Como deixar o seu dia mais organizado

Facilitando a sua rotina e melhorando as atitudes para ter dias mais produtivos.

A rotina diária pode ser complicada. Com tantas preocupações na cabeça, não é incomum que as pessoas cheguem ao final da jornada e tenham a sensação de que ficou faltando fazer algo, ou, pior: pensem que o dia não rendeu como poderia.

Programe-se

A falta de organização pode fazer com que seu dia pareça mais curto, pela sensação de que nem tudo que você precisava realizar foi cumprido. Segundo João Alexandre Borba, psicólogo e coach, medidas precisam ser tomadas para melhorar sua produtividade. “Existem três passos importantes que podem ser tomados para mudar esses hábitos. Primeiramente, é necessário ter clareza mental. Isso consiste em saber estruturar seu dia com 24 horas de antecedência. Ou seja, se você quer que sua terça renda, programe-a na segunda-feira. Assim, você não esquecerá do que precisa ser feito, sendo uma maneira mais fácil de seguir seus planos”, afirma.

Não deixe para amanhã o que deve fazer hoje

O profissional explica que o segundo passo depende da boa execução da primeira etapa. “O poder de decisão, por sua vez, se compromete a cumprir com o que foi decidido pela clareza mental. É preciso se lembrar do porquê você decidiu fazer todas aquelas coisas listadas na primeira etapa; pense nos benefícios que isso trará para seu dia, além da satisfação de ter sua lista de tarefas realizada por completo”, observa.

Tenha limites

Por fim, o terceiro e último passo para mudar seus hábitos. “O último passo é o poder dos limites. Ele ajuda a elevar sua autoestima. Quando ele acontece, você consegue bloquear o que te atrapalha, como as redes sociais, uma mensagem no celular e conversas paralelas no ambiente de trabalho”, fala. A lógica é essa: se você para no meio do processo para mexer no seu feed do Facebook, e depois decide voltar ao trabalho, seu cérebro precisará de 12 minutos para retomar ao foco. Nesse meio tempo, é capaz de você responder outras mensagens, abrir sites diversos e designar sua atenção em qualquer coisa, menos no que você precisava fazer. Uma tarefa que seria feita em 30 minutos se estende, e seu dia rende menos. “Manter o foco é o ponto principal na hora de realizar suas atividades diárias com êxito. Ao finalizar o terceiro passo, você perceberá como seu dia se tornará melhor, e a sensação de ‘missão cumprida’ ao final da jornada se tornará recorrente”, esclarece.

João pontua que a chave para a mudança vem de dentro da pessoa. “De nada adianta reclamar, se as atitudes corretas não forem tomadas. É preciso estar aberto às mudanças, mesmo que o processo cause certo estranhamento ou desconforto. Só assim, o indivíduo perceberá a diferença significativa que os bons hábitos fazem em sua vida”, conclui.

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As dicas de como sair do desemprego

Desemprego é a palavra da vez. O Brasil vive a sua pior crise econômica na história e há mais de 14,3 milhões de desempregados no país. Se você é um deles, esse texto pode ajudar.

Uma boa forma de transformar esse tempo chato do desemprego em algo útil para você a longo prazo, é repensar sua carreira, o motivo que te levou a estar desemprego e se perguntar se você realmente está no caminho certo. “Infelizmente, vejo que muitos bons profissionais se perdem na carreira porque não têm um posicionamento definido. Atiram para todos os lados e não conseguem concentrar sua energia no que realmente lhes interessa”, aconselha Madalena Feliciano, gestora projetos da empresa Outliers Careers.

“Para um bom posicionamento você precisará fazer um montante de escolhas pessoais e profissionais, exteriorizá-las e torná-las palpáveis e concretas. As características de uma empresa bem posicionada já estão dentro do próprio gestor, por isso, antes de tudo, você precisa se concentrar nas suas características pessoais. Por exemplo, ‘Qual a sua missão de vida? Quais são seus desejos? Qual a razão de fazer o que você faz? Quais problemas você gosta – e deseja – resolver?’” É importante ter essas questões pré-definidas antes de procurar por um novo emprego. “São essas qualidades que irão distinguir sua atuação no mercado ou sua marca. Suas virtudes são aqueles pontos chaves que farão você ser reconhecido”, acrescenta.

“Essa é a hora para investir em educação. Use a internet como uma aliada e deixe seu currículo cada vez mais recheado. Existem milhares de cursos online, tutoriais, e-books, etc. Outra atividade que pode ajudar nesse período é visitar eventos, feiras e congressos voltados à carreira. Além de manter-se atualizado sobre o mercado, cada presença em um evento desses é mais uma oportunidade para conhecer pessoas com interesses semelhantes de forma menos formal – quem sabe seu novo chefe ou colega de trabalho não esteja ali também?”, comenta Madalena.

Nos tempos atuais em que a internet domina, estar conectado não é apenas para adolescentes e jovens adultos, e principalmente não pode ser encarado apenas como lazer. Virou ferramenta de trabalho. “Deixe seus perfis online sempre atualizados e atrativos, tenha um bom networking digital, saiba o que acontece no mundo. Converse com ex-colegas de classe ou trabalho, amigos, professores, etc., e faça com que eles saibam que você está à procura de um emprego – de forma sutil. Uma indicação é sempre algo positivo na hora da conquista de um novo emprego”, sugere.

“Os freelancers são uma ótima maneira de continuar exercendo a profissão com retorno financeiro. Essa é uma fonte de renda que pode ajudar nos períodos de desemprego e, além disso, oferece novas oportunidades de conhecer pessoas da área – ou seja, novas oportunidades de emprego. Para isso, tenha sempre seu cartão de visitas consigo.”, afirma a gestora.

Quando surgir uma oportunidade de entrevista de emprego, antes de se candidatar a vaga, pare, analise a empresa e veja se ela combina com o seu perfil profissional. “Você torna a empresa mais palpável e passa a entender de forma concreta como o processo funciona ali dentro. As características culturais impostas pela instituição combinam com as suas? Você admira as qualidades da empresa, assim como seus serviços e produtos? Se a resposta para essas perguntas for sim, você já está no caminho certo”, comenta Madalena.

Ela aconselha fazer uma pesquisa ampla sobre o mercado de atuação da empresa, sua missão, visão e valores. E compare com os seus. “Vasculhe mesmo. Já que você possui a internet, use-a a seu favor.”, incentiva. E ainda dá um último conselho importante para a hora da entrevista. “Profissionais que mostram conhecimento anterior e interesse sobre a empresa ganham pontos positivos com os chefes”.

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Como montar um plano B para superar a crise?

Especialista oferece dicas para quem quer continuar no mercado.

O cenário político e econômico atual faz com que instabilidade tome conta nas empresas. O resultado disso são as várias demissões que ocorrem, deixando um medo coletivo de perder o emprego. É preciso então reagir com ânimo e não deixar se abater pelo pessimismo.

A crise traz uma série de incertezas, sejam profissionais ou pessoais. Ter equilíbrio e inteligência emocional pode ser difícil, mas quem conseguir se manter motivado e concentrado nesse momento conturbado pode superar bem a crise. Além de passar a ter um perfil proativo e criativo, afastar-se de pessoas que podem minar seu progresso também é importante.

Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, alerta que é importante planejar bem as ações que serão tomadas, além de sempre procurar aperfeiçoar seu currículo. “Um bom empreendedor precisa ter um planejamento, saber o que fazer e como fazer. Para ajudar na construção de uma carreira, existem diversos cursos e treinamentos hoje disponíveis no mercado. Ter um diferencial vale muito”, afirma.

Uma ferramenta que pode ser muito útil nessas horas é a internet. De acordo com a especialista, muitas pessoas reclamam que a participação em feiras, cursos, congressos e especializações exige um dinheiro que está não disponível no momento. “Hoje existem cursos e palestras online e gratuitas, então vale a pena buscar informações pela internet. Não pode se acomodar”, rebate ela.

Segundo Madalena, é possível tomar algumas medidas e ter um plano B. ”O desemprego é um choque em qualquer momento. Então criar o próprio plano, elaborar seu currículo e aumentar o networking podem ser atitudes para construir plano B”.

Porém, Madalena adverte que não se deve esquecer plano A. Afinal, como o próprio nome diz, o plano B é o segundo plano. “Tem que traçar estratégias para o plano A se concretizar. O plano B é uma alternativa, mas tem gente que se envolve demais nele e deixa o plano A à mercê da sorte. Daí a possibilidade de ter êxito é muito menor”, conclui.

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

 

Crack, as tintas dramáticas de uma epidemia que se alastra

Paulo Saldiva

O Brasil vive nos dias atuais uma epidemia de consumo de crack. A partir dos anos 1990, o número de usuários cresce mais e mais, atingindo nos dias de hoje mais de um milhão de brasileiros.

Em outras palavras, partimos de um cenário onde se relatava um problema potencial para chegar ao ponto onde estamos, onde nos deparamos diuturnamente com jovens dependentes que perambulam esquálidos pelas ruas de nossas cidades.

No momento, o Brasil é o segundo maior consumidor desta droga. O crack é um derivado da cocaína, onde, por meio de adição de uma base forte à cocaína não purificada, obtém-se um extrato oleoso que, após secagem, pode ser cortado em “pedras”.

Devido às suas características físicas, as pedras podem ser queimadas em cachimbos improvisados e o produto da queima ser inalado e atingir os pulmões. Devido à sua grande superfície e alta capacidade de difusão, a inalação desta cocaína volatilizada faz com que a mesma seja absorvida com grande eficiência, permitindo que os efeitos estimulantes da droga sejam rápidos e intensos.

De todas as variantes do uso de cocaína, a inalação de crack é a que mais induz dependência. Por outro lado, o baixo custo de produção faz com que o crack seja acessível a muitos, definindo então o perfil típico do usuário, que são jovens das classes menos favorecidas, que tomam contato com a droga no início da adolescência.

O crack tem efeitos estimulantes intensos e promove contração dos vasos sanguíneos, que, a longo prazo, causam fibrose cardíaca, estreitamento não reversível das artérias coronárias e de ramos arteriais intracerebrais.

O Brasil vive nos dias atuais uma epidemia de consumo de crack. A partir dos anos 1990, o número de usuários cresce mais e mais, atingindo nos dias de hoje mais de um milhão de brasileiros.

Os jovens perdem função cardíaca e neurônios de forma irreversível, elevando o risco de morte por arritmias ou infarto do miocárdio e, de outra parte, alterações cognitivas e comportamentais permanentes.

A alteração do estado de consciência promovida pela droga facilita em muito as doenças transmitidas sexualmente – Aids, sífilis, gonorreia, hepatites virais, por exemplo – como também precoce. Os “bebês do crack” vão sofrer as consequências cardíacas e cerebrais em maior intensidade, fruto da exposição transplacentária durante o desenvolvimento fetal.

Esse é o quadro que temos pela frente, composto com as tintas dramáticas de uma epidemia que se alastra, provocando deterioração física e mental de jovens, com um nível de dependência que faz com que as taxas de recuperação pós-tratamento sejam ainda muito decepcionantes.

Ao se tornarem dependentes, os jovens perdem os seus lares e ganham as ruas, tornando-se vítimas preferenciais da violência urbana. Temos, portanto, à nossa frente um problema complexo e de difícil solução, uma vez que demanda a conjunção e, principalmente, a integração de diferentes áreas do conhecimento.

Uma plataforma ampla, capaz de produzir diálogos e convergências entre neurociências, toxicologia, psiquiatria, psicologia, ciências sociais, antropologia, educação, economia e urbanismo (entre outras áreas do conhecimento) é talvez um dos caminhos para propor novas abordagens e formas de tratamento, contribuir para a elaboração de políticas públicas eficientes e sugerir estruturas de apoio aos dependentes.

São ações que demandam a participação de pesquisadores de diferentes áreas do saber. A USP tem em seus quadros pesquisadores capazes e alunos interessados em todos os campos acima mencionados e, certamente, poderá contribuir de forma extremamente positiva para vencermos esse enorme desafio.

Paulo Saldiva é professor da Faculdade de Medicina e médico patologista. É o atual diretor do Instituto de Estudos Avançados.

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O que fazem as empresas de recolocação e gestão de carreira?

Com o auxílio de pessoas especializadas, voltar ao mercado pode se tornar mais fácil.

Perder um emprego nunca é algo bom, porém, a forma a qual a pessoa enfrenta esse período é o aspecto mais importante para conseguir seguir em frente e conquistar novos objetivos de vida no futuro, ainda mais com a crise que se instalou em 2017. E para aqueles que desejam a recolocação no mercado, é um consolo saber que hoje existem empresas especializadas nesse assunto e que elas estão dispostas a auxiliar o profissional a reconquistar sua carreira.

Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, comenta que o processo de recolocação de mercado, chamado de outplacement, é um dos procedimentos que os profissionais desligados de seus empregos mais procuram quando entram com contato com a Outliers. “O objetivo geral do outplacement é estudar, junto com o profissional, a solução para a sua carreira, levando em conta o que o mercado oferece, a experiência da pessoa e suas metas”, resume Madalena.

A especialista diz que nesse processo é diagnosticado, planejado e desenvolvido um novo plano de ação personalizado para cada profissional, voltado inteiramente para resultados efetivos e contínuos e para a conquista do objetivo do profissional. Porém, para que isso seja alcançado, vários passos precisam ser seguidos.

Uma das atitudes que precisam ser tomadas durante o processo de recolocação é a reformulação do currículo. “Seu currículo é seu cartão de visitas e a empresa de recolocação lhe auxiliará a deixá-lo ainda mais atraente. Além disso, é preciso que ele esteja acessível na internet durante 24 horas por dia, e uma boa ideia para isso é investir no LinkedIn, a maior rede social voltada para negócios no mundo. Esse é um dos serviços oferecidos pela Outliers: a atualização do currículo juntamente com a atualização de perfis em redes sociais de profissionais, fazendo com que a pessoa tenha maior visibilidade para conquistar um bom emprego e a desenvolver conexões com mais profissionais”, explica Madalena.

O LinkedIn auxilia na manutenção do networking, outra atividade importante para manter-se no mundo dos negócios e ser lembrado pelas outras pessoas, “afinal, quem não é visto, não é lembrado”, conta a especialista. Mas além do networking e do currículo, faz parte do trabalho de recolocação apoiar o profissional durante todo o processo de transição, afinal ninguém passa a vida procurando emprego, esta é uma tarefa para os especialistas.

Realizar assessments para avaliar pontos fortes e pontos a serem melhorados, comportamento do profissional frente aos diversos desafios que o mercado apresenta, e a partir daí mapear o mercado alvo. “Com o plano de ação em mãos está na hora de preparar o profissional para processos seletivos, negociá-los no mercado fechado, apresentá-los para consultorias de RH assim como para headhunters ou empresas parceiras e desenvolver processo de Coaching de Carreira para que o mesmo esteja com autoestima em dia, motivado e pronto para encarar a competitividade”, revela Madalena.

Prepará-lo para um Plano B de carreira ou ainda empreender em seu próprio negócio também tem sido um trabalho realizado pela Outliers Careers e que tem feito grande diferença para os profissionais acima dos 50 anos, até porque a maioria não se prepara para este momento.

Madalena então simplifica o trabalho das empresas de recolocação. “De forma resumida, o trabalho de recolocação no mercado consiste no aconselhamento, apoio, orientação e estímulo ao profissional demitido, preparando-o técnica e psicologicamente para as oportunidades de mercado, bem como para o planejamento de sua carreira e cumprimento de metas e objetivos”, conclui.

As perguntas incomuns em uma entrevista de emprego

Por mais estranhas que podem ser as perguntas de uma entrevista de emprego, o candidato não deve se deixar abalar.

Para boa parte dos candidatos de processos seletivos, a entrevista de emprego é motivo de desconforto e nervosismo, mesmo se as perguntas forem as de praxe: quais seus pontos fracos e fortes, onde se enxerga daqui 10 anos, etc. Mas, e se os questionamentos feitos pelo entrevistadores forem totalmente sem nexo, ou, no mínimo, inusitados?

O site Glassdor, uma comunidade online especializada, analisou cerca de 150 mil perguntas feitas em entrevistas de emprego, compartilhadas pelos usuários da rede. Ao todo, eles determinaram as 25 questões mais esquisitas feitas em processos seletivos. A Google lidera o ranking da companhias que costumam fazer perguntas de coisas atípicas, além da Hewllet-Packard (HP) e a Amazon, que também integram a listagem.

Confira, abaixo, alguma destas perguntas:

– “Quão sortudo você é e por quê?” – Airbnb, em entrevista para vaga de administrador de conteúdo.

“Se você estivesse em uma ilha e pudesse levar três objetos, quais seriam?” – Yahoo!, em entrevista para vaga de analista de qualidade em busca.

-“Se você fosse uma caixa de cereais matinais, qual você seria e por quê?” – Bed, Bath & Beyond, em entrevista para vaga de associado em vendas.

-“Qual aspecto da humanidade é o seu menos favorito?” – ZocDoc, em entrevista para vaga de associado de operações.

– “Quão honesto você é?” – Allied Telesis, em entrevista para vaga de engenheiro de software.

Segundo Madalena Feliciano, diretora geral do Outliers Careers, apesar de perguntas como estas serem mais frequentes em empresas altamente especializadas, nestes caso, é preciso manter a calma. “O candidato bem preparado, se ele realmente for adequado para a empresa, sairá desta situação com um bom jogo de cintura”, ela explica.

Madalena ainda lembra que é importante que o entrevistado pesquise sobre a empresa antes de realizar a entrevista. “Principalmente para empresas com uma grande história, realizar uma breve investigação mostra interesse sobre o assunto, além de um bom preparo prévio”, pontua. “Não dá para adivinhar quais serão as perguntas feitas na hora da entrevista, mas um bom profissional deve estar preparado para qualquer situação”, finaliza.

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Por quanto tempo você quer o que você quer?

Roberto Camanho

Perenidade é uma palavra instigante. Quando pensada no âmbito do mundo corporativo, “perenidade” nos remete à ideia de uma empresa que resistirá ao tempo, terá continuidade e sustentação apesar das mudanças econômicas, sociais e organizacionais. Ao pensarmos em termos mais pessoais, temos outras variáveis como, por exemplo, o comportamento humano.

Inquieto, criativo e curioso, às vezes mais ousado, outras tantas, mais medroso. O fato é que o ser humano é complexo e nesse jogo de forças que trata secretamente entre o mental e o emocional, encontrar um ponto de equilíbrio é sempre um desafio.

Trabalhando ao lado de parceiros da minha mesma geração e observando quase que diariamente inúmeros alunos mais jovens e menos descompromissados do que eu, me surpreendo em notar o quanto os desejos andam perecíveis, o quanto as conquistas perdem rapidamente seu significado e seu efeito de realização, de “agora estou feliz”.

O que acontece, então? Nos tornamos uns eternos insatisfeitos? Perdemos a capacidade de escolher sozinhos nossos sonhos?

Ficamos perseguindo sonhos massificados e, por conta disso, eles não têm a mínima durabilidade? Espero que possamos descobrir o quanto antes que aquele vazio interno não será preenchido pelas visitas ao shopping, à concessionária de veículos ou na troca da mobília.

Nada contra o consumo, desde que consciente. E nossa conversa aqui é outra: da conquista de um conforto interno, sentir-se à vontade com quem somos.

Talvez nos falte sermos mais seletivos em nossos objetivos. Talvez nos falte mais propósito ao sonhar; entender melhor quem realmente somos, quais os nossos valores e gatilhos emocionais e motivacionais; qual a fronteira entre o “que eu quero” e o “que querem que eu queira”.

O tempo é precioso demais para investirmos anos em algo que vai nos satisfazer por poucos dias, não acham? Essa é uma pergunta importante para se fazer a si mesmo. E eu te pergunto: então, o que temos pra hoje? Vamos levantar todas as manhãs, arregaçar as mangas e lutar pelo quê?

Fique um pouco quietinho e se pergunte: quem de fato eu sou? Ou melhor, quem eu sou quando o expediente acaba e eu não sou mais o agente produtivo ligado a um CNPJ? E este ser, gosta do quê? O que quer da vida?

Se sua principal busca no momento é por uma renovação profissional ou de carreira, essas perguntas continuam válidas, porque você precisa ser feliz para fazer bem feito, seja lá o que for a que se propuser. E para um repaginar profissional, entram novas questões. Que competências eu tenho? Qual meu perfil profissional? Para que novos horizontes eu já estou pronto e que outros conhecimentos preciso adquirir para fazer a tal virada desejada?

Sim, porque um economista não se torna médico em um fim de semana. Alguém de 1,90 m de altura não conseguirá ser um jóquei. Aos 60 anos não é mais possível ser um acrobata do Cirque du Soleil. Então, sonhe muito, sonhe grande, mas dentro do mínimo da racionalidade.

Como, então, migrar da etapa sonho para a etapa de construir a realidade? Avalie criteriosamente se você tem condições de realizar o que está se propondo. Querer é poder, mas não é bem assim…é preciso querer o que se pode executar.

Quais as suas crenças? Quais seus valores? Que valores está disposto a corromper para conquistar um novo cargo ou posição? Com que ferramentas você conta para ir em busca do sucesso? E o que é o sucesso para você?

Longe de minha intenção apontar caminhos ou dar conselhos. Meu papel aqui é trazer ganchos para reflexão. E um deles é sobre a busca de um propósito.

Todo mundo tem uma vocação íntima para ajudar o outro, para construir algo relevante. Produzir algo só tem valor quando o fruto dessa produção impacta positivamente a vida de outros, na sociedade, na família, no meio em que se vive. O que você constrói ajuda a quem?

Dinheiro não é uma mola que se sustenta sozinha, precisa de outras engrenagens para funcionar. Só salário alto não mantém ninguém motivado a longo prazo.

Você precisa descobrir seus indicadores de sucesso para começar a construí-lo de forma consistente. Lembra da palavrinha que abrimos essa conversa? Perenidade!

Então, talvez já tenha passado da hora de entender o mundo por novos códigos de conduta. O ser humano precisa de novos valores. Um mundo “menos” Adam Smith e “mais” John Nash, creio eu.

Eu estou fazendo minha lição de casa. Meu exercício de me analisar crítica e constantemente. Seja seu próprio crítico. Com generosidade, por favor. Você tem valor. E muito. Mas sem autopiedade e vitimismo.

Roberto Camanho conduz decisões que envolvem orçamentos de bilhões de reais, participa de projetos de pesquisa em processos decisórios e publica trabalhos em congressos internacionais. No Brasil, é pioneiro na aplicação de metodologias de apoio a decisões estratégicas. Desde 1996, atua em empresas dos setores financeiro, aeroespacial, petroquímico, de energia, papel e celulose, mineração, de infraestrutura e agências governamentais – camanho@robertocamanho.com.br