ASME A112.1070: o desempenho dos dispositivos limitadores de temperatura da água

Essa norma, editada em 2020 pela American Society of Mechanical Engineers (ASME), trata dos dispositivos de limitação de temperatura da água destinados a limitar a temperatura da água quente ou temperada fornecida a acessórios para instalações como pias, bidês, lavatórios e banheiras para reduzir o risco de escaldamento. Esses dispositivos não foram projetados para lidar com choques térmicos.

A ASME A112.1070:2020 – Performance requirements for water temperature limiting devices estabelece os dispositivos de limitação de temperatura da água destinados a limitar a temperatura da água quente ou temperada fornecida a acessórios para instalações como pias, bidês, lavatórios e banheiras para reduzir o risco de escaldamento. Esses dispositivos não foram projetados para lidar com choques térmicos.

Conteúdo da norma

Prefácio 15

Seção I18

1 Escopo 18

Seção II 19

2 Publicações de referência e definições 19

2.1 Publicações de referência 19

2.2 Definições 19

Seção III 20

3 Projeto e requisitos gerais 20

3.1 Pressão nominal, taxa de fluxo e faixa de temperatura 20

3.1.1 Pressão nominal 20

3.1.2 Taxa de fluxo 20

3.1.3 Faixa de temperatura 20

3.2 Conexões finais 20

3.3 Função 20

3.4 Fluxo cruzado 21

3.5 Toxicidade e teor de chumbo 21

3.6 Dispositivos que incorporam recursos elétricos 21

3.7 Manutenção 22

Seção IV 22

4 Requisitos de desempenho e métodos de ensaio 22

4.1 Geral 22

4.1.1 Pré-condicionamento 22

4.1.2 Instalação para ensaio 22

4.1.3 Sequência de ensaio 22

4.2 Ensaio de condicionamento de alta temperatura 22

4.2.1 Objetivo 22

4.2.2 Procedimento 22

4.2.3 Critérios de falha 23

4.3 Pressão de trabalho e ensaio de temperatura 23

4.3.1 Geral 23

4.3.2 Objetivo 23

4.3.3 Procedimento com a válvula fechada 23

4.3.4 Procedimento com a válvula aberta e a (s) saída (s) bloqueada (s) 23

4.3.5 Ensaiar temperaturas e pressões 23

4.3.6 Critérios de falha 23

4.4 Ensaio de fluxo cruzado 24

4.4.1 Objetivo 24

4.4.2 Procedimentos 24

4.4.3 Critérios de falha 24

4.5 Ensaio de ciclo de vida 24

4.5.1 Objetivo 24

4.5.2 Procedimento 24

4.5.3 Critérios de falha 24

4.6 Ensaio de variação de pressão e temperatura 25

4.6.1 Coleta de dados (ver Figura 1) 25

4.6.2 Procedimento (ver Figura 1) 25

4.6.3 Critérios de falha 26

4.7 Ensaio de falha de abastecimento de água fria 26

4.7.1 Objetivo 26

4.7.2 Procedimento 26

4.7.3 Critérios de falha 27

4.8 Ensaio de pressão hidrostática 27

4.8.1 Objetivo 27

4.8.2 Procedimento 27

4.8.3 Critérios de falha 27

Seção V 27

5 Marcações, embalagens, instruções e literatura 27

5.1 Marcações do produto 27

5.2 Identificação de configuração de controle de temperatura 27

5.3 Embalagem 28

5.4 Instruções de instalação e manutenção 28

5.5 Fluxo nominal 28

5,6 Temperatura da água 28

Anexo A (informativo) – Conversão de unidades e critérios de arredondamento 30

Anexo B (informativo) – Verificação da constante de tempo do equipamento de medição de temperatura 31

Essa norma cobre os dispositivos de limitação de temperatura da água destinados a limitar a temperatura da água quente ou temperada fornecida a acessórios para instalações como pias, bidês, lavatórios e banheiras para reduzir o risco de escaldamento. Esses dispositivos não foram projetados para lidar com choques térmicos. A menos que seja especificado de outra forma nesta norma, os dispositivos limitadores de temperatura da água são chamados de dispositivos.

As unidades SI são as unidades de registro no Canadá. Nessa norma, as unidades de polegada/libra são mostradas entre parênteses. Os valores declarados em cada sistema de medição são equivalentes na aplicação; entretanto, cada sistema deve ser usado independentemente. A combinação de valores dos dois sistemas de medição pode resultar em não conformidade com esta norma. Todas as referências a galões referem-se a galões americanos. Para obter informações sobre os critérios de conversão usados nesta norma, consulte o Anexo A.

Os níveis adequados de proteção à segurança da informação

A NBR 16167 de 12/2020 – Segurança da informação – Diretrizes para classificação, rotulação, tratamento e gestão da informação estabelece as diretrizes para classificação, rotulação, tratamento e gestão da informação, de acordo com a sua sensibilidade e criticidade para a organização, visando o estabelecimento de níveis adequados de proteção. A classificação da informação é a ação de definir o nível de relevância da informação, a fim de assegurar que a informação receba um nível adequado de proteção, conforme seu valor, requisitos legais, sensibilidade e criticidade para a organização. Já a rotulação da informação é o registro, nas informações, do nível de classificação e do grupo de acesso atribuído a estas informações e a gestão da informação é o conjunto de ações referentes ao estabelecimento de diretrizes de tratamento e proteção da informação, em função do seu nível de classificação, envolvendo todas as etapas do seu ciclo de vida.

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O que é um dado pessoal sensível?

O que é o tratamento da informação?

Quem é o proprietário da informação?

Por que fazer a rotulação da informação?

Convém que as pessoas somente tenham acesso às informações que sejam necessárias, direta ou indiretamente, ao desenvolvimento de suas atividades de trabalho e demais responsabilidades associadas, dentro da organização. Convém que as informações proprietárias e não proprietárias da organização, utilizadas durante as suas atividades, sejam classificadas de acordo com o nível de sensibilidade que representam para o negócio, para indicar a necessidade, a prioridade e o nível esperado de proteção, quando de seu tratamento pelos colaboradores e demais partes interessadas pertinentes.

Convém que toda e qualquer informação crítica e sensível, seja em meio físico ou eletrônico, seja rotulada com a sua classificação durante todo o seu ciclo de vida. Convém que qualquer pessoa em posse de uma informação respeite a sua classificação e todas as atribuições estabelecidas pelo seu rótulo durante o tratamento.

Convém que seja desenvolvido um processo amplo de conscientização, treinamento e educação, visando disseminar a cultura de classificação e gestão da informação. Convém que seja implantado um processo de auditoria, monitoramento e medição para verificação da aderência do processo de classificação e gestão da informação e obtenção de sugestões de melhoria.

Convém que o papel de proprietário da informação seja definido e que este seja responsável por sua classificação e definição do grupo de acesso. Cabe ao proprietário a responsabilidade de definir e periodicamente realizar a análise crítica da classificação da informação e dos controles de acesso, levando em conta as políticas, a legislação vigente e os controles aplicáveis

O proprietário da informação pode delegar esta atividade para os responsáveis pelos processos que geram as informações, porém a responsabilidade continua sendo do proprietário. No caso de dúvidas sobre a classificação de determinada informação, recomenda-se recorrer ao proprietário da informação.

Convém que os proprietários das informações cuidem para que todas as informações sob sua responsabilidade sejam classificadas e rotuladas. Convém que o papel de custodiante da informação seja definido nas áreas da organização, visando facilitar a implantação da cultura de classificação da informação, o acompanhamento das ações realizadas e o suporte às dúvidas dos usuários da informação.

Convém que seja atribuída a todos os funcionários, colaboradores e demais partes interessadas pertinentes, a responsabilidade por tratar as informações de acordo com a sua classificação e com as diretrizes de tratamento e gestão estabelecidas pela organização. Convém que, no processo de classificação, sejam considerados o valor da informação, os requisitos legais, a sensibilidade, a criticidade, o ciclo de vida e o prazo de validade da informação, a necessidade de compartilhamento e restrição, a análise de riscos e os impactos para o negócio.

Convém que o proprietário da informação realize a sua classificação de acordo com os critérios estabelecidos nesta norma e que considere: o momento em que a informação é gerada ou inserida nos processos da organização; o momento em que é identificada uma informação que ainda não foi classificada; a presença de dado pessoal e/ou de dado pessoal sensível. Convém que o processo de classificação de uma determinada informação contemple a análise crítica periódica, visando assegurar que o nível de classificação e proteção continue adequado e atualizado.

Se pertinente, pode ocorrer a reclassificação da informação quando: for identificada uma informação incorretamente classificada; ocorrerem mudanças no contexto de valor das informações durante o seu ciclo de vida; forem atendidos os requisitos legais ou as mudanças em processos internos da organização; vencer o prazo de temporalidade da classificação de uma determinada informação; for atingido o fim do ciclo de vida da informação. Todos os usuários precisam comunicar ao proprietário da informação a inexistência ou inconsistência na classificação da informação.

Entretanto, cabe ao proprietário da informação a responsabilidade por definir ou rever a classificação. Convém que as informações de origem externa que participam dos processos da organização, como relatórios de partes interessadas pertinentes, informações e documentos de clientes e fornecedores, correspondências, etc., sejam tratadas de acordo com o nível de criticidade e sensibilidade estabelecido pelo responsável externo.

Convém que seja considerado o estabelecimento de acordo formal de confidencialidade com terceiros, que preveja a correta transferência, identificação, classificação e tratamento da informação entre as organizações, visando a segurança da informação. Convém que atenção especial seja dada na interpretação dos rótulos de classificação sobre documentos de outras organizações, que podem ter definições diferentes para rótulos iguais ou semelhantes aos usados.

As informações de origem externa são aquelas que não são de propriedade da organização. Convém que os acordos com terceiros sejam estabelecidos com os mesmos níveis ou níveis superiores de proteção dos dados e informações. Convém que a organização considere a criação de classes de informação para simplificar a tarefa de classificação.

Convém que o processo de classificação da informação seja considerado para especificação dos requisitos de segurança da informação dos ambientes físicos que armazenam informações sensíveis. Convém que a organização considere a instalação de controles apropriados de proteção, como, por exemplo, a instalação de sistemas adequados e controle de acesso, monitoração por CFTV, entre outros, etc.

Convém que a organização considere a viabilidade de utilização de um sistema informatizado para apoiar o processo de classificação, rotulação e gestão da informação. Convém que sejam especificados pela organização os processos disciplinares adequados para apoiar no tratamento dos desvios realizados pelas pessoas em relação às diretrizes desta norma, conforme a NBR ISO IEC 27002:2013, 7.2.3. Convém que todos os funcionários, colaboradores e demais partes interessadas pertinentes fornecedores e terceiros que tenham acesso a informações proprietárias assinem um termo de confidencialidade ou de não divulgação antes de receberem o acesso aos recursos de processamento da informação.

Convém que o proprietário da informação seja comunicado formal e imediatamente quando houver suspeita de que uma informação foi comprometida, divulgada sem autorização, roubada, adulterada ou perdida. Convém se que evite a criação de esquemas de classificação muito complexos utilizando diversos níveis, pois isto pode engessar o processo e o fluxo de informação, por meio da aplicação de controles desnecessários (ver NBR ISO/IEC 27002:2013, 8.1.2).

Em contrapartida, poucos níveis podem gerar uma falsa sensação de segurança, devido ao relaxamento na classificação ou mesmo à perda de recursos por gestão além do necessário. Uma referência básica para o estabelecimento dos níveis de classificação é apresentada na tabela abaixo. A titulação de cada nível é definida pela organização.

A gestão da informação é o objetivo final do processo. Por meio da gestão adequada da classificação das informações, os controles e a proteção adequada são providos, visando assegurar sua confidencialidade, integridade e disponibilidade.

Para viabilizar este processo, convém que sejam identificados os cenários de fluxo de informações que ocorrem no dia a dia das organizações e, para cada cenário, convém que sejam estabelecidas as diretrizes básicas de gestão e tratamento em função do nível de classificação da informação. Convém que os cenários estejam baseados em todas as formas de tratamento da informação. Estes cenários e respectivas diretrizes formam o senso comum para a gestão da informação, de modo que, independentemente de pessoas e áreas, o tratamento seja o mesmo para as diversas situações.

O projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de esgoto

Saiba quais são os requisitos para a elaboração de projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de esgoto.

A NBR 12208 de 10/2020 – Projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de esgoto — Requisitos especifica os requisitos para a elaboração de projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de esgoto.

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Como deve ser projetada a câmara de sucção (ou poço de sucção) para bomba tipo submersível?

Quais são os materiais a serem aplicados na estrutura da câmara de sucção (ou poço de sucção)?

Qual deve ser a velocidade no barrilete de recalque?

O que se deve levar em consideração no cálculo da altura manométrica?

Existem alguns elementos necessários para o desenvolvimento do projeto. Por exemplo, a caracterização da estação de bombeamento ou estação elevatória, pontos de sucção e de recalque/descarga, vazão de dimensionamento, características físico-químicas e biológicas do esgoto a ser bombeado ou elevado, níveis de enchente ou inundação no local; o levantamento planialtimétrico cadastral da área da estação de bombeamento ou elevatória com detalhes da vegetação, tipo de pavimento, acesso, obras especiais, indicação das interferências. O cadastro de unidade (s) operacional (is) relacionada (s) à estação de bombeamento ou elevatória e de interferências e as informações ou levantamentos socioambientais, geotécnicos, geológicos e arqueológicos, vazão de outorga, se aplicável.

Importante conhecer os dados físicos e operacionais do sistema de esgotamento sanitário existente; a disponibilidade de energia elétrica; os estudos, planejamentos e projetos existentes correlacionados; os estudo de concepção do sistema de esgotamento sanitário, elaborado conforme a ABNT NBR 9648; os planos diretores do sistema de esgotamento sanitário e demais planos diretores e o plano de urbanização, legislação relativa ao uso e ocupação do solo.

Deve-se levar em conta a restrição ambiental que interfira na área de influência do projeto; o plano de saneamento básico; as condições mínimas de segurança e medicina do trabalho, conforme legislação e normas vigentes; as legislações pertinentes vigentes; os critérios, procedimentos e diretrizes da prestadora de serviço ou contratante do sistema de esgotamento sanitário; e as vazões médias afluentes, inicial e final (Qi e Qf), definidas conforme literatura específica.

As atividades necessárias para o desenvolvimento do projeto são as seguintes: validar o estudo de concepção e/ou realizar estudo técnico, econômico, social, financeiro e ambiental; analisar as instalações do sistema de bombeamento ou elevatória existente, objetivando seu aproveitamento, quando for o caso; avaliar e considerar na solução técnica a restrição ambiental incidente, quando existir; avaliar o acesso a estação de bombeamento ou elevatória; complementar os levantamentos topográficos, as interferências, os estudos geológicos, geotécnicos e arqueológicos, quando necessário; determinar as vazões de projeto do sistema de bombeamento, levando em conta as condições operacionais do sistema de esgotamento sanitário.

Deve-se, também, determinar a altura manométrica; determinar o tipo e o arranjo físico da elevatória; dimensionar a casa de bombas, quando aplicável; selecionar os equipamentos de movimentação de carga e serviços auxiliares; determinar os sistemas de acionamento, medição e controle; determinar o traçado das tubulações de sucção e recalque; dimensionar e selecionar o material das tubulações de sucção e recalque; avaliar os diferentes materiais aplicados (conjunto motor-bomba, componentes, equipamentos, tubulações), de modo a compatibilizar as melhores soluções técnicas e econômicas com tempo de vida útil requerido no estudo e/ou projeto; dimensionar a câmara de sucção ou poço de sucção, quando necessário; elaborar as especificações dos equipamentos, das conexões e das tubulações; estudar os efeitos dos transitórios hidráulicos e selecionar o (s) dispositivo (s) de proteção do sistema; avaliar a resistência mecânica das partes componentes do sistema de bombeamento ou elevatória às ações internas e externas atuantes; detalhar as etapas de implantação; detalhar a interdependência das atividades e o plano de execução das obras, otimizando o tempo de paralisação do sistema, quando necessário; e prever a implantação de dispositivos que permitam os procedimentos de limpeza, esgotamento, drenagem, estanqueidade, by-pass, da estação de bombeamento ou da elevatória.

É importante compatibilizar o projeto da estação de bombeamento ou elevatória com os demais projetos complementares [arquitetônico, estruturais, hidrossanitários, elétricos (inclusive iluminação), eletromecânicos, automação, monitoramento, instrumentação, ventilação, acústica, combate a incêndio, inspeção, urbanização, acessos, segurança]. Os elementos que devem compor o projeto são os seguintes: memorial descritivo e justificativo, contendo os estudos, cálculos realizados, simulações hidráulicas; peças gráficas do projeto, em escalas adequadas, atendendo às normas técnicas aplicáveis e às recomendações e padronizações da prestadora de serviço ou contratante; orçamento detalhado das obras, conforme etapas determinadas para a implantação; as diretrizes operacionais contendo o plano de operação e controle previsto para o sistema de bombeamento ou elevatória, detalhamento das vazões máximas e mínimas operacionais, quando aplicável; e as diretrizes para pré-operação, comissionamento e/ou operação assistida, quando aplicável.

Para a determinação do local adequado para a implantação da estação de bombeamento ou elevatória, devem ser levados em consideração os seguintes fatores, de importância ponderada em função das condições técnicas e econômicas de cada projeto: desnível geométrico, o menor possível; as características morfológicas; o traçado da linha de recalque, conforme a NBR 16682; buscar o menor possível tecnicamente; desapropriação, legalização de áreas; os acessos permanentes e que permitam a movimentação do transporte para a manutenção; as proteções contra enchentes, inundações e enxurradas; a estabilidade contra erosão; a disponibilidade de energia elétrica; o mapeamento, identificação, adequação da solução técnica a ser adotada em função das interferências levantadas em campo, projeto de remanejamento das interferências; e o impacto quanto à produção de ruídos e/ou vibrações, emissão de odores, atendimento ao zoneamento e uso de ocupação do solo, harmonização da obra com o ambiente circunvizinho.

O local da estação deve ter a segurança contra assoreamento no ponto de lançamento de efluente, proveniente do sistema de recalque, e na região próxima a este ponto; o Net Positive Succion Head (NPSH) ou o potencial energético disponível no local, que é resultante da pressão atmosférica no local, menos ou mais o desnível geométrico da sucção, pressão de vapor e perda de carga na sucção e ele deve ser determinado considerando o nível mínimo operacional na câmara de sucção (positivo ou negativo), a temperatura ambiente média e a altitude do local onde será implantada a estação de bombeamento ou elevatória; e a disponibilidade de área para ampliações futuras, quando necessário.

Quanto aos elementos topográficos, geotécnicos, geológicos e arqueológicos na área de abrangência da estação de bombeamento ou elevatória a sua determinação dos levantamentos a serem efetuados deve ser precedida de inspeção de campo. Para a locação da estação de bombeamento ou elevatória, os levantamentos topográficos devem ser planialtimétricos cadastrais em extensão, detalhamento e precisão, permitindo no mínimo: mostrar: os limites de propriedades e benfeitorias existentes, com indicação dos proprietários; os níveis máximos observados em corpos de água superficiais; os tipos de vegetação, os usos do solo e a exploração do subsolo; os tipos de pavimento, indicação e mapeamento das interferências superficiais e do subsolo.

Igualmente deve-se justificar: a posição adotada; as obras especiais; além de se indicar as vias de acesso para a implantação, operação e manutenção da estação de bombeamento ou elevatória. As sondagens devem ser em número, tipo e profundidade que permitam determinar a fundação da estação de bombeamento ou elevatória, determinar o nível atual do lençol freático e elaborar o projeto das obras especiais, permitindo estabelecer o processo de escavação, a fundação e demais elementos estruturais. As interferências não visíveis devem ser levantadas a partir das informações existentes nos projetos e cadastros, pelo acesso à câmara e/ou à caixa de inspeção existente, por meio de levantamento topográfico, da realização de furos de sondagem, de prospecção eletromagnética.

Se houver um sistema de bombeamento existente, deve-se avaliar essas instalações do sistema de bombeamento existente e seu ciclo operacional, elaborando diagnóstico que permita a sua otimização e adequação técnica. Na elaboração de novos estudos e projetos, as partes com aproveitamento total e/ou parcial existentes devem satisfazer as condições desta Norma ou adaptar-se a ela, mediante alterações ou complementações. Deve ser analisado o impacto do sistema projetado sobre as instalações existentes.

Devem ser levantadas as características hidráulicas e morfológicas das instalações existentes e a serem projetadas das seguintes unidades construtivas descritas a seguir. Do lançamento de efluente em rio, mar, compreendendo: os perfis de fundo do rio no local do lançamento, por meio de no mínimo três seções batimétricas, distanciadas em no máximo 20 m entre si ou conforme necessidade local determinada pela prestadora de serviço ou contratante para avaliação da situação local; os níveis máximos (cota de enchente e nível de inundação); a cota do fundo do canal ou da tubulação no ponto de lançamento; as características do efluente, condicionantes para atender à legislação aplicável; a velocidade da água no local do lançamento; as obras complementares projetadas; e a dispersão do efluente no leito do rio, no mar.

Quanto à vazão para dimensionamento, deve atender ao horizonte do estudo ou do projeto, que deve ser estabelecido por critério técnico da prestadora de serviço ou contratante responsável pelo sistema de esgotamento sanitário. O índice de perda total (real e aparente) deve ser considerado na vazão, levando em consideração as metas resultantes das ações e dos planos de controle e redução de perdas da prestadora de serviço ou contratante do sistema de abastecimento e sua evolução no horizonte do estudo ou do projeto.

Os coeficientes k1, k2 e k3 devem ser obtidos a partir dos dados existentes da localidade. Quando da inexistência de histórico, adotar valores explicitados na literatura específica. Deve ser verificada a condição operacional para a vazão máxima afluente de horizonte do estudo ou do projeto e mínima de início de operação, as vazões afluentes inicial e final (Qi e Qf), considerando a (s) etapa (s) intermediária (s), conforme estudo e/ou projeto em desenvolvimento, avaliadas atendendo aos critérios da NBR 9648, NBR 9649 e NBR 12207, e a operação horossazonal relacionada à eficiência energética.

A contribuição de tempo seco deve ser considerada, quando existente. O dimensionamento e a análise do funcionamento global do sistema hidráulico devem ser realizados por simulações hidráulicas, que garantam as vazões, pressões e velocidades, e incluam o estudo das condições operacionais da estação de bombeamento ou elevatória projetada e/ou existente, se houver, e sua influência no sistema ao qual é interligada. Deve ser estabelecido o procedimento operacional do sistema de bombeamento, avaliando o período de parada e partida, considerando os períodos de manutenção e limpeza, disponibilidade de energia elétrica, vazões mínimas operacionais, aplicação de conversor de frequência, visando a otimizar o volume da câmara de sucção e compensação entre pequenas e grandes vazões.

Devem ser determinadas as cotas piezométricas, máxima e mínima, na extremidade de jusante da estação de bombeamento ou elevatória, a partir dos dados do cadastro, dos levantamentos topográficos, do projeto existente. Devem ser previstos espaços livres entre paredes, pisos e tubulações, visando a facilitar o acesso, o manuseio e a movimentação dos equipamentos e das ferramentas, com o objetivo de reduzir riscos de acidentes e custos pela demora na manutenção.

Recomenda-se prever sistema de bombeamento adicional de pequeno porte para o enchimento de linhas de recalque longas e/ou de grandes diâmetros. Pode ser previsto canal afluente a montante da câmara de sucção, para as seguintes finalidades: reunião de contribuições; regularização do fluxo; canal de desvio (by-pass) e/ou dois canais de entrada, sendo um principal e um reserva; instalação de extravasor; instalação de comportas; instalação de dispositivos para medição; inspeção e manutenção.

Deve ser considerado para o dimensionamento do canal afluente ou tubulação afluente a velocidade mínima de 0,40 m/s para vazão afluente inicial. O Anexo A estabelece requisitos específicos para o dimensionamento do canal afluente para elevatórias de menor porte. Na entrada da estação de bombeamento ou elevatória, deve-se prever a instalação de dispositivo para remoção de sólidos grosseiros, por meio de grades, cesto, peneira ou triturador, de acordo com a NBR 12209 e/ou as orientações indicadas pela prestadora de serviço ou contratante ou fabricante do equipamento.

Em estação de bombeamento ou elevatória projetada em local que exija especial atenção, como em área de manancial, parques, entre outros, recomenda-se instalar sensor de nível a montante do dispositivo para orientação e determinação da frequência de limpeza. Em estação de bombeamento ou elevatória de maior porte, recomenda-se a utilização de equipamentos mecanizados para facilitar a operação do dispositivo. O Anexo A estabelece requisitos específicos para o dispositivo para remoção de sólidos grosseiros para elevatórias de menor porte.

Deve-se prever equipamentos para condicionamento dos detritos (caçamba ou outros) com volume suficiente para comportar resíduos de um dia, devidamente fechados para evitar mau cheiro, insetos e roedores, acúmulo de água de chuva. Os resíduos gerados podem ser destinados a aterros sanitários municipais ou regionais, devidamente licenciados e/ou gerenciados por terceiros, obedecendo aos critérios e requisitos estabelecidos em legislação aplicável.

Na entrada da estação de bombeamento ou elevatória, em função do tipo de solo, do material da tubulação da rede coletora, da profundidade de chegada e das condições operacionais, deve-se prever dispositivo para remoção de areia conforme a NBR 12209 e as orientações indicadas pela prestadora de serviço ou contratante ou fabricante do equipamento. Quando instalados, devem ser localizados após o dispositivo para remoção de sólidos.

O dispositivo para remoção de areia/desarenador pode ser dispensado, quando for comprovado que o transporte de sólidos sedimentáveis não é prejudicial ao sistema de recalque. Em caso de estação de bombeamento ou elevatória com profundidade superior a 5 m verificar a possibilidade de instalação de PV com degrau para reduzir a areia em movimento no processo antes da estação, visando a facilitar o processo de instalação, manutenção e limpeza. O PV com degrau para reduzir a areia em movimento no processo pode ser aplicado para menores profundidades, desde que atenda às condições técnicas exigidas na NBR 12209 e desde que seja aprovado pela prestadora de serviço ou contratante.

O Anexo A estabelece requisitos específicos para o dispositivo para remoção de areia para elevatórias de menor porte. O dispositivo para remoção de areia deve ter dimensões mínimas que permitam livre acesso para limpeza e manutenção do dispositivo, depósito da areia em função da velocidade, do volume de material carreado e da frequência de limpeza. Prever dispositivo que possibilite o monitoramento da velocidade, a jusante dele, por meio de calha Parshall ou vertedor.

O dimensionamento da câmara de sucção ou do poço de sucção deve ser calculado, atendendo à literatura específica aplicável e à ANSI/HI 9.8. O volume útil mínimo da câmara de sucção ou do poço de sucção deve ser calculado, considerando: vazões afluentes inicial e final (Qi e Qf); vazão de operação; submergência mínima; quantidade de conjunto(s) motor-bomba (s) a ser (em) instalado (s); número de acionamentos, intervalo de partidas; metodologia de cálculo para cada tipo de bomba conforme literatura específica; condições de contorno operacional; orientações indicadas pela prestadora de serviço ou contratante ou fabricante do equipamento.

Recomenda-se projetar as bombas com o número de partidas máximas por hora inferior ou igual a 5. O Anexo A estabelece requisitos específicos para o dimensionamento do volume útil da câmara de sucção para elevatórias de menor porte. Deve ser o menor tempo de detenção possível e, portanto, eventuais folgas nas dimensões da câmara de sucção ou poço de sucção devem ser eliminadas. O maior valor recomendado é de 30 min.

A forma e as dimensões da câmara de sucção não podem prejudicar o desempenho das bombas e as condições de operação, permitir o fluxo hidráulico em qualquer bomba de maneira uniforme, estável e livre de formação de vórtices e ar arrastado, a distribuição controlada da vazão. A câmara de sucção não pode ter caminhos preferenciais, zonas mortas, esgoto parado. A adoção da forma e dimensão deve atender aos requisitos estabelecidos na ANSI/HI 9.8.

A falta de uniformidade por meio da conexão de entrada pode resultar em bombas que não operem em condições ideais de projeto e com menor eficiência hidráulica. A forma e as dimensões da câmara de sucção devem ser determinadas quando selecionado (s) o (s) conjunto (s) motor-bomba (s) e estabelecidos o sistema operacional das bombas e as despesas operacionais, incluindo a energia elétrica, ao longo da vida útil do sistema.

A forma e as dimensões da câmara de sucção devem ser determinadas a partir do volume útil calculado e respeitando os seguintes requisitos: atender ao tempo máximo de detenção; a entrada de esgoto na câmara de sucção deve ser projetada de modo que haja quebra de velocidade por meio físico adequado, não permitir descarga livre na entrada; na câmara de sucção, a velocidade de aproximação para a tomada de esgoto não pode ser superior a 0,60 m/s; o fundo da câmara de sucção deve ter declividade para o ponto de saída, a fim de facilitar sua limpeza. Em elevatória de menor porte, com área de base total igual ou inferior a 8 m2, o fundo da câmara de sucção pode ser executado sem declividade.

Deve-se avaliar a necessidade de instalação de escada para acesso na câmara de sucção, atendendo às recomendações da prestadora de serviço ou contratante; avaliar a necessidade de guarda-corpo ou outra estrutura, garantindo a segurança nas operações de montagem, desmontagem, manutenção; prever acesso (s) operacional (is) por meio de abertura (s) para entrada de pessoal e/ou equipamentos compatíveis com as dimensões do sistema, ou atender à orientação da prestadora de serviço ou contratante; as dimensões das câmaras devem ser projetadas para permitir o acesso para limpeza e manutenção.

Deve-se prever como executar a drenagem da câmara de sucção; prever ventilação na câmara de sucção para eliminação de gases, equalização de pressão entre a câmara de sucção e o ambiente externo da estação de bombeamento ou elevatória, compatível com a necessidade e o porte da estação de bombeamento ou estação elevatória, atender aos requisitos estabelecidos na NBR 16577 quanto ao espaço confinado e à legislação em vigor, e atender à NBR IEC 60079 quanto à utilização de equipamentos em atmosferas explosivas. O Anexo A estabelece requisitos específicos para a ventilação na câmara de sucção de elevatórias de menor porte. Deve-se atender à legislação em vigor.

A avaliação dos ensaios standart penetration test (SPT) em solos

Deve-se entender o o método para avaliar a quantidade de energia transferida ao conjunto de hastes devida ao impacto do martelo durante o ensaio de sondagem de simples reconhecimento (SPT) e o método para medida de torque máximo (Tmáx) e torque residual (Tres) em sondagens de simples reconhecimento de solos a percussão com ensaio SPT.

A NBR 16796 de 10/2020 – Solo — Método padrão para avaliação de energia em SPT especifica o método para avaliar a quantidade de energia transferida ao conjunto de hastes devida ao impacto do martelo durante o ensaio de sondagem de simples reconhecimento (SPT). Esta quantidade de energia permite determinar a eficiência do equipamento utilizado para a realização do ensaio. Conhecendo-se a eficiência é possível então comparar valores de N obtidos com diferentes equipamentos.

Os métodos usados por esta norma para especificar como os dados são coletados, calculados, ou gravados não estão diretamente relacionados à forma como os dados podem ser usados

em projetos ou outras aplicações, uma vez que isso não está contemplado no seu escopo. Este método de ensaio não pretende abordar todas as questões de segurança, se houver alguma, associada ao seu uso, é de responsabilidade do usuário, antes da sua utilização, estabelecer prática adequada de segurança e determinar a aplicabilidade de limitações regulamentares.

A NBR 16797 de 10/2020 – Medida de torque em ensaios SPT durante a execução de sondagens de simples reconhecimento à percussão — Procedimento especifica o método para medida de torque máximo (Tmáx) e torque residual (Tres) em sondagens de simples reconhecimento de solos a percussão com ensaio SPT.

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Como pode ser definido um acelerômetro?

Como dever ser o procedimento, antes de iniciar as medições de energia?

Como deve ser o procedimento depois de terminada a operação para obtenção de N?

Como devem ser apresentados os resultados?

O valor de N depende não só das propriedades do solo, mas também da eficiência do equipamento utilizado no ensaio SPT. A determinação da energia transferida permite avaliar variações do valor de N resultante de diferenças nos equipamentos e nos modos de operação. Existe uma relação linear aproximada entre a penetração incremental de um amostrador no solo e a quantidade de energia do martelo que é transferida para a composição de hastes de perfuração e, portanto, uma relação inversa aproximada entre o valor de N e essa energia transferida.

Como aparelhagens, deve-se usar um dispositivo para efetuar medições, como uma haste instrumentada que deve ter um segmento de haste com no mínimo 300 mm de comprimento preferencialmente com a mesma impedância da haste a ser utilizada no equipamento a ser calibrado, utilizada para medir acelerações e forças normais, causadas pela propagação de uma onda de tensão causada pelo golpe do martelo. A haste instrumentada deve ter uma impedância igual a das hastes de perfuração e a sua resistência deve ser tal que os golpes de martelo não causem deformações permanentes. Caso necessário, a haste instrumentada deve ser tratada termicamente para atingir esta resistência.

Na haste instrumentada são instalados um transdutor de força e um par de acelerômetros, em posições diametralmente opostas. A seção onde são instalados os dispositivos de medição deve estar localizada a uma distância igual ou superior a três diâmetros das extremidades. Os dispositivos de medição devem estar devidamente impermeabilizados e mecanicamente protegidos. A haste instrumentada deve ser instalada no topo da composição de hastes de perfuração, logo abaixo da cabeça de bater. Assim, a energia devida ao impacto do martelo é transmitida pela cabeça de bater e da haste instrumentada à composição de hastes de perfuração. Tanto o transdutor de força como os acelerômetros devem receber uma proteção impermeabilizante.

As forças normais atuantes nas hastes de perfuração devem ser medidas por um transdutor de força, montado na haste instrumentada. Esse transdutor deve ser constituído de pares de extensômetros elétricos fixados diametralmente opostos na superfície da haste, formando um circuito de ponte completa. Transdutores de força que causem alterações substanciais na impedância das próprias hastes, não podem ser usados.

Os transdutores de força devem ser periodicamente calibrados conforme sua utilização, sendo mandatória a calibração a cada cinco anos. Acelerações devem ser medidas com um conjunto de dois acelerômetros, fixados diametralmente opostos na haste instrumentada, a uma distância máxima de 100 mm da seção onde são medidas as forças. As direções dos eixos dos acelerômetros devem coincidir com o eixo da haste instrumentada. Os acelerômetros são fixados com o auxílio de pequenos suportes metálicos rígidos, com formato aproximadamente cúbico, que podem ser colados, parafusados ou soldados à haste instrumentada.

Os suportes devem apresentar uma geometria tal que não gerem vibrações adicionais ao sistema. Suportes plásticos ou suportes salientes que possam estar sujeitos à flexão durante o impacto, não podem ser usados. Acelerômetros devem apresentar resposta linear de pelo menos 10.000 g e resposta de frequência utilizável de pelo menos 4.5 kHz. Os sinais de aceleração devem ser integrados em relação ao tempo para se obter sinais de velocidade em função do tempo.

Os acelerômetros devem ser periodicamente calibrados conforme sua utilização, sendo mandatória a calibração a cada cinco anos. Os sinais de força e aceleração gerados pelo impacto do martelo devem ser transmitidos a um sistema de aquisição de dados, que funcionando acoplado a um computador ou a um sistema dedicado, permita a gravação, o processamento e a exibição desses dados. O dispositivo deve ser capaz de proporcionar condicionamento de sinal e fornecer energia de excitação para todos os transdutores.

Os dados devem ser digitalizados com uma resolução mínima de 12 bits. Os sinais dos transdutores individuais para cada golpe devem ser permanentemente armazenados em formato digital, devendo cada sinal registrado corresponder a um tempo total após o impacto suficiente para assegurar que todo o movimento da haste tenha cessado no final do registro. Os dados devem ser analisados com o auxílio de planilhas eletrônicas ou programas específicos. O computador deve ter memória suficiente para analisar simultaneamente todos os dados correspondentes a um golpe de martelo.

Os acelerômetros devem ser calibrados com uma acurácia de ±3%, utilizando uma barra de Hopkinson, com um impacto aço-aço de pelo menos 2.000 g. A barra de Hopkinson deve ser de aço, com pelo menos 10 m de comprimento e sem juntas ou soldas. A barra impactante também deve ser de aço, com a mesma seção transversal da barra de Hopkinson e o comprimento entre 3 m e 6 m.

Como as velocidades determinadas pela integração dos sinais de aceleração são teoricamente proporcionais às deformações medidas na barra de Hopkinson, pode-se então verificar o fator de calibração do acelerômetro. Deve-se calibrar os transdutores de força e os acelerômetros em períodos regulares ou da frequência de utilização, conforme requerido pelo plano de controle de qualidade da empresa, projeto ou como recomendado pelo fabricante. Segundo a NBR 16797, a aparelhagem necessária para a execução do ensaio é a descrita na NBR 6484, por meio do método manual e do método mecanizado, e a seguir descrita: cabeça de bater (deve haver um chanfro central em forma hexagonal para acoplar o adaptador do torquímetro, sem a retirada da cabeça de bater); torquímetro eletrônico ou mecânico; adaptador para encaixe do torquímetro; disco-centralizador.

O amostrador-padrão, de diâmetro externo de (50,8 ± 2) mm e diâmetro interno de (34,9 ± 2) mm, deve ter a forma e as dimensões indicadas na NBR 6484 e deve ser composto pelas seguintes partes: cabeça, devendo ter dois orifícios laterais para saída da água e do ar, bem como contendo interiormente uma válvula constituída por esfera de aço recoberta de material inoxidável (ver NBR 6484); corpo, devendo ser perfeitamente retilíneo, isento de amassamentos, ondulações, denteações, estriamentos, rebordos ou qualquer deformação que altere a seção e rugosidade superficial, podendo ou não ser bipartido longitudinalmente (ver NBR 6484); comprimento mínimo aceitável após eventual recuperação das roscas de 500 mm; e sapata ou bico, devendo ser de aço temperado e estar isenta de trincas, amassamentos, ondulações, denteações, rebordos ou qualquer tipo de deformação que altere a seção (ver NBR 6484).

A cabeça de bater da composição de cravação, que vai receber o impacto direto do martelo, deve ser constituída por tarugo de aço de (88 ± 10) mm de diâmetro, (90 ± 10) mm de altura e massa nominal entre 3,5 kg e 4,5 kg, conforme NBR 6484. O corpo deve ser perfeitamente retilíneo, isento de amassamentos, ondulações, denteamentos, estriamentos, rebordos ou qualquer deformação que altere a seção e a rugosidade superficial.

Também deve conter uma cavidade no furo central para possibilitar o encaixe e o travamento do adaptador, sem a retirada da cabeça de bater, uma vez que esse procedimento pode acarretar uma rotação no conjunto haste-amostrador, alterando assim o valor do torque. O torquímetro pode ser elétrico ou mecânico, nesse caso preferencialmente com ponteira de arraste. Especial atenção deve ser dada às capacidades máxima e mínima do torquímetro. Esse fato é importante, pois o torquímetro é danificado se sua capacidade for ultrapassada e a medida não for confiável se o mesmo trabalhar abaixo de sua capacidade mínima, conforme a tabela abaixo.

Deve-se aferir o torquímetro periodicamente, ou sempre que este sofrer algum impacto ou exceder à capacidade máxima durante o ensaio.

As cidades inteligentes para comunidades sustentáveis

Conheça as orientações para líderes em cidades e comunidades inteligentes (dos setores público, privado e terceiro setor) sobre como desenvolver um modelo operacional aberto, colaborativo, centrado no cidadão e habilitado digitalmente para a sua cidade, que coloque sua visão para um futuro sustentável.

A NBR ISO 37106 de 10/2020 – Cidades e comunidades sustentáveis — Orientação para o estabelecimento de modelos operacionais de cidades inteligentes para comunidades sustentáveis fornece orientação para líderes em cidades e comunidades inteligentes (dos setores público, privado e terceiro setor) sobre como desenvolver um modelo operacional aberto, colaborativo, centrado no cidadão e habilitado digitalmente para a sua cidade, que coloque sua visão para um futuro sustentável. Este documento não descreve um modelo de tamanho único para o futuro das cidades. Em vez disto, o foco está nos processos de capacitação pelos quais o uso inovador de tecnologia e dados, juntamente com a mudança organizacional, pode ajudar cada cidade a fornecer a sua própria visão específica para um futuro sustentável de maneira mais eficiente, eficaz e ágil.

Este documento fornece ferramentas comprovadas, que as cidades podem implantar, ao operacionalizar a visão, a estratégia e a agenda política que desenvolveram, após a adoção da NBR ISO 37101, do sistema de gestão para o desenvolvimento sustentável das comunidades. Também pode ser usado, no todo ou em parte, por cidades que não se comprometeram com a implantação do sistema de gestão da NBR ISO 37101.

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Como fazer o estabelecimento de uma terminologia e um modelo de referência comuns?

Como realizar a gestão de empreendimentos e infraestruturas de cidades inteligentes?

Qual seria um resumo dos princípios de entrega das cidades inteligentes?

Quais os propósitos a serem considerados pelas comunidades?

Quais são as necessidades de liderança e governança para as cidades inteligentes?

Este documento ajuda as cidades, oferecendo uma visão para um futuro sustentável, fornecendo um conjunto de ferramentas de “práticas inteligentes” para gerenciar governança, serviços, dados e sistemas em toda a cidade de forma aberta, colaborativa, centrada no cidadão e digitalmente habilitada. Define um modelo operacional inteligente para as cidades, o que lhes permite operacionalizar sua visão, estratégia e políticas em um ritmo mais rápido, com maior agilidade e menor risco de entrega.

Isto significa, em particular, um foco em permitir que as cidades: tornem as necessidades atuais e futuras do cidadão a força motriz por trás da tomada de decisões de investimento, planejamento e entrega de todos os espaços e sistemas da cidade; integrem planejamento físico e digital; identifiquem, antecipem e respondam aos desafios emergentes de forma sistemática, ágil e sustentável; criem uma mudança na capacidade de entrega conjunta e de inovação por meio das fronteiras organizacionais dentro da cidade. Embora muitos dos princípios e metodologias estabelecidos por este documento sejam relevantes dentro de setores verticais específicos das cidades (por exemplo, água, resíduos, energia, agricultura urbana, transporte, TI), o foco é maior nas questões e desafios envolvidos na junção de todos.

Esta é uma abordagem estratégica de toda a cidade para o uso de dados inteligentes, formas inteligentes de trabalhar e tecnologias inteligentes. Central para este documento é, portanto, uma forte ênfase na liderança e governança, cultura, inovação do modelo de negócios e no papel ativo desempenhado pelos cidadãos, empresas e sociedade civil na criação, entrega e uso de espaços e serviços da cidade. Este documento é destinado aos líderes da cidade. Grande parte da orientação também pode ser útil para líderes de outras comunidades que não em escala de cidade, incluindo áreas urbanas menores e iniciativas maiores em escala regional.

Mas o principal público pretendido, com quem a orientação foi desenvolvida e validada, é a liderança da cidade, incluindo: os desenvolvedores de políticas nas autoridades locais – tanto os responsáveis pelo projeto de serviço, comissionamento e função de entrega, quanto os responsáveis pelo papel de liderança da comunidade, em particular: líderes eleitos; altos executivos de autoridades locais (incluindo diretores executivos, diretores de informação e diretores de departamentos-chave); altos executivos de outros órgãos públicos com mandato em toda a cidade; outras partes interessadas em liderar e moldar o ambiente da cidade, incluindo: os altos executivos do setor privado que desejem se associar e ajudar as cidades na transformação dos sistemas da cidade para criar valor compartilhado; os líderes de organizações do terceiro setor ativas dentro da cidade; os líderes nos setores de educação superior e posterior; os inovadores e representantes da comunidade.

Além deste público de liderança, o documento será de interesse para todas as partes envolvidas em cidades inteligentes, incluindo cidadãos individuais. A definição de trabalho de uma cidade inteligente usada para os propósitos deste documento é aquela aprovada pelo ISO TMB. Convém que uma cidade inteligente seja descrita como aumentando drasticamente o ritmo em que melhora a sua sustentabilidade e resiliência … melhorando fundamentalmente como ela envolve a sociedade, como ela aplica métodos de liderança colaborativa, como funciona em disciplinas e sistemas de cidades e como usa dados e tecnologias integradas … para transformar serviços e qualidade de vida para aqueles que estão envolvidos com a cidade (moradores, empresas, visitantes).

Isto é deliberadamente apresentado como uma definição de trabalho, e não uma concebida definição definitiva que todas as cidades irão seguir. Embora haja um forte grau de convergência entre as estratégias de cidades inteligentes que estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, há também uma diversidade significativa. Todas as cidades que embarcam no desenvolvimento de uma estratégia de cidade inteligente podem definir as suas próprias razões para fazê-lo, em seu próprio idioma.

O processo de discussão e debate entre as partes interessadas para definir o que, para eles, significa “Smart Paris”, “Smart Tokyo” ou “Smart Toronto” é importante. O modelo operacional tradicional de uma cidade é baseado em prestadores de serviços orientados para funções que operem como silos verticais não conectados, que muitas vezes não são construídos em torno das necessidades do usuário. Este documento especifica as melhores práticas para se mudar para um “modelo operacional de cidade inteligente” – que permita às cidades impulsionar a inovação e a colaboração entre estes silos verticais e operacionalizar sua visão, estratégia e políticas em um ritmo mais rápido, com maior agilidade e menor risco.

Tradicionalmente, as definições de orçamento, responsabilização, tomada de decisões e prestação de serviços foram integradas em cadeias de entrega verticalmente integradas dentro das cidades – silos de entrega que são construídos em torno de funções, não de necessidades do usuário. Isto é ilustrado na figura abaixo: o cidadão ou empresa teve que se envolver separadamente com cada silo, estabelecendo conexões para si mesmo, em vez de receber um serviço contínuo e conectado que atenda às suas necessidades; os dados e as informações foram bloqueados nestes silos, limitando o potencial de colaboração e inovação em toda a cidade e limitando o potencial de impulsionar mudanças em toda a cidade com velocidade. A outra figura resume a mudança desta maneira tradicional de operar, que as cidades inteligentes estão buscando implementar.

As principais características desta mudança para um modelo operacional de cidade inteligente incluem: investir em dados inteligentes, ou seja, que a garantia de dados sobre o desempenho e a utilização de ativos físicos, espaciais e digitais da cidade fique disponível em tempo real e de forma aberta e interoperável, a fim de permitir a integração em tempo real e a otimização de recursos da cidade; gerenciar os dados da cidade como um ativo, dentro da autoridade local e em colaboração com outros proprietários de dados significativos em toda a cidade; habilitar para ser conduzida externamente; inovação liderada pela comunidade, pelos cidadãos, empresas e sociedade civil, abrindo os dados e serviços da cidade para o bem comum: em nível técnico, por meio do desenvolvimento de plataformas de dados abertos; e em nível empresarial, por meio de medidas para permitir um mercado próspero na reutilização de dados públicos juntamente com a divulgação de dados de entidades comerciais de uma forma comercialmente apropriada; habilitar para ser conduzida internamente; inovação liderada pela cidade para fornecer serviços mais sustentáveis e centrados no cidadão.

Tudo isso serve para proporcionar serviços públicos aos cidadãos e empresas, acessíveis em balcão único, por meio de vários canais, que envolvem os cidadãos, empresas e comunidades diretamente na criação de serviços, e que são construídos em torno das necessidades do usuário e não das estruturas organizacionais da cidade; estabelecer uma arquitetura integrada de negócios e informações que possibilite uma visão de toda a cidade dos grupos específicos de clientes para os serviços urbanos (por exemplo, passageiros, idosos, famílias problemáticas, pessoas com deficiência). Também, pode estabelecer orçamentos holísticos e flexíveis, com foco no valor do dinheiro além dos limites departamentais padrão e estabelecer processos de gestão de governança e de partes interessadas em toda a cidade para apoiar e avaliar estas mudanças.

O conteúdo deste documento pode ser visto esquematicamente na Figura 3 que está disponível na norma. No nível superior, ele é composto por quatro componentes necessários para suportar a mudança para um modelo operacional de cidade inteligente: [A] Princípios de entrega: uma declaração de valores que os líderes da cidade podem usar para orientar a tomada de decisões à medida que buscam operacionalizar sua visão e estratégia para a cidade; [B] Principais processos de entrega em toda a cidade: um conjunto de notas de orientação práticas sobre como lidar com os desafios de toda a cidade conectados por meio dos silos da cidade; [C] Estratégia de realização de benefícios: orientação sobre como garantir uma linha de visão limpa entre os investimentos em cidades inteligentes e os resultados sociais, econômicos e ambientais que a cidade pretende alcançar, onde os benefícios pretendidos são claramente articulados, medidos, gerenciados, entregues e avaliados na prática; [D] Gestão de riscos: uma lista de verificação de temas que convém que uma cidade monitore regularmente para garantir que está gerenciando efetivamente os principais riscos para fornecer sua visão e estratégia.

Estes componentes são descritos com mais detalhes nas Seções 5 a 8. Notas de orientação detalhadas são fornecidas em cada um dos subcomponentes ilustrados na Figura 3, com cada nota de orientação estruturada usando uma linguagem de padrão comum. Para facilitar a referência, em resumo das recomendações há um sumário de todas as recomendações contidas neste documento. Estas são então descritas em mais detalhes nas seções subsequentes deste documento.

A conformidade termomecânica das unidades de isoladores para cadeia

Entenda os parâmetros que devem ter as unidades de isolador para cadeia com parte isolante de porcelana ou vidro, destinadas às linhas aéreas com tensão nominal superior a 1.000 V, em corrente alternada ou corrente contínua.

A NBR 16900 de 08/2020 – Desempenho termomecânico em unidades de isoladores para cadeias aplica-se às unidades de isolador para cadeia com parte isolante de porcelana ou vidro, destinadas às linhas aéreas com tensão nominal superior a 1.000 V, em corrente alternada ou corrente contínua. Esta norma também se aplica aos isoladores de projeto similar, quando usados em subestações e se aplica às unidades de isolador para cadeia tipo disco, bem como às unidades de isolador para cadeia tipo bastão. Estabelece um procedimento-padrão para a realização de ensaios de desempenho do isolador, para que possa ser obtida uma experiência com a aplicação de tais ensaios.

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Qual é a mecânica dos isoladores tipo disco?

Qual é a mecânica dos isoladores tipo bastão?

Qual deve ser o procedimento de ensaio para os isoladores?

Os ensaios de longa duração ou ensaios de desempenho podem fornecer informações que são de fundamental importância para a confiabilidade dos isoladores para cadeias quando em operação. Os ensaios em isoladores para cadeias são objeto da NBR 5032, mas se pode observar que a NBR 5032 não inclui qualquer ensaio para verificar o desempenho do isolador com variações de carga e variações de temperatura. Esta norma propõe um ensaio termomecânico como ensaio de tipo para avaliar os isoladores segundo o ponto de vista indicado anteriormente.

As características do ensaio termomecânico apresentadas foram escolhidas para serem semelhantes ao estabelecido nas práticas de ensaio em diversos países. Deve-se mencionar, contudo, que a influência das tolerâncias em alguns dos fatores especificados no ensaio (por exemplo, alterações na carga e na temperatura) e a influência de fatores como a carga de ensaio, número de ciclos de ensaio, variações na temperatura e condição da umidade, entre outras, permanecem como questões em aberto. Quando a experiência do uso dos ensaio descritos nas Seções 3 e 4 estiver disponível, pode ser possível avaliar a influência dos diversos parâmetros e assim ter a possibilidade de melhorar estes ensaios e a conveniência de introduzir estes ensaios na NBR 5032 como ensaios de projeto, ensaios de qualificação especial ou ensaios de recebimento.

Este ensaio tem como estágio inicial a execução de ciclos térmicos com e sem a aplicação de uma carga mecânica, e tem como estágio conclusivo o ensaio de isoladores até a falha. O estágio conclusivo é idêntico ao ensaio de ruptura mecânica ou eletromecânica executado de acordo com a NBR 5032. Este ensaio de ruptura constitui a base da avaliação dos resultados do ensaio de desempenho termomecânico.

Durante o estágio inicial do ensaio, as unidades de isoladores devem ser submetidas a quatro ciclos de 24 h de resfriamento e aquecimento, com aplicação simultânea de uma carga de tração mecânica com valor de 60% da carga de ruptura eletromecânica ou mecânica especificada. O início do ensaio parte da temperatura ambiente. Exceto por acordo prévio entre as partes interessadas, cada ciclo de 24 h deve começar com um período de resfriamento à temperatura de (–30 ± 5) °C, seguido de um período de aquecimento à temperatura de (40 ± 5) °C.

Esta temperatura se refere ao ar em torno do isolador. O equipamento de ensaio deve ter capacidade para permitir que tanto a temperatura máxima quanto a temperatura mínima sejam mantidas durante pelo menos 4 h consecutivas do ciclo térmico. A carga de tração mecânica deve ser aplicada à unidade do isolador, à temperatura ambiente, antes de se iniciar o primeiro ciclo térmico. Ela deve ser completamente removida e reaplicada no final de cada ciclo de aquecimento, com exceção do último ciclo.

Após o quarto ciclo de 24 h, e após o resfriamento até a temperatura ambiente, a carga de tração deve ser removida. No mesmo dia, após a retirada da carga de tração, os isoladores devem ser submetidos, individualmente, ao ensaio de ruptura mecânica ou eletromecânica executado de acordo com a NBR 5032. O desempenho do isolador deve ser determinado pela comparação entre os valores da carga de ruptura e o tipo de falha ocorrida durante o ensaio de ruptura mecânica ou eletromecânica realizado segundo esta norma, solicitados pela NBR 5032.

O procedimento de ensaio é representado esquematicamente na figura abaixo e esse ensaio de desempenho termomecânico se refere ao projeto do isolador com respeito aos esforços internos e não pode ser repetido nos isoladores que diferem somente na forma externa, ou seja, o disco com material isolante ou as ferragens integrantes. Alterações no projeto interno ou no processo de fabricação são razões para reensaio. Este ensaio pode não fornecer informações sobre a região interna estressada, caso uma falha ocorra na campânula ou no pino.

Nestes casos, é possível investigar o projeto fundamental do isolador utilizando ferragens integrantes adequadas, com maior suportabilidade mecânica, de modo que a falha ocorra na região interna estressada do isolador. Precauções devem ser tomadas para que a suportabilidade mecânica das ferragens integrantes não afete a relação do estresse fundamental.

Os isoladores devem ser acoplados juntos, em série e/ou em paralelo, quando submetidos aos ciclos térmicos e com 60% da carga mecânica. Quando acoplados em paralelo, os isoladores são igualmente carregados. A perda dos pinos de acoplamento do tipo usados nos isoladores tipo bastão não pode ser incluída no resultado do ensaio mecânico, porque esses pinos não fazem parte do projeto interno do isolador. O Anexo A traz informações sobre o projeto de um isolador quanto ao ponto de vista mecânico.

Uma cadeia de isoladores é constituída fundamentalmente por isoladores e acessórios metálicos para os ligar nas duas extremidades ao apoio e aos condutores, tendo integrado na sua estrutura o sistema antiarco ou de hastes de descarga. Os isoladores podem ser fabricados em diversos materiais, sendo os mais comuns em vidro e cerâmica. O número de isoladores necessários numa cadeia é determinado pelo nível de tensão e pelo comprimento da linha de fuga necessário para que o isolamento seja eficaz.

A linha de fuga corresponde à distância que a corrente teria de percorrer pela superfície do isolador, entre as duas extremidades metálicas deste, correspondendo por isso à distância de isolamento para uma frequência de 50Hz. A capacidade de isolamento deste componente para descargas atmosféricas é nula, dificultando até a descarga para a terra pelos apoios, pois não existe uma ligação eléctrica dos cabos aos apoios, como acontece nos cabos de guarda onde ocorre um bom escoamento para a terra destas correntes de defeito.

O isolamento de uma linha de transmissão é obtido pela manutenção da distância de isolamento adequada entre os condutores energizados e a estrutura suporte ou entre condutores. Como os condutores são sustentados pelas cadeias de isoladores, o dimensionamento dessas cadeias deve atender a várias condições impostas pelas solicitações dielétricas. Usualmente as falhas nas linhas de transmissão ocorrem nas cadeias de isoladores, assim sendo, é importante preservar a integridade dos isoladores de modo a manter a rigidez dielétrica da cadeia.

Quando a falha provoca danos nos isoladores, é necessário substituí-los o mais rápido possível, de modo a voltar às condições originais de dimensionamento do projeto da cadeia. A localização de isoladores danificados é facilmente realizada por inspeção visual quando a cadeia é composta por isoladores de vidro temperado, pois seu dielétrico explode quando falham, tornando-os visualmente fáceis de localizar. A localização de isoladores danificados se torna problemática quando os isoladores de porcelana perfuram sem quebrar, dificultando sua localização por parte das equipes de manutenção.

Enfim, para não ultrapassar o valor da tensão no ponto de estresse em alguns isoladores tipo disco, a carga de ensaio a ser aplicada durante os quatro ciclos de ensaio, com 24 h de duração cada um, deve ser limitada a 60% da carga de ruptura eletromecânica ou mecânica. Quanto ao ciclo da temperatura, deve-se observar que o ciclo de resfriamento e de aquecimento durante cada período de 24 h foi escolhido por razões práticas, pois o resfriamento pode ser executado manualmente durante o dia, se necessário.

Deve-se observar que a limitação do ensaio em quatro dias, seguido de um quinto dia com os ensaios de verificação, foi estabelecida por razões práticas. Ou seja, todo o ciclo de ensaio pode ser completado em uma semana. Avaliações posteriores mostraram que não há necessidade de se estender o tempo de ensaio.

A performance dos calibradores de nível sonoro

Saiba como é o desempenho para três classes de calibradores de nível sonoro: classe LS (Padrão de Laboratório), classe 1 e classe 2. Limites de aceitação são menores para instrumentos de classe LS e maiores para os de classe 2. 

A NBR IEC 60942 de 08/2020 – Eletroacústica — Calibradores de nível sonoro especifica os requisitos de desempenho para três classes de calibradores de nível sonoro: classe LS (Padrão de Laboratório), classe 1 e classe 2. Limites de aceitação são menores para instrumentos de classe LS e maiores para os de classe 2. Os calibradores de nível sonoro de classe LS são normalmente utilizados apenas em laboratório; calibradores de nível sonoro de classe 1 e de classe 2 são considerados calibradores de nível sonoro para uso em campo. Um calibrador de nível sonoro de classe 1 é principalmente destinado à utilização com um sonômetro de classe 1 e um calibrador de nível sonoro de classe 2 é principalmente destinado à utilização com um sonômetro de classe 2, como especificado na IEC 61672-1.

Os limites de aceitação para calibradores de nível sonoro de classe LS são baseados na utilização de um microfone padrão de laboratório, como especificado na IEC 61094-1, para demonstrações de conformidade aos requisitos deste documento. Os limites de aceitação para calibradores de nível sonoro de classe 1 e classe 2 são baseados na utilização de um microfone padrão de trabalho, como especificado na IEC 61094-4, para demonstrações de conformidade aos requisitos deste documento.

Para promover a consistência de teste de calibradores de nível sonoro e facilidade de uso, este documento contém três anexos normativos – Anexo A “Testes de aprovação de modelo”, Anexo B “Testes periódicos”, Anexo C “Relatório de aprovação de modelo”, e dois anexos informativos – Anexo D “Relação entre intervalo de tolerância, intervalo de aceitação e a máxima incerteza de medição permitida correspondentes” e Anexo E “Exemplos de avaliações da conformidade às especificações deste documento”.

Este documento não inclui requisitos para equivalência a níveis de pressão sonora em campo livre ou em incidência aleatória, como aqueles que podem ser usados no ajuste global de sensibilidade de um sonômetro. Um calibrador de nível sonoro pode fornecer outras funções, por exemplo, pulsos tonais. Os requisitos para essas outras funções não estão incluídos neste documento.

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Quais são os limites de aceitação para nível de pressão sonora e flutuação de nível de curta duração, nas condições ambientais de referência e em torno delas?

Quais são os limites de aceitação para frequência nas condições ambientais e em torno delas?

Qual é a máxima distorção total + ruído?

Quais são os limites das descargas eletrostáticas para os calibradores?

O calibrador de nível sonoro é um dispositivo que gera uma pressão sonora senoidal de frequência e nível de pressão sonora especificados, quando acoplados a modelos especificados de microfone em configurações especificadas. O pistonfone é um calibrador de nível sonoro no qual a pressão sonora é gerada pelo movimento de um ou mais pistões em um volume constante de ar, criando uma velocidade volumétrica bem definida. Os calibradores de nível sonoro são projetados para produzir um ou mais níveis de pressão sonora conhecidos em uma ou mais frequências especificadas, quando acoplados a modelos especificados de microfone em configurações especificadas, por exemplo, com ou sem grade de proteção.

O nível de pressão sonora gerado por alguns calibradores de nível sonoro depende da pressão estática. Os calibradores de nível sonoro têm duas aplicações principais: a determinação da sensibilidade à pressão eletroacústica de modelos especificados de microfone em configurações especificadas; e a verificação ou ajuste da sensibilidade global dos dispositivos ou sistemas de medição acústica. As condições ambientais de referência para especificar o desempenho de um calibrador de nível sonoro são: temperatura do ar 23 °C; pressão estática do ar 101,325 kPa; umidade relativa 50 %.

Um calibrador de nível sonoro em conformidade com os requisitos deste documento deve ter as características descritas na Seção 5. Os adaptadores podem ser fornecidos para acoplar mais de um modelo de microfone. Para efeitos deste documento, qualquer adaptador é uma parte integrante do calibrador de nível sonoro. O calibrador de nível sonoro deve cumprir com os requisitos deste documento para uma ou mais combinações disponíveis de nível de pressão sonora e frequência.

Um calibrador de nível sonoro multinível e multifrequência deve estar em conformidade com os requisitos para a mesma designação de classe para todas as combinações de nível de pressão sonora e frequência para as quais o manual de instruções declara que o instrumento está em conformidade com os requisitos deste documento. A conformidade com os requisitos deste documento não pode ser declarada para configurações de nível de pressão sonora e frequência para as quais este documento não fornece limites de aceitação.

Ao longo deste documento, onde é feita referência a uma classe específica de calibrador de nível sonoro, todas as designações sob essa classe são incluídas, a menos que indicado de outra forma. Os calibradores de nível sonoro de classe LS devem ser fornecidos com um certificado de calibração individual contendo as informações requeridas em 6.2. Para calibradores de nível sonoro de classe 1 e de classe 2, os níveis de pressão sonora especificados e as frequências especificadas devem ser fornecidas no manual de instruções. Cada nível especificado deve ser definido em termos de um nível absoluto.

Os pistonfones de classe LS e de classe 1 que requerem correções para influência da pressão estática para cumprirem com as especificações para a classe apropriada devem ter a letra “M” adicionada à sua designação de classe. As classes e designações permitidas estão descritas na tabela abaixo. Os calibradores de nível sonoro designados como de classe LS/M e de classe 1/M não podem requerer correções para quaisquer das outras condições ambientais para alcançar os requisitos especificados para a classe apropriada.

Para calibradores de nível sonoro de classe LS/M e classe 1/M, as correções de pressão estática, necessárias para que o calibrador de nível sonoro esteja em conformidade com os requisitos deste documento, devem ser declaradas no manual de instruções, juntamente com as incertezas de medição correspondentes a uma probabilidade de abrangência de 95%. Os calibradores de nível sonoro designados como de classe LS/M também podem reivindicar conformidade com os requisitos para um calibrador de nível sonoro designado como de classe 1/M, se atenderem completamente às especificações descritas neste documento para ambas as classes de calibrador de nível sonoro.

Os calibradores de nível sonoro, além daqueles designados como classe LS/M ou classe 1/M, não podem requerer correções para qualquer condição ambiental para que estejam em conformidade com os requisitos da classe aplicável. Os calibradores de nível sonoro designados como classe LS/M e classe 1/M devem ser fornecidos com um barômetro, ou o fabricante deve declarar as especificações no manual de instruções para qualquer barômetro a ser usado.

Uma declaração deve ser incluída no manual de instruções, fornecendo a incerteza da medição da pressão estática requerida, para uma probabilidade de abrangência de 95%, para que a capacidade de um calibrador de nível sonoro classe LS/M ou classe 1/M não seja afetada e esteja em conformidade com os requisitos para a classe aplicável. Um calibrador de nível sonoro classe LS/M é normalmente utilizado apenas em laboratório, onde entende-se que um dispositivo adequado esteja disponível para medir a pressão estática.

Alguns barômetros fornecem os dados diretamente na forma a ser utilizada para corrigir os níveis de pressão sonora medidos para a pressão estática de referência. Se uma orientação específica do calibrador de nível sonoro for para ser utilizada para estar em conformidade com os requisitos deste documento, esta orientação deve ser indicada no calibrador de nível sonoro ou a indicação no calibrador de nível sonoro deve referir-se ao manual de instruções, que deve indicar a orientação necessária.

Todos os requisitos de desempenho referem-se ao funcionamento do calibrador de nível sonoro após a estabilização do acoplamento do microfone e do calibrador de nível sonoro, e após o nível de pressão sonora e a frequência terem estabilizado. O tempo necessário para estabilizar o nível de pressão sonora e a frequência, que começa quando o calibrador de nível sonoro é ligado com o microfone acoplado a ele, deve ser indicado no manual de instruções e não pode exceder 30 s para qualquer combinação aplicável de condições ambientais especificadas em 5.5.

Quando esse tempo de estabilização exceder 10 s, um indicador deve ser fornecido para mostrar quando a saída do calibrador de nível sonoro estiver estabilizada. Informações sobre o funcionamento deste indicador devem ser fornecidas no manual de instruções. Se os testes descritos no Anexo A requererem que o calibrador de nível sonoro opere por mais tempo do que o tempo normal de operação, o fabricante deve fornecer informações no manual de instruções para descrever como isso pode ser alcançado.

Aqueles componentes de um calibrador de nível sonoro que não se destinam a ser acessíveis ao usuário devem ser protegidos por marcações ou por um mecanismo que torne esses componentes inacessíveis. Em 5.3 a 5.9, os limites de aceitação são fornecidos para valores permitidos de desvios medidos a partir das metas de projeto. Para laboratórios, as máximas incertezas de medição permitidas para uma probabilidade de abrangência de 95% são apresentadas no Anexo A.

O Anexo D descreve a relação entre o intervalo de tolerância, o intervalo de aceitação e a máxima incerteza de medição permitida correspondentes. Os limites de aceitação fornecidos para calibradores de nível sonoro classe LS também se aplicam aos calibradores de nível sonoro designados como classe LS/M. Os limites de aceitação fornecidos para os calibradores de nível sonoro classe 1 também se aplicam aos calibradores de nível sonoro designados como classe 1/M.

A conformidade com uma especificação de desempenho é demonstrada quando os seguintes critérios forem satisfeitos: os desvios medidos a partir das metas de projeto não excederem o limite de aceitação aplicável e a incerteza de medição correspondente não exceder a máxima incerteza de medição permitida correspondente dada no Anexo A para uma probabilidade de abrangência de 95%. Se a incerteza de uma medição realizada pelo laboratório, calculada para uma probabilidade de abrangência de 95 %, exceder o valor máximo permitido dado no Anexo A, a medição não pode ser usada para demonstrar a conformidade com os requisitos deste documento.

O Anexo E fornece exemplos de avaliação de conformidade com as especificações deste documento. A total conformidade com este documento só é demonstrada quando o modelo de calibrador de nível sonoro tiver demonstração de conformidade com os requisitos deste documento para aprovação de modelo, quando testado de acordo com o Anexo A, e uma amostra individual de calibrador de nível sonoro tiver demonstração de conformidade com os requisitos deste documento para testes periódicos, quando testado de acordo com o Anexo B.

O manual de instruções do calibrador de nível sonoro pode fornecer informações para permitir o projeto de adaptadores para serem utilizados com o calibrador de nível sonoro. Esses dados de projeto devem incluir todas as informações necessárias para criar um adaptador que possa ser utilizado com o calibrador de nível sonoro especificado de uma maneira que mantenha o desempenho da classe especificada.

Quando esses dados de projeto são fornecidos, o manual de instruções deve especificar a distância de inserção e o diâmetro mínimo do microfone no qual a vedação ocorrerá. Todos os níveis de pressão sonora especificados devem ser declarados no manual de instruções com uma resolução melhor ou igual a 0,1 dB. Todos os requisitos e limites de aceitação especificados neste documento estão relacionados ao nível da pressão sonora produzida no diafragma do microfone inserido.

O nível de pressão sonora principal do calibrador de nível sonoro deve ser de no mínimo 90 dB e 20 μPa, quando o calibrador de nível sonoro for aplicado aos modelos de microfone nas configurações especificadas no manual de instruções. O valor absoluto da diferença entre um nível de pressão sonora medido e o nível de pressão sonora especificado correspondente não pode exceder os limites de aceitação indicados na Tabela 2 (disponível na norma) para a classe do calibrador de nível sonoro. Para calibradores de nível sonoro com designação de classe LS/M ou 1/M, o nível medido deve ser corrigido para pressão estática, se necessário, para a pressão estática do ar de referência dada na Seção 4.

Estes limites de aceitação se aplicam a medições feitas em condições ambientais de referência dentro das seguintes faixas: de 97 kPa a 105 kPa, de 20 °C a 26 °C e de 40% a 65% de umidade relativa do ar. A flutuação do nível de pressão sonora deve ser medida utilizando a ponderação temporal F (constante de tempo nominal de 125 ms, conforme especificado na IEC 61672-1), pela determinação da média e dos níveis máximo e mínimo gerados durante um período de 60 s de operação do calibrador de nível sonoro, amostrando pelo menos 30 vezes. O valor absoluto da diferença entre cada um dos níveis máximo e mínimo medidos e o valor médio não podem exceder, cada um, os limites de aceitação de flutuação do nível de curta duração indicados na Tabela 2 para a classe do calibrador de nível sonoro.

Estes limites de aceitação de flutuação de nível de curta duração aplicam-se às medições feitas nas condições ambientais de referência, e em condições próximas, dentro dos intervalos especificados em 5.3.2. Quando um calibrador de nível sonoro é operado por um período maior que 60 s, por exemplo, ao medir o desempenho de outros instrumentos, como sonômetros, é necessário estabelecer a flutuação de nível durante o período de tempo mais longo.

Nenhuma especificação é fornecida neste documento para um período maior de tempo de operação. Em frequências mais baixas, mesmo para um sinal estável, uma flutuação de nível de curta duração maior que zero será indicada pelo método de medição especificado. Isso é causado pela variação na pressão sonora instantânea e pela média de tempo limitado pela ponderação temporal F especificada. Os limites de aceitação para a flutuação de nível de curta duração são aumentados em frequências mais baixas para permitir esse fenômeno.

O projeto de estação de bombeamento ou elevatória de água

Saiba quais são os requisitos para a elaboração de projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de água.

A NBR 12214 de 07/2020 – Projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de água — Requisitos especifica os requisitos para a elaboração de projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de água.

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Como estabelecer a vazão para dimensionamento?

Como calcular o dimensionamento do volume útil da câmara de sucção ou do poço de sucção?

Como projetar a câmara de sucção para bomba tipo submersível?

Como executar o dimensionamento dos barriletes de sucção e de recalque?

Os elementos necessários para o desenvolvimento do projeto são os seguintes: a caracterização da estação de bombeamento ou estação elevatória, pontos de sucção e de recalque/descarga, vazão de dimensionamento, características físico-químicas e biológicas da água a ser bombeada ou elevada, níveis de enchente ou inundação no local; o levantamento planialtimétrico cadastral da área da estação de bombeamento ou elevatória com detalhes da vegetação, tipo de pavimento, acesso, obras especiais, indicação das interferências; o cadastro de unidade (s) operacional (is) relacionada (s) à estação de bombeamento ou elevatória e de interferências; as informações ou levantamentos socioambientais, geotécnicos, geológicos e arqueológicos, vazão de outorga, se aplicável; os dados físicos e operacionais do sistema de abastecimento de água existente; a disponibilidade de energia elétrica; os estudos, planejamentos e projetos existentes correlacionados; o estudo de concepção do sistema de abastecimento, elaborado conforme a NBR 12211; os planos diretores do sistema de abastecimento de água e demais planos diretores; o plano de urbanização, legislação relativa ao uso e ocupação do solo; restrição ambiental que interfira na área de influência do projeto; plano de saneamento básico; as condições mínimas de segurança e medicina do trabalho, conforme legislação e normas vigentes; os critérios, procedimentos e diretrizes da prestadora de serviço ou da contratante do sistema de abastecimento de água.

As atividades necessárias para o desenvolvimento do projeto são as seguintes: validar o estudo de concepção e/ou realizar estudo técnico, econômico, social, financeiro e ambiental; analisar as instalações do sistema de bombeamento ou elevatória existente, objetivando seu aproveitamento, quando for o caso; avaliar e considerar na solução técnica a restrição ambiental incidente, quando existir; avaliar o acesso da estação de bombeamento ou elevatória; complementar os levantamentos topográficos, as interferências, os estudos geológicos, geotécnicos e arqueológicos, quando necessário; determinar as vazões de projeto do sistema de bombeamento, levando em conta as condições operacionais do sistema de abastecimento; determinar a altura manométrica; determinar o tipo e o arranjo físico da elevatória; dimensionar a casa de bombas; selecionar os equipamentos de movimentação de carga e serviços auxiliares; determinar os sistemas de acionamento, medição e controle; determinar o traçado das tubulações de sucção e recalque; dimensionar e selecionar o material das tubulações de sucção e recalque; avaliar os diferentes materiais aplicados (conjunto motor-bomba, componentes, equipamentos, tubulações), de modo a compatibilizar as melhores soluções técnicas e econômicas com tempo de vida útil requerido no estudo e/ou projeto; dimensionar a câmara de sucção, quando necessário; elaborar as especificações dos equipamentos, das conexões e das tubulações; estudar os efeitos dos transitórios hidráulicos e selecionar o(s) dispositivo(s) de proteção do sistema; avaliar a resistência mecânica das partes componentes do sistema de bombeamento ou elevatória às ações internas e externas atuantes; detalhar as etapas de implantação; detalhar a interdependência das atividades e o plano de execução das obras, otimizando o tempo de paralisação do sistema, quando necessário; prever a implantação de dispositivos que permitam os procedimentos de limpeza, esgotamento, drenagem, desinfecção, estanqueidade, da estação de bombeamento ou elevatória; compatibilizar o projeto da estação de bombeamento ou elevatória com os demais projetos complementares [arquitetônico, estruturais, hidrossanitários, elétricos (inclusive iluminação), eletromecânicos, automação, monitoramento, instrumentação, ventilação, acústica, combate a incêndio, inspeção, urbanização, acessos, segurança].

Os elementos que devem compor o projeto são os seguintes: o memorial descritivo e justificativo, contendo os estudos, cálculos realizados, simulações hidráulicas; as peças gráficas do projeto, em escalas adequadas, atendendo às normas técnicas aplicáveis e às recomendações e padronizações da prestadora de serviço ou da contratante; o orçamento detalhado das obras, conforme etapas determinadas para a implantação; as diretrizes operacionais contendo o plano de operação e controle previsto para o sistema de bombeamento ou elevatória, detalhamento das vazões máximas e mínimas operacionais, quando aplicável; as diretrizes para pré-operação, comissionamento e/ou operação assistida, quando aplicável.

Para a determinação do local adequado para a implantação da estação de bombeamento ou elevatória, devem ser levados em consideração os seguintes fatores, de importância ponderada em função das condições técnicas e econômicas de cada projeto: desnível geométrico; características morfológicas; traçado da adutora, conforme a NBR 12215-1; desapropriação, legalização de áreas; acessos permanentes e que permitam a movimentação do transporte para a manutenção; proteções contra enchentes, inundações e enxurradas; estabilidade contra erosão; disponibilidade de energia elétrica; remanejamento de interferências; segurança contra assoreamento no ponto de tomada ou da captação d´água e na região próxima a estes pontos; Net Positive Succion Head (NPSH) disponível, sendo determinado considerando o nível mínimo operacional na câmara de sucção (positivo ou negativo), a temperatura ambiente média e a altitude do local onde será implantada a estação de bombeamento ou elevatória; disponibilidade de área para ampliações futuras, quando necessário.

A determinação dos levantamentos a serem efetuados deve ser precedida de inspeção de campo. Para a locação da estação de bombeamento ou elevatória, os levantamentos topográficos devem ser planialtimétricos cadastrais em extensão, detalhamento e precisão, permitindo no mínimo: mostrar os limites de propriedades e benfeitorias existentes, com indicação dos proprietários; os níveis máximos observados em corpos de água superficiais; os tipos de vegetação, os usos do solo e a exploração do subsolo; os tipos de pavimento, indicação e mapeamento das interferências superficiais e do subsolo.

Deve-se justificar a posição adotada; as obras especiais. Indicar as vias de acesso para a implantação, operação e manutenção da estação de bombeamento ou elevatória. As sondagens devem ser em número, tipo e profundidade que permitam determinar a fundação da estação de bombeamento ou elevatória, determinar o nível atual do lençol freático e elaborar o projeto das obras especiais, permitindo estabelecer o processo de escavação, a fundação e demais elementos estruturais.

As interferências não visíveis devem ser levantadas a partir das informações existentes nos projetos e cadastros, pelo acesso à câmara e/ou à caixa de inspeção existente, por meio de levantamento topográfico, da realização de furos de sondagem de prospecção eletromagnética. Deve-se avaliar as instalações do sistema de bombeamento existente e seu ciclo operacional, elaborando diagnóstico que permita a sua otimização e adequação técnica.

Na elaboração de novos estudos e projetos, as partes com aproveitamento total e/ou parcial existentes devem satisfazer as condições desta norma ou adaptar-se a ela, mediante alterações ou complementações. Deve ser analisado o impacto do sistema projetado sobre as instalações existentes. Devem ser levantadas as características hidráulicas e morfológicas das instalações existentes e a serem projetadas das unidades construtivas.

Por exemplo, da captação à margem de mananciais, compreendendo: número, forma, dimensões e material dos canais ou tubulações; cota do fundo dos canais ou tubulações na entrada da câmara de sucção; níveis máximo (cota de enchente e/ou nível de inundação) e mínimo da água nos canais à entrada da câmara de sucção; características da água, condicionantes ou necessárias para a seleção dos equipamentos; velocidade de entrada na câmara de sucção, que não pode ser superior a 0,60 m/s. Da captação direta no manancial, compreendendo: os perfis de fundo do manancial no local da captação, por meio de no mínimo três seções batimétricas, distanciadas em no máximo 20 m entre si ou conforme necessidade local determinada pela prestadora de serviço ou contratante; os níveis máximo (cota de enchente e nível de inundação) e mínimo da água; a velocidade da água no local da captação; as obras complementares projetadas; as características da água, condicionantes ou necessárias para a seleção dos equipamentos. Da sucção em reservatório, compreendendo as características gerais do reservatório: tipo, material, forma, dimensões e número de câmaras; as cotas geométricas e operacionais do reservatório, e cotas do terreno; as características da água, condicionantes ou necessárias à seleção do equipamento.

Os abrigos para mangueiras de incêndio e acessórios

Conheça os requisitos e métodos de ensaio para a fabricação de abrigos para mangueiras de incêndio e acessórios empregados nos sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio, dimensionados conforme a NBR 13714. 

A NBR 16870 de 07/2020 – Abrigos para mangueiras de incêndio e acessórios — Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio para a fabricação de abrigos para mangueiras de incêndio e acessórios empregados nos sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio, dimensionados conforme a NBR 13714. O abrigo pode ser definido como uma caixa ou armário para armazenamento de mangueiras de incêndio e seus acessórios, ou para armazenamento do conjunto mangueira semirrígida e acessórios (mangotinho), empregados em sistemas de hidrantes e mangotinhos para combate a incêndio, dimensionados conforme a NBR 13714.

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Quais são os critérios de avaliação do abrigo e seus componentes?

Como verificar a estanqueidade do abrigo?

Em relação à corrosão, como avaliar a deterioração das partes representativas integrantes do abrigo?

Como realizar o ensaio de envelhecimento térmico por radiação ultravioleta?

O abrigo de mangueira deve conter as seguintes marcações, de forma permanente e visível quando instalado: nome do fabricante ou sua logomarca; modelo ou nome comercial; tipo do abrigo, conforme o Anexo A. O abrigo deve conter meios de fixação adequados, não sendo admitidos sistemas de fixação ou de apoio sobre a tubulação do sistema de hidrantes. O abrigo deve conter aberturas de ventilação na porta para circulação de ar. O abrigo deve conter dispositivo para fechamento da porta. Os abrigos devem ser construídos com materiais resistentes à corrosão, ou os materiais empregados em sua construção devem ser protegidos com revestimento anticorrosivo.

No interior do abrigo, as conexões de mangueira devem ser armazenadas de modo que haja pelo menos 50 mm entre qualquer parte do abrigo, exceto entre a porta e o registro da válvula, quando a válvula estiver em qualquer posição, desde totalmente aberta até completamente fechada. Quando os abrigos forem empregados em locais sujeitos a vandalismo, eles podem ser fechados a chave, desde que existam meios que permitam o rápido acesso aos equipamentos no interior do abrigo em situação de emergência.

O abrigo deve apresentar condições de armazenar no mínimo todos os componentes e acessórios previstos em função do tipo de abrigo, conforme o Anexo A. Caso as especificações técnicas fornecidas pelo fabricante apresentem componentes ou acessórios que sejam incrementais aos estabelecidos por esta norma, o abrigo deve ser verificado levando em conta tal especificação. O acesso aos equipamentos e acessórios no interior do abrigo deve ser realizado de forma rápida e segura.

Um único operador deve ser capaz de abrir a sua porta e ter condições de remover os equipamentos e acessórios. Verificar se o abrigo, quando a válvula instalada em seu interior para eventual substituição e/ou reparo da rede hidráulica do sistema for removida (quando o abrigo possibilitar tal instalação), não sofra danos e que se permita esta remoção de forma adequada e segura. Deve-se prever espaço suficiente para a manobra da válvula angular e conexão de mangueira (s).

No caso de abrigos que acomodem botoeira para acionamento de bomba de reforço do sistema de hidrantes, deve-se posicioná-la de forma que a remoção dos componentes do interior do abrigo seja permitida. Todos os materiais utilizados na fabricação dos abrigos devem estar de acordo com a sua aplicação. Partes dos abrigos expostas ou mantidas em contato com água devem ser construídas com materiais resistentes à corrosão.

Os componentes metálicos ferrosos, quando não compostos por aço inoxidável, para atender ao disposto em 6.5, devem, preferencialmente, receber tratamento anticorrosivo por galvanização, com deposição de camada de zinco com no mínimo 100 g/m², de acordo com o estabelecido nas NBR 7008-1 e NBR 7008-2. Caso os componentes não sejam galvanizados, devem ter sua proteção antioxidante comprovada de acordo com o indicado em 6.5, a partir de amostras retiradas de um dos corpos de prova a serem ensaiados.

Convém que o abrigo não possua visor. Caso possua, as dimensões do visor devem permitir uma visualização de todos os componentes em seu interior. O vidro empregado deve ser do tipo temperado ou laminado, com bordas polidas, segundo os requisitos da NBR 7199. A abertura para acomodação do vidro na porta do abrigo deve ser dimensionada conforme a NBR 7199.

Pode-se utilizar o vidro como porta do abrigo de mangueiras, desde que seja considerado vidro do tipo vertical suscetível ao impacto humano e que o seu dimensionamento e sua estrutura de suporte e apoio atenda à NBR 7199. O fabricante deve fornecer, para cada modelo de abrigo de mangueira, uma ficha técnica contendo: desenho de conjunto com as dimensões do abrigo montado, em escala apropriada para leitura e interpretação, atendendo ao Sistema Internacional de unidades (SI); especificações técnicas; carga máxima admissível; instruções de instalação, operação e manutenção.

Os abrigos devem ser ensaiados considerando todos os componentes apresentados na ficha técnica do produto. Todos os abrigos que compõem a amostra a ser submetida aos ensaios laboratoriais devem ser unidades plenamente representativas das linhas normais de produção e comercialização do fabricante. O Anexo B apresenta a aplicabilidade dos ensaios em função do tipo de abrigo. No Anexo C estão apresentados os fluxogramas de acordo com o tipo de abrigo a ser avaliado.

Os fluxogramas sugerem as sequências de ensaios laboratoriais para otimizar o número de amostras necessárias para avaliação do produto. Cada item do fluxograma apresenta o número da seção, o nome do requisito a ser avaliado e a quantidade de amostras necessárias. Os requisitos, métodos de ensaio e critérios de avaliação descritos visam avaliar o desempenho do abrigo em função de suas características e particularidades de aplicação do produto.

Os abrigos de mangueira devem ser verificados antes de serem submetidos aos ensaios, com relação aos seguintes aspectos: identificação das marcações no abrigo, conforme 4.1; conformidade com o desenho de conjunto que compõe a ficha técnica do produto, conforme 4.4; conformidade com os requisitos construtivos descritos em 4.2. A aparelhagem necessária é a seguinte: trena ou régua metálica graduada, com resolução de 1 mm; paquímetro, com resolução de 0,05 mm.

O corpo de prova deve ser um abrigo de mangueiras. O abrigo deve ser ensaiado considerando todos os componentes apresentados no desenho de conjunto do produto. O abrigo de mangueira deve ser submetido às verificações de todas as dimensões apresentadas na documentação técnica fornecida pelo fabricante. Deve ser verificada a condição do abrigo quanto a rachaduras, trincas, fissuras ou rebarbas. É recomendável a realização do registro fotográfico antes do início dos ensaios.

As coberturas e os fechamentos laterais com telhas de fibrocimento sem amianto

As coberturas e os fechamentos laterais devem ser executados segundo projetos que atendam aos requisitos desta norma, tendo em vista o emprego racional do material, de modo a obter: a proteção contra intempéries e segurança; a estanqueidade correta; e os bons resultados estéticos.

A NBR 7196 de 07/2020 – Telhas de fibrocimento sem amianto – Execução de coberturas e fechamentos laterais – Procedimento estabelece os requisitos para execução de coberturas e fechamentos laterais com telhas onduladas e estruturais de fibrocimento sem amianto, especificadas na NBR 15210 (todas as partes).

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Quais são os requisitos de fixação para coberturas usando telha-padrão tipo P7-0,92 m?

Quais são os requisitos de fixação para fechamento lateral usando telha-padrão tipo P7-1,10 m?

Como devem ser feitos os projetos de montagem das telhas estruturais?

Como deve ser feita a movimentação no canteiro de obras das telhas estruturais?

As coberturas e os fechamentos laterais devem ser executados segundo projetos que atendam aos requisitos desta norma, tendo em vista o emprego racional do material, de modo a obter: a proteção contra intempéries e segurança; a estanqueidade correta; e os bons resultados estéticos. Os projetos devem indicar: referência, quantidade, dimensão, posição e tipo das telhas, peças complementares, vedações e elementos de fixação; especificação da estrutura do telhado e posição dos apoios das telhas; inclinação da (s) cobertura (s) e fechamento (s) lateral (is); recobrimentos transversais e longitudinais; detalhes, como arremates, cortes, furações, sentido e sequência de montagem e outros.

As recomendações específicas de cada fabricante devem constar nos seus catálogos e informações técnicas, os quais devem estar datados (mês/ano). Devem ser adotadas soluções construtivas que propiciem, à cobertura ou ao fechamento lateral, resistência à ação do vento de até 60 km/h, conforme critérios de cálculo da NBR 6123. Os esforços devidos à ação do vento devem ser obtidos a partir do cálculo dos esforços atuantes, segundo a NBR 6123, considerando-se, para as coberturas, o peso próprio da telha especificado pelos fabricantes, acrescido do peso resultante dos recobrimentos transversais e longitudinais.

Caso as solicitações previstas para a cobertura ou fechamento lateral sejam superiores ao valor especificado, devem ser tomadas precauções especiais quanto aos vãos e balanços a serem usados, assim como quanto ao número e tipo de fixadores, conforme recomendações do fabricante. Os painéis solares, aparelhos de ar-condicionado, antenas, placas de aquecimento e outros equipamentos devem ser fixados na estrutura da cobertura e não diretamente nas telhas. As precauções especiais referidas podem ser verificadas pela NBR 5643 ou outro método escolhido em comum acordo entre fabricante e comprador, devendo a carga aplicada no ensaio ser mantida durante 3 min e ser superior ao valor obtido em 4.1.5. As telhas devem resistir às solicitações de flexão devidas somente aos esforços provenientes do peso próprio, ação do vento e chuva.

As telhas não podem ficar sujeitas às solicitações secundárias provenientes de deformações ou movimentações da estrutura, trepidações, impactos e cargas permanentes. As juntas de dilatação da cobertura devem corresponder às juntas existentes na estrutura, para permitir movimentação independente da cobertura e da estrutura. As peças complementares que atuam como arremates da cobertura não podem constituir vínculos rígidos com outras partes da edificação. Para os fechamentos laterais, devem ser seguidas as exigências e recomendações estabelecidas para coberturas, atendendo-se às observações indicadas nas seções específicas a cada tipo de telha.

Para execução de coberturas e fechamentos laterais, devem ser seguidos os requisitos da legislação vigente para trabalho em altura. As telhas devem ser apoiadas sobre elementos coplanares. A direção da geratriz das ondas de uma telha deve coincidir com a direção da maior declividade da superfície da cobertura onde foi aplicada. Para a montagem das coberturas e fechamentos laterais, as telhas devem ser instaladas na posição normal, com a face lisa, que contém a marcação, voltada para o lado externo.

As telhas devem ser fixadas em apoios por meio dos elementos de fixação e seus respectivos conjuntos de vedação. Os elementos de fixação devem ser fabricados em aço-carbono SAE 1010/1020, devidamente protegidos contra a corrosão por galvanização a fogo, com a espessura mínima de 70 μm, ou outro processo com desempenho equivalente. Os elementos de fixação devem ter as características geométricas e dimensionais estabelecidas a seguir e conforme especificação do fabricante: parafuso com rosca soberba, conforme a figura e a tabela abaixo; ganchos com rosca, conforme a figura abaixo; pinos com rosca; ganchos chatos de seção retangular; pregos.

 

Para outros tipos de coberturas, consultar as recomendações do fabricante. A distância mínima do centro dos furos até a extremidade livre da telha deve ser de 100 mm para as telhas estruturais e de 50 mm para os demais tipos de telha. Admite-se que essa distância seja de 25 mm para as telhas de perfil P3. Na instalação ou manutenção da cobertura, os montadores não podem pisar diretamente na telha, exceto nas coberturas executadas com telhas estruturais, conforme recomendações do fabricante. A montagem das telhas deve ser feita por faixas, no sentido do beiral para a cumeeira. A sequência de faixas deve ser no sentido contrário ao dos ventos predominantes na região.

Para permitir uma montagem perfeita da cumeeira, manter alinhadas as ondas das telhas nas duas-águas da cobertura. As furações e cortes das telhas devem ser executados segundo as recomendações do fabricante e utilizando-se os equipamentos de proteção individual (EPI) adequados e outros dispositivos de segurança previstos na legislação em vigor. A furação das telhas não pode ser feita com uso de martelo ou outras ferramentas de impacto, prego ou parafuso, com exceção do prego para as telhas tipo ondas pequenas.

Os elementos de fixação devem permitir a livre dilatação das telhas. Para tanto, deve-se prover folgas entre as telhas e os ganchos chatos, assim como a furação nas telhas com diâmetro 2 mm maior do que o diâmetro do parafuso ou do gancho com rosca. Não podem ser utilizados parafusos tipo autobrocante. A fixação dos ganchos chatos nas terças de madeira deve ser feita com dois pregos ou parafusos. Não são permitidos recortes parciais nas telhas com a finalidade de adaptá-las aos ganchos chatos.

Nos cruzamentos de recobrimento longitudinal com recobrimento transversal, os cantos de duas das quatro telhas que compõem o cruzamento devem ser cortados, para evitar a sobreposição de quatro espessuras, devendo este procedimento ser estendido também às peças complementares. Não há necessidade de corte de cantos para as telhas tipo pequenas ondas. Na execução dos cortes, não podem ser utilizadas ferramentas que provoquem torções, trincas ou desfolhamentos.

As telhas devem ser içadas até o telhado com uso de dispositivos que não provoquem esforços de compressão nas bordas laterais. As telhas devem ser manuseadas por duas pessoas segurando na crista da segunda e da penúltima onda, e nunca pelas bordas laterais, para que não provoquem flexões e trincas longitudinais. As telhas devem ser estocadas em local plano, firme e isento de objetos que possam danificá-las, e o mais próximo possível do local de seu içamento para o telhado. Quando as telhas forem empilhadas horizontalmente, devem ser assentadas usando calços adequados, posicionados de acordo com as recomendações do fabricante.

Quando as telhas forem empilhadas verticalmente, devem ser observadas as seguintes recomendações: a inclinação deve ser de 5° a 15° em relação à vertical; o apoio horizontal das telhas deve ser em dois sarrafos; o apoio da extremidade superior da primeira telha, em toda a sua largura, em um encosto de madeira, deve ter seção mínima de 50 mm × 10 mm; as telhas estruturais não podem ser empilhadas verticalmente. As telhas estruturais com largura útil igual ou superior a 700 mm não podem ser solicitadas com esforço acidental superior a 2 kN. As telhas com largura útil inferior a 700 mm não podem ser solicitadas com esforço acidental superior a 1,5 kN.

As telhas estruturais não podem ser solicitadas com esforço acidental maior do que 1 kN na extremidade do balanço livre, não ultrapassando 30 % do valor máximo da resistência à flexão correspondente à telha estrutural estabelecida na NBR 15210 (todas as partes). A flecha máxima admissível, após a montagem da telha, no meio do vão, é de L/100, onde L é o valor do vão máximo, expresso em metros (m). Deve ser usada a inclinação mínima indicada pelo fabricante, cujo valor foi especificado levando em conta que a telha estrutural, mesmo estando com a flecha máxima admissível (ver 6.4.12), ainda deve permitir escoamento das águas pluviais.