A conformidade dos transformadores de potencial indutivos

A NBR IEC 61869-3 de 09/2021 – Transformadores para instrumento – Parte 3: Requisitos adicionais para transformadores de potencial indutivos é aplicável aos transformadores de potencial indutivos novos para utilização em instrumentos elétricos de medição e em dispositivos elétricos de proteção com frequência nominal de 15 Hz a 100 Hz. Os requisitos específicos para os transformadores de potencial trifásicos não estão incluídos nessa norma, mas, na medida em que sejam aplicáveis, os requisitos das Seções 4 a 10 se aplicam a esses transformadores e algumas referências a eles são incluídas nessas seções. Todos os transformadores devem ser adequados para fins de medição, mas, adicionalmente, certos tipos podem ser também adequados para fins de proteção. Os transformadores para dupla aplicação de medição e proteção devem cumprir com todos as seções dessa norma.

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Quais devem ser as marcações na placa de características?

Qual seria um exemplo típico de placa de características?

Como deve ser feito o ensaio de elevação de temperatura?

Como deve ser executado o ensaio de tensão suportável de impulso nos terminais primários?

A tensão suportável à frequência industrial nominal de curta duração deve ser de 3 kV (valor eficaz). Os valores padronizados de potência nominal a um fator de potência de 1, expressos em volt-ampères, são: 1,0 – 2,5 – 5,0 – 10 VA (faixa de carga I). Os valores padronizados de potência nominal a um fator de potência de 0,8 atrasado, expressos em volt-ampères, são: 10 – 25 – 50 – 100 VA (faixa de carga II).

A potência nominal de um transformador trifásico deve ser a potência nominal por fase. Para um determinado transformador, desde que um dos valores de potência nominal seja padronizado e associado a uma classe de exatidão padronizada, a declaração de outras potências nominais, que podem ser valores não padronizados, mas associados a outras classes de exatidão padronizadas, não é excluída.

A potência térmica limite nominal deve ser especificada em volt-ampères e os valores padronizados são: 25 – 50 – 100 VA e seus múltiplos decimais, referenciados à tensão secundária nominal com fator de potência unitário.

A potência nominal de enrolamentos destinados a serem conectados em delta quebrado com enrolamentos similares para produzir uma tensão residual deve ser especificada em volt-ampères e o valor deve ser escolhido a partir dos valores especificados nessa norma. A potência térmica limite nominal para enrolamento de tensão residual deve ser especificada em volt-ampères e os valores padronizados são: 25 – 50 – 100 VA e seus múltiplos decimais, referenciados à tensão secundária nominal com fator de potência unitário.

Onde uma potência térmica limite é atribuída a um enrolamento de tensão residual conectado em delta quebrado, convém notar que estes enrolamentos somente são carregados sob condições de falta e, portanto, por uma duração limitada. Como exceção à definição da potência térmica limite, é indicado que a potência térmica nominal de um enrolamento de tensão residual seja referenciada a uma duração de 8 h.

A classe de exatidão nominal inclui os requisitos de exatidão para transformadores de potencial indutivos monofásicos para serviços de medição. Para a designação de classe de exatidão para transformadores de potencial para serviços de medição, para os transformadores de potencial para serviços de medição, a classe de exatidão é designada pela porcentagem mais alta permitida do erro de relação à tensão nominal e carga nominal, especificada para a classe de exatidão considerada.

As classes de exatidão padronizadas para transformadores de potencial indutivos monofásicos para serviços de medição são: 0,1 – 0,2 – 0,5 – 1,0 – 3,0. As orientações sobre as classes de exatidão apropriadas serão incluídas em um anexo futuro. Os limites de erro de tensão e defasagem angular para transformadores de potencial para serviços de medição é o erro de tensão e defasagem angular à frequência nominal e não pode exceder os valores dados na tabela abaixo a qualquer tensão entre 80% e 120% da tensão nominal e com cargas

Qualquer valor de 0 VA a 100 % da carga nominal, a um fator de potência igual a 1 para a faixa de carga I. Entre 25% e 100% da carga nominal a um fator de potência de 0,8 atrasado para a faixa de carga II.

Os erros devem ser determinados nos terminais do transformador e devem incluir os efeitos de quaisquer fusíveis ou resistores que sejam uma parte integral do transformador. Para os transformadores com derivações no enrolamento secundário, os requisitos de exatidão se referem à maior relação de transformação, a menos que especificado de outra forma.

Para todos os transformadores de potencial destinados aos serviços de proteção, com exceção dos enrolamentos de tensão residual, deve ser atribuída uma classe de exatidão de medição de acordo com o especificado nessa norma. Adicionalmente, deve-se atribuir uma das classes de exatidão especificadas nessa norma.

A classe de exatidão para um transformador de potencial para serviços de proteção é designada pela porcentagem de erro de tensão mais alta especificada para a classe de exatidão considerada, de 5% da tensão nominal a uma tensão correspondente ao fator de tensão nominal. Esta expressão é seguida pela letra P.

As classes de exatidão padronizadas para transformadores de potencial para serviços de proteção são 3P e 6P, e os mesmos limites de erro de tensão e defasagem angular se aplicarão normalmente a ambos, 5% da tensão nominal e à tensão correspondente ao fator de tensão nominal. A 2% da tensão nominal, os limites de erro serão duas vezes os limites a 5 % da tensão nominal.

O erro de tensão e a defasagem angular à frequência nominal não podem exceder os valores da Tabela 302 disponível na norma, a 5% da tensão nominal e à tensão nominal multiplicada pelo fator de tensão nominal (1,2, 1,5 ou 1,9), com cargas de: qualquer valor de 0 VA a 100% da carga nominal, a um fator de potência igual a 1 para a faixa de carga I e entre 25 % e 100 % da carga nominal a um fator de potência de 0,8 atrasado para a faixa de carga II.

Os valores padronizados de tensão primária nominal de transformadores trifásicos e de transformadores monofásicos para uso em um sistema monofásico ou entre fases em um sistema trifásico devem ser um dos valores de tensão primária nominal, designados como sendo valores usuais na IEC 60038. Os valores padronizados de tensão primária nominal de um transformador monofásico conectado entre uma fase de um sistema trifásico e terra, ou entre um ponto neutro do sistema e terra, deve ser 1/√3 vezes um dos valores de tensão nominal do sistema.

O desempenho de um transformador de potencial como um transformador para serviços de medição ou proteção é baseado em sua tensão primária nominal, enquanto o nível de isolamento nominal está baseado em uma das tensões máximas para equipamento da IEC 60038. A tensão secundária nominal deve ser escolhida de acordo com a prática do local onde o transformador é utilizado.

Os valores dados abaixo são considerados valores padronizados para transformadores monofásicos em sistemas monofásicos ou conectados entre fases em sistemas trifásicos e para transformadores trifásicos. Com base na prática atual de um grupo de países europeus: 100 V e 110 V; 200 V para circuitos secundários estendidos. Com base na prática atual nos Estados Unidos e Canadá: 120 V para sistemas de distribuição; 115 V para sistemas de transmissão; 230 V para circuitos secundários estendidos.

Para os transformadores monofásicos destinados a serem utilizados em conexão fase-terra em sistemas trifásicos em que a tensão primária nominal é um número dividido por √3, a tensão secundária nominal deve ser um dos valores mencionados divididos por √3, retendo assim o valor da relação de transformação nominal. Quando o transformador for equipado com um tanque conservador ou tiver um gás inerte acima do óleo, ou for hermeticamente selado, a elevação de temperatura do óleo na parte superior do tanque ou da carcaça não pode exceder 55 K. Quando o transformador não possuir estes dispositivos, a elevação de temperatura do óleo na parte superior do tanque ou da carcaça não pode exceder 50 K.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 178 | Ano 4 | 30 Setembro 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 178 Ano 4
Edição 178 | Ano 4 | 30 Setembro 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
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A determinação das características de permeabilidade à água de geotêxteis

A NBR ISO 11058 de 09/2021 – Geotêxteis e produtos correlatos – Determinação das características de permeabilidade hidráulica normal ao plano e sem confinamento especifica dois métodos de ensaio para a determinação das características de permeabilidade à água normal ao plano, de uma camada única de geotêxtil ou produto correlato: o método da carga constante; e o método da carga variável.

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Como calcular a velocidade de fluxo?

Qual deve ser a aparelhagem para método de carga variável?

Quais são os exemplos de aparelhagens para o método da carga constante?

Qual o exemplo de variação do nível de água registrado com impressora analógica?

Para o manuseio dos corpos de prova, a amostra não pode ser dobrada e deve ser menos manuseada possível, a fim de evitar alteração na sua estrutura. A amostra deve ser mantida na posição horizontal, sem qualquer sobrecarga. Os corpos de prova devem ser retirados da amostra de acordo com a NBR ISO 9862.

Cinco corpos de prova devem ser cortados da amostra, e adequados às dimensões necessárias a serem utilizadas na aparelhagem de permeabilidade de água. Se for necessário determinar os resultados da média populacional por intervalo de confiança, o número de corpos de prova deve ser determinado de acordo com a ISO 2854.

Os corpos de prova devem estar limpos, livres de deposições na superfície e sem danos visíveis ou marcas de dobras. O princípio do método da carga constante envolve uma camada única de geotêxtil ou produto correlato sem carregamento mecânico é submetida a um fluxo unidirecional de água, normal ao seu plano, em um intervalo de cargas hidráulicas constantes.

Deve-se contar com uma aparelhagem que permita observar a presença de bolhas de ar na superfície do corpo de prova, com diâmetro interno mínimo de 50 mm, conforme os requisitos a seguir. A aparelhagem deve ser capaz de aplicar uma perda de carga hidráulica máxima de pelo menos 70 mm e manter uma carga hidráulica constante durante todo o ensaio, com água em ambos os lados do corpo de prova. Alguns exemplos de aparelhagens são mostrados na figura abaixo.

O diâmetro médio interno da aparelhagem deve ser conhecido, com exatidão de pelo menos 0,1 mm. O diâmetro da área ensaiada do corpo de prova deve ser igual ao diâmetro interno da aparelhagem. O diâmetro da aparelhagem deve permanecer constante a jusante e a montante do corpo de prova, em uma extensão de pelo menos duas vezes o seu valor. Mudanças abruptas no diâmetro interno devem ser evitadas.

Alternativamente, o fluxo de jusante pode ser descarregado em um reservatório com diâmetro de pelo menos quatro vezes o diâmetro da área ensaiada do corpo de prova. Neste caso, a distância entre o corpo de prova e a base do reservatório deve ser de pelo menos 1,5 vez o diâmetro da área ensaiada do corpo de prova.

Se o produto apresentar descontinuidades-padrão, estas devem aparecer pelo menos três vezes no diâmetro da área ensaiada do corpo de prova. Quando necessário, para evitar deformações visíveis, deve-se utilizar uma tela rígida de suporte, com fios de aproximadamente 1 mm de diâmetro e tamanho de malha de (10 ± 1) mm, posicionada a jusante do corpo de prova, durante o ensaio.

A perda de carga, medida em um ensaio sem o corpo de prova, mas incluindo a tela de suporte, deve ser menor que 1 mm para qualquer velocidade de fluxo. A água deve estar a uma temperatura entre 18 °C e 22 °C. Como a correção de temperatura (ver Anexo A) é válida somente para a condição de fluxo laminar, convém trabalhar o mais próximo possível dos 20 °C, para minimizar inexatidões associadas a fatores de correção inapropriados, no caso de fluxo não laminar.

A água não pode ser alimentada na aparelhagem diretamente de uma fonte principal, pois podem ocorrer problemas causados pela liberação de bolhas de ar, que podem ficar retidas na estrutura do corpo de prova. É recomendado que a água seja preferencialmente desaerada ou alimentada a partir de um reservatório de repouso. Não é recomendado que a água seja continuamente reciclada.

O oxigênio dissolvido na água não pode exceder a 10 mg/kg e deve ser medido no ponto de entrada da água na aparelhagem. A água deve ser filtrada se forem observadas partículas em suspensão ou deposições sobre o corpo de prova que possam inibir o fluxo ao longo do tempo. Deve-se usar um medidor de oxigênio dissolvido, ou aparelhagem de acordo com a ISO 5813, um cronômetro, com exatidão de 0,2 s, termômetro, com exatidão de 0,5 °C e recipiente de medida, de tamanho apropriado, para determinar o volume de água com exatidão de 1% da capacidade do recipiente.

Quando a vazão de água é determinada por medida de volume, um recipiente para determinação de volume com exatidão de 1% é requerido. Quando um medidor de vazão é utilizado, a vazão deve ser medida com exatidão de 5%. Quando o volume de água é determinado por sua massa, esta deve ser determinada com exatidão de 1%.

Para um sistema de medida para determinar a carga hidráulica aplicada, com exatidão de 3%, colocar os corpos de prova imersos em água com um agente surfactante não iônico em volume de 0,1% (1 mL/L), à temperatura do laboratório, agitar suavemente para remover as bolhas de ar e deixar em saturação por pelo menos 12 h. Colocar o corpo de prova na aparelhagem e assegurar-se da estanqueidade de todas as juntas.

Carregar a aparelhagem com água até uma diferença de carga hidráulica de 50 mm entre a jusante e a montante do corpo de prova. Cortar o suprimento de água e verificar se a carga hidráulica se equaliza em ambos os lados do corpo de prova em até 5 min. Caso isto não ocorra, investigar a possibilidade de existirem bolhas de ar retidas nas superfícies do corpo de prova e repetir a operação.

Se a equalização não puder ser alcançada em 5 min, indicar este fato no relatório. Se as características de permeabilidade completas de um geotêxtil ou produto correlato tiverem sido previamente determinadas, para efeito de controle, apenas um ensaio a perda de carga de 50 mm pode ser suficiente para determinar a velocidade-índice.

Ajustar o fluxo até atingir uma perda de carga hidráulica de (70 ± 5) mm e registrar este valor com precisão de 1 mm. Quando esta altura permanecer estável por um tempo mínimo de 30 s, realizar uma medida de vazão. Com um recipiente de medida, coletar a água passando em um período fixo de tempo e registrar o volume de água coletado com aproximação de 10 cm3 e o tempo com aproximação de 1 s.

É recomendado que o volume de água coletado seja no mínimo de 1.000 cm³ e o tempo de coleta no mínimo de 30 s. Quando a vazão for determinada por volume, o volume do recipiente não pode exceder duas vezes o volume de água coletado. Se um medidor de vazão for utilizado, recomenda-se que uma velocidade máxima proporcionando uma perda de carga de aproximadamente 70 mm seja selecionada.

A velocidade real deve ser obtida por meio da média de três leituras consecutivas, em um intervalo de tempo mínimo de 15 s entre leituras. Repetir o já descrito para quatro outros valores de perda de carga de aproximadamente 0,8; 0,6; 0,4 e 0,2 vez a máxima perda de carga, começando com o maior valor e terminando com o menor.

O mesmo princípio se aplica à velocidade, ao usar um medidor de vazão. Registrar a temperatura da água com exatidão de 0,5 °C. Repetir o descrito para cada um dos corpos de prova remanescentes.

O relatório deve conter as informações indicadas a seguir: número e ano de publicação desta norma brasileira, isto é, NBR ISO 11058:2021; laboratório de ensaio e, se requerido, o operador responsável; uma descrição do produto ensaiado de acordo com a NBR ISO 10320; área ensaiada do corpo de prova; quando da determinação plena das características de permeabilidade, um gráfico contendo as curvas plotadas para as velocidades de fluxo, v, e as perdas de carga, H, obtidas para cada corpo de prova; valor da velocidade-índice para a perda de carga de 50 mm (v-index) e, quando solicitado, os valores medidos para cada corpo de prova, a média amostral e os valores máximo e mínimo dos corpos de prova (ver Anexo C).

Deve-se incluir, ainda no arquivo: o intervalo de variação da temperatura da água; o tipo de água utilizada (destilada, desaerada, desmineralizada, filtrada) e valores do teor de oxigênio dissolvido; o tipo do medidor de vazão, quando utilizado; qualquer desvio observado em relação a esta norma; qualquer anomalia observada no comportamento hidráulico do produto. Adicionalmente, se requerido: os detalhes da aparelhagem utilizada, incluindo um diagrama; os dados experimentais e cálculos para cada corpo de prova podem ser tabelados. Exemplos são dados no Anexo D.

O ensaio de emissão acústica para a detecção de corrosão em fundos de tanques metálicos

A NBR 16997 de 09/2021 – Ensaios não destrutivos – Emissão acústica – Detecção de corrosão em fundos de tanques metálicos de armazenamento descreve o método de ensaio de emissão acústica (EA) para detecção e localização de áreas com processos corrosivos em fundos de tanques atmosféricos metálicos, construídos em aço-carbono, para armazenamento em serviço. Não se aplica à detecção de vazamentos.

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Por que fazer a manutenção e a verificação do sistema de medição de emissão acústica (EA)?

Para o ensaio, como deve ser feita a montagem dos sensores?

Como deve ser feito o processamento e a análise dos dados coletados?

O que deve ser incluído no relatório de ensaio?

Esse método de ensaio consiste em monitorar o fundo de tanques de armazenamento durante um período determinado, utilizando sensores de emissão acústica (EA) para detectar o processo corrosivo. Nessa norma são descritos os instrumentos e as técnicas para detectar e analisar a EA.

Outros métodos de ensaios não destrutivos (END) devem ser utilizados para confirmar a presença do processo corrosivo detectado por EA. Todas as etapas do ensaio devem ser descritas em um procedimento escrito e qualificado por profissional nível 3.

O excesso de ruído de fundo pode distorcer os dados de EA, impedindo a avaliação. O pessoal qualificado que realiza o ensaio deve estar atento às fontes comuns de ruído de fundo: contato mecânico do tanque com objetos (impacto, fricção, atrito); interferência eletromagnética (motores, máquinas de solda, guindastes) e interferência de radiofrequência; vazamentos em conexões de mangueiras ou tubulações; vazamentos no fundo ou no costado do tanque; partículas em suspensão no ar; contato de insetos, gotas de chuva, aquecedores, sprinklers, agitadores, detectores de nível, válvulas abertas e outros componentes dentro do tanque; reações químicas que ocorrem dentro do tanque e movimento hidrodinâmico de bolhas de gás; gotejamento proveniente do teto, devido à condensação de gases.

Se o ruído de fundo não for eliminado ou controlado, não é permitido utilizar este método de ensaio. Para as condições de ensaio, o tanque deve estar com o nível do produto adequado ao seu diâmetro e altura para a realização do ensaio. O tempo de repouso a ser adotado antes da coleta de dados deve ser conforme a tabela abaixo.

Para os tanques com isolamento térmico, deve ser aberta uma janela no isolamento para a instalação dos sensores ou guias de onda. A pessoa que executa o ensaio de emissão acústica deve atender aos requisitos da NBR NM ISO 9712.

Para o sistema de medição de EA, os requisitos para os sensores de EA são os seguintes: o pico da resposta em frequência dos sensores deve estar entre 20 kHz e 90 kHz; a sensibilidade mínima deve ser equivalente ou maior que 60 dB em referência a 1 V/(m∙s-1), para ondas superficiais ou ondas longitudinais, em situações de campo; os sensores devem ser protegidos contra radiofrequência e interferência eletromagnética por blindagem adequada ou por projeto de entradas diferenciais, ou ambos.

O invólucro metálico do sensor de EA deve estar isolado eletricamente da parede do tanque de armazenamento a ser ensaiado, seja por suas características próprias ou pela sua montagem no tanque. Os sensores devem ser estáveis na resposta em frequência e faixa de temperatura, e não podem exibir variações de sensibilidade maiores que 3 dB nesta faixa.

A quebra de uma barra de grafite com 0,5 mm de diâmetro, dureza 2H, a 50 mm do sensor (alternativamente 0,3 mm de diâmetro e à distância de 20 mm) deve gerar um sinal com amplitude de no mínimo 85 dB e a verificação dos sensores deve ser realizada conforme a NBR NM 341. Para os cabos de sinal, quando for utilizado sensor com pré-amplificador integrado, este requisito não se aplica.

Os requisitos para cabos de sinal acústico utilizados para conectar os sensores aos pré-amplificadores são os seguintes: os cabos de sinal conectados aos sensores e pré-amplificadores devem ser protegidos contra interferência eletromagnética; o comprimento não pode exceder 2 m, a menos que a perda de sinal seja aceitável. O acoplante utilizado deve fornecer transferência de sinal constante.

O método de verificação da qualidade da montagem deve ser informado. Os pré-amplificadores podem ser separados ou integrados ao sensor. Os requisitos para os pré-amplificadores são os seguintes: o ruído RMS do circuito do pré-amplificador deve ser menor que 7 μV; os pré-amplificadores devem ser estáveis na resposta em frequência e faixa de temperatura, e não podem exibir variações de sensibilidade maiores que 3 dB nesta faixa; a resposta em frequência dos pré-amplificadores deve ser compatível com a dos sensores, e o ganho dos pré-amplificadores não pode saturar a medição.

Os cabos de força e de sinal que fornecem força para o pré-amplificador e conduzem o sinal amplificado para o processador principal são os seguintes: os cabos de força e de sinal devem ser protegidos contra interferência eletromagnética; a perda de sinal não pode ser maior que 1 dB por 30 m de comprimento de cabo; para evitar a atenuação excessiva de sinal, recomenda-se que o comprimento do cabo não seja superior a 150 m.

A resposta em frequência dos filtros nos pré-amplificadores e no sistema de medição de EA deve ser compatível com os sensores de EA. Os requisitos para o sistema de medição de EA são os seguintes: número suficiente de canais para o tanque sob ensaio; para cada canal, registrar no mínimo os seguintes parâmetros: tempo de chegada, limiar, amplitude, contagem, MARSE, tempo de subida, duração e sinais; a coleta e o registro de sinais elétricos externos, como nível do líquido e temperatura; a frequência de amostragem individual de cada canal não pode ser menor que 10 vezes a resposta em frequência central do sensor; a incerteza da medição para o limiar acima de 40 dBEA deve ser de até ± 1 dB; a incerteza da medição para contagens deve ser de até ± 5%; a incerteza da medição para amplitude de pico acima de 40 dBEA deve ser de até ± 1 dB; a incerteza da medição para energia (MARSE) acima de 40 dBEA deve ser de até ±5%.

A incerteza da medição para as entradas paramétricas deve ser de até 2% da faixa total da escala. Se a localização da fonte delta T for usada, a resolução do tempo de subida, duração e tempo de chegada para cada canal deve ser pelo menos de 1 μs e o erro do tempo de chegada entre cada canal deve ser de até ± 3 μs.

O nível de ruído deve ser igual ou menor que 20 dBEA, na faixa de frequência entre 20 kHz a 90 kHz; a faixa dinâmica utilizável deve ser de até 65 dB. O instrumento deve ser capaz de processar, armazenar e exibir no mínimo 20 sinais por segundo em todos os canais.

O atraso e a exibição da chegada dos sinais de EA não podem exceder 10 s e o tempo de atualização em tempo real para todos os diagramas não pode ser superior a 5 s. Um alarme deve ocorrer se a taxa de sinais exceder a capacidade de processamento do sistema de medição;

Um aviso deve ocorrer quando o espaço de armazenamento estiver próximo do seu limite. Durante a aquisição de dados, o software de EA deve ser capaz de exibir os seguintes diagramas: qualquer parâmetro de EA versus tempo; um parâmetro de EA versus outro parâmetro de EA; e localizações planares do fundo do tanque.

O software de análise de EA deve fornecer funções para reproduzir e analisar os dados de ensaio de EA gravados. Antes de instalar os sistemas de medição de EA, o inspetor deve dispor de algumas informações. A especificação dos materiais do tanque sob ensaio, incluindo informações sobre revestimentos internos e/ou externos, e a presença ou não de anodos de sacrifício e serpentina.

Um desenho do tanque com detalhes suficientes para estabelecer as dimensões, localização das conexões e espessuras dos materiais e as condições de operação, como o tipo de conteúdo líquido, o nível máximo alcançado, a faixa de temperatura de operação e qualquer condição de sobrecarga ou anormalidade que possa ter ocorrido.

A medição e o registro do nível de produto durante o ensaio de EA, na maioria dos casos, podem ser utilizados sistemas de medição existentes. Deve-se verificar a existência de sprinklers de vapor ou de gás dentro do tanque, agitadores ou bombas submersas, válvulas abertas, movimento de sólidos em suspensão no líquido e reações químicas. Para temperatura ambiente inferior a 0 °C, deve-se ter o cuidado de eliminar o acúmulo de gelo, que pode causar EA durante o ensaio

O ruído de fundo deve ser o menor possível. O inspetor deve verificar e identificar todas as fontes potenciais de ruídos acústicos externos. Além disso, o inspetor responsável pela coleta de dados de EA deve restringir e controlar o acesso ao tanque sob ensaio.

A conformidade dos arames de aço redondos para forjamento a frio

A NBR 16984 de 07/2021 – Arames de aço redondos para forjamento a frio de parafusos, porcas, rebites e correlatos estabelece os requisitos para encomenda, fabricação, fornecimento e recebimento de arames de aço redondos para forjamento a frio de parafusos, porcas, rebites e correlatos.

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O que é recomendado constar no pedido de compra?

Como deve ser realizada a inspeção nos produtos?

Qual deve ser a dureza mínima de núcleo e temperatura de austenitização para avaliação da temperabilidade do arame?

Quais são as propriedades mecânicas do arame com tratamento térmico?

Os arames abrangidos por esta norma são classificados e designados de acordo com a sua composição química. Os arames de aço, fabricados conforme essa norma, devem ter características adequadas para o atendimento às exigências do processo de forjamento a frio e às exigências de aplicação do produto final.

Os aços fornecidos de acordo com esta norma podem ser fabricados em forno elétrico a arco, em convertedor LD ou em qualquer outro processo de aciaria, desde que atendam às exigências dessa norma. O processo de fabricação do aço deve ser informado ao cliente, caso este solicite no pedido de compra.

Para os arames de aço fabricados conforme essa norma, devem ser utilizados os fios-máquina fabricados conforme a NBR 6325. Os arames devem ser fabricados em aços com composição química conforme as NM 87, SAE J403 e SAE J404. Outros aços, quando solicitados no pedido de compra, também podem ser utilizados na fabricação de arames conforme essa norma.

Os aços para essa aplicação devem ser acalmados ao alumínio e/ou devem conter elementos refinadores de grãos, como nióbio, vanádio e/ou titânio. Quando solicitada, a temperabilidade no núcleo do arame deve ser conforme indicado na tabela A.1 disponível na norma.

A temperabilidade no núcleo deve ser obtida por meio de têmpera direta em óleo, com agitação, e o núcleo deve ser aquecido a 55 °C ± 15 °C, com tempo equivalente a 2 min por milímetro de diâmetro na temperatura de austenitização, conforme indicado na tabela A.1. O comprimento do corpo de prova deve ser de no mínimo 3 vezes o seu diâmetro.

Admite-se, nos aços-carbono não ligados, a adição dos elementos de liga Mn até no máximo 1,0% e de liga Cr até no máximo 0,35%, de forma a garantir a temperabilidade desejada. O material deve apresentar grão austenítico 6 ou mais fino, determinado de acordo com a NBR 11568 ou a ASTM E112. Os valores máximos admissíveis de inclusões, verificados conforme a ASTM E45, estão indicados na tabela abaixo.

A avaliação da descarbonetação de superfície deve ser feita de acordo com a NBR 11299 ou a SAE J419. Os arames de aço devem ser livres de descarbonetação total (Tipo 1), em todas as condições de fornecimento. O somatório das profundidades de descarbonetação parcial (Tipo 2 e Tipo 3) não pode exceder a 0,30 mm.

Qualquer outro valor de profundidade máxima de descarbonetação deve ser motivo de acordo prévio entre o fornecedor e o comprador. Não é necessário controlar a descarbonetação nas ligas com teores de carbono menores ou iguais aos do aço 1020.

Os arames de aço fornecidos no estado esferoidizado devem ter o grau de esferoidização dos carbonetos ≥ 70% para os aços de designação ≤ ao 1020 e ≥ 80% para os aços de designação > 1020, quando avaliados conforme a NBR 14677. O diâmetro nominal dos arames e as suas respectivas tolerâncias estão indicados na tabela abaixo.

O diâmetro nominal dos arames deve ser medido a partir de 20 mm da extremidade do rolo. A ovalização dos arames não pode exceder 50% da tolerância dimensional admissível.

A profundidade máxima admissível de defeitos de superfície remanescentes, determinados conforme a NBR 6928, é dada pelas equações a seguir, onde Dn é o diâmetro nominal, em milímetros. A largura máxima admissível é de 1,5 vez a profundidade máxima admissível. Os defeitos devem ser avaliados por ensaio metalográfico, conforme a NM 117. Grau 1: 0,07 + 0,006 Dn; Grau 2: 0,03 + 0,005 Dn.

Quando não for especificado o grau de superfície no pedido de compra, o material deve atender ao Grau 1. Qualquer outro valor de profundidade máxima de defeito admissível deve ser motivo de acordo prévio entre o fornecedor e o comprador.

As propriedades mecânicas para os aços sem e com tratamento térmico são apresentadas, respectivamente, nas Tabelas B.1 e B.2 (disponíveis na norma). As propriedades apresentadas são apenas orientativas, devendo ser objeto de acordo prévio entre o fornecedor e o comprador.

Para os aços não constantes no Anexo B, fornecidos sem e com tratamento térmico, as propriedades mecânicas devem ser acordadas entre o fornecedor e o comprador, e especificadas no pedido de compra. As exigências de características específicas, como faixas de propriedades mecânicas, microestruturas resultantes de tratamentos térmicos ou outras exigências especiais, devem ser especificadas no pedido de compra.

O material deve ser amostrado por corrida ou lote. A amostragem deve ser suficiente para atender aos requisitos dessa norma. A amostragem para a descarbonetação pode ser efetuada em qualquer rolo.

A descarbonetação pode ser medida em qualquer ponto da seção transversal, considerando-se o ponto de valor máximo. O corpo de prova para avaliação da temperabilidade no núcleo pode ser retirado de qualquer parte do rolo, com comprimento correspondente a no mínimo três vezes o diâmetro do arame, sendo a dureza verificada no núcleo da seção transversal e na metade do comprimento do corpo de prova.

A segurança e o desempenho dos termômetros clínicos para medição de temperatura

A NBR ISO 80601-2-56 de 09/2021 – Equipamento eletromédico – Parte 2-56: Requisitos específicos para a segurança básica e desempenho essencial de termômetros clínicos para medição de temperatura corporal se aplica à segurança básica e ao desempenho essencial de um termômetro clínico em combinação com seus acessórios, deste ponto em diante referido como Equipamento EM. Este documento especifica os requisitos gerais e técnicos para termômetros clínicos elétricos. este documento se aplica a todos os termômetros clínicos elétricos que são usados para medir a temperatura corporal de pacientes. Os termômetros clínicos podem ser equipados com interfaces para acomodar indicadores secundários, equipamento de impressão, e outros equipamentos auxiliares para criar sistemas EM. Este documento não se aplica a equipamentos auxiliares. O equipamento EM que mede uma temperatura corporal está dentro do escopo deste documento.

Não especifica os requisitos para termógrafos de triagem destinados à utilização em triagem individual não invasiva de temperatura febril humana de grupos de humanos individuais em condições ambientais internas, que são apresentados na NBR IEC 80601-2-59. Caso uma seção ou subseção seja especificamente pretendida a ser aplicável a equipamentos EM apenas, ou a sistemas EM apenas, o título e o conteúdo dessa seção ou subseção o dirá. Se esse não for o caso, a seção ou subseção aplica-se tanto a Equipamentos EM quanto a sistemas EM, conforme pertinente. Em resumo, o objetivo deste documento é o de estabelecer requisitos particulares de segurança básica e de desempenho essencial para um termômetro clínico, como definido e seus acessórios que são incluídos, pois a combinação do termômetro clínico e dos acessórios necessita ser segura e efetiva. Os acessórios podem ter um impacto significativo na segurança básica ou no desempenho essencial de um termômetro clínico.

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Quais são os requisitos adicionais para a exatidão de controles e instrumentos?

Quais são os requisitos de desempenho laboratorial?

Como deve ser executada a validação da exatidão clínica?

Como fazer o cálculo da tendência clínica?

Este documento trata de termômetros clínicos elétricos, aqueles já disponíveis ou os que ainda serão disponibilizados. O objetivo de um termômetro clínico é avaliar a temperatura real de um local do corpo de referência. A temperatura do corpo do paciente é um sinal vital importante na avaliação da saúde geral, normalmente em combinação com a pressão sanguínea e a frequência de pulso.

Determinar se um paciente está sem febre, febril ou hipotérmico é um objetivo importante de um termômetro clínico, uma vez que estar febril sugere que o paciente está doente. Existem diferentes temperaturas em cada local do corpo de referência de acordo com o equilíbrio entre a produção, transferência, e perda de calor. A exatidão clínica de um termômetro clínico é verificada pela comparação de sua indicação de temperatura com aquela de um termômetro de referência, que tem uma incerteza especificada para medir a temperatura verdadeira.

Para um termômetro clínico de equilíbrio, a exatidão clínica pode ser suficientemente determinada sob condições laboratoriais que criam um estado de equilíbrio entre os dois termômetros. Para um termômetro clínico que opera no modo ajustado, somente a verificação laboratorial não é suficiente, uma vez que o algoritmo de ajuste para determinar a indicação de temperatura inclui as características do paciente e do ambiente.

Portanto, a exatidão clínica de um termômetro clínico que opera no modo ajustado tem que ser clinicamente validada, usando métodos estatísticos de comparação de sua indicação de temperatura com a de um termômetro clínico de referência, que possui uma exatidão clínica especificada ao representar uma temperatura de local do corpo de referência particular. Para um termômetro clínico que opera no modo ajustado, a exatidão laboratorial é verificada em um modo direto e a exatidão clínica é validada no modo ajustado (modo de operação) com um grupo suficientemente grande de indivíduos humanos.

A intenção deste documento é de especificar os requisitos e os procedimentos de ensaio para a verificação da exatidão laboratorial para todos os tipos de termômetros clínicos elétricos, bem como para a validação da exatidão clínica de um termômetro clínico que opere no modo ajustado. As embalagens do termômetro clínico e da sonda devem ser marcadas com as seguintes informações: local de medição e local do corpo de referência; detalhes que permitam ao operador identificar o modo de operação do termômetro clínico e o conteúdo da embalagem; exemplo de que esta embalagem contém um termômetro preditivo que estima a temperatura do paciente e 10 capas de proteção da sonda.

Se estéril, símbolo apropriado da ISO 15223-1:2016 (ver tabela 201.d.2.101, símbolos de 3 a 8). Para um termômetro clínico ou sonda com uma data de vencimento (data de validade), ISO 15223-1:2016, Símbolo 5.1.4 (ver Tabela 201.D.2.101, Símbolo 2). Quaisquer instruções especiais de armazenamento, manuseio ou operação. Para uma referência de modelo ou tipo específico, a indicação de uso único deve ser consistente. A conformidade é verificada por inspeção.

Um termômetro clínico deve ter marcações claramente legíveis com as seguintes informações: símbolo “°C” ou “°F” adjacente à indicação de temperatura, se não indicado no visor. Se a alternância entre graus Fahrenheit e graus Celsius for possível, a respectiva unidade de medida da indicação de temperatura deve ser indicada de forma inequívoca; local de medição destinado; que uma nova capa de proteção da sonda deve ser usada antes da próxima medição, se necessário, para manter o desempenho essencial. A conformidade é verificada por inspeção.

Um termômetro clínico deve expressar a temperatura em graus Celsius, °C, ou em graus Fahrenheit, °F, ou ambos. O termômetro clínico deve indicar claramente a unidade de medida. A conformidade é verificada por inspeção e ensaio funcional. As instruções para utilização devem incluir os seguintes itens: um resumo da especificação de uso conforme determinado pela IEC 62366-1:2015; o local de medição e o local do corpo de referência do termômetro clínico; se aplicável, o tempo de medição mínimo recomendado e o tempo mínimo entre as medições para cada local de medição pretendido; a faixa de indicação declarada para cada local do corpo de referência pretendido

Devem ser incluídas, ainda a exatidão laboratorial na faixa de indicação declarada e, se equipado, a exatidão laboratorial na faixa de indicação estendida declarada. Para termômetros clínicos pretendidos para serem usados com uma capa de proteção da sonda, as instruções para a aplicação da capa de proteção da sonda; a informação sobre o comportamento do termômetro clínico quando usado sem a capa de proteção da sonda; a informação sobre se o termômetro clínico é de modo direto ou um termômetro clínico de modo ajustado; h) se aplicável, as instruções para seleção e substituição da fonte de alimentação elétrica ou a substituição de bateria.

Incluir os detalhes da natureza e frequência de qualquer manutenção e/ou calibração necessária para garantir que o termômetro clínico opere de maneira adequada e segura; as informações sobre o descarte do termômetro clínico e de seus componentes. Exemplo: descarte de bateria ou da capa de proteção da sonda. Se o termômetro clínico ou suas partes forem pretendidas para uso único, incorporar a informação sobre características e fatores técnicos conhecidos pelo fabricante que poderiam representar um risco se o termômetro clínico ou suas partes fossem reutilizados. A conformidade é verificada por inspeção.

A menos que o termômetro clínico seja equipado com um modo de ensaio ou um modo direto, os documentos acompanhantes devem incluir o método de correção para obter temperaturas não ajustadas da indicação de temperatura medida no modo ajustado. As superfícies do termômetro clínico, sonda e acessórios que possam ser contaminadas com fluidos corporais durante condição normal ou condição anormal sob uma só falha devem ser projetadas para permitir a limpeza e a desinfeção ou limpeza e esterilização (requisitos adicionais são encontrados em NBR IEC 60601-1:2010 + Emenda 1:2016, 11.6.7, e IEC 60601-1-11:2015, Seção 8).

O termômetro clínico pode ser desmontado durante o processo de descontaminação. Os acessórios não destinados a reutilização estão isentos deste requisito. Além disso, os termômetros clínicos e gabinetes de sonda devem ser projetados para permitir limpeza e desinfecção da superfície para reduzir a níveis aceitáveis o risco de infecção de operadores, de pessoas em trânsito, ou do paciente.

As instruções para processamento e reprocessamento do termômetro clínico, da sonda e de seus acessórios devem estar em conformidade com as ISO 17664:2004 e ISO 14937:2009, e devem ser divulgadas nas instruções de utilização. As partes acessíveis de um termômetro clínico, sonda, suas partes ou acessórios que contenham ftalatos que sejam classificados como cancerígenos, mutagênicos ou tóxicos para reprodução devem ser marcados como contendo ftalatos, seja no próprio dispositivo ou na embalagem.

O símbolo da EN 15986:2011 pode ser usado. Se a utilização destinada de um termômetro clínico, sonda, suas partes ou acessórios incluírem tratamento de crianças ou tratamento de gestantes ou lactantes, uma justificativa específica para o uso desses ftalatos deve ser incluída no arquivo de gerenciamento de risco. As instruções para utilização de um termômetro clínico, sonda, suas partes ou acessórios que contenham tais ftalatos devem conter informações sobre riscos residuais para esses grupos de pacientes e, se aplicável, sobre medidas de precaução apropriadas.

A amostragem manual de petróleo, derivados de petróleo e biocombustíveis

A NBR 14883 de 08/2021 – Petróleo, derivados de petróleo e biocombustíveis – Amostragem manual descreve os procedimentos e os equipamentos para obtenção manual de amostras de petróleo, derivados e biocombustíveis à temperatura e pressão ambientes a partir do ponto de amostragem até o recipiente primário. Essa norma também inclui os procedimentos para amostragem de água livre e outros componentes pesados, associados com petróleo, derivados e biocombustíveis.

Não se aplica à amostragem de óleos isolantes e fluidos hidráulicos. Para a amostragem destinada à determinação de pressão de vapor, utilizar a ASTM D5842, em conjunto com essa norma. Para a mistura e o manuseio de amostras, utilizar a ASTM D5854. Para a descrição dos recipientes e preparação de amostras de combustíveis de aviação, ver ASTM D4306 e NBR 15216.

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Como deve ser construído o saca-amostras tipo garrafa?

Como deve ser feito o tubo pescador para amostragem de tambor ou barril?

Como devem ser os amostradores em tubulações?

Como devem ser feitos os acessórios de amostradores?

O uso deste método pode envolver equipamentos e materiais perigosos. Recomenda-se que o responsável pelo laboratório pesquise e oriente a aplicação das boas práticas das normas técnicas e dos requisitos das legislações de segurança, saúde no trabalho e ambiental antes de sua utilização.

O planejamento do ensaio deve identificar os riscos relacionados às tarefas a serem executadas, bem como a descrição das medidas de proteção necessárias e a estrutura do treinamento específico. Dependendo do ensaio, pode ocorrer exposição ao risco de acidentes, doenças e danos ambientais que exigem a aplicação de medidas preventivas e corretivas específicas.

Recomenda-se que, antes da realização do ensaio, as seguintes medidas sejam observadas: identificar os produtos químicos que devem ser utilizados no ensaio; analisar as fichas de informações de segurança de produtos químicos (FISPQ), de forma a identificar os riscos e especificar os equipamentos de proteção coletiva (EPC) e/ou individual (EPI) adequados; ter em mente que a exposição ocupacional a produtos químicos ocorre principalmente pela via respiratória e, secundariamente, pela pele e via digestiva; consultar o Anexo A para mais informações.

As amostras representativas de petróleo, derivados de petróleo e biocombustíveis são necessárias para determinar as propriedades físico-químicas. Essas propriedades podem ser utilizadas para a apuração de quantidade na transferência de custódia, controle de estoque e verificação do atendimento às especificações comerciais e regulamentares, entre outros processos.

Para os efeitos desta norma, é utilizado o termo produto para designar petróleo, derivados de petróleo e biocombustíveis. A execução dos procedimentos de amostragem é aplicada, em alguns casos, para a obtenção de uma pequena porção do produto que seja representativa do conteúdo do tanque ou recipiente.

Em outros casos, as amostras são especificamente destinadas a representar o produto em apenas um determinado nível no tanque, como superior, inferior, fundo ou amostra de saída. Devem ser tomadas precauções para manter a integridade da amostra, impedindo-a de ser contaminada por sujeira proveniente do amostrador, resíduos da limpeza do recipiente, condições climáticas e operações de transferência.

O procedimento de amostragem, o tipo de recipiente, a quantidade e os requisitos de manuseio da amostra são baseados nos ensaios a serem executados, em procedimentos relacionados à transferência de custódia e em requisitos de guarda da amostra. Embora esta norma forneça orientações relativas a determinados produtos e ensaios, os critérios para seleção, preparação, limpeza do recipiente, volume e armazenamento da amostra devem ser observados em cada método de ensaio.

O recipiente de amostra deve ser selecionado considerando-se o produto a ser amostrado, para se assegurar de que não haja interação entre o recipiente e o produto, de modo a não afetar a integridade de ambos. Os recipientes devem atender aos seguintes requisitos: não apresentar cavidades internas que possam reter produto; possuir superfície interna projetada para evitar corrosão, incrustação e aderência de água ou sedimento; ter abertura de tamanho adequado para facilitar o enchimento, a inspeção e a limpeza; possuir configuração que evite a perda de constituintes, podendo afetar a representatividade da amostra.

A seleção do tipo de recipiente de amostra deve considerar também os ensaios a serem executados. O tamanho do recipiente deve ser suficiente para conter o volume de amostra exigido e, salvo se estabelecido no método de ensaio, um espaço vazio para permitir a expansão térmica, a homogeneização e a mistura da amostra. Observar as orientações específicas dos métodos de ensaio.

Alguns tipos de amostra requerem procedimentos específicos de embalagem antes de serem transportados. O uso de garrafas de vidro atende à maioria dos requisitos de ensaios e de armazenamento de amostras. As garrafas de vidro incolores e transparentes permitem a inspeção visual da amostra quanto à turbidez, cor, água livre e impurezas sólidas, enquanto as garrafas de vidro âmbar proporcionam proteção às amostras fotossensíveis.

Para fechamento, devem ser usados tampas, batoques, selos ou outros dispositivos de material que não se deteriorem, não contaminem a amostra e evitem a perda dos seus componentes. Podem ser usados recipientes plásticos para óleo diesel, óleo combustível, óleo lubrificante, etanol, biodiesel, gasolina, querosene de aviação, querosene iluminante, petróleo, solvente, óleo mineral ou outros produtos de petróleo e biocombustíveis, desde que testes indiquem que não há problemas de solubilidade, absorção de água, contaminação ou perda de componentes leves e desde que o tempo decorrido entre a coleta e as análises não comprometa a integridade da amostra. Os recipientes de polietileno, de baixa densidade, não podem ser usados para armazenar amostras de hidrocarbonetos líquidos, a fim de evitar a contaminação da amostra ou a degradação do recipiente.

As amostras de óleos lubrificantes usados que foram submetidos à diluição com combustível não podem ser armazenadas em recipientes plásticos. Para fechamento, devem ser usadas tampas, batoques, selos ou outros dispositivos de material que não se deteriorem, não contaminem a amostra e evitem a perda dos seus componentes.

Recomendam-se frascos de polietileno de alta densidade sem costuras internas, não reciclados e com parede de espessura mínima de 1,5 mm. Os recipientes metálicos devem ter as costuras soldadas externamente, usando material que seja inerte ao produto a ser amostrado.

Traços do material de soldagem podem contaminar a amostra, podendo comprometer os resultados dos ensaios, como capacidade dielétrica, resistência à oxidação e formação de borra. As tampas devem prover um fechamento hermético em relação aos vapores. Em caso de utilização de tampas metálicas, estas devem ser do mesmo material do recipiente. Para combustíveis de aviação, devem ser utilizadas latas revestidas internamente com epóxi.

Os dispositivos e processos para amostragem manual que não necessitem que uma amostra seja transferida do recipiente primário para um recipiente intermediário são os mais indicados para a coleta de amostras representativas. Os dispositivos de amostragem de líquidos devem ser estanques para manter as características originais da amostra.

Os materiais utilizados para construção de dispositivos de amostragem e seus acessórios devem ser compatíveis com o produto amostrado e assegurar que não haja interação alguma entre o produto e o dispositivo de amostragem que possa afetar a integridade da amostra. Se houver qualquer dúvida sobre a aplicabilidade do dispositivo de amostragem para um produto específico, devem-se consultar os métodos de ensaio a serem executados. Alguns amostradores são denominados saca-amostras.

Os saca-amostras tipo alçapão deve ser projetado para que a amostra possa ser obtida entre 2,0 cm e 2,5 cm a partir do fundo ou em qualquer outro local específico dentro do tanque. Deve ser selecionado um amostrador com tamanho adequado em função do volume de amostra necessário, e que seja capaz de penetrar no produto até o nível exigido, equipado mecanicamente para permitir o seu preenchimento até qualquer nível desejado, bem como seja capaz de ser retirado sem contaminação da amostra.

O amostrador pode possuir: seção transversal uniforme e fechamento no fundo; hastes de extensão para obtenção de amostras em níveis correspondentes ao requerido para altas conexões ou de amostras para determinar água e sedimentos em níveis elevados; medidor de água e sedimentos para determinação da altura destes no amostrador; visor, para ser usado quando for tomada a temperatura e a massa específica do produto; dispositivo de abertura para vencer a tensão sobre a válvula ou obturador em qualquer nível desejado; uma corda marcada para que a amostra possa ser coletada em qualquer profundidade na seção transversal vertical do tanque; um gancho para pendurar o amostrador verticalmente na escotilha; e uma torneira para obtenção de amostras para determinação de água e sedimentos, espaçadas nos marcadores de nível 10 cm e 20 cm.

O saca-amostras tipo cesta (amostrador) deve ser construído em um metal redutor de centelha, com dimensões apropriadas para o recipiente, normalmente, uma garrafa de 1 L. A garrafa deve possuir um diâmetro de abertura de boca suficiente para o enchimento de maneira adequada.

O sistema de içamento deve ser conectado ao amostrador de modo que uma rolha possa ser aberta por meio de um forte puxão. Um dispositivo de restrição, como um tampão com um orifício perfurado, pode ser utilizado para restringir a taxa de enchimento. O aparelho deve ter peso suficiente para afundar prontamente no produto a ser amostrado.

Os amostradores, tipo cesta, podem ser usados para se obter amostras de níveis, de todos os níveis e corridas. A utilização de um amostrador tipo cesta, ou qualquer processo de amostragem que evite a necessidade de transferir a amostra para um recipiente intermediário, é mandatória para amostras destinadas aos ensaios de volatilidade.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 174 | Ano 4 | 2 Setembro 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 174 Ano 4
Edição 174 | Ano 4 | 2 Setembro 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
Confira os 12 artigos desta edição:
As três funções da avaliação da conformidade para atender os requisitos
A Qualidade dos utensílios domésticos metálicos para uso em forno e fogão
Gestão em saúde: a tireoide é fundamental para o equilíbrio do organismo
As técnicas conformes do ensaio por correntes parasitas em materiais metálicos
O que uma empresa precisa saber para investir em cloud computing
Mobilidade urbana: a tecnologia traz soluções para o futuro das cidades
Target Adnormas
O ensaio de radiografia para detecção de descontinuidades em fundidos
Como implementar um robô em uma fábrica
As ferramentas diamantadas devem ser produzidas conforme a norma técnica
A telemetria para a gestão de máquinas móveis na indústria de base
A IoT industrial representa o futuro da manufatura digital
A avaliação biológica das cerâmicas usadas em dispositivos médicos

As especificações normativas das locomotivas com tração diesel-elétrica

A NBR 16971 de 05/2021 – Locomotiva diesel-elétrica – Requisitos gerais estabelece os requisitos gerais para a especificação de locomotivas com tração diesel-elétrica, baseado na necessidade em aderir às dimensões da via, aparelhos de mudança de via e demais componentes da via permanente e ao material rodante, permitindo o acoplamento a qualquer vagão ferroviário e ou locomotiva existente no país, respeitando-se as diferenças entre as bitolas. É aplicável às locomotivas fabricadas após a sua data de publicação.

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Qual deve ser a demanda de aderência (DA) de uma locomotiva?

Qual é o peso aderente corrigido (PC) de uma locomotiva?

Qual é a taxa de frenagem de uma locomotiva?

Qual é a resistência total ao avanço da locomotiva?

Os itens ou componentes da locomotiva devem atender rodeiro: NBR 5565; sistema de vigilância: NBR 12754; buzina (pressão sonora): NBR 16447; gabarito: NBR 12915; altura do engate: NBR 16444; contorno do engate: NBR 16086; bateria de chumbo ácido: NBR 16786; bateria alcalina: NBR 16825. O Anexo A contém o método de cálculo da lotação do trem (peso bruto do trem, rebocável pela locomotiva no trecho considerado).

A designação das extremidades e lados da locomotiva deve ser conforme a AAR RP-514. A identificação dos eixos e rodas deve ser conforme a AAR RP-5523. O raio mínimo de inscrição em curvas deve ser especificado pelo comprador. A altura entre a parte mais baixa da locomotiva, tomada a partir do topo do boleto do trilho, não pode ser menor que 64 mm, medida com as rodas em última vida (rodas gastas).

As locomotivas em serviço de linha devem ser equipadas com farol de iluminação externa em ambas as cabeceiras (frente e ré), a fim de permitir a visão noturna da via permanente e da sinalização. Cada farol, quando ligado, deve produzir uma intensidade de pico de pelo menos 200.000 cd (candela) e produzir pelo menos 3.000 cd, em um ângulo de 7,5°, e pelo menos 400 cd em um ângulo de 20°, a partir da linha central da locomotiva, quando a luz é orientada paralelamente com os trilhos da via. Cada farol deve ter capacidade mínima para iluminar uma pessoa em pé sobre a via permanente, que esteja a 240 m de distância da locomotiva.

As locomotivas empregadas nos serviços de manobra devem ser equipadas com farol de iluminação externa em ambas as cabeceiras (frente e ré), a fim de permitir a visão noturna da via permanente e da sinalização. O farol, quando ligado, deve produzir uma intensidade de no mínimo 60.000 cd.

Cada farol deve ter capacidade mínima para iluminar uma pessoa em pé sobre a via permanente, que esteja a 90 m de distância da locomotiva. Os faróis podem ser compostos por uma ou duas lâmpadas incandescentes, alógenas ou de LED. As demais luzes externas de sinalização devem ser requisitos do comprador.

O combustível utilizado para o motor de combustão interna deve ser o óleo diesel. O motor a combustão interna deve operar satisfatoriamente com óleo diesel da classificação B, conforme a legislação vigente. A classificação dos combustíveis para os motores a combustão interna é feita pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A taxa de frenagem deve ser conforme a AAR RP-509. O freio de estacionamento deve atuar com um mínimo de duas sapatas de freio em um truque. A taxa de frenagem deve ser de no mínimo 10%. No caso de aplicação manual, a taxa de frenagem mínima deve ser assegurada com uma força máxima de 730 N aplicada no volante de acionamento.

A torneira angular do encanamento geral deve ser conforme a AAR S-470. As torneiras angulares devem ser montadas de modo a possibilitar o desacoplamento das mangueiras do encanamento geral, de forma suave, quando houver afastamento relativo entre dois veículos adjacentes, sem necessidade de interferência manual.

A posição da torneira angular não pode interferir no movimento de abertura lateral (angular) do engate, a fim de evitar danos a ela. A posição da torneira angular deve permitir a sua operação de forma segura e ergonômica.

A locomotiva deve ser dotada de equipamento de freio pneumático, que permita a operação independente do freio da locomotiva e do freio do trem, bem como do freio da composição, concomitantemente. A aplicação do freio da composição deve ocorrer pela queda de pressão do encanamento geral.

O controle do freio deve ocorrer pela existência de dois manipuladores de freio, sendo um manipulador para o comando do freio independente, denominado independente da locomotiva, e outro manipulador para o comando do freio da composição, denominado automático. O manipulador do freio independente deve ser capaz de promover o alívio do freio da locomotiva, quando o freio da composição estiver comandado pelo freio do manipulador automático (bail off).

O conjunto pneumático do freio deve promover o controle do freio da composição pelo manipulador automático, por meio da queda de pressão no encanamento geral de freio ou sinal elétrico. O conjunto pneumático de freio deve promover o controle do freio da locomotiva pelo manipulador independente, por meio de aplicação direta de pressão no cilindro de freio da locomotiva.

O conjunto pneumático do freio deve promover a automanutenção da pressão do encanamento geral. O conjunto pneumático do freio deve ser equipado com um volume de ar equilibrante, representativo do volume do encanamento geral. A queda de pressão do encanamento geral deve seguir a queda de pressão do volume equilibrante.

O comando do manipulador automático deve ocorrer mediante atuação no volume equilibrante, sendo que o encanamento geral deve repetir a pressão do volume equilibrante. O conjunto pneumático do freio deve permitir o uso de unidades múltiplas de tração, havendo a possibilidade de ser comutado em modo comandante ou comandada.

Em modo comandada, a locomotiva deve responder aos comandos do freio de uma locomotiva comandante, de forma automática. O sinal de comando deve ser pneumático e efetuado por meio do encanamento de freio acoplado entre as mangueiras das unidades que compõem a unidade múltipla.

O uso de controle tipo potência distribuída, no caso de equipamento de freio eletrônico, é requisito do comprador. As posições do punho dos manipuladores e as condições de pressão no cilindro de freio da locomotiva e do encanamento geral são indicadas nas figuras e na tabela abaixo.

O conjunto pneumático do freio deve prever a instalação de duas válvulas de aplicação de emergência, conectando diretamente o encanamento geral para a atmosfera e de comando manual. Uma válvula deve ser montada no posto do maquinista e uma deve ser montada na posição destinada ao maquinista auxiliar.

O conjunto pneumático do freio deve prever a instalação de duas válvulas de descarga de abertura rápida, conectadas diretamente no encanamento geral, atuadas pela sensibilidade de rápida queda de pressão do encanamento geral, a fim de acelerar o esgotamento do encanamento geral para a atmosfera em aplicações de emergência. O conjunto pneumático do freio deve permitir a recepção de sinais elétricos que permitam a aplicação dos freios de serviço e de emergência, oriundos de outros dispositivos de vigilância e segurança.

As condições de inibição do corte de tração ou frenagem dinâmica, devido a uma aplicação de emergência ou penalidade, devem ser configuráveis. Recomenda-se que a arquitetura básica do conjunto pneumático do freio seja conforme as AAR RP–505 e AAR RP-508.

Um dispositivo de preparação para reboque de locomotiva morta deve ser previsto, sendo que o seu comando deve ser acessível pelo operador. Esse dispositivo deve permitir o uso de lacre.

O sistema de geração e armazenamento de ar comprimido deve ser conforme a AAR RP-546. A mangueira do encanamento geral (EG) deve ser conforme as AAR S-436 e AAR S-441. Os vazamentos no reservatório principal e em suas tubulações não podem exceder uma média de 3 psi/min, por um período de 3 min, após a pressão ter sido reduzida para 60% da pressão máxima de operação.

Com a locomotiva isolada do trem e com as torneiras do encanamento geral (EG) fechadas, o vazamento no encanamento geral não pode exceder 1 psi/min. Em aplicação de serviço total e com a comunicação com os cilindros de freio fechada, os freios devem permanecer aplicados por no mínimo 5 min.

Com a torneira de isolamento para o reservatório de controle fechada, a queda de pressão observada pelo seu manômetro não pode exceder uma média de 3 psi/min, por um período de 3 min. Deve-se instalar um aparelho de choque e tração, a fim de absorver a energia oriunda de choques normais de manobra de engate e desengate e choques normais do movimento dos trens.

O curso combinado de tração e compressão deve ser no máximo de 165 mm e deve produzir uma reação no mínimo de 2.200 kN em tração e de 3.550 kN em compressão, quando em máximo curso. A capacidade mínima deve ser de 20 kJ em tração e de 48 kJ em compressão. Deve ser fornecido o manual de manutenção e reparação dos componentes individualizados da locomotiva. Os componentes considerados não reparáveis ou cujo reparo implique na abertura de segredo industrial ou invasão de propriedade intelectual estão dispensados do manual de manutenção dos componentes.

O ensaio por correntes parasitas para as descontinuidades em materiais metálicos

A NBR 16979 de 06/2021 – Ensaios não destrutivos – Correntes parasitas – Detecção e dimensionamento de descontinuidades superficiais e subsuperficiais em materiais metálicos estabelece as técnicas para a execução do ensaio por correntes parasitas para a detecção e dimensionamento de descontinuidades superficiais e subsuperficiais (próximo da superfície) em materiais metálicos, inclusive suas juntas soldadas. Essas técnicas podem ser aplicadas sobre superfícies não revestidas e revestidas (não condutoras e não magnéticas), durante a fabricação e também para ensaio de equipamentos em uso. Essa norma também estabelece o procedimento para medição da espessura de camadas não condutoras e não magnéticas.

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Qual é o exemplo de padrão de referência para detecção e dimensionamento de trinca em material ferrítico revestido?

Como executar a medição de espessura de revestimentos?

Como deve ser feita a detecção de descontinuidades subsuperficiais?

Para a execução do ensaio, como deve ser a condição da superfície?

O procedimento deve ser concebido e qualificado para atender ao requerido pela seção do código de referência ou para detecção e dimensionamento das descontinuidades esperadas em equipamentos em uso. O ensaio por correntes parasitas deve ser executado conforme o procedimento escrito que deve no mínimo conter os requisitos listados na tabela abaixo. O procedimento escrito deve estabelecer valores ou faixas de valores para cada um dos requisitos.

Os procedimentos devem ser qualificados por demonstração, para atender aos requisitos de um código de referência, ou para detecção e dimensionamento de descontinuidades em equipamentos em uso. Uma alteração de variável no procedimento requer uma revisão ou adendo. No caso de alteração de uma variável essencial, o procedimento deve ser requalificado.

O usuário é responsável por atribuir o ensaio por correntes parasitas a profissionais qualificados de acordo com os requisitos das normas e códigos aplicáveis à situação. A qualificação de pessoal deve estar de acordo com a NBR NM ISO 9712 ou com uma norma equivalente apropriada ao nível requerido nos setores industriais relevantes.

O procedimento deve ser demonstrado nos corpos de prova e padrões de referência adotados para detecção e dimensionamento das descontinuidades reais esperadas. Se a execução do ensaio derivar da exigência de um código, o procedimento deve ser demonstrado de acordo com os requisitos da seção correspondente do código referenciado.

O aparelho de correntes parasitas deve possuir as seguintes características principais: armazenar, medir e apresentar a fase e a amplitude do sinal no plano de impedância; ter faixa de frequência do aparelho que permita uma adequada penetração no material que está sendo ensaiado; incluir recursos de congelamento do sinal na tela até que seja apagado pelo operador; ter sinal claramente visível em qualquer condição de iluminação esperada durante o ensaio; possuir controle de rotação de fase do sinal, em degraus não maiores que 10° e permitir a rotação total do sinal de 0º a 360º.

As sondas selecionadas para o ensaio devem ser capazes de no mínimo atender ao seguinte: detectar e dimensionar todas as descontinuidades artificiais dos padrões de referência e corpos de prova, representativas das descontinuidades esperadas no ensaio; ser capaz, junto com o cabo e o aparelho, na frequência definida, de apresentar a descontinuidade de menor profundidade, com altura correspondente a pelo menos 10% da altura da tela, com a mesma configuração; a amplitude do sinal correspondente à descontinuidade mais profunda deve ocupar pelos menos 50% da tela e ter relação sinal-ruído maior que 3; considerar a geometria do local a ser ensaiado e as dimensões da sonda, permitindo o acoplamento adequado a todas as superfícies a serem ensaiadas.

Os cabos que conectam o aparelho e a sonda devem ser projetados e montados para operar com estes componentes. Os cabos extensores podem ser utilizados entre a sonda e o aparelho, se a função sensibilidade e resolução do sistema como um todo for preservada.

Os itens do sistema de medição que devem ser periodicamente calibrados são os padrões de referência realizados por laboratórios que atendem aos requisitos da NBR ISO/IEC 17025. A periodicidade de calibração dos instrumentos de medição e dos padrões de referências depende da frequência e das condições de utilização. Recomenda-se que a periodicidade de calibração atenda ao especificado na NBR ISO 10012.

Qualquer avaria observada nos padrões de referência implica na necessidade de nova calibração, independentemente da periodicidade estabelecida. Os padrões de referência devem atender ao seguinte: ser fabricados com o mesmo tipo de material (propriedades eletromagnéticas) do componente a ser ensaiado; ser representativos das condições do ensaio (material, descontinuidades, geometria, etc.); possuir descontinuidades naturais ou artificiais representativas daquelas que são esperadas.

A forma do componente e o acesso da sonda às áreas de interesse sendo ensaiadas podem influenciar a sensibilidade do ensaio. Geometrias complexas, como juntas cruciformes ou chapas de reforço, devem ser ensaiadas considerando, além do acesso às superfícies de interesse, também a orientação relativa das descontinuidades.