Os planos de desativação de empreendimentos com contaminação do solo e/ou de águas subterrâneas

Saiba quais são os procedimentos para a elaboração de planos de desativação total ou parcial de empreendimentos com potencial de contaminação do solo e/ou de águas subterrâneas, de acordo com a legislação vigente. . Não se aplica aos planos de desativação de empreendimentos cuja desativação é pautada por legislações específicas. 

A NBR 16901 de 12/2020 – Gerenciamento de áreas contaminadas — Plano de desativação de empreendimentos com potencial de contaminação — Procedimento estabelece o procedimento para a elaboração de planos de desativação total ou parcial de empreendimentos com potencial de contaminação do solo e/ou de águas subterrâneas, de acordo com a legislação vigente. . Não se aplica aos planos de desativação de empreendimentos cuja desativação é pautada por legislações específicas. A avaliação preliminar é uma verificação inicial, realizada com base nas informações disponíveis, públicas ou privadas, visando fundamentar a suspeita de contaminação de uma área e com o objetivo de identificar as fontes primárias e as potencialidades de contaminação, com base na caracterização das atividades historicamente desenvolvidas e em desenvolvimento no local, embasando o planejamento das ações a serem executadas nas etapas seguintes do gerenciamento de áreas contaminadas.

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O que deve informar o inventário de resíduos?

Qual o objetivo do plano de demolição das estruturas de alvenaria e/ou metálicas?

Por que elaborar um relatório completo de execução do plano de desativação?

Quais são os exemplos de resíduos sólidos?

O gerenciamento de áreas contaminadas (GAC) é um conjunto de medidas que asseguram o conhecimento das características das áreas contaminadas e a definição das medidas de intervenção mais adequadas a serem requeridas, visando eliminar ou minimizar os danos e/ou riscos aos bens a proteger, gerados pelos contaminantes nelas contidas. A tabela abaixo fornece exemplos de produtos e materiais onde substâncias químicas com potencial de contaminação são comumente encontradas.

O plano de desativação deve ser baseado em meios e técnicas disponíveis à época de sua realização, devendo ser observados os seguintes fatores limitantes primordiais: a impossibilidade de acesso irrestrito ao imóvel e instalações existentes no local, pelos mais diversos motivos; a ausência de informações detalhadas e precisas sobre as atividades atuais e pretéritas desenvolvidas no imóvel. Embora estas limitações não inviabilizem a elaboração do plano de desativação, elas devem ser evidenciadas no relatório técnico.

O plano de desativação deve ser elaborado pelo profissional técnico habilitado e apoiado pelo responsável pelo empreendimento, cuja responsabilidade deve ser limitada pela disponibilidade de informações no momento e nas circunstâncias em que este seja realizado. Na avaliação da pertinência das informações obtidas durante a condução do levantamento das informações necessárias ao plano de desativação, o profissional técnico habilitado e o responsável pelo empreendimento devem ter cautela e razoabilidade no trato das informações do empreendimento em desativação.

O surgimento de fatos novos ou anteriormente desconhecidos, o desenvolvimento tecnológico e outros fatores não podem ser utilizados para a desqualificação do plano de desativação. A elaboração do plano de desativação deve ter como base, mas não estar limitada a, as informações e dados históricos gerados e disponibilizados a partir das etapas realizadas relacionadas ao gerenciamento de áreas contaminadas.

A NBR 16209 se aplica em estudos de avaliação de risco à saúde humana para fins de remediação e reabilitação de áreas contaminadas e, por outro lado, nos casos específicos de avaliação de risco à saúde humana para fins de saúde pública, com foco na gestão pública de saúde, essa avaliação é desenvolvida utilizando as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Durante a execução das demais etapas do gerenciamento de áreas contaminadas, o modelo conceitual, inicialmente estabelecido na etapa de avaliação preliminar, deve ser continuamente atualizado de acordo com os dados obtidos.

Os resultados das etapas do gerenciamento de áreas contaminadas produzirão elementos para a tomada de decisão sobre as medidas que devem ser adotadas, permitindo a compatibilização do local quanto ao seu uso futuro. Após a avaliação de risco à saúde humana, deve ser realizado um plano de intervenção para a área, conforme a NBR 16784-1, se aplicável. O plano de intervenção deve contemplar um conjunto de medidas que devem ser estabelecidas em função dos objetivos a serem atingidos, da natureza dos contaminantes, das características do meio, dos cenários de exposição, do nível de risco existente, das metas de reabilitação, do uso pretendido para o local, da proteção dos bens a proteger e da sustentabilidade associada às medidas.

Deve-se mapear e identificar eventuais intervenções e potenciais riscos sobre habitats protegidos e bens a proteger, decorrentes dos trabalhos de desativação, respeitando-se a legislação vigente e os procedimentos estabelecidos para cada caso pelos órgãos competentes, para a avaliação e controle destes potenciais riscos. O plano de desativação deve ser elaborado com base na documentação disponibilizada pelo responsável pelo empreendimento, nos projetos executivos e nos memoriais descritivos, bem como na inspeção de verificação das instalações.

O plano de desativação deve conter no mínimo o seguinte: a caracterização da área de estudo, incluindo descrição e identificação da instalação, dos equipamentos e dos processos produtivos (atuais e históricos); o levantamento dos produtos e materiais, equipamentos e estruturas com potencial de contaminação do solo e/ou de águas subterrâneas, incluindo matéria-prima e produtos acabados (atuais e históricos); o inventário de resíduos; o plano de gerenciamento de resíduos sólidos; a verificação por suspeitas ou indícios de contaminação nas estruturas (como pisos, paredes, etc.); a especificação técnica para desativação e/ou descontaminação dos equipamentos e instalações identificados; e a destinação final dos equipamentos e materiais.

A descrição e identificação da instalação, dos equipamentos e dos processos produtivos (atuais e históricos) devem ocorrer com acompanhamento técnico criterioso, orientação consultiva dos procedimentos a serem adotados, realização de registro fotográfico e elaboração de listagem e/ou memorial descritivo. A descrição e a identificação da instalação, dos equipamentos e dos processos produtivos (atuais e históricos) devem apresentar a relação e localização em planta, em escala adequada, de obras de infraestrutura, como ruas, rede de distribuição de energia elétrica e utilidades, sistemas de drenagem, efluentes industriais e sanitários (por exemplo, estação de tratamento de efluentes (ETE), estação de tratamento de água (ETA), estações elevatórias, caixas de contenção e de passagem), dutos de insumos e de matérias primas e demais informações pertinentes às particularidades da instalação; edificações e demais estruturas metálicas e não metálicas, entre outras; equipamentos instalados e suas características principais (potência, dimensão, capacidade e quantidade); tanques, linhas de transferência ou estruturas de armazenamento aéreos e/ou subterrâneos, instalações (por exemplo, caixa de contenção) e tubulações associadas (relacionadas a processo, utilidades e especificação técnica), com respectiva quantidade e capacidade volumétrica.

Deve-se realizar o inventário atual e histórico dos produtos químicos e materiais com potencial de contaminação do solo e/ou de águas subterrâneas presentes no empreendimento, incluindo matérias primas, insumos e produtos acabados. A lista de produtos deve ser acompanhada de suas respectivas Fichas de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ). Deve-se apresentar uma planta do empreendimento indicando onde cada um dos produtos encontrava-se armazenado, o histórico de uso e armazenamento, as quantidades e/ou os volumes e a forma de acondicionamento e, principalmente, onde cada um se inseria no processo produtivo, quando aplicável.

Deve-se realizar o levantamento de produtos e materiais com potencial de contaminação do solo e/ou de águas subterrâneas, equipamentos e estruturas que contenham, em sua composição, substâncias que gerem risco à saúde humana ou ao meio ambiente (ver tabela acima). A confirmação da presença destas substâncias nos materiais pode ser feita considerando-se a data de fabricação de compostos atualmente em desuso ou de análises químicas específicas.

Deve ser apresentado o levantamento quantitativo de cada um dos materiais identificados, bem como suas localizações em planta e sua destinação final. Estes materiais identificados devem fazer parte do documento que contenha todas as informações sobre a forma de gerenciamento dos resíduos sólidos gerados durante o processo de desativação.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 141 | Ano 3 | 14 de Janeiro 2021

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Edição 141 | Ano 3 | 14 de Janeiro 2021
ISSN: 2595-3362
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O manejo de árvores urbanas em obras

Entenda os parâmetros para o manejo de árvores durante o planejamento, parcelamento de terrenos e construção em um local, bem como para a sua conservação após a obra.

A NBR 16246-4 de 11/2020 – Florestas urbanas – Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas – Parte 4: Manejando árvores em obras estabelece os requisitos para o manejo de árvores durante o planejamento, parcelamento de terrenos e construção em um local, bem como para a sua conservação após a obra. Este documento pode ser utilizado como referência por profissionais da administração pública municipal, estadual e federal, assim como por prestadores de serviço particulares, proprietários de imóveis, concessionárias de serviços públicos e outros, na elaboração de suas especificações de conservação. Neste documento o termo árvore também inclui arbustos e outras plantas lenhosas e o termo parcelamento de terrenos inclui a implantação de loteamentos.

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O que é uma avaliação dos recursos arbóreos?

O que é um plano de manejo das árvores?

Quais os fatores a serem considerados ao avaliar a adequação para conservação?

O que são árvores ruins?

As árvores devem ser conservadas durante o planejamento, desenvolvimento e construção em um local por várias razões, incluindo fatores econômicos, sociais, ambientais e culturais. Por exemplo, as árvores podem ser conservadas para que indivíduos ou comunidades façam melhor uso de seus recursos. A importância deste processo está no estabelecimento dos requisitos e recomendações para a elaboração de um relatório de manejo das árvores, que pode ser utilizado por qualquer profissional ou organização envolvidos com as atividades de cuidado, manutenção ou conservação de árvores. (ver figura abaixo com um fluxograma de planejamento do manejo)

Pode-se definir os impactos das obras como uma consequência das atividades relacionadas às obras, como parcelamento de terrenos e construção, que causem danos as árvores diretamente, como cortes de raízes e galhos, ou indiretamente, como a compactação do solo. Já o inventário das árvores é uma lista de todas as árvores existentes no terreno, que fornece informações descritivas sobre toda a área do projeto. O levantamento das árvores é uma relação e descrição das árvores em toda ou parte da área do projeto, com base em critérios estabelecidos.

Dessa forma, o objetivo do manejo é conservar as árvores durante as fases de planejamento, projeto, pré-construção, construção e pós-construção das atividades de parcelamento de terrenos e construção no local. O Anexo A apresenta o fluxograma do planejamento do manejo das árvores. Os arboristas devem seguir as práticas apropriadas de trabalho seguro, conforme legislação aplicável.

Este documento estabelece o que este plano deve conter. O conteúdo do plano pode ser alterado com base no escopo de projetos específicos. O plano de manejo das árvores deve ser elaborado por um arborista qualificado durante o planejamento das atividades de parcelamento de terrenos e construção no local, e deve incluir as especificações.

Os planos de manejo das árvores devem estar em conformidade com a legislação aplicável e com as NBR 16246-1 e NBR 16246-3. As especificações não são estabelecidas neste documento, pois elas variam dependendo das espécies das árvores, condições do solo, atividade de construção ou demolição, etc. Os órgãos competentes podem exigir que um plano de manejo das árvores seja apresentado, se forem desenvolvidos critérios específicos em nível nacional, estadual ou municipal, como, por exemplo, número de árvores afetadas, tamanho e espécies de árvores afetadas; tamanho do lote; tipo e zoneamento das obras de parcelamento de terrenos e construção civil.

Um levantamento das árvores deve incluir uma avaliação dos recursos arbóreos e relatar todos os aspectos relevantes. Um arborista ou outra pessoa qualificada deve ser responsável pela avaliação dos recursos arbóreos. Uma arborista é um indivíduo que exerce a atividade da arboricultura e que, pela experiência, educação e treinamento complementar, possui competência e atribuição profissional para prestar ou supervisionar o manejo de árvores e outras plantas lenhosas.

O objetivo da avaliação dos recursos arbóreos deve ser estabelecido. Se for observada uma condição que exija atenção, além do escopo original do trabalho, ela deve ser relatada a um supervisor imediato, ao proprietário ou à pessoa responsável por autorizar o trabalho. Durante a avaliação dos recursos arbóreos, devem ser estabelecidas as classificações de adequação para conservação (ver Anexo B). Na fase de elaboração do projeto, deve ser realizada uma avaliação dos impactos da implantação do projeto nas árvores existentes no local e a avaliação quanto à adequação para conservação das árvores (ver Anexo B).

Um relatório de manejo das árvores deve ser elaborado, incluindo o seguinte: a localização em planta planialtimétrica, em escala adequada, das árvores encontradas no levantamento; a descrição da população arbórea existente (por exemplo, espécies, parâmetros dendrológicos e condições fitossanitárias); a classificação da adequação para conservação (boa, moderada, ruim); os limites da construção, incluindo demolição, alteração do nível do solo (aterros e escavações) e drenagem, obras de instalações e redes de distribuição de serviços públicos e projeto paisagístico; avaliação dos impactos da implantação do projeto nas árvores; as observações sobre a proximidade das árvores com as estruturas, estradas e redes de distribuição de serviços públicos existentes e propostos; as recomendações para conservação ou remoção (ver 4.4.2); recomendações para mudanças de projeto (ver 4.4.2); as recomendações e especificações para conservação de árvores (ver 4.4.2); e as recomendações e especificações pós-construção.

O plano de manejo das árvores deve recomendar ações para a conservação destas, as quais convém que sejam levadas em consideração nos planos de implantação e construção no local. Este plano deve estabelecer: as árvores a serem conservadas e removidas; as especificações de manutenção das árvores de médio e longo prazos; as zonas de proteção de árvores; as barreiras da zona de proteção das árvores; os controles de erosão do solo; as áreas de preparação e armazenamento; os serviços de utilidade pública, como distribuição de gás, energia, etc.; as rotas de trânsito no local durante a obra; outras atividades no local; e as consequências pelo não atendimento das recomendações para conservação das árvores.

As árvores a serem conservadas e removidas, descritas no plano, devem ser consideradas nos planos de demolição. As ações para conservação das árvores devem ser comunicadas àqueles que irão implementar o plano de manejo das árvores. As barreiras da zona de proteção das árvores devem ser instaladas antes do início dos trabalhos no local.

As operações de remoção de árvores não podem danificar as árvores que devem ser conservadas. A implementação das ações para conservação das árvores deve ser monitorada por um arborista. O não atendimento das recomendações para conversação das árvores deve ser documentado. No caso de danos a barreiras e/ou árvores, ações corretivas devem ser especificadas e implementadas.

A integridade e a saúde das árvores devem ser monitoradas, bem como as barreiras da zona de proteção das árvores. As ações de conservação de árvores devem ser revisadas, se a atividade de construção tiver alterado significativamente as necessidades de saúde e manutenção das árvores. A integridade e a saúde das árvores devem ser monitoradas.

A manutenção das árvores deve ser realizada apenas por arboristas ou arboristas em treinamento sob supervisão de um arborista. As especificações de manutenção das árvores a médio e longo prazos devem ser implementadas, dentro de um horizonte temporal estabelecido pelo arborista responsável. Esta implementação deve ser acompanhada por um arborista.

A segurança dos sistemas motorizados na coleta de material em jardinagem

É importante compreender os requisitos de segurança e os meios específicos para a sua verificação para o projeto e a construção de sistemas motorizados para coleta de material, utilizados na agricultura, jardinagem e manutenção de áreas (por exemplo, paisagismo). 

A NBR ISO 21628 de 11/2020 – Máquinas de jardinagem – Sistemas motorizados para coleta de material – Segurança fornece os requisitos de segurança e os meios específicos para a sua verificação para o projeto e a construção de sistemas motorizados para coleta de material, utilizados na agricultura, jardinagem e manutenção de áreas (por exemplo, paisagismo). Esta norma é aplicável às máquinas montadas, semimontadas ou rebocadas, fabricadas após a data de sua publicação.

Especifica os meios para eliminar ou reduzir os perigos mecânicos, quando o sistema para coleta de material for utilizado conforme o previsto. Esta norma não trata dos perigos ambientais, segurança rodoviária, compatibilidade eletromagnética, tomada de potência (TDP), proteção do eixo de transmissão da TDP ou requisitos de controle. Esta Norma não é aplicável às máquinas dentro do escopo da NBR ISO 5395-2 ou NBR ISO 5395-3.

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Como pode ser definido um sistema para coleta de material?

O que deve conter o manual do operador?

O que é uma calha de descarga?

Quais os sinais de segurança e instrucionais que devem ser exibidos?

A estrutura das normas de segurança no campo de máquinas é a seguinte: as normas tipo A (normas de segurança básicas), que fornecem conceitos básicos, princípio para projeto e aspectos gerais que podem ser aplicados às máquinas; as normas tipo B (normas de segurança genéricas), que tratam de um ou vários aspectos de segurança ou um ou mais tipos de dispositivos de segurança que podem ser utilizados em uma ampla faixa de máquinas. As normas tipo B1 tratam sobre os aspectos de segurança específicos (por exemplo, distâncias de segurança, temperatura da superfície, ruído).

As normas tipo B2 especificam sobre os dispositivos de segurança (por exemplo, controles bimanuais, dispositivos de travamento, dispositivos sensíveis à pressão, proteções) e as normas tipo C (normas de segurança de máquinas) tratam de requisitos de segurança detalhados para uma máquina específica ou grupo de máquinas específico.

Este documento é uma norma tipo C, conforme declarado na ISO 12100-1. Quando os requisitos desta norma tipo C forem diferentes dos que são declarados em normas tipo A ou tipo B, os requisitos desta norma tipo C têm prioridade sobre os requisitos das outras normas para máquinas que foram projetadas e construídas de acordo com os requisitos desta norma tipo C.

As máquinas afetadas e a extensão em que os perigos, situações perigosas ou eventos perigosos são abrangidos estão indicadas no escopo deste documento. Estes perigos são específicos a sistemas para coleta de material. A máquina deve ser projetada de acordo com os princípios de redução de risco especificados na ISO 12100-1:2003, Seção 5, para perigos relevantes, porém não significativos.

Salvo se especificado em contrário nessa norma, as aberturas e as distâncias de segurança relativas devem estar de acordo com a NBR NM ISO 13852:2003, Tabelas 1, 3, 4 e 6. A mangueira ou tubo de sucção devem ser fixados no dispositivo de entrada. A remoção da mangueira ou tubo de sucção não pode ser possível, exceto com o uso de uma ferramenta. O manual do operador deve incluir informações sobre a remoção de obstruções.

O tamanho máximo da abertura da calha de descarga deve ser de 625 cm². Para evitar o acesso às partes perigosas do soprador, a máquina deve estar em conformidade com um ou mais dos seguintes itens. A distância mínima entre a abertura da calha de descarga e o contorno externo do soprador deve ser de 850 mm. Alternativamente, a distância mínima entre o contorno ou partes da máquina que restringem o acesso ao soprador e o contorno externo do soprador deve ser de 850 mm.

Este requisito deve ser verificado utilizando a sonda de ensaio do braço mostrada na figura abaixo. A sonda deve ser aplicada em todas as direções em que o braço do operador pode ser utilizado e na área sombreada mostrada na figura abaixo. A distância de segurança de 850 mm deve ser aplicada abaixo da altura desta área sombreada, isto é, abaixo de uma altura de 700 mm. (Ver figura abaixo).

A chapa da sonda deve ser mantida paralela à máquina. A sonda de ensaio do braço deve ser aplicada com uma força não superior a 20 N. A distância de segurança é medida como a medição da corrente. Alternativamente, a abertura da calha de descarga deve estar de acordo com a NBR NM ISO 13852:2003, Tabelas 1, 3, 4 e 6. Se isto for atingido por meios adicionais, estes meios devem estar no local sempre que o acesso do operador na abertura da calha de descarga for possível.

Eles não podem ser removíveis, exceto utilizando uma ferramenta, e devem corresponder à NBR ISO 13849-1, categoria 1. Alternativamente, os meios devem ser fornecidos para parar o soprador – por exemplo, ao levantar ou abrir o funil – antes do acesso direto do operador, sendo que isso sempre é possível.

O fluxo de ar na saída, na parte traseira do funil, deve ser direcionado para baixo, para evitar o contato com o material coletado. O sistema de articulação para levantar ou abaixar o funil durante a sua descarga deve ser projetado de modo que os pontos de compressão e corte sejam evitados e que seja mantida uma distância de 25 mm entre os componentes móveis da articulação.

As informações sobre possíveis perigos que podem ocorrer quando a porta do funil é aberta devem ser fornecidas na máquina e no manual do operador. Quanto à estabilidade, os sistemas para coleta de material vazios devem ser projetados para serem estáveis, quando desmontados e estacionados de acordo com o manual do operador em solo firme, com uma inclinação de até 8,5° em qualquer direção. Se necessário, meios para calçar as rodas de transporte devem ser fornecidos.

A segurança ambiental em sistemas de refrigeração e bombas de calor

Saiba quais são as especificações para os aspectos de segurança e ambientais em relação à operação, manutenção e reparo de sistemas de refrigeração, recolhimento, reutilização e descarte de todos os tipos de fluidos refrigerante, óleo lubrificante, fluido de transferência de calor, sistema de refrigeração e parte deles.

A NBR ISO 5149-4 de 11/2020 – Sistemas de refrigeração e bombas de calor – Segurança e requisitos ambientais – Parte 4: Operação, manutenção, reparo e regeneração especifica os requisitos para aspectos de segurança e ambientais em relação à operação, manutenção e reparo de sistemas de refrigeração, recolhimento, reutilização e descarte de todos os tipos de fluidos refrigerante, óleo lubrificante, fluido de transferência de calor, sistema de refrigeração e parte deles. Estes requisitos destinam-se a minimizar os riscos de ferimentos a pessoas e de danos à propriedade e ao meio ambiente, resultantes do manuseio inadequado dos fluidos refrigerantes ou de contaminantes que levem à quebra do sistema e à consequente emissão do fluido refrigerante. As subseções 4.1.1, 4.1.2, 4.3, 5.1.1 a 5.1.4, 5.2, 5.3.1, 5.3.3 e 6.6 desta Parte da NBR ISO 5149 não são aplicáveis aos sistemas unitários com cabo de alimentação sendo produzidos e selados na fábrica e em conformidade com as séries IEC 60335.

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Qual seria um fluxograma do fluido refrigerante recolhido?

Quais os ensaios para reutilização de fluidos refrigerantes halocarbonos?

Quais são os requisitos para equipamentos e procedimentos de recolhimento e reciclagem do fluido refrigerante?

O que é um recipiente de fluido refrigerante?

Quais são os requisitos para equipamentos de recolhimento de fluidos refrigerantes/óleo do sistema?

Deve-se tomar cuidado para garantir que o profissional encarregado da operação, supervisão e manutenção do sistema de refrigeração seja adequadamente instruído e capacitado em relação às suas tarefas. O instalador do sistema de refrigeração deve chamar a atenção para a necessidade de instruções adequadas do profissional de operação e supervisão. Os requisitos típicos de inspeção em serviço são mostrados no Anexo D.

O profissional encarregado do sistema de refrigeração deve ter conhecimento e experiência no modo de funcionamento, operação e monitoramento diário desse sistema. A mistura de diferentes fluidos refrigerantes dentro de um sistema não pode ser permitida sob circunstância alguma. A mudança do tipo de fluido refrigerante deve estar de acordo com o item mudança do tipo de fluido refrigerante nessa norma.

Antes de um novo sistema de refrigeração ser colocado em serviço, o responsável por colocar o sistema em operação deve garantir que o profissional operacional seja instruído com base no manual de instruções sobre a instalação, supervisão, operação e manutenção do sistema de refrigeração, bem como conforme as medidas de segurança a serem observadas e as propriedades e manuseio do fluido refrigerante usado. Recomenda-se que o profissional de operação esteja presente durante os processos de vácuo, carga de fluido refrigerante e ajuste do sistema de refrigeração, bem como durante a montagem no local.

A parte interessada deve manter um registro de operação do sistema de refrigeração. No registro de operação as seguintes informações devem ser registradas: os detalhes de todos os trabalhos de manutenção e reparo; a quantidade e tipo de fluido refrigerante (novo, reutilizado ou reciclado) que foram carregados em cada ocasião e as quantidades de fluido refrigerante que foram transferidas do sistema em cada ocasião (ver também 6.6); a análise química de qualquer fluido refrigerante reutilizado, se disponível, cujos resultados também devem ser mantidos no registro de operação; a origem do fluido refrigerante reutilizado; as mudanças e as substituições de componentes do sistema; os resultados de todos os ensaios periódicos de rotina; e o registro de períodos significativos de parada.

O registro de operação deve ser mantido na sala de máquinas ou os dados devem ser armazenados em um computador da parte interessada, com uma impressão em papel na sala de máquinas; neste caso, as informações devem estar acessíveis ao profissional capacitado durante a manutenção ou ensaio. Cada sistema de refrigeração deve ser submetido à manutenção preventiva de acordo com o manual de instruções (ver NBR ISO 5149-2).

A frequência desta manutenção depende do tipo, tamanho, idade, uso etc. do sistema. Em muitos casos, é necessário mais de um serviço de manutenção no decorrer de um ano, de acordo com os requisitos legais. O profissional responsável pelo sistema de refrigeração deve garantir que o sistema seja inspecionado, supervisionado e mantido regularmente.

Quando o fluido refrigerante empregado for reciclado, o profissional habilitado ou a empresa capacitada, deve informar ao seu cliente ou o seu representante, a sua origem, o resultado dos ensaios ou, se necessário, da análise. A manutenção regular que não inclua interferência nem ajuste no sistema de refrigeração e que não exija conhecimento especializado algum em engenharia de refrigeração deve ser realizada por uma pessoa com a competência apropriada empregada pelo profissional responsável.

A manutenção deve ser realizada de forma que: os acidentes com pessoal sejam evitados; os danos às mercadorias sejam evitados; os componentes do sistema permaneçam em boas condições de funcionamento; o objetivo e a disponibilidade do sistema sejam mantidos; os vazamentos de fluido refrigerante ou óleo sejam identificados e remediados; o desperdício de energia seja minimizado. A extensão e o cronograma da manutenção devem ser totalmente descritos no manual de instruções (ver NBR ISO 5149-2).

Se a linha de descarga de um dispositivo de alívio de pressão estiver conectada a uma linha de descarga comum e a válvula for desmontada temporariamente por razões de ensaio e manutenção, as extremidades de conexão das extremidades restantes que entram no coletor de descarga comum devem ser bloqueadas. Quando um sistema secundário de refrigeração ou aquecimento é usado, o meio de transferência de calor deve ser inspecionado periodicamente, de acordo com as instruções do fabricante para a sua composição, e o sistema secundário deve ser ensaiado e inspecionado quanto à presença de fluido refrigerante do circuito primário.

Devem ser realizados ensaios regulares de vazamento, inspeções e verificações do equipamento de segurança (Ver Anexo D). Quando o óleo é drenado de um sistema de refrigeração, ele deve ser realizado com segurança, de acordo com o manual de instruções. É fornecido um procedimento no Anexo A. Os reparos nos componentes que contêm fluido refrigerante devem ser realizados na seguinte ordem, se aplicável: as instruções da equipe de manutenção; o esvaziamento, recolhimento e processos de vácuo; a desconexão e proteção dos componentes a serem reparados (por exemplo, conjunto de acionamento, vaso de pressão, tubulação); a limpeza e purga (por exemplo, com nitrogênio); a permissão para reparo; a realização do reparo; o ensaio e verificação do componente reparado (ensaio de pressão, vazamento e operacional) ver NBR ISO 5149-2; a substituição, realização do vácuo e recarregamento com fluido refrigerante.

Para soldar ou usar aparelhos que produzam arco e chama, são requeridas aprovações específicas do profissional e dos procedimentos de soldagem ou brasagem. Os vazamentos de refrigerante devem ser identificados e reparados o mais rápido possível por um profissional capacitado, e o sistema deve ser colocado em operação quando todos os vazamentos tiverem sido reparados.

Durante cada manutenção periódica e após cada reparo, conforme necessário, pelo menos as seguintes tarefas devem ser executadas: todos os dispositivos de segurança, controle e medição, bem como sistemas de alarme, devem ser verificados quanto à sua operacionalidade e se estão dentro do período de calibração; devem ser realizados ensaios de vazamento na parte reparada relevante do sistema de refrigeração ou de todo o sistema; e realizar o processo de vácuo e refazer o isolamento da parte reparada do sistema de refrigeração. A manutenção e reparo que exijam a assistência de outro profissional qualificado (como soldadores, eletricistas, especialistas em medição e controle) devem ser realizados sob a supervisão de um profissional habilitado.

A soldagem e a brasagem devem ser realizadas somente por profissional qualificado e somente após a seção ter sido purgada de acordo com um procedimento aprovado. As substituições de componentes ou alterações no sistema de refrigeração devem ser solicitadas e realizadas por um profissional habilitado ou por um centro de serviço de reparo autorizado para sistemas que não exijam manutenção periódica.

Depois que uma válvula de alívio de pressão, que descarrega para a atmosfera, for acionada, ela deve ser substituída se estiver vazando. No caso de uma alteração do tipo de fluido refrigerante usado no sistema de refrigeração, devem ser seguidas as etapas de planejamento e execução. Antes de alterar o tipo de fluido refrigerante, um plano deve ser preparado.

Deve-se incluir pelo menos as seguintes ações: verificar se o sistema de refrigeração e os componentes são adequados para a alteração do tipo de fluido refrigerante; examinar todos os materiais utilizados no sistema de refrigeração para garantir que sejam compatíveis com o novo tipo de fluido refrigerante; determinar se o tipo de óleo lubrificante existente é adequado para uso com o novo tipo de fluido refrigerante; verificar se a pressão permitida pelo sistema (PS) não pode ser excedida; verificar se a capacidade de descarga da válvula de alívio é adequada para o novo tipo de fluido refrigerante; verificar se as correntes do motor e do quadro elétrico são adequadas para o novo tipo de fluido refrigerante; verificar se o reservatório de líquido é suficientemente grande para a nova carga de fluido refrigerante; se o novo fluido refrigerante tiver uma classificação diferente, verificar se as consequências da alteração da classificação do fluido refrigerante são abordadas.

As orientações sobre a adequação do equipamento para a mudança do tipo de fluido refrigerante podem ser solicitadas ao fabricante original do equipamento, do novo fluido refrigerante e dos lubrificantes apropriados. Para a execução da mudança de tipo de fluido refrigerante, deve-se seguir as recomendações do fabricante do equipamento, do compressor, do fornecedor de fluido refrigerante ou aplicar o procedimento de acordo com o plano desenvolvido conforme o tem planejando a mudança do tipo de fluido refrigerante.

Deve-se registrar um conjunto completo de parâmetros operacionais do sistema para estabelecer o padrão de desempenho; reparar quaisquer problemas identificados; realizar uma verificação completa de vazamentos e identificar quaisquer juntas e vedações a serem substituídas; recuperar o fluido refrigerante original; drenar o óleo lubrificante; verificar se o óleo lubrificante está em boas condições. Caso contrário, remover o óleo lubrificante residual do sistema.

Deve-se, ainda, trocar as juntas, vedações, dispositivos de indicação e controle, filtros, filtros de óleo, filtros secadores e válvulas de alívio, conforme necessário; evacuar o sistema para pressão absoluta inferior a 132 Pa; carregar com óleo lubrificante; carregar com fluido refrigerante; ajustar os dispositivos de indicação e controle, incluindo modificações de software, se necessário; alterar todos os registros quanto ao tipo de fluido refrigerante utilizado, incluindo o registro de operação e a documentação no local; realizar uma verificação completa de vazamentos e reparar todas as juntas e vedações, conforme necessário; registrar um conjunto completo de parâmetros operacionais do sistema para comparar com o desempenho-padrão anterior.

O descarte de sistemas e peças de refrigeração deve ser realizado de acordo com os regulamentos nacionais. O recolhimento, reutilização, reciclagem, regeneração e descarte somente devem ser realizados por profissional habilitado. Ver figura abaixo para o relacionamento entre os processos.

Todas as partes dos sistemas de refrigeração, por exemplo, fluido refrigerante, óleo lubrificante, meio de transferência de calor, filtro, filtro secador e material de isolamento, devem ser recuperadas, reutilizadas e/ou descartadas adequadamente, de acordo com os regulamentos nacionais (ver 6.5). Todos os fluidos refrigerantes devem ser recolhidos para reutilização, reciclados ou regenerados para reutilização ou devem ser descartados adequadamente de acordo com os regulamentos nacionais.

A destruição de fluido refrigerante deve ser realizada em uma instalação certificada para destruição. O método de manuseio do fluido refrigerante deve ser estabelecido antes de ser removido do sistema de refrigeração ou do equipamento (ver também Anexo C). Esta decisão deve se basear em considerações, incluindo o histórico do sistema de refrigeração; o tipo e disposição do fluido refrigerante no sistema de refrigeração; o motivo para a remoção do fluido refrigerante no sistema de refrigeração; a condição do sistema de refrigeração ou do equipamento e se deve ou não retornar ao serviço.

Os parâmetros normativos para a madeira serrada

Deve-se compreender os termos e os requisitos gerais aplicáveis a madeira serrada, independentemente do uso e aplicação.

A NBR 16864-1 de 10/2020 – Madeira Serrada – Parte1: Terminologia define os termos adotados na especificação da madeira serrada. A NBR 16864-2 de 10/2020 – Madeira serrada – Parte 2: Requisitos gerais especifica os requisitos gerais aplicáveis a madeira serrada, independentemente do uso e aplicação.

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O que são os anéis de crescimento (growth rings)?

O que é o colapso por secagem (colapse)?

Quais são as sobremedidas na espessura das madeiras serradas?

Quais são as sobremedidas na largura?

Uma madeira serrada (sawn wood) é aquela que resulta diretamente do desdobro de toras ou toretes, constituída de peças cortadas longitudinalmente por meio de serra, independentemente de suas dimensões, com seção retangular ou quadrada. Também, pode-se definir o diâmetro máximo do nó (maximun knot diameter) como a distância máxima entre as tangentes de um nó, traçadas paralelamente às quinas longitudinais da peça (ver figura abaixo).

Quando um lote possuir peças de comprimentos e/ou larguras nominais diferentes, podem ser especificados em contrato as dimensões deste lote, que devem ser calculadas da seguinte forma: comprimento médio: é a soma dos comprimentos nominais de todas as peças dividida pelo número total de peças, expresso em metros (m); largura média: é a soma das larguras nominais de todas as peças dividida pelo número total de peças, expressa em milímetros (mm). O volume do lote é expresso em metros cúbicos, com uma casa decimal, seguindo regras de arredondamento. Este cálculo é feito de acordo com a seguinte fórmula: E × L C = V, onde V é o volume, expresso em metros cúbicos (m³); E é a espessura nominal, expressa em metros (m); L = largura nominal, expressa em metros (m); e C = comprimento nominal, expressa em metros (m).

Quando o volume de uma peça de madeira é determinado para calcular o volume de um lote de peças com as mesmas dimensões, o volume dessa peça é expresso em metros cúbicos, com seis casas decimais. Como exemplo, uma peça seca, a um teor de umidade de 20% e com dimensões de 4,4 cm de espessura por 12,5 cm de largura e 2,21 m de comprimento, tem o volume de 0,044 × 0,125 × 2,10 = 0,011550 m³. As quantidades podem ser expressas de acordo com o volume cubado ou com o número de peças (nos casos onde o contrato se refere a peças de dimensões fixas). A quantidade de um lote deve ser definida pelas partes em contrato. A aceitação de um lote não significa a aceitação do pedido.

Cada lote ou cada grupo de lotes com as mesmas características deve ser identificado com os seguintes itens: nome popular e científico; número de peças por classe de qualidade; dimensões nominais; teor de umidade da madeira; identificação do produtor; número do lote; número do contrato; local de origem. Caso um lote contenha peças de largura e/ou comprimentos nominais diferentes, devem ser especificadas as dimensões médias.

No ato da inspeção, devem ser verificados os itens contidos na identificação dos lotes. A verificação do número de peças por classe de qualidade pode ser realizada por inspeção completa ou por amostragem, utilizando os procedimentos desta parte. No caso de não se desejar inspecionar todas as peças de um lote, a inspeção deve ser feita como descrito a seguir: retirar aleatoriamente do lote um número mínimo de peças, as quais devem ser inspecionadas. Este número mínimo varia com o número de peças existentes no lote (ver tabela abaixo); inspecionar as peças retiradas, verificando se suas características atendem às especificações constantes na identificação do lote e/ou do contrato; calcular a porcentagem de peças inspecionadas que não atendem às especificações da identificação do lote em relação ao total de peças inspecionadas.

A tabela abaixo apresenta a indicação dos pontos de medições sugeridos.

A madeira deve ser serrada de modo a atender aos requisitos específicos para o uso e/ou conforme estabelecido em contrato. A forma de medição das dimensões na espessura, largura e comprimento das peças e apresentada conforme descrito a seguir. As sobremedidas na espessura, resultantes da serragem da madeira, são de três tipos: sobreespessura relativa à espessura nominal em toda a peça, quando esta é maior que a tolerância; variação da espessura entre as extremidades da peça ou entre dois pontos quaisquer da peça; variação da espessura entre as bordas da peça (serrada como uma peça trapezoidal).

A madeira, como todo material construtivo orgânico, depende da condição de uso, podendo ser necessária a realização de tratamento específico para se obter o melhor desempenho quanto à resistência aos agentes biodeterioradores, como fungos e insetos xilófagos. Para determinar qual o tratamento necessário para a madeira, deve-se consultar a NBR 16143. Os métodos de gradeamento e tabicagem devem ser empregados conforme as dimensões das peças, de forma a permitir a livre circulação do ar.

Esta norma contempla para secagem da madeira os processos artificial e natural. Para fins de comercialização quanto ao teor de umidade, as partes devem estar de acordo com as tolerâncias requeridas conforme o uso específico, sendo acordado em contrato. A classificação tem por objetivo determinar a qualidade de uma peça de madeira.

As classes são estabelecidas de acordo com critérios precisos, no que se refere a uma ou a mais faces da peça, considerando-se os seus defeitos, conforme o caso de aplicação da peça. As classes, ainda podem estar sujeitas, a condições especiais de contrato. No caso de um lote, a classe é estabelecida de acordo com a avaliação da pior peça. Pode conter peças que se encontrem entre o limite inferior de uma determinada classe até aquelas que não possam ser incluídas na classe imediatamente superior a essa.

Para determinar as classes de qualidade a serem aplicadas nas inspeções de qualidade, esta norma considera os seguintes os métodos, conforme cada caso de aplicação: base no rendimento dos cortes limpos; base no número e na importância dos defeitos encontrados na peça; e base no uso final. O sistema de classificação por cortes limpos considera apenas uma face. O princípio deste sistema de classificação consiste em determinar e considerar, relativamente à peça inteira, aquelas partes livres de defeitos na face a ser classificada.

Neste caso, as áreas da superfície que não apresentem defeitos são examinadas e avaliadas como porções retangulares dispostas paralelamente às bordas da peça. O resultado (superfície limpa total obtida, o número e as dimensões das porções limpas) permite que a peça seja enquadrada em uma determinada classe.

As cidades inteligentes para comunidades sustentáveis

Conheça as orientações para líderes em cidades e comunidades inteligentes (dos setores público, privado e terceiro setor) sobre como desenvolver um modelo operacional aberto, colaborativo, centrado no cidadão e habilitado digitalmente para a sua cidade, que coloque sua visão para um futuro sustentável.

A NBR ISO 37106 de 10/2020 – Cidades e comunidades sustentáveis — Orientação para o estabelecimento de modelos operacionais de cidades inteligentes para comunidades sustentáveis fornece orientação para líderes em cidades e comunidades inteligentes (dos setores público, privado e terceiro setor) sobre como desenvolver um modelo operacional aberto, colaborativo, centrado no cidadão e habilitado digitalmente para a sua cidade, que coloque sua visão para um futuro sustentável. Este documento não descreve um modelo de tamanho único para o futuro das cidades. Em vez disto, o foco está nos processos de capacitação pelos quais o uso inovador de tecnologia e dados, juntamente com a mudança organizacional, pode ajudar cada cidade a fornecer a sua própria visão específica para um futuro sustentável de maneira mais eficiente, eficaz e ágil.

Este documento fornece ferramentas comprovadas, que as cidades podem implantar, ao operacionalizar a visão, a estratégia e a agenda política que desenvolveram, após a adoção da NBR ISO 37101, do sistema de gestão para o desenvolvimento sustentável das comunidades. Também pode ser usado, no todo ou em parte, por cidades que não se comprometeram com a implantação do sistema de gestão da NBR ISO 37101.

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Como fazer o estabelecimento de uma terminologia e um modelo de referência comuns?

Como realizar a gestão de empreendimentos e infraestruturas de cidades inteligentes?

Qual seria um resumo dos princípios de entrega das cidades inteligentes?

Quais os propósitos a serem considerados pelas comunidades?

Quais são as necessidades de liderança e governança para as cidades inteligentes?

Este documento ajuda as cidades, oferecendo uma visão para um futuro sustentável, fornecendo um conjunto de ferramentas de “práticas inteligentes” para gerenciar governança, serviços, dados e sistemas em toda a cidade de forma aberta, colaborativa, centrada no cidadão e digitalmente habilitada. Define um modelo operacional inteligente para as cidades, o que lhes permite operacionalizar sua visão, estratégia e políticas em um ritmo mais rápido, com maior agilidade e menor risco de entrega.

Isto significa, em particular, um foco em permitir que as cidades: tornem as necessidades atuais e futuras do cidadão a força motriz por trás da tomada de decisões de investimento, planejamento e entrega de todos os espaços e sistemas da cidade; integrem planejamento físico e digital; identifiquem, antecipem e respondam aos desafios emergentes de forma sistemática, ágil e sustentável; criem uma mudança na capacidade de entrega conjunta e de inovação por meio das fronteiras organizacionais dentro da cidade. Embora muitos dos princípios e metodologias estabelecidos por este documento sejam relevantes dentro de setores verticais específicos das cidades (por exemplo, água, resíduos, energia, agricultura urbana, transporte, TI), o foco é maior nas questões e desafios envolvidos na junção de todos.

Esta é uma abordagem estratégica de toda a cidade para o uso de dados inteligentes, formas inteligentes de trabalhar e tecnologias inteligentes. Central para este documento é, portanto, uma forte ênfase na liderança e governança, cultura, inovação do modelo de negócios e no papel ativo desempenhado pelos cidadãos, empresas e sociedade civil na criação, entrega e uso de espaços e serviços da cidade. Este documento é destinado aos líderes da cidade. Grande parte da orientação também pode ser útil para líderes de outras comunidades que não em escala de cidade, incluindo áreas urbanas menores e iniciativas maiores em escala regional.

Mas o principal público pretendido, com quem a orientação foi desenvolvida e validada, é a liderança da cidade, incluindo: os desenvolvedores de políticas nas autoridades locais – tanto os responsáveis pelo projeto de serviço, comissionamento e função de entrega, quanto os responsáveis pelo papel de liderança da comunidade, em particular: líderes eleitos; altos executivos de autoridades locais (incluindo diretores executivos, diretores de informação e diretores de departamentos-chave); altos executivos de outros órgãos públicos com mandato em toda a cidade; outras partes interessadas em liderar e moldar o ambiente da cidade, incluindo: os altos executivos do setor privado que desejem se associar e ajudar as cidades na transformação dos sistemas da cidade para criar valor compartilhado; os líderes de organizações do terceiro setor ativas dentro da cidade; os líderes nos setores de educação superior e posterior; os inovadores e representantes da comunidade.

Além deste público de liderança, o documento será de interesse para todas as partes envolvidas em cidades inteligentes, incluindo cidadãos individuais. A definição de trabalho de uma cidade inteligente usada para os propósitos deste documento é aquela aprovada pelo ISO TMB. Convém que uma cidade inteligente seja descrita como aumentando drasticamente o ritmo em que melhora a sua sustentabilidade e resiliência … melhorando fundamentalmente como ela envolve a sociedade, como ela aplica métodos de liderança colaborativa, como funciona em disciplinas e sistemas de cidades e como usa dados e tecnologias integradas … para transformar serviços e qualidade de vida para aqueles que estão envolvidos com a cidade (moradores, empresas, visitantes).

Isto é deliberadamente apresentado como uma definição de trabalho, e não uma concebida definição definitiva que todas as cidades irão seguir. Embora haja um forte grau de convergência entre as estratégias de cidades inteligentes que estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, há também uma diversidade significativa. Todas as cidades que embarcam no desenvolvimento de uma estratégia de cidade inteligente podem definir as suas próprias razões para fazê-lo, em seu próprio idioma.

O processo de discussão e debate entre as partes interessadas para definir o que, para eles, significa “Smart Paris”, “Smart Tokyo” ou “Smart Toronto” é importante. O modelo operacional tradicional de uma cidade é baseado em prestadores de serviços orientados para funções que operem como silos verticais não conectados, que muitas vezes não são construídos em torno das necessidades do usuário. Este documento especifica as melhores práticas para se mudar para um “modelo operacional de cidade inteligente” – que permita às cidades impulsionar a inovação e a colaboração entre estes silos verticais e operacionalizar sua visão, estratégia e políticas em um ritmo mais rápido, com maior agilidade e menor risco.

Tradicionalmente, as definições de orçamento, responsabilização, tomada de decisões e prestação de serviços foram integradas em cadeias de entrega verticalmente integradas dentro das cidades – silos de entrega que são construídos em torno de funções, não de necessidades do usuário. Isto é ilustrado na figura abaixo: o cidadão ou empresa teve que se envolver separadamente com cada silo, estabelecendo conexões para si mesmo, em vez de receber um serviço contínuo e conectado que atenda às suas necessidades; os dados e as informações foram bloqueados nestes silos, limitando o potencial de colaboração e inovação em toda a cidade e limitando o potencial de impulsionar mudanças em toda a cidade com velocidade. A outra figura resume a mudança desta maneira tradicional de operar, que as cidades inteligentes estão buscando implementar.

As principais características desta mudança para um modelo operacional de cidade inteligente incluem: investir em dados inteligentes, ou seja, que a garantia de dados sobre o desempenho e a utilização de ativos físicos, espaciais e digitais da cidade fique disponível em tempo real e de forma aberta e interoperável, a fim de permitir a integração em tempo real e a otimização de recursos da cidade; gerenciar os dados da cidade como um ativo, dentro da autoridade local e em colaboração com outros proprietários de dados significativos em toda a cidade; habilitar para ser conduzida externamente; inovação liderada pela comunidade, pelos cidadãos, empresas e sociedade civil, abrindo os dados e serviços da cidade para o bem comum: em nível técnico, por meio do desenvolvimento de plataformas de dados abertos; e em nível empresarial, por meio de medidas para permitir um mercado próspero na reutilização de dados públicos juntamente com a divulgação de dados de entidades comerciais de uma forma comercialmente apropriada; habilitar para ser conduzida internamente; inovação liderada pela cidade para fornecer serviços mais sustentáveis e centrados no cidadão.

Tudo isso serve para proporcionar serviços públicos aos cidadãos e empresas, acessíveis em balcão único, por meio de vários canais, que envolvem os cidadãos, empresas e comunidades diretamente na criação de serviços, e que são construídos em torno das necessidades do usuário e não das estruturas organizacionais da cidade; estabelecer uma arquitetura integrada de negócios e informações que possibilite uma visão de toda a cidade dos grupos específicos de clientes para os serviços urbanos (por exemplo, passageiros, idosos, famílias problemáticas, pessoas com deficiência). Também, pode estabelecer orçamentos holísticos e flexíveis, com foco no valor do dinheiro além dos limites departamentais padrão e estabelecer processos de gestão de governança e de partes interessadas em toda a cidade para apoiar e avaliar estas mudanças.

O conteúdo deste documento pode ser visto esquematicamente na Figura 3 que está disponível na norma. No nível superior, ele é composto por quatro componentes necessários para suportar a mudança para um modelo operacional de cidade inteligente: [A] Princípios de entrega: uma declaração de valores que os líderes da cidade podem usar para orientar a tomada de decisões à medida que buscam operacionalizar sua visão e estratégia para a cidade; [B] Principais processos de entrega em toda a cidade: um conjunto de notas de orientação práticas sobre como lidar com os desafios de toda a cidade conectados por meio dos silos da cidade; [C] Estratégia de realização de benefícios: orientação sobre como garantir uma linha de visão limpa entre os investimentos em cidades inteligentes e os resultados sociais, econômicos e ambientais que a cidade pretende alcançar, onde os benefícios pretendidos são claramente articulados, medidos, gerenciados, entregues e avaliados na prática; [D] Gestão de riscos: uma lista de verificação de temas que convém que uma cidade monitore regularmente para garantir que está gerenciando efetivamente os principais riscos para fornecer sua visão e estratégia.

Estes componentes são descritos com mais detalhes nas Seções 5 a 8. Notas de orientação detalhadas são fornecidas em cada um dos subcomponentes ilustrados na Figura 3, com cada nota de orientação estruturada usando uma linguagem de padrão comum. Para facilitar a referência, em resumo das recomendações há um sumário de todas as recomendações contidas neste documento. Estas são então descritas em mais detalhes nas seções subsequentes deste documento.

As operações seguras com o hexafluoreto de enxofre (SF6)

Deve-se entender os procedimentos para manuseio seguro de SF6 durante a instalação, comissionamento, operações normais ou anormais, e descarte de equipamentos de manobra e controle de alta tensão em fim de vida útil.

A NBR 16902 de 09/2020 – Hexafluoreto de enxofre (SF6) para equipamentos elétricos – Requisitos para manutenção estabelece os procedimentos para manuseio seguro de SF6 durante a instalação, comissionamento, operações normais ou anormais, e descarte de equipamentos de manobra e controle de alta tensão em fim de vida útil. Os procedimentos descritos devem ser considerados como os requisitos mínimos necessários para garantir a segurança dos serviços que envolvem manuseio de SF6 e minimizar as suas emissões para o meio ambiente. Para os efeitos desta norma, é considerada como alta tensão a nominal acima de 1.000 V. No entanto, o termo média tensão é comumente utilizado para sistemas de distribuição com tensões acima de 1 kV até e inclusive 52 kV.

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Quais são as regulamentações internacionais para transporte de SF6?

Quais são as medidas a serem tomadas para trabalhar em equipamentos elétricos que utilizam gás SF6?

Quais são as medidas de segurança ao abrir ou acessar compartimentos de gás?

Quais são as soluções de neutralização?

A tecnologia do SF6 já vem sendo utilizada em equipamentos de manobra e controle há mais de 30 anos. Sua aplicação é mais comum em equipamentos elétricos com classe de tensão acima de 1 kV até tensões mais elevadas, para as quais estes equipamentos são fabricados. Estima-se que milhões de diferentes tipos de unidades preenchidas com SF6 estejam atualmente em serviço.

Tecnicamente há três métodos disponíveis para contenção do gás, de acordo com a IEC 62271-1: os sistemas de pressão controlada que não são mais utilizados para novos equipamentos devido a níveis inaceitáveis de taxa de vazamento; e os sistemas de pressão fechados, usados nos modernos equipamentos elétricos de alta tensão. Os valores padrão para taxas de vazamento são 0,5% e 1% por ano e por compartimento de gás e os sistemas de pressão selados de modernos equipamentos elétricos de média tensão (comercialmente conhecidos como produtos selados por toda vida útil ou sistemas hermeticamente selados).

A estanqueidade de sistemas de pressão selados é especificada pela expectativa de vida útil. A expectativa de vida útil com relação ao desempenho com vazamentos é especificada pelo fabricante. Os valores preferenciais são 20, 30 e 40 anos. Para atender totalmente aos requisitos de expectativa de vida útil, a taxa de vazamento de sistemas de pressão selados de SF6 deve ser inferior a 0,1% ao ano.

A longa experiência com o uso de SF6 em equipamentos de manobra e controle evidencia que algumas precauções e procedimentos elementares devem ser adotados de forma que sejam obtidos benefícios na operação, na segurança no trabalho e nas questões ambientais, como a operação segura do equipamento; a otimização das fontes e ferramentas necessárias; a minimização do tempo de interrupção de funcionamento dos equipamentos; o treinamento normalizado para o pessoal que manuseia SF6; a redução da quantidade de gás emitida durante operações de manuseio de gás até o limite físico funcional; a prevenção de quaisquer emissões deliberadas como, por exemplo, descargas na atmosfera; a redução de perdas e emissões de SF6 durante comissionamentos, serviços, operações e procedimentos de fim de vida útil a níveis mínimos.

A não ser que seja especificado de outra forma pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais, a seguinte sequência detalhada de operações com evacuação de ar/nitrogênio e enchimento com SF6 em cada compartimento deve ser realizada com o preparo do equipamento de manuseio de SF6 ao verificar se o regenerador de SF6 está funcionando adequadamente, e que as conexões estão limpas e secas para evitar contaminações. Verificar a validade da calibração dos instrumentos sujeitos a calibração.

Quanto à instalação de absorvedor de umidade no compartimento, rapidamente inserir os materiais absorvedores de umidade no compartimento. Iniciar a evacuação imediatamente em seguida. Para a evacuação, conectar a bomba de vácuo e deixar operando até atingir uma pressão de evacuação abaixo de 2 kPa no compartimento de gás. Para a estabilização do vácuo, manter a bomba de vácuo operando por pelo menos 30 min após atingir uma pressão de evacuação abaixo de 2 kPa no compartimento de gás. Interromper o processo de vácuo e proceder a leitura do manômetro. O SF6 a ser introduzido no compartimento de gás deve ser de grau técnico ou usado adequado para reuso.

Realizar a retenção do vácuo, se necessário e a pressão no compartimento deve permanecer abaixo de 2 kPa pelo tempo informado no manual de instrução de operação e manutenção do fabricante original do equipamento. Para a documentação, registrar o nome do fabricante do equipamento, o número de série do compartimento de gás, a pressão de evacuação (isto é, o conteúdo residual de ar), a temperatura ambiente, e a data para futuras referências.

Para o enchimento com SF6, conectar o recipiente com SF6 e encher o compartimento até atingir a pressão nominal de enchimento. Utilizar uma válvula de segurança, um regulador de fluxo e um manômetro calibrado para evitar enchimento excessivo. O SF6 a ser introduzido no compartimento de gás deve ser de grau técnico ou usado adequado para reuso. Não é necessário realizar previamente a medição da qualidade do SF6, quando este gás vier do fornecedor em recipientes selados, quando este gás for armazenado em recipientes selados com etiqueta informando que está adequado para reuso ou quando há certificado de qualidade.

Em todos os demais casos, a qualidade do SF6 deve ser verificada antes da operação de enchimento. A medição da qualidade do SF6 engloba os conteúdos de umidade, o porcentual de pureza do SF6 e a acidez residual. Para a documentação, registrar o nome do fabricante do equipamento, o número de série do compartimento de gás, a pressão final de enchimento, a temperatura ambiente e a data para futuras referências.

Para a verificação do sensor de pressão/densidade, conferir o funcionamento do sensor de densidade/pressão. Esta ação pode ser realizada durante a operação de enchimento e não pode ser considerada como uma calibração. Durante os procedimentos de verificação dos sensores de pressão/densidade, consultar manual do fabricante do equipamento em relação à influência de histerese sobre os sensores de pressão e densidade.

Deve-se verificar a estanqueidade de todas as conexões feitas em campo conforme requisitado pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais. Para a medição da qualidade do SF6, aguardar o período especificado pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais antes de medir o conteúdo de umidade, o porcentual de pureza do SF6 e a acidez residual. Se o compartimento de gás for de pequeno volume, pode ser necessária a reposição de SF6 após a medição da qualidade do SF6.

Como documentação, registrar o nome do fabricante, o número de série do compartimento de gás, o funcionamento do sensor de pressão/densidade, o conteúdo de umidade, o porcentual de pureza do SF6, a acidez residual, a temperatura ambiente e a data para futuras referências. A não ser que seja especificado de outra forma pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais, a seguinte sequência detalhada de operações para complementação com SF6 em compartimentos previamente enchidos.

Para o preparo do equipamento de manuseio de SF6, verificar se as conexões estão limpas e secas, se as mangueiras foram evacuadas e se estão com SF6. Verificar se não há vazamentos nos acoplamentos para evitar contaminações. Verificar a validade da calibração dos instrumentos sujeitos a calibração.

Para a complementação com SF6, conectar o recipiente com SF6 e encher o compartimento até atingir a sua pressão nominal. Utilizar uma válvula de segurança, um regulador de fluxo e um manômetro calibrado para evitar enchimento excessivo. O SF6 a ser introduzido no compartimento de gás deve ser SF6 de grau técnico ou SF6 usado adequado para reuso. Não é necessário realizar previamente a medição da qualidade do SF6, quando este gás vier do fornecedor em recipientes selados, quando este gás for armazenado em recipientes selados com etiqueta informando que está adequado para reuso ou quando há certificado de qualidade.

Em todos os demais casos, a qualidade do SF6 deve ser verificada antes da operação de enchimento. A medição da qualidade do SF6 engloba os conteúdos de umidade, o percentual de pureza do SF6 e a acidez residual. Como documentação, registrar o nome do fabricante, o número de série do compartimento de gás, a pressão final de enchimento, a temperatura ambiente e a data para futuras referências.

Para a verificação do sensor de pressão/densidade, conferir o funcionamento do sensor de densidade/pressão. Esta ação pode ser realizada durante a operação de enchimento e não deve ser considerada como uma calibração. Durante os procedimentos de verificação dos sensores de pressão/densidade, consultar manual do fabricante do equipamento quanto a influência de histerese sobre os sensores de pressão e densidade.

Verificar a estanqueidade de todas as conexões feitas em campo conforme requisitado pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais. Para a medição da qualidade do SF6, aguardar o período especificado pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais antes de medir o conteúdo de umidade, o percentual de pureza do SF6 e a acidez residual. Se o compartimento de gás for de pequeno volume, pode ser necessária a reposição de SF6 após a medição da qualidade do SF6.

Para a documentação, registrar o nome do fabricante, o número de série do compartimento de gás, o funcionamento do sensor de pressão/densidade, o conteúdo de umidade, o percentual de pureza do SF6, a acidez residual, a temperatura ambiente e a data para futuras referências. A maioria dos equipamentos de manobra e controle de média tensão são sistemas de pressão selados.

Tipicamente este tipo de equipamento é preenchido com SF6 em fábrica e nenhum manuseio de SF6 adicional é necessário durante toda sua expectativa de vida operacional. Exemplos de sistemas de pressão selados são disjuntores com tubos a vácuo e alguns tipos de disjuntores à SF6 de média tensão. Eles são comercialmente chamados como selados por toda a vida, já que não requerem manuseio de gás em campo durante toda a sua vida útil, tipicamente 40 anos.

O descarte no fim da vida útil é realizado sob a responsabilidade do usuário e realizado de acordo com as instruções do fabricante. Terceiros, como empresas de serviços, também podem executar o descarte no fim da vida útil. Os sistemas de pressão selados são completamente montados e ensaiados em fábrica. Como o SF6 neste caso é manuseado apenas duas vezes (no enchimento do gás no início, e no recolhimento do gás no final) durante toda a vida útil do produto e isto é feito em um ambiente controlado, perdas por manuseio podem ser consideradas como sendo da mesma ordem de magnitude de perdas por vazamentos.

Os recipientes devem ser recarregáveis (recipientes não recarregáveis são proibidos) e etiquetados para clara identificação de seu conteúdo; recipientes contendo SF6 de grau técnico e SF6 usado adequado para reuso em campo devem ser fisicamente separados daqueles contendo SF6 usado adequado para reuso ou SF6 usado não adequado para reuso. A tabela abaixo fornece uma visão geral de todos os métodos de armazenamento sobre os quais um recipiente pode ser baseado.

As regulamentações internacionais para embarque de equipamentos elétricos contendo SF6 ou recipientes de SF6 estão disponíveis para transporte rodoviário (ADR), ferroviário (RID), marítimo (código IMDG) e aéreo (IATA – DGR). Estes são semelhantes quanto à numeração da ONU, classificação, etiquetagem de perigo, classificação final, e documentação de transporte. No entanto, diferem quanto ao idioma oficial, conforme a seguir: ADR: alemão, francês, inglês; RID: inglês; Código IMDG: inglês; IATA – DGR: inglês.

Os conceitos da drenagem oleosa em postos de combustíveis

É obrigatório ter as iniciativas para o manuseio das águas superficiais e sua origem, e seus potenciais contaminantes oleosos, para a prevenção de contaminação das águas e para a instalação dos sistemas de drenagem em posto revendedor de combustíveis automotivos, em ponto de abastecimento e em demais serviços automotivos.

A NBR 14605-1 de 09/2020 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Sistema de drenagem oleosa em posto revendedor de combustíveis automotivos – Parte 1: Conceituação e projeto da drenagem oleosa estabelece as iniciativas para o manuseio das águas superficiais e sua origem, e seus potenciais contaminantes oleosos, para a prevenção de contaminação das águas e para a instalação dos sistemas de drenagem em posto revendedor de combustíveis automotivos, em ponto de abastecimento e em demais serviços automotivos. O objetivo desta parte é assegurar que o efluente líquido do posto revendedor de combustíveis automotivos, dos pontos de abastecimento e de demais serviços automotivos seja destinado dentro dos padrões mínimos de contaminantes oleosos sendo estes padrões estabelecidos pela legislação vigente.

A NBR 14605-2 de 09/2020 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis — Sistema de drenagem oleosa em posto revendedor de combustíveis automotivos – Parte 2: Dimensionamento de vazão de sistema de contenção e separação de efluentes estabelece a metodologia para o dimensionamento de vazão do sistema de drenagem oleosa em posto revendedor de combustíveis automotivos, em ponto de abastecimento e em demais serviços automotivos (PRC/PA). A NBR 14605-3 de 09/2020 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis — Sistema de drenagem oleosa em posto revendedor de combustíveis automotivos – Parte 3: Ensaio-padrão, equipamentos e técnica de amostragem para determinação do desempenho de caixas separadoras de água tem o objetivo de avaliar o desempenho da caixa separadora de água e óleo sob as condições da legislação ambiental local vigente e as necessidades do usuário. Outro objetivo desta parte é estabelecer que uma caixa separadora de água e óleo operando na sua capacidade nominal esteja sujeita à prática, ao receber águas provenientes do sistema de separação de água e óleo. Estabelece os procedimentos relacionados aos equipamentos e à técnica de amostragem a serem usados na determinação do desempenho da separação da mistura água/óleo oriunda da contaminação das águas superficiais. Não expressa a determinação da eficiência da separação água/óleo, sujeita às emissões de grandes quantidades de hidrocarbonetos que podem ocorrer na sua forma pura ou em altas concentrações, do afluente para a caixa separadora de água e óleo.

A NBR 14605-4 de 09/2020 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis — Sistema de drenagem oleosa em posto revendedor de combustíveis automotivos – Parte 4: Projeto, construção e montagem de sistema de contenção e separação de efluentes fornece orientações e requisitos para o projeto, construção, montagem e instalação de sistema de contenção e separação de efluentes. Não contempla o esgotamento sanitário e o dimensionamento do sistema de águas pluviais. A NBR 14605-5 de 09/2020 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis — Sistema de drenagem oleosa em posto revendedor de combustíveis automotivos – Parte 5: Comissionamento, operação e manutenção de sistema de contenção e separação de efluentes fornece orientações para o comissionamento, operação e manutenção de sistema de captação, condução e separação de efluentes oleosos. não é aplicável ao comissionamento, à operação e à manutenção do sistema de esgotamento sanitário e do sistema de águas pluviais.

A NBR 14605-6 de 09/2020 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis — Sistema de drenagem oleosa em posto revendedor de combustíveis automotivos – Parte 6: Construção de sistema de contenção, tratamento e separação de efluente — Área de lavagem estabelece as diretrizes e os requisitos para o desenvolvimento de sistemas de contenção, tratamento e separação de águas oleosas, bem como a metodologia de dimensionamento de vazão do sistema de drenagem oleosa da área de lavagem em posto revendedor de combustível automotivo, ponto de abastecimento e demais serviços automotivos. Os veículos somente podem ser lavados em áreas especificadas, onde a água de lavagem e qualquer precipitação pluvial podem ser contidas. A captação e a condução da água utilizada na operação de lavagem devem ser independentes da captação e condução das águas pluviais. Na área de lavagem de veículos são geradas correntes líquidas que podem conter os seguintes produtos e materiais contaminantes: óleo, combustível, graxa, produtos químicos utilizados na lavagem e sólidos em suspensão. A água escoada da área de lavagem de veículos deve ser dirigida a um sistema de separação de água e óleo ou tratamento no próprio local, podendo ser possível o seu reuso. Alternativamente, esta água pode ser coletada em uma unidade de armazenamento e enviada para um local de descarte autorizado. No caso da utilização de produtos químicos na operação de lavagem de veículos, a corrente líquida contendo produtos químicos não pode ser direcionada exclusivamente para uma caixa separadora de água e óleo (CSAO), uma vez que pode interferir no seu funcionamento e eficiência, devendo ser utilizado concomitantemente um sistema de reciclagem ou devendo esta corrente líquida ser coletada em uma unidade de armazenamento para posterior envio para um local de descarte autorizado. Produtos químicos com pH entre 6 e 9, de modo geral, podem não afetar o funcionamento e a eficiência da CSAO, sendo que aqueles com pH neutro praticamente não afetam esta eficiência.

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Como proceder na drenagem de águas oleosas?

Como deve ser executado o dimensionamento da caixa separadora de água e óleo?

Como realizar o Ensaio A – Investigação do arraste de óleo na sua capacidade de armazenamento de óleo?

Quais as considerações quando de construção nova, de ampliação ou de reforma de posto revendedor de combustíveis?

Pode-se dizer que as operações do posto revendedor de combustíveis automotivos, do ponto de abastecimento e dos demais serviços automotivos envolvendo o manuseio de produtos oleosos apresentam potencial para a presença destes produtos no piso, por deficiências na operação ou eventos acidentais. Os produtos oleosos, se não contidos e recolhidos adequadamente, quando em contato com a água, produzirão águas oleosas.

A utilização de água de forma não seletiva nas áreas operacionais é fonte de geração de água oleosa que é captada e conduzida de forma segregada das águas pluviais do posto revendedor de combustíveis automotivos ou ponto de abastecimento e demais serviços automotivos. O impacto de águas oleosas no meio ambiente pode ser evitado adotando-se as seguintes estratégias: não geração de águas oleosas; captação das águas oleosas superficiais, separação e destinação do óleo, e lançamento do efluente aquoso dentro de parâmetros ambientais aceitos.

A não geração ou a minimização de águas oleosas é condição fundamental para a redução do impacto nas águas pluviais, provocado pelas operações do posto revendedor de combustíveis automotivos, do ponto de abastecimento e dos demais serviços automotivos. Por conseguinte, deve ser minimizada a presença de material oleoso no piso por meio de equipamentos adequados e bem mantidos, procedimentos operacionais seguros e procedimentos de emergência. Por outro lado, a presença de água em determinadas áreas onde possa potencialmente haver a presença de material oleoso deve ser eliminada, sempre que possível.

Não sendo viável a não geração de águas oleosas, deve haver um sistema segregado de captação das águas, condução e separação do óleo e lançamento do efluente aquoso dentro de padrões ambientalmente aceitos. A não geração de águas oleosas tem início na especificação e na devida manutenção e calibração dos equipamentos envolvidos nas operações, de modo a não permitir a presença de material oleoso no piso. No caso da operação na área de abastecimento, a unidade abastecedora e os seus acessórios, como os bicos de abastecimento, devem estar corretamente especificados e em boas condições de uso, de forma que evitem o derramamento de produto.

No ambiente de troca de óleo lubrificante e de lubrificação, os cuidados devem partir do momento da retirada dos bujões do cárter, da caixa de marcha e transmissão, do recipiente do fluido de freio até a troca do filtro de óleo e da lubrificação dos pinos graxeiros, e devem ser realizados com precaução. No caso da área de descarga de produto, os cuidados devem iniciar com a correta especificação dos equipamentos, com a utilização da descarga selada, continuando com o perfeito acoplamento e desacoplamento da mangueira de descarga e com a devida manutenção da câmara de contenção da descarga de combustível (spill de descarga).

O sistema de drenagem oleosa (SDO) deve ser constituído por componentes para executar as funções de captação, separação, estocagem temporária de resíduos oleosos provenientes da operação do PRC/PA e a devida condução do efluente para a rede coletora, corpo receptor ou outro destino determinado pelo poder público. O SDO deve garantir a captação das águas oleosas provenientes das áreas onde existam equipamentos e atividades com possibilidade de geração de resíduos oleosos (ver figura abaixo). Eventuais resíduos oleosos provenientes da operação de descarga de combustíveis têm como captação as câmaras de contenção de descarga, conforme as NBR 13786 e NBR 13783.

Os casos de derrames acidentais não estão contemplados nesta norma. Os PRC/PA com lavagem de veículos devem possuir SDO independente das demais áreas. A área de abastecimento de veículos onde são realizadas operações utilizando água para a limpeza de vidros e partes da carroceria, e de reposição da água de reservatórios de veículos, deve ser dotada de canaletas em seu entorno, localizados internamente a 0,5 m da projeção da cobertura da área de abastecimento, quando houver.

O dimensionamento de canaletas para águas oleosas deve ser feito com seção suficiente para vazão de projeto Q3 ou Q4, conforme o Anexo A, considerando um fator de segurança de 1,5 para a vazão da canaleta, devendo a seção mínima ser de 60 mm × 60 mm. A pavimentação da área de abastecimento deve garantir caimento para as canaletas, limitando a captação a esta área, evitando contribuição das áreas externas. Quando for inevitável o caimento do piso das áreas externas para a área de abastecimento e/ou troca

de óleo devido à topografia do terreno, deve ser previsto uma canaleta independente para a captação das águas pluviais, evitando a contribuição de águas não oleosas para a CSAO (ver figura abaixo). As áreas de troca de óleo e de outros serviços automotivos com contribuição de resíduos oleosos devem ser dotadas de canaletas que captem as águas oleosas.

O uso da parte 3 da NBR 14605 pode envolver o emprego de materiais, operações e equipamentos perigosos, e esta norma não pretende tratar de todos os problemas de segurança associados com seu uso. É responsabilidade do usuário estabelecer as práticas de segurança, meio ambiente e saúde apropriados, e determinar a aplicabilidade de limitações regulamentadoras, antes de seu uso. Esta parte 3 não é aplicável se o afluente contiver uma liberação inesperada de contaminante oleoso que gere uma concentração na água oleosa maior que a prevista em projeto. Não é aplicável se o afluente for transferido por bombeamento.

Os dados produzidos na parte 3 são considerados válidos somente para as caixas separadoras de água e óleo ensaiadas. Entretanto, os resultados dos ensaios podem ser extrapolados para caixas separadoras de água e óleo menores ou maiores, desde que providos de uma geometria e dinâmica semelhantes. Quando a utilização da extrapolação não for aplicável, submeter a unidade ao ensaio.

A vazão utilizada para realização dos ensaios é a mesma vazão dada pelo fabricante para uma dada caixa separadora de água e óleo, a fim de determinar o máximo nível de contaminação no afluente relacionado com a concentração máxima permitida no efluente. O projeto deve contemplar o encaminhamento, o perfil, os equipamentos e o material utilizado para os sistemas pluvial e oleoso, a partir do leiaute de arquitetura do posto de serviço, ponto de abastecimento e demais serviços automotivos. O projeto deve estabelecer o diâmetro mínimo de 100 mm no sistema de condução de águas oleosas, para evitar o entupimento com contaminantes particulados.

O projeto deve contemplar a utilização de materiais plásticos para a condução das águas oleosas. O projeto deve prever dispositivos para separação e retenção de contaminantes particulados, conforme a NBR 14605-2. Estes dispositivos são integrados pelos seguintes componentes: caixa de areia; sistema de retenção de resíduos flutuantes. A localização dos dispositivos que integram o conjunto responsável pela remoção dos contaminantes particulados deve ser tal que o acesso a eles ocorra sem dificuldades e não sofra a interferência do trânsito de veículos.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 125 | Ano 3 | 24 SETEMBRO 2020

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Edição 125 | Ano 3 | 24 SETEMBRO 2020
ISSN: 2595-3362
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