Prêmio Internacional de Sustentabilidade Energética

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Informação fácil e correta economiza tempo e permite que organizações fiquem à frente de situações que podem afetar seus negócios.

 dia 28/06/2013

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José Rui Camargo, reitor da Universidade de Taubaté (Unitau), Ingomar Lochschmidt, cônsul comercial da Áustria para o Brasil, e Ederaldo Godoy Junior, assessor da Unitau.

O International Energy Globe Awards, um Prêmio Mundial para a Sustentabilidade, é o mais importante prêmio internacional de sustentabilidade energética promovido pela Energy Globe Foundation. O prêmio tem o apoio da Unesco, da United Nations Environment Programme, da WKO (Austrian Economic Chamber), da EREC (European Renewable Energy Council), da ISES (International Solar Energy Society), entre outros). Na edição 2013 do prêmio, mais de 100 países enviaram um total de 1.051 projetos.

Um júri internacional, presidido por Maneka Gandhi, avaliou todas as submissões e selecionou os vencedores nacionais de cada um dos 100 paises participantes. O projeto apresentado pela Universidade de Taubaté (Unitau), de autoria dos professores pesquisadores José Rui Camargo, Ederaldo Godoy Junior e do ex-aluno do Programa de Mestrado da Unitau, Jalmir Machado da Silva, foi escolhido como o melhor projeto do Brasil e foi homenageado com a conquista do Energy Globe National Award Brasil. A entrega do prêmio ocorreu em um jantar na residência do consul da Áustria em São Paulo, realizado no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente.

O projeto, denominado “Microcogeneration solar power-photovoltaic using waste heat through the thermoelectric Seebeck effect” é um sistema para aumentar a eficiência de painéis fotovoltaicos por meio da utilização de módulos de conversão termelétrica direta pelo efeito Seebeck, reaproveitando o calor residual e reconvertendo em energia elétrica. Agora o projeto da equipe da Unitau participa como finalista para a premiação mundial a ser realizada em Viena na Austria. Os cinco indicados em cada categoria são convidados e os vencedores serão anunciados na cerimônia.

O projeto informa que os painéis de geração de energia elétrica fotovoltaicos se aquecem quando expostos à luz solar e este aquecimento diminui a sua produção de energia, reduzindo sua eficiência. Este projeto apresenta uma solução para o problema, com reutilização desta energia térmica residual, convertendo-a também diretamente em energia elétrica por meio do efeito Seebeck.

Esse efeito consiste na transformação direta de energia térmica em energia elétrica com a utilização de módulos de conversão termelétrica direta que utilizam arranjos de materiais semicondutores. Estes materiais quando expostos a um gradiente de temperatura, geram uma diferença de potencial elétrico. A pesquisa envolveu a análise teórica dos fenômenos envolvidos, apresentando os modelos matemáticos de sistemas termelétricos e fotovoltaicos, analisando-se as curvas de tensão, potência e corrente elétrica geradas e também analisando-se a influência da temperatura em cada modelo.

Foram feitas simulações no modelo matemático, levando-se em conta os parâmetros de módulos termelétricos e de células fotovoltaicas reais, e testes laboratoriais. Foram desenvolvidos protótipos contendo módulos termelétricos instalados na parte inferior de um painel fotovoltaico, a fim de reaproveitar a energia térmica absorvida e transmitida por condução pelo painel. Dados foram coletados e analisados​​, observando-se a influência da temperatura em ambos os sistemas e validando a modelagem matemática. Os resultados mostram a viabilidade do projeto e a aplicabilidade dos modelos matemáticos nas análises.

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Como vencer o desafio das premiações e certificações enganosas

IEC 60601-1: os requisitos de segurança para os equipamentos eletromédicos

A norma IEC 60601-1 (para obter mais informações sobre essa norma internacional, clique no link) sofreu a sua terceira revisão e trata da segurança e eficácia dos equipamentos eletromédicos, sendo de importância crucial para os fabricantes de tais dispositivos médicos. Tanto mais que a 3 ª revisão entrou em vigor a partir de 1 de junho de 2012. Publicada pela primeira vez em 1977, a IEC 60601-1 representou uma importante revisão da IEC 6060, uma família de normas médicas para a segurança dos equipamentos. Esta norma faz parte da série IEC 60601 de padrões técnicos para a segurança e eficácia dos equipamentos eletromédicos e age como padrão pai para mais de 60 outras normas de dispositivos específicos. Para mais informações, clique no link http://www.target.com.br/portal_new/Home.aspx?pp=27&c=2831

credibilidadeComo reflexo da crise política e ética vivida pelo país na atualidade, igualmente apareceram vários oportunistas oferecendo prêmios e certificações de gestão sem nenhum valor. E o que é pior sem nenhuma credibilidade nos seus processos de auditoria e sem cumprimento obrigatórios dos requisitos das normas técnicas. A sociedade brasileira, em que pese os avanços já obtidos, historicamente não têm sido capaz de desenvolver instituições estáveis, que fomentem os intercâmbios eficientes e a produtividade no país. Os baixos índices de crescimento dos PIB nas três últimos décadas evidenciam que o Estado brasileiro para se modernizar e desenvolver-se necessita de reformas significativas na sua estrutura, com vista a modificar o perfil das suas instituições. Em relação à gestão dos serviços públicos, há um pressuposto que eficiência, eficácia e efetividade dos controles governamentais estão aquém daquela que seria desejável e isso tem contribuído para aumentar o grau de corrupção no país e o aparecimento de pessoas inescrupulosas que só querem levar vantagens em todos os setores.

“Quando ainda atuava como coordenador da qualidade, fui designado pelo meu chefe, aliás, sócio da empresa, a verificar como funcionava um tal prêmio da qualidade que a empresa tinha o direito de participar. Verificamos todos os dados, ele achou interessante e eu com toda a papelada nas mãos, entrei em contato pelo telefone. Atendente – “Premio X”… bom dia! Meu nome é “Atendente” e em que posso ajudar? Carlos E. – Aqui é da “empresa Y” e recebemos uma correspondência contendo algumas informações sobre um prêmio da qualidade. Como funciona? Atendente – O “Premio X” faz parte de nossas ações comemorativas pela conquista da qualidade pelas empresas. Para participar a empresa deve ser certificada pela ISO 9000. Depois deve passar por uma avaliação e após isso recebe o prêmio na nossa festa anual, onde podem participar os diretores da empresa e alguns convidados. Carlos E. – Interessante. E existe algum custo? Atendente – Bem… Como somos uma organização filantrópica, apenas pedimos uma contribuição de R$ 3.000,00 para a confecção de cartilhas educativas, que serão distribuídas em comunidades carentes. Carlos E. (meio desconfiado) – Cartilhas? Atendente – Sim. Essa cartilha contém todo tipo de informação sobre cuidados com saúde, como evitar as drogas etc, etc e tal. Carlos E. – OK. Entendi. E quando vai ser essa avaliação? Atendente – Olha Sr. Carlos, pelos dados que tenho no sistema, sua empresa já recebeu essa avaliação! Carlos E. – Aqui na empresa? Atendente (sentindo minha desconfiança) – Sim. A avaliação é feita na empresa. Muitas vezes pelo tamanho da empresa e pelo dia os avaliadores falam apenas com o pessoal mais operacional e o pessoal da qualidade. Carlos E. – Ah! Entendi, deve ser por isto que não vi ninguém. Bom. Vou passar essas informações para a diretoria e voltamos a conversar, ok? Muito obrigado. Desliguei o telefone, tomei um ar e relatei para meu chefe na ocasião. Detalhe que não mencionei: a empresa era pequena, cerca de 40 funcionários, e na qualidade trabalhávamos eu e mais três pessoas, onde seria impossível qualquer avaliação sem a minha presença”. (Carlos Eduardo Cardoso)

Nesse história contada por uma pessoa que vive o dia a dia dos processos de gestão pode-se perceber a grande dificuldade de as empresas diferenciarem a seriedade de um prêmio ou mesmo de uma certificação de gestão. Uma das primeiras medidas que pode ser tomada é saber como atua o seu organismo de certificação ou quem está oferecendo um prêmio se eles seguem normas técnicas. Uma delas poderia ser a NBR ISO/IEC 17021 de 05/2011 – Avaliação de conformidade – Requisitos para organismos que fornecem auditoria e certificação de sistemas de gestão (clique no link para mais informações) que contém os princípios e requisitos para a competência, coerência e imparcialidade da auditoria e certificação de sistemas de gestão e para os organismos que oferecem essas atividades. Os organismos de certificação que operam de acordo com essa norma não precisam oferecer todos os tipos de certificação de sistemas de gestão. A certificação de um sistema de gestão, como um sistema de gestão da qualidade ou ambiental de uma organização, é um meio de garantir que a organização implementou um sistema para a gestão dos aspectos pertinentes de suas atividades, alinhados com sua política. Essa norma especifica os requisitos para os organismos de certificação. O atendimento a estes requisitos tem a intenção de assegurar que os organismos de certificação operem a certificação de sistemas de gestão de maneira competente, coerente e imparcial, facilitando, assim, o reconhecimento de tais organismos e a aceitação nacional e internacional de suas certificações. Essa norma serve como base para facilitar o reconhecimento da certificação de sistemas de gestão, a fim de promover o comércio internacional.

A certificação de um sistema de gestão oferece a demonstração independente de que o sistema de gestão da organização: está conforme requisitos especificados; é capaz de alcançar, com coerência, sua política declarada e respectivos objetivos; e está implementado com eficácia. A avaliação da conformidade, como a certificação de um sistema de gestão, oferece valor à organização, seus clientes e partes interessadas. Nessa norma, a Seção 4 descreve os princípios adotados como base para uma certificação confiável. Esses princípios auxiliam o leitor a entender a natureza essencial da certificação e são uma introdução necessária para as Seções 5 a 10. Além disso, estes princípios sustentam todos os requisitos dessa norma, mas não são requisitos auditáveis por si só. A Seção 10 descreve dois modos alternativos de apoiar e demonstrar o atendimento coerente dos requisitos dessa norma por meio do estabelecimento de um sistema de gestão pelo organismo de certificação.

Essa norma destina-se ao uso pelos organismos que realizam auditoria e certificação de sistemas de gestão. Ela fornece requisitos gerais para organismos de certificação que realizam auditoria e certificação na área de sistemas de gestão da qualidade, ambiental e outras formas de sistemas de gestão. Tais organismos são denominados organismos de certificação. Entretanto, não convém que tal denominação seja um obstáculo para o uso dessa norma por organismos com outras designações que realizem atividades cobertas pelo escopo deste documento. As atividades de certificação envolvem a auditoria do sistema de gestão de uma organização. Em geral, a forma de atestação da conformidade do sistema de gestão de uma organização em relação a uma norma específica de sistema de gestão ou a outros requisitos normativos é representada por um documento de certificação ou um certificado.

A publicação dessa norma inclui o texto da NBR ISO/IEC 17021:2006, emendas para excluir referências pertinentes à NBR ISO 19011 e novo texto com requisitos específicos para auditoria de certificação de terceira parte e gestão da competência do pessoal envolvido em certificação. Foram identificadas necessidades específicas do mercado, resultantes de uma falta de requisitos específicos e reconhecidos de auditores de terceira parte de sistemas de gestão, como sistemas de gestão da qualidade, sistemas de gestão ambiental ou de segurança alimentar. A falta de requisitos para competência de auditores e para o modo de gestão e utilização desses auditores foi identificada por importantes partes interessadas, incluindo o setor industrial, como sendo uma desvantagem.

Essa norma oferece um conjunto de requisitos genéricos para auditoria de sistemas de gestão, visando fornecer uma determinação confiável da conformidade aos requisitos aplicáveis para certificação, realizados por uma equipe auditora competente, com recursos adequados, seguindo um processo coerente e relatando os resultados de maneira condizente. É aplicável a auditoria e certificação de qualquer tipo de sistema de gestão. Sabe-se que alguns dos requisitos e, em particular, aqueles relacionados com a competência de auditores, podem ser complementados com critérios adicionais, a fim de atingir as expectativas das partes interessadas. A palavra “deve” indica um requisito e a palavra “convém” uma recomendação. Esses princípios são a base para o desempenho específico subsequente e para os requisitos descritos nessa norma, a qual não oferece requisitos específicos para todas as situações que possam ocorrer. Convém aplicar estes princípios como orientação para tomar decisões que podem ser necessárias em situações imprevistas. Princípios não são requisitos.

No item 4.1.2 fala-se em que o objetivo geral da certificação é proporcionar confiança a todas as partes de que um sistema de gestão atende a requisitos específicos. O valor da certificação é o grau de confiança pública estabelecida por meio de uma avaliação competente e imparcial, realizada por uma terceira parte. As partes com interesse na certificação incluem, entre outras: clientes dos organismos de certificação, clientes das organizações cujos sistemas de gestão estão certificados, autoridades governamentais, organizações não governamentais, e consumidores e outros membros do público. No item 4.1.3 estão os princípios para inspirar confiança que incluem: Imparcialidade, Competência, Responsabilidade, Transparência, Confidencialidade, e capacidade de resposta a reclamações.

Um outro depoimento bastante interessante sobre a credibilidade dos sistemas de gestão e premiação é do diretor da Expense Reduction Analysts Brasil, Ricardo Coppo Rohwedder: “O caso ocorreu comigo lá pelo final dos anos 1990. À época eu era sócio em um escritório de contabilidade, empresa familiar fundada em 1946, conhecido na cidade mas muito mais pelos colegas de profissão que pelo público em geral. Recebi pelo correio um Prêmio Top of Mind. Era um material impresso de razoável qualidade, tendo no verso várias informações sobre a metodologia da pesquisa, universo pesquisado, etc. Junto, um boleto para pagamento de quantia em torno de mil reais, que me daria o ‘direito’ de usar o prêmio em material de propaganda, além de me habilitar a receber mais materiais alusivos ao tema, como etiquetas, etc. Imediatamente desconfiei da possibilidade de golpe, pois nunca fizemos propaganda, era sempre boca a boca, então como poderíamos entrar num Top of Mind? Mas como não tinha provas, guardei o envelope por um tempo até que acabei por descartá-lo. Quase um ano após, recebi novo envelope, com novo premio Top of Mind contendo os mesmos dados estatísticos no verso (mas com números diferentes, isso me lembro bem) e novo boleto para pagamento em valor que agora se aproximava de três mil reais. Só que desta vez era para um cliente. Cliente que havia encerrado suas atividades na década de 70. Sua única relação conosco naquele momento, era uma linha telefônica instalada em nosso escritório, recebida como pagamento de honorários, após o que os sócios retornaram para a Europa. Como nunca assinaram qualquer documento transferindo a titularidade da linha, nossa única saída foi continuar a usá-la como se fosse nossa. Mas no cadastro da companhia telefônica constava o nome do cliente. E certamente foi assim que chegaram ao nosso ex-cliente. E foi com esse segundo prêmio que tive a certeza de tratar-se de puro golpe. Que agora foi aperfeiçoado para a bola da vez, Qualificação ISO. Já vi em vários estabelecimentos comerciais daqui de mina cidade, tais como padarias, restaurantes e papelarias, emoldurados e pendurados na parede este mesmo Top of Mind. Já pensei em conversar com os proprietários e falar do golpe, mas nunca o fiz. Como contador eu era muitas vezes obrigado a ser portador de más noticias a meus clientes. Nunca gostei disso”.

Para Paulo Augusto de Podestá Botelho, professor, escritor e consultor de empresas, uma estranha e inusitada modalidade de certificação ISO 9001 vem sendo oferecida a empresas por indivíduos despreparados e oportunistas. E quando se resolve interpelar um deles levantando algumas questões técnicas e éticas: como vocês podem oferecer certificações aprovadas, previamente, sem auditoria ou visita às empresas? A resposta, recheada de evasivas e de grosseiros erros gramaticais, nada acrescentou ou justificou. “É de se lamentar o aumento de situações como essa no mercado. Por quê? Porque uma grande parte das empresas busca a certificação pela certificação; algo cartorial, apenas como armamento mercadológico. O nível de aspiração da chamada Alta Direção da empresa (conflito entre usufruir e desenvolver) frequentemente é afetado pela idade mental de quem tem o poder das decisões estratégicas na empresa. A implementação da Qualidade Total via normas ISO 9001 constitui uma decisão estratégica, diga-se de passagem. Mauriti Maranhão, o competente consultor empresarial, ao parodiar a sabedoria popular – o exemplo vem de cima – ensina que a influência da Alta Direção sobre a equipe é decisiva; as pessoas que de fato controlam as atividades estão nos escritórios, laboratórios, oficinas e outros locais remotos. Quanto mais a administração se distancia dos administrados, menos eficiente ela se torna”, acrescenta o consultor.

Botelho assegura que sua experiência tem demonstrado que qualquer que seja a teoria, o sucesso das organizações passa, necessariamente, pela qualidade da equipe. “Primeiro, de tudo, é preciso garantir a qualidade da equipe. Philip Crosby ensina que garantir a qualidade é induzir as pessoas a fazer melhor tudo aquilo que devem fazer. E elas, para ele, incluem tanta a Alta Direção como os escalões de base. A Alta Direção pode compreender – ou não – o que é preciso fazer para se obter qualidade. Jacques Lacan, o renomado professor e psicanalista da École Pratique des Hautes Études, de Paris (França), dizia que as pessoas atrasam, subconscientemente, o seu próprio desenvolvimento intelectual. Quando chegam à idade do seu ajuste pessoal com o mundo elas param de aprender. Talvez seja mesmo isso que tem atrasado a ISO no Brasil”.

Por todas essas mazelas na cadeia de certificação no Brasil é que vem aumentando e muito a inspeção em fornecedores, devido a essa crise de credibilidade da certificação dos sistemas de gestão. O melhor seria a empresa implementar um programa de qualificação e desenvolvimento dos fornecedores. A importância do envolvimento fornecedor/cliente, além de melhorar o desempenho dos resultados e aumentar os lucros da empresa, possibilita parcerias que auxiliam também na implantação de programas de melhorias de qualidade e produtividade. E todos, empresas, gestores, administradores, funcionários, etc. devem lembrar que uma auditoria de terceira parte deve ser útil para a organização certificada fornecendo informações para a alta direção com respeito à capacidade de a organização atingir seus objetivos estratégicos, identificando problemas que, se resolvidos, incrementarão o desempenho da organização, identificando oportunidades de melhoria e possíveis áreas de risco; para os clientes da organização, incrementando a capacidade de a organização fornecer produtos conformes; e para o organismo certificador, melhorando a credibilidade dos seus processos de certificação de terceira parte.

Os projetos vencedores do Prêmio Mario Covas

O choque elétrico ainda mata muita gente no Brasil
Especialistas estimam que a maior parte dos acidentes aconteça durante o trabalho em serviços de obra ou reparos muito próximos da rede elétrica. Na maioria das vezes, são homens e, infelizmente, sem equipamentos de proteção. Também houve um crescimento no número de internações por conta da exposição à corrente elétrica nos hospitais do Estado – foram 642 hospitalizações em 2008 e 1.031 em 2010. A maior parte das interações neste período foram em Piracicaba (2.104), São Paulo (457) e São Pedro (164), cidade localizada também na região de Piracicaba. Além da morte instantânea, as descargas elétricas podem causar várias complicações, pois as vítimas podem ter arritmia cardíaca grave causada pelo choque, destruição muscular, queimaduras de pele nas áreas de entrada e de saída da corrente elétrica pelo corpo e, tardiamente, insuficiência renal aguda. Se em São Paulo ocorre dessa forma, deve-se imaginar no resto do Brasil, em que não há dados catalogados. Clique para mais informações.

Ontem, no Palácio dos Bandeirantes, os projetos vencedores do Prêmio Mario Covas foram homenageados. As iniciativas premiadas foram:

Campanha Chama Segura – [Comando do Corpo de Bombeiros – Polícia Militar – Secretaria da Segurança Pública]

Capacitação de Cooperativas de Reciclagem de Lixo – [LASSU/PCS/USP – Laboratório de Sustentabilidade do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais Escola Politécnica – Universidade de São Paulo (USP)]

Centrais de Flagrantes – novo sistema de gestão – [Polícia Civil do Estado de São Paulo – DECAP -Departamento de Polícia Judiciária da Capital – Secretaria da Segurança Pública]

GGC Gerenciamento Gerontológico do Cuidado- Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia- IPGG – [Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG) José Ermírio de Moraes – Secretaria da Saúde]

Kit Escolar para Alunos a da Rede Estadual de Ensino – [Secretaria da Educação e Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE)]

Plano de Contenção de Custos do CDP Sorocaba – [Centro de Detenção Provisória de Sorocaba – Secretaria da Administração Penitenciária]

Projeto Desconstruindo a Violência – [Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania da Secretaria da Administração Penitenciária]

Retorno de Investimento com Formação de Pessoal – [CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]

Sistema de Proteção Escolar – [Secretaria de Estado da Educação e Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE)]

Teatro de Fantoches Educando para o Trânsito – [Polícia Militar – Secretaria da Segurança Pública]

Menções Honrosas

A Evolução da Concessão do Passe Escolar – [EMTU/SP – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo]

Ambiente de Pagamentos – [Coordenação de Administração Tributária – Secretaria da Fazenda]

Educar para o Trânsito é Educar para a Vida – [3ª Companhia do 2º Batalhão de Policiamento Rodoviário – Secretaria da Segurança Pública]

Gestão de Paciente de Alto Risco Cirúrgico – [Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) – Iamspe – Instituto de Assistência Médio do Servidor Público Estadual]

Laboratório de Baciloscopia da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região do Vale do Paraíba e Litoral – Corevali – [COREVALI- Coordenadoria Região do Vale do Paraíba e Litoral – Secretaria da Administração Penitenciária]

Logística Hospitalar em Hospital Terciário – [Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – Secretaria da Saúde]

O Policiamento Rodoviário na solução de problemas indígenas – Case Aldeia Indígena Pindo-Ty – [3º Pelotão da 2ª Cia do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária – Secretaria da Segurança Pública]

Programa de Contratações Públicas Sustentáveis – [Secretaria de Gestão Pública – SGP]

Dos projetos que eu julguei e que foi ganhador, gostaria de destacar o Projeto Chama Segura, uma campanha de educação pública que tem como principal objetivo aumentar a segurança comunitária, e exercer a presença do Estado nas comunidades mais carentes. Desenvolvido em parceria com a Liquigás, o projeto consiste na divulgação de atitudes e conceitos sobre segurança evitando diversos acidentes, especialmente com o manuseio e uso diário de GLP. É realizada uma palestra demonstrativa de como manusear corretamente o equipamento e a troca gratuita dos kits de instalação de botijões, compostos por regulador de pressão, mangueira para condução do GLP e um par de abraçadeiras.

Os bombeiros educadores, equipe com treinamento específico para transmitir à população informações sobre prevenção, vão nas comunidades de baixo poder aquisitivo ministrar palestras sobre a forma correta de manusear os botijões de GLP, aproveitando para transmitir outras informações sobre segurança doméstica, com a distribuição de folhetos educativos. Após a palestra, as pessoas atendidas entregam seus kits usados/vencidos, e que, em grande parte das vezes, esta fora da conformidade com as normas de segurança. Além do aspecto educativo da campanha, vale ressaltar o seu caráter preventivo, tendo em vista a substituição de um kit sem condições de uso, não raro em péssimo estado de conservação, por um kit novo e seguro, preservando-se assim, a vida, a saúde e o patrimônio da comunidade. Os vazamentos e acidentes com GLP não costumam ter como causa o botijão, a maior parte das ocorrências é causada pelo uso inadequado, pelo posicionamento em local de risco ou por más condições do kit de instalação. Os botijões, quando utilizados corretamente, com kits certificados pelo Inmetro, dentro prazo da validade e em boas condições de manutenção, são equipamento seguros, com baixo risco de acidentes. Infelizmente a cultura da prevenção ainda é baixa no Brasil e não existe a massificação das informações corretas sobre o produto GLP.

A maior parte população não tem informações básicas e simples como o prazo de validade dos kits de instalação que é de cinco anos ou que o gás, quando acumulado em um ambiente, pode explodir com qualquer fagulha. Não são raros os acidentes causados pelo desconhecimento das características do produto, resultando em perdas materiais e, por vezes, em perdas de vidas. Os principais focos deste tipo de acidente são comunidades de baixa renda, onde, somada à falta de informação, a impossibilidade financeira para adquirir equipamentos novos, porém a necessidade básica do uso de GLP para fazer a alimentação diária da família.

Além disto, comunidades carentes costumam apresentar características habitacionais propícias à propagação de fogo: residências muito próximas, material construtivo de fácil combustão, locais de difícil acesso, acúmulo de madeira, papelão etc. É importante ressaltar que incêndios em algumas comunidades localizadas sob viadutos/pontes, podem danificar a estrutura de sustentação, prejudicando o trânsito local e, aumentando gastos públicos para recuperação destas estruturas, atendimento de ocorrências e a impossibilidade de avaliarmos acidentes pessoais e principalmente a vida humana. No ano de 2010, foram registradas 2.859 ocorrências com GLP no estado de São Paulo, das quais 11% resultaram em incêndios.

O Projeto Chama Segura já retirou mais de 5.000 kits irregulares de circulação nos oito meses do projeto, capacitou a população para o uso correto do GLP, estimulou a cultura da prevenção e ampliou a segurança comunitária a se tornar mais efetiva no controle do risco. Através de um contato com a liderança da comunidade escolhida, é agendado o dia, o Corpo de Bombeiros e a liderança local executarão a ampla divulgação prévia da ação. No dia marcado a equipe vai até o local ministrar as palestras e fazer a troca dos kits. Depois assistir à palestra, as pessoas entregam o kit antigo e recebem o novo kit e um manual de segurança. O material recolhido será revendido como sucata para as fábricas de reguladores para serem reciclados. Desta forma, todo o material recolhido será reaproveitado, transformado em reguladores novos, garantindo que não haverá desperdício de material, nem descarte de material contaminado.

Enfim, o projeto teve como foco a proteção do ser humano, da vida e, sobretudo, atuou diretamente sobre uma necessidade básica da população que é a segurança. A disseminação da informação e a coleta dos kits antigos são ações efetivas para redução do risco. O Corpo de Bombeiros estima que no decorrer dos próximo anos, com a manutenção e expansão do projeto sejamos capazes de reduzir a quantidade de acidentes, salvando vidas e reduzindo o custo do Estado com a mobilização das equipes, além do atendimento a vítimas de incêndios causados por acidentes com GLP.

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Prêmio Mario Covas 2011-2012

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Curto Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Mais uma vez o coordenador do Prêmio Mario Covas, Fabio JungmannCardoso, me convida para ser um dos participantes da banca julgadora do prêmio. Ele é uma iniciativa do governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Gestão Pública, com a finalidade de reconhecer e premiar as inovações e as boas práticas de gestão estadual que resultem em melhores serviços aos cidadãos. As atividades da banca julgadora consistem em, basicamente, analisar evalidar as avaliações previamente realizadas por uma banca avaliadora. Os julgadores podem manter contato com os responsáveis pela elaboração do Relatório de Avaliação dos finalistas, a fim de esclarecer eventuais dúvidas etrocar informações sobre a iniciativa em questão, por intermédio da Comissão Organizadora e com base no Relatório de Avaliação previamente elaborado pela banca avaliadora. Todos os membros da banca julgadora se reunem para assistir as apresentações, ouvir os depoimentos das finalistas, confirmar informações, esclarecer dúvidas, validar as pontuações e, ao término dessa etapa, deliberar sobre as premiações e as menções honrosas. Todas essas atividades são realizadas voluntariamente e as apresentações das iniciativas finalistas serão no dia 24 e 25 de abril na Fundap.

Já julguei trabalhos bastante interessantes, pois, desde 2004, o prêmio já recebeu 1.168 trabalhos e destacou projetos de 327 finalistas com premiação de 82 vencedores de diversos órgãos da administração pública estadual. O objetivo é reconhecer e disseminar iniciativas inovadoras, que adotam novos métodos, processos, técnicas gerenciais e recursos tecnológicos, que visem atender o interesse público; e coletar e disseminar iniciativas de sucesso para replicação. Já os objetivos da Categoria Inovação em gestão estadual são reconhecer e premiar, anualmente, as melhores práticas de gestão pública no nível estadual; apoiar a modernização da administração pública em São Paulo, motivando os servidores públicos estaduais e valorizando os trabalhos por eles desenvolvidos, bem como divulgar esses trabalhos e possibilitar a troca de experiências.

Podem se inscrever para concorrer na Categoria Inovação Gestão Estadual as equipes de servidores e empregados públicos do Governo do Estado de São Paulo – do Executivo, Legislativo e Judiciário – responsáveis por projetos ou atividades que tenham pelo menos seis meses de implementação e possuam resultados verificáveis. Não há limite quanto ao número de inscrições, podendo ocorrer mais de uma iniciativa concorrente por entidade e as equipes serão compostas de no mínimo dois servidores públicos ou empregados públicos, diretamente envolvidos com o trabalho ao longo de sua implementação. Não há limite máximo de pessoas por equipe. Os candidatos deverão se inscrever-se, por meio do preenchimento eletrônico (on-line) do Formulário de Inscrição, disponível em www.premiomariocovas.sp.gov.br

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REVISTA BANAS QUALIDADE EM CD-ROM

200141094-001Compre a edição de novembro da revista BANAS QUALIDADE em CD-ROM encartada em uma caixa porta CD. Além de estar disponível em dois formatos, em PDF e em PAGEVIEWS, está incluído no CD os relatórios de gestão das ganhadoras do Prêmio Gestão Banas 2011, onde você pode aprender com os vencedores.

Preço: 15,00 reais + taxa de envio pelo correio.

Encomende agora: Elen Santos: (11) 3798-6380 ou elen.santos@epse.com.br

As empresas vencedoras do Prêmio Gestâo Banas e do Prêmio Banas Excelência em Metrologia 2011

topo25Foram divulgadas as organizações vencedoras do Prêmio Gestão Banas e do Prêmio Banas Excelência em Metrologia em 2011.

Na Categoria Qualidade:

Polegar para cimaTechnicolor Brasil Mídia e Entretenimento

Polegar para cimaRexam Amazônia

Polegar para cimaConstrutora Andrade Gutierrez

Polegar para cimaUnimed Campinas Cooperativa de Trabalho Médico

Polegar para cimaSabesp

Na Categoria Desenvolvimento Sustentável:

Polegar para cimaRexam Amazônia

Polegar para cimaBaesa Energética Barra Grande

Na Categoria Responsabilidade Social:

Polegar para cimaConstrutora Andrade Gutierrez

Na Categoria Serviço de Calibração e Ensaio:

Polegar para cimaSenai – Laboratório de Análise em Alimentos – Setor Microbiologia

O Prêmio Nacional Gestão Banas é um modelo de premiação que segue os critérios baseados na norma ISO 9001:2008 com o objetivo de medir e avaliar o grau de desenvolvimento e de comprometimento da organização e de seus colaboradores no seu Sistema da Qualidade seja ele baseado sobre apenas uma norma ou em Sistema Integrado de Gestão, abrangendo além da ISO 9001 outras normas nacionais ou internacionais. As empresas são premiadas em três categorias distintas: Qualidade que permite à organização avaliar até que ponto as partes interessadas (acionistas e consumidores) estão tendo seus interesses incorporados ao planejamento de negócios; Desenvolvimento Sustentável que permite avaliar até que ponto as partes interessadas (sociedade, organizações ambientais, funcionários, organismos governamentais, acionistas e consumidores) estão tendo seus interesses incorporados ao planejamento de negócios; e Responsabilidade Social Corporativa que permite avaliar até que ponto as partes interessadas (sociedade, funcionários, fornecedores, organismos governamentais, acionistas e consumidores) estão tendo seus interesses incorporados ao planejamento de negócios.

Já o Prêmio Banas Excelência em Metrologia premia as organizações em três categorias distintas: Análise Clínica, categoria destinada a laboratórios de análise clínica, tais como: Microbiologia, Toxicologia, Radiologia, Sensorial e demais laboratórios ligados à saúde; Industriais em que podem se candidatar laboratórios físicos, químicos, dimensionais, metalográficos, biológicos, microbiologia, que prestam serviços internos de calibração e/ou ensaios, não tendo fonte arrecadadora desta atividade; e Serviços de Calibração e Ensaios em que podem se candidatar laboratórios físicos, químicos, dimensionais, de produtos, qualidade da água, eletroeletrônico e metalográficos que prestem serviços para terceiros fazendo desta atividade uma fonte de receita. Laboratórios que fazem parte da Rede Brasileira de Calibração ou Ensaios (RBC ou RBLE) e Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde.

As empresas vencedoras do Prêmio Nacional da Qualidade (PNQ)

Foram quatro as empresas premiadas no PNQ em 2011: Rio Grande Energia (RS), CPFL Paulista (SP), Companhia Energética do Ceará (CE) e CPH Eletrobrás Eletronorte Tucuruí (PA), reconhecidas por sua gestão excelente, aliada a um processo contínuo de melhoria e adaptação às demandas do mercado. Além das premiadas, o PNQ reconheceu também cinco empresas finalistas, que alcançaram bons resultados e podem ser consideradas referenciais em muitas práticas de gestão: Ampla (RJ), Energisa Paraíba (PB), Itaú Private Banking (SP), Suspensys (RS) e Randon Implementos (RS). Outras seis organizações foram consideradas Destaques por Critério, por se destacarem em critérios específicos estabelecidos pelo Modelo de Excelência da Gestão® (MEG): Cemig Distribuição (MG, no critério Processos), Cemig Geração e Transmissão (MG, critério Clientes), Energisa Sergipe (SE, critério Clientes), Bandeirante Energia (SP, critério Pessoas), o SESI-SC (critério Pessoas) e o Comando de Policiamento do Interior – 7 (SP, critério Pessoas).

Segundo o superintendente-geral da FNQ, Jairo Martins, a pontuação das empresas reconhecidas tem subido, culminando em 2011 com a média mais alta já obtida. “As empresas claramente têm evoluído em suas práticas de gestão, e como conseqüência, o número de reconhecimentos em 2011 foi mais alto. Até mesmo o número de empresas visitadas pelos examinadores foi maior”, explica. Nesta edição do PNQ foram 41 candidatas. Dessas, 34 organizações eram de grande porte; duas médias; uma pequena e quatro sem fins lucrativos. Ao todo, foram seis do setor industrial e 35 de serviços. Divididas as inscritas por região, 21 estão situadas no Sudeste; nove no Sul; oito no Nordeste; duas no Centro-Oeste; e duas no Norte.