Roubo de cargas: Brasil lidera índice na América Latina

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roubo-de-cargasCarlos Guimar Fonseca Junior

A sensação de insegurança vivenciada pela população brasileira é o maior indicador de que a crise da Segurança Pública é superior ao que tomamos conhecimento por meio de indicadores apresentados pelas autoridades constituídas através de notícias veiculadas nos diversos canais de comunicação em chamadas e manchetes que destacam a violência.

Na última década, o fator Segurança Pública passou a ser considerado o principal desafio dos governantes em todo o país. Embora o caos esteja instalado, a modalidade de crime de roubo de cargas chama a atenção e ganha destaque negativo.

A degradação da força do estado de direito em segurança e a crise econômica, somada a uma população carente desassistida, formam o ambiente propício para a prática desta modalidade de crime. A polícia possui especialização para atuar no tráfico de drogas, roubos a bancos, sequestros e outras modalidades, mas não está preparada para o combate específico ao roubo de cargas. Neste caso, soma a falta de coesão na especialização e o desinvestimento em função da crise financeira.

A interceptação de veículos de carga que transportam mercadorias diversas, envolvendo inclusive o sequestro de motoristas sob grave ameaça, tornou-se uma prática comum e, cada vez mais, especializada. Empresas, embarcadoras ou transportadoras buscam proteção, contudo, é evidente o aumento da vontade e da capacidade de organizações criminosas em cometer este tipo de delito, aprendendo inclusive a utilizar tecnologias inovadoras para burlar as tecnologias adotadas com o propósito da proteção, como é o caso do uso de dispositivos como o jammer, que corta o sinal dos rastreadores de veículos.

Adicionalmente, esses criminosos contam com facilitadores, como o conhecimento de rotas alternativas, pouco visitadas pela polícia, e o apoio de uma boa parte da população que percebe esta prática como benefício, pois consegue acesso a bens e produtos de qualidade, seja por doação realizada pelos criminosos – efeito Robin Hood de conquista – ou por ter a oportunidade de adquirir produtos por preços muito menores do que os praticados no mercado.

O resultado mais evidente é ter o Brasil como líder na taxa de roubo de cargas, sendo a mais alta da América Latina e constar entre as mais altas do mundo, segundo a BSI Supply Chain Services and Solutions. No estado do Rio de Janeiro, por exemplo, os roubos aumentaram mais de 150% nos três últimos anos, causando prejuízos financeiros astronômicos para as empresas e também para o estado, cuja perda ocorre por diminuição na arrecadação de impostos.

Engana-se quem pensa que este cenário se aplica apenas a grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo. Esse fenômeno atinge igualmente todas as regiões do nosso país. E a insuficiência da autoridade pública não sinaliza melhorias. Com isso, o aumento de custos operacionais e com as seguradoras, assim como a preservação da imagem e do market share estão impulsionando as empresas a aprimorarem suas barreiras de segurança.

Utilização de veículos blindados, rastreamento via satélite com inteligência antijammer, rotas seguras, planos robustos de gerenciamento dos riscos, dentre outras medidas, apontam como a melhor forma de promover a redução de perdas. Para que o uso combinado destas práticas produza efeitos reais é necessário e fundamental contar com apoio técnico especializado que integre os sistemas e opere com eficiência.

Dificultar a ação de bandidos, tonando-se um alvo menos fácil, já não é suficiente. É necessário desestimular a ação criminosa e tornar a atividade menos atrativa. Empresas que ainda não trilham estes caminhos devem repensar com urgência suas práticas de segurança e proteção aos riscos a que estão expostas.

Investir na proteção e na segurança ainda é mais seguro e econômico do que repassar os custos das perdas para o cliente ou negociar o compartilhamento deste custo social com empresas seguradoras, que já atuam de forma mais criteriosa, inclusive indicando a contratação de empresas especializadas em gestão de riscos, ou mesmo, não aceitando realizar a cobertura das cargas.

E vale ressaltar que as grandes empresas não são as únicas que sofrem com este cenário. Há casos de roubos de menor valor, conhecidos como crimes de oportunidade, que causam prejuízos incalculáveis para pequenas e médias empresas que tem suas cargas roubadas aleatoriamente.

A máxima “prevenir é melhor do que remediar” precisa ser aplicada. É prudente que as empresas contratem serviços especializados que as tornem menos suscetíveis a roubos e à violência, em vez de esperar o registro de grandes prejuízos para dar atenção a esta situação. Afinal, além da perda financeira, há vidas envolvidas nestas atividades e é impossível repor este tipo de perda.

Carlos Guimar Fonseca Junior é gerente de segurança da ICTS.

 

Aprendendo a criar peixes redondos com a norma técnica

aquiculturaA aquicultura é o cultivo de organismos cujo ciclo de vida em condições naturais se dá total ou parcialmente em meio aquático. Assim como o homem aprendeu a criar aves, suínos e bovinos, bem como a plantar milho e trigo, também aprendeu a cultivar pescado. Dessa forma, assegurou produtos para o consumo com mais controle e regularidade.

A aquicultura é praticada pelo ser humano há milhares de anos. Existem registros de que os chineses já tinham conhecimentos sobre essas técnicas há muitos séculos e de que os egípcios criavam a tilápia há cerca de 4.000 anos.

A aquicultura pode ser tanto continental (água doce) como marinha (água salgada), esta chamada de maricultura. A atividade abrange as seguintes especialidades: piscicultura (criação de peixes, em água doce e marinha); malacocultura (produção de moluscos, como ostras, mexilhões, caramujos e vieiras, sendo que a criação de ostras é conhecida por ostreicultura e a criação de mexilhões, por mitilicultura); carcinicultura (criação de camarão em viveiros); algicultura (cultivo de macro ou microalgas); ranicultura (criação de rãs); e a criação de jacarés.

Essa atividade é diferente da pesca, que se baseia na retirada de recursos pesqueiros do ambiente natural. Já a aquicultura é baseada no cultivo de organismos aquáticos geralmente em um espaço confinado e controlado. A grande diferença entre as duas atividades é que a primeira, por ser extrativista, não atende as premissas de um mercado competitivo.

Já a aquicultura possibilita produtos mais homogêneos, rastreabilidade durante toda a cadeia e outras vantagens que contribuem para a segurança alimentar, no sentido de gerar alimento de qualidade, com planejamento e regularidade. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a aquicultura é a mais rápida das atividades agropecuárias em termos de resultados produtivos e uma das poucas capazes de responder com folga ao crescimento populacional, o que pode contribuir para o combate à fome em todo o mundo.

A NBR16375 de 05/2015 – Aquicultura – Criação de peixes redondos – Requisitos básicos especifica os processos básicos para a criação dos peixes redondos, tambaqui (Colossoma macropomum), pacu (Piaractus mesopotamicus), pirapitinga (Piaractus brachypomus) e seus híbridos, em tanques-rede, viveiros escavados e barragens, desde a implantação do empreendimento aquícola até a despesca, para a produção de pescado seguro, viável e com qualidade. É aplicável a todos os empreendimentos aquícolas, incluindo propriedades individuais e grupos de produtores, independentemente do tamanho ou complexidade.

A oferta contínua de pescado seguro e de qualidade, a preços competitivos com as expectativas de cada nicho de mercado e em relação a outras carnes, é uma necessidade e anseio atual no mercado de alimentos. A aquicultura reveste-se da maior importância, não só porque contribui para a satisfação das necessidades nutricionais, ao oferecer ao mercado consumidor alimentos com elevado valor nutritivo, mas também porque ajuda a criar empregos e gera recursos financeiros.

Nos cenários nacional e internacional, a produção e o comércio de pescado oriundo da aquicultura têm aumentado, e a crescente conscientização dos consumidores tem levado à maior profissionalização do setor. A fim de fornecer ferramentas e aumentar os seus benefícios para a sociedade, a Food and Agriculture  Organization (FAO) elaborou documentos, como o Código de Conduta para a Pesca Responsável e as Diretrizes Técnicas para a Certificação da Aquicultura.

No Brasil, esta norma de requisitos básicos para a criação de peixes redondos começou a ser elaborada no ano de 2011, com um projeto de pesquisa sobre instrumentos que poderiam auxiliar no aumento da competitividade e, melhorias de resultados do setor e aumento do grau de confiança dos peixes redondos frente ao consumidor. Os seus requisitos têm por finalidade apresentar aos empreendedores aquícolas como gerir o seu processo produtivo (de engorda) de maneira eficiente e viável, sendo, portanto, aplicáveis aos diferentes sistemas de produção e condições climáticas.

A partir de uma parceria firmada entre o Sebrae Nacional, ABNT, MPA e Inmetro, foram realizadas diversas visitas técnicas a produtores nos principais polos produtivos do país durante o ano de 2012, com o objetivo de conhecer a realidade do setor. Além disso, foram realizadas oficinas técnicas com aquicultores e demais partes interessadas, nas quais a ABNT abordou os conceitos de “Normalização” e “Normas Técnicas”, bem como aplicou uma metodologia para verificar, junto ao público presente, quais problemas o setor enfrentava e quais poderiam ser resolvidos por uma norma técnica.

Ao fim das oficinas, foram identificadas as seguintes demandas: boas práticas higiênico sanitárias e de manejo, aspectos de segurança, qualidade do produto final, bem-estar animal, insumos (alimentação, alevinos e sementes etc.), controle e monitoramento ambiental, rastreabilidade, qualidade da água e critérios de sustentabilidade.

A identificação das demandas resultou na instalação da Comissão de Estudos Especial da Aquicultura (ABNT/CEE-192), na ABNT no Rio de Janeiro, com a participação de representantes de associações de produtores, fundações de extensão ao setor, representantes do governo, universidades. A ABNT/CEE-192 decidiu por consenso que a primeira norma a ser elaborada deveria tratar dos requisitos básicos a serem adotados na criação dos peixes redondos, com o objetivo de orientar os empreendedores de aquicultura a adotarem práticas que garantam a sua própria viabilidade econômica, proteção ambiental e segurança do alimento.

A Comissão de Estudo se organizou, inicialmente, em quatro grupos de trabalho, para elaborar os projetos de normas de tilápia, tambaqui, moluscos bivalves e camarão. Cada grupo de trabalho teve um responsável por obter contribuições e sugestões aos projetos de normas, junto às diversas partes interessadas, como produtores, pesquisadores, agências de extensão e governo. Além das reuniões presenciais, os grupos de trabalho efetuaram web conferences para discutir as contribuições recebidas e efetuar as melhorias aos Projetos de Normas. Estas normas, como parte do processo de normalização, serão revisadas sempre que houver a necessidade de ajustá-las ao avanço da tecnologia.

O empreendimento aquícola deve estar legalizado junto ao orgão governamental competente. Relativamente aos sistemas de abastecimento e drenagem em sistemas de criação terrestres, quando aplicável, o empreendimento aquícola deve levar em consideração os seguintes critérios: captar de água de locais não poluídos e sem restrições ambientais, de acordo com a legislação vigente; construir estruturas de abastecimento e drenagem independentes e que evitem processos erosivos; verificar a possibilidade de estabelecer o reuso da água, adotando sistema fechado ou semifechado, quando couber, a fim de evitar de desperdícios.

Deve-se assegurar o cumprimento das normas pertinentes à atividade e dos procedimentos de licenciamento, autorizações e registros, durante o planejamento ou adequação do projeto. Os representantes legais do empreendimento aquícola devem demonstrar capacidade de assegurar o cumprimento da legislação em vigor.

O empreendimento aquícola deve estabelecer e implementar procedimento-padrão operacional de higiene pessoal que seja apropriado à prevenção da contaminação dos organismos aquáticos criados, que contemplem no mínimo: elaboração de especificações sobre a frequência e métodos adequados para a higienização e desinfecção pessoal dos trabalhadores e visitantes; utilização de equipamentos e vestimentas adequados pelos trabalhadores e visitantes, para cada parte da produção; orientações sobre a necessidade de consultas médicas, quando sintomas de doenças relevantes para o trabalho forem observados, e proibição do manejo dos peixes por pessoas infectadas ou portadoras de zoonoses, após comprovação médica.

O empreendimento aquícola deve garantir que o armazenamento dos alimentos seja feito respeitando-se alguns princípios básicos, como: utilizar local seco, protegido da incidência solar direta, e exclusivo para esta finalidade, sendo recomendada a separação de outros materiais e substâncias, bem como ausência de animais neste local; manter o local livre da presença de pragas, sendo recomendada a implantação de um sistema eficaz de controle de pragas; utilizar estrados apropriados para apoiar as embalagens de alimentos e estes estrados devem atender aos critérios de distanciamento adequado da parede e do solo, de forma a manter a qualidade do produto; identificar e separar adequadamente os alimentos medicamentosos em relação aos não medicamentosos; implementar o sistema “primeiro que vence, primeiro que sai” e a inspeção periódica para a verificação de data de validade e integridade das embalagens.

O procedimento de higienização deve conter no mínimo: detalhamento das fases e dos produtos a serem utilizados, em cada fase: remoção de resíduos sólidos etc. seguida de pré-lavagem; limpeza e lavagem; desinfecção; enxágue; monitoramento e registro de cada etapa do processo de higienização das instalações, dutos e tanques, bem como a frequência dos procedimentos de limpeza; descrição e orientações para uso dos equipamentos de proteção individual pelos trabalhadores que atuem na higienização das instalações, como roupas de proteção, máscaras, luvas, óculos etc.; descrição sobre o destino dos resíduos orgânicos removidos dos viveiros, de acordo com a legislação vigente.

De forma a possibilitar ao empreendedor a verificação da qualidade da ração fornecida, evitando prejuízos econômicos e ambientais, recomenda-se que o empreendimento aquícola: solicite a declaração ao fornecedor de alimentação animal, contendo os seguintes parâmetros: ingredientes; uniformidade; flutuabilidade; tempo de resistência; percentual de finos; ensaios de qualidade da ração (microbiológicos, bromatológicos, vitamina C, digestibilidade, aflatoxinas); realize as análises para avaliação da qualidade da alimentação, no recebimento de acordo com o descrito no Anexo C, e registre as informações relacionadas.

O empreendimento aquícola deve estabelecer medidas para controle e monitoramento da qualidade da água, de acordo com a legislação vigente e que incluam, no mínimo: definição de uma rotina de análise periódica das variáveis de qualidade da água no empreendimento, como transparência, dureza, alcalinidade, nível de oxigênio, temperatura, pH, gás carbônico e amônia (ver Anexo D).

Os registros das análises devem estar disponíveis para consulta. Igualmente o uso de equipamentos em perfeito funcionamento e calibrados rotineiramente, conforme recomendação do fabricante. Os kits de análise de água devem estar dentro do prazo de validade recomendado pelo fabricante.

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Registros, periodicidade e tempo de manutenção

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Parâmetros a serem verificados e registrados no recebimento das formas jovens

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Análises para avaliação da qualidade da alimentação, no recebimento

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Controle e monitoramento da qualidade da água em viveiro escavado

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Enfim, por definição a aquicultura é considerada uma atividade multidisciplinar, referente ao cultivo de diversos organismos aquáticos, incluídos neste contexto plantas aquáticas, moluscos, crustáceos e peixes, sendo que a intervenção ou manejo do processo de criação é imprescindível para o aumento da produção. Talvez a mais importante diferença em relação ao conceito da pesca, é que este último arremete a ideia de exploração de recursos naturais de propriedade pública ou descaracterizada de proprietário.

Existem duas possibilidades para a exploração desta fonte de recurso: a produção em território continental ou a produção marítima. Para a realidade brasileira, 69,7% da produção é proveniente da primeira forma de produção, com projeções que apontam para uma tendência ao crescimento. Sua preferência é decorrente da disponibilidade de grandes extensões de terra passiveis de serem destinadas ao cultivo; a abundância de água doce e limpa; e a boa adaptabilidade das espécies destinadas à criação.

Em busca da Causa Raiz

Não existem fenômenos sobrenaturais. As causas estão lá, esperando para ser descoberta. Veja como.

Claudemir Oribe

Segundo os princípios mais básicos da gestão da qualidade, resolver um problema significa eliminar ou minimizar a causa raiz (1). Para as pessoas pouco treinadas, isso envolve escolher um alvo e agir para apenas depois descobrir se o alvo estava ou não correto. Isso não passa de tentativa e erro. No MASP, a sequência é inversa: primeiro ter certeza das causas para depois “acertar na mosca”. Uma análise de causa-raiz tem, basicamente, três grandes etapas: modelagem dos componentes do problema, definição dos alvos mais prováveis e a confirmação dessas possíveis causas (2).

A modelagem dos componentes do problema é a construção de um modelo hipotético, que represente relação de causa e efeito entre o problema e todas as possibilidades de causas que se possa identificar. Devem ser usadas várias fontes de informação: evidências colhidas no local, experiência e insights dos membros da equipe de melhoria, informações de fornecedores e de outras empresas, opiniões dos operadores dos processos e de especialistas, literatura técnica e pesquisas na internet. O modelo pode ser construído num diagrama de árvore ou diagrama de causa-e-efeito (Ishikawa) apenas com as hipóteses prováveis, descartando aquelas com baixa probabilidade de provocar o problema (3). Esse mapeamento serve para reunir informações fragmentadas, organizar o pensamento e facilitar a compreensão do fenômeno, e deve ser atualizado a medida em que o projeto evolui.

A segunda grande etapa se refere à escolha das causas hipotéticas mais prováveis confirmação como causas reais do problema. Cada causa hipotética possui uma conjectura plausível, que explica por que ela causaria o problema, e que deve ser analisada em termos de probabilidade de ocorrência e intensidade (4) de causar o problema. As que atenderem ambos os critérios são as mais prioritárias. Essa decisão pode encurtar o tempo total para resolução do problema e sofrer as influências das crenças e preconceitos dos membros da equipe. Por isso é fundamental render-se às evidências reais ao invés de simples opiniões. Isso se chama objetivação.

Finalmente, a terceira e mais importante etapa se refere à confirmação das causas hipotéticas. Uma confirmação acontece quando ficar comprovado que ela efetivamente causa o problema (5). A primeira evidência disso é quando a tal causa se comporta de forma similar ao problema. Isso muito provavelmente não é uma coincidência, mas uma relação causal. A confirmação deve ser feita unicamente por dados colhidos de três formas: dados históricos, dados atuais e dados colhidos por meio de experimentos.

O ideal é fazer pelo menos duas confirmações em subetapas separadas. A primeira é a com dados históricos ou atuais do processo em funcionamento normal e sem qualquer intervenção. No entanto, coincidências acontecem e, para evitar enganos e ter certeza, recomenda-se fazer alguns experimentos controlados provocando as causas e verificando se o problema acontece (6).

Se a causa for confirmada então a próxima etapa será elaborar um plano de ação. No entanto, se isso não acontecer, novas buscas de causas reais devem ser empreendidas, seguindo as demais possíveis causas identificadas anteriormente. Se todas as causas hipotéticas não forem confirmadas, então nova observação atenta deve ser realizada para encontrar novas e promissoras possibilidades.

Persistência é essencial para quem resolve problemas. Não existem fenômenos sobrenaturais: as causas estão lá para serem encontradas, e problema algum resiste a uma combinação de determinação, objetividade e um método bem estruturado.

Claudemir Oribe é mestre em administração, consultor e instrutor de MASP, ferramentas da qualidade e gestão de T&D – claudemir@qualypro.com.br

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Referências

ANDERSEN, Bjorn; FAGERHAUG, Tom. Root Cause Analysis: simplified tools and techniches. Milwaukee: ASQ, 2006.

BAUER, John E.; Grace L. DUFFY; Russell T. WESCOTT. Eds. The quality improvement Handbook. 2. ed. Milwaukee: ASQ, 2006.

CAMPOS, Vicente Falconi. TQC: Controle da Qualidade Total (no estilo japonês). 8. ed. Belo Horizonte: INDG, 2004.

DEMING, William Edwards. Qualidade: a revolução da administração. Rio de Janeiro: Marques-Saraiva, 1990.

HOSOTANI, Katsuya. The QC problem solving approach: solving workspace problems the japanese way. Tokio: 3A Corporation, 1992.

IMAI, Masaaki. Gemba Kaizen: estratégias e técnicas do Kaizen no piso de fábrica. São Paulo: IMAN, 1996.

JURAN, Joseph. M. Juran na Liderança pela Qualidade: um guia para executivos. São Paulo: Pioneira, 1990.

JUSE – JAPANESE UNION OF CIENTISTS AND ENGINEERS. How to operate QC Circle activities. Tokyo: QC Circles Headquarters – JUSE, 1985. Primeira edição em japonês impressa em 1971.

KUME, Hitoshi. The QC Story. In: KUME, Hitoshi. Statistical methods for quality improvement. Tokyo: 3A Corporation, 1992. p. 191-206.

MIZUNO, Shigueru. Gerência para a Melhoria da Qualidade: as sete novas ferramentas para o controle da qualidade. São Paulo: LTC, 1993.

ORIBE, Claudemir Y. Diagrama de Árvore: a ferramenta para os tempos atuais. Revista Banas Qualidade, São Paulo: Editora EPSE, ano XIII, n. 142, março 2004, p. 78-82.

ORIBE, Claudemir Y. Quem Resolve Problemas Aprende? A contribuição do método de análise e solução de problemas para a aprendizagem organizacional. Belo Horizonte, 2008. Dissertação (Mestre em Administração). Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

ORIBE, Claudemir Y. Erros Típicos na Aplicação do MASP – parte 2. Revista Banas Qualidade, São Paulo: Editora EPSE, n. 239/47, abril 2012. p. 21.

ORIBE, Claudemir Y. O Desafio da Descoberta da Causa Raiz. Revista Banas Qualidade, São Paulo: Editora EPSE, n. 246/54, dezembro 2012. p. 31.

SHINGO, Shigueo. Kaizen e a Arte do Pensamento Criativo: o mecanismo do pensamento científico. Porto Alegre: Bookman, 2010. Edição japonesa publicada com Idea wo Nigasuna. Tokio: Hakuto-Shobo, 1959.

TAGUE, Nancy R. The Quality Tool Box. 2. ed. Milwaukee: ASQ Quality Press, 2005.

Notas

(1) Embora muito empregada, a denominação causa raiz não é uma denominação unanime, conforme pode ser constatado no Apêndice A.

(2) Hiroshi Kume divide a etapa de Análise do MASP em duas grandes etapas: definir hipóteses e testar as hipóteses. Cada uma delas é subdividida em três outras.

(3) As ferramentas Brainstorming ou 5 Porquês pode ser empregada para a construção dos diagramas sendo que, esta última pode também testar cada relação causal. Para um mapeamento consistente é fundamental que o diagrama seja analisado e revisado criticamente, pelo menos três vezes.

(4) A análise de intensidade pode ser realizada por meio de uma análise de correlação calculando-se o índice de correlação de Pearson. Este índice varia entre -1 e 1 e quanto mais próximo desses extremos, mais o comportamento da causa se assemelha ao problema. A análise de Pareto também é empregada quando os dados têm características de atributos.

(5) Uma causa raiz é apenas a causa principal. Em processos de resolução de problemas, quase sempre existem várias causas que atuam de maneira combinada para provocar um problema. A causa raiz pode ser arbitrada naquela onde uma solução tenha maior grau de viabilidade.

(6) A realização de experimentos só pode ser feita se os custos envolvidos forem razoáveis e não houver riscos de qualquer natureza.

Cinco dicas para que seu negócio cresça em meio à crise econômica

O Target Genius Respostas Diretas é o mais avançado e inovador sistema de perguntas e respostas sobre requisitos de normas técnicas. É, basicamente, um conjunto de perguntas mais comuns sobre determinados assuntos das normas técnicas, acompanhadas das respectivas respostas. Definitivamente, a solução para as dúvidas sobre normas técnicas. Acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/genius/default.aspx e selecione o Comitê Técnico desejado e clique sobre o código ou título para consultar. Ou, se preferir, você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Genius Respostas Diretas” e informando a(s) palavra(s) desejada(s).

Arley Ribeiro

Outro dia estava pensando como é interessante ver o que acontece quando chove: a água cai sobre a cabeça de todo mundo, mas muitos se molham mais que outros. Aliás, alguns estão tão protegidos que não se molham, e outros ainda lucram vendendo capas de chuva.

Assim são as crises econômicas. Elas acontecem invariavelmente, de tempos em tempos. Algumas empresas preveem a chuva, digo, a crise, e se protegem a tempo. Outras são pegas andando na calçada, achando que ia ter sol o dia inteiro. Nem todos podem ir ao encontro de alguns “mercados oásis” que permanecem ativos em meio a todas as crises, mas podem trabalhar dentro de sua área de atuação para amenizar os efeitos de um período de vacas magras. Abaixo, seguem algumas dicas simples praticadas por muitos empresários e executivos que tiveram sucesso na condução de seus negócios em tempos mais difíceis:

1- Seja racional no corte de custos: cortes são inevitáveis uma vez que a empresa está vendendo menos. Mas cortar da maneira correta faz toda a diferença. Vivi dois momentos difíceis em empresas diferentes, que tomaram ações distintas em períodos turbulentos. No primeiro caso, a companhia em que eu trabalhava cortou cerca de 30% do número de funcionários. A operação foi toda comprometida, perdemos muitos clientes e, quando o mercado melhorou, as melhores pessoas estavam exaustas e deixaram a empresa. No outro caso, o CEO chamou todos os funcionários para uma reunião no refeitório, subiu em uma das mesas e falou em alto e bom som: “Pessoal, a situação está difícil, mas todos vocês têm o emprego garantido nos próximos 3 meses. Se as vendas não caírem muito e vocês economizarem o máximo possível, não vamos demitir ninguém” . As vendas caíram 10% no trimestre seguinte, mas a economia em recursos foi de quase 20%. O resultado financeiro foi melhor que no trimestre passado, graças à atuação de todos os funcionários para reduzirem ao máximo as despesas e preservarem seus empregos.

2- Lance produtos novos: nos momentos de crise, o mercado fica com muita oferta e pouca demanda e é natural ocorrer uma queda de vendas dos produtos ofertados. A maioria tenta reduzir os preços para manter as vendas, mas isso raramente funciona, pois as margens caem muito e os custos não se reduzem na mesma proporção. Ao contrário, novidades sempre despertam a atenção, mesmo que tenham uma variação mínima em relação aos outros itens já em linha. Atualmente, trabalho numa empresa que pertence ao segmento da construção civil, um dos setores mais afetados no momento. No início do ano, decidimos lançar alguns produtos que facilitam a instalação de diversos acabamentos dentro das casas: espelhos, rodapés, sancas, cubas, etc. Colocamos os produtos em embalagens de cores bem vivas (turquesa e verde-limão, por exemplo), de forma a chamar a atenção do consumidor. Estes lançamentos simples aumentaram muito nossa participação no mercado, e tiveram um impacto muito positivo nos resultados financeiros.

ibco

Pesquisa: as tendências da consultoria no Brasil

O Instituto Brasileiro de Consultores de Organização IBCO (www.ibco.org.br) está conduzindo a 12ª Edição da Pesquisa sobre Tendências da Consultoria no Brasil. Esta pesquisa visa identificar dados sobre o tamanho do mercado de consultoria, número de empresas deste segmento, perspectivas de remuneração e crescimento.

Esperamos contar com sua ajuda e, se você fornecer opcionalmente seus dados de contato ao final da pesquisa, um sumário executivo será encaminhado ao seu e-mail.

Para participar, acesse o link https://pt.surveymonkey.com/r/IBCO

3- Intensifique seus controles: você sabe quanto sua equipe de vendas gasta em telefonia celular? Qual é o investimento mensal em material de limpeza? E papelaria? Muitas despesas não estão claras nos demonstrativos financeiros, podem estar alocadas incorretamente e um “mergulho” nos detalhes de custeio é fundamental. Despesas com segurança, manutenção predial, água, energia, etc, precisam ser apuradas, e devem ser eleitos “donos” para elas, com metas claras de redução. Lembro-me de um caso em que importávamos um determinado produto, pois considerávamos mais barato do que produzir localmente. Em uma análise de despesas mais profunda, descobrimos que as despesas de frete e aduaneiras que este produto gerava, alocadas em outros centros de custos, o tornavam, na realidade, mais caro que a produção interna. Isso só foi possível graças ao detalhamento de custos até os mínimos detalhes, para que estas despesas “ocultas” aparecessem.

4- Motive continuamente seu pessoal: mesmo que a sua companhia não apresente resultados ruins durante uma crise, seus funcionários ainda assim estarão preocupados. Muitos deles têm familiares que perderam o emprego, e as más notícias econômicas divulgadas pela mídia atingem a todos. Eles podem estar em estado de tensão exagerada, o que leva a queda na performance. A melhor motivação que um líder pode fazer é conversar diretamente com o maior número possível de funcionários. É necessário ser claro sobre a situação da empresa, alertar para o empenho na realização das metas, e também estimular com elogios quando alguma tarefa é bem realizada. Elogiar alguns funcionários não custa nada, e os deixam mais motivados para continuar se empenhando em suas funções.

5- Fique atento às oportunidades: em todo o momento de crise, aparecem oportunidades inesperadas. Seja devido a problemas financeiros enfrentados por um concorrente, ou alguns potenciais clientes que finalmente resolvem analisar sua proposta, é fundamental prestar atenção às mudanças que ocorrem mais intensamente nestes períodos mais difíceis. Manter a ofensiva é a melhor estratégia. Faça com que sua equipe de vendas visite aqueles clientes “difíceis”, que estão “fechados” com a concorrência, para checar se existem possibilidades de fornecimento. Tente manter algum investimento em mídia, participe de fóruns e convenções, algo que chame a atenção do mercado para sua empresa e que não seja extremamente dispendioso. Assim, todos têm a percepção de que sua empresa está bem, tornando-a mais atrativa para captar novos clientes e também para receber ofertas interessantes de fornecedores.

Enfim, toda crise é um momento de muito aprendizado e evoluímos profissionalmente ao buscar saídas para situações difíceis. Ter muita calma e focar nestas cinco “dicas” vão ajudar muito a sua empresa a superar essas turbulências passageiras e apresentar bons resultados mesmo durante um período difícil.

Arley Ribeiro é executivo e engenheiro químico,  com experiência no setor de adesivos de consumo e industrial em países da América do Sul, México, EUA, Europa e Índia.

Comunicação interna e externa: os erros mais comuns cometidos pelas empresas

comunicaçãoUm diagnóstico da comunicação interna e externa na empresa pode garantir um bom retorno financeiro. Garantir uma comunicação interna e externa eficiente, eficaz e adequada é um dos maiores problemas da administração empresarial. Por isso ajuda a saber quais são os erros mais comuns e como resolvê-los.

Um deles é a dependência do e-mail. Escondendo-se atrás do e-mail, as pessoas têm causado há muito tempo litígios desnecessários. Mas em uma cultura que se baseia em formas de comunicação eletrônica, pode parecer revolucionário sugerir recorrer a tais métodos ultrapassados ​​como telefone ou reuniões face a face.

A chave é ajudar os funcionários a perceber que o e-mail é uma ferramenta valiosa e bastante crítico para a forma como as pessoas se comunicam nas empresas e na vida, mas não pode substituir outros métodos de comunicação e deve ser utilizado de forma adequada. É especialmente importante reconhecer que o e-mail, às vezes, não pode ser lido imediatamente, ou seja, não deve ser usado para algo inesperado e urgente.

Assim, deve-se trabalhar com os empregados para identificar os momentos em que impede a comunicação eficaz com o e-mail. Por exemplo, quando uma há uma questão complexa pode resultar em decisão complicadas o e-mail pode ser susceptível de conduzir a mal-entendidos e recriminações inevitáveis.

Quando os gerentes são simplesmente “copiados com e-mails sobre questões controversas”, sem explicação prévia, não acontecem os resultados esperados. Quando os e-mails contêm texto longo, seria mais adequado um documento compartilhado para referência. Saber os porquês da má comunicação vai ajudar os funcionários a reconhecer as melhores práticas e usá-las em seu e-mail no dia a dia.

Outro problema está relacionado com a transparência da informação pessoal. Por exemplo, a honestidade sobre o desempenho do pessoal é essencial na prevenção de rumores que podem levar à baixa moral, a conflitos e, em casos extremos, a perda de emprego. Por isso, é importante que os líderes empresariais realizem sessões regulares de briefing com os empregados para comunicar o desempenho financeiro e outras informações críticas para os negócios. Isso não demonstra confiança nos empregados, como também coloca uma ênfase sobre a importância dos empregados.

O importante é trabalhar com os empregados para incentivar uma maior clareza na comunicação, e isso é essencial para fazer as fofocas internas menos parte integrante da cultura empresarial. Porém, isso não significa que a as fofocas internas irão ser removidas completamente, mas deve-se tentar deixar claro que se deve selecionar palavras com base em como eles são úteis para o público, dizendo o que se quer dizer da melhor forma possível.

Fundamental que a comunicação seja breve, que gera um impacto muito maior do que documentos extensos com apresentações inúteis. Evite incluir informações que obscurecem em vez de ajudar no entendimento.

Brevidade é essencial para uma comunicação eficaz. Os funcionários experimentam pressões internas que geram demandas consideráveis ​​em seu tempo, de modo que os documentos internos sejam o mais simples possível, o que significa que eles vão ser lidos e entendidos. Isso se aplica a todos: deve-se pedir às pessoas tornar as informações fáceis de ler, incluindo os elementos essenciais e evitando uma linguagem que pode ser confusa.

Como o excesso de e-mail, igualmente uma dependência de reuniões pode ser prejudicial para a comunicação. Enquanto as reuniões são um meio inestimável de melhorar a comunicação, elas só são úteis quando bem conduzida.

Por esta razão, é útil ter em mente o seguinte: o que você quer alcançar com a reunião? E isso não significa escrever longas listas de objetivos, pois para se obter resultados deve-se delimitar o seu tempo (no máximo 30 minutos), mantendo-se a agenda.

Fornecer informações adequadas: certifique-se de dar participantes muita antecedência e dizer quando, onde e qual é a agenda. Isso ajuda a todos para preparar os materiais adequados e considerar os pontos a serem discutidos – a garantia de um resultado mais produtivo.

Pode parecer simplista, mas fazer cumprir as boas maneiras podem fazer um mundo de diferença para a maneira que as pessoas se comunicam. Considere que, em sua forma mais extrema, a má educação pode ser interpretada como assédio moral – levando a indisciplinas, queixas e, em alguns casos, a ação legal.

Compreensivelmente, a alteração de um aspecto tão fundamental do comportamento humano pode parecer uma tarefa intransponível. No entanto, alguns medidas relativamente simples, tais como sistemas de incentivos que incidem sobre a importância de tratar os colegas com a mesma cortesia que normalmente é concedido aos clientes, podem ser extremamente úteis na atenuação nos ruídos da comunicação interna.

Outra dificuldades se relaciona com o uso errado da tecnologia, que pode prejudicar gravemente a maneira como as pessoas se comunicam. Muitas vezes, a partir de centros de partilha de documentos e os sites básicos de intranet, a maioria das empresas usam a tecnologia para melhorar a comunicação interna. No entanto o uso da tecnologia pela tecnologia, sem aplicação ou formação adequada, pouco fará para resolver problemas de comunicação.

Por exemplo, os sistemas de RH online podem ser extremamente valiosos para melhorar a comunicação entre RH, gerentes e funcionários. No entanto, sem uma análise cuidadosa dos recursos necessários e de uma implementação em fase dos processos, os sistemas podem em breve se tornar redundante – acarretando um grande custo para a empresa.

Já a comunicação empresarial externa é qualquer informação a empresa distribui ao público, quer sobre o próprio ou os seus produtos e serviços organização. Um plano de comunicação bem pensada não só define o público-alvo, mas também se concentra em como alcançá-la de forma eficaz.

Não adianta contratar uma assessoria externa sem a sua integração ao plano de comunicação externa, já que o objetivo das comunicações externas são promover a empresa e aumentar a sua receita, pois as comunicações externas são uma parte importante de um plano de marketing global.

A comunicação externa é qualquer esforço comunicativo especificamente para pessoas e organizações que operam fora do negócio. Apesar de as comunicações internas são especificamente para empregados e administradores, comunicações externas se concentrar em divulgação de notícias e informações sobre a empresa para os interessados ​​público, clientes e da empresa. Exemplos comuns de comunicações de negócios externos incluem mala direta, registros financeiros, comunicados de imprensa e boletins informativos.

Embora muitas empresas se concentram em vendas como uma medida de sucesso do negócio, a percepção pública é muito importante para a organização. As comunicações externas são uma maneira de moldar e definir a imagem de uma corporação para a comunidade, clientes e potenciais investidores. Comunicações externas, tais como boletins de notícias, histórias de mídia e press releases deixam o público saber sobre o local de trabalho da empresa, esforços filantrópicos e ambientais e outras atividades relacionadas com a imagem, os quais servem para fortalecer os esforços de relações públicas de uma empresa.

Enquanto os métodos de impressão tradicionais de comunicações ainda são comuns, a tecnologia moderna mudou a face das comunicações externas e a internet se tornou um recurso valioso para alcançar novos clientes. As empresas precisam criam sites dinâmicos para que as pessoas saibam sobre os próximos produtos e serviços. As mídias sociais, como Facebook e blogs, são uma maneira fácil de alcançar o alvo e são um meio eficaz em termos de custos de promoção.

No entanto, como essa tecnologia é interativa e compartilhável, há também a possibilidade de se tornar um problema, principalmente com pessoas irresponsáveis que cuidam do processo. A internet responsável é solução, desde que os benefícios superem os riscos, pois a tecnologia é de longo alcance e permite que a empresa possa se comunicar com o público de todo o mundo.

Apesar de as comunicações de negócios externos parecerem como uma forma eficaz de chegar ao público, não é sem desafios. A impressão pública de uma organização pode definir o sucesso ou fracasso da empresa no longo prazo. Uma citação equivocada, ou um boletim mal formulado não só vai arruinar um plano de comunicações externas, mas também tem o potencial de afetar a receita corporativa. Portanto, os responsáveis ​​pela comunicação externa da empresa precisam estar conscientes da imagem da empresa, estando integrados aos programas de qualidade e de gestão da empresa.

Quer fazer um diagnóstico da comunicação interna e externa da sua empresa: ligue (11) 99105-5304 ou envie um e-mail para hayrton@uol.com.br

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Cartilha para ajudar empresários a enfrentar a crise

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – Em 3 x R$ 585,93

Proteção contra Descargas Atmosféricas de acordo com a Nova NBR 5419 de 06/2015 – Em 3 x R$ 600,00

sebraeCom informações para aqueles que precisam superar o momento pelo qual atravessa a economia brasileira, o Sebrae-SP desenvolveu a cartilha “Alavanque sua empresa em tempos de turbulência”. Elaborada por especialistas, traz orientações para ajudar o empreendedor a escolher a melhor estratégia para enfrentar a crise e reduzir custos sem perder qualidade, exemplificando quais pontos devem ser levados em consideração para que o empresário melhore a situação do seu negócio.

“É o momento de aprimorar a capacidade de gerir a empresa, de administrá-la, controlar quanto custa o produto e melhorar o serviço. Quem está no controle precisa ter senso de oportunidade e visão. Afinal, é quem vai apontar o rumo a ser tomado, agindo como verdadeiro empresário e não como dono do negócio apenas”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

De acordo com os especialistas que elaboraram o conteúdo, a falta de dinheiro na empresa pode ser resultado de várias ações equivocadas, como excesso de compras, venda de produtos a preços que não cobrem os gastos e retirada dos sócios acima daquilo que a empresa pode pagar. Essas e outas dúvidas podem ser esclarecidas por meio de uma rotina capaz de diagnosticar as razões. “Existem controles – como de caixa e bancos, contas a pagar, a receber e controle de estoque – que ajudam no acompanhamento da movimentação financeira da empresa”, destaca o diretor.

A cartilha ainda ensina ao empresário o que deve ser considerado na renegociação com fornecedores, dívidas com bancos, compromissos de curto prazo que devem ser priorizados e, também, sobre quando recorrer a empréstimos bancários para retomar os negócios. Nessa hora, por exemplo, é importante mostrar aos credores que sua empresa ainda é viável, demonstrando frieza sem ser intransigente.

Aliada a eficientes planejamento, investimento, análise de oportunidades e do relacionamento com clientes e colaboradores, o material também dá destaque para temas, como fazer com que o cliente compre mais mesmo em tempos de baixa, motivação de funcionários para vender mais e como tirar melhor proveito da comunicação promocional.  “A cartilha vai ajudar o empresário a listar as atividades que deverão ser feitas para superar a crise: quais as ações imediatas, os objetivos a serem alcançados, os benefícios para a empresa, os responsáveis para que eles aconteçam, o prazo da atividade e como analisar os resultados. É preciso agir, a prevenção é sempre o melhor remédio, e se faz com a vacina chamada boa gestão”, enfatiza Caetano.

Nesta cartilha os especialistas levam o empresário a refletir como está a gestão de sua empresa e recomendam algumas soluções que podem tirar o negócio do vermelho, com foco no caixa, custos, vendas, compras e pessoas da sua empresa. A figura abaixo exemplifica quais os pontos de atenção que o empresário deve ter para melhorar a situação de sua empresa.

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O material está disponível no link http://www.sebraesp.com.br/index.php/component/content/article/173-produtos-online/administracao/publicacoes/guias-e-cartilhas/16629-alavanque-sua-empresa-em-tempos-de-turbulencia, sendo necessário se cadastrar para fazer o download.

Alertas do Inmetro sobre lâmpadas LED e kit de pulseiras de elástico

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O Inmetro publicou portaria que disponibiliza em consulta pública a proposta de Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC) para a certificação compulsória de lâmpadas LED, cuja vida útil pode ser até 70 vezes maior do que a das lâmpadas incandescentes, com mais eficiência energética e economia. A consulta pública estará disponível até o dia 4 de novembro no site do Inmetro (www.inmetro.gov.br) e irá contribuir para aprimorar a portaria definitiva que definirá as regras de certificação. A sociedade pode participar enviando sugestões sobre o procedimento de avaliação da conformidade dos produtos, opinando quanto aos requisitos estabelecidos. Vale lembrar que, no início deste mês, o Prêmio Nobel de Física foi concedido aos três cientistas (dois japoneses e um americano) responsáveis pela invenção de nova fonte de luz energeticamente eficiente e ambientalmente correta – o diodo emissor de luz (LED, do inglês light-emitting diode) azul.

Ao propor a regulamentação, o Brasil inova e se insere no cenário global como um dos pioneiros no estabelecimento de regras para essa nova tecnologia de iluminação. Esta ação é fruto de uma articulação entre o Inmetro, os ministérios do Desenvolvimento (MDIC) e de Ciência e Tecnologia (MCTI), a Abilux, os principais fabricantes da indústria nacional e os sindicatos e trabalhadores do setor, atendendo às diretrizes do Plano de Apoio ao Desenvolvimento da Indústria de Iluminação (Padil), do Ministério de Minas e Energia.

Além de segurança, o Inmetro avaliará a eficiência energética das lâmpadas LED, no âmbito do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) e a sua durabilidade. Para definir a comprovação da declaração de vida útil foram previstos critérios inéditos e inovadores: serão feitos ensaios com alguns dos componentes das lâmpadas LED que permitem atestar a veracidade da informação de durabilidade informada pelo fabricante. Hoje, esta certificação existe apenas para as lâmpadas incandescentes e fluorescentes compactas.

A partir da regulamentação, portanto, o consumidor brasileiro terá à disposição produtos seguros e com desempenho comprovado, estimulando a melhoria contínua e inovação da indústria, num cenário de concorrência justa e com preços acessíveis. A discussão em torno do LED envolve, além da redução nos custos de energia, a questão ambiental, já que são produtos sem mercúrio, com menor impacto ambiental do que as lâmpadas fluorescentes, por exemplo.

Após a publicação da portaria definitiva, fabricantes, importadores e o comércio, no entanto, terão diferentes prazos para se adequarem às novas regras, após os quais o Instituto iniciará o controle das importações e a fiscalização no comércio de todo o país. Os fornecedores de produtos não conformes após o prazo estarão sujeito às penalidades previstas na Lei. Durante o período de consulta pública, além do site do Inmetro, a sociedade poderá também colaborar pelo e-mail dipac.consultapublica@inmetro.gov.br ou via carta para o endereço: Rua da Estrela, 67, 2º andar – Rio Comprido – CEP 20251-900 – Rio de Janeiro, RJ, A/C da Divisão de Regulamentação Técnica e Programas de Avaliação da Conformidade (Dipac).

Lâmpadas Incandescente Fluorescente Compacta LED
Preço Em média R$ 2 4 a 6 vezes mais cara Em média, 35 vezes mais cara, mas com o ganho de escala, o preço tende a cair cada vez mais.
Durabilidade Baixa, 1.000 horas. Em média, dura 8 a 10 vezes mais que a LI Em média, dura 50 vezes mais
Eficiência Baixa, gasta mais energia com calor do que com luz (desperdício de energia). Em média, 4 vezes mais econômica. Em média, 8 vezes mais eficiente.
Tecnologia Serviu a humanidade durante muito tempo, mas é considerada já ultrapassada. É a tecnologia viável hoje do ponto de vista da relação custo-benefício. Extremamente inovadora, Prêmio Nobel de Física 2014.
Impacto ambiental Nenhum, se for dado o tratamento adequado aos seus componentes. Vidro e alumínio podem ser reciclados. Contém mercúrio e, ainda que o nível desse metal seja pequeno, representa um risco ambiental no descarte. Nenhum.
Indústria Apenas uma fábrica em funcionamento. Maior parte da produção mundial vem da China. Setor nacional em plena expansão.

Quanto às normas técnicas há várias especificando os requisitos de segurança e intercambialidade, juntamente com os métodos de ensaio e condições necessárias para demonstrar a conformidade dos vários modelos de lâmpadas LED. Clique aqui para conhecê-las e fazer uma pré-visualização gratuita de parte dessas normas.

Kit de pulseiras de elástico

O Inmetro, por meio de sua Divisão de Metrologia Química, vinculada à Diretoria de Metrologia Científica, desenvolveu em outubro ensaios técnicos em amostras de “kit de pulseiras de elástico”, visando detectar metais pesados e ftalatos, que são compostos químicos utilizados como aditivos para conferir maleabilidade ao plástico e que, em concentrações elevadas e dependendo do tempo de exposição do usuário, são potencialmente prejudiciais à saúde humana. Os resultados encontrados nestas amostras indicaram concentrações “abaixo do limite de detecção” e não apresentaram riscos químicos significativos.
O órgão alerta que foi considerado brinquedo, devido ao seu caráter lúdico, apenas o kit “Fábrica de Pulseiras”, da Estrela, que inclui elásticos e utensílios, como tear, para a confecção das pulseiras por crianças. Já as pulseiras vendidas prontas não precisam de certificação pois são consideradas bijuteria e não pertencem ao escopo da certificação do Programa de Avaliação da Conformidade de Brinquedos .
Com relação à denúncia feita no Reino Unido de que produtos semelhantes às pulseiras (bijuterias) possuíam alto teor da substância, o Inmetro esclarece que não dizem respeito às pulseiras em si e sim aos “charms”, ou seja, aos pingentes que são pendurados como acessórios ao produto. A denúncia teve como alvo os produtos piratas vendidos no mercado informal daquele país.

O Inmetro criou em 2007 a Portaria Inmetro nº 369, que determina a quantidade de ftalatos em um brinquedo e estipulou que não deve ser superior a 0,1% em massa de material plastificado. É importante destacar que esse limite está alinhado à concentração máxima para esse tipo de composto praticado nos Estados Unidos e na União Europeia. Dessa maneira, os produtos devidamente certificados que são encontrados no mercado brasileiro com o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro apresentam adequado grau de confiança e, portanto, podem ser utilizados sem oferecer risco à saúde de seus usuários.
O Instituto ressalta que o consumidor deve sempre optar por produtos devidamente certificados e que ostentem o selo de identificação da conformidade do Inmetro. Isto demonstra que o item atendeu a todos os requisitos de segurança estabelecidos pelo órgão.

Produtos lúdicos destinados à brincadeira por crianças de até 14 anos são considerados brinquedos e devem ser regulamentados pelo Inmetro compulsoriamente. Todos, sem exceção, devem ser comercializados no Brasil somente com conformidade avaliada e devem possuir um Certificado de Conformidade emitido por um organismo acreditado e ostentar o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro. Essa medida garante que o brinquedo passou por ensaios realizados em laboratórios acreditados e atendeu aos requisitos mínimos de segurança estabelecidos em portarias do Inmetro e normas do Mercosul.

Todo brinquedo, assim como outros produtos de maneira geral, deve ser adquiridos no mercado formal, porém, independente de onde seja comercializado, deve estar certificado. Caso o consumidor encontre brinquedos sem a certificação no mercado, poderá denunciar à ouvidoria do Inmetro ou ao Ipem de seu estado. O telefone da ouvidoria do Inmetro é 0800 285 1818.