A credibilidade dos sistemas de certificação (parte 3 – final)

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais - Conheça as Técnicas e Corretas Especificações - Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Curso: Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Dias: 13 e 14 de Novembro

Horário: 09:00 às 18:00 horas

Carga Horária: 16h

Professor: José Ernani da Silva

Preço: A partir de 3 x R$ 257,81

(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

Engenheiros e Projetistas têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito, pois um sistema elétrico está sujeito a eventuais falhas que podem envolver elevadas correntes de curtos-circuitos, e que fatalmente irão submeter os equipamentos a esforços térmicos e dinâmicos. Este curso é dividido em dois tópicos: curto-circuito e coordenação da proteção (seletividade). O tópico Curto-Circuito discute:

a) Cálculo de corrente de curto-circuito simétrica e assimétrica;

b) Especificação dos equipamentos de proteção do ponto de vista de corrente de curto-circuito;

c) Recomendações práticas das normas nacionais e internacionais vigentes, como ANSI-VDE-IEC-NEC-ABNT.

O tópico Coordenação da Proteção discute:

a) Importância e conceitos de proteção exigidos em normas;

b) Filosofia e técnicas de proteção para dispositivos de proteção de Baixa, Média e Alta Tensão;

c) Ajuste de relés fase e neutro de sobrecorrentes.

Para atender à demanda daqueles que não podem se locomover até as instalações da Target, tornamos disponível este curso Ao Vivo através da Internet. Recursos de última geração permitem total aproveitamento mesmo à distância. Os cursos oferecidos pela Target são considerados por seus participantes uma “consultoria em sala”, ou seja, o participante tem a possibilidade de interagir com renomados professores, a fim de buscar a melhor solução para problemas técnicos específicos e particulares.

Inscreva-se Saiba Mais

Roberto Ricardo Machado de Andrade, WB Produção e Consultoria – roberto.andrade@wbbra.com.br

Entidade Auditora – Em primeiro lugar, a intenção de separar o órgão certificador é para estar coerente com a metodologia proposta e assim enfatizar uma característica que se espalha por praticamente todos os organismos certificadores, na maioria dos países onde atuam: o crescente efetivo de auditores externos versus auditores empregados. Esse fato determina uma nova etapa dentro do sistema de gestão da certificação. Não quer dizer que não existam iniciativas para reduzir a proporção de auditores individualmente terceirizados ou pequenas empresas que prestam serviços de auditoria. Existe organismo certificador que estabelece nível máximo de auditores externos em seu quadro, mas ainda não é a maioria. Como já comentado, o uso de recursos externos utilizados no processo de verificação do sistema de gestão da certificação varia em torno de 70% dos auditores das certificadoras. As condições que levam à necessidade de recursos externos passam por: especificidade técnica, como, por exemplo, um organismo certificador não pode manter em seu quadro de empregados fixos um auditor para atender a sistema de gestão específico onde sua demanda são três clientes da certificação por ano; um auditor empregado custa mais que o dobro de um auditor externo, como, por exemplo, no mercado brasileiro; e um auditor externo só participa do processo de verificação quando houver serviço para o qual ele esteja qualificado. Existem mais condições que levam a essa tomada de ação pelo organismo certificador, na maioria dos casos, relacionadas com as apresentadas acima. Além disso, podemos levantar algumas discussões interessantes. É fato que o nível de informação e acesso de uma entidade auditora externa ao organismo certificador, seja ela terceira ou empresa contratada, é infinitamente menor do que o de um auditor empregado. Em alguns casos identifica-se auditor sem a última versão da documentação pertinente ao seu trabalho, e, em outros, auditores com dificuldades de operar o sistema de informação fornecido pelo órgão certificador. O custo do auditor externo normalmente traz benefícios para o órgão certificador, ajustando a sua lucratividade. O que normalmente ocorre é que o valor pago para um auditor por dia de trabalho é baixo comparado ao que se pode faturar em atividade de consultoria pelo mesmo profissional. A base de auditores, na sua maioria, provém de pequenas empresas de consultoria que orientam as suas atividades com prioridade para consultoria. O que é justo visto à necessidade de elevar a sua lucratividade. Desta forma, o órgão certificador pode lidar com problemas sérios de logística para atender a sua demanda, e consequentemente, a seus clientes da certificação. Um ponto importante na etapa de verificação e que envolve todos os auditores está relacionado com o atendimento às necessidades do cliente da certificação e automaticamente, às necessidades da sociedade. O processo de verificação da conformidade, e aqui vamos entrar numa análise mais técnica da auditoria, envolvendo a NBR ISO 19011 – Diretrizes para auditorias de sistemas de gestão da qualidade e/ou ambiental, leva o auditor a identificar e levantar não conformidades, ação que tem definição claramente estabelecida por essa norma. Basicamente essa é a proposição da verificação de sistema de gestão, ou seja, verificar e ratificar conformidade com os requisitos contratados. Acontece que, com o decorrer do tempo, esses processos se tornaram cada vez mais afetados pela interação entre os atores envolvidos, ou seja, certificadora, auditor e cliente da certificação, incorrendo em desvios. Por exemplo: cliente da certificação: auditores que levantam muitas não conformidades não são vistos com bons olhos pelos clientes da certificação, os quais não gostam de receber não conformidades. Assim, os clientes da certificação acabam por classificar os auditores de “bonzinhos” ou “mauzinhos”. Auditor: prefere fazer uma análise mais gerencial, sem realizar visita expressiva a campo e percebe, que quanto mais não conformidade, mais trabalho, pelo mesmo valor recebido. Certificadora: atende à solicitação do cliente da certificação quanto à escolha do auditor, desde que mantidos os conceitos de confidencialidade e conflito de interesse, prescritos na norma acima. Mas incorre numa ação tendenciosa em atender ao cliente da certificação. Esses desvios na interface, órgão certificador, entidade auditora e cliente da certificação, muitas vezes não são identificados nas verificações dos acreditadores, durante os processos de auditorias testemunhas e de escritório realizados nas certificadoras. Eles são praticados como atos normais. Existem vários mecanismos criados pelos organismos envolvidos no sistema de gestão da certificação para controlar esse processo. Por exemplo, o dispositivo que estabelece a verificação periódica pelos organismos de acreditação e certificação, do processo de auditoria, através de amostragem, cobrindo o quadro de auditores, seja empregado ou externo. Esse processo é denominado de auditorias testemunhas. De qualquer maneira, por competência ou falta dela, observa-se que os desvios mencionados ocorrem com freqüência.

Cliente da certificação – A etapa do cliente da certificação está diretamente relacionada com a ação para melhoria. É nesse grande grupo de empreendedores, executivos e profissionais que se encontra a propulsão de basicamente todos os processos de melhoria da certificação. Ao mesmo tempo podem-se levantar discussões importantes. O cliente da certificação conhece o processo de certificação hoje, melhor do que há dez anos. Isso é muito importante, pois melhorando seu conhecimento dos serviços de certificação, a sua escolhe pode ser mais bem sucedida e seus objetivos alcançados consistentemente. Dois processos envolvendo o cliente da certificação dentro da gestão da certificação são debatidos a seguir. Hoje alguns clientes da certificação pré definem o tempo de auditoria mínimo, com base nas tabelas do IAF e norma ISO/IEC 17021, mantendo desta forma, o parâmetro do tempo de auditoria dentro da perspectiva técnica. Assim, o preço será a variável de barganha numa cotação, fora as demais variáveis de marketing. Acontece, e isso é um fato de mercado, que clientes em negociações de preço muitas vezes buscam aviltar o preço por desconhecimento ou política geral interna de negociação. Normalmente o efeito desse processo sempre tem como resultado perda para todos os envolvidos. Por exemplo, em uma negociação, o cliente da certificação conseguiu obter um valor baixo para o processo de certificação. O órgão certificador, por sua vez, buscou auditores no mercado para manter sua margem de lucro e assim uma desastrosa parceria teve início. Outro exemplo, mais comum em grandes empresas, o órgão certificador assumiu valores baixos para ganhar a barganha e não teve como honrar o atendimento na qualidade estabelecida pelo cliente da certificação. Igualmente, a tensão de um processo in loco de auditoria não é a de um dia comum dentro da empresa. A expectativa pela vinda da equipe auditora é enorme e os resultados mais do que esperados, com muita ansiedade. Todo esse processo é normal, visto ser a auditoria uma atividade de verificação e análise. Lembro de uma vez, ao final de uma auditoria inicial, numa empresa de grande porte, fomos convidados, nós equipe auditora, a participar da festa que a empresa preparou para comemorar a recomendação para a certificação ISO 14001. O presidente regional da empresa, passando por mim durante a comemoração, perguntou: “Como você vê essas pessoas rindo e descontraídas se ainda agora (durante a auditoria) elas estavam tensas e sérias? Eu respondi: É mais ou menos o que acontece com você quando entra em algum departamento da sua empresa, todos param de falar, ficam sérios.” Ele me olhou, não sei se entendeu e seguiu. O processo de auditoria in loco é uma ferramenta poderosa que verifica e avalia toda a estrutura hierárquica do cliente da certificação, ou pelo menos tem essa pretensão. Assim, é sempre normal certo desequilíbrio emocional dos participantes. É como o presidente do exemplo acima, ele não vai sempre ao departamento x ou y da empresa e quando vai, gera algum tipo de desequilíbrio entre seus subordinados. Alguns clientes da certificação usam esse processo de maneira positiva, aproveitando a sinergia e o stress gerados na ocasião. Outros, não aproveitam nem um pouco essa oportunidade e se colocam reativos, estimulando pressões desnecessárias ao processo de certificação. Enfim, o cliente da certificação é o grande responsável pela transparência, ética e credibilidade do sistema de gestão da certificação.

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Uma chance para retomar a marcha

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31 de outubro de 2012 – 208ª Edição – Ano 2012

Matéria

Target e ASQ firmam parceria para a venda online dos e-books da entidade internacional no Brasil

A Target e a American Society for Quality (ASQ), maior entidade mundial na área da Qualidade, firmaram uma parceria que prevê a venda dos e-books online da ASQ no seu site.

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Matéria

Novo Sistema Target GEDWEB: a gestão do conhecimento tecnológico para a sua empresa

Com o novo GEDWEB, sua empresa tem acesso centralizado às normas técnicas, documentação empresarial, regulamentos, portarias, textos técnicos, publicações da American Society Quality (ASQ), publicações técnicas e científicas, revistas segmentadas, etc.

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Matéria

NBR 15916 e NBR 15941: as normas para baterias chumbo ácido de motocicletas

A NBR 15916 estabelece as características dimensionais das baterias chumbo ácido para uso em motocicletas, triciclos e quadriciclos, e a NBR 15941 fornece as diretrizes para a identificação das principais características que abrangem seus projetos de fabricação e métodos de ensaio.

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Matéria

NFPA 1124: um código para fogos de artifício e artigos pirotécnicos

Considerado uma edição de 2013, esse código regula a construção, o uso e manutenção de edifícios que queiram fabricar, armazenar e vender fogos de artifícios e artigos pirotécnicos.

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Matéria

NBR 16121: o método de ensaio em vestimentas de proteção

Essa norma especifica métodos para a medição das propriedades de propagação limitada da chamados tecidos e produtos industriais, orientados verticalmente, na forma de tecidos de uma única camada ou multicomponentes.

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Dimas Eduardo Ramalho

No meio do caminho tinha uma pedra; tinha uma pedra no meio do caminho”.

Bons tempos aqueles quando os obstáculos à mobilidade humana eram apenas os naturais e serviam até de inspiração aos grandes poetas. O caminho a que Drummond se referia em seu poema era bem mais amplo e intangível que as então bucólicas ruas de Itapira do Mato Dentro. Em alusão ao verso, hoje a pedra se converteria num destes congestionamentos que se reproduzem em progressão geométrica pelos horários de pico, até no entorno das pracinhas de coreto das cidades do interior de Minas. Vivemos o colapso da mobilidade urbana. O trânsito, cada vez mais lento, decorre desse adensamento crescente de pessoas e veículos. Reflete a falta de gestão integrada entre os entes políticos, a escassez de planejamento urbanístico adequado, e a insuficiência de investimento em vias, rodovias e transporte público.

Depois de 17 anos de trâmite e debates, a sociedade brasileira hoje tem razões para comemorar o advento da Lei 12.587/2012, que instituiu a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU). A medida que trouxe novos princípios e diretrizes, a fim de readequar e ordenar os ambientes de circulação compartilhada, fomentando a elaboração de políticas públicas que respondam de forma mais racional aos anseios coletivos na questão da mobilidade urbana. A legislação propõe soluções que passam pela racionalização das distâncias entre a casa e o trabalho, restrição à circulação de veículos privados e incentivos ao uso de meios de transporte não motorizados. A medida afeta os municípios com população superior a 20 mil habitantes, que, no espaço de três anos, sob a pena de ficar impedido de receber recursos federais, deverão elaborar e colocar em vigor seus planos de mobilidade urbana integrados aos planos diretores e em perfeita harmonia com a execução orçamentária de curto, médio e longo prazo.

Além do enfrentamento da questão do transporte, ressalta-se o avanço em termos ambientais. Os efeitos negativos dos gargalos na mobilidade urbana repercutem não só no âmbito social, privando o exercício ordinário dos direitos fundamentais. Existe, também, na esfera econômica, atrasando a prosperidade por imposição de intrincados e excessivos custos logísticos ao processo produtivo. Há que se lamentar ainda, as agressões ao meio ambiente através do aumento da emissão de poluentes, exploração desmesurada dos recursos naturais, radical transformação ou degradação do ecossistema, e consequente deterioração da qualidade de vida das pessoas.

Levantamento do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) realizado no ano passado mostrou que, em um período de 10 anos, o Brasil evoluiu mais em número de veículos do que em crescimento populacional. Em 2011 o Denatran registrou uma frota de 70,5 milhões de veículos – número 121% maior na comparação com a frota em 2001 que era de 32 milhões de veículos. Ao mesmo tempo em que a população brasileira cresceu 12% no período, a relação de veículos por habitante saltou de um para cada cinco indivíduos em 2001, para pouco mais de um veículo para cada três habitantes em 2011. Talvez, pela primeira vez, tratou-se o transporte público como prioridade de pauta. Como premissas inéditas, podemos relacionar ainda a ampliação dos poderes da administração para regulamentar a circulação de veículos de transporte individual, coletivo e de cargas; o reconhecimento formal da prioridade ao transporte público sobre o privado; a permissão para implantação do pedágio urbano; e mudanças radicais na licitação e contratação dos serviços de transporte público.

Dentre todos os avanços apontados, destaca-se a ampliação dos direitos do cidadão-usuário do sistema de transporte público, que, a partir da implantação do novo modelo, passa a ser o potencial beneficiário de todos os ganhos tecnológicos, de gestão e incidentais provenientes da delegação do serviço, além de ter ampliado consideravelmente o seu direito a informação diretamente nos pontos de embarque. Em São Paulo, o Tribunal de Contas tem atuado de forma eficaz nessa questão e não demorou a assumir o protagonismo de multiplicador desta tarefa cívica. Primeiro, ao propagar a nova lei e estimular as lideranças políticas dos municípios paulistas a conhecerem melhor o tema e anteciparem marcos para elaboração e aprovação da política de mobilidade urbana. Em uma segunda frente, tem promovido o apoio consultivo, ao destacar e disponibilizar agentes qualificados para instruir os gestores públicos. E, por fim, o Tribunal de Contas ainda prevê uma atuação coercitiva, por meio de advertências formais sobre a necessidade de observância rigorosa da nova lei nos processos que tenham por objeto a análise jurídico-contábil de documentos ou procedimentos administrativos vinculados à questão da mobilidade urbana.

Pois é deste engajamento pleno dos cidadãos que a Nação precisa para fazer valer esta lei. Afinal, o homem destruiu montanhas, rios e florestas para impor a simetria monótona de sua estética arquitetônica. Sentia-se desafiado pelos obstáculos de uma natureza exuberante. Precisava domá-la com a artificialidade dos ângulos retos. Para tanto, foi criando quinas, esquinas, domínios, níveis, pavimentos, degraus, arestas, vielas, sentidos, becos e trilhas. Foi-se abrindo vias de circulação frenética que exigiam a mobilidade mecânica em pés de borracha, para nexo dos quais se foi pavimentando caminhos em todas as direções. Os caminhos já não nos trazem e nem levam a lugar algum. Portanto, é hora de colocar ordem neste caos tenso e neurótico que compõe o emaranhado difuso dos ambientes urbanos. Precisamos reinventar nossos caminhos.

Dimas Eduardo Ramalho é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Reciclagem de latas de alumínio

A Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) informaram que o país reciclou 248,7 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, das 253,1 mil toneladas disponíveis no mercado em 2011. Com isso, o índice de reciclagem de latas de alumínio para bebidas atingiu 98,3%, mantendo o Brasil na liderança mundial desde 2001. Segundo dados das duas entidades, foram recicladas no ano passado 18,4 bilhões de embalagens, o correspondente a 50,4 milhões/dia, ou 2,1 milhões/hora. Segundo o diretor-executivo da ABRALATAS, Renault de Freitas Castro, a indústria fabricante de latas para bebidas vem investindo continuamente para atender a demanda. “o setor ampliou em 2012 a capacidade produtiva em 9,5%, saindo de 21 bilhões para 23 bilhões de unidades/ano, para uma expectativa de crescimento de 7% no consumo de latas”.

Carlos Roberto de Morais, coordenador da Comissão de Reciclagem da ABAL, comemora mais um recorde na reciclagem das latas de alumínio e explica, “esse resultado tem como base uma cadeia estruturada há mais de 20 anos, que garante uma demanda forte e consistente e que remunera todos os elos envolvidos”. A coleta de latas de alumínio para bebidas injetou R$ 645 milhões na economia nacional. Além disso, por consumir apenas 5% de energia elétrica, quando comparado ao processo de produção de metal primário, a reciclagem das 248,7 mil toneladas de latas proporcionou uma economia de 3.780 GW.h ao país, número equivalente ao consumo residencial anual de 6,5 milhões de pessoas, em dois milhões de residências.

Índice de reciclagem de latas de alumínio para bebidas

(para uma melhor visualização, clique no gráfico)

Quer ler um texto sobre a A insustentabilidade da indústria do alumínio, clique no link.

A credibilidade dos sistemas de certificação (parte 2)

Roberto Ricardo Machado de Andrade, WB Produção e Consultoria – roberto.andrade@wbbra.com.br

Órgão acreditador – O organismo acreditador, que em alguns casos também é visto e atua como organismo regulador, é o principal elo de manutenção da credibilidade do sistema de gestão da certificação vista ser a entidade que regula a interface entre a teoria desenvolvida em normas e a sua aplicação prática. No Brasil o principal órgão acreditador de sistema de gestão é o Inmetro. Existem alguns órgãos setoriais privados que exercem a mesma função do Inmetro nos processos de acreditação como a ONA – Organização Nacional de Acreditação, atuante no setor da saúde e a Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química, atuante na acreditação de organismos certificadores para o SASSMAQ – Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade no transporte de produtos perigosos. O organismo acreditador realiza as auditorias testemunhais e de escritório nos organismos certificadores e tem o poder de levantar não conformidades, suspender e até cancelar os certificados de acreditação. O organismo acreditador acompanha e controla os serviços de certificação e sabe da evolução individual de cada certificadora. Tem também canal aberto com a sociedade na prestação de serviços de atendimento a dúvidas e reclamações. Dois pontos, sendo o acreditador o elo forte na credibilidade do processo são colocados para reflexão. O primeiro ponto é a comunicação abrangente e periódica dos resultados das avaliações e demais serviços prestados pelo organismo acreditador relacionada com o sistema de gestão da certificação. Esse ponto de ação é delicado, mas dentro do nosso modelo de gestão da certificação o objetivo final dos processos é atender a sociedade e por isso se faz necessário oferecer para todas as partes interessadas, a oportunidade de acompanhar qualquer ação estabelecida pelo organismo acreditador do sistema de certificação. De outra maneira, o processo de melhoria fica dependente exclusivamente das ações reguladoras, sem poder aproveitar a retroalimentação do principal cliente do sistema de gestão, a sociedade. Esse ponto conflita com as diretrizes contidas no código de conduta do “IAF – International Accreditation Fórum”, de acordo com o documento IAF PL 1:2009, item 5, que estabelece: “Um membro do IAF (por exemplo o UKAS – United Kingdom Accreditation Service, da Inglaterra) deve tratar como confidencial as informações que são obtidas através de acesso profissional a um organismo objeto de acreditação; e identificadas pela fonte na qual foi obtida como confidencial. Tais informações são propriedades das fontes nas quais foram obtidas; os membros do IAF não podem divulgá-las para outras partes interessadas, … ”. O Inmetro é membro do IAF conforme divulgado na web: www.iaf.nu, e poderia ser um dos precursores da elevação da credibilidade da gestão do sistema de certificação, através da divulgação transparente e proativa dos resultados das avaliações e demais dados de desempenho dos processos que compõem a cadeia de certificação, atuando em mudanças neste sentido junto ao IAF. O segundo ponto é a competência nos serviços de acreditação prestados para as partes envolvidas, o que é uma condição fundamental e tem alguns obstáculos a serem vencidos, como: falta de pessoal qualificado, demanda elevada e crescente de serviços e subcontratação de pessoal responsável pelos processos de acreditação. Esse ponto, competência nos serviços, é bastante comum nas organizações e os organismos acreditadores não podem deixar de passar por essa discussão. No caso do Brasil, existe um agravante significativo. O Inmetro é uma autarquia, ou seja, é um órgão público federal. Nada contra, outros países também possuem organismos acreditadores ligados ao governo. Mas fica uma boa abertura para analisarmos o que poderia ser melhorado, ou não, se a acreditação fosse realizada por um organismo não governamental e sem fins lucrativos. Como ocorre no organismo acreditador americano ANAB – ANSI-ASQ National Accreditation Board e no inglês UKAS – United Kingdom Accreditation Service. Uma característica do serviço público é a morosidade na disponibilidade de recursos, muitas vezes necessitando de decisões centralizadas para disponibilizá-los. Para um organismo que necessita de velocidade e precisão, essa barreira administrativa pode causar dificuldades nas necessidades de mudanças e aperfeiçoamentos do sistema de gestão da certificação.

Órgão Certificador – A etapa de comercialização, preparação e aprovação do processo de certificação são as principais atividades do organismo certificador. Existem etapas como a verificação in loco do cliente da certificação e as verificações documentais realizadas fora da localidade do cliente da certificação, que são desempenhadas pela entidade auditora e controladas pelo organismo certificador. Muitas discussões já foram abertas e varias soluções propostas para os processos inerentes ao organismo certificador. Algumas são apresentadas a seguir. A comercialização e marketing das certificadoras, de uma maneira geral, seguem as mesmas lógicas comerciais comuns de venda de produtos e serviços na busca de clientes de certificação. Normalmente os parceiros das certificadoras são empresas consultoras de sistema de gestão, entidades de classe e os participantes de treinamentos administrados pelo organismo. Na comercial acontece sempre a venda da credibilidade e do valor agregado e, valem todas as ferramentas que o organismo possui para demonstrar sua reputação e demais valores, e assim atrair o seu cliente. O momento da negociação de venda é crucial, pois o diferencial, além das ferramentas de marketing acima citadas são: o preço e o atendimento. O preço, na realidade, é ditado pelo mercado e em muitas vezes aviltado para buscar resultados imediatos de faturamento. Esse parâmetro tem várias consequências para o sistema de gestão, visto que a redução média do preço da certificação leva a deterioração da competência do serviço prestado. O atendimento ao cliente da certificação é a variável que mais carece de atenção. O processo executado pelo órgão certificador coloca as entidades auditoras e o cliente da certificação em situação delicada quanto ao atendimento. Nessa variável comercial observam-se várias falhas. Desde a falta de retorno para um pedido de cotação, até a falta de agendamento dentro dos prazos requeridos. Neste último a edição da NBR ISO 17021:2007 implementou um requisito para o processo de recertificação “ a emissão do novo certificado deve ocorrer obrigatoriamente antes do vencimento do certificado vigente”. Com as entidades auditoras, durante o agendamento de uma auditoria, é comum a ocorrência de adiamentos ou prorrogações inesperadas, causadoras de prejuízos no elo mais fraco da cadeia de certificação. Neste caso o atendimento fica comprometido, tanto para a entidade auditora quanto para o cliente da certificação. O atendimento para a execução de serviços de certificação, muitas vezes, não é visto como um processo contínuo a ser cuidado por todo tempo de contrato, ou seja, três anos, que é a duração de um ciclo de certificação. É fato que um balanço nesse atendimento deve ser planejado, mas todos os clientes da certificação devem perceber que o atendimento comercial suporta o processo ao longo do período de contrato. Por exemplo: casos comuns ocorrem quando um cliente da certificação entra em contato com o seu organismo certificador e tenta identificar alguém para solucionar uma necessidade. Numa grande maioria de casos, o cliente acaba entrando em contato com os planejadores das auditorias, pois este é o único elo mantido durante o contrato, visto que a certificadora só tem esse canal de interação. O planejador não é comercial e não possui competência para cobrir todas as necessidades do cliente, muito menos tem tempo hábil para criar empatia, identificar necessidades e demonstrar bom atendimento. Pior ainda, não desmerecendo a área, em alguns casos o cliente da certificação tem como opção o representante da área financeira do organismo certificador para buscar esclarecimentos. A preparação do processo de certificação é composta de várias etapas, entre elas, o agendamento da auditoria e a identificação da equipe auditora. Essas etapas fazem parte das atividades de planejamento e logística, fundamentais para a realização da certificação, e é neste momento que ocorre uma forte interação entre o organismo certificador, a entidade auditora e o cliente da certificação. Normalmente, os prazos estabelecidos para execução das tarefas são ultrapassados. Por exemplo: a manutenção da semestralidade ou anualidade dos processos de verificação in loco ou a comunicação ao cliente de uma visita programada de auditoria. É certo que todos esses limites de prazos são estabelecidos, em sua maioria, nos procedimentos dos organismos certificadores, mas em muitos casos, não são efetivamente cumpridos. Essa falta de pontualidade causa freqüentemente, danos ao cliente da certificação. A aprovação do processo de certificação é estabelecido na NBR ISO 17021:2007, nos itens 7.2.1 e 7.2.9 que definem a necessidade de formação “de um grupo ou indivíduo que tome a decisão por aprovar, manter, renovar, estender, reduzir, suspender ou retirar a certificação …” Normalmente esse grupo é criado dentro da área técnica do órgão certificador. Em alguns casos, é o próprio comitê de imparcialidade, estrutura criada pelo organismo certificador com base na norma NBR ISO 17021, não vinculado diretamente a estrutura hierárquica da certificadora. Essa é outra antiga discussão. O uso da área técnica no processo de aprovação das certificações traz benefícios muito importantes para a agilidade do processo, visto a área técnica ser parte da estrutura operacional do organismo certificador. Por outro lado, a proximidade com as operações diárias e a necessidade de decisões rápidas, muitas vezes reduz o foco na imparcialidade o que, em alguns casos, pode levar a falhas no processo final de aprovação. O organismo certificador tem a responsabilidade por estabelecer o procedimento de aprovação da certificação com base na NBR ISO 17021. Um ponto importante é que a norma não especifica a formação desse grupo, apenas indica a competência mínima que deve ser estabelecida. É mais ou menos como acontece com a nossa conta de luz. Se suspeitarmos de erro de leitura no relógio, chamamos a concessionária e ela faz uma verificação e informa se ela errou ou não. O exemplo pode ser um pouco exagerado, mas foi usado para instigar a reflexão. Como citado anteriormente, essa discussão é antiga e muito já evoluiu dentro dos organismos certificadores, mas não podemos deixar de levantá-la para continuarmos buscando sua melhoria. Temos que criar uma sistemática ágil e imparcial.

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Dumping social na esfera trabalhista

Novo Sistema Target GEDWEB: a gestão do conhecimento tecnológico para a sua empresa

O novo GEDWEB se tornou um Portal Customizado das informações tecnológicas que a sua empresa necessita, disponibilizando a informação online atualizada para os usuários cadastrados em sua empresa. Ou seja, o que a sua empresa precisar de informação técnica para o seu dia a dia, como normas brasileiras, internacionais, regulamentos técnicos de qualquer país, publicações da ASQ, revistas técnicas e científicas, textos técnicos, jornais internos da empresa, cursos oferecidos para a participação dos funcionários, toda documentação organizacional, etc. A tecnologia oferecida permite a inserção de qualquer conteúdo desejado pela empresa e, o que é melhor, monitorado e atualizado online. A empresa fica com o seu GEDWEB personalizado. Clique no link para mais informações.

Marcia Bello

Muito tem se falado recentemente sobre as práticas de dumping social. Condenações recentes em indenização foram noticiadas pela mídia, como aquela imposta ao Magazine Luiza pela Justiça do Trabalho de Franca, no interior de São Paulo, ao pagamento de R$ 1,5 milhão por dano moral coletivo, após o Ministério Público do Trabalho ter efetuado 87 autuações, principalmente, pela empresa submeter seus empregados a jornadas de trabalho excessivas e desrespeitar intervalos legalmente previstos. A decisão foi objeto de recurso. Outro caso que se tem notícia é da Vara do Trabalho de Mineiros (GO), que condenou a Marfrig Alimentos a pagar indenização a um ex-empregado pelo fato da empresa ter praticado propaganda enganosa por não seguir o seu código de ética e determinou a publicação de um informe publicitário sobre a condenação. O ex-empregado pleiteava, dentre outros pedidos, horas extras por alegar ter trabalhado 16 horas diariamente, sem folgas e a indenização de R$ 20.000,00 foi deferida sem existir pedido específico.

Mas, afinal, o que é o dumping social? Na verdade, trata-se da prática reiterada pela empresa do descumprimento dos direitos trabalhistas e da dignidade humana do trabalhador, visando obter redução significativa dos custos de produção, resultando em concorrência desleal. A empresa que pratica o dumping é vista como fraudadora vez que, lesando os direitos dos trabalhadores, reduz o custo de preços e serviços, o que resulta também em lesão a outros empregadores, que cumprem seus deveres trabalhistas e que ao final acabam sofrendo perdas decorrentes da concorrência desleal. A prática do dumping social tem sido considerada pelos estudiosos do tema e pela grande maioria dos Magistrados, especialmente aqueles que atuam em primeira instância, como prejudicial a toda a sociedade, configurando ato ilícito, conforme autorizado pelos artigos 186, 187 e 927 do Código Civil.

Exemplos de dumping social se verificam na ausência de concessão de intervalos regulares na jornada de trabalho, pagamento incorreto das horas extras, elastecimento da jornada de trabalho além do limite legal previsto e até a precarização da prestação de serviços, colocando em risco a saúde dos empregados por falta de cumprimento das normas de segurança do trabalho. Analisando as recentes decisões da Justiça do Trabalho, o que se observa é que em primeira instância os Juízes têm imposto condenações em indenizações por dumping social sem que a parte autora tenha pleiteado e sem que exista prova concreta, o que tem sido, na maior parte, reformado pelos tribunais regionais. E estas condenações tem se tornado cada vez mais frequentes, o que gera uma preocupação e insegurança, na medida em que a empresa, embora cumpridora dos seus deveres legais, pode ser acusada sem provas e por presunção, apenas tomando-se por base o critério de já ter sido acionada outras vezes na Justiça do Trabalho pelos mesmos motivos. Há apenas uma “presunção” do Magistrado de que a empresa cometeu ilicitudes e em decorrência disto obteve vantagens comerciais diante dos concorrentes. Seria prudente que o Magistrado acionasse o Ministério Público do Trabalho para a apuração de cometimento de eventual ato ilícito pela empresa, bem como para constatar se ela obteve mesmo vantagens diante da concorrência, e não simplesmente impor a condenação por mera presunção.

Fazendo-se uma comparação entre o que vem ocorrendo na Justiça Trabalhista em relação ao comércio exterior, há a obrigatoriedade de uma investigação para se verificar a prática de dumping e compete à Secretaria do Comércio Exterior (SECEX), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, conduzir as investigações, conforme procedimentos previstos na Lei 9.079/1995 e no Decreto 1.602/1995. Deste modo, se há a utilização do termo “dumping” pela Justiça do Trabalho, trazida da área de comércio exterior, coerente que se proceda igualmente a uma investigação antes de se estabelecer condenações nem sempre justas, apenas por mera presunção. E constata-se que a condenação por dumping social pode decorrer de uma amplitude muito grande de assuntos, que vai desde o descumprimento de jornada de trabalho, da contratação de empresas prestadoras de serviços (terceirização) para atividade-meio, inobservância de normas de segurança e medicina do trabalho e tantos outros. O assunto tem gerado uma preocupação para as empresas e no âmbito preventivo, demanda maiores cuidados no cumprimento da legislação trabalhista, devendo o empregador manter um rigoroso monitoramento das reincidências de pedidos nas ações judiciais para se o caso efetuar ajustes operacionais internos de modo a se evitar novas reclamações e eventuais procedimentos investigatórios pelo Ministério Público do Trabalho.

Marcia Bello é coordenadora de relações do trabalho do escritório Sevilha, Andrade, Arruda Advogados – www.advsevilha.com.br

A credibilidade dos sistemas de certificação (parte 1)

E-BOOKS DA AMERICAN SOCIETY QUALITY (ASQ)

A Target e a American Society for Quality (ASQ), maior entidade mundial na área da Qualidade, firmaram uma parceria que prevê a venda dos e-books online da ASQ no seu site (veja aqui o catálogo ASQ/Target). São mais de 200 publicações que serão oferecidas a fim de fornecer ao mercado técnico brasileiro o melhor conteúdo sobre gestão, qualidade, normalização, etc. Essa parceria torna a Target um distribuidor autorizado no Brasil das publicações renomadas da ASQ. É uma oportunidade para que profissionais brasileiros obtenham as publicações da ASQ com o mesmo preço dos Estados Unidos online, o que vai garantir e eles um diferencial competitivo internacional. Atualmente, no site da Target o cliente já pode comprar as normas técnicas nacionais e internacionais online, bastando se cadastrar, inserir os dados de um cartão de crédito válido, escolher o produto ASQ e receber autorização para comprar com um clique e acessar as publicações escolhidas. Todas essas ações de aproximação da entidade com os parceiros internacionais vêm ampliando as fronteiras de atuação da ASQ fora da América do Norte, o que vem sendo feito desde 1996. Muitas companhias se tornaram globais e precisam estar atualizadas quanto ao avanço da gestão pela qualidade em outros países, precisam de informações globais. Assim, a visão da ASQ é tornar a qualidade uma prioridade global, pois há um mercado amplo e que precisa das ferramentas de gestão pela qualidade, principalmente nos países em desenvolvimento. A ASQ está preocupada em desenvolver serviços e produtos focados no mercado local, de forma personalizada e atrativa para cada região.

Confira abaixo o catálogo ASQ/Target

Roberto Ricardo Machado de Andrade, WB Produção e Consultoria – roberto.andrade@wbbra.com.br

Há uma necessidade indiscutível de independência, ética, credibilidade e valor agregado que devem nortear todos os processos e etapas de certificação. Essa discussão passa por todos os atores do sistema de gestão da certificação e pode ser o ponto de partida para debates mais amplos e aprofundados.

Órgão normalizador – Muito se fala de organismos certificadores que têm em sua corporação atividades de consultoria, o que demonstra falta de independência e conflito de interesses em relação às atividades de certificação. Esse item é antigo demais para ser discutido. Já foi tema, inclusive, de revisão de norma e guias do IAF e da ISO.

Por outro lado, fala-se pouco de organismos normalizadores que tem ligados a sua corporação organismos certificadores. Este caso, pouco explorado pelas partes interessadas, também revela falta de independência. Na realidade, a entidade certificadora é uma captadora de, podemos dizer, novos produtos, quando esta vai ao mercado e identifica novas oportunidades de geração de normas. Certamente é muito mais ágil um trâmite corporativo, ou seja, entre partes de um mesmo grupo do que um organismo certificador sem a estrutura de normalização.

O grau de independência não é o ponto que está sendo levantado aqui, e sim a independência no sentido completo de seu significado. A integração das normas de sistema de gestão é um tema atual e crescente nas demandas dos clientes da certificação. O custo e benefício de um sistema de gestão integrado comparado a um sistema de gestão combinado, onde estruturas, recursos e controles dos requisitos de cada norma praticamente não interagem, é claramente vantajoso para os clientes da certificação. Identificam-se no mercado algumas ações normativas no sentido da integração. Por exemplo: a “PAS 99:2006 – Especificações de requisitos comuns de sistemas de gestão”, especificação técnica publicada pelo BSI, que surge como um esforço para a integração. O interessante é que essas iniciativas não surtem o efeito de planejamento desejado junto às normalizadoras.

A grande vantagem para a integração de sistema de gestão é o envolvimento de todos os atores do sistema no processo de integração. Não basta o cliente da certificação integrar os seus processos. Todos devem integrar as etapas e serviços relativos ao sistema, para que a integração renda os benefícios na sua totalidade. Um bom exemplo de desintegração são as revisões e emissões das normas de sistema de gestão, que poderiam seguir um cronograma integrado e seus requisitos comuns serem atualizados de maneira uniforme ou pelo menos homogênea.

Observa-se no mercado uma dispersão enorme de esforços dos clientes da certificação, devido às revisões de normas. Essa defasagem de tempo na revisão entre normas gera custos elevados para a cadeia da certificação e principalmente para o cliente da certificação, o que resulta em perda de valor. Para cada revisão de uma norma, o cliente da certificação passa por análise crítica, adequações de seus sistemas e treinamentos para compreender as mudanças realizadas, entre outros esforços. Por outro lado, a certificação de sistemas de gestão integrados não viabiliza a emissão de um certificado único e acreditado para a integração realizada pelo cliente da certificação.

Em alguns casos, o organismo certificador emite um certificado de integração, o qual não é acreditado. Isso quer dizer que o cliente da certificação recebe um certificado acreditado para cada norma. Assim, se o cliente da certificação for certificado em três normas, por exemplo: NBR ISO 9001, 14001 e OHSAS 18001, terá de pagar por três certificados em separado, mesmo tendo o seu sistema declarado e avaliado como um sistema de gestão integrado (SGI).

Por fim, um pouco de reflexão num requisito técnico fundamental para a gestão da certificação é a determinação do tempo de execução de uma auditoria. Este requisito é tratado de maneira genérica na norma NBR ISO 17021, que transfere a responsabilidade pela sistemática de determinação do tempo de auditoria para o organismo certificador. Um documento complementar e mandatório do IAF – “IAF Mandatory Document for Duration of QMS and EMS Audits”, orienta os vários passos para a determinação dos tempos de auditoria para as normas NBR ISO 9001 e 14001. Alguns pontos para discussão podem ser levantados com relação, por exemplo, à ética e valores agregados ao processo de certificação, relacionados com o tempo de auditoria. O calculo do número de dias é um parâmetro técnico e não comercial, pois o organismo certificador pode utilizar esse parâmetro na negociação comercial; percentuais de redução são definidos, dependendo das características e complexidade dos processos do cliente da certificação, mas o organismo certificador oferece as reduções com base em procedimento próprio, ou seja, com critérios desenvolvidos pelo fornecedor do serviço; o organismo acreditador certifica o organismo certificador com base em critérios de auditoria e amostragem, e pode não identificar falhas no cálculo do número de dias de auditoria, até por que o procedimento de calculo do tempo de auditoria é da responsabilidade do organismo certificador.

Um exemplo clássico de interpretação da norma, e principalmente do documento mandatório do IAF, é que o documento indica duas condições para determinar a redução de tempo: primeira: “É esperado que a duração da auditoria envolvendo o planejamento e a preparação de relatórios não reduza a duração da auditoria na localização do cliente em menos de 80% do cálculo do tempo de auditoria.”; segunda: “É pouco provável que a redução na duração da auditoria exceda 30% do tempo estabelecido nas tabelas para SGQ e SGA.” Se verificarmos a aplicação dessas duas recomendações do documento mandatório do IAF, podemos nos surpreender. Determinados organismos certificadores calculam seus tempos de auditoria dando 20% de redução e outros, 30%. As interpretações, permitidas pela norma e documento dos organismos normalizadores, levam um parâmetro técnico a se transformar em uma variável comercial. Considerando, diretamente, um preço unitário, competitivo e igual, o organismo certificador que oferecer a redução de 30% terá mais chances de obter êxito na contenda por um cliente da certificação.

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Filed under: gestão em saúde, infecção hospitalar, Informação científica

Como reduzir as emissões de fluidos frigoríficos halogenados

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ISO 50001 – Gestão de Energia – Implantação da metodologia e estudo de casos práticos – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

A NBR 15976 – Redução das emissões de fluidos frigoríficos halogenados em equipamentos e instalações estacionárias de refrigeração e ar condicionado – Requisitos gerais e procedimentos (clique no link para mais informações) estipula os requisitos mínimos e os procedimentos para a redução da emissão involuntária de fluídos frigoríficos halogenados em equipamentos e instalações estacionárias de refrigeração, ar condicionado e bombas de calor, abrangendo a fabricação, instalação, ensaios, operação, manutenção, conserto e disposição final dos equipamentos e sistemas. No Anexo A da norma está especificado que há projetos de selos de eixo que não dependem das faces de carbono geralmente utilizadas. Selos de face dupla, ou de face única com características melhoradas de maneira a manter o carbono lubrificado, têm se mostrado eficazes e são recomendados. Convém que o projeto e a instalação do conjunto de selo minimizem a perda do óleo e evitem a perda direta de fluido frigorífico. A falta de lubrificação durante os períodos de parada pode fazer com que as faces de contato do selo fiquem secas e aderidas uma à outra. Em grandes sistemas é recomendada a utilização de uma bomba de óleo separada para lubrificar o selo antes da partida do compressor.

Os compressores abertos são tipicamente providos de selos retentores que requerem pressão positiva para funcionarem corretamente. Não sendo estes selos de face dupla, pode ocorrer vazamento durante a evacuação. Para evitar vazamentos, convém que sejam adotadas medidas de vedação temporária, como tampas para o selo ou calafetagem por massa plástica ao redor do eixo. O alinhamento dos eixos do motor e do compressor é elemento crítico para limitar o vazamento de fluido frigorífico; é afetado pelo tipo de acoplamento e pela velocidade e potência do motor. O maquinário frigorífico requer um alinhamento rigoroso para acomodar a dilatação térmica da carga e a variação de temperatura. Convém que os procedimentos de parada e partida assegurem que haja óleo para lubrificar as faces do selo. Pode ser necessário acionar a bomba de óleo e girar o eixo periodicamente durante os longos períodos de parada. Se isto não for possível, convém que os selos sejam inspecionados e lubrificados antes de dar partida ao sistema.

As vibrações causadas por pulsações do gás são mais bem controladas por um bom silenciador, colocado tão perto do compressor quanto possível. Para os compressores montados sobre molas, deve ser provida a eliminação das vibrações nas linhas de sucção e de descarga. Quando forem utilizados eliminadores de vibração tubulares, convém que estes sejam instalados em tubulação paralela ao eixo do compressor e firmemente ancorados na extremidade a montante do eliminador da linha de sucção e na extremidade a jusante da linha de descarga. A vibração excessiva de compressores e outros equipamentos podem causar vazamento de fluido frigorífico. Este efeito deve ser eliminado utilizando projetos adequados de montagem antivibração, eliminadores de vibrações e de balanceamento e/ou alinhamento, quando necessário. Convém que os materiais de construção e os métodos de projeto escolhidos previnam a emissão de fluido frigorífico durante a operação normal. Convém que os condensadores e evaporadores sejam projetados de forma a manter a carga de fluido frigorífico a menor possível. Convém que os condensadores resfriados a ar e os evaporadores sejam construídos com o menor número praticável de juntas e curvas de retorno. O método preferido de união é a solda.

A vibração excessiva pode causar falha nos tubos de evaporadores, casco e tubo. A vibração proveniente de qualquer das numerosas fontes pode causar a falha dos tubos. A ação de ebulição em evaporadores inundados pode causar vibração na frequência natural dos tubos, provocando desgaste excessivo nos suportes dos tubos e uma possível falha. Este problema pode ser evitado com o dimensionamento e o espaçamento adequados dos suportes. A velocidade excessiva do fluido em condensadores e evaporadores pode criar vibrações que provocarão uma falha prematura dos tubos. Precauções similares às acima descritas podem minimizar o problema. Uma velocidade excessiva do fluido nos tubos de condensadores e evaporadores pode levar a uma falha prematura por erosão. Com o aumento da velocidade, o potencial para a ocorrência de uma falha prematura aumenta em proporção ao quadrado da velocidade. Deve-se tomar o cuidado de manter as velocidades de projeto dentro dos valores recomendados pela boa prática para o material selecionado. Obstrução parcial, especialmente em condensadores, pode resultar em velocidades superiores à projetada para a vazão normal através do trocador de calor. O potencial para danos fica reduzido, limitando as velocidades.

Em aplicações em que a água de condensação poluída pode levar a uma falha prematura dos tubos, o uso de tubos com superfície interna lisa é recomendado. Uma filtragem apropriada pode reduzir a erosão causada por partículas estranhas no fluido. Um tratamento de água adequado pode minimizar os efeitos de elementos corrosivos no fluido. Os sistemas resfriados a água do mar são especialmente suscetíveis à corrosão, assim como alguns sistemas que utilizem água contendo traços de amônia ou organismos microbiológicos. Esses contaminantes irão atacar os tubos e também, possivelmente, os espelhos e os cabeçotes dos trocadores de calor, levando a vazamentos. Dispositivos para lavagem e inspeção são recomendáveis. Revestimentos especiais e tubos de materiais especiais podem ser necessários para minimizar o ataque a essas superfícies.

Qualidade de vida: a possibilidade de se diminuir a infecções hospitalares no Brasil

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26 de outubro de 2012 – 207ª Edição – Ano 2012

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Novo Sistema Target GEDWEB: a gestão do conhecimento tecnológico para a sua empresa

Com o novo GEDWEB, sua empresa tem acesso centralizado às normas técnicas, documentação empresarial, regulamentos, portarias, textos técnicos, publicações da American Society Quality (ASQ), publicações técnicas e científicas, revistas segmentadas, etc.

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NBR 14909: a manutenção dos recipientes transportáveis de aço para GLP

Essa norma fixa os requisitos mínimos para a manutenção de recipientes transportáveis de aço para gás liquefeito de petróleo (GLP).

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As normas técnicas ajudam a inovar, a explorar com sucesso as novas ideias e garantem a segurança de seu negócio

A normalização técnica, que teve seu início como mero processo mecânico, evoluiu e se tornou um meio para assegurar a intercambialidade e uma técnica de simplificação, e conservação de recursos e capacidade produtiva.

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IEC 62271-111: os requisitos para os comutadores de alta tensão

Essa parte 111 da norma trata dos religadores automáticos e interruptores em sistemas com correntes alternadas de até 38 kV, para operar sob tensões máximas de 1.000 V

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Target Gênius Resposta Direta: a solução para as suas dúvidas em normas técnicas

Esse novo produto da Target é um sistema inovador de perguntas e respostas sobre os requisitos obrigatórios das normas técnicas.

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Um método já consagrado para inativação de micro-organismos na indústria alimentícia, a alta pressão hidrostática, pode ser utilizado como alternativa para a esterilização de materiais hospitalares contaminados com a bactéria Mycobacterium abscessus – um patógeno causador de infecções hospitalares, que é muito resistente e de difícil tratamento. A proposta é do farmacêutico Ancelmo Rabelo de Souza, que investigou em laboratório diferentes condições de aplicação da técnica para conseguir a inativação completa da bactéria. A crescente incidência deste patógeno, bem como a sua gravidade clínica, foram as principais motivações do farmacêutico para o desenvolvimento da pesquisa de mestrado, apresentada no Instituto de Biologia (IB), da Unicamp, com orientação do professor Carlos Francisco Sampaio Bonafé.

Souza lembra que os materiais cirúrgicos e biofarmacêuticos, quando mal esterilizados, são fontes de infecções e geram graves doenças nas pessoas expostas a eles. Ademais, existe uma dificuldade muito grande em se conseguir descontaminar certos fômites hospitalares, principalmente, com o Mycobacterium abscessos, pelo fato de resistirem ao tratamento com a maioria dos agentes desinfetantes existentes. Neste sentido, a pesquisa desenvolvida pelo farmacêutico consiste em uma importante contribuição para o melhoramento em termos de segurança dos protocolos de esterilização. Nos métodos tradicionais de autoclavagem em que os materiais são submetidos a temperaturas médias de 121 ºC por até 30 minutos, os instrumentos podem ficar danificados, visto que nem todo material suporta temperaturas tão altas. Com isso, enumera Souza, esta é mais uma vantagem da técnica que garante a preservação do material por utilizar temperaturas mais amenas na esterilização. Um ponto a ser destacado é a ideia de se propor um método físico que já é utilizado para os alimentos, uma vez que a alta pressão hidrostática preserva as características como o sabor, odor e outras, fundamentais para o controle de qualidade dos alimentos. “A técnica foi introduzida na indústria alimentícia na década de 1990 no Japão. Portanto é um método já consolidado, sem riscos à saúde”, afirma. Também possui um nível de segurança muito positivo por não necessitar de reagentes químicos que possam alterar a qualidade do alimento e materiais hospitalares.

Para simular a esterilização, nos ensaios foram utilizadas amostras de PVC contaminadas com elevada concentração do Mycobacterium abscessus. Souza testou a pressão de 2.500 a 3.500 atmosferas em várias temperaturas e pH para selecionar as condições que atingem os melhores resultados. “Ao nível do mar a pressão é de uma atmosfera, o que dá para se ter ideia do nível de pressão a que submetemos as bactérias”, explica. Ele definiu o tratamento de -15ºC por 90 minutos, assim como o tratamento a 60º C por 45 minutos, como duas condições de inativação completa da bactéria, sem presença de agentes químicos. Anselmo Souza enfatiza que não se trata de redução, mas de inativação bacteriana. Essas condições foram as que apresentaram resultados interessantes para preservação de materiais.

Diagnóstico de câncer de mama: como enfrentar a doença?

O câncer de mama apresenta alta incidência entre as mulheres em vários países do mundo, incluindo o Brasil, aumentando especialmente após os 50 anos de idade. Porém, faixas etárias mais jovens também podem estar sujeitas a ter essa patologia. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, entre 2012 e 2013, ocorrerão em torno de 53 mil novos casos de câncer de mama no país, com aproximadamente 12 mil mortes. Assim, qualquer mulher pode estar sujeita a receber o diagnóstico de câncer de mama em algum momento de sua vida. Ter ânimo para enfrentar o tratamento pode ser importante para alcançar uma recuperação eficaz, segundo Marli Jacobsen, que teve o diagnóstico de câncer de mama no ano de 2010, realizou o tratamento e mostra-se sem sintomas da doença.

Marli comenta que o amor à vida e querer aproveitar ao máximo o que esta pode proporcionar foram as motivações para superar todas as fases de tratamento da doença. “Quem passa por uma situação de doença, como o câncer, precisa remodelar e ressignificar várias coisas de sua vida. A doença propiciou que eu pudesse pe rceber as coisas que são verdadeiramente importantes para mim, sejam elas as mais singelas”. O apoio das pessoas da convivência é outro fator que Marli coloca como importante. “A pessoa só vai sentir como a rede social que ela tem é significativa no momento da doença. Houve pessoas que eu não esperava e que se aproximaram de mim”.

Uma equipe médica eficaz e humanizada é outro ponto destacado. “Eu pude contar com uma equipe muito carinhosa e, ao mesmo tempo, que apresentou muita seriedade, tratando o meu caso com individualidade”, diz Marli. De acordo com o mastologista Dr. Felipe Zerwes, gestor da área de mastologia do ICMD, o tratamento para o câncer de mama engloba procedimentos cirúrgicos, quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia. “A eleição de uma abordagem de tratamento depende de uma avaliação individualizada da paciente, após a realização de uma série de exames, com a finalidade de alcançar resultados mais eficazes para cada caso”. Stephen Stefani, oncologista e pesquisador do ICMD, acrescenta que o diagnóstico precoce ainda é a melhor forma de se alcançar resultados promissores. “As mulheres devem realizar exames de rotina com frequência, ecografia mamaria ou mamografia. Recebendo um diagnóstico de câncer, devem procurar um especialista e iniciar o tratamento imediatamente”.

Vença o medo:

– Por mais difícil que possa ser o recebimento do diagnóstico de câncer de mama, deve-se buscar um especialista (oncologista/mastologista) imediatamente e iniciar o tratamento mais breve possível.

– Todas as orientações médicas para o tratamento da doença devem ser seguidas.

– Valorizar a vida e visar a recuperação podem fazer diferença.

– Buscar o apoio das pessoas da convivência é fundamental para a recuperação, informando-as desse momento difícil da vida.

– Tratar-se com uma equipe médica que inspire segurança e conforto sempre que possível.

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