REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 164 | Ano 4 | 24 Junho 2021

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Edição 164 | Ano 4 | 24 Junho 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
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Confira os 13 artigos desta edição:
A confiabilidade e a manutenção dos equipamentos em plantas petroquímicas
O projeto para a função de parada de emergência em máquinas
As empresas necessitam de um sistema fiscal ágil, seguro e na nuvem
A Qualidade da amostragem dos líquidos isolantes elétricos
Os referenciais de medidas de roupas para bebês, crianças e adolescentes
Os parâmetros dos cabos ópticos autossustentados para longos vãos
Target Adnormas
O futuro da indústria 4.0
Indústria aposta nas aplicações do alumínio para o segmento automotivo
Brasil tem menos de 1% de celulares com proteção criptográfica eficiente
Automação e telemetria poderão impulsionar as metas em saneamento básico
As micro e pequenas empresas e o necessário acesso ao crédito
A determinação do ruído do ventilador do sistema de arrefecimento do motor
A conformidade das cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido

A compatibilidade de materiais em equipamentos elétricos com o óleo mineral isolante

A NBR 14274 de 04/2021 – Óleo mineral isolante – Determinação da compatibilidade de materiais empregados em equipamentos elétricos especifica um método de ensaio para a determinação da compatibilidade de materiais empregados em equipamentos elétricos com óleo mineral isolante, com ou sem adição de inibidor, de base parafínica ou naftênica, que, quando novos, atendam à especificação de óleo mineral isolante da Agência Nacional do Petróleo, Gases e Biocombustíveis (ANP).

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Como pode ser definido o óleo mineral isolante?

Quais são os ensaios após o condicionamento no óleo?

Quais são os valores de referência para a prova em branco após o ensaio?

Quais são os valores de referência para os gases dissolvidos?

As propriedades físicas e químicas do óleo mineral isolante, como cor, índice de neutralização, tensão interfacial, fator de perdas dielétricas, entre outras, podem ser alteradas, quando em contato com materiais usados na fabricação de equipamentos elétricos. As alterações físicas do corpo de prova, como dureza, inchaço e descoloração, mostram o efeito do óleo na amostra e são usadas para determinar a adequação do material para uso em óleo isolante.

Estes métodos de ensaio não se aplicam às avaliações de classe térmica e tempo de vida do material. A variação das propriedades elétricas do óleo mineral isolante é importante na determinação da contaminação do óleo pelo material ensaiado.

As mudanças físicas e químicas no óleo, como cor, tensão interfacial e índice de neutralização, são indicativas de solubilidade ou outros efeitos adversos do material ensaiado no óleo. As mudanças físicas no material ensaiado, como dureza, fissura, perda de resistência mecânica, inchamento ou descoloração, indicam o efeito do óleo no material e são usadas para determinar a utilização do material em presença do óleo mineral isolante.

Um material que atenda a todos os critérios recomendados pode não ser necessariamente indicado para utilização em equipamentos elétricos, portanto outras propriedades também devem ser consideradas. A diferença entre os resultados dos ensaios físico-químicos do óleo da prova em branco e do óleo do material pode ser discutida em um momento anterior à realização do ensaio de compatibilidade entre o fornecedor e o cliente (usuário) do material.

Para realização do ensaio de compatibilidade, a seguinte aparelhagem deve ser utilizada: estufa com circulação forçada de ar; aparelho para medir a tensão interfacial; aparelho para medir o fator de potência; colorímetro; aparelho para medir o teor de água por Karl Fischer; aparelho para medir a rigidez dielétrica. Os materiais utilizados no ensaio são os seguintes: frascos de Erlenmeyer ou similar, com capacidade de 1 L, com diâmetro da boca ≥ 40 mm, com tampa em vidro esmerilhado. Na falta da tampa de vidro, pode ser usada uma folha de alumínio.

Incluir ainda uma bureta para o ensaio de índice de neutralização; pinça; proveta graduada de 1.000 mL; dessecador. Para o preparo da amostra, em comum acordo entre o fornecedor e o cliente, recomenda-se utilizar uma razão entre a área superficial e o volume de óleo de quatro vezes a relação real empregada no equipamento elétrico em estudo.

Se a relação real calculada exceder o estabelecido a seguir, deve ser adotada a situação mais crítica para a preparação da amostra. As relações entre área e volume são sugeridas. Se a amostra puder ser medida (papel, papelão, fita de fibra de vidro, fenolite, etc.), utilizar 52 cm² de área superficial para cada 800 mL de óleo.

Para os materiais utilizados na fabricação de lençóis, membranas, bolsas de borracha e gaxetas (cordões, anéis de vedação, perfis ovais, redondos, etc.), utilizar 52 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. O material deve atender aos requisitos da NBR 16126:2012, Tabela 2. Tintas, vernizes e materiais utilizados em revestimentos internos em contato com o óleo devem ser curados em papel para uso elétrico, chapas de aço-carbono ou folha de alumínio previamente limpos e livres de contaminações superficiais.

Utilizar 1.300 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. O Anexo A descreve o procedimento sugerido para homologar novos revestimentos e/ou fornecedores por meio da geração de gases. Valores de geração de gases, diferentes dos valores de referência do Anexo A, podem ser acordados entre o fornecedor e o cliente.

Para chapa de aço silício e seus revestimentos, utilizar 1.300 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. Para fios esmaltados, utilizar 740 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. Na coleta e no preparo das amostras, deve ser assegurado que as amostras sejam representativas do material como fornecido pelo fabricante. O contato direto do material com as mãos deve ser evitado.

Os materiais que precisam ser curados (revestimentos internos, vernizes, resinas, etc.) devem seguir as instruções de tempo e temperatura do fabricante do material. Existem certos materiais usados em equipamentos elétricos em que as proporções sugeridas de material para óleo são impraticáveis. Neste caso, anotar a proporção a ser efetivamente utilizada no equipamento elétrico.

Para o procedimento, secar previamente todos os materiais sólidos por 16 h, em estufa a 100 °C ± 5 °C. Retirar as amostras da estufa e colocá-las nos frascos contendo 800 mL de óleo mineral isolante que atenda às características mínimas descritas na tabela abaixo. Na impossibilidade de colocar as amostras nos frascos logo após a secagem, acondicionar as amostras em um dessecador.

Borbulhar nitrogênio superseco (N2 SS – 99,9 % de pureza) por 10 min, a uma vazão ≥ 1 L/min. Tampar os frascos. Preparar uma prova em branco (sem material) com o mesmo óleo a ser utilizado para cada grupo de amostras a ser ensaiado. Sempre que possível, executar o ensaio da amostra e da prova em branco em duplicata.

Condicionar as amostras e a prova em branco em estufa com circulação de ar a 100 °C ± 1 °C, por um período de 164 h. Após este período, quando for atingida a temperatura ambiente, retirar a amostra do frasco utilizando pinças adequadas e realizar os ensaios no óleo. A avaliação das mudanças físicas do material deve ser considerada com base nas necessidades específicas da aplicação.

Os resultados obtidos no óleo contendo amostra de material devem ser comparados com os encontrados na prova em branco, para avaliar a variação existente. A ausência de variação entre a amostra do óleo contendo o material e a prova em branco indica que o óleo não foi afetado pelo material e que este é considerado apto para uso em contato com o óleo mineral isolante, contudo, outros ensaios no material, de acordo com a aplicação, podem ser necessários.

A inspeção de sistemas de amostragem mecânica de cobre, chumbo, zinco e níquel

A NBR ISO 11790 de 05/2021 – Concentrados de cobre, chumbo, zinco e níquel – Diretrizes para inspeção em sistemas mecânicos de amostragem estabelece práticas recomendadas para a inspeção de sistemas de amostragem mecânica. Ele serve como referência para a conformidade com as normas internacionais aplicáveis para concentrados de cobre, chumbo, zinco e níquel. Abrange as considerações gerais, incluindo precisão, variação de qualidade, vício, estabelecimento de sistemas de inspeção e procedimentos de inspeção.

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Como devem ser feitas as inspeções mecânicas?

Qual deve ser a razão de amostragem?

Como pode ser feito um resumo de inspeção cobrindo a massa de cada amostra parcial coletada?

O que devem conter os registros da amostragem?

As verificações de precisão são recomendadas para cada tipo de material amostrado pelo sistema. Se houver uma mudança significativa no tipo de material ou se um novo tipo de material for introduzido, recomenda-se realizar uma verificação de precisão. Convém que o teste descreva a precisão da amostragem, a preparação e a análise de cada tipo de material amostrado pelo sistema. Esses ensaios devem estar em conformidade com a ISO 12744.

A variação da qualidade entre incrementos, 2sb, é uma medida da heterogeneidade do lote e é a variação das características de qualidade dos incrementos retirados do lote. O valor de 2sb deve ser medido experimentalmente para cada tipo de material, para cada instalação de manuseio em condições operacionais normais, de acordo com a NBR ISO 12743.

Convém que todo o sistema de manuseio do material até o sistema de amostragem mecânica seja examinado para determinar se algum procedimento de descarregamento, armazenamento ou recuperação produz um padrão cíclico que poderia fazer com que a coleta de incremento entrasse em fase com a sequência de variabilidade do material. As variações nas características físicas, como distribuição de tamanho de partícula, umidade da superfície, matéria estranha e material superdimensionado, poderiam se tornar cíclicas e até estar em fase com a coleta de incremento baseada em massa ou no tempo.

Quando tais variações cíclicas ocorrerem no fluxo de material, convém que a fonte das variações seja investigada para determinar a praticabilidade de eliminar as variações. Se não houver uma maneira prática de eliminar as variações, convém que o intervalo entre os cortes primários seja ajustado para que a coleta de incrementos não esteja em fase com a variação cíclica. Alternativamente, a amostragem aleatória estratificada pode ser usada.

Após o comissionamento e a auditoria de um novo sistema ou qualquer modificação significativa de engenharia de um sistema existente, convém que um teste de vício seja realizado de acordo com a ISO 13292, para confirmar a operação correta do sistema. Em instalações do tipo multimateriais, é recomendado que o material com maior variabilidade seja escolhido para o teste de vício.

Recomenda-se que, regularmente, futuros pares de amostras para teste de vício sejam tomados para confirmar se o resultado inicial do vício é ainda relevante. Se uma mudança significativa for feita no sistema de amostragem, ou se for introduzido um novo material com características mais difíceis de amostragem, convém considerar a necessidade de um novo teste de vício.

Desde que o sistema de amostragem mecânica atenda aos critérios descritos na NBR ISO 12743, os testes de vício não são mandatórios. No entanto, os princípios de garantia da qualidade em instalações individuais poderiam exigir testes de vício.

O sistema de amostragem mecânica deve ser iniciado em algum momento antes do início do transporte do material a ser amostrado, de tal forma que quaisquer substâncias estranhas (incluindo a água) sejam purgadas. Quando sistemas de acionamentos hidráulicos forem usados, convém permitir tempo suficiente para que o óleo hidráulico e o sistema associado atinjam a temperatura de equilíbrio.

Recomenda-se, particularmente em sistemas de amostragem do tipo multimateriais, que seja permitido passar um corte primário pelo sistema mecânico, para ambientá-lo antes do início da amostragem. É recomendável que o operador analise os registros do sistema de amostragem mantidos pelo operador anterior. Convém que estes registros incluam itens como quantidades de material manipulado e amostrado, e anotações sobre mau funcionamento do sistema, interrupções/paradas, bloqueios ou outras deficiências.

Convém que o operador use uma lista de verificação adequada, como o exemplo no Anexo A. Recomenda-se que o operador complete todos os itens de uma lista de verificação adequada, projetada para o sistema específico. Para grandes sistemas multiusuários, convém que um relatório de inspeção do operador, como o exemplo no Anexo B, seja desenvolvido.

Convém que estejam disponíveis pontos de inspeção adequadamente projetados para observar se os cortadores em fluxo em queda e os cortadores do tipo cross-belt cortam a totalidade do fluxo de material, e as aberturas do cortador podem ser inspecionadas quanto a bloqueios e cegamentos. Para garantir uma operação confiável, é recomendável que uma lista de verificação de amostragem (Anexo A) e o registro de amostragem do operador (Anexo B) sejam desenvolvidos com entrada para as seguintes informações: os critérios originais do projeto e registros de quaisquer mudanças ou melhoramentos subsequentes; os manuais de operação do equipamento de amostragem e de manutenção; a gerência responsável pelo sistema; o pessoal que opera ou faz a manutenção do sistema; para um novo sistema, o pessoal responsável pelo projeto e comissionamento.

Um método geral para o estabelecimento destes procedimentos está descrito a seguir. Fazer referência à NBR ISO 12743 para garantir um correto esquema de amostragem. Fazer referência aos manuais de operação e manutenção do fornecedor do equipamento para determinar os procedimentos corretos de operação e os intervalos para manutenção de rotina.

Os manuais podem fornecer informações úteis com base no projeto do sistema. Informações como as vazões, velocidades do transportador e parâmetros do material (particularmente, o tamanho de partícula e a variabilidade) são dados significativos, e convém que sejam sempre considerados quando mudanças forem contempladas.

Examinar os registros existentes de amostragem e manutenção de um longo período. Essa informação fornecerá diretrizes aos operadores para garantir que o nível requerido de inspeção e manutenção seja realizado, assegurando uma operação confiável e possivelmente alertando os operadores sobre qualquer manutenção ou modificação inadequada que possa ter sido feita no equipamento.

Levantar a experiência pessoal da equipe de manutenção, operacional e de amostragem em relação ao sistema de amostragem. Essa informação, juntamente com aquela obtida acima, permitirá a preparação de um manual do operador apropriado, registro de amostragem do operador e lista de verificação do sistema.

Um esquema para auditorias regulares do sistema de amostragem deve ser estabelecido. Recomenda-se fazer referência aos parâmetros operacionais originais e aos dados do fornecedor do projeto do equipamento, bem como a quaisquer registros de alterações ou melhorias subsequentes, a fim de estabelecer a conformidade com as normas internacionais aplicáveis. O Anexo A fornece uma lista de referência típica.

A operação correta para todos os novos sistemas precisa ser confirmada por uma auditoria, em seguida ao estágio de comissionamento, antes de ser aceita como operacional. O projeto e a operação do sistema precisam ser confirmados por uma auditoria antes de qualquer teste de vício.

Convém estabelecer um esquema para as inspeções de rotina do sistema de amostragem por parte dos operadores, semelhantemente ao exemplo do Anexo A. A frequência e o detalhe das inspeções serão determinados por fatores como, mas não limitados, a confiabilidade do sistema, características de manuseio do material amostrado, frequência de uso do sistema e propósito da amostragem (por exemplo, controle de processo, comparado às grandes instalações portuárias multiusuários).

Convém que os procedimentos e as inspeções operacionais sejam estabelecidos e realizados imediatamente antes, durante e imediatamente após a operação do sistema de amostragem para um dado lote ou sublote, semelhantemente ao exemplo do Anexo A. Estes procedimentos e inspeções serão menos extensos do que os realizados como auditorias ou inspeções mecânicas, respectivamente.

Convém que eles sejam projetados para serem simples inspeções da integridade do processo de amostragem. Para grandes instalações multiusuários, recomenda-se que um sistema de relatórios operacionais seja desenvolvido, e um exemplo desse relatório é fornecido no Anexo B.

As características dos refinadores de grãos do alumínio e suas ligas

A NBR 15698 de 05/2021 – Alumínio e suas ligas – Refinadores de grãos AlTi e AlTiB, nas formas de vergalhões, lingotes e barras – Composição química, tamanho de grão e microestrutura estabelece a composição química, o tamanho de grão e a microestrutura dos refinadores de grãos AlTi e AlTiB, nas formas de vergalhões, lingotes e barras, utilizados no refino de grão do alumínio e suas ligas.

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Para o ensaio de refino de grão, como deve ser feita a amostragem?

Quais são os reagentes e materiais usados no ensaio de refino de grão?

Como deve ser o molde para o ensaio de refino de grão?

Para a análise metalográfica, como deve ser feita a amostragem?

A composição química para os refinadores de grãos, bem como os seus respectivos códigos de cores para identificação, de acordo com o escopo desta norma, está especificada no Documento International Designations and Chemical Composition Limits for Aluminum Hardeners – North American and International Registration Record, publicado pela Aluminum Association [1400 Crystal Drive, Suite 430 – Arlington, VA 22202, EUA], também conhecido como Gray Sheets. Os refinadores de grãos com limites de composição química não listados no referido documento podem ser utilizados, desde que seja acordado previamente entre o fornecedor e o comprador.

O tamanho médio dos grãos, ensaiados de acordo com o Anexo A, deve ser menor ou igual a 140 μm. Outros tamanhos de grãos podem ser aceitos, desde que acordado entre o fabricante e o consumidor. As amostras para análise de microestruturas devem ser preparadas de acordo com o Anexo B.

Os requisitos de microestrutura podem ser acordados entre o fabricante e o consumidor em função da criticidade do processo de produção. Na ausência deste acordo, são aplicáveis os requisitos estabelecidos nessa norma. A análise do TiB2 deve ser realizada com aumento de 1.000 vezes, e o tamanho da partícula individual do TiB2 deve ser de no máximo 50,0 μm, sendo a maioria no mínimo de 90 %, entre 0,5 μm e 2,0 μm. As partículas devem estar dispersas e distribuídas na matriz de alumínio, e os aglomerados de TiB2 devem atender aos limites sugeridos na tabela abaixo.

A fase titânio-alumínio (TiAl3) deve estar presente na forma de finas plaquetas, cujo tamanho máximo depende da concentração e do tipo de Ti utilizado como matéria prima. As partículas devem estar dispersas e distribuídas na matriz de alumínio e não podem conter aglomerados de TiAl3 e titânio não dissolvido.

As características microestruturais desses refinadores devem ser determinadas previamente entre o fabricante e o consumidor. A presença de TiB2 é aceitável, desde que atenda aos valores especificados na tabela acima. O tamanho máximo das plaquetas deve ser acordado entre o fabricante e o consumidor.

Na ausência deste acordo, deve-se atender ao seguinte: para o refinador TiAl 6%, as plaquetas não podem exceder 100 μm na largura e 300 μm no comprimento; para o refinador TiAl 10%, as plaquetas não podem exceder 1.000 μm na largura e 3.000 μm no comprimento. A microestrutura do refinador de grãos deve estar isenta de grafite, sais não dissolvidos de Ti-B, escória e refratário.

A presença de outras inclusões na microestrutura do refinador, como carbetos, óxido de alumínio (α-Al2O3) e boreto de alumínio (AlB12), deve ser controlada, sendo que os limites aceitáveis devem ser acordados entre o fornecedor e o comprador. A análise dos filmes óxidos deve ser realizada com 100 vezes de aumento.

O comprimento dos filmes deve ser somado e dividido pela área total analisada, obtendo o comprimento médio em micrômetros por centímetro quadrado (μm/cm²), cujo número não pode ser superior a 3.000 μm/cm². Além disso, o comprimento individual deve ser menor que 5 000 μm. Estes limites de comprimento devem ser acordados entre o fabricante e o consumidor.

BS 10025: o código de prática para a gestão de registros

A BS 10025:2021 – Management of records – Code of practice oferece orientação prática para ajudar as organizações a gerenciar seus registros.  Abrange tudo o que uma organização produz, recebe e acumula na entrega de suas operações e atividades, que pode chamar de dados, documentos, informações, informações documentadas ou uma combinação de todos esses termos.

Todas as organizações precisam gerenciar registros para apoiar suas necessidades e objetivos de negócios, ajudar a cumprir as obrigações legais e regulamentares e aproveitar o valor das informações produzidas para impulsionar a inovação e a melhoria dos negócios. A norma é nova e fornece orientação prática sobre como fazê-lo, sendo que usa o termo registros para tudo o que uma organização produz, recebe e acumula na entrega de suas operações e atividades – mas recomenda que, como parte de sua política, uma organização defina e descreva o termo que acha que funciona melhor para ele, se diferente.

Ela se aplica a todas as organizações, independentemente de seu tamanho, complexidade ou ambientes operacionais. É relevante para organizações nos setores público, privado e sem fins lucrativos, agências, autoridades, instituições de caridade, empresas, corporações, departamentos governamentais, instituições, parcerias, universidades e comerciantes individuais.

O código se destina a qualquer pessoa responsável pela gestão de registros de uma organização – não apenas a profissionais ou especialistas em gestão de registros e áreas relacionadas. Em particular, o código foi escrito para todos aqueles em uma organização que têm uma função de liderança na gestão de registros, mas podem não estar familiarizados com os princípios e boas práticas.

É também para aqueles que oferecem suporte a áreas específicas da gestão de registros, por exemplo, desenvolvedores de sistemas de TI usados para capturar, processar e armazenar registros. Recomenda-se que uma organização atribua a responsabilidade operacional pela gestão geral de registros a um trabalhador com o conhecimento e as habilidades necessárias e que a política da organização e as regras de negócios relacionadas sejam baseadas em consultas com especialistas e especialistas relevantes.

Este novo código de prática do Reino Unido oferece orientação prática para ajudar as organizações a gerenciar seus registros. Abrange tudo o que uma organização produz, recebe e acumula na entrega de suas operações e atividades, que pode chamar de dados, documentos, informações, informações documentadas ou uma combinação de todos esses termos.

A norma destaca outras normas nacionais, internacionais e outras relevantes com informações adicionais úteis, por exemplo, a BS EN ISO/IEC 27002. Também defende que a gestão de registros seja incorporada aos processos e ferramentas de negócios centrais de uma organização e não seja tratado como uma atividade independente.

Ela poderá ajudar as organizações a alavancar o valor das informações dos registros para apoiar as necessidades e objetivos do negócio e impulsionar a melhoria e inovação; demonstrar às partes interessadas que estão seguindo as boas práticas na gestão de registros – as partes interessadas podem ser cidadãos, contribuintes, clientes, reguladores ou tribunais; a cumprir as obrigações legais e regulamentares: em particular os requisitos de proteção de dados e de liberdade de informação; a implementar a segurança da informação de forma mais eficaz; acelerar a inovação; a desenvolver experiência na gestão de registros; a melhorar a eficiência e a economia de tempo nos processos; e a gerenciar melhor os riscos.

Conteúdo da norma

Prefácio II

Introdução 1

1 Escopo 2

2 Referências normativas 3

3 Termos e definições 3

4 Princípios de boas práticas para a gestão de registros 5

5 Estabelecendo e mantendo uma estrutura de gestão 6

5.1 Produzindo e gerenciando uma política 6

5.2 Implementando arranjos organizacionais 7

6 Identificação, criação e captura de registros para atender aos requisitos de uma organização 9

6.1 Identificação de requisitos para criação e captura 9

6.2 Criação e captura dos registros 10

6.3 Fazendo alterações nos registros 11

7 Organização de registros para recuperação e processamento 12

7.1 Construindo estruturas para recuperação e processamento eficazes 12

7.2 Agrupando registros em unidades gerenciáveis 13

7.3 Acompanhar quais registros são mantidos 14

8 Processamento e armazenamento de registros 15

8.1 Criação e captura de registros 15

8.2 Gerenciamento de armazenamento de registros físicos e infraestrutura de TI contendo registros 15

8.3 Processamento e gestão de registros em sistemas de TI 16

9 Gerenciando a segurança e controlando o acesso 18

9.1 Protegendo registros em todas as mídias e formatos 18

9.2 Protegendo registros em sistemas de TI e infraestrutura de TI 19

10 Gerenciando a retenção e organizando o descarte 19

10.1 Estabelecer e documentar os requisitos de retenção 20

10.2 Organizando o descarte de registros 21

10.3 Destruindo registros e a infraestrutura de TI na qual eles estão armazenados 22

10.4 Transferência de registros para preservação em um arquivo 23

11 Estabelecer e manter acordos com outras organizações 23

11.1 Gerenciamento de registros criados, capturados, processados ou armazenados por outra organização 23

11.2 Gerenciar registros produzidos como parte do trabalho colaborativo 24

12 Monitoramento e relatórios sobre a gestão de registros 25

12.1 Medindo o desempenho 25

12.2 Avaliação e relatórios sobre a eficácia geral 26

Bibliografia 27

As organizações produzem, recebem e acumulam, na entrega de suas operações e atividades, dados, documentos e informações (ou uma combinação destes e de outros termos relacionados), juntamente com e-mails, mensagens de texto e outras comunicações eletrônicas; eles mostram quem fez o quê, quando. Esta norma britânica refere-se a eles coletivamente como registros e estabelece as boas práticas recomendadas para uma organização seguir em sua gestão.

As organizações precisam identificar, criar e capturar registros e tipos de registros específicos para atender aos requisitos legais, regulatórios e de negócios. As organizações precisam saber quais registros possuem e ser capaz de recuperá-los prontamente. Quando recuperados, as organizações precisam de registros de boa qualidade e fontes confiáveis e autorizadas; e ser capaz de extrair valor do conteúdo desses registros, quando apropriado.

Uma organização precisa reter seus registros pelo tempo necessário para cumprir suas obrigações legais e regulamentares e necessidades de negócios; identificar e preservar registros de valor contínuo; e destruir de forma regular, sistêmica e segura outros registros, particularmente registros que consistem em, ou incluindo, informações pessoais ou dados que uma organização pode não ter mais um motivo comercial para reter. Ao mesmo tempo, a destruição, modificação ou movimentação de registros ou conjuntos de registros deve poder ser interrompida quando orientada, por exemplo, pelos tribunais ou reguladores.

Mudanças de tecnologia, sistemas, plataformas e software desafiam a própria ideia do que é um registro. Um registro criado por meio do preenchimento e envio de um formulário eletrônico pode ser dividido e armazenado como elementos de dados, em um, mais ou mais bancos de dados. Pode não existir em uma forma substantiva. Os elementos de dados e como eles se encaixam precisam ser documentados e corrigidos juntos para que uma organização seja capaz de reconstruir o registro, recuperá-lo e processá-lo, retê-lo para atender às obrigações legais e regulamentares e às necessidades de negócios e possivelmente retê-lo permanentemente, se ele tiver continuado a ter valor, ou destruí-lo com segurança.

A gestão eficaz de registros é a chave para uma boa governança corporativa, protegendo os direitos de uma organização, preservando o conhecimento e experiência acumulados de funcionários atuais e antigos, bem como apoiando uma organização no cumprimento de suas obrigações legais e regulamentares e necessidades de negócios do dia a dia. Os princípios e as práticas recomendadas nesta norma britânica são destinados a ajudar uma organização a fornecer gerenciamento eficaz de registros, bem como a alavancar o valor das informações de seus registros e a impulsionar a inovação e a melhoria dos negócios.

As organizações são incentivadas a ver seus registros como principais ativos estratégicos e operacionais, e a alta administração como seu negócio estabelecer e manter a supervisão direta da gestão dos registros da organização. Esta norma apoia e permite o gerenciamento eficaz dos registros de uma organização, ajudando a integrar o gerenciamento aos processos mais amplos da organização e unindo a gama de padrões aplicáveis. Ela oferece suporte a áreas relacionadas, como entrega, a segurança da informação eficaz e a implementação da BS EN ISO/IEC 27002 e, por sua vez, a implementação da BS EN ISO/IEC 27002 e outras normas relacionadas. Existem referências neste documento a normas que fornecem informações adicionais úteis: a BS 10008-1 e BS 10010.

A qualificação dos cabos cobertos com material polimérico para redes aéreas

A NBR 11873 de 05/2021 – Cabos cobertos com material polimérico, classe de tensão de 15 kV, 25 kV e 35 kV, para redes de distribuição aérea de energia elétrica especifica os requisitos para a qualificação e aceitação dos cabos cobertos com material polimérico, resistentes ao trilhamento elétrico e às intempéries, utilizados como condutores-fase de redes de distribuição aéreas, nas tensões até 34,5 kV. Estes cabos não possuem blindagem da isolação, portanto, não são considerados cabos isolados. O cabo coberto possui uma cobertura protetora extrudada de material polimérico, que visa a redução da corrente de fuga em caso de contato acidental do cabo com objetos aterrados e a diminuição do espaçamento entre os condutores.

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Quais são as características físicas do composto da blindagem semicondutora?

Quais são as características físicas dos compostos da cobertura?

Quais são as características físicas do cabo completo?

Quais são as características físicas do cabo completo para condutor de alumínio com alma de aço zincado ou com alma de aço revestido de alumínio?

Os cabos de potência previstos nesta norma devem ser designados por: tipo do condutor: alumínio 1350, classe de encordoamento 2 compactado, CAA, CAA-RA, CAL liga alumínio-magnésio-silício, ou cobre classe de encordoamento 2 compactado; seção nominal do condutor, expressa em milímetros quadrados (mm2); no caso de cabos CAA e CAA-RA, a seção do condutor pode ser expressa em AWG ou kcmil; condutor bloqueado ou não; classe de tensão da cobertura do cabo (U): 15 kV, 25 kV ou 35 kV; material da cobertura: LDPE/HDPE, XLPE/HDPE ou XLPE.

Os cabos, cobertos com condutor de alumínio de seção circular compacta, são previstos para instalações em redes compactas de distribuição de energia, e os cabos com condutores de cobre, alumínio com alma de aço zincado ou alma de aço revestido de alumínio (CAA ou CAA-RA) e liga alumínio-magnésio-silício (CAL) são previstos para instalações em redes convencionais (cruzeta ou pilar) de distribuição de energia. Os cabos cobertos devem ser considerados cabos não isolados, não podendo ser instalados em regiões altamente poluídas ou com alto índice de salinidade.

Durante a instalação, deve-se preservar a integridade da superfície da cobertura. Danos na cobertura podem comprometer o desempenho do material durante a sua vida útil. Os cabos cobertos devem ser adequados para operar em clima tropical, com temperatura ambiente de ‒5 °C a 45 °C. A temperatura no condutor em regime permanente não pode ultrapassar 70 °C, para cobertura de material polimérico LDPE/HDPE, ou 90 °C, para cobertura de material polimérico termofixo XLPE ou XLPE/HDPE.

Durante a operação, os cabos cobertos podem ter contatos eventuais com a arborização. Estes cabos não podem estar em contato permanente com a arborização por nenhum espaço de tempo determinado. Para atender a eventuais sobrecargas, admite-se uma temperatura maior no condutor, mas cuja duração não pode ultrapassar 100 h em qualquer período de 12 meses consecutivos, nem 500 h ao longo de toda a vida do cabo.

A temperatura no condutor em regime de sobrecarga não pode ultrapassar 90 °C, para cobertura de material polimérico LDPE/HDPE, ou 100 °C, para cobertura de material polimérico termofixo XLPE ou XLPE/HDPE. A duração em regime de curto-circuito não pode ser superior a 5 s. A temperatura no condutor em regime de curto-circuito não pode ultrapassar 160 °C, para cobertura de material polimérico LDPE/HDPE, ou 250 °C, para cobertura de material polimérico termofixo XLPE ou XLPE/HDPE.

O condutor deve ser constituído por: alumínio, classe 2 de encordoamento, de seção circular compactada, conforme a NBR NM 280. A resistência mínima à tração dos fios de alumínio, antes do encordoamento, deve ser adequada, a fim de atender à carga de ruptura mínima do condutor indicada na tabela abaixo. Ou cobre mole, com ou sem revestimento, classe 2 de encordoamento, de seção circular compactada, conforme a NBR NM 280, nas seções padronizadas de 16 mm², 25 mm², 35 mm², 50 mm² e 70 mm².

Ou alumínio com alma de aço zincado (classe 1) ou com alma de aço revestido de alumínio (CAA ou CAA-RA), conforme a NBR 7270 ou NBR 10841, nas seções padronizadas (Al/aço) de 21,18/3,53; 33,59/5,60; 53,52/8,92; 67,33/11,22; 107,22/17,27; 134,87/21,99; 170,55/27,83; 201,34/32,73 e 241,65/39,49 mm2. Ou liga alumínio-magnésio-silício (CAL), conforme a NBR 10298, com características especificadas na tabela abaixo, nas seções padronizadas de 35 mm² a 240 mm². Outros tipos de condutores também podem ser utilizados, desde que suas características e requisitos sejam acordados entre o fabricante e o comprador.

A superfície dos fios componentes dos condutores não pode apresentar fissuras, escamas, rebarbas, asperezas, estrias ou inclusões que comprometam o seu desempenho. Os condutores prontos não podem apresentar falhas de encordoamento. Para os condutores de alumínio, classe 2 de encordoamento, de seção circular compactada, o sentido de encordoamento da coroa externa deve ser à direita (sentido horário).

Para os cabos com coroas múltiplas, os sentidos de encordoamento das coroas internas podem ser alternados ou no mesmo sentido (unilay). É permitida a realização emendas nos fios durante o processo de encordoamento. As emendas devem atender aos requisitos previstos nas NBR 7271, para os condutores de alumínio; NBR NM 280, para os condutores de cobre; NBR 7270, para os cabos de alumínio com alma de aço zincado (CAA); NBR 10841, para os cabos de alumínio com alma de aço revestido de alumínio (CAA-RA); e NBR 10298, para os cabos de liga alumínio-magnésio-silícico nu (CAL).

O bloqueio do condutor é opcional. Se existir, ele deve preencher os interstícios entre os fios componentes, de modo a atender ao ensaio de bloqueio, com material compatível química e termicamente com os componentes do cabo. O material empregado como bloqueio deve ter cor diferenciada, para ser distinguido do condutor.

Não são aceitos compostos pegajosos de difícil remoção da superfície do condutor. O bloqueio do condutor não é aplicável aos condutores de alumínio com alma de aço composta por mais de um fio. O fabricante deve garantir a compatibilidade e informar a descrição do material utilizado no bloqueio do condutor.

O material de bloqueio também não pode causar prejuízo elétrico, térmico ou mecânico às conexões de compressão ou de aperto, normalmente utilizadas em redes aéreas com cabos de alumínio. A blindagem do condutor, quando existente, deve ser constituída por camada semicondutora extrudada, de material polimérico compatível com o material da cobertura, sendo termoplástico para a temperatura de operação de 70 °C e termofixo para a temperatura de operação de 90 °C.

A blindagem deve estar justaposta e aderida sobre o condutor, porém deve ser removível a frio. Nos cabos de 15 kV e 25 kV, a blindagem semicondutora é opcional, a critério do comprador. Nos cabos de 35 kV, a blindagem semicondutora é obrigatória.

A blindagem semicondutora do condutor (se houver) deve ser de composto polimérico, com requisitos físicos. A espessura nominal da camada de blindagem semicondutora do condutor (se houver) deve ser igual ou superior a 0,40 mm e a espessura mínima, em qualquer ponto de uma seção transversal, deve ser igual ou superior a 0,32 mm.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 163 | Ano 4 | 17 Junho 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br           Revista AdNormas - Ed 163 Ano 4
Edição 163 | Ano 4 | 17 Junho 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
Confira os 12 artigos desta edição:
A gestão dos equipamentos para os serviços de saúde
A determinação da reação ao fogo em revestimento externo de fachadas
A mitigação do risco ambiental para o desenvolvimento sustentável
A conformidade das estações de armazenamento e vaporização de gás natural
A jornada para a nuvem pode ser difícil, mas vale a pena
A medição de atenuação do cabeamento de fibra óptica Target Adnormas
A sorotipagem da Salmonella em alimentos para consumo humano e animal
A amostragem e as especificações dos agregados para concreto
O empreendedorismo como projeto de vida
Os alimentos transmitem doenças?
Os pontos relevantes para as soluções corporativas em cibersegurança
Segurança versus complexidade: a criticidade da nuvem híbrida

A composição, o treinamento e a atuação dos bombeiros civis

A NBR 14608 de 05/2021 – Bombeiro civil – Requisitos e procedimentos estabelece os requisitos e procedimentos para composição, treinamento e atuação de bombeiros civis, para proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais e os danos ao meio ambiente. O bombeiro civil profissional capacitado para atuação em serviços de prevenção e de atendimento de emergências em edificações, plantas e/ou instalações privadas ou públicas, de acordo com a legislação vigente.

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Como deve ser feita a seleção dos bombeiros civis?

Quais são os procedimentos para o bombeiro civil?

Qual deve ser o desempenho de tempo de resposta para os atendimentos dos bombeiros civis?

Como deve ser executado o abandono de área?

Esta norma surgiu da necessidade de padronizar as atividades profissionais dos bombeiros civis, ficando as organizações livres para agregar outros padrões, de acordo com as suas necessidades e/ou com os riscos envolvidos, visando otimizar as ações próprias e os socorros públicos ou de terceiros. Representa o consenso entre os representantes do setor de segurança e proteção contra incêndio e emergências.

As cargas horárias descritas no Anexo B são referências de sugestão para estabelecer parâmetros de orientação para o desenvolvimento de treinamentos de bombeiros civis. Essa norma não estabelece as cargas horárias para a certificação e acreditação de pessoas. Considerando que as cargas horárias apresentadas no Anexo B representam boas práticas de treinamento, o responsável pelo treinamento dos bombeiros civis, caso entenda como adequado, pode utilizá-las como referência, de forma a garantir o atendimento aos requisitos de desempenho e habilidades requeridas.

É importante ressaltar que esta norma foi elaborada com as melhores práticas adotadas no mercado brasileiro e referências técnicas estrangeiras e internacionais, bem como com a aplicação dos conceitos de gestão e de melhoria contínua. Essa norma pode oferecer referências técnicas de forma parcial ou integral para os profissionais civis dos serviços públicos de bombeiros. Para o escopo desta norma, são considerados que os serviços públicos de bombeiros podem ser compostos por bombeiros militares, bombeiros municipais e bombeiros voluntários que exerçam as suas atividades de direito e/ou de fato.

As recomendações e definições estabelecidas nesta norma são compatíveis com os entendimentos e o contexto dos assuntos previstos em seu escopo, prevalecendo sempre as disposições das legislações vigentes. O bombeiro civil deve atender aos requisitos especificados nesta norma, quanto ao treinamento, composição, seleção e recursos materiais.

Além da qualificação profissional de acordo com a NBR 16877, os bombeiros civis devem ser capacitados em especialidades para executar as atribuições profissionais específicas de acordo com a classe de cada nível de qualificação, sua área de atuação e características da planta, sendo as seguintes as principais especializações, mas não se limitando a estas: industrial; marítimo e instalações portuárias; aeródromo e aeronaves; florestal; operador de resgate técnico; operador de emergências com produtos perigosos; motorista e operador de viaturas de emergências; instrutor; e liderança.

É recomendável que os cursos de especializações sejam de validade renovável, com atualizações periódicas de pelo menos até dois anos de intervalo para cada atualização. O responsável pelo treinamento dos bombeiros civis pode adequar a carga horária recomendada no Anexo B aos conteúdos, a fim de garantir o aprendizado e o atendimento aos requisitos de desempenho e habilidades requeridas, de acordo com a classe de cada nível de qualificação.

Todos os treinamentos práticos de resgate técnico e combate a incêndio com fogo real, para fins desta norma, devem ser realizados em instalações de treinamentos de acordo com a NBR 14277. A proporção de instrutores e auxiliares de instrutores por alunos deve ser de acordo com a NBR 14277 para todos os treinamentos práticos de resgate técnico e combate a incêndio com fogo real, ou outros que necessitem de atenção quanto à segurança dos participantes, devido aos riscos da atividade educacional.

Os treinamentos de bombeiro civil, para as plantas e áreas dos grupos I, J, K e M, conforme o Anexo A, podem ser realizados em áreas e/ou em instalações das próprias plantas, desde que estas instalações atendam aos requisitos especificados na NBR 14277. O bombeiro civil que concluir e for aprovado no treinamento deve receber o certificado, expedido pela instituição de ensino responsável pelo treinamento de bombeiro civil.

No certificado do bombeiro civil devem constar pelo menos os seguintes dados: nome completo e número do registro geral (RG) do treinando; tema do treinamento e carga horária do tema; período do treinamento realizado; declaração de que o conteúdo ministrado no treinamento está em conformidade com a NBR 16877; nome completo, qualificação, número do registro geral (RG) ou número de identificação profissional e assinatura do instrutor responsável; nome completo, número do registro geral (RG) ou número de identificação profissional e assinatura do coordenador responsável do treinamento; conteúdo do treinamento, descrito no verso do certificado; razão social e cadastro nacional de pessoa jurídica (CNPJ), descritos no verso do certificado, emitido pela escola ou empresa especializada em treinamentos de emergências.

Independentemente da divisão e ocupação, é recomendável o provimento de bombeiros civis, levando-se em conta o grau de risco e a população fixa ou temporária da planta ou a lotação do evento. Nas divisões C-2 e C-3 (ver Anexo A), o provimento de bombeiros civis aplica-se durante o período de funcionamento e atividades-fim na edificação.

Na divisão F-11 (ver Anexo A), o provimento de bombeiros civis aplica-se durante o período de funcionamento e atividades-fim na edificação. Para a composição da quantidade necessária de bombeiros civis, é recomendável considerar a divisão de ocupação, o grau de risco, a população fixa de cada setor da planta e a distância de deslocamento dos bombeiros civis. A quantidade de bombeiros civis deve ser compatível para efetuar as ações e procedimentos de prevenção e controle descritos no plano de emergência, estabelecidos conforme as hipóteses acidentais predeterminadas; deve-se levar em consideração quais atividades podem ser executadas pelos bombeiros civis, de acordo com a classe de cada nível de qualificação e características da planta, processos e ocupação.

As atribuições da ocupação do bombeiro civil classe I devem ser de pelo menos a execução de: análise das situações que possam oferecer riscos para a vida; procedimentos de abandono de áreas; atendimento de primeiros socorros e/ou atendimento pré-hospitalar de emergências médicas, quando capacitado de acordo com a NBR 16877; inspeção de segurança e prevenção contra incêndio e acidentes; atendimento e controle de incêndios; seleção, inspeção e operação dos equipamentos e recursos materiais empregados nos atendimentos às emergências; procedimentos operacionais empregados como padrão para os atendimentos às emergências.

As atribuições da ocupação do bombeiro civil classe II devem ser as mesmas do bombeiro civil classe I, acrescidas de pelo menos a execução de: atendimento de salvamento e resgate técnico (por exemplo, resgate em altura, resgate em espaços confinados, resgate aquático, desencarceramento); atendimentos de prevenção e controle especializado de incêndio (por exemplo, industrial, aeroportuário, marítimo, florestal); atendimento a emergências com produtos perigosos; análise dos principais potenciais de danos ambientais por consequência de acidentes e/ou incêndios; análise dos principais potenciais de perdas de propriedades por consequência de acidentes e/ou incêndios; análise dos tipos de viaturas que podem ser empregadas e composição da tripulação, de acordo com as NBR 14561 e NBR 14096; procedimentos operacionais empregados como padrão para os atendimentos às emergências; procedimentos administrativos de elaboração de relatórios e gestão de pessoas; atividades de ensino de educação continuada para o público interno.

As atribuições da ocupação do bombeiro civil classe III devem ser as mesmas do bombeiro classe II, acrescidas de pelo menos a execução de: atendimento de emergências em áreas públicas, de acordo com a legislação específica; atendimento de emergências no transporte de produtos classificados como perigosos, conforme a NBR 14064 para o transporte rodoviário; análises dos principais potenciais de danos ambientais por consequência de acidentes e/ou incêndios na localidade; interpretação de projetos, inspeções de sistemas de proteção contra incêndios e de prevenção de acidentes; integração do grupo de gerenciamento de emergências com sistema e comando de incidentes; atividades de ensino de educação continuada para o público externo.

Devem ser considerados prioritariamente os procedimentos descritos no plano de emergências para a composição mínima da primeira equipe, sendo recomendável que a quantidade necessária de bombeiros civis para a formação da primeira equipe para o atendimento no tempo de resposta, seja, quando aplicável, de pelo menos dois bombeiros civis. A quantidade total de bombeiros civis deve ser composta pela soma das equipes necessárias para o atendimento em todas as áreas da (s) planta (s), em conformidade com os tempos de resposta, de acordo com a Seção 6, considerando, ainda, as ações para os procedimentos de emergências descritos no plano de emergências.

A distribuição dos postos de bombeiros civis pode ser arranjada de forma a permitir a lotação da menor quantidade de bombeiros por área, desde que o deslocamento simultâneo destes bombeiros a partir de cada área até o local da emergência consiga atender ao tempo de resposta, de acordo com a Seção 6, para a chegada da quantidade mínima de bombeiros da primeira equipe. Deve ser elaborado um estudo para estabelecer a quantidade de bombeiros civis, com base nos riscos e características da planta, que deve ser desenvolvido formalmente por uma equipe multidisciplinar, liderada por profissional habilitado.

As instalações físicas para ocupação e uso do bombeiro civil devem atender às condições de conforto, higiene e segurança, considerando os turnos de trabalho, e devem ser adequadas para abrigar os materiais, equipamentos e viaturas, quando houver. Todos os recursos materiais e equipamentos devem ser compatíveis com os procedimentos estabelecidos no plano de emergências para os atendimentos na planta.

Deve haver uma reserva técnica de todos os materiais de consumo para a reposição imediata após os atendimentos. Todos os equipamentos de proteção individual (EPI) e equipamentos de proteção respiratória autônomos (EPRA) devem ser específicos e compatíveis para a adequada proteção. O conjunto individual de proteção para incêndio deve ser composto pelos seguintes itens, específicos para as atividades dos bombeiros: vestimenta completa, com jaqueta e calça; balaclava; capacete com proteção para os olhos e/ou face; luvas; botas.

O uso da manufatura aditiva nos projetos de produtos

A NBR ISO/ASTM 52910 de 05/2021 – Manufatura aditiva – Projetos – Requisitos, diretrizes e recomendações contém requisitos, diretrizes e recomendações para o uso da manufatura aditiva (MA) nos projetos de produtos. contém requisitos, diretrizes e recomendações para o uso da manufatura aditiva (MA) nos projetos de produtos. Aplica-se à etapa de projetos de todos os tipos de produtos, dispositivos, sistemas, componentes ou peças que são fabricadas por qualquer método de MA. Este documento ajuda a determinar quais tipos de considerações podem ser utilizadas durante o projeto, para melhor aplicação dos recursos dos processos de MA.

São abordadas orientações gerais e identificação de problemas; soluções específicas de projeto, processos e materiais não fazem parte deste documento. O público-alvo compreende três tipos de usuários: projetistas e gerentes que estão desenvolvendo produtos a serem fabricados por sistemas de MA; estudantes que estão aprendendo projeto mecânico e desenho assistido por computador; e desenvolvedores de diretrizes de projeto e de sistemas de orientação de MA.

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Quais devem ser as considerações de produto?

Quais as considerações do ambiente térmico que o projeto deve se basear?

Quais são as considerações de sustentabilidade do produto?

Quais são as considerações comerciais para decidir se a MA é o melhor método para a produção de uma peça?

Este documento fornece requisitos, diretrizes e recomendações para os projetos de peças e produtos a serem produzidos por processos de MA. As condições da peça ou do produto que favorecem a MA são destacadas. Da mesma forma, as condições que favorecem os processos de fabricação convencionais também são destacadas. Os principais elementos incluem: as oportunidades e liberdade de projeto que a MA oferece aos projetistas (Seção 5); as características ou questões que os projetistas devem considerar ao projetar as peças para MA, que compreendem o principal conteúdo destas diretrizes (Seção 6); e os avisos ou questões críticas para os projetistas, que indiquem situações que frequentemente levem a problemas em muitos dos sistemas de MA (Seção 7).

A estratégia geral para um projeto de MA é apresentada na figura abaixo. Esta é uma representação de um processo que projeta peças mecânicas para aplicações estruturais, em que o custo é o principal critério de decisão. O projetista pode substituir prazo por qualidade, prazo de entrega ou outro critério de decisão, se aplicável.

Além de considerações técnicas relacionadas às características funcionais, mecânicas ou de processos, o projetista também deve considerar os riscos associados à seleção dos processos de MA. O processo para identificação da potencialidade geral de fabricação com MA é apresentado na figura abaixo.

Esta é uma expansão da caixa identificação de potencial de aplicação da MA, no lado esquerdo da figura abaixo. Como apresentado, os principais critérios de decisão focam na disponibilidade do material, se a peça cabe ou não no volume de fabricação da máquina e na identificação de pelo menos uma característica da peça (personalização, redução de peso, geometria complexa) em que a MA seja particularmente recomendada.

Esses critérios representam muitas aplicações de engenharia mecânica para peças técnicas, mas não têm pretensão de serem únicos. Uma expansão para a caixa seleção do processo de MA a ser utilizado da Figura abaixo é representada na outra figura abaixo, indicando que a escolha do material é crítica na identificação do processo ou dos processos recomendados.

Se o material e o processo recomendados forem identificados, a consideração de outros requisitos de projeto pode prosseguir, incluindo considerações sobre características da superfície, geométricas, propriedades físicas, estáticas e dinâmicas, entre outros. Essas figuras apresentam uma abordagem típica para muitas peças mecânicas, mas não convém que sejam interpretadas como prática necessária prescrita.

A manufatura aditiva se diferencia de outros processos de manufatura por muitas razões, e estas diferenças proporcionam liberdades e oportunidades únicas de projeto que são destacadas nesta Seção. Em regras gerais, se uma peça puder ser fabricada de forma economicamente viável usando um processo de manufatura convencional, provavelmente esta peça não será fabricada utilizando a MA.

Entretanto, as peças que são boas candidatas para a MA tendem a ter geometrias complexas, geometrias customizadas, baixos volumes de produção, combinações especiais de propriedades ou características, ou combinações destas características. À medida que os processos e os materiais são melhorados, a ênfase nestas características provavelmente mudará. Na Seção 5, algumas oportunidades de projeto são destacadas e algumas limitações típicas são identificadas.

Para as oportunidades de projeto, deve-se entender o descrito a seguir. Contexto – A MA fabrica peças adicionando material camada por camada. Devido à própria natureza dos processos de MA, a MA tem muito mais grau de liberdade que outros processos de manufatura. Por exemplo, uma peça pode ser constituída por milhões de gotículas, se fabricada por um processo de jateamento de material.

O controle discreto sobre milhões de operações em micro e nanoescalas é, ao mesmo tempo, uma oportunidade e um desafio. Níveis de interdependência sem precedentes são evidentes entre as considerações e as variáveis do processo de manufatura, o que distingue a MA dos processos de manufatura convencionais. A capacidade de tirar a vantagem das oportunidades de projeto pode ser limitada pelas complexidades do planejamento de processo.

Visão global – A natureza aditiva, baseada em camadas, significa que qualquer formato de peça pode ser virtualmente fabricado sem ferramental, como moldes, matrizes ou dispositivos de fixação. Geometrias customizadas para indivíduos (clientes ou pacientes) podem ser fabricadas economicamente. Formas geométricas muito sofisticadas são possíveis com o uso de estruturas celulares (colmeia, lattice, esponja) ou estruturas convencionais. Frequentemente, múltiplos componentes de um conjunto fabricado por processos convencionais podem ser substituídos por uma única peça ou por um número menor de peças que sejam geometricamente mais complexas que os componentes sendo substituídos.

Isto pode levar ao desenvolvimento de peças mais leves e com melhor desempenho do que as montagens originais. Além disso, a redução do número de peças (chamada de consolidação de peças) tem vários benefícios para as atividades subsequentes. O tempo de montagem e de manutenção, a complexidade no chão de fábrica e o estoque de peças de reposição e ferramental podem ser reduzidos, levando à economia de custos ao longo da vida do produto.

Uma consideração adicional é que modelos para aplicações médicas com geometrias complexas podem ser facilmente fabricados a partir de dados de imagens médicas. Em muitos processos de MA, as composições e as propriedades do material podem ser variadas por meio de uma peça. Esta característica possibilita peças com gradiente funcional, nas quais as distribuições de propriedades mecânicas desejadas podem ser projetadas, variando-se a composição do material ou a sua microestrutura.

Sendo desejadas variações efetivas das propriedades mecânicas por meio de uma peça, o projetista pode fazer isso, tirando vantagem da capacidade dos processos de MA quanto à complexidade geométrica. Sendo desejadas variações na composição ou na microestrutura do material, estas variações podem ser alcançadas, mas com limites que dependem do processo ou do equipamento específico. Considerando todos os processos de MA, alguns deles permitem o controle de variação de material ponto a ponto, alguns fornecem controle discreto dentro de uma camada e a maioria permite controle discreto entre as camadas (a fotopolimerização em cuba é a exceção).

No processo de jateamento de material e de jato de aglutinante, a composição do material pode ser variada de maneira praticamente contínua, gota a gota, ou mesmo por mistura de gotículas. Do mesmo modo, o processo de deposição de energia direcionada pode produzir várias composições de materiais, variando a composição do pó que é injetado na poça de fusão (melt pool).

O controle discreto da composição de materiais utilizados pode ser implementado em processo de extrusão de material, utilizando, por exemplo, múltiplos bicos extrusores. O processo de fusão em leito de pó (PBF) pode ter limitações, uma vez que podem surgir dificuldades na separação dos pós não fundidos.

É importante notar que os recursos específicos dos equipamentos vão mudar e evoluir continuamente com o tempo, mas a tendência geral é aumentar a flexibilidade da composição do material e a capacidade de controle das propriedades. Existe uma importante oportunidade de otimizar o projeto de peças, para atingir propriedades estruturais sem precedentes.

O conceito de projeto para funcionalidade pode ser concretizado, o que significa que, se as funções de uma peça puderem ser matematicamente determinadas, a peça pode ser otimizada para adquiri-las. Novos métodos de otimização topológica e de forma foram desenvolvidos a este respeito.

Os projetos resultantes podem possuir geometrias muito complexas, utilizando estruturas internas tipo colmeia, lattice ou esponja, que, por sua vez, podem possuir combinações e variações complexas de materiais ou uma combinação de ambas. É necessária pesquisa nesta área, mas alguns exemplos práticos já estão surgindo.

Outras oportunidades envolvem algumas considerações comerciais. Como na MA nenhum ferramental é necessário para a fabricação de peças, os prazos de entrega podem ser reduzidos, quando comparados à manufatura convencional de novos projetos. É necessário pouco investimento em infraestrutura, o que permite a customização em massa e o incremento da capacidade de resposta às mudanças de mercado.

No caso de manutenção, a fabricação de componentes para reposição pode ser vantajosa em relação tanto aos custos quanto ao prazo de entrega. Visão global – É usual apontar as características do projeto que indicam situações em que a MA provavelmente não seria utilizada. Em termos concisos, se uma peça puder ser economicamente fabricada utilizando um processo de fabricação convencional e se puder atender aos requisitos, é improvável que seja uma boa candidata para a MA. Convém que o projetista considere custo, tempo de entrega e riscos ao decidir pela MA.

Uma importante vantagem dos processos de MA é a flexibilidade de fabricar uma variedade de peças com formatos complexos e personalizados, e a possibilidade de distribuições complexas de materiais. Se alguém desejar a produção em massa e em larga escala de peças simples, a MA pode não ser adequada sem melhorias significativas no tempo e no custo de produção.

O projetista deve estar atento às opções de materiais disponíveis, à variedade e à qualidade do material de alimentação, e a como as propriedades mecânicas e as outras propriedades físicas variam, quando comparadas entre a manufatura aditiva e a convencional. Os materiais para MA possuem diferentes características e propriedades, porque eles são processados de maneira diferente que os utilizados para fabricação convencional.

Convém que os projetistas estejam cientes de que as propriedades das peças fabricadas por MA são altamente sensíveis aos parâmetros de processo e que a estabilidade do processo é um problema significativo que pode limitar a liberdade do projeto. Além disto, convém que os projetistas entendam as anisotropias frequentemente presentes em materiais processados por MA.

Em alguns processos, as propriedades no plano de fabricação (direções X, Y) são diferentes das propriedades no eixo de fabricação (eixo Z). Com alguns metais, é possível obter propriedades mecânicas superiores às obtidas por processo de conformação mecânica. No entanto, normalmente, as propriedades de fadiga e de resistência ao impacto das peças fabricadas por MA, na condição de como fabricadas, são inferiores às de materiais processados convencionalmente.

Todas as máquinas de MA discretizam a geometria da peça antes de fabricá-la. A discretização pode ser feita de diversas formas. Por exemplo, muitas máquinas de MA fabricam peças em um modo camada por camada. Em jateamento de material e em jato aglutinante, gotas discretas de material são depositadas.

Em outros processos, percursos vetoriais discretos (por exemplo, de um laser) são usados para processar o material. Devido a esta discretização da geometria das peças, geralmente a superfície externa da peça não é lisa, uma vez que as divisões entre as camadas ficam evidentes. Em outros casos, as peças podem ter pequenos vazios internos.

A discretização da geometria gera muitos outros efeitos. Características pequenas podem ser mal formadas. Paredes ou estruturas finas, inclinadas em relação à direção de fabricação, podem ser mais espessas que o desejado. Além disso, se a parede ou a estrutura for quase horizontal, ela pode ser muito fraca, pois pode ocorrer pouca sobreposição de camadas. Da mesma forma, pequenas características negativas, como furos, podem sofrer o efeito oposto, ficando menores que o desejado e com formas distorcidas.

O pós-processamento das peças é requerido por muitos processos de MA ou pode ser solicitado pelo usuário final. Uma variedade de métodos mecânicos, químicos e térmicos pode ser aplicada. Vários tipos de processo de MA utilizam estruturas de suporte na fabricação das peças que precisam ser removidas.

Em alguns casos, os suportes podem ser removidos usando solventes, mas, em outros, os suportes precisam ser removidos mecanicamente. Convém que o usuário considere o trabalho, o tratamento manual do componente e o tempo adicionais que estas operações requerem. Adicionalmente, convém que os projetistas entendam que a presença de estruturas de suporte pode afetar o acabamento ou a precisão das superfícies suportadas.

Além da remoção da estrutura de suporte, outras operações de pós-processamento podem ser necessárias ou solicitadas, incluindo a remoção de pó em excesso, melhoria no acabamento da superfície, usinagem, tratamentos térmicos e revestimentos. Se uma peça tiver cavidades internas, convém que o projetista considere as características na peça que permitam remover das cavidades as estruturas de suporte, o pó não sinterizado (PBF) ou a resina líquida (fotopolimerização em cuba).

Dependendo dos requisitos de precisão e de acabamento da superfície, a peça pode requerer usinagem de acabamento, polimento, retificação, jateamento de esferas ou jateamento com granalha. Peças de metal podem requerer, por exemplo, um tratamento térmico para alívio de tensões residuais. Podem ser requeridos revestimentos, como pintura, galvanoplastia ou infiltração de resina.

As operações de pós-processamento aumentam o custo das peças fabricadas por MA. Cada processo de MA possui um envelope de fabricação limitado. Se uma peça for maior que o envelope de fabricação de um processo de MA, ela pode ser dividida em várias peças, a serem montadas após a fabricação. Em alguns casos, isto não é tecnicamente ou economicamente viável.

A conformidade das chapas cimentícias reforçadas com elementos não metálicos

A NBR 15498 de 05/2021 – Chapas cimentícias reforçadas com fios, fibras, filamentos ou telas – Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e os métodos de ensaio, assim como os critérios de aceitação das chapas cimentícias reforçadas com elementos não metálicos como fios, fibras, filamentos ou telas. Não se aplica a produtos contendo amianto, gesso ou concreto. A chapa cimentícia é um produto resultante de processamento industrial de cimento Portland ou outros ligantes hidráulicos, agregados, adições ou aditivos com reforço de fibras, fios, filamentos ou telas, com exceção de fibras de amianto.

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Quais são os símbolos, abreviaturas e unidades usadas nessa norma?

Quais são os ensaios de aceitação das chapas cimentícias?

Quais são os ensaios de tipo das chapas cimentícias?

Como deve ser executada a medida do esquadro das chapas?

As chapas cimentícias contempladas por esta norma são classificadas conforme a descrição a seguir. Independentemente da categoria, as chapas cimentícias devem ser armazenadas, manuseadas e instaladas conforme instruções do fabricante.

O fabricante deve indicar no produto sua categoria. As categorias indicadas são referentes ao uso interno ou externo. Para especificação de projeto o projetista deve levar em conta todos os requisitos da chapa cimentícia.

As chapas da categoria A podem ser fornecidas revestidas ou não revestidas. Os materiais utilizados para revestimento das chapas cimentícias não estão no escopo desta norma. A categoria A envolve as chapas para aplicações externas, sujeitas à ação direta das intempéries, como sol, chuva, congelamento ou neve. A da categoria B envolve as chapas para aplicações externas, não expostas à ação direta de intempéries, podendo ficar expostas à umidade, calor e eventual congelamento. Na categoria C são incluídas as chapas para aplicações internas, como paredes internas, pisos, forros e substratos, podendo ficar exposta ao calor e à umidade, mas não ao congelamento. A tabela abaixo apresenta exemplos de aplicações conforme categoria.

As dimensões de comprimento e largura devem ser declaradas pelo fabricante. As chapas cimentícias são fornecidas em espessuras nominais de até 40 mm. As espessuras superiores não são abrangidas por esta norma. As características mecânicas e físicas são determinadas no produto pronto.

O estado de equilíbrio é obtido mantendo os corpos de prova em atmosfera controlada com temperatura de (23 ± 5) °C e umidade relativa de (50 ± 20) %, estocados de modo que todas as faces sejam corretamente ventiladas. Os produtos devem ser mantidos nesta condição até que se obtenha duas medições sucessivas, com intervalo de 24 h, com variação de massa inferior a 5% entre elas.

A resistência à tração na flexão das chapas, obtida por meio do ensaio indicado nessa norma, deve atender aos valores indicados na tabela abaixo. Essa resistência é a média dos valores obtidos das amostras ensaiadas nas duas direções. A resistência à tração na flexão das chapas na direção de menor resistência não pode ser menor que 70% do valor especificado na tabela abaixo.

As especificações das resistências das chapas das categorias A e B correspondem à condição saturada e as amostras devem ser ensaiadas saturadas. As especificações das resistências das chapas da categoria C correspondem à condição de equilíbrio e as amostras devem ser ensaiadas na condição de equilíbrio.

O fabricante deve indicar as resistências médias à tração na flexão de cada uma das direções principais da chapa, determinadas de acordo com o método indicado nessa norma. Os métodos de amostragem e de controle são os mesmos utilizados para a classificação da tabela abaixo.

A densidade aparente e a absorção de água das chapas devem ser especificadas na documentação do fabricante e determinadas conforme essa norma. Os ensaios de tipo devem ser executados sobre produtos prontos para utilização. Se o ensaio ocorrer sobre produtos revestidos, isto deve ser mencionado no relatório.

Os ensaios de tipo devem ser realizados para demonstrar a conformidade das chapas cimentícias com os requisitos desta norma, no caso de aprovação de um novo produto ou quando uma mudança fundamental for feita na formulação ou no método de fabricação, cujos efeitos não podem ser previstos de acordo em experiências anteriores. Entende-se como mudança fundamental: introdução ou supressão de insumos; alteração relevante de dosagem de insumos da formulação; alteração relevante do processo de manufatura. O ensaio de tipo não é aplicável para aceitação de lote de produção.

Quanto à resistência à tração na flexão, quando as chapas forem ensaiadas como indicado nessa norma, no estado de equilíbrio e no estado saturado, as resistências à tração na flexão conforme 6.2.2 de cada produto pronto devem atender aos valores especificados na tabela acima para a classe apropriada. Os valores de módulo de elasticidade em chapas devem ser informados pelo fabricante nas especificações do produto, conforme método de ensaio indicado nessa norma.

Para a permeabilidade, nas chapas ensaiadas como indicado em 9.2.2, podem aparecer traços de umidade na face inferior das chapas, mas em nenhum caso deve haver formação de gotas de água nessa face. Isto não se aplica para chapas com acabamento ou revestidas. Para o envelhecimento acelerado por imersão em água quente, nas chapas ensaiadas como indicado em 9.2.3, o limite Li do resultado médio indicado em 9.2.3.4 deve ser superior a 0,70.

No envelhecimento acelerado por imersão/secagem, nas chapas ensaiadas como indicado em 9.2.4, o limite Li do resultado médio indicado em 9.2.4.4, deve ser superior a 0,70. No caso da categoria A devem ser realizados 50 ciclos e para categoria B e C 25 ciclos.

Para o ensaio de reação ao fogo, as chapas cimentícias devem ser ensaiadas conforme a ISO 1182 para a verificação de sua incombustibilidade. Se o resultado conforme a ISO 1182 mostrar que são combustíveis, as chapas devem ser ensaiadas conforme a NBR 9442, para determinação do índice superficial de propagação de chamas, e conforme ASTM E662, para determinação da densidade ótica específica de fumaça. Esses resultados devem ser disponibilizados pelo fabricante.

Os valores de variação dimensional por umidade medidos em chapas submetidas a saturação por imersão e secas em estufas devem ser informados pelo fabricante nas especificações do produto, conforme método de ensaio indicado nessa norma. Os ensaios de tipo devem ser efetuados sobre o produto pronto. Os ensaios de tipo devem demonstrar a conformidade do produto às prescrições, mas não são requisitos de aceitação para cada lote.

Quando os ensaios de tipo forem efetuados, os produtos devem ser igualmente submetidos aos ensaios de aceitação, a fim de observar a conformidade aos requisitos desta norma. Recomenda-se a realização dos ensaios de tipo a cada cinco anos, mesmo que não se verifiquem modificações nos insumos ou no processo produtivo.