O projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de esgoto

Saiba quais são os requisitos para a elaboração de projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de esgoto.

A NBR 12208 de 10/2020 – Projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de esgoto — Requisitos especifica os requisitos para a elaboração de projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de esgoto.

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Como deve ser projetada a câmara de sucção (ou poço de sucção) para bomba tipo submersível?

Quais são os materiais a serem aplicados na estrutura da câmara de sucção (ou poço de sucção)?

Qual deve ser a velocidade no barrilete de recalque?

O que se deve levar em consideração no cálculo da altura manométrica?

Existem alguns elementos necessários para o desenvolvimento do projeto. Por exemplo, a caracterização da estação de bombeamento ou estação elevatória, pontos de sucção e de recalque/descarga, vazão de dimensionamento, características físico-químicas e biológicas do esgoto a ser bombeado ou elevado, níveis de enchente ou inundação no local; o levantamento planialtimétrico cadastral da área da estação de bombeamento ou elevatória com detalhes da vegetação, tipo de pavimento, acesso, obras especiais, indicação das interferências. O cadastro de unidade (s) operacional (is) relacionada (s) à estação de bombeamento ou elevatória e de interferências e as informações ou levantamentos socioambientais, geotécnicos, geológicos e arqueológicos, vazão de outorga, se aplicável.

Importante conhecer os dados físicos e operacionais do sistema de esgotamento sanitário existente; a disponibilidade de energia elétrica; os estudos, planejamentos e projetos existentes correlacionados; os estudo de concepção do sistema de esgotamento sanitário, elaborado conforme a ABNT NBR 9648; os planos diretores do sistema de esgotamento sanitário e demais planos diretores e o plano de urbanização, legislação relativa ao uso e ocupação do solo.

Deve-se levar em conta a restrição ambiental que interfira na área de influência do projeto; o plano de saneamento básico; as condições mínimas de segurança e medicina do trabalho, conforme legislação e normas vigentes; as legislações pertinentes vigentes; os critérios, procedimentos e diretrizes da prestadora de serviço ou contratante do sistema de esgotamento sanitário; e as vazões médias afluentes, inicial e final (Qi e Qf), definidas conforme literatura específica.

As atividades necessárias para o desenvolvimento do projeto são as seguintes: validar o estudo de concepção e/ou realizar estudo técnico, econômico, social, financeiro e ambiental; analisar as instalações do sistema de bombeamento ou elevatória existente, objetivando seu aproveitamento, quando for o caso; avaliar e considerar na solução técnica a restrição ambiental incidente, quando existir; avaliar o acesso a estação de bombeamento ou elevatória; complementar os levantamentos topográficos, as interferências, os estudos geológicos, geotécnicos e arqueológicos, quando necessário; determinar as vazões de projeto do sistema de bombeamento, levando em conta as condições operacionais do sistema de esgotamento sanitário.

Deve-se, também, determinar a altura manométrica; determinar o tipo e o arranjo físico da elevatória; dimensionar a casa de bombas, quando aplicável; selecionar os equipamentos de movimentação de carga e serviços auxiliares; determinar os sistemas de acionamento, medição e controle; determinar o traçado das tubulações de sucção e recalque; dimensionar e selecionar o material das tubulações de sucção e recalque; avaliar os diferentes materiais aplicados (conjunto motor-bomba, componentes, equipamentos, tubulações), de modo a compatibilizar as melhores soluções técnicas e econômicas com tempo de vida útil requerido no estudo e/ou projeto; dimensionar a câmara de sucção ou poço de sucção, quando necessário; elaborar as especificações dos equipamentos, das conexões e das tubulações; estudar os efeitos dos transitórios hidráulicos e selecionar o (s) dispositivo (s) de proteção do sistema; avaliar a resistência mecânica das partes componentes do sistema de bombeamento ou elevatória às ações internas e externas atuantes; detalhar as etapas de implantação; detalhar a interdependência das atividades e o plano de execução das obras, otimizando o tempo de paralisação do sistema, quando necessário; e prever a implantação de dispositivos que permitam os procedimentos de limpeza, esgotamento, drenagem, estanqueidade, by-pass, da estação de bombeamento ou da elevatória.

É importante compatibilizar o projeto da estação de bombeamento ou elevatória com os demais projetos complementares [arquitetônico, estruturais, hidrossanitários, elétricos (inclusive iluminação), eletromecânicos, automação, monitoramento, instrumentação, ventilação, acústica, combate a incêndio, inspeção, urbanização, acessos, segurança]. Os elementos que devem compor o projeto são os seguintes: memorial descritivo e justificativo, contendo os estudos, cálculos realizados, simulações hidráulicas; peças gráficas do projeto, em escalas adequadas, atendendo às normas técnicas aplicáveis e às recomendações e padronizações da prestadora de serviço ou contratante; orçamento detalhado das obras, conforme etapas determinadas para a implantação; as diretrizes operacionais contendo o plano de operação e controle previsto para o sistema de bombeamento ou elevatória, detalhamento das vazões máximas e mínimas operacionais, quando aplicável; e as diretrizes para pré-operação, comissionamento e/ou operação assistida, quando aplicável.

Para a determinação do local adequado para a implantação da estação de bombeamento ou elevatória, devem ser levados em consideração os seguintes fatores, de importância ponderada em função das condições técnicas e econômicas de cada projeto: desnível geométrico, o menor possível; as características morfológicas; o traçado da linha de recalque, conforme a NBR 16682; buscar o menor possível tecnicamente; desapropriação, legalização de áreas; os acessos permanentes e que permitam a movimentação do transporte para a manutenção; as proteções contra enchentes, inundações e enxurradas; a estabilidade contra erosão; a disponibilidade de energia elétrica; o mapeamento, identificação, adequação da solução técnica a ser adotada em função das interferências levantadas em campo, projeto de remanejamento das interferências; e o impacto quanto à produção de ruídos e/ou vibrações, emissão de odores, atendimento ao zoneamento e uso de ocupação do solo, harmonização da obra com o ambiente circunvizinho.

O local da estação deve ter a segurança contra assoreamento no ponto de lançamento de efluente, proveniente do sistema de recalque, e na região próxima a este ponto; o Net Positive Succion Head (NPSH) ou o potencial energético disponível no local, que é resultante da pressão atmosférica no local, menos ou mais o desnível geométrico da sucção, pressão de vapor e perda de carga na sucção e ele deve ser determinado considerando o nível mínimo operacional na câmara de sucção (positivo ou negativo), a temperatura ambiente média e a altitude do local onde será implantada a estação de bombeamento ou elevatória; e a disponibilidade de área para ampliações futuras, quando necessário.

Quanto aos elementos topográficos, geotécnicos, geológicos e arqueológicos na área de abrangência da estação de bombeamento ou elevatória a sua determinação dos levantamentos a serem efetuados deve ser precedida de inspeção de campo. Para a locação da estação de bombeamento ou elevatória, os levantamentos topográficos devem ser planialtimétricos cadastrais em extensão, detalhamento e precisão, permitindo no mínimo: mostrar: os limites de propriedades e benfeitorias existentes, com indicação dos proprietários; os níveis máximos observados em corpos de água superficiais; os tipos de vegetação, os usos do solo e a exploração do subsolo; os tipos de pavimento, indicação e mapeamento das interferências superficiais e do subsolo.

Igualmente deve-se justificar: a posição adotada; as obras especiais; além de se indicar as vias de acesso para a implantação, operação e manutenção da estação de bombeamento ou elevatória. As sondagens devem ser em número, tipo e profundidade que permitam determinar a fundação da estação de bombeamento ou elevatória, determinar o nível atual do lençol freático e elaborar o projeto das obras especiais, permitindo estabelecer o processo de escavação, a fundação e demais elementos estruturais. As interferências não visíveis devem ser levantadas a partir das informações existentes nos projetos e cadastros, pelo acesso à câmara e/ou à caixa de inspeção existente, por meio de levantamento topográfico, da realização de furos de sondagem, de prospecção eletromagnética.

Se houver um sistema de bombeamento existente, deve-se avaliar essas instalações do sistema de bombeamento existente e seu ciclo operacional, elaborando diagnóstico que permita a sua otimização e adequação técnica. Na elaboração de novos estudos e projetos, as partes com aproveitamento total e/ou parcial existentes devem satisfazer as condições desta Norma ou adaptar-se a ela, mediante alterações ou complementações. Deve ser analisado o impacto do sistema projetado sobre as instalações existentes.

Devem ser levantadas as características hidráulicas e morfológicas das instalações existentes e a serem projetadas das seguintes unidades construtivas descritas a seguir. Do lançamento de efluente em rio, mar, compreendendo: os perfis de fundo do rio no local do lançamento, por meio de no mínimo três seções batimétricas, distanciadas em no máximo 20 m entre si ou conforme necessidade local determinada pela prestadora de serviço ou contratante para avaliação da situação local; os níveis máximos (cota de enchente e nível de inundação); a cota do fundo do canal ou da tubulação no ponto de lançamento; as características do efluente, condicionantes para atender à legislação aplicável; a velocidade da água no local do lançamento; as obras complementares projetadas; e a dispersão do efluente no leito do rio, no mar.

Quanto à vazão para dimensionamento, deve atender ao horizonte do estudo ou do projeto, que deve ser estabelecido por critério técnico da prestadora de serviço ou contratante responsável pelo sistema de esgotamento sanitário. O índice de perda total (real e aparente) deve ser considerado na vazão, levando em consideração as metas resultantes das ações e dos planos de controle e redução de perdas da prestadora de serviço ou contratante do sistema de abastecimento e sua evolução no horizonte do estudo ou do projeto.

Os coeficientes k1, k2 e k3 devem ser obtidos a partir dos dados existentes da localidade. Quando da inexistência de histórico, adotar valores explicitados na literatura específica. Deve ser verificada a condição operacional para a vazão máxima afluente de horizonte do estudo ou do projeto e mínima de início de operação, as vazões afluentes inicial e final (Qi e Qf), considerando a (s) etapa (s) intermediária (s), conforme estudo e/ou projeto em desenvolvimento, avaliadas atendendo aos critérios da NBR 9648, NBR 9649 e NBR 12207, e a operação horossazonal relacionada à eficiência energética.

A contribuição de tempo seco deve ser considerada, quando existente. O dimensionamento e a análise do funcionamento global do sistema hidráulico devem ser realizados por simulações hidráulicas, que garantam as vazões, pressões e velocidades, e incluam o estudo das condições operacionais da estação de bombeamento ou elevatória projetada e/ou existente, se houver, e sua influência no sistema ao qual é interligada. Deve ser estabelecido o procedimento operacional do sistema de bombeamento, avaliando o período de parada e partida, considerando os períodos de manutenção e limpeza, disponibilidade de energia elétrica, vazões mínimas operacionais, aplicação de conversor de frequência, visando a otimizar o volume da câmara de sucção e compensação entre pequenas e grandes vazões.

Devem ser determinadas as cotas piezométricas, máxima e mínima, na extremidade de jusante da estação de bombeamento ou elevatória, a partir dos dados do cadastro, dos levantamentos topográficos, do projeto existente. Devem ser previstos espaços livres entre paredes, pisos e tubulações, visando a facilitar o acesso, o manuseio e a movimentação dos equipamentos e das ferramentas, com o objetivo de reduzir riscos de acidentes e custos pela demora na manutenção.

Recomenda-se prever sistema de bombeamento adicional de pequeno porte para o enchimento de linhas de recalque longas e/ou de grandes diâmetros. Pode ser previsto canal afluente a montante da câmara de sucção, para as seguintes finalidades: reunião de contribuições; regularização do fluxo; canal de desvio (by-pass) e/ou dois canais de entrada, sendo um principal e um reserva; instalação de extravasor; instalação de comportas; instalação de dispositivos para medição; inspeção e manutenção.

Deve ser considerado para o dimensionamento do canal afluente ou tubulação afluente a velocidade mínima de 0,40 m/s para vazão afluente inicial. O Anexo A estabelece requisitos específicos para o dimensionamento do canal afluente para elevatórias de menor porte. Na entrada da estação de bombeamento ou elevatória, deve-se prever a instalação de dispositivo para remoção de sólidos grosseiros, por meio de grades, cesto, peneira ou triturador, de acordo com a NBR 12209 e/ou as orientações indicadas pela prestadora de serviço ou contratante ou fabricante do equipamento.

Em estação de bombeamento ou elevatória projetada em local que exija especial atenção, como em área de manancial, parques, entre outros, recomenda-se instalar sensor de nível a montante do dispositivo para orientação e determinação da frequência de limpeza. Em estação de bombeamento ou elevatória de maior porte, recomenda-se a utilização de equipamentos mecanizados para facilitar a operação do dispositivo. O Anexo A estabelece requisitos específicos para o dispositivo para remoção de sólidos grosseiros para elevatórias de menor porte.

Deve-se prever equipamentos para condicionamento dos detritos (caçamba ou outros) com volume suficiente para comportar resíduos de um dia, devidamente fechados para evitar mau cheiro, insetos e roedores, acúmulo de água de chuva. Os resíduos gerados podem ser destinados a aterros sanitários municipais ou regionais, devidamente licenciados e/ou gerenciados por terceiros, obedecendo aos critérios e requisitos estabelecidos em legislação aplicável.

Na entrada da estação de bombeamento ou elevatória, em função do tipo de solo, do material da tubulação da rede coletora, da profundidade de chegada e das condições operacionais, deve-se prever dispositivo para remoção de areia conforme a NBR 12209 e as orientações indicadas pela prestadora de serviço ou contratante ou fabricante do equipamento. Quando instalados, devem ser localizados após o dispositivo para remoção de sólidos.

O dispositivo para remoção de areia/desarenador pode ser dispensado, quando for comprovado que o transporte de sólidos sedimentáveis não é prejudicial ao sistema de recalque. Em caso de estação de bombeamento ou elevatória com profundidade superior a 5 m verificar a possibilidade de instalação de PV com degrau para reduzir a areia em movimento no processo antes da estação, visando a facilitar o processo de instalação, manutenção e limpeza. O PV com degrau para reduzir a areia em movimento no processo pode ser aplicado para menores profundidades, desde que atenda às condições técnicas exigidas na NBR 12209 e desde que seja aprovado pela prestadora de serviço ou contratante.

O Anexo A estabelece requisitos específicos para o dispositivo para remoção de areia para elevatórias de menor porte. O dispositivo para remoção de areia deve ter dimensões mínimas que permitam livre acesso para limpeza e manutenção do dispositivo, depósito da areia em função da velocidade, do volume de material carreado e da frequência de limpeza. Prever dispositivo que possibilite o monitoramento da velocidade, a jusante dele, por meio de calha Parshall ou vertedor.

O dimensionamento da câmara de sucção ou do poço de sucção deve ser calculado, atendendo à literatura específica aplicável e à ANSI/HI 9.8. O volume útil mínimo da câmara de sucção ou do poço de sucção deve ser calculado, considerando: vazões afluentes inicial e final (Qi e Qf); vazão de operação; submergência mínima; quantidade de conjunto(s) motor-bomba (s) a ser (em) instalado (s); número de acionamentos, intervalo de partidas; metodologia de cálculo para cada tipo de bomba conforme literatura específica; condições de contorno operacional; orientações indicadas pela prestadora de serviço ou contratante ou fabricante do equipamento.

Recomenda-se projetar as bombas com o número de partidas máximas por hora inferior ou igual a 5. O Anexo A estabelece requisitos específicos para o dimensionamento do volume útil da câmara de sucção para elevatórias de menor porte. Deve ser o menor tempo de detenção possível e, portanto, eventuais folgas nas dimensões da câmara de sucção ou poço de sucção devem ser eliminadas. O maior valor recomendado é de 30 min.

A forma e as dimensões da câmara de sucção não podem prejudicar o desempenho das bombas e as condições de operação, permitir o fluxo hidráulico em qualquer bomba de maneira uniforme, estável e livre de formação de vórtices e ar arrastado, a distribuição controlada da vazão. A câmara de sucção não pode ter caminhos preferenciais, zonas mortas, esgoto parado. A adoção da forma e dimensão deve atender aos requisitos estabelecidos na ANSI/HI 9.8.

A falta de uniformidade por meio da conexão de entrada pode resultar em bombas que não operem em condições ideais de projeto e com menor eficiência hidráulica. A forma e as dimensões da câmara de sucção devem ser determinadas quando selecionado (s) o (s) conjunto (s) motor-bomba (s) e estabelecidos o sistema operacional das bombas e as despesas operacionais, incluindo a energia elétrica, ao longo da vida útil do sistema.

A forma e as dimensões da câmara de sucção devem ser determinadas a partir do volume útil calculado e respeitando os seguintes requisitos: atender ao tempo máximo de detenção; a entrada de esgoto na câmara de sucção deve ser projetada de modo que haja quebra de velocidade por meio físico adequado, não permitir descarga livre na entrada; na câmara de sucção, a velocidade de aproximação para a tomada de esgoto não pode ser superior a 0,60 m/s; o fundo da câmara de sucção deve ter declividade para o ponto de saída, a fim de facilitar sua limpeza. Em elevatória de menor porte, com área de base total igual ou inferior a 8 m2, o fundo da câmara de sucção pode ser executado sem declividade.

Deve-se avaliar a necessidade de instalação de escada para acesso na câmara de sucção, atendendo às recomendações da prestadora de serviço ou contratante; avaliar a necessidade de guarda-corpo ou outra estrutura, garantindo a segurança nas operações de montagem, desmontagem, manutenção; prever acesso (s) operacional (is) por meio de abertura (s) para entrada de pessoal e/ou equipamentos compatíveis com as dimensões do sistema, ou atender à orientação da prestadora de serviço ou contratante; as dimensões das câmaras devem ser projetadas para permitir o acesso para limpeza e manutenção.

Deve-se prever como executar a drenagem da câmara de sucção; prever ventilação na câmara de sucção para eliminação de gases, equalização de pressão entre a câmara de sucção e o ambiente externo da estação de bombeamento ou elevatória, compatível com a necessidade e o porte da estação de bombeamento ou estação elevatória, atender aos requisitos estabelecidos na NBR 16577 quanto ao espaço confinado e à legislação em vigor, e atender à NBR IEC 60079 quanto à utilização de equipamentos em atmosferas explosivas. O Anexo A estabelece requisitos específicos para a ventilação na câmara de sucção de elevatórias de menor porte. Deve-se atender à legislação em vigor.

Como elaborar corretamente a sinalização tátil nos pisos

Deve-se compreender os critérios e os parâmetros técnicos observados para a elaboração do projeto e instalação de sinalização tátil no piso, seja para construção ou adaptação de edificações, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade para a pessoa com deficiência visual ou surdo-cegueira.

Confirmada em setembro de 2020, a NBR 16537 de 06/2016 – Acessibilidade – Sinalização tátil no piso – Diretrizes para elaboração de projetos e instalação estabelece os critérios e os parâmetros técnicos observados para a elaboração do projeto e instalação de sinalização tátil no piso, seja para construção ou adaptação de edificações, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade para a pessoa com deficiência visual ou surdo-cegueira. No estabelecimento desses critérios e parâmetros técnicos, foram consideradas as diversas condições de mobilidade e percepção do ambiente, com ou sem a ajuda de recursos ópticos. Essa norma fornece orientações para mobilidade às pessoas com deficiência visual, cujo comprometimento ou tipo de visão requer o acréscimo das informações oferecidas pela sinalização tátil no piso.

Também fornece orientações para mobilidade às pessoas com surdo-cegueira, cujo comprometimento ou treinamento permita sua circulação autônoma. Essa norma não se aplica às placas com informações táteis, mapas táteis, informações sonoras ou por meio de equipamentos eletrônicos, que consistem em sinalização complementar e que podem ser necessários para auxiliar na orientação e mobilidade das pessoas com deficiência visual ou surdo-cegueira.

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Qual o dimensionamento dos relevos táteis de alerta instalados diretamente no piso?

Qual o dimensionamento dos relevos do piso tátil de alerta?

Como deve ser feito o contraste de luminância?

O que devem atender as escadas fixas?

O projeto arquitetônico considera soluções diversas e complementares para permitir o uso simples e intuitivo de ambientes e edificações e o atendimento às premissas do desenho universal, como a padronização dos espaços e a ausência de obstáculos nas áreas de circulação, minimizando os riscos e as consequências adversas de ações involuntárias e imprevistas. Convém que o usuário desta norma esteja atento aos preceitos do desenho universal, complementando as diretrizes de sinalização tátil, estabelecidas nas demais normas brasileiras que tratam de acessibilidade, bem como as normas que venham a ser publicadas posteriormente, sem esgotar as possibilidades de soluções para os diferentes casos.

A sinalização tátil no piso é considerada um recurso complementar para prover segurança, orientação e mobilidade a todas as pessoas, principalmente àquelas com deficiência visual ou surdo-cegueira. Ao acatar os preceitos do desenho universal, o projetista está beneficiando e atendendo às necessidades de pessoas de todas as idades e capacidades.

A sinalização tátil no piso compreende a sinalização de alerta e a sinalização direcional, respectivamente, para atendimento a quatro funções principais: função identificação de perigos (sinalização tátil alerta): informar sobre a existência de desníveis ou outras situações de risco permanente; função condução (sinalização tátil direcional): orientar o sentido do deslocamento seguro; função mudança de direção (sinalização tátil alerta): informar as mudanças de direção ou opções de percursos; função marcação de atividade (sinalização tátil direcional ou alerta): orientar o posicionamento adequado para o uso de equipamentos ou serviços.

A sinalização tátil de alerta deve ser utilizada conforme condições estabelecidas nessa norma e deve ser utilizada somente para as situações estabelecidas nela. O principal recurso de orientação da sinalização tátil no piso é a percepção por meio da bengala de rastreamento ou da visão residual. A percepção da sinalização tátil pelos pés é um recurso complementar de orientação.

As pessoas com deficiência visual têm dificuldade de locomoção em situações espaciais críticas para sua orientação, como espaços com excesso de informação e espaços com ausência de informação. A compreensão e a correta utilização da sinalização tátil no piso pelas pessoas com deficiência visual dependem de treinamento de orientação e mobilidade. A utilização de sinalização tátil direcional em situações não abrangidas nesta norma deve ser definida de acordo com a necessidade verificada.

Os pisos táteis, os relevos táteis aplicados diretamente no piso e os contrastes visuais da sinalização tátil no piso devem ser conforme descrito a seguir. O piso tátil de alerta consiste em um conjunto de relevos de seção troncocônica sobre placa, integrados ou sobrepostos ao piso adjacente, conforme dimensões constantes na tabela e figura abaixo.

A sinalização tátil de alerta no piso deve atender aos seguintes requisitos: ser antiderrapante, em qualquer condição, devendo ser garantida a condição antiderrapante durante todo o ciclo de vida da edificação/ambiente, tanto em áreas internas como externas; ter relevo contrastante em relação ao piso adjacente, para ser claramente percebida por pessoas com deficiência visual que utilizam a técnica de bengala longa; ter contraste de luminância em relação ao piso adjacente, para ser percebida por pessoas com baixa visão, devendo ser garantida a cor do relevo durante todo o ciclo de vida da edificação/ambiente, tanto em áreas internas como externas.

As áreas públicas ou de uso comum em edificações, espaços e equipamentos urbanos devem ter sinalização tátil de alerta no piso para: informar à pessoa com deficiência visual sobre a existência de desníveis ou outras situações de risco permanente, como objetos suspensos não detectáveis pela bengala longa; orientar o posicionamento adequado da pessoa com deficiência visual para o uso de equipamentos como elevadores, equipamentos de autoatendimento ou serviços; informar as mudanças de direção ou opções de percursos, estabelecidas na Seção 7; indicar o início e o término de escadas e rampas; indicar a existência de patamares, nas situações indicadas; indicar o local de travessia de pedestres.

A sinalização tátil de alerta no piso deve ser instalada no início e no término de escadas fixas, com ou sem grelhas, degraus isolados, rampas fixas com inclinação (i) superior ou igual a 5 % (i ≥ 5 %), escadas e esteiras rolantes. Os locais de travessia devem ter sinalização tátil de alerta no piso, posicionada paralelamente à faixa de travessia ou perpendicularmente à linha de caminhamento, para orientar o deslocamento das pessoas com deficiência visual.

Deve haver sinalização tátil de alerta indicando o limite de plataformas, localizado a 0,50 m de distância do limite da borda. A largura da sinalização tátil de alerta deve variar entre 0,25 m e 0,60 m, exceto para plataforma em via pública, quando a largura deve variar entre 0,40 m e 0,60 m. A sinalização tátil de alerta deve ser instalada junto a elevadores, balcões de informações, bilheterias e outros equipamentos ou serviços para alertar sobre a sua localização e posicionamento do usuário para seu acionamento ou uso.

A sinalização tátil de alerta deve ser aplicada em todos os elevadores e plataformas de elevação vertical, na largura do vão (projeção) da porta do equipamento, alertando quanto à proximidade e orientando quanto ao posicionamento para acionamento da botoeira do elevador ou plataforma de elevação vertical. Quando houver necessidade do direcionamento da pessoa com deficiência visual para um ou mais equipamentos, este deve ser feito através do piso tátil direcional.

A sinalização tátil de alerta em guichês de bilheterias deve ser aplicada em todos os guichês, orientando quanto ao posicionamento adequado para atendimento. Quando for necessário o direcionamento da pessoa com deficiência visual para bilheterias e balcões de atendimento, a sinalização tátil direcional deve atender ao especificado a seguir: quando o patamar das escadas ou rampas for maior que 2,10 m ou coincidir com áreas de circulação, deve haver sinalização tátil direcional entre os lances de escada ou rampa.

Os projetos adequados dos sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall

Saiba quais são as diretrizes para projeto e seleção de sistemas construtivos de paredes em chapas de gesso para drywall, os procedimentos executivos para montagem e instalação e as verificações para o recebimento dos serviços.

Confirmadas em setembro de 2020, a NBR 15758-1 de 09/2009 – Sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall – Projeto e procedimentos executivos para montagem – Parte 1: Requisitos para sistemas usados como paredes estabelece as diretrizes para projeto e seleção de sistemas construtivos de paredes em chapas de gesso para drywall, os procedimentos executivos para montagem e instalação e as verificações para o recebimento dos serviços. Os sistemas construtivos de paredes em chapas de gesso para drywall destinam-se à utilização em paredes internas não sujeitas às intempéries e sem funções estruturais. Os sistemas construtivos de paredes em chapas de gesso para drywall são aplicáveis em edificações residenciais e não residenciais.

A NBR 15758-2 de 09/2009 – Sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall – Projeto e procedimentos executivos para montagem – Parte 2: Requisitos para sistemas usados como forros estabelece as diretrizes para projeto e seleção de sistemas de forros em chapas de gesso para drywall, os procedimentos executivos para montagem e instalação, e as verificações para o recebimento dos serviços. Os sistemas de forros em chapas de gesso para drywall são aplicáveis internamente em edificações residenciais e não residenciais.

A NBR 15758-3 de 09/2009 – Sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall – Projeto e procedimentos executivos para montagem – Parte 3: Requisitos para sistemas usados como revestimentos estabelece as diretrizes para projeto, seleção, procedimentos de montagem e verificações para o recebimento dos sistemas de revestimentos com chapas de gesso para drywall. Os sistemas de revestimentos com chapas de gesso para drywall destinam-se à utilização em sistemas internos, não sujeitos às intempéries. Os sistemas de revestimentos com chapas de gesso para drywall são aplicáveis a edificações residenciais e não residenciais.

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Quais são os dados geométricos e detalhes para execução para paredes curvas?

Quais são os procedimentos executivos para montagem?

Quais são os detalhes típicos de encontro de paredes?

O que o projeto de forro deve considerar?

Quais são os detalhes típicos para forros estruturados – cortes transversais e longitudinais?

Como executar a marcação e a fixação da estrutura do forro?

Qual é o desempenho e quais são os critérios de algumas tipologias?

Quais são os procedimentos executivos para montagem de revestimentos estruturados e colados?

Para a seleção do sistema deve-se levar em consideração a forma de montagem, os componentes e insumos utilizados, os quais definem o nível de desempenho, conforme estabelecido na Seção 5. Este nível de desempenho pode variar em função da quantidade de chapas, da sua espessura e dimensão, e posicionamento dos perfis de aço e da incorporação de componentes isolantes térmicos ou acústicos.

Recomenda-se a utilização de somente chapas de gesso com 1.200 mm de largura. O Anexo A da parte 1 estabelece as características mecânicas, físicas e dimensionais para os dispositivos de fixação das chapas de gesso para drywall, dos perfis de aço e dos insumos. O Anexo B da parte 1 estabelece a designação padronizada para as paredes. A especificação do tipo de chapa deve levar em consideração as condições de exposição a que a chapa estará submetida, e o desempenho requerido do sistema e seus componentes.

Recomenda-se que o projeto adote a utilização de paredes com pelo menos duas camadas de chapas de gesso em cada uma das faces conforme exemplos de tipologia indicadas no Anexo F da parte 1. A estrutura metálica perfilada pode ser simples ou dupla, ligadas ou separadas, constituídas por montantes simples ou duplos. Recomenda-se que o projeto adote a utilização de paredes com pelo menos uma camada de chapa de gesso em cada face (ver Anexo F da parte 1).

O projeto deve especificar uma parede dotada de uma camada de chapa de gesso para drywall em cada face para paredes de uma mesma unidade; ou de pelo menos duas camadas de chapas de gesso em cada face para paredes entre unidades independentes. A espessura da parede varia em função dos elementos ou componentes a serem inseridos em seu interior. Recomenda-se que o projeto especifique uma das tipologias indicadas na figura abaixo, mencionando que a chapa de gesso deve ser colada sobre o elemento estrutural ou alvenaria.

Todos esses detalhes construtivos, em face do desempenho requerido, devem ser submetidos aos ensaios-tipo: impacto de corpo mole e duro adotando-se conforme 4.2 a 4.5 da NBR 11675, bem como adaptando a Seção 5 da NBR 11675:1990, aplicando-se a as energias de impacto constantes na tabela 2 da parte 1; cargas suspensas, segundo método de ensaio mencionado no Anexo A da NBR 15575-4:2008. O Anexo C desta norma contempla os dispositivos de fixação para peças suspensas utilizados nos sistemas de chapas de gesso para drywall. A resistência ao fogo deve ser conforme a NBR 10636 e o isolamento acústico conforme a ISO 140-3

O Anexo C desta norma, parte 1, contempla os dispositivos de fixação para peças suspensas utilizados nos sistemas de chapas de gesso para drywall. O ensaio-tipo deve obedecer às seguintes condições: representar e simular os detalhes reais de vinculação da porta à parede; aplicar o impacto sobre a folha no sentido do fechamento da porta e em seu centro geométrico.

Podem ser fixadas peças suspensas nas paredes diretamente às chapas de gesso para drywall, desde que sejam respeitados os limites e as condições detalhadas no Anexo C da parte 1. O projeto deve especificar e se certificar quanto aos tipos de buchas disponíveis. Para a colocação das chapas de gesso para drywall propriamente dita, as chapas devem possuir altura 10 mm menor do que o pé-direito. Estando os perfis fixados, erguer e posicionar verticalmente as chapas de gesso, encostando-as no teto, apoiando-as aos montantes e deixando a folga na parte inferior.

Em montagens específicas as chapas podem ser horizontalmente posicionadas. Manter as juntas desencontradas em relação às da outra face, e no caso de chapas duplas, as juntas da segunda camada devem ser defasadas da primeira. As juntas verticais entre as chapas devem ser feitas sobre os montantes. As juntas horizontais devem ser desencontradas.

Para a seleção de sistemas de forro com chapas de gesso para drywall, deve-se estabelecer o nível de desempenho que varia em função da quantidade de chapas, dimensão e posicionamento da estrutura-suporte, e pela incorporação de componentes térmicos ou acústicos no plenum do forro. Os forros com chapas de gesso para drywall podem ser de quatro tipos, detalhados na parte 2. O Anexo B da parte 2 estabelece a designação padronizada para os forros. A NBR 14715 estabelece os requisitos mínimos para as chapas de gesso e a NBR 15217 estabelece os requisitos mínimos para os perfis de aço utilizados nos sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall. (ver também o Anexo A da NBR 15758-1:2009).

O tipo de forro fixo e monolítico, constituído pelo parafusamento de uma ou mais chapas de gesso para drywall, segundo a NBR 14715, possuindo 1.200 mm de largura, fixado em estruturas de aço galvanizado, conforme a NBR 15217, sendo suspenso por pendurais, compostos por suportes niveladores associados a tirantes de aço galvanizado com diâmetro de no mínimo 3,4 mm, conforme Anexo A da parte 2. É também admitida a utilização de pendurais compostos de perfis, barras roscadas, pivôs ou fitas metálicas de acordo com as recomendações dos fabricantes.

Admite-se o uso de chapas perfuradas como uma variante estética e acústica do forro estruturado. As perfurações auxiliam na absorção acústica, sobretudo quando da inserção de isolante acústico no plenum do forro. O aramado é o tipo de forro fixo e monolítico, constituído pela justaposição de chapas de gesso para drywall possuindo 600 mm de largura, utilizando componentes e dispositivos metálicos de aço galvanizado tipo “H” para a união das chapas, sendo suspenso por arames de aço galvanizado com diâmetro mínimo de 1,24 mm, conforme Anexo A da parte 2.

Para a uniformização da superfície, as bordas das chapas de gesso para drywall devem receber tratamento de juntas de acordo com a Seção 9. O removível é constituído por uma única camada de chapa de gesso para drywall de bordas quadradas ou tegulares, apoiadas em perfis metálicos do tipo “T” ou cartola, a qual proporciona a sua remoção para facilitar o acesso às instalações do plenum do forro. A dimensão das chapas varia de acordo com a modulação estabelecida da estrutura, conforme Anexo A da parte 2.

Antes do início da montagem dos forros, deve ser verificado o atendimento aos seguintes requisitos: detalhes dos vários projetos entre si, como, por exemplo, estrutura, vedações, instalações, ar-condicionado, sprinklers, luminotécnica etc. devem estar compatibilizados; as aberturas como janelas, portas externas etc., e aberturas nos elementos: coberturas, shafts etc., devem estar protegidas da entrada de vento, chuva e umidade excessiva; os elementos construtivos na região do encontro com o forro devem estar acabados; as saídas das instalações hidráulicas, elétricas, ar-condicionado, sprinklers etc., devem estar posicionadas de acordo com o projeto; o elemento de suporte (estrutura ou laje) deve estar dimensionado para sustentar o forro; os dispositivos de fixação constantes no Anexo A da NBR 15758-1 devem ser atendidos; e g) as ferramentas constantes no Anexo F da NBR 15758-1:2009 são as indicadas.

O sistema de revestimento deve ser definido em função do desempenho requerido para o elemento construtivo a ser revestido. O desempenho varia conforme a natureza do elemento construtivo, o tipo de revestimento (estruturado ou colado), quantidade de chapas de gesso para drywall e incorporação de componentes isolantes térmicos ou absorventes acústicos no seu interior. O sistema de revestimento deve atender ao disposto em A.5 da NBR 15758-1:2009.

O Anexo A da parte 3 estabelece a designação padronizada para os revestimentos. Os perfis de aço galvanizados devem atender à NBR 15217 e os demais componentes ou insumos devem atender aos Anexos A e C da ABNT NBR 15758-1:2009. A tabela abaixo indica o local de utilização, a tipologia de revestimento admitida e os procedimentos a serem adotados.

Para a utilização das chapas como revestimentos, o projeto deve atender aos seguintes requisitos: para revestimentos colados, adotar uma única camada de chapa; adotar juntas de dilatação no revestimento coincidentes com as juntas de dilatação do elemento-suporte. Adotar também junta de dilatação no sistema de revestimento no máximo a cada 15 m e a cada 50 m² (revestimento em camada única) ou 70 m² (revestimento em camada dupla); e utilizar chapas do tipo RU, para as áreas úmidas.

A conformidade dos arames farpados zincados de dois fios

Deve-se conhecer os requisitos para a encomenda, fabricação e fornecimento do arame farpado de aço zincado, de dois fios, em suas respectivas classes e categorias de zincagem.

A NBR 6317 de 11/2020 – Arame farpado de aço zincado de dois fios – Especificação estabelece os requisitos para a encomenda, fabricação e fornecimento do arame farpado de aço zincado, de dois fios, em suas respectivas classes e categorias de zincagem. O arame farpado de dois fios possui uma cordoalha formada por dois fios de aço-carbono zincado entrelaçados, com o mesmo diâmetro nominal, providos de farpas espaçadas regularmente. O entrelaçamento dos fios da cordoalha pode ser efetuado em um sentido (torção contínua) ou em sentidos alternados (torção alternada), após cada farpa.

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Como podem ser definidas as farpas e as cordoalhas?

Quais são as tolerâncias dimensionais?

Quais são as propriedades mecânicas dos arames farpados?

Como deve ser determinada a camada de zinco?

Os arames farpados são classificados nesta norma conforme a seguir: classe 250: arame farpado cuja carga de ruptura à tração seja igual ou superior a 250 daN (kgf); classe 350: arame farpado cuja carga de ruptura à tração seja igual ou superior a 350 daN (kgf); classe 400: arame farpado cuja carga de ruptura à tração seja igual ou superior a 400 daN (kgf). Para efeito prático, o valor de 1 daN corresponde a 1 kgf. 4.1.2 As camadas de zinco, conforme as suas massas mínimas, classificam-se em leves e pesadas, conforme a tabela abaixo.

Os fios da cordoalha devem ser produzidos nos diâmetros nominais de 1,60 mm, 1,80 mm, 2,00 mm ou 2,20 mm. O arame é revestido com uma camada contínua, uniforme e aderente, utilizando como matéria prima o zinco ou ligas de zinco, com os limites máximos de elementos residuais de cádmio (Cd) e chumbo (Pb), determinados na ASTM B6. O arame deve apresentar camada de zinco contínua e com espessura uniforme, superfície lisa e sem imperfeições que comprometam o desempenho do produto quanto às características especificadas nesta norma.

O arame farpado deve ser fornecido em rolo, com comprimento nominal de 100 m, 250 m, 400 m ou 500 m. Outros comprimentos podem ser fornecidos, mediante acordo prévio entre fabricante e comprador. O produto tratado nesta norma deve ser identificado por uma etiqueta e/ou rótulo, com inscrição indelével e firmemente presa a cada unidade de fornecimento, contendo no mínimo as seguintes informações: nome ou marca do fabricante; descrição do produto; identificação do fabricante e/ou do importador (endereço, CNPJ e meio para contato); comprimento nominal do rolo; classe 250 ou 350 ou 400; camada mínima de zinco (leve ou pesada); diâmetro nominal dos fios que formam a cordoalha; espaçamento nominal entre farpas; e número desta norma.

Na encomenda do arame farpado zincado, o comprador deve indicar: a identificação do produto; quantidade de rolos; comprimento nominal do rolo; diâmetro nominal dos fios que formam a cordoalha; carga mínima de ruptura (classe 250 ou 350 ou 400); camada de zinco (leve ou pesada); número desta norma. A fim de evitar danos ao acabamento do produto, antes de sua aplicação, o produto deve ser armazenado e transportado em ambiente seco e coberto, sem estar em contato direto com o solo ou piso, e livre de outros agentes corrosivos (por exemplo, sal, fertilizante, produtos químicos).

As farpas devem ser formadas por fio com diâmetro nominal não inferior a 80% do diâmetro nominal dos fios da cordoalha, desde que esse diâmetro nominal da farpa seja no mínimo de 1,50 mm. O afastamento no diâmetro nominal dos fios da farpa é de ± 0,09 mm. O comprimento das farpas deve ser tal, que as suas pontas sejam situadas: fora de uma circunferência com 14 mm de diâmetro; e dentro de uma circunferência com 24 mm de diâmetro.

As farpas devem ser formadas por dois fios cortados em diagonal, apresentando, respectivamente, quatro pontas, sendo que no mesmo rolo todas devem apresentar o mesmo número de pontas. O número de torções, entre farpas, dos fios da cordoalha para torção alternada deve ser no mínimo dois e no máximo sete. No caso de arame farpado cujo enrolamento seja feito em um só sentido (torção contínua), permite-se um mínimo de 1,2 torção entre farpas. A tolerância nos comprimentos nominais de rolos é de 0% + 3%.

As amostras para ensaios são tomadas de lotes de até 50 rolos. De cada lote deve ser selecionado, aleatoriamente, no mínimo um rolo. Em seguida, da extremidade de cada rolo selecionado, deve ser retirada uma amostra de aproximadamente 2 m de comprimento. Estas amostras são consideradas representativas de cada lote e submetidas aos ensaios previstos nesta norma.

O lote é aceito quando todos os ensaios e verificações realizados conforme a Seção 6 cumprirem os requisitos desta norma. Quando um lote não atender a um ou mais dos requisitos desta norma, retiram-se amostras correspondentes a outros quatro rolos do mesmo lote e efetuam-se novamente os ensaios para os requisitos não satisfeitos.

Nesse caso, o lote é aceito se todas as amostras forem aprovadas. Qualquer rejeição pelo comprador deve ser comunicada ao fabricante, dentro de 90 dias, a partir da data do recebimento do material. Os defeitos visuais devem ser relatados ao fornecedor no momento do recebimento da mercadoria.

O funcionamento das ligações flexíveis para aparelhos sanitários

Deve-se entender os requisitos mínimos para fabricação, utilização e funcionamento de ligações flexíveis para aparelhos hidráulicos sanitários utilizados em instalações hidráulicas de água potável.

A NBR 14878 de 11/2020 – Ligações flexíveis para aparelhos hidráulicos sanitários – Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos mínimos para fabricação, utilização e funcionamento de ligações flexíveis para aparelhos hidráulicos sanitários utilizados em instalações hidráulicas de água potável. Especifica também os métodos de ensaios a serem executados nas ligações flexíveis, simulando, por meio de ensaios mecânicos (laboratório), uma utilização prolongada para verificação da durabilidade dos componentes e os esforços a que podem ser submetidos durante sua utilização.

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Quais são as dimensões com o uso da canopla e qual é o comprimento da ligação flexível?

Quais devem ser os ensaios para cada tipo de ligação flexível?

Quais são as condições para a verificação de estanqueidade das ligações flexíveis constantemente pressurizadas?

Como deve ser realizado o ensaio de resistência à corrosão?

As ligações flexíveis, abordadas nessa norma, são aquelas para a adução de água potável, quente ou fria, constantemente pressurizada ou não, do ponto de instalação ao aparelho hidráulico sanitário, bem como aquelas para a adução de água potável, quente ou fria, do aparelho hidráulico para as duchas manuais. As ligações flexíveis abrangidas por essa norma são utilizadas: nas ligações do ponto de instalação aos aparelhos hidráulicos sanitários; como componente de ligação de aparelhos hidráulicos sanitários às duchas manuais.

Todas as figuras utilizadas nesta norma têm caráter ilustrativo e foram inseridas no texto para auxiliar no entendimento das definições, não sendo utilizadas de forma restritiva. A ligação flexível para aparelhos hidráulicos sanitários é uma unidade de compra fabricada com ou sem tubo interno, recobertas ou não externamente, e compostas por uma conexão de entrada e uma conexão de saída.

Os materiais empregados na ligação flexível devem ser resistentes à corrosão e às solicitações dos esforços mecânicos que os componentes estão sujeitos quando da sua instalação, uso e manutenção e não podem facilitar o desenvolvimento de atividade biológica. Os materiais não mencionados e aqueles desconhecidos por ocasião da elaboração desta norma podem ser empregados, desde que atendam aos seus requisitos bem como aos princípios que os norteiam.

Na fabricação dos componentes da ligação flexível, os materiais metálicos e não metálicos devem estar de acordo com as normas correspondentes para cada tipo de material e devem atender aos requisitos desta norma. Em algum componente da ligação flexível, mas não limitado a corpo, conexões ou canopla, deve estar marcado, de forma permanente e legível, após a instalação, o nome ou a marca de identificação do fabricante.

Na embalagem ou na própria ligação flexível, devem estar marcadas, de forma legível e permanente, e disponível ao consumidor no momento da compra, as seguintes informações: nome ou marca de identificação do fabricante; diâmetro nominal do produto (DN); tipo de utilização (água fria e/ou água quente); pressão de serviço (PS); comprimento da ligação flexível; materiais empregados na fabricação dos componentes; referência a esta norma, por exemplo, NBR 14878; temperatura máxima admissível; marca e modelo do fabricante do produto para o qual é destinado no caso de ser uma peça de reposição.

O fabricante deve fornecer, junto com a ligação flexível, as seguintes informações técnicas: procedimentos para instalação; orientações para uso e conservação. Recomenda-se que informações de cuidado com a instalação, para evitar possível estrangulamento da ligação flexível, sejam indicadas na embalagem do produto.

A ligação flexível, quando identificada em sua embalagem como peça de reposição, deve atender a todos os requisitos desta norma. Quando a ligação flexível for fornecida pelo mesmo fabricante do produto ao qual ela faz parte, esta é dispensada do requisito de marcação e dimensões relacionadas a sua conexão específica a este produto.

As ligações flexíveis compreendidas por esta norma devem ter desempenho adequado à pressão de 400 kPa, de acordo com as NBR 5626 e NBR 7198, podendo, portanto, ser especificadas para instalações onde a pressão máxima de abastecimento alcance este valor. A guarnição utilizada deve permitir a adequada vedação na entrada e na saída da ligação flexível, propiciando a estanqueidade da ligação.

Os niples devem possuir diâmetro nominal DN15 ou DN20, e devem ser providos de rosca fabricada de acordo com a NBR 8133, G 1/2 B ou G 3/4 B, respectivamente. Excepcionalmente, este niple pode ser provido de rosca fabricada de acordo com a NBR NM ISO 7-1, R 1/2 ou R 3/4. As porcas-união devem possuir diâmetro nominal DN15 ou DN20, e devem ser providas de rosca fabricada de acordo com a NBR 8133, G 1/2 ou G 3/4, respectivamente. As ligações flexíveis devem atender aos valores especificados na tabela abaixo, para as dimensões especificadas na outra figura, e devem ser verificadas de acordo com o Anexo A.

As dimensões de comprimento mínimo do niple (B) e de comprimento mínimo de rosca útil externa (C) devem ser verificadas com a canopla, quando fornecida com o produto, e esta deve atender ao diâmetro mínimo (D) especificado na tabela acima. O comprimento da ligação flexível deve ser indicado pelo fabricante e verificado de acordo com o Anexo B considerando a tolerância de ± 5 %, aplicando um esforço de tração de 10 N. Somente as conexões entre ligações flexíveis e duchas manuais estão dispensadas da verificação dimensional, podendo ter diâmetros e sistemas de conexões diferenciadas.

Quanto ao acabamento superficial, as superfícies internas e externas da ligação flexível devem ser livres de riscos, rebarbas, cortes, deformações ou outros defeitos superficiais que indiquem descontinuidade do material e/ou do processo de fabricação. O revestimento de superfície aplicado em superfícies aparentes, em componentes e subconjuntos da ligação flexível, deve estar de acordo com a NBR 10283. O revestimento eletrostático aplicado em superfícies aparentes, em componentes e subconjuntos da ligação flexível, deve estar de acordo com a NBR 11003.

O revestimento metalizado aplicado em superfícies aparentes, em componentes e subconjuntos da ligação flexível, deve estar de acordo com as NBR 10283 e NBR 11003. As ligações flexíveis constituídas 100% de material plástico, sem nenhum tipo de revestimento ou pintura, excetuando-se as marcações obrigatórias, estão dispensadas da verificação da resistência à corrosão.

Para as ligações flexíveis constantemente pressurizadas, o corpo de prova deve apresentar vazão mínima de 0,10 L/s, à pressão dinâmica de 15 kPa, quando submetido ao método de ensaio descrito no Anexo C. Para o ensaio de resistência ao golpe de aríete, o corpo de prova, quando submetido ao ensaio de verificação da resistência ao golpe de aríete, com pressão estática de (400 ± 10) kPa, 30 000 ciclos de sobrepressão de (200 ± 10) kPa, com temperatura de (30 ± 5) °C para ligações flexíveis destinadas à condução exclusiva de água fria ou de (65 ± 5) °C para ligações flexíveis destinadas à condução de água fria e água quente, não pode apresentar ocorrência de vazamentos, trincas, fissuras ou deformações permanentes. O ensaio deve ser realizado de acordo com o Anexo E.

Ao final dos ciclos, deve-se submeter o corpo de prova ao ensaio especificado no item ensaio de estanqueidade. No caso da ligação flexível não apresentar o tipo de utilização (água fria e/ou água quente), como especificado em 4.3, o ensaio deve ser realizado na temperatura de (65 ± 5) °C. Para a inspeção, os requisitos de desempenho devem estar em acordo com e assegurar por meio dos resultados dos ensaios efetuados por entidades neutras, ou expressa em declaração do fabricante, quando solicitado. Os requisitos de desempenho devem ser analisados com um número de amostras, de acordo com a NBR 5426, para amostragem dupla-normal, NQA 6,5 e nível de inspeção S3.

IEC 60335-2-24: a segurança dos aparelhos de refrigeração, de sorvete e de fazer gelo

Essa norma internacional, editada pela  International Electrotechnical Commission (IEC) em 2020, descreve a segurança dos seguintes aparelhos, sua tensão nominal não sendo superior a 250 V para aparelhos monofásicos, 480 V para outros aparelhos e 24 V CC para aparelhos quando operados por bateria: aparelhos de refrigeração para uso doméstico e similar; máquinas de fazer gelo que incorporem um compressor de motor e máquinas de gelo destinadas a serem incorporadas em compartimentos de armazenamento de alimentos congelados; aparelhos de refrigeração e máquinas de fazer gelo para uso em camping, caravanas de turismo e barcos para fins de lazer.

A IEC 60335-2-24:2020 – Household and similar electrical appliances – Safety – Part 2-24: Particular requirements for refrigerating appliances, ice-cream appliances and ice makers descreve a segurança dos seguintes aparelhos, sua tensão nominal não sendo superior a 250 V para aparelhos monofásicos, 480 V para outros aparelhos e 24 V CC para aparelhos quando operados por bateria: aparelhos de refrigeração para uso doméstico e similar; máquinas de fazer gelo que incorporem um compressor de motor e máquinas de gelo destinadas a serem incorporadas em compartimentos de armazenamento de alimentos congelados; aparelhos de refrigeração e máquinas de fazer gelo para uso em camping, caravanas de turismo e barcos para fins de lazer.

Estes aparelhos podem ser operados com a rede elétrica, com uma bateria separada ou operados com a rede elétrica ou com uma bateria separada. Esta norma também trata da segurança de aparelhos de sorvete destinados ao uso doméstico, sendo sua tensão nominal não superior a 250 V para aparelhos monofásicos e 480 V para outros aparelhos. Também lida com aparelhos do tipo compressão para uso doméstico e similar, que usam refrigerantes inflamáveis.

Esta norma não cobre as características de construção e operação dos aparelhos de refrigeração que são tratadas em outras normas IEC. Os aparelhos de refrigeração não destinados ao uso doméstico normal, mas que, no entanto, podem ser uma fonte de perigo para o público, como os aparelhos de refrigeração usados nas áreas de cozinha do pessoal em lojas, escritórios e outros ambientes de trabalho, os aparelhos de refrigeração usados em casas de fazenda e por clientes em hotéis, motéis e outros ambientes de tipo residencial, os aparelhos de refrigeração usados em ambientes do tipo cama e café da manhã, e os aparelhos de refrigeração usados em catering e aplicações similares de não varejo estão dentro do escopo dessa norma.

Na medida do possível, esta norma trata dos riscos comuns apresentados por aparelhos que são encontrados por todas as pessoas dentro e ao redor da casa. No entanto, em geral, não leva em consideração as pessoas (incluindo crianças) cujas capacidades físicas, sensoriais ou mentais ou a falta de experiência e conhecimento as impedem de usar o aparelho com segurança sem supervisão ou instrução; crianças brincando com o aparelho.

Chama-se a atenção para o fato de que para aparelhos destinados a serem usados em veículos ou a bordo de navios ou aeronaves, podem ser necessários requisitos adicionais; em muitos países, requisitos adicionais são especificados pelas autoridades nacionais de saúde, as autoridades nacionais responsáveis pela proteção do trabalho, as autoridades nacionais de abastecimento de água e autoridades semelhantes. Esta norma não se aplica aos aparelhos destinados a serem usados ao ar livre; aos aparelhos concebidos exclusivamente para fins industriais; aos aparelhos destinados a serem utilizados em locais onde prevalecem condições especiais, como a presença de uma atmosfera corrosiva ou explosiva (poeira, vapor ou gás); aos aparelhos que incorporem uma bateria destinada a fornecer energia para a função de refrigeração; aos aparelhos montados no local pelo instalador; aos aparelhos com motocompressores remotos; aos motores-compressores (IEC 60335-2-34); aos aparelhos de distribuição comercial e aparelhos de venda automática (IEC 60335-2-75); aos aparelhos de refrigeração comerciais e máquinas de fazer gelo com uma unidade de refrigeração ou motor-compressor incorporada ou remota (IEC 60335-2-89); aos fabricantes de sorvete profissionais (IEC 60335-2-118).

Esta oitava edição cancela e substitui a sétima edição publicada em 2010, a Alteração 1:2012 e a Alteração 2:2017. Esta edição constitui uma revisão técnica. Esta edição inclui as seguintes alterações técnicas significativas em relação à edição anterior: alinha o texto com IEC 60335-1, Ed 5.2; algumas notas foram convertidas em texto normativo ou excluídas (4, 5.2, 5.7, 7.1, 7.6, 7.10, 7.12, 19.1, 19.101, 19.102, 20.101, 20.102, 20.103, 20.104, 21, 22.7, 22.33, 22.101, 22.102, 22.103, 22.107, 22.108, 22.109, 30.1); as referências normativas e textos associados foram atualizados (2, 22.108, 22.109, Tabela 102, Anexo CC); a definição de espaço livre foi esclarecida (3.6.104).

Incluiu-se a medição da corrente de entrada de aparelhos de refrigeração que utilizam motores-compressores acionados por inversor (10.2); os ensaios de compatibilidade para isolamento de enrolamento de motores-compressores usados com diferentes tipos de refrigerantes e óleos foram introduzidos (22.9); os requisitos para pontos de contato inadvertidos entre tubos de alumínio não revestidos e tubos de cobre foram atualizados (22.111); o ensaio de painéis de vidro acessíveis foi esclarecido (22.116); nos aparelhos de refrigeração, foram introduzidos requisitos para o revestimento do material e em contato com o isolamento térmico e o texto consequente foi suprimido (22.117, 30.2, 30.2.101, Anexo EE); os requisitos para os capacitores de funcionamento do motor foram atualizados (24.5, 24.8); o ensaio de rotor bloqueado para motores de ventilador foi esclarecido (Anexo AA). Esta parte 2 deve ser usada em conjunto com a última edição da IEC 60335-1 e suas emendas. Foi estabelecido com base na quinta edição (2010) dessa norma.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO…………………. 4

INTRODUÇÃO. ……………. 7

1 Escopo. …………………….. 8

2 Referências normativas………….. 9

3 Termos e definições…………… 10

4 Requisito geral………………. … 13

5 Condições gerais para os ensaios……………….. 13

6 Classificação…… …………. 15

7 Marcação e instruções……… 15

8 Proteção contra acesso a peças energizada……………….. 19

9 Partida de aparelhos motorizados…………….. 19

10 Entrada de energia e corrente…………………… 20

11 Aquecimento………………………………. 20

12 Vazio …………………….. 24

13 Corrente de fuga e força elétrica na temperatura de operação………………. 24

14 Sobretensões transitórias ……………………. 24

15 Resistência à umidade …………………… …. 24

16 Corrente de fuga e força elétrica…………………. 26

17 Proteção contra sobrecarga de transformadores e circuitos associados……………….. 26

18 Resistência……….. …………….. 26

19 Operação anormal………………. …. 27

20 Estabilidade e riscos mecânicos………………. 29

21 Resistência mecânica……………………. …. 31

22 Construção …………………… ………….. 32

23 Fiação interna……………….. …………. 43

24 Componentes……………. ………….. 44

25 Conexão de alimentação e cabos flexíveis externos……. 46

26 Terminais para condutores externos…………. 47

27 Provisão para aterramento………………… … 47

28 Parafusos e conexões…………………………..47

29 Folgas, distâncias de fuga e isolamento sólido …………… 47

30 Resistência ao calor e fogo…………………………. 48

31 Resistência à ferrugem……………………… … 48

32 Radiação, toxicidade e perigos semelhantes………………. 48

Anexos…………………….. 51

Anexo C (normativo) Ensaio de envelhecimento em motores…………………51

Anexo D (normativo) Protetores térmicos do motor ………. 51

Anexo P (informativo) Orientação para a aplicação desta norma aos aparelhos usados em climas tropicais…… 51

Anexo AA (normativo) Ensaio de rotor bloqueado de motores de ventilador…………. ……………… 52

Anexo BB (informativo) Método para acumulação de geada……….. 54

Anexo CC (normativo) Aparelho elétrico “n” sem faísca e condições de teste para dispositivos cd……………….. 57

Anexo DD (informativo) Prática de fabricação segura para os aparelhos tipo de compressão que usam refrigerante inflamável…………………….. 58

Anexo EE (normativo) Ensaio para encapsulamento de material e em contato com o isolamento térmico…………. 59

Bibliografia………………. 61

Foi assumido na redação desta norma que a execução de suas disposições deve ser confiada a pessoas devidamente qualificadas e experientes. Esta norma reconhece o nível de proteção internacionalmente aceito contra os perigos elétricos, mecânicos, térmicos, fogo e radiação de aparelhos quando operados como em uso normal, levando em consideração as instruções do fabricante. Também cobre situações anormais que podem ser esperadas na prática e leva em consideração a maneira como fenômenos eletromagnéticos podem afetar a operação segura dos aparelhos.

Esta norma leva em consideração os requisitos da IEC 60364 na medida do possível para que haja compatibilidade com as regras de fiação quando o aparelho estiver conectado à rede elétrica. No entanto, as regras nacionais de fiação podem ser diferentes. Se um aparelho dentro do escopo desta norma também incorpora funções que são cobertas por outra parte 2 da IEC 60335, a parte 2 relevante é aplicada a cada função separadamente, na medida do razoável. Se aplicável, a influência de uma função sobre a outra é levada em consideração.

Quando uma norma da parte 2 não inclui requisitos adicionais para cobrir os perigos tratados na parte 1, essa parte se aplica. Isso significa que os comitês técnicos responsáveis pelas normas da parte 2 determinaram que não é necessário especificar requisitos particulares para o aparelho em questão além dos requisitos em geral.

Esta norma é uma norma de família de produtos que trata da segurança de aparelhos e tem precedência sobre as normas horizontais e genéricas que abrangem o mesmo assunto. As normas horizontais e genéricas que cobrem um perigo não são aplicáveis, uma vez que foram levados em consideração ao desenvolver os requisitos gerais e particulares para a série de padrões IEC 60335. Por exemplo, no caso dos requisitos de temperatura para superfícies em muitos aparelhos, as normas genéricas, como a ISO 13732-1 para superfícies quentes, não são aplicáveis além das normas da Parte 1 ou Parte 2.

Um aparelho que está em conformidade com o texto desta norma não será necessariamente considerado em conformidade com os princípios de segurança da norma se, quando examinado e testado, for constatado que possui outras características que prejudicam o nível de segurança coberto por esses requisitos. Um aparelho que utiliza materiais ou tem formas de construção diferentes daquelas detalhadas nos requisitos desta norma pode ser examinado e ensaiado de acordo com a intenção dos requisitos e, se for considerado substancialmente equivalente, pode ser considerado em conformidade com a norma.

A conformidade dos vidros termoendurecidos planos

Conheça os requisitos gerais, métodos de ensaio e precauções necessárias para assegurar a segurança, durabilidade e qualidade do vidro termoendurecido plano.

A NBR 16918 de 11/2020 – Vidro termoendurecido especifica os requisitos gerais, métodos de ensaio e precauções necessárias para assegurar a segurança, durabilidade e qualidade do vidro termoendurecido plano. Outros requisitos, não especificados nesta Norma, podem ser aplicáveis ao vidro termoendurecido que é incorporado em conjuntos, por exemplo, o vidro laminado ou insulado, ou vidros revestidos para controle solar. Estes requisitos adicionais são especificados nas normas dos respectivos produtos. O vidro termoendurecido é aquele que, mediante um processo controlado de aquecimento e resfriamento, tem suas resistências mecânica e térmica aumentadas. As resistências mecânica e térmica são geradas pelo nível de compressão superficial. Estas propriedades não dependem das dimensões da peça.

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Quais são as tolerâncias na largura B e no comprimento H?

Qual a diferença máxima entre as diagonais?

O que são as ondas de roletes (roller wave), apenas para vidro termoendurecido horizontalmente?

Quais são os valores máximos permitidos para elevação de borda?

O vidro termoendurecido deve atingir uma tensão de superfície residual entre 3.500 psi e 7.500 psi. Possui maior resistência às tensões térmica e mecânica em comparação com o vidro comum, mas não pode ser considerado um vidro de segurança. O vidro termoendurecido é desenvolvido a partir de um vidro monolítico que atende aos requisitos de uma das seguintes normas: vidro float, de acordo com a NBR NM 294; vidro impresso, de acordo com a NBR NM 297; vidro revestido de controle solar, de acordo com a NBR 16023.

No caso de quebra, o vidro termoendurecido possui características similares às do vidro float. A fragmentação pode ser realizada em amostras de ensaio sem retenção mecânica em suas bordas. A fragmentação do vidro instalado pode não corresponder à do vidro termoendurecido no ensaio de fragmentação, devido ao tipo de fixação, às dimensões da peça e ao processamento, por exemplo, laminação.

As características da quebra do vidro não são afetadas por temperaturas entre – 50 °C a +100 °C. As distorções ópticas em vidros float, ainda que pouco perceptíveis, podem ser oriundas do seu processo de fabricação, e podem também ser geradas ou acentuadas nos procedimentos de laminação, insulamento, tratamentos térmicos (têmpera, curvação e termoendurecimento), fixação dos vidros nas esquadrias e na instalação das esquadrias nas fachadas. Esta característica não é um defeito e sim uma propriedade do material, todavia, torna-se um defeito quando não controlada e limitada.

Nenhum vidro é isento de apresentar algum nível de distorção óptica, inclusive os vidros produzidos pelo processo float, sejam eles incolores, coloridos e/ou de controle solar. Pequenas variações de planicidade na superfície dos vidros são imperceptíveis quando estes são observados de perto, mas assumem proporções visíveis quando a distância do observador é aumentada. Fatores como ângulo de observação, iluminância, tipo de vidro e o clima podem influenciar na visualização.

Quanto à anisotropia, pode dizer que o procedimento de termoendurecimento produz áreas com tensões diferentes na sessão transversal do vidro. Estas áreas de tensão produzem um efeito de dupla reflexão no vidro que é visível sob luz polarizada. Este efeito se manifesta sob a forma de manchas coloridas. A luz polarizada ocorre durante o dia e sua quantidade depende da estação climática do ano e do ângulo da luz solar.

A anisotropia também pode ser observada em função da umidade do ar e até da espessura do vidro. O efeito de dupla reflexão é mais evidente sob um determinado ângulo de visão ou com lentes polarizadas. A anisotropia não é um defeito e sim um efeito visível, inerente ao processo de fabricação.

As propriedades mecânicas do vidro termoendurecido não variam quando instaladas, com temperaturas até 200 °C, e não são afetadas por temperaturas inferiores a 0 °C. O vidro termoendurecido é capaz de resistir tanto às variações repentinas de temperatura como às diferenças de temperaturas de até 100 °C. Esta propriedade não tem relação com a capacidade de resistência ao fogo. A tabela abaixo apresenta os valores das tensões máximas admissíveis para vidros termoendurecidos, de acordo com o apoio do painel e a duração da carga, por exemplo, 3 s para rajadas de vento e acima de um ano para cargas permanentes, como objetos sobre pisos ou pressão de água em piscinas e aquários.

O processo de termoendurecimento não modifica a espessura da peça, portanto as tolerâncias de espessura devem atender aos requisitos das normas referentes ao vidro utilizado, sendo a NBR NM 294, para o vidro float, e a NBR NM 297 para vidro impresso. Quando as dimensões do vidro termoendurecido são especificadas para peças retangulares, a primeira dimensão deve ser a largura, B, e a segunda dimensão, o comprimento, H. Deve-se indicar que a dimensão para a largura é representada como B, e que o comprimento é representado como H, quando se refere a sua posição para instalação.

Em função da natureza do procedimento de termoendurecimento, pode não ser possível obter um vidro tão plano como o float. Esta diferença de planicidade depende do tipo de vidro (como revestido, impresso etc.), das medidas do vidro como a espessura nominal, a largura e o comprimento, a proporção entre as dimensões, e também do processo de termoendurecimento utilizado (forno vertical ou horizontal).

Os vidros tratados termicamente podem ter a sua planicidade alterada, resultando assim em distorções ópticas e estas podem se tornar mais perceptíveis pelos tipos de alteração na planicidade. As pinças utilizadas para suspender o vidro durante o termoendurecimento produzem depressões na superfície do vidro, denominadas como marcas de pinças. Os centros das marcas de pinças são situados até um máximo de 20 mm a partir da borda.

Uma deformação da borda menor que 2 mm pode ser produzida na região da marca de pinça e também pode haver uma região de distorções ópticas com raio máximo de 100 mm. Após o processo de termoendurecimento, o vidro não pode ser cortado, serrado, perfurado, nem sofrer acabamento de borda ou abrasão superficial. Todos esses procedimentos só podem ser realizados antes do processo de termoendurecimento.

Todo vidro a ser submetido ao processo de termoendurecimento deve ter sua borda trabalhada antes do processo, sendo no mínimo lixado com lixa umedecida, de forma a eliminar qualquer defeito de borda. Os fornecedores do vidro termoendurecido devem ser consultados sobre os diversos tipos de acabamento de bordas existentes, que podem variar em função das exigências do projeto e da tecnologia empregada por cada processador.

Toda chapa de vidro termoendurecido deve ser marcada de forma indelével e permanente com as seguintes informações: logomarca do fabricante e/ou nome do fabricante do vidro; identificação do tipo de vidro com o texto “Vidro Termoendurecido” ou “VTE” – abreviação da expressão em português ou “HS” – abreviação da expressão em inglês. A marcação de identificação permanente deve ser aplicada nas peças de vidro próxima a um dos cantos, onde deve estar totalmente visível e legível quando o vidro for instalado.

Se houver solicitação do cliente para que a marcação seja aplicada em local não visível, isso deve ser acordado previamente entre as partes. As informações adicionais também podem ser gravadas, desde que previamente acordada entre o fabricante e o consumidor.

A avaliação dos ensaios standart penetration test (SPT) em solos

Deve-se entender o o método para avaliar a quantidade de energia transferida ao conjunto de hastes devida ao impacto do martelo durante o ensaio de sondagem de simples reconhecimento (SPT) e o método para medida de torque máximo (Tmáx) e torque residual (Tres) em sondagens de simples reconhecimento de solos a percussão com ensaio SPT.

A NBR 16796 de 10/2020 – Solo — Método padrão para avaliação de energia em SPT especifica o método para avaliar a quantidade de energia transferida ao conjunto de hastes devida ao impacto do martelo durante o ensaio de sondagem de simples reconhecimento (SPT). Esta quantidade de energia permite determinar a eficiência do equipamento utilizado para a realização do ensaio. Conhecendo-se a eficiência é possível então comparar valores de N obtidos com diferentes equipamentos.

Os métodos usados por esta norma para especificar como os dados são coletados, calculados, ou gravados não estão diretamente relacionados à forma como os dados podem ser usados

em projetos ou outras aplicações, uma vez que isso não está contemplado no seu escopo. Este método de ensaio não pretende abordar todas as questões de segurança, se houver alguma, associada ao seu uso, é de responsabilidade do usuário, antes da sua utilização, estabelecer prática adequada de segurança e determinar a aplicabilidade de limitações regulamentares.

A NBR 16797 de 10/2020 – Medida de torque em ensaios SPT durante a execução de sondagens de simples reconhecimento à percussão — Procedimento especifica o método para medida de torque máximo (Tmáx) e torque residual (Tres) em sondagens de simples reconhecimento de solos a percussão com ensaio SPT.

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Como pode ser definido um acelerômetro?

Como dever ser o procedimento, antes de iniciar as medições de energia?

Como deve ser o procedimento depois de terminada a operação para obtenção de N?

Como devem ser apresentados os resultados?

O valor de N depende não só das propriedades do solo, mas também da eficiência do equipamento utilizado no ensaio SPT. A determinação da energia transferida permite avaliar variações do valor de N resultante de diferenças nos equipamentos e nos modos de operação. Existe uma relação linear aproximada entre a penetração incremental de um amostrador no solo e a quantidade de energia do martelo que é transferida para a composição de hastes de perfuração e, portanto, uma relação inversa aproximada entre o valor de N e essa energia transferida.

Como aparelhagens, deve-se usar um dispositivo para efetuar medições, como uma haste instrumentada que deve ter um segmento de haste com no mínimo 300 mm de comprimento preferencialmente com a mesma impedância da haste a ser utilizada no equipamento a ser calibrado, utilizada para medir acelerações e forças normais, causadas pela propagação de uma onda de tensão causada pelo golpe do martelo. A haste instrumentada deve ter uma impedância igual a das hastes de perfuração e a sua resistência deve ser tal que os golpes de martelo não causem deformações permanentes. Caso necessário, a haste instrumentada deve ser tratada termicamente para atingir esta resistência.

Na haste instrumentada são instalados um transdutor de força e um par de acelerômetros, em posições diametralmente opostas. A seção onde são instalados os dispositivos de medição deve estar localizada a uma distância igual ou superior a três diâmetros das extremidades. Os dispositivos de medição devem estar devidamente impermeabilizados e mecanicamente protegidos. A haste instrumentada deve ser instalada no topo da composição de hastes de perfuração, logo abaixo da cabeça de bater. Assim, a energia devida ao impacto do martelo é transmitida pela cabeça de bater e da haste instrumentada à composição de hastes de perfuração. Tanto o transdutor de força como os acelerômetros devem receber uma proteção impermeabilizante.

As forças normais atuantes nas hastes de perfuração devem ser medidas por um transdutor de força, montado na haste instrumentada. Esse transdutor deve ser constituído de pares de extensômetros elétricos fixados diametralmente opostos na superfície da haste, formando um circuito de ponte completa. Transdutores de força que causem alterações substanciais na impedância das próprias hastes, não podem ser usados.

Os transdutores de força devem ser periodicamente calibrados conforme sua utilização, sendo mandatória a calibração a cada cinco anos. Acelerações devem ser medidas com um conjunto de dois acelerômetros, fixados diametralmente opostos na haste instrumentada, a uma distância máxima de 100 mm da seção onde são medidas as forças. As direções dos eixos dos acelerômetros devem coincidir com o eixo da haste instrumentada. Os acelerômetros são fixados com o auxílio de pequenos suportes metálicos rígidos, com formato aproximadamente cúbico, que podem ser colados, parafusados ou soldados à haste instrumentada.

Os suportes devem apresentar uma geometria tal que não gerem vibrações adicionais ao sistema. Suportes plásticos ou suportes salientes que possam estar sujeitos à flexão durante o impacto, não podem ser usados. Acelerômetros devem apresentar resposta linear de pelo menos 10.000 g e resposta de frequência utilizável de pelo menos 4.5 kHz. Os sinais de aceleração devem ser integrados em relação ao tempo para se obter sinais de velocidade em função do tempo.

Os acelerômetros devem ser periodicamente calibrados conforme sua utilização, sendo mandatória a calibração a cada cinco anos. Os sinais de força e aceleração gerados pelo impacto do martelo devem ser transmitidos a um sistema de aquisição de dados, que funcionando acoplado a um computador ou a um sistema dedicado, permita a gravação, o processamento e a exibição desses dados. O dispositivo deve ser capaz de proporcionar condicionamento de sinal e fornecer energia de excitação para todos os transdutores.

Os dados devem ser digitalizados com uma resolução mínima de 12 bits. Os sinais dos transdutores individuais para cada golpe devem ser permanentemente armazenados em formato digital, devendo cada sinal registrado corresponder a um tempo total após o impacto suficiente para assegurar que todo o movimento da haste tenha cessado no final do registro. Os dados devem ser analisados com o auxílio de planilhas eletrônicas ou programas específicos. O computador deve ter memória suficiente para analisar simultaneamente todos os dados correspondentes a um golpe de martelo.

Os acelerômetros devem ser calibrados com uma acurácia de ±3%, utilizando uma barra de Hopkinson, com um impacto aço-aço de pelo menos 2.000 g. A barra de Hopkinson deve ser de aço, com pelo menos 10 m de comprimento e sem juntas ou soldas. A barra impactante também deve ser de aço, com a mesma seção transversal da barra de Hopkinson e o comprimento entre 3 m e 6 m.

Como as velocidades determinadas pela integração dos sinais de aceleração são teoricamente proporcionais às deformações medidas na barra de Hopkinson, pode-se então verificar o fator de calibração do acelerômetro. Deve-se calibrar os transdutores de força e os acelerômetros em períodos regulares ou da frequência de utilização, conforme requerido pelo plano de controle de qualidade da empresa, projeto ou como recomendado pelo fabricante. Segundo a NBR 16797, a aparelhagem necessária para a execução do ensaio é a descrita na NBR 6484, por meio do método manual e do método mecanizado, e a seguir descrita: cabeça de bater (deve haver um chanfro central em forma hexagonal para acoplar o adaptador do torquímetro, sem a retirada da cabeça de bater); torquímetro eletrônico ou mecânico; adaptador para encaixe do torquímetro; disco-centralizador.

O amostrador-padrão, de diâmetro externo de (50,8 ± 2) mm e diâmetro interno de (34,9 ± 2) mm, deve ter a forma e as dimensões indicadas na NBR 6484 e deve ser composto pelas seguintes partes: cabeça, devendo ter dois orifícios laterais para saída da água e do ar, bem como contendo interiormente uma válvula constituída por esfera de aço recoberta de material inoxidável (ver NBR 6484); corpo, devendo ser perfeitamente retilíneo, isento de amassamentos, ondulações, denteações, estriamentos, rebordos ou qualquer deformação que altere a seção e rugosidade superficial, podendo ou não ser bipartido longitudinalmente (ver NBR 6484); comprimento mínimo aceitável após eventual recuperação das roscas de 500 mm; e sapata ou bico, devendo ser de aço temperado e estar isenta de trincas, amassamentos, ondulações, denteações, rebordos ou qualquer tipo de deformação que altere a seção (ver NBR 6484).

A cabeça de bater da composição de cravação, que vai receber o impacto direto do martelo, deve ser constituída por tarugo de aço de (88 ± 10) mm de diâmetro, (90 ± 10) mm de altura e massa nominal entre 3,5 kg e 4,5 kg, conforme NBR 6484. O corpo deve ser perfeitamente retilíneo, isento de amassamentos, ondulações, denteamentos, estriamentos, rebordos ou qualquer deformação que altere a seção e a rugosidade superficial.

Também deve conter uma cavidade no furo central para possibilitar o encaixe e o travamento do adaptador, sem a retirada da cabeça de bater, uma vez que esse procedimento pode acarretar uma rotação no conjunto haste-amostrador, alterando assim o valor do torque. O torquímetro pode ser elétrico ou mecânico, nesse caso preferencialmente com ponteira de arraste. Especial atenção deve ser dada às capacidades máxima e mínima do torquímetro. Esse fato é importante, pois o torquímetro é danificado se sua capacidade for ultrapassada e a medida não for confiável se o mesmo trabalhar abaixo de sua capacidade mínima, conforme a tabela abaixo.

Deve-se aferir o torquímetro periodicamente, ou sempre que este sofrer algum impacto ou exceder à capacidade máxima durante o ensaio.

Os parâmetros normativos para a madeira serrada

Deve-se compreender os termos e os requisitos gerais aplicáveis a madeira serrada, independentemente do uso e aplicação.

A NBR 16864-1 de 10/2020 – Madeira Serrada – Parte1: Terminologia define os termos adotados na especificação da madeira serrada. A NBR 16864-2 de 10/2020 – Madeira serrada – Parte 2: Requisitos gerais especifica os requisitos gerais aplicáveis a madeira serrada, independentemente do uso e aplicação.

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O que são os anéis de crescimento (growth rings)?

O que é o colapso por secagem (colapse)?

Quais são as sobremedidas na espessura das madeiras serradas?

Quais são as sobremedidas na largura?

Uma madeira serrada (sawn wood) é aquela que resulta diretamente do desdobro de toras ou toretes, constituída de peças cortadas longitudinalmente por meio de serra, independentemente de suas dimensões, com seção retangular ou quadrada. Também, pode-se definir o diâmetro máximo do nó (maximun knot diameter) como a distância máxima entre as tangentes de um nó, traçadas paralelamente às quinas longitudinais da peça (ver figura abaixo).

Quando um lote possuir peças de comprimentos e/ou larguras nominais diferentes, podem ser especificados em contrato as dimensões deste lote, que devem ser calculadas da seguinte forma: comprimento médio: é a soma dos comprimentos nominais de todas as peças dividida pelo número total de peças, expresso em metros (m); largura média: é a soma das larguras nominais de todas as peças dividida pelo número total de peças, expressa em milímetros (mm). O volume do lote é expresso em metros cúbicos, com uma casa decimal, seguindo regras de arredondamento. Este cálculo é feito de acordo com a seguinte fórmula: E × L C = V, onde V é o volume, expresso em metros cúbicos (m³); E é a espessura nominal, expressa em metros (m); L = largura nominal, expressa em metros (m); e C = comprimento nominal, expressa em metros (m).

Quando o volume de uma peça de madeira é determinado para calcular o volume de um lote de peças com as mesmas dimensões, o volume dessa peça é expresso em metros cúbicos, com seis casas decimais. Como exemplo, uma peça seca, a um teor de umidade de 20% e com dimensões de 4,4 cm de espessura por 12,5 cm de largura e 2,21 m de comprimento, tem o volume de 0,044 × 0,125 × 2,10 = 0,011550 m³. As quantidades podem ser expressas de acordo com o volume cubado ou com o número de peças (nos casos onde o contrato se refere a peças de dimensões fixas). A quantidade de um lote deve ser definida pelas partes em contrato. A aceitação de um lote não significa a aceitação do pedido.

Cada lote ou cada grupo de lotes com as mesmas características deve ser identificado com os seguintes itens: nome popular e científico; número de peças por classe de qualidade; dimensões nominais; teor de umidade da madeira; identificação do produtor; número do lote; número do contrato; local de origem. Caso um lote contenha peças de largura e/ou comprimentos nominais diferentes, devem ser especificadas as dimensões médias.

No ato da inspeção, devem ser verificados os itens contidos na identificação dos lotes. A verificação do número de peças por classe de qualidade pode ser realizada por inspeção completa ou por amostragem, utilizando os procedimentos desta parte. No caso de não se desejar inspecionar todas as peças de um lote, a inspeção deve ser feita como descrito a seguir: retirar aleatoriamente do lote um número mínimo de peças, as quais devem ser inspecionadas. Este número mínimo varia com o número de peças existentes no lote (ver tabela abaixo); inspecionar as peças retiradas, verificando se suas características atendem às especificações constantes na identificação do lote e/ou do contrato; calcular a porcentagem de peças inspecionadas que não atendem às especificações da identificação do lote em relação ao total de peças inspecionadas.

A tabela abaixo apresenta a indicação dos pontos de medições sugeridos.

A madeira deve ser serrada de modo a atender aos requisitos específicos para o uso e/ou conforme estabelecido em contrato. A forma de medição das dimensões na espessura, largura e comprimento das peças e apresentada conforme descrito a seguir. As sobremedidas na espessura, resultantes da serragem da madeira, são de três tipos: sobreespessura relativa à espessura nominal em toda a peça, quando esta é maior que a tolerância; variação da espessura entre as extremidades da peça ou entre dois pontos quaisquer da peça; variação da espessura entre as bordas da peça (serrada como uma peça trapezoidal).

A madeira, como todo material construtivo orgânico, depende da condição de uso, podendo ser necessária a realização de tratamento específico para se obter o melhor desempenho quanto à resistência aos agentes biodeterioradores, como fungos e insetos xilófagos. Para determinar qual o tratamento necessário para a madeira, deve-se consultar a NBR 16143. Os métodos de gradeamento e tabicagem devem ser empregados conforme as dimensões das peças, de forma a permitir a livre circulação do ar.

Esta norma contempla para secagem da madeira os processos artificial e natural. Para fins de comercialização quanto ao teor de umidade, as partes devem estar de acordo com as tolerâncias requeridas conforme o uso específico, sendo acordado em contrato. A classificação tem por objetivo determinar a qualidade de uma peça de madeira.

As classes são estabelecidas de acordo com critérios precisos, no que se refere a uma ou a mais faces da peça, considerando-se os seus defeitos, conforme o caso de aplicação da peça. As classes, ainda podem estar sujeitas, a condições especiais de contrato. No caso de um lote, a classe é estabelecida de acordo com a avaliação da pior peça. Pode conter peças que se encontrem entre o limite inferior de uma determinada classe até aquelas que não possam ser incluídas na classe imediatamente superior a essa.

Para determinar as classes de qualidade a serem aplicadas nas inspeções de qualidade, esta norma considera os seguintes os métodos, conforme cada caso de aplicação: base no rendimento dos cortes limpos; base no número e na importância dos defeitos encontrados na peça; e base no uso final. O sistema de classificação por cortes limpos considera apenas uma face. O princípio deste sistema de classificação consiste em determinar e considerar, relativamente à peça inteira, aquelas partes livres de defeitos na face a ser classificada.

Neste caso, as áreas da superfície que não apresentem defeitos são examinadas e avaliadas como porções retangulares dispostas paralelamente às bordas da peça. O resultado (superfície limpa total obtida, o número e as dimensões das porções limpas) permite que a peça seja enquadrada em uma determinada classe.

API SPEC 2C: guindastes montados em pedestal offshore

Essa norma, editada pela American Petroleum Institute (API) em 2020, fornece os requisitos para o projeto, a fabricação e os ensaios de novos guindastes montados em pedestal offshore. Para os fins desta norma, os guindastes offshore são definidos como dispositivos de elevação giratórios e elevatórios montados em pedestal para transferência de materiais e pessoal de/ou para embarcações, barcaças e estruturas ou para transferência de materiais de/ou para o mar ou fundo do mar.

A API SPEC 2C:2020 – Offshore Pedestal-mounted Cranes fornece os requisitos para o projeto, a fabricação e os ensaios de novos guindastes montados em pedestal offshore. Para os fins desta norma, os guindastes offshore são definidos como dispositivos de elevação giratórios e elevatórios montados em pedestal para transferência de materiais e pessoal de/ou para embarcações, barcaças e estruturas ou para transferência de materiais de/ou para o mar ou fundo do mar.

As aplicações típicas podem incluir: as aplicações de exploração e produção de petróleo offshore e esses guindastes são normalmente montados em uma estrutura fixa (com suporte inferior), estrutura flutuante ou embarcação usada em operações de perfuração e produção; as aplicações a bordo em que os guindastes são montados em embarcações de superfície e são usados para mover carga, contêineres e outros materiais enquanto o guindaste está dentro de um porto ou área protegida; e as aplicações de embarcações de guindaste em que os guindastes são normalmente montados em embarcações em forma de navio, semissubmersíveis, barcaças ou embarcações marítimas do tipo autoelevatória especializadas em levantamento de cargas pesadas e / ou exclusivas para construção, assentamento de tubos, energia renovável, salvamento e aplicações submarinas em ambos os portos e águas offshore.

A figura abaixo ilustra alguns (mas não todos) dos tipos de guindastes cobertos por esta norma (ver Introdução). Embora existam muitas configurações de guindastes montados em pedestal cobertas no escopo desta norma, não se destina a ser usado para o projeto, fabricação e teste de turcos ou dispositivos de escape de emergência. Esta norma não cobre o uso de guindastes para aplicações de salvamento de vidas ou para o lançamento e recuperação de unidades subaquáticas tripuladas, como sinos de mergulho ou submersíveis.

Conteúdo da norma

1 Escopo. . . . . . . . . . . . .  . 1

2 Referências normativas.  . . . . . . 1

3 Termos, definições, acrônimos, abreviações, unidades e símbolos.  . . . . . . . . . . . . 3

3.1 Termos e definições. . . . . . . . . . . 3

3.2 Acrônimos e abreviações. .. . . . . 16

3.3 Unidades e símbolos. . . . . . . . . 17

4 Documentação. . . . . . . . . . . 22

4.1 Documentação fornecida pelo fabricante no momento da compra. . . . . . . . . . . . . . . . . 22

4.2 Informações fornecidas pelo comprador antes da compra…….22

4.3 Retenção de registros. .. . . . . . . . . . . . 23

4.4 Referências aos Anexos. . . . . . . . 23

5 Cargas. . .. . . . . . . . 23

5.1 Limites de trabalho seguro (Safe Working Limits – SWL)……..23

5.2 Componentes críticos.. . . . . . . . 24

5.3 Forças e carregamentos.. . . . . . . . . . . . 24

5.4 Cargas em serviço. . .. . . . . . . . . 24

5.5 Cargas fora de serviço. .. . . . . . . . . . 36

5.6 Vento, gelo e cargas sísmicas. . . . . 36

6 Estrutura. . . . . . . . . . . . . . 38

6.1 Geral. . . . . . . . . . . 38

6.2 Métodos de projeto. . . . . . . . 38

6.3 Conexões críticas.. . . . . . . . . 39

6.4 Base de suporte de pedestal, Kingpost e Crane. . . . . . 39

6.5 Exceções ao uso de AISC. . . . . . . . . . . . . . 40

6.6 Fadiga estrutural. . .. . . . . . . 40

7 Mecânico. . . .. . . . . . . . . . . . 40

7.1 Ciclos de trabalho de máquinas e cabos de aço . . . 40

7.2 Componentes Críticos de Rigging. .. . . . . 45

7.3 Elevação, elevação da lança, telescopagem e dobragem…….. 53

7.4 Mecanismo de giro. . . . . . . . . 58

7.5 Central elétrica. . .. . . . . . . . 63

8 Avaliações. . . .. . . . . . . . . 64

8.1 Geral. . . . . . . . . . . . . . . 64

8.2 Classificação de carga e gráficos de informações. . . . . . 66

9 Condições de sobrecarga bruta.. . . . . 68

9.1 Geral. .. . . . . . . . . . . . . 68

9.2 Cálculos do modo de falha. . . . . . . . 68

9.3 Métodos de cálculo. .. . . . . . 69

9.4 Gráficos do modo de falha. . . . . . . 69

9.5 Sistema de proteção contra sobrecarga bruta (GOPS)………..69

10 Fatores humanos – saúde, segurança e meio ambiente………..70

10.1 Controles. .. . . . . . . . . 70

10.2 Cabines e gabinetes. . . . . . . . . 74

10.3 Requisitos e equipamentos diversos. …… . 76

11 Requisitos de fabricação. . . . . . . . . . . . . 80

11.1 Requisitos de material de componentes críticos. .. . . 80

11.2 Soldagem de componentes sob tensão crítica. ………. 84

11.3 Exame não destrutivo de componentes críticos. . . 85

12 Validação de projeto por meio de ensaios. . . . 87

12.1 Validação de projeto. . . . . . . . . . . 87

12.2 Certificação. .. . . . . . . . . . . . . 88

12.3 Ensaios operacionais. . . .. . . . . . . . . . 88

13 Guindastes de instalação temporária (TICs……. . . 88

14 Marcação. . .. . . . . . . . . . . . . 88

Anexo A (informativo) Informações adicionais fornecidas pelo comprador. . . . . . . . . . . . . . . . 90

Anexo B (informativo) Comentário. .. . . . 92

Anexo C (informativo) Exemplo de lista de componentes críticos. . . . . . . . . . . . . . . 112

Anexo D (normativo) Classificação Submarina. . . . 113

Anexo E (normativo) Métodos de cálculo do cilindro. . . 118

Anexo F (informativo) Exemplo de cálculos………….. 119

Bibliografia… . . . . . . . . . 133