A conformidade dos organismos de auditoria e certificação de sistemas de gestão

A NBR ISO/IEC 17021-3 de 11/2021 – Avaliação da conformidade — Requisitos para organismos que fornecem auditoria e certificação de sistemas de gestão – Parte 3: Requisitos de competência para a auditoria e certificação de sistemas de gestão da qualidade especifica os requisitos de competência adicionais para o pessoal envolvido no processo de auditoria e certificação de sistemas de gestão da qualidade (SGQ) e complementa os requisitos existentes da NBR ISO/IEC 17021-1. Este documento é aplicável à auditoria e à certificação de um SGQ baseado na NBR ISO 9001.

Também pode ser usado para outras aplicações de SGQ.

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Quais devem ser os requisitos do pessoal envolvido em outras funções de certificação?

Qual deve ser o conhecimento para auditoria e certificação de SGQ?

Este documento complementa a NBR ISO/IEC 17021-1. Em particular, esclarece os requisitos para a competência do pessoal envolvido no processo de certificação estabelecido na NBR ISO/IEC 17021-1:2016, Seção 7 e Anexo A. Os organismos de certificação têm a responsabilidade perante suas partes interessadas, incluindo seus clientes e os clientes das organizações cujos sistemas de gestão são certificados, para assegurar que somente aqueles auditores que demonstrarem competências pertinentes sejam autorizados a conduzir auditorias de sistema de gestão da qualidade (SGQ).

Pretende-se que todo o pessoal envolvido nas funções de certificação possua a competência genérica descrita na NBR ISO/IEC 17021-1, assim como o conhecimento específico de SGQ descrito neste documento. Os organismos de certificação precisarão identificar as competências específicas da equipe de auditoria, necessárias para o escopo de cada auditoria do SGQ.

A seleção de uma equipe de auditoria para o SGQ vai depender de vários fatores, incluindo a área técnica e processos específicos do cliente. O organismo de certificação deve definir os requisitos para cada função de certificação, como referenciado na NBR ISO/IEC 17021-1, Tabela A.1, mostrada abaixo.

Ao definir estes requisitos de competência, o organismo de certificação deve levar em conta todos os requisitos especificados na NBR ISO/IEC 17021-1, assim como os especificados nas Seções 5 e 6 deste documento que são pertinentes para as áreas técnicas do SGQ (ver NBR ISO/IEC 17021-1:2016, 7.1.2), como definido pelo organismo de certificação. O Anexo A provê um resumo do conhecimento requerido para a auditoria e certificação do SGQ.

Uma equipe de auditoria deve ser composta por auditores (e especialistas técnicos, quando necessário) com a competência coletiva para realizar a auditoria. Isto deve incluir a competência genérica descrita na NBR ISO/IEC 17021-1 e o conhecimento de SGQ descrito nessa norma.

Não é necessário que cada membro da equipe de auditoria tenha a mesma competência, todavia, a competência coletiva da equipe auditora precisa ser suficiente para alcançar os objetivos da auditoria. Cada auditor de SGQ deve ter conhecimento de: conceitos fundamentais e princípios de gestão da qualidade e suas aplicações; termos e definições relacionados à gestão da qualidade; abordagem de processo, incluindo monitoramento e medição relacionados; o papel da liderança em uma organização e seu impacto no SGQ; a aplicação da mentalidade de risco, incluindo a determinação de riscos e oportunidades; a aplicação do ciclo PDCA (plan, do, check, act); as estruturas e inter-relações de informações documentadas específicas da gestão da qualidade; as ferramentas, métodos, técnicas relacionadas à gestão da qualidade e suas aplicações.

A equipe de auditoria deve ter conhecimento do setor de negócio para determinar se uma organização determinou adequadamente: as questões externas e internas, pertinentes para seu propósito e sua direção estratégica, e que afetam a sua capacidade de alcançar o (s) resultado (s) pretendido (s) do seu SGQ; as necessidades e expectativas das partes interessadas pertinentes para o SGQ da organização, incluindo os requisitos para os produtos e serviços da organização; os limites e a aplicabilidade do SGQ para estabelecer seu escopo.

Compreende-se por setor de negócio as atividades econômicas que abrangem um amplo conjunto de áreas técnicas relacionadas. A equipe de auditoria deve ter conhecimento de: terminologia e tecnologia específica da área técnica; requisitos estatutários e regulamentares aplicáveis ao produto ou serviço específico da área técnica e os requisitos estatutários e regulamentares podem ser expressos como requisitos legais.

Os auditores devem conhecer as características de produtos, serviços e processos específicos da área técnica; a infraestrutura e o ambiente para a operação de processos que afetem a qualidade do produto e do serviço; a provisão de processos, produtos e serviços providos externamente; o impacto do tipo, porte, governança, estrutura, funções e relacionamentos da organização no desenvolvimento e implementação do SGQ, suas informações documentadas e atividades de certificação.

A conformidade dos projetos de pontes, viadutos e passarelas de concreto

A NBR 7187 de 07/2021 – Projeto de pontes, viadutos e passarelas de concreto estabelece os procedimentos e requisitos básicos para o projeto de pontes, viadutos e passarelas de concreto. Aplica-se aos projetos de recuperação e reforço de estruturas existentes, não abrangendo sistemas e materiais de reforço. Aplica-se às estruturas de concretos normais, identificados por massa específica seca maior do que 2.000 kg/m³, não excedendo a 2.800 kg/m³, do grupo I de resistência (C20 a C50) e do grupo II de resistência (C55 a C90). Entre os concretos especiais excluídos desta norma estão o concreto-massa e o concreto sem finos. As classes do concreto em função de sua massa específica, resistência à compressão axial e consistência são estabelecidas na NBR 8953.

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Qual é a variação linear de temperatura ao longo da altura da seção transversal?

Como é a distribuição da temperatura ao longo da altura da seção transversal?

Qual é a distribuição da temperatura ao longo da altura da seção transversal para diferentes alturas da seção transversal e de pavimentação?

Qual deve ser o procedimento na elaboração do projeto?

Os documentos técnicos mínimos que constituem o projeto estrutural são memorial descritivo e justificativo, memorial de cálculo e desenhos. Para a elaboração do projeto, são necessários elementos básicos que compreendem todas as informações necessárias para justificar a obra e definir suas características técnicas e funcionais.

Incluem levantamentos topográficos (também batimetria, se necessário) e de interferências, projeto geométrico completo, dados geológicos, geotécnicos e hidrológicos, gabaritos em largura e altura e outros condicionantes do projeto. Em alguns casos, devem ainda ser consideradas, na elaboração do projeto, as condições de acesso à obra, características regionais e disponibilidade de materiais e mão de obra.

O memorial descritivo e justificativo deve conter a descrição da obra e dos processos construtivos definidos bem como a justificativa técnica do sistema estrutural adotado. O memorial de cálculo deve ser iniciado com uma indicação clara do modelo estrutural adotado, com as dimensões principais, características dos materiais, condições de apoio, carregamentos aplicados, hipóteses de cálculo e outras informações que sejam necessárias para defini-lo.

Em seguida, os cálculos destinados para a determinação das solicitações e para o dimensionamento dos elementos estruturais devem ser apresentados em sequência lógica e cujos resultados possam ser facilmente entendidos, interpretados e verificados. Os símbolos não usuais devem ser bem definidos, as equações aplicadas devem figurar antes da introdução dos valores numéricos e informar as citações bibliográficas utilizadas.

Sendo os cálculos efetuados com auxílio de computadores, devem ser fornecidas as identificações dos programas e as indicações claras dos dados de entrada e de saída. Os desenhos, em formato normalizado e escalas adequadas, devem conter todos os elementos necessários para a execução da obra e estar condizentes com os cálculos.

Os desenhos de implantação da obra devem conter sua localização e os elementos principais do projeto geométrico, de forma a ficar perfeitamente definida sua integração com as características locais. Em perfil, devem ser mostradas as cotas do greide, do terreno natural, dos aterros de acesso ou cortes, do obstáculo transposto (como curso d´água, níveis de maré, rodovia, ferrovia e outros), constando também no desenho os gabaritos impostos, em largura e altura.

Devem ser mostradas inclusive as cotas dos elementos de fundação, os perfis dos boletins de sondagens com indicação do lençol freático e o perfil geológico/geotécnico do terreno, estimado a partir das sondagens e ensaios geotécnicos realizados. Em planta, o desenho deve ser lançado sobre bases obtidas do levantamento topográfico (inclusive cadastro de interferências) com as linhas rebaixadas, mostrando a compatibilização da obra com as condições locais, indicando saias de aterro e taludes de cortes, e fornecendo as coordenadas para locação das fundações.

Devem também constar nos desenhos de implantação outras informações importantes relativas à obra, principalmente: classe em que se enquadra (em relação às cargas móveis), classe de agressividade ambiental, especificações dos materiais que serão utilizados e, conforme o tipo de fundação, pressões no terreno exercidas por sapatas rasas ou bases de tubulões, cargas em estacas e comprimentos previstos. Os desenhos de formas devem detalhar todos os elementos componentes da estrutura, através de plantas, elevações e cortes, mostrando, além de todas as dimensões, dados complementares, como: contraflechas, aberturas provisórias para as fases construtivas, detalhes de drenagem da pista, de fixação de postes e outros.

Os desenhos de armação devem indicar tipo de aço, quantidade, bitola, dimensões e formas, posição e espaçamento das barras ou cabos, tipos de emendas e ganchos, raios mínimos de dobramento, cobrimentos, bem como prever espaços para lançamento do concreto e utilização de vibradores. Devem também constar nos desenhos de armação os planos e tabelas de protensão.

Nos desenhos de detalhamento dos cabos de protensão, devem constar os dados estabelecidos na NBR 14931:2004, A.8.2, assim como o tipo de bainha adotada para projeto, detalhes com os ângulos de saída dos cabos e as respectivas dimensões dos nichos de ancoragem. No caso de metodologias executivas serem consideradas como premissas do projeto estrutural, influenciando na estabilidade da estrutura durante a construção, nos esforços finais ou na mudança de geometria da estrutura, serão necessários desenhos específicos da sistemática construtiva prevista.

As estruturas de concreto devem ser concebidas, calculadas e detalhadas de modo a atender aos requisitos de qualidade estabelecidos na NBR 6118:2014, Seção 5, exceto os estabelecidos em 5.2.3 e 5.3.1, principalmente garantindo que, para todas as combinações de ações suscetíveis de intervir durante sua construção e utilização, sejam respeitados os estados-limites últimos e os estados-limites de serviço, bem como as condições de durabilidade requeridas. A avaliação da conformidade do projeto deve ser realizada, devendo essa avaliação ser elaborada por profissional habilitado, independente e diferente do projetista, requerida e contratada pelo contratante, e registrada em documento específico que acompanhará a documentação do projeto.

Conforme definição constante na NBR 8681, ações são as causas que provocam o aparecimento de esforços ou deformações nas estruturas, e classificam-se em: permanentes; variáveis; excepcionais. As ações cujas intensidades podem ser consideradas como constantes ao longo da vida útil da construção. Também são consideradas ações permanentes as que crescem no tempo, tendendo a um valor-limite constante.

As ações permanentes compreendem, entre outras: as cargas provenientes do peso próprio dos elementos estruturais; as cargas provenientes do peso da pavimentação, dos trilhos, dos dormentes, dos lastros, dos revestimentos, das barreiras rígidas, dos guarda-rodas, dos guarda-corpos e de dispositivos de sinalização; empuxos de terra e de líquidos; forças de protensão; deformações impostas, isto é, provocadas por fluência e retração do concreto, e por deslocamentos de apoios. Na avaliação das cargas devidas ao peso próprio dos elementos estruturais, o peso específico deve ser tomado no mínimo igual a 24 kN/m³, para o concreto simples, e 25 kN/m³, para o concreto armado ou protendido.

Devem ser consideradas cargas devidas ao peso do enchimento para compatibilização do greide com a laje do tabuleiro. Na avaliação da carga devida ao peso da pavimentação, deve ser adotado para peso específico do material empregado o valor mínimo de 24 kN/m³, prevendo-se uma carga adicional de 2 kN/m² para atender a um possível recapeamento. A consideração desta carga adicional pode ser dispensada, a critério do proprietário da obra.

As cargas correspondentes ao lastro ferroviário devem ser determinadas por meio de ensaios utilizando o material da jazida. Na ausência de ensaios, deve ser considerado um peso específico aparente mínimo de 19 kN/m³. Deve ser suposto que o lastro atinja o nível superior dos dormentes e preencha completamente o espaço limitado pelos guarda-lastros, até o seu bordo superior, mesmo se na seção transversal do projeto assim não for indicado.

Na ausência de indicações precisas, a carga referente aos dormentes, trilhos e acessórios deve ser considerada no mínimo igual a 8 kN/m por via. O empuxo de terra atuante sobre as estruturas deve ser determinado de acordo com os princípios da mecânica dos solos, em função de sua natureza (ativo, passivo ou de repouso), das características geomecânicas e geométricas do maciço (aterro, solo natural ou sobrecarga), da presença do nível d’água, assim como da rigidez dos paramentos.

Como simplificação, pode ser suposto que o solo não tenha coesão e que não haja atrito entre o terreno e a estrutura, desde que as solicitações assim determinadas estejam a favor da segurança. O peso específico do solo úmido deve ser definido de acordo com as características do material natural ou do material a ser utilizado no corpo do aterro, não sendo inferior a 18 kN/m³ e o ângulo de atrito interno no máximo igual a 30°.

Os empuxos ativo e de repouso devem ser considerados nas situações mais desfavoráveis. A atuação do empuxo passivo só pode ser considerada quando os deslocamentos relativos à sua plena mobilização não prejudicarem o desempenho da estrutura e sua ocorrência puder ser garantida ao longo de toda a vida útil da obra.

Quando a superestrutura funcionar como arrimo dos aterros de acesso, a ação do empuxo de terra proveniente desses aterros deve ser considerada unilateralmente (em ambos os lados alternadamente). Nos casos de tabuleiro em curva ou esconso, deve ser considerada a atuação simultânea dos empuxos nas extremidades, quando for mais desfavorável.

No caso de pilares implantados em taludes de aterro, na ausência de estudo específico de interação entre o solo e a estrutura, deve ser adotada, para o cálculo do empuxo de terra, uma largura fictícia igual a três vezes a largura do pilar, devendo este valor ficar limitado à largura da plataforma do aterro. Os pilares-parede, na presente situação, devem ser tratados como estruturas de contenção.

Deve ser considerado também o efeito do adensamento do aterro, que pode originar solicitações adicionais sobre os pilares. Para grupo de pilares alinhados transversalmente, quando a largura fictícia, obtida de acordo com 7.2.5.1, for superior à distância transversal entre eixos de pilares, a nova largura fictícia a considerar deve ser: para os pilares externos, a semidistância entre eixos acrescida de uma vez e meia a largura do pilar; para os pilares intermediários, a distância entre eixos.

Pode ser prescindida a consideração da ação do empuxo de terra sobre os elementos estruturais implantados em terraplenos horizontais de aterros previamente executados e estabilizados, desde que sejam adotadas precauções especiais no projeto e na execução como: compactação adequada, inclinações convenientes dos taludes, distâncias mínimas dos elementos às bordas do aterro, terreno de fundação com suficiente capacidade de suporte, entre outras. Quando os aterros dos encontros forem executados sobre solos moles, deve ser analisada a presença de solicitações horizontais adicionais nas fundações em virtude de carregamentos não uniformes na superfície do terreno (efeito Tschebotarioff).

O empuxo d´água e a subpressão devem ser considerados nas situações mais desfavoráveis para a verificação dos estados-limites, sendo dada especial atenção ao estudo dos níveis máximo e mínimo dos cursos d’água e do lençol freático. No caso de utilização de contrapeso enterrado, deve-se, na avaliação de seu peso, considerar a hipótese de submersão total do contrapeso, salvo se comprovada a impossibilidade de ocorrência dessa situação.

Nos elementos estruturais que funcionam como arrimo do aterro de aproximação, deve ser prevista, em toda a altura destes elementos, uma camada filtrante contínua, na face em contato com o solo contido, associada a um sistema de drenos, de modo a evitar a situação de pressões hidrostáticas. Caso contrário, deve ser considerado nos cálculos o empuxo d´água resultante. As estruturas em quadro fechado, normalmente utilizadas em passagens inferiores, devem ser projetadas, independentemente da presença de um sistema de drenagem, para resistir ao empuxo d’água e subpressão provenientes do lençol freático, da água livre ou da água acumulada de chuva.

As forças de protensão e respectivas perdas devem ser consideradas conforme disposto na NBR 6118.  Em estruturas protendidas hiperestáticas deve ser considerada a ação indireta da protensão que gera os esforços hiperestáticos de protensão. No caso de estruturas hiperestáticas, que têm sua condição estrutural modificada durante os estágios de construção (por exemplo, obras construídas pelo método dos balanços sucessivos e obras estaiadas), devem ser considerados os esforços hiperestáticos de protensão gerados pelo efeito do tempo (deformação lenta).

A deformação específica por retração do concreto pode ser avaliada conforme o Anexo A. A deformação específica por fluência do concreto pode ser avaliada conforme o Anexo A. Se a natureza do terreno e o tipo de fundações permitirem a ocorrência de deslocamentos que induzam efeitos na estrutura, as deformações impostas decorrentes devem ser consideradas no projeto estrutural com base nos parâmetros definidos por estudo geotécnico.

As ações de caráter transitório compreendem, entre outras, cargas móveis; cargas de construção; cargas de vento; empuxo de terra provocado por cargas móveis; pressão da água em movimento; efeito dinâmico do movimento das águas; e variações de temperatura. Devem ser considerados os valores característicos das cargas móveis rodoviárias, incluindo cargas verticais, efeito dinâmico, força centrífuga, efeitos da frenação e da aceleração, fixados na NBR 7188.

Para outros usos específicos onde as cargas móveis não são abrangidas pela NBR 7188, estes valores devem ser definidos pelo proprietário da obra. Na ausência de norma específica, os valores característicos das cargas móveis ferroviárias, incluindo cargas verticais, efeito dinâmico, força centrífuga, choque lateral, efeitos da frenação e da aceleração, devem ser definidos pelo proprietário da obra. No projeto e no cálculo estrutural, devem ser consideradas as ações (estáticas e dinâmicas) passíveis de ocorrerem durante o período da construção, notadamente aquelas devidas a equipamentos e estruturas auxiliares de montagem e de lançamento de elementos estruturais e seus efeitos em cada etapa executiva da obra.

A carga de vento deve ser avaliada de acordo com a NBR 6123. Na combinação de ação do vento com ações das cargas móveis, a área frontal efetiva utilizada no cálculo da força de arrasto do vento deve considerar: para pontes rodoviárias, uma altura de 2 m a partir da superfície do pavimento; para pontes ferroviárias, uma altura de 4 m a partir do topo dos trilhos; e para passarelas de pedestres, uma altura de 1,70 m a partir da superfície do pavimento.

O empuxo de terra provocado por cargas móveis deve ser calculado conforme 7.2.5, transformando as cargas móveis no terrapleno em altura de terra equivalente. Quando a superestrutura funcionar como arrimo dos aterros de acesso, a ação deve ser considerada em apenas uma das extremidades, a menos que seja mais desfavorável considerá-la simultaneamente nas duas extremidades, como nos casos de tabuleiros em curva horizontal ou esconsos.

Os detritos carregados pela água em movimento (como troncos flutuantes, raízes e outros) podem se acumular nos pilares da ponte e, bloqueando partes do leito do rio, aumentar a pressão da água nos apoios da ponte. Esse acúmulo é função da disponibilidade destes detritos e do nível de esforços de manutenção para sua remoção.

A possível ocorrência de carreamento de detritos deve ser informada ao engenheiro responsável pelo projeto pela autoridade competente sobre a ponte, devendo a pressão da água também ser aplicada no acúmulo de detritos alojado contra os apoios. As dimensões e o formato do acúmulo de detritos (ver figura abaixo) são de difícil determinação.

Como referência, na falta de dados mais precisos, pode-se adotar o seguinte: a dimensão A deve ser a metade da profundidade da água, mas não superior a 3,0 m; a dimensão B deve ser a metade da soma dos comprimentos dos vãos adjacentes, mas não superior a 12,0 m acrescidos da largura do elemento estrutural. A pressão da água em movimento sobre o acúmulo de detritos deve ser calculada utilizando o fator dimensional k igual a 0,71.

O efeito dinâmico das ondas e das águas em movimento deve ser determinado através de métodos baseados na hidrodinâmica. Em obras costeiras devem ser elaborados estudos específicos considerando os efeitos conjuntos de ondas, marés, correntes, conformação da costa e vento. As variações uniformes de temperatura devem ser consideradas de acordo com a NBR 6118.

A documentação técnica para projetos arquitetônicos e urbanísticos

A NBR 6492 de 06/2021 – Documentação técnica para projetos arquitetônicos e urbanísticos – Requisitos estabelece os requisitos para a documentação técnica de projetos arquitetônicos e urbanísticos, em função das etapas de projeto, especificando, em cada uma delas, os documentos pertinentes e os respectivos conteúdos. Não se aplica aos critérios e às diretrizes de projeto. Os critérios e as diretrizes de projetos podem ser verificados em outras normas, como na NBR 16636 ou na legislação vigente.

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Como deve ser executado o estudo de viabilidade de projeto arquitetônico (EV-ARQ)?

Como deve ser feito o projeto executivo arquitetônico (PE-ARQ)?

Como é caracterizado o levantamento de dados para o projeto urbanístico (LV-PROJURB)?

Como se caracteriza o estudo de viabilidade para o projeto urbanístico (EV-PROJURB)?

Para que uma obra seja construída, é necessário que todos os agentes envolvidos compreendam os projetos, o que significa entendimento das partes interessadas (por exemplo, clientes, projetistas, construtores, fornecedores de materiais e componentes, órgãos legais e competentes, e outros). Nesse sentido, apresentam-se como objetivos principais a correta comunicação entre os agentes, a produção de uma base documental para tomada de decisões e do histórico do processo de projeto, os quais, em conjunto, auxiliam na redução de falhas e retrabalhos e na realização de correções mais precisas, durante o processo, e na melhoria da qualidade do próprio projeto.

Assim, é importante estabelecer regras para a documentação escrita e gráfica de projetos arquitetônicos e urbanísticos, reunindo o conteúdo mínimo de informações das etapas dos projetos, a serem devidamente registradas, em textos, desenhos, imagens ou outras formas de documentação. Os documentos técnicos a serem apresentados devem pertencer a uma das duas categorias: documentos gráficos; e documentos escritos. Os documentos gráficos são quaisquer peças cujas informações são transmitidas por uma das formas descritas a seguir.

Os desenhos podem ser os croquis: representação gráfica que não exige precisão, uso de escalas ou de dimensões exatas, onde as intenções e ideias dão os primeiros passos no processo criativo, destinado à discussão do partido arquitetônico ou urbanístico e ao esclarecimento de dúvidas ao longo do projeto; as plantas: as plantas de edificação devem ser de todos os pavimentos, deixando claro quando houver repetições. As plantas do projeto urbanístico devem apresentar todos os elementos projetados, sejam edificados ou não, e a sua inserção no território preexistente.

Recomenda-se que a altura do plano secante seja de 1,50 m. No entanto, ela pode variar para cada projeto, de maneira a representar os elementos considerados fundamentais, recomendando-se que as exceções sejam informadas claramente. Os cortes devem ser dispostos de forma que o desenho mostre o máximo possível de detalhes construtivos. Pode haver deslocamento do plano secante onde necessário, devendo ser assinalados, de maneira precisa, o seu início e o final.

Nos cortes transversais, podem ser marcados os cortes longitudinais e vice-versa. Os cortes transversais e longitudinais podem ser marcados nas fachadas. As elevações servem para complementar as informações que não foram contempladas pelos cortes e plantas. Recomenda-se que todas as fachadas sejam representadas pelo projeto e os detalhes servem para seleção das elevações constantes da documentação gráfica (desenhos), que deve ser considerada a quantidade de informações necessárias ao entendimento do projeto, de acordo com o objetivo de complementação do conteúdo.

Incluir as perspectivas; fotos e imagens; esquemas, diagramas e histogramas. Os documentos escritos são quaisquer peças nos quais o conteúdo principal seja apresentado de forma textual e/ou numérica. Os documentos, em geral, devem estar registrados em papéis com resistência e durabilidade apropriadas.

A escolha do tipo de papel deve ser feita em função dos objetivos, do tipo do projeto e das facilidades de reprodução. Devem ser utilizados os formatos de papel da série A, formato A0 como máximo e A4 como mínimo, para evitar problemas de manuseio e arquivamento. As cópias devem ser dobradas, obtendo-se o formato A4 ao final do dobramento.

Deve-se considerar aba lateral à esquerda para fixação das folhas em pastas, e o carimbo sempre deve estar totalmente visível. O carimbo deve estar posicionado no canto inferior direito das folhas de desenho e deve ser reservado à titulação e numeração dos desenhos, seguindo o formato A4.

Devem constar no mínimo as seguintes informações: identificação da empresa; identificação do cliente, nome do projeto ou empreendimento; título do desenho; indicação sequencial do projeto (número ou letras); escala; local e data; autoria do desenho e do projeto; responsável (is) técnico (s); indicação da revisão; local para chancela de aprovação (quando aplicável). Próximos do carimbo, localizados acima deste, devem constar: a planta-chave; a escala gráfica; a numeração; a descrição da revisão; as convenções gráficas; as notas gerais; os desenhos de referência; a legenda de símbolos.

O levantamento de dados para o projeto arquitetônico (LV-ARQ) caracteriza-se como a coleta de dados e informações técnicas sobre terreno, vizinhança, legislação incidente e condições ambientais locais, que auxiliam na elaboração e desenvolvimento do projeto arquitetônico. Outros levantamentos de dados pertinentes, que interessem à arquitetura, também podem ser realizados.

A composição da documentação técnica exigida nesta etapa é descrita a seguir. Os seguintes documentos gráficos devem ser apresentados: plantas cadastrais da vizinhança: do cadastro: limites e identificação dos distritos e setores municipais, das quadras e dos lotes; vias com códigos e nomenclatura de logradouros; da altimetria: pontos cotados e curvas de nível; dos elementos naturais: corpos hídricos (rios, córregos, lagos, represas); dos elementos construídos: projeção dos edifícios existentes e de equipamentos urbanos, com identificação pelo nome (de educação, saúde, cultura, lazer, infraestrutura e outros relevantes); ruínas; cercas e muros.

Quanto à simbologia, indicação de norte, escala e legenda de símbolos, conforme recomendações no Anexo A; para a planta do levantamento planialtimétrico do terreno, inclui a altimetria: pontos cotados e curvas de nível a cada metro; os elementos naturais: corpos hídricos (rios, córregos, lagos, represas), áreas alagáveis e massas arbóreas; árvores e arbustos (representados por troncos e copas); os elementos construídos: edificações existentes, inclusive ruínas; caminhos, estradas pavimentadas e estradas de ferro; calçadas; cercas e muros; torres de alta-tensão; postes; os elementos de drenagem (grelhas, canaletas, canais); e outros existentes; as definições escriturais, patrimoniais, legais: divisa do levantamento; divisas de matrícula (com respectivos números); delimitação de áreas de preservação ou de conservação; e delimitação de áreas de servidão.

Incorporar as plantas, cortes e elevações do terreno juntamente com as edificações nele existentes e edificações vizinhas. Para o terreno, curvas de nível e taludes (em plantas, cortes e elevações); das edificações: contorno dos edifícios vizinhos (com mais informações, se for do interesse); os elementos construtivos das edificações existentes no terreno; indicação de norte, escala, dimensões, cotas de nível, legenda de símbolos, conforme recomendações no Anexo A.

Os documentos escritos são relatórios técnicos sobre os levantamentos realizados, como de topografia, sondagem, vizinhança, aspectos ambientais e outros pertinentes, que permitam tomar decisões durante o desenvolvimento do projeto arquitetônico, contendo as informações a seguir. Os dados ambientais locais, como temperaturas, pluviosidades, insolação, regime de ventos e marés, com as respectivas fontes; níveis de poluição do ar, do solo, das águas e sonora, com identificação do responsável pela medição, método e instrumentos utilizados.

Incluir os dados urbanísticos, como o uso e ocupação do solo e padrões arquitetônicos do entorno; a infraestrutura disponível, considerando redes de água e esgoto, gás, energia, transporte urbano (preferencialmente, deve estar acompanhado de mapeamento); as condições de tráfego. Descrever os dados legislativos (municipais, estaduais e federais): de limitações no terreno: restrições de uso; taxas de ocupação e coeficiente de aproveitamento; gabaritos; alinhamentos, recuos e afastamentos; de exigências específicas: de prefeituras; corpo de bombeiros; concessionárias de serviços públicos; patrimônio histórico e outros; os registros fotográficos de terreno e vizinhança, preferencialmente coloridas e com indicação esquemática dos pontos de vista e textos explicativos.

Os seguintes documentos gráficos devem ser apresentados: organograma funcional com a relação entre os ambientes e destes com os fluxos pretendidos; esquemas básicos em escalas convenientes que tratem da caracterização desses ambientes quanto à área, dimensões, mobiliário e demais exigências. Para os documentos escritos, incluir a planilha com a identificação e quantificação dos ambientes, respectivas dimensões e áreas mínimas, descrição dos usuários e atividades, além de outras exigências que o projeto deva suprir.

BS 10025: o código de prática para a gestão de registros

A BS 10025:2021 – Management of records – Code of practice oferece orientação prática para ajudar as organizações a gerenciar seus registros.  Abrange tudo o que uma organização produz, recebe e acumula na entrega de suas operações e atividades, que pode chamar de dados, documentos, informações, informações documentadas ou uma combinação de todos esses termos.

Todas as organizações precisam gerenciar registros para apoiar suas necessidades e objetivos de negócios, ajudar a cumprir as obrigações legais e regulamentares e aproveitar o valor das informações produzidas para impulsionar a inovação e a melhoria dos negócios. A norma é nova e fornece orientação prática sobre como fazê-lo, sendo que usa o termo registros para tudo o que uma organização produz, recebe e acumula na entrega de suas operações e atividades – mas recomenda que, como parte de sua política, uma organização defina e descreva o termo que acha que funciona melhor para ele, se diferente.

Ela se aplica a todas as organizações, independentemente de seu tamanho, complexidade ou ambientes operacionais. É relevante para organizações nos setores público, privado e sem fins lucrativos, agências, autoridades, instituições de caridade, empresas, corporações, departamentos governamentais, instituições, parcerias, universidades e comerciantes individuais.

O código se destina a qualquer pessoa responsável pela gestão de registros de uma organização – não apenas a profissionais ou especialistas em gestão de registros e áreas relacionadas. Em particular, o código foi escrito para todos aqueles em uma organização que têm uma função de liderança na gestão de registros, mas podem não estar familiarizados com os princípios e boas práticas.

É também para aqueles que oferecem suporte a áreas específicas da gestão de registros, por exemplo, desenvolvedores de sistemas de TI usados para capturar, processar e armazenar registros. Recomenda-se que uma organização atribua a responsabilidade operacional pela gestão geral de registros a um trabalhador com o conhecimento e as habilidades necessárias e que a política da organização e as regras de negócios relacionadas sejam baseadas em consultas com especialistas e especialistas relevantes.

Este novo código de prática do Reino Unido oferece orientação prática para ajudar as organizações a gerenciar seus registros. Abrange tudo o que uma organização produz, recebe e acumula na entrega de suas operações e atividades, que pode chamar de dados, documentos, informações, informações documentadas ou uma combinação de todos esses termos.

A norma destaca outras normas nacionais, internacionais e outras relevantes com informações adicionais úteis, por exemplo, a BS EN ISO/IEC 27002. Também defende que a gestão de registros seja incorporada aos processos e ferramentas de negócios centrais de uma organização e não seja tratado como uma atividade independente.

Ela poderá ajudar as organizações a alavancar o valor das informações dos registros para apoiar as necessidades e objetivos do negócio e impulsionar a melhoria e inovação; demonstrar às partes interessadas que estão seguindo as boas práticas na gestão de registros – as partes interessadas podem ser cidadãos, contribuintes, clientes, reguladores ou tribunais; a cumprir as obrigações legais e regulamentares: em particular os requisitos de proteção de dados e de liberdade de informação; a implementar a segurança da informação de forma mais eficaz; acelerar a inovação; a desenvolver experiência na gestão de registros; a melhorar a eficiência e a economia de tempo nos processos; e a gerenciar melhor os riscos.

Conteúdo da norma

Prefácio II

Introdução 1

1 Escopo 2

2 Referências normativas 3

3 Termos e definições 3

4 Princípios de boas práticas para a gestão de registros 5

5 Estabelecendo e mantendo uma estrutura de gestão 6

5.1 Produzindo e gerenciando uma política 6

5.2 Implementando arranjos organizacionais 7

6 Identificação, criação e captura de registros para atender aos requisitos de uma organização 9

6.1 Identificação de requisitos para criação e captura 9

6.2 Criação e captura dos registros 10

6.3 Fazendo alterações nos registros 11

7 Organização de registros para recuperação e processamento 12

7.1 Construindo estruturas para recuperação e processamento eficazes 12

7.2 Agrupando registros em unidades gerenciáveis 13

7.3 Acompanhar quais registros são mantidos 14

8 Processamento e armazenamento de registros 15

8.1 Criação e captura de registros 15

8.2 Gerenciamento de armazenamento de registros físicos e infraestrutura de TI contendo registros 15

8.3 Processamento e gestão de registros em sistemas de TI 16

9 Gerenciando a segurança e controlando o acesso 18

9.1 Protegendo registros em todas as mídias e formatos 18

9.2 Protegendo registros em sistemas de TI e infraestrutura de TI 19

10 Gerenciando a retenção e organizando o descarte 19

10.1 Estabelecer e documentar os requisitos de retenção 20

10.2 Organizando o descarte de registros 21

10.3 Destruindo registros e a infraestrutura de TI na qual eles estão armazenados 22

10.4 Transferência de registros para preservação em um arquivo 23

11 Estabelecer e manter acordos com outras organizações 23

11.1 Gerenciamento de registros criados, capturados, processados ou armazenados por outra organização 23

11.2 Gerenciar registros produzidos como parte do trabalho colaborativo 24

12 Monitoramento e relatórios sobre a gestão de registros 25

12.1 Medindo o desempenho 25

12.2 Avaliação e relatórios sobre a eficácia geral 26

Bibliografia 27

As organizações produzem, recebem e acumulam, na entrega de suas operações e atividades, dados, documentos e informações (ou uma combinação destes e de outros termos relacionados), juntamente com e-mails, mensagens de texto e outras comunicações eletrônicas; eles mostram quem fez o quê, quando. Esta norma britânica refere-se a eles coletivamente como registros e estabelece as boas práticas recomendadas para uma organização seguir em sua gestão.

As organizações precisam identificar, criar e capturar registros e tipos de registros específicos para atender aos requisitos legais, regulatórios e de negócios. As organizações precisam saber quais registros possuem e ser capaz de recuperá-los prontamente. Quando recuperados, as organizações precisam de registros de boa qualidade e fontes confiáveis e autorizadas; e ser capaz de extrair valor do conteúdo desses registros, quando apropriado.

Uma organização precisa reter seus registros pelo tempo necessário para cumprir suas obrigações legais e regulamentares e necessidades de negócios; identificar e preservar registros de valor contínuo; e destruir de forma regular, sistêmica e segura outros registros, particularmente registros que consistem em, ou incluindo, informações pessoais ou dados que uma organização pode não ter mais um motivo comercial para reter. Ao mesmo tempo, a destruição, modificação ou movimentação de registros ou conjuntos de registros deve poder ser interrompida quando orientada, por exemplo, pelos tribunais ou reguladores.

Mudanças de tecnologia, sistemas, plataformas e software desafiam a própria ideia do que é um registro. Um registro criado por meio do preenchimento e envio de um formulário eletrônico pode ser dividido e armazenado como elementos de dados, em um, mais ou mais bancos de dados. Pode não existir em uma forma substantiva. Os elementos de dados e como eles se encaixam precisam ser documentados e corrigidos juntos para que uma organização seja capaz de reconstruir o registro, recuperá-lo e processá-lo, retê-lo para atender às obrigações legais e regulamentares e às necessidades de negócios e possivelmente retê-lo permanentemente, se ele tiver continuado a ter valor, ou destruí-lo com segurança.

A gestão eficaz de registros é a chave para uma boa governança corporativa, protegendo os direitos de uma organização, preservando o conhecimento e experiência acumulados de funcionários atuais e antigos, bem como apoiando uma organização no cumprimento de suas obrigações legais e regulamentares e necessidades de negócios do dia a dia. Os princípios e as práticas recomendadas nesta norma britânica são destinados a ajudar uma organização a fornecer gerenciamento eficaz de registros, bem como a alavancar o valor das informações de seus registros e a impulsionar a inovação e a melhoria dos negócios.

As organizações são incentivadas a ver seus registros como principais ativos estratégicos e operacionais, e a alta administração como seu negócio estabelecer e manter a supervisão direta da gestão dos registros da organização. Esta norma apoia e permite o gerenciamento eficaz dos registros de uma organização, ajudando a integrar o gerenciamento aos processos mais amplos da organização e unindo a gama de padrões aplicáveis. Ela oferece suporte a áreas relacionadas, como entrega, a segurança da informação eficaz e a implementação da BS EN ISO/IEC 27002 e, por sua vez, a implementação da BS EN ISO/IEC 27002 e outras normas relacionadas. Existem referências neste documento a normas que fornecem informações adicionais úteis: a BS 10008-1 e BS 10010.

BS EN 14500: a determinação das características de persianas e venezianas

A BS EN 14500:2021 – Blinds and shutters – Thermal and visual comfort – Test and calculation methods define os métodos de teste e cálculo para a determinação das características de reflexão e transmissão a serem utilizadas para determinar as classes de desempenho de conforto térmico e visual de venezianas externas e internas, e persianas, conforme especificado na EN 14501:2021. Este documento também especifica o método para determinar o desempenho de escurecimento de venezianas externas e internas, e persianas, conforme especificado em EN 14501:2021.

Este documento aplica-se a toda a gama de venezianas, toldos e persianas definidos na EN 12216, descritos como dispositivos de proteção solar neste documento. Algumas das características não são aplicáveis quando os produtos não são paralelos ao envidraçamento (por exemplo, toldos com braços articulados).

O Anexo D (informativo) apresenta uma abordagem para a determinação das características no caso de produtos projetáveis. Os produtos retrorrefletivos estão fora do escopo deste documento para medições de refletância. Os produtos retrorrefletivos referem-se a produtos para os quais a radiação refletida volta para a fonte de luz na mesma direção.

Os produtos que usam uma quantidade significativa de fluorescente estão fora do escopo deste documento. Nessa norma a quantidade significativa refere-se a materiais que são projetados para serem fluorescentes ou retrorrefletivos e comercializados como tal.

Não se refere a vestígios de materiais exibindo fluorescência, por exemplo, para fins de cor ou identificação. As pequenas quantidades de materiais, como dióxido de titânio, que não são incluídos principalmente para obter fluorescência, podem estar presentes.

Conteúdo da norma

Prefácio europeu……………… 5

Introdução…………………… 6

1 Escopo…………………….. 7

2 Referências normativas………….. 7

3 Termos e definições……………………. 8

3.1 Processos………………………… …… 8

3.2 Características…………………………. 9

3.3 Definições de ângulo…………………… 10

4 Notações usadas…………………………. 12

4.1 Geral……………………………… ……. 12

4.2 Propriedades visuais ou solares …………… 13

4.3 Geometria da radiação…………………. 13

4.4 Fatores ópticos………………………….. 15

5 Métodos de teste e cálculo a serem usados de acordo com o produto – Diretrizes ………………….. 15

5.1 Geral…………………………….. ……. 15

5.2 Persianas e venezianas……………….. 16

5.3 Persianas……………………………… 16

5.4 Cortinas plissadas………………………… 16

5.5 Projetando toldos……………………. 16

5.6 Persianas……………………… …… 16

6 Determinação de transmitância e refletância com uma esfera de integração ………………… 17

6.1 Princípios de medição …………17

6.1.1 Métodos espectrais e integrais………………. 17

6.1.2 Medidas absolutas e relativas (de acordo com CIE 130)………….17

6.2 Equipamento de medição……………………. 18

6.2.1 Geral…………………….. ……… 18

6.2.2 Equipamento para irradiação………… 18

6.2.3 Equipamento para detecção………………… 22

6.3 Amostras de referência ………………………….. 25

6.4 Amostras de teste……………………… 26

6.4.1 Geral………………… 26

6.4.2 Amostras com recursos direcionais……………26

6.4.3 Amostras com propriedades de espalhamento…….. 26

6.4.4 Amostras translúcidas espessas ……………………..26

6.5 Procedimentos de medição……………. 27

6.5.1 Geral……… 27

6.5.2 Aquecimento…………………… …….. 27

6.5.3 Verificações preliminares das amostras………….. 28

6.5.4 Método de teste A – Esfera integradora de feixe único (método de substituição) ………………………… 31

6.5.5 Método de teste B – Esfera integradora de feixe duplo “quase simultâneo” ……………………….. 37

6.5.6 Método de teste C – Esfera integradora de feixe duplo “Sequencial” ……………………………………… 45

7 Determinação de τn-n e τdir-dir a partir de medição direta……………. 50

7.1 Princípio de medição ……………..50

7.2 Equipamento de medição …………….. 50

7.2.1 Geral…………….. 50

7.2.2 Equipamento para irradiação ……………………. 50

7.2.3 Equipamento para detecção…………………. 50

7.2.4 Equipamento para posicionamento preciso dos componentes ópticos e amostra………………… 50

7.3 Amostras de teste…………………………. 51

7.4 Procedimento de medição ……………….51

7.4.1 Determinação de τn-n …………………. 51

7.4.2 Determinação de τdir-dir ………………54

8 Determinação do ângulo de corte …………. 55

8.1 Geral …………………………… ……. 55

8.2 Medição de ângulos de corte direcional χdir (φ), para um ângulo de rotação específico φ ……… 56

8.3 Determinação de todos os ângulos de corte direcional χdir…………….57

8.4 Determinação do ângulo de corte χ ……… 58

9 Determinação do desempenho de escurecimento de dispositivos de proteção solar e opacidade

desempenho dos materiais da cortina…….. …….. 58

9.1 Geral………………………….. ……. 58

9.2 Qualificação do observador e condições de teste ………. 58

9.3 Amostras……………………………. …… 59

9.4 Equipamento de teste …………………. 59

9.4.1 Geral…………………. 59

9.4.2 Área 1 – Iluminação da amostra………. 60

9.4.3 Área 2 – Observação da amostra……….. 61

9.5 Procedimento de teste ……………………..62

9.5.1 Teste do material da cortina………………… 62

9.5.2 Teste de produto……………………………. 63

10 Cálculo da transmitância hemisférica difusa τdif-h …….. 64

10.1 Tecidos e outros produtos com transmitância simétrica rotacional ………………… 64

10.2 Estores venezianos e outros produtos com transmitância e com simetria de ângulo de perfil …………… 64

11 Relatório de teste…………………………….. 65

Anexo A (informativo) Exemplos de equipamento de teste para características de determinação do escurecimento e opacidade………………………………….. 66

A.1 Geral……………………….. ……… 66

A.2 Exemplo 1…………………….. ….. 66

A.3 Exemplo 2 ……………………………. ….. 68

Anexo B (informativo) Determinação do coeficiente de abertura…………….. ………………… 70

B.1 Método para tecidos feitos de material opaco………… 70

B.2 Método para venezianas …………………… 70

Anexo C (informativo) Determinação das propriedades do infravermelho …………………….. 71

C.1 Geral……………………………. ……… 71

C.2 Determinação………………………… 71

Anexo D (informativo) Abordagem em caso de projeção de dispositivos de proteção solar……………….. 74

D.1 Geral……………………… 74

D.2 Modelo detalhado……………………………. 74

D.3 Abordagem simplificada para o verão…………. 76

D.4 Exemplos de cálculo……………………… 76

Anexo E (informativo) Árvore de decisão para amostras críticas ………………………… 80

Anexo F (informativo) Informações adicionais para venezianas e venezianas ……………………….. 81

F.1 Cortinas venezianas…………………… 81

F.2 Claraboias………………………. …….. 83

Anexo G (informativo) Informações adicionais para persianas…………………… 84

Bibliografia………………… 85

Os procedimentos para a amostragem de agregados

A NBR 16915 de 04/2021 – Agregados – Amostragem estabelece os procedimentos para a amostragem de agregados, desde a sua coleta e redução até o armazenamento e transporte das amostras representativas de agregados para concreto, destinadas aos ensaios de laboratório e contraprova.

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O que é uma amostra de ensaio?

O que é um lote de agregado?

Qual deve ser a quantidade de amostras a serem coletadas para estudos em concreto?

Como fazer a escolha do procedimento para a amostra de campo?

A amostragem é tão importante quanto o ensaio, por isto devem ser tomadas todas as precauções necessárias para que se obtenham amostras representativas quanto às suas natureza e características. A dimensão do lote de agregados não pode ultrapassar 300 m³ de agregados de mesma origem ou, nos processos contínuos, a quantidade corresponde a 12 h ininterruptas de produção.

No caso específico de pequenas obras, onde o volume de concreto não supere 100 m³, ou não corresponda à área de construção de mais de 500 m² nem ao tempo de execução de mais de duas semanas, a dimensão do lote não pode ultrapassar 80 m3 de agregados de mesma origem. No caso de obras de grande porte, onde a dimensão do lote é muitas vezes superior ao indicado, este limite pode ser alterado em comum acordo entre as partes.

As amostras parciais no seu conjunto, tomadas em diferentes pontos do lote, devem representar todas as possíveis variações do material, tanto quanto às suas natureza e características, bem como quanto às condições em que são encontradas, podendo assim resultar na efetiva representatividade do material. Quando for necessário realizar mais de uma amostragem de um mesmo lote, devem ser coletadas quantidades idênticas de amostras parciais em cada procedimento de amostragem.

Quando o material apresentar distinção visual quanto às suas características (por exemplo, tipo, tamanho e procedência) ou quando se desejar determinar a variação granulométrica ou as características do material, os ensaios de laboratório devem ser realizados sobre cada amostra parcial. Efetuar a amostragem quando o material estiver úmido; caso essa condição não se verifique, umedecer levemente para evitar a segregação da parte pulverulenta.

A amostra de campo deve ser reduzida às quantidades prescritas pelos respectivos métodos de ensaio, de acordo com o Anexo A, de forma a se obter a amostra de ensaio a ser enviada para o laboratório. Para os procedimentos de amostragem, inicialmente, deve ser realizada uma inspeção visual completa do local a ser amostrado, com o objetivo de analisar as características e as possíveis variações no material. Em seguida, devem ser coletadas amostras de diferentes pontos, de modo a garantir a representatividade do material.

Nos depósitos comerciais e obra, o material pode ser encontrado em pilhas, silos, sobre veículos de transporte ou correias transportadoras. Sempre que for possível, a amostra deve ser coletada no lugar de origem do material, durante o carregamento dos veículos de transporte.

Se não for possível, as amostras devem ser coletadas no lugar de destino, preferencialmente antes do material ser descarregado dos veículos. Em cada caso, o procedimento deve assegurar que não ocorra influência de segregação alguma nos resultados obtidos.

Em amostragem em pilhas, para o agregado graúdo ou mistura de agregado miúdo e graúdo, é recomendável um equipamento mecânico capaz de formar uma pilha de amostragem, pequena e separada, composta por materiais extraídos de diversos níveis e locais da pilha principal, na qual podem ser coletadas diversas amostras parciais para a formação da amostra de campo. Quando não houver equipamento mecânico disponível, as amostras de campo devem ser formadas por pelo menos três amostras parciais, obtidas no topo, no meio e na base da pilha, tanto em sua superfície como em seu interior.

Uma tábua inserida verticalmente na pilha, sobre o ponto de amostragem, previne uma maior segregação. Nas pilhas de amostragem de agregado miúdo, a camada exterior que estiver sujeita à segregação deve ser removida (de aproximadamente 0,3 m ou mais) e a amostra deve ser coletada abaixo desta camada em pelo menos três amostras parciais, obtidas no topo, no meio e na base da pilha. Alternativamente, podem ser introduzidos tubos de amostragem nas pilhas para formar a amostra composta.

Na amostragem em unidades de transporte, de agregados graúdos em vagões ferroviários ou em barcaças, deve estar previsto o uso de um equipamento mecânico capaz de extrair o material a diversos níveis e lugares ao acaso. Quando não se dispuser desse equipamento, escavar três ou mais trincheiras ao longo da unidade, em locais que, pela aparência visual, forneçam uma amostra representativa da carga.

A parte inferior da trincheira deve estar nivelada, possuindo no mínimo 0,3 m de largura e pelo menos 0,3 m de profundidade. Coletar no mínimo três amostras parciais, de pelo menos três locais diferentes, igualmente espaçados ao longo de cada trincheira, introduzindo uma pá no interior do material. A amostragem de agregados graúdos em caminhões deve ser feita em pelo menos três pontos, nos quais a camada superior deve ser removida por pelo menos 0,3 m e coletada abaixo dessa camada.

No caso da amostragem de agregados miúdos em unidades de transporte (vagões ferroviários, barcaças e caminhões), a camada exterior que estiver sujeita à segregação deve ser removida (de aproximadamente 0,3 m ou mais), e a amostra deve ser coletada abaixo dessa camada em pelo menos três amostras parciais. Alternativamente, podem ser introduzidos tubos de amostragem para formar a amostra composta.

Na amostragem no fluxo de descarga de agregados (comportas de silos ou descargas de correias), selecionar os locais de amostragem aleatoriamente. Obter no mínimo três amostras parciais aproximadamente iguais, selecionadas ao acaso da unidade de amostragem, misturando-as para formar uma amostra de campo, atendendo aos limites mínimos estabelecidos nessa norma.

As amostras parciais devem ser obtidas de várias descargas intermitentes da boca ou da seção transversal completa do fluxo do material. As amostras devem ser coletadas após a descarga de pelo menos 1 m³ de agregado. Deve ser evitada a coleta de amostras durante a descarga inicial ou final dos silos ou correias transportadoras, a fim de reduzir a segregação. Utilizar uma bandeja de dimensões apropriadas, que intercepte a seção transversal completa da saída da correia ou da comporta do silo, retendo a quantidade necessária de material, sem desviar o fluxo.

Na amostragem em correias transportadoras, selecionar os locais de amostragem aleatoriamente. A coleta das amostras deve ser feita com as correias paralisadas. Obter no mínimo três amostras parciais aproximadamente iguais, escolhidas ao acaso na unidade de amostragem, e combiná-las, formando uma amostra de campo, em quantidades suficientes para atender ao previsto nessa norma.

Inserir dois separadores com forma compatível com a da correia, ao longo do fluxo de agregados, e distanciá-los de forma a obter entre eles uma amostra parcial em quantidade desejada. Recolher cuidadosamente todo o material que estiver entre os separadores em um recipiente. Coletar os agregados finos restantes na correia em uma bandeja, com auxílio de uma escova e uma pá. Colocar ambos os materiais no recipiente de amostragem.

O número de amostras parciais é estabelecido em função do volume de material e da maior ou menor variação de suas características. O número deve ser suficiente para abranger todas as possíveis variações e assegurar a representatividade da amostra.

A amostra de campo necessária para constituir a amostra de ensaio deve ser formada pela reunião de amostras parciais, em número suficiente para atender aos valores indicados nessa norma. A tabela abaixo refere-se às amostras destinadas aos ensaios físicos ou químicos.

Inserir agregado2

As amostras de ensaio devem ser remetidas em recipientes adequados (sacos, contêineres ou caixas), evitando-se a perda de qualquer parte da amostra ou danificação do recipiente durante o manuseio e o transporte. Os recipientes para a remessa devem estar limpos, a fim de evitar qualquer contaminação da amostra, não podendo ter sido utilizados com outros materiais, como açúcar, fertilizantes ou alguma substância capaz de interferir nos ensaios com concreto.

Cada amostra deve ser identificada individualmente, mediante uma etiqueta ou cartão, fixada ou presa ao recipiente utilizado. Cada etiqueta deve conter os seguintes dados: designação do material; identificação da origem; pontos de coleta; massa da amostra; quantidade do material que representa, quando aplicável; local e data da amostragem; responsável pela coleta.

As diretrizes estruturais dos sistemas de classificação dos recursos da construção

A NBR 15965-4 de 04/2021 – Sistema de classificação da informação da construção – Parte 4: Recursos da construção estabelece as diretrizes estruturais dos sistemas de classificação 2C (Produtos), 2N (Funções) e 2Q (Equipamentos). Esta parte da NBR 15965 fornece instruções de uso e apresenta tabelas com os conteúdos relacionados.

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Quais são as regras para uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2C (Produtos) da construção?

Quais são as regras para o uso do nível 2?

Quais são as regras para uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2N (Funções)?

Qual é a estrutura do sistema de classificação 2Q (Equipamentos)?

Quais são as regras para uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2Q (Equipamentos)?

A terminologia, o sistema de classificação e as tabelas que integram esta parte da NBR 15965 foram estruturadas de acordo com as seguintes normas: NBR ISO 12006-2, Construção de edificação ‒ Organização de informação da construção ‒ Parte 2: Estrutura para classificação, que estabelece a estrutura para o desenvolvimento de sistemas de classificação da informação do ambiente construído; NBR 15965-1, Sistema de classificação da informação da construção ‒ Parte 1: Terminologia e classificação, que estabelece a terminologia, os princípios do sistema de classificação e os grupos de classificação. A tabela abaixo apresenta como as tabelas de classificação recomendadas pela NBR ISO 12006-2 estão relacionadas às tabelas especificadas pela NBR 15965-1, dentro do escopo desta parte da NBR 15965.

A estrutura estabelecida para cada classe (ou seja, para cada tabela) atendeu aos critérios de hierarquia por níveis de classificação e/ou de composição, de acordo com 4.2. A figura abaixo apresenta algumas relações entre os temas (espaços, resultados, processos, recursos, propriedades) e as tabelas que representam parte do ciclo de vida de um empreendimento.

O sistema de classificação 2C (Produtos) tem por objetivo fornecer a estrutura de classificação para os produtos da construção. A estrutura e as regras concebidas para o sistema de classificação 2C (Produtos), apresentadas nesta Seção, orientam a criação e a revisão de itens da Tabela 2C (Produtos ‒ versão 1.0) e as suas posteriores atualizações, de acordo com 6.1. Quanto à estrutura do sistema de classificação 2C (Produtos) da construção, de acordo com a NBR ISO 12006-2:2018, Tabela 1, existem três princípios de especialização que podem ser aplicados às classes de objetos relacionadas aos produtos da construção por função, forma, material ou qualquer combinação destes.

Para a definição da estrutura do sistema de classificação 2C (Produtos), o princípio de especialização adotado foi a combinação entre função e forma. Existem produtos da construção que podem ser classificados pelo princípio de especialização denominado material. Para produtos que precisam do princípio de especialização material, além dos princípios função e forma, para que sejam corretamente discriminados, recomenda-se utilizar as classes relacionadas conforme a NBR 15965-2:2012, Tabela1, conforme as diretrizes estabelecidas nas NBR ISO 12006-2 e NBR 15965-1.

Para determinar o nível de pertencimento de um produto à determinada classe, no sistema de classificação 2C (Produtos) da construção, foram adotados os critérios “tipo de” e “parte de”. Exemplo de relacionamento “parte de” para este sistema de classificação é apresentado a seguir: um tipo de esquadria é parte de um conjunto de esquadrias; este conjunto de esquadrias, por sua vez, é parte de um conjunto de produtos que contribui para a função de vedação; c) este conjunto de produtos para vedação, por sua vez, é parte de um conjunto de produtos relacionado a obras civis, etc.

Exemplo de relacionamento “tipo de” para este sistema de classificação é apresentado a seguir: um controlador de temperatura é um tipo de controle e instrumento de uso geral; um controle e instrumento de uso geral é, por sua vez, um tipo de componente de instalações industriais. O nível de decomposição adequada para descrever uma determinada classe de produtos da construção deve estar condicionado às suas especificidades.

A decomposição deve ser realizada a partir dos níveis 4 ou 5. A decomposição de uma classe de produtos deve ser realizada até os níveis em que as partes continuem sendo identificadas como exclusivas daquela classe de produtos. Se, ao decompor uma classe de produtos, for identificado que a parte pode ser relacionada a mais de uma classe superior, esta pode ser alocada em outra estrutura, tornando-se uma nova classe, ou pode ser abrigada em outra classe do mesmo sistema de classificação [neste caso, o sistema de classificação 2C (Produtos) da construção], ou pode ser alocada em outro sistema, ou seja, em outra tabela.

Se for necessário realizar, a partir do nível 5, classificações que não estejam em concordância com o princípio de especialização e combinação entre função e forma, estabelecido para este sistema de classificação, pode ser proposto o uso de outro princípio, que deve estar declarado no campo observações de cada item, que representa a classe mais importante que utiliza este princípio. Quanto às regras para o uso dos níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2C (Produtos) da construção, o modo de identificar sistemas e tabelas é estabelecido na NBR 15965-1. O Nível 1, identificado pelo código alfabético “C”, junto ao identificador de grupo “2”, compõe o nome do sistema (2C) e não é abordado nesta parte da NBR 15965, que trata das regras para a classificação de itens entre os níveis 2 a 7 do sistema de classificação 2C (Produtos).

O nível 2 estabelece as classes de produtos para construção pelo critério “tipo de”, criadas com o propósito de representar os sistemas funcionais da construção a que pertencem. São exemplos de sistemas funcionais da construção: sistemas de tratamento de solo, sistemas estruturais, produtos de divisão espacial, sistemas de coberturas, sistemas de vedação, sistemas de cobrimento, revestimentos e acabamentos, mobiliários, etc.

Neste nível não pode haver termos que identifiquem classes de produtos enquanto objetos concretos. Para a codificação das classes de nível 2, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a 98. Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1).

Inicialmente, os códigos estão com incrementos de dois algarismos a cada classe: 02 para 04, 04 para 06, etc. Os códigos 02 a 29 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos para a indústria da construção civil. Os códigos 30 a 59 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos para a indústria de obras de infraestrutura.

Os códigos 60 a 63 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos para a indústria de construções temporárias. Os códigos 64 a 91 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos que podem atender a todos os segmentos organizados da indústria, em construção civil, infraestrutura e construções temporárias.

Os códigos 92 a 98 devem ser utilizados para abrigar itens que representem produtos multifuncionais e de uso geral para a construção. Esta classe foi estabelecida para agrupar os produtos que não se enquadrem nas outras classes estabelecidas no nível 2, pois representam objetos com múltiplos usos ou funções, como agregados, aglomerantes, painéis, chapas e combustíveis. A classe 2C 99 00 00 00 00 00 foi reservada para o termo Outros (ver ABNT NBR 15965-1).

O nível 3 estabelece as classes de produtos para construção pelo critério “tipo de” ou “parte de”, conforme os subsistemas funcionais da construção a que pertencem. Neste nível não pode haver termos que identifiquem classes de produtos enquanto objetos concretos. Na criação de classes de nível 3, pelo critério “tipo de”, deve ser dada preferência pelo uso de terminologia de produtos no início da identificação dos termos. Na criação de classes de Nível 3 pelo critério “parte de”, não utilizar o uso da terminologia de produtos no início da identificação dos termos.

Para a codificação das classes de Nível 3, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a98. Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1). Inicialmente, os códigos estão com incrementos de quatro algarismos a cada classe: 02 para 06, 06 para 10, etc.

As classes de nível 3, aninhadas em classes de nível 2 com códigos entre 02 e 91, devem seguir o princípio de especialização de função, observando-se o critério “tipo de”, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 02 00 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de estruturas e vedações; Classe Nível 3: 2C 04 14 00 00 00 00 ‒ Blocos e tijolos; Classe Nível 3: 2C 04 18 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de fundações.

As classes de nível 3, aninhadas na classe de Nível 2 2C 92 00 00 00 00 00 ‒ Produtos multifuncionais e de uso geral para construção, devem seguir o princípio de especialização de forma, observando-se o critério “parte de”, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 92 00 00 00 00 00 ‒ Produtos multifuncionais e de uso geral para construção; Classe Nível 3: 2C 92 02 00 00 00 00 ‒ Agregados granulares; Classe Nível 4: 2C 92 02 02 00 00 00 ‒ Areia fina. Todas as classes de nível 3 com o código 99 devem ser reservadas para o termo outros, ver NBR 15965-1.

O nível 4 pode abrigar classes que apresentem as características a seguir: definam a especialização de subsistemas funcionais da construção; ou representem os produtos fabricados em seu primeiro grau de agregação, sempre que já estiverem estabelecidas, de modo suficiente, as hierarquias de sistemas (Nível 2) e subsistemas (Nível 3). Para a codificação das classes de nível 4, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a98.

Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1). Inicialmente, os códigos estão com incrementos de quatro algarismos a cada classe: 02 para 06, 06 para 10, etc. As classes de nível 4, aninhadas em classes de Nível 2 com códigos entre 02 e 91, devem seguir o princípio de especialização de forma, função ou uma combinação destas, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 02 00 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de estruturas e vedações; Classe Nível 3: 2C 04 18 00 00 00 00 ‒ Produtos para a execução de fundações; Classe Nível 4: 2C 04 18 02 00 00 00 ‒ Estaca; Classe Nível 4: 2C 04 18 06 00 00 00 ‒ Tubulão.

As classes de nível 4, aninhadas na classe Nível 2 2C 92 00 00 00 00 00 – Produtos multifuncionais e de uso geral para construção, devem seguir o princípio de especialização de forma. O critério de classificação, relacionado ao Nível 3, deve ser o “tipo de”, conforme os exemplos a seguir: Classe Nível 2: 2C 92 00 00 00 00 00 ‒ Produtos multifuncionais e de uso geral para construção; Classe Nível 3: 2C 92 02 00 00 00 00 ‒ Agregados granulares; Classe Nível 4: 2C 92 02 02 00 00 00 ‒ Areia fina; Classe Nível 4: 2C 92 02 06 00 00 00 ‒ Areia média. Todas as classes de nível 4 com o código 99 devem ser reservadas para o termo “outros” (ver NBR 15965-1).

Os níveis 5, 6 e 7 devem ser utilizados para as classes que especificam os produtos em graus mais detalhados de agregação. Estes níveis não podem conter termos que representem classes de produtos que se refiram a conceitos. Estes termos devem ser utilizados nos Níveis 2, 3 e, em alguns casos, no Nível 4, para a organização da estrutura deste sistema de classificação.

Para a codificação das classes de níveis 5, 6 7, foi estabelecida a reserva da sequência numérica 02 a98, para cada nível. Os itens foram codificados com intervalos entre os algarismos, para que possam ser inseridos novos itens, se necessário (ver NBR 15965-1). Inicialmente, os códigos estão com incrementos de quatro algarismos a cada classe: 02 para 06, 06 para 10, etc.

As classes de níveis 5, 6, e 7, independentemente do aninhamento, devem seguir o princípio de especialização de forma, função ou uma combinação destas. O critério de classificação deve ser o “tipo de”. Todas as classes de níveis 5, 6 e 7 com o código 99 devem ser reservadas para o termo “outros” (ver NBR 15965-1).

IEC 61010-2-130: a segurança dos equipamentos em laboratórios de estabelecimentos educacionais

A IEC 61010-2-130:2021 – Safety requirements for electrical equipment for measurement, control, and laboratory use – Particular requirements for equipment intended to be used in educational establishments by children especifica os requisitos de segurança específicos para os equipamentos e seus acessórios destinados ao uso em laboratórios de estabelecimentos educacionais por crianças sob a supervisão do órgão responsável. Especifica os requisitos gerais de segurança para os equipamentos destinados a serem usados em estabelecimentos educacionais por pessoas com idade entre 3 e 16 anos sob a supervisão de uma pessoa responsável.

Esta primeira edição cancela e substitui a IEC TS 62850, publicada em 2013. Esta edição inclui as seguintes alterações técnicas significativas em relação à IEC TS 62850: incluiu os requisitos de marcação e documentação; e os requisitos de estabilidade e manuseio.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO …………………….3

INTRODUÇÃO……………… 5

1 Escopo e objeto…………. 6

2 Referências normativas……. 7

3 Termos e definições…… 7

4 Ensaios……………………. 7

5 Marcação e documentação …………… 8

6 Proteção contra choque elétrico………… 11

7 Proteção contra RISCOS mecânicos………… 12

8 Resistência a tensões mecânicas ……………. 17

9 Proteção contra a propagação do fogo…………… 17

10 Limites de temperatura do equipamento e resistência ao calor……….. 17

11 Proteção contra RISCOS de fluidos e objetos estranhos sólidos………. 18

12 Proteção contra radiação, incluindo fontes de laser, e contra sônicos e

pressão ultrassônica …………. …… 18

13 Proteção contra gases e substâncias liberados, explosão e implosão…. 19

14 Componentes e submontagens… ………………………………. 19

15 Proteção por intertravamentos …………………….. 20

16 PERIGOS resultantes da aplicação ……………… 21

17 Avaliação de RISCO …………………. ………. 21

Anexos ……… ………………………. 22

Anexo B (normativo) Sondas de ensaio padrão…………………. 23

Anexo L (informativo) Índice de termos definidos ……………. 24

Bibliografia …………… ………………….. 25

Figura 101 – Aberturas irregulares ……………… 16

Figura 102 – Cilindro para verificação do tamanho de componentes pequenos…………… … 20

Figura B.101 – Sonda de ensaio articulada para equipamentos destinados ao uso por crianças ………….. 23

Tabela 1 – Símbolos ……….. ……………… 9

Tabela 13 – Folgas mínimas mantidas para evitar esmagamento de diferentes partes do corpo para adultos e ALUNOS OPERADORES com três anos ou mais…………… 13

Tabela 14 – Vãos máximos para impedir o acesso de diferentes partes do corpo para adultos e ALUNOS OPERADORES com 14 anos ou mais………….. 14

Tabela 101 – Distâncias mínimas de segurança para limitar o acesso a diferentes partes do corpo para ALUNOS OPERADORES com idade de três a 13 anos ………………………. 15

Tabela 19 – Limites de temperatura da superfície em CONDIÇÃO NORMAL……….18

Este documento especifica requisitos de segurança específicos para equipamentos e acessórios destinados a serem usados em estabelecimentos educacionais por ALUNOS OPERADORES que são, para fins deste documento, crianças com idades entre três e 16 anos operando equipamentos elétricos sob a supervisão de uma pessoa RESPONSÁVEL.

Equipamentos e acessórios são considerados destinados ao uso em estabelecimentos educacionais, quando explicitamente declarados na documentação que os acompanha, ou quando os materiais de vendas e marketing indicam esse uso pretendido. Isso não limita o uso de outros equipamentos para uso em estabelecimentos de ensino, no entanto, equipamentos e acessórios não avaliados de acordo com os requisitos deste documento podem necessitar de cuidados e atestados adicionais quando usados por ALUNOS OPERADORES.

O comportamento prontamente previsível de ALUNOS OPERADORES pode incluir manusear objetos e materiais associados a equipamentos e acessórios, o que representa desafios adicionais para a determinação de mau uso razoavelmente previsível. Consequentemente, critérios mais rigorosos para o acesso a peças potencialmente perigosas são necessários para equipamentos de estabelecimentos de ensino do que para uso laboratorial geral.

Além disso, as temperaturas máximas das partes que podem ser tocadas por crianças devem ser mais baixas do que para equipamentos manuseados apenas por adultos. As considerações ergonômicas e os riscos mecânicos precisam ser considerados no que diz respeito às dimensões antropomórficas das crianças, e não dos adultos.

Este documento inclui as seguintes alterações significativas em relação à Parte 1, bem como outras alterações: uma marcação é adicionada para indicar ao CORPO RESPONSÁVEL que o equipamento se destina a ser utilizado por ALUNOS OPERADORES sob supervisão; os requisitos de acessibilidade são aprimorados para levar em consideração a propensão das crianças a inserir objetos estranhos onde puderem; os limites de temperatura foram reduzidos para levar em conta a maior sensibilidade da pele da criança; as dimensões do acesso mecânico foram reduzidas para levar em conta as menores dimensões do corpo da criança; limites para radiação óptica não colimada foram introduzidos; os limites de radiação ionizante foram reduzidos; pequenas peças destacáveis abaixo de certas dimensões foram proibidas; os fabricantes são obrigados a considerar a imprevisibilidade geral do comportamento dos ALUNOS OPERADORES.

O projeto de estações de armazenamento de gás natural liquefeito (GNL)

A NBR 16934 de 03/2021 – Estação de armazenamento e vaporização de gás natural liquefeito (GNL) para suprimento de gás natural – Requisitos estabelece os requisitos mínimos para projeto, montagem, comissionamento, operação, manutenção e inspeção da estação de armazenamento e vaporização de gás natural liquefeito para suprimento de gás natural, incluindo equipamentos, segurança e dispositivos de controle. Aplica-se às seguintes situações: para o suprimento de gás natural às redes e ramais de distribuição das concessionárias de gás natural canalizado; para o suprimento de gás natural à instalação não residencial.

Não se aplica ao seguinte: plantas de produção de GNL; estações com armazenamento subterrâneo; uso residencial; estações de abastecimento de veículos com gás natural comprimido (GNC) e GNL; suprimento de gás natural para gasodutos de transporte e escoamento da produção. Não se aplica às estações já existentes à data de sua publicação, a menos que haja determinação por regulamentação legal.

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O que deve ser feito em relação ao impacto ambiental nas estações?

Quais são as distâncias de segurança?

Como deve ser executado o projeto do tanque de armazenamento de GNL?

Qual deve ser a instrumentação dos tanques de armazenamento de GNL?

O gás natural liquefeito (GNL) é submetido a processo de liquefação, por resfriamento, para estocagem e transporte, passível de regaseificação em unidades próprias. É composto predominantemente de metano e pode conter quantidades mínimas de etano, propano, nitrogênio ou outros componentes normalmente encontrados no gás natural.

A segurança e os riscos ambientais e tecnológicos devem ser gerenciados durante todo o ciclo de vida da estação por meio da adoção de um plano de gestão de riscos, que sistematicamente, identifica, analisa e avalia os riscos relacionados às pessoas, ao meio ambiente e aos equipamentos. As medidas de tratamento de risco adequadas podem ser identificadas e implementadas para reduzir os riscos aos níveis toleráveis. As diretrizes das NBR ISO 31000 e ISO 12100 devem ser seguidas no desenvolvimento de uma política e de uma estrutura de gestão de riscos.

Uma ou mais técnicas de análise de risco descritas na NBR ISO/IEC 31010 devem ser utilizadas para conduzir a análise de risco. A redução do risco pode ser alcançada por meio de medidas para reduzir a probabilidade e/ou as consequências de um cenário de risco.

Estas medidas incluem: o uso de tecnologias e modelos intrinsecamente seguros; o uso de dispositivos e sistemas de proteção; a adoção de procedimentos operacionais e de manutenção específicas; o uso de equipamentos de proteção individual; o fornecimento de informação e treinamento; a adoção de planos de emergência e de procedimentos de emergência. Devem ser consideradas medidas para mitigação de riscos referentes à sobrepressão, vazamentos de GNL, liberação de gás natural, incêndio e explosão.

As estações devem ser equipadas com dispositivos de segurança que previnam: a sobrepressão em qualquer parte da instalação; a liberação descontrolada de GNL ou de gás vaporizado pressurizado. Os dispositivos de segurança devem: ser independentes de outras funções, desde que a segurança não seja afetada; atender adequadamente aos princípios do projeto, a fim de obter uma proteção confiável; atender aos requisitos da ISO 4126-1.

Os dispositivos de segurança auxiliar devem incluir pelo menos: as válvulas de emergência com atuação automática para bloqueio e isolamento do tanque de GNL do restante da estação; uma ou mais botoeiras de parada de emergência. Medidas preventivas devem ser tomadas para evitar o risco causado por eletricidade estática, de acordo com as normas aplicáveis.

A classificação de área deve ser elaborada de acordo com a NBR IEC 60079-10-1 para identificar a localização das fontes de energia elétrica e outras fontes de ignição. Deve ser dada atenção especial aos equipamentos existentes, tal como o isolamento e a proteção dos cabos de alta-tensão. O Anexo A apresenta recomendações para o dimensionamento das zonas classificadas das principais unidades da estação.

Os tanques de GNL, equipamentos associados e a área de segurança não podem estar localizados ou expostos à falha das redes elétricas aéreas, que operam com tensão superior a 480 volts, conforme distâncias indicadas na tabela abaixo. As áreas da estação devem ser protegidas contra eventual presença de outros combustíveis ou líquidos perigosos.

Os equipamentos a combustão e/ou aquecidos com chama direta devem ser instalados fora da área classificada. A área classificada deve atender ao limite da estação dentro das distâncias de segurança, conforme estabelecido na tabela abaixo. Se uma análise de risco complementar for realizada e os resultados das distâncias de segurança forem inferiores ao da tabela abaixo, estas não podem ser consideradas no projeto das estações.

Não são permitidas fontes de ignição durante a operação normal da estação. Não é permitido o armazenamento de materiais e produtos combustíveis nas áreas classificadas da estação. Os equipamentos de combate a incêndio devem estar disponíveis para operação na estação de acordo com o exigido pelas autoridades locais e atender à legislação pertinente.

As vias de acesso devem estar livres para a circulação das equipes de combate a incêndio. Os procedimentos de combate a incêndio aprovados pelas autoridades competentes locais devem estar disponíveis na estação. Uma versão simplificada do procedimento de combate a incêndio da estação deve ser exibida em um local de fácil visualização e acesso, devendo conter a indicação da posição das botoeiras de ESD ou parada de emergência (emergency shut down) um sistema projetado para minimizar as consequências das situações de emergência, interrompendo fluxos, desenergizando circuitos, isolando equipamentos ou áreas, despressurizando linhas e vasos, etc.

As medidas de proteção contra explosão devem ser conduzidas de acordo com as partes aplicáveis da NBR IEC 60079. Todos os equipamentos e componentes elétricos e não elétricos previstos para uso em atmosferas potencialmente explosivas (áreas perigosas) devem ser projetados e fabricados de acordo com as boas práticas de engenharia e em conformidade com as categorias requeridas para os equipamentos do grupo II, de forma a garantir a ausência de qualquer fonte de ignição, conforme estabelecido na NBR IEC 60079.

Os equipamentos e componentes elétricos devem no mínimo ser adequados para grupo de explosão IIA e classe de temperatura T1, conforme estabelecido na NBR IEC 60079-0. A ignição em atmosferas explosivas deve ser prevenida pelo uso de sistemas de proteção estabelecidos nas partes aplicáveis da NBR IEC 60079. As zonas de risco aplicáveis são estabelecidas na NBR IEC 60079-10-1.

Deve ser efetuada uma avaliação do local e do solo para determinar as condições adequadas da instalação, conforme Anexo B. Todos os equipamentos, componentes, tubulações, acessórios e materiais da estação devem ser montados de forma adequada ao uso a que se destinam, devendo ser instalados e utilizados de acordo com as instruções do fabricante. As regulamentações (leis, decretos, portarias no âmbito federal, estadual ou municipal) aplicáveis ao projeto, construção e instalação da estação devem ser consideradas.

As referências normativas vigentes para equipamentos criogênicos devem ser consideradas para o projeto de tubulação e vasos de pressão. Devem ser previstos válvulas e manômetros na estação de maneira a permitir o processo de despressurização dos componentes para uma intervenção segura. Um exemplo informativo do fluxograma de processo da estação é apresentado no Anexo C.

A estação deve ser projetada e construída de forma a assegurar fácil acesso e que a operação e a manutenção sejam realizadas com segurança. O sistema de iluminação deve ser projetado de forma fixa e redundante para garantir que as atividades de operação, manutenção e emergência sejam realizadas de maneira segura e ininterrupta.

Os sistemas da estação devem ser operados e supervisionados por pessoal capacitado na atividade-fim. Sempre que houver modificação de projeto, construção e montagem na estação, ou alteração no ambiente (novas construções, linhas de transmissão, rodovias, densidade demográfica) esta deve ser avaliada e validada considerando o seguinte: análise de segurança dos processos e estudo de riscos e operacionalidade (HAZOP); medidas de mitigação para riscos de incêndios; localização e posicionamento dos tanques e da própria estação; análise do sistema de ESD; sistemas de detecção de incêndio e de gás; ventilação; sistema de drenagem e contenção; outras características pertinentes da instalação e sua vizinhança.

A documentação técnica deve ser submetida à (s) autoridade (s) competente (s) para validação e deve estar disponível no local da estação. Deve ser efetuada uma revisão “como construído” no projeto do posicionamento e caminhamento de toda a tubulação, e uma cópia deve estar disponível na estação de GNL.

A aplicação de bombas e/ou compressores em estações de GNL para suprimento de redes de distribuição de gás com pressão de serviço superior à de serviço do tanque de armazenamento deve atender ao estabelecido na Seção 7. O projeto e a operação da estação devem prever medidas para mitigar a liberação de gás (boil-off) para a atmosfera. O alívio de gás de outras partes da estação pode ser retornado para acumulação no tanque de armazenamento e/ou ser tratado por outros meios adequados.

A escolha da localização e o projeto do leiaute da estação devem estar de acordo com as distâncias mínimas de segurança e requisitos de áreas perigosas. A localização de equipamentos que contenham GNL deve atender aos requisitos de segurança, ser ao ar livre e em ambiente ventilado. As distâncias de segurança dos tanques de armazenamento de GNL devem ser especificadas de acordo com a capacidade hidráulica destes.

A capacidade em massa dos tanques pode ser calculada multiplicando-se a capacidade hidráulica do tanque pela massa específica de GNL previsto, a qual deve ser expressa em kgf/m³. As instruções de segurança relativas à descarga do caminhão-tanque, da operação da estação, dos dispositivos de emergência e de combate a incêndio devem ser afixadas em local visível e de fácil acesso.

No leiaute da estação deve ser previsto espaço suficiente para serviços de inspeção e de manutenção. Os componentes da estação de GNL devem estar adequadamente protegidos contra colisões de veículos, por exemplo, utilizando guarda-corpos ou postes de aço preenchidos com concreto, ou uma proteção equivalente destinada a suportar a força de colisão esperada. Deve ser dada especial atenção à proteção contra a colisão no tanque de armazenamento de GNL.

As vias de entrada e de saída para a área de carregamento do tanque de armazenamento de GNL devem ser desobstruídas e proporcionar um acesso fácil ao caminhão-tanque, com um mínimo de manobra. Recomenda-se que o leiaute da estação em caso de emergência, permita que o caminhão-tanque seja capaz de seguir em direção à frente.

Devem ser consideradas no projeto medidas mitigadoras contra colisões devidas à possibilidade de fluxo de veículos externos nas proximidades da estação (ver Anexo D). O ponto de descarga de GNL deve ser protegido para sustentar a força da colisão de veículos, usando bate-roda, postes de aço preenchidos com concreto, ou proteção equivalente. Uma atenção especial deve ser dada também à proteção contra colisão ao tanque de armazenamento de GNL e ao tanque de odoração.

O caminhão-tanque de GNL deve ter fácil acesso ao ponto de transferência do produto para a estação. O bocal de abastecimento da estação deve ser localizado de modo a permitir o fácil acesso, por pessoa autorizada, para realizar a operação de descarga do caminhão-tanque para o tanque de armazenamento de GNL.

O tipo de conector do mangote deve ser compatível com o bocal de abastecimento. Devem ser fornecidos meios adequados de controle de acesso de pessoas não autorizadas às instalações, de modo a garantir segurança de operacional. Sempre que forem utilizadas cercas de segurança ou proteção semelhante, devem ser previstas pelo menos duas saídas de emergência, localizadas de forma a facilitar a evacuação da área.

Os vaporizadores atmosféricos devem estar localizados de modo que a circulação de ar em torno destes não seja restringida. Os vaporizadores devem ser separados das áreas de tráfego para que a neblina gerada pelo arrefecimento do ar em torno do vaporizador, não afete a segurança dos veículos das pessoas e instalações em geral.

Os equipamentos elétricos e não elétricos capazes de produzir ignição devem ser projetados para uso em áreas classificadas, conforme determinado por análise de risco. Devem ser fornecidos meios de acessos seguros e espaço suficiente para inspeção, manutenção e assistência a todos os equipamentos que necessitem de manutenção ou de intervenção local.

Não pode haver presença de entulho, detritos, ou outros materiais que possam apresentar risco de incêndio na área de instalação da estação de GNL. Materiais combustíveis não podem ser estocados ou deixados sem controle nas áreas classificadas da estação. Devem ser removidas as vegetações de áreas não pavimentadas e entorno, antes que sequem.

A seleção correta de dispositivos de intertravamento associados às proteções em máquinas

Conheça os princípios para o projeto e a seleção – independentemente da natureza da fonte de energia – de dispositivos de intertravamento associados às proteções. Abrange os dispositivos de intertravamento utilizados nas proteções.

A NBR ISO 14119 de 02/2021 – Segurança de máquinas – Dispositivos de intertravamento associados às proteções – Princípios de projeto e seleção especifica os princípios para o projeto e a seleção – independentemente da natureza da fonte de energia – de dispositivos de intertravamento associados às proteções. Abrange os dispositivos de intertravamento utilizados nas proteções. A ISO 14120 especifica os requisitos gerais para o projeto e a construção de proteções fornecidas principalmente para proteger as pessoas contra perigos mecânicos.

O processamento do sinal do dispositivo de intertravamento para cessar os movimentos da máquina é tratado na NBR ISO 13849-1 ou na IEC 62061. Essa norma não fornece necessariamente todos os requisitos específicos para os sistemas acionados por chave transferível (trapped key), mas fornece medidas para minimizar a burla dos dispositivos de intertravamento de uma maneira razoavelmente previsível.

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Quais são os modos de operação de dispositivo de bloqueio em dispositivos de bloqueio acionados por energia elétrica?

Quais são os modos de acionamento de dispositivos de intertravamento?

Quais são os requisitos adicionais em dispositivos de bloqueio?

Como deve ser executado o monitoramento do bloqueio?

A estrutura das normas de segurança no campo das máquinas é a descrita a seguir. As normas do tipo A (normas básicas de segurança) proveem conceitos básicos, princípios de projeto e aspectos gerais que podem ser aplicados a todas as máquinas. As normas do tipo B (normas de segurança genéricas) abordam um aspecto de segurança ou um tipo de dispositivo de segurança que pode ser utilizado em uma ampla variedade de máquinas. As normas do tipo B1, sobre aspectos de segurança específicos (por exemplo, distâncias de segurança, temperatura da superfície, ruído).

As normas do tipo B2, sobre dispositivos de segurança (por exemplo, comando acionados pelas duas mãos, dispositivos de intertravamento, dispositivos sensíveis à pressão, proteções) e as normas do tipo C (normas de segurança de máquinas) abordam os requisitos de segurança detalhados para uma máquina ou grupo de máquinas específico. Este documento é uma norma do tipo B2, conforme declarado na NBR ISO 12100.

Os requisitos deste documento podem ser complementados ou modificados por uma norma do tipo C. Para máquinas que são abrangidas pelo escopo de uma norma do tipo C e que foram projetadas e construídas de acordo com os requisitos da referida norma, os requisitos dessa referida norma do tipo C prevalecem.

Esta norma foi preparada para prover orientações aos projetistas de máquinas e redatores de normas de segurança de produto sobre como projetar e selecionar dispositivos de intertravamento associados às proteções. As suas seções relevantes, utilizadas isoladamente ou em conjunto com disposições das outras normas, podem ser utilizadas como uma base para procedimentos de verificação para a adequabilidade de um dispositivo para aplicações de intertravamento.

Os Anexos A a F, de caráter informativo, descrevem a tecnologia e as características típicas dos quatro tipos definidos de dispositivos de intertravamento. Outras soluções podem ser adotadas, desde que estejam em conformidade com os princípios desta norma. Os Anexos G a I, de caráter informativo, proveem informações sobre aspectos específicos, como dispositivos de intertravamento utilizados em funções de segurança, apreciação de riscos considerando a motivação para burla e forças de ação estáticas.

O ISO/TR 24119 está em estudo e proverá informações sobre a ocultação de defeitos na conexão em série de dispositivos de intertravamento. A proteção com intertravamento é uma proteção associada a um dispositivo de intertravamento que, em conjunto com o sistema de comando da máquina, realiza as seguintes funções: impede a máquina de executar as suas funções perigosas “cobertas” pela proteção, até que a proteção esteja fechada; se a proteção for aberta, durante a operação das funções perigosas da máquina, executa o comando de parada: quando a proteção for fechada, a execução das funções perigosas da máquina “cobertas” pela proteção podem ser executadas (o fechamento da proteção não inicia por si só a operação de tais funções).

Uma proteção com intertravamento pode conter/estar equipada com um ou mais dispositivos de intertravamento. Esses dispositivos de intertravamento também podem ser de tipos diferentes. As técnicas de intertravamento envolvem uma ampla variedade de aspectos tecnológicos. Os dispositivos de intertravamento podem ser classificados utilizando uma grande variedade de critérios, por exemplo, a natureza da ligação entre a proteção e o sistema de saída ou o tipo tecnológico (eletromecânico, pneumático, eletrônico, etc.) do sistema de saída.

Os dispositivos de intertravamento possuem uma função de monitoramento da posição da proteção que detecta se a proteção está fechada ou não e produz um comando de parada quando a proteção não está na posição fechada. Um dispositivo de intertravamento também pode ser utilizado no controle de outras funções, por exemplo, a aplicação de um freio para parar as funções perigosas da máquina antes que o acesso seja possível.

Alguns dispositivos de intertravamento também possuem uma função de bloqueio para manter a proteção bloqueada enquanto a função perigosa da máquina estiver presente. Uma função de monitoramento da condição do dispositivo de bloqueio monitora se o dispositivo de bloqueio está engatado ou liberado e produz um sinal de saída apropriado.

A tabela abaixo mostra os princípios de acionamento e atuadores para os tipos definidos de dispositivos de intertravamento. Já a figura abaixo mostra o princípio de dispositivos de intertravamento Tipos 1, 2, 3 e 4. Os quatro tipos de dispositivos de intertravamento não são apresentados em uma ordem hierárquica. A aplicação correta de cada tipo de dispositivo de intertravamento dependerá da apreciação de risco que convém que seja realizada para a máquina específica.

Quando uma função de intertravamento da proteção sem bloqueio for utilizada, a proteção pode ser aberta a qualquer momento, independentemente da função da máquina. Se a proteção não estiver fechada, o dispositivo de intertravamento deve gerar um comando de parada. O tempo de acesso deve ser maior que o tempo total de parada do sistema. Quando o intertravamento com bloqueio for aplicado, a abertura da proteção deve ser impedida por um dispositivo de bloqueio, a menos que todas as funções perigosas da máquina cobertas por essa proteção tenham cessado.

Existem duas alternativas para o projeto da função de bloqueio. O desbloqueio da proteção pode ser iniciado a qualquer momento pelo operador. Quando o desbloqueio é iniciado, um comando de parada é gerado pelo dispositivo de bloqueio. Isto é denominado de desbloqueio incondicional. O tempo necessário para a proteção ser desbloqueada deve ser maior que o tempo necessário para que a função perigosa da máquina cesse.

O desbloqueio da proteção é possível somente quando as funções perigosas da máquina tiverem cessado. Isto é denominado de desbloqueio condicional. A parte mecânica (por exemplo, pino) que bloqueia a proteção com intertravamento pode ser acionada manualmente e liberada manualmente; acionada por ação de mola (ou similar) e liberada por energização; acionada por energização e liberada por ação de mola (ou similar); acionada por energização e liberada também por energização.

O bloqueio operado mecanicamente deve utilizar o princípio de bloqueio mecânico direto devido ao formato. O atrito e a força de forma isolada não podem ser levados em consideração. No dispositivo de intertravamento com bloqueio operado eletromagneticamente, a proteção é mantida fechada (bloqueada) sem qualquer meio de bloqueio mecânico por uma força eletromagnética. O bloqueio eletromagnético opera sobre o princípio de aplicação de energia elétrica ou energização e liberação por desenergização

Os interruptores de posição devem estar dispostos de modo que estejam suficientemente protegidos contra uma alteração da sua posição. A fim de atingir esse objetivo, alguns requisitos devem ser atendidos. Por exemplo, os fixadores dos interruptores de posição devem ser confiáveis e a sua remoção deve ser feita somente com o auxílio de uma ferramenta

Os interruptores de posição Tipo 1 devem ter meios que permitam a fixação no local de modo permanente, após o ajuste (por exemplo, por meio de pinos ou cavilhas) e os meios de acesso necessários aos interruptores de posição para manutenção e verificação da operação correta devem ser assegurados. A prevenção contra burla de uma maneira razoavelmente previsível também deve ser considerada ao serem projetados os meios de acesso; o autoafrouxamento deve ser prevenido.

A burla do interruptor de posição de uma maneira razoavelmente previsível deve ser evitada (ver Seção 7) e o interruptor de posição deve estar localizado e, se necessário, protegido de modo que danos de causas externas previsíveis sejam prevenidos. O movimento produzido por acionamento mecânico ou a folga do sistema de acionamento do dispositivo de proximidade devem permanecer dentro da faixa de operação especificada pelo fabricante do interruptor de posição ou sistema de acionamento, de modo a assegurar a operação correta e/ou evitar o sobrecurso.

Um interruptor de posição não pode ser utilizado como um batente mecânico, a menos que este seja o uso previsto do interruptor de posição, conforme declarado pelo fabricante e um desalinhamento da proteção que venha a criar uma folga antes que o interruptor de posição altere o seu estado não pode ser suficiente para prejudicar o efeito funcional da proteção (para acesso às zonas de perigo, ver NBR ISO 13855 e ISO 13857). O suporte e a fixação dos interruptores de posição devem ser suficientemente rígidos para manter a operação correta do interruptor de posição.

Os atuadores devem ser fixados de forma a minimizar a possibilidade de afrouxamento ou a alteração da posição prevista em relação ao sistema de acionamento durante o tempo de vida útil previsto. Uma verificação regular pode ser necessária. Alguns requisitos devem ser atendidos. Os fixadores dos atuadores devem ser confiáveis e o seu afrouxamento somente deve ser feito com auxílio de uma ferramenta.

O autoafrouxamento deve ser prevenido e o atuador deve estar localizado e, se necessário, protegido de modo que danos de causas externas previsíveis sejam evitados. Um atuador não pode ser utilizado como um batente mecânico, a menos que este seja o uso previsto do atuador, conforme declarado pelo fabricante.

O suporte e a fixação dos atuadores devem ser suficientemente rígidos para manter a operação correta do atuador. Os cames rotativos e lineares para dispositivos de intertravamento Tipo 1 devem atender aos seguintes requisitos: ser fixados por elementos que requeiram uma ferramenta para a sua remoção; a fixação final é atingida pelo formato de encaixe (por exemplo, ranhuras ou chaveta) ou outros métodos que garantam a integridade de fixação de modo equivalente; e não danifiquem o interruptor de posição ou prejudiquem a sua durabilidade.