Os requisitos para os módulos de concreto armado pré-moldados

É fundamental conhecer as características dos materiais, parâmetros de dosagem, características do acabamento, método de cura, dimensões e tolerâncias, bem como os critérios para inspeção e ensaios e os parâmetros para aceitação de módulos de concreto armado pré-moldados, destinados à execução de poços de visita e poços de inspeção.

A NBR 16085 de 03/2020 – Poços de visita e inspeção pré-moldados em concreto armado para sistemas enterrados — Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos mínimos para fabricação, controle da qualidade e recebimento de módulos de concreto armado pré-moldados, para execução de poços de visita ou inspeção de sistemas enterrados, como, por exemplo, redes de distribuição de água, drenagem, eletricidade, telefonia, gás, coleta de esgoto sanitário ou demais serviços correlatos. Especifica as características dos materiais, parâmetros de dosagem, características do acabamento, método de cura, dimensões e tolerâncias, bem como os critérios para inspeção e ensaios e os parâmetros para aceitação de módulos de concreto armado pré-moldados, destinados à execução de poços de visita e poços de inspeção. Para os efeitos desta norma, aplicam-se os mesmos requisitos aos elementos de concreto armado pré-moldados e pré-fabricados, sendo ambos referenciados por esta norma apenas como pré-moldados.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como pode ser definido um poço de inspeção?

Como devem ser produzidas as fôrmas para o concreto?

Quais devem ser os diâmetros e as alturas úteis dos módulos de seção circular?

Quais são as dimensões em planta dos módulos de seção retangular?

As soluções estruturais adotadas devem ser determinadas por profissional habilitado, responsável técnico pelo projeto, com apresentação de memória de cálculo do dimensionamento estrutural e respectivo desenho de fôrma e armação, acompanhados da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. As soluções estruturais devem atender aos requisitos de qualidade estabelecidos pelas normas brasileira pertinentes, relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviços e à durabilidade da estrutura, conforme especificado na NBR 6118.

Quando os poços de visita (PV) ou de inspeção (PI) forem utilizados em locais onde ocorrem a passagem de esgoto sanitário ou efluente industrial, o responsável técnico pelo projeto deve apresentar solução que assegure a estanqueidade do sistema de encaixe e atenda aos requisitos específicos desta norma. Os PV e PI de concreto armado pré-moldados são enquadrados na categoria de condutos rígidos, ou seja, devem suportar as cargas por sua própria resistência.

Como as cargas devem ser consideradas as cargas de terra, as sobrecargas móveis e demais cargas eventuais, caso existam, que cada situação de aplicação requer. Podem ser produzidos PV ou PI de características especiais, específicos para aplicação em um determinado empreendimento, desde que o projeto seja elaborado por profissional habilitado e a memória de cálculo seja disponibilizada para verificação do comprador ou seu preposto.

Igualmente aos PV e PI padronizados nesta norma, os PV e PI de características especiais estão sujeitos à inspeção, conforme a Seção 8. Os requisitos relacionados à capacidade resistente e ao desempenho em serviço são estabelecidos pelos critérios adotados no dimensionamento estrutural das peças. Os requisitos relacionados à durabilidade, que indicam a capacidade da estrutura de resistir às influências ambientais, devem ser determinados em comum acordo entre o consumidor ou seu preposto e o autor do projeto estrutural.

Em qualquer situação de utilização dos PV e PI, devem ser seguidos os parâmetros relacionados à relação água/cimento em massa, à classe do concreto, ao consumo de cimento Portland por metro cúbico de concreto e ao cobrimento nominal das armaduras, conforme a classe de agressividade ambiental externa ao PV ou PI, estabelecida pelas NBR 6118 e NBR 12655. Em caso de sobreposição, prevalecem os requisitos específicos estabelecidos nesta norma.

Todos os módulos previstos por esta norma devem ter suas aberturas executadas durante o processo de fabricação. Quando necessária a execução de intervenção na obra, esta deve ser realizada com o auxílio de máquina extratora, de modo a evitar danos à peça. Não podem ser realizadas intervenções com equipamentos manuais.

Quando os PV ou PI forem utilizados para passagem de esgoto sanitário, efluente industrial ou drenagem pluvial com comprovada contaminação por esgoto, é obrigatório o uso de cimento resistente aos sulfatos, conforme a NBR 16697. Nos demais casos, pode ser utilizado qualquer tipo de cimento Portland, de acordo com a NBR 16697. Deve ser rejeitado, independentemente de ensaios de laboratório, todo e qualquer cimento que indique sinais de hidratação ou que esteja acondicionado em sacos que se apresentem manchados, úmidos ou avariados.

Os agregados devem atender aos requisitos da NBR 7211, sendo sua dimensão máxima característica limitada ao menor valor entre um terço da espessura da parede do módulo de concreto e o cobrimento mínimo da armadura ou, no caso de peças reforçadas exclusivamente com fibras de aço, um terço da espessura da parede do módulo. Os agregados devem ser estocados de forma a evitar a contaminação e mistura de materiais diferentes e devem atender aos requisitos especificados na NBR 15577-1 em relação ao seu potencial de reatividade com álcalis do concreto. Devem proceder às medidas preventivas específicas para cada caso.

A água deve ser límpida, isenta de teores prejudiciais de sais, óleos, ácidos, álcalis e substâncias orgânicas, e não alterar a reologia do concreto, atendendo aos requisitos da NBR 15900-1. Os aditivos utilizados no concreto devem atender ao disposto na NBR 11768 e o teor de íon cloro no concreto não pode ser maior que 0,15%, determinado conforme a NBR 10908. Os aditivos devem ser armazenados em local abrigado de intempéries, umidade e calor, respeitando-se seu prazo de validade.

As adições, quando utilizadas, não podem conter elementos nocivos que influenciem negativamente na resistência, endurecimento, estanqueidade e durabilidade do concreto ou que provoquem corrosão da armadura, devendo ser seguidas as NBR 12653, NBR 13956-1 e NBR 15894. O aço deve atender às NBR 7480 e/ou NBR 7481, conforme o processo de montagem da armadura. Os lotes devem ter homogeneidade quanto às suas características geométricas e devem se apresentar sem defeitos.

São rejeitados os aços que se apresentarem em processo de corrosão e oxidação, com redução de seção. Ao ser armazenado, o aço deve ser protegido do contato direto com o solo, sendo apoiado sobre uma camada de brita ou sobre vigas de madeira transversais aos feixes. Recomenda-se cobrir o aço com plástico ou lona, protegendo-o da umidade e de ataque de agentes agressivos.

Quando os PV ou PI forem utilizados em locais onde a agressividade do meio for classe IV, conforme a NBR 12655, ou para passagem de esgoto sanitário, efluente industrial ou drenagem pluvial com comprovada contaminação por esgoto, a relação água/cimento deve ser de no máximo 0,45, expressa em litros de água por quilograma de cimento. Nos demais casos, a relação água/cimento deve ser de no máximo 0,50, expressa em litros de água por quilograma de cimento.

Para assegurar a qualidade do concreto endurecido, as operações de mistura, transporte, lançamento, adensamento e cura do concreto fresco devem ser realizadas de acordo com o disposto na NBR 12655. As juntas entre os módulos do PV ou do PI, e as juntas entre a rede e a base do PV ou PI, no caso de redes de esgoto sanitário, efluente industrial ou drenagem pluvial com comprovada contaminação por esgoto, devem ser estanques e do tipo elástica, com a utilização de anel de borracha ou de elemento elastomérico projetado especificamente para este fim. As juntas entre os módulos do PV ou do PI, e as juntas entre a rede e a base do PV ou PI, nos demais casos, podem ser do tipo rígida, elástica ou projeto especial.

Juntas de borracha, quando utilizadas, devem atender aos requisitos da ABNT NBR 16687. A disposição das armaduras dentro da fôrma deve ser tal que impeça sua movimentação durante o processo de lançamento e adensamento do concreto. As emendas são permitidas somente se estiverem conforme as NBR 8548 e NBR 6118.

O detalhamento das armaduras deve estar de acordo com o especificado nas NBR 8890, NBR 15396 e NBR 16584. Os módulos de PV e PI devem ter suas configurações conforme descritas nessa norma. Os PV e PI de seção circular são os PV e PI formados por módulos de seção circular, conforme a figura abaixo.

A classe de resistência mecânica do módulo de anel deve ser calculada para cada situação de utilização, não podendo ser inferior à NBR 8890:2018, classe EA2. A resistência de cálculo do concreto declarada pelo fabricante deve ser igual ou superior a 30 MPa para classe III de agressividade do meio e igual ou superior a 40 MPa para classe IV de agressividade do meio. Para determinação da resistência devem ser moldados corpos de prova conforme a NBR 5738.

O ensaio de compressão axial para determinação da resistência deve ser realizado conforme a NBR 5739. O comprador pode fazer o acompanhamento da moldagem dos corpos de prova durante o processo de produção das peças, não sendo permitida a extração de ensaio testemunhos de peças já moldadas e/ou aplicadas, como programa regular de controle da resistência para fins de aceitação da peça.

Os módulos dos PV e PI devem ter sua absorção de água determinada conforme ensaio descrito na NBR 9778, sendo a absorção máxima de água em relação à sua massa seca limitada a 6% nos casos de utilização para passagem de esgoto sanitário, efluente industrial ou drenagem pluvial com comprovada contaminação por esgoto, ou 8% para os demais casos.

A conformidade das fechaduras de embutir

Conheça os métodos de ensaios a serem executados nas fechaduras de embutir, simulando, por meio de ensaios mecânicos, uma utilização prolongada da fechadura, para verificação da durabilidade dos componentes e os esforços a que podem ser submetidas em uma tentativa de arrombamento.

Confirmada em dezembro de 2019, a NBR 14913 de 09/2011 – Fechadura de embutir – Requisitos, classificação e métodos de ensaio especifica os requisitos mínimos para fabricação, classificação, dimensionamento, segurança, funcionamento e acabamento superficial de fechaduras de embutir para serem empregadas nas portas de edificações. Esta norma não se aplica às fechaduras fabricadas para usos e aplicações específicas, como, por exemplo, fechaduras para hotéis, fechaduras navais, fechaduras de cadeia, fechaduras hospitalares, etc.

Especifica os métodos de ensaios a serem executados nas fechaduras de embutir, simulando, por meio de ensaios mecânicos, uma utilização prolongada da fechadura, para verificação da durabilidade dos componentes e os esforços a que podem ser submetidas em uma tentativa de arrombamento. Esta norma especifica também os métodos de execução, independentemente de laboratório, a serem aplicados em fechaduras de embutir, quando do recebimento destas pelo consumidor.

Acesse algumas indagações relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser verificado o acionamento do trinco pela chave/rolete?

Quais as características mecânicas das fechaduras – ensaios de desempenho?

Qual deve ser a resistência da lingueta a um esforço contrário ao seu avanço?

Qual deve ser o tempo de exposição em câmara de névoa salina neutra?

As fechaduras de embutir tratadas por esta norma são aquelas utilizadas nas portas de edificações em geral, podendo ser externas, internas, de banheiro ou de perfil estreito, com a função de propiciar o controle de acesso, segurança e estética ao ambiente. As fechaduras de embutir são constituídas basicamente de mecanismo (fechadura propriamente dita) através do qual se consegue fechar ou abrir porta ou portão, sendo acionado por maçaneta, puxador, chave ou tranqueta, e seus respectivos acabamentos, os quais conferem ao produto características estéticas e anatômicas, podendo incluir puxador, chapatesta, falsatesta, contratesta, maçaneta, espelho, roseta, entrada e tranqueta. Na fabricação das fechaduras de embutir, os materiais metálicos devem ser os recomendados na tabela abaixo, podendo, contudo, ser substituídos por outros, desde que os novos materiais atendam aos requisitos desta norma.

Na fabricação das fechaduras de embutir, os materiais não metálicos devem obedecer às normas correspondentes para cada tipo de material e atender aos requisitos desta norma. As peças devem possibilitar a montagem entre elas, resultando em um conjunto esteticamente agradável. As peças aparentes do conjunto fechadura não podem apresentar defeitos conforme definido no Anexo A.

Todas as peças não aparentes da fechadura, após sua instalação, devem apresentar um acabamento protetivo, como, por exemplo, bicromatização, zincagem, pré-pintura, cromação e outros, exceto molas, que podem ser oleadas, e peças em zamac, latão ou plásticos de engenharia, que podem ser isentas de acabamento. O fabricante deve fornecer, junto com a fechadura, as seguintes informações técnicas: procedimentos adequados para a correta instalação do produto; orientações para uso e conservação da fechadura.

A pedido do comprador, componentes avulsos podem ser fornecidos, desde que o conjunto montado atenda aos requisitos desta norma. Para o caso das fechaduras de embutir de perfil estreito, estas podem ser fornecidas sem os parafusos de fixação e/ou contratesta, desde que solicitado pelo comprador.

O conjunto fechadura de embutir tipo externa deve ser constituído de fechadura propriamente dita (máquina), cilindro com no mínimo duas chaves, contratesta, guarnição e respectivos parafusos de fixação. O conjunto fechadura de embutir tipo interna deve ser constituído de fechadura propriamente dita (máquina), no mínimo duas chaves, contratesta, guarnição e respectivos parafusos de fixação.

O conjunto fechadura de embutir de banheiro deve ser constituído de fechadura propriamente dita (máquina), chave de emergência, contratesta, guarnição e respectivos parafusos de fixação. O conjunto fechadura de embutir de perfil estreito deve ser constituído de fechadura propriamente dita (máquina), cilindro com no mínimo duas chaves, contratesta, guarnição e respectivos parafusos de fixação.

As dimensões da caixa e da chapatesta, indicadas na figura abaixo, devem atender aos valores estabelecidos na tabela abaixo. As cotas referentes à largura e comprimento da chapatesta das fechaduras de embutir de perfil estreito não são estabelecidas. A chapatesta pode ter seus cantos arredondados, com diâmetro igual à sua largura.

A lingueta deve avançar um total mínimo de 18 mm para as fechaduras de embutir dos tipos externa e interna e um total mínimo de 9 mm para as fechaduras de banheiro. Para o caso das fechaduras de embutir de perfil estreito, a lingueta deve avançar um total mínimo de 14 mm.

A fechadura de embutir externa e a fechadura de embutir de perfil estreito devem possuir no mínimo 250 combinações de segredos do cilindro da fechadura. A fechadura de embutir interna deve possuir no mínimo seis segredos diferentes. Os requisitos de desempenho das fechaduras de embutir são estabelecidos para: três classes de utilização, conforme 5.1; cinco graus de segurança, conforme 5.2; quatro graus de resistência à corrosão, conforme 5.3. As classes de utilização para tráfego leve são as fechaduras de embutir utilizadas em edificações de tráfego leve, como portas de residências unifamiliares, portas de comunicação entre cômodos etc. Para o tráfego médio, são as fechaduras de embutir utilizadas em edificações de tráfego médio, como portas de consultórios médicos, portas de escritórios de serviços, etc. As de tráfego intenso são as fechaduras de embutir utilizadas em edificações de tráfego intenso, como portas de hospitais, portas de postos de saúde, portas de shopping centers etc.

Quanto aos graus de segurança, a segurança mínima se relaciona com um conjunto fechadura de embutir cuja lingueta resista a um esforço lateral exercido pela contratesta de 2 kN. Toda fechadura que não atender aos requisitos desta norma deve ser rejeitada. Para a amostragem utilizada em todos os ensaios desta norma, deve ser adotado o plano de amostragem simples-normal, apresentado na NBR 5426, nível de qualidade aceitável (NQA) 6,5 e nível de inspeção S2.

Quando a amostra for representativa de um lote, a sua rejeição por não atender às condições especificadas nesta Norma implica a rejeição de todo o lote que ela representa. É permitido que o fabricante realize reparos necessários no lote rejeitado, colocando os produtos nas condições estabelecidas por esta norma. Este lote deve ser submetido novamente aos ensaios especificados na Seção 7. Se nestes ensaios os resultados forem insatisfatórios, todo o lote deve ser rejeitado.

Em caso de dúvida referente à legitimidade da documentação, todo o lote representativo pode ser rejeitado. Neste caso, permite-se que o fabricante realize todos os ensaios correspondentes, na presença do comprador. Para a marcação, em alguma peça do conjunto fechadura de embutir, incluindo chapatesta, falsa testa, cilindro e chave, devem ser marcadas, de forma visível e indelével, as seguintes informações: nome ou marca do fabricante; país de origem de fabricação (por exemplo: Ind. Bras., Fabricado no Brasil, Indústria Brasileira, Made in Brazil, etc.); data de fabricação (no mínimo semestre/ano).

Para a identificação do fabricante, na fechadura de embutir deve estar marcado, de forma visível e indelével, após a instalação do produto, o nome ou marca do fabricante. O conjunto fechadura de embutir deve ser acondicionado em embalagem protetora, de modo a garantir a permanência de suas características, devendo constar no lado externo: nome ou marca do fabricante; materiais empregados na fabricação dos componentes; país de origem de fabricação (por exemplo: Ind. Bras., Fabricado no Brasil, Indústria Brasileira, Made in Brazil, etc.); número desta norma; faixa de espessura de folha de porta para a instalação da fechadura; distância de broca (dimensão “A” da figura acima); no caso das fechaduras de embutir do tipo externa e das fechaduras de embutir de perfil estreito, a indicação do respectivo número de combinações de segredos para o cilindro da fechadura; classificação do produto conforme especificado a seguir: tráfego __________ (leve, médio ou intenso); resistência à corrosão __________ (1, 2, 3 ou 4); segurança __________ (mínima, média, alta, muito alta ou máxima).

O cálculo de estruturas-suporte para equipamentos de movimentação

As estruturas-suporte para equipamentos de elevação e movimentação de cargas são classificadas da mesma forma que a estrutura dos equipamentos que operam sobre estas estruturas, conforme estabelecido na NBR 8400-1.

A NBR 10084 de 03/2020 – Cálculo de estruturas-suporte para equipamentos de elevação e movimentação de cargas — Procedimento estabelece os requisitos para o cálculo de estruturas-suporte para equipamentos de elevação e movimentação de cargas. Não é aplicável a estruturas-suporte para guindastes sobre pneus ou lagartas.

Acesse algumas perguntas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são os símbolos e abreviaturas usados nessa norma?

Qual é a distribuição da pressão para outros níveis da alma?

Quais são os pontos para determinação da tensão devido às cargas nas rodas?

Como deve ser o reforço na aba inferior na extremidade da viga de rolamento?

As estruturas-suporte para equipamentos de elevação e movimentação de cargas são classificadas da mesma forma que a estrutura dos equipamentos que operam sobre estas estruturas, conforme estabelecido na NBR 8400-1, levando-se em conta a composição mais desfavorável de cargas e a frequência de utilização dos equipamentos para cada setor da estrutura. Nas estruturas-suporte podem atuar as seguintes ações: principais; movimentos horizontais do equipamento; efeitos climáticos; diversas.

No dimensionamento de cada elemento das estruturas-suporte, devem ser consideradas as combinações de ações que possam acarretar os efeitos mais desfavoráveis no elemento considerado. Para o caso de dois ou mais equipamentos operando sobre a mesma estrutura-suporte, devem ser consideradas as condições mais desfavoráveis de carregamento e simultaneidade de utilização dos equipamentos para cada setor da estrutura.

Supõe-se que os elementos móveis do equipamento estejam na posição mais desfavorável. Devem também ser considerados os efeitos locais devidos à carga nas rodas do equipamento. As ações principais são: peso próprio da estrutura-suporte Fg1; peso próprio do equipamento que suporta a carga de serviço Fg2; carga de serviço Fq. Os esforços dinâmicos atuantes na estrutura-suporte, provenientes do içamento relativamente brusco da carga de serviço, são levados em conta multiplicando a carga de serviço (Fq) por um coeficiente dinâmico Ψ dado na NBR 8400-1.

As ações devidas aos movimentos horizontais do equipamento devem ser determinadas de acordo com a NBR 8400-1. As ações devidas aos efeitos climáticos devem ser determinadas de acordo com a NBR 8400-1. As ações diversas são as acidentais secundárias devidas aos carregamentos em passadiços, acessos, plataformas, corrimão e guarda-corpos são determinadas de acordo com a NBR 8400-1.

As diversas solicitações determinadas, como indicado na Seção 6, podem, em certos casos, ser ultrapassadas devido às imperfeições de cálculo ou aos imprevistos. Por este motivo, leva-se em conta um fator denominado coeficiente de majoração Mx no cálculo da estrutura-suporte. Os valores deste coeficiente são aqueles estabelecidos na NBR 8400-1 para cada equipamento, considerando o grupo da estrutura-suporte conforme Seção 5.

São previstos nos cálculos três casos de carregamento para as estruturas-suporte: caso I: serviço normal sem vento; caso II: serviço normal com vento-limite de serviço; caso III: ações especiais. Para o caso I — serviço normal sem vento, deve-se considerar a ação estática devida ao peso próprio da estrutura suporte Fg1, a ação devida ao peso do equipamento Fg2, da carga de serviço Fq multiplicada pelo coeficiente dinâmico Ψ e duas ações horizontais mais desfavoráveis Fh entre as indicadas em 6.2, com exclusão das ações devidas a choques. O conjunto destas ações deve ser multiplicado pelo coeficiente de majoração Mx.

Para o caso II —serviço normal com vento-limite de serviço, considerar as ações do caso I, adicionando os efeitos do vento-limite de serviço Fw, indicados em 6.3 e, se for o caso, o esforço devido à variação de temperatura. Para o caso III, as ações especiais sobre a estrutura-suporte referem-se às seguintes combinações: equipamentos fora de serviço com vento máximo: considerar os pesos próprios Fg1 e Fg2 e também o vento máximo Fw máx, incluindo as reações de ancoragens; equipamento em serviço sob efeito de um choque com amortecimento: considerar peso próprio Fg1 e também o peso do equipamento Fg2, a carga de serviço Fq e as ações mais desfavoráveis devidas ao choque; equipamentos submetidos aos ensaios previstos na NBR 8400-5: considerar o peso próprio Fg1 e também o peso do equipamento Fg2 e a sobrecarga (ensaio dinâmico).

No projeto, levar em consideração as solicitações mais desfavoráveis resultantes destas combinações. Para as vigas de rolamento e estruturas-suporte auxiliares metálicas o projeto deve ser elaborado em conformidade com os requisitos para componentes estruturais estabelecidos na NBR 8400-2, em casos específicos, não cobertos por esta norma, seguir o descrito na NBR 8800.

As verificações devem ser realizadas para assegurar que haja margem de segurança suficiente em relação às tensões críticas, considerando as três possíveis causas de falha descritas a seguir: exceder o limite elástico; exceder a tensão crítica de flambagem global ou localizada; exceder o limite de resistência à fadiga. As seguintes forças internas e momentos devidos às cargas no equipamento devem ser considerados no dimensionamento das vigas de rolamento e estrutura-suporte: flexão biaxial devido às ações verticais e laterais; compressão ou tração devido às ações horizontais longitudinais; torção devido á excentricidade das ações horizontais laterais, com relação ao centro de torção da seção da viga; forças cortantes devido às ações verticais e horizontais laterais.

A tensão de compressão local vertical σ0z gerada na alma pela carga vertical na roda (ver figura abaixo) deve ser determinada pela seguinte equação: q0z=Fz/lef.tw, onde Fz é o valor de projeto da carga na roda para o caso de solicitação considerado; lef é o comprimento efetivo suportando a carga; tw é a espessura da alma. O comprimento efetivo lef, sobre o qual a pressão devido à carga na roda é assumida como sendo uniforme, pode ser determinado usando a tabela abaixo. Quando a distância entre as rodas adjacentes for menor do que lef, deve ser considerada a pressão devido à superposição do efeito das duas rodas.

A pressão σ0z, para outros níveis da alma, pode ser calculada assumindo uma distribuição a um ângulo de 45o, a partir do comprimento lef (ver Figura 2 – disponível na norma) para cada roda. Quando o comprimento da área de dispersão for maior que a distância entre as rodas adjacentes, deve ser considerada a superposição do efeito da carga nas duas rodas.

Para regiões afastadas dos apoios da viga, a tensão devido à carga vertical σ0z deve ser multiplicada pelo fator de redução (1 –z/hw)2, onde hw é a altura total da alma e z é a distância desde a face inferior da aba da viga. Próximo aos apoios da viga, uma distribuição similar, assumindo um ângulo de 45° a partir da reação no apoio, pode ser considerada, devendo o caso mais crítico ser verificado.

Os ensaios em aquecedores de água a gás tipo acumulação

Para a realização dos ensaios práticos, deve-se dispor das instalações e equipamentos, como uma sala de ensaio arejada, com circulação de ar equilibrada, provida de um sistema que evite o acúmulo dos produtos da combustão. Um banco de ensaio, equipado com os aparelhos descritos em seguida, instrumentos, etc.

Confirmada em dezembro de 2019, a NBR 10542 de 11/2015 – Aquecedores de água a gás tipo acumulação – Ensaios especifica um método de ensaio para aquecedores de água, tipo acumulação, nos quais são utilizados combustíveis gasosos.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser realizado o ensaio de estanqueidade?

Para a realização dos ensaios práticos, quais as instalações e os equipamentos devem ser disponibilizados?

Como devem ser feitos os ensaios de determinação da capacidade de produção?

Quais os valores da pressão de ensaio?

Para a realização dos ensaios práticos, descritos na Seção 3, deve-se dispor das instalações e equipamentos descritos em seguida. Uma sala de ensaio arejada, com circulação de ar equilibrada, provida de um sistema que evite o acúmulo dos produtos da combustão. Um banco de ensaio, equipado com os aparelhos descritos em seguida, instrumentos, etc.

Regulador de pressão de gás ou equipamento equivalente. Medidor de consumo de gás úmido, aferido, equipado com termômetro com precisão com sensibilidade de 0,1 °C. Manômetro com sensibilidade de 19,6 Pa (2 mm de coluna d’água/mm A.A.) para a medição de pressão de gás. Regulador ou redutor de pressão de água. Termômetro de precisão, com escala de 0 °C a + 50 °C e sensibilidade de 0,1 °C, para a medição da temperatura da água fria.

Além disso, deve ter um termômetro de precisão, com escala de 0 °C a + 100 °C e sensibilidade de 0,1 °C, para a medição da temperatura da água quente. Manômetros para campos de medição entre 19,6 kPa e 1 470 kPa (0,2 kgf/cm² e 15 kgf/cm²), com precisão de ± 5%, para a medição da pressão de água. Tubo de medição, balança com sensibilidade de 0,5 g e dispositivo de aspiração, para ensaio das características higiênicas.

Deve-se ter uma chaminé secundária com 500 mm de comprimento, do mesmo diâmetro da gola do aquecedor, para os ensaios de aferição da qualidade da combustão e determinação da taxa de rendimento. Dispositivo para medição da fuga de gás nos ensaios de estanqueidade, conforme figuras abaixo. Uma bomba para funcionar com o dispositivo de aspiração.

Deve-se incluir um aparelho para determinação de CO, que permita leituras de aproximadamente 0,0005% em volume, um insuflador para ensaio de reversão de corrente de ar, dispondo de medidor de velocidade de ar, com sensibilidade de 0,1 m/s e um calorímetro com precisão de 2,1 kJ/m3 normalizado (0,5 kcal/m3 normalizado). Um barômetro com precisão de 6,5 Pa (0,05 mm de coluna de mercúrio) e um densímetro, para medição comparativa de densidade de gases, com precisão de 0,002.

Acrescentar uma bomba de ar com manômetro para ensaio de estanqueidade, um dispositivo de medição para temperaturas de superfície, um equipamento para produzir misturas de gases e compartimentos de ensaio. Para as pressões de ensaio, para gás, os valores da pressão de ensaio, medidos na conexão do tubo de admissão de gás do aquecedor, devem obedecer aos valores estabelecidos na tabela abaixo.

Para a verificação de avarias de transporte, antes do início dos ensaios, o aquecedor deve ser examinado quanto à existência de evidentes avarias de transporte que possam influir no seu funcionamento. Para o ensaio de conformidade com as especificações, deve-se verificar a conformidade do aparelho com as características descritas nas especificações, bem como se as instalações de ensaio correspondem às exigências da Seção 2.

O ensaio de estanqueidade para gás deve ser realizado com o aquecedor no estado em que foi fornecido pelo fabricante, com o emprego de ar à pressão de 14,7 kPa (1 500 mm C.A.), utilizando-se os equipamentos de medição conforme figuras acima. Após regulagem da pressão de ar, deve-se manter, antes de cada leitura, um tempo de espera de pelo menos 5 min para a estabilização da temperatura da instalação de medição.

Nos ensaios, o dispositivo de regulagem a ser ensaiado deve estar fechado, porém com a sua saída comunicando-se com o ambiente. A estanqueidade do registro de controle de gás deve ser verificada nas posições aberta e fechada separadamente do aquecedor. O registro deve ser imerso em água e submetido a uma pressão de ensaio de 49 kPa (0,5 kgf/cm²).

Para água, antes do início do ensaio, deve-se eliminar o ar de peças destinadas à circulação de água, mediante repetidas aberturas e fechamentos do registro de água quente. As peças destinadas à circulação de água devem ser submetidas a uma pressão mínima de ensaio de 588 kPa (6 kgf/cm²), durante 30 min, não podendo ocorrer vazamento em qualquer das peças no transcorrer do ensaio.

O ensaio de temperatura da capa é realizado por ocasião do ensaio das características higiênicas, com potência nominal e corrente de ascensão, com o emprego do gás de referência. 3.7.2 O aquecedor deve funcionar durante aproximadamente 15 min, antes de serem determinadas as temperaturas.

O ensaio de estabilidade de queima é realizado por ocasião do ensaio das características higiênicas, com corrente de ascensão e com os valores-limites de potência nominal indicados nas especificações, com o emprego de todos os gases de ensaio. A estabilidade de queima da chama-piloto é ensaiada em uma corrente de ar horizontal com velocidade de 2 m/s, dirigida de várias direções para a abertura de observação das chamas na capa do aquecedor.

Deve-se medir a velocidade de ar em uma distância de aproximadamente 0,5 m do aquecedor, e a saída de ar do insuflador deve estar pelo menos 1 m distante do aquecedor. Para os ensaios de determinação da capacidade de produção, o aquecedor deve ser colocado em funcionamento, operando com vazões de água ajustadas para 3 L/min, 5 L/min, 7 L/min; 4 L/min, 7 L/min, 10 L/min e 6 L/min, 10 L/min, 14 L/min, respectivamente, para aparelhos de porte pequeno, médio e grande.

A capacidade de produção do aquecedor é medida pela quantidade de energia fornecida pelo aquecedor em 1 h de operação. Para a realização dos ensaios, usar bancos de prova semelhantes aos das Figuras A.5 a e A.5 b) – disponíveis na norma, com o emprego do gás de referência.

A proteção contra incêndio em áreas de armazenamento de aerossóis por chuveiros automáticos

Conheça os requisitos mínimos para a proteção contra incêndio de áreas de armazenamento e de comercialização de aerossóis, utilizando sistemas de chuveiros automáticos.

A NBR 16812 de 02/2020 – Proteção contra incêndio de áreas de armazenamento e exposição de aerossóis, utilizando sistemas de chuveiros automáticos especifica os requisitos mínimos para a proteção contra incêndio de áreas de armazenamento e de comercialização de aerossóis, utilizando sistemas de chuveiros automáticos. Este documento é aplicável somente aos aerossóis conforme estabelecidos neste documento.

São fornecidos requisitos mínimos de proteção para as seguintes situações: armazenamento de quantidades limitadas de aerossóis em áreas não segregadas de armazéns de uso geral; armazenamento de aerossóis em áreas segregadas de armazéns de uso geral; armazenamento de aerossóis em armazéns exclusivos para essa finalidade; armazenamento de aerossóis em áreas destinadas ao armazenamento de líquidos combustíveis e inflamáveis; armazenamento de aerossóis em armazéns de líquidos combustíveis e inflamáveis; armazenamento de aerossóis em áreas de comercialização em estabelecimentos comerciais; armazenamento em áreas de armazenamento de estabelecimentos comerciais.

Esta norma não trata da proteção das seguintes situações: áreas de fabricação e envase de aerossóis; aerossóis classificados como plásticos X; aerossóis de nível 3, expostos e armazenados pelo método de empilhamento sólido ou empilhamento sobre paletes. Não tem a intenção de evitar a utilização de sistemas, métodos ou dispositivos de qualidade, robustez, resistência ao fogo, eficácia, durabilidade ou segurança, equivalentes ou superiores em relação aos descritos nesta norma.

Acesse algumas perguntas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são os requisitos de projeto de sistemas de chuveiros automáticos para proteção de armazenamento de aerossóis de nível 2 e de nível 3?

Como devem ser instalados os chuveiros intraprateleiras?

Quais são as precauções adicionais para armazenamento de aerossóis em armazéns de uso geral, sem segregação de aerossóis?

Como executar a separação de armazenamento de aerossóis do armazenamento de outros produtos, utilizando-se tela metálica?

Para os efeitos deste documento, os aerossóis são classificados de acordo com o volume e o material do recipiente e com o calor de combustão do conteúdo do recipiente (ver tabela abaixo), aplicando-se aos descritos abaixo. O aerossol de nível 1 é o disponível em recipientes metálicos de até 1.000 mL e recipientes plásticos ou de vidro de até 125 mL, cujo conteúdo apresente calor de combustão química menor ou igual a 20 kJ/g. O aerossol de nível 2 é o disponível em recipientes metálicos de até 1.000 mL e recipientes plásticos ou de vidro de até 125 mL, cujo conteúdo apresente calor de combustão química maior que 20 kJ/g e menor ou igual a 30 kJ/g.

O aerossol de nível 3 está disponível em recipientes metálicos de até 1.000 mL e recipientes plásticos ou de vidro de até 125 mL, cujo conteúdo apresente calor de combustão química maior que 30 kJ/g. O aerossol de plástico nível 1 está disponível em recipientes plásticos maiores que 125 mL e menores que 1.000 mL, que cumpram os requisitos já apresentados.

O produto-base não tem qualquer ponto de ignição quando ensaiado em conformidade com a ASTM D 92 e o propelente não é inflamável. O produto-base não apresenta combustão sustentada quando ensaiado em conformidade com a 49 CFR 173, Apêndice H, ou com as recomendações da ONU para o transporte de mercadorias perigosas e o propelente não é inflamável.

O produto-base contém não mais do que 20% em volume (15,8% em peso) de etanol ou propanol, ou misturas destes em uma mistura aquosa e o propelente não é inflamável. O produto-base contém não mais do que 4% em peso de um propelente de gás liquefeito inflamável emulsionado em uma base aquosa. Este propelente deve permanecer emulsionado durante a vida útil do produto. Quando houver possibilidade de o propelente sair da emulsão, o propelente usado deve ser não inflamável para que o aerossol seja considerado de plástico nível 1.

O aerossol de plástico nível 3 está disponível em recipientes plásticos maiores que 125 mL e menores que 1.000 mL e que cumpra os requisitos descritos. O produto-base não tem qualquer ponto de ignição quando ensaiado em conformidade com a ASTM D 92; e o aerossol não apresenta mais que 10 % em peso de propelente inflamável. O produto-base não apresenta combustão sustentada quando ensaiado em conformidade com a 49 CFR 173, Apêndice H, ou com as recomendações da ONU para o transporte de mercadorias perigosas e o aerossol não apresenta mais que 10 % em peso de propelente inflamável.

O produto-base contém não mais do que 50% em volume de álcoois inflamáveis ou combustíveis solúveis em água em solução aquosa; o aerossol não apresenta mais que 10 % em peso de propelente inflamável. O aerossol de plástico tipo x está disponível em recipientes plásticos maiores que 125 mL e menores que 1.000 mL, que não cumpram qualquer um dos requisitos descritos.

As instalações de chuveiros automáticos devem ser executadas em conformidade com a NBR 10897. As instalações de hidrantes, onde requerido por este documento, devem ser projetadas e instaladas em conformidade com a NBR 13714. As instalações de bombas e tanques de incêndio, que são necessários para fornecer a água de proteção contra incêndio, devem ser executadas de acordo com a NBR 16704.

Além dos requisitos de abastecimento de água para os sistemas de chuveiros automáticos, a reserva de água para hidrantes deve ser dimensionada de acordo com um dos requisitos a seguir: 1.900 L/min para as edificações protegidas com chuveiros do tipo controle área-densidade (CCAD) e/ou chuveiros de controle de aplicação específica (CCAE); 950 L/min para as edificações protegidas com chuveiros ESFR. A duração mínima da reserva de água para hidrantes deve ser de 2 h, salvo disposição em contrário.

Existem requisitos de proteção para aerossóis armazenados nos seguintes locais: quantidades ilimitadas em armazéns específicos para o armazenamento de aerossóis; quantidades limitadas em depósitos gerais (sem segregação); quantidades limitadas em áreas segregadas de depósitos gerais. Os aerossóis de nível 1 devem ser protegidos de acordo com os requisitos para mercadorias de classe III, conforme estabelecido na NBR 13792. Os aerossóis de nível 2 em recipientes cujo peso líquido seja inferior a 28 g devem ser protegidos conforme os requisitos para plásticos do grupo A, não expandidos em caixas de papelão, conforme estabelecido na NBR 13792.

O armazenamento de aerossóis de nível 2 e de nível 3 não pode ser feito em áreas de subsolo. Os aerossóis de nível 2 e de nível 3 em caixas de papelão encapsuladas devem ser protegidos como aerossóis expostos (sem caixas de papelão). É permitido o enfaixamento com filme plástico para envolver caixas de aerossóis sem alteração do grau de risco.

É permitido o armazenamento encapsulado de aerossóis de nível 2 e nível 3 expostos (isto é, não em caixas de papelão) sobre lâminas ou bandejas. Os aerossóis de nível 2 e de nível 3 cujos recipientes sejam projetados para aliviar a pressão interna em pressões manométricas inferiores a 1.450 kPa não podem ser armazenados. As cortinas antifogo devem se estender para baixo no mínimo 0,60 m a partir do teto e devem ser instaladas na interface entre os chuveiros automáticos de temperatura normal e alta.

O armazenamento de aerossóis plásticos de nível 3 em estruturas porta-paletes, em um armazém de uso geral protegido por sistemas de chuveiros automáticos, deve atender ao seguinte: o sistema de chuveiros automáticos deve cobrir toda a área de armazenamento de aerossóis e se estender por uma distância de 6 m além dessa área em todas as direções, e deve ser projetado de acordo com a Tabela 9 disponível na norma; o armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis deve ser separado da área de armazenamento de aerossóis por pelo menos 8 m.

O armazenamento segregado dos aerossóis plásticos de nível 3 em armazém de uso geral somente pode ser feito se o armazém estiver protegido por um sistema de chuveiro automático, projetado de acordo com a NBR 13792. O sistema de chuveiros automáticos sobre a área segregada que se estende 6 m além em todas as direções deve atender aos requisitos da Tabela 9 (disponível na norma). O sistema deve ser capaz de proteger os aerossóis de maiores riscos presentes. O armazenamento em estruturas porta-paletes de aerossóis plásticos de nível 3 que exceder as quantidades máximas indicadas no Anexo A deve ser protegido em conformidade com os requisitos descritos.

Os armazéns de aerossóis contendo os de plásticos de nível 3 devem ser protegidos por sistemas de chuveiro automáticos de acordo com a Tabela 9. A proteção é determinada de acordo com o aerossol de mais alto risco presente. As quantidades máximas indicadas de aerossóis plásticos de nível 3 em áreas internas, em salas de armazenamento e em áreas de controle de armazenamento de líquidos combustíveis e inflamáveis encontram-se no Anexo A.

O armazenamento de aerossóis plásticos de nível 3 em um armazém de líquidos combustíveis e inflamáveis, conforme a NBR 17505, deve ser feito em uma área segregada. O armazenamento de aerossóis plásticos de nível 3 deve ser em uma área segregada, separada do resto do armazém, seja por paredes internas ou por alambrado de arame, de acordo com o Anexo A.

O combate a incêndio por espuma de baixa expansão

Um sistema de espuma consiste em suprimento de água, suprimento de líquido gerador de espuma (LGE), equipamento de proporcionamento, sistema de tubos e dispositivos de aplicação, projetados para distribuir efetivamente a espuma.

A NBR 12615 de 02/2020 – Sistema de combate a incêndio por espuma – Espuma de baixa expansão fornece diretrizes para a elaboração de projetos de sistemas fixos, semifixos, móveis e portáteis de combate a incêndios por meio de espuma de baixa expansão, assim como para a instalação, inspeção, ensaio, operação e manutenção dos referidos sistemas. As NBR 12615 e NBR 17505-7 são complementares entre si. Sua aplicação conjunta tem como objetivo substituir as demais normas brasileiras sobre o assunto, consolidando estas normas como referência nacional para sistemas de combate a incêndio por espuma de baixa expansão.

Acesse algumas indagações relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser executada a junção de tubulação e conexões?

Quais são os métodos de atuação automática?

Quais os parâmetros de projeto para uso de canhões monitores e linhas manuais para proteger tanques contendo hidrocarbonetos?

Quais os requisitos de projeto para tanques contendo líquidos inflamáveis e combustíveis que requerem LGE tipos 4, 5, 6 e 7?

Um sistema de espuma consiste em suprimento de água, suprimento de líquido gerador de espuma (LGE), equipamento de proporcionamento, sistema de tubos e dispositivos de aplicação, projetados para distribuir efetivamente a espuma. O sistema pode incluir dispositivo de detecção e comando. Em instalações que possuam sistema fixo de água e espuma, todos os locais sujeitos a derramamento ou vazamento de produto, ou onde o produto possa ficar exposto à atmosfera em condições de operação (como, por exemplo, separador de água e óleo), devem estar protegidos pelo sistema de aplicação de espuma.

Isto não se aplica aos sistemas operados com líquidos de classe IIIB. A instalação de sistemas fixos de aplicação de espuma não é obrigatória quando o produto armazenado for de classe IIIB. O projeto deve considerar os mesmos parâmetros estabelecidos para a classe IIIA.

Deve-se tomar cuidado na aplicação de espuma em líquidos aquecidos acima de 93 °C. Embora a pouca quantidade de água contida na espuma aplicada contribua para o resfriamento destes combustíveis, esta água, quando aquecida, pode entrar em ebulição e provocar o transbordamento do conteúdo do tanque. As válvulas de alimentação das câmaras de espuma dos tanques devem estar localizadas fora da bacia de contenção e no mínimo a 15 m do costado do tanque correspondente às referidas válvulas.

A água usada nos sistemas de espuma e resfriamento de combate a incêndio pode ser doce ou salgada, sem tratamento, desde que isenta de óleo ou de outras substâncias incompatíveis com a produção de espuma. Tomar cuidado especial na adição de antiespumante para tratamento de água. Se necessário consultar o fabricante. Quando a água contiver quantidade considerável de material sólido em suspensão que possa obstruir os aspersores ou outros equipamentos, devem ser previstos dispositivos para retenção de impurezas e limpeza das linhas, sem interrupção do sistema de combate a incêndio.

O suprimento de água deve ser baseado em uma fonte inesgotável (mar, rio, etc.), sendo capaz de atender à demanda de 100% da vazão de projeto, na condição mais crítica, em qualquer época do ano ou sob qualquer condição climática. Na inviabilidade desta solução, deve ser previsto um reservatório com capacidade para atender à demanda de 100% da vazão de projeto, durante o período de tempo descrito abaixo e na tabela abaixo.

Para o projeto dos sistemas de proteção contra incêndio por água e espuma, devem ser considerados os seguintes conceitos fundamentais: dimensionamento pelo maior risco predominante quanto à demanda de água, para resfriamento e formação de espuma; dimensionamento do LGE para o cenário com a maior demanda; não simultaneidade de eventos, isto é, o dimensionamento deve ser feito com base na ocorrência de apenas um evento.

As condições e requisitos relativos às bombas de água devem ser conforme estabelecido na NBR 17505-7. Quando as bombas de LGE forem requeridas para a operação de um sistema automático de espuma, enquanto não houver norma brasileira específica, elas devem ser projetadas de acordo com a NFPA 20. Para sistemas manuais, os controles de acordo com a NFPA 20 não são necessários.

O LGE usado em um sistema de espuma deve ser especificado para ser utilizado no combate a incêndio do líquido inflamável ou combustível a ser protegido. O LGE e os equipamentos devem ser armazenados de que não sejam expostos aos riscos que eles protegem. O LGE e os equipamentos devem ficar armazenados em uma estrutura não combustível. A quantidade de LGE deve ser dimensionada de forma a assegurar a aplicação para proteção do maior risco.

O fabricante do LGE deve fornecer relatório de ensaio, para cada lote fornecido, conforme a NBR 15511. A dosagem do LGE para hidrocarbonetos ou solventes polares deve ser a recomendada pelo fabricante do LGE. Havendo mais de um fornecedor de LGE, deve-se observar a compatibilidade entre os LGE no seu armazenamento. Devido às características físico-químicas de alguns LGE, os tanques, tubos, válvulas e conexões devem ser fabricadas com materiais compatíveis com o LGE.

Para efeito de cálculo, a vazão de solução de LGE não considera o ar na mistura, isto é, deve ser apenas a da água com o LGE. O estoque mínimo de LGE deve ser fixado de modo a permitir a operação contínua do sistema de combate a incêndio com espuma para o maior risco a cobrir com aplicação de espuma, considerando as taxas e os tempos de aplicação estabelecidos. O volume de LGE reserva estocado na instalação deve corresponder no mínimo a 100% do volume calculado para o maior risco.

Este volume reserva pode ser compartilhado com as instalações que fazem parte de plano de auxílio mútuo (PAM) ou da rede integrada de emergência (RINEM) oficial, desde que atenda à quantidade necessária, ao tipo e a dosagem de LGE de projeto. O reservatório de LGE deve ser protegido contra a irradiação direta do sol. A tabela abaixo indica os tipos e classes de LGE.

Em líquidos inflamáveis e combustíveis solúveis em água ou que destruam a espuma tipo 1, 2 ou 3, devem ser aplicadas espumas resistentes aos solventes polares do tipo 4, 5, 6 ou 7. A aplicação de espuma por canhões-monitores ou linhas manuais não pode ser utilizada em derramamentos de solventes polares com profundidade superior a 25 mm. Os tanques de armazenamento de LGE devem ser produzidos ou revestidos com material compatível com o LGE a ser armazenado, de forma a não comprometer a qualidade do LGE e a integridade do tanque.

O tanque de armazenamento deve ser projetado de forma a minimizar a evaporação do LGE. Os sistemas de proporcionamento devem possuir instruções e sequência de desligamento ou parada, de forma a prevenir a perda acidental de LGE ou danos ao tanque de armazenamento. Os tanques devem possuir meios que permitam a verificação do nível de LGE.

Para as condições de armazenamento, de forma a assegurar o correto funcionamento de qualquer sistema de espuma, as características químicas e físicas dos materiais devem ser consideradas no projeto. O LGE deve ser armazenado conforme as temperaturas indicadas pelo fabricante. Devem ser colocadas indicações em placas no tanque de armazenamento, indicando: fabricante do LGE; tipo e classe do LGE; dosagem (porcentagem); faixa de temperatura de armazenamento (graus Celsius); e volume de projeto de LGE (em litros).

A taxa de consumo de LGE deve ser baseada no percentual de dosagem do LGE utilizado no projeto do sistema. O estoque mínimo de LGE deve ser fixado de modo a permitir a operação contínua do sistema de combate a incêndio com espuma para o maior risco a ser coberto com aplicação de espuma, considerando as taxas e os tempos de aplicação estabelecidos. O volume de LGE reserva, estocado na instalação deve corresponder no mínimo a 100% do volume calculado para o maior risco.

Este volume reserva pode ser compartilhado com as instalações que fizerem parte de plano de auxílio mútuo (PAM) ou rede integrada de emergência (RINEM) oficial, desde que atenda à quantidade necessária, ao tipo e à dosagem de LGE de projeto. Projetos em que existe a possibilidade de uso de espuma e pó para extinção de incêndio em ação conjunta, deve ser assegurada a compatibilidade dos agentes extintores empregados.

Esta condição deve ser determinada conforme descrito a seguir: a compatibilidade entre pó e espuma deve ser determinada pela medição do tempo de resistência à reignição na presença de pó para extinção; a aparelhagem utilizada deve ser a peneira com malha de abertura de 0,420 mm (40 mesh), com diâmetro nominal 200mm; o ensaio de fogo do LGE deve ser realizado nas classes aplicáveis (HC, AV ou AR), conforme a NBR 15511, em água doce e/ou salgada. Antes de posicionar o cilindro de reignição, distribuir 800 g de pó sobre a superfície de espuma com o auxílio da peneira provida de um cabo longo, com aproximadamente 2 m.

Esta distribuição do pó deve ocorrer em até um minuto após o final da aplicação da espuma. Após 2 min do final da aplicação da espuma, iniciar a contagem do tempo de resistência à reignição. O tempo de resistência à reignição deve atender ao estabelecido na NBR 15511 para as classes aplicáveis (HC, AV ou AR).

Os sistemas de proporcionamento devem ser conforme listados a seguir, quando aplicável: esguicho autoedutor; proporcionador de linha; proporcionadores de pressão (com ou sem diafragma); proporcionadores around-the-pump; bomba de LGE com injeção direta e vazão variável; proporcionador de pressão balanceada; bomba monobloco (bomba acoplada ao motor); proporcionador de dosagem volumétrica. O sistema de proporcionamento deve assegurar a dosagem de LGE para toda a faixa de vazão projetada do sistema de combate a incêndio por espuma.

Os tubos do sistema devem ser de aço-carbono ou outra liga adequada para as pressões e temperaturas envolvidas. Os tubos de aço-carbono não podem ter características inferiores a Schedule 40 até o diâmetro nominal de 305 mm (12”). Os tubos de aço-carbono devem estar em conformidade com a NBR 5590, preferencialmente, ou com a ASTM A 135, ASTM A 53 ou ASTM A 795.

Quando expostos a ambientes corrosivos, os tubos de aço-carbono devem ser de material resistente à corrosão ou então tratados contra a corrosão, de acordo NBR 17505-2:2015, 4.6. A escolha da espessura da parede dos tubos deve considerar a pressão interna, a corrosão interna e externa e os esforços mecânicos. Devem ser usados tubos galvanizados ou de desempenho superior para a tubulação de solução de espuma.

Os fios e cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido

A revisão da NBR 7482 se baseou em três objetivos principais: atualização da última versão (2008) em relação às práticas correntes de mercado, processos produtivos, além de referências internacionais, como BS 5896 e ASTM A881, para criar um documento mais universal e coerente com a realidade; inclusão de nova resistência (190) e exclusão de resistências não comercializadas (150 e 160), assim como exclusão da família de relaxação normal (RN), não mais comercializada e aplicada; aperfeiçoamento das definições e critérios de entalhe para os fios entalhados.

A NBR 7482 de 01/2020 – Fios de aço para estruturas de concreto protendido – Especificação estabelece os requisitos para fabricação, encomenda, fornecimento e recebimento de fios de aço de alta resistência, lisos ou entalhados, destinados a estruturas de concreto protendido. A NBR 7483 de 03/2008 – Cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido – Especificação fixa os requisitos exigíveis para fabricação, encomenda, fornecimento e recebimento de cordoalhas de aço de alta resistência de três e sete fios, destinadas a armaduras de protensão.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essas normas GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

O que é o módulo de elasticidade?

Quais as tolerâncias dimensionais dos entalhes?

Qual o diâmetro do mandril para ensaio de dobramento alternado?

Como deve ser feita a marcação e designação das cordoalhas?

A revisão da NBR 7482 se baseou em três objetivos principais: atualização da última versão (2008) em relação às práticas correntes de mercado, processos produtivos, além de referências internacionais, como BS 5896 e ASTM A881, para criar um documento mais universal e coerente com a realidade; inclusão de nova resistência (190) e exclusão de resistências não comercializadas (150 e 160), assim como exclusão da família de relaxação normal (RN), não mais comercializada e aplicada; aperfeiçoamento das definições e critérios de entalhe para os fios entalhados.

Além disso, esta nova edição buscou uma melhoria no texto para melhor compreensão dos usuários. Conforme a resistência à tração, os fios classificam-se em: categoria CP-145; categoria CP-170; categoria CP-175; categoria CP-190. Conforme acabamento superficial, os fios classificam-se em: liso – L; entalhado – E. Os números 145, 170, 175 e 190 correspondem ao limite mínimo de resistência à tração em quilogramas-força por milímetro quadrado (kgf/mm²). Para os efeitos desta norma, considera-se 1 kgf/mm² = 9,81 MPa.

O fio deve ser encruado a frio por trefilação a partir de fio-máquina de aço-carbono. Os teores de fósforo e enxofre não podem exceder os seguintes valores: fósforo: 0,020%; enxofre: 0,025%. Não há especificação para os outros elementos químicos. A composição química do aço utilizado deve garantir que as características mecânicas especificadas nesta norma sejam atendidas pelo produto final.

Como qualidade do fio acabado, ele deve ser isento de defeitos superficiais ou internos, prejudiciais ao seu emprego. Não é permitida a incorporação de qualquer tipo de emenda no produto final. Os trechos de fios acabados que receberam emendas necessárias à continuidade do processo de fabricação devem ser descartados.

Os fios, ao serem desenrolados e deixados livres sobre uma superfície plana e lisa, não podem apresentar flecha superior a 15 cm em uma amostra de 5 m de comprimento. O fio deve ser fornecido em rolo firmemente amarrado, com diâmetro interno mínimo conforme apresentado na tabela abaixo.

Mediante acordo entre o fabricante e o consumidor, o tipo de embalagem deve ser estabelecido no ato da encomenda. Quanto ao transporte e armazenamento, os produtos de aço para protensão devem ser protegidos durante o transporte e armazenamento contra qualquer dano ou contaminação, especialmente contra substâncias ou líquidos que possam produzir ou provocar corrosão.

Cada rolo deve ser identificado por uma etiqueta suficientemente resistente, com inscrição indelével, firmemente presa, indicando: nome ou símbolo do produtor; número desta norma; designação do produto; categoria (145, 170, 175 ou 190); relaxação baixa (RB); acabamento superficial (L- liso ou E – entalhado); diâmetro nominal do fio, expresso em milímetros; número de identificação do rolo; massa líquida do rolo, expressa em quilogramas. O produtor deve informar ao comprador os resultados dos ensaios por meio do certificado.

Os resultados dos ensaios do produtor devem estar disponíveis para exame pelo comprador ou seu representante durante pelo menos cinco anos. O certificado deve conter no mínimo as seguintes informações: data da emissão do certificado; identificação do rolo; características dimensionais e mecânicas do material, conforme ensaios estipulados em 6.3; número desta norma; designação, conforme item 4.3.2. Fica a critério do comprador verificar se as características especificadas em 6.1.2 estão de acordo com o especificado nesta Norma, executando as inspeções e os ensaios julgados necessários.

A partir da recepção do material, o comprador torna-se responsável pela integridade física do produto no decorrer das operações de transporte, manuseio, estocagem, aplicação e manutenção na estrutura. Caso o comprador deseje efetuar a inspeção do material na fábrica, após este ter sido submetido aos ensaios de rotina, os eventuais ensaios adicionais, às expensas do produtor, são limitados ao máximo de uma amostra de um corpo-de-prova a cada lote.

Não é requisito desta norma que um fio acabado seja submetido ao ensaio de relaxação. O produto inspecionado, amostrado e ensaiado conforme a Seção 6 é aceito, desde que todos os resultados (exceto o módulo de elasticidade) atendam aos valores especificados nesta norma. Se qualquer corpo de prova não atender aos valores especificados, uma nova amostra composta de dois corpos de prova deve ser retirada do mesmo rolo ensaiado e submetida a reensaio. Se o resultado deste reensaio atender aos valores especificados nesta norma, o lote correspondente é considerado aprovado.

Se o resultado de pelo menos um dos corpos de prova deste reensaio não atender a qualquer valor especificado nesta norma (exceto o módulo de elasticidade), o rolo correspondente deve ser considerado reprovado e todos os demais rolos que compõem o lote devem ser ensaiados. Pode-se admitir oxidação do produto, desde que esta seja superficial, leve e uniforme, e não apresente pontos de corrosão localizada (cavidades) na superfície.

Para verificação da oxidação superficial, deve-se esfregar o fio com um tecido grosseiro (estopa ou ráfia) ou com esponja plástica abrasiva para remoção manual do óxido. Em caso de dúvida quanto à gravidade do dano provocado pela oxidação, o material deve ser submetido aos ensaios especiais para a comprovação de suas propriedades mecânicas originais.

A partir da aceitação do produto na entrega, a manutenção da condição física do material passa a ser de responsabilidade do comprador. Salvo acordo prévio entre comprador e fornecedor, a superfície do fio não pode conter qualquer lubrificante, óleo ou outra substância capaz de prejudicar a sua aplicação. A liberação e o emprego do produto não são condicionados ao resultado do ensaio de relaxação, devido à sua longa duração.

O produtor deve entregar ao comprador um certificado de ensaio de relaxação realizado em no máximo seis meses, obtido de fios de mesma designação, comprovando capacidade de produzir fios na categoria a que pertence o aço fornecido. O comprador pode se basear em resultados recentes e regularmente obtidos com material de mesma categoria e mesmo produtor.

Já a classificação das cordoalhas deve ser feita conforme o número de fios: cordoalha de sete fios; cordoalha de três fios. Conforme a resistência à tração, as cordoalhas classificam-se em: categoria CP-190; categoria CP-210. Os números 190 e 210 correspondem ao limite mínimo da resistência à tração na unidade quilograma força por milímetro quadrado. Para os efeitos desta norma, considera-se 1 kgf/mm² = 9,81 MPa. As cordoalhas de três e sete fios são produzidas sempre na condição de relaxação baixa.

O fio usado na fabricação da cordoalha deve ser encruado a frio por trefilação a partir de fio-máquina de aço-carbono. Os teores de fósforo e enxofre não devem exceder os seguintes valores: fósforo: 0,020%; enxofre: 0,025%. Não há especificação para os outros elementos químicos. A composição química do aço utilizado deve garantir que as características mecânicas especificadas nesta norma sejam atendidas pelo produto final. As cordoalhas fabricadas conforme 4.2 e inspecionadas, amostradas e ensaiadas conforme Seção 6 devem atender aos valores especificados nesta norma.

O módulo de elasticidade é função do material. Para o aço-carbono comum, o valor nominal do módulo de elasticidade é de 200 GPa. Ensaios individuais que resultem em desvios maiores que 5% em relação a 200 GPa indicam erros cometidos no ensaio ou de outra natureza, não sendo, todavia, motivo de rejeição do material ensaiado. Este módulo deve ser fornecido por ensaio do produtor ou obtido em ensaio realizado em laboratório independente.

Para valores divergentes de ensaios referentes ao mesmo lote, utilizar o valor do ensaio mais próximo de 200 GPa. As propriedades mecânicas das cordoalhas de três e de sete fios com relaxação baixa são especificadas na tabela 1 disponível na norma. Compete ao produtor informar ao comprador os resultados dos ensaios através de certificado. Os resultados dos ensaios do produtor devem estar disponíveis para exame pelo comprador ou seu representante durante pelo menos cinco anos.

O certificado deve conter: data da emissão do certificado; identificação do rolo; características dimensionais e mecânicas do material. Fica a critério do comprador verificar se as características especificadas estão de acordo com esta norma, fazendo executar as inspeções e os ensaios julgados necessários. A partir da recepção do material, o comprador torna-se responsável pela integridade física do produto no decorrer das operações de transporte, de manuseio, de estocagem e da aplicação na estrutura.

Caso o comprador deseje efetuar a inspeção do material na fábrica, após este ter sido submetido aos ensaios de rotina, os eventuais ensaios adicionais, às expensas do produtor, são limitados no máximo de uma amostra por lote. Não é requisito desta norma que uma cordoalha específica seja submetida ao ensaio de relaxação.

Cabe ao comprador verificar a integridade física das cordoalhas e adotar pelo menos um dos seguintes procedimentos: fiscalizar o produtor na aceitação do material; analisar as características do material utilizado, através dos ensaios já realizados pelo produtor; realizar o controle de qualidade do material, contratando laboratórios acreditados junto à Rede Brasileira de Laboratórios de Ensaios ou laboratórios de centro de pesquisa e de ensino superior. Para os ensaios especificados, deve-se retirar uma amostra da extremidade externa de um rolo para cada 25.000 kg do mesmo lote. Para lotes que não atingirem 25.000 kg, extrai-se uma única amostra.

As amostras não devem ser submetidas a nenhuma forma de tensionamento e/ou de aquecimento e todo o procedimento deve obedecer à NBR 6349. O ensaio de tração das cordoalhas deve ser executado conforme a NBR 6349, determinando-se o diagrama “Carga-Deformação”, a carga a 1% de alongamento, a carga de ruptura, o alongamento total após ruptura e o módulo de elasticidade em todos os corpos-de-prova. O ensaio de relaxação das cordoalhas deve ser executado conforme a NBR 7484, determinando-se os valores da relaxação para uma carga inicial aplicada de 80 % da carga de ruptura mínima especificada.