Os requisitos dos produtos empregados nas pinturas de edificações não industriais

O uso da tinta na construção civil tem o objetivo de proporcionar proteção e acabamento ao substrato. Além disso, oferece melhor higienização dos ambientes, controle de luminosidade e sinalização.

O uso da tinta na construção civil tem o objetivo de proporcionar proteção e acabamento ao substrato. Além disso, oferece melhor higienização dos ambientes, controle de luminosidade e sinalização. Por isso, é considerada uma operação de grande importância, já que as tintas são compostas que quando aplicados sobre a superfície, criam uma película protetora aderente ao substrato.

Assim, torna-se a primeira camada a sofrer com choques, ataques de produtos químicos, umidade do ar, luminosidade e temperatura. Para garantir que a tinta permaneça aderida e firme ao substrato, com suas propriedades essenciais mantidas, deverá haver uma preocupação com a qualidade dos profissionais. Além de uma preparação da superfície a ser pintada, devendo estar destituído de partículas soltas, mofos, calcinação, trincas, umidade e infiltrações.

As tintas são compostas geralmente líquidos ou em pó, constituídas de solventes, pigmentos, resina e aditivos. O solvente é responsável pela regularização da viscosidade da tinta afim de facilitar a aplicação, dissolução da resina, proporcionando um melhor contato entre a superfície e a tinta.

Responsável também pela solubilização dos componentes, tempo de secagem e espessura das tintas. Após a aplicação da tinta, o solvente evapora deixando uma película de pigmentos estruturada com a resina. Utiliza-se como solventes as porções líquidas água, álcool, aguarrás, entre outros.

A resina é um material ligante ou aglomerante responsável por aglutinar as partículas de pigmentos e pela aderência da tinta no substrato. Converte também a tinta do estado líquido para o estado sólido, criando a película de tinta. Os pigmentos são partículas em pó, insolúveis, que são divididos em inertes e ativos.

Os chamados inertes possuem função de enchimento, textura e resistência à abrasão. Já os ativos promovem cor à tinta. Os aditivos são responsáveis por gerar melhorias nas propriedades das tintas. Os mais comuns são os secantes, plastificantes, bactericidas, antibolhas, reológicos, entre outros.

A NBR 11702 de 09/2019 – Tintas para construção civil – Tintas, vernizes, texturas e complementos para edificações não industriais – Classificação e requisitos estabelece a classificação e os requisitos dos tipos de produtos empregados nas pinturas de edificações não industriais.

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O que é uma tinta látex para especialidades?

Como é classificada a tinta a óleo?

Como é classificado o verniz diluível em água?

Como é classificado o impregnante (stain) diluível em água?

As tintas são materiais geralmente líquidos ou em pó solúvel, constituído de um veículo, pigmentos, solventes e aditivos. Os pigmentos são partículas (pó) sólidas e insolúveis, que podem ser divididos em dois grandes grupos: ativos e inertes. Os pigmentos ativos conferem cor e poder de cobertura à tinta, enquanto os inertes (ou cargas) se encarregam de proporcionar lixabilidade, dureza, consistência e outras características.

O veículo, constituído por resinas, é responsável pela formação da película protetora na qual se converte a tinta depois de seca. Os solventes são utilizados em diversas fases de fabricação das tintas, ou seja, para facilitar o empastamento dos pigmentos, regular à viscosidade da pasta de moagem, facilitar a fluidez dos veículos e das tintas prontas na fase de enlatamento.

Na obra empregam-se solventes para melhorar a aplicabilidade da tinta, alastramento, etc. Entre os solventes mais comuns estão a água, aguarrás, álcoois, acetonas, xilol e outros. Os aditivos são, geralmente, produtos químicos sofisticados, com alto grau de eficiência, capazes de modificar, significativamente, as propriedades da tinta. Os aditivos mais comuns são os secantes, molhados, antiespumantes, plastificantes, dispersantes, engrossantes, bactericidas e outros.

Em resumo, na construção civil, a pintura representa uma operação de grande importância, uma vez que as áreas pintadas são, normalmente, muito extensas, implicando em um alto custo. Há uma tendência natural em considerar a pintura uma operação de decoração, porém, além de decorar e proteger o substrato, a tinta pode oferecer melhor higienização dos ambientes, servindo também para sinalizar, identificar, isolar termicamente, controlar luminosidade e podendo ainda ter suas cores utilizadas para influir psicologicamente sobre as pessoas.

O recipiente em que a tinta é envasada deve indicar, de forma legível e indelével, as informações a seguir: razão social e número do CNPJ do fabricante; marca comercial; referência a essa norma e seu respectivo item de classificação. O recipiente em que a tinta é envasada deve indicar, na embalagem ou em etiquetas fixadas na embalagem, as informações a seguir: número do lote; prazo de validade; nome do produto; conteúdo; acabamento.

O recipiente dos produtos listados em 5.3.1 a 5.3.2 deve indicar, de forma legível e indelével, o nível de desempenho na área da vista principal da embalagem para o consumidor, em cor contrastante ao referido rótulo e com altura mínima das letras de acordo com o apresentado na tabela abaixo. Tinta látex dos itens 4.5.1 ao 4.5.11 devem apresentar o respectivo nível de desempenho (econômica, standard, premium ou super premium). Esmalte dos itens 4.2.1.1 a 4.2.1.6 e 4.2.3.1 a 4.2.3.3 e tinta a óleo 4.2.2.1 devem apresentar o respectivo nível de desempenho (standard ou premium).

O recipiente dos produtos listados em 5.4.1 a 5.4.4 deve indicar, de forma legível e indelével a indicação de uso interior ou exterior na área da vista principal da embalagem para o consumidor, em cor contrastante ao referido rótulo e com altura mínima das letras de acordo com o apresentado na tabela abaixo.

As tintas látex para especialidades não precisam apresentar a marcação do nível de desempenho do produto na embalagem. Caso apresentem, o produto deve atender ao nível de desempenho indicado na embalagem e deverão atender ambas as normas: NBR 11702, NBR 15079-1 e NBR 15079-2.

As tintas de látex do item 4.5 devem indicar, de forma legível e indelével, apenas um valor de rendimento acabado por embalagem, expresso em metros quadrados (m²) por embalagem. Caso seja apresentado mais de um valor de rendimento acabado ou uma faixa de rendimento acabado, o valor a ser atendido deverá ser o maior rendimento acabado apresentado na embalagem.

O recipiente de tinta deve ainda indicar, de forma legível e indelével, as seguintes informações: diluição ou a designação pronta para uso; rendimento acabado, expresso em metros quadrados por embalagem; preparo da superfície; condições ambientais adequadas para a execução da pintura (umidade relativa e temperatura do ar); intervalo entre as demãos; tempo de secagem; número de demãos.

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O cabeamento estruturado em edifícios comerciais

Um sistema de cabeamento estruturado é usado nas dependências de um único edifício ou de um conjunto de edifícios comerciais em um campus. Aplicável aos cabeamentos metálico e óptico de redes locais (LAN) e redes de campus (CAN).

O cabeamento consiste em componentes passivos e, desta forma, pode ter sua conformidade verificada quanto à compatibilidade eletromagnética (NBR IEC/CISPR 22 e NBR IEC/CISPR 24) somente quando vinculado a um equipamento de aplicação específica. Entretanto, as características eletromagnéticas de uma instalação de rede podem ser influenciadas pelo cabeamento.

No que diz respeito às características eletromagnéticas, o balanceamento do cabo pode ser representado por um parâmetro conhecido como LCL (perda de conversão longitudinal), caracterizado para componentes do cabo, como cabos e hardware de conexão. O termo unbalance attenuation é também utilizado como sinônimo.

A perda de conversão longitudinal é a relação entre ruídos de modo comum (que utilizam o plano de terra como condutor) e sinais de modo diferencial (sinais transmitidos pelos condutores do cabo). Este ruído de modo comum é proveniente de imperfeições no sistema de cabeamento, como assimetria, que causa emissão eletromagnética e afeta a imunidade a ruídos. Os limites para LCL são especificados para o cabeamento. Os métodos de ensaio para componentes são bem estabelecidos para frequências até 100 MHz.

A NBR 14565 de 09/2019 – Cabeamento estruturado para edifícios comerciais estabelece requisitos para um sistema de cabeamento estruturado para uso nas dependências de um único edifício ou de um conjunto de edifícios comerciais em um campus. Aplicável aos cabeamentos metálico e óptico de redes locais (LAN) e redes de campus (CAN). O cabeamento especificado nesta norma suporta uma ampla variedade de serviços, incluindo voz, dados, imagem e automação.

Essa norma especifica diretamente ou por referência: a estrutura e a configuração mínima para o cabeamento estruturado; as interfaces para tomadas de telecomunicações (TO); os requisitos de desempenho para enlaces e canais individuais de cabeamento; as recomendações e requisitos gerais; os requisitos de desempenho para o cabeamento para as distâncias mínimas e máximas especificadas nesta norma; os requisitos de conformidade e procedimentos de verificação; a infraestrutura de um sistema de cabeamento para um arranjo de áreas de cobertura que forma uma malha de rede sem fio dentro de um edifício; a cobertura e a localização das saídas de telecomunicações; as interfaces para pontos de acesso sem fio; o fornecimento de potência sobre o cabeamento balanceado.

Essa norma leva em consideração os requisitos especificados nas aplicações listadas no Anexo D. Não é aplicável aos requisitos de proteção e segurança elétrica, proteção contra incêndio e compatibilidade eletromagnética, que são cobertos por outras normas e regulamentos. Entretanto, as recomendações dessa norma podem ser úteis.

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Qual o comprimento máximo do canal?

Quais os símbolos usados nessa norma?

Qual é a estrutura hierárquica do cabeamento?

Como deve ser usada a tomada de telecomunicações multiusuário (MUTO)?

O desempenho dos canais balanceados deve ser medido conforme os requisitos especificados a seguir. Um canal projetado e implementado deve assegurar o desempenho previsto e o desempenho do canal deve ser assegurado inclusive com o acréscimo de patch cords nas terminações de um enlace permanente, conforme os requisitos da Seção 6 e da ISO/IEC 11801. Os componentes apropriados, utilizados para um enlace permanente ou enlace do CP, são especificados por classe de desempenho da Seção 7 e da ISO/IEC 11801.

Usando as implementações referenciadas na Seção 7 e os componentes do cabeamento compatíveis com os requisitos da NBR 14703, bem como as Seções 10 e 11, com base em uma aproximação estatística do modelo de desempenho. Os requisitos específicos de infraestrutura do cabeamento estão descritos na NBR 16415, a implementação e o desempenho do cabeamento óptico devem atender aos requisitos da Seção 9 e as interfaces com o cabeamento na tomada de telecomunicações devem estar em conformidade com os requisitos da Seção 11.

Todo e qualquer hardware de conexão do cabeamento, incluindo a tomada de telecomunicações, deve atender aos requisitos da Seção 11. Se presentes, as blindagens devem ser tratadas de acordo com a Seção 12, a administração do sistema deve atender aos requisitos da Seção 13 e os regulamentos de segurança e compatibilidade eletromagnética aplicáveis no local da instalação devem ser atendidos.

A localização da tomada de telecomunicações deve ser conforme a Seção 6 e as interfaces de cabeamento para pontos de acesso sem fio devem ser conforme 15.4. Quando usado, o fornecimento de energia pelo cabeamento dever ser conforme 15.6. A seção estrutura do sistema de cabeamento identifica os elementos funcionais do cabeamento para edifícios comerciais, descrevendo como são interconectados para formar subsistemas e identificando as interfaces com as quais os componentes de aplicações específicas são conectados ao cabeamento.

As aplicações listadas no Anexo D são suportadas conectando-se equipamentos ativos às interfaces de redes externas, tomadas de telecomunicações, tomadas de equipamentos e distribuidores. O sistema de cabeamento estruturado, especificado nesta norma, restringe o uso de patch cords para conexões ponto a ponto, por ser prejudicial à sua administração e operação. O sistema de cabeamento estruturado, especificado nesta norma, restringe o uso de patch cords para conexões ponto a ponto, por ser prejudicial à sua administração e operação.

Em edifícios comerciais, os elementos funcionais do cabeamento são: distribuidor de campus (CD); backbone de campus; distribuidor de edifício (BD); backbone de edifício; distribuidor de piso (FD); cabeamento horizontal; ponto de consolidação (CP); cabo do ponto de consolidação (cabo do CP); tomada de telecomunicações multiusuário (MUTO); tomada de telecomunicações (TO); equipamento terminal (TE). Os sistemas de cabeamento em edifícios comerciais contêm até três subsistemas: backbone de campus, backbone de edifício e cabeamento horizontal.

Os subsistemas são interconectados para formar um sistema de cabeamento, como a estrutura ilustrada na figura abaixo. Os distribuidores oferecem os meios de configurar o cabeamento para suportar diferentes topologias, como barramento, estrela e anel.

As conexões entre subsistemas de cabeamento podem ser passivas ou ativas, quando utilizadas com equipamentos de aplicações específicas. As conexões de equipamentos para aplicações específicas adotam a abordagem tanto de interconexão como de conexão cruzada. As conexões passivas entre subsistemas de cabeamento são geralmente executadas usando conexões cruzadas por meio de patch cords ou jumpers.

No caso de um cabeamento centralizado, as conexões passivas nos distribuidores são executadas por conexões cruzadas ou interconexões. Além disso, para cabeamento óptico centralizado, é possível criar conexões nos distribuidores usando emendas, apesar de isto reduzir a possibilidade do cabeamento de suportar reconfigurações.

O subsistema de cabeamento de backbone de campus estende-se do distribuidor de campus até os distribuidores de edifício. Quando presente, este subsistema inclui: os cabos de backbone de campus; qualquer componente de cabeamento dentro da infraestrutura de entrada; jumpers e patch cords no distribuidor de campus; o hardware de conexão no qual os cabos de backbone de campus são terminados (tanto no distribuidor de campus como no distribuidor de edifício).

Apesar de os patch cords de equipamento serem usados para conectar equipamentos de transmissão ao subsistema de cabeamento, eles não são considerados parte do subsistema de cabeamento, porque têm uma aplicação específica. Onde o distribuidor de edifício não existe, o subsistema de cabeamento de backbone de campus estende-se desde o distribuidor de campus até o distribuidor de piso.

É possível que o cabeamento de backbone de campus ofereça conexão direta entre os distribuidores de edifícios. Quando utilizada, esta conexão deve estar em conformidade com o requerido pela topologia hierárquica básica. Um subsistema de cabeamento de backbone de edifício estende-se desde o (s) distribuidor (es) de edifício até o (s) distribuidor (es) de piso.

Quando presente, este subsistema inclui: os cabos de backbone de edifício; os jumpers e patch cords no distribuidor de edifício; o hardware de conexão no qual os cabos do backbone de edifício são terminados (em ambos os distribuidores, de piso e de edifício). Apesar de os patch cords de equipamento serem usados para conectar equipamentos de transmissão ao subsistema de cabeamento, eles não são considerados parte do subsistema de cabeamento, porque têm uma aplicação específica.

É possível que o cabeamento de backbone de edifício ofereça conexão direta entre os distribuidores de piso. Quando utilizada, esta conexão deve estar em conformidade com o requerido pela topologia hierárquica básica. O subsistema de cabeamento horizontal estende-se desde o (s) distribuidor (es) de piso até a (s) tomada (s) de telecomunicações conectada (s) a ele. Este subsistema inclui: os cabos horizontais; os jumpers e patch cords no distribuidor de piso; as terminações mecânicas dos cabos horizontais nas tomadas de telecomunicações; as terminações mecânicas dos cabos horizontais no distribuidor de piso, incluindo o hardware de conexão, como, por exemplo, das interconexões ou das conexões cruzadas; um ponto de consolidação (opcional); as tomadas de telecomunicações.

Apesar de os patch cords de equipamento e da área de trabalho serem usados para conectar terminais e equipamentos de transmissão ao subsistema de cabeamento horizontal, eles não são considerados parte deste subsistema. Cabos horizontais devem ser contínuos desde o distribuidor de piso até a tomada de telecomunicações, a não ser que haja um ponto de consolidação (ver 6.7.8 e 15.4.4). O cabeamento horizontal deve ser projetado para suportar a maior parte das aplicações existentes e emergentes, e deve fornecer uma vida operacional de no mínimo dez anos. Isto minimiza as interrupções e o alto custo de reinstalações nas áreas de trabalho.

O backbone de edifício deve ser projetado para suportar a vida útil do sistema de cabeamento. Entretanto, é comum que se adotem soluções provisórias para suportar aplicações correntes ou previstas, particularmente no caso de o acesso físico aos caminhos ser fácil. A seleção do cabeamento de backbone de campus pode necessitar de uma solução mais duradoura que a adotada no cabeamento de backbone de edifício, particularmente se o acesso físico aos caminhos for mais limitado.

O revestimento de paredes de argamassas inorgânicas

Devem ser executados ensaios de determinação da resistência de aderência à tração de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos.

A NBR 13528-1 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 1: Requisitos gerais especifica os requisitos gerais para a realização dos ensaios de determinação da resistência de aderência à tração de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos, conforme as NBR 13528-2 e NBR 13528-3. Para o ensaio, deve-se usar um equipamento de tração que consiste em um dinamômetro de tração que permita a aplicação contínua de carga, de fácil manuseio, baixo peso, dotado de dispositivo para leitura de carga, que apresente um erro máximo de 2%.

O equipamento deve assegurar a aplicação da carga centrada e ortogonal ao plano do revestimento. Para assegurar a ortogonalidade, sugere-se a utilização de um equipamento com três pontos de apoio ajustáveis. A forma de encaixe entre o equipamento e a pastilha não pode intensificar a ocorrência de cargas excêntricas. Usar uma pastilha ou uma peça metálica circular, não deformável sob a carga do ensaio, de seção circular, com (50 ± 1) mm de diâmetro, com dispositivo no centro para o acoplamento do equipamento de tração.

Recomenda-se o uso de pastilhas com no mínimo 10 mm de espessura. Incluir um dispositivo de corte (serra-copo) que consiste em um copo cilíndrico de altura superior à espessura do sistema de revestimento ensaiado, com borda diamantada, provida de um dispositivo que assegure a estabilidade do copo durante o corte, de modo a evitar vibrações prejudiciais à integridade do corpo de prova.

O paquímetro deve possuir escala em milímetros (mm), com resolução de no mínimo 0,1 mm e é empregado para determinar a espessura do revestimento e o diâmetro do corpo de prova. A cola deve ser à base de resina epóxi, poliéster ou similar e destina-se à colagem da pastilha na superfície do corpo de prova. A cola deve apresentar propriedades mecânicas compatíveis com o sistema em ensaio e atender às condições de umidade do revestimento. Recomenda-se o uso de um adesivo de alta viscosidade para evita r problemas de escorrimento. Como material para sustentação das pastilhas, devem ser utilizados acessórios para evitar o deslocamento das pastilhas durante o período de secagem da cola.

A NBR 13528-2 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 2: Aderência ao substrato especifica o método para determinação da aderência ao substrato, pelo ensaio de resistência de aderência à tração, de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos. O ensaio deve ser realizado no revestimento com idade de 28 dias, para argamassas mistas ou de cimento e areia, e de 56 dias, para argamassas de cal e areia, contados após a aplicação da argamassa sobre o substrato. Caso seja de interesse a realização do ensaio em outra idade, conforme acordo entre as partes, esta idade deve ser registrada no relatório de ensaio. A aparelhagem a ser utilizada no ensaio está descrita na NBR 13528-1.

Os corpos de prova podem ser preparados no local onde o revestimento estiver aplicado, em revestimentos acabados, antigos ou recentes. O ensaio deve ser realizado para avaliar a capacidade de aderência do revestimento sobre painéis de alvenaria, componentes de alvenaria (blocos e tijolos), placas de concreto, entre outros. Antes da aplicação da argamassa deve ser feita uma limpeza na superfície do substrato para a eliminação de agentes contaminantes (óleo, poeira e outros), que possam prejudicar a aderência entre a argamassa e o substrato.

Em caso de emprego de desmoldante (substrato de concreto), a limpeza deve ser realizada com escova de aço, água e detergente neutro. As características dos revestimentos devem ser selecionadas conforme os objetivos a que se propõe o ensaio e, no caso de argamassas industrializadas, devem ser seguidas as indicações do fabricante quanto ao processo de aplicação, espessura e acabamento. A forma de lançamento da argamassa ao substrato é um fator que interfere no comportamento do revestimento, principalmente no que se refere ao mecanismo de aderência.

As argamassas projetadas mecanicamente podem apresentar valores de resistência de aderência superiores e coeficiente de variação inferior, em relação às argamassas aplicadas manualmente, isto porque a projeção mecânica proporciona maior superfície de contato e compacidade após a aplicação, reduzindo a porosidade e permeabilidade dos revestimentos. Cada determinação deve ser realizada ensaiando 12 corpos de prova de mesmas características (tipo e preparo do substrato, argamassa de revestimento, forma de aplicação da argamassa, idade do revestimento).

A quantidade de corpos de prova para cada determinação da aderência ao substrato independe de o ensaio ser realizado em obra ou laboratório. A distribuição dos corpos de prova no painel revestido deve ser feita de forma aleatória, contemplando arrancamentos em juntas e blocos. Os pontos de arrancamento devem estar espaçados entre si, além dos cantos e das quinas, em no mínimo 50 mm (ver figura abaixo).

 

De forma a representar adequadamente o painel, convém que o posicionamento dos corpos de prova siga a proporção entre as áreas de superfícies de blocos e de juntas do substrato, sempre que possível. Em paredes internas, os corpos de prova devem estar distribuídos na faixa entre 30 cm acima do piso e 30 cm abaixo do teto, de modo a facilitar a execução do ensaio. Deve-se utilizar andaime (plataforma) para a realização do ensaio em alturas superiores à do operador. A ergonomia do operador durante a execução do ensaio, assim como do pedreiro durante a aplicação da argamassa, pode contribuir com a variação dos valores de aderência.

A pastilha deve ser colada de forma centrada no corpo de prova, delimitado pelo corte, para evitar a aplicação de esforço excêntrico. A colagem das pastilhas deve ser realizada conforme indicado a seguir: remover as partículas soltas e a sujeira da superfície sobre a qual vai ser colada a pastilha metálica, limpando-a com um pincel de cerdas macias; assegurar que a superfície de colagem da pastilha metálica esteja isenta de qualquer resíduo de ensaios anteriores e aplicar a cola com espátula sobre a face de colagem; aplicar a pastilha sobre a superfície do revestimento, pressionando-a e ajustando-a de maneira que seja assegurado o total espalhamento da cola, até um leve extravasamento pelas laterais.

A espessura da camada de cola não pode ultrapassar 5 mm. Deve-se remover o excesso de cola nas bordas com auxílio de uma espátula. Tomar cuidado para não danificar o revestimento no perímetro da pastilha e aguardar o tempo indicado pelo fabricante para a secagem da cola. Convém que o relatório do ensaio também tenha registros dos seguintes dados e informações, e sua fonte, justificando quando não for possível obtê-los. Deve fazer a identificação do tipo de substrato, tipo de argamassa de revestimento e processo de aplicação da argamassa e o detalhamento do preparo da base (como limpeza, chapisco etc.). Identificar a marca comercial da (s) argamassa (s) e fabricante, no caso de produto industrializado e a composição e proporcionamento da (s) argamassa (s), no caso de produto preparado em obra. Descobrir a idade do revestimento, quando da realização do ensaio e fazer uma fotografia colorida de cada corpo de prova em que seja possível visualizar seu número de identificação e a interface rompida (pastilha/revestimento/substrato).

A NBR 13528-3 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 3: Aderência superficial especifica o método para determinação da aderência superficial, pelo ensaio de aderência à tração, de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos.

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Como pode ser definida a resistência de aderência à tração?

Qual deve ser o procedimento do ensaio para a determinação da umidade do revestimento?

Como deve ser feito o cálculo da resistência de aderência ao substrato?

Como deve ser feita a colagem das pastilhas metálicas?

Para a para determinação da aderência superficial, ensaio deve ser realizado no revestimento com idade de 28 dias, para argamassas mistas ou de cimento e areia, e de 56 dias, para argamassas de cal e areia, contados após a aplicação da argamassa sobre o substrato. Caso seja de interesse a realização do ensaio em outra idade, conforme acordo entre as partes, esta idade deve ser registrada no relatório de ensaio. A aparelhagem a ser utilizada no ensaio está descrita na NBR 13528-1.

Os corpos de prova podem ser preparados no local onde o revestimento estiver aplicado, em revestimentos acabados, antigos ou recentes. O ensaio deve ser realizado para avaliar a aderência superficial do revestimento sobre painéis de alvenaria, componentes de alvenaria (blocos e tijolos), placas de concreto, entre outros. As características dos revestimentos devem ser selecionadas conforme os objetivos a que se propõe o ensaio e, no caso de argamassas industrializadas, devem ser seguidas as indicações do fabricante quanto ao processo de aplicação, espessura e acabamento.

Cada determinação deve ser realizada ensaiando 12 corpos de prova de mesmas características (tipo e preparo do substrato, argamassa de revestimento, forma de aplicação da argamassa, idade do revestimento). A quantidade de corpos de prova para cada determinação da aderência ao substrato independe de o ensaio ser realizado em obra ou laboratório.

A distribuição dos corpos de prova no painel revestido deve ser feita de forma aleatória. Os pontos de arrancamento devem estar espaçados entre si, além dos cantos e das quinas, em no mínimo 50 mm. Em paredes internas, os corpos de prova devem estar distribuídos na faixa entre 30 cm acima do piso e 30 cm abaixo do teto, de modo a facilitar a execução do ensaio. Deve-se utilizar andaime (plataforma) para a realização do ensaio em alturas superiores à do operador. A ergonomia do operador durante a execução do ensaio, assim como do pedreiro durante a aplicação da argamassa, pode contribuir com a variação dos valores de aderência.

A determinação da propagação de chama em materiais de construção

Conheça um método para determinação do índice de propagação superficial de chama em materiais de acabamento e revestimentos de construção.

A NBR 9442 de 08/2019 – Materiais de construção – Determinação do índice de propagação superficial de chama pelo método do painel radiante especifica um método para determinação do índice de propagação superficial de chama em materiais de acabamento e revestimentos de construção, quando aplicados no teto e na parede, montados verticalmente e expostos a um gradiente de fluxo radiante de calor em uma câmara de ensaio, quando ignizados por chama-piloto. Este método é aplicável a todos os tipos de revestimento de parede e tetos, como forros, madeira, borracha e coberturas plásticas, assim como aos revestimentos.

Os resultados encontrados com este método refletem o desempenho do produto, incluindo qualquer substrato, se utilizado. Modificações nos apoios, ligações com o substrato, camadas inferiores ou outras modificações no material podem afetar os resultados do ensaio. Esta norma é aplicável à medição e descrição das propriedades dos materiais da construção em resposta ao calor e à chama sob condições laboratoriais controladas. Este documento não pode ser utilizado sozinho para descrever ou classificar o risco ou perigo de fogo dos produtos sob condições de fogo reais.

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Como deve ser calibrado o pirômetro óptico de radiação?

Como calcular o índice de propagação superficial de chama?

Como pode ser feito um exemplo de cálculo do fator de propagação de chama (Pc)?

Como deve ser feito o abastecimento de gás e ar?

As medições neste método de ensaio fornecem uma base para se estimar um aspecto do comportamento em relação à exposição ao fogo de materiais de acabamento e revestimento de tetos, forros e parede. Considera o crescimento do fogo se aproximando da fase de inflamação generalizada e simula um fluxo de calor em superfícies adjacentes ao foco do incêndio ou o fogo se intensificando no recinto criando um fluxo de calor sobre os revestimentos, associado a uma chama intensa atingindo a extremidade do produto.

O corpo de prova é inserido em um suporte metálico e colocado em frente a um painel radiante poroso, com 300 mm de largura e 460 mm de comprimento, alimentado por gás e ar. O conjunto (suporte e corpo de prova) é posicionado em frente ao painel radiante com inclinação de 60°, de modo a expor o corpo de prova a um fluxo radiante padronizado. Uma chama-piloto é aplicada à extremidade superior do corpo de prova. O princípio do ensaio é ilustrado na figura abaixo.

Depois da ignição, qualquer frente de chama que se desenvolver é notada e é feito um registro da sua progressão, verticalmente, ao longo do comprimento do corpo de prova, em termos do tempo que ela demora a se propagar por distâncias definidas. É obtido no ensaio o fator propagação de chama desenvolvida na superfície do material (Pc), medido pelo tempo para atingir as distâncias padronizadas no suporte metálico com o corpo de prova. O fator de evolução de calor desenvolvido pelo material (Q) é medido através de sensores de temperatura (termopares) localizados em uma chaminé sobre o painel e no suporte com o corpo de prova.

O índice é determinado pela seguinte equação (sem unidade): Ip = Pc × Q, onde Ip é o índice de propagação superficial de chama; Pc é o fator de propagação da chama; Q é o fator de evolução do calor. Há a possibilidade de explosão causada pelas alimentações de gás e ar na câmara de ensaio. Medidas de segurança apropriadas e consistentes com as práticas da engenharia podem ser instaladas no sistema do painel de suprimento de gás, incluindo pelo menos o seguinte: um sistema de interrupção da alimentação de gás que seja imediatamente ativado quando a alimentação de gás ou de ar falhar; um sensor de temperatura ou uma unidade de detecção de chama direcionada para a superfície do painel que pare a vazão de combustível quando a chama do painel apagar.

É importante atentar-se para a possibilidade de que gases tóxicos ou perigosos podem ser produzidos durante a exposição dos corpos de prova. Tendo em vista o perigo inerente aos produtos em combustão, o sistema de exaustão pode ser projetado e operado de modo que o ambiente do laboratório esteja protegido de fumaça e gás. O operador pode ser instruído a minimizar sua exposição aos produtos da combustão seguindo as práticas de segurança, por exemplo, assegurando-se de que o sistema de exaustão esteja funcionando perfeitamente, usando vestimentas de segurança adequadas, incluindo luvas, entre outros.

O painel radiante com fornecimento de ar e gás é fabricado em material refratário poroso, montado verticalmente em uma estrutura metálica, com superfície radiante de 305 mm de largura e 460 mm de comprimento, capaz de operar à temperatura superior a 815 °C. O painel deve ser equipado com: misturador tipo Venturi, para a mistura de gás e ar à pressão atmosférica; um ventilador capaz de fornecer ar à vazão de 9,5 L/s e pressão de aproximadamente 700 Pa; filtro de ar para evitar que o pó obstrua os poros do painel; reguladores de pressão; válvulas de controle e desligamento do fornecimento de gás.

O suporte do corpo de prova deve ser construído em aço resistente ao calor, em conformidade com detalhes e dimensões. As marcas de observação da propagação de chama devem estar presentes na lateral do suporte, a cada 76 mm (total de cinco marcas). A estrutura para apoio e deslizamento do suporte com o corpo de prova deve ter duas hastes transversais de aço inoxidável, com 12,7 ± 3,3 mm de diâmetro, e deve possuir sistema de ajustes para centralizar o suporte do corpo de prova diretamente na frente do painel radiante.

O suporte e os elementos de apoio devem ser construídos em metal. Uma vez que o ângulo da amostra e a sua posição em relação ao painel são críticos, os valores das dimensões da estrutura especificados na figura acima devem variar no máximo em 3,2 mm. O queimador-piloto deve ser fabricado em aço inoxidável e possuir comprimento de 203 mm a 229 mm, diâmetro interno de 3,2 mm e diâmetro externo de 4,8 mm. Como opção, para prolongar a vida útil do queimador-piloto, a parte exposta à energia radiante pode ser protegida com um tubo de porcelana com diâmetros nominal interno e externo de, respectivamente, 5,2 mm e 7,1 mm.

O queimador-piloto deve propiciar uma chama da mistura de gás acetileno e ar, com comprimento de 51 mm a 76 mm, e ser capaz de mudar de posição quando não estiver em uso. O queimador-piloto deve ser montado horizontalmente no equipamento com um ligeiro ângulo, para assegurar a interseção de sua chama com o plano horizontal do corpo de prova. A posição da ponta do queimador-piloto deve ser tal que a chama entre em contato com o corpo de prova 12,7 mm abaixo da borda superior do suporte, na posição central deste.

A chaminé de chapa de aço inoxidável deve ter espessura nominal de 1,0 mm, com forma e dimensões conforme a figura acima. A posição da chaminé em relação ao corpo de prova e ao painel radiante também deve obedecer aos requisitos da figura acima. Oito termopares de igual resistência e conectados em paralelo devem ser montados na chaminé e suportados com isoladores de porcelana. Os termopares devem ser de Chromel-Alumel (Tipo K), protegidos com isolamento resistente a 1200 °C e com fios com diâmetro de 0,36 mm a 0,51 mm (30 AWG-24 AWG).

A elevação média das temperaturas dos termopares (fator de evolução de calor) deve ser determinada periodicamente com o queimador-piloto de calibração, usando o procedimento da seção 8. O sistema de aquisição de dados deve ter os seguintes equipamentos: registrador de temperatura automático com faixa de operação de 38 °C a 538 °C, para registrar a variação dos valores dos termopares da chaminé, conforme descrito em 4.1.6.

O sistema de coleta de dados com capacidade de registrar a saída dos sensores de medição, com precisão de 0,1%. O sistema de aquisição deve ser capaz de gravar e/ou imprimir os dados por, pelo menos, 5 s em um período mínimo de 1 h. Nos casos em que os ensaios preliminares indicarem a propagação de chama rápida deve ser utilizado um sistema capaz de coletar os dados suficientemente rápidos para garantir resultados adequados.

A coifa da chaminé, com ventilador de exaustão colocado sobre a chaminé, capaz de produzir um fluxo de exaustão de ar à velocidade de 0,4 m/s a 0,5 m/s. As medições devem ser feitas com um anemômetro de fio quente ou similar, pelo menos 30 s após a inserção da sonda no centro da chaminé, a uma distância de, aproximadamente, 152 mm acima da parte superior da chaminé.

O anemômetro de fio quente, sonda bidirecional ou dispositivo similar deve ter precisão de 0,1 m/s. A velocidade pela chaminé não é crítica para medições de propagação de chama, desde que seja realizada uma calibração da temperatura dos termopares para as condições de ensaio estabelecidas. Para facilitar a colocação do sensor do anemômetro (sonda), um orifício de diâmetro adequado pode ser feito na coifa. A medição deve ser feita após o fluxo de ar ser estabilizado e antes da operação do equipamento.

Deve haver um pirômetro óptico de radiação para padronizar a saída térmica do painel, adequado para visualizar uma área circular de 254 mm de diâmetro do painel radiante, a uma distância de, aproximadamente, 1,2 m. O pirômetro deve ser calibrado sobre a faixa de temperatura de um corpo negro, de acordo com o procedimento descrito em 8.1. O pirômetro deve possuir sistema de monitoramento e coleta de dados, que pode ser o mesmo equipamento de obtenção das temperaturas dos termopares (descrito em 4.1.7).

Deve ser utilizado um dispositivo de marcação de tempo capaz de registrar o tempo decorrido, aproximando para o segundo mais próximo, com precisão de 1 s em 1 h. Os corpos de prova devem ser preparados de modo a reproduzir o mais fielmente possível as condições de uso do material. Devem ser preparados corpos de prova idênticos ao item representativo do material a ser ensaiado, com dimensões de 152 mm de largura, 458 mm de comprimento e 25,4 mm de espessura máxima. Os corpos de prova devem ser preparados como descrito abaixo, quando as condições de uso não forem especificadas.

Os corpos de prova devem ser montados em um substrato que simule a aplicação real do material e devem simular também as práticas reais de instalação. Caso utilizem adesivos em sua instalação, estes devem ser utilizados na preparação dos corpos de prova. Se a espessura dos corpos de prova for maior que 25 mm, esta deve ser reduzida até alcançar a espessura de 25 mm, desde que seja mantida a superfície de ensaio intacta. Para ensaios comparativos, ou onde a aplicação pretendida de um material de acabamento não seja especificada, o substrato de aplicação deve ser preparado para o ensaio de acordo com o descrito abaixo.

Os materiais laminados opacos com espessura até 1,6 mm ou películas de tintas a serem aplicadas sobre substrato combustível devem ser aplicados, seguindo as instruções específicas do fabricante, sobre chapa dura de fibras de madeira com 6,4 mm de espessura. O substrato deve ter um índice médio de propagação de chamas de 130 a 160, com base em quatro ensaios realizados de acordo com este método.

A película de tinta e de outros materiais a serem aplicados sobre substrato incombustível devem ser feitos seguindo as instruções específicas do fabricante, sobre superfície lisa de placa de fibrocimento, com aproximadamente 6 mm de espessura. Na falta de instruções do fabricante, a espessura mínima do material aplicado deve ser de 0,4 mm. Sempre que for utilizada placa de fibrocimento como substrato, esta deve ter (6 ± 1) mm de espessura e densidade aparente de (1.800 ± 200) kg/m³ e não ser revestida.

A folha de alumínio com 0,05 mm de espessura deve ser utilizada com o lado brilhante voltado para o corpo de prova e apoiado na placa-base ou no suporte. A folha de alumínio é usada para evitar danos à placa-base e ao suporte, devido ao derretimento dos materiais. Os materiais utilizados presos ou suspensos por uma ou mais bordas (não aplicados diretamente sobre substratos, incluindo tecidos) devem ser montados sobre base constituída por chapa de fibrossilicato de 13 mm de espessura, revestida em uma face por folha de alumínio, sobre a qual é colocada moldura de fibrossilicato de seção transversal de 13 mm × 13 mm.

O material deve ser colocado sobre a moldura. No caso de tecidos ou outros materiais flexíveis, o material deve ser cortado nas dimensões de 255 mm por 560 mm, dobrado em volta da moldura e preso na face posterior da chapa de fibrossilicato, com tensão suficiente apenas para evitar folgas. Sempre que utilizada, a placa-base deve ser de fibrossilicato, com espessura de 13 mm e densidade aparente de (960 ± 80) kg/m3. Para os elastômeros e plásticos celulares, flexíveis ou não, os corpos de prova devem ser protegidos lateralmente e na parte traseira com folha de alumínio com 0,05 mm de espessura, apoiados em uma placa de fibrocimento com 3 mm de espessura.

Quando necessário, uma tela de arame com malha hexagonal de 25,4 mm deve ser usada na face exposta ao ensaio do corpo de prova, presa no suporte. Os materiais de acabamento, incluindo laminados, telhas, tecidos e produtos aplicados a um substrato com adesivo, devem ser preparados e ensaiados levando-se em consideração o possível aumento na propagação de chamas ou riscos associados, devido a trincas, descamação, separação de lâminas ou outra maneira de separação do material.

O aumento na propagação de chamas pode ser causado por chamejamento na face reversa do corpo de prova, por ignição do adesivo ou do material da base. A determinação da existência destes fenômenos deve ser feita conforme descrito a seguir. Um ou mais corpos de prova do material devem ser ensaiados conforme recebidos da maneira descrita em 5.10, para a determinação da propagação da chama de materiais comuns. Os materiais que apresentem separação de lâminas durante o ensaio ou outra maneira de separação, ou que se desprendam do suporte, devem ser ensaiados novamente, utilizando-se um ou mais corpos de prova nos quais os materiais sejam retidos no suporte, com o auxílio da tela de arame, conforme descrito em 5.9.

Para materiais não homogêneos que apresentem um ou dois componentes substanciais externos incombustíveis e que possam ser ranhurados, os corpos de prova devem ser preparados da seguinte forma: uma ranhura longitudinal de 25 mm da borda lateral mais próxima da chama-piloto e cinco ranhuras transversais separadas em 102 mm a 25 mm das bordas superior e inferior devem ser feitas, de maneira que estas sejam de máximo 1,6 mm de largura. Tal procedimento acarreta quatro grandes seções de 102 mm por 127 mm.

Os corpos de prova devem ser mantidos apoiados na parte posterior pela placa-base ou pelo substrato ao qual o material foi fixado, bem como pelo suporte metálico. Para materiais não aplicados ao substrato as ranhuras devem ser feitas de modo a atingir ¾ de sua espessura. Para materiais aplicados e fixados em substratos as ranhuras devem ser feitas na totalidade da espessura do material, de modo a atingir o substrato e, consequentemente, o adesivo de fixação.

O ensaio do material deve ser conduzido sob a condição apropriada, selecionada entre as descritas em 5.2 a 5.11, resultando no índice de propagação de chama mais elevado. No entanto, se nos corpos de prova ranhurados, um aumento do índice de propagação de chama puder ser atribuído à propagação acelerada da chama dentro das ranhuras, o ensaio deve ser conduzido a maneira convencional, sem as ranhuras.

Se em qualquer ensaio for verificado amolecimento, trinca ou queda do corpo de prova do suporte no momento em que este é colocado na frente do painel radiante e em contato com o queimador, um novo conjunto de corpos de prova deve ser utilizado, com o auxílio da tela de arame descrita em 5.8. Todos os corpos de prova, exceto aqueles com mais 19 mm de espessura, devem ser apoiados sobre a placa-base de fibrossilicato com espessura de 13 mm e densidade aparente de (960 ± 80) kg/m³. O desempenho do produto em termos da reação ao fogo deve ser assegurado pelo fabricante, levando em conta os procedimentos de limpeza e manutenção por ele indicados.

Os guarda-corpos para edificação

Os guarda-corpos ensaiados em laboratório, ou em local estabelecido pelo contratante, representam a situação mais crítica em relação à dimensão dos vãos e fixação.

A NBR 14718 de 08/2019 – Esquadrias — Guarda-corpos para edificação — Requisitos, procedimentos e métodos de ensaio especifica os requisitos e métodos de ensaio para guarda-corpos para edificação, externos ou internos, para uso privativo ou coletivo, instalados em edificações habitacionais, comerciais, industriais, esportivas, culturais, religiosas, turísticas, educacionais, de saúde e de terminais de passageiros. Esta norma assegura ao consumidor o recebimento dos produtos com condições mínimas de desempenho. Não é aplicável à indústria do petróleo e gás natural, bem como às obras de infraestrutura e viárias.

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Como deve ser executada a determinação do esforço estático horizontal?

Qual o objetivo do ensaio de carga de segurança?

Como deve ser feita a determinação da resistência a impactos?

Como deve ser feita a limpeza dos guarda-corpos?

Como deve ser executada a ancoragem dos guarda-corpos?

Os guarda-corpos ensaiados em laboratório, ou em local estabelecido pelo contratante, representam a situação mais crítica em relação à dimensão dos vãos e fixação. Os guarda-corpos são instalados nas condições previstas a fim de complementar o dimensionamento com base em projetos estruturais, dos perfis, vidros, componentes e elementos de fixação, demonstrando o atendimento de seu desempenho através dos resultados dos ensaios.

Para os conceitos de acessibilidade e para as condições de saídas de emergência, atender às NBR 9050 e ABNT NBR 9077. Devem ser instalados guarda-corpos em qualquer local de acesso livre a pessoas com um desnível (D), maior do que 1,0 m, entre o piso onde se encontram as pessoas e o patamar abaixo, conforme representado na figura abaixo. Caso a rampa tenha um ângulo menor ou igual a 30°, não é obrigatória a existência de guarda-corpos, conforme a segunda figura abaixo.

Em casos de edificações que estejam conforme a NBR 15873, as dimensões dos guarda-corpos devem ser compatíveis com a modulação adotada. Em casos de guarda-corpos externos, deve-se considerar a pressão de vento do local. As cargas de uso e de segurança a serem aplicadas nos ensaios em cada tipo de guarda-corpo são apresentadas na Tabela 1 (consulta na norma).

Para guarda-corpos instalados nas situações descritas nas alíneas a, b e c, deve ser consultada a NBR 6123 para a informação da pressão de projeto/pressão dinâmica (Pp) e cálculo da pressão de ensaio (Pe). Em seguida a pressão de segurança (Ps) deve ser obtida, prevalecendo como mínimo os valores da NBR 10821-2:2017, Tabela 1. Os edifícios em que os guarda-corpos não podem ser instalados na posição vertical; os edifícios de forma não retangular; e os edifícios com especificações, localização, necessidades e condições especiais de utilização.

Em casos especiais de edifícios simulados em túnel de vento, a pressão resultante deve ser utilizada como pressão de segurança (Ps). Deve ser informada a pressão de ensaio (Pe), prevalecendo como mínimo os valores da NBR 10821-2:2017, Tabela 1. O valor da máxima pressão obtida no túnel de vento deve ser informado pelo fabricante, consultor ou construtor.

Os parapeitos de esquadrias com elemento de fechamento são considerados guarda-corpos e devem ser ensaiados conforme este documento. Para a realização dos ensaios de carga horizontal e vertical em esquadrias com bandeira inferior, considerar a largura total da esquadria (parapeito). O ensaio de impacto deve ser realizado no centro geométrico do elemento de fechamento (por exemplo, vidro), posicionado abaixo de 1,10 m.

Os guarda-corpos podem ser vazados ou fechados, e devem resistir aos ensaios especificados na Seção 5. Em caso de fechamento de varandas ou esquadrias envolvendo guarda-corpos, este conjunto (guarda-corpos e envidraçamento de sacada ou guarda-corpos e janela) devem atender a este documento e a NBR 16259 ou NBR 10821-2, sendo o desempenho do conjunto de responsabilidade do projetista e do fornecedor do fechamento.

Qualquer material utilizado na composição de guarda-corpos deve manter suas características iniciais quanto à resistência e durabilidade, seguindo as orientações de manutenção previstas em 7.2 e nas normas pertinentes a cada material. As ancoragens e os pontaletes podem ser de alumínio, conforme a NBR 6835, aço inoxidável austenítico, conforme a NBR 5601, e, quando em ligas de aço-cobre ou aço-carbono, devem ser galvanizados a quente, conforme a NBR 6323. Quando ocorrer contato bimetálico, devem atender ao descrito em 4.3.8

Os perfis de alumínio utilizados em partes aparentes devem ser protegidos por anodização ou pintura, conforme especificado nas NBR 12609 e NBR 14125. Os fixadores (parafusos, porcas, arruelas etc.) devem ser de aço inoxidável austenítico, conforme a NBR 5601. Os fixadores do sistema de ancoragem devem ser conforme 4.3.1.

As ancoragens e pontaletes devem estar de acordo com 4.3.1, os demais componentes devem atender conforme descrito a seguir. Em aço-carbono e suas ligas, os guarda-corpos deve receber tratamento de superfície (revestimento e/ou pintura) que garanta um desempenho mínimo no ensaio acelerado cíclico de corrosão (conforme NBR 10821-3:2017, Anexo L) bem como atender a NBR 10821-2:2017, 6.2.6 e NBR 10821-2:2017, Tabela 4. Em aço inoxidável austenítico, não é necessária a proteção adicional de superfície.

Quanto ao material, os guarda-corpos de PVC devem atender aos requisitos da EN 12608-1, que trata da especificação dos perfis para a fabricação. Nos guarda-corpos de PVC que utilizam aço em seus perfis devem ser seguidas as especificações descritas em 4.3.3. No caso de guarda-corpos de madeira, deve ser consultada a NBR 7190, que trata de estruturas de madeira.

No caso de guarda-corpos de vidro, devem ser utilizados vidros em conformidade com a NBR 7199. O vidro laminado deve atender à classe de segurança 1, conforme a NBR 14697, e o vidro aramado deve atender à NBR NM 295. A instalação dos guarda-corpos de vidro deve estar de acordo com a NBR 7199. Não podem ser utilizadas massas à base de gesso e óleo (massa de vidraceiro). No caso de colagem estrutural do vidro, adotar os requisitos das NBR 15737 e NBR 15919.

O elemento de fechamento, independentemente do seu material, quando submetido ao ensaio do Anexo C, deve atender aos critérios indicados em 5.3. Na utilização de elemento de fechamento em vidro, o seu uso e a sua instalação devem estar conforme a NBR 7199. No caso de colagem estrutural, o elemento de fechamento deve seguir as recomendações do fornecedor do material de colagem e os requisitos de colagem descritos nas NBR 15737 e NBR 15919.

Os contatos bimetálicos devem ser evitados. Caso eles existam, devem ser utilizados materiais isolantes ou materiais cuja diferença de potencial elétrico não ocasione corrosão galvânica. No caso de contato com perfis de alumínio, deve ser utilizado aço inoxidável austenítico, conforme a NBR 5601. Devem ser especificados em projeto os tipos, o espaçamento e os demais detalhes da ancoragem dos guarda-corpos, dimensionadas de forma a assegurar o desempenho nos ensaios previstos nos Anexos A a C.

São admitidas ancoragens em partes estruturais ou em paredes dimensionadas aos esforços resultantes das cargas previstas neste documento. Qualquer tipo de mureta de alvenaria não pode ser considerado parte estrutural da edificação. Nos guarda-corpos com sistema de fixação química (chumbamento químico) ou mecânica, a ancoragem deve ter profundidade mínima de 70 mm no concreto, desconsiderando a espessura de eventuais contrapisos e revestimentos de pisos e paredes. Os furos preparados para a fixação química devem estar totalmente isentos de poeira, umidade e oleosidade, ou qualquer elemento que interfira entre o fixador e o furo.

A distância do furo para a fixação da ancoragem em relação às bordas verticais ou horizontais deve ser de no mínimo 70 mm, desconsiderando a espessura de eventuais contrapisos e revestimentos de pisos e paredes. Os elementos dos guarda-corpos em aço galvanizado não podem sofrer danos no tratamento superficial, como solda, lixamento e outros. A limpeza dos guarda-corpos como um todo, inclusive guarnições de vedação, deve ser realizada com uma solução de água e detergente neutro, a 5 %, com auxílio de esponja ou pano macio, observando-se os intervalos de tempo descritos a seguir.

Em zona urbana ou rural, no mínimo a cada três meses. Em zona marítima ou industrial, no mínimo a cada um mês. Na limpeza não podem ser utilizados: detergentes ou saponáceos, esponjas de aço, de qualquer espécie, ou qualquer outro material abrasivo. Os produtos ácidos ou alcalinos, em sua aplicação, podem manchar ou tornar opacos os tratamentos superficiais; objetos cortantes ou perfurantes para auxiliar na limpeza de cantos de difícil acesso, podendo esta operação ser feita com o auxílio de um pincel de cerdas macias embebido na solução indicada em 7.1.1.

Os produtos derivados de petróleo (por exemplo, vaselina, removedor, thinner etc.) que, em um primeiro instante, podem deixar a superfície mais brilhante e bonita, porém, em sua composição, podem existir componentes que atraem partículas de poeira, que podem agir como abrasivo, reduzindo bastante a vida do acabamento superficial. Os derivados de petróleo também podem ressecar plásticos e borrachas, fazendo com que percam a sua ação vedadora.

A instalação das telhas de policloreto de vinila (PVC)

A instalação das telhas deve ser executada conforme recomendação do fabricante para que atenda aos requisitos desta norma, de modo a se obter segurança, estanqueidade e durabilidade.

A NBR 16737-5 de 08/2019 – Telhas de policloreto de vinila (PVC) para telhado – Parte 5: Telha de perfil trapezoidal – Padronização e requisitos específicos estabelece os requisitos específicos e padroniza as telhas de PVC de perfil trapezoidal. A NBR 16737-6 de 08/2019 – Telhas de policloreto de vinila (PVC) para telhado – Parte 6: Instalação e manutenção de telhas estabelece os requisitos para instalação e manutenção de telhas de PVC para uso em telhados.

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Qual deve ser o perfil transversal da telha de PVC de perfil trapezoidal?

Quais devem ser as peças de fixação e vedação desse tipo de telha?

Como executar a instalação de telhas em telhados de três ou mais águas?

Quais são as peças de arremate para telha tipo plan?

A telha de PVC de perfil trapezoidal deve ter bordas uniformes, permitindo um encaixe com sobreposição exata, devendo os canais serem retilíneos e paralelos às bordas longitudinais. A telha de PVC de perfil trapezoidal deve ter perfil de telha com as dimensões nominais indicadas nas Figuras 2 e 3 (conferir na norma) e deve ser colorida. A telha de PVC de perfil trapezoidal deve possuir marcação indelével, contendo no mínimo o nome do fabricante e a identificação do lote.

Esta identificação deve estar na face externa da telha. O aspecto da telha de PVC de perfil trapezoidal está apresentado na figura abaixo e as características

dimensionais estão na tabela abaixo. As dimensões são determinadas conforme os métodos de ensaio descritos na NBR 16737-1:2019, Anexo A.

A calha e o rufo podem ser constituídos por chapa de aço galvanizado ou de PVC, sendo que os detalhes dimensionais destas peças e os procedimentos de instalação devem estar estabelecidos no manual técnico de instrução de instalação do fabricante. Para a realização dos ensaios relacionados abaixo, seguir a preparação das amostras conforme o Anexo A e as metodologias dos ensaios descritas na NBR 16737-1: determinação da cor e espessura do capstock (camada protetiva) da face externa da telha; estabilidade dimensional da telha; resistência ao impacto da telha; transmitância luminosa (opacidade) da telha; e resistência ao rasgamento da telha.

A instalação das telhas deve ser executada conforme recomendação do fabricante para que atenda aos requisitos desta norma, de modo a se obter segurança, estanqueidade e durabilidade. As seguintes informações devem ser fornecidas para a instalação das telhas de PVC em telhado: referência, quantidade e posição das telhas, peças complementares, vedação e elementos de fixação; posição dos apoios das telhas, sentido das telhas e face externa das telhas; inclinação da (s) cobertura (s) e fechamento (s) lateral (is); recobrimentos transversais e longitudinais; detalhes, como arremates, cortes, furações, montagem e pontos de fixação para linha de vida, conforme as NBR 16325-1 e NBR 16325-2; instalação de dispositivos como chaminé, claraboias e outros.

As telhas devem resistir às solicitações de flexão devidas somente aos esforços provenientes do peso próprio, ação do vento e chuva. As telhas não podem ficar sujeitas às solicitações secundárias provenientes de deformações ou movimentações da estrutura, trepidações, impactos, cargas permanentes e desastres naturais. O fabricante de telhas de PVC deve disponibilizar o manual de instalação e manutenção (de acordo com esta Norma), impresso ou eletrônico, conforme a Seção 9.

As telhas de PVC devem ser recebidas com a identificação do fabricante e lote, íntegras e sem avarias. O armazenamento na obra deve ser em local seguro, sobre superfície plana, em estrados fora do contato com o chão. O empilhamento deve ser realizado somente na horizontal e conforme instruções do fabricante, para cada tipologia de telha de PVC.

A instalação das telhas deve obedecer ao indicado no projeto e no manual de instalação do fabricante, respeitando os detalhes construtivos estabelecidos para cada tipologia. As telhas devem ser fixadas sobre apoios, pelos elementos de fixação e seus respectivos conjuntos de vedação. A fixação e a sequência de montagem das telhas deve seguir o manual de instalação do fabricante. Todas as telhas devem ser instaladas sobrepostas transversal e longitudinalmente, conforme a figura abaixo. Se houver a necessidade de corte de telhas, conferir antes os alinhamentos lateral e beiral.

Para a instalação das telhas em telhados de uma ou duas águas, iniciar pelas laterais, devendo sempre encaixá-las e aparafusá-las. A distância entre o eixo da cumeeira e o primeiro apoio deve ser de 100 mm para os tipos de perfil ondulado e trapezoidal e de 150 mm para os tipos colonial e plan. A água deve ser montada sempre pela primeira telha na parte inferior. Para assegurar o alinhamento das telhas, a fixação deve iniciar pela parte do beiral e em seguida nas demais partes.

O telhado deve manter a capacidade funcional, desde que submetido às manutenções periódicas especificadas no manual de instalação e manutenção do fabricante das telhas de PVC. O fabricante da telha de PVC deve apresentar o manual de instalação e manutenção do produto, que deve conter no mínimo o seguinte: instruções respectivas à instalação das telhas, com a indicação dos recobrimentos mínimos longitudinal e transversal entre as telhas, distâncias máximas entre apoios das telhas, tipo de fixadores e procedimentos de fixação da telha à estrutura, como efetuar o acoplamento com a estrutura de sustentação, detalhes do beiral e indicação das possíveis declividades do telhado; informações sobre todos os tipos de peças complementares, incluindo detalhes de sua instalação; orientações sobre as condições de caminhamento de pessoas sobre o telhado, com a indicação dos aparatos necessários para o caminhamento e condições adequadas para a manutenção do telhado; orientações sobre procedimentos de limpeza, inspeções e manutenções do telhado; recomendações sobre o armazenamento das telhas e peças complementares dentro da obra; quaisquer outras informações, orientações ou detalhes construtivos que o fabricante julgar pertinentes.

A limpeza das caixas d’agua, manutenção de antenas ou qualquer outra atividade de limpeza e manutenção deve ser executada com o telhado seco, por profissionais habilitados e devidamente protegidos com os equipamentos de proteção individual (EPI) necessários. Em caso de substituição de telhas ou peças complementares, as fixações das peças a serem substituídas devem ser removidas e as fixações das peças adjacentes, afrouxadas. As novas peças devem ser posicionadas de modo a coincidir com os furos das peças adjacentes.

Recomenda-se o uso de silicone colorido para corrigir diferenças entre as furações. A instalação das telhas deve ser realizada por profissional habilitado, adotando o manual de instalação e manutenção do fabricante, sendo as principais atividades a serem controladas descritas a seguir: armazenamento adequado das telhas, peças de fixação/vedação e peças complementares para evitar possíveis danos às peças; verificação da declividade do telhado, após especificar as linhas do telhado, cumeeiras, calhas e respectivos cortes; verificação do posicionamento das terças quanto ao atendimento às distâncias máximas entre apoios da telha; verificação da colocação e alinhamento das telhas e da sua direção de aplicação; verificação dos recobrimentos mínimos longitudinal e transversal; verificação da distribuição das peças de fixação e vedação da telha; verificação da fixação dos parafusos, incluindo seu aperto e a presença do sistema de vedação e fixação; verificação do beiral quanto à distância em balanço; verificação da colocação das mantas de vedação sob as cumeeiras, quando aplicável; verificação da colocação e posicionamento das peças complementares para fechamento e proteção da última peça da estrutura do telhado, quando aplicável; verificação da vedação nos encontros das telhas com calhas e com dispositivos e equipamentos; realização de correções e reparos; limpeza do telhado após montagem.

Os requisitos para as portas de madeira

No mercado, existem as portas para uso interno e externo. As usadas no interior são as portas de quarto, sala ou banheiro ou mesmo as de entrada de um apartamento ou escritório. Já as externas são aquelas submetidas às intempéries como as portas de entrada de uma casa ou as que ficam no térreo de um edifício, por exemplo, e dão acesso a depósitos, banheiros ou áreas de piscinas, onde há exposição ao sol e chuva.

De maneira geral, as portas de madeira para edificações são classificadas por desempenho, de acordo com a ocupação e uso, tráfego e tipo de projeto – residencial, comercial, hotelaria, hospital. O importante é que o consumidor está começando a entender a importância de as portas de madeira seguir os critérios da norma e a usá-los no momento de especificar o produto.

A NBR 15930-2 de 07/2018 – Portas de madeira para edificações – Parte 2: Requisitos especifica os requisitos para o estabelecimento e avaliação do perfil de desempenho e a respectiva classificação de portas de madeira para edificações de acordo com o nível de desempenho, ocupação e uso. Visa assegurar ao consumidor o recebimento dos produtos em condições mínimas de desempenho e tem como base os requisitos do usuário segundo diretrizes gerais expressas na NBR 15575. Para os requisitos de acessibilidade e saída de emergência, consultar as NBR 9050 e NBR 9077, respectivamente.

A norma, em seus requisitos gerais, descreve o dimensionamento e as tolerâncias para as portas e seus respectivos vãos, os padrões dimensionais das folhas, ferragens e marcos de madeira, bem como define os padrões de aspecto visual para as portas de madeira. No caso de edificações que cumpriram à coordenação modular conforme a NBR 15873, compatibilizar as dimensões dos vãos das portas pelas tabelas abaixo.

O Anexo A apresenta uma tabela de vãos para portas padronizadas. A porta de uso externo (PXM), além do previsto nesta parte da NBR 15930, deve atender complementarmente às NBR 10821-2 e NBR 10821-3, em especial quanto aos requisitos de permeabilidade ao ar, estanqueidade à agua e resistência às cargas uniformemente distribuídas, quando usada em ambiente exterior exposto.

Para edificações com coordenação modular conforme a NBR 15873, em caso de eventual excesso de folga no vão da porta, essa deve ser preenchida por contramarco ou arremates cobertos pelos alizares, sem prejuízo para a modulação de projeto e o desempenho da porta (ver Anexo A). O dimensionamento e as tolerâncias para os vãos da porta de giro com 1 folha, fixada mecanicamente com parafusos, devem atender ao especificado na Tabela 3 (disponível na norma), observando o padrão do kit porta.

Em caso de emprego de kit porta resistente ao fogo, conforme NBR 15281, a utilização destes mecanismos de fixação e das respectivas dimensões padronizadas é compulsória. Para edificações com coordenação modular conforme a NBR 15873, em caso de eventual excesso de folga no vão da porta, essa deve ser preenchida por contramarco ou arremates cobertos pelos alizares, sem prejuízo para a modulação de projeto e o desempenho da porta (ver Anexo A).

Para a porta corta-fogo (PRF), caso necessite de arremates complementares no vão, deve ser usado material compatível com os requisitos da porta em relação ao fogo e à fixação mecânica. Os ensaios referentes à avaliação do aspecto visual, das variações dimensionais e de forma, devidas ao condicionamento-padrão, encontram-se no Anexo B. O formato do relatório deve seguir as instruções descritas na Seção 7.

Os componentes das portas (marco, alizar e folha) constituídos por madeira maciça devem apresentar aspectos visuais enquadrados dentro dos parâmetros estabelecidos na Tabela 12 (disponível na norma), verificados a olho nu. A porta deve estar em condições semelhantes às condições de uso, sob iluminação de 300 lux, e o observador em pé, a 1 m de distância.

Todos os parâmetros expressos nesta subseção devem estar enquadrados em determinado padrão. Em caso de não atendimento a todos os parâmetros no padrão pretendido, deve ser estudado o enquadramento em padrão imediatamente inferior e assim sucessivamente, até obter-se total atendimento aos requisitos.

Os componentes das portas (marco, alizar e folha) constituídos por madeira composta devem apresentar aspectos visuais enquadrados dentro dos parâmetros estabelecidos na Tabela 13 (disponível na norma), considerando-se os padrões e as características da Figura 10, verificados a olho nu. A porta deve estar em condições semelhantes às condições de uso, sob iluminação de 300 lux, e o observador em pé, a 1 m de distância.

Todos os parâmetros expressos nesta subseção devem estar enquadrados em determinado padrão. Em caso de não atendimento de todos os parâmetros ao padrão pretendido, deve ser estudado o enquadramento em padrão imediatamente inferior e assim sucessivamente, até obter-se total atendimento aos requisitos.

Os componentes ou kit porta devem receber etiqueta de identificação ou gravação, que é afixada ou gravada em local que não prejudique a estética do produto instalado. Os componentes ou kit porta devem conter as seguintes informações: fabricante; unidade fabril; marca comercial; modelo da porta ou componente; indicação de rastreabilidade; perfil de desempenho (tipo de destinação quanto ao uso do produto); dimensões nominais; padrão de aspecto visual; padrão de variação dimensional, desvios de forma e de planicidade de variação nominal (VN).

Para o kit porta, ainda devem ser informados os tipos e o acabamento de ferragens e de alizar. Mediante acordo entre fabricante, projetista e/ou comprador, outras características podem constar na identificação, como a vida útil de projeto (VUP), garantias, espécie florestal etc.

Para portas ou componentes destinados ao uso em obras residenciais, as condições referentes à vida útil de projeto (VUP) e garantias devem atender à NBR 15575-1. No Anexo C, a título informativo, são apresentados, nas Figuras C.1 e C.2 ((disponíveis na norma), modelos de identificação para as portas e seus componentes.

As folhas e marcos da porta devem ser constituídos por uma estrutura resistente que permita o acoplamento de dobradiças, fechaduras ou outras ferragens, de forma que a porta instalada não venha a sofrer danos sob ação do seu peso próprio e das sobrecargas de utilização previstas nesta parte da NBR 15930. Uma verificação preliminar pode ser efetuada por meio da análise de projeto, contudo esta avaliação não exclui a necessidade da realização dos ensaios de desempenho, de maneira a assegurar a conformidade do produto quando em uso.

As portas devem ser classificadas de 1 a 3 (requisitos de variação dimensional, desvio de forma e de planicidade) ou em classes de 1 a 4 (requisitos mecânicos). O rigor do critério da classificação aumenta de forma crescente, assim, quanto maior o número, maior o rigor da classificação. A classificação é feita, de forma individual, em função do desempenho frente a cada requisito.

Pode-se, então, ter portas classificadas como classe 1 em determinado requisito e como classe 4 em outro, sem existência de conflito entre ambos. Quando do fornecimento da porta na forma de kit porta, deve-se submeter o kit, sem quaisquer modificações, aos ensaios mecânicos. Quando do fornecimento do kit para a realização dos ensaios mecânicos, devem ser instaladas fechaduras e dobradiças em conformidade com as Tabelas 26 e 27 (disponíveis na norma) e demais requisitos das respectivas normas.

As dobradiças empregadas no kit porta devem atender à NBR 7178, considerando as dimensões mínimas estabelecidas na Tabela 26 ((disponível na norma)conforme modelos da Figura 11 (disponível na norma)e demais requisitos do produto. As dobradiças, pivôs e acessórios para movimentação da folha que não tenham normas específicas devem atender no mínimo ao desempenho equivalente descrito na NBR 7178.

As fechaduras devem atender à NBR 14913, respeitando-se as classificações de segurança, trafego e a resistência à corrosão, bem como considerando as dimensões mínimas estabelecidas na Tabela 27 ((disponível na norma), conforme padrões e modelos das Figuras 12 e 13 (disponíveis na norma) e demais requisitos do produto. O posicionamento das ferragens na porta é definido nas figuras14 e 15 (disponíveis na norma).

As fechaduras, que não tenham normas específicas, devem atender no mínimo ao desempenho equivalente descrito na NBR 14913. O objetivo principal da definição do perfil de desempenho é sistematizar a análise dos diversos requisitos de desempenho que a porta deve atender para uma determinada ocupação e situação de uso e permitir a comparação entre os produtos da forma mais completa.

O perfil de desempenho é apresentado de forma matricial, contendo nas linhas os requisitos e critérios a serem atendidos e, nas colunas, as classes de desempenho em função dos resultados dos ensaios. Os requisitos e critérios de desempenho relacionados no perfil de desempenho não têm hierarquia de preferência ou importância.

As classes de desempenho apresentam-se em nível crescente de requisitos em função do aumento do algarismo arábico correspondente, por exemplo, a classe 3 é superior à classe 2, que é superior à classe 1. Com base nos requisitos e critérios de desempenho para portas e componentes, expostos no decorrer desta norma, foi traçado o perfil de desempenho mínimo para cada nomenclatura.

As portas e componentes devem se enquadrar em um dos perfis de desempenho, considerando os critérios de cada nomenclatura como mínimos para aquele uso específico. Eventualmente, acordos podem ser firmados entre as partes interessadas, alterando algumas das características do perfil de desempenho para um nível superior de classe.

Estes acordos devem ser formalizados e submetidos à apreciação de profissional qualificado, que deve avaliar o impacto das alterações no desempenho atual e futuro do produto. Os requisitos e critérios específicos para portas especiais com desempenho adicionais devem ser acrescentados para análise, conforme os requisitos e conveniência do usuário ou do fornecedor, ou seja, portas com características especiais devem atender ao perfil de desempenho mínimo, em função da nomenclatura do local de uso, e às exigências do desempenho adicional especificado.

Para nivelar as informações de especificação e facilitar o processo de compra, devem ser aplicadas a especificação da porta por nível de desempenho, ocupação e uso (Anexo K), requisitos da porta por nível de desempenho (Anexo L) e uma lista de verificação (checklist de porta) que está no Anexo M. O relatório de ensaio deve conter, além dos respectivos resultados para cada ensaio especificado nos Anexos B, D,F,G,H, I e N no mínimo o seguinte: referência a esta norma; todas as informações necessárias para a identificação da folha da porta ensaiada, como marca comercial, modelo, cor e/ou padrão, tipo de acabamento, inscrições, selos ou marcações na folha, lote e data de fabricação, massa da folha, dimensões nominais, materiais, formato, critério construtivo da folha da porta, etc.; descrição, identificação do tipo, modelo e marcas comerciais das ferragens eventualmente empregadas; croquis da folha da porta detalhados, eventualmente identificando as espécies florestais dos componentes estruturais e demais itens considerados de relevância, quando da análise do desempenho (dissecação da porta – Anexo N); condições de exposição e condicionamento durante o ensaio; eventuais danos identificados anterior e posteriormente à execução do ensaio, como fissurações, destacamentos, delaminações e outros indícios de degradação de seus materiais ou partes constituintes, presença de furos de insetos, fungos, etc.; listagem dos equipamentos empregados, seus respectivos códigos do laboratório e detalhes quanto à calibração vigente; identificação do laboratório e nome do responsável pelo relatório de ensaio, data dos ensaios e dados para rastreabilidade dos ensaios.