REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 169 | Ano 4 | 29 JULHO 2021

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Edição 169 | Ano 4 | 29 JULHO 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
  Confira os 12 artigos desta edição:
Os métodos para a purga de poços de monitoramento de água subterrânea
A gestão dos riscos psicossociais em um sistema de SST
O que se deve fazer para uma melhor gestão dos serviços na nuvem
A operação segura e ambientalmente adequada dos postos de combustíveis
Os perigos das máquinas florestais autopropelidas

O Brasil no programa Artemis da Nasa Target Adnormas
A inspeção de concentrados de cobre, chumbo, zinco e níquel
O controle de peso na construção de estruturas oceânicas de petróleo
A importância da certificação HIMSS na digitalização da saúde
A automação como meio para aumentar a competitividade
A aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na prática
A amostragem das matérias primas dos produtos refratários

A gestão dos incidentes de segurança da informação

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A NBR ISO/IEC 27035-3 de 07/2021 – Tecnologia da informação – Gestão de incidentes de segurança da informação – Parte 3: Diretrizes para operações de resposta a incidentes de TIC fornece as diretrizes para resposta a incidentes de segurança da informação em operações de tecnologia, informação e comunicação (TIC). Este documento faz isso abrangendo, em primeiro lugar, os aspectos operacionais da segurança de TIC em uma perspectiva de pessoas, processos e tecnologia. Em seguida, concentra-se ainda mais na resposta de incidente de segurança da informação em operações de TIC, incluindo detecção de incidentes de segurança da informação, relatórios, triagem, análise, resposta, contenção, erradicação, recuperação e conclusão.

Este documento não trata de operações de resposta a incidentes que não sejam de TIC, como perda de documentos em papel. É baseado na fase Detecção e geração de relatórios, na fase Avaliação e decisão e na fase Respostas do modelo Fases de gestão de incidentes de segurança da informação apresentado na ISO/IEC 27035-1:2016. Os princípios fornecidos neste documento são genéricos e pretendem ser aplicáveis a todas as organizações, independentemente do tipo, porte ou natureza. As organizações podem ajustar as disposições fornecidas neste documento de acordo com seu tipo, porte e natureza dos negócios em relação à situação de risco à segurança da informação. Também é aplicável às organizações externas que fornecem serviços de gestão de incidentes de segurança da informação.

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Como deve ser executado o monitoramento e a detecção dos incidentes?

Como deve ser feita a validação de dados de fonte externa?

Quais são as fases da notificação e do relatório de incidente interno?

Quais são as operações de triagem de incidentes?

Um incidente de segurança da informação pode ou não envolver TIC. Por exemplo, informações que se espalham involuntariamente por meio da perda de documentos em papel podem muito bem ser um incidente grave de segurança da informação, o que requer relatórios, investigações, contenções, ações corretivas e envolvimento da direção. Este tipo de gestão de incidentes geralmente é realizado, por exemplo, pelo CISO (Chief Information Security Officer) dentro da organização.

As orientações sobre a gestão de incidentes de segurança da informação podem ser encontradas na ISO/IEC 27035-1. Este documento, entretanto, considera apenas operações de resposta a incidentes relacionados à TIC, e não a incidentes de segurança da informação relacionados aos documentos em papel ou quaisquer outros incidentes não relacionados à TIC.

Sempre que o termo segurança da informação é usado neste documento, isso é feito no contexto da segurança da informação relacionada às TIC. As estruturas organizacionais para segurança da informação variam de acordo com o porte e o campo comercial das organizações. À medida que vários e numerosos incidentes ocorrem e estão aumentando (como incidentes na rede, por exemplo, intrusões, violações de dados e hackers), preocupações maiores com a segurança da informação são levantadas pelas organizações.

Convém que um ambiente seguro de TIC, configurado para suportar vários tipos de ataques (como DoS, worms e vírus) com equipamentos de segurança de rede, como firewalls, sistemas de detecção de intrusões (IDS) e sistemas de prevenção de intrusões (IPS), seja complementado com procedimentos operacionais claros para tratamento de incidentes, juntamente com estruturas de relatórios bem definidas dentro da organização.

Para assegurar a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade da informação e para lidar eficientemente com incidentes, são necessários recursos para realizar operações de resposta a incidentes. Para este fim, convém que uma equipe de resposta a incidentes de segurança de computadores (ERISC) seja estabelecida para executar tarefas como atividades de monitoramento, detecção, análise e resposta para dados coletados ou eventos de segurança.

Estas tarefas podem ser auxiliadas por ferramentas e técnicas de inteligência artificial. Este documento suporta os controles da NBR ISO/IEC 27001:2013, Anexo A, relacionados à gestão de incidentes.

Nem todas as etapas deste documento são aplicáveis, pois dependem do incidente específico. Por exemplo, uma organização menor pode não usar todas as orientações deste documento, mas elas podem ser úteis para a organização de suas operações de incidentes relacionadas às TIC, especialmente se estiver operando o seu próprio ambiente de TIC.

Também podem ser úteis para as organizações menores que terceirizaram suas operações de TI para entender melhor os requisitos e a execução de operações de incidentes que convém que eles esperem de seus fornecedores de TIC. Este documento é particularmente útil para aquelas organizações que fornecem serviços de TIC que envolvem interações entre organizações de operações de incidentes, a fim de seguir os mesmos processos e termos.

Este documento também fornece uma melhor compreensão de como as operações de incidentes se relacionam com os usuários/clientes, a fim de determinar quando e como convém que essa interação ocorra, mesmo que isso não seja especificado. A ISO/IEC 27035-1:2016 abrange as cinco fases principais a seguir para a gestão de incidentes de segurança da informação: planejamento e preparação; detecção e geração de relatórios; avaliação e decisão; respostas; e lições aprendidas.

A ISO/IEC 27035-2:2016 abrange duas dessas cinco fases em detalhes, isto é, planejamento e preparação e lições aprendidas. Este documento abrange as três fases restantes em detalhes. Estas três fases restantes são coletivamente chamadas de operações de resposta a incidentes, que são o foco deste documento.

As disposições deste documento são baseadas nas fases detecção geração de relatórios, avaliação e decisão e respostas do modelo fases de gestão de incidentes de segurança da informação, apresentadas na ISO/IEC 27035-1. Coletivamente, estas fases são conhecidas como processo de operação de resposta a incidentes.

As fases do processo de operação de resposta a incidentes (que são detecção e geração de relatórios, avaliação e decisão e respostas, conforme estipulado na ISO/IEC 27035-1) incluem o seguinte: operações para identificação de incidentes; operações para avaliação e qualificação de incidentes; operações para coleta de inteligência de ameaças; operações para contenção, erradicação e recuperação de incidentes; operações para análise de incidentes; operações para geração de relatórios de incidentes.

O escopo da resposta a incidentes é determinado na ISO/IEC 27035-1. Convém que as operações de resposta a incidentes sejam vistas como um processo de negócios que permite que uma organização permaneça nos negócios. Especificamente, um processo de operação de resposta a incidentes é uma coleção de procedimentos destinados a identificar, responder e investigar possíveis incidentes de segurança de uma maneira que minimize o seu impacto e apoie a recuperação rápida.

A ISO/IEC 27035–1 mostra as cinco fases da gestão de incidentes de segurança da informação, como planejamento e preparação, detecção e geração de relatório, avaliação e decisão, respostas e lições aprendidas. Como mencionado anteriormente, este documento se concentra em um processo de operação de resposta a incidentes. Este processo pode ser caracterizado por um ciclo de vida de operações de resposta a incidentes, representado pelas fases internas (detecção, notificação, triagem, análise, resposta e geração de relatórios). Estas são representadas com mais detalhes na figura abaixo.

O ciclo de vida das operações de resposta a incidentes (detecção, notificação, triagem, análise, resposta e geração de relatório) pode ser mapeado para a ISO/IEC 27035-1, em cinco fases da gestão de incidentes de segurança da informação (planejamento e preparação, detecção e geração de relatórios, avaliação e decisão, respostas e lições aprendidas), conforme mostrado na tabela abaixo.

Os incidentes podem ocorrer de várias maneiras, e não é prático definir todos os incidentes e preparar o manual de resposta para cada tipo de incidente. Entretanto, existem tipos/fontes de ataque comuns que uma organização geralmente encontra e, portanto, convém que esteja preparada para lidar com esses ataques com eficiência.

Convém que os critérios sejam definidos para incidentes de segurança, de acordo com a importância (prioridade) das informações e sistemas de informação, impacto de cada incidente, escala de danos, classificação de alarmes e sua gravidade. Ver Anexo A para exemplos destes critérios.

A seguir, é apresentada uma lista não exaustiva de tipos/estímulos comuns de ataque que podem ser usados como base para definir procedimentos de tratamento de incidentes: mídia externa/removível: um ataque executado a partir de mídia removível (por exemplo, pen drive, CD) ou de um dispositivo periférico; atrito: um ataque que emprega métodos de força bruta para comprometer, degradar ou destruir sistemas, redes de relacionamento ou serviços (por exemplo, um DDoS destinado a prejudicar ou negar o acesso a um serviço ou aplicativo; um ataque de força bruta contra um mecanismo de autenticação, como senhas, CAPTCHAS ou assinaturas digitais); web: um ataque executado a partir de um website ou aplicativo baseado na web (por exemplo, um ataque de script entre sites usados para roubar credenciais ou redirecionar para um site que explore a vulnerabilidade do navegador e instale malware); e-mail: um ataque executado por meio de uma mensagem ou anexo de e-mail (por exemplo, código de exploração disfarçado de documento anexado ou um link para um site mal-intencionado no corpo de uma mensagem de e-mail).

Também inclui a interdição da cadeia de suprimentos: ataque antagônico aos ativos de hardware ou software que utilizam implantes físicos, cavalos de Troia ou backdoors, interceptando e modificando um ativo em trânsito pelo fornecedor ou varejista; representação: um ataque envolvendo a substituição de algo benigno por algo malicioso (por exemplo, falsificação, ataques intermediários, pontos de acesso sem fio não autorizados e ataques de injeção de SQL, todos envolvendo representação); uso impróprio: qualquer incidente resultante da violação das políticas de uso aceitável de uma organização por um usuário autorizado, excluindo as categorias acima (por exemplo, um usuário instala um software de compartilhamento de arquivos, levando à perda de dados confidenciais; ou um usuário executa atividades ilegais em um sistema); perda ou roubo de equipamento: a perda ou roubo de um dispositivo ou mídia de computação usado pela organização, como laptop, smartphone ou token de autenticação; outros: um ataque que não se encaixe em qualquer dessas categorias.

Ver o NIST Computer Security Incident Handling Guide 1 para obter mais diretrizes de classificação de incidentes e vetores de ataque. Um incidente compreende um ou vários eventos de segurança da informação relacionados que podem prejudicar os ativos de uma organização ou comprometer as suas operações, onde um evento de segurança da informação compreende uma ou várias ocorrências indicando uma possível violação ou falha dos controles de segurança da informação.

As operações de detecção de incidentes requerem que haja um ponto de contato (PoC) para receber informações e uma metodologia estabelecida para a equipe detectar eventos de segurança da informação. A detecção é importante porque inicia as operações de resposta a incidentes. O PoC é o papel ou a função organizacional que serve como o coordenador ou ponto focal das atividades da operação de incidentes.

Um evento de segurança da informação é relatado pelo Usuário/Fonte de alguma maneira, conforme mostrado na ISO/IEC 27035-1:2016, Figura 4. O principal objetivo do PoC é assegurar que um evento seja relatado o mais rápido possível à organização, para que o evento possa ser tratado com eficiência. Um fator crítico de sucesso é que o PoC possui as habilidades necessárias para determinar se um evento é realmente um evento relacionado à TIC e se o PoC é capaz de descrever o evento.

Convém que o evento então seja tratado posteriormente por um PoC e depois transferido para as operações de resposta a incidentes. A organização de um PoC pode ser diferente, dependendo do tamanho e da estrutura da organização, bem como da natureza dos negócios. Isso pode afetar como as operações de incidentes são informadas sobre o evento.

A recuperação de válvulas, registros e engates de recipientes transportáveis para GLP

A NBR 14537 de 07/2021 – Recipientes transportáveis para gás liquefeito de petróleo (GLP) – Recuperação de válvulas automáticas, registros e engates – Requisitos especifica os requisitos para a recuperação de válvulas automáticas, registros e engates, com e sem dispositivo de segurança, para recipientes transportáveis de aço para até 90 kg de gás liquefeito de petróleo (GLP). O recipiente transportável pode ter a capacidade volumétrica total igual ou inferior a 0,5 m³, projetado e construído conforme a NBR 8460, abastecido por massa em base de engarrafamento e transportado cheio para troca e a válvula automática é um dispositivo mecânico que, conectados direta e permanentemente à zona de vapor dos recipientes transportáveis de aço para gases liquefeitos de petróleo, permite o enchimento e a retirada de gás, podendo ser dotados de dispositivo de segurança.

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Como fazer a inspeção visual da válvula de segurança (para recipientes transportáveis de aço para 20 kg de GLP)?

Quais são os exemplos de defeitos e deformações observados na inspeção visual?

Quais dão os exemplos de defeitos e deformações observados no processo de limpeza?

Como deve ser o calibrador para sextavados?

As válvulas automáticas, registros e engates devem ser inspecionados visualmente e pré-selecionados. Os componentes que apresentarem defeitos ou deformações, conformes exemplos apresentados na figura abaixo, devem ser reprovados.

Os guias do porta-vedação de válvulas até 13 kg devem ser inspecionados visualmente. Aqueles que apresentarem trincas e deformações que possam impedir o funcionamento seguro, devem ser reprovados.

Em relação à desmontagem e limpeza, todos os componentes das válvulas automáticas, registros, engates e seus dispositivos de segurança compostos de materiais elastoméricos, ferrosos devem ser descartados e substituídos por componentes novos, que atendam às especificações da NBR 8614 ou NBR 13794 ou NBR 14536, conforme o caso. No caso de haver dispositivo de segurança incorporado, seus respectivos componentes também devem ser substituídos.

As molas das válvulas de segurança e dos engates que forem substituídas devem ser de aço inoxidável AISI 302 ou 304. As molas das válvulas de segurança devem ter as extremidades retificadas, perpendicularmente ao seu eixo, para assegurar um assentamento perfeito.

As válvulas automáticas, registros e engates devem ser desmontados com ferramentas e dispositivos adequados, e seus componentes de latão não substituídos devem ser submetidos a um processo de limpeza interna e externa, com a finalidade de retirar incrustações e não danificar as peças e manter a integridade das roscas. Após o processo de limpeza, os componentes que apresentarem defeitos ou desgastes devem ser inutilizados.

Não é permitido reparo para recuperação estrutural dos corpos das válvulas automáticas, registros, engates e dispositivos de segurança. As sedes de vedação do corpo das válvulas e dos engates devem ser limpas para retirada de incrustações, desde que mantenham as condições originais de fabricação. As roscas de utilização aprovadas na inspeção visual devem ser totalmente verificadas com seus respectivos calibradores, conforme o Anexo B.

Caso sejam reprovadas, é permitido que sejam repassadas com ferramentas apropriadas e novamente verificadas com os respectivos calibradores. A rosca de fixação dos corpos aprovados na inspeção inicial deve ser verificada com calibrador específico para cada tipo de rosca. Os corpos reprovados devem ser inutilizados.

A rosca de fixação das válvulas e registros aprovados na inspeção visual devem ser verificadas com equipamento que permita garantir a calibração da rosca de fabricação, conforme a NBR 8469. No caso do engate, todas as roscas devem ser verificadas com calibrador, tampão roscado 3/8 NPT, conforme o Anexo B. Os corpos reprovados devem ser inutilizados.

Para as válvulas automáticas para recipientes até 13 kg de GLP, na inspeção visual, todos os corpos das válvulas automáticas que apresentarem sextavados desgastados e/ou deformados, que não proporcionem condição de uso e marcação, devem ser inutilizados. Os sextavados devem ser verificados com relação ao tamanho, arredondamento e desgaste dos vértices pela utilização do calibrador tipo anel, que deve estar conforme o Anexo C.

Os sextavados dos corpos das válvulas que atravessarem totalmente o calibrador tipo anel são considerados reprovados e devem ser inutilizados. O corpo da válvula pode ser substituído, desde que atendam aos requisitos da NBR 8614. O corpo novo deve ter a marcação do fabricante na face superior do sextavado e do recuperador na lateral do sextavado.

Os componentes que necessitam ser substituídos devem atender à NBR 8614. Todas as roscas do corpo da válvula devem ser verificadas com calibrador de rosca tipo anel e tampão. Todas as roscas de utilização e fixação devem ser verificadas por meio de calibradores tipo anel e tampão, conforme as dimensões da NBR ABNT 8614. O guia do porta-vedação deve ser montado com os seguintes torques de aperto: 20 ± 5 N.m para válvulas com rosca de fixação de 3/4” NGT; 15 ± 5 N.m para válvulas com rosca de fixação 1/2” NGT.

Na montagem da vedação no porta-vedação, devem ser rejeitados e inutilizados os parafusos de acionamento que apresentarem deformação e/ou alargamento da fenda. O parafuso de acionamento deve ser apertado com um torque mínimo de 1,0 Nm. Todas as válvulas recuperadas devem ser ensaiadas e controladas quanto a: abertura e fechamento do conjunto interno da válvula, que deve ser acionado no mínimo duas vezes, sem ocorrer travamento; altura do pino após a montagem final da válvula, conforme dimensão estabelecida na NBR 8614; estanqueidade da sede da válvula com pressão mínima de 0,7 ± 0,1 MPa, sem apresentar vazamento durante no mínimo 2 s, conforme a NBR 8614; ensaio de estanqueidade do anel de vedação, utilizando pino padronizado conforme a Figura D.1 na norma, com pressão de 0,7 ± 0,1 Mpa, durante no mínimo 2 s, sem apresentar vazamentos.

Os ensaios de estanqueidade somente devem ser realizados após a aprovação nos demais ensaios e controles estabelecidos. As válvulas que não atenderem aos requisitos dessa norma podem ser retrabalhadas com a desmontagem, verificação ou substituição dos componentes, sendo que, após a remontagem, devem ser novamente submetidas aos ensaios e controles.

As molas utilizadas nas válvulas devem atender ao mínimo de 144 h em névoa salina conforme a NBR 8094, e coeficiente de elasticidade de 6,5 N/mm ± 10%. Para o engate rápido macho, o diâmetro da sede de vedação dos engates deve ser totalmente verificado conforme calibrador da Figura D.2, disponível na norma. A rosca de fixação deve atender ao descrito em 4.3 e a rosca de utilização deve ser avaliada conforme calibrador tipo anel para rosca ACME – cinco fios trapezoidais, com diâmetro externo de 31,5 +0,1 0 mm.

Após a montagem do corpo do engate com o conjunto interno, devem ser realizados os seguintes ensaios: abertura e fechamento do conjunto interno, que deve ser acionado no mínimo duas vezes, sem ocorrer travamento; estanqueidade do conjunto interno com pressão pneumática de 0,7 ± 0,1 MPa, por no mínimo 2 s, sem apresentar vazamento; estanqueidade do (s) anel (éis) de vedação ou comprovação de controle dimensional dos canais das sedes dos anéis de vedação.

Os ensaios de estanqueidade somente devem ser realizados após aprovação nos demais ensaios estabelecidos. Admite-se o retrabalho dos engates que não atendam ao descrito nessa norma. Os engates podem ser retrabalhados com a desmontagem, verificação ou substituição dos componentes, sendo que, após a remontagem, devem ser novamente submetidos aos ensaios conforme descrito nessa norma.

Em caso de reprovação, os corpos devem ser inutilizados. Para os registros para recipientes de 20 kg, 45 kg e 90 kg, a montagem da porca de aperto (castelo) com o corpo deve ser de (120,0 ± 10,0) N.m. No caso de registros para recipientes de 20 kg com rebite de travamento, o torque de aperto deve ser de (45 ± 5) N.m.

Em válvulas que possuem travamento por pino, deve ser verificada a sua correta fixação, garantindo a efetividade do travamento conforme padrão de fabricação (ver Anexo F). Após a montagem o registro deve ser ensaiado quanto a: abertura e fechamento do registro, que deve ser acionado totalmente, no mínimo duas vezes, sem que ocorra travamento; estanqueidade na posição aberta com a conexão de utilização tamponada, com uma pressão hidráulica, hidropneumática de (1,7 ± 0,2) MPa ou pneumática de 0,7 ± 0,1 MPa, aplicada através da rosca de fixação, por no mínimo 2 s, sem apresentar vazamento; estanqueidade na posição fechada, com a conexão de utilização livre, com uma pressão hidráulica, hidropneumática de (1,7 ± 0,2) Mpa ou pneumática de 0,7 ± 0,1 MPa, aplicada através da rosca de fixação, por no mínimo 2 s, sem apresentar vazamento.

Na existência do dispositivo de segurança incorporado ao registro, seu ajuste deve ser realizado atendendo à NBR 11708. Refazer este ajuste no mínimo após 12 h. Admite-se retrabalho nos registros que não atendam ao descrito em 4.6.2.

Os registros podem ser retrabalhados com a desmontagem, verificação ou substituição dos componentes, sendo que, após a remontagem todas devem ser novamente submetidos aos ensaios. Em caso de reprovação os corpos devem ser inutilizados.

A conformidade dos aventais e campos cirúrgicos de uso único e reutilizáveis

A NBR 16064 de 07/2021 – Produtos têxteis para saúde – Aventais e campos cirúrgicos – Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio para aventais e campos cirúrgicos de uso único e reutilizáveis, utilizados como dispositivos médicos para pacientes, equipe clínica e equipamentos. Os requisitos desta norma asseguram o mesmo nível de segurança aos aventais e campos cirúrgicos de uso único, reutilizáveis ao longo de sua vida útil. Esta norma também estabelece os requisitos de desempenho e as orientações a serem fornecidas aos usuários e compradores de aventais e campos cirúrgicos. Não se aplica aos requisitos de resistência à penetração por radiação a laser de produtos.

Para os métodos de ensaio adequados para resistência à penetração por radiação a laser e para o sistema de classificação apropriado, ver ISO 11810. Não se aplica aos requisitos para campos ou filmes incisionais, e não estabelece os requisitos de inflamabilidade.

Pode-se definir o avental cirúrgico como uma vestimenta estéril, com mangas longas e fechamento cruzado nas costas, utilizada em procedimentos cirúrgicos, com a finalidade de prevenir a transferência de agentes infecciosos do paciente para a equipe cirúrgica e vice-versa. O campo cirúrgico é um artigo estéril utilizado para cobrir o paciente, as mesas ou os equipamentos, com a finalidade de impedir a passagem de microrganismos entre as áreas estéreis e não estéreis.

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Qual o princípio dos ensaios para a avaliação do desempenho dos produtos?

Como fazer a avaliação da liberação de partículas?

Como executar a avaliação da resistência à penetração microbiana a úmido?

Como realizar o cálculo do índice de barreira IB?

A transmissão de agentes infecciosos durante os procedimentos cirúrgicos pode ocorrer de várias maneiras (ver Anexo C). Os aventais cirúrgicos e os campos cirúrgicos são utilizados para minimizar a disseminação de agentes infecciosos para as, incisões cirúrgicas nos pacientes, ajudando assim a prevenir infecções pós-operatórias nas feridas (ver Anexo C).

Os aventais cirúrgicos contribuem para a condição clínica e a segurança dos pacientes, bem como para a segurança e a saúde dos usuários, são considerados dispositivos médicos e seguem a legislação vigente. O desempenho necessário dos aventais cirúrgicos, de campos para cobertura de paciente e de equipamentos varia de acordo com, por exemplo, o tipo e a duração do procedimento, o grau de umidade do local cirúrgico, o grau de tensão mecânica em materiais e a suscetibilidade do paciente à infecção.

O uso de aventais cirúrgicos com resistência à penetração de líquidos pode também diminuir o risco da equipe de cirurgia, devido aos agentes infecciosos transportados no sangue ou outros fluidos corporais. Esta norma tem como objetivo auxiliar a comunicação entre fabricantes e compradores em relação às características do material ou do produto e aos requisitos de desempenho, bem como auxiliar a projetar, processar, avaliar e selecionar os produtos.

Fornece informações abrangentes sobre características, mensuração e requisitos de desempenho (ver Anexo C). O Anexo D fornece informações sobre as características consideradas relevantes no contexto de aventais cirúrgicos e campos, não abrangidas em requisitos de desempenho. O Anexo E explica o conceito de níveis de desempenho e fornece orientação aos usuários para a seleção de produtos.

Esta Norma é baseada na EN 13795-1:2019, desenvolvida pelo CEN/TC 205/WG 14. A primeira tarefa realizada pelo Grupo de Trabalho de Vestimentas e campos cirúrgicos e máscaras faciais médicas (WG 14) da Comissão Europeia de Normalização CEN/TC 205 Dispositivos médicos não ativos, foi decidir sobre as principais características do produto que precisavam ser avaliadas. Após as considerações, foram estabelecidas quatro categorias: propriedades de barreira, propriedades de resistência relevantes para manter as propriedades de barreira, liberação de partículas e nível de biocarga para assegurar uma esterilização bem-sucedida. Os limites de desempenho são baseados no consenso de especialistas.

Todos os ensaios devem ser realizados em produtos acabados ou em amostras cortadas de produtos acabados. Os produtos devem atender aos requisitos especificados nas tabelas abaixo (conforme apropriado para o produto), quando ensaiados de acordo com esta norma, em toda a sua vida útil.

A biocompatibilidade dos insumos utilizados ou do produto acabado deve ser avaliada e aprovada para risco aceitável. Se o fabricante não diferenciar as áreas de produtos, todas as áreas devem atender aos requisitos para áreas críticas de produtos. Caso a finalidade prevista de um produto para saúde especifique o uso como um campo estéril, aplicar os requisitos para campos cirúrgicos e coberturas de equipamentos.

As informações gerais sobre os ensaios e detalhes sobre os métodos de ensaios desta Seção são encontradas no Anexo A. Os requisitos de desempenho são especificados em função da área do produto e do nível de desempenho. No entanto, algumas características de desempenho são aplicadas a todos os níveis de desempenho e áreas do produto para saúde.

No Anexo D, são dadas informações sobre características que não é possível avaliar devidamente (por exemplo, adesão para fixação com a finalidade de isolamento da incisão, controle de líquido, conforto etc.). Para os efeitos desta norma, o ensaio de aventais e campos cirúrgicos é válido para todas as suas apresentações de tamanhos. No caso de kits cirúrgicos, cada componente é considerado um produto, independentemente de tamanho e modelo, desde que não se altere a matéria prima.

O fabricante deve documentar se os requisitos estabelecidos nesta norma foram atendidos e se foi estabelecida a adequação para a finalidade pretendida para cada uso, tanto para dispositivos médicos de uso único como para reutilizáveis. Recomenda‒se que o fabricante estabeleça, documente, implemente e mantenha um sistema de gestão da qualidade, de acordo com a legislação vigente que inclua a gestão de riscos e mantenha a sua eficácia.

O fabricante deve documentar os requisitos em toda a realização do produto, incluindo desenvolvimento, desenvolvimento, fabricação, ensaio, embalagem, rotulagem, distribuição e, para produtos reutilizáveis, processamento, controle de ciclo de vida e validação quantos aos requisitos. Recomenda-se ter um sistema de qualidade conforme a ISO 13485 e seguir as boas práticas determinadas pela legislação vigente.

No caso de processamento de produtos reutilizáveis, deve‒se seguir a legislação vigente. A embalagem final para os dispositivos médicos esterilizados deve estar de acordo com a ISO 11607. É recomendado dar preferência aos ensaios biológicos, químicos e/ou físicos quantitativos para os processos de validação e de monitoramento.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabelece a legislação para os aventais e campos cirúrgicos. As informações a serem fornecidas ao usuário devem ser feitas de acordo com a legislação vigente, referentes aos dispositivos médicos.

Se houver diferença de áreas críticas e menos críticas do produto, os fabricantes ou processadores devem fornecer estas informações, para identificá-las. Caso solicitadas, são fornecidas as seguintes informações adicionais: identidade ou informações sobre os métodos de ensaio utilizados; os resultados dos ensaios e condições para as características dadas na Seção 4.

O fabricante deve informar ao usuário sobre os riscos residuais devido a qualquer deficiência das medidas de proteção adotadas. O fabricante deve fornecer informações suficientes sobre o uso pretendido do produto ou sistema de produto ao conduzir um procedimento cirúrgico. Isso deve incluir informações sobre o nível de desempenho do produto.

As informações a serem fornecidas ao reprocessador, para os produtos reutilizáveis, o fabricante deve obter informações a serem fornecidas ao reprocessador sobre a quantidade de reutilizações, com base em processos padronizados, juntamente com informações sobre as medidas para manter a segurança técnica e funcional do produto médico e da embalagem. Para os produtos a serem esterilizados pelo reprocessador, o fabricante deve fornecer instruções para os processos de esterilização a serem aplicados. Os serviços de saúde devem utilizar o produto de acordo com o reuso indicado pelo fabricante.

BS 9251: os sistemas de extinção de incêndios para uso doméstico e residencial

A BS 9251:2021 – Fire sprinkler systems for domestic and residential occupancies – Code of practice trata das recomendações para sistemas de sprinklers domésticos, incluindo edifícios residenciais e domésticos acima de quatro andares ou 18 m e acima, de modo que se alinhe e não entre em conflito com a BS EN 16925. Essa norma deve ser usada por arquitetos e agrimensores, engenheiros, empreiteiros, empresas de projeto, instalação e manutenção de sprinklers, proprietários de edifícios públicos e privados, autoridades com jurisdição no local e seguradoras.

Essa norma fornece recomendações para o projeto, instalação, componentes, abastecimento de água e proteção contra refluxo, comissionamento, manutenção e teste de sistemas de sprinklers instalados para fins de segurança de vida com benefícios adicionais para proteção de propriedade. Também fornece recomendações para proteção por sprinklers de instalações domésticas e residenciais onde a altura do edifício seja superior a quatro andares ou 18 m ou mais. Suas recomendações também se aplicam a qualquer adição, extensão, reparo ou outra modificação em um sistema de sprinklers residencial.

A norma é baseada em 20 anos de experiência prática e testes substanciais conduzidos por laboratórios do Reino Unido. Em particular, as recomendações de taxa de aplicação são baseadas em testes independentes de aspersores realizados em nome dos reguladores de incêndio do Reino Unido.

Como tal, eles oferecem um grau significativo de confiança na confiabilidade e eficácia dos sistemas de sprinklers projetados para proteger a vida em ocupações residenciais e domésticas. Além disso, a experiência de incêndios reais em instalações protegidas por sprinklers projetados e instalados de acordo com as recomendações da BS 9251 confirma que as taxas de aplicação mínimas recomendadas são adequadas.

A BS 9251:2021 contribui para o Objetivo 11 de Desenvolvimento Sustentável da ONU em tornar as cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, apoiando a segurança contra incêndio de edifícios residenciais. Essa é uma revisão completa da BS 9251: 2014 com as seguintes alterações principais: introdução da categorização do edifício com base no risco de ocupação; alteração do limite de altura do edifício; variação na densidade do projeto da cabeça do sprinkler; aumento no espaçamento da cabeça do sprinkler; orientação expandida sobre o trabalho preliminar e consulta; orientação expandida sobre o abastecimento de água; e medidas adicionais para pessoas vulneráveis ​​e instalações de ocupação múltipla.

Conteúdo da norma

Prefácio III

0 Introdução 1

1 Escopo 1

2 Referências normativas 2

3 Termos e definições 3

Figura 1 – Altura do último andar do prédio 4

4 Trabalho preliminar e consulta 7

4.1 Considerações iniciais 7

4.2 Consulta 7

4.3 Categoria do sistema 10

Tabela 1 – Categoria do sistema 11

5 Projeto 11

5.1 Geral 11

5.2 Tipo de sistema 12

5.3 Densidade do projeto e duração do fornecimento 12

Tabela 2 – Parâmetros mínimos de projeto 13

5.4 Extensão da proteção de sprinklers 14

5.5 Classificação de ocupações residenciais e não residenciais 14

Tabela 3 – Exemplos de classificação de áreas e critérios de projeto para áreas protegidas com “Residencial”; BS EN 12259‑14 sprinklers 15

5.6 Áreas protegidas de risco comum 16

Tabela 4 – Exemplos de classificação de áreas e critérios de projeto para áreas a serem protegidas com a BS EN 12259-1 cabeçotes de sprinkler 17

5.7 Cobertura e posicionamento do sprinkler 17

Figura 2 – Dois exemplos de áreas de sombra (vistas em planta) 19

Figura 3 – Janelas salientes e características semelhantes 19

5.8 Bolsões de teto 20

5.9 Sprinklers de padrão residencial 20

5.10 Cálculos hidráulicos 21

5.11 Abastecimento de água 21

Figura 4 – Abastecimento de água armazenado 24

Figura 5 – Exemplos de volumes de água para vários suprimentos de água compartilhados 26

Figura 6 – Bomba compartilhada típica e abastecimento de água com PDV 27

5.12 Bombas 28

Figura 7 – Disposição típica da fonte de alimentação para bomba de sprinkler e equipamentos auxiliares 29

Figura 8 – Abastecimento de água aprimorado 32

Figura 9 – Exemplos de configurações de fonte de alimentação primária e secundária 33

5.13 Tubos e acessórios 33

5.14 Conexão de sprinkler flexível 34

5,15 Válvulas 35

5.16 Válvulas redutoras de pressão 35

5.17 Proteção contra geada 36

5.18 Incêndio do sistema de sprinklers e funcionalidade de alarme de falha 36

Tabela 5 – Condições de falha a serem monitoradas nos sistemas de categoria 2, 3 e 4 38

6 Instalação, comissionamento e documentação 39

6.1 Instalação 39

6.2 Comissionamento 41

6.3 Documentação 42

6.4 Plano de bloco 43

6.5 Etiqueta de dados do sistema 43

6.6 Placa de localização 43

Figura 10 – Exemplo de placa de localização 44

7 Manutenção 44

7.1 Inspeção e rotinas de teste 44

7.2 Restabelecimento do sistema 45

7.3 Livro de registro 45

Anexo A (informativo) Elementos de um sistema de sprinklers residencial típico 46

Figura A.1 – Elementos de um sistema típico de sprinklers alimentados pela rede elétrica 46

Figura A.2 – Elementos de um sistema típico de sprinklers de bomba e tanque 47

Figura A.3 – Disposição típica de um edifício de vários andares com abastecimento de água e tubo vertical compartilhados 48

Figura A.4 – Disposição típica de um edifício de vários andares com abastecimento de água compartilhado e tubo vertical de sprinkler dedicado 49

Anexo B (normativo) Cálculos hidráulicos 50

Tabela B.1 – Valores C para vários tipos de tubos 51

Tabela B.2 – Valores K para tubo de aço carbono em conformidade com BS EN 10255, série média 51

Tabela B.3 – Valores de K para CPVC em conformidade com ASTM F442 51

Tabela B.4 – Valores de K para tubo de cobre em conformidade com BS EN 1057: 2006 + A1, meio duro, com Designação R250 51

Tabela B.5 – Comprimentos equivalentes típicos para conexões e válvulas de aço 52

Tabela B.6 – Comprimentos equivalentes típicos para conexões e válvulas de CPVC 53

Tabela B.7 – Comprimentos equivalentes típicos para conexões e válvulas de cobre 53

Figura B.1 – Exemplo de um gráfico de graduação de lei quadrada 54

Figura B.2 – Modelo em branco de um gráfico de graduação de lei quadrada 55

Figura B.3 – Exemplo de esquema de layout de cabeça de sprinkler 56

Tabela B.8 – Dados de exemplo extraídos de uma folha de dados típica de fabricantes de sprinklers 57

Tabela B.9 – Parâmetros recalculados para a aplicação BS 9251 fornecendo um mínimo de 2,1 mm/min conforme necessário para BS 9251 categoria 1 57

Tabela B.10 – Exemplo trabalhado: áreas de cobertura real 58

Anexo C (informativo) Exemplo de etiqueta de dados do sistema 59

Figura C.1 – Etiqueta de dados do sistema 59

Anexo D (normativo) Suporte de tubulação 60

Tabela D.1 – Espaçamento máximo de fixações para tubulação de cobre e aço inoxidável 60

Tabela D.2 – Espaçamento máximo de fixações para tubulação de aço 60

Tabela D.3 – Espaçamento máximo de fixações para tubulação de CPVC 60

Anexo E (informativo) Teste hidráulico 61

Figura E.1 – Equipamento de teste para teste hidráulico 62

Anexo F (normativo) Inspeção de longo prazo e teste de tubulações e sprinklers 62

Tabela F.1 – Número de sprinklers a serem removidos e testados 63

Bibliografia 64

Os sistemas de sprinklers demonstraram seu valor na proteção de vidas e propriedades em aplicações industriais e comerciais por muitos anos. O advento de sprinklers que operam em um estágio anterior no desenvolvimento de um incêndio, mais o reconhecimento de que o maior número de mortes por incêndios ocorre em casa, levaram à introdução de sistemas de sprinklers projetados especificamente para uso doméstico e ocupações residenciais.

Um sistema de sprinklers corretamente projetado e instalado pode detectar e controlar um incêndio em um estágio inicial de desenvolvimento e ativar um alarme. A operação do sistema de sprinklers reduz rapidamente a taxa de produção de calor e fumaça, permitindo mais tempo para os ocupantes escaparem em segurança ou serem resgatados.

Os sistemas de sprinklers também podem ajudar os bombeiros na realização de operações de busca e salvamento, limitando o desenvolvimento do fogo, o que reduz significativamente os riscos para os bombeiros. Essa norma britânica, portanto, cobre o projeto, instalação, componentes, abastecimento de água, manutenção e teste de sistemas de sprinklers residenciais instalados com o objetivo de reduzir o risco para a vida e minimizando a propagação do fogo.

Ao classificar o projeto do sistema para qualquer ocupação especificada, deve-se tomar cuidado ao considerar a carga de incêndio de modo que não exceda o que normalmente seria esperado nessa ocupação. Os sistemas de sprinklers residenciais consistem em um abastecimento de água, dispositivo de prevenção de refluxo (por exemplo, válvula de retenção), válvula de bloqueio, válvula de demanda prioritária (quando necessário), sistema de alarme automático e tubulação para os sprinklers.

Os sprinklers são instalados em locais específicos, sendo o tipo de sprinkler apropriado usado para cada local. Os principais elementos de um sistema de sprinklers residencial típico são mostrados no Anexo A.

Os sprinklers operam a uma temperatura predeterminada para descarregar água em uma área conhecida abaixo. O fluxo de água iniciado provoca o acionamento de um alarme. Somente aspersores individualmente aquecidos acima de sua temperatura operacional pelo calor do fogo operam para descarregar água.

O fornecimento de um sistema de sprinklers não elimina a necessidade de outras precauções contra incêndio ou medidas práticas, que podem incluir resistência estrutural ao fogo, rotas de fuga com iluminação e sinalização de emergência, detectores de incêndio e boas práticas de gestão de segurança contra incêndio. Mesmo com a instalação de um sistema de sprinklers, as ações normais na prevenção de um incêndio precisam ser tomadas, como a evacuação imediata e a convocação do corpo de bombeiros.

O sistema de sprinklers normalmente só deve ser desligado após a ligação com o serviço de resgate e incêndio e quando for considerado seguro fazê-lo. A manutenção do sistema de sprinklers não é complexa, mas é essencial (consulte a Seção 7). É importante que os proprietários e ocupantes recebam informações adequadas.

A Qualidade dos maçaricos de soldagem a gás, aquecimento e corte de metais

A NBR ISO 5172 de 07/2021 – Equipamento de soldagem a gás – Maçaricos para solda, aquecimento e corte – Especificações e métodos de ensaios estabelece as especificações e métodos de ensaios para maçaricos de soldagem a gás, aquecimento e corte de metais. Aplica-se a maçaricos manuais para soldagem e aquecimento com potência térmica nominal de até 32.000 kcal/h, e maçaricos de corte manual e corte a máquina com faixa de corte de até 300 mm. Não se aplica a maçaricos de aspiração de ar cobertos pela ISO 9012.

Os maçaricos com maior potência térmica nominal ou faixa de corte também podem ser ensaiados de acordo com esta norma, se os requisitos de ensaios este forem adequados. Para os gases combustíveis mais comuns, as taxas de fluxo correspondentes são fornecidas na Tabela A.1, disponível na norma. Exemplos de maçaricos são mostrados no Anexo B, que também fornece a terminologia relativa a estes maçaricos.

Além dos termos usados em duas das três línguas oficiais da ISO (inglês e francês), o anexo fornece os termos equivalentes em português; estes são publicados sob a responsabilidade do organismo membro do Brasil (ABNT) e são fornecidos apenas para informação. Somente os termos e definições fornecidos nos idiomas oficiais podem ser considerados termos ISO.

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Como deve ser o ensaio de retorno de chama contínuo?

Como deve ser executado o ajuste das condições?

Qual deve ser o equipamento necessário para o ensaio de superaquecimento?

Quais são os princípios do ensaio de retorno de chama contínua?

Pode-se dizer que o maçarico de baixa pressão é aquele no qual a pressão do gás combustível, medida imediatamente antes da câmara de mistura, é menor que a pressão da mistura de gás, medida entre a câmara de mistura e o bico de solda ou pf < pm. O gás combustível e o oxigênio/ar comprimido são misturados pela ação do oxigênio/ar comprimido que, sendo descarregado do orifício do injetor, gera sucção no ponto “A” do sistema de mistura, arrastando o gás combustível. Ver exemplos de misturador injetor, fixos ou ajustáveis, nas figuras abaixo.

Os materiais devem estar de acordo com a ISO 9539. Os componentes em contato com o oxigênio devem estar livres de óleo, graxa ou outros contaminantes. As marcações devem ser legíveis e duráveis e devem estar de acordo com o descrito a seguir. Além do fabricante podem ser incluídos distribuidores e fornecedores.

O cabo do maçarico deve ostentar o nome ou a marca registrada do fabricante (o termo fabricante inclui distribuidores, fornecedores ou importadores) e o número de referência desta norma. A marcação deve estar de acordo com o descrito abaixo. A conexão adjacente à entrada de oxigênio nos maçaricos deve ser identificada pela letra O e a conexão adjacente à entrada de gás combustível deve ser identificada com a letra apropriada da tabela abaixo.

O registro de oxigênio (corpo ou botão) deve ser identificado pela letra O, ou a cor azul, ou ambas, a letra O e a cor azul. No caso de um país ter uma identificação de cor diferente do azul em seus requisitos, serão aplicadas as cores detalhadas no Anexo I.

A válvula de controle do gás combustível (corpo ou botão) deve ser identificada pela letra apropriada na tabela abaixo, ou pela cor vermelha, ou pela letra apropriada na tabela abaixo e pela cor vermelha. A válvula de corte de oxigênio, se instalada, deve ser identificada de maneira semelhante. Os requisitos mínimos de marcação para todos os bicos são apresentados no Anexo J.

Onde pode ocorrer incompatibilidade de componentes intercambiáveis (por exemplo, misturador e injetor), um código de identificação, a marca do fabricante e o símbolo que identificar o gás combustível deve ser marcada e mostrada nos dados operacionais. Se for separável, a extensão de corte deve ser marcada com o nome, a marca registrada ou a marca de identificação do fabricante (o termo fabricante inclui distribuidores, fornecedores ou importadores).

É recomendável que o usuário consulte as instruções de operação fornecidas pelo fabricante (ver Seção 10). Se as pressões de operação estiverem marcadas em qualquer parte do maçarico, elas devem ser indicadas em quilo pascal (kPa). Quando o nome completo do símbolo químico do gás não pode ser marcado, o código literal do gás deve ser usado de acordo com a ISO 10225 para marcação do equipamento, conforme a tabela abaixo.

Para maçaricos, bicos e componentes intercambiáveis capazes de serem utilizados com mais de um gás combustível, deve ser utilizada a abreviatura F. Os dados operacionais devem fornecer detalhes sobre os gases combustíveis para os quais esses componentes são adequados.

O ensaio de estanqueidade do gás deve ser de acordo com o descrito nessa norma, conforme a seguir: em novos maçaricos; após o ensaio de resistência da válvula; após o ensaio de contrapressão sustentada; após o ensaio de superaquecimento. Cada linha de gás deve ser fechada separadamente com um registro. A estanqueidade do gás deve ser alcançada na posição fechada. Os elementos da válvula devem permanecer estanques em todas as posições.

Para a resistência dos maçaricos ao retorno de chama contínuo, resistência ao superaquecimento, o maçarico deve ser ensaiado de acordo com essa norma. O maçarico e o bico devem ser resistentes ao retorno contínuo de chama quando a (s) saída (s) do bico está (ão) parcial (is) ou totalmente obstruído (os). Um ensaio alternativo (ensaio simples de tijolo) é apresentado no Anexo G. Os bicos, de aquecimento sem frente plana, devem ser ensaiados em conformidade com o Anexo G.

Para os misturadores marcados com o símbolo mostrado nessa norma, o refluxo não pode ocorrer entre 0,5 e duas vezes às pressões nominais de operação do gás. Se uma válvula de retenção estiver incorporada no maçarico, ela deve estar em conformidade com a ISO 5175.

Os seguintes requisitos operacionais devem ser atendidos para as taxas de fluxo de gás e pressões especificadas pelo fabricante nas instruções de operação. As taxas de vazão de gás e as pressões de gás devem ser as especificadas pelo fabricante nas instruções de operação. Deve ser verificado se os fluxos e as pressões de gás são atingidos. Deve ser possível ajustar a chama continuamente dos fluxos estabelecidos pelo fabricante para uma chama carburante aumentando o fluxo de combustível em 10% e para uma chama oxidante aumentando o fluxo de oxigênio em 10%.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 168 | Ano 4 | 21 JULHO 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 168 Ano 4
Edição 168 | Ano 4 | 21 JULHO 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
Confira os 12 artigos desta edição:
A Qualidade dos sistemas de medição de energia elétrica
Os caminhos normativos para um programa de compliance sustentável
Em prevenção de riscos, é melhor testar do que remediar
Saiba se a manufatura aditiva é o melhor método para a produção de uma peça
Robótica ajuda a impulsionar o comércio eletrônico

Os três pilares do compliance para o trade global Target Adnormas
Os critérios de aceitação das chapas cimentícias reforçadas com fios ou fibras
Os benefícios do alumínio impulsionam as aplicações no setor energético
O alinhamento entre o financeiro e o não financeiro na gestão dos ativos
Esteja preparado para a crise cibernética
A conformidade dos tubos de cobre sem costura para condução de fluidos
A biometria comportamental pode combater as fraudes digitais

A conformidade da aplicação do método da termografia infravermelha

A NBR 16969 de 06/2021 – Ensaios não destrutivos – Termografia infravermelha – Princípios gerais fornece os princípios gerais para a aplicação do método da termografia infravermelha, para a análise radiométrica ou térmica de um determinado equipamento, controle de processos, sistema ou corpo de prova. É aplicável ao monitoramento de condição ou de ensaios em qualquer área de aplicação que envolva análise radiométrica ou térmica, atuando como uma técnica não invasiva e não destrutiva.

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Como deve ser executado o pós-processamento de imagem?

Como deve ser feita a calibração da câmera termográfica?

Quais são os procedimentos para verificação utilizando um simulador de corpo negro?

Quais são os procedimentos para realizar a compensação da emissividade da superfície?

O método da termografia infravermelha consiste na captação da radiação infravermelha naturalmente emitida pelos corpos, por meio de sistemas de infravermelho que convertem essa radiação em imagens térmicas visíveis, com a possibilidade de medições de temperatura. Este método envolve a pessoa qualificada (termografista); o sistema de termografia infravermelha; o material, componente ou processo a ser analisado; e as condições de contorno.

Os resultados obtidos por meio da utilização da termografia infravermelha são altamente dependentes do conhecimento e da experiência do termografista, bem como de um sistema de infravermelho (câmera termográfica e acessórios) adequado à aplicação. A informação térmica adquirida destina-se à tomada de decisões, definição de limites operacionais de equipamentos ou controle de processos.

As aplicações do método da termografia infravermelha estão crescendo, juntamente com uma notável melhoria tecnológica dos sistemas infravermelhos. As considerações tecnológicas e os fenômenos físicos envolvidos devem ser observados para se alcançarem resultados confiáveis.

Como este método não necessita de contato físico, ele possibilita a realização de ensaios e inspeções com alto grau de segurança pessoal e dos ativos. Essa característica não intrusiva permite a continuidade operacional e não interfere no processo.

A medição da temperatura aparente e a visualização da variação térmica são praticamente imediatas, permitindo a análise de processos com rápidas variações de temperatura. Recomenda-se que os profissionais diretamente envolvidos com a aplicação do método da termografia infravermelha sejam qualificados conforme a NBR NM ISO 9712 ou outra norma internacionalmente reconhecida.

O termografista deve atender aos requisitos de formação e treinamento exigidos pela legislação brasileira correspondente e/ou aqueles contratuais estabelecidos pela empresa responsável pela sua força de trabalho própria ou contratada. O termografista deve cumprir as regras de segurança e proteção do empregador ou do usuário final, bem como as normas de segurança aplicáveis.

Quando o termografista for colaborador ou empregado regular do usuário final ou contratado externamente, ele deve obedecer ao procedimento termográfico interno, às práticas da empresa e às normas brasileiras pertinentes. O termografista, quando terceirizado em relação ao usuário final, deve ser orientado e acompanhado por um assistente qualificado, indicado pelo usuário final.

O assistente deve ter conhecimento sobre a operação e o histórico dos equipamentos a serem inspecionados e/ou ensaiados. O termografista não pode executar tarefa alguma que seja de responsabilidade do profissional habilitado, a menos que seja autorizado por escrito pelo usuário final e seja habilitado para tal tarefa.

O usuário final deve assumir a responsabilidade por consequências provenientes de ações tomadas, ou não, a partir das recomendações e dos relatórios fornecidos pela análise termográfica. O termo profissional habilitado está alinhado à definição da legislação vigente.

Geralmente, um sistema de termografia infravermelha é composto pelo descrito a seguir e conforme as figuras abaixo. Uma câmera termográfica, conforme a figura abaixo, recebe a radiação infravermelha naturalmente emitida pelos objetos. A radiação passa pelo sistema óptico (lentes) e é focada no detector, onde é transformada em sinal elétrico.

O sinal elétrico é conduzido ao processador e é convertido em uma imagem (termograma), que é apresentada no display (tela) ou visor (ocular). Convém reforçar que a imagem resultante corresponde às variações de radiação recebida dos objetos e não à variação de temperaturas, ressaltando que existe uma correlação entre a radiação emitida pelo objeto e a sua temperatura.

O detector pode ser apresentado na forma de matriz de elementos sensores. As câmeras termográficas geralmente são caracterizadas pelo seu detector, que influencia notadamente na faixa de comprimento de onda, na sensibilidade térmica e no tempo de resposta da câmera. Os detectores podem ser divididos em duas grandes categorias: detectores térmicos, que são não refrigerados, e fotodetectores, que são refrigerados.

As lentes são responsáveis por focalizar e filtrar a radiação incidente e convergi-la para o detector. As lentes são fabricadas normalmente em germânio, sulfeto de zinco ou seleneto de zinco para as ondas longas, e em silício, safira, quartzo ou magnésio para as ondas médias.

O processador de imagem processa o sinal elétrico proveniente do detector e o transforma em imagem, que é apresentada no display, podendo ser salva em dispositivos de armazenamento. O monitor externo, processador adicional, software ou aplicativo de processamento da informação térmica, instrumentos para medição dos parâmetros atmosféricos, como anemômetro, termo-higrômetro e distanciômetro, podem fazer parte de um sistema de termografia infravermelha.

Na termografia infravermelha ativa, ainda podem ser utilizados uma fonte de estímulo térmico e um equipamento de disparo (trigger), como mostra a figura abaixo. A calibração e a verificação do sistema de termografia infravermelha podem ser realizadas conforme o Anexo A. Os itens necessários para a especificação do sistema de termografia infravermelha estão descritos na NBR 16818.

Recomenda-se que o ensaio ou a inspeção ocorram em um ambiente em que a temperatura, a umidade e o tipo de atmosfera atendam aos requisitos de saúde e segurança para o termografista e às especificações dos equipamentos utilizados. Convém que o objeto ensaiado ou inspecionado esteja sob visada direta da câmera termográfica, isto é, que nenhum obstáculo opaco ao infravermelho esteja entre a câmera e o objeto analisado.

Caso isso não ocorra, é possível, em determinadas situações, utilizar espelhos de alta reflexão no infravermelho (por exemplo, aço inoxidável) para refletir a radiação do objeto para a câmera. Nesse procedimento, deve-se considerar, na análise final, a parcela de radiação absorvida pelo espelho.

É importante alertar que obstáculos opacos ou parcialmente opacos ao infravermelho podem ser transparentes na faixa do visível (por exemplo, vidro, plástico, acrílico). Em ensaios e inspeções ao ar livre, as influências como a atenuação atmosférica, radiação solar, velocidade de vento, névoa, nevoeiro e chuva devem ser evitadas ou consideradas para a análise dos resultados.

As limitações da termografia, como emissividade das superfícies, temperatura aparente refletida e transmissividade de materiais, podem induzir a erros na medição de temperatura e nas análises de distribuição térmica, devendo ser ponderadas nos ensaios e nas inspeções. Informações adicionais sobre como medir a emissividade, a temperatura aparente refletida e a transmissividade estão descritas nos Anexos B, C e D, respectivamente.

A termografia infravermelha ativa requer estímulo térmico adicional por meio de fontes externas. A fonte pode ser óptica, indutiva, por ultrassom, por micro-ondas ou outra forma de energia.

Para selecionar o sistema de aquecimento ou resfriamento apropriado, recomenda-se levar em conta as características e as funções da câmera, o ambiente do ensaio e as condições do objeto sob ensaio (material, dimensões, forma, emissividade, temperatura antes da carga térmica, entre outros). Exemplos de fontes externas de estímulo térmico: lâmpada halógena ou flash, aquecedor elétrico, bobina de indução, aquecedor de contato, soprador de ar quente ou frio, aspersor (sprinkler), painel de reflexão, fonte a laser, ultrassom ou gerador de vibração, etc.

A termografia infravermelha passiva realiza a medição da radiação infravermelha emitida pelos objetos sob análise, sem a necessidade de quaisquer estímulos térmicos deliberados e controlados (fontes externas). A distribuição térmica existente, natural ou devido a uma carga elétrica, mecânica, química ou física, nos objetos sob inspeção, é utilizada para a análise termográfica.

A termografia infravermelha passiva geralmente é utilizada no monitoramento da condição em instalações elétricas, equipamentos de produção, equipamentos térmicos e componentes mecânicos em operação. Também é utilizada quando existem carregamentos térmicos naturais pela radiação solar, como em edifícios e estruturas.

A termografia infravermelha quantitativa é aplicável em situações em que o parâmetro temperatura é preponderante para a decisão a ser tomada. Nessa abordagem, os ajustes dos parâmetros radiométricos e as condições de contorno são importantes. A termografia infravermelha quantitativa é utilizada com predominância em instalações elétricas e térmicas.

A termografia infravermelha qualitativa é aplicável em situações em que a morfologia da distribuição térmica é o parâmetro preponderante para a decisão a ser tomada. A termografia infravermelha qualitativa é normalmente a abordagem inicial de qualquer trabalho termográfico.

Exemplos de aplicação são a construção civil, os materiais compósitos, os equipamentos de processo de produção, etc. De maneira geral, sem considerar os detalhes de um procedimento específico para uma determinada aplicação, a execução de um ensaio ou inspeção termográfica deve abranger no mínimo o seguinte: determinar a técnica a ser utilizada; determinar, de acordo com a técnica, quais equipamentos e acessórios serão necessários; examinar e, se necessário, corrigir as condições de segurança do local e do ensaio ou inspeção; avaliar e, se possível, ajustar as condições de contorno descritas na Seção 6 da norma; ter uma câmera termográfica com resolução espacial suficiente para visualizar com definição a menor anomalia térmica esperada do objeto sob análise, durante os ensaios ou inspeções qualitativas.

Igualmente, deve-se ter uma câmera termográfica com resolução espacial de medida suficiente para mensurar com exatidão a menor anomalia térmica esperada do objeto sob análise, durante os ensaios ou inspeções quantitativas; ter em mãos uma lista ou roteiro para garantir que todos os objetos, componentes ou equipamentos sejam avaliados, no caso de ensaio ou inspeção de vários objetos; registrar ou salvar os dados relevantes do ensaio ou inspeção, incluindo termogramas e fotos na luz visível; ter uma câmera termográfica para capturar os termogramas com o ângulo entre o eixo óptico e a superfície do objeto analisado o mais próximo possível da perpendicular.

A faixa de medição de temperatura da câmera deve ser selecionada de acordo com a variação de temperatura esperada. O foco óptico deve ser corretamente ajustado. Se a câmera possuir a função NUC (correção de não uniformidade) manual, é recomendável executá-la antes de cada captura. Deve-se comparar entre si, sempre que possível, objetos, componentes ou equipamentos semelhantes e sob cargas similares.

Considera-se que os que exibirem distribuição térmica ou temperaturas incomuns possuem anomalias térmicas. Salvar os dados e as imagens para pós-processamento, avaliação das anomalias térmicas e elaboração do relatório.

Os requisitos de segurança e os ensaios das cordas auxiliares em rolos

A NBR 16962 de 06/2021 – Cordas auxiliares – Alma e capa (Kernmantle) – Requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica requisitos de segurança e os métodos de ensaios para as cordas auxiliares constituídas por alma e capa (Kernmantle), fornecidas em rolos ou em comprimentos separados, para uso em atividades de alpinismo, escalada, montanhismo, turismo de aventura, trabalhos em altura, acesso por corda e resgate técnico. A corda alma e capa (Kernmantle) é uma corda têxtil, composta por uma alma ou núcleo, envolvida por uma capa (camisa ou bainha).

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Quais devem ser as informações fornecidas pelo fabricante?

Como deve ser feito o empacotamento do produto?

Qual é o risco do desgaste externo pelo uso?

Qual é a causa externa de deterioração?

Considerando-se a necessidade de proteção do usuário que utiliza cordas auxiliares, em aplicação como corda auxiliar esportiva ou laboral, essa norma visa garantir a segurança e evitar acidentes, alertando os procedimentos de ensaios, prevenção e estocagem, e objetivando a utilização responsável, assim precavendo problemas de uso indevido, fabricação com defeitos ou uso excessivo. Uma corda auxiliar deve ser fabricada com a construção alma e capa (Kernmantle) e ter um diâmetro nominal de 4 mm a 8 mm.

Os materiais utilizados na fabricação das cordas auxiliares Kernmantle, devem ser constituídos por fibras sintéticas virgens e contínuas. Os materiais utilizados para a construção da alma e da capa devem ter ponto de fusão conhecido > 210 °C.

A tenacidade deve ser registrada em relatório, para fins de rastreabilidade. O diâmetro nominal dnomdeve ser conforme a tabela abaixo. O limite de desvio entre o valor atual deffe o diâmetro nominal dado não pode ser maior que (+0,7/–0,2) mm.

A resistência à tração da corda auxiliar, calculada pela equação, não pode ser menor que o valor de FBmín (ver tabela acima). FBmín = d2nom ×, onde dnom é o diâmetro, expresso em milímetros (mm); f é igual a 200 N/mm². A resistência mínima à tração da corda auxiliar, FBmín, deve ser a indicada na tabela acima para o diâmetro correspondente.

Para os ensaios, condicionar os corpos de prova de ensaio conforme a NBR ISO 139. Acondicionar os corpos de prova por pelo menos 24 h em um ambiente a (50 ± 5) °C de temperatura e com menos de 20% de umidade relativa. Em seguida, acondicionar esses corpos de prova em um ambiente a (23 ± 2) °C de temperatura e (50 ± 2) % de umidade relativa, por ao menos 72 h.

Em seguida, ensaiar as amostras em 10 min, à temperatura de (23 ± 5) °C. Medir o diâmetro atual deff, após aplicar a carga de (4 ± 0,05) kg, durante (60 ± 15) s. Assegurar que a seção transversal da corda auxiliar esteja livre de qualquer deformação durante a medição.

Medir em volta do diâmetro, em 3 locais diferentes e em duas direções diferentes, começando em pontos com 90° de diferença, a cada um dos três locais, a aproximadamente 300 mm de distância. As áreas de contato do instrumento de medição devem ter (50 ± 1) mm. Relatar a média aritmética das seis medições, com precisão de 0,10 mm.

A determinação da resistência à tração deve ser determinada usando o dinamômetro e dispositivos de fixação, de acordo com a NBR ISO 2307. O comprimento mínimo da corda auxiliar livre entre os pontos de fixação deve ser no mínimo de 200 mm. Determinar a velocidade da carga, v, em função do comprimento da amostra da corda auxiliar livre pela Equação: v = (0,5 ± 0,1) L, onde v é a velocidade da carga, expressa em milímetros por minuto (mm/min); L é o comprimento expresso em milímetros de corda auxiliar livre entre os pontos de fixação, expresso em milímetros (mm).

Para a determinação da massa por unidade de comprimento, usar um corpo de prova com no mínimo 1.200 mm de corda auxiliar livre entre os pontos de fixação. Este requisito é para qualquer tipo de dispositivo de fixação. Aplicar uma carga na amostra de ensaio sem balanço, mediante uma carga de ensaio de (4 ± 0,05) kg.

Manter a carga por (60 ± 15) s e marcar uma distância de referência de (1 000 ± 1) mm, com a distância mínima entre os pontos de 100 mm. Retirar a carga, cortar na parte marcada da amostra de ensaio e determinar se a sua massa pesa 0,10 g, aproximadamente. Indicar a massa por unidade de comprimento, em gramas por metro, em ao menos duas casas significativas.

Não há requisitos específicos referentes à massa por unidade de medida, mas ela pode ser marcada na bobina ou na embalagem da corda auxiliar. Pode-se acrescentar que, em cordas auxiliares de poliamida (PA, fibra têxtil, poliamida 6 ou poliamida 6.6), os ataques químicos podem ser notados por um amolecimento ou perda local da resistência mecânica ou da coloração, de forma que as fibras do exterior podem ser desprendidas ou, em casos extremos, podem ser eliminadas em forma de pó, com apenas uma esfregada.

Geralmente, os filamentos de poliamida possuem nível satisfatório de resistência química, porém, diante da ação de ácidos minerais diluídos, eles podem ter uma perda rápida de resistência. Recomenda-se evitar a imersão da corda auxiliar em soluções ácidas quentes e frias.

Os filamentos de poliamida não são afetados por álcalis à temperatura normal, tampouco por numerosos tipos de óleos, porém eles incham em contato com certos solventes orgânicos. Evitar a exposição a fumos, fumaças, neblinas, vapores ácidos ou dissolventes orgânicos.

Em caso de risco de contaminação, depois de um exame minucioso, se ainda houver suspeita, a corda auxiliar deve ser descartada. As cordas auxiliares de poliamida absorvem uma quantidade limitada de água, porém, quando umedecidas, podem provocar uma perda de sua resistência.

A Qualidade das chapas de gesso para drywall

A NBR 14715-1 de 06/2021 – Chapas de gesso para drywall – Parte 1: Requisitos estabelece os requisitos para as chapas de gesso para drywall destinadas à execução de paredes, forros e revestimentos internos não estruturais. As chapas de gesso para drywall são aquelas fabricadas industrialmente, por meio de um processo de laminação contínua de uma mistura de gesso, água e aditivos entre duas lâminas de cartão, onde uma lâmina é virada sobre as bordas longitudinais e colada sobre a outra lâmina.

A NBR 14715-2 de 06/2021 – Chapas de gesso para drywall – Parte 2: Métodos de ensaios estabelece os métodos de ensaio para a determinação das características geométricas e físicas para as chapas de gesso para drywall destinadas à execução de paredes, forros e revestimentos internos não estruturais.

Confira algumas perguntas relacionadas a essas normas GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são os tipos de bordas das chapas de gesso para drywall?

Quais são os limites para as características físicas e mecânicas das chapas de gesso para drywall?

Como fazer a determinação do esquadro das chapas?

Como fazer a determinação da absorção de água?

Os tipos de chapas de gesso para drywall e a sua aplicação estão estabelecidos na tabela abaixo. A identificação em cada chapa deve conter, de forma indelével, as seguintes informações: marca e/ou fabricante; identificação do lote de produção, permitindo a rastreabilidade; tipo de chapa; tipo de borda; espessura; referência a esta parte da NBR 14715.

Como aspecto visual, as chapas devem: ser sólidas; possuir faces planas sem ondulação aparente; não apresentar manchas; possuir o cartão solidário ao gesso. A unidade de compra é a quantidade de chapas, expressa em metros quadrados ou em chapas.

O comportamento das chapas de gesso para drywall deve ser verificado em ensaios de desempenho de sistemas de paredes, forros e revestimentos, conforme a NBR 15758 (todas as partes). Para a inspeção para recebimento de lotes, o local de inspeção deve ser previamente acordado entre o fornecedor e o comprador, podendo ser no pátio da fábrica ou no local do distribuidor ou na obra.

O tamanho do lote é equivalente ao tamanho da carga entregue pelo fornecedor ou retirada pelo comprador. As chapas devem ser submetidas às inspeções dos requisitos dessa parte da norma, rejeitando-se apenas as chapas que não atenderem a esses requisitos.

As chapas de gesso para drywall devem ser armazenadas em local plano, seco, abrigado e ventilado. As chapas devem ser armazenadas na horizontal, de forma a não sofrerem deformações e danos em seu manuseio e transporte.

Os Anexos A a E da parte 2 apresentam os objetivos, as aparelhagens, as preparações dos corpos de prova, os procedimentos executivos propriamente ditos e as correspondentes expressões dos resultados. No relatório dos ensaios devem constar as seguintes informações: identificação do produto; marca comercial ou nome do fabricante; identificação do lote de produção como condição de rastreabilidade; denominação da chapa de acordo com a NBR 14715-1:2021, Tabelas 1 e 2; identificação do laboratório; condições ambientais, quando pertinentes; data da realização dos ensaios; dimensões e quantidades dos corpos de prova; informação geral relativa ao ensaio, como qualquer fato relevante ocorrido que possa ter afetado o resultado do ensaio; resultados conforme cada ensaio, incluindo os registros individuais; referência a esta parte 2 da NBR 14715 e ao anexo correspondente.

Para a determinação das características geométricas, (espessura, largura, comprimento, desvio de esquadro e rebaixo de borda) das chapas de gesso para drywall, usa-se como aparelhagem, um paquímetro com resolução de 0,1 mm; régua metálica ou trena com resolução de 1 mm; relógio comparador com resolução de 0,1 mm. O corpo de prova a ser ensaiado, em relação às características geométricas, deve ser uma chapa de gesso inteira, inspecionada visualmente e considerada em perfeitas condições.

Como procedimento, medir a espessura em seis pontos de cada chapa, distantes em 3 cm a 5 cm da borda transversal e 10 cm da borda longitudinal. Calcular a média aritmética dos resultados das seis determinações da espessura realizadas em cada chapa, expressando o resultado em décimos de milímetro.

Medir a largura da chapa em três posições, sendo realizadas duas determinações próximas às extremidades (3 cm a 5 cm da borda) e uma no meio da chapa. Calcular a média aritmética dos resultados das três determinações das larguras realizadas em cada chapa, expressando o resultado em milímetros (mm). Medir o comprimento em três posições, sendo realizadas duas determinações a 10 cm das extremidades e uma no meio da chapa.