ABNT ISO/TR 10017: um guia para a utilização das técnicas estatísticas

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imagesCAEK34WWA estatística é uma ferramenta empregada em vários setores, inclusive o industrial, para medir a variabilidade existente em quaisquer processos. Para tanto, utilizam-se de técnicas estatísticas como o Controle Estatístico de Processo (CEP), Modelos de Regressão, Delineamento de experimentos, ou simples técnicas descritivas. O uso de técnicas estatísticas nas empresas tem como objetivos reduzir custos e aumentar a competitividade no mercado. Tais técnicas permitem que, por meio de pequenas amostras, há a possibilidade de se interferir no comportamento do lote em produção, tomando as ações que evitem a ocorrência de problemas, através da prevenção. Qualquer processo de produção está sujeito à variação, por mais que o processo seja perfeito.

Um produto ou serviço sempre esta sujeito à variabilidade. No Controle Estatístico de Qualidade, a variabilidade tem causas aleatórias, inerentes ao processo (ou comuns) e causas especiais (ou identificáveis) que podem ser identificadas. Quando o processo é dito sob controle estatístico, ele opera apenas sob as causas inerentes, que são causas essencialmente inevitáveis, as quais pouco ou nada se pode fazer para eliminar. Quando o processo é dito estar fora de controle estatístico, ele opera sob causas especiais (ou identificáveis). Essas causas devem ser descobertas e corrigidas para que o processo volte ao controle. As causas especiais podem ocorrer 22 devido a: mão de obra, método de trabalho, matéria prima, máquinas, meio ambiente e meios de medição,o qual foi conhecido como 6M. A falta de treinamento de funcionários, a falta de ajuste ou lubrificação da máquina são exemplos de causas especiais. Convém ressaltar que existe o erro de afirmar-se que o processo está sob controle, quando ele não está e vice-versa.

Um dos objetivos principais do Controle Estatístico de Qualidade é detectar as causas especiais, investigar e aplicar ações para correção, para que o processo não produza produtos fora das especificações acima do previsto. O objetivo é a eliminação da variabilidade (ou de quase toda) no processo. Para detectar causas especiais utilizasse a carta de controle. As cartas de controle são compostas de três linhas paralelas, a linha central (LC), o limite superior de controle (LSC) e o limite inferior de controle (LIC). Esses limites devem estar dentro dos limites de especificação de engenharia. Os limites das cartas de controle são determinados com base na média e no desvio padrão da distribuição da característica de qualidade da variável quando o processo está isento de causas especiais, isto é, as medidas individuais são provenientes de uma mesma população. A teoria estatística desenvolvida por Shewhart para cálculos do limites de controle, para uma estatística W qualquer, com distribuição normal, é calculada a partir dos valores amostrais, e que tenha média μ(w) e desvio padrão s(w) conhecidos, terá uma probabilidade próxima a um de estar no intervalo de μ(w) ± 3s(w),

Uma importante ferramenta para os gestores e administradores é a norma ABNT ISO/TR 10017, que é um guia sobre as técnicas estatísticas, ou seja, um relatório técnico para auxiliar as organizações a identificar técnicas estatísticas úteis em desenvolvimento, implementação, manutenção e melhoria do sistema de gestão da qualidade, de acordo com os requisitos da ABNT NBR ISO 9001. Nesse contexto, a utilidade das técnicas estatísticas segue a variabilidade observada no comportamento e na realização de praticamente todos os processos, mesmo sob condições de uma estabilidade aparente. Na verdade, as técnicas estatísticas ajudam na medição e na análise das variações, auxiliando as organizações a identificar técnicas estatísticas úteis em desenvolvimento, implementação, manutenção e melhoria do sistema de gestão da qualidade, de acordo com os requisitos da NBR ISO 9001. Nesse contexto, a utilidade das técnicas estatísticas segue a variabilidade observada no comportamento e na realização de praticamente todos os processos, mesmo sob condições de uma estabilidade aparente.

Essa variabilidade pode ser observada nas características quantificáveis de produtos e processos, assim como em vários estágios do ciclo de vida total de produtos, desde a pesquisa de mercado até o serviço ao consumidor e a sua disposição final. As técnicas estatísticas ajudam na medição, descrição, análise, interpretação e modelagem dessas variações, mesmo com uma quantidade de dados limitada. A análise estatística destes dados ajuda a formar uma compreensão melhor da natureza, da extensão e das causas da variabilidade. Isso pode ajudar a solucionar e até mesmo prevenir problemas que podem surgir da variabilidade. As técnicas estatísticas permitem, portanto, melhor utilização dos dados disponíveis na tomada de decisões, e, assim, auxiliam a melhoria contínua da qualidade de produtos e processos, para alcançar a satisfação do cliente. Essas técnicas são relevantes a um amplo espectro de atividades, como pesquisa de mercado, projeto, desenvolvimento, produção, verificação, instalação e fornecimento.

Dessa forma, o relatório técnico pretende guiar e auxiliar as organizações a considerar e selecionar técnicas estatísticas apropriadas às necessidades da organização. O critério para determinar a necessidade de técnicas estatísticas e a pertinência da técnica selecionada permanece uma prerrogativa da organização. A necessidade de dados quantitativos que pode ser razoavelmente associada com a implementação das seções e subseções da NBR ISO 9001 é identificada em uma tabela Uma ou mais técnicas estatísticas que poderiam ser um beneficio potencial à organização acham-se listadas junto com a necessidade de dados quantitativos identificadas quando apropriadamente aplicadas a tais dados. Importante observar que as técnicas estatísticas podem ser apropriadamente aplicadas aos dados qualitativos se tais dados puderem ser convertidos em quantitativos. Nenhuma técnica estatística é relacionada onde não existir uma necessidade de dados quantitativos imediatamente relacionada com uma seção ou subseção da NBR ISO 9001.As técnicas estatísticas citadas são limitadas àquelas amplamente conhecidas.

Cada uma das técnicas estatísticas relacionadas está descrita sumariamente na seção 4, para ajudar a organização a avaliar a pertinência e o valor das técnicas estatísticas citadas e ajudar a determinar se a organização deveria usá-las ou não em um contexto específico. As seguintes técnicas estatísticas, ou famílias de técnicas, que poderiam auxiliar uma organização a satisfazer suas necessidades, são identificadas na tabela citada: estatística descritiva; projetos de experimentos; ensaios de hipóteses; análise de medições; análise de capacidade do processo; análise de regressão; análise de confiabilidade; amostragem; simulação; gráficos de controle estatístico do processo (CEP); tolerância estatística; análise de séries históricas.

Entre as várias técnicas estatísticas relacionadas, cabe notar que a estatística descritiva (que inclui métodos gráficos) constitui um aspecto importante de muitas dessas técnicas. Os critérios usados na seleção das técnicas relacionadas acima são que estas técnicas sejam bem conhecidas e amplamente utilizadas, e que sua aplicação tenha resultado em benefícios dos usuários. A escolha da técnica e a maneira de sua aplicação dependerão das circunstâncias e do propósito do exercício, que diferirá caso a caso. Encontra-se em 4.2 a 4.13 uma breve descrição de cada uma das técnicas estatísticas, ou família de técnicas. As descrições procuram auxiliar um leitor comum a avaliar a aplicabilidade e os benefícios potenciais do uso de técnicas estatísticas na implementação dos requisitos de um sistema de gestão da qualidade.

A real aplicação de técnicas estatísticas citadas aqui exigirá mais orientação e conhecimento que os fornecidos nesse relatório técnico. Existe uma grande quantidade de informações sobre técnicas estatísticas disponíveis e ao alcance do público, como livros, revistas, relatórios, manuais de indústrias e outras fontes de informação, que podem auxiliar a organização no uso eficaz de técnicas estatísticas. No entanto, o escopo deste não inclui a citação dessas fontes e, portanto, a pesquisa deste tipo de informações será delegada à iniciativa individual.

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Tecnologia: o uso de fluorescência de Raios X para análise de conformidade à diretiva RoHS

A diretiva RoHS (Restrição ao Uso de Substâncias Perigosas) da comunidade europeia proíbe o uso de determinadas substâncias em equipamentos eletroeletrônicos. A Tabela 1 apresenta estas substâncias e os seus respectivos limites máximos permitidos.

Tabela 1 – Substâncias proibidas pela diretiva RoHS, limite máximo permitido e algumas aplicações


É de responsabilidade de todos os participantes da cadeia de suprimentos garantir que estas substâncias não estejam presentes em produtos eletrônicos. Algumas das formas para garantir esta conformidade são:

  • Uso apenas de componentes/materiais/ferramentas, que possuam certificado de conformidade emitido pelo fabricante;
  • Triagem investigativa (screening) destes elementos em componentes sem certificado de conformidade;
  • Análise detalhada dos componentes que contém alguma destas substâncias, ou que apresentam dúvida.

O primeiro item é normalmente obtido em empresas que produzem 100% de produtos com conformidade RoHS. No entanto, o fato do Brasil não possuir restrições a estas substâncias, bem como a existência de exceções para produtos que requerem alta confiabilidade, deixa algumas empresas em dificuldade para produzir apenas produtos RoHS. Neste caso, onde exista produção mista, deve-se utilizar um controle rígido do uso de componentes, ferramentas e insumos para que não ocorra contaminação dos produtos RoHS.
A análise detalhada por material homogêneo é bastante complexa e somente pode ser feita via ensaio destrutivo. A Figura 1 apresenta uma junta de solda, que é uma pequena parte de um produto eletrônico, para mostrar a complexidade de um ensaio detalhado. No caso do chumbo, ele pode estar presente na solda, na superfície do componente ou na superfície da placa. Como os limites são por material homogêneo, os diferentes materiais precisam ser analisados independentemente, normalmente fazendo uso de microscopia eletrônica com EDX e técnicas de análise à líquido, para determinadas substâncias.

Descrição: chumbosoldagembranda

Figura 1 – Imagem monstrando as possibilidades da presença de chumbo em uma junta de solda. Em azul a solda, em vermelho o terminal do componente e em amarelo a ilha de solda da placa. Fonte: Coockson Electronics

Desta forma, a triagem investigativa das substâncias passa a ser uma ferramenta importantíssima para empresas que fabriquem tanto produtos RoHS, quanto produtos que utilizam chumbo.
A técnica mais comum para este tipo de análise é a fluorescência de Raios X. Esta técnica funciona através da emissão de um feixe de Raios X na amostra, este interage com o material que, por sua vez, emite outros Raios X (fluorescente), característicos de cada elemento químico. Fazendo, então, uma varredura em todo o espectro significativo é possível identificar e quantificar a maioria dos elementos presentes. A Figura 2 apresenta os limites de detecção desta técnica para os diversos elementos químicos.

CLIQUE NA FIGURA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

 

Figura 2 – Tabela periódica dos elementos, contendo com os respectivos limites de detecção da técnica de fluorescência de raios X. Fonte: Innov X

Para triagem RoHS este tipo de análise permite avaliar os elementos: Pb, Hg, Cr, Br e Cd. A presença de cromo e bromo não caracteriza não conformidade, visto que apenas o cromo hexavalente é proibido e o bromo apenas nos dois retardantes de chama. Porém, caso estejam presentes, sem o conhecimento do fornecedor, uma análise detalhada é necessária. Já, se os outros elementos estiverem presentes, e o produto não for exceção, então é caracterizada uma não conformidade.
É importante salientar que este tipo de triagem não é conclusiva, visto que é realizada em uma amostra heterogênea de material. No entanto, uma não conformidade pode ser facilmente identificada e enviada para análise detalhada. A fluorescência de raios X pode ser utilizada como ferramenta de análise no recebimento de materiais, bem como na inspeção final do produto montado.
O LABelectron, como ambiente de manufatura e desenvolvimento, possui uma montagem mista, onde são montados tanto produtos contendo Pb quanto produtos lead-free, sendo esta uma necessidade para atender à todos os seus clientes. Por este motivo, conta agora com um espectrômetro de fluorescência de Raios X da empresa Innov X do grupo Olympus, representada no Brasil pela empresa AnacomCI. O modelo adquirido possui um algoritmo exclusivo para análise de amostras heterogêneas (Figura 3).

Figura 3 – Espectrômetro de fluorescência de Raios X adquirido pelo LABelectron. Este equipamento possui um algoritmo exclusivo desenvolvido para análise RoHS de amostras heterogêneas

Com esta nova aquisição, a estratégia de conformidade RoHS do LABelectron está completa, contando com procedimentos rígidos somados a ferramentas para separar a produção RoHS da produção com chumbo, uma técnica de triagem no recebimento de materiais e, após a placa montada, para garantir que não ocorreu a contaminação da placa durante sua montagem. Finalmente a parceria com o Laboratório de Materiais da UFSC permite análises detalhadas em material homogêneo de amostras onde existe dúvida.

Para mais informações sobre avaliação de conformidade RoHS, entre em contato com:
Engº José Carlos Boareto, engenheiro de desenvolvimento do LABelectron – jcb@certi.org.br

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A mulher no mercado de trabalho no Brasil

NBR 13103: os requisitos para a instalação de aparelhos a gás em residências
Essa norma estabelece os requisitos mínimos exigíveis para a instalação de aparelhos a gás para uso residencial, cujo somatório de potências nominais não exceda 80,0 kW (1.146,67 kcal/min) em um mesmo local de instalação. Trata da instalação de aparelhos a gás para cocção, aquecimento de água, aquecimento de ambiente, refrigeração, lavagem, secagem, iluminação, decoração e demais utilizações de gás combustível em ambientes residenciais. Clique para mais informações.

femininoNos últimos anos, ao lado do já conhecido processo de feminização do mercado de trabalho, tem ocorrido um debate importante entre os estudiosos das questões de gênero no mundo do trabalho: a polarização do mercado de trabalho feminino. Nesse contexto, passou a ser discutido a convivência de um polo precário, composto por segmentos do mercado de trabalho tradicionalmente ocupados pelas mulheres, e um virtuoso, em franca ascensão, que inclui as posições mais prestigiosas, até agora prioritariamente ocupadas por homens, como as profissões de nível superior.

Dimensionar esse fenômeno, entendê-lo e antecipar suas consequências, tanto para as mulheres como para o conjunto da sociedade, é, sem dúvida, uma tarefa complexa e relevante. Assim, foi feita uma pesquisa a fim de analisar os efeitos da elevação da escolaridade feminina na sua inserção no mercado de trabalho, entre 2000 e 2010, a partir da base de dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) na Região Metropolitana de São Paulo, realizada pela Fundação Seade e o Dieese. Na Região Metropolitana de São Paulo, o desempenho do mercado de trabalho em 2010 implicou melhor inserção produtiva de homens e mulheres. Para a população feminina, foram gerados 163 mil postos de trabalho, volume suficiente para absorver 99 mil mulheres que ingressaram na força de trabalho local e reduzir em 64 mil o contingente de desempregadas (Tabela 1).

CLIQUE NA FIGURA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

A taxa de participação feminina (proporção de mulheres com dez anos de idade e mais na situação de ocupadas ou desempregadas) aumentou de 55,9% para 56,2%, entre 2009 e 2010, retomando sua trajetória de expansão. Para os homens, essa taxa ficou praticamente estável, ao passar de 71,5% para 71,6%, nesse período, mantendo-se entre as menores da série, devido à tendência de declínio observada ao longo dos anos. A taxa de desemprego total feminina diminuiu pelo sétimo ano consecutivo, passando de 16,2% para 14,7%, entre 2009 e 2010, assim como a masculina (de 11,6% para 9,5%). O aumento da participação das mulheres foi acompanhado por redução da taxa de desemprego e aumento do nível ocupacional na indústria, no comércio e nos serviços. Apenas os serviços domésticos reduziram seu nível ocupacional.

Para os homens também houve expansão do número de ocupados, principalmente na indústria, nos serviços e na construção civil. As ocupações geradas, para mulheres e homens, foram, sobretudo, com carteira de trabalho assinada no setor privado, no setor público e entre empregadores. O tipo de ocupações criadas entre 2009 e 2010 certamente influenciou o aumento do rendimento médio real por hora das mulheres (de R$ 6,56 para R$ 6,72) e, principalmente, dos homens (de R$ 8,22 para R$ 8,94). O crescimento mais acentuado dos rendimentos por hora dos homens, no entanto, provocou o aumento da diferença de remuneração entre os dois segmentos: em 2009, as mulheres recebiam 79,8% dos valores médios auferidos pelos homens, proporção que passou para 75,2%, em 2010.

Sonia Jordão (contato@soniajordao.com.br), especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora, afirma que alguns dizem que os homens têm mais neurônios que as mulheres. Talvez porque precisem disso para conseguir chegar aos mesmos resultados que as mulheres. Até porque elas possuem mais sinapses (conexões, comunicações entre os neurônios). Mas no fundo mesmo, isso não faz a menor diferença. “Eu nunca me preocupei em ser feminista ou não, simplesmente fui fazendo o que achava correto e tinha vontade. Formei-me em engenharia mecânica numa época em que mulheres não cursavam engenharia e tenho convivido quase a vida inteira mais no meio masculino que no feminino. Hoje tenho a certeza de ter sido mais feminista que muitas mulheres que propagavam isso por aí. Não coloquei dificuldades para realizar qualquer coisa, simplesmente transpus os obstáculos que foram aparecendo. Não reclamei das discriminações, busquei alternativas. Venci em campos onde mulheres não tinham vez”.

Segundo ela lembra, as mulheres eram maltratadas antigamente e como isso mudou na área profissional. Os avanços são inegáveis. “As mulheres hoje não encontram mais as mesmas barreiras, sendo, inclusive, cada dia mais, alçadas a postos de liderança. Uma série de características femininas, entre elas a capacidade de exercer múltiplas funções ao mesmo tempo e a facilidade de se relacionarem com os outros membros das equipes, passam a ser valorizadas pelo mercado de trabalho. É certo que as mudanças acontecem num tempo maior do que gostaríamos, entretanto sei que os homens começam a se preocupar com a feminização do mercado de trabalho. Hoje esse problema não é mais somente das mulheres e sim dos homens também. Eles estão vendo o avanço feminino e não estão sabendo o que fazer. Normalmente, mulheres estudam mais tempo que os homens e com isso atingem uma melhor formação acadêmica. Isso leva a conseguirem galgar melhores postos”, explica.

Para Jordão, e com tudo isso acontecendo, cada vez mais é preciso aprender a lidar com mulheres nas mais diversas atividades, já que esse é um fenômeno que não tem mais volta. “Tenho observado que homens buscam o reconhecimento, negociam melhores salários, além de serem mais competitivos. Se eles estão insatisfeitos arrumam outro emprego, mas se a empresa oferecer um salário maior eles ficam no emprego. Já as mulheres esperam ser reconhecidas e conseguem servir a sua equipe conquistando a confiança das pessoas. Porém, quando elas acham que não são reconhecidas, arrumam outro emprego. E aí, depois de tomar a decisão de mudar de emprego se tornam inflexíveis, não adianta tentar persuadi-las. Por isso, é bom que os líderes fiquem atentos para não perderem suas lideradas. Também é bom que as mulheres aprendam a negociar, como fazem os homens. Assim deixarão de ter salários menores para as mesmas funções”.

Outra constatação da especialista é que, ainda hoje, na maioria das vezes, para uma mulher chegar a um cargo mais alto na organização ela tem que ser bem melhor que seus concorrentes do sexo masculino. Em mesmo pé de igualdade o homem ainda é preferido. Por exemplo, em um banco, se tiver dois gerentes, um do sexo feminino e outro do sexo masculino, pode ir até a mulher que, provavelmente, ela será uma melhor gerente. Já que, provavelmente, para chegar àquele nível precisou demonstrar ser melhor.

“Claro que muitas organizações estão começando a ver que mesmo com os problemas de TPM, gravidez e outros as mulheres podem ser até mais competentes que os homens em diversas atividades. Sem contar o fato de que cada vez mais temos mulheres empreendedoras. Com isso os exemplos de mulheres de sucesso vão aumentando, fazendo com que elas acreditem mais ainda em si mesmas. De qualquer forma, a feminização está aí e é preciso aceitar que o crescimento das mulheres em funções de liderança é uma realidade no mundo empresarial. Quando assumi a gerência de uma empresa pela primeira vez um funcionário pediu demissão porque não aceitava ter mulher como chefe. Será que ele faria isso hoje em dia? Agora, se você é do tipo machista, desses que não aceitam serem comandados por mulheres, sugiro que comece a rever seus conceitos”, conclui.

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Liderança: cadê os novos Ciccillos?

slaca

IX SLACA – SIMPÓSIO LATINO AMERICANO DE CIÊNCIA DE ALIMENTOS

Centro de Convenções da UNICAMP, Campinas
05 a 08 de novembro de 2011

Alfredo Behrens

Recentemente passei por uma estátua do Ciccillo Matarazzo na Barra Funda. A placa indicava que ela estaria lá temporariamente até que fosse transferida ao parque das indústrias. Em breve nem indústria teremos, quanto mais um parque para elas. O mundo está mudando muito e muito rapidamente, mas a novidade não figura ainda entre os grandes temas nacionais. As lideranças de hoje se formaram numa tendência que levou a um mundo em que 1 bilhão de pessoas detêm em torno de 80% da renda. Segundo o antigo presidente do Banco Mundial, as outras 5 bilhões de pessoas ficam com apenas 20% da renda. Nesse mundo, a grande maioria das transações se deu no Atlântico Norte e os portos próximos dessa região têm grandes vantagens comparativas.

Mas, nos próximos 40 anos, o centro gravitacional do mundo econômico se mudará para um eixo determinado pela Índia e a China, que juntas serão responsáveis pela metade do PIB mundial. Uma situação semelhante foi vista pela última vez no início de século 19 e, antes disso, no século 15. Durante a maior parte do último século esses países não somavam nem 5% do PIB mundial.

O mundo será tão diferente que nos custa apreciar a magnitude da mudança em formação. Por isso, vale lembrar que quando finalmente Vasco da Gama chegou a Calicut, na Índia, os melhores produtos que ofereceu aos indianos não despertaram maior interesse entre eles. A Ásia de então era mais avançada e achava os produtos europeus rudimentares. Porém, em 2050, o mundo terá 9 bilhões de pessoas, serão 3 bilhões adicionais e deles, apenas 100 milhões nascerão nos países hoje considerados ricos. A desproporção do número de pessoas por nascer, por si só já indicaria porque o crescimento dos mercados seria maior na Ásia e na África. Hoje, a Europa se preocupa com a invasão de africanos. Amanhã será a Ásia a se preocupar com isso, a menos que os africanos se aproveitem da sua maior proximidade com a Ásia para concorrer com os nossos produtos.

É claro que estes movimentos deveriam estar incomodando hoje aos brasileiros, banhados, como estamos, apenas pelo Atlântico. Este movimento de dimensões tectônicas terá importantes consequências para nós. Pense senão no encolhimento dos portos de Veneza e Gênova a partir do descobrimento da rota de Vasco da Gama ao oriente. Esse encolhimento não se deu de uma hora para outra, mas em menos de um século Veneza e Gênova deixaram de serem portos de referência para se converterem apenas em cidades, bonitas, cheias de historia, mas sem um grande futuro pela frente.

Aqui estamos preocupados em sentarmos entre os grandes de hoje nas Nações Unidas. Penso que deveríamos estar procurando acordos para assegurar ao Brasil uma saída terrestre ao Pacífico. Claro que há o Canal do Panamá e o Estreito de Magalhães, mas eles nunca serviram de muito ao Chile ou ao Peru, serviram? Por que não levantamos a questão da saída ao mar do Mercosul via a Bolívia? Pelo menos serviria a Bolívia que seria um peso menos para o Brasil. Por que não estamos já mais presentes na costa Leste da África, onde poderíamos produzir bem com os moçambicanos, e estarmos mais perto da Índia e da China? Deveríamos estar mais presentes em Macau ou Timor Leste, onde teríamos mão de obra já treinada em português para pelo menos responder aos telefones de São Paulo, onde já nem inglês queremos ensinar aos jovens. Cadê os Ciccillos de hoje? Ficaram tão pequenos que não dá para serem ouvidos?

Alfredo Behrens é professor de liderança em gestão intercultural dos MBAs da FIA – Fundação Instituto de Administração.

Abrindo seu próprio negócio: sonho ou pesadelo?

Robison Chan Tong

Todos empreendedores, geralmente, têm uma coisa em comum: são pessoas que em determinado momento da vida não se conformam com a situação em que vivem e, literalmente, arregaçam as mangas e iniciam um pequeno negócio. No geral, esses empreendedores são completamente leigos no vasto mundo burocrático para abrir um negócio e, principalmente, desconhecem as mais rudimentares regras de tributação e cálculos de custos.

Vale ressaltar que, estatisticamente no Brasil, uma micro ou pequena empresa, sem as devidas orientações e acompanhamentos por profissionais contábeis, falecem – isso mesmo, literalmente morrem – por volta de dois anos e meio depois de terem sido abertas. Pois bem, a fim de auxiliar esse grupo que considero seleto e muito corajoso, aí vão algumas dicas simples para os primeiros passos da tão sonhada independência.

· Saber fazer. O empreendedor deve realmente saber o que está fazendo. Imagine um técnico contábil, como eu, se aventurando a abrir uma pizzaria se não tiver pleno conhecimento de como fazê-las;

· Planejamento. Deve-se sempre planejar o empreendimento, desde quanto vai investir de capital até a determinação do ponto comercial, disposição dos bens ativos, atendimento e, principalmente, simular o fluxo de caixa;

· Custo. Se não imagina quanto custará o desembolso na atividade, nem comece. Pesquise antes sobre tudo o que for possível, principalmente as matérias-primas e mercadorias a serem revendidas;

· Carga tributária. Esse item é o mais crítico. Hoje no Brasil, para os empreendedores, de acordo com o faturamento anual, pode-se ser enquadrado como Simples Nacional, que possui a tributação mais barata; Lucro Presumido, onde se a empresa tiver um lucro inferior a 8% não compensa; e o Lucro Real, que é para as empresas de grande fôlego e que possuem despesas elevadas;

· Estudo do mercado potencial. Pesquisar o mercado é coisa simples e de fundamental importância para o sucesso do negócio. Na internet podem-se efetuar verificações por segmentos e os sindicatos de classe também são bons auxílios;

· Consumidor e sua classe social. Atingir o consumidor é sempre o desafio, e por isso é preciso conhecer o público-alvo. Sabendo quem tem potencial para ser seu cliente, o empreendedor aumenta sua chance de vendas;

· Acompanhamento contábil. Um bom profissional contábil é essencial. O papel do contador está explícito no dinamismo da nossa legislação e sua correta aplicação aos fatos contábeis. O assessoramento é contínuo, sem contar que atualmente a orientação contábil para uma boa gestão está cada vez mais imprescindível.

Finalmente, pergunte-se se realmente é isso que deseja fazer. Abrir um negócio pode ser o grande salto na sua vida, mas nunca para um precipício. Logo, reveja seu planejamento, pesquise bastante, converse com um conhecido que também partiu na mesma viagem: a experiência ainda é um grande exemplo para todos.

Robison Chan Tong é gerente do setor fiscal da Prolink Contábil, (www.grupoprolink.com.br).

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Livro :: Aprendendo QUALIDADE de uma forma SISTÊMICA

APRENDENDO QUALIDADE DE UMA FORMA SISTÊMICA
Autor: OCEANO ZACHARIAS
Editora: QUALITY® CONSULTORIA
Assunto: GESTÃO DA QUALIDADE : ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS : QUALIDADE :
ISBN: 978-85-901852-8-4
N° de páginas: 248 PÁGINAS
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SISTEMAS DE GESTÃO DA INFORMAÇÃO

capa livroFormato: Livro

Autor: MAURICIO FERRAZ DE PAIVA

Editora: TARGET EDITORA

Assunto: INFORMÁTICA – METODOLOGIA DE ANÁLISE DE SISTEMAS

Neste livro, o autor apresenta as práticas recomendadas para o armazenamento eletrônico de informações em negócios, ou de outra natureza, sob a forma de imagem. Na obra, detalha-se a implementação e a operação de sistemas de gestão da informação que armazenam informações eletronicamente e nos quais as questões de fidedignidade, confiabilidade, autenticidade e integridade são importantes. O ciclo de vida de um documento eletrônico armazenado é coberto desde a captura inicial até a eventual destruição. Suas diretrizes podem ser utilizadas com qualquer sistema de gestão da informação, incluindo processamento de imagem de documento tradicional, fluxo de trabalho e tecnologias e com o uso de qualquer tipo de mídia de armazenamento eletrônico e tecnologias regraváveis.

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Os perigos dos raios para as empresas, animais e pessoas

raioUm raio pode produzir uma carga de energia cujos parâmetros chegam a atingir valores de 125 milhões de volts, 200 mil ampères e 25 mil graus Celsius. Imagine o estrago que isso pode fazer. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) concluiu o levantamento sobre o número de vítimas fatais atingidas por raios no Brasil no ano de 2010. Ao todo foram registradas 89 mortes, número inferior à média registrada entre os anos de 2000 e 2009, que foi de 132 vítimas por ano.

O estado de São Paulo lidera o ranking com 12 mortes, seguido pelo Pará com 8, e Minas Gerais e Tocantins com 7. Em alguns estados houve o registro de apenas uma morte, como é o caso de Rio de Janeiro e Paraná. Em 2011, dados preliminares apontam que até o momento foram registrados 28 casos de vítimas fatais em todo o país. Quanto a 2010, o número de homens que morreram é muito superior ao de mulheres, atingindo 82% do total. Quase metade das vítimas é da faixa etária entre 20 e 39 anos. O aumento durante a primavera também foi notável – em 2010, morreram mais pessoas nesta estação (40%) do que no verão (36%). Na primavera a incidência de raios também aumenta, mas em geral a maioria dos casos fatais acontece no verão, época do ano em que mais caem raios no país. Na análise da década (2000-2009), 45% das pessoas morreram durante o verão enquanto 32%, na primavera.

“Em parte este resultado reflete o fato de que as pessoas se preocupam menos com os perigos quando chega esta época do ano (primavera) e se tornam mais conscientes dos cuidados que devem ter com a proximidade do verão, quando então aumentam as tempestades e as notícias sobre mortes e danos causados por raios”, comenta Osmar Pinto Junior, técnico do INPE. As circunstâncias e regiões em que as pessoas morreram também foram analisadas ao longo da última década. Quase 61% das pessoas foram atingidas na zona rural e 29% das pessoas que morreram no Brasil estavam no Sudeste, região em que a maioria (17%) morreu por estar praticando atividades ligadas à agropecuária. A segunda principal causa foi estar próximo a algum meio de transporte (e não dentro) durante uma tempestade, com 14% do total.

O levantamento evidencia que as circunstâncias em que ocorrem mortes por raios apresentam variações significativas em diferentes regiões do Brasil. “É possível perceber que características de determinadas regiões influenciam os percentuais de mortes por raios. Por exemplo, a atividade agropecuária atinge o maior percentual no Sul, que é a região mais tradicional do país nesta área. Já as regiões Norte e Nordeste apresentam os percentuais mais altos para a circunstância dentro de casa, o que provavelmente indica que muitas casas nesta região são de chão batido, o que as torna muito menos seguras”, diz Osmar.

Também se constatou 20% de mortes devido à circunstância telefone (se refere a telefone com fio ou celular conectado no carregador) no Centro-Oeste – fator quase nulo em outras regiões -, e o maior percentual de mortes no Norte em campos de futebol, quando comparado a outras regiões. Todas as informações e dados, coletados desde o ano 2000 até 2011, têm como fonte o INPE, o Departamento de Informações e Análise Epidemiológica (CGIAE) do Ministério da Saúde, a Defesa Civil, veículos de imprensa e também dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Brasil é um dos poucos países que dispõe de um mapeamento detalhado das circunstâncias das mortes por descargas elétricas atmosféricas, o que pode contribuir significativamente para aperfeiçoar as regras nacionais de proteção contra o fenômeno.

Na verdade, a melhor proteção contra raios é oferecida pela para-raios, aparelho relativamente simples desenvolvido por Benjamin Franklin em 1752. Consta de três elementos principais – um mastro com captador, um aterramento e um cabo de ligação preso a isoladores. Não obstante a simplicidade, os parâmetros obedecem a especificações técnicas que obrigam a contratação de pessoal ou firma com qualificações adequadas para a instalação do para-raios. A zona de atuação do para-raios faz um ângulo de 55º com a ponta do captor formando um cone de segurança. O único tipo de para-raios permitido é o Franklin, já que o radioativo está proibido desde 1989.

Durante a formação de uma tempestade, verifica-se que ocorre uma separação de cargas elétricas, ficando as nuvens mais baixas eletrizadas negativamente, enquanto as nuvens mais altas se eletrizam positivamente. Várias experiências realizadas por pilotos de avião voando perigosamente através de tempestades, comprovaram a existência desta separação de cargas. Pode-se concluir que existe, portanto, um campo elétrico entre as nuvens mais baixas e mais altas. A nuvem mais baixa, carregada negativamente, induz na superfície terrestre uma carga positiva , criando um campo elétrico entre elas.

À medida que vão se avolumando as cargas elétricas nas nuvens, a intensidade destes campos vão aumentando, acabando por ultrapassar o valor da rigidez dielétrica do ar. Quando isso acontece, o ar torna-se condutor e uma enorme centelha elétrica (relâmpago) salta de uma nuvem para outra ou de uma nuvem para a Terra. Essa descarga elétrica aquece o ar, provocando uma expansão que se propaga em forma de uma onda sonora que chega diretamente da descarga, como também pelas ondas refletidas em montanhas, prédios, etc.

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Qualidade pública: sobre a contratação de obras para a Copa de 2014

A realização da Copa do Mundo no Brasil é aguardada com muitas expectativas pelo povo brasileiro. Expectativas essas que não se limitam às disputas esportivas, mas se ampliam para a possibilidade de um grande legado econômico e social para a sociedade. Por essa razão, as organizações profissionais e empresariais da engenharia e da arquitetura brasileira estão empenhadas em colaborar na superação de todas as dificuldades para a realização da Copa em nosso país.

Preocupa-nos, no entanto, a proposta do governo federal de instituir o Regime Diferenciado de Contratação para obras da Copa das Confederações, Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas, apresentado recentemente na forma de Projeto de Lei de Conversão de Medida Provisória..

A proposta tem a aparente finalidade de simplificar os procedimentos de escolha das empresas para a execução de obras necessárias à realização dos referidos eventos, e, dessa forma, introduz normas que contrariam a Lei Federal nº 8.666/93; permite a licitação de obras com anteprojetos de engenharia ou com projetos contendo especificações vagas e imprecisas; permite o pregão eletrônico na contratação de obras de engenharia; cria a chamada contratação integrada e prevê a inversão nas fases licitatórias, dentre outras mudanças.

O Regime Diferenciado de Contratação, se aprovado, incentivará a realização de licitações sem a perfeita definição dos seus objetos, ou seja, sem a utilização de projetos completos de engenharia. Essa situação é amplamente conhecida pelo controle externo como a principal causa do insucesso das obras públicas e, na realidade, apenas posterga a fase de planejamento para que seja feita, concomitantemente, à fase de execução.

É oportuno também esclarecer:

• Sobre a inversão das fases licitatórias: a ordem de apresentação das propostas e do seu julgamento antes da verificação das condições de habilitação oferece sérios riscos de contratação de empresa sem aptidões necessárias à execução do objeto.

• Sobre a modalidade pregão: não é adequada à contratação de obras e serviços de engenharia, uma vez que não se trata de serviços comuns. A contratação de serviços intelectuais e obras necessita de mais acompanhamento técnico para análise das propostas técnicas e métodos construtivos em função da complexidade da execução. A suposta rapidez na contratação ensejará mais lentidão quando da aferição da capacidade técnica do licitante vencedor e mais gastos com a fiscalização do serviço a ser prestado.

• Sobre a contratação integrada: permite que uma mesma empresa seja contratada para elaborar os projetos básico e executivo e para construir a obra; elimina a possibilidade de um desenvolvimento seguro do objeto contratado pela Administração, ao dispensar instrumentos fiscalizatórios e disciplinadores para o acompanhamento da execução da obra.. Entendemos, portanto, que as licitações devem ser instauradas já com a existência de Projeto Executivo.

Alertamos que a celeridade na realização de obras de engenharia se consegue com planejamento adequado e projetos bem elaborados, antes da licitação, conforme preconizado na Lei Federal nº 8.666/93 que, ao nosso ver, tem plenas condições de utilização para a contratação de qualquer obra pública, inclusive as necessárias à Copa do Mundo ou aos Jogos Olímpicos. O que não se pode aceitar é que, por simples falta de planejamento, permita-se exaurir os prazos hábeis e se realizar contratações de última hora, a qualquer preço.

Por fim, em que pese a boa intenção de agilizar as contratações, é inegável que as mudanças propostas contêm dispositivos que podem favorecer desvios e mau uso do dinheiro público, bem como proporcionar questionamentos jurídicos capazes de criar ainda mais obstáculos à efetivação dos procedimentos. Neste sentido, manifestamo-nos contrários às mudanças propostas e sugerimos aos Poderes Executivo e Legislativo uma ampla discussão sobre o tema, com a participação dos segmentos técnicos e da sociedade civil para garantir transparência e controle social sobre os investimentos públicos.

Eng. civil Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

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