A detecção de descargas parciais e anomalias mecânicas em subestações

Conheça quais são os ensaios de emissão acústica (EA) para detectar e localizar descargas parciais e anomalias mecânicas (DPAM) em subestação isolada a gás. Não se aplica aos sistemas acústicos com disparo (trigger) elétrico de descargas parciais (DP). 

A NBR 16926 de 11/2020 – Ensaios nãos destrutivos – Emissão acústica – Detecção e localização de descargas parciais e anomalias mecânicas (DPAM) em subestação isolada a gás descreve o método de ensaio de emissão acústica (EA) para detectar e localizar descargas parciais e anomalias mecânicas (DPAM) em subestação isolada a gás. Não se aplica aos sistemas acústicos com disparo (trigger) elétrico de descargas parciais (DP). Embora destinada à utilização em campo, esta norma também pode ser utilizada em ambiente de fábrica e laboratórios.

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O que deve conter o relatório de ensaio?

Quais as características dos sensores para EA?

Quais devem ser os tipos de filtros?

Quais as capacidades dos sistemas de medição de EA portáteis?

As descargas parciais (DP) são as descargas elétricas que curto-circuitam parte da isolação entre dois eletrodos, que podem ocorrer adjacentemente ou não ao eletrodo ou à outra parte da isolação. A emissão acústica (EA) é um fenômeno físico pelo qual as ondas elásticas transientes são geradas pela liberação rápida de energia de fontes localizadas em um material.

EA é o termo utilizado para chamar o fenômeno, as ondas geradas e o método de ensaio não destrutivo. Outros termos utilizados na literatura de EA incluem: emissão de ondas de tensão mecânica, atividade microssísmica e emissão, entre outros.

A pessoa que executa o ensaio de emissão acústica deve atender aos requisitos da NBR NM ISO 9712. A estrutura a ser ensaiada deve estar conectada a um ponto de aterramento de baixa resistência. Todo o pessoal deve ser mantido a uma distância segura da estrutura sob ensaio, durante as operações de energização ou desenergização.

Durante a instalação dos sensores, da verificação do desempenho do sistema de EA e desinstalação dos sensores, a pessoa qualificada deve obedecer às distâncias de segurança referentes às partes energizadas. O proprietário e o executante do ensaio devem avaliar, em conjunto, as condições gerais das estruturas e do ambiente, buscando meios para minimizar os riscos inerentes ao ensaio. O proprietário deve providenciar a liberação formal para a realização do ensaio.

Para uma descrição mais detalhada dos componentes de um sistema de medição de EA e de suas características, consultar a NBR 15360. Os requisitos de desempenho do sistema de medição de EA encontram-se descritos no Anexo A.

Como procedimento de ensaio de emissão acústica, apesar de os dados de EA serem úteis por si só, sua importância se torna ainda maior quando em conjunto com dados de análises do gás isolante. As estruturas são monitoradas quando em funcionamento, o que requer precauções de segurança, conforme especificado na Seção 5.

A área em torno das estruturas sob ensaio pode ser sinalizada de forma a evitar a interferência humana, introduzindo sinais indesejados nos resultados do ensaio. Antes da montagem do sistema de medição de EA, uma inspeção visual das estruturas a serem ensaiadas deve ser realizada, para assegurar que estejam livres de qualquer condição proibitiva para o ensaio ou que afete adversamente os resultados.

Para uma correta montagem para o ensaio, os sensores de EA devem ser instalados considerando-se as características de projeto e de operação e/ou o histórico das estruturas a serem ensaiadas. A conexão dos sensores de EA ao restante do sistema de medição de EA deve ser feita por meio de cabos coaxiais.

O encaminhamento dos cabos deve ser escolhido de forma a minimizar a interferência eletromagnética induzida sobre eles. Deve-se cuidar para não criar obstáculos à operacionalidade normal do sistema. Após o acoplamento do sensor, caso necessário, realizar a verificação do funcionamento do sistema de medição, não havendo necessidade de mencionar o valor a ser detectado.

Nos casos de avaliações iniciais, quando ainda não existirem indicações da presença de DPAM em regiões específicas, os sensores de EA devem ser montados nas estruturas a serem ensaiadas, utilizando distâncias de até 3 m. O acoplante utilizado deve assegurar uma transmissão eficiente do sinal de EA da superfície da estrutura para o sensor.

O excesso de acoplante não é danoso, enquanto que acoplante insuficiente pode reduzir a capacidade de detecção do sensor. É necessária uma boa fixação do sensor, com pressão suficiente, para garantir que nenhum sinal seja gerado devido à sua movimentação na superfície da estrutura.

A técnica de medição é sob demanda e pontual, não dependendo das variáveis operativas do sistema elétrico. A técnica de monitoramento depende das condições operacionais da estrutura sob ensaio e deve ser estabelecida caso a caso. Quando necessário, variar as condições de operação da estrutura sob ensaio, de forma a auxiliar a caracterização das fontes de EA, como, por exemplo, variações de corrente e tensão.

A pessoa qualificada para a realização do ensaio deve analisar, previamente, as condições operacionais dos equipamentos, de forma a assegurar que o período de monitoramento compreenda as alterações mais representativas do funcionamento destes equipamentos. A configuração inicial do sistema de medição de EA deve ser estabelecida de tal forma que os ajustes de sensibilidade auxiliem na obtenção de um padrão de EA. A configuração pode ser otimizada durante o ensaio.

Uma localização aproximada de uma ou mais fontes de EA pode ser obtida com o correto posicionamento dos sensores, de forma a abranger todo o equipamento. Um reposicionamento de sensores auxilia na acurácia da localização da região onde a atividade de EA é detectada com maior intensidade.

Os sistemas eletrônicos e de automação para residências e/ou edificações

A série NBR IEC 63044 de 11/2020 – Sistemas eletrônicos para residências e edificações (HBES) e sistemas de automação e controle de edificações (BACS) define os requisitos aplicáveis a todos os sistemas eletrônicos para residências e/ou edificações (HBES) e aos sistemas de automação e controle de edificações (BACS), bem como especifica os requisitos gerais referentes a estes sistemas de produtos. 

A NBR IEC 63044-1 de 11/2020 – Sistemas eletrônicos para residências e edificações (HBES) e sistemas de automação e controle de edificações (BACS) – Parte 1: Requisitos gerais é aplicável a todos os sistemas eletrônicos para residências e/ou edificações (HBES) e aos sistemas de automação e controle de edificações (BACS), bem como especifica os requisitos gerais referentes a estes sistemas de produtos. É aplicável (mas não limitado) a estações de operação e outros dispositivos de interface homem-sistema, dispositivos para as funções de gestão, dispositivos de comando, estações de automação e controladores específicos para uma aplicação, dispositivos de campo e suas interfaces, e cabeamento e interconexão dos dispositivos utilizados na rede HBES/BACS dedicada. Fornece uma visão de conjunto da série NBR IEC 63044. Para permitir a integração de um amplo espectro de aplicações, a série NBR IEC 63044 abrange os seguintes elementos: segurança elétrica, segurança funcional, condições ambientais, requisitos de EMC e as regras e topologias de instalação e de cabeamento. A NBR IEC 63044 é uma série de normas de família de produtos.

A NBR IEC 63044-3 de 11/2020 – Sistemas eletrônicos para residências e edificações (HBES) e sistemas de automação e controle de edificações (BACS) – Parte 3: Requisitos de segurança elétrica fornece os requisitos de segurança elétrica relativos à rede HBES/BACS, além das normas de segurança de produtos aplicáveis aos dispositivos HBES/BACS. Também é aplicável aos dispositivos utilizados em uma rede HBES/BACS para os quais não existe uma norma de segurança de produto HBES/BACS específica. Adicionalmente, especifica os requisitos de segurança relativos à interface dos equipamentos destinados a serem conectados a uma rede HBES/BACS. Não é aplicável às interfaces com outras redes.

Uma rede TIC dedicada, abrangida pela IEC 62949, é um exemplo de outras redes. Este documento é aplicável a: estações de operação e outros dispositivos de interface homem-sistema, dispositivos para as funções de gestão, dispositivos de comando, estações de automação e controladores específicos para uma aplicação, dispositivos de campo e suas interfaces, e cabeamento e interconexão dos dispositivos utilizados na rede HBES/BACS dedicada. Este documento abrange os requisitos e critérios de conformidade a seguir: proteção contra os perigos no dispositivo; proteção contra as sobretensões na rede; proteção contra a corrente de toque; proteção contra os perigos provocados por diferentes tipos de circuitos; proteção do cabeamento de comunicação contra as temperaturas excessivas provocadas por uma corrente excessiva.

A NBR IEC 63044-5-1 de 11/2020 – Sistemas eletrônicos para residências e edificações (HBES) e sistemas de automação e controle de edificações (BACS) – Parte 5-1: Requisitos gerais de EMC, condições e montagem de ensaios é uma norma da família de produtos que estabelece o nível mínimo de desempenho EMC para a rede HBES/BACS, além das normas EMC de produtos aplicáveis aos dispositivos HBES/BACS. A NBR IEC 63044-5-2 de 11/2020 – Sistemas eletrônicos para residências e edificações (HBES) e sistemas de automação e controle de edificações (BACS) – Parte 5-2: Requisitos EMC para HBES/BACS a serem utilizados nos ambientes residenciais, comerciais e industriais leves especifica os requisitos EMC para HBES/BACS a serem instalados em ambientes residenciais, comerciais e industriais leves, de acordo com a definição indicada na IEC 61000-6-1. A NBR IEC 63044-5-3 de 11/2020 – Sistemas eletrônicos para residências e edificações (HBES) e sistemas de automação e controle de edificações (BACS) – Parte 5-3: Requisitos EMC para HBES/BACS a serem utilizados em ambientes industriais especifica os requisitos EMC para os HBES/BACS a serem instalados em ambientes industriais, de acordo com a definição indicada na IEC 61000-6-2.

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Quais são as aplicações e dos grupos de aplicações de serviços relativos aos sistemas HBES/BACS?

Como deve ser feita a proteção contra corrente de toque?

Como evitar o somatório das correntes de toque?

Como deve ser executada a proteção do cabeamento de comunicação contra temperaturas excessivas?

Quais são os requisitos de imunidade EMC para as portas de rede HBES/BACS?

A IEC 63044-2 fornece as condições ambientais para todos os dispositivos conectados aos sistemas HBES/BACS e define os requisitos gerais para os dispositivos que funcionam em locais protegidos contra as intempéries, ambientes marinhos, durante o uso portátil, bem como durante o armazenamento e transporte. A NBR IEC 63044-3 fornece os requisitos de segurança elétrica relativos à rede HBES/BACS, adicionalmente às normas de segurança de produtos aplicáveis aos dispositivos HBES/BACS. Também é aplicável aos dispositivos utilizados em uma rede HBES/BACS, para a qual não existe uma norma específica de segurança de produto HBES/BACS.

Adicionalmente, a NBR IEC 63044-3 especifica os requisitos de segurança relativos à interface dos equipamentos destinados a serem conectados a uma rede HBES/BACS. Ela não é aplicável a outras interfaces com outras redes. Um exemplo de outras redes é uma rede TIC dedicada, abrangida pela IEC 62949.

A IEC 63044-4 define os requisitos relativos à segurança funcional, aplicáveis aos produtos e sistemas HBES/BACS. Os requisitos também podem ser aplicáveis às funções distribuídas de qualquer equipamento conectado em um sistema de automação de residências ou de edificações, se não existir uma norma de segurança funcional específica para este equipamento ou este sistema. A IEC 63044-4 não especifica os requisitos de segurança funcional para os sistemas relacionados à segurança.

Esta norma da família de produtos define o nível mínimo de desempenho EMC para a rede HBES/BACS, adicionalmente às normas EMC de produtos aplicáveis aos dispositivos HBES/BACS. Ela também é aplicável aos dispositivos utilizados em uma rede HBES/BACS, para a qual não existe uma norma EMC específica de produto HBES/BACS específica.

Adicionalmente, a IEC 63044-5 especifica os requisitos EMC para a interface dos equipamentos destinados a serem conectados a uma rede HBES/BACS. Ela não é aplicável às interfaces com outras redes. A NBR IEC 63044-5-1 fornece os requisitos de desempenho gerais e as montagens de ensaio. A NBR IEC 63044-5-2 especifica os requisitos EMC relativos aos sistemas HBES/BACS a serem instalados em um ambiente residencial, comercial e industrial leve, de acordo com a definição indicada na IEC 61000-6-1.

A NBR IEC 63044-5-3 especifica os requisitos EMC relativos aos sistemas HBES/BACS a serem instalados em um ambiente industrial, de acordo com a definição indicada na IEC 61000-6-2. A expressão ambiente industrial abrange os locais de escritório que podem estar presentes em edificações industriais. Os sistemas de automação industrial não se enquadram no escopo da NBR IEC 63044-5-3.

A IEC 63044-6 especifica os requisitos HBES específicos adicionais, referentes às regras gerais para o planejamento e a instalação dos sistemas HBES/BACS. As redes elétricas não se enquadram no escopo da IEC 63044-6. A tabela abaixo fornece uma visão geral dos sistemas eletrônicos para residências e edificações (HBES) e para os sistemas de automação e controle de edificações (BACS).

Pode-se acrescentar que a Série NBR IEC 63044 trata do desenvolvimento e dos ensaios dos sistemas eletrônicos para residências e edificações (HBES) e dos sistemas de automação e controle de edificações (BACS). Este documento trata dos requisitos de segurança elétrica para os HBES/BACS. Este documento é baseado na filosofia de que um dispositivo considerado eletricamente seguro, de acordo com uma norma de segurança de produto apropriado, também permanece seguro quando for conectado a uma rede.

Este documento especifica, adicionalmente à norma do produto específico, os requisitos de segurança elétrica necessários para que um dispositivo HBES/BACS conectado a uma rede permaneça seguro nas condições normais e de primeira falta da rede HBES/BACS e, ao mesmo tempo, nas condições normais e condições de primeira falta de um ou mais dispositivos HBES/BACS conectados à rede HBES/BACS.

Esta disposição compreende a proteção contra as sobretensões na rede, a proteção contra os perigos provocados pela conexão de diferentes tipos de circuito, a limitação da corrente de toque a uma rede e a proteção do cabeamento de comunicação contra as temperaturas excessivas. A rede HBES/BACS corresponde a qualquer interconexão entre os produtos HBES/BACS. As redes HBES/BACS podem ser uma rede TIC com as interfaces classificadas de acordo com a IEC 62949, ou uma rede dedicada classificada como um circuito de alimentação principal, ELV, FELV, SELV ou PELV.

Para os produtos HBES/BACS conectados a uma rede TIC, os requisitos da IEC 62949 são aplicáveis. Para os produtos HBES/BACS conectados a uma rede HBES/BACS dedicada, os requisitos relativos à separação elétrica entre o dispositivo e o circuito da rede são especificados (ver a tabela acima). Estas especificações das separações elétricas seguem o princípio das publicações básicas de segurança das IEC 60664-1 e IEC 61140, juntamente com os requisitos de instalação da IEC 60364. Os compromissos descritos a seguir são utilizados.

De acordo com os princípios da IEC 60664-1, a tensão de impulso nominal para a separação deve ser a mais elevada da tensão de impulso na rede e da tensão de impulso nominal do circuito do dispositivo a ser conectado à rede. As categorias de sobretensão consideradas pela IEC 60664-1 se referem às sobretensões provenientes diretamente da rede elétrica principal pela alimentação.

As sobretensões provenientes de outras fontes (por exemplo, por acoplamentos capacitivos) não são especificadas na IEC 60664-1. A IEC 60664-1 recomenda que as comissões de estudos especifiquem as categorias de sobretensão ou as tensões de impulso nominais, conforme apropriado. Para os objetivos deste documento, as seguintes tensões de impulso foram especificadas.

Para as redes com separação galvânica da rede elétrica principal (circuito FELV, SELV ou PELV), a sobretensão de impulso proveniente do lado da rede da separação foi limitada a 2,5 kV para as redes instaladas de maneira permanente e a 1,5 kV para as redes destacáveis. Todos os sistemas HBES/BACS, as mídias e os dispositivos, bem como a sua instalação, devem assegurar um funcionamento seguro por uma proteção contra os perigos mecânicos, químicos, ambientais e outros perigos, e uma proteção contra os choques elétricos, queimaduras e incêndio, durante uma utilização normal, assim como nas condições anormais especificadas.

O conjunto dos sistemas HBES/BACS, as mídias e os dispositivos, bem como a sua instalação, devem assegurar um funcionamento seguro por uma proteção contra os choques elétricos, queimaduras e incêndio, durante uma utilização normal, assim como nas condições de primeira falta. Para os produtos conectados a uma rede HBES/BACS dedicada, conforme classificada, a proteção contra os choques elétricos é aplicável. A tabela abaixo especifica a separação elétrica requerida entre o circuito do dispositivo e o circuito da rede HBES/BACS, e se eles são aplicáveis adicionalmente à norma do produto.

A tabela abaixo também pode ser utilizada como guia para a separação entre os diferentes circuitos no interior de um dispositivo, caso a norma do produto aplicável não especifique estes requisitos. As informações aplicáveis relativas à classificação de segurança das portas de acesso (categoria de sobretensão e tipo de circuito) e todas as restrições aplicáveis (por exemplo, a topologia da rede) devem ser mencionadas na documentação do fabricante.

Os sistemas de comunicação para a automação dos sistemas de potência

Deve-se entender as orientações destinadas a leitores familiarizados com as redes de comunicação e/ou com os sistemas com base na série IEC 61850 e particularmente aos fornecedores e usuários de equipamentos de proteção e controle para subestações, fornecedores e usuários de equipamentos para redes e para integradores de sistemas.

A NBR 16932 de 11/2020 – Redes e sistemas de comunicação para automação de sistemas de potência — Orientações sobre engenharia de rede é destinada a leitores familiarizados com as redes de comunicação e/ou com os sistemas com base na série IEC 61850 e particularmente aos fornecedores e usuários de equipamentos de proteção e controle para subestações, fornecedores e usuários de equipamentos para redes e para integradores de sistemas. Esta norma tem como foco a engenharia de detalhamento de projeto de redes de automação local, aplicáveis aos requisitos de automação de sistemas elétricos de potência com base na IEC 61850.

Esta norma apresenta as vantagens e desvantagens de diferentes abordagens de topologia de redes, redundância, sincronismo de relógios, etc., de modo que o projetista da rede possa tomar decisões adequadas e orientadas. Além disso, apresenta possíveis melhorias tanto para a automação de subestações quanto de equipamentos da rede. Aborda os aspectos mais críticos e importantes da IEC 61850, como as funções de proteção relacionadas com os desligamentos (trips) por meio da rede de comunicação.

Aborda também, em particular, as transferências multicast de grandes de volume de dados de valores amostrados (SV – Sampled Values) provenientes de Merging Units (MU). Também aborda as técnicas de sincronismo de tempo de alta precisão e os protocolos de transporte garantido de dados contínuo ou sem interrupção (seamless), por meio das redes de comunicação em eventos de falha, que se trata de uma característica fundamental para o conceito do barramento de processo.

Esta norma não representa um tutorial sobre as redes de comunicação ou sobre a IEC 61850. Em vez disso, este documento faz referência e resume outras normas e publicações. Diversas publicações detalham as características da tecnologia Ethernet, mas não abordam as redes de automação aplicadas à automação de sistemas elétricos de potência. Desta forma, muitas tecnologias e opções não são abordadas nessa norma, uma vez que essas não foram consideradas pertinentes para projeto de redes de sistemas elétricos de potência à prova de futuro. Não aborda os detalhes de segurança das redes. Os requisitos para a segurança cibernética de redes de automação são abordados na Série IEC 62351 – Power systems management and associated information exchange – Data and communications security.

Especificamente para a automação de sistemas elétricos de potência, existe a IEC/TS 62351-6 – Power systems management and associated information exchange – Data and communications security – Part 6: Security for IEC 61850. Esta norma não aborda a comunicação de subestação para subestação e comunicação entre uma subestação e o centro de controle. A comunicação entre subestações envolve tecnologias de WAN, além da tecnologia Ethernet.

Para a comunicação entre subestações que utilizem exclusivamente o protocolo Internet, outras orientações estão sendo elaboradas pelo IEC TC 57, especialmente nos documentos IEC/TR 61850-90-1, IEC/TR 61850-90-2 e IEC/TR 61850-90-5, os quais serão abordados nas orientações para engenharia de WAN, apresentadas na IEC/TR 61850-90-12. Esta norma não dispensa o responsável pela integração do sistema de uma análise das configurações para a aplicação real, que é a base para um sistema confiável.

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Qual é a simbologia para redes?

O que representa o barramento de estação e barramento de processo?

Qual é o fluxo de engenharia de projeto?

O que deve ser feito em relação às questões ambientais?

Quais são as expectativas sobre a confiabilidade, disponibilidade e manutenabilidade?

O crescente sucesso na aplicação da série IEC 61850 requer orientações sobre engenharia de redes Ethernet. A série IEC 61850 especifica os requisitos básicos para as redes de comunicação para automação de sistemas elétricos de potência, mas não como alcançá-los. Em vez disso, a série IEC 61850 tem como foco o modelamento e intercâmbio de dados, não focando nos detalhes das interconexões físicas, as quais, no entanto, são necessárias para a completa interoperabilidade.

Esta norma apresenta definições, orientações e especificações para a engenharia de redes para a automação de sistemas elétricos de potência com base na IEC 61850. Esta norma aborda temas como tecnologia Ethernet, topologias de redes, redundância, tempos de resposta no tráfego (latência) e qualidade do serviço, gerenciamento de tráfego por comunicação multicast e VLAN (Virtual LAN), sincronismo de tempo com base na rede e testes da rede.

Esta norma não aborda os temas relacionados com a segurança cibernética das redes de comunicação. Tem como base as normas existentes sobre semântica, serviços, protocolos, linguagem de configuração de sistemas e arquitetura de redes de comunicação. Este documento tem como base os trabalhos executados pelos Grupos de Trabalho WG 10 do IEC/TC 57 (Power system IED communication and associated data models) e WG 15 da IEC TC 57 (Data and communications security), sobre as IEC 61918 (Industrial communication networks – Installation of communication networks in industrial premises), IEC 62439 (Industrial communication networks – High-availability automation networks) e IEC 61588 (Precision clock synchronization protocol for networked measurement and control systems), sobre os trabalhos executados pelo Grupo de Trabalho IEEE 802.1, o UCA International Users Group 9-2LE e o IEEE Power System Relaying Committee (PSRC), bem como em contribuições feitas por outras diversas empresas.

O conteúdo desta norma foi elaborado de modo coordenado com os Grupos de Trabalho que elaboram as normas das séries IEC 62439 e IEC 62351 e com o IEEE PSRC. É reconhecida a necessidade de qualificação, treinamento e competências pessoais dos profissionais envolvidos com projetos de automação de sistemas elétricos de potência com base na série IEC 61850, em assuntos relacionados não somente com os aspectos de proteção, medição, controle e intertravamentos, mas também com aspectos relacionados com as redes de comunicação, incluindo topologias de redes, tempos de resposta (latência), configuração de VLAN (Virtual LAN), configuração de parâmetros de aplicação dos protocolos MMS (Manufacturing Message Specification), GOOSE (Generic Object Oriented Substation Event) e SV (Sampled Values), serviços de sincronismo de tempo por meio de Ethernet, segurança cibernética (cyber-security) e atividades de Testes de Aceitação em Fábrica (TAF), montagem, comissionamento e Testes de Aceitação em Campo (TAC) de sistemas de supervisão e controle para automação de sistemas elétricos de potência.

A IEC 61850-5 especifica três diferentes níveis de aplicação (estação, bay e processo) e a alocação lógica de funções e interfaces. Esta parte é repetida aqui por conveniência. A figura abaixo apresenta estes tipos de tráfegos e fluxos de dados. A nuvem indicada na figura simboliza uma WAN fora da subestação. O significado das interfaces é detalhado na tabela abaixo.

Pode-se dizer que os protocolos são divididos entre a camada de tempo real de elevada precisão (hard real-time), suportando os serviços de valores amostrados, GOOSE e PTP, e uma camada de tempo real de baixa precisão (soft real-time), suportando o sincronismo de tempo por meio da rede SNTP, a comunicação MMS e os serviços auxiliares indicados na IEC 61850-8-1. Estes protocolos dependem dos serviços da camada MAC, que podem suportar VLAN e prioridades 802.1Q, redundância e possivelmente segurança de dados (não mostrada nesta norma).

A IEC 61850-8-1 e a IEC 61850-9-2 especificam três tipos de tráfegos. O tráfego de mensagens MMS, especificado na IEC 61850-8-1, o qual permite que um cliente MMS, como o sistema SCADA, um servidor OPC ou um gateway acesse verticalmente todos os objetos dos IED. Esse tráfego flui tanto no barramento de estação (station bus) quanto no barramento do processo (process bus), no entanto alguns IED do barramento de processo não suportam MMS.

O tráfego de mensagens GOOSE, especificado na IEC 61850-8-1, o qual permite que os IED troquem dados horizontalmente entre os bays ou verticalmente entre o nível de processo e o nível de bay, especificamente para os sinais de estado e sinais de desligamento (trip) e frequentemente para intertravamentos. Este tráfego flui normalmente sobre o barramento de estação e/ou o barramento do processo.

O tráfego de mensagens SV, especificado na IEC 61850-9-2, o qual transporta valores amostrados de sinais de corrente e tensão. Esse tráfego flui normalmente sobre o barramento de processo, mas pode também trafegar sobre o barramento de estação, por exemplo, para a proteção de barramento e para medição de fasores. O protocolo MMS é um protocolo do tipo cliente/servidor que opera na camada de rede (camada 3).

Dessa forma, este protocolo opera com os endereços IP e pode trafegar por meio de roteadores. Em um de seus modos de operação, o cliente MMS (geralmente o sistema SCADA ou um gateway) envia uma solicitação para um dado específico para o servidor MMS de um IED, identificado pelo seu endereço IP. O servidor retorna o dado solicitado em uma mensagem de resposta para o endereço IP do cliente. Em outro modo de operação, o cliente pode instruir o servidor a enviar uma notificação espontaneamente no caso de ocorrência de um evento.

Para assegurar que nenhum evento seja perdido, o protocolo MMS se baseia no protocolo TCP para a detecção e recuperação de erros. Um servidor MMS pode suportar diversos clientes simultaneamente, sendo cada cliente tratado de maneira individual. As mensagens GOOSE são trocadas na camada 2 (camada de link), se beneficiando da funcionalidade multicast proporcionada pelas redes com padrão Ethernet.

A comunicação GOOSE consiste em uma transmissão rápida de mensagens com base na ocorrência de eventos e em uma transmissão cíclica lenta. No caso da ocorrência de uma condição de evento pré-configurada, um IED envia imediatamente uma mensagem GOOSE, que transporta os valores das variáveis a serem comunicadas na ocorrência deste evento.

Uma vez que as mensagens GOOSE são do tipo multicast, elas não são confirmadas pelo seu dispositivo de destino. De modo a evitar a ocorrência de erros transitórios, a mesma mensagem GOOSE é retransmitida diversas vezes em sequência, em intervalos de tempo T1, depois T2 e depois T3 (especificado pela aplicação). Para confirmar a presença da fonte das mensagens, as mensagens GOOSE são retransmitidas em uma baixa taxa T0.

Uma vez que as mensagens GOOSE operam na camada 2, elas não deixam a LAN e podem não transpor os roteadores. Estas mensagens são identificadas pelo endereço MAC de sua fonte e por um identificador (cabeçalho) na mensagem. O protocolo GOOSE opera com base no princípio publicador/assinante (publisher/subscriber). Os novos valores recebidos substituem os valores anteriores, ao invés de serem enfileirados (queuing), no caso de um valor anterior não ter sido processado a tempo.

Entretanto, a sobrescrita não é obrigatória, de modo que o enfileiramento também pode ser utilizado. O protocolo de valores amostrados (SV), especificado na IEC 61850-9-2, é utilizado principalmente para transmitir valores analógicos amostrados (corrente e tensão), oriundos de sensores para os IED. O protocolo SV, de modo similar ao protocolo GOOSE, utiliza a camada 2 multicast, as mensagens são identificadas pelo endereço MAC de seu emissor (e possivelmente pela identificação VLAN ID) e um identificador (cabeçalho incluído no corpo da mensagem)

A IEC 61850-9-2 também prevê a transmissão unicast de mensagens SV, mas isto é raramente utilizado. De modo similar às mensagens GOOSE, não existe um protocolo de retransmissão de mensagens SV: um valor amostrado que for perdido é sobrescrito pelo próximo valor que chegar com sucesso. As mensagens do tipo SV, diferentemente das mensagens GOOSE, são transmitidas unicamente de forma cíclica, em elevada frequência.

O padrão UCA 61850-9-2 LE especifica um período de 250 μs para sistemas elétricos de potência com frequência de 50 Hz e de 208,3 μs para sistemas elétricos de potência com frequência de 60 Hz. Com um tamanho típico de 160 octetos, uma mensagem SV leva cerca de 12 μs a 100 Mbit/s (6% da largura de banda a 4.800 mensagens SV por segundo). Convém que o período inclua o tamanho máximo de mensagem FTP de 123 μs a 100 Mbit/s (60 % da largura de banda a 4.800 mensagens SV por segundo), limitando assim a quantidade de emissores de mensagens SV conectados em um barramento a cerca de seis emissores.

Dessa forma, as mensagens do tipo SV devem ser mantidas pequenas. Para evitar engarrafamentos espúrios de mensagens SV, convém que todas as fontes de SV sobre o mesmo barramento operem no mesmo período e, preferencialmente, possuam um esquema de divisão multiplex. Caso um frame IEC 61850 não seja recebido em um tempo adequado, ele perde a sua utilidade e caso seja recebido de forma tardia, pode representar uma situação pior que a sua perda. Atrasos, em especial jitters, também afetam o sincronismo do relógio de tempo.

Três medidas são observadas. A latência da rede de comunicação, que é o atraso de tempo entre o momento em que o dado está pronto para a transmissão e o momento em que ele é completamente recebido em seus destinos. Este é o pior atraso de todas as associações possíveis. A taxa de transferência, que é a quantidade de dados que podem ser transportados por unidade de tempo, mantendo a determinada qualidade de serviço, para qualquer associação, e sob o caso de condições mais desfavoráveis.

A confiabilidade que é a probabilidade que um frame seja perdido em função de congestionamento da rede, e não causado por uma falha física na rede de comunicação. De fato, as falhas decorrentes de falhas físicas podem ser tratadas por meio de redundâncias, porém uma sobrecarga de tráfego pode afetar ambos os caminhos redundantes. Para o atendimento destes requisitos de desempenho, o termo dependabilidade tem sido tradicionalmente utilizado para a proteção da comunicação de dados, embora o termo QoS (Quality of Service) seja mais comumente utilizado no momento na área de comunicação, motivo pelo qual é o termo utilizado.

O tempo de envio requerido depende de cada caso de aplicação, sendo a aplicação mais rigorosa da ordem de poucos milissegundos, requerida para funções de proteção por meio da rede de comunicação. Por exemplo, a IEC 60834-1 requer que 99,99% dos comandos de esquemas de proteção de intertravamento sejam enviados dentro de 10 ms. O projeto adequado de uma rede de comunicação a ser utilizada com os protocolos especificados na IEC 61850 requer o conhecimento dos requisitos da aplicação, além de conhecimento sobre os tempos de resposta por meio de diversos elementos e dispositivos da rede.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 131|Ano 3|05 NOVEMBRO 2020

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br
Edição 131 | Ano 3 | 05 NOVEMBRO 2020
ISSN: 2595-3362
Confira os artigos desta edição:

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 128|Ano 3| 15 OUTUBRO 2020

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Edição 128 | Ano 3 | 15 OUTUBRO 2020
ISSN: 2595-3362
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A Qualidade dos testes laboratoriais remotos

Deve-se entender os requisitos específicos aplicáveis ao teste laboratorial remoto e se destina a ser usado em conjunto com a NBR ISO 15189. Os requisitos deste documento se aplicam quando o POCT é realizado em um hospital, clínica e por uma organização de serviços de saúde que preste atendimento ambulatorial.

A NBR ISO 22870 de 09/2020 – Teste laboratorial remoto (POCT) — Requisitos para a qualidade e competência fornece os requisitos específicos aplicáveis ao teste laboratorial remoto e se destina a ser usado em conjunto com a NBR ISO 15189. Os requisitos deste documento se aplicam quando o POCT é realizado em um hospital, clínica e por uma organização de serviços de saúde que preste atendimento ambulatorial. Este documento pode ser aplicado a medições transcutâneas, análise de ar expirado e monitoramento in vivo de parâmetros fisiológicos. O autoteste do paciente em um ambiente doméstico ou comunitário é excluído, mas os elementos deste documento podem ser aplicáveis. Os regulamentos locais, regionais e nacionais são para ser leva dos em consideração.

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Como se deve proceder no caso da ação preventiva?

Como deve ser feita a análise crítica pela direção?

Como devem ser as acomodações e condições ambientais dos testes?

Quem é o responsável pela garantia da qualidade dos procedimentos de exame?

Os testes laboratoriais remotos (point-of-care testing – POCT), também chamado, de teste próximo ao paciente, são realizados próximo ou no local do paciente, com o resultado levando a uma possível mudança no seu atendimento. É também denominado no Brasil como teste laboratorial remoto (TLR) e teste no local do paciente (TLP). Os exames tradicionais dos fluidos corporais, secreções e tecidos de um paciente são realizados geralmente no ambiente controlado e regulado de um laboratório clínico reconhecido.

A introdução de sistemas de gestão da qualidade e a acreditação desses laboratórios estão ganhando crescente interesse. Os avanços na tecnologia resultaram em dispositivos médicos de diagnóstico in vitro (DIV) compactos e fáceis de usar, que possibilitam a realização de alguns exames na localização do paciente ou próximo a ela. O teste laboratorial remoto/próximo ao paciente pode beneficiar o paciente, bem como as instalações de serviços de saúde. Os riscos para o paciente e para as instalações podem ser gerenciados por um sistema de gestão da qualidade bem planejado e totalmente implementado, que facilite: a avaliação de instrumentos e sistemas POCT novos ou alternativos, a avaliação e aprovação de propostas e protocolos do usuário final, a compra, a instalação e a manutenção de equipamentos, a manutenção de suprimentos consumíveis e reagentes, o treinamento, certificação e recertificação de operadores de sistemas POCT, e o controle de qualidade e garantia de qualidade.

Os organismos que reconhecem a competência das instalações de POCT podem usar este documento como base para as suas atividades. Se uma instalação de saúde buscar acreditação para uma parte ou todas as suas atividades, convém selecionar um organismo de acreditação que opere de maneira a levar em consideração os requisitos especiais do POCT. A gestão dos serviços de laboratório deve planejar e desenvolver os processos necessários para o POCT.

O seguinte deve ser considerado, conforme apropriado: os objetivos e os requisitos da qualidade para POCT; a necessidade de estabelecer processos e documentos e fornecer recursos específicos ao POCT; a verificação, validação e monitoramento exigidos das atividades específicas do POCT; os registros para fornecer evidências de que os processos e procedimentos da POCT atendem aos requisitos. A direção da organização deve ser o principal responsável por garantir que sejam tomadas as medidas apropriadas para monitorar a exatidão e a qualidade do POCT realizado dentro da organização de serviço de saúde.

A NBR ISO 15189:2015, 4.1.2.2, e as seguintes subseções se aplicam. Um grupo de profissionais de saúde (por exemplo, Comitê Médico Consultivo) deve ser responsável perante a direção pela definição do escopo do POCT a ser disponibilizado. Isso deve levar em consideração a necessidade clínica de POCT, suas implicações financeiras, viabilidade técnica e a capacidade da organização de atender à necessidade. A direção ou o responsável designado do laboratório deve nomear um grupo multidisciplinar de gestão do POCT com representação do laboratório, administração e programas clínicos, incluindo enfermagem, para aconselhar sobre o fornecimento do POCT.

O grupo de gestão deve garantir que responsabilidades e autoridades sejam definidas e comunicadas dentro da organização. O grupo de gestão deve auxiliar na avaliação e seleção de dispositivos e sistemas POCT. Convém que os critérios de desempenho para dispositivos POCT incluam consideração de veracidade, precisão, limites de detecção, limites de uso e interferências. Convém que a praticidade também seja considerada. O grupo de gestão deve considerar todas as propostas para introduzir qualquer produto, dispositivo ou sistema para o POCT.

A gestão dos serviços de laboratório deve estabelecer, documentar, implementar e manter um sistema de gestão da qualidade e melhorar continuamente a sua eficácia. A gestão dos serviços de laboratório deve identificar os processos necessários para o sistema de gestão da qualidade do POCT em toda a organização; determinar a sequência e a interação desses processos; determinar os critérios e métodos necessários para garantir que a operação e o controle desses processos sejam eficazes; garantir a disponibilidade de recursos e informações necessárias para apoiar a operação e o monitoramento desses processos; monitorar, medir e analisar esses processos; implementar as ações necessárias para alcançar os resultados planejados e a melhoria contínua desses processos; e nomear uma pessoa com treinamento e experiência adequados como gerente da qualidade, responsável pela qualidade do POCT, o que inclui a análise crítica dos requisitos relacionados ao POCT. Esses processos devem ser gerenciados pela organização de acordo com os requisitos deste documento.

Convém que os processos necessários para o sistema de gestão da qualidade mencionado incluam processos para atividades de gestão, provisão de recursos, provisões de serviços e provisões de medição. A gestão dos serviços de laboratório deve planejar e implementar os processos de monitoramento, medição, análise e melhoria de processos necessários para demonstrar a conformidade do POCT ao sistema da qualidade. A documentação do sistema de gestão da qualidade deve incluir as declarações documentadas de uma política da qualidade e objetivos da qualidade; o manual de qualidade; os procedimentos documentados exigidos por este documento; os documentos necessários à organização para garantir o planejamento, operação e controle eficazes de seus processos; e os registros exigidos por este documento.

Neste documento, o termo procedimento documentado significa que o procedimento é estabelecido, documentado, implementado e mantido. A extensão da documentação do sistema de gestão da qualidade pode diferir de uma organização para outra devido ao tamanho da organização e tipo de atividades; à complexidade dos processos e suas interações; e à competência do pessoal. A documentação pode estar em qualquer forma ou tipo de mídia que possa ser mantida e recuperada até os tempos de retenção especificados, dependendo dos requisitos locais, regionais e nacionais. A NBR ISO 15189:2015, 4.1.2.3 e 4.1.2.4, e o seguinte se aplicam.

O diretor do laboratório ou o responsável designado adequadamente qualificado deve garantir que os objetivos de qualidade para o POCT sejam estabelecidos e mensuráveis; o planejamento do sistema de gestão da qualidade seja realizado para atender aos requisitos do serviço, bem como aos objetivos da qualidade; e a integridade do sistema de gestão da qualidade seja mantida quando as mudanças no sistema de gestão da qualidade forem planejadas e implementadas. A NBR ISO 15189:2015, 4.2.2, e o seguinte se aplicam. A organização deve estabelecer e manter um manual de qualidade que inclua o escopo do sistema de gestão da qualidade; os procedimentos documentados estabelecidos para o sistema de gestão da qualidade, ou referência a eles; e uma descrição da interação entre os processos do sistema de gestão da qualidade.

A organização deve garantir que o POCT que não esteja em conformidade com os requisitos seja identificado e controlado para impedir o seu uso não intencional. Os controles e as responsabilidades e autoridades relacionadas para lidar com POCT não conforme devem ser definidos em um procedimento documentado. A organização deve lidar com o POCT não conforme de uma ou mais das seguintes maneiras: tomando medidas para eliminar a não conformidade detectada; autorizando o seu uso, liberação e aceitação; tomando medidas para impedir o uso ou aplicação pretendido. Devem ser mantidos registros da natureza das não conformidades e quaisquer ações subsequentes tomadas.

A organização deve determinar, coletar e analisar dados apropriados para avaliar onde a melhoria contínua da eficácia do sistema de gestão da qualidade pode ser feita. Isso deve incluir dados gerados como resultado de monitoramento e medição, bem como de outras fontes pertinentes. A análise dos dados deve fornecer informações relacionadas à satisfação do prestador de cuidados de saúde, paciente ou cliente (ver 4.12); à conformidade com os requisitos do POCT (ver 4.2); às características e tendências do POCT, incluindo oportunidades de ação preventiva; e aos fornecedores. A NBR ISO 15189:2015, 4.10, e o seguinte se aplicam. A organização deve tomar medidas para eliminar a causa das não conformidades, a fim de evitar a recorrência.

As ações corretivas devem ser apropriadas aos efeitos das não conformidades encontradas. Um procedimento documentado deve ser estabelecido para definir requisitos para analisar criticamente as não conformidades (incluindo reclamações de prestador de cuidados de saúde, paciente ou cliente); determinar as causas das não conformidades; avaliar a necessidade de ação para garantir que não conformidades não se repitam; determinar e implementar as ações necessárias; os registros dos resultados das ações tomadas; e analisar criticamente as ações corretivas adotadas.

Os ensaios dos riscos eletrostáticos em atmosferas explosivas

Deve-se conhecer os métodos de ensaios relacionados às propriedades dos equipamentos, produtos e processos necessárias para se evitar uma ignição e os riscos de choques eletrostáticos provenientes da eletricidade estática.

A NBR IEC 60079-32-2 de 09/2020 – Atmosferas explosivas – Parte 32-2: Riscos eletrostáticos — Ensaios descreve os métodos de ensaios relacionados às propriedades dos equipamentos, produtos e processos necessárias para se evitar uma ignição e os riscos de choques eletrostáticos provenientes da eletricidade estática. Destina-se à utilização em uma avaliação de risco dos perigos eletrostáticos ou na preparação de normas para famílias de produtos ou de produtos dedicados para máquinas ou equipamentos elétricos ou não elétricos.

O objetivo desta parte é fornecer os métodos de ensaio padronizados utilizados para o controle da eletricidade estática, como resistência de superfície, resistência de fuga para terra, resistividade em poeiras, condutividade de líquidos, capacitância e avaliação da capacidade de gerar uma ignição de descargas eletrostáticas provocadas. Destina-se especialmente para utilização com as normas existentes da série NBR IEC 60079. A ABNT IEC TS 60079-32-1, Atmosferas explosivas – Parte 32-1: Riscos eletrostáticos, orientação, foi publicada em 2020. Esta norma não se destina a substituir normas que abrangem produtos específicos e situações industriais.

Esta parte apresenta o mais recente estado do conhecimento que pode, no entanto, diferir ligeiramente dos requisitos de outras normas, especialmente no que concerne a ensaios climáticos. Quando um requisito desta norma conflitar com um requisito especificado na NBR IEC 60079-0, para evitar a possibilidade de reensaiar equipamentos previamente aprovados, o requisito da NBR IEC 60079-0 se aplica apenas para equipamentos dentro do escopo da NBR IEC 60079-0. Em todos os outros casos, aplicam-se os requisitos indicados nesta parte.

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Como deve ser preparada a amostra de ensaio da resistência superficial?

O que deve conter o relatório de ensaio?

Quais os conceitos da resistência de fuga?

Como devem ser executados os ensaios de calçados em uso?

As variações nos resultados da medição de propriedades eletrostáticas de materiais são devidas principalmente a variações na amostra (por exemplo, superfícies e geometria não homogêneas e o estado do material) em vez de incertezas na tensão, corrente, geometria do eletrodo ou incerteza do dispositivo de medição. Isto porque as propriedades eletrostáticas são fortemente influenciadas por diferenças muito pequenas, de modo que os efeitos estatísticos desempenham um papel importante. Por exemplo, na ASTM E582, a energia mínima de ignição (MIE – Minimum Ignition Energy) de uma atmosfera de gás explosivo é definida por 100 ou 1.000 não ignições. Isto não exclui, no entanto, que o ensaio 1 001 possa causar uma ignição.

Devido a este efeito estatístico, a precisão e a reprodutibilidade das propriedades eletrostáticas são limitadas pela dispersão estatística. Normalmente, a precisão e a reprodutibilidade das medições eletrostáticas são de cerca de 20% a 30%. Isto é muito mais alto do que para uma medição elétrica típica, que é inferior a 1 %. Por esta razão, os limiares do limite eletrostático contêm certa margem de segurança para compensar a dispersão estatística ocorrida.

Pode ser difícil compreender que a ocorrência da dispersão estatística pode não ser minimizada por meio de melhoria da qualidade dos ensaios. No entanto, essa situação tem que ser aceita, lembrando que os ensaios eletrostáticos contêm margens de segurança adequadas, especificamente para compensar este efeito. Os processos de fabricação (por exemplo, moldagem, extrusão etc.) podem alterar as propriedades eletrostáticas dos materiais.

Recomenda-se, portanto, ensaiar produtos acabados, quando possível, em vez de os materiais dos quais os produtos são feitos. Para obter resultados comparáveis em todo o mundo para medições laboratoriais, convém que as amostras sejam aclimatadas e medidas em umidade relativa e temperatura declaradas (por pelo menos 24 h a (23 ± 2) °C e (25 ± 5) % de umidade relativa). Em locais que podem apresentar níveis mais baixos ou mais altos de umidade e temperatura, um valor adicional na umidade relativa e na temperatura local mais alta ou mais baixa pode ser aceitáveis (por exemplo, 40 ± 2) °C e (90 ± 5)% de umidade relativa para climas tropicais e (23 ± 2) °C e (15 ± 5) % de umidade relativa para locais com climas muito frios).

De forma a evitar erros de medição causados por um comportamento diferente da histerese da umidade do material, convém que a amostra seja inicialmente seca e depois aclimatada ao clima específico. Em algumas outras normas, por exemplo, NBR IEC 60079-0, diferentes valores-limite com base em medições feitas a 50% de umidade relativa ou 30 % de umidade relativa foram especificados no passado na ausência de uma câmara efetiva desumidificadora. A experiência mostra que os resultados e medição neste clima não são obtidos com o mesmo grau de consistência que aqueles medidos de acordo com esta norma.

No entanto, pode ser necessário utilizar o clima especificado em outras normas para manter a continuidade do equipamento previamente avaliado. Pode ser difícil aplicar os métodos de ensaio exatamente como especificados nesta norma, a todos os tipos de equipamentos e em todas as situações. Se este for o caso, o relatório de ensaio deve indicar claramente quais partes desta norma foram aplicadas em sua totalidade e quais partes desta norma foram aplicadas em parte. Isto deve ser acompanhado de uma justificativa técnica dos motivos pelos quais a norma não pôde ser aplicada em sua totalidade e da equivalência de quaisquer outros métodos que tenham sido aplicados em comparação com os métodos de ensaio especificados nesta norma.

Os métodos de ensaio especificados nesta norma envolvem a utilização de fontes de alimentação de alta tensão e, em alguns ensaios, gases inflamáveis que podem apresentar perigo se manuseados incorretamente. Os usuários desta norma são alertados a realizar avaliações de risco adequadas e a considerar os regulamentos locais antes de realizar qualquer um dos procedimentos de ensaio. Em relação à resistência superficial, as superfícies que têm uma resistência superficial suficientemente baixa, de acordo com 3.11, podem não ser carregadas eletrostaticamente quando em contato com a terra. Por esta razão, a resistência da superfície é uma propriedade eletrostática básica relativa à capacidade dos materiais de dissipar a carga eletrostática por condução. Como as resistências superficiais geralmente aumentam com a diminuição da umidade relativa, é necessária uma baixa umidade relativa durante a medição para reproduzir as condições com o pior caso.

A IEC 60093 e IEC 61340-2-3 descrevem métodos de medição da resistência superficial e volumétrica e a resistividade de materiais sólidos planos. A IEC 61340-4-10 é um método alternativo para medir a resistência superficial. No entanto, muitas vezes estes métodos podem não ser aplicados devido ao tamanho e forma dos materiais, especialmente quando incorporados em equipamentos e aparelhos. Por esta razão, o método de ensaio para medições de resistência de materiais que não são planos e produtos com pequenas estruturas especificadas na IEC 61340-2-3, ou o método a seguir pode ser utilizado como uma alternativa adequada.

A superfície é colocada em contato com dois eletrodos condutivos de comprimento e distância definidos e a resistência entre os dois eletrodos é medida. Uma vez que as resistências elevadas geralmente diminuem com o aumento da tensão, a tensão aplicada deve ser aumentada para pelo menos 500 V, preferencialmente 1.000 V, para resistências muito altas. Os conhecimentos mais recentes indicam que pode ser benéfico medir resistências elevadas a 10 kV. No entanto, neste caso, a centelha tem que ser evitada, por exemplo, por uma espuma isolante entre os eletrodos, e os critérios de aceitação têm que ser modificados.

Quando camadas finas isolantes são montadas sobre um material mais condutivo, a tensão aplicada pode queimar totalmente o material inferior, e os resultados obtidos são inconclusivos. Os materiais não homogêneos, particularmente tecidos, podem apresentar resultados diferentes quando medidos em diferentes direções. Isto pode ser evitado utilizando-se um sistema de eletrodo de anel concêntrico, de acordo com a IEC 61340-2-3 ou ISO 14309. Eletrodos de tiras de borracha condutiva macia são preferidos aos eletrodos de tinta prateada para limitar a interação química não desejada da superfície.

No caso de amostras irregulares, os eletrodos de tinta prateada são preferidos aos eletrodos macios, devido à sua melhor adaptação à geometria irregular da amostra. O critério de >25 mm para a área ao redor dos eletrodos, conforme indicado na figura 1, disponível na norma, aplica-se somente às folhas de ensaio, podendo ser ignorado no caso de produtos reais. Os eletrodos são conectados a um teraohmímetro. Um eletrodo de proteção pode ser colocado sobre os eletrodos de medição, para minimizar o ruído elétrico. Durante o ensaio, a tensão deve ser suficientemente estável para que a corrente de carregamento, devida à flutuação de tensão, seja insignificante em comparação com a corrente que flui através da amostra de ensaio.

A precisão do teraohmímetro deve ser verificada regularmente com várias resistências de valores ôhmicos conhecidos em um intervalo de 1 MΩ a 1 TΩ. O teraohmímetro deve ler a resistência dentro da sua precisão especificada. A geometria dos eletrodos condutivos de borracha ou espuma também deve ser regularmente checada medindo a sua marca impressa. Se a força no eletrodo é maior do que 20 N para alcançar a mínima resistência medida, os eletrodos de borracha devem ser substituídos por outros mais macios. A resistência superficial deve ser medida na região da amostra real se o tamanho permitir, ou em uma amostra de ensaio que compreende uma placa retangular com dimensões de acordo com a figura 1.

A amostra de ensaio deve ter uma superfície intacta e limpa. Como alguns solventes podem deixar resíduos condutivos na superfície ou podem afetar negativamente as propriedades eletrostáticas da superfície, é melhor limpar a superfície apenas com uma escova. Isto é especialmente importante nos casos em que a superfície for tratada com agentes antiestáticos especiais. Se, entretanto, houver uma impressão digital ou outra impureza visível na superfície e não forem utilizados agentes antiestáticos especiais na superfície, a amostra de ensaio deve ser limpa com 2-propanol (álcool isopropílico) ou outro solvente adequado que não afete o material da amostra de ensaio e os eletrodos, e que sequem no ar.

A amostra de ensaio deve ser condicionada por pelo menos 24 h em (23 ± 2) °C e (25 ± 5) % de umidade relativa sem ser tocada novamente por mãos desprotegidas. No caso de invólucro de equipamentos elétricos, as condições climáticas são dadas na NBR IEC 60079-0 e a tensão de 500 V do ensaio deve ser utilizada para ser compatível com os históricos das medições. Deve-se ressaltar que o gás inflamável é gerado pela mistura do gás de ensaio (com pureza mínima de 99,5 %) com o ar. O ar utilizado deve conter (21,0 ± 0,5) % de oxigênio e (79,0 ± 0,5) % de nitrogênio. O equipamento de controle do gás e mistura é utilizado para direcionar o gás, na proporção apropriada, para a sonda de ignição. Os gases de ensaio e sua concentração em volume a ser utilizada indicada na NBR IEC 60079-7 é apresentada na tabela abaixo.

O controle da mistura de gás dentro das tolerâncias especificadas deve ser verificado utilizando, por exemplo, um analisador de gás retirando amostras da linha de fornecimento da mistura de gás. Se uma mistura de gás diferente daquela especificada na tabela acima for utilizada, a mínima energia de ignição da mistura de gás deve ser verificada utilizando o método da ASTM E582. É conveniente utilizar cilindros de gás comprimido para o fornecimento de gás, mas outras fontes de fornecimento podem ser utilizadas. Se necessário, filtros de peneira molecular devem ser utilizados para assegurar que os gases tenham baixo teor de umidade.

Isto é importante, por exemplo, quando se utiliza ar diretamente de um compressor. Cada fonte de gás é controlada e monitorada utilizando medidores de vazão e válvulas. A combinação das taxas de vazão de todos os gases por uma sonda de ignição deve ser (0,21 ± 0,04) L/s. Uma válvula de fechamento de ação rápida é utilizada para interromper o fluxo de gás de ensaio quando ocorre a ignição. A válvula de fechamento deve parar o fornecimento do gás de ensaio enquanto deixa o ar fluir livremente para fornecer resfriamento e secagem da sonda de ignição após a ignição ter ocorrido. O tipo e a localização da válvula de fechamento devem ser selecionados de acordo com o projeto do equipamento completo.

Os transformadores para instrumentos com saída analógica ou digital

Deve-se entender os parâmetros aplicáveis nos transformadores para instrumentos novos com saída analógica ou digital, para utilização em instrumentos elétricos de medição e dispositivos elétricos de proteção com frequência nominal de 15 Hz a 100 Hz.

A NBR IEC 61869-1 de 09/2020 – Transformadores para instrumento – Parte 1: Requisitos gerais é aplicável aos transformadores para instrumentos novos com saída analógica ou digital, para utilização em instrumentos elétricos de medição e dispositivos elétricos de proteção com frequência nominal de 15 Hz a 100 Hz. Esta é uma norma de uma família de produtos e abrange apenas requisitos gerais. Para cada tipo de transformador para instrumento, a norma do produto é composta por esta norma e pela norma aplicável específica.

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Quais são as definições relacionadas às características dielétricas?

Quais são as tensões para ensaio de descargas parciais e respectivos níveis permissíveis?

Quais são os requisitos para líquidos utilizados nos equipamentos?

Quais são as especificações para a estanqueidade do gás?

Um transformador para instrumentos destina-se a transmitir um sinal de informação para instrumentos de medição, medidores e dispositivos de controle ou de proteção, ou aparelhos similares. A menos que especificado de outra forma, os transformadores para instrumentos são destinados a serem utilizados em suas características nominais sob as condições normais de serviço listadas nessa norma. Se as condições reais de serviço diferirem das condições normais de serviço, os transformadores para instrumentos devem ser projetados para atender a quaisquer condições especiais de serviço exigidas pelo comprador, ou arranjos apropriados devem ser feitos.

Informações detalhadas relativas à classificação para condições ambientais são fornecidas na IEC 60721-3-3 (uso interno) e na IEC 60721-3-4 (uso externo). Para transformadores para instrumentos com invólucro metálico isolados a gás, a IEC 62271-203, Seção 2, é aplicável. Os transformadores para instrumentos são classificados em três categorias, conforme apresentado na tabela abaixo.

A altitude não pode exceder 1.000 m. As vibrações devido a causas externas aos transformadores para instrumentos ou tremores de terra são desprezíveis. Outras condições de serviço para transformadores para instrumentos de uso interno. Outras condições de serviço consideradas estão descritas a seguir. A influência de radiação solar pode ser desprezada. O ar ambiente não é significativamente poluído por poeira, fumaça, gases corrosivos, vapores ou sal e as condições de umidade são as seguintes: o valor médio da umidade relativa, medido para um período de 24 h, não excede 95%; o valor médio da pressão do vapor de água para um período de 24 h não excede 2,2 kPa; o valor médio da umidade relativa para um período de um mês não excede 90%; o valor médio da pressão de vapor de água para um período de um mês não excede 1,8 kPa. Para estas condições, ocasionalmente pode ocorrer condensação.

É esperado que ocorra condensação quando ocorrem mudanças repentinas de temperatura em períodos de alta umidade. Para suportar os efeitos de alta umidade e condensação, como descargas pelo isolamento ou corrosão de peças metálicas, convém que sejam usados transformadores para instrumentos projetados para tais condições. A condensação pode ser evitada pelo projeto especial do invólucro, por ventilação e aquecimento adequados, ou pelo uso de um dispositivo de desumidificação.

Outras condições de serviço para transformadores para instrumentos de uso externo estão descritas a seguir. O valor médio da temperatura do ar ambiente, medida para um período de 24 h, não excede 35 °C e convém considerar a radiação solar até o nível de 1 000 W/m2 (em um dia claro ao meio-dia). O ar ambiente pode ser poluído por poeira, fumaça, gases corrosivos, vapores ou sal. A poluição não excede os níveis indicados na IEC 60815. A pressão do vento não superior a 700 Pa (correspondendo a uma velocidade do vento de 34 m/s), convém que a presença de condensação ou precipitação seja considerada e a camada de gelo não excede 20 mm.

Quando os transformadores para instrumentos se destinam a ser utilizados em condições diferentes das condições de serviço normais indicadas em 4.2, convém que os requisitos dos compradores sejam baseados nos critérios padronizados fornecidos a seguir. A uma altitude > 1.000 m, a tensão de descarga disruptiva do isolamento externo é afetada pela redução da densidade do ar. A uma altitude > 1.000 m, o comportamento térmico de um transformador para instrumentos é afetado pela redução da densidade do ar. Para instalações localizadas onde a temperatura ambiente pode estar significativamente fora do intervalo normal das condições de serviço indicadas em 4.2.1, convém que os intervalos preferenciais de temperatura máxima a ser especificada sejam: – 50 °C e 40 °C para climas muito frios; – 5 °C e 50 °C para climas muito quentes.

Em certas regiões com ocorrência frequente de ventos quentes e úmidos, mudanças súbitas de temperatura podem ocorrer, resultando em condensação, mesmo em condições de uso interno. Sob certas condições de radiação solar, medidas apropriadas, por exemplo, telhados, ventilação forçada etc., podem ser necessárias para não exceder as elevações de temperatura especificadas. Alternativamente, um fator de redução pode ser utilizado. As vibrações podem ocorrer devido a operações de manobra ou forças de curto-circuito. Para um transformador para instrumentos integrado em equipamentos montados (GIS ou AIS), a vibração produzida pelo equipamento montado deve ser considerada.

Para instalações onde é provável que ocorram terremotos, o nível de severidade aplicável de acordo com a IEC 62271-2 deve ser especificado pelo comprador. A conformidade com tais requisitos especiais, se aplicável, deve ser demonstrada por cálculo ou por ensaios, conforme definido pelas normas aplicáveis. Os sistemas de aterramento considerados são: sistema com neutro isolado (ver 3.2.4); sistema de aterramento ressonante (ver 3.2.5); sistema com neutro aterrado (ver 3.2.7); sistema com neutro solidamente aterrado (ver 3.2.8) e sistema com neutro aterrado por impedância (ver 3.2.9). Convém que as características comuns dos transformadores para instrumentos, incluindo seus equipamentos auxiliares, se aplicáveis, sejam selecionadas entre as seguintes: tensão máxima para o equipamento (Um); nível de isolamento nominal; frequência nominal (fR), carga nominal; classe de exatidão nominal.

As características se aplicam nas condições atmosféricas padronizadas (temperatura (20 °C), pressão (101,3 kPa) e umidade (11 g/m³)), especificados na IEC 60071-1. A tensão máxima para o equipamento possui valores-padrão que devem ser selecionados da tabela abaixo. A tensão máxima para o equipamento é escolhida como o próximo valor-padrão de Um igual ou superior à tensão máxima do sistema onde o equipamento deve ser instalado. Para equipamentos a serem instalados em condições ambientais normais relevantes para o isolamento, Um deve ser pelo menos igual a Usys.

Para equipamentos a serem instalados fora das condições ambientais normais relevantes para isolamento, Um pode ser selecionado mais alto do que o próximo valor-padrão de Um igual ou superior a Usys, de acordo com as necessidades especiais envolvidas. Como exemplo, a seleção de um valor Um mais alto que o próximo valor-padrão de Um igual ou superiora Usys pode surgir quando o equipamento tem que ser instalado a uma altitude superior a 1 000 m, a fim de compensar a diminuição da tensão suportável do isolamento externo.

Para a maioria dos valores de tensão máxima dos equipamentos (Um), existem vários níveis de isolamento nominal para permitir a aplicação de diferentes critérios de desempenho ou padrões de sobretensão. Convém que a escolha seja feita considerando o grau de exposição a sobretensões de frente rápida e frente lenta, o tipo do aterramento de neutro do sistema e o tipo de dispositivo limitador de sobretensão. O nível de isolamento nominal do terminal primário de um transformador para instrumentos deve ser baseado na tensão máxima do equipamento Um, de acordo com a tabela acima. O terminal primário destinado a ser aterrado em serviço tem Um igual a 0,72 kV.

Para transformadores para instrumentos montados em subestações isoladas a gás, os níveis de isolamento nominais, procedimentos de ensaio e critérios de aprovação estão de acordo com a IEC 62271-203, Tabela 102 a 103, isolamento fase-terra. As especificações para materiais orgânicos utilizados em transformadores para instrumentos (por exemplo, resina epóxi, resina poliuretano, resina epóxi cicloalifática, material composto, etc.), para instalação interior ou exterior, são dadas na série IEC 60455. Os ensaios em transformadores para instrumentos completos levando em conta fenômenos como mudança súbita de temperatura, inflamabilidade e envelhecimento ainda não estão padronizados. A IEC 60660, para isolação abrigada, e a IEC 61109, para isolação exposta ao tempo, podem ser utilizadas como orientação.

Os requisitos dos cabos ópticos de terminação

Entenda os requisitos para a fabricação dos cabos ópticos de terminação que são indicados para instalações internas e externas, interligando os cabos ópticos externos da última emenda às instalações internas comerciais, industriais e residenciais.

A NBR 14772 de 07/2020 – Cabo óptico de terminação — Especificação especifica os requisitos para a fabricação dos cabos ópticos de terminação. Estes cabos são indicados para instalações internas e externas, interligando os cabos ópticos externos da última emenda às instalações internas comerciais, industriais e residenciais. Estes cabos não se aplicam às instalações externas aéreas.

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Como deve ser o núcleo constituído por unidades básicas de elementos ópticos?

Qual o código de cores das unidades básicas dos elementos ópticos e dos cordões ópticos?

Quais são as cores das fibras ópticas?

O que deve ser aplicado como revestimento externo?

Um cabo óptico de terminação é o conjunto constituído por unidades básicas de cordões ópticos, elementos ópticos ou fibras ópticas, elemento de tração dielétrico, eventuais enchimentos, núcleo seco resistente a penetração de umidade e protegidos por uma capa externa de material termoplástico retardante à chama. Um elemento óptico é um conjunto constituído por uma fibra óptica com revestimento primário em acrilato e com revestimento secundário de material termoplástico.

Uma unidade básica é o menor conjunto de fibras ópticas agrupadas, identificado inequivocamente, que pode ser delimitado por uma amarração, micromódulo ou tubo loose. prontos satisfaçam os requisitos especificados nesta norma. Os cabos ópticos de terminação são designados pelo seguinte código: CFOT – X – Y – Z – W, onde CFOT é o cabo óptico de terminação; X é o tipo de fibra óptica, conforme a tabela abaixo; Y é a formação do núcleo, conforme a tabela abaixo; Z é o número de fibras ópticas, conforme a tabela abaixo; W é o grau de proteção do cabo quanto ao comportamento frente à chama, conforme a tabela abaixo.

Os materiais constituintes dos cabos ópticos de terminação devem ser dielétricos. Os materiais utilizados na fabricação do cabo devem ser compatíveis entre si. Os materiais utilizados na fabricação dos cabos com função estrutural devem ter suas características contínuas ao longo de todo o comprimento do cabo.

As fibras ópticas tipo multimodo índice gradual, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13487. As fibras ópticas tipo monomodo com dispersão normal, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13488. As fibras ópticas tipo monomodo com dispersão deslocada e não nula, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 14604. As fibras ópticas tipo monomodo com baixa sensibilidade a curvatura, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 16028.

Não são permitidas emendas nas fibras ópticas durante o processo de fabricação do cabo. O núcleo deve ser constituído por unidades básicas de fibras ópticas, cordões ópticos ou elementos ópticos. Os cabos ópticos de terminação devem ser fabricados com unidades básicas de 2, 4, 6, 8, 12, 16, 24, 36 ou 48 fibras ópticas.

O núcleo deve ser constituído por unidades básicas. As unidades básicas devem ser dispostas em elementos de proteção adequados, de modo a atender aos requisitos especificados nesta norma. Os elementos de proteção podem ser constituídos por tubos de material polimérico encordoados em uma ou mais coroas, ou de forma longitudinal. Os elementos de proteção encordoados devem ser reunidos com passo e sentido escolhidos pelo fabricante, de modo a satisfazer as características previstas nesta norma.

No caso de cabos ópticos constituídos por elementos de proteção encordoados dispostos em mais de uma coroa, opcionalmente estas coroas podem ser separadas por fitas, a fim de facilitar a sua identificação. É recomendado que cabos ópticos compostos por elementos de proteção de até 12 fibras ópticas sejam constituídos por unidades básicas, onde cada unidade pode conter duas ou seis fibras ópticas. Para os cabos ópticos de 18 a 36 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha seis ou 12 fibras ópticas.

Para os cabos ópticos de 48 a 288 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha 12 ou 24 fibras ópticas. Para os cabos ópticos superiores a 288 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha 24, 36 ou 48 fibras ópticas. O núcleo constituído por fibras ópticas dispostas em tubo único (central loose tube) deve conter um único tubo central de material polimérico contendo uma ou mais unidades básicas. Os cabos ópticos de até 48 fibras ópticas devem ser constituídos de fibras ópticas reunidas. Os cabos ópticos acima de 48 até 72 fibras ópticas devem ser constituídos por unidades básicas.

Para o núcleo constituído por unidades básicas de cordões ópticos monofibra, o cordão óptico deve ser conforme a NBR 14106. A unidade básica de cordões ópticos deve ser constituída por até 12 cordões agrupados e identificada. Os cabos de até 12 fibras ópticas devem ser constituídos por cordões ópticos reunidos. Para cabos de 18 a 36 fibras ópticas, é recomendado que cada unidade básica contenha seis cordões ópticos. Para cabos ópticos de 48 a 72 fibras, é recomendado que cada unidade básica contenha 12 cordões ópticos.

A marcação métrica sequencial deve ser feita em intervalos de 1 m ao longo do revestimento externo do cabo óptico de terminação. A marcação deve ser feita com algarismos de altura, forma, espaçamento e método de gravação ou impressão tais que se obtenha legibilidade perfeita e permanente. Não são permitidas marcações ilegíveis adjacentes. Na medida da marcação do comprimento ao longo do eixo do cabo, é tolerada uma variação para menos de até 0,5%, não havendo restrição de tolerância para mais.

A marcação inicial deve ser feita em contraste com a cor da capa do cabo, sendo preferencialmente azul ou preta para os cabos de cores claras e branca para os cabos de cores escuras ou em relevo. Se a marcação não satisfizer os requisitos anteriores, é permitida a remarcação na cor amarela. A remarcação deve ser feita de forma a não se sobrepor à marcação inicial defeituosa. Não é permitida qualquer outra remarcação além da citada. Cada lance de cabo deve ser fornecido acondicionado em um carretel de madeira com diâmetro mínimo do tambor de 22 vezes o diâmetro externo do cabo. A largura total do carretel não pode exceder 1,5 m e a altura total não pode ser superior a 2,1 m.

Os carretéis devem conter um número de voltas tal que entre a camada superior e as bordas dos discos laterais exista um espaço livre mínimo de 6 cm. Os carretéis utilizados devem estar conforme a NBR 11137. As extremidades do cabo devem ser solidamente presas à estrutura do carretel, de modo a não permitir que o cabo se solte ou se desenrole durante o transporte. A extremidade interna do cabo na bobina deve estar protegida para evitar danos durante o transporte, ser acessível para ensaios, possuir um comprimento livre de no mínimo 2 m e ser acomodada com diâmetro de no mínimo 22 vezes o diâmetro externo do cabo.

Após efetuados todos os ensaios requeridos para o cabo, as extremidades do lance devem ser fechadas, a fim de prevenir a entrada de umidade. Cada lance do cabo óptico de terminação deve ter um comprimento nominal de 2 000 m, podendo, a pedido do comprador, ser fornecido em comprimento específico. A tolerância de cada lance deve ser de + 3%, não sendo admitidos comprimentos inferiores ao especificado.

Devem ser identificadas em cada bobina, com caracteres perfeitamente legíveis e indeléveis, as seguintes informações: nome do comprador; nome do fabricante; número da bobina; designação do cabo; comprimento real do cabo na bobina, expresso em metros (m); massa bruta e massa líquida, expressas em quilogramas (kg); uma seta ou marcação apropriada para indicar o sentido em que o cabo deve ser desenrolado; identificação de remarcação, quando aplicável. O transporte, armazenamento e utilização das bobinas dos cabos ópticos de terminação devem ser feitos conforme a NBR 7310.

IEC 60749-30: os dispositivos de montagem em superfície não hermética

Essa norma, publicada pela International Electrotechnical Commission (IEC) em 2020, estabelece um procedimento padrão para determinar o pré-condicionamento de dispositivos de montagem em superfície não herméticos (surface mount devices – SMD) antes do ensaio de confiabilidade. O método de ensaio define o fluxo de pré-condicionamento para os SMD de estado sólido não herméticos representativos de uma operação típica de refluxo de solda múltipla da indústria.

A IEC 60749-30:2020 – Semiconductor devices – Mechanical and climatic test methods – Part 30: Preconditioning of non-hermetic surface mount devices prior to reliability testing estabelece um procedimento padrão para determinar o pré-condicionamento de dispositivos de montagem em superfície não herméticos (surface mount devices – SMD) antes do ensaio de confiabilidade. O método de ensaio define o fluxo de pré-condicionamento para os SMD de estado sólido não herméticos representativos de uma operação típica de refluxo de solda múltipla da indústria.

Esses SMD são submetidos à sequência de pré-condicionamento apropriada descrita neste documento antes de serem submetidos a testes de confiabilidade internos específicos (qualificação e/ou monitoramento de confiabilidade) para avaliar a confiabilidade de longo prazo (impactada pela tensão de soldagem). Esta edição inclui as seguintes alterações técnicas significativas em relação à edição anterior: inclusão de uma nova Cláusula 3; expansão de 6,7 no refluxo da solda; e inclusão de notas explicativas e esclarecimentos.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO……………………. 3

1 Escopo……………………… 5

2 Referências normativas……….. ….. 5

3 Termos e definições…………… …… 6

4 Descrição geral………………… …….. 6

5 Aparelho e materiais de ensaio……………. 6

5.1 Geral………………… …………….. 6

5.2 Câmara de umidade…………………….. 7

5.3 Equipamento de solda………………… … 7

5.4 Microscópio óptico…………………………… 7

5.5 Equipamento de ensaio elétrico………………… 7

5.6 Forno de secagem……………………….. …. 7

5.7 Câmara de ciclo de temperatura (opcional)………………. 7

6 Procedimento…. …………………. 7

6.1 Geral………………….. …………….. 7

6.2 Medições iniciais……………………… 8

6.2.1 Ensaio elétrico………………………. …. 8

6.2.2 Inspeção visual………………………… 8

6.3 Ciclo de temperatura (opcional)………………… 8

6.4 Secagem…………………………………….. …… 8

6.5 Condições de imersão para os SMD embalados a seco………………….. 8

6.5.1 Geral…………………… ……….. 8

6.5.2 Método A para SMD embalados a seco de acordo com a IEC 60749-20………….. 8

6.5.3 Método B para SMD embalados a seco de acordo com a IEC 60749-20…………….. 8

6.6 Condições de imersão para SMD não embalados a seco de acordo com a IEC 60749-20

6.7 Refluxo de solda…………………… ………. 9

6.7.1 Procedimento de refluxo de solda……………….. 9

6.7.2 Acessório de solda após refluxo………………….. 9

6.8 Simulação de aplicação de fluxo (opcional)………………. 10

6.8.1 Aplicativo de fluxo………………………………… 10

6.8.2 Limpeza e secagem após aplicação de fluxo…………. 10

6.9 Medidas finais……………………………….. 10

6.9.1 Ensaio elétrico………………………. 10

6.9.2 Inspeção visual………………………. 10

6.10 Ensaios de confiabilidade aplicáveis……………… 10

7 Sumário………………… ………………… 10

Tabela 1 – Fluxo da sequência de pré-condicionamento – Método A (condição A2) de acordo com a IEC 60749-20 (dispositivos embalados a seco) ……………………………. 11

Tabela 2 – Fluxo de sequência de pré-condicionamento – Método B (condições B2 a B6) de acordo com a IEC 60749-20 (dispositivos embalados a seco) ………… …………………. 11

Tabela 3 – Fluxo da sequência de pré-condicionamento – Condições A1 e B1 de acordo com a IEC 60749-20 (dispositivos não embalados a seco) ………………………………… 12

A correlação das condições de sensibilidade ao estresse, induzido pela umidade (moisture sensitivity levels – MSL)) de acordo com a IEC 60749-20 e este documento e as condições reais de refluxo usadas, dependem da medição de temperatura idêntica pelo fabricante do semicondutor e pelo montador da placa. Portanto, a temperatura na parte superior da embalagem do SMD, mais quente e sensível à umidade durante a montagem, deve ser monitorada para garantir que não exceda a temperatura na qual os componentes são avaliados. Para a finalidade deste documento, é restrito incluir apenas os SMD encapsulados em plástico e outras embalagens feitas com materiais permeáveis à umidade.