Prepare-se: a ISO 14001:2015 está quase pronta para ser publicada

14001

A revisão de uma das normas mais populares do mundo para a gestão ambiental, a ISO 14001, mudou-se para o estágio de Final Draft International (FDIS). Isto significa que os países membros têm até dia 02 de setembro para votar e comentar antes da sua publicação prevista para o final de setembro.

Na verdade, as normas ISO devem passar, a cada cinco anos, por um processo de revisão, a fim de definir se norma deve ser mantida, aprimorada ou até cancelada. A ISO 14001 teve sua publicação inicial em 1996 e foi revisada em 2004. Em 2011, teve início um novo processo de revisão, que resultará na versão final em 2015.

O principal objetivo da ISO 14001 é permitir que as organizações estabeleçam processos para gerenciar o risco ambiental, reduzindo o consumo de recursos naturais e custos operacionais, tendo um compromisso de melhoria contínua de seu desempenho ambiental. Ou seja: as ações extremamente necessárias e urgentes para o Planeta.

Atualmente, atingir um equilíbrio entre o ambiente, a sociedade e a economia é considerado essencial para atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas necessidades. O desenvolvimento sustentável como um objetivo é alcançado através do equilíbrio dos três pilares da sustentabilidade.

As expectativas da sociedade para o desenvolvimento sustentável, transparência e responsabilidade têm evoluído com a legislação cada vez mais rigorosa, as crescentes pressões sobre o meio ambiente decorrentes da poluição, ineficiência da utilização de recursos, gestão de resíduos inadequada, alterações climáticas, degradação dos ecossistemas e perda da biodiversidade.

Isso tem levado as organizações a adotar uma abordagem sistemática à gestão ambiental por implementação de sistemas de gestão ambiental com o objetivo de contribuir para o meio ambiente, um pilar para a sustentabilidade.

O objetvo da norma de gestão ambiental é o de proporcionar às organizações uma estrutura para proteger o ambiente e responder às mudanças das condições ambientais em equilíbrio com as necessidades sócio-econômicas. Ele especifica requisitos que permitam uma organização para atingir os resultados pretendidos que ela estabelece para a seu sistema de gestão ambiental.

Uma abordagem sistemática à gestão ambiental pode fornecer à alta administração as informações para construir o sucesso em longo prazo e criar opções para contribuir para o desenvolvimento sustentável; proteger o ambiente através da prevenção ou mitigação de impactos ambientais adversos; mitigar o potencial efeito adverso das condições ambientais sobre a organização; auxiliar a organização no cumprimento de obrigações de conformidade; melhorar o desempenho ambiental; controlar ou influenciar a forma como os produtos e serviços da organização são concebidos, fabricados, distribuídos e consumidos e depois eliminados usando uma perspectiva de ciclo de vida que pode prevenir os impactos ambientais; alcançar os benefícios financeiros e operacionais que podem resultar da aplicação de alternativas ambientalmente corretas que fortaleçam a posição de mercado da organização; e comunicar a informação ambiental aos interessados diretos.

A norma fala do sucesso de um sistema de gestão ambiental que depende do comprometimento de todos os níveis e funções da organização, liderada pela alta administração. As organizações podem aproveitar as oportunidades para
prevenir ou mitigar os impactos ambientais adversos e melhorar os impactos ambientais benéficos, particularmente aqueles com implicações estratégicas e competitivas.

A alta administração pode tratar eficazmente seus riscos e oportunidades de integração da gestão ambiental nos negócios e nos processos da organização, realizando o direcionamento estratégico e a tomada de decisão, alinhando-as com outras prioridades de negócios, e incorporando a governança ambiental no seu sistema de gestão global. A demonstração de sucesso da implementação da ISO 14001 pode ser usada para assegurar às partes interessadas que um sistema de gestão ambiental eficaz está funcionando.

Duas organizações podem realizar atividades semelhantes, mas podem ter diferentes obrigações de conformidade, os compromissos na sua política ambiental, tecnologias ambientais e metas de desempenho ambiental, mas ambas podem estar em conformidade com os requisitos da norma. O nível de detalhe e a complexidade do sistema de gestão do ambiente variarão dependendo do contexto da organização, o âmbito do seu sistema de gestão ambiental, a sua conformidade às obrigações e a natureza de suas atividades, produtos e serviços, incluindo os seus aspectos ambientais e impactos ambientais associados.

A norma adota o modelo Plan-Do-Check-Act. A base para a abordagem subjacente a um sistema de gestão ambiental é fundada no conceito de Plan-Do-Check-Act (PDCA). O modelo PDCA fornece um processo iterativo utilizado pelas organizações para alcançar a melhoria contínua. Ele pode ser aplicado a um sistema de gestão do ambiente e para cada dos seus elementos individuais.

Ele pode ser descrita brevemente como segue.

– Plan: estabelecer os objetivos ambientais e processos necessários para fornecer os resultados de acordo com a política ambiental da organização.

– Do: implementar os processos conforme o planejado.

– Check: monitorar e medir processos conforme a política ambiental, incluindo os seus compromissos, os objetivos ambientais e os critérios operacionais e relatar os resultados.

– Act: fazer ações buscando constantemente a melhoria.

A Figura 1 mostra como o quadro introduzido na norma pode ser integrado a um modelo PDCA, que pode ajudar os usuários novos e existentes para compreender a importância de uma abordagem sistêmica.

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ambiental 1

Esta norma não inclui os requisitos específicos de outros sistemas de gestão, tais como os de qualidade, saúde ocupacional e segurança, energia ou gestão financeira. No entanto, permite que uma organização possa usar uma abordagem comum e pensamento baseado no risco para integrar o seu sistema de gestão ambiental com os requisitos de outros sistemas.

Contém os requisitos utilizados para avaliar a sua certificação. Uma organização que pretenda demonstrar conformidade com esta norma internacional pode fazê-lo: fazendo uma autodeterminação e autodeclaração; ou buscando conformidade por partes interessadas na organização, tais como clientes; ou buscar a conformidade por meio de uma autodeclaração por uma parte externa à organização; ou buscar certificação do seu sistema de gestão ambiental de terceira part.

O Anexo A fornece informações explicativas para evitar erros de interpretação dos requisitos da presente edição da norma. O Anexo B mostra uma ampla correspondência técnica entre a edição anterior e essa edição. As diretrizes para a implementação da gestão ambiental estâo incluídas na norma ISO 14004.

Nesta norma, as seguintes formas verbais são usadas:

– “Deve” indica um requisito;

– “Deverá” indica uma recomendação;

– “Pode” indica uma permissão;

– “Poderá” indica uma possibilidade ou capacidade.

As informações identificadas como “NOTA” destinam-se a auxiliar a compreensão ou utilização do documento. “Notas a entrada” é usado na cláusula 3 para fornecer informações adicionais que complementam os dados terminológicas e podem conter disposições relativas à utilização de um termo. Os termos e as definições na Cláusula 3 são organizadas em ordem conceitual, com um índice alfabético fornecida no final do documento.

Contéudo (tradução livre)

Prefácio…………v

Introdução……..vi

1 Escopo………1

2 Referências normativas..1

3 Termos e definições…….1

3.1 Termos relacionados com a organização e liderança…1

3.2 Termos relacionados com o planejamento……………. 2

3.3 Termos relacionados com suporte e operação……….. 4

3.4 Termos relacionados com a avaliação de desempenho e melhoria .. 5

4 Contexto organizacional………………………………………6

4.1 Compreendendo a organização e seu contexto…………6

4.2 Compreendendo as necessidades e as expectativas das partes interessadas ……..6

4.3 Determinando o escopo do sistema de gestão ambiental……. 6

4.4 Sistema de Gestão Ambiental……….7

5 Liderança……………………………..7

5.1 Liderança e compromissomitment..7

5.2 Política Ambiental…………….7

5.3 Regras organizacionais papéis, responsabilidades e autoridades……..8

6 Planejamento……….8

6.1 Ações para enfrentar os riscos e as oportunidades…8

6.1.1 Geral………………8

6.1.2 Aspectos ambientais……….9

6.1.3 Obrigações de conformidade…..9

6.1.4 Ação de planejamento………..9

6.2 Planejamento ambiental e objetivos para alcançá-los…………….10

6.2.1 Objetivos ambientais……………..10

6.2.2 Ações de planejamento para alcançar os objetivos ambientais………..10

7. Suporte………..10

7.1 Recursos……10

7.2 Competência………….11

7.3 Consciência…………….11

7.4 Comunicação……….11

7.4.1 Geral………..11

7.4.2 Comunicação interna……………12

7.4.3 Comunicação externa…………….12

7.5 Informação documentada………12

7.5.1 Geral……………12

7.5.2 Criação e atualização……..12

7.5.3 Controle da informação documentada………12

8 Operação………..13

8.1 Planejamento operacional e controle………….13

8.2 Preparação para emergências e responsabilidades…….13

9 Avaliação do desempenho………………………………..14

9.1 Monitoramento, medição, análise e avaliação….14

9.1.1 Geral………………………14

9.1.2 Avaliação de conformidade….14

9.2 Auditoria interna……………..15

9.2.1 Geral……………….15

9.2.2 Programa de auditoria interna…………………..15

9.3 Revisão do programa de gestão………………15

10 Melhoria………………………………………16

10.1 Geral……………………………………….16

10.2 Não conformidade e ação corretiva…………..16

10.3 Melhoria contínua……………………. 17

Anexo A (informativo) Orientação para o uso desta norma…….. 18

Anexo B (informativo) Correspondência entre a ISO 14001: 2015 e ISO 14001: 2004……………………. 32

Bibliografia………………….34

Índice alfabético de termos….35

Conteúdo em inglês

ambiental 3

O escopo da norma especifica os requisitos para um sistema de gestão ambiental que uma organização pode usar para melhorar o seu desempenho ambiental. Destina-se a ser utilizada por uma organização que procura gerir as suas responsabilidades ambientais de uma forma sistemática, de maneira a contribuir para a sustentabilidade.

Ajuda uma organização a alcançar os resultados pretendidos do seu sistema de gestão ambiental, oferecendo mais valor ao meio ambiente, à própria organização e às partes interessadas. Coerentes com a política ambiental da organização, os resultados pretendidos de um sistema de gestão ambiental incluem: melhoramento do desempenho ambiental; cumprimento das obrigações de conformidade; e a realização dos objetivos ambientais.

Esta norma é aplicável a qualquer organização, independentemente do tamanho, tipo e natureza, e se aplica aos aspectos ambientais das suas atividades, produtos e serviços que a organização determina que pode controlar ou influenciar considerando uma perspectiva do ciclo de vida. Não prescreve critérios específicos de desempenho ambiental. Pode ser utilizada no todo ou em parte para melhorar sistematicamente a gestão ambiental. As reivindicações de conformidade com esta Norma Internacional, entretanto, não são aceitáveis, a menos todas as suas exigências sejam incorporadas no sistema de gestão ambiental de uma organização e satisfeitas sem exclusão.

Tabela B.1 – Correspondência entre ISO 14001: 2015 e ISO 14001: 2004

ambiental 2

Transição

O International Accreditation Forum, Inc. (IAF) fornece uma orientação para a transição da ISO 14001:2004 e ISO 14001:2015 que foi elaborada com a cooperação do ISO/TC 207/SC 1 para prestar assessoria aos interessados sobre o regime de transição a ser considerado antes de implementar a ISO 14001:2015. Foram identificadas as atividades que devem ser considerados pelas partes interessadas e aumentar a compreensão do contexto da ISO 14001:2015. A revisão introduzirá alterações significativas e será publicado em setembro de 2015.

A norma é baseada no anexo SL das diretivas ISO, uma estrutura de alto nível (high-level structure – HLS) que padroniza os títulos, as subcláusulas, o texto principal, os termos comuns e as definições essenciais para melhorar a compatibilidade e o alinhamento com outras normas de sistemas de gestão ISO. O IAF e o ISO Committee on Conformity Assessment (CASCO) concordaram em um período de transição de três anos a partir da publicação da ISO 14001:2015. A Resolução IAF 2014-11 foi aprovada pela Assembleia Geral da IAF em Vancouver em 17 de outubro 2014 endossando um período de transição de 3 anos para ISO 14001: 2015.

Assim, as certificações ISO 14001:2004 só serão válidas em até três anos a partir da publicação da ISO 14001:2015. O prazo de validade da certificação com a norma ISO 14001: 2004 emitido durante o período de transição deve corresponder ao final do período de transição de três anos.

Às organizações que usam a ISO 14001:2004 recomenda-se a tomar as seguintes ações: identificar as lacunas da organização que precisam ser abordadas para atender aos novos requisitos; desenvolver um plano de implementação; proporcionar a formação e a sensibilização adequadas para todas as partes que têm um impacto sobre a eficácia da organização; atualizar o sistema de gestão ambiental existente para atender aos requisitos revistos e verificar a sua eficácia; e, se for caso disso, assegurar o contato com o seu organismo de certificação para arranjos de transição.

Para o IAF, ocorreram várias mudanças estratégicas na nova norma. Por exemplo, a Gestão Ambiental Estratégica, havendo um aumento da proeminência da gestão ambiental dentro dos processos de planejamento estratégico da organização. Um novo requisito para compreender o contexto da organização foi incorporado para identificar e alavancar oportunidades para o benefício tanto da organização como do ambiente.

Uma particular atenção é sobre questões ou alteração das circunstâncias relacionadas com as necessidades e expectativas das partes interessadas (incluindo os requisitos regulamentares) e as condições ambientais locais, regionais ou globais que podem afetar ou ser afetados por, a organização. Uma vez identificada como uma prioridade, as ações para mitigar o risco adverso ou explorar oportunidades benéficas estão integrados no planejamento operacional do sistema de gestão ambiental.

Liderança – Para garantir o sucesso do sistema, uma nova cláusula foi adicionada que atribui responsabilidades específicas para aqueles em papéis de liderança para promover a gestão ambiental dentro da organização.

Proteção o meio ambiente – A expectativa sobre as organizações tem sido expandida para se comprometer com iniciativas proativas para proteger o ambiente de danos e degradação, de acordo com o contexto da organização. O texto revisto não define “proteger o ambiente”, mas observa que ela pode incluir a prevenção da poluição, a utilização sustentável dos recursos, as alterações climáticas mitigação e adaptação, a protecção da biodiversidade e dos ecossistemas, etc.

Desempenho ambiental – Há uma mudança de ênfase no que diz respeito à melhoria contínua, desde a melhoria do sistema de gestão para melhorar o desempenho ambiental. Consistente com a organização compromissos políticos da organização seria, conforme o caso, reduzir emissões, efluentes e resíduos aos níveis estabelecidos pela organização.

Pensamento voltado para o ciclo de vida – Além da exigência atual para gerenciar aspectos ambientais associados a produtos e serviços adquiridos, as organizações terão que estender seu controle e influência para os impactos ambientais associados ao uso do produto e de fim de vida tratamento ou eliminação. Isto não implica a obrigação de fazer uma avaliação do ciclo de vida.

Foi adicionado o item Comunicação, para o desenvolvimento de uma estratégia de comunicação com ênfase na igualdade de comunicações externas e internas. Isso inclui uma exigência de comunicação de informações consistente e confiável, e estabelecer mecanismos para as pessoas que trabalham sob o controle da organização para fazer sugestões sobre a melhoria do sistema de gestão ambiental. A decisão de comunicar externamente é retida pela organização, mas a decisão deve ter em conta os relatórios de informações exigidas pelos órgãos reguladores e às expectativas de outras partes interessadas.

Documentação – Refletindo a evolução dos sistemas informáticos e de nuvem para a execução de sistemas de gestão, a revisão incorpora o termo “informação documentada”, em vez de “documentos” e “registros”. Para alinhar com a ISO 9001, a organização vai manter a flexibilidade para determinar quando são necessários “procedimentos” para assegurar o controle efetivo do processo.

A ISO 14001 e a tecnologia verde

Daniela Albuquerque de Oliveira

A ISO 14001 é uma norma de sistema de gestão que permite às organizações prevenirem a poluição gerada durante suas atividades, tanto na fabricação de produtos quanto na prestação de serviços. Por meio da implementação dos requisitos da norma, a empresa consegue identificar os aspectos ambientais da sua operação, ou seja, quais são os elementos que interagem com o meio ambiente e qual o impacto gerado. Ao fazer essa análise, a empresa deve considerar a legislação ambiental aplicável e assim estabelecer controles operacionais que minimizem ou diminuam esses impactos no meio ambiente.

A implementação da ISO 14001 é o melhor caminho para uma empresa garantir o atendimento à legislação ambiental, evitando multas e estabelecendo processos para prevenir a poluição, tornando-se ambientalmente correta. Essa é uma questão crucial quando falamos da manutenção de data centers.

Por armazenar dados fundamentais para a operação de seus clientes, essas estruturas têm a premissa fundamental de operação constante. Além do alto consumo de energia elétrica, no caso de alguma pane, precisam de uma fonte de alimentação ininterrupta, um gerador que garanta o funcionamento. Os equipamentos alocados nesses centros de dados também precisam estar sob temperaturas precisas e controladas por meio de ar condicionados.

Estima-se que um data center utilize 100 vezes mais energia do que um escritório comum. Com o aumento na quantidade de data centers, esse tipo de negócio tornou-se um vilão das práticas ambientais, sendo responsável por quase 2% de toda a energia utilizada no mundo.

É nesse cenário que se iniciou nos últimos anos uma corrente voltada para a prática da TI Verde, que expressa a preocupação das empresas com o meio ambiente. Está ficando cada vez mais claro que se tornar verde é uma necessidade que as empresas precisam incorporar o quanto antes, se quiserem sobreviver economicamente.

WORKSHOP ISO 9001:2015

EVENTO GRATUITO

28 de novembro

Sorocaba – SP

mailingA ISO publicou o Draft International Standard (DIS) da ISO 9001 – Quality Management Systems, em um processo de que todas as normas da instituição são revisadas a cada cinco anos. E para se preparar para as mudanças a empresas certificadas devem procurar conhecer as alterações com um instrutor homologado pelo International Register of Certificated Auditors (IRCA). As principais alterações no novo projeto, principalmente em relacionar a importância crescente da gestão de risco, incluem: a mesma estrutura de alto nível usado por outras normas de sistemas de gestão que irá ajudar as empresas na execução de mais de um padrão, a identificação de riscos e controle de risco como requisitos da norma; a exigência da alta administração em assumir um papel mais ativo no alinhamento das políticas de qualidade com as necessidades do negócio; e uma série de mudanças na terminologia. Às organizações certificadas com a norma atual, ISO 9001:2008, será dado um período de transição de três anos após a nova versão ser publicada a fim de migrar para a nova edição.

Mais informações: Raquel: (15) 3228-2854 – raquel@consultoriaiso.com.br

Economia de recursos naturais, reciclagem dos equipamentos e elaboração de projetos modernos de sustentabilidade passaram a ser uma tendência. O processo de implementação de uma ISO 14001 em um data center é muito parecido com os de outras organizações. A grande particularidade é que os controles operacionais a fim de minimizar os impactos ambientais são mais complexos, como por exemplo aumento da eficiência energética da organização, indicação de novas formas de resfriamento, desenvolvimento de técnicas operacionais mais eficientes e adoção de métodos de reutilização de equipamentos, diminuindo o descarte desses materiais no meio ambiente.

Implementar esses controles – e outros necessários de acordo com a legislação – é um grande desafio das empresas que decidem adotar uma norma de gestão ambiental. Por esse motivo é importante seguir algumas etapas:

1.      Definir uma equipe responsável por esse projeto

2.      Elaborar a Política Ambiental da Empresa

3.      Definir Objetivos, Programas e Metas Ambientais consistentes com a Política Ambiental da empresa

4.      Identificar os Aspectos e os Impactos Ambientais e avaliar esses impactos em relação ao risco que oferecem ao meio ambiente

5.      Identificar, Avaliar e Monitorar a Legislação Ambiental Aplicável

6.      Elaborar Controles Operacionais a fim de minimizar ou mitigar o impacto ambiental detectado

7.      Garantir que todos os envolvidos sejam competentes para desempenhar as atividades

8.      Definir métodos para resposta à possíveis emergências

9.      Estabelecer Indicadores para monitorar o atendimento aos Objetivos Ambientais da Empresa

10.  Realizar auditorias internas a fim de avaliar a conformidade com os requisitos implementados

11.  Analisar Criticamente os dados do sistema de gestão a fim de identificar pontos de melhorias a serem implementados

12.  Realizar Auditoria Externa por um Organismo de Certificação Acreditado para receber o certificado da ISO 14001.

A companhia precisa passar por todas as etapas acima e estar em conformidade com os critérios da norma ISO 14001. Além dos requisitos normativos, alguns itens importantes a serem observados ao iniciar um projeto de implementação da ISO 14001 são: adequação à todas as licenças obrigatórias relativas ao negócio; levantamento de pendências ambientais em órgãos municipais, estaduais e federais; avaliação do passivo ambiental; elaboração de planos para eliminar as pendências ambientais; e a adoção de práticas para evitar novos passivos ambientais.

Muitas são as vantagens que uma empresa pode obter com a certificação ISO 14001, como o aumento da eficiência energética, a redução de cus com melhoria na performance dos processos da organização aliado a um menor consumo de recursos naturais, e o aumento da qualidade dos produtos, serviços e processos. Ainda deve ser considerada uma melhoria na imagem da empresa perante o mercado e a consequente conquista de novos clientes.

O ISO 14001 ainda traz outros fatores interessantes para a empresa, como a implementação de ferramentas que identificam fontes de desperdício na refrigeração dos ambientes; redução de riscos de acidentes, de sanções legais e multas; redução do consumo de matérias-primas por meio da reciclagem; economia na utilização de consumo de papel e materiais de escritório; utilização de tecnologias que permitem maior vida útil dos equipamentos; redução da utilização de água e energia e utilização de fontes renováveis.

Outras vantagens passam pelo desenvolvimento de projetos de infraestrutura que dividem de forma eficiente os espaços da empresa a fim de possibilitar a melhor utilização dos recursos; investimento em projetos que reduzem as emissões de carbono; fornecedores homologados para gerar uma cadeia de fornecimento ambientalmente correta; e aumento das possibilidade de financiamentos, devido ao bom histórico ambiental.

Mais do que um modismo, a preocupação com o meio ambiente é uma questão de sobrevivência de negócios e do planeta. Com o processo de certificação ambiental, as companhias têm um método assertivo e garantido de cumprir as legislações e se comprometer com as melhores práticas verdes.

Daniela Albuquerque de Oliveira é coordenadora técnica da Templum Consultoria Online. Formada em Comunicação Social, pós-graduada em Gestão de Negócios pela Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (ESAMC), especializada em Sistemas de Gestão Integrada em ISO 9001:2008; ISO 14001:2004; OHSAS 18001:2008 e ISO 26000. Atua no mercado de Qualidade há oito anos.

ISO 14001: as modificações para 2015

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A ISO 14001 vai se adequar às diretrizes do comitê da ISO, o Joint Technical Coordenation Comittee. Este processo de criação de um comitê para estabelecer uma estrutura/modelo de alto nível teve por objetivo definir parâmetros mínimos que facilitam a integração das diversas normas de Sistema de Gestão. Essa diretriz facilita o uso das normas para um grande número de empresas já possuidoras de sistemas de gestão integrados, ou seja, sistemas de gestão que tratam de mais de uma disciplina, como qualidade, meio ambiente, segurança e saúde do trabalho, segurança da informação, etc. A intenção é que os requisitos de sistema de gestão sejam harmonizados e integrados nos processos da organização trazendo redução de custos de implementação e manutenção.

Na nova ISO 14001 com base nas diretrizes que cria a nova estrutura para sistema de gestão, foram criados novos itens e modificados outros. Confira abaixo (em inglês) as correspondências entre o ISO/DIS 14001:2014 e a ISO 14001:2004.

No item liderança, alguns pontos reforçam significativamente o rumo que o Sistema de Gestão Ambiental deve ter na organização. Por exemplo, o requisito de que a gestão ambiental faz parte dos processos críticos da emoresa. Este requisito é fundamental para assegurar que a gestão ambiental não seja uma atividade marginal, mas sim esteja presente no coração da organização.

Outro requisito significativo é considerar a desempenho ambiental no planejamento estratégico da Organização. Esta inserção relaciona os processos ambientais com o planejamento global da Organização e seus recursos. Finalmente são propostas deste rascunho alterações no item Liderança, para envolvimento da alta direção com o Sistema de Gestão Ambiental, mesmo mantendo a condição de a alta direção delegar responsabilidade e autoridade em alguns requisitos.

As organizações vêm aplicando a ISO 14001 para o gerenciamento e melhoria de seus impactos ambientais. O rascunho apresenta uma abrangência que coincide com as necessidades atuais das organizações em analisar e agir no seu negócio e gerenciar o impacto das mudanças do meio ambiente que afeta ou pode ser afetado pela organização. Por exemplo, as adaptações por mudanças climáticas, emissões de gases de efeito estufa, questões relacionadas com segurança patrimonial e disponibilidade de recursos naturais, etc.

Há um item Risco associado com ameaças e oportunidades, dizendo que a organização deve determinar o risco associado com as ameaças e oportunidades que precisa ser enviadas para: dar garantia de que o sistema de gestão ambiental pode atingir o resultado pretendido (s); evitar, ou reduzir, os efeitos indesejáveis​​, incluindo o potencial para condições ambientais externas para afetam a organização; e alcançar a melhoria contínua. Há um outro texto sobre essa revisão da norma nesse site no link https://qualidadeonline.wordpress.com/2014/07/17/isodis-14001-a-revisao-da-iso-14001-para-2015/

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A sustentabilidade na produção de couros conforme as normas técnicas

Comunicação interna e externa

A sua empresa tem uma assessoria de imprensa que está gerando conteúdo para a sociedade? O marketing de conteúdo (content marketing) tem o objetivo de atrair e reter clientes de forma consistente, por meio da criação e a manutenção de conteúdo relevante e valioso. Isso muda e melhora o comportamento dos consumidores e dos clientes . É um processo contínuo que está melhor integrado na estratégia global de marketing, e centra-se em possuir meios e não alugá-los. Basicamente, o marketing de conteúdo é a arte de se comunicar com seus clientes e prospects sem vender. É o marketing da não interrupção. Em vez de lançar seus produtos ou serviços, você entrega informação jornalística que faz com que o comprador fique mais inteligente. A essência dessa estratégia de conteúdo é a crença de que, se as empresas fornecem informações valiosas e consistentes para os compradores, eles vão devolver ao negócio fidelidade e lealdade. Faça um diagnóstico da sua comunicação interna e externa: hayrton@uol.com.br ou 11 9910-55304.

couro2

De acordo com dados da Food and Agriculture Organization (FAO), o Brasil é o quinto maior produtor de couro de bovinos, atrás dos Estados Unidos, Rússia, Índia e Argentina, e possui o segundo maior rebanho do mundo. Sua participação no rebanho mundial é de 11,2% e na produção total de couros,10,8%, e a produção de couros bovinos, do total de couro produzido, representa 66%.

O Brasil vem exportando uma média de 44.400.000 peles e 796 milhões de pares de calçados. Somando, o faturamento ultrapassou a marca de 4 bilhões de dólares sendo que os principais produtos fabricados foram, em relação a indústria de calçados: cabedal de couro (49%), plásticos montados (41%), cabedal têxtil (7%), injetados (2%) e outros (1%). E pela indústria de couros: Wet blue (58,19%), acabado (31,21%) , crust (9,89%) , salgado (0,72%).

A produção brasileira de couro se concentra na região Sul-Sudeste, que registra o maior número de curtumes e é responsável por cerca de 72% da produção total. Nos últimos anos, muitas indústrias migraram principalmente para a região Centro-Oeste atraídas pelos rebanhos e frigoríficos, incentivos fiscais, mão-de-obra mais barata e exigências menores de controle ambiental, o que resultou em um crescimento de 95% do rebanho entre 1990 e 1999, enquanto o Sudeste e o Sul registraram queda de 38% e 23%, respectivamente.

A produção de couros tem um impacto significativo no meio ambiente. Os principais aspectos ambientais a ser considerados são:

Consumo de Água: o volume utilizado pode variar mas em média, o consumo do setor brasileiro está estimado, segundo o Centro Tecnológico de Couro, SENAI – Rio Grande do Sul, em 25 – 30 m3 de água / t pele salgada.

Energia: os consumos mais significativos ocorrem na secagem dos couros, no aquecimento de água/banhos e equipamentos da estação de tratamento de efluentes, notadamente onde há processos aeróbios, com agitação vigorosa e nos fulões.

Utilização de produtos químicos: solventes, agentes branqueadores, cromo, alguns produtos já proibidos em países desenvolvidos devido sua alta toxicidade (DDT, hexaclorobenzeno, dieldrin), são exemplos de produtos químicos utilizados nas diferentes etapas do processo produtivo.

Efluentes líquidos: 65 a 70 % do volume dos despejos líquidos são provenientes das operações ribeira até a etapa de purga e possuem as seguintes características: são fortemente alcalinos e esbranquiçados (cal em excesso) e contém sebo, peles, tecido muscular, gordura e sangue em suspensão. Em solução, sais, proteínas e aminoácidos; e em menor quantidade, detergentes, aminas e alguns conservantes ou biocidas e inseticidas. Já o restante do volume dos despejos podem apresentar pH na faixa ácida, sólidos em suspensão, proteínas dissolvidas, cloreto de sódio, ácidos minerais (sulfúrico e clorídrico), orgânicos (láctico e fórmico), cromo e/ou taninos (orgânicos polifenólicos) e eventualmente alguns fungicidas em pequenas quantidades.

Emissões Atmosféricas: normalmente as emissões dos curtumes são compostos voláteis que geram odores as vezes perceptíveis fora dos limites da indústria e geram também problemas de saúde ocupacional.

Resídos sólidos: No estado de São Paulo, os maiores problemas ambientais apresentados pelos curtumes no que diz respeito aos resíduos sólidos são os resíduos curtidos e lodos de estações de tratamento, que podem conter teores significativos do cromo e outros poluentes, podendo contaminar o solo, as águas superficiais e subterrâneas. O quadro abaixo demonstra os principais aspectos e impactos ambientais do processo produtivo de curtumes.

Etapa Básica do Processo Poluição Aspecto Ambiental Emissão Impacto Ambiental Potencial Enquadramento Legal Principal (Estado de São Paulo)
Conservação e Armazenamento das Peles – “barraca” 1.Ar 2.Hídrica 3.Solo / Resíduos Sólidos 1. NH3 e COVs (1) 2. Eventuais líquidos eliminados pelas peles 3. Alguns pedaços / apêndices de peles e sal com matéria orgânica 1. Odor – incômodo ao bem estar público 2. Prejuízo à qualidade dos corpos d’água 3. Eventual contaminação do solo e de águas subterrâneas Poluição do ar: – Art. 2° e 3°, Inciso V do Decreto 8486/76 com redação dada pelo Decreto 15425/80. – Art. 33° do Decreto 8486/76 com redação dada pelo Decreto 15425/80. Poluição hídrica: – Art. 18° ou 19-A do Decreto 8486/76 com redação dada pelo Decreto 15425/80. – Art. 34° da Resolução CONAMA 357/05, alterada pela Resolução CONAMA 397/08. – Atendimento aos padrões de qualidade do corpo receptor, de acordo com sua classe, constantes nas legislações estadual e federal vigentes. – Observação: para lançamento de efluentes em corpos de água de classes 2 e 3 há necessidade de atendimento à Resolução SMA nº 3 de 22/02/2000. Poluição do solo / Resíduos sólidos industriais: – Art. 51° a 55° do Decreto 8486/76 com redação dada pelo Decreto 15425/80.
Ribeira 1.Ar 2.Hídrica 3.Solo / Resíduos Sólidos 1. H2S (1), NH3 e COVs 2. Banhos residuais de tratamento das peles e águas de lavagens intermediárias – carga orgânica e produtos químicos (sulfeto, sais diversos e outros). 3. Carnaça, pêlos, aparas / recortes e raspas de peles, sem e com produtos químicos 1. Odor – incômodo ao bem estar público 2. Prejuízo à qualidade dos corpos d’água 3. Eventual contaminação do solo e de águas subterrâneas
Curtimento 1.Hídrica 1. Banho residual de curtimento das peles – carga orgãnica e produtos químicos (cromo, taninos, sais diversos e outros). 1. Prejuízo à qualidade dos corpos d’água.
Acabamento 1.Ar 2.Hídrica 3.Solo / Resíduos Sólidos 1. COVs – dos solventes dos produtos aplicados 2. Banhos residuais de tratamento dos couros – carga orgânica e produtos químicos (cromo, taninos, corantes, óleos e outros). 3. Pó / farelo /serragem de rebaixadeira, recortes de couros curtidos, semi-acabados e acabados, pó de lixa, resíduos de produtos de acabamento (tintas resinas e outros). 1. Odor – incômodo ao bem estar público 2. Prejuízo à qualidade dos corpos d’água 3. Eventual contaminação do solo e de águas subterrâneas
(1) NH3 = gás amônia / COVs = Compostos Orgânicos Voláteis / H2S = gás sulfídrico
Fonte: Guia CETESB Produção Mais Limpa – Curtumes, ano 2005.

Dessa forma, os resíduos liberados ao longo da cadeia produtiva do couro, além de promover a destruição do ecossistema, e a degradação das terras, também causam danos à saúde humana, tais como: rinite e sinusite crônica, atrofia da mucosa nasal, alterações na pele, danos ao estômago, fígado e rins, choque cardiovascular e câncer. Existem vários exemplos de estudos em andamento que buscam soluções mais eficientes, e ambientalmente mais corretas para a indústria do couro. Apesar dos vários resultados promissores, quase sempre eles não são economicamente viáveis, ou então encontram obstáculos em questões como a logística, espaços para instalação dos tanques de armazenamento de água, entre outros.

Foram publicadas duas normas para a produção sustentável de couros: a NBR 16297 de 05/2014 – Couro – Diretrizes para implementação da NBR 16296 e a NBR 16296 de 05/2014 – Couro – Princípios, critérios e indicadores para produção sustentável. Os princípios estabelecidos na base normativa e aplicados a este sistema constituem a referência para a produção sustentável de couros, em cada uma das suas dimensões: econômica, ambiental e social.

Além disso, tem-se uma seção específica para tratar da gestão da sustentabilidade pela empresa. Os princípios de cada dimensão são desdobrados em critérios, que são a expressão dos requisitos que descrevem as práticas sustentáveis para a produção de couros e sistemas associados.

A verificação do cumprimento de cada critério é estabelecida mediante a avaliação do atendimento de um conjunto de indicadores específicos, que podem ser quantitativos ou qualitativos. Dependendo do tipo de processamento realizado na unidade produtiva (de pele crua a couro curtido, de couro curtido a couro acabado, pele crua a couro acabado, etc.), nem todos os indicadores serão aplicáveis ou estarão presentes. Contudo, será sempre necessário considerar todos aqueles pertinentes à situação local.

Assim, é definida uma estrutura hierárquica dos princípios, critérios e indicadores para cada uma das dimensões, que tem a função de estabelecer o monitoramento e a demonstração da produção sustentável de couros. A implementação de um critério é considerada atendida quando se demonstra que os seus respectivos indicadores são apropriadamente atendidos.

Por sua vez, um princípio é considerado implementado quando se confirma que os respectivos critérios são cumpridos. Finalmente, considera-se que a produção sustentável de couros de acordo com esta norma está implementada quando se evidencia que os princípios são cumpridos em todas as dimensões. A organização deve gerir de forma eficaz as questões de caráter econômico, ambiental e social, quer seja por um sistema de gestão próprio ou, preferencialmente, por um sistema certificado conforme as NBR ISO 9001, NBR ISO 14001 e NBR 16001.

A alta administração deve definir a política de sustentabilidade da organização e assegurar que a política seja apropriada à natureza, escala e impactos de suas atividades e que inclua: o comprometimento com o desenvolvimento sustentável, com a melhoria contínua e com a prevenção dos seus impactos negativos; com o atendimento aos requisitos legais aplicáveis e outros requisitos definidos pela organização; com o estabelecimento e revisão de seus objetivos e metas econômicas, ambientais e sociais; e que seja documentada, implementada, mantida, comunicada e disponível a todos os funcionários e partes interessadas.

Alguns indicadores importantes: existência de uma política de sustentabilidade documentada que atenda ao critério estabelecido; evidência da forma como a política é comunicada a todos que trabalhem na organização ou que atuem em seu nome, e as formas de disponibilizá-la para as partes interessadas. A organização deve planejar as suas atividades de forma a estabelecer e manter procedimentos para identificar os aspectos econômicos, ambientais e sociais de suas atividades, produtos ou serviços que tenham impactos significativos, bem como estabelecer e manter objetivos e metas documentados com enfoque na sustentabilidade, em cada nível ou função pertinentes à organização.

Indicadores importantes: evidência de que a organização assegura que os aspectos econômicos, ambientais e sociais significativos são levados em consideração no estabelecimento, implementação e manutenção de seu sistema de gestão; evidência do estabelecimento de objetivos econômicos, ambientais e sociais com metas quantificadas e com atribuição de responsabilidade para atingir os objetivos e metas em cada função e nível pertinentes da organização. A organização deve garantir a implementação e a operação de procedimentos para a condução adequada do seu sistema de gestão, incluindo os recursos e a definição de funções, responsabilidades e autoridades; a competência, treinamento e conscientização dos colaboradores; a comunicação com o público interno e externo; o controle de documentos e registros do sistema; o controle eficiente dos processos; a preparação e resposta a emergências.

Mais indicadores importantes: evidência de que a administração assegura a disponibilidade de recursos essenciais para estabelecer, implementar, manter e melhorar o sistema de gestão; evidência de que as funções, responsabilidades e autoridades estão definidas, documentadas e comunicadas visando facilitar uma gestão eficiente e eficaz; evidência de que são identificadas e providas as necessidades de treinamento associadas aos aspectos da gestão da sustentabilidade, incluindo a conscientização dos colaboradores quanto a: conformidade com a política de sustentabilidade e com os requisitos, aspectos econômicos, ambientais e sociais significativos e respectivos impactos reais ou potenciais, os benefícios provenientes da melhoria do desempenho pessoal, as funções e responsabilidades em atingir a conformidade com os requisitos estabelecidos e as potenciais consequências da inobservância de procedimento(s) especificado(s); evidência dos procedimentos para a comunicação interna entre os vários níveis e funções da organização, bem como com as partes externas interessadas; evidência do controle dos documentos requeridos pelo sistema de gestão, incluindo os procedimentos de aprovação, análise, atualização e reprovação de documentos, bem como do controle dos registros pertinentes; evidência de que as operações associadas aos aspectos econômicos, ambientais e sociais significativos são realizadas por meio de procedimentos documentados e com critérios operacionais estabelecidos; evidência da implementação de procedimentos para identificar potenciais situações de emergência e acidentes que possam ter impacto sobre a saúde e segurança do trabalhador e do meio ambiente, e como responder a estes.

couro

ISO/DIS 14001: a revisão da ISO 14001 para 2015

14001_1

A ISO disponibilizou o Draft International Standard (DIS) da ISO 14001 para comentários públicos. Em sua introdução, a norma especifica que atingir um equilíbrio entre os subsistemas ambientais, sociais e econômicos dentro do sistema global deve ser considerado essencial, a fim de atender às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atender suas necessidades. Este conceito dos “três pilares” da sustentabilidade é o objetivo do desenvolvimento sustentável.

14001

As expectativas da sociedade para o desenvolvimento sustentável, a transparência ea prestação de contas têm evoluído dentro do contexto de legislação cada vez mais rigorosa, crescentes pressões sobre o meio ambiente da poluição, e o uso ineficiente de recursos, gestão de resíduos, mudanças climáticas e degradação de ecossistemas e biodiversidade. Isto levou as organizações a adotar uma abordagem sistemática para a gestão ambiental, implementando os sistemas de gestão ambiental com o objetivo de contribuir para o “pilar ambiental” da sustentabilidade.

Objetivo de um sistema de gestão ambiental

O objetivo desta norma é fornecer às organizações uma estrutura sistemática para proteger o meio ambiente e responder às mudanças das condições ambientais em equilíbrio com as necessidades sócio-econômicas. A ideia é fazer isso especificando os requisitos para um sistema de gestão ambiental que permite a uma organização melhorar o desempenho ambiental por: desenvolver e implementar uma política e objetivos ambientais; realizar a identificação de aspectos de suas atividades, produtos e serviços que podem resultar em impactos significativos ambientais; estabelecer processos sistemáticos que consideram seu contexto, e ter em conta os seus aspectos ambientais, o risco associado com ameaças e oportunidades e as suas obrigações de conformidade; aumentar a consciência de sua relação com o meio ambiente; o estabelecimento de controles operacionais para gerenciar seus aspectos ambientais significativos e obrigações de compliance; a avaliação do desempenho ambiental e a tomada de ações, se necessário.

Uma abordagem sistemática à gestão ambiental pode proporcionar à alta gerência informações para construir o sucesso a longo prazo e criar opções para contribuir para o desenvolvimento sustentável: proteger o meio ambiente, prevenindo ou reduzindo os impactos adversos sobre ele; mitigar o potencial impacto adverso das condições ambientais sobre a organização; ajudar na conformidade com as obrigações de conformidade; melhorar o desempenho ambiental; controlar ou influenciar a forma como os produtos e serviços da organização são projetados, fabricados, distribuídos, consumidos e descartados usando uma perspectiva de ciclo de vida que pode impedir impacto ambiental a ser inadvertidamente desviado dentro do ciclo; conseguir benefícios financeiros e operacionais que podem resultar da implementação de alternativas ambientalmente saudáveis e que fortaleçam a posição de mercado da organização; a comunicação de informação ambiental para as partes interessadas relevantes.

Fatores de sucesso

O sucesso de um sistema de gestão ambiental depende do comprometimento de todos os níveis e funções da organização, liderada pela alta administração. Eles podem aproveitar as oportunidades para reduzir ou eliminar os impactos ambientais, particularmente aquelas com implicações estratégicas e competitivas. A alta administração pode tratar eficazmente essas oportunidades através da integração de gestão ambiental em seus processos de negócio, estratégia e tomada de decisão, alinhando-os com outras prioridades de negócio, e incorporando a governança ambiental em seu sistema global de gestão.

A demonstração da implementação bem sucedida desta norma internacional pode ser usada para assegurar às partes interessadas que um ambiente adequado de um sistema de gestão está ocorrendo. A adoção desta norma, no entanto, não garante por si só os ótimos resultados ambientais.

Duas organizações podem realizar atividades semelhantes, mas podem ter diferentes obrigações de conformidade, compromissos de política ambiental, o uso de tecnologias ambientais e metas de desempenho ambiental, mas ambas podem estar de acordo com os requisitos desta norma. O nível de detalhe e complexidade, a extensão da documentação e os recursos necessários para uma sistema de gestão ambiental irá depender de uma série de fatores, tais como o contexto da organização, o seu tamanho e localização, as suas obrigações de conformidade, o escopo do sistema, bem como a natureza de suas atividades, produtos e serviços, incluindo os seus aspectos e impactos ambientais potenciais.

A abordagem Plan, Do, Check e Act

A base para a abordagem subjacente a um sistema de gestão ambiental baseia-se no conceito de Shewhart de Plan, Do, Check e Act (PDCA) que se tornou popular por Deming. O modelo PDCA demonstra um processo interativo utilizado pelas organizações para alcançar a melhoria contínua. Ele pode ser aplicado a um sistema de gestão e para cada um dos seus elementos individuais. Ele pode ser descrita brevemente como segue.

Plan: estabelecer os objetivos e os processos necessários para fornecer resultados de acordo com o a política de organização.

Do: implementar os processos como o planejado.

Check: monitorar e medir os processos de acordo com a política da organização, incluindo os seus compromissos, objetivos e controles operacionais, e relatar os resultados.

Act: tomar as ações para o melhoramento contínuo.

Esta norma incorpora o conceito PDCA em um novo quadro, como mostrado na Figura 1.

14001_2

Figura 1 – Modelo de gestão ambiental dessa norma internacional

Conteúdo da norma (em inglês)

Foreword

0 Introduction

0.1 Background

0.2 Aim of an environmental management system

0.3 Success factors

0.4 Plan, Do, Check and Act approach

0.5 Contents of this International Standard

1 Scope

2 Normative references

3 Terms and definitions

4 Context of the organization

4.1 Understanding the organization and its

4.2 Understanding the needs and expectations of interested parties

4.3 Determining the scope of the environmental management system

4.4 Environmental management system

5 Leadership

5.1 Leadership and commitment

5.2 Environmental policy

5.3 Organizational roles, responsibilities and authorities

6 Planning

6.1 Actions to address risk associated with threats and opportunities

6.1.1 General

6.1.2 Significant environmental aspects

6.1.3 Compliance obligations

6.1.4 Risk associated with threats and opportunities

6.1.5 Planning to take action

6.2 Environmental objectives and planning to achieve them

6.2.1 Environmental objectives

6.2.2 Planning actions to achieve environmental objectives

7 Support

7.1 Resources

7.2 Competence

7.3 Awareness

7.4 Communication

7.4.1 General

7.4.2 Internal communication

7.4.3 External communication

7.5 Documented information

7.5.1 General

7.5.2 Creating and updating

7.5.3 Control of documented information

8 Operation

8.1 Operational planning and control

8.2 Emergency preparedness and response

9 Performance evaluation

9.1 Monitoring, measurement, analysis and evaluation

9.1.1 General

9.1.2 Evaluation of compliance

9.2 Internal audit

9.3 Management review

10 Improvement

10.1 Nonconformity and corrective action

10.2 Continual improvement

Annex A (informative) Guidance on the use of this International Standard

A.0 General

A.1 Scope

A.2 Normative references

A.3 Terms and definitions

A.4 Context of the organization

A.4.1 Understanding the context of the organization

A.4.2 Understanding the needs and expectations of interested parties

A.4.3 Scope of the environmental management system

A.4.4 Environmental management system

A.5 Leadership

A.5.1 Leadership and commitment

A.5.2 Environmental policy

A.5.3 Organizational roles, responsibilities and authorities

A.6 Planning

A.6.1 Actions to address risk associated with threats and opportunities

A.6.2 Environmental objectives and planning to achieve them

A.7 Support

A.7.1 Resources

A.7.2 Competence

A.7.3 Awareness

A.7.4 Communication

A.7.5 Documented information

A.8 Operation

A.8.1 Operational planning and control

A.8.2 Emergency preparedness and response

A.9 Performance evaluation

A.9.1 Monitoring, measurement, analysis and evaluation

A.9.2 Internal audit

A.9.3 Management review

A.10 Improvement

A.10.1 Nonconformity and corrective action

A.10.2 Continual improvement

Annex B (informative) Correspondence between ISO/DIS 14001:2014 and ISO 14001:2004

Annex C (informative) Alphabetical index of terms in Clause 3

Bibliography

Sustentabilidade e as perspectivas para 2014

Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade de Acordo com a NR 10 – Básico – A partir de 3 x R$ 554,02 (56% de desconto)

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Roberta Valença

O conceito básico de sustentabilidade já está um pouco mais difundido devido ao aumento de sua demanda nas empresas, que normalmente é gerado pela necessidade de novos caminhos para alcançar metas e objetivos. O principal papel no atingimento dessas metas é, sem dúvida, exercido pelos colaboradores, e com isso acreditamos que a grande aposta para 2014 é a educação para sustentabilidade.

Imagine se todos os colaboradores conseguissem enxergar, cada um dentro de sua área, um meio de viabilizar todos os itens de sua agenda por meio do funil da sustentabilidade? Isso só seria possível se construído uma visão de sustentabilidade ampliada e compartilhada por todos sobre o que é vital dentro desse tema para o negócio em questão.

Outro aspecto pertinente para este ano é o de se aprofundar nos temas técnicos, a sustentabilidade não tem uma receita de bolo que sirva a todo tipo de negócio. Os temas devem ser avaliados com a particularidade de cada mercado para surtir resultado satisfatório, estudos para áreas específicas como logística, tecnologia da informação, moda, bens de consumo etc. se fazem necessários para desenhar um balizador comum e fonte para futuros comparativos de evolução desses mercados. Existem alguns suplementos setoriais como o do setor financeiro, feito pelo GRI (Global Report Iniciative) – organização holandesa pioneira em sustentabilidade, que desenvolveu o relatório de sustentabilidade mais utilizado no mundo e o setorial de moda, feito pelo Uniethos – associação independente, sem fins lucrativos, dedicada integralmente à educação por meio do desenvolvimento de estudos, pesquisas e capacitação em Responsabilidade Social Empresarial. Esse tipo de iniciativa ajuda e muito no avanço das questões específicas relacionados a sustentabilidade.

E não menos importante que os citados acima, a Comunicação para a Sustentabilidade também é outro item que deve ser melhorado em 2014. Muitas empresas acabam aplicando “greenwashing” – quando uma empresa ou organização gasta mais tempo e dinheiro alegando ser “verde” através da publicidade e marketing do que realmente implementando práticas de negócios que minimizem o impacto ambiental, por má orientação ou por falta de informação.

O fato é que cada vez mais as contradições entre o ser e o parecer serão menos toleradas pelos consumidores, fornecedores, influenciadores de informação e todos os stekaholders envolvidos. A transparência é um pilar fundamental para qualquer empresa séria no mercado.

Mas, de nada valem todos esses esforços se a estratégia de sustentabilidade não estiver intimamente ligada à missão, visão e valores de cada organização. Acredito que essa ligação é a cola que une a real vontade de fazer diferente.

Roberta Valença é CEO da Arator.

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ISO Survey 2012

Segurança na Operação e Manutenção de Subestações e Cabines Primárias – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

iso

A ISO divulgou os resultados de sua pesquisa de 2012 sobre as certificações. O estudo anual mostra o número de certificados emitidos para as normas do sistema de gestão no ano passado. Um resumo das estatísticas é mostrado na tabela abaixo.

tabela

Os resultados da edição de 2012 revelaram um crescimento saudável em todos os sentidos para todas as certificações dos sistemas de gestão ISO, pois todass as sete normas mostraram um aumento em relação a 2011. De particular interesse é o salto significativo na segurança alimentar (ISO 22000) e gestão de energia (ISO 50001), e, em menor escla, no setor de dispositivos médicos (ISO/TS 13485).

A certificação ISO 9001, que estabelece os requisitos para sistemas de gestão da qualidade, permaneceu estável, ligeiramente acima de 2011. A Europa, em particular, mostrou um aumento em 3%. Os números relativos à tecnologia da informação e gestão ambiental também refletiram um progresso constante, com curvas de crescimento para a ISO/IEC 27001 e ISO 14001 subindo consistentemente desde o ano anterior.

Apenas em seu segundo ano, a ISO 50001 que trata da gestão de energia tem mostrado um crescimento impressionante (332 %), gerando entusiasmo especial na Europa e Sudeste da Ásia. Na verdade, essas duas regiões ainda estão mostrando a maior demanda por certificação em geral , apresentando quotas de mercado entre 25% e 55% para cada norma.

A Ásia se revelou como a região que mais cresceu mais uma vez na pesquisa deste ano. Estimulado pelo crescimento econômico contínuo e de produção industrial e de fabricação importante, a China continua no top 10 dos países para seis das sete normas abordadas neste estudo e é o líder incontestado do número de certificados emitidos para a ISO 9001, ISO 14001, ISO 22000 e ISO/TS 16949 (setor automotivo). No entanto, foi o Japão, que assumiu a liderança no setor de segurança da informação (ISO/IEC 27001), com cerca de 35% dos certificados emitidos, refletindo a importância da Tecnologia da Informação (TI) no país.

A certificação ISO/TS 16949 – uma adaptação dos requisitos da ISO 9001 para o setor automotivo – apresentou uma excelente taxa de crescimento, em grande parte devido à indústria automobilística forte nos EUA onde houve um crescimento em quase 20% do número total de certificados emitidos.

Finalmente, os resultados da pesquisa sugeriram que a nova política energética do governo alemão (a transição energética alemã, que foi implementada em 2011) é a força motriz por trás do crescimento sem precedentes em das certificações ISO 50001, colocando a Alemanha muito à frente em relação aos outros países. Esta tendência deverá aumentar nos próximos anos, como os benefícios de curto prazo da eficiência energética se tornar perceptível.

No geral , a pesquisa ISO forneceu um barômetro útil da evolução da economia global. Os números confirmaram, mais uma vez, a demanda sustentada para a certificação na região da Ásia – Pacífico, bem como nos mercados de trabalho de baixo custo (como a Índia ), como um meio de reforçar as suas credenciais de qualidade no mercado mundial . Com um total mundial de 1.504.213 certificados em todos os 191 países, o estudo ressaltou mais do que nunca a importância dos sistemas de gestão ISO no mercado global.

Abaixo um resumo dos principais resultados

ISO 9001:2008 – Essa certificação é utilizada nas cadeias de fornecimento globais para fornecer garantias sobre a capacidade dos fornecedores para satisfazer os requisitos de qualidade e aumentar a satisfação do cliente em relação fornecedor-cliente . Até o final de dezembro de 2012, pelo menos, 1.101.272 certificados foram emitidos em 184 países e economias, quatro a mais do que no ano anterior. O total de 2012 representou um aumento de 2% (21.625 ) ao longo de 2011. Os três principais países para o número total de certificados emitidos foram China, Itália e Espanha, enquanto os três primeiros para o crescimento no número de certificados em 2012 foram a Espanha , China e Romênia.

ISO 14001:2004 – Os requisitos para sistemas de gestão ambiental mantêm a sua relevância global para as organizações que desejam operar de forma ambientalmente sustentável. Até o final de dezembro de 2012, pelo menos 285.844 certificados ISO 14001:2004, havendo um crescimento de 9% (23.887), foram emitidos em 167 países, nove a mais do que no ano anterior. Os três principais países para o número total de certificados emitidos eram China, Japão e Itália, enquanto os três primeiros para o crescimento no número de certificados em 2012 foram China, Espanha e Itália.

ISO / TS 16949:2009 – essa norma apresenta os requisitos para a aplicação da ISO 9001:2008 para os fornecedores do setor automotivo. Até o final de dezembro de 2012, pelo menos 50.071 certificados ISO/TS 16949:2009, um crescimento de 5% (2.559), foram emitidos em 83 países e economias, três a menos do que no ano anterior. Os três principais países para o número total de certificados foram a China, a Coreia do Sul e os EUA, enquanto os três primeiros para o crescimento no número de certificados em 2012 foram a China, a Índia e a República da Coreia.

ISO 13485:2003 – Essa norma apresenta os requisitos de gestão da qualidade para o setor dos dispositivos médicos para fins regulatórios. Até o final de dezembro de 2012, pelo menos 22.237 certificados ISO 13485:2003, um crescimento de 12% (2.388), foram emitidos em 97 países e economias, dois a mais do que no ano anterior. Os três principais países para o número total de certificados emitidos foram a Alemanha, EUA e Itália, enquanto os três primeiros para o crescimento no número de certificados em 2012 foram a Itália, a Alemanha e os EUA.

ISO/IEC 27001:2005 – Essa norma apresenta os requisitos para os sistemas de gestão de segurança da informação. No final de dezembro de 2012, pelo menos 19.577 certificados ISO/IEC 27001:2005, um crescimento de 13% (2.222), foram emitidos em 103 países e economias, três a mais do que no ano anterior. Os três principais países para o número total de certificados emitidos foram o Japão, o Reino Unido e a Índia, enquanto os três primeiros para o crescimento no número de certificados em 2012 foram a Romênia, o Japão e a China.

ISO 22000:2005 – Essa norma apresenta os requisitos para os sistemas de gestão de segurança alimentar. Até o final de dezembro de 2012, pelo menos 23.231 certificados ISO 22000:2005, um crescimento de 20% (3.880), foram emitidos em 142 países e economias, dois a mais do que no ano anterior. Os três principais países para o número total de certificados emitidos foram a China, a Índia e a Grécia, enquanto os três primeiros para o crescimento no número de certificados em 2012 foram a China, a Romênia e o Japão.

ISO 50001:2011 – Essa norma apresenta os requisitos para os sistemas de gestão de energia. Foi publicada em meados de junho de 2011. Até o final de dezembro de 2012, pelo menos 1.981 certificados ISO 50001:2011, um crescimento de 332 % (1.522), foram emitidos em 60 países e economias, 28 a mais que no ano anterior. Os três principais países para o número total de certificados foram a Alemanha, a Espanha e a Dinamarca, enquanto os três primeiros para o crescimento no número de certificados foram a Alemanha, a Dinamarca e a Itália.

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