Posse na Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)

abq

João Mário Csillag, presidente da ABQ

Tomaram posse em uma cerimônia realizada na Fiesp no dia 28 de novembro os acadêmicos que fazem parte da ABQ. Não compareceram ao evento os acadêmicos José Paulo Silveira, Iris Bento da Silva, José Israel Vargas, Dorothea Fonseca Furquim Werneck e Reinaldo Dias Ferraz de Souza e, por motivo de saúde de sua esposa, Heitor Augusto de Moura Estevão. Também por motivo de saúde não pode comparecer Sérgio Ephim Mindlin, que representaria o seu pai, o acadêmico in memoriam José Ephim Mindlin. Conheça abaixo o perfil resumido dos acadêmicos que receberam um diploma e as homenagens dos convidados:

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Evandro Lorentz

Engenheiro e Matemático pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais. ASQ Fellow, ASQ/CQE e CQA. Fundador e Primeiro Chair da International Member Unit (ASQ/IMU) brasileira. Consultor e Professor de Pós-Graduação em Cursos de Especialização. Autor de livro sobre qualidade.

Basilio Dagnino

ASQ Fellow. CQP & Fellow, CQI (Londres). Co-fundador do 1º curso de pós-graduação em Qualidade na Universidade Católica de Petrópolis. Primeiro Gerente Técnico da Fundação Nacional da Qualidade, de 1991 a 1997. Juiz, examinador, instrutor e consultor de modelos de excelência do Prêmio Nacional da Qualidade e outros prêmios.

Francisco Paulo Uras

Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. ASQ Fellow, ASQ/CQE, CQA e CMQ-OE. Palestrante do Programa de Educação Continuada da Fundação Getúlio Vargas – SP, de 2001 a 2009. Membro do Comitê Critérios de Excelência e Instrutor dos Cursos da Fundação Nacional da Qualidade. Consultor para implantação do Modelo de Excelência da Fundação Nacional da Qualidade.

Fábio Braga

Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Ex-vice-presidente de Engenharia e Qualidade da TRW do Brasil. Ex-Professor do Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade da Universidade Estadual de Campinas. Gerente de Relações Institucionais da SAE BRASIL. Membro da ASQ.

Ariosto Farias Junior

Engenheiro Civil. Instrutor, Examinador e Examinador Sênior do Prêmio Nacional da Qualidade, desde 1992 até 2010. Consultor em Gestão da Qualidade e Segurança da Informação. Membro do comitê ABNT/CB 25. Líder da Delegação do Brasil em Comitês da ISO em diversas oportunidades. Instrutor da ISO.

João Mário Csillag

Engenheiro pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, Mestre e Doutor em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, Professor Titular e Ex-Chefe do Departamento de Produção, Logística e Operações Empresariais da mencionada Escola de Administração de Empresas. Juiz do Prêmio Nacional da Qualidade. Autor do livro “Análise do Valor”. Prêmio Qualidade Banas 2000. É o atual presidente da ABQ.

Marcio Migues

Engenheiro, Pós-graduado pela FGV e FDC. Coordenou por 13 anos cursos de pós-graduação em qualidade, atuando como professor no Brasil e no exterior. Examinador do Prêmio Nacional da Qualidade. Executivo da área automotiva, com 38 anos de experiência. Atual Presidente eleito do Instituto da Qualidade Automotiva.

Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto

Engenheiro pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, Master of Science pela Universidade Stanford, Califórnia, Doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, onde é professor aposentado. Presidente da Fundação Carlos Alberto Vanzolini de 1982 a 1987, Juiz do Prêmio Nacional da Qualidade e do Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão, Prêmio Qualidade Banas 1999, Professor de Mestrado e Doutorado da Universidade Paulista. Autor de vários livros.

Eduardo Vieira da Costa Guaragna

Engenheiro Mecânico e Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. ASQ Senior, CQE, CQM-OE, CRE, CQA. Ex-presidente do Conselho das Partes Interessadas do Movimento Brasil Competitivo. Juiz do Prêmio Nacional da Qualidade e Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade, do qual também é diretor. Consultor, Professor de MBA e Especialização. Autor do livro Desmistificando o Aprendizado Organizacional, Qualitymark.

Paulo Afonso Lopes da Silva

Estatístico pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Engenheiro pelo Instituto Militar de Engenharia. É também PhD pela Florida Tech/USA. Atua na ASQ, CQE CQA, CRE como e Senior Member. Autor do livro “Probabilidades e Estatística”, também em espanhol. Professor de Qualidade na Universidade de Wisconsin (2002) e no FIT (2002-2007), EUA.

Jorge Gerdau Johannpeter

Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do Governo Federal, do Movimento Todos pela Educação e do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade.

Carlos de Mathias Martins (in memoriam)

Foi Engenheiro Eletricista formado pela Escola Politécnica da USP. Primeiro Superintendente da Fundação Prêmio Nacional da Qualidade (1991/97), hoje Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Participou ativamente de instituições voltadas à Gestão e à Qualidade tais como American Society for Quality, Associação Brasileira de Normas Técnicas e Prêmio de Qualidade do Governo Federal.

Eliezer Arantes da Costa

Engenheiro em Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA e Doutor pela Universidade l de Campinas UNICAMP. Trabalhou na Companhia Vale do Rio Doce, em pesquisa operacional, e na Promon em sistemas da qualidade e em planejamento estratégico. Hoje atua como consultor de empresas em planejamento estratégico e na implantação de sistemas da qualidade. É autor do livro “Gestão Estratégica – Da empresa que temos para a empresa que queremos”, já na sua segunda edição.

Edson Pacheco Paladini

Professor Titular do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorado em Engenharia de Produção. Consultor, instrutor e professor de cursos de graduação e pós-graduação na área de Gestão da Qualidade. Autor de 11 livros nesta área.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Jornalista profissional, estudou geologia na Universidade de São Paulo, jornalismo na Faculdade Casper Libero, palestrante com cursos de especialização, jurado de prêmios da qualidade e meio ambiente, autor de quatro e-books e atua em comunicação interna e externa.

José Joaquim do Amaral Ferreira

Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Master of Science pela Stanford University, Mestre e Doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, onde é Professor em Engenharia de Produção. Diretor de Certificação e Vice-Presidente da Fundação Carlos Alberto Vanzolini, Vice-Presidente da IQNet International Certification Network, Membro do Board da SB Alliance, Conselheiro do CONSIC da FIESP.

Ozires Silva

Engenheiro Aeronáutico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA. Foi idealizador e primeiro Presidente da Embraer, Presidente da Petrobrás e de várias outras empresas, Ministro da Infraestrutura e é atualmente Reitor do Centro Universitário Monte Serrat de Santos, São Paulo. Trabalha com o Grupo ÂNIMA Educação, que se esforça para criar um novo sistema educacional para o país, buscando transformá-lo pela Educação.

José Ribeiro da Costa (in memoriam)

Foi Engenheiro Nuclear. Professor da COPPE na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Mestrado em Engenharia Nuclear. Professor Visitante na Univesity of California Los Angeles/USA, do curso Nuclear Engineering, em 1969. Lecturer e Perito dos Cursos Internacionais Regionais da IAEA (1978/81). Organizador do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear (1977/78) e do Conselho Brasileiro de Energia Nuclear (1980/96, sendo também seu Presidente).

Ilcon Miranda Costa

Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, atuante na área da qualidade automotiva desde 1965. Ex-membro de comissões da Qualidade nas entidades ANFAVEA, COBEI e MERCOSUL, da Reguladora-SBC e do CBC. Fundador da Associação Brasileira de Controle da Qualidade e do Instituto da Qualidade Automotiva. Professor dos cursos ABCQ (CQE, CRE, CQA e Auditor do SGQ). Auditor e consultor.

Élcio Anibal de Lucca

Administrador Público e de Empresas pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, graduado e mestrado. Presidente do Conselho Curador da Fundação Nacional da Qualidade por duas vezes. Presidente da Serasa por 20 anos, empresa tricampeã do PNQ e do Prêmio Ibero-Americano. Atualmente é Presidente do Conselho do Movimento Brasil Competitivo, Presidente da SHIFT – Lideres Empresarias e Consultor Independente de Empresas e Entidades. Autor do livro Gestão para um Mundo Melhor.

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Compras de Natal

 Six Sigma: o livro de bolso do Black Belt

The Certified Six Sigma Black Belt Handbook é uma publicação que está em sua segunda edição, que foi revisada e atualizada para refletir as mais recentes atualizações da Metodologia Six Sigma. Ela ajuda aos profissionais a conseguir a ASQ Certified Six Sigma Black Belt Body of Knowledge (BOK). Tendo como autores, T. M. Kubiak e Donald W. Benbow, esse e-book busca aperfeiçoar a atuação do Black Belt nos programas Six Sigma, já que é um profissional que possui completo conhecimento teórico e prático da metodologia, incluindo ferramentas estatísticas e da qualidade e técnicas lean e está envolvido em projetos de melhoria que visem ganhos elevados. Na publicação usam-se conceitos para a formação de Black Belts com ampla aceitação internacional e já está adaptado à realidade nacional.

Fim de ano já é sinônimo de aumento no faturamento no comércio devido à festividade natalina e recebimento do décimo terceiro salário. Mas nessa época há também um crescimento na quantidade de reclamações nos Procons e nos escritórios de advocacia. A advogada Viviane Flores, especialista em direito do consumidor, afirma que alguns cuidados simples, mas que a maioria das pessoas desconhece, podem evitar uma série de problemas. “Muitas vezes é difícil acertar o tamanho certo do sapato, cor preferida, ou até mesmo correr o risco de presentear com algo que a pessoa já possua. Então, para evitar desgastes e garantir o direito à substituição, o consumidor precisa exigir que essa informação conste na nota fiscal ou recibo de compra, especificando eventuais restrições, como dia da semana em que a troca poderá ser efetuada, prazo, condições da embalagem”, explica.

As lojas não são obrigadas a efetuar troca de produtos se não houver defeitos (vícios, nos termos do Código de Defesa do Consumidor). “Caso haja algum impedimento para que o produto possa ser utilizado de forma adequada, ao fim que se destina, o consumidor deve entrar em contato com o fornecedor ou assistência técnica autorizada para solucionar o problema”, orienta a advogada. Quando um produto durável apresentar vício aparente, de fácil constatação, o prazo para reclamar é de até 90 dias. “De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, o fornecedor terá 30 dias para solucionar. Se a questão não for resolvida nesse período, o comprador poderá escolher entre a troca do produto por outro em perfeitas condições de uso, o desconto proporcional do preço, ou a devolução da quantia paga, monetariamente atualizada”, explica Viviane.

O que também é muito comum acontecer nessa época são os atrasos na entrega de mercadorias ou o consumidor receber algo diferente do que foi adquirido. Nesse caso, o consumidor pode aceitar outro produto, prestação de serviço equivalente ou a devolução do valor pago atualizado. “Até a solução definitiva, o Procon-SP aconselha a realização do pagamento, para que o seu nome não sofra nenhum tipo de apontamento e cadastros no SCPC ou Serasa”, aconselha a especialista. Segundo dados do Ibope, pessoas que tenham renda de R$ 3 mil a R$ 4.499 mensais, compram através da internet. Esse número cresce para 27% na classe A. “A tendência é o aumento de compras via web nos meses de novembro e dezembro, porque muitas pessoas não estão dispostas a enfrentar filas nos shoppings, ruas e centros comerciais”, explica Viviane Flores.

No entanto, o consumo através desses meios faz com que as pessoas possam levar algo que não lhe agradem. Nem sempre as imagens ilustradas são semelhantes ao produto comprado e a partir deste momento, começa a decepção. O Código do Consumidor garante também, para compras feitas através da internet, telefone e catálogo, o retorno imediato dos valores pagos pelo produto que apresente defeitos ou que seja diferente do que foi apresentado, com correção monetária. Essa garantia é pertinente devido o abuso que muitas empresas cometiam no passado, ilustrando algo que não condizia com a realidade. Devido a vulnerabilidade e a falta de conhecimento, muitos ainda caem em propagandas enganosas. Entretanto, a lei resguarda o direito de desistir da compra dentro de um prazo de até sete dias, sem justificativa. “Ao receber o produto, a pessoa pode devolvê-lo independente da existência de algum defeito”, afirma a advogada. Essa lei não vale para produtos adquiridos dentro do estabelecimento comercial. Neste caso, o consumidor pode analisar visualizar, palpar, e experimentar, portanto, a troca só é garantida em lei quando existem defeitos.

Os desafios da prática do home office

Dúvidas sobre normas técnicas? A solução está no Gênius Respostas Diretas

O cliente Target pode conhecê-lo e acessá-lo sem custo com cinco respostas à sua escolha. Para acessar o Gênius Resposta direta, clique aqui.Baseado no FAQ, sigla em inglês correspondente a Frequently Asked Questions ou Questões Frequentemente Formuladas, o Target Gênius Resposta Direta é basicamente um conjunto de perguntas mais comuns sobre um determinado assunto nas normas técnicas, acompanhadas das respectivas respostas ou indicações de onde procurá-las, e serve como uma tentativa de facilitar a vida dos clientes, que podem encontrar suas respostas antes mesmo de fazer a pergunta.

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Ainda que trabalhar em casa possa parecer a opção ideal para os brasileiros que querem ganhar tempo e dedicar mais tempo à vida pessoal, a realidade mostra que mais de 60% das pessoas que praticam o home office afirmam ter contratempos com filhos e familiares. E não é só isso que atrapalha: a má postura, uma consequência gerada por escritórios improvisados (fator que afeta um terço dos profissionais) pode provocar problemas de saúde a longo prazo. Conexões instáveis de internet, falta de equipamentos de escritório e até mesmo ter que lidar com animais de estimação foram mencionados como obstáculos à produtividade daqueles que trabalham em casa. Essas são as principais descobertas de uma pesquisa mundial realizada pela Regus, a maior fornecedora de soluções para espaços de trabalho. A pesquisa contou com a participação de pelo menos 24.000 profissionais em mais de 90 países, incluindo o Brasil.

“É natural que os profissionais queiram aproveitar os benefícios das práticas flexíveis de trabalho para fugir do trânsito e optar por horários de sua preferência, melhorando assim o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal”, comenta Guilherme Ribeiro, diretor geral da Regus no Brasil. “A pesquisa revela que um ambiente profissional próximo de casa é melhor do que trabalhar em casa. Só assim é possível evitar o desgaste com a família, além de projetar uma imagem mais profissional. Trabalhar em casa pode afetar a concentração e a produtividade”.

Na opinião dos profissionais brasileiros, os três maiores obstáculos de trabalhar em casa são: crianças e/ou familiares que exigem atenção (64%); dificuldade de concentração em questões do trabalho (44%); crianças, familiares e animais de estimação que atrapalham as ligações telefônicas (44%); também há fatores importantes ligados à questão da saúde: 32% dos entrevistados reclamaram de má postura da coluna que ocasiona dores ao trabalhar em home office, devido a instalações inapropriadas.

Uma boa postura é essencial para que o profissional não sofra de males como LER-Dort (lesão por esforço repetitivo); a ausência de uma mesa apropriada para o trabalho também é um problema para dois quintos dos entrevistados (41%); no total, 15 problemas diferentes foram identificados como obstáculos que prejudicam um maior rendimento no trabalho em casa. “Trabalhar em casa está se popularizando cada vez mais, no entanto conforme os profissionais passam por essa experiência vão descobrindo também as desvantagens. A vida pessoal precisa se adaptar às atividades profissionais, e isso nem sempre é fácil. Além das descobertas da pesquisa da Regus, há declarações de pessoas que trabalham em casa e se sentem solitários, alienados e desligados dos seus colegas. Aparentemente, o contato visual com outras pessoas no ambiente de trabalho também tem um papel importante no crescimento e promoção dos profissionais, de modo que aqueles que trabalham em casa são podem ser esquecidos ou subestimados, até mesmo em empresas que estimulam ativamente o trabalho em casa, ainda que ocasionalmente”, acrescenta Ribeiro. “O mais preocupante é saber que um terço dos entrevistados reclamou da má postura, em consequência de um escritório improvisado em casa. A pesquisa destaca que trabalhar em casa pode não proporcionar um ambiente profissional, e sem os devidos cuidados  pode ser prejudicial a saúde”.

Há muitos anos eu faço essa prática na minha vida profissional. Se há dificuldades, não tenham dúvidas, mas quem quer supera esses obstáculos. Por exemplo, tenha um expediente e feche o escritório ao final dele. Mesmo trabalhando em casa, não é saudável nem produtivo para a maioria das pessoas considerar-se 24h por dia a serviço. Mantenha seu escritório em uma área separada, e estabeleça rotinas e horários para estar nele ou não. Não há problema em fazer horas extras, desde que elas não sejam rotina. Igualmente, limite o espaço do seu escritório doméstico: O ideal é ter seu próprio cômodo, mas se não for possível, monte o escritório ao longo de uma ou duas paredes, com prateleiras instaladas acima da escrivaninha. Invista em um biombo ou outra forma de divisória – a separação de espaços vale este pequeno investimento. E capriche no isolamento acústico. Se você atende por telefone seus clientes ou parceiros de negócios freqüentemente, os sons típicos dos demais ocupantes da sua casa podem colocar a perder toda a boa impressão de profissionalismo que você trabalha tão duro para merecer.

Da mesma forma, os sons da sua atividade no escritório não devem atrapalhar a vida dos demais ocupantes da casa. Também, é ideal dispor racionalmente os móveis e objetos. Deve-se pensar no modelo adotado por um piloto de avião comercial: os instrumentos mais importantes para seu trabalho estão localizados exatamente à frente da sua posição usual de trabalho, e os demais ficam dispostos radialmente a partir deste núcleo, de modo que ele se desloca o mínimo possível para realizar seu trabalho. Não esconda dentro de armários distantes as ferramentas que você usa no dia a dia, nem desperdice o espaço das áreas mais nobres à frente da sua posição de trabalho. Por fim, não esqueça da ergonomia e segurança: mesmo se o seu orçamento para montar o escritório doméstico for limitado, estabeleça (e cumpra) um plano para dotar-se de condições confortáveis de trabalho tão cedo quanto possível. Trabalhar em uma cadeira dura e fixa, numa sala escura sem janelas, com uma mesa que não foi feita para receber um teclado e um mouse, e com o computador, a impressora, o fax e o ventilador ligados em uma única tomada reduz sua produtividade, sua segurança e sua motivação. Ou seja, conquiste seu espaço: se as pessoas ficam entrando no seu escritório doméstico para usar o computador, a impressora, o grampeador ou o telefone, sua concentração vai por água abaixo, junto com a disponibilidade das suas ferramentas de trabalho – sem contar com o risco de alguém derrubar refrigerante no seu teclado quando estava dando só uma olhadinha no seu e-mail.

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Brasil: a imensa carga tributária e o retorno desses recursos à população

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cargaO Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) realizou um estudo denominado “Estudo sobre a carga tributária/PIB X IDH” e chegou a alguns resultados expressivos: entre os 30 países com a maior carga tributária, o Brasil continua sendo o que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados em prol do bem estar da sociedade; a Austrália, seguida dos Estados Unidos, da Coréia do Sul e do Japão, são os países que melhor fazem aplicação dos tributos arrecadados, em termos de melhoria da qualidade de vida de seus cidadãos; o Brasil, com arrecadação altíssima e péssimo retorno desses valores, fica atrás, inclusive, de países da América do Sul, como Uruguai e Argentina. O trabalho teve por objetivo mensurar os 30 países de mais elevada carga tributária (arrecadação tributária em relação à riqueza gerada -PIB) e verificar se os valores arrecadados estariam retornando para a sociedade, através de serviços de qualidade, que viessem a gerar bem estar à população. Para tanto, foram utilizados dois parâmetros, para esse tipo de comparação: A Carga Tributária (arrecadação em relação ao PIB), que obtivemos junto à OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, referente ao ano de 2011 (última atualização) e também o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, conforme dados da PNUD – (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), com o índice final também para o ano de 2011.

Importante saber que a carga tributária é a relação percentual obtida pela divisão do total geral da arrecadação de tributos do país em todas as suas esferas (federal, estadual e municipal) em um ano, pelo valor do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, a riqueza gerada durante o mesmo período de mensuração do valor dos tributos arrecadados, sendo, como exemplo, no Brasil:

Ano de 2011                                                     Em R$ mil

ARRECADAÇÃO TRIBUTÁRIA                R$ 1.492.000

PIB                                                                       R$ 4.142.800

Carga Tributária                                             36,02%

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa de riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros fatores para os diversos países do mundo. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população, especialmente bem-estar infantil. O índice foi desenvolvido em 1990 pelo economista paquistanês Mahbubul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD, em seu relatório anual. O IDH é um índice que serve de comparação entre os países, com o objetivo de medir o grau de desenvolvimento econômico e a qualidade de vida oferecida à população. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais. O IDH vai de 0 (nenhum desenvolvimento humano) a 1 (desenvolvimento humano total). Quanto mais próximo de 1, pode-se afirmar que esse país é o que atingiu maior grau de desenvolvimento.

IRBES – ÍNDICE DE RETORNO DE BEM ESTAR À SOCIEDADE

Para se atingir o objetivo do estudo, foi providenciada a criação de um índice que pudesse demonstrar o nível de retorno à população dos valores arrecadados com tributos, em cada país. O IRBES – Índice de Retorno De Bem Estar à Sociedade, é resultado da somatória da carga tributária, ponderada percentualmente pela importância deste parâmetro, com o IDH, ponderado da mesma forma.

CLIQUE NA FIGURA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

METODOLOGIA DO ESTUDO

O ranking foi determinado pela ordem decrescente do valor calculado referente ao IRBES de cada país. Quanto maior o valor deste índice, melhor é o retorno da arrecadação dos tributos para a população. O IRBES é decorrente da somatória do valor numérico relativo à carga tributária do país, com uma ponderação de 15%, com o valor do IDH, que recebeu uma ponderação de 85%, por entendermos que o IDH elevado, independentemente da carga tributária do país, é muito mais representativo e significante do que uma carga tributária elevada, independentemente do IDH. Assim sendo, entendemos que o IDH necessariamente deve ter um peso bem maior para a composição do índice.

Agrotóxicos irregulares no Brasil

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Uma denúncia de um gerente da Anvisa detonou uma série de problemas quanto à liberação de agrotóxicos proibidos no país. A partir daí, algumas medidas foram tomadas para a suspensão da comercialização dos produtos, cujas condições de realização das avaliações toxicológicas estão sob apuração e foram devidamente determinadas e seguiram os trâmites normais em cumprimento da legislação. Soma-se a isso uma pesquisa do Idec que comprovou o uso de agrotóxico irregular no Brasil. Para verificar se os resíduos de agrotóxicos persistem nos alimentos mesmo depois de processados, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) enviou para análise 53 amostras de produtos feitos à base de frutas e outros vegetais.  Esse tipo de avaliação, hoje em dia, restringe-se aos alimentos in natura.

Entre maio e julho deste ano, foram avaliados alimentos semi-processados ou pouco processados (sucos, geleias, caldas e conservas) à base de morango, uva, abacaxi e pepino. Além disso, foi identificada uma série de irregularidades no rótulo dos produtos. No teste realizado pelo Idec, somente uma amostra apresentou resultado insatisfatório. O pepino em conserva da marca Luca apresentou resíduos de um inseticida e acaricida de alta toxidade – parationa-etílica (0,07 mg/kg) -, que não possui registro no Brasil e é proibido em vários países. Apesar de pontual, o problema é gravíssimo. Segundo o Ministério da Agricultura, pecuária e Abastecimento (MAPA), a substância não pode ser utilizada em nenhuma cultura, seja ela alimentícia ou não. A geleia de morango da marca Vega também apresentou resíduo de agrotóxico, mas ele é autorizado e a quantidade estava dentro do limite legal. Embora pouco presentes em alimentos processados, os resíduos podem estar na matéria-prima desses produtos, como têm apontado os monitoramentos do governo federal. “Há uma lacuna grave na fiscalização, sobretudo se pensarmos que as pessoas continuam a consumir produtos sem saber o que eles trazem”, afirma Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec.

Estudos da Anvisa  apontam que cerca de 30% dos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros estão irregulares em relação à presença de agrotóxicos: ou têm resíduos acima do limite permitido ou foram produzidos com venenos não autorizados. Ainda pouco se sabe sobre o perigo dos agrotóxicos, no consumo de alimentos, para a saúde humana. Mas é importante também levar em conta a sua cadeia de produção. Conforme dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológica (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz, os agrotóxicos são a segunda principal causa de intoxicações no país – atrás apenas de medicamentos – com 4.789 casos registrados em 2010 (boa parte deles, provavelmente, são de trabalhadores rurais).

Das 53 amostras, 18 (34%) apresentam alguma irregularidade. Um dos problemas mais grave ocorreu com quatro produtos (Geleia Carrefour de pêssego, morango e uva e Geleia dos Monges de morango), que declaram incorretamente não conter glúten, enquanto consta da lista de ingredientes a utilização de fibra de trigo, fonte dessa proteína. A legislação obriga o alerta sobre a presença ou ausência de glúten, porque a sua ingestão por celíacos, mesmo que em quantidade mínima, pode desencadear atrofia das vilosidades intestinais, causando diarreia persistente, fadiga, dentre outros sintomas. Outro problema foi o uso de expressões como “100% natural” e “não contém conservantes”, verificadas em dois produtos. Embora não sejam autorizadas pela Anvisa e possam ser consideradas enganosas do ponto de vista do Código de Defesa do Consumidor, essas frases são frequentes nas embalagens de alimentos industrializados.

Quando bem utilizados, os agrotóxicos impedem a ação de seres nocivos, sem estragar os alimentos. Porém, se os agricultores não tiverem alguns cuidados durante o uso ou extrapolarem no tempo de ação dos agrotóxicos, eles podem afetar o ambiente e a saúde. Hoje, o Brasil é um dos maiores compradores de agrotóxicos do mundo e as intoxicações por essas substâncias estão aumentando tanto entre os trabalhadores rurais por ficarem expostos, como entre pessoas que se contaminam por meio da ingestão desses alimentos. Alguns estudos já relataram a presença de agrotóxicos no leite materno, o que poderia causar defeitos genéticos nos bebês nascidos de mães contaminadas. Os agrotóxicos são substâncias químicas, como herbicidas, pesticidas, hormônios e adubos químicos, utilizadas em produtos agrícolas e pastagens, com a finalidade de alterar a sua composição e assim preservá-los da ação danosa de seres vivos ou substâncias nocivas.

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A verdade sobre o aquecimento global

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Felipe Bottini

Já experimentou a sensação de entrar em um carro que ficou muito tempo exposto ao sol? O calor que se sente é resultado do “efeito estufa” dentro do veículo. O calor entra, mas não pode sair e assim, o interior do automóvel fica aquecido. Nosso planeta está sujeito à mesma lei da física e graças aos gases de efeito estufa (que promovem a retenção do calor), podemos viver! A falta de vapor de água e gases de estufa e até mesmo da própria atmosfera, leva outros planetas a terem diferenças de temperatura de 200 graus Celsius das áreas expostas ao sol para as áreas de sombra. Assim, o dia é escaldante e a noite gélida, sendo a vida impossível.

O aquecimento global possibilita extremos mais próximos e homogeneização das temperaturas, sendo condição fundamental para a manutenção da vida. O problema que se vive hoje é que, o ideal projetado de concentração de CO2 na atmosfera para a manutenção da vida é da ordem de 250 a 280 ppm (partes por milhão) – níveis verificados antes da revolução industrial. A revolução industrial nos ensinou, entre outras coisas, a obter energia pela queima de combustíveis fósseis e em pouco mais de cem anos a concentração de CO2e na atmosfera passou para 390 ppm. Estima-se que a partir da concentração de 450 ppm existe o risco de entrarmos em um ciclo irreversível, chamado de “feedback positivo”. Nele o aumento de temperatura impede que mares e florestas absorvam CO2 da atmosfera, consequentemente a temperatura aumenta, o que leva a dificuldade maior da natureza sequestrar o carbono e assim por diante.

O assunto é de extrema urgência. Desde o estabelecimento da UNFCCC e do Protocolo de Quioto – criados internacionalmente para combater o aquecimento global, as emissões de gases de efeito estufa não diminuíram. As previsões do IPCC são de que as emissões médias do planeta durante esse centenário, não sejam superiores a 18 GToneladas ano a ano. As emissões atuais são superiores a 40 Gtoneladas. Esse é o tamanho do desafio que os negociadores enfrentam ano a ano na Conferência das Partes. Para piorar, o efeito não é sentido uniforme ou regularmente. Ao contrário de colocar o dedo na tomada, onde facilmente aprende-se a lição, nas questões climáticas, quando se sente o choque pode não haver mais tempo para reagir. Fato é que o mundo não vai acabar. A decisão que devemos tomar é se queremos aprender com nossos próprios erros e agir racionalmente para aumentar nossas chances como espécie de sobreviver ou se vamos lançar à sorte nossa própria existência e continuar negando os fatos.

Felipe Bottini é economista pela USP com especialização em Sustentabilidade por Harvard, consultor senior e cofundador da Green Domus Desenvolvimento Sustentável, Neutralize Carbono e consultor especial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Produtos químicos: os riscos para a saúde, segurança e meio ambiente

O gerenciamento de risco aos produtos para a saúde

Mauricio Ferraz de Paiva

O grande problema no mercado brasileiro em relação aos produtos para saúde está relacionado com os pirateados ou contrabandeados. A falsificação de produtos traz riscos ao consumidor. A pirataria de produtos como brinquedos, CDs, tênis, roupas, relógios, material esportivo, cigarros, perfumes, peças de automóveis, canetas, lâmpadas, preservativos, roupas de marcas e até medicamentos colocam em risco a saúde e a segurança dos consumidores. Além do risco à saúde, o consumidor não possui nenhuma garantia sobre os produtos pirateados. Quem compra produto pirata deve estar ciente de que pode ter prejuízo financeiro irreversível. Isto porque os produtos piratas são vendidos por camelôs que não emitem nota fiscal e não costumam dar nenhum tipo de garantia. No caso de medicamentos, por exemplo, podem ser feitos com substâncias como iodo, álcool etílico e até metanol. Essas substâncias podem provocar uma série de doenças como reações alérgicas, botulismo e hepatite. Clique no link para mais informações.

Ao estampar o prazo de validade em embalagens de alimentos, medicamentos e cosméticos, o fabricante garante que até a data especificada o produto mantém as características e propriedades que se esperam dele, desde que respeitadas as condições adequadas de armazenamento. Da mesma forma, todos os produtos químicos utilizados como insumos por quaisquer tipos de indústrias vêm acompanhados das especificações de suas características físicas e químicas, garantidas pelo fabricante por prazo determinado, desde que convenientemente armazenados. Se em relação aos medicamentos e cosméticos existe um guia da Anvisa que define os parâmetros a serem utilizados para a determinação dos prazos de validade desses tipos de produtos, o mesmo não ocorre em relação aos produtos químicos. Diante disso, e para não correrem riscos, elas atribuem prazos que garantam as características físicas e químicas dos seus produtos baseando-se nos parâmetros de estudos de estabilidade da indústria farmacêutica, que os tem já mundialmente consagrados.

Em consequência, a indústria que utiliza insumos químicos se desfaz deles esgotados os prazos de validade, mesmo ciente de que em boa parte dos casos o produto comportaria uma validade adicional. Esse descarte desnecessário tem implicações ambientais muito sérias e causa prejuízo que refletem no preço do produto que chega ao consumidor. Esses problemas poderiam ser contornados ou minimizados com o estabelecimento de um guia específico para determinar a validade real de produtos químicos, que servisse de orientação às empresas produtoras. Nele, estariam especificados os parâmetros a serem utilizados na determinação correta de prazos de validade, possibilitando ainda uma uniformização de critérios.  E mais, os parâmetros adotados deveriam possibilitar a realização de análises periódicas que possam garantir a definição de um prazo de validade adicional ao do vencimento, chamado comumente de prazo de reteste, que permitiria estender a utilização do produto quando possível.

lucianaÀ elaboração desse guia se propôs a engenheira de alimentos, com mestrado e doutorado em engenharia química, Luciana Rodrigues Oriqui, que foi orientada pelo professor Milton Mori, no programa de doutorado do Departamento de Engenharia de Processos (Depro) da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp. A pesquisa foi proposta ao orientador do trabalho pelo doutor em engenharia química Pedro Wongtschowski, CEO do Grupo Ultra, que atuou como coorientador e co-supervisor do trabalho, que teve a ajuda financeira da Oxiteno S.A. O professor Mori considera que a experiência de Luciana, que atuou no mercado industrial por cerca de 15 anos, foi fundamental para o desenvolvimento do estudo.

Há uma norma, a NBR 14725-2 de 08/2009 – Produtos químicos – Informações sobre segurança, saúde e meio ambiente – Parte 2: Sistema de classificação de perigo (clique no link para mais informações) que estabelece critérios para o sistema de classificação de perigos de produtos químicos, sejam eles substâncias ou misturas, de modo a fornecer ao usuário informações relativas à segurança, à saúde humana e ao meio ambiente. Aplica-se a todos os produtos químicos (substâncias químicas puras e suas misturas). Essa parte da norma se aplica a todos os produtos químicos (substâncias químicas puras e suas misturas). Já em relação à motivação do trabalho, a pesquisadora diz que o tema tomou maior vulto quando pesquisas de campo revelaram demanda acentuada por estudos de estabilidade específicos para o segmento de produtos químicos. Esta constatação era corroborada por outra: a indústria química vem passando no mundo todo por um período bastante particular de readequação em função da implementação do regulamento europeu Registration, Evaluation, Authorization and Restriction of Chemicals (REACH), que pretende uma abordagem integrada a respeito do controle de fabricação, importação e uso de substâncias químicas na Europa. No Brasil, além da necessidade de se adequar à extensa quantidade de informações solicitadas pelo REACH, a indústria química se ressente da falta de um guia de estabilidade específico em que se possa orientar. As exigências da globalização atendem assim inclusive uma demanda nacional.

Com o objetivo de elaborar esse guia específico que permita a definição de prazo de validade, o denominado shelf life para a indústria química, a pesquisadora visitou empresas brasileiras dos segmentos químico, alimentício, cosmético e farmacêutico, com vistas à compreensão de como são realizados por elas os estudos de estabilidade de seus produtos, porque a partir deles é que são definidos os prazos de validade. Ela chegou então à conclusão de que a indústria farmacêutica deveria servir de base para a elaboração do guia pretendido, por possuir em geral métodos mais bem definidos relacionados à estabilidade e que mostram como a qualidade de um produto se altera com o tempo sob influência de fatores como temperatura, umidade e luz. As visitas de campo levaram a pesquisadora a detectar que atualmente ocorre a tendência de a indústria química adotar nesses estudos os Guias de Boas Práticas do International Conference on Harmonisation of Technical Requirements for Registration ofe Pharmaceuticals for Human Use, o ICH, apesar deles se destinarem especificamente aos produtos farmacêuticos. Segundo ela, aparentemente há uma correlação deste com o Sistema REACH, que procura reunir informações sobre segurança. Entre as exigências, o REACH obriga a apresentação de classificação e de rotulagem, orientação de uso seguro e relatório de segurança química, sendo várias das informações solicitadas oriundas da realização de estudos de estabilidade.

Diante desse quadro e a partir da utilização como referência dos guias ICH, específicos para indústrias farmacêuticas, Luciana propõe a elaboração de um Guia de Estabilidade para Produtos Químicos em que são apresentados metodologias e parâmetros para a definição de prazo de validade e de definição de prazo de validade adicional, ou prazo de reteste, desde que o produto ainda atenda a pré-requisitos mínimos estipulados. “A possibilidade do estabelecimento de um prazo de validade adicional representa uma redução do impacto ambiental causado pelo descarte de produtos químicos com prazo de validade teoricamente vencidos, mas que ainda atendam as especificações mínimas de qualidade e aplicabilidade”, acrescenta.

Na tese, Luciana apresenta as etapas a serem seguidas, ou seja, os tipos de testes que devem ser realizados nos estudos de estabilidade, que por sua vez definirão prazos de validade de produtos químicos. No pós-doutorado, já iniciado, ela está realizando os testes de laboratório em quatro produtos químicos voltados para distintos segmentos industriais, de forma que as conclusões possam ser transpostas para outras substâncias com que guardem determinadas semelhanças. A tese deve resultar em livro, em trabalhos práticos e na publicação de um guia para utilização pelas indústrias químicas.

Segundo a proposta, os prazos de validade em questão estariam amparados em adequações dos estudos de estabilidade já adotados para as indústrias farmacêuticas e de cosméticos brasileiras, formulados em função das características específicas da zona climática em que se encontra o Brasil. A utilização de parâmetros da indústria farmacêutica também se justifica pelo fato de seus estudos de estabilidade se situarem entre os mais rigorosos e bem regulados do mercado.

A autora entende que, com um guia de estabilidade específico para o setor – que apresente uma metodologia capaz de prorrogar o prazo de validade para produtos que mantiverem as especificações mínimas exigidas após o prazo inicialmente proposto –, a indústria química poderá evitar o atual desperdício que impacta o mercado e as empresas. Os estudos de estabilidade propostos no guia também deverão tornar-se fonte de referências e informações sobre a segurança dos produtos químicos, constituindo suporte para as indústrias químicas brasileiras no atendimento das exigências do REACH, garantindo-lhes mercados exportadores.

Na perspectiva da autora, para fins de estudos de estabilidade e proposição de prazos de reteste, a indústria química poder ser subdividida em quatro categorias, cujo critério de agrupamento seria o segmento de mercado atendido: farmacêutica, cosméticos, alimentos e de outros segmentos como, por exemplo, o do petrolífero, de couro, de tintas, de defensivos agrícolas. Deste modo, diz ela, as indicações poderiam atender especificidades características de cada um destes grupos. Com efeito, a partir das diretrizes mencionadas no trabalho, ela já iniciou uma nova etapa que consiste na aplicação prática dos conceitos e parâmetros indicados com vistas à obtenção de uma base de dados representativa de cada um dos segmentos mencionados. O propósito é o de estabelecer novos limites de extrapolações específicos para cada um dos segmentos ou até, se for o caso, definir parâmetros específicos para subdivisões que possam vir a ser sugeridas em cada uma das quatro categorias mencionadas.

“Os dados da pesquisa apontam para a relevância do desenvolvimento de um manual sobre estudos de estabilidade voltados para a indústria química que aborde, de forma prática, a partir de dados laboratoriais, para cada categoria, as diversas etapas dos estudos, tais como, critérios de seleção de lotes, estudos de foto estabilidade, análise de impurezas, testes de embalagens e de transporte, análises estatísticas e aplicação de prazos de retestes, entre outros”, enfatiza. A pesquisadora entende que, para maior objetividade e aplicabilidade, o manual em desenvolvimento deve contemplar estudos de caso através dos quais sejam detalhadas todas as etapas a serem seguidas.

Quanto à norma NBR 14725, constitui parte do esforço para a aplicação do Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) de informação de segurança de produtos químicos perigosos. O sistema unificado de classificação de perigos de produtos químicos tem como intuito ser simples e transparente, permitindo uma distinção clara entre as diferentes categorias de perigo, facilitando assim o procedimento de classificação. Para muitas categorias, os critérios são semiquantitativos ou qualitativos, sendo que o julgamento por especialistas é necessário para interpretação de dados com fins de classificação. Os critérios de rotulagem de substâncias e misturas, conforme os critérios de classificação definidos nessa parte da ABNT NBR 14725, encontram-se especificados na ABNT NBR 14725-3. A elaboração dessa parte da norma foi embasada nas seguintes premissas básicas do GHS: a necessidade de fornecer informações sobre produtos químicos perigosos relativos à segurança, à saúde e ao meio ambiente; o direito do público-alvo de conhecer e de identificar os produtos químicos perigosos que utilizam e os perigos que eles oferecem; a utilização de um sistema simples de identificação, de fácil entendimento e aplicação, nos diferentes locais onde os produtos químicos perigosos são utilizados; necessidade de compatibilização deste sistema com o critério de classificação para todos os perigos previstos pelo GHS; a necessidade de facilitar acordos internacionais e de proteger o segredo industrial e as informações confidenciais; a capacitação e o treinamento dos trabalhadores; e a educação e a conscientização dos consumidores.

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