As estruturas de proteção na capotagem de tratores de rodas

O ensaio de estruturas de proteção na capotagem (EPC) para tratores agrícolas e florestais de rodas visa minimizar a probabilidade de lesão ao condutor resultante do tombamento acidental do trator durante a operação normal (por exemplo, trabalho no campo) do trator.

A NBR ISO 3463 de 08/2019 – Tratores agrícolas e florestais — Estrutura de proteção na capotagem (EPC) — Método de ensaio dinâmico e condições de aceitação especifica um método de ensaio dinâmico e as condições de aceitação para estruturas de proteção na capotagem (cabine ou estrutura) de tratores de rodas de uso agrícola e florestal. É aplicável a tratores que possuem pelo menos dois eixos para rodas montadas com pneus ou que possuem esteiras em vez de rodas, com uma massa do trator sem lastro não inferior a 600 kg, porém geralmente inferior a 6.000 kg e com uma bitola mínima das rodas traseiras superior a 1.150 mm.

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Quais os símbolos e termos abreviados nessa norma?

Qual deve ser a sequência dos ensaios?

Como deve ser efetuado o impacto traseiro?

Como deve ser executado o esmagamento na traseira?

Quais as tolerâncias das medições durante os ensaios?

O ensaio de estruturas de proteção na capotagem (EPC) para tratores agrícolas e florestais de rodas visa minimizar a probabilidade de lesão ao condutor resultante do tombamento acidental do trator durante a operação normal (por exemplo, trabalho no campo) do trator. A resistência da EPC é ensaiada pela aplicação de cargas de impacto dinâmicas e um ensaio de esmagamento estático para simular as cargas reais que podem ser impostas na cabine ou estrutura quando o trator tombar para trás ou para a lateral sem queda livre.

Os ensaios permitem que sejam realizadas observações sobre a resistência da estrutura e dos suportes de fixação do trator, e também das partes do trator que podem ser afetadas pela carga imposta na estrutura. Esta prescrição é feita para abranger ambos os tratores somente com a posição convencional do condutor voltado para frente, bem como aqueles com uma posição reversível do operador, que estejam de acordo com a prática aplicável do código de ensaio OECD. Para tratores com uma posição reversível do operador, uma área livre é definida como sendo as zonas livres combinadas para as duas posições de operação.

O ponto de aplicação da carga lateral é determinado como o ponto médio entre os pontos do índice do assento medidos nas duas posições. É reconhecido que pode haver projetos de tratores – por exemplo, tratores de jardim, tratores vinícolas estreitos, tratores de baixo vão livre utilizados em edificações baixas com zona livre limitada acima da cabeça, pomares, etc., tratores com vão livre alto e determinadas máquinas florestais, como transportadores autocarregáveis de toras – para os quais esta norma não é apropriada.

Pode-se definir a estrutura de proteção na capotagem (EPC) como a que protege os operadores de tratores agrícolas e florestais que minimiza a probabilidade de lesão ao operador resultante da capotagem acidental durante a operação normal. A EPC é caracterizada pelo fornecimento de espaço para uma zona livre, dentro do invólucro da estrutura ou dentro de um espaço delimitado por uma série de linhas retas, desde as bordas externas da estrutura até qualquer parte do trator que possa entrar em contato com o solo plano e que seja capaz de suportar o trator nessa posição se o trator tombar.

O ensaio de impacto deve ser realizado por meio dos elementos descritos em 5.2.1 a 5.2.5. Para o dispositivo para colisão contra a EPC, um bloco pendular com massa de 2.000 kg. A massa do bloco pendular não inclui a massa das correntes. A massa máxima da corrente deve ser de 100 kg. As dimensões do bloco deve ser suspenso de duas correntes dos pontos pivô a 6 m ou mais acima do nível do solo. O centro de gravidade do bloco pendular deve coincidir com seu centro geométrico.

Para os meios de amarrar o trator ao solo, ele  deve ser amarrado, por meio de cabos de aço que incorporem dispositivos tensores, a trilhos no solo, preferivelmente espaçados em aproximadamente 600 mm em toda a área imediatamente abaixo dos pontos pivô estendendo-se por aproximadamente 9 m ao longo do eixo do bloco pendular e aproximadamente 1.800 mm em cada lateral. Os pontos de fixação das amarras devem estar aproximadamente a 2.000 mm atrás do eixo traseiro e a 1 500 mm em frente ao eixo dianteiro. Deve haver duas amarrações em cada eixo: uma em cada lado do plano médio do trator.

As amarrações devem ser por cabos de aço de 12,5 mm a 15 mm de diâmetro, com resistência à tração de 1.100 MPa a 1.260 MPa. Detalhes dos meios de amarração são fornecidos nas Figuras 4, 5 e 6 (conferir na norma). Uma viga de madeira, com seção transversal de 150 mm × 150 mm, deve ser utilizada para calçar as rodas traseiras ao colidir na dianteira e traseira, e calçar a lateral das rodas dianteiras e traseiras ao colidir na lateral. A estrutura de proteção na capotagem deve ser fabricada segundo as especificações de produção e deve ser instalada no chassi apropriado do modelo de trator de acordo com o método de fixação declarado pelo fabricante.

Um ajuste de bitola para as rodas traseiras deve ser escolhido de forma que, na medida do possível, a EPC não seja apoiada pelos pneus durante o ensaio. Preferivelmente, convém que pneus com lonas diagonais sejam utilizados. A alavanca de marchas deve estar em neutro (ponto morto) e o freio de mão desacionado. Todas as janelas removíveis, painéis e conexões não estruturais removíveis devem ser removidos para que não contribuam para a resistência da EPC.

Nos casos onde for possível manter as portas e janelas abertas ou removê-las durante o trabalho, elas devem ser removidas ou mantidas abertas durante o ensaio para que não aumentem a resistência da estrutura de proteção. Deve ser observado se, nesta posição, elas criam um perigo para o condutor no caso de uma capotagem. Para o ensaio de impacto, a posição do bloco e de suas correntes de suporte deve ser selecionada de modo que o ponto de impacto esteja na borda superior da estrutura de proteção na capotagem e alinhado com o arco de deslocamento do centro de gravidade do bloco.

O trator deve ser posicionado e retido de forma segura na área abaixo dos pivôs de modo a ser colidido apropriadamente. Os pontos de fixação da amarração devem estar aproximadamente a 2 m atrás do eixo traseiro e a 1,5 m à frente do eixo dianteiro. Os pneus do trator devem ser inflados de acordo com os diferentes tipos de trator (o lastro de água não pode ser utilizado) e a amarração deve ser apertada para fornecer deformações apropriadas ao tipo de trator e pneu, conforme mostrado na tabela abaixo.

Para os ensaios de impacto na traseira e dianteira, o trator deve ser posicionado de modo que as correntes de suporte e a face do bloco pendular estejam em um ângulo de 20° em relação à vertical ao colidirem na EPC. Se o ângulo do componente da estrutura de proteção na capotagem no ponto de contato na deformação máxima durante o impacto for maior que 20° em relação à vertical, o ângulo do bloco deve ser ajustado por qualquer meio conveniente de modo que a face de impacto e o componente da EPC estejam paralelos ao ponto de impacto e na deformação máxima, estando as correntes de suporte a 20° em relação à vertical quando o bloco colidir na estrutura de proteção na capotagem.

Quando o ângulo for maior que 20°, o ajuste da face de impacto do bloco pendular deve ser baseado na deformação máxima estimada. No caso de uma EPC ter atendido às condições requeridas para aceitação e que é projetada para ser utilizada em outros modelos de tratores, o ensaio especificado na Seção 7 não precisa ser realizado em cada modelo de trator, desde que a EPC e o trator atendam às condições especificadas a seguir.

A massa do trator (3.2) do novo trator não pode exceder a massa de referência (3.3) utilizada no ensaio em mais de 5%. Se a altura de levantamento do bloco pendular para o impacto na traseira foi calculada pela equação alternativa 1 (ver 7.2.2), a distância entre eixos máxima não pode exceder a distância entre eixos de referência. Se a altura de levantamento do bloco pendular para o impacto na traseira foi calculada pela equação alternativa 2, o momento de inércia máximo sobre o eixo traseiro não pode exceder ao momento de inércia de referência.

O método de fixação e os componentes do trator pelos quais a fixação é realizada devem ser de resistência idêntica ou equivalente. Quaisquer componentes, como para-barros e coberturas, que possam fornecer suporte para a EPC, devem ser idênticos ou julgados para fornecer pelo menos o mesmo suporte. A posição e as dimensões críticas do assento na EPC e a posição relativa da estrutura de proteção na capotagem devem ser tais que a área livre tenha permanecido dentro da proteção da estrutura deformada durante todos os ensaios.

Nesses casos, o relatório de ensaio deve conter uma referência ao relatório de ensaio original. Se uma etiqueta for requerida, ela deve ser durável e permanentemente fixada na estrutura principal de modo que ela possa ser lida com facilidade. A etiqueta deve ser protegida contra danos e deve conter pelo menos as seguintes informações: nome e endereço do fabricante ou construtor da EPC; número de identificação da EPC (desenho ou número de série); marca, modelo (s) ou número (s) de série do trator na EPC correspondente; referência a esta norma.

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As dimensões, a massa e o espaço de manobra das cadeiras de rodas

Saiba quais os valores típicos e limites recomendados das dimensões importantes da cadeira de rodas (pronta para ocupação e dobrada ou desmontada), espaço para giro e reversão entre paredes limitantes e algumas dimensões que valem para estimar a usabilidade da cadeira de rodas, assim como determinar a massa da cadeira de rodas.

A ABNT ISO/TR 13570-2 de 08/2019 – Cadeiras de rodas – Parte 2: Valores típicos e limites recomendados para dimensões, massa e espaço de manobra como determinado na NBR ISO 7176-5 lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões obtidas a partir de medições feitas de acordo com a NBR ISO 7176-5. Esta parte do ABNT ISO/TR 13570 lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões importantes da cadeira de rodas (pronta para ocupação e dobrada ou desmontada), espaço para giro e reversão entre paredes limitantes e algumas dimensões que valem para estimar a usabilidade da cadeira de rodas, assim como determinar a massa da cadeira de rodas. Esta parte é destinada ao uso de quem indica, de clínicos, ocupantes de cadeira de rodas ou fabricantes. Lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões quando a cadeira de rodas está ocupada e algumas áreas de operação na execução de tarefas especiais encontradas na vida diária. Esta parte lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões técnicas críticas para o desempenho da cadeira de rodas. Esta parte é aplicável a cadeiras de rodas manuais e motorizadas (incluindo scooters).

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Quais os limites máximos recomendados de largura de reversão?

Quais os limites máximos recomendados de diâmetro de giro?

Qual a inclinação anteroposterior típica do caster e diferença máxima entre esquerda e direita?

Quais os limites máximos recomendados do raio de giro do caster e diferença entre esquerda e direita?

O objetivo desta parte é apresentar os valores típicos (onde evidências suficientes tenham sido coletadas) e os limites recomendados de dimensões importantes e massas de cadeiras de rodas manuais e cadeiras de rodas motorizadas, incluindo scooters. Os valores típicos são baseados em evidências que eram atuais no fim de 2011. Os itens são agrupados a fim de refletir sua importância e utilidade para os diferentes grupos de usuários da norma. Os valores típicos são reportados onde houve amostragem suficiente para fornecer dados confiáveis e busca-se contribuições para possibilitar a publicação futura de valores atualmente marcados como Dados Insuficientes (+).

Estes grupos de usuários são: ocupantes de cadeira de rodas – para itens que são de importância para a estimativa do espaço necessário e manobrabilidade geral; arquitetos e autoridades públicas – para itens relacionados à acessibilidade de, por exemplo: residências, elevadores, equipamentos de cozinha e banheiro, hospedaria e edifícios públicos, e áreas etc.; fabricantes, fornecedores de cadeira de rodas, clínicos, e laboratórios de ensaio – para itens que necessitam ser considerados na fabricação, montagem, ajuste, reparo, ou ensaio de cadeiras de rodas.

A informação principal desta parte do está contida em duas Seções: a Seção 5 apresenta os valores típicos e limites recomendados de dimensões e massas de uma cadeira de rodas que são de maior importância para o ocupante da cadeira de rodas (como definido e submetido a ensaio na NBR ISO 7176-5, Seção 8, Medições requeridas). Estas dimensões esclarecem o ocupante da cadeira de rodas antes da compra se a cadeira de rodas atenderá aos requisitos e necessidades específicas do ocupante.

Também fornecem orientação ao fabricante da cadeira de rodas para novos desenvolvimentos. Esclarecem o ocupante da cadeira de rodas sobre o espaço que a cadeira de rodas irá necessitar. Também auxiliam arquitetos no planejamento de edifícios e ambientes acessíveis.

A Seção 6 apresenta os valores típicos e limites recomendados de dimensões adicionais (como definido e submetido a ensaio na NBR ISO 7176-5, Anexo A, dimensões técnicas), que exercem maior influência no bom desempenho da cadeira de rodas (condução, direção, tração etc.). É importante que estas seções sejam de conhecimento do pessoal técnico durante projeto, criação, ensaio, reparo, montagem ou mesmo ajuste da cadeira de rodas.

Chamada para Contribuição: muito trabalho e esforço foram colocados neste projeto para coletar dados para as tabelas deste documento. No entanto, ainda existem valores para os quais há dados insuficientes (+) nestas tabelas. Portanto, cada fabricante, instituição ou especialista que possa contribuir com dados adicionais, preferencialmente para os campos em branco, são convidados a enviar qualquer informação utilizável para o ISO/TC 173, SC 1, em project@tech4life.com.au.

Sempre que possível, convém que o material enviado contenha as seguintes informações auxiliares: dados coletados; tipo de cadeira de rodas (com ou sem aros de propulsão); se os procedimentos da NBR ISO 7176-5 não forem utilizados para as medições, o método real de medição; os grupos I, II, ou III de massa do ocupante requerida para a(s) cadeira(s) de rodas; a classe da cadeira de rodas A, B, ou C (para cadeiras de rodas motorizadas); largura efetiva do assento da cadeira de rodas de ensaio; número de amostras das quais estes dados são derivados; se a seleção de cadeiras de rodas está de acordo com a NBR ISO 7176-5, Seção 6, e a preparação para as medidas está de acordo com a NBR ISO 7176-5, Seção 7.

As cadeiras de rodas existem em uma grande variedade de projetos, tipos, modelos e tamanhos. Lidar com estas circunstâncias, todos os modelos de cadeiras de rodas estão listados em um dos quatro grupos principais. Cadeiras de rodas com aros de propulsão: este grupo principal compreende cadeiras de rodas com condução manual da roda traseira por uso de aros de propulsão e cadeiras de rodas eletroassistidas ativadas por aro de propulsão (HAPAW).

Cadeiras de rodas motorizadas de classe A: este grupo principal compreende cadeiras de rodas elétricas que geralmente têm tração na roda traseira, são compactas e manobráveis, mas não necessariamente capazes de ultrapassar obstáculos externos e, portanto, são primariamente destinadas para uso interno.

Cadeiras de rodas motorizadas de classe B: este grupo principal compreende cadeiras de rodas motorizadas que geralmente têm tração na roda traseira, são suficientemente compactas e manobráveis para alguns ambientes internos e capazes de ultrapassar alguns obstáculos externos e, portanto, são destinadas a uma combinação de uso interno e externo.

Cadeiras de rodas motorizadas de classe C: este grupo principal compreende cadeiras de rodas motorizadas que geralmente têm tração na roda dianteira, são geralmente grandes no tamanho, não necessariamente destinadas para uso interno, mas capazes de percorrer distâncias mais longas e ultrapassar obstáculos externos e, portanto, são primariamente destinadas para uso externo.

Cadeiras de rodas motorizadas (tipo scooter): estas são cadeiras de rodas elétricas com direção por guidão. São geralmente grandes em tamanho, não necessariamente destinadas para uso interno, mas capazes de percorrer distâncias mais longas e ultrapassar obstáculos externos e, portanto, são primariamente destinadas para uso externo.

Os resultados dos ensaios realizados com cadeiras de rodas típicas e como estipulado na NBR ISO 7176-5, Anexo A (Dimensões técnicas), estão listados para dar um entendimento do estado da arte e apresentar seus limites recomendados. Todas as dimensões de comprimento são dadas em milímetros, todas as dimensões de ângulos são dadas em graus.

Os requisitos para equipamento de vias aéreas

Conheça os os requisitos que geralmente são aplicáveis aos riscos associados ao EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS. Um processo estabelecido de GERENCIAMENTO DE RISCO deve ser aplicado ao projeto do EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS.

A NBR ISO 18190 de 08/2019 – Equipamento anestésico e respiratório — Requisitos gerais para equipamento de vias aéreas e relacionados especifica os requisitos gerais em comum para equipamento de vias aéreas e relacionados e são aplicáveis às normas específicas dos dispositivos que as referenciam. Os requisitos da norma específica do dispositivo têm prioridade em relação a esta Norma. Os requisitos gerais contidos nesta norma têm historicamente sido referenciados em mais de duas outras normas de EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS.

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Por que o equipamento deve ter resistência à deterioração?

Quais os meios de proteção contra ajustes inadvertidos?

Quais devem ser as marcações em controles e instrumentos?

Quais são as informações de limpeza, desinfecção e esterilização?

Esta norma especifica os requisitos que geralmente são aplicáveis aos riscos associados ao EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS. Um processo estabelecido de GERENCIAMENTO DE RISCO deve ser aplicado ao projeto do EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS. O processo de GERENCIAMENTO DE RISCO deve incluir os seguintes elementos: ANÁLISE DE RISCO; AVALIAÇÃO DE RISCO; controle de RISCO – informações de produção e de pós-produção.

O fabricante deve aplicar um processo de engenharia de usabilidade de modo a avaliar e atenuar quaisquer RISCOS causados por problemas de usabilidade associados à utilização correta (ou seja, utilização normal) e erros de utilização (ver NBR IEC 60601-1-6 IEC 62366-1). Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo de engenharia de usabilidade. Quando apropriado, investigações clínicas devem ser realizadas sob as condições para as quais o desempenho é alegado e documentado no ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO.

As investigações clínicas devem estar em conformidade com os requisitos da ISO 14155. Os dados clínicos podem ser provenientes de investigação (ões) clínica (s) do dispositivo em questão, investigação (ões) clínica (s) ou outros estudos relatados na literatura científica, de um dispositivo equivalente, de modo que cada equivalência ao dispositivo em questão possa ser demonstrada, ou relatos publicados e/ou não publicados sobre outras experiências clínicas com o dispositivo em questão ou um dispositivo equivalente, de modo que cada equivalência ao dispositivo em questão possa ser demonstrada. Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO.

Quando apropriado, uma pesquisa de modelagem ou validação biofísica deve ser realizada sob as condições em que cada desempenho é declarado, e documentado no ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO. A pesquisa de modelagem ou biofísica é a aplicação de métodos físicos validados e teorias aos problemas biológicos. Exemplos incluem a utilização de combinação de modelos (ou seja, matemático, computacional, físico, celular e de cultura de tecido, e animal) de maneira interativa e complementar de modo a simular o desempenho de produtos para saúde. Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo técnico.

O EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS, em seu estado pronto para uso após qualquer preparação para utilização recomendada pelo fabricante, deve satisfazer ao ensaio de segurança biológica apropriado (por exemplo: NBR ISO 10993-1). Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo técnico. O EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS devem ser fabricados com materiais adequados à sua utilização destinada e às condições ambientais às quais podem ficar sujeitos durante transporte, armazenamento ou quando em utilização. Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo técnico.

O EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS deve ser fabricado de modo a reduzir ao mínimo os RISCOS representados pelas substâncias geradas por percolação de outros materiais. Atentar para as substâncias que são carcinogênicas, mutagênicas ou tóxicas à reprodução. Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO.

Os agentes de esterilização, desinfecção e limpeza recomendados não podem alterar o desempenho especificado do dispositivo durante sua vida útil declarada. Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo técnico. Os fabricantes de EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS de utilização destinada para o tratamento de crianças ou gestantes ou mulheres amamentando, e fabricados com materiais que incorporam ftalatos, que são classificados como carcinogênicos, mutagênicos ou tóxicos à reprodução, devem fornecer justificativa específica em seus arquivos técnicos para a utilização dessas substâncias. Ver também 9.1.1.4-m) e 9.2.3-c) para marcação adicional e instruções para requisitos de utilização. Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO do fabricante.

Os fabricantes de EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS que são fabricados com materiais que incorporam látex natural devem fornecer justificativa específica em seus arquivos técnicos para a utilização dessas substâncias. Ver também 9.1.1.4-n) para requisitos de marcação adicional. Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO do fabricante.

O EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS deve ser compatível com os vapores e gases médicos especificados pelo fabricante. Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO do fabricante. Os dispositivos que são EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS em contato com oxigênio durante utilização normal devem cumprir os requisitos de limpeza da ISO 15001. Este requisito é necessário para reduzir o RISCO de contaminação por ignição e incêndio em atmosferas ricas em oxigênio. Verificar a conformidade por meio de ensaios e requisitos da ISO 15001 e por meio de inspeção dos controles de RISCO descritos na DETERMINAÇÃO DE RISCO e verificação associada e estudos de VALIDAÇÃO.

Os componentes de EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS em contato com gases médicos durante utilização normal devem cumprir os requisitos de limpeza da ISO 15001. Este requisito é necessário para reduzir o RISCO de contaminação por ignição e incêndio em atmosferas ricas em oxigênio. Verificar a conformidade por meio de ensaio e requisito da ISO 15001:2010, Seção 4.

Os RISCOS associados à ignição por uma chama, eletrocauterização, descarga eletrostática ou feixe de laser em uma atmosfera rica em oxigênio em EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS devem ser identificados. Chama-se a atenção para o seguinte: manutenção de combustão em atmosferas ricas em oxigênio; refletância especular de modo a evitar lesão por laser em tecido não alvo; transferência de calor que pode danificar o tecido adjacente; produtos de pirólise e combustão que satisfazem ao ensaio de segurança biológica apropriado, como indicado na NBR ISO 10993-1; RISCOS associados à eletrocauterização e lasers em ambientes de sala de cirurgia; RISCOS associados à utilização em ambientes domésticos (ou seja, cozinhar, fumar cigarros, etc.). Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO.

A marcação em EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS deve ser durável. Verificar a conformidade por meio dos requisitos e ensaios descritos na NBR IEC 60601-1:2010, 7.1.3. Quanto às informações sobre desmontagem e montagem, as instruções de utilização devem incluir o seguinte: se aplicável, os procedimentos para desconectar o EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS da fonte de energia (elétrica ou pneumática) e para desmontagem e montagem; o (s) ensaio (s) recomendado (s) a ser (em) realizado(s) após montagem e antes da reutilização; se aplicável, um aviso afirmando que “o EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS deve ser desconectado da fonte de energia (elétrica ou pneumática), antes da desmontagem e montagem”.

Para as informações de descarte de dispositivo, as instruções de utilização devem incluir informações sobre quaisquer precauções a serem tomadas se houver qualquer RISCO residual associado ao descarte de EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS. A lista das partes que não são partes integrais do EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS, mas que são necessárias para a utilização correta, deve ser incluída nas instruções para utilização. Verificar a conformidade de 9.2.3 a 9.2.9 por meio de inspeção de rotulagem.

A necessidade de um ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO é um processo bem reconhecido por meio do qual o fabricante de um produto para a saúde pode identificar perigos associados a um produto para a saúde, estimar e avaliar os RISCOS associados a estes perigos, controlar estes RISCOS e monitorar a eficiência desse controle. A avalição clínica pode também ser necessária para confirmar a adequação dos controles (ver NBR ISO 14971 para informações adicionais).

A marcação no EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS, sua embalagem unitária, prateleira ou embalagem multiunitária ou folheto deve estar em conformidade com EN 1041 e deve incluir o seguinte, se apropriado: o nome ou nome comercial e endereço do fabricante ou fornecedor. Além disso, onde requerido, o nome e endereço de seus representantes autorizados; o código do lote precedido pela palavra “LOTE”, onde aplicável, ou número de série; uma indicação da data em que o EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS, ou partes deste pode ser utilizado, expressa em mês e ano; se apropriado, os detalhes necessários para o usuário identificar o EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS e os conteúdos da embalagem; se apropriado, instruções sobre a preparação para utilização; se apropriado, a palavra “ESTÉRIL”; se apropriado, uma indicação de que o dispositivo ou partes deste são para uma única utilização –convém que a indicação pelo fabricante de uso único seja consistente; se apropriado, a palavra ANTIESTÁTICO.

O EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS também pode apresentar uma marcação amarela indelével e contínua por todo o seu comprimento. Se apropriado, com indicação de que o EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREA E RELACIONADOS é adequado para utilização com agentes/gases anestésicos inflamáveis (por exemplo: símbolo “AP” ou “APG” apresentados na IEC 60417-5331 ou IEC 60417-5332). Onde requerido, uma declaração de que a venda, distribuição e utilização deste dispositivo se restringe à utilização por prescrição.

Isto serve para cumprir os requisitos de US 21 CFR 801.109. Se apropriado, instruções para limpeza e desinfecção ou esterilização e o número máximo ou período de reutilizações e, se apropriado, os RISCOS associados à reutilização do EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS. Se apropriado, uma indicação de que os ftalatos estão presentes no dispositivo. Exemplo: utilizar símbolo apresentado na ISO 15986.

Se apropriado, uma indicação de que borracha natural (látex) está presente no dispositivo. Exemplo, utilizar a NBR ISO 15223-1:2015, símbolo 5.4.5. A categoria de paciente como indicado na tabela abaixo para o volume de liberação destinado; quaisquer condições especiais de manuseio ou armazenamento.

Quaisquer avisos ou precauções a serem tomados e como exemplo a compatibilidade com a utilização de misturas de gases ou compatibilidade com drogas administradas, a utilização que pode desviar da prática médica aceita atualmente e o RISCO de incêndio associado ao equipamento de oxigênio e terapia.

Se apropriado, a máxima pressão que a tubulação e os conectores podem suportar nas condições ambientais expressas em Pascals. Convém que a compatibilidade de IRM do EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS esteja disposta nas informações a serem apresentadas pelo fabricante. Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo de gerenciamento de risco do fabricante. A rotulagem do dispositivo deve estar em acordo com ASTM F2503. Verificar a conformidade por meio de inspeção.

Quanto à durabilidade das marcações, embora a biocompatibilidade de materiais seja importante para todos os EQUIPAMENTOS DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS, essa foi considerada de importância especial para vias aéreas que podem permanecer in situ durante semanas. Agentes anestésicos não estariam em contato com os materiais de marcação de tubulação por longos períodos de tempo, mas esses agentes podem ser prejudiciais aos materiais de marcação.

BS EN IEC 60331-1: os ensaios de cabos elétricos em condições de incêndio

Essa norma internacional, editada em 2019 pelo BSI, especifica o método de ensaio para os cabos que são necessários para manter a integridade do circuito quando sujeito a incêndio e choque mecânico sob condições especificadas. Este documento é aplicável a cabos com tensão nominal não superior a 600 V/1.000 V, incluindo aqueles com tensão nominal abaixo de 80 V, metálicos, cabos de telecomunicações e cabos de fibra óptica.

A BS EN IEC 60331-1:2019 – Tests for electric cables under fire conditions. Circuit integrity. Test method for fire with shock at a temperature of at least 830°C for cables of rated voltage up to and including 0,6/1,0 kV and with an overall diameter exceeding 20 mm especifica o método de ensaio para os cabos que são necessários para manter a integridade do circuito quando sujeito a incêndio e choque mecânico sob condições especificadas. Este documento é aplicável a cabos com tensão nominal não superior a 600 V/1.000 V, incluindo aqueles com tensão nominal abaixo de 80 V, metálicos, cabos de telecomunicações e cabos de fibra óptica.

Destina-se ao uso em ensaios de cabos com diâmetro geral superior a 20 mm. Embora o escopo seja restrito a cabos com tensão nominal de até 0,6/1,0 kV, inclusive, o procedimento pode ser usado, com o acordo do fabricante e do comprador, para cabos com tensão nominal de até 1, inclusive, 8/3 (3,3) kV, desde que sejam utilizados fusíveis adequados.

O anexo A fornece o método de verificação do queimador e do sistema de controle usado para o ensaio. Os requisitos são estabelecidos para uma identificação que pode opcionalmente ser marcada no cabo para indicar conformidade com este documento. Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição publicada em 2009. Constitui uma revisão técnica.

As mudanças técnicas significativas em relação à edição anterior são as seguintes: extensão do escopo para incluir cabos metálicos de dados e telecomunicações e cabos de fibra óptica, embora detalhes para o ponto específico de falha, arranjo de verificação de continuidade, amostra de ensaio, procedimento de ensaio e relatório de ensaio relevante para dados metálicos e cabos de telecomunicações e cabos de fibra óptica não são fornecidos pela IEC 60331-1; descrição melhorada do ambiente de ensaio; escada de ensaio de aço modificada com dois elementos verticais extras para acomodar o ensaio modificado de cabos de núcleo único sem camada metálica concêntrica e o ensaio de cabos com raio de curvatura em uso normal superior a aproximadamente 400 mm; uso obrigatório de medidores/controladores de fluxo de massa como meio de controlar com precisão as taxas de fluxo de entrada de combustível e ar no queimador; e descrição melhorada das informações a serem incluídas no relatório de ensaio.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO…………………….. 4

INTRODUÇÃO…….. ………… 6

1 Escopo ………………………. 7

2 Referências normativas… ….. 7

3 Termos e definições…….. …… 8

4 Ambiente de ensaio.. ………… 8

5 Aparelho de ensaio… …………… 8

5.1 Equipamento de ensaio……….. …… 8

5.2 Escada de ensaio e montagem……….. 12

5.3 Fonte de calor…………………… …… 13

5.3.1 Queimador………………… ……….. 13

5.3.2 Medidores de vazões………………. 14

5.3.3 Verificação………………………. …. 15

5.4 Dispositivo de produção de choque…………. 15

5.5 Posicionamento da fonte de calor………………. 16

5.6 Arranjos de verificação de continuidade para cabos de energia elétrica e controle com tensão nominal até 600 V/1.000 V inclusive………. 16

5.7 Fusíveis………………………………. ……………… 16

6 Amostra de ensaio (cabos de controle e energia elétrica com tensão nominal de até 600 V/1.000 V)…………………. …. 16

6.1 Preparação da amostra para ensaio………………. 16

6.2 Montagem da amostra para ensaio………………….. 17

6.2.1 Cabos de núcleo único com camada de metal concêntrica e cabos com vários núcleos…………. 17

6.2.2 Cabos de núcleo único sem camada concêntrica de metal………….. ..19

7 Procedimento de ensaio (cabos de controle de energia elétrica com tensão nominal de até 600 V/1.000 V)…………………….. …. 20

7.1 Equipamento e disposição do ensaio…………….. 20

7.2 Conexões elétricas………………………….. 20

7.3 Aplicação de chama e choque………………. 22

7.4 Eletrificação………………………….. …… 22

8 Requisitos de desempenho (cabos de energia e controle com tensão nominal até 600/1.000 V inclusive)………………………… 23

8.1 Tempo de aplicação da chama………………. 23

8.2 Critérios de aceitação……………………… 23

9 Procedimento de reensaio…………… ………. 23

10 Relatório de ensaio (energia elétrica e cabos de controle com tensão nominal até 600 V/1.000 V)………………………………. …. 23

11 Marcação de cabos……………………………. ………….. 23

Anexo A (normativo) Procedimento de verificação da fonte de calor………………… .24

A.1 Equipamento de medição……………………. 24

A.2 Procedimento…………………….. …………. 24

A.3 Avaliação………………………. …………. 25

A.4 Verificação adicional……………………….25

A.5 Relatório de verificação…………………… 25

Anexo B (informativo) Orientação sobre a escolha do aparelho de ensaio recomendado (queimador e venturi)……………………. 26

Bibliografia…………………. ………………….. 27

Figura 1 – Diagrama esquemático da configuração do ensaio……………… 10

Figura 2 – Vista em planta do equipamento de ensaio de incêndio……………………. 11

Figura 3 – Elevação final do equipamento de ensaio de incêndio (sem escala)………….. ……….. 12

Figura 4 – Casquilho de borracha típico para apoiar a escada de ensaio…………… ……… 13

Figura 5 – Superfície do queimador…….. ……….. 14

Figura 6 – Diagrama esquemático de um exemplo de sistema de controle de queimador…………………… 15

Figura 7 – Exemplo de método de montagem de uma amostra de diâmetro maior para ensaio (com um raio de curvatura entre aproximadamente 200 e 400 mm)………………….. …. 17

Figura 8 – Seção detalhada da posição ajustável dos elementos verticais da escada para montagem de uma amostra de diâmetro menor para ensaio (com um raio de curvatura máximo de aproximadamente 200 mm)……. ……… 18

Figura 9 – Exemplo de método de montagem da amostra de ensaio com um raio de curvatura de uso normal maior que aproximadamente 400 mm…….. 19

Figura 10 – Método de montagem da amostra de ensaio de um cabo de núcleo único sem camada de metal concêntrico………………….. ………. 20

Figura 11 – Diagrama do circuito básico – Cabos de energia elétrica e controle com potência nominal tensão até 600 V/1.000 V (inclusive)……………….. 22

Figura A.1 – Arranjo de medição da temperatura………………. 24

Desde sua primeira edição (1970), a IEC 60331 foi ampliada e introduziu uma série de ensaios com aparelhos para que um ensaio possa ser realizado com grande e pequena potência, controle, dados e cabos de fibra óptica. Os ensaios bem-sucedidos realizados de acordo com esta norma permitirão uma identificação marcada no produto. A IEC 60331 consiste nas seguintes partes sob o título geral Tests for electric cables under fire conditions – Circuit integrity: Part 1: Test method for fire with shock at a temperature of at least 830 °C for cables of rated voltage up to and including 0,6/1,0 kV and with an overall diameter exceeding 20 mm; Part 2: Test method for fire with shock at a temperature of at least 830 °C for cables of rated voltage up to and including 0,6/1,0 kV and with an overall diameter not exceeding 20 mm; Part 3: Test method for fire with shock at a temperature of at least 830 °C for cables of rated voltage up to and including 0,6/1,0 kV tested in a metal enclosure; Part 11: Apparatus – Fire alone at a flame temperature of at least 750 °C; Part 21: Procedures and requirements – Cables of rated voltage up to and including 0,6/1,0 kV; Part 23: Procedures and requirements – Electric data cables Part 25: Procedures and requirements – Optical fibre cables.

Os guarda-corpos para edificação

Os guarda-corpos ensaiados em laboratório, ou em local estabelecido pelo contratante, representam a situação mais crítica em relação à dimensão dos vãos e fixação.

A NBR 14718 de 08/2019 – Esquadrias — Guarda-corpos para edificação — Requisitos, procedimentos e métodos de ensaio especifica os requisitos e métodos de ensaio para guarda-corpos para edificação, externos ou internos, para uso privativo ou coletivo, instalados em edificações habitacionais, comerciais, industriais, esportivas, culturais, religiosas, turísticas, educacionais, de saúde e de terminais de passageiros. Esta norma assegura ao consumidor o recebimento dos produtos com condições mínimas de desempenho. Não é aplicável à indústria do petróleo e gás natural, bem como às obras de infraestrutura e viárias.

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Como deve ser executada a determinação do esforço estático horizontal?

Qual o objetivo do ensaio de carga de segurança?

Como deve ser feita a determinação da resistência a impactos?

Como deve ser feita a limpeza dos guarda-corpos?

Como deve ser executada a ancoragem dos guarda-corpos?

Os guarda-corpos ensaiados em laboratório, ou em local estabelecido pelo contratante, representam a situação mais crítica em relação à dimensão dos vãos e fixação. Os guarda-corpos são instalados nas condições previstas a fim de complementar o dimensionamento com base em projetos estruturais, dos perfis, vidros, componentes e elementos de fixação, demonstrando o atendimento de seu desempenho através dos resultados dos ensaios.

Para os conceitos de acessibilidade e para as condições de saídas de emergência, atender às NBR 9050 e ABNT NBR 9077. Devem ser instalados guarda-corpos em qualquer local de acesso livre a pessoas com um desnível (D), maior do que 1,0 m, entre o piso onde se encontram as pessoas e o patamar abaixo, conforme representado na figura abaixo. Caso a rampa tenha um ângulo menor ou igual a 30°, não é obrigatória a existência de guarda-corpos, conforme a segunda figura abaixo.

Em casos de edificações que estejam conforme a NBR 15873, as dimensões dos guarda-corpos devem ser compatíveis com a modulação adotada. Em casos de guarda-corpos externos, deve-se considerar a pressão de vento do local. As cargas de uso e de segurança a serem aplicadas nos ensaios em cada tipo de guarda-corpo são apresentadas na Tabela 1 (consulta na norma).

Para guarda-corpos instalados nas situações descritas nas alíneas a, b e c, deve ser consultada a NBR 6123 para a informação da pressão de projeto/pressão dinâmica (Pp) e cálculo da pressão de ensaio (Pe). Em seguida a pressão de segurança (Ps) deve ser obtida, prevalecendo como mínimo os valores da NBR 10821-2:2017, Tabela 1. Os edifícios em que os guarda-corpos não podem ser instalados na posição vertical; os edifícios de forma não retangular; e os edifícios com especificações, localização, necessidades e condições especiais de utilização.

Em casos especiais de edifícios simulados em túnel de vento, a pressão resultante deve ser utilizada como pressão de segurança (Ps). Deve ser informada a pressão de ensaio (Pe), prevalecendo como mínimo os valores da NBR 10821-2:2017, Tabela 1. O valor da máxima pressão obtida no túnel de vento deve ser informado pelo fabricante, consultor ou construtor.

Os parapeitos de esquadrias com elemento de fechamento são considerados guarda-corpos e devem ser ensaiados conforme este documento. Para a realização dos ensaios de carga horizontal e vertical em esquadrias com bandeira inferior, considerar a largura total da esquadria (parapeito). O ensaio de impacto deve ser realizado no centro geométrico do elemento de fechamento (por exemplo, vidro), posicionado abaixo de 1,10 m.

Os guarda-corpos podem ser vazados ou fechados, e devem resistir aos ensaios especificados na Seção 5. Em caso de fechamento de varandas ou esquadrias envolvendo guarda-corpos, este conjunto (guarda-corpos e envidraçamento de sacada ou guarda-corpos e janela) devem atender a este documento e a NBR 16259 ou NBR 10821-2, sendo o desempenho do conjunto de responsabilidade do projetista e do fornecedor do fechamento.

Qualquer material utilizado na composição de guarda-corpos deve manter suas características iniciais quanto à resistência e durabilidade, seguindo as orientações de manutenção previstas em 7.2 e nas normas pertinentes a cada material. As ancoragens e os pontaletes podem ser de alumínio, conforme a NBR 6835, aço inoxidável austenítico, conforme a NBR 5601, e, quando em ligas de aço-cobre ou aço-carbono, devem ser galvanizados a quente, conforme a NBR 6323. Quando ocorrer contato bimetálico, devem atender ao descrito em 4.3.8

Os perfis de alumínio utilizados em partes aparentes devem ser protegidos por anodização ou pintura, conforme especificado nas NBR 12609 e NBR 14125. Os fixadores (parafusos, porcas, arruelas etc.) devem ser de aço inoxidável austenítico, conforme a NBR 5601. Os fixadores do sistema de ancoragem devem ser conforme 4.3.1.

As ancoragens e pontaletes devem estar de acordo com 4.3.1, os demais componentes devem atender conforme descrito a seguir. Em aço-carbono e suas ligas, os guarda-corpos deve receber tratamento de superfície (revestimento e/ou pintura) que garanta um desempenho mínimo no ensaio acelerado cíclico de corrosão (conforme NBR 10821-3:2017, Anexo L) bem como atender a NBR 10821-2:2017, 6.2.6 e NBR 10821-2:2017, Tabela 4. Em aço inoxidável austenítico, não é necessária a proteção adicional de superfície.

Quanto ao material, os guarda-corpos de PVC devem atender aos requisitos da EN 12608-1, que trata da especificação dos perfis para a fabricação. Nos guarda-corpos de PVC que utilizam aço em seus perfis devem ser seguidas as especificações descritas em 4.3.3. No caso de guarda-corpos de madeira, deve ser consultada a NBR 7190, que trata de estruturas de madeira.

No caso de guarda-corpos de vidro, devem ser utilizados vidros em conformidade com a NBR 7199. O vidro laminado deve atender à classe de segurança 1, conforme a NBR 14697, e o vidro aramado deve atender à NBR NM 295. A instalação dos guarda-corpos de vidro deve estar de acordo com a NBR 7199. Não podem ser utilizadas massas à base de gesso e óleo (massa de vidraceiro). No caso de colagem estrutural do vidro, adotar os requisitos das NBR 15737 e NBR 15919.

O elemento de fechamento, independentemente do seu material, quando submetido ao ensaio do Anexo C, deve atender aos critérios indicados em 5.3. Na utilização de elemento de fechamento em vidro, o seu uso e a sua instalação devem estar conforme a NBR 7199. No caso de colagem estrutural, o elemento de fechamento deve seguir as recomendações do fornecedor do material de colagem e os requisitos de colagem descritos nas NBR 15737 e NBR 15919.

Os contatos bimetálicos devem ser evitados. Caso eles existam, devem ser utilizados materiais isolantes ou materiais cuja diferença de potencial elétrico não ocasione corrosão galvânica. No caso de contato com perfis de alumínio, deve ser utilizado aço inoxidável austenítico, conforme a NBR 5601. Devem ser especificados em projeto os tipos, o espaçamento e os demais detalhes da ancoragem dos guarda-corpos, dimensionadas de forma a assegurar o desempenho nos ensaios previstos nos Anexos A a C.

São admitidas ancoragens em partes estruturais ou em paredes dimensionadas aos esforços resultantes das cargas previstas neste documento. Qualquer tipo de mureta de alvenaria não pode ser considerado parte estrutural da edificação. Nos guarda-corpos com sistema de fixação química (chumbamento químico) ou mecânica, a ancoragem deve ter profundidade mínima de 70 mm no concreto, desconsiderando a espessura de eventuais contrapisos e revestimentos de pisos e paredes. Os furos preparados para a fixação química devem estar totalmente isentos de poeira, umidade e oleosidade, ou qualquer elemento que interfira entre o fixador e o furo.

A distância do furo para a fixação da ancoragem em relação às bordas verticais ou horizontais deve ser de no mínimo 70 mm, desconsiderando a espessura de eventuais contrapisos e revestimentos de pisos e paredes. Os elementos dos guarda-corpos em aço galvanizado não podem sofrer danos no tratamento superficial, como solda, lixamento e outros. A limpeza dos guarda-corpos como um todo, inclusive guarnições de vedação, deve ser realizada com uma solução de água e detergente neutro, a 5 %, com auxílio de esponja ou pano macio, observando-se os intervalos de tempo descritos a seguir.

Em zona urbana ou rural, no mínimo a cada três meses. Em zona marítima ou industrial, no mínimo a cada um mês. Na limpeza não podem ser utilizados: detergentes ou saponáceos, esponjas de aço, de qualquer espécie, ou qualquer outro material abrasivo. Os produtos ácidos ou alcalinos, em sua aplicação, podem manchar ou tornar opacos os tratamentos superficiais; objetos cortantes ou perfurantes para auxiliar na limpeza de cantos de difícil acesso, podendo esta operação ser feita com o auxílio de um pincel de cerdas macias embebido na solução indicada em 7.1.1.

Os produtos derivados de petróleo (por exemplo, vaselina, removedor, thinner etc.) que, em um primeiro instante, podem deixar a superfície mais brilhante e bonita, porém, em sua composição, podem existir componentes que atraem partículas de poeira, que podem agir como abrasivo, reduzindo bastante a vida do acabamento superficial. Os derivados de petróleo também podem ressecar plásticos e borrachas, fazendo com que percam a sua ação vedadora.

O revestimento de zinco em chapa laminada de aço

O método gravimétrico consiste em determinar a quantidade de zinco e suas ligas depositada nas duas faces da chapa, por meio da diferença entre as massas do corpo de prova revestido e após a remoção do revestimento por decapagem.

A NBR 8751 de 08/2019 – Chapas laminadas de aço — Determinação do revestimento de zinco e suas ligas pelo método gravimétrico estabelece o método gravimétrico de determinação da massa do revestimento de zinco e suas ligas, depositado por face na chapa laminada, zincada por imersão a quente, eletrogalvanizada, semicontínua ou continuamente.

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Como deve ser preparada a amostra para zincagem contínua?

Como deve ser obtida a massa do revestimento?

O método gravimétrico consiste em determinar a quantidade de zinco e suas ligas depositada nas duas faces da chapa, por meio da diferença entre as massas do corpo de prova revestido e após a remoção do revestimento por decapagem. Como reagentes, para a preparação da solução de decapagem, devem ser utilizados ácido clorídrico P.A. (HCl) densidade 1,19 g/ml; óxido de antimônio III P.A. (Sb2O3); cloreto de antimônio III P.A. (SbCl3); hexametilenotetramina P.A. (C6H12N4).

Para a preparação da solução de ácido clorídrico/cloreto de antimônio III, deve-se: dissolver 20 g de trióxido de antimônio (Sb2O3) em 1 000 ml de HCl P.A.; dissolver 32 g de cloreto de antimônio (SbCl3) em 1 000 ml de HCl P.A. As soluções indicadas devem ser utilizadas em recipiente cerâmico e na proporção de 5 mL para cada 100 mL de HCl (1:1). Para a preparação da solução de ácido clorídrico/hexametilenotetramina, deve ser dissolvido 3,5 g de hexametilenotetramina em 500 ml de HCl P.A. e completar com água destilada até atingir o volume de 1 000 ml.

A aparelhagem deve ser composta por: balança analítica com precisão de 0,1 mg; recipiente cerâmico ou outro material resistente às soluções ácidas utilizadas, com capacidade para conter a solução e o corpo de prova; prensa ou equipamento capaz de permitir o corte dos corpos de prova da amostra com área necessária e nas posições indicadas; imã para imersão e retirada dos corpos de prova da solução decapante. Para a amostra para zincagem contínua, o processo de preparação deste tipo de amostra deve contemplar a separação de uma tira com aproximadamente 500 mm de largura e comprimento igual à largura do material laminado. Este material deve estar devidamente identificado e cortado ao final de cada rolo.

Para a amostra para zincagem semicontínua, para este tipo de amostra, deve ser separada uma chapa proveniente do fardo. Os corpos de prova devem ser preparados conforme a NBR 7013. Para o ensaio do revestimento por face, deve ser realizado o procedimento descrito a seguir: determinar a massa do corpo de prova e anotar o resultado (m1); isolar uma das faces de forma que a solução decapante não remova o revestimento desta face; imergir o corpo de prova na solução decapante escolhida; manter o corpo de prova imerso até que o desprendimento de bolhas de hidrogênio torne-se mínimo, permanecendo ainda a evolução de poucas bolhas, o que indica a completa retirada do revestimento de zinco na face não protegida; retirar o corpo de prova da solução decapante, lavá-lo cuidadosamente em água corrente; secar o corpo de prova com um pano limpo, algodão ou outro meio adequado; determinar a massa do corpo de prova decapado e anotar o resultado (m2).

Segundo a empresa Cosiaço, o aço é um material muito versátil: com diferentes acabamentos, é possível fabricar os mais diversos tipos de materiais. Quando o assunto é chapa de aço, dois processos se destacam: a laminação a quente e a frio. Os dois acabamentos trazem vantagens para o aço, contudo, as suas etapas variam. A produção das chapas de aço expandido, por exemplo, começa bem antes das laminações.

O primeiro passo é a mineração do material. Durante a extração, o minério é transformado em ferro gusa e posteriormente é colocado no alto forno da siderúrgica. Essa ação é importante para eliminar outros componentes que comprometem a pureza do ferro. Em sequência, o ferro vai para a aciaria onde será transformado em aço, será refinado, receberá adição de ligas e conformação em placas. Assim, por último, é realizada a laminação que transforma o material em bobinas e depois, nas chapas de aço.

As chapas laminadas a quente são feitas em uma temperatura média de 900º e sua principal vantagem é a resistência. Elas são produzidas por meio da laminação de placas que formam bobinas laminadas a quente. Em sequência, esse material é cortado transversalmente, dando origem aos diferentes tipos de chapas de aço.

Por conta de sua composição química e características mecânicas, esses produtos são indicados para uso geral, como: estampagem, estrutura, estrutura de boa conformidade, estrutura de alta resistência mecânica e à corrosão atmosféricas, tubos, etc. Dessa forma, essas chapas de aço podem ser utilizadas em praticamente todos os setores econômicos.

Por outro lado, o processo de laminação a frio é um pouco mais complexo. As chapas com esse acabamento são feitas a partir de bobinas laminadas a quente, porém, passam por mais etapas antes de chegarem ao resultado final. Para ilustrar: após a primeira laminação (quente), elas sofrem uma redução a frio e são recozidas. As chapas de aço laminadas a frio são mais resistentes e maleáveis, além de possuírem um acabamento diferenciado. Por conta disso, elas são comumente usadas nos seguintes segmentos: eletrodomésticos (linha branca); indústria automobilística; esquadrias; construção civil, entre outros.

Enfim, pode-se acrescentar que laminagem a quente é um processo que envolve moinho de rolamento do aço a uma temperatura elevada (tipicamente a uma temperatura acima de 1.700 ° F), o que é acima da temperatura de recristalização do aço. Quando o aço é acima da temperatura de recristalização, que pode ser moldado e formado de modo simples, e o aço pode ser feito em tamanhos muito maiores. O aço laminado a quente é geralmente mais barato do que o aço laminado a frio devido ao fato de que muitas vezes é fabricado sem quaisquer atrasos no processo, e, portanto, não é necessária a reaquecimento do aço (como é com laminados a frio). Quando o aço arrefece ele irá encolher ligeiramente dando, assim, menos controlo sobre o tamanho e a forma do produto acabado quando comparado ao laminado a frio.

Os produtos laminados a quente, como barras de aço laminado a quente, são utilizados na soldagem e construção comércios para fazer trilhos e vigas I, por exemplo. O aço laminado a quente é usado em situações em que as formas e tolerâncias exatas não são necessários.

O aço laminado a frio é essencialmente aço laminado a quente, que teve mais processamento. O aço a ser processado em moinhos de redução a frio, onde o material é arrefecido (à temperatura ambiente) seguido de recozimento e/ou têmperas de rolamento. Este processo irá produzir aço com tolerâncias dimensionais mais estreitas e uma ampla gama de acabamentos de superfície.

O termo laminado a frio é erroneamente usado em todos os produtos, quando na verdade o nome do produto refere-se à laminação de folha de laminados planos e produtos da bobina. Quando se refere a produtos de bar, o termo usado é acabamento a frio, que geralmente consiste em estiramento a frio e/ou viragem, afiação e polimento. Este processo resulta em pontos de maior rendimento e tem vantagens: o estiramento a frio aumenta os limites de elasticidade de tração e, muitas vezes, elimina tratamentos térmicos mais dispendiosos.

A instalação das telhas de policloreto de vinila (PVC)

A instalação das telhas deve ser executada conforme recomendação do fabricante para que atenda aos requisitos desta norma, de modo a se obter segurança, estanqueidade e durabilidade.

A NBR 16737-5 de 08/2019 – Telhas de policloreto de vinila (PVC) para telhado – Parte 5: Telha de perfil trapezoidal – Padronização e requisitos específicos estabelece os requisitos específicos e padroniza as telhas de PVC de perfil trapezoidal. A NBR 16737-6 de 08/2019 – Telhas de policloreto de vinila (PVC) para telhado – Parte 6: Instalação e manutenção de telhas estabelece os requisitos para instalação e manutenção de telhas de PVC para uso em telhados.

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Qual deve ser o perfil transversal da telha de PVC de perfil trapezoidal?

Quais devem ser as peças de fixação e vedação desse tipo de telha?

Como executar a instalação de telhas em telhados de três ou mais águas?

Quais são as peças de arremate para telha tipo plan?

A telha de PVC de perfil trapezoidal deve ter bordas uniformes, permitindo um encaixe com sobreposição exata, devendo os canais serem retilíneos e paralelos às bordas longitudinais. A telha de PVC de perfil trapezoidal deve ter perfil de telha com as dimensões nominais indicadas nas Figuras 2 e 3 (conferir na norma) e deve ser colorida. A telha de PVC de perfil trapezoidal deve possuir marcação indelével, contendo no mínimo o nome do fabricante e a identificação do lote.

Esta identificação deve estar na face externa da telha. O aspecto da telha de PVC de perfil trapezoidal está apresentado na figura abaixo e as características

dimensionais estão na tabela abaixo. As dimensões são determinadas conforme os métodos de ensaio descritos na NBR 16737-1:2019, Anexo A.

A calha e o rufo podem ser constituídos por chapa de aço galvanizado ou de PVC, sendo que os detalhes dimensionais destas peças e os procedimentos de instalação devem estar estabelecidos no manual técnico de instrução de instalação do fabricante. Para a realização dos ensaios relacionados abaixo, seguir a preparação das amostras conforme o Anexo A e as metodologias dos ensaios descritas na NBR 16737-1: determinação da cor e espessura do capstock (camada protetiva) da face externa da telha; estabilidade dimensional da telha; resistência ao impacto da telha; transmitância luminosa (opacidade) da telha; e resistência ao rasgamento da telha.

A instalação das telhas deve ser executada conforme recomendação do fabricante para que atenda aos requisitos desta norma, de modo a se obter segurança, estanqueidade e durabilidade. As seguintes informações devem ser fornecidas para a instalação das telhas de PVC em telhado: referência, quantidade e posição das telhas, peças complementares, vedação e elementos de fixação; posição dos apoios das telhas, sentido das telhas e face externa das telhas; inclinação da (s) cobertura (s) e fechamento (s) lateral (is); recobrimentos transversais e longitudinais; detalhes, como arremates, cortes, furações, montagem e pontos de fixação para linha de vida, conforme as NBR 16325-1 e NBR 16325-2; instalação de dispositivos como chaminé, claraboias e outros.

As telhas devem resistir às solicitações de flexão devidas somente aos esforços provenientes do peso próprio, ação do vento e chuva. As telhas não podem ficar sujeitas às solicitações secundárias provenientes de deformações ou movimentações da estrutura, trepidações, impactos, cargas permanentes e desastres naturais. O fabricante de telhas de PVC deve disponibilizar o manual de instalação e manutenção (de acordo com esta Norma), impresso ou eletrônico, conforme a Seção 9.

As telhas de PVC devem ser recebidas com a identificação do fabricante e lote, íntegras e sem avarias. O armazenamento na obra deve ser em local seguro, sobre superfície plana, em estrados fora do contato com o chão. O empilhamento deve ser realizado somente na horizontal e conforme instruções do fabricante, para cada tipologia de telha de PVC.

A instalação das telhas deve obedecer ao indicado no projeto e no manual de instalação do fabricante, respeitando os detalhes construtivos estabelecidos para cada tipologia. As telhas devem ser fixadas sobre apoios, pelos elementos de fixação e seus respectivos conjuntos de vedação. A fixação e a sequência de montagem das telhas deve seguir o manual de instalação do fabricante. Todas as telhas devem ser instaladas sobrepostas transversal e longitudinalmente, conforme a figura abaixo. Se houver a necessidade de corte de telhas, conferir antes os alinhamentos lateral e beiral.

Para a instalação das telhas em telhados de uma ou duas águas, iniciar pelas laterais, devendo sempre encaixá-las e aparafusá-las. A distância entre o eixo da cumeeira e o primeiro apoio deve ser de 100 mm para os tipos de perfil ondulado e trapezoidal e de 150 mm para os tipos colonial e plan. A água deve ser montada sempre pela primeira telha na parte inferior. Para assegurar o alinhamento das telhas, a fixação deve iniciar pela parte do beiral e em seguida nas demais partes.

O telhado deve manter a capacidade funcional, desde que submetido às manutenções periódicas especificadas no manual de instalação e manutenção do fabricante das telhas de PVC. O fabricante da telha de PVC deve apresentar o manual de instalação e manutenção do produto, que deve conter no mínimo o seguinte: instruções respectivas à instalação das telhas, com a indicação dos recobrimentos mínimos longitudinal e transversal entre as telhas, distâncias máximas entre apoios das telhas, tipo de fixadores e procedimentos de fixação da telha à estrutura, como efetuar o acoplamento com a estrutura de sustentação, detalhes do beiral e indicação das possíveis declividades do telhado; informações sobre todos os tipos de peças complementares, incluindo detalhes de sua instalação; orientações sobre as condições de caminhamento de pessoas sobre o telhado, com a indicação dos aparatos necessários para o caminhamento e condições adequadas para a manutenção do telhado; orientações sobre procedimentos de limpeza, inspeções e manutenções do telhado; recomendações sobre o armazenamento das telhas e peças complementares dentro da obra; quaisquer outras informações, orientações ou detalhes construtivos que o fabricante julgar pertinentes.

A limpeza das caixas d’agua, manutenção de antenas ou qualquer outra atividade de limpeza e manutenção deve ser executada com o telhado seco, por profissionais habilitados e devidamente protegidos com os equipamentos de proteção individual (EPI) necessários. Em caso de substituição de telhas ou peças complementares, as fixações das peças a serem substituídas devem ser removidas e as fixações das peças adjacentes, afrouxadas. As novas peças devem ser posicionadas de modo a coincidir com os furos das peças adjacentes.

Recomenda-se o uso de silicone colorido para corrigir diferenças entre as furações. A instalação das telhas deve ser realizada por profissional habilitado, adotando o manual de instalação e manutenção do fabricante, sendo as principais atividades a serem controladas descritas a seguir: armazenamento adequado das telhas, peças de fixação/vedação e peças complementares para evitar possíveis danos às peças; verificação da declividade do telhado, após especificar as linhas do telhado, cumeeiras, calhas e respectivos cortes; verificação do posicionamento das terças quanto ao atendimento às distâncias máximas entre apoios da telha; verificação da colocação e alinhamento das telhas e da sua direção de aplicação; verificação dos recobrimentos mínimos longitudinal e transversal; verificação da distribuição das peças de fixação e vedação da telha; verificação da fixação dos parafusos, incluindo seu aperto e a presença do sistema de vedação e fixação; verificação do beiral quanto à distância em balanço; verificação da colocação das mantas de vedação sob as cumeeiras, quando aplicável; verificação da colocação e posicionamento das peças complementares para fechamento e proteção da última peça da estrutura do telhado, quando aplicável; verificação da vedação nos encontros das telhas com calhas e com dispositivos e equipamentos; realização de correções e reparos; limpeza do telhado após montagem.