabela abaixo apresenta as diferentes aplicações das máscaras de uso odonto-médico-hospitalar.

Cada nível de classificação confere à máscara de uso odonto-médico-hospitalar o nível de proteção necessário ao procedimento realizado. A embalagem primária do produto deve conter o nível de classificação, para que o profissional da saúde possa, criteriosamente, selecionar o produto adequado ao uso intencionado.

A seleção da máscara de uso odonto-médico-hospitalar apropriada deve ser realizada de acordo com os riscos potenciais de exposição, com base nas áreas específicas de desempenho, associadas à classe das máscaras de uso odonto-médico-hospitalar. Cada nível de classificação confere à máscara de uso odonto-médico-hospitalar o nível de proteção necessário ao procedimento realizado.

A embalagem primária do produto deve conter o nível de classificação, para que o profissional da saúde possa, criteriosamente, selecionar o produto adequado ao uso intencionado. A seleção da máscara de uso odonto-médico-hospitalar apropriada deve ser realizada de acordo com os riscos potenciais de exposição, com base nas áreas específicas de desempenho, associadas à classe das máscaras de uso odonto-médico-hospitalar, servindo de amarras.

Cada tira deve ter comprimento mínimo de 300 mm, quando medido de cada canto da máscara de uso odonto-médico-hospitalar até a sua extremidade. Cada máscara de uso odonto-médico-hospitalar deve conter quatro tiras. As duas tiras superiores devem ter o mesmo comprimento, e as duas tiras inferiores devem ter também o mesmo comprimento (ver figura abaixo).

Os elásticos das máscaras de uso odonto-médico-hospitalar devem ser confeccionados em material elastomérico que permita uma posição estável, e devem ser fixados, sem furos ou costuras, nas margens horizontais ou verticais da máscara de uso odonto-médico-hospitalar, com comprimento mínimo de 100 mm. Caso o material elastomérico contenha látex de borracha natural, esta informação deve constar na embalagem, conforme a legislação vigente.

As inovações em materiais elastoméricos são aceitas desde que atendam aos requisitos pertinentes nesta norma. O clipe nasal deve ser confeccionado em material maleável, como, por exemplo, uma tira de alumínio ou outro material adequado, podendo ser facilmente dobrado para se adaptar e manter os contornos do nariz e das bochechas do usuário.

O clipe nasal deve estar firmemente preso à máscara de uso odonto-médico-hospitalar, sem projetar-se para fora, e não pode estar em contato direto com a pele do usuário. O clipe nasal deve ter comprimento mínimo de 100 mm.

Quando à eficiência de filtração bacteriana (BFE), para as máscaras de uso odonto-médico-hospitalar grossas e rígidas, tipo bico de pato, deve-se recortar um pedaço da própria máscara de uso odonto-médico-hospitalar para o ensaio de BFE. Isso deve ser mencionado no relatório de ensaio.

Quando uma máscara de uso odonto-médico-hospitalar consistir em duas ou mais áreas com características ou composições de camadas diferentes, cada área distinta deve ser ensaiada separadamente. A área com menor desempenho deve determinar o valor de BFE da máscara de uso odonto-médico-hospitalar completa.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 175 | Ano 4 | 9 Setembro 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 175 Ano 4
Edição 175 | Ano 4 | 9 Setembro 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
Confira os 12 artigos desta edição:
A gestão dos incidentes de segurança da informação
O potencial do biogás no setor agropecuário brasileiro
Saiba como definir o preço do seu produto ou serviço
Como recuperar as válvulas automáticas, registros e engates de botijão de GLP
Os desafios em prol do meio ambiente no marco legal do saneamento
Os requisitos de qualidade dos maçaricos para solda, aquecimento e corte
Target Adnormas
As proteções da mão dianteira em motosserras manuais portáteis
As metodologias ágeis contribuem no planejamento de uma empresa de logística
A Qualidade dos implantes de metais absorvíveis
A importância de detectar o elo fraco para um negócio sustentável
A conformidade das placas vinílicas para revestimento de pisos e paredes
A importância da logística para o sucesso do e-commerce

A execução dos levantamentos topográficos

A NBR 13133 de 08/2021 – Execução de levantamento topográfico – Procedimento estabelece os procedimentos a serem aplicados na execução de levantamentos topográficos e os requisitos que compatibilizam medidas angulares, lineares, desníveis e respectivas tolerâncias em função dos erros. Estabelece, em função dos requisitos, os métodos, as técnicas e os instrumentos para a obtenção de resultados compatíveis com a destinação do levantamento, assegurando que a propagação de variâncias não exceda os limites de segurança inerentes a esta destinação.

Aplica-se aos levantamentos topográficos que se destinam a obter informações geométricas do terreno para caracterizar seus elementos naturais e artificiais, incluindo o relevo, limites e confrontantes, área, localização, amarração e posicionamento, dentre outros, para fins de: estudos preliminares de projetos; elaboração de anteprojetos ou projetos básicos; e elaboração de projetos executivos.

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Quais são as classes de poligonais planimétricas?

Como implantar o apoio topográfico e sua acurácia?

Quais são as condições do nivelamento geométrico?

Quais são as condições para o nivelamento trigonométrico?

O levantamento topográfico emprego de métodos para determinar as coordenadas topográficas de pontos, relacionando-os com os detalhes, visando à sua representação planimétrica em escala predeterminada e à sua representação altimétrica por intermédio de curvas de nível, com equidistância também predeterminada e/ou com pontos cotados. Para a execução das operações topográficas previstas nesta norma, são indicados os seguintes instrumentos: teodolitos; níveis; estações totais (ET) ou taqueômetros eletrônicos e medidores eletrônicos de distâncias (MED); receptores Global Navigation Satellite System (GNSS); e escâneres.

A precisão de um instrumento é determinada inicialmente pelo fabricante, conforme os procedimentos descritos na ISO 17123 (Partes 1 a 6). Para os efeitos desta norma, os teodolitos são classificados conforme a tabela abaixo e, para os efeitos desta norma, as estações totais (ET) são classificadas conforme a tabela abaixo.

Os MED e os MED das ET devem ser aferidos a cada dois anos, ou maior frequência de acordo com a necessidade, por entidades competentes. No laudo devem constar o valor da constante aditiva Z (erro de zero) com seu desvio-padrão e o fator de escala k = 10-6 com seu desvio-padrão. Exemplos de entidades competentes são as entidades oficiais, as universidades e os laboratórios da Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio (RBLE).

Na aferição dos MED e nos MED das ET, a acurácia é indicada pela equação composta por duas componentes, sendo uma constante e a outra variável em função da distância, expressa em ppm. Ver exemplo no Anexo C. Os medidores de ângulos e os níveis devem ser ensaiados de acordo com as ISO 17123-2 e ISO 17123-3, em entidades competentes. Exemplos de entidades competentes são as entidades oficiais, as universidades e os laboratórios da Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaio (RBLE).

Os níveis devem ser aferidos a cada dois anos, ou com maior frequência de acordo com a necessidade. Para a execução das operações topográficas, são necessários os seguintes instrumentos auxiliares: baliza; nível de cantoneira, de bastão e de mira; trena; mira; refletor (prisma), bastão com bipé, com base nivelante com suporte, alvo refletor e tripé; termômetro; barômetro; psicrômetro; sapata; guarda-sol; bateria, cabo e carregador; rádio de comunicação; equipamento de segurança pessoal e de trânsito, como placa de sinalização, cone, colete e fita sinalizadora. Alguns dos instrumentos auxiliares sofrem revisões periódicas, principalmente após os serviços de longa duração e viagens.

A trena deve ser aferida no ato de sua aquisição e periodicamente. A mira do tipo dobrável, de encaixe e de invar, deve ser aferida no ato de sua aquisição e periodicamente. A utilização de prisma nas medições eletrônicas deve ser precedida da verificação da sua constante para a correção das distâncias medidas.

A sapata deve ser utilizada como suporte às miras, sempre que se executar transporte de altitude ou cota, devendo ter peso adequado à sua finalidade. Na medição de distâncias eletrônicas, devem ser evitadas possíveis interferências, por exemplo, rádio, emissoras de rádio, redes de transmissão elétrica ou de telecomunicação.

Verificar a verticalidade do instrumento topográfico com o do prumo óptico ou a laser incorporado na alidade ou na base do instrumento utilizado, conforme as instruções prescritas nos manuais do fabricante. O levantamento topográfico, em qualquer de suas finalidades, deve ter no mínimo as fases descritas a seguir.

O levantamento topográfico, em qualquer de suas finalidades, deve obedecer ao princípio da vizinhança e às condições específicas descritas nesta Seção. Antes do início dos trabalhos de campo, recomenda-se estudar sobre a documentação cartográfica disponível, como a localização dos marcos planimétricos e das referências de nível (RRNN); a conexão desses marcos e das RRNN com o apoio geodésico; a intervisibilidade dos marcos; o desenvolvimento das poligonais e nivelamentos do apoio básico a ser implantado; a análise de propagação de variâncias e tolerâncias em função da finalidade do levantamento.

A vinculação (ou amarração) do levantamento topográfico ao Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) e/ou às redes oficiais a ele vinculadas deve levar em conta a propagação das variâncias ao longo dos trabalhos a serem realizados. No caso de as medições e cálculos dos apoios topográficos resultarem em discrepâncias, quando comparadas com a informação do provedor de informações geográficas e estatísticas do país, isso deve ser comunicado a esse provedor.

O provedor de informações geográficas e estatísticas do Brasil é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Considerando as finalidades do levantamento topográfico, a densidade de informações a serem representadas, as dimensões e a acurácia necessária a cada finalidade, tem-se duas classes de poligonais planimétricas: poligonal principal (PP); poligonal secundária (PS).

Em se tratando de levantamento topográfico altimétrico ou planialtimétrico, devem ser consideradas a equidistância das curvas de nível e a densidade de pontos cotados para a modelagem do terreno (modelo digital de terreno), de acordo com o grau de detalhamento suscitado pela finalidade do levantamento ou pelas condições ambientais. Cuidados especiais devem ser tomados ao estacionar o instrumento nas medições de campo, para se evitarem os erros de centragem e da posição do sinal a ser visado, pois estes representam a maior fonte de erros na medição angular.

Estes erros são tanto maiores quanto mais curtos forem os lados das classes de poligonais. Nos casos que requeiram maior rigor nas medições angulares, é recomendado o emprego de pilares com dispositivos de centragem forçada ou adotar o método dos três tripés. As medições angulares horizontais para fins de poligonação devem ser feitas pelo método das direções, em séries de leituras conjugadas (luneta nas posições direta e inversa).

Para o nivelamento trigonométrico, as medições angulares verticais devem ser feitas em séries de leituras conjugadas (luneta nas posições direta e inversa). Para efeito de validação de uma série qualquer, deve ser feito, no campo, o cálculo do desvio dos ângulos em relação ao valor médio de todas as séries.

Rejeitam-se, uma por vez, as séries que se afastarem mais de três vezes da precisão nominal do instrumento. O escâner a laser terrestre (LST) pode ser utilizado para levantamentos de detalhes, desde que o registro das cenas seja apoiado em pontos implantados com GNSS ou com poligonais com estação total, permitindo a análise da acurácia do ajustamento. A acurácia deve atender à finalidade do levantamento topográfico.

Para a extração de dados, o software deve prever a análise de ruído na nuvem, evitando o uso de pontos discrepantes em relação ao elemento escaneado. A determinação de coordenadas de pontos com o uso de receptores Global Navigation Satellite System (GNSS) pode ser realizada por diferentes métodos e conforme a acurácia que atenda à finalidade do levantamento.

Sua classificação depende do movimento do receptor em relação aos pontos de interesse durante a medição, do número de receptores empregados, dos sinais utilizados e do intervalo entre o rastreio e o cálculo das coordenadas. Da combinação destes diferentes critérios derivam as técnicas de posicionamento que determinam as coordenadas de pontos de interesse com diferentes precisões.

A escolha do método empregado deve considerar: a acurácia da posição a determinar; a precisão nominal dos receptores conforme fabricante; a influência de fatores como a refração atmosférica, o multicaminhamento, a obstrução de sinais, o número de satélites visíveis e a geometria entre satélites e receptor(es), entre outros. Conforme o movimento do receptor em relação aos pontos de interesse durante a medição, a determinação de coordenadas pode ser estática (antena estacionada sobre o ponto) ou cinemática (antena em movimento em relação ao ponto). Conforme o número de antenas receptoras utilizadas, a determinação de coordenadas de pontos de interesse pode ser absoluta (apenas uma antena) ou relativa/diferencial (mais de uma antena).

Conforme os sinais utilizados no processamento, a determinação de coordenadas de pontos de interesse pode ser realizada pelo código ou pela fase de onda da portadora. Conforme o intervalo entre o rastreio e o cálculo das coordenadas dos pontos de interesse, a determinação pode ser em tempo real ou pós-processada. A utilização de código para a determinação de coordenadas de pontos por GNSS fica condicionada ao uso da técnica relativa/diferencial, desde que atenda à finalidade da obra.