O projeto de estações de armazenamento de gás natural liquefeito (GNL)

A NBR 16934 de 03/2021 – Estação de armazenamento e vaporização de gás natural liquefeito (GNL) para suprimento de gás natural – Requisitos estabelece os requisitos mínimos para projeto, montagem, comissionamento, operação, manutenção e inspeção da estação de armazenamento e vaporização de gás natural liquefeito para suprimento de gás natural, incluindo equipamentos, segurança e dispositivos de controle. Aplica-se às seguintes situações: para o suprimento de gás natural às redes e ramais de distribuição das concessionárias de gás natural canalizado; para o suprimento de gás natural à instalação não residencial.

Não se aplica ao seguinte: plantas de produção de GNL; estações com armazenamento subterrâneo; uso residencial; estações de abastecimento de veículos com gás natural comprimido (GNC) e GNL; suprimento de gás natural para gasodutos de transporte e escoamento da produção. Não se aplica às estações já existentes à data de sua publicação, a menos que haja determinação por regulamentação legal.

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O que deve ser feito em relação ao impacto ambiental nas estações?

Quais são as distâncias de segurança?

Como deve ser executado o projeto do tanque de armazenamento de GNL?

Qual deve ser a instrumentação dos tanques de armazenamento de GNL?

O gás natural liquefeito (GNL) é submetido a processo de liquefação, por resfriamento, para estocagem e transporte, passível de regaseificação em unidades próprias. É composto predominantemente de metano e pode conter quantidades mínimas de etano, propano, nitrogênio ou outros componentes normalmente encontrados no gás natural.

A segurança e os riscos ambientais e tecnológicos devem ser gerenciados durante todo o ciclo de vida da estação por meio da adoção de um plano de gestão de riscos, que sistematicamente, identifica, analisa e avalia os riscos relacionados às pessoas, ao meio ambiente e aos equipamentos. As medidas de tratamento de risco adequadas podem ser identificadas e implementadas para reduzir os riscos aos níveis toleráveis. As diretrizes das NBR ISO 31000 e ISO 12100 devem ser seguidas no desenvolvimento de uma política e de uma estrutura de gestão de riscos.

Uma ou mais técnicas de análise de risco descritas na NBR ISO/IEC 31010 devem ser utilizadas para conduzir a análise de risco. A redução do risco pode ser alcançada por meio de medidas para reduzir a probabilidade e/ou as consequências de um cenário de risco.

Estas medidas incluem: o uso de tecnologias e modelos intrinsecamente seguros; o uso de dispositivos e sistemas de proteção; a adoção de procedimentos operacionais e de manutenção específicas; o uso de equipamentos de proteção individual; o fornecimento de informação e treinamento; a adoção de planos de emergência e de procedimentos de emergência. Devem ser consideradas medidas para mitigação de riscos referentes à sobrepressão, vazamentos de GNL, liberação de gás natural, incêndio e explosão.

As estações devem ser equipadas com dispositivos de segurança que previnam: a sobrepressão em qualquer parte da instalação; a liberação descontrolada de GNL ou de gás vaporizado pressurizado. Os dispositivos de segurança devem: ser independentes de outras funções, desde que a segurança não seja afetada; atender adequadamente aos princípios do projeto, a fim de obter uma proteção confiável; atender aos requisitos da ISO 4126-1.

Os dispositivos de segurança auxiliar devem incluir pelo menos: as válvulas de emergência com atuação automática para bloqueio e isolamento do tanque de GNL do restante da estação; uma ou mais botoeiras de parada de emergência. Medidas preventivas devem ser tomadas para evitar o risco causado por eletricidade estática, de acordo com as normas aplicáveis.

A classificação de área deve ser elaborada de acordo com a NBR IEC 60079-10-1 para identificar a localização das fontes de energia elétrica e outras fontes de ignição. Deve ser dada atenção especial aos equipamentos existentes, tal como o isolamento e a proteção dos cabos de alta-tensão. O Anexo A apresenta recomendações para o dimensionamento das zonas classificadas das principais unidades da estação.

Os tanques de GNL, equipamentos associados e a área de segurança não podem estar localizados ou expostos à falha das redes elétricas aéreas, que operam com tensão superior a 480 volts, conforme distâncias indicadas na tabela abaixo. As áreas da estação devem ser protegidas contra eventual presença de outros combustíveis ou líquidos perigosos.

Os equipamentos a combustão e/ou aquecidos com chama direta devem ser instalados fora da área classificada. A área classificada deve atender ao limite da estação dentro das distâncias de segurança, conforme estabelecido na tabela abaixo. Se uma análise de risco complementar for realizada e os resultados das distâncias de segurança forem inferiores ao da tabela abaixo, estas não podem ser consideradas no projeto das estações.

Não são permitidas fontes de ignição durante a operação normal da estação. Não é permitido o armazenamento de materiais e produtos combustíveis nas áreas classificadas da estação. Os equipamentos de combate a incêndio devem estar disponíveis para operação na estação de acordo com o exigido pelas autoridades locais e atender à legislação pertinente.

As vias de acesso devem estar livres para a circulação das equipes de combate a incêndio. Os procedimentos de combate a incêndio aprovados pelas autoridades competentes locais devem estar disponíveis na estação. Uma versão simplificada do procedimento de combate a incêndio da estação deve ser exibida em um local de fácil visualização e acesso, devendo conter a indicação da posição das botoeiras de ESD ou parada de emergência (emergency shut down) um sistema projetado para minimizar as consequências das situações de emergência, interrompendo fluxos, desenergizando circuitos, isolando equipamentos ou áreas, despressurizando linhas e vasos, etc.

As medidas de proteção contra explosão devem ser conduzidas de acordo com as partes aplicáveis da NBR IEC 60079. Todos os equipamentos e componentes elétricos e não elétricos previstos para uso em atmosferas potencialmente explosivas (áreas perigosas) devem ser projetados e fabricados de acordo com as boas práticas de engenharia e em conformidade com as categorias requeridas para os equipamentos do grupo II, de forma a garantir a ausência de qualquer fonte de ignição, conforme estabelecido na NBR IEC 60079.

Os equipamentos e componentes elétricos devem no mínimo ser adequados para grupo de explosão IIA e classe de temperatura T1, conforme estabelecido na NBR IEC 60079-0. A ignição em atmosferas explosivas deve ser prevenida pelo uso de sistemas de proteção estabelecidos nas partes aplicáveis da NBR IEC 60079. As zonas de risco aplicáveis são estabelecidas na NBR IEC 60079-10-1.

Deve ser efetuada uma avaliação do local e do solo para determinar as condições adequadas da instalação, conforme Anexo B. Todos os equipamentos, componentes, tubulações, acessórios e materiais da estação devem ser montados de forma adequada ao uso a que se destinam, devendo ser instalados e utilizados de acordo com as instruções do fabricante. As regulamentações (leis, decretos, portarias no âmbito federal, estadual ou municipal) aplicáveis ao projeto, construção e instalação da estação devem ser consideradas.

As referências normativas vigentes para equipamentos criogênicos devem ser consideradas para o projeto de tubulação e vasos de pressão. Devem ser previstos válvulas e manômetros na estação de maneira a permitir o processo de despressurização dos componentes para uma intervenção segura. Um exemplo informativo do fluxograma de processo da estação é apresentado no Anexo C.

A estação deve ser projetada e construída de forma a assegurar fácil acesso e que a operação e a manutenção sejam realizadas com segurança. O sistema de iluminação deve ser projetado de forma fixa e redundante para garantir que as atividades de operação, manutenção e emergência sejam realizadas de maneira segura e ininterrupta.

Os sistemas da estação devem ser operados e supervisionados por pessoal capacitado na atividade-fim. Sempre que houver modificação de projeto, construção e montagem na estação, ou alteração no ambiente (novas construções, linhas de transmissão, rodovias, densidade demográfica) esta deve ser avaliada e validada considerando o seguinte: análise de segurança dos processos e estudo de riscos e operacionalidade (HAZOP); medidas de mitigação para riscos de incêndios; localização e posicionamento dos tanques e da própria estação; análise do sistema de ESD; sistemas de detecção de incêndio e de gás; ventilação; sistema de drenagem e contenção; outras características pertinentes da instalação e sua vizinhança.

A documentação técnica deve ser submetida à (s) autoridade (s) competente (s) para validação e deve estar disponível no local da estação. Deve ser efetuada uma revisão “como construído” no projeto do posicionamento e caminhamento de toda a tubulação, e uma cópia deve estar disponível na estação de GNL.

A aplicação de bombas e/ou compressores em estações de GNL para suprimento de redes de distribuição de gás com pressão de serviço superior à de serviço do tanque de armazenamento deve atender ao estabelecido na Seção 7. O projeto e a operação da estação devem prever medidas para mitigar a liberação de gás (boil-off) para a atmosfera. O alívio de gás de outras partes da estação pode ser retornado para acumulação no tanque de armazenamento e/ou ser tratado por outros meios adequados.

A escolha da localização e o projeto do leiaute da estação devem estar de acordo com as distâncias mínimas de segurança e requisitos de áreas perigosas. A localização de equipamentos que contenham GNL deve atender aos requisitos de segurança, ser ao ar livre e em ambiente ventilado. As distâncias de segurança dos tanques de armazenamento de GNL devem ser especificadas de acordo com a capacidade hidráulica destes.

A capacidade em massa dos tanques pode ser calculada multiplicando-se a capacidade hidráulica do tanque pela massa específica de GNL previsto, a qual deve ser expressa em kgf/m³. As instruções de segurança relativas à descarga do caminhão-tanque, da operação da estação, dos dispositivos de emergência e de combate a incêndio devem ser afixadas em local visível e de fácil acesso.

No leiaute da estação deve ser previsto espaço suficiente para serviços de inspeção e de manutenção. Os componentes da estação de GNL devem estar adequadamente protegidos contra colisões de veículos, por exemplo, utilizando guarda-corpos ou postes de aço preenchidos com concreto, ou uma proteção equivalente destinada a suportar a força de colisão esperada. Deve ser dada especial atenção à proteção contra a colisão no tanque de armazenamento de GNL.

As vias de entrada e de saída para a área de carregamento do tanque de armazenamento de GNL devem ser desobstruídas e proporcionar um acesso fácil ao caminhão-tanque, com um mínimo de manobra. Recomenda-se que o leiaute da estação em caso de emergência, permita que o caminhão-tanque seja capaz de seguir em direção à frente.

Devem ser consideradas no projeto medidas mitigadoras contra colisões devidas à possibilidade de fluxo de veículos externos nas proximidades da estação (ver Anexo D). O ponto de descarga de GNL deve ser protegido para sustentar a força da colisão de veículos, usando bate-roda, postes de aço preenchidos com concreto, ou proteção equivalente. Uma atenção especial deve ser dada também à proteção contra colisão ao tanque de armazenamento de GNL e ao tanque de odoração.

O caminhão-tanque de GNL deve ter fácil acesso ao ponto de transferência do produto para a estação. O bocal de abastecimento da estação deve ser localizado de modo a permitir o fácil acesso, por pessoa autorizada, para realizar a operação de descarga do caminhão-tanque para o tanque de armazenamento de GNL.

O tipo de conector do mangote deve ser compatível com o bocal de abastecimento. Devem ser fornecidos meios adequados de controle de acesso de pessoas não autorizadas às instalações, de modo a garantir segurança de operacional. Sempre que forem utilizadas cercas de segurança ou proteção semelhante, devem ser previstas pelo menos duas saídas de emergência, localizadas de forma a facilitar a evacuação da área.

Os vaporizadores atmosféricos devem estar localizados de modo que a circulação de ar em torno destes não seja restringida. Os vaporizadores devem ser separados das áreas de tráfego para que a neblina gerada pelo arrefecimento do ar em torno do vaporizador, não afete a segurança dos veículos das pessoas e instalações em geral.

Os equipamentos elétricos e não elétricos capazes de produzir ignição devem ser projetados para uso em áreas classificadas, conforme determinado por análise de risco. Devem ser fornecidos meios de acessos seguros e espaço suficiente para inspeção, manutenção e assistência a todos os equipamentos que necessitem de manutenção ou de intervenção local.

Não pode haver presença de entulho, detritos, ou outros materiais que possam apresentar risco de incêndio na área de instalação da estação de GNL. Materiais combustíveis não podem ser estocados ou deixados sem controle nas áreas classificadas da estação. Devem ser removidas as vegetações de áreas não pavimentadas e entorno, antes que sequem.

Os dispositivos de medição e de monitoramento de redes elétricas

A NBR IEC 61557-12 de 03/2021 – Segurança elétrica em sistemas de distribuição de baixa tensão até 1.000 V ca e até 1.500 V cc – Dispositivos para teste, medição ou de monitoramento de medição de proteção – Parte 12: Dispositivos de medição e de monitoramento de redes elétricas (PMD) especifica os requisitos relativos aos dispositivos de medição e de monitoramento da rede elétrica (PMD), que medem e monitoram as grandezas elétricas nas redes de distribuição elétrica e, opcionalmente, outros sinais externos. Estes requisitos definem também os desempenhos nas redes alternadas ou contínuas monofásicas e trifásicas, com tensões nominais inferiores ou iguais a 1.000 V em corrente alternada, ou inferiores ou iguais a 1.500 V em corrente contínua.

Estes dispositivos são fixos ou portáteis. Eles são destinados a serem utilizados em ambientes abrigados e/ou ao tempo. Os dispositivos de medição e de monitoração da rede elétrica (PMD), conforme definidos neste documento, fornecem as informações adicionais de segurança, o que facilita a verificação da instalação e aumenta o desempenho das redes de distribuição.

Os dispositivos de medição e monitoramento da rede elétrica (PMD) relativos aos parâmetros elétricos descritos neste documento são utilizados em aplicações industriais e comerciais gerais. Este documento não trata dos aspectos relacionados à segurança funcional e à segurança cibernética. Não é aplicável: aos equipamentos de medição de eletricidade de acordo com as IEC 62053-21, IEC 62053-22, IEC 62053-23 e IEC 62053-24, no entanto, as incertezas definidas neste documento para a medição de energia ativa e reativa são derivadas daquelas definidas na IEC 62053 (todas as partes); à medição e ao monitoramento dos parâmetros elétricos definidos nas IEC 61557-2, IEC 61557-9 e IEC 61557-13, ou na IEC 62020; aos instrumentos de qualidade de energia (PQI – power quality instrument) conforme a IEC 62586 (todas as partes); aos dispositivos relevantes dos escopos da IEC 60051 (todas as partes) (instrumentos de medição elétrico-analógicos de ação direta).

Esses tipos de dispositivos são geralmente utilizados nas seguintes aplicações ou para os seguintes objetivos gerais: gerenciamento energético nas instalações, incluindo a facilitação da implementação de documentos como as NBR ISO 50001 e IEC 60364-8-1; monitoramento e/ou medição dos parâmetros elétricos; medição e/ou monitoramento da qualidade da energia nas instalações comerciais ou industriais. Um dispositivo de medição e de monitoramento dos parâmetros elétricos geralmente consiste em vários módulos funcionais.

Todos os módulos funcionais ou uma parte destes módulos são combinados em um dispositivo. Exemplos de módulos funcionais: medição e monitoramento de vários parâmetros elétricos simultaneamente; medição e/ou monitoramento de energia e, às vezes, em conformidade com os regulamentos de construção; funções de alarmes; qualidade no lado do consumo de energia (harmônicas de corrente e de tensão, sobretensões/subtensões, quedas de tensão e sobretensões temporárias etc.).

Os PMD são tradicionalmente conhecidos como wattímetros, controladores da potência, dispositivos de controle de potência, dispositivos de monitoramento de energia elétrica, analisadores de potência, medidores multifuncionais, equipamentos de medição multifuncionais e medidores de energia. As aplicações de medidor, de medição e de monitoramento são explicadas no Anexo A.

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Qual seria a descrição dos diferentes tipos de dispositivos de medição e de monitoramento da rede elétrica (PMD)?

Quais são as condições de referência para os ensaios dos dispositivos?

Quais são as condições nominais de funcionamento em umidade e altitude dos dispositivos?

Quais são os limites de variação devido às grandezas de influência?

As redes de distribuição de energia precisam garantir a eficiência energética, a disponibilidade de energia e o desempenho da rede para atender aos seguintes desafios: os requisitos de desenvolvimento sustentável para os quais a medição de energia, por exemplo, é reconhecida como um elemento essencial da gestão energética, fazendo parte do esforço global para reduzir as emissões de carbono e para melhorar o desempenho comercial das organizações de fabricação, das organizações comerciais e dos serviços públicos; evoluções tecnológicas (cargas eletrônicas, métodos de medição eletrônicos, etc.); as necessidades dos usuários finais (redução de custos, conformidade com os aspectos da regulamentação das construções, etc.) em relação ao gerenciamento de energia elétrica, bem como de outras energias ou fluidos.

Outras funcionalidades que envolvem vários parâmetros não elétricos são frequentemente necessárias em paralelo; segurança e continuidade de serviço; evolução das normas de instalação, por exemplo, a detecção das sobrecorrentes é agora um novo requisito para o condutor de neutro, devido ao conteúdo harmônico. O monitoramento das grandezas elétricas nas redes internas permite enfrentar estes desafios.

Os dispositivos no mercado atual possuem diferentes características, que necessitam de um sistema de referência comum. Portanto, a elaboração deste documento é necessária para facilitar as escolhas dos usuários finais em termos de desempenho, segurança, interpretação das indicações, etc. Esse documento fornece uma base para especificar e descrever estes dispositivos, assim como para avaliar o seu desempenho.

Para atender aos requisitos do projeto de eficiência energética, um bom número de dispositivos de medição e monitoramento da rede elétrica (power metering and monitoring device – PMD) responsáveis pela medição dos parâmetros elétricos pode também coletar dados (água, ar, gás, temperatura) a partir de outros sensores ou medidores localizados no interior das edificações ou das áreas de implantação de fábricas. É necessário equipar os PMD com um barramento de comunicação, para que eles sejam capazes de transmitir o conjunto destes dados para um software de monitoramento.

O software de monitoramento processa todos os dados coletados para monitorar e gerar os relatórios úteis para analisar a utilização e o consumo de energia. A arquitetura da cadeia de medição: a grandeza elétrica a ser medida pode ser diretamente acessível, como é normal no caso de redes de baixa tensão, ou acessível por meio de um sensor de medição, por exemplo, sensores de tensão (VS) ou sensores de corrente (CS).

A figura abaixo representa a arquitetura comum de um PMD. Em certos casos, quando um PMD não inclui os sensores, suas incertezas associadas não são consideradas. Quando um PMD inclui os sensores, suas incertezas associadas são consideradas.

Já os PMD são classificados de acordo com as aplicações. Os PMD podem incluir os sensores internos, ou necessitar dos sensores externos. Dependendo destas características, os PMD podem ser classificados em quatro categorias. Os requisitos relativos aos desempenhos de um PMD associado a um sensor externo dedicado são os mesmos que para um PMD de conexão direta.

Cada combinação de um PMD associado a um sensor externo dedicado deve ser considerada PMD DD, que necessita atender aos requisitos de desempenho deste documento. Exemplo: se um fabricante fornecer três diferentes tipos de sensores dedicados [por exemplo, um TC (transformador de corrente) dedicado de 100 A, um TC dedicado de 500 A e um TC dedicado de 1.000 A], este fabricante fornecerá três diferentes relatórios de ensaios de tipo de desempenho (um para os ensaios relacionados ao PMD, associados ao sensor dedicado de 100 A; um para os ensaios relacionados ao PMD, associados ao sensor dedicado de 500 A; e outro para os ensaios relacionados ao PMD, associados ao sensor dedicado de 1.000 A).

O fabricante deve fornecer uma justificativa apropriada (por exemplo, dos resultados de simulação, resultados de ensaios existentes, notas de cálculo, esquemas) para a extrapolação dos desempenhos, se determinados ensaios físicos não forem realizados. As leituras de medição devem estar disponíveis por meio de uma interface de comunicação ou de uma interface de usuário local, 15 s após a aplicação de alimentação.

Se a duração da inicialização for superior a 15 s, os fabricantes devem especificar o tempo máximo a partir do qual as grandezas de medição estarão disponíveis por meio de uma interface de comunicação ou de uma interface de usuário local, após a aplicação da alimentação. Quando nenhuma interface de usuário local ou de comunicação estiver disponível, este requisito deve ser verificado de acordo com o procedimento de ensaio.

Salvo especificação em contrário, a janela de medição de uma grandeza medida não pode exceder 3 s ou 150/180 ciclos à frequência nominal. Este requisito pode não ser satisfeito para a THD e as harmônicas. Neste caso, a janela de medição do THD e das harmônicas deve ser declarada pelo fabricante.

Este requisito não se aplica às energias, assim como às grandezas avançadas, que são obtidas pela integração ou pela média das grandezas básicas medidas na janela de medição. Salvo especificação em contrário, as funções de tensão fase neutro devem atender aos mesmos requisitos das funções de tensão fase-fase, se as funções de tensão fase neutro forem implementadas.

Por razões práticas, se o limite de variação calculado necessário for inferior a 0,02%, o requisito deve ser de 0,02%. Quando o PMD for colocado em funcionamento com um ou mais transformadores de corrente, deve ser dada atenção para a necessidade de adaptar a faixa de corrente do PMD à faixa do secundário ou dos transformadores de corrente.

Os dispositivos de proteção contra surtos em sistemas de baixa tensão

A NBR IEC 61643-11 de 03/2021 – Dispositivos de proteção contra surtos de baixa tensão – Parte 11: Dispositivos de proteção contra surtos conectados aos sistemas de baixa tensão – Requisitos e métodos de ensaio é aplicável aos dispositivos de proteção contra os efeitos diretos e indiretos das descargas atmosféricas ou contra as sobretensões transitórias. Estes dispositivos são projetados para serem conectados aos circuitos de corrente alternada em 50/60 Hz e aos equipamentos de tensão nominal até 1.000 V eficazes. São definidas características de desempenho, métodos normalizados de ensaio e valores nominais aplicáveis. Estes dispositivos contêm pelo menos um componente não linear e são utilizados para limitar os surtos de tensão e para escoar as correntes de surto.

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Quais são as abreviaturas usadas nessa norma?

Por que os DPS necessitam ter desligadores e indicadores de estado?

Como deve ser o comportamento sob sobretensões temporárias dos DPS?

Como devem ser os bornes com parafuso?

Esta parte descreve os ensaios de segurança e desempenho dos dispositivos de proteção contra surtos (DPS). Existem três classes de ensaios: os ensaios de Classe I são destinados a simular as correntes conduzidas parciais de descargas atmosféricas conduzidas. Os DPS submetidos aos métodos de ensaio de Classe I são geralmente recomendados para os locais de alta exposição, por exemplo, na entrada das linhas nas edificações protegidas pelos sistemas de proteção contra as descargas atmosféricas.

Os ensaios de Classe II ou III correspondem às durações de impulsos mais curtos. Os DPS são, na medida do possível, ensaiados de acordo com o princípio da “caixa preta”. A IEC 61643-12 descreve os princípios de seleção e aplicação dos DPS nas situações práticas. O intervalo de frequência é de 47 Hz a 63 Hz em ca.

A tensão aplicada de maneira contínua entre os bornes do dispositivo de proteção contra surtos (DPS) não pode exceder sua tensão máxima de operação contínua UC. A pressão atmosférica é de 80 kPa a 106 kPa. Estes valores representam uma altitude de +2.000 m a ‒500 m, respectivamente.

As temperaturas na faixa normal: –5 °C a +40 °C. Esta faixa corresponde aos DPS para uso abrigado, em locais protegidos contra as intempéries sem controle da temperatura e da umidade; e corresponde às características de influências externas de código AB4 descritas na IEC 60364-5-51. Na faixa estendida: –40 °C a +70 °C. Este intervalo de temperaturas corresponde aos DPS utilizados para uso ao tempo em locais não protegidos contra as intempéries.

Umidade na faixa normal: 5% a 95%. Esta faixa corresponde aos DPS para uso abrigado, em locais protegidos contra as intempéries sem controle da temperatura e da umidade; e corresponde às características de influências externas de código AB4 na IEC 60364-5-51. Na faixa estendida: 5% a 100%.

Estas faixas de temperaturas correspondem aos DPS para uso ao tempo em locais não protegidos contra as intempéries. Os DPS destinados a serem utilizados em invólucros e/ou no interior das edificações ou abrigados. Os DPS instalados no exterior em um invólucro ou abrigados são considerados DPS para uso interno. Os DPS destinados a serem utilizados sem invólucro e no exterior das edificações ou dos abrigos (por exemplo, em linhas aéreas de baixa tensão).

Um DPS que pode ser totalmente ou parcialmente tocado por uma pessoa não qualificada, sem o uso de uma ferramenta para abrir qualquer cobertura ou invólucro, após sua instalação. Um DPS que não está apto a ser tocado por uma pessoa não qualificada devido a estar montado fora do alcance (por exemplo, montado em linhas aéreas) ou devido a estar localizado dentro de invólucros que, após sua instalação, somente podem ser abertos utilizando uma ferramenta.

As seguintes informações mínimas devem ser fornecidas pelo fabricante. As marcações que são obrigatórias no corpo, ou fixadas de maneira permanente ao corpo, do DPS: a1) Nome do fabricante ou a marca comercial e número do modelo, a2) Tensão máxima de operação contínua Uc (um valor para cada modo de proteção), a3) Tipo de corrente: ca ou “~” e/ou a frequência, a4) Classificação de ensaio e parâmetros de descarga para cada modo de proteção declarado pelo fabricante devem ser impressos próximos um ao outro.

Para a classe de ensaio I: “classe de ensaio I “ e “IImp” e o valor em kA, e/ou “ T1 ” (T1 em um quadrado) e IImp e o valor em kA. Para a classe de ensaio II: “classe de ensaio II “ e “In“ e o valor em kA, e/ou “ T2 ” (T2 em um quadrado) e “In“ e o valor em kA. Para a classe de ensaio III: “classe de ensaio III “ e “Uoc” e o valor em kV, e/ou “ T3 ” (T3 em um quadrado) e Uoc e o valor em kV.

Deve-se marcar: a5) Nível de tensão de proteção Up (um valor para cada modo de proteção), a6) Grau de proteção assegurado pelo invólucro (código IP), se IP > 20, a7) Identificação dos bornes ou dos condutores (se não estiver identificado no produto), a8) Corrente de carga nominal IL, para os DPS com duas portas e para os DPS com uma porta com bornes de entrada e de saída separados. Quando o espaço disponível não permitir a colocação das marcações acima, é suficiente indicar o nome do fabricante ou a marca comercial, bem como o número do modelo no DPS; as outras marcações requeridas devem aparecer nas instruções de instalação.

Um DPS pode ser classificado de acordo com mais de uma classe de ensaio (por exemplo, classe de ensaio I (T1) e classe de ensaio II (T2)). Neste caso, os ensaios requeridos para cada classe de ensaio declarada devem ser realizados. Se, neste caso, o fabricante declarar somente um nível de proteção, somente o nível de proteção mais elevado deve aparecer na marcação.

As informações que devem ser fornecidas com os produtos a serem entregues incluem: localização, número de portas, método de instalação, corrente de curto-circuito nominal ISCCR, os valores nominais e as características do (s) desligador (es) externo (s), se requerido. Incluir a indicação do funcionamento do desligador (se existir), a orientação para uma instalação normal, se for significativa.

Deve-se dispor também as instruções de instalação: tipo de rede em baixa tensão – BT (esquema TN, esquema TT, esquema IT); a conexão prevista (fase-neutro, fase-terra, neutro-terra, fase-fase); a tensão nominal da rede em ca e a tolerância máxima admissível de tensão para as quais o DPS foi projetado, dimensões mecânicas, comprimento dos condutores, etc.; as faixas de temperatura e de umidade; o valor nominal de interrupção da corrente subsequente Ifi (exceto no caso dos DPS do tipo limitador de tensão); a corrente residual IPE; o valor nominal da corrente de surto de transição Itrans para um DPS do tipo curto-circuitante; a distância mínima de instalação do DPS em relação a qualquer superfície condutiva aterrada; IMÁX., (opcional).

Para as informações que devem ser fornecidas na ficha técnica do produto inclui : o valor nominal de sobretensão temporária UT e/ou o (s) tipo (s) de rede (s) de alimentação para o qual (is) o DPS foi projetado, de acordo com o Anexo B, bem como os detalhes de conexão correspondentes; a corrente total de descarga ITotal para os DPS multipolares (se declarado pelo fabricante) e a classe de ensaio correspondente; a queda de tensão para os DPS com duas portas; a capacidade de suportar surto do lado da carga para os DPS com duas portas (se declarado pelo fabricante); as informações relativas às partes substituíveis (indicadores, fusíveis, etc., se aplicável); a taxa de subida da tensão du/dt (se declarada pelo fabricante); o fator de corrente k, se ele for diferente do indicado na Tabela 20 da norma; os modos de proteção (para os DPS com mais de um modo de proteção).

Para as informações que devem ser fornecidas pelo fabricante para os ensaios de tipo: a presença de componente (s) de comutação (ver Anexo C); a corrente subsequente a ser esperada durante o ensaio de precondicionamento (≤ 500 A ou > 500 A ‒ ver o Anexo C); se o circuito de indicação de estado não utiliza componentes certificados utilizados de acordo com suas características nominais, o fabricante deve fornecer as normas de ensaio apropriadas que permitem verificar o componente especificado a ser ensaiado; o isolamento e a rigidez dielétrica dos circuitos isolados separados; a corrente presumida de curto-circuito para o ensaio de condicionamento. A conformidade é verificada por inspeção visual.

Para a proteção contra os contatos diretos (inacessibilidade das partes vivas), os DPS devem ser projetados de maneira que estas partes vivas não possam ser tocadas quando forem instalados de acordo com a utilização prevista. Os DPS, com exceção daqueles classificados unicamente para uma montagem fora de alcance, devem ser projetados de maneira que, quando forem cabeados e montados como em utilização normal, as partes vivas não sejam acessíveis, mesmo após a remoção das partes removíveis sem o auxílio de uma ferramenta.

A conexão entre os bornes de terra e todas as partes condutivas acessíveis que são conectadas a ele devem apresentar uma baixa resistência. A conformidade é verificada realizando os ensaios descritos na NBR IEC 60529.

Para todos os DPS com um borne para a conexão do condutor de proteção, a corrente residual IPE deve ser medida conectando todos os bornes do DPS a uma fonte de alimentação à tensão de ensaio de referência (UREF), de acordo com as instruções do fabricante. A conformidade é verificada realizando o ensaio descrito em 8.3.2.

A tensão de limitação medida do DPS não pode ser superior ao nível de tensão de proteção especificado pelo fabricante. A conformidade é verificada realizando o ensaio descrito em 8.3.3. O DPS deve suportar as correntes de descarga especificadas superpostas à tensão máxima de operação contínua Uc, sem modificações inaceitáveis de suas características.

BS EN 13321-1: os sistemas eletrônicos residencial e predial

A BS EN 13321-1:2021 – Open data communication in building automation, controls and building management. Home and building electronic system. Product and system requirements especifica, tanto para os sistemas eletrônicos domésticos ou de edifícios (HBES) como para o domínio da automação de edifícios e aplicação de sistemas de controle e gerenciamento de edifícios (BACS), as regras comuns para uma classe de sistemas de barramento de múltiplas aplicações onde as funções são descentralizadas e vinculadas através de um processo de comunicação comum. Essa norma europeia define os requisitos básicos para produtos e sistemas.

Os requisitos também podem se aplicar às funções distribuídas de qualquer equipamento conectado em um sistema de controle residencial ou predial, se não houver uma norma específica para este equipamento ou sistema. Devido à sua referência à série EN 50090, ela define os requisitos para a área de BACS em relação à arquitetura e hardware e aplicação e comunicação de sistemas baseados em HBES, entre outras áreas. Também especifica os requisitos básicos de interoperabilidade (entre produtos e sistemas).

Conteúdo da norma

Prefácio europeu……. iii

Introdução…………….4

1 Escopo…………… 5

2 Referências normativas ….5

3 Termos e definições………….. 5

4 Requisitos………………. 6

O objetivo permanente do CENELEC/TC 205 é preparar padrões para todos os aspectos dos sistemas eletrônicos para casas e edifícios (home and building electronic systems – HBES) em relação à sociedade da informação. Essas normas HBES garantem a integração de um amplo espectro de aplicações de controle e os aspectos de controle e gerenciamento de outras aplicações dentro e ao redor de casas e edifícios, incluindo os gateways para diferentes transmissões em mídia e redes públicas.

Além disso, eles levam em consideração todas as questões de compatibilidade eletromagnética (electromagnetic compatibility – EMC), segurança elétrica e funcional. Portanto, eles são a pré-condição para que os produtos em conformidade interajam e sejam fáceis de instalar para facilitar a tarefa dos projetistas e instaladores do sistema de fornecer as redes necessárias de acordo com as necessidades de serviço de seus clientes.

Estender esses requisitos normalizados de sistemas eletrônicos para casa e prédios (HBES) para automação de prédios e aplicação de sistema de controle e gerenciamento de prédios (building automation and control system – BACS) gera sinergia em funcionalidade e aumenta ainda mais a economia de escala neste mercado crescente e aberto de vários fornecedores de produtos BACS interoperáveis. Este documento deve ser usado por todos os envolvidos nas atividades de projeto, fabricação, engenharia, instalação e comissionamento.

Além disso, e de acordo com a visão corregulatória da UE sobre a padronização europeia, este documento apoia os objetivos europeus e ajuda os usuários a cumprir importantes diretivas da UE, como os regulamento dos produtos de construção e diretiva do desempenho energético dos edifícios.

Aspectos como condições ambientais/influências externas, segurança elétrica, EMC, etc. também costumavam ser cobertos pela EN 50090-2-2, que foi substituída pela agora disponível série EN 50491. Esta última série de normas europeia foi desenvolvida em conjunto pelo CENELEC/TC 205 e CEN/TC 247 e também inclui aspectos como segurança funcional em uso normal. A série EN 50491 se aplica, junto com o padrão de produto relevante para dispositivos, se aplicável.

A determinação do isolamento a ruído aéreo em elementos de fachada

A NBR ISO 16283-3 de 03/2021 – Acústica – Medição de campo do isolamento acústico nas edificações e nos elementos de edificações – Parte 3: Isolamento de fachada a ruído aéreo especifica procedimentos para determinar o isolamento a ruído aéreo de elementos de fachada (métodos para elemento) e de fachadas inteiras (métodos globais) usando medições de pressão sonora. Estes procedimentos são destinados a salas de volume na faixa de 10 m³ a 250 m³, na faixa de frequências de 50 Hz a 5 000 Hz. Os resultados dos ensaios podem ser utilizados para quantificar, avaliar e comparar o isolamento a ruído aéreo em salas mobiliadas ou não mobiliadas, onde o campo sonoro pode ou não se aproximar de um campo difuso. O isolamento a ruído aéreo medido é dependente da frequência e pode ser convertido em uma classificação de valor único para caracterizar o desempenho acústico, usando os procedimentos de classificação da ISO 717-1.

Os métodos para elemento buscam estimar o índice de redução sonora de um elemento de fachada, por exemplo, uma janela. O método para elemento mais exato utiliza uma fonte sonora com alto-falantes como fonte sonora artificial. Outros métodos para elemento menos exatos utilizam o ruído de tráfego disponível.

Os métodos globais, por outro lado, buscam estimar a diferença de nível sonoro em ambiente externo/interno sob condições reais de tráfego. Os métodos globais mais exatos utilizam o tráfego real como fonte sonora. Uma fonte sonora com alto-falantes pode ser utilizada como fonte sonora artificial quando o nível de ruído de tráfego no interior da sala for insuficiente.

Uma visão geral dos métodos é fornecida na tabela abaixo. O método da fonte sonora com alto-falantes para elementos fornece um índice de redução sonora aparente que, sob certas circunstâncias, pode ser comparado com o índice de redução sonora medido em laboratórios de acordo com a ISO 10140. Este método é preferencial, quando o objetivo da medição é avaliar o desempenho de um elemento específico da fachada em relação ao seu desempenho em laboratório.

O método de ruído de tráfego rodoviário para elementos serve para os mesmos propósitos que o método da fonte sonora com alto-falantes para elementos. Ele é particularmente útil quando, por razões práticas, não é possível utilizar o método da fonte sonora com alto-falantes para elementos.

Esses dois métodos, muitas vezes fornecem resultados ligeiramente diferentes. O método de ruído de tráfego rodoviário tende a resultar em valores de índice de redução sonora menores que o método da fonte sonora com alto-falantes. No Anexo E, este método de ruído de tráfego rodoviário é suplementado pelos métodos de ruído de tráfego de aeronaves e ferroviário correspondentes.

O método de ruído de tráfego rodoviário global fornece a redução real de uma fachada em um determinado local relativa a uma posição de 2 m em frente à fachada. Este método é preferencial quando o objetivo da medição é avaliar o desempenho de uma fachada inteira, incluindo todos os caminhos pelos flancos, em uma posição específica em relação às rodovias próximas.

Não é possível comparar o resultado com o de medições de laboratório. O método da fonte sonora com alto-falantes global fornece a redução sonora de uma fachada relativa a uma posição de 2 m em frente à fachada. Este método é particularmente útil quando, por razões práticas, não é possível utilizar a fonte real; no entanto, não é possível comparar o resultado com o de medições de laboratório.

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Quais são as trajetórias de varredura manual?

Como deve ser feito o cálculo da média energética dos níveis de pressão sonora?

Como deve ser executado o cálculo da média energética dos níveis de pressão sonora de baixa frequência?

Como fazer a correção do nível do sinal para ruído de fundo?

A ISO 16283 (todas as partes) descreve os procedimentos para medições de campo do isolamento acústico nas edificações. Isolamento a ruído aéreo, isolamento a ruído de impacto e isolamento a ruído aéreo de fachadas são descritos nas NBR ISO 16283-1, ISO 16283-2 e NBR ISO 16283-3, respectivamente.

As medições de campo do isolamento acústico que foram descritas anteriormente nas ISO 140-4, ISO 140-5 e ISO 140-7 foram destinadas principalmente às medições em que o campo sonoro pode ser considerado difuso e não explícitas quanto ao fato de os operadores poderem estar presentes nas salas durante a medição. A ISO 16283 difere das ISO 140-4, ISO 140-5 e ISO 140-7 em: é aplicável às salas em que o campo sonoro pode ou não se aproximar de um campo difuso, esclarece como os operadores podem medir o campo sonoro usando um microfone de mão ou sonômetro e inclui orientações adicionais contidas anteriormente na ISO 140-14.

Os métodos simplificados de ensaio para medições de campo de isolamento de fachada a ruído aéreo são descritos na NBR ISO 10052. Os instrumentos para medição dos níveis de pressão sonora, incluindo microfone (s), bem como o (s) cabo (s), protetor (es) de vento, dispositivos de gravação e outros acessórios, se utilizados, devem atender aos requisitos para instrumento de classe 1 ou 2 de acordo com a IEC 61672-1, para aplicação de incidência aleatória.

O microfone utilizado para medições de superfície deve ter um diâmetro máximo de 13 mm. Os filtros devem atender aos requisitos para um instrumento de classe 0 ou 1, de acordo com a IEC 61260. O equipamento de medição do tempo de reverberação deve atender aos requisitos estabelecidos na NBR ISO 3382-2.

No início e no final de cada série de medições, e pelo menos no início e no final de cada dia de medição, todo o sistema de medição de níveis de pressão sonora deve ser checado em uma ou mais frequências, por meio de um calibrador de nível sonoro que atenda aos requisitos para um instrumento de classe 0 ou classe 1, de acordo com a IEC 60942. Cada vez que o calibrador for utilizado, convém que o nível de pressão sonora medido com o calibrador seja anotado na documentação de campo do operador.

Sem qualquer ajuste adicional, a diferença entre as leituras obtidas em duas checagens consecutivas deve ser inferior ou igual a 0,5 dB. Se este valor for ultrapassado, os resultados das medições obtidos após a checagem satisfatória anterior devem ser descartados. O atendimento do instrumento de medição de nível de pressão sonora, dos filtros e do calibrador sonoro aos requisitos pertinentes deve ser verificado pela existência de uma declaração de conformidade válida.

Se aplicável, a resposta de incidência aleatória do microfone deve ser verificada por um procedimento de acordo com a IEC 61183. Todos os testes de calibração devem ser executados por um laboratório acreditado ou autorizado em nível nacional para realizar ensaios e calibrações pertinentes, e para assegurar a rastreabilidade metrológica com as normas de medição adequadas.

Todas as grandezas devem ser medidas utilizando filtros de banda de terço de oitava com pelo menos as seguintes frequências centrais, em hertz: 100, 125, 160, 200, 250, 315, 400, 500, 630, 800, 1.000, 1.250, 1.600, 2.000, 2.500, 3.150. Se informações adicionais na faixa de baixas frequências forem requeridas, utilizar filtros de banda de terço de oitava com as seguintes frequências centrais, em hertz: 50, 63, 80.

Se informações adicionais na faixa de altas frequências forem requeridas, utilizar filtros de banda de terço de oitava com as seguintes frequências centrais, em hertz: 4.000, 5.000. A medição de informações adicionais nas faixas de baixas e altas frequências é opcional.

A determinação do isolamento de fachada a ruído aéreo, de acordo com esta parte da, requer que a fonte sonora esteja no ambiente externo. As medições exigidas incluem os níveis de pressão sonora próximos à fachada e na sala com a (s) fonte (s) em operação, o ruído de fundo na sala de recepção quando a fonte sonora com alto-falantes é desligada ou as fontes reais não estão presentes, bem como os tempos de reverberação na sala de recepção.

Para os métodos da fonte sonora com alto-falantes para métodos de elemento e global, são descritos dois procedimentos de medição que devem ser utilizados para o nível de pressão sonora, o tempo de reverberação e para o ruído de fundo; um procedimento-padrão e um procedimento adicional de baixa frequência. Para os métodos de ruído de tráfego rodoviário para elementos e global, apenas o procedimento-padrão deve ser utilizado.

No momento, não há experiência no uso do procedimento de baixa frequência com o tráfego rodoviário (ou tráfego aéreo ou ferroviário) como fonte sonora, mas podem surgir problemas devido à incerteza em garantir que o sinal esteja acima do ruído de fundo. Para o nível de pressão sonora e o ruído de fundo, o procedimento-padrão para todas as frequências é utilizar um microfone fixo ou um microfone de mão movido de uma posição para outra, um arranjo de microfones fixos, um microfone em movimento contínuo mecanizado ou um microfone com varredura manual.

Estas medições são executadas na zona central de uma sala em posições afastadas dos limites da sala. Diferentes abordagens são descritas para amostragem da pressão sonora, para que o operador possa escolher a abordagem mais adequada. Para a sala de recepção, o objetivo é minimizar o efeito do ruído de fundo, para o qual o operador deve decidir se é vantajoso estar presente na sala, de modo a ouvir o ruído de fundo intermitente ou ficar fora da sala, para assegurar que o ruído de fundo não seja afetado pelo operador.

Para o nível de pressão sonora e o ruído de fundo, o procedimento de baixa frequência deve ser utilizado para as bandas de terço de oitava de 50 Hz, 63 Hz e 80 Hz na sala de recepção, quando seu volume for menor do que 25 m³ (calculado para o metro cúbico mais próximo). Este procedimento é executado em adição ao procedimento-padrão e requer medições adicionais dos níveis de pressão sonora nos cantos da sala de recepção, usando um microfone fixo ou um microfone de mão.

O procedimento de baixa frequência é necessário em salas pequenas, devido às grandes variações espaciais no nível de pressão sonora do campo sonoro modal. Nestas situações, medições nos cantos são utilizadas para melhorar a repetibilidade, reprodutibilidade e relevância para os ocupantes da sala. Para o tempo de reverberação, o procedimento de baixa frequência deve ser utilizado para as bandas de terço de oitavas de 50 Hz, 63 Hz e 80 Hz na sala de recepção quando seu volume for menor do que 25 m³ (calculado para o metro cúbico mais próximo).

Se utilizados métodos de processamento de sinal descritos na ISO 18233, as medições devem ser realizadas utilizando microfones fixos e não podem utilizar um microfone em movimento contínuo mecanizado, microfone de mão ou um microfone com varredura manual. Os campos sonoros em salas típicas (mobiliadas ou não) raramente se aproximarão de um campo sonoro difuso em toda a faixa de frequências de 50 Hz a 5.000 Hz.

Os procedimentos-padrão e de baixa frequência permitem que as medições sejam executadas sem qualquer conhecimento se o campo sonoro pode ser considerado como difuso ou não difuso. Por este motivo, convém que o campo sonoro não seja modificado para o propósito do ensaio, introduzindo temporariamente móveis ou difusores adicionais na sala de recepção (mobiliadas ou não).

Se medições com difusão adicional forem requeridas, por exemplo, devido aos requisitos regulamentares ou porque o resultado do ensaio é para ser comparado com uma medição de laboratório de um elemento ensaiado similar, então a introdução de três difusores é em geral suficiente, cada um com uma área de pelo menos 1,0 m². Todos os métodos de medição para o procedimento-padrão ou para o procedimento de baixa frequência são equivalentes.

Em caso de litígio, o isolamento a ruído aéreo determinado utilizando os métodos de medição sem um operador dentro da sala de recepção deve ser considerado como sendo o resultado de referência. Um resultado de referência é definido porque o nível de ruído de fundo com a varredura manual é propenso à variação no ruído gerado pelo próprio operador. Variação significativa não costuma ocorrer em microfones fixos ou em um microfone em movimento contínuo mecanizado.

Para os métodos para elementos, em que o objetivo da medição é obter resultados para comparação com medições em laboratório, convém que as etapas a seguir sejam realizadas. Verificar que o elemento de fachada sob ensaio está de acordo com a construção especificada e está montado corretamente de acordo com as instruções do fabricante.

Estimar o índice de redução sonora da fachada para garantir que a transmissão sonora por meio da parede ao redor do objeto de ensaio ou dos elementos de flanco do edifício não contribua significativamente para o nível de pressão sonora na sala de recepção. A estimativa se a parede influencia o isolamento sonoro deve ser realizada de acordo com a ISO 15712-3.

Em caso de dúvida sobre a transmissão sonora inaceitavelmente alta através da parede ao redor do objeto de ensaio ou dos elementos de flanco do edifício, deve ser realizado o procedimento descrito no Anexo B. Se o objetivo da medição for comparar o isolamento acústico de uma janela com os resultados de medições em laboratório, verificar se a área da abertura do ensaio é representativa da área da medição laboratorial e se a abertura do nicho e a posição da janela no nicho não diverge dos requisitos estabelecidos na ISO 10140.

O isolamento acústico de janelas e pequenos elementos da fachada depende das dimensões. Portanto, o isolamento acústico pode diferir consideravelmente quando esse elemento possuir dimensões diferentes do elemento ensaiado em laboratório. Para esquadrias em que a área varie do ensaio de laboratório em até 2:1, é improvável que o isolamento acústico difira em mais de 3 dB na classificação de número único.

Para qualquer elemento com uma área maior que a ensaiada em laboratório, geralmente resultará em um isolamento acústico menor. O Anexo D fornece exemplos de testes de verificação. As medições de nível de pressão sonora são utilizadas para determinar um nível médio na sala de recepção com a fonte sonora (fonte sonora com alto-falantes ou tráfego rodoviário) em operação, o tempo de reverberação na sala de recepção e o nível de ruído de fundo na sala de recepção.

Os microfones fixos podem ser utilizados sem um operador na sala, utilizando um microfone fixo em um tripé. Alternativamente, o operador pode estar presente na sala com o microfone fixo sobre um tripé, ou com o operador utilizando um microfone de mão em uma posição fixa; em ambos os casos, o tronco do corpo do operador deve permanecer a uma distância de pelo menos o comprimento de um braço do microfone.

Um mínimo de cinco posições de microfone deve ser utilizado na sala. Cada conjunto de posições de microfone deve ser distribuído no espaço máximo permitido ao longo da sala. Duas posições de microfone não podem situar-se no mesmo plano em relação aos limites da sala, e as posições não podem estar em uma distribuição regular. Os tempos de medição devem satisfazer aos requisitos de 7.2.5.1.

O microfone deve ser movido mecanicamente, com velocidade angular aproximadamente constante em um círculo, ou deve ser varrido mecanicamente ao longo de uma trajetória circular, em que o ângulo de rotação em torno de um eixo fixo seja entre 270° e 360°. O raio de varredura do movimento transversal circular deve ser de pelo menos 0,7 m.

O plano do movimento transversal deve ser inclinado, a fim de cobrir uma grande proporção do espaço permitido na sala e não pode situar-se em qualquer plano inferior a 10°, a partir de qualquer superfície da sala (parede, piso ou teto). A duração de um único movimento transversal deve ser de pelo menos 15 s. Cada movimento transversal completo pode precisar ser repetido para satisfazer aos requisitos relativos ao tempo de medição.

A trajetória da varredura manual deve ser um círculo, uma hélice, uma trajetória de tipo cilíndrica ou três semicírculos. Uma trajetória circular, helicoidal ou de tipo cilíndrica deve ser utilizada em salas mobiliadas ou não mobiladas. Se não houver espaço suficiente na sala para o operador utilizar estas trajetórias, deve ser utilizada a trajetória que consiste em três semicírculos. Cada trajetória completa pode precisar ser repetida para satisfazer aos requisitos relativos ao tempo de medição.

Para a trajetória circular, o operador deve segurar o microfone ou o sonômetro com o braço estendido durante a rotação do corpo em um ângulo de 270° a 360°. O plano do círculo deve ser inclinado de maneira a cobrir uma grande parte do espaço permitido da sala e não pode situar-se em qualquer plano que seja inferior a 10°, a partir de qualquer superfície da sala (parede, piso ou teto).

Se requerido, os joelhos podem ser dobrados para reduzir a altura total do microfone; convém que isto sempre seja feito quando a trajetória for repetida em uma outra posição na sala. Para minimizar o ruído causado pelo operador, pode ser benéfico pausar a medição no meio da trajetória, para que o operador possa mudar a posição do corpo antes de continuar a varredura.

O operador deve tentar atingir uma velocidade angular constante durante a varredura. A velocidade angular máxima deve ser de aproximadamente de 20° por segundo. Para a trajetória helicoidal, o operador segura o microfone ou o sonômetro com braço estendido em uma posição inicial de 0,5 m acima do piso; em seguida rodar o corpo pelo menos duas vezes ao longo de 360° da posição agachada para uma posição em pé, terminando com o microfone em uma posição que não seja menor que 0,5 m a partir do teto.

Para minimizar o ruído causado pelo operador, pode ser benéfico pausar a medição no meio da trajetória, para que o operador possa mudar a posição do corpo antes de continuar a varredura. O operador deve procurar atingir uma velocidade angular constante durante a varredura. A velocidade angular máxima deve ser aproximadamente de 20° por segundo.

Para a trajetória de tipo cilíndrica, o operador deve utilizar uma haste de extensão de 0,3 m a 0,9 m para segurar o microfone. Para um operador destro, a trajetória começa 0,5 m acima do piso, a partir de uma posição de cerca de 90° para o lado esquerdo; a haste então varre uma trajetória circular paralela ao piso para cobrir um ângulo de aproximadamente 220°.

A varredura continua verticalmente para cima, ao longo de uma linha reta, até que o microfone esteja a 0,5 m do teto, em seguida outra varredura circular cobre aproximadamente 220° na direção oposta, antes de descer para o ponto inicial ao longo de uma linha reta vertical. Para um operador canhoto, as direções são invertidas.

Durante as seções circulares da trajetória, o operador deve tentar atingir uma velocidade angular constante. A velocidade angular máxima deve ser de aproximadamente 20° por segundo, com uma velocidade máxima de cerca de 0,25 m/s ao longo das seções retas da trajetória.

Para a trajetória que compreende três semicírculos, o operador deve segurar o microfone ou o sonômetro com o braço estendido, e traçar três semicírculos, com separações de aproximadamente 45° a 60°. O plano de cada semicírculo não pode situar-se em qualquer plano que seja inferior a 10°, a partir de qualquer superfície da sala (parede, piso ou teto). Se requerido, os joelhos podem ser dobrados para reduzir a altura total do microfone; convém que isto seja feito quando a trajetória for repetida em uma outra posição na sala.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 153 | Ano 3 | 8 de Abril 2021

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Edição 153 | Ano 3 | 8 de Abril 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
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REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 152 | Ano 3 | 1 de Abril 2021

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A proteção de dados pessoais (DP) em nuvens públicas

Entenda quais são os objetivos de controle, controles e diretrizes comumente aceitos para implementação de medidas para proteção de dados pessoais (DP), de acordo com os princípios de privacidade descritos na NBR ISO/IEC 29100, para o ambiente de computação em nuvem pública.

A NBR ISO/IEC 27018 de 03/2021 – Tecnologia da informação – Técnicas de segurança – Código de prática para proteção de dados pessoais (DP) em nuvens públicas que atuam como operadores de DP estabelece objetivos de controle, controles e diretrizes comumente aceitos para implementação de medidas para proteção de dados pessoais (DP), de acordo com os princípios de privacidade descritos na NBR ISO/IEC 29100, para o ambiente de computação em nuvem pública. Em particular, este documento especifica diretrizes com base na NBR ISO/IEC 27002, levando em consideração os requisitos regulatórios para a proteção de DP que podem ser aplicáveis dentro do contexto do (s) ambiente (s) de risco de segurança da informação de um provedor de serviços em nuvem pública.

Este documento é aplicável a todos os tipos e tamanhos de organizações, incluindo empresas públicas e privadas, entidades governamentais e organizações sem fins lucrativos, que fornecem serviços de tratamento de informações, como operadores de DP, por meio da computação em nuvem sob contrato para outras organizações. As diretrizes deste documento também podem ser pertinentes para organizações que atuam como controladores de DP. Os controladores de DP, entretanto, podem estar sujeitos à legislação, regulamentos e obrigações adicionais de proteção de DP, não aplicáveis aos operadores de DP. Este documento não se destina a abranger estas obrigações adicionais.

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Como deve ser feita a separação dos ambientes de desenvolvimento, teste e operação?

Quais as diretrizes para os registros de eventos na implementação da proteção de DP em nuvem pública?

Quais são as políticas e procedimentos para transferência de informações?

O que deve ser feito para a gestão de incidentes de segurança da informação?

Os provedores de serviços em nuvem que tratam dados pessoais (DP) sob contrato com seus clientes têm que operar seus serviços de forma a permitir que ambas as partes atendam aos requisitos da legislação e aos regulamentos aplicáveis que abrangem a proteção de DP. Os requisitos e a forma como os requisitos são divididos entre o provedor de serviços em nuvem e seus clientes variam de acordo com a jurisdição legal e de acordo com os termos do contrato entre o provedor de serviços em nuvem e o cliente.

A legislação que regula como os DP podem ser tratados (ou seja, coletados, utilizados, transferidos e descartados) é algumas vezes referida como legislação de proteção de dados. Os DP são algumas vezes referidos como dados pessoais ou informações pessoais. As obrigações que incidem sobre um operador de DP variam de jurisdição para jurisdição, sendo um desafio para as empresas que fornecem serviços de computação em nuvem os operarem multinacionalmente.

Um provedor de serviços em nuvem pública é um operador de DP quando ele trata DP de acordo com as instruções de um cliente que utiliza serviços em nuvem. O cliente que utiliza serviços em nuvem, que tem o relacionamento contratual com o operador de DP em nuvem pública, pode variar de uma pessoa física, um titular de DP, tratando sua própria DP na nuvem, até uma organização, um controlador de DP, que trata o DP relativo a muitos titulares de DP.

O cliente que utiliza serviços em nuvem pode autorizar um ou mais usuários para serviço em nuvem associados a ele a utilizar os serviços disponibilizados sob seu contrato com o operador de DP em nuvem pública. Observar que o cliente que utiliza serviços em nuvem tem autoridade sobre o tratamento e uso dos dados.

Um cliente que utiliza serviços em nuvem, que também é um controlador de DP, pode estar sujeito a um conjunto mais amplo de obrigações que regulam a proteção de DP do que o operador de DP em nuvem pública. A manutenção da distinção entre o controlador de DP e o operador de DP depende de o operador de DP em nuvem pública não ter objetivos de tratamento de dados diferentes dos estabelecidos pelo cliente que utiliza serviços em nuvem em relação ao DP que ele trata e às operações necessárias para atingir os objetivos do cliente que utiliza serviços em nuvem.

Quando o operador de DP em nuvem pública estiver tratando de dados da conta do cliente que utiliza serviços em nuvem, ele pode estar atuando como um controlador de DP para esta finalidade. Este documento não abrange esta atividade. A intenção deste documento, quando utilizado em conjunto com os objetivos e controles de segurança da informação descritos na NBR ISO/IEC 27002, é criar um conjunto comum de categorias e controles de segurança que possam ser implementados por um provedor de serviços de computação em nuvem pública que atua como um operador de DP.

Este documento tem os seguintes objetivos: auxiliar o provedor de serviços em nuvem pública a atender às obrigações aplicáveis ao atuar como um operador de DP, se estas obrigações incidirem sobre o operador de DP diretamente ou por contrato; permitir que o operador de DP em nuvem pública seja transparente em assuntos relevantes, de modo que os clientes possam selecionar serviços de tratamento de DP baseados em nuvem bem controlados; auxiliar o cliente que utiliza serviços em nuvem e o operador de DP em nuvem pública a realizarem um acordo contratual; prover aos clientes que utilizam serviços em nuvem um mecanismo para o exercício de direitos e responsabilidades de auditoria e conformidade, nos casos em que auditorias individuais do cliente que utiliza serviços em nuvem de dados hospedados em um ambiente de servidor virtualizado (nuvem) com várias partes possam ser impraticáveis tecnicamente e possam aumentar os riscos a estes controles de segurança de rede física e lógica no local.

Este documento pode auxiliar ao prover uma estrutura de conformidade comum para os provedores de serviços em nuvem pública, especialmente aqueles que operam em um mercado multinacional. Ele é projetado para que as organizações o utilizem como uma referência para selecionar controles de proteção de DP dentro do processo de implementação de um sistema de gestão de segurança da informação de computação em nuvem, com base na NBR ISO/IEC 27001, ou como documento de orientação para implementação de controles de proteção de DP comumente aceitos por organizações que atuam como operadores de DP em nuvem pública.

Em particular, este documento foi baseado na NBR ISO/IEC 27002, levando em consideração o (s) ambiente (s) de risco específico (s) decorrente (s) dos requisitos de proteção de DP que podem ser aplicados aos provedores de serviços de computação em nuvem pública que atuam como operadores de DP. Normalmente, uma organização que implementa a NBR ISO/IEC 27001 está protegendo seus próprios ativos de informação.

Entretanto, no contexto dos requisitos de proteção de DP para um provedor de serviços em nuvem pública que atua como um operador de DP, a organização está protegendo os ativos de informação que são confiados a ela pelos seus clientes. A implementação dos controles da NBR ISO/IEC 27002 pelo operador de DP em nuvem pública é adequada para esta finalidade e necessária.

Este documento incrementa os controles da NBR ISO/IEC 27002 para acomodar a natureza distribuída do risco e a existência de uma relação contratual entre o cliente que utiliza serviços em nuvem e o operador de DP em nuvem pública. Este documento incrementa os controles da NBR ISO/IEC 27002 de duas maneiras: as diretrizes para implementação aplicáveis à proteção de DP em nuvem pública são providas para determinados controles existentes na NBR ISO/IEC 27002; e o Anexo A que fornece um conjunto de controles adicionais e diretrizes associadas, destinados a tratar dos requisitos de proteção de DP em nuvem pública não abordados pelo conjunto de controle existente na NBR ISO/IEC 27002.

A maioria dos controles e diretrizes deste documento também se aplicará a um controlador de DP. Entretanto, o controlador de DP, na maioria dos casos, estará sujeito às obrigações adicionais não especificadas neste documento. É essencial que uma organização identifique seus requisitos para a proteção de DP.

Existem três fontes principais de requisitos, conforme descrito a seguir. Os requisitos legais, estatutários, regulatórios e contratuais, em que uma fonte é representada pelos requisitos e obrigações legais, estatutários, regulatórios e contratuais que uma organização, seus parceiros comerciais, contratados e provedores de serviços têm que atender, e suas responsabilidades socioculturais e seu ambiente operacional.

Convém observar se a legislação, regulamentos e cláusulas contratuais realizados pelo operador de DP podem requerer a seleção de controles específicos e também podem necessitar de critérios específicos para a implementação destes controles. Estes requisitos podem variar de uma jurisdição para outra.

Os riscos que são outras fontes derivadas da avaliação de riscos à organização associados aos DP, levando em consideração a estratégia e os objetivos globais de negócio da organização. Por meio de uma avaliação de riscos, as ameaças são identificadas, a vulnerabilidade e a probabilidade de ocorrência são avaliadas e o impacto potencial é estimado.

A NBR ISO/IEC 27005 fornece as diretrizes sobre a gestão de riscos na segurança da informação, incluindo recomendações sobre a avaliação do risco, aceitação do risco, comunicação do risco, monitoramento do risco e análise crítica do risco. A NBR ISO/IEC 29134 fornece diretrizes sobre a avaliação do impacto de privacidade.

Quanto às políticas corporativas, enquanto muitos aspectos abrangidos por uma política corporativa são derivados de obrigações legais e socioculturais, uma organização também pode escolher, voluntariamente, ir além dos critérios que são derivados dos requisitos legais. Os controles podem ser selecionados deste documento (que inclui, por referência, os controles da NBR ISO/IEC 27002, criando um conjunto combinado de controle de referência para o setor ou aplicação especificado pelo escopo).

Se requerido, os controles também podem ser selecionados de outros conjuntos de controle, ou novos controles podem ser projetados para atender a necessidades específicas, conforme apropriado. Um serviço de tratamento de DP fornecido por um operador de DP em nuvem pública pode ser considerado uma aplicação de computação em nuvem em vez de um setor por si só. Entretanto, o termo específicos do setor é utilizado neste documento, uma vez que este é o termo convencional utilizado em outras normas da série ISO/IEC 27000.

A seleção de controles depende de decisões organizacionais com base nos critérios para aceitação do risco, nas opções para tratamento do risco e na abordagem geral da gestão de riscos aplicada à organização, e de acordos contratuais, de seus clientes e de seus fornecedores. A seleção de controles também está sujeita aos regulamentos e legislações nacionais e internacionais pertinentes.

Quando os controles neste documento não forem selecionados, é necessário que esta informação seja documentada, com justificativa pela omissão. Além disso, a seleção e a implementação de controles dependem da função real do provedor de nuvem pública no contexto de toda a arquitetura de referência de computação em nuvem (ver ISO/IEC 17789). Muitas organizações diferentes podem ser envolvidas no fornecimento de serviços de infraestrutura e de aplicação em um ambiente de computação em nuvem.

Em algumas circunstâncias, os controles selecionados podem ser exclusivos para uma categoria de serviço específica da arquitetura de referência de computação em nuvem. Em outros casos, pode haver funções compartilhadas na implementação de controles de segurança. Os acordos contratuais precisam especificar claramente as responsabilidades de proteção de DP de todas as organizações envolvidas em prover ou utilizar os serviços em nuvem, incluindo o operador de DP em nuvem pública, seus subcontratados e o cliente que utiliza serviços em nuvem.

Os controles neste documento podem ser considerados princípios de diretrizes e aplicáveis à maioria das organizações. Eles são explicados com mais detalhes a seguir, juntamente com as diretrizes para implementação. A implementação pode ser simplificada se os requisitos para a proteção de DP tiverem sido considerados no projeto do sistema de informações, serviços e operações do operador de DP em nuvem pública. Esta consideração é um elemento do conceito que é muitas vezes denominado Privacidade por Projeto.

Este documento pode ser considerado um ponto de partida para o desenvolvimento de diretrizes de proteção de DP. É possível que nem todos os controles e diretrizes contidos neste código de prática sejam aplicáveis. Além disso, controles e diretrizes adicionais não incluídos neste documento podem ser requeridos.

Quando documentos forem desenvolvidos contendo diretrizes ou controles adicionais, pode ser útil incluir referências cruzadas às Seções deste documento, quando aplicável, para facilitar a verificação da conformidade por auditores e parceiros de negócio. Os DP têm um ciclo de vida natural, desde a sua criação e origem, armazenamento, tratamento, uso e transmissão, até a sua eventual destruição ou obsolescência.

Os riscos aos DP podem variar durante o seu tempo de vida, porém a proteção de DP permanece importante em algumas etapas de todos os estágios. Os requisitos de proteção de DP precisam ser levados em consideração quando os sistemas de informações existentes e novos forem gerenciados por meio do seu ciclo de vida. Este documento possui uma estrutura similar à da NBR ISO/IEC 27002.

Nos casos em que os objetivos e controles especificados na NBR ISO/IEC 27002 são aplicáveis sem a necessidade de quaisquer informações adicionais, somente uma referência à NBR ISO/IEC 27002 é fornecida. Controles adicionais e diretrizes para implementação associadas, aplicáveis à proteção de DP para provedores de serviços de computação em nuvem, são descritos no Anexo A.

Nos casos em que os controles necessitam de orientações adicionais aplicáveis à proteção de DP para provedores de serviços de computação em nuvem, isto é provido sob o título Orientações para implementação da proteção de DP em nuvem pública. Em alguns casos, outras informações relevantes que incrementem as orientações adicionais são fornecidas, sob o título outras informações para proteção de DP em nuvem pública.

Conforme mostrado na tabela abaixo, estas orientações e informações específicas do setor estão incluídas nas categorias especificadas na NBR ISO/IEC 27002. Os números das Seções, que foram alinhados com os números das Seções correspondentes na NBR ISO/IEC 27002, estão indicados na tabela abaixo. Este documento deve ser utilizado em conjunto com a NBR ISO/IEC 27001, e os controles adicionais especificados no Anexo A devem ser considerados para adoção como parte do processo de implementação de um sistema de gestão de segurança da informação baseado na NBR ISO/IEC 27001.

De acordo com a NBR ISO/IEC 27002, cada categoria de controle principal contém: um objetivo do controle, declarando o que é para ser alcançado; e um ou mais controles que podem ser aplicados para alcançar o objetivo do controle. As descrições do controle estão estruturadas conforme o descrito a seguir.

O controle estabelece a declaração de controle específica para atender ao objetivo do controle. As diretrizes para implementação da proteção de DP em nuvem pública proveem informações mais detalhadas para apoiar a implementação do controle e atender aos objetivos do controle. As diretrizes podem não ser totalmente adequadas ou suficientes em todas as situações e podem não atender aos requisitos específicos de controle da organização. Os controles alternativos ou adicionais, ou outras formas de tratamento de risco (evitando, transferindo ou aceitando riscos) podem, portanto, ser apropriados.

Outras informações para proteção de DP em nuvem pública proveem informações adicionais que podem ser consideradas, como considerações legais e referências a outras normas. O controle e as diretrizes para implementação associadas e outras informações especificadas na NBR ISO/IEC 27002 são aplicáveis. As seguintes diretrizes específicas do setor também são aplicáveis.

Para as diretrizes para implementação da proteção de DP em nuvem pública, convém que as políticas de segurança da informação sejam incrementadas por uma declaração referente ao suporte e comprometimento em atingir o compliance com a legislação e os termos contratuais de proteção de DP aplicáveis acordados entre o operador de DP em nuvem pública e seus clientes (clientes que utilizam serviços em nuvem).

Convém que os acordos contratuais atribuam claramente as responsabilidades entre o operador de DP em nuvem pública, seus subcontratados e o cliente que utiliza serviços em nuvem, levando em consideração o tipo de serviço em nuvem em questão (por exemplo, um serviço de uma categoria IaaS, PaaS ou SaaS da arquitetura de referência de computação em nuvem).

Por exemplo, a atribuição de responsabilidade pelos controles da camada de aplicação pode diferir, dependendo se o operador de DP em nuvem pública está fornecendo um serviço de SaaS ou, em vez disso, está fornecendo um serviço de PaaS ou IaaS sobre o qual o cliente que utiliza serviços em nuvem pode construir ou estender em camadas suas próprias aplicações. Em algumas jurisdições, o operador de DP em nuvem pública está diretamente sujeito à legislação de proteção de DP.

Em outros locais, a legislação de proteção de DP é aplicável somente ao controlador de DP. Um mecanismo para assegurar que o operador de DP em nuvem pública está obrigado a apoiar e gerenciar o compliance é provido pelo contrato entre o cliente que utiliza serviços em nuvem e o operador de DP em nuvem pública.

O contrato pode requerer conformidade com auditoria independente, aceitável ao cliente que utiliza serviços em nuvem, por exemplo, por meio da implementação dos controles pertinentes neste documento e na NBR ISO/IEC 27002. Para as diretrizes para implementação da proteção de DP em nuvem pública, convém que medidas sejam implementadas para conscientizar os funcionários da organização, quando pertinente, sobre as possíveis consequências ao operador de DP em nuvem pública (por exemplo, consequências legais, perda de negócio e danos à marca ou de reputação), ao membro da equipe (por exemplo, consequências disciplinares) e ao titular de DP (por exemplo, consequências físicas, materiais e emocionais) na violação das regras e procedimentos de privacidade ou de segurança, especialmente aqueles que tratam da manipulação de DP.

Para as outras informações para proteção de DP em nuvem pública, em algumas jurisdições, o operador de DP em nuvem pública pode estar sujeito a sanções legais, incluindo multas substanciais diretamente da autoridade local de proteção de DP. Em outras jurisdições, convém que o uso de normas como este documento, na preparação do contrato entre o operador de DP em nuvem pública e o cliente que utiliza serviços em nuvem, auxilie a estabelecer uma base para sanções contratuais por violação de regras e procedimentos de segurança.

No contexto das categorias de serviço da arquitetura de referência de computação em nuvem, o cliente que utiliza serviços em nuvem pode ser responsável por alguns ou todos os aspectos do gerenciamento de acesso para usuários que utilizam serviços em nuvem sob seu controle. Quando apropriado, convém que o operador de DP em nuvem pública permita que o cliente que utiliza serviços em nuvem gerencie o acesso dos usuários sob seu controle, por exemplo, fornecendo direitos administrativos para gerenciar ou encerrar o acesso.

Convém que os procedimentos para registro e cancelamento do usuário tratem a situação quando o controle de acesso do usuário estiver comprometido, como a corrupção ou o comprometimento de senhas ou outros dados de registro do usuário (por exemplo, como resultado de uma divulgação involuntária). As jurisdições individuais podem impor requisitos específicos relativos à frequência de verificações para credenciais de autenticação não utilizadas.

Convém que as organizações que operam nessas jurisdições assegurem que elas atendam a estes requisitos. Convém que o operador de DP em nuvem pública forneça informações ao cliente que utiliza serviços em nuvem referentes às circunstâncias em que ele utiliza a criptografia para proteger os DP que ele trata.

Convém que o operador de DP em nuvem pública também forneça informações ao cliente que utiliza serviços em nuvem sobre quaisquer capacidades que ele fornece que possam auxiliar o cliente que utiliza serviços em nuvem a aplicar sua própria proteção criptográfica. Em algumas jurisdições, pode ser requerido aplicar a criptografia para proteger tipos específicos de DP, como dados de saúde relativos a um titular de DP, números de registro de residentes, números de passaporte e números de licença de motorista.

Os interruptores para sistemas eletrônicos residenciais e de edificações

Deve-se entender os parâmetros dos interruptores HBES com tensão local que não exceda 250 V em corrente alternada e com corrente nominal inferior ou igual a 16 A, para instalações elétricas fixas domésticas e similares abrigadas ou ao tempo e para as unidades eletrônicas periféricas.

A NBR IEC 60669-2-5 de 03/2021 – Interruptores para instalações elétricas fixas domésticas e similares – Parte 2-5: Requisitos particulares – Interruptores e acessórios para utilização em sistemas eletrônicos residenciais e de edificações (HBES) é aplicável aos interruptores HBES com tensão local que não exceda 250 V em corrente alternada e com corrente nominal inferior ou igual a 16 A, para instalações elétricas fixas domésticas e similares abrigadas ou ao tempo e para as unidades eletrônicas periféricas. Os requisitos são aplicáveis aos: interruptores HBES para o funcionamento dos circuitos de lâmpadas e para o comando da luminosidade das lâmpadas (variadores) ou da velocidade dos motores (por exemplo, aqueles dos ventiladores), bem como para outras utilizações (por exemplo, instalações de aquecimento); sensores, atuadores, tomadas com interruptores, unidades eletrônicas periféricas associadas, etc. Nessa norma, a palavra interruptor HBES é utilizada para descrever todos os tipos de produtos HBES, por exemplo, os interruptores, sensores, atuadores, tomadas com interruptores, unidades eletrônicas periféricas associadas, etc.

O funcionamento e o comando são realizados intencionalmente por uma pessoa, por intermédio de um atuador, de uma chave, de um cartão, etc., ou de uma superfície sensível ou de um elemento sensível ao toque, à proximidade, à rotação, a um fenômeno óptico, acústico, térmico; por meios físicos, por exemplo, luz, temperatura, umidade, tempo, velocidade do vento, presença de pessoas; por qualquer outra influência; e transmitido por um sinal eletrônico por vários meios, por exemplo, redes de alimentação elétrica, pares trançados, fibras ópticas, radiofrequências, infravermelho, etc.

Os interruptores HBES de acordo com esta norma são adequados para a utilização em temperaturas que normalmente não excedam a 25°C, mas que possam ocasionalmente atingir 35 °C. Essa parte também é aplicável às caixas de montagem para interruptores HBES, com exceção das caixas para os interruptores embutidos, que são abrangidas pela NBR IEC 60670-1. No seguinte país, as caixas para montagem embutida são abrangidas pela EN 60670-1 e na BS 4662: UK.

Os aspectos de segurança funcional dos interruptores HBES não são abrangidos por esta norma. Os requisitos de segurança funcional são tratados pelas normas correspondentes dos produtos comandados pelo HBES. Nos locais que apresentam condições especiais, por exemplo, uma temperatura mais elevada, podem ser necessárias construções especiais.

Essa norma não se destina a ser utilizada para os dispositivos que se enquadram no escopo da IEC 60730. Nessa parte, para qualquer referência à NBR IEC 60669-2-1, interruptores eletrônicos é substituído por interruptores HBES. No seguinte país, os interruptores HBES de acordo com esta norma são adequados para a utilização em temperaturas ambientes que normalmente não excedem 35°C, mas ocasionalmente atingem 40 °C: CN.

Um interruptor HBES é eletrônico e se destina a ser utilizado em um sistema HBES, utilizado para a comunicação bidirecional e projetado para estabelecer ou interromper e/ou comandar diretamente (por exemplo, um atuador) ou indiretamente (por exemplo, um sensor), a corrente em um ou mais circuitos elétricos. A comunicação pode ser realizada a partir de diferentes meios, por exemplo, os pares trançados (TP), a rede de alimentação elétrica (PL), os sinais infravermelhos (IR) e as radiofrequências (RF). Estabelecer ou interromper e/ou comandar diretamente significa que um atuador estabelece ou interrompe a corrente e/ou o comando da corrente.

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Quais são as distâncias de isolamento no ar mínimas com ensaio de verificação?

Qual é a distância de isolamento no ar e distância de escoamento externas entre unidades de aperto?

Como devem ser projetados os interruptores em relação à imunidade?

Quais são os valores de ensaio dos afundamentos de tensão e das interrupções curtas?

Como deve ser executado o ensaio de transitórios elétricos rápidos/salvas?

Em relação às marcações, adicionalmente, para os interruptores HBES com mecanismo(s) de contato classificados para mais de 20 000 ciclos de manobras, o número de ciclos deve ser indicado. Esta informação pode ser colocada no interruptor HBES e/ou na sua unidade de embalagem e/ou na sua folha de instruções que o acompanha.

Os sensores, os elementos de comando e os elementos eletrônicos periféricos associados que não controlam diretamente a carga e que são alimentados pela rede, não precisam ter as seguintes marcações: tensão nominal em volts; corrente nominal em ampères ou carga nominal em volt-ampères ou em watts; símbolo da natureza da alimentação. A instalação correta do produto deve ser fornecida nas instruções do fabricante.

Se os circuitos comutados não puderem ser utilizados nos circuitos SELV/PELV, as informações apropriadas devem ser fornecidas nas instruções do fabricante. Para a proteção contra os choques elétricos, as partes vivas dos circuitos SELV, PELV ou FELV devem ser eletricamente separadas entre elas assim como dos outros circuitos por uma separação simples ou uma separação de proteção, conforme indicado na Seção 23.

A tensão SELV/PELV é igual a no máximo 50 V em corrente alternada ou em corrente contínua, na ausência de uma falta ou em condição de primeira falta. O FELV é igual a no máximo 50 V em corrente alternada ou em corrente contínua, na ausência de falta.

Adicionalmente, se a tensão SELV/PELV for superior a 25 V em corrente alternada em condições secas ou 12 V em corrente alternada ou 30 V em corrente contínua em condições úmidas, a proteção contra os contatos diretos deve ser assegurada por: barreiras ou invólucros que asseguram pelo menos um grau de proteção IP2X ou IPXXB, ou — uma isolação capaz de suportar uma tensão de ensaio de 500 V em corrente alternada durante 1 min.

A corrente de toque dos interruptores HBES não pode ser superior a 0,5 mA eficaz (0,7 mA de pico), mesmo nas condições de primeira falta. A conformidade é verificada por inspeção e, se necessário, pelos ensaios de acordo com a IEC 60990. A corrente de toque na rede HBES a partir dos interruptores HBES alimentados pela rede de alimentação, ou pelas interfaces com outras redes, deve ser limitada a 0,25 mA eficazes. A conformidade é verificada por medição de acordo com a IEC 60990.

O ensaio não é aplicável aos interruptores HBES cujo circuito que deve ser conectado à rede HBES é conectado ao borne de terra de proteção ou funcional do interruptor HBES. Neste caso, a corrente de toque do interruptor HBES à rede é considerada nula. Quando for possível tocar na rede HBES durante a manutenção, o limite da soma da corrente de toque pode ser considerado de acordo com a IEC 60950-1.

Não é necessário que a capacidade de conexão dos bornes para os circuitos, diferentes daqueles do circuito de alimentação, tenham uma relação com a corrente nominal do interruptor HBES. Isso significa que estes bornes não tenham necessariamente a mesma capacidade de conexão que os bornes de alimentação do interruptor HBES.

Os bornes para condutores de seção inferior a 0,5 mm² devem atender aos requisitos da IEC 60999-1. Os bornes com parafusos de acordo com a NBR IEC 60998-2-1, podem ser utilizados. Considera-se que os bornes com parafuso de acordo com a NBR IEC 60998-2-1 atendem aos requisitos e ensaios, desde que sejam escolhidos de acordo com a tabela abaixo.

Os interruptores HBES que possuem tensões perigosas e os circuitos SELV/PELV devem fornecer uma isolação dupla ou uma isolação reforçada para a tensão nominal de isolamento e a tensão nominal de impulso suportável do ponto de vista externo (entre interruptores HBES e os outros circuitos externos do interruptor HBES) e do ponto de vista interno (entre os diferentes circuitos no interior do interruptor HBES). A Figura 201 a) (disponível na norma) aborda a parte SELV/PELV no interior dos interruptores HBES previstos para serem utilizados nas instalações SELV/PELV ou nas instalações da rede de alimentação quando a isolação básica das partes vivas dos circuitos de alimentação puder ser prevista.

A Figura 201 b) (disponível na norma) aborda a parte SELV/PELV no interior dos interruptores HBES para circuitos de alimentação monofásicos previstos para serem utilizados nas instalações onde as tensões perigosas aparecem (incluindo as instalações da rede de alimentação). Os interruptores HBES que possuem somente circuitos SELV/PELV devem fornecer uma isolação dupla ou uma isolação reforçada para a tensão nominal de isolamento e para a tensão nominal de impulso suportável (entre o circuito SELV/PELV do interruptor HBES) e os outros circuitos externos do interruptor HBES (ver Figura 201c na norma)) de acordo com o ambiente da rede de alimentação 230/400 V, a menos que a utilização em um ambiente diferente seja claramente visível, seja por marcação, uma folha de instruções ou meios similares (ver Figura 201d)).

Ao conectar um interruptor HBES baseado em circuitos SELV/PELV a uma rede baseada em circuitos SELV/PELV, a separação simples é requerida com base na tensão nominal de isolamento de 50 V e na tensão nominal de impulso suportável mais elevada dos circuitos. Um circuito do interruptor HBES SELV e um circuito da rede SELV de mesma tensão nominal de isolamento e de mesma tensão nominal de impulso suportável podem ser considerados como sendo o mesmo circuito e, portanto, nenhuma separação é necessária.

Um circuito do interruptor HBES PELV e um circuito da rede PELV de mesma tensão nominal de isolamento e de mesma tensão nominal de impulso suportável podem ser considerados como sendo o mesmo circuito e, portanto, nenhuma separação é necessária. A Figura 201 c) na norma aborda os interruptores HBES SELV/PELV previstos para serem utilizados nas instalações onde as tensões perigosas aparecem (incluindo as instalações da rede de alimentação).

A Figura 201 d) na norma aborda os interruptores HBES SELV/PELV previstos para serem utilizados somente nas instalações SELV/PELV. A Figura 201 e) na norma aborda os interruptores HBES SELV/PELV previstos para serem utilizados nas instalações da rede de alimentação, onde a isolação básica das partes vivas da rede de alimentação pode ser prevista. Os circuitos SELV devem ser isolados dos circuitos FELV por separação simples (ver Figura 201 f). Os circuitos FELV devem ser isolados da rede de alimentação por pelo menos uma isolação básica (baseada em uma tensão de utilização igual à tensão da rede de alimentação) (ver Figura 201 f).

Não é requerido que os circuitos FELV sejam isolados dos outros circuitos FELV, exceto para fins funcionais. Não é requerido que os circuitos FELV sejam isolados do circuito de terra de proteção, exceto para fins funcionais. Os circuitos FELV devem ser isolados das partes metálicas acessíveis não aterradas por separação simples (baseada em uma tensão de utilização igual à tensão da rede de alimentação).

Se nenhum ensaio de verificação for realizado, as distâncias de isolamento no ar para a isolação básica devem ser dimensionadas como especificado na Tabela 203 na norma, considerando que a tensão de impulso suportável requerida é igual à tensão nominal de impulso suportável do interruptor HBES (conforme definido na Tabela 202 na norma). As distâncias de isolamento no ar por meio das aberturas dos invólucros em material isolante não podem ser inferiores àquelas relacionadas às condições de campo heterogêneas uma vez que as configurações não podem ser verificadas, o que pode influenciar de maneira adversa na homogeneidade do campo elétrico (IEC 60664-1:2007, 5.1.3.2).

A isolação dupla consiste em uma isolação básica e uma isolação suplementar. Cada uma deve ser dimensionada conforme especificado na Tabela 203 na norma, se nenhum ensaio de verificação for realizado. Para os interruptores HBES fornecidos com uma isolação dupla e se a isolação básica e suplementar não puderem ser ensaiadas separadamente, o sistema de isolação é considerado uma isolação reforçada. A conformidade é verificada pelas medições que consideram os valores do Anexo BB.

Os valores de distância de isolamento no ar (para uma tensão de impulso suportável requerida igual a 800 V) não podem ser inferiores aos valores indicados na Tabela 203 na norma. Os valores das distâncias de isolamento no ar (para uma tensão de impulso suportável requerida superior a 800 V) inferiores aos valores indicados na Tabela 203 podem ser utilizados: se as partes forem rígidas ou colocadas por moldagem ou se a construção for de maneira que é improvável que as distâncias sejam reduzidas durante a montagem, a conexão e a utilização normal, e se as distâncias de isolamento no ar não forem inferiores àquelas indicadas na Tabela 205.

Ao selecionar as distâncias de isolamento no ar de acordo com a Tabela 205, os requisitos da IEC 60664-1 em relação aos fatores de influência podem ser levados em consideração se as distâncias de isolamento no ar suportarem o ensaio dielétrico de tensão de impulso, de acordo com a IEC 60664-1. A conformidade é verificada pelo ensaio de tensão de impulso suportável seguinte. A tensão de ensaio é igual à tensão de impulso suportável requerida especificada na Tabela 202 corrigida na Tabela 204. O ensaio é realizado em um conjunto completo como em utilização normal.

Todos os condutores da parte FELV ou SELV são conectados juntos e todos os condutores da parte da alimentação são conectados juntos. Os interruptores HBES devem ser projetados para funcionar corretamente nas condições do ambiente eletromagnético nas quais são previstos a serem utilizados. Isto se aplica particularmente aos interruptores HBES destinados a serem conectados nos sistemas de alimentação elétrica de baixa tensão em corrente alternada, quando o projeto deve considerar as perturbações normais do sistema de alimentação elétrica, conforme definido pelos níveis de compatibilidade indicados na IEC 61000-2-2. Os ensaios são realizados com uma nova amostra.

Os ajustes de ensaio são descritos no Anexo CC para os interruptores HBES utilizando pares trançados. A utilização de software dedicado para fins de ensaios é permitida, desde que todas as funções significativas sejam exercidas. Para os interruptores HBES, o fabricante deve especificar todos os detalhes relacionados à carga.

Para os interruptores HBES utilizando RF (radiofrequência), os requisitos de RF correspondentes aplicáveis no país específico devem ser aplicados. Nos seguintes países, as normas ETSI EN 300 220-1, ETSI EN 300 220-2 e ETSI EN 301 489-3 são aplicáveis: todos os países CENELEC. Para a imunidade, os requisitos da NBR IEC 60669-2-1:2014 são aplicáveis adicionalmente a 26.2.

Para os interruptores HBES que utilizam as linhas PL (linha de alimentação), os requisitos de emissão aplicáveis no país específico devem ser aplicados. Nos seguintes países, a norma EN 50065-1 em complemento aos requisitos da EN 50065-2-2 ou da EN 50065-2-3, são aplicáveis: todos os países CENELEC. Para a imunidade, na ausência de normas nacionais, os requisitos da NBR IEC 60669-2-1:2014 são aplicáveis.

As distâncias seguras para os membros superiores e inferiores em máquinas

Deve-se entender os valores para distâncias de segurança em ambientes industriais e não industriais, com o objetivo de prevenir que zonas perigosas sejam alcançadas. As distâncias de segurança são apropriadas para estruturas de proteção.

A NBR ISO 13857 de 03/2021 – Segurança de máquinas – Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores e inferiores estabelece valores para distâncias de segurança em ambientes industriais e não industriais, com o objetivo de prevenir que zonas perigosas sejam alcançadas. As distâncias de segurança são apropriadas para estruturas de proteção. Ele também fornece informações sobre distâncias, para impedir o livre acesso de membros inferiores (ver Anexo B).

Abrange pessoas de 14 anos ou mais (a estatura de 20% das pessoas com o 5° percentil de 14 anos é aproximadamente 1.400 mm). Além disso, apenas para membros superiores, é fornecida informação para crianças maiores que 3 anos (a estatura de 20% das pessoas com o 5° percentil de 3 anos é aproximadamente 900 mm), onde o acesso através de aberturas precisa ser abordado. Não é praticável especificar as distâncias de segurança para todas as pessoas. Portanto, os valores apresentados destinam-se a cobrir o 95° percentil da população.

Os dados para impedir o acesso de membros inferiores de crianças não são considerados. As distâncias se aplicam quando a redução suficiente do risco pode ser atingida somente pelo distanciamento. Como as distâncias de segurança dependem da medida, algumas pessoas de dimensões extremas ainda serão capazes de alcançar zonas de perigo mesmo quando os requisitos deste documento forem respeitados.

A conformidade com os requisitos deste documento impedirá o acesso à zona de risco. No entanto, o usuário deste documento é ciente de que a redução de risco requerida para todos os perigos não é obtida (por exemplo, perigos relacionados às emissões da máquina, como radiação ionizante, fontes de calor, ruído, poeira).

As seções que tratam de membros inferiores são aplicadas por si só quando o acesso pelos membros superiores à mesma zona de perigo não é previsível, de acordo com a avaliação de riscos. As distâncias de segurança são destinadas a proteger aquelas pessoas que tentam alcançar zonas de perigo sob as condições especificadas.

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Qual é o alcance ao redor com limitação de movimento?

Qual é o alcance através de aberturas regulares – pessoas de 14 anos ou mais?

Qual é o alcance através de aberturas regulares – pessoas de 3 anos de idade ou mais?

Quais os passos que devem ser executados em aberturas com forma irregular?

A estrutura das normas de segurança no campo de máquinas está descrita a seguir. As normas do tipo A (normas fundamentais de segurança) definem com rigor os conceitos fundamentais, os princípios de concepção e os aspectos gerais válidos para todos os tipos de máquinas. As normas do tipo B (normas de segurança relativas a um grupo) tratam de um aspecto ou de um tipo de dispositivo condicionador de segurança, aplicáveis a uma gama extensa de máquinas

Elas pode ser normas do tipo B1 – sobre aspectos particulares de segurança (por exemplo, distância de segurança, temperatura de superfície, ruído), e normas do tipo B2 – sobre dispositivos condicionadores de segurança (por exemplo, comandos bimanuais, dispositivos de intertravamento, dispositivos sensíveis a pressão, proteções); as normas do tipo C (normas de segurança por categoria de máquinas) que fornecem prescrições detalhadas de segurança aplicáveis a uma máquina em particular ou a um grupo de máquinas.

Este documento é considerado do tipo B1, como indicado na NBR ISO 12100:2013. Ele é relevância, em particular, para os grupos de interesse que representam o mercado, no que diz respeito à segurança de máquinas: fabricantes de máquinas (pequenas, médias e grandes empresas); saúde e segurança (agências reguladoras, organizações de prevenção de acidentes, vigilâncias do mercado etc.).

Outros podem ser afetados pelo nível de segurança alcançado pelas máquinas por este documento pelos grupos acima mencionados: usuários de máquina/empregadores (pequenas, médias e grandes empresas); usuários de máquina/empregadores (por exemplo, sindicatos, organizações para pessoas com necessidades especiais); prestadores de serviço, por exemplo para manutenção (pequenas, médias e grandes empresas); consumidores (no caso de máquinas destinadas ao uso de consumidores de máquinas).

Os grupos mencionados anteriormente tiveram a possibilidade de participar do processo de elaboração deste documento. Adicionalmente, este documento é destinado aos organismos de normalização que elaboram normas tipo C. Os requisitos deste documento podem ser suplementados ou modificados por uma norma tipo C. Para máquinas cobertas pelo escopo de uma norma tipo C e que foram projetadas ou construídas de acordo com os requisitos deste documento, os requisitos da norma tipo C prevalecem. Quando as disposições de uma norma do tipo C forem diferentes das que são declaradas nas normas do tipo A ou tipo B, as disposições da norma do tipo C prevalecem sobre as disposições das outras normas para máquinas que foram projetadas e construídas de acordo com as disposições da norma do tipo C.

Um método de eliminação ou redução de riscos causados por máquinas é fazer uso das distâncias para impedir que as zonas de perigo sejam alcançadas pelos membros superiores e inferiores. Nas distâncias de segurança especificadas, alguns aspectos devem ser levados em consideração, como as situações de alcance que ocorrem quando a máquina está em uso, as pesquisas confiáveis de dados antropométricos, levando em consideração os grupos de população como os encontrados nos países considerados, os fatores biomecânicos, como compressão e tracionamento de partes do corpo e limites de rotação das articulações, os aspectos técnicos e práticos, e as medidas adicionais para grupos particulares de pessoas (por exemplo, pessoas com necessidades especiais), as quais podem ser exigidas devido aos desvios das dimensões corporais especificadas.

As distâncias de segurança deste documento derivam das seguintes suposições: as estruturas de proteção e quaisquer aberturas nelas mantêm a sua forma e posição; as distâncias de segurança são medidas a partir da superfície que restringe o corpo ou a parte relevante do corpo; o corpo é forçado sobre estruturas de proteção ou através de aberturas, na tentativa de alcançar a zona de perigo; há contato com o plano de referência enquanto houver a utilização de sapatos (não está incluído o uso de sapatos de sola alta, escalada e salto); nenhuma ajuda, como cadeiras ou escadas, é usada para mudar o plano de referência; nenhuma ajuda, como hastes ou ferramentas, é usada para estender o alcance natural dos membros superiores.

As distâncias de segurança são determinadas, se o perigo a ser considerado tiver sido identificado como significativo (ver NBR ISO 12100:2013, 3.8). Todos os meios de acesso razoavelmente previsíveis devem ser levados em conta. Quando a possibilidade de acesso ou a variedade de zonas de risco exigir a aplicação de mais de uma tabela, todas as distâncias de segurança devem ser levadas em consideração.

Quando mais de uma distância de segurança é determinada para o mesmo meio de acesso, deve ser aplicada a maior distância de segurança. Algumas distâncias de segurança se aplicam-se às pessoas que tentam alcançar uma zona de perigo com os membros inferiores através de aberturas.

Antes de selecionar uma distância de segurança adequada em caso de alcance superior ou alcance sobre estruturas de proteção, é necessário considerar a gravidade do dano e a probabilidade de ocorrência deste dano causado pelo perigo. No caso de alcance superior, o valor mais alto deve ser aplicado. Em caso de alcance sobre estruturas de proteção, os valores da tabela abaixo devem ser aplicados.

O valor mais baixo, conforme a tabela abaixo, pode ser aplicado onde a gravidade do dano e a probabilidade de ocorrência do dano causado pelo perigo são baixas (ver NBR ISO 12100: 2013, 5.5.2.3). A probabilidade de ocorrência do dano pode ser assumida como baixa com, por exemplo, movimentos lentos que permitam que a pessoa escape do movimento perigoso.

A gravidade do dano pode ser considerada baixa nas seguintes situações: quando a temperatura e a duração do contato com superfícies quentes estiverem abaixo do valor necessário para causar uma queimadura (para valores de limiar de queimadura, ver ISO 13732-1); para perigos que não causem danos permanentes ou danos irreversíveis ao corpo, como, por exemplo, hematomas, contusões leves ou quebra de partes do corpo que crescem novamente, como unhas.

Mais orientações sobre estimativa de risco são dadas na ISO/TR 14121-2:2018, Seção 6. A Figura 1 na norma mostra a distância de segurança para alcance superior vertical. A altura da zona de perigo, h, deve ser de 2.700 mm ou maior. A altura da zona de perigo, h, deve ser de 2.500 mm ou maior, onde a severidade do dano e a probabilidade de ocorrência do dano causado pelo perigo são baixas. A Figura 2 na norma mostra o alcance sobre uma estrutura de proteção.

Os valores indicados nas tabelas abaixo devem ser utilizados para determinar a (s) dimensão (ões) correspondente (s) da altura da zona de perigo, a altura das estruturas de proteção e a distância de segurança horizontal à zona de perigo. Quando valores conhecidos de hh, hps ou sh estiverem entre dois valores, a maior distância de segurança ou estrutura de proteção mais alta ou a mudança na altura (maior ou menor) da zona de perigo deve ser usada. Consequentemente, não pode haver interpolação dos valores dados.

A tabela abaixo pode ser usada quando a gravidade da lesão for leve e houver uma baixa probabilidade de ocorrência de lesão. A tabela abaixo fornece a relação entre a altura da zona de risco, a altura da estrutura de proteção e a distância de segurança horizontal. A tabela abaixo deve ser usada quando a tabela acima 1 não for aplicável. A tabela abaixo fornece a relação entre a altura da zona de perigo, a altura da estrutura da proteção e a distância de segurança horizontal.

Em alguns casos (por exemplo, máquinas agrícolas móveis, projetadas para se moverem em terreno irregular), as distâncias de segurança fornecidas neste documento não podem ser aplicadas. Em tais casos, recomenda-se que exista, pelo menos, estruturas de proteção para restringir a livre movimentação dos membros inferiores. Para este método, os valores dados no Anexo B podem ser usados.

As estruturas de proteção em forma de fendas com aberturas de e > 180 mm e aberturas quadradas ou circulares com e > 240 mm (ver 4.2.4.1) não podem ser utilizadas sem medidas de segurança adicionais, uma vez que permitirão o acesso de todo o corpo. As estruturas de proteção menores que 1.400 mm de altura, de acordo com a tabela acima, não podem ser usadas sem medidas de segurança adicionais.

A consideração do acesso de corpo inteiro, seja ao escalar ou ao agachar-se sob estruturas de proteção, é indispensável para a aplicação deste documento. Exemplos também podem ser encontrados na ISO/TR 20218-2. Em alguns casos (por exemplo, máquinas agrícolas móveis, projetadas para se moverem em terreno irregular), as distâncias de segurança fornecidas neste documento podem não ser aplicadas.

Nesses casos, convém que pelo menos estruturas de proteção para restringir a livre movimentação dos membros inferiores sejam usadas. Para este método, os valores indicados neste Anexo podem ser utilizados. Uma estrutura de proteção adicional pode ser usada para restringir o movimento livre dos membros inferiores sob estruturas de proteção existentes.

Para este método, as distâncias dadas no Anexo B se referem à altura do solo ou plano de referência à estrutura de proteção. Este método fornece proteção limitada. Em muitos casos, outros métodos serão mais apropriados. Não convém que a distância, h, do plano de referência às estruturas de proteção exceda 180 mm.