A acessibilidade em trem urbano ou metropolitano

No estabelecimento dos critérios e parâmetros técnicos, devem ser consideradas as diversas condições de mobilidade e de percepção do ambiente pela população, incluindo crianças, adultos, idosos e pessoas com deficiência, com ou sem a ajuda de aparelhos específicos, como próteses, aparelhos de apoio, cadeiras de rodas, bengalas de rastreamento, sistemas assistivos de audição ou qualquer outro que venha a complementar necessidades individuais.

Confirmada em dezembro de 2019, a NBR 14021 de 06/2005 – Transporte – Acessibilidade no sistema de trem urbano ou metropolitano estabelece os critérios e parâmetros técnicos a serem observados para acessibilidade no sistema de trem urbano ou metropolitano, de acordo com os preceitos do Desenho Universal. No estabelecimento desses critérios e parâmetros técnicos, foram consideradas as diversas condições de mobilidade e de percepção do ambiente pela população, incluindo crianças, adultos, idosos e pessoas com deficiência, com ou sem a ajuda de aparelhos específicos, como próteses, aparelhos de apoio, cadeiras de rodas, bengalas de rastreamento, sistemas assistivos de audição ou qualquer outro que venha a complementar necessidades individuais.

Visa proporcionar à maior quantidade possível de pessoas, independentemente de idade, estatura e condição física ou sensorial, a utilização de maneira autônoma e segura do ambiente, mobiliário, equipamentos e elementos do sistema de trem urbano ou metropolitano. Para os novos sistemas de trem urbano ou metropolitano que vierem a ser projetados, construídos, montados ou implantados, esta norma se aplica às áreas e rotas destinadas ao uso público. Deve ser aplicada em novos projetos de sistemas de trem urbano ou metropolitano.

Para os sistemas de trem urbano ou metropolitano existentes, esta norma estabelece os princípios e as condições mínimas para a adaptação de estações e trens às condições de acessibilidade. Esta norma deve ser aplicada sempre que as adaptações resultantes não constituírem impraticabilidade. A segurança do usuário deve prevalecer sobre sua autonomia em situação de anormalidade no sistema de trem urbano ou metropolitano.

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Como deve ser a área para utilização das bilheterias e dos equipamentos de autoatendimento?

Como deve ser o equipamento de controle de acesso?

Como deve ser a faixa livre nas plataformas?

Como deve ser o vão e o desnível entre o trem e a plataforma?

As áreas de uso público da estação devem atender à seção 6 da NBR 9050:2004. Os equipamentos, dispositivos, painéis de informação e demais elementos devem atender às seções 4 e 9 da NBR 9050:2004, e devem também: ser instalados de forma a possibilitar o alcance manual e visual para utilização; quando suspensos sobre as áreas de circulação e de uso público, garantir altura livre mínima de 2,10 m.

O sistema de trem urbano ou metropolitano deve prover e manter pessoal habilitado para atendimento das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida que utilizam seus serviços, considerando as necessidades e as diferenças entre as diversas deficiências. O módulo de referência é uma área com dimensões de 0,80 m x 1,20 m, referente à ocupação de uma pessoa em cadeira de rodas, conforme figura abaixo.

Deve haver uma rota acessível entre os diferentes modos integrados de transporte e as áreas essenciais da estação, conforme figura abaixo. Rotas acessíveis entre o acesso e as plataformas devem passar através dos equipamentos de controle de acesso. Em situação de anormalidade no sistema de trem urbano ou metropolitano, deve haver pessoal habilitado para auxiliar na circulação. Nas situações de emergência deve ser considerada a utilização ou não de equipamentos de resgate, segundo procedimento da empresa de sistema de trem urbano ou metropolitano, conforme figura abaixo.

Áreas de acomodação devem oferecer condição segura para a permanência da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida nas extremidades de escadas e rampas ou junto aos equipamentos de circulação e de controle de acesso, sem interferir nas áreas de circulação. As salas operacionais com acesso de público devem estar interligadas à rota acessível. Incluem-se nesta condição salas de primeiros-socorros, salas de supervisão e sanitários acessíveis.

Salas de primeiros-socorros devem estar localizadas, preferencialmente, próximas a um sanitário acessível. Para a execução de obras e serviços, recomenda-se adotar medidas mitigadoras, conforme a localização da intervenção: em rota acessível de áreas essenciais, deve ser prevista rota acessível alternativa, assegurando-se uma faixa livre mínima de circulação com 1,20 m de largura; em áreas complementares, os equipamentos e ambientes devem ser interditados e isolados. Deve haver sinalização temporária informando a interdição.

O isolamento das áreas em obras deve ter altura livre máxima de 0,60 m, para permitir sua detecção por pessoas com deficiência visual que utilizem bengalas de rastreamento. Na inoperância dos equipamentos de circulação, deve haver procedimento e pessoal habilitado para auxiliar o embarque e o desembarque da pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida.

Os acessos devem permitir seu uso por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Podem constituir exceções: os acessos situados a uma distância inferior a 100 m do acesso para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, localizados no mesmo passeio ou separados por sistema viário, desde que haja rota acessível entre eles; acessos com demanda inferior a 15% do total da demanda de embarque ou desembarque da estação, desde que exista ou seja aplicável a implantação de rota acessível externa até o acesso destinado às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida; os acessos situados em local de natureza topográfica não acessível, independentemente da demanda de usuários, desde que observado o disposto a seguir.

Quando todos os acessos se situarem em local de natureza topográfica não acessível, pelo menos um acesso deve permitir seu uso por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, estar vinculado à rota acessível interna e dispor de local de parada de veículo para embarque e desembarque de pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, conforme critérios do órgão de trânsito com jurisdição sobre a via. Os balcões de venda ou serviços complementares oferecidos pelo sistema de trem urbano ou metropolitano devem atender à seção 9 da NBR 9050:2004.

Bilheterias e equipamentos de autoatendimento são destinados à venda de bilhetes ou créditos de viagem e devem permitir sua utilização com autonomia por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, conforme a NBR 9050 e NBR 15250. Devem atender às prescrições descritas a seguir. A superfície dos balcões de autoatendimento e das bilheterias e os dispositivos dos equipamentos de autoatendimento devem facilitar o recolhimento dos bilhetes e moedas.

Nas bilheterias, a altura do balcão não deve exceder 1,05 m. Nos equipamentos de autoatendimento, os dispositivos e comandos, as fendas para inserção e retirada de bilhetes, cartões de crédito de viagem, dinheiro e o conector de fone de ouvido devem estar localizados em altura entre 0,80 m e 1,20 m do piso, com profundidade de no máximo 0,30 m em relação à face frontal externa do equipamento.

Os demais dispositivos operáveis pelo usuário, inclusive os monitores, podem estar localizados em altura entre 0,40 m e 1,37 m em relação ao piso de referência, com profundidade de no máximo 0,30 m em relação à face frontal externa do equipamento. O monitor de vídeo dos equipamentos de autoatendimento deve ser posicionado de modo a garantir a visão de todas as informações exibidas por pessoas em pé e em cadeira de rodas.

A quantidade de bilheterias e equipamentos de autoatendimento para pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida deve ser determinada de acordo com a demanda da estação na hora de pico. A área de acomodação de filas das bilheterias ou de equipamentos de autoatendimento não deve interferir na área de circulação de rotas acessíveis. As bilheterias e os equipamentos de autoatendimento devem estar interligados aos acessos e às áreas essenciais através de rota acessível.

Em estações onde houver bilheterias e equipamentos de autoatendimento em diferentes locais, devem ser garantidos o atendimento e a prestação do serviço em todos esses locais, durante todo o período de funcionamento do sistema de trem urbano ou metropolitano. Pelo menos um equipamento em cada conjunto de equipamentos de controle de acesso deve permitir sua utilização por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Deve-se adequar a porta do carro ou a plataforma, ou ambos, no local de embarque e desembarque de pessoas em cadeira de rodas, de forma a atender às dimensões citadas. Podem ser feitas adaptações, utilizando-se dispositivos fixos ou móveis, atendendo às seguintes condições: não interferir ou prejudicar o intervalo entre trens e a regulação do sistema; ter superfície firme, estável e antiderrapante em qualquer condição; suportar carga de 300 kgf/m²; permanecer imóvel durante o embarque e o desembarque.

Os dispositivos móveis devem atender ainda às seguintes condições: ter largura mínima de 1,00 m; ter cor contrastante ou ter sinalização em cor contrastante, nos limites da área de circulação. Deve haver instruções de uso informando quanto aos cuidados durante o acionamento ou utilização desses dispositivos. Na inexistência ou inoperância dos dispositivos mencionados, deve haver procedimento e pessoal habilitado para auxiliar no embarque e desembarque de pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Nas vias entre estações, sejam elas elevadas, em nível ou subterrâneas, deve ser possível a circulação assistida dos usuários em situação de emergência, transportados conforme procedimento do sistema de trem urbano ou metropolitanos. Devem ser previstos procedimentos que possibilitem o abandono do trem com segurança, notadamente das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, em situações de emergência, informando os usuários. O vão livre das portas de embarque e desembarque para pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida deve ter largura mínima de 1,20 m. Para os sistemas existentes, o vão livre das portas deve ter largura mínima de 0,80 m.

Quando houver portas e passagem entre carros e estas forem utilizadas em situações de emergência, elas podem ter vão livre mínimo de 0,60 m e desnível no piso de no máximo 1,5 cm. No interior do carro a ser utilizado por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, deve ser previsto local para posicionamento da pessoa em cadeira de rodas, livre de obstáculos, medindo 0,80 m x 1,20 m (módulo de referência).

A quantidade de módulos de referência deve ser definida de acordo com o intervalo entre trens, conforme segue: operação com intervalo entre trens menor ou igual a 10 min – mínimo de um módulo por trem; operação com intervalo entre trens maior do que 10 min – mínimo de dois módulos por trem. O local para pessoa em cadeira de rodas deve estar preferencialmente próximo à porta de embarque e desembarque.

A área de circulação interna do carro deve ser isenta de barreiras, desde a porta de embarque e desembarque até o local para posicionamento da pessoa em cadeira de rodas. Esta área de circulação deve permitir a manobra de cadeira de rodas, considerando o giro de 180º e 360°.

Como deixar o seu dia mais organizado

Facilitando a sua rotina e melhorando as atitudes para ter dias mais produtivos.

A rotina diária pode ser complicada. Com tantas preocupações na cabeça, não é incomum que as pessoas cheguem ao final da jornada e tenham a sensação de que ficou faltando fazer algo, ou, pior: pensem que o dia não rendeu como poderia.

Programe-se

A falta de organização pode fazer com que seu dia pareça mais curto, pela sensação de que nem tudo que você precisava realizar foi cumprido. Segundo João Alexandre Borba, psicólogo e coach, medidas precisam ser tomadas para melhorar sua produtividade. “Existem três passos importantes que podem ser tomados para mudar esses hábitos. Primeiramente, é necessário ter clareza mental. Isso consiste em saber estruturar seu dia com 24 horas de antecedência. Ou seja, se você quer que sua terça renda, programe-a na segunda-feira. Assim, você não esquecerá do que precisa ser feito, sendo uma maneira mais fácil de seguir seus planos”, afirma.

Não deixe para amanhã o que deve fazer hoje

O profissional explica que o segundo passo depende da boa execução da primeira etapa. “O poder de decisão, por sua vez, se compromete a cumprir com o que foi decidido pela clareza mental. É preciso se lembrar do porquê você decidiu fazer todas aquelas coisas listadas na primeira etapa; pense nos benefícios que isso trará para seu dia, além da satisfação de ter sua lista de tarefas realizada por completo”, observa.

Tenha limites

Por fim, o terceiro e último passo para mudar seus hábitos. “O último passo é o poder dos limites. Ele ajuda a elevar sua autoestima. Quando ele acontece, você consegue bloquear o que te atrapalha, como as redes sociais, uma mensagem no celular e conversas paralelas no ambiente de trabalho”, fala. A lógica é essa: se você para no meio do processo para mexer no seu feed do Facebook, e depois decide voltar ao trabalho, seu cérebro precisará de 12 minutos para retomar ao foco. Nesse meio tempo, é capaz de você responder outras mensagens, abrir sites diversos e designar sua atenção em qualquer coisa, menos no que você precisava fazer. Uma tarefa que seria feita em 30 minutos se estende, e seu dia rende menos. “Manter o foco é o ponto principal na hora de realizar suas atividades diárias com êxito. Ao finalizar o terceiro passo, você perceberá como seu dia se tornará melhor, e a sensação de ‘missão cumprida’ ao final da jornada se tornará recorrente”, esclarece.

João pontua que a chave para a mudança vem de dentro da pessoa. “De nada adianta reclamar, se as atitudes corretas não forem tomadas. É preciso estar aberto às mudanças, mesmo que o processo cause certo estranhamento ou desconforto. Só assim, o indivíduo perceberá a diferença significativa que os bons hábitos fazem em sua vida”, conclui.

Suicídio e sua prevenção

Karina Okajima Fukumitsu

O suicídio é uma morte escancarada (Kovács, 2003) e interdita (Ariès, 1977), cujas características principais são ser repentina e traumática, por provocar prejuízos devastadores na vida de quem foi impactado pela autoaniquilação de um ente querido.

Morte que causa sobressalto, assombro e torpor, o suicídio provoca a sensação de caos no sobrevivente – pessoa que sofre pelo impacto da morte autoinfligida -, o qual inicia uma jornada que o retira do conhecido, provocando a sensação de que está em uma montanha-russa, cujo controle está fora de seu alcance.

Concomitantemente, o outro que se mata, o morto, se torna alvo de julgamentos, de condenações e de diversas elucubrações a respeito dos motivos que o conduziram para sua morte. Porém, devemos ressaltar que nunca saberemos a verdade a respeito das motivações que fazem uma pessoa se matar, pois, ao morrer, ela leva a verdade consigo.

A questão norteadora da presente reflexão é: “O que significa trabalhar com a prevenção ao suicídio?”. Conforme o Dicionário Mini Houaiss (2010), prevenir significa “1. Tomar medidas para impedir (mal ou dano); evitar; 2. Informar antes, pondo de sobreaviso; precaver; 3. Agir com cautela; precaver-se” (p. 626, grifo meu). Nesse sentido, destaco que a segunda definição revela maior proximidade com meu ponto de vista em relação à prevenção do suicídio.

E, como apontado em estudo anterior, “(…) há possibilidades para prevenir. No entanto, prevenção não significa previsão” (Fukumitsu, 2013, p. 58). Dessa maneira, prevenir não significa prever, tampouco evitar, mas sim, dentre inúmeras possibilidades, favorecer acolhimento ao sofrimento existencial por meio da informação e da precaução. “Pôr de sobreaviso” implica um trabalho psicoeducativo, uma das possibilidades preventivas a fim de instrumentalizar profissionais da saúde e familiares a encontrarem maneiras de cuidar da dor que atormenta o coração daquele que percebe a morte como algo mais interessante que a vida.

A vida é, portanto, o argumento principal para o suicídio. Em consonância ao fato de se acreditar que “se tem vida, tem jeito” (Fukumitsu, 2016), o trabalho preventivo agrega a apresentação dos sinais de alerta e fatores predisponentes e precipitantes (Bertolote, 2012) e, principalmente, ações que propiciem as informações adequadas pertinentes ao manejo do comportamento suicida.

Certo dia, ao ministrar o curso Suicídio: Prevenção e Manejo do Comportamento Suicida, uma das participantes comentou que sua amiga, também profissional de saúde, perguntou se eu já perdera algum cliente por suicídio. Ao que ela respondeu que não. Sua amiga retrucou: “Então, ela (referindo-se a mim) não sabe o que está falando”. A partir do comentário dessa participante do curso, iniciei um processo de reflexão a respeito do que tenho realizado de diferente para que, embora atenda várias pessoas que pensam no suicídio e as acompanhe em suas tentativas de se matar, ainda não tenha vivenciado o processo de luto pelo suicídio de um cliente, em virtude de a morte não ter sido consumada.

Tenho estudado esse fenômeno e, conforme exposto na apresentação deste estudo, tive várias experiências que confirmaram minha orientação profissional e, por isso, tornei-me suicidologista. Sendo assim, minha participação ativa nos programas de prevenção é motivadora para que algo seja feito, pois, caso contrário, aquilo que é mais importante – a existência humana – será extinto, ou seja, a vítima será o próprio algoz. Sofreremos, então, pela colheita obrigatória das nossas más escolhas, por não ver, acolher e cuidar desse grande problema de saúde pública (Fukumitsu, 2013, p. 56).

Privilegiada ou não por ter todos os clientes que tentaram suicídio vivos, penso que a diferença em meu trabalho com a prevenção ao suicídio tem relação direta com a maneira como percebo o fenômeno, “[…] a confirmação concreta da descontinuidade do sentido de vida” (Fukumitsu, 2013, p. 19).

Dessa maneira, se todo manejo depende diretamente da forma como o suicídio é percebido, o manejo do comportamento suicida que adoto vai ao encontro de ofertar disponibilidade, respeito, afeto e, principalmente, acolhimento ao sofrimento existencial singular, vinculando a dor à história e aos momentos prévios de superação e de transcendência.

Sendo assim, a prevenção do suicídio representa uma maneira de resgatar as potencialidades existenciais, bem como de identificar as possibilidades que a pessoa pode exercitar no enfrentamento das adversidades que a vida lhe impõe.

Sendo um dos inúmeros problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, o suicídio deve ser um assunto cada vez mais discutido nas pautas sobre políticas públicas. Mais do que falar sobre o suicídio, devemos adotar ações que promovam a valorização da existência, facilitando, assim, a descoberta de formas de gerenciamento das crises e aprimoramento da tolerância, para que a pessoa encontre acalanto para sua dor e esperança para a apropriação de sua responsabilidade existencial.

Referências

Ariès, P. (1977). O homem diante da morte. Rio de Janeiro: Francisco Alves.

Bertolote, J.M. (2012). Suicídio e sua prevenção. São Paulo: Unesp.

Fukumitsu, K.O. (2013). Suicídio e Luto: histórias de filhos sobreviventes. São Paulo: Digital Publish & Print Editora, 2013b.

Kovács, M.J. (2003). Educação para a morte: temas e reflexões. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Karina Okajima Fukumitsu é psicoterapeuta e pós-doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano do Instituto de Psicologia da USP.

As dicas de como sair do desemprego

Desemprego é a palavra da vez. O Brasil vive a sua pior crise econômica na história e há mais de 14,3 milhões de desempregados no país. Se você é um deles, esse texto pode ajudar.

Uma boa forma de transformar esse tempo chato do desemprego em algo útil para você a longo prazo, é repensar sua carreira, o motivo que te levou a estar desemprego e se perguntar se você realmente está no caminho certo. “Infelizmente, vejo que muitos bons profissionais se perdem na carreira porque não têm um posicionamento definido. Atiram para todos os lados e não conseguem concentrar sua energia no que realmente lhes interessa”, aconselha Madalena Feliciano, gestora projetos da empresa Outliers Careers.

“Para um bom posicionamento você precisará fazer um montante de escolhas pessoais e profissionais, exteriorizá-las e torná-las palpáveis e concretas. As características de uma empresa bem posicionada já estão dentro do próprio gestor, por isso, antes de tudo, você precisa se concentrar nas suas características pessoais. Por exemplo, ‘Qual a sua missão de vida? Quais são seus desejos? Qual a razão de fazer o que você faz? Quais problemas você gosta – e deseja – resolver?’” É importante ter essas questões pré-definidas antes de procurar por um novo emprego. “São essas qualidades que irão distinguir sua atuação no mercado ou sua marca. Suas virtudes são aqueles pontos chaves que farão você ser reconhecido”, acrescenta.

“Essa é a hora para investir em educação. Use a internet como uma aliada e deixe seu currículo cada vez mais recheado. Existem milhares de cursos online, tutoriais, e-books, etc. Outra atividade que pode ajudar nesse período é visitar eventos, feiras e congressos voltados à carreira. Além de manter-se atualizado sobre o mercado, cada presença em um evento desses é mais uma oportunidade para conhecer pessoas com interesses semelhantes de forma menos formal – quem sabe seu novo chefe ou colega de trabalho não esteja ali também?”, comenta Madalena.

Nos tempos atuais em que a internet domina, estar conectado não é apenas para adolescentes e jovens adultos, e principalmente não pode ser encarado apenas como lazer. Virou ferramenta de trabalho. “Deixe seus perfis online sempre atualizados e atrativos, tenha um bom networking digital, saiba o que acontece no mundo. Converse com ex-colegas de classe ou trabalho, amigos, professores, etc., e faça com que eles saibam que você está à procura de um emprego – de forma sutil. Uma indicação é sempre algo positivo na hora da conquista de um novo emprego”, sugere.

“Os freelancers são uma ótima maneira de continuar exercendo a profissão com retorno financeiro. Essa é uma fonte de renda que pode ajudar nos períodos de desemprego e, além disso, oferece novas oportunidades de conhecer pessoas da área – ou seja, novas oportunidades de emprego. Para isso, tenha sempre seu cartão de visitas consigo.”, afirma a gestora.

Quando surgir uma oportunidade de entrevista de emprego, antes de se candidatar a vaga, pare, analise a empresa e veja se ela combina com o seu perfil profissional. “Você torna a empresa mais palpável e passa a entender de forma concreta como o processo funciona ali dentro. As características culturais impostas pela instituição combinam com as suas? Você admira as qualidades da empresa, assim como seus serviços e produtos? Se a resposta para essas perguntas for sim, você já está no caminho certo”, comenta Madalena.

Ela aconselha fazer uma pesquisa ampla sobre o mercado de atuação da empresa, sua missão, visão e valores. E compare com os seus. “Vasculhe mesmo. Já que você possui a internet, use-a a seu favor.”, incentiva. E ainda dá um último conselho importante para a hora da entrevista. “Profissionais que mostram conhecimento anterior e interesse sobre a empresa ganham pontos positivos com os chefes”.

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Como montar um plano B para superar a crise?

Especialista oferece dicas para quem quer continuar no mercado.

O cenário político e econômico atual faz com que instabilidade tome conta nas empresas. O resultado disso são as várias demissões que ocorrem, deixando um medo coletivo de perder o emprego. É preciso então reagir com ânimo e não deixar se abater pelo pessimismo.

A crise traz uma série de incertezas, sejam profissionais ou pessoais. Ter equilíbrio e inteligência emocional pode ser difícil, mas quem conseguir se manter motivado e concentrado nesse momento conturbado pode superar bem a crise. Além de passar a ter um perfil proativo e criativo, afastar-se de pessoas que podem minar seu progresso também é importante.

Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, alerta que é importante planejar bem as ações que serão tomadas, além de sempre procurar aperfeiçoar seu currículo. “Um bom empreendedor precisa ter um planejamento, saber o que fazer e como fazer. Para ajudar na construção de uma carreira, existem diversos cursos e treinamentos hoje disponíveis no mercado. Ter um diferencial vale muito”, afirma.

Uma ferramenta que pode ser muito útil nessas horas é a internet. De acordo com a especialista, muitas pessoas reclamam que a participação em feiras, cursos, congressos e especializações exige um dinheiro que está não disponível no momento. “Hoje existem cursos e palestras online e gratuitas, então vale a pena buscar informações pela internet. Não pode se acomodar”, rebate ela.

Segundo Madalena, é possível tomar algumas medidas e ter um plano B. ”O desemprego é um choque em qualquer momento. Então criar o próprio plano, elaborar seu currículo e aumentar o networking podem ser atitudes para construir plano B”.

Porém, Madalena adverte que não se deve esquecer plano A. Afinal, como o próprio nome diz, o plano B é o segundo plano. “Tem que traçar estratégias para o plano A se concretizar. O plano B é uma alternativa, mas tem gente que se envolve demais nele e deixa o plano A à mercê da sorte. Daí a possibilidade de ter êxito é muito menor”, conclui.

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

 

Crack, as tintas dramáticas de uma epidemia que se alastra

Paulo Saldiva

O Brasil vive nos dias atuais uma epidemia de consumo de crack. A partir dos anos 1990, o número de usuários cresce mais e mais, atingindo nos dias de hoje mais de um milhão de brasileiros.

Em outras palavras, partimos de um cenário onde se relatava um problema potencial para chegar ao ponto onde estamos, onde nos deparamos diuturnamente com jovens dependentes que perambulam esquálidos pelas ruas de nossas cidades.

No momento, o Brasil é o segundo maior consumidor desta droga. O crack é um derivado da cocaína, onde, por meio de adição de uma base forte à cocaína não purificada, obtém-se um extrato oleoso que, após secagem, pode ser cortado em “pedras”.

Devido às suas características físicas, as pedras podem ser queimadas em cachimbos improvisados e o produto da queima ser inalado e atingir os pulmões. Devido à sua grande superfície e alta capacidade de difusão, a inalação desta cocaína volatilizada faz com que a mesma seja absorvida com grande eficiência, permitindo que os efeitos estimulantes da droga sejam rápidos e intensos.

De todas as variantes do uso de cocaína, a inalação de crack é a que mais induz dependência. Por outro lado, o baixo custo de produção faz com que o crack seja acessível a muitos, definindo então o perfil típico do usuário, que são jovens das classes menos favorecidas, que tomam contato com a droga no início da adolescência.

O crack tem efeitos estimulantes intensos e promove contração dos vasos sanguíneos, que, a longo prazo, causam fibrose cardíaca, estreitamento não reversível das artérias coronárias e de ramos arteriais intracerebrais.

O Brasil vive nos dias atuais uma epidemia de consumo de crack. A partir dos anos 1990, o número de usuários cresce mais e mais, atingindo nos dias de hoje mais de um milhão de brasileiros.

Os jovens perdem função cardíaca e neurônios de forma irreversível, elevando o risco de morte por arritmias ou infarto do miocárdio e, de outra parte, alterações cognitivas e comportamentais permanentes.

A alteração do estado de consciência promovida pela droga facilita em muito as doenças transmitidas sexualmente – Aids, sífilis, gonorreia, hepatites virais, por exemplo – como também precoce. Os “bebês do crack” vão sofrer as consequências cardíacas e cerebrais em maior intensidade, fruto da exposição transplacentária durante o desenvolvimento fetal.

Esse é o quadro que temos pela frente, composto com as tintas dramáticas de uma epidemia que se alastra, provocando deterioração física e mental de jovens, com um nível de dependência que faz com que as taxas de recuperação pós-tratamento sejam ainda muito decepcionantes.

Ao se tornarem dependentes, os jovens perdem os seus lares e ganham as ruas, tornando-se vítimas preferenciais da violência urbana. Temos, portanto, à nossa frente um problema complexo e de difícil solução, uma vez que demanda a conjunção e, principalmente, a integração de diferentes áreas do conhecimento.

Uma plataforma ampla, capaz de produzir diálogos e convergências entre neurociências, toxicologia, psiquiatria, psicologia, ciências sociais, antropologia, educação, economia e urbanismo (entre outras áreas do conhecimento) é talvez um dos caminhos para propor novas abordagens e formas de tratamento, contribuir para a elaboração de políticas públicas eficientes e sugerir estruturas de apoio aos dependentes.

São ações que demandam a participação de pesquisadores de diferentes áreas do saber. A USP tem em seus quadros pesquisadores capazes e alunos interessados em todos os campos acima mencionados e, certamente, poderá contribuir de forma extremamente positiva para vencermos esse enorme desafio.

Paulo Saldiva é professor da Faculdade de Medicina e médico patologista. É o atual diretor do Instituto de Estudos Avançados.

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O que fazem as empresas de recolocação e gestão de carreira?

Com o auxílio de pessoas especializadas, voltar ao mercado pode se tornar mais fácil.

Perder um emprego nunca é algo bom, porém, a forma a qual a pessoa enfrenta esse período é o aspecto mais importante para conseguir seguir em frente e conquistar novos objetivos de vida no futuro, ainda mais com a crise que se instalou em 2017. E para aqueles que desejam a recolocação no mercado, é um consolo saber que hoje existem empresas especializadas nesse assunto e que elas estão dispostas a auxiliar o profissional a reconquistar sua carreira.

Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, comenta que o processo de recolocação de mercado, chamado de outplacement, é um dos procedimentos que os profissionais desligados de seus empregos mais procuram quando entram com contato com a Outliers. “O objetivo geral do outplacement é estudar, junto com o profissional, a solução para a sua carreira, levando em conta o que o mercado oferece, a experiência da pessoa e suas metas”, resume Madalena.

A especialista diz que nesse processo é diagnosticado, planejado e desenvolvido um novo plano de ação personalizado para cada profissional, voltado inteiramente para resultados efetivos e contínuos e para a conquista do objetivo do profissional. Porém, para que isso seja alcançado, vários passos precisam ser seguidos.

Uma das atitudes que precisam ser tomadas durante o processo de recolocação é a reformulação do currículo. “Seu currículo é seu cartão de visitas e a empresa de recolocação lhe auxiliará a deixá-lo ainda mais atraente. Além disso, é preciso que ele esteja acessível na internet durante 24 horas por dia, e uma boa ideia para isso é investir no LinkedIn, a maior rede social voltada para negócios no mundo. Esse é um dos serviços oferecidos pela Outliers: a atualização do currículo juntamente com a atualização de perfis em redes sociais de profissionais, fazendo com que a pessoa tenha maior visibilidade para conquistar um bom emprego e a desenvolver conexões com mais profissionais”, explica Madalena.

O LinkedIn auxilia na manutenção do networking, outra atividade importante para manter-se no mundo dos negócios e ser lembrado pelas outras pessoas, “afinal, quem não é visto, não é lembrado”, conta a especialista. Mas além do networking e do currículo, faz parte do trabalho de recolocação apoiar o profissional durante todo o processo de transição, afinal ninguém passa a vida procurando emprego, esta é uma tarefa para os especialistas.

Realizar assessments para avaliar pontos fortes e pontos a serem melhorados, comportamento do profissional frente aos diversos desafios que o mercado apresenta, e a partir daí mapear o mercado alvo. “Com o plano de ação em mãos está na hora de preparar o profissional para processos seletivos, negociá-los no mercado fechado, apresentá-los para consultorias de RH assim como para headhunters ou empresas parceiras e desenvolver processo de Coaching de Carreira para que o mesmo esteja com autoestima em dia, motivado e pronto para encarar a competitividade”, revela Madalena.

Prepará-lo para um Plano B de carreira ou ainda empreender em seu próprio negócio também tem sido um trabalho realizado pela Outliers Careers e que tem feito grande diferença para os profissionais acima dos 50 anos, até porque a maioria não se prepara para este momento.

Madalena então simplifica o trabalho das empresas de recolocação. “De forma resumida, o trabalho de recolocação no mercado consiste no aconselhamento, apoio, orientação e estímulo ao profissional demitido, preparando-o técnica e psicologicamente para as oportunidades de mercado, bem como para o planejamento de sua carreira e cumprimento de metas e objetivos”, conclui.