A certificação de softwares de acordo com a norma técnica

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Atualmente, qualquer produto não tem sua própria qualidade, mas esta passa a ser a sua capacidade de atender às expectativas do cliente. A qualidade se tornou como o grau no qual um conjunto de características inerentes a um produto, processo ou serviço satisfaz a requisitos ou as necessidades ou expectativas implícitas ou explícitas de clientes.

Dessa forma, a qualidade de um software é um objetivo do processo de desenvolvimento. A se desenvolver um produto, deve-se ter previamente estabelecidas, como perspectiva, as características de qualidade que se deseja alcançar.

O setor de desenvolvimento de softwares também vem evoluindo profundamente desde a fase em que o seu desenvolvimento era considerado arte, sendo agora um dos setores mais dinâmicos da economia. É um setor no qual a criatividade e a inovação são características intrínsecas.

A presença do software no dia a dia das pessoas e das organizações é absoluta. Essa evolução tem sido acompanhada pelo desenvolvimento de conhecimento, técnicas, métodos e processos que lhe dão suporte, enriquecendo a própria engenharia de software.

O setor de software tem buscado diversas alternativas para tratar o tema da qualidade, razão pela qual a engenharia de software tem consagrado a abordagem por processos. A abordagem por processos vem se desenvolvendo e sofisticando e isso vem resultando em vários modelos de referência que estão em uso.

A implementação efetiva dos processos pode ser verificada mediante usuais avaliações e auditorias e se pode mesmo atestar publicamente a efetiva implementação dos processos, por meio de uma certificação. O primeiro modelo nesse sentido foi o CMM (e depois CMMI). Porém, modelos como o CMMI são mais apropriados para uso em grandes projetos e grandes empresas e não se mostraram adequados para pequenas organizações que desenvolvem software.

O modelo de qualidade de software CMM – Capability Maturity Model é um modelo de avaliação e melhoria da maturidade de processo de software. O CMM é uma iniciativa do SEI (Software Engineering Institute) para avaliar e melhorar a capacitação de empresas que desenvolvem e mantém software através de seus funcionários ou de contratados terceirizados. Já o CMMI – Capability Maturity Model Integration foi criado, a partir do modelo CMM, para suprir as limitações do CMM, com a criação de: um método comum; unificar os vários modelos do mesmo existentes; permitir a representação contínua com áreas de processos independentes dos níveis de maturidade.

Além de modelos de métricas para qualidade de software, nota-se que a constante busca por ela se tornou uma atividade essencial dentro das empresas. Colocando-se todos esses conceitos dentro do contexto apresentado, pode-se  dizer que a qualidade não é uma fase do ciclo de desenvolvimento de software … é parte de todas as fases.

Portanto, é necessário um planejamento adequado para que a qualidade do software seja atingida, conforme a definição de qualidade que deverá ser alcançada. Para isso são necessários modelos, padrões, procedimentos e técnicas para atingir essas metas de qualidade propostas. Para tanto, todas as etapas do ciclo de vida de engenharia de software devem ser contempladas com atividades que visam garantir a qualidade tanto do processo quanto do produto.

A NBR ISO/IEC 29110-4-1 de 02/2012 – Engenharia de Software – Perfis de ciclo de vida para micro-organizações (VSEs) – Parte 4-1 : Especificações de perfil: Grupo Perfil Genérico aplica-se a micro-organizações (VSEs). VSEs são empresas, organizações, departamentos ou projetos com até 25 pessoas. Os processos de ciclo de vida descritos na NBRISO/IEC29110-4-1 não têm a intenção de restringir ou desencorajar seu uso em organizações maiores.

A NBR ISO/IEC 29110, sob o título geral Engenharia de Software – Perfis de ciclo de vida para micro-organizações (VSEs), tem a previsão de conter as seguintes partes: Parte 1: Visão Geral; Parte 2: Estrutura e taxonomia; Parte 3: Guia de avaliação (Relatório Técnico); Parte 4-1: Especificações de perfis: Grupo perfil Genérico; Parte 5-1-2: Guia de engenharia e gestão: Grupo perfil Genérico: Perfil básico (Relatório Técnico).

Segundo Airton C. Gonzalez, gerente da qualidade da Fundação Vanzolini (airton@vanzolinicert.org.br), a certificação na norma, conforme adotou o Inmetro, deve ser feita com base na NBR ISO/IEC 17065 de 08/2013 – Avaliação da conformidade – Requisitos para organismos de certificação de produtos, processos e serviços que contém os requisitos para a competência, operação consistente e imparcialidade dos organismos de certificação de produtos, processos e serviços. Os organismos de certificação que operam com esta norma não precisam oferecer certificação de todos os tipos de produtos, processos e serviços.

“Nesta proposta de avaliação, uma empresa que implementou os processos da norma é auditada e recebe um certificado de conformidade com a norma, ou seja, uma entidade de certificação atesta que os processos estão atendendo os seus requisitos. A razão pela qual o Inmetro adotou esta forma de certificar é permitir uma rápida alavancagem da norma, uma vez que já existe no Brasil e no mundo uma estrutura de avaliação da conformidade com regras definidas que permitem a operação de organismos de certificação para realizar esta atividade”, explica Airton.

Ele acrescenta que, internacionalmente, existe a International Acreditation Forum (IAF) que coordena todas as orientações de certificação de sistemas, processos e produtos. O sistema de avaliação da conformidade no Brasil possui o Inmetro como o órgão que recebe as orientações do IAF e acredita, e supervisiona, no âmbito nacional, as organizações que podem exercer as atividades de certificação.

Complementa explicando as características desse tipo de certificação: organizações que não desenvolvam software crítico; as com até 25 pessoas envolvidas com projeto; certificação com três anos de validade; auditoria de certificação e uma auditoria de supervisão por ano; e recertificação ao final de três anos. “Há um material na forma de curso e o estamos disponibilizando na internet para acelerar a sua penetração junto às organizações desenvolvedoras de software, através do link: http://www.antaresonline.com.br/29110/”.

Segundo a norma, a indústria de software reconhece o valor das micro-organizações (Very Small Entities – VSEs) no fornecimento de importantes serviços e produtos. Para o propósito da ISO/IEC 29110, uma micro-organização é uma entidade (empresa, organização, departamento ou projeto) que tem até 25 pessoas. As VSEs também desenvolvem e/ou mantêm software usado em sistemas maiores; consequentemente, muitas vezes é requerido o reconhecimento de VSEs como fornecedores de software de alta qualidade.

De acordo com o relatório da Organization for Economic Co-operation and Development (OECD) SME and Entrepreneurship Outlook (2005), “pequenas e médias empresas (PMEs) constituem a forma dominante de organização em todos os países do mundo, respondendo por mais de 95 % e até 99 % da população dos negócios, dependendo do país”. O desafio enfrentado pelos governos OECD é prover um ambiente de negócios que apoie a competitividade desta grande população heterogênea de empresas e promova uma cultura empreendedora vibrante.

Os estudos e pesquisas conduzidos deixam claro que a maioria das normas não contempla as necessidades das VSEs. A conformidade com essas normas é difícil, se não impossível. Assim, as VSEs ficam limitadas ou não têm meios de serem reconhecidas como entidades que produzem software de alta qualidade no seu domínio. Consequentemente, VSEs são muitas vezes excluídas de algumas atividades econômicas.

Descobriu-se que as VSEs acham difícil relacionar as normas com as suas necessidades de negócio e justificar sua aplicação em suas práticas empresariais. Muitas VSEs não dispõem de recursos, em termos de número de empregados, orçamento e tempo, nem veem benefício real no estabelecimento de processos de ciclo de vida do software. Para aliviar algumas dessas dificuldades, foi desenvolvido um conjunto de guias de acordo com um conjunto de características das VSEs.

Os guias baseiam-se em conjuntos apropriados de elementos de normas, denominados perfis de VSEs. O propósito de um perfil de VSE é definir um subconjunto de normas relevantes para o contexto da VSE, como, por exemplo, os processos e resultados da NBR ISO/IEC 12207 e produtos da ISO/IEC 15289.

A NBR ISO/IEC 29110, orientada por audiência, foi desenvolvida para melhorar a qualidade do produto e/ou serviço, e o desempenho do processo (ver a Tabela 1). A NBR ISO/IEC 29110 não se destina a impedir a utilização de diferentes ciclos da vida, como cascata, iterativo, incremental, evolucionário ou ágil.

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Se for necessário um novo perfil, as NBR ISO/IEC 29110-4 e ABNT ISO/IEC TR 29110-5 podem ser expandidas sem impactar os documentos existentes e se tornar, respectivamente, NBR ISO/IEC 2911 0-4-m e NBR ISO/IEC 2911 0-5-m-n, seguindo o processo ABNT. A ISO/IEC TR 29110-1 define a terminologia empresarial comum ao Conjunto de Documentos dos Perfis de VSEs. Introduz conceitos de processos, ciclo de vida e normalização, e a série ISO/IEC 29110. Também introduz as características e requisitos de uma VSE e esclarece a razão para se ter perfis, documentos, normas e guias específicos para VSEs.

Esta parte da NBR ISO/IEC 29110 introduz os conceitos de perfis padronizados de engenharia de software para as VSEs e define os termos comuns ao conjunto de documentos Perfis de VSEs. Estabelece a lógica por trás da definição e aplicação de perfis padronizados. Especifica os elementos comuns a todos os perfis padronizados (estrutura, conformidade, avaliação) e introduz a taxonomia (catálogo) de perfis da NBR ISO/IEC 29110.

A ISO/IEC TR 29110-3 define as diretrizes para avaliação de processos e requisitos de conformidade necessários para alcançar o propósito dos Perfis de VSEs definidos. Também contém informação que pode ser útil aos desenvolvedores de métodos de avaliação e ferramentas de avaliação. É dirigida àqueles que têm relação direta com o processo de avaliação, como o avaliador e o patrocinador da avaliação, que precisam de orientação para assegurar que os requisitos para realização da avaliação sejam alcançados.

A NBR ISO/IEC 2911 0-4-m provê a especificação para todos os perfis do grupo Genérico de Perfis. O Grupo Genérico de Perfis de é aplicável a VSEs que não desenvolvem produtos críticos de software. Os perfis são baseados em subconjuntos apropriados de elementos de normas.

Os Perfis de VSE aplicam-se e são endereçados a autores/fornecedores de guias, ferramentas e outros materiais de suporte. A ISO/IEC TR 2911 0-5-m-n provê um guia de implementação de engenharia e gestão para o Perfil de VSE descrito na NBR ISO/IEC 2911 0-4-m.

A Figura 1 descreve a série ABNT NBR ISO/IEC 29110 e posiciona as partes dentro da estrutura de referência. Os resumos e guias são publicados como Relatórios Técnicos (TR) e os Perfis são publicados como normas.

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Esta parte da NBR ISO/IEC 29110 pode ser implementada por desenvolvedores de produtos que facilitam a implementação e utilização desta parte da NBR ISO/IEC 29110 nas organizações e exemplos de tais produtos são métodos, cursos, material didático, ferramentas e formulários; organizações ou projetos que implementam e usam os processos e produtos prescritos por esta parte da NBR ISO/IEC 29110. Portanto, a conformidade pode ser reivindicada pelos desenvolvedores de produtos e organizações, com interpretações diferentes, e diferentes métodos de avaliação da conformidade.

Ela pode ser atestada por uma terceira parte. Pode ser encomendada como parte de aquisições e processos contratuais. A VSE que reivindicar conformidade com esta parte da NBR ISO/IEC 29110 deve implementar e utilizar todos os elementos obrigatórios de perfil, como identificados na Seção 7, e as propriedades e requisitos associados descritos nas normas-base, quando aplicável.

A conformidade é alcançada quando demonstrado que: os requisitos obrigatórios para os produtos de ciclo de vida (elementos de informação) foram satisfeitos, usando o conteúdo de produtos de trabalho conformes como evidência; os requisitos obrigatórios para os processos de ciclo de vida foram satisfeitos, usando os objetivos (resultados) e produtos como evidência. A conformidade com esta parte da NBR ISO IEC 29110 implica a conformidade com a NBR ISO/IEC 12207 e a ISO/IEC 15289:2006, de acordo com suas seções de conformidade que permitem a conformidade parcial ou adaptada.

Um produto que reivindicar conformidade com esta parte da NBR ISO/IEC 29110 deve implementar todos os elementos obrigatórios do perfil identificados na Seção 7, e as propriedades e requisitos associados e descritos nas normas-base, quando aplicável. A conformidade é alcançada pela demonstração de que o produto conforme não exclui, modifica ou contraria qualquer um dos elementos obrigatórios do perfil.

A certificação está relacionada com o Perfil Básico para VSE que deve definir um subconjunto de processos e resultados da NBR ISO/IEC 12207 e produtos da ISO/IEC 15289:2006 para a implementação de software e gerenciamento de projetos. As principais razões para incluir a implementação de software e o gerenciamento de projetos são que o negócio principal da VSE é o desenvolvimento de software e seu sucesso financeiro depende da conclusão bem-sucedida do projeto dentro do cronograma e orçamento.

A preparação do Perfil Básico para VSE segue os seguintes passos: o reconhecimento das características da VSE relacionadas a: finanças, recursos, interface com o cliente, processos de negócio internos, aprendizado e crescimento; a identificação das necessidades e competências sugeridas da VSE que derivam dessas características; a especificação dos elementos de Perfil Básico para VSE adequados para responder às necessidades e competências sugeridas da VSE, de acordo com a NBR ISO/IEC 29110-2; a seleção e o vínculo do subconjunto dos elementos de Perfil Básico para VSE que mapeiam para os elementos de processos e resultados da ABNT NBR ISO/IEC 12207 e dos elementos de produtos da ISO/IEC 15289:2006 relacionados com os elementos de Perfil Básico para VSE; e a definição dos Guias de Perfil Básico para VSE: ABNT ISO/IEC TR 29110-5-1-2, Guia de Gestão e Engenharia para a implementação do Perfil Básico para VSE.A Figura 2 ilustra as etapas para preparar o Perfil Básico para VSE.

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A interpretação da notação de diagrama é a seguinte: o retângulo representa os elementos da VSE; a elipse representa a norma ou um subconjunto de seus elementos; seta sólida é uma relação rotulada e círculo com seta tracejada é um número da etapa de preparação. Para implementar um Perfil Básico para VSE, um contrato ou acordo com a declaração do trabalho deve ser estabelecido com base nas demandas do cliente e complementado pelas práticas de negócios/convenções e aceito pelo Cliente VSE.

Um projeto de desenvolvimento de software segue o Guia de Gestão e Engenharia para cumprir a declaração do trabalho e gerar os produtos. A VSE pode executar outras atividades de apoio ao projeto. A Figura 3 ilustra o contexto da lógica de implementação para o Perfil Básico para VSE.

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A notação da Figura 3 é similar à Figura 2. A fim de implementar o Perfil Básico para VSE, a VSE pode seguir o ABNT ISO/IEC TR 29110-5-1-2, que é uma coleção de elementos de processo selecionados e estruturados, como, por exemplo: objetivos, atividades, tarefas, papéis e produtos de trabalho, úteis para a implementação do Perfil Básico para VSE.

Para a definição dos conceitos, ver o ABNT ISO/IEC TR 29110-5-1-2. VSEs estão sujeitas a uma série de características, necessidades e competências sugeridas que afetam o conteúdo, a natureza e a extensão das suas atividades. O Perfil Básico para VSE contempla um subconjunto de VSEs que são descritas a seguir, a partir das características, necessidades e competências sugeridas, classificadas em quatro categorias: Finanças e Recursos, Interface com o cliente, Processos de Negócios Internos e Aprendizado e Crescimento.

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O interesse pela gastronomia caseira traz tendência de paisagismo com horta

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Preocupados com a saúde, os chefs caseiros se utilizam cada vez mais de hortaliças fresquinhas.

Daniela Sedo

Nunca a gastronomia esteve tão em alta no Brasil como agora. Dá para se ter uma ideia sobre isso ao vermos os inúmeros programas sobre o assunto na TV aberta ou paga, alguns deles são reality shows de grande audiência. Alguns programas apresentados por famosos em suas próprias casas ou em estúdios – que se assemelham a uma cozinha caseira -, mostram também a nova tendência por paisagismo com horta. Além de ser prático ter os ingredientes à mão, eles são saudáveis, fresquinhos e bonitos, tendo o charme de terem sido cuidados pelos anfitriões.

A horta pode ser feita juntamente com um projeto geral de paisagismo externo ou interno, pois o cantinho dela será bem planejado e executado de forma profissional, sem o risco de estarem em local inadequado ou plantada de forma que não se desenvolva. Charmosas e úteis, as hortaliças podem se desenvolver em gavetas (basta que tenha um furo para drenagem e impermeabilidade com três demãos de neutrol); pneus (utilizados deitados e sempre cheios de terra na parte interna); sapatos como botas de couro (para que tenha uma vida mais duradoura, já que os demais calçados só permitem que a planta viva por 15 dias); e garrafa PET (com um furo embaixo para drenagem, e em cima do furo colocar a manta bidim, impedindo assim que a terra saia com a água).

Porém, não basta executar o projeto, é necessário arrumar tempo na correria dos dias atuais, ainda que breve, para o cuidado de plantas, principalmente quando falamos em horta caseira. Além desse apelo gourmet, ter uma horta em casa ou no apartamento, independendo do espaço disponível, se tornou também uma atividade de prazer e lazer – algo como uma terapia. E não há nada mais especial do que poder dar um toque especial ao molho de tomate utilizando o seu próprio pé de manjericão. Além, é claro, de ajudar na decoração e nos diversos aromas que se espalham pela casa.

Mas lembre-se: é necessário investir em tempo e cuidados, como regá-la todos os dias. Se muitos dias passarem sem que a terra, que também necessita ser adubada, receba água, a horta irá morrer. Outro ponto importante é saber como fazer a poda de determinada espécie, pois com a retirada das folhas para utilização na comida, a vegetação da planta se revigora para novos brotos, onde se ramifica e fortalece. Neste caso, a poda inadequada pode matar a planta.

Os apartamentos, apesar de pequenos, podem ter a sua horta com espécies de hortaliças, como o manjericão e o alecrim, que são bem resistentes. O ideal é que com pouco espaço no ambiente, eles sejam cultivados em vasos que tenham, no mínimo, 30 cm. Já em casas com jardins, além do manjericão e do alecrim, outras espécies são hortelã, salsinha e cebolinha. Lembre-se sempre de que entre uma espécie e outra devem ter no mínimo 50 cm de distância.

Há um detalhe extremamente importante que por parecer prático para alguns parece um benefício: o uso de produtos químicos para acabar com as pregas na horta. Isso deve ser feito manualmente, pois estes produtos prejudicam a saúde! As espécies frutíferas, como limão, laranja e morango, precisam ter cuidado redobrado neste sentido, apesar de todas exigirem atenção especial.

Os ventos fortes também são “inimigos” das hortaliças. Por isso, para quem deseja que sua horta fique na varanda, é bom pensar duas vezes. Porém, é necessário que o local seja bem iluminado, com pelo menos duas horas de sol ao dia. Ter uma horta para chamar de sua não é tão simples como muitas pessoas pensam, mas vale a pena ter todos estes cuidados, não só pelos sabores, mas também para criatividade na decoração.

Daniela Sedo é arquiteta e paisagista – euracy@estilopress.com.br

Manual de Acidente do Trabalho

O Portal Target disponibiliza aos seus clientes e usuários, todas as Normas Regulamentadoras, estabelecidas pelo MINISTÉRIO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, que têm como objetivo disciplinar as condições gerais relacionadas à saúde e segurança do trabalhador em cada atividade ou posto de trabalho. Você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Normas Regulamentadoras” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Acesse o link https://www.target.com.br/produtos/normas-regulamentadoras

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A Resolução INSS nº 535/2016 aprovou o Manual de Acidente do Trabalho, na forma do Anexo da referida norma. Tem por objetivo orientar os atos da perícia médica previdenciária referentes à análise de acidente do trabalho.

No Brasil, as caixas de pensões tiverem seu início com os operários da Casa da Moeda, através do Decreto nº 9.284, de 30 de dezembro de 1911. Nesta mesma década o Brasil assumiu compromisso como membro da Organização Internacional do Trabalho – OIT, criada pelo Tratado de Versalhes, que propunha a observância das normas trabalhistas como forma de melhorar as condições inadequadas de trabalho em termos mundiais.

O Decreto Legislativo nº 3.724, de 15 de janeiro de 1919, conhecido mais popularmente como Lei nº 3.724, introduzia o conceito de risco profissional e especificava o pagamento de seguro por seguradoras privadas para garantir indenização ao trabalhador acometido ou à sua família, proporcional à gravidade das sequelas do acidente. Dessa forma, estaria criada a teoria da responsabilidade objetiva do empregador, tornando assim compulsório o seguro contra acidentes de trabalho em certas atividades.

O acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho, resultando em dano para o trabalhador. Para sua caracterização é necessário que se estabeleça a relação entre o dano e o agente que o provocou, estabelecendo-se, assim, um nexo.

Quando existir a ação direta do agente como causa necessária à produção do dano, configurar-se-á o nexo causal. Dessa forma, quando um determinado fenômeno desencadear uma lesão ou doença de maneira direta, tratar-se-á de causa.

Por outro lado, o nexo também estará caracterizado quando o agente não for a causa necessária para o estabelecimento do dano, mas contribuir para o seu aparecimento ou agravamento. Assim, o agente será considerado como concausa, sendo estabelecido um nexo de concausalidade.

Define-se como concausa o conjunto de fatores, preexistentes ou supervenientes, suscetíveis de modificar o curso natural do resultado de uma lesão. Trata-se da associação de alterações anatômicas, fisiológicas ou patológicas que existiam ou possam existir, agravando um determinado processo.

O primeiro critério a ser considerado para definição da concausalidade é a modificação da história natural da doença, aquilo que o próprio conceito chama de curso natural do resultado de uma lesão ou doença. A responsabilização pelo acidente do trabalho está prevista na Constituição Federal de 1988 que estabelece em seu inciso XXVIII do art. 7º, serem direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, o seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

Assim, fica estabelecida a responsabilidade civil da empresa que assume os riscos da atividade econômica desenvolvida, sendo assegurada a proteção ao trabalhador, por sua vez caracterizado como hipossuficiente, de acordo com as premissas do Direito Trabalhista. A legislação previdenciária disciplina o acidente do trabalho nos arts. 19 a 23 da Lei nº 8.213, de 1991.

De acordo com o art.19 desta Lei: Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Conforme dispõe o art. 22 da Lei nº 8.213, de 1991, e o art. 336 do Decreto nº 3.048, de 1999, o empregador doméstico e a empresa deverão comunicar o acidente ocorrido com o segurado empregado e o trabalhador avulso, por meio da Comunicação de Acidente de Trabalho CAT), até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente, sob pena de multa aplicada e cobrada na forma do art. 286 do RPS.

Em que pese a obrigação da empresa em comunicar o acidente de trabalho por meio da CAT, a falta deste documento não é impedimento para a caracterização técnica do nexo entre o trabalho e o agravo pela perícia médica, quando do afastamento do trabalho superior a quinze dias. O conceito de acidente do trabalho não está vinculado necessariamente à concessão do benefício previdenciário por incapacidade, sendo obrigatória a emissão da CAT pela empresa, ainda que o acidente não gere o benefício.

Esta comunicação terá efeitos do ponto de vista estatístico, epidemiológico e tributário (Fator Acidentário de Prevenção – FAP). A responsabilidade civil é a obrigação de responder pelas consequências jurídicas decorrentes do ato ilícito praticado, reparando o prejuízo causado.

Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988, no seu art. 7º, inciso XXVIII, prevê o seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que está o mesmo obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa. Assim é que se justificam as tarifações e alíquotas cobradas na forma da lei para financiar os benefícios previdenciários decorrentes do grau de incidência de incapacidade laborativa.

Importante ressaltar que o pagamento pela Previdência Social das prestações por acidente do trabalho não excluirá a responsabilidade civil da empresa ou de outrem, de acordo com o art. 121 da Lei nº 8.213, de 1991. De acordo com a Lei nº 8.213, de 1991, art. 86, o auxílio-acidente é um benefício previdenciário concedido, a título de indenização, ao segurado quando, após consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza, resultarem sequelas que impliquem em redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exercia.

Conforme o § 1° do art. 18 deste mesmo diploma legal, somente terão direito ao auxílio-acidente o segurado empregado, empregado doméstico, trabalhador avulso e segurado especial. Conforme regulamenta o Regulamento da Previdência Social (RPS), o auxílio-acidente será devido após a consolidação das lesões decorrentes de acidente de qualquer natureza quando resultar em sequela definitiva, conforme as situações discriminadas no Anexo III deste Regulamento e que impliquem: redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exerciam; redução da capacidade para o trabalho que habitualmente exerciam e exija maior esforço para o desempenho da mesma atividade que exerciam à época do acidente; ou impossibilidade de desempenho da atividade que exerciam à época do acidente, porém permita o desempenho de outra, após processo de reabilitação profissional, nos casos indicados pela perícia médica do INSS. Para acessar o texto completo, clique no link Manual_Acidente_de_Trabalho_INSS_2016

Todos têm aptidão para liderar

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Ernesto Berg

Muito se fala sobre se a liderança pode ser aprendida, quem tem e quem não tem aptidão para ser líder, o que é um líder, quais suas características, e muitas outras questões que são dirigidas a mim nas palestras e cursos que ministro sobre esse tema. Os questionamentos têm certa razão de ser porque muita informação desencontrada existe a respeito e, em vez de elucidar, serve mais de pedra de tropeço do que de ajuda. Portanto, é hora de fazer três perguntas:

1 – Todos nós podemos ser líderes?

Muitos afirmam que a liderança é algo que já nasce com o indivíduo e quem não a possui não tem como adquiri-la. Essas pessoas tomam como exemplo grandes líderes carismáticos que existiram ao longo da história como Jesus Cristo, Júlio César, Napoleão, Lincoln, Gandhi, Nelson Mandela e outros semelhantes. É certo que líderes como esses são raros e não se formam em bancos escolares ou cursos de verão. Eles têm uma forte personalidade carismática que foge aos padrões usuais do comportamento humano. Prefiro deixar aos psicólogos, sociólogos e historiadores a tarefa de estudá-los e tentar explicá-los. Meu intuito é enfocar a liderança exclusivamente no âmbito das organizações. Sob essa ótica, todos podem tornar-se líderes, embora em graus diferentes.

2 – Liderança pode ser ensinada e aprendida?

Ao contrário do que se acreditava no passado, pesquisas minuciosas e a própria prática gerencial do dia a dia comprovaram que a liderança é passível de ser ensinada, adquirida e desenvolvida. Nesse processo o treinamento desempenha papel vital e insubstituível. No entanto, é preciso ressaltar que nem todos aprendem com a mesma facilidade, pois isso varia de pessoa a pessoa. Enquanto alguns assimilam rapidamente os conceitos e ideias sobre liderança, extraindo resultados práticos imediatos e duradouros, outros o fazem mais lentamente e de forma parcial, atingindo, com isso, resultados menores. Mas todos, sem exceção, terão uma real melhoria de desempenho de liderança em relação ao que eram antes, desde que sejam adotadas e seguidas as práticas apropriadas.

3 – E os líderes circunstanciais?

Existem pessoas que, por motivo do conhecimento que possuem ou de alguma habilidade especial, podem exercer uma liderança provisória. É o que aconteceu no metrô de Nova Iorque há alguns anos, quando a perna de uma mulher ficou presa entre a plataforma de embarque e o vagão do metrô, sujeita a ser decepada a qualquer momento pelo peso do vagão. Por requerer uma ação urgente, o desespero foi geral, pois ninguém sabia o que fazer. Naquele momento surgiu Patrick Kinsella, atendente de guichê da companhia de metrô. Ele mandou que todos, ao seu comando empurrassem para o lado oposto – ao mesmo tempo -, o vagão que prendia a perna da senhora. Assim, mais de uma centena de pessoas (entre eles engenheiros, executivos, donas de casa, professores, etc.) ao comando de Kinsella fizeram o incomum esforço de mover o vagão por apenas alguns centímetros, mas o suficiente para que algumas pessoas puxassem a perna da senhora e a livrasse de tê-la amputada pelo peso da enorme estrutura que a prendia. Num momento de crise, um pacato funcionário do metrô, foi o líder de mais de uma centena de pessoas porque sabia o que fazer na situação mais crucial, agrupando-as em um esforço conjunto. Terminado o processo, Kinsella saiu de cena, deixou de ser o comandante da operação, e voltou a ser novamente um cidadão comum. Esse é um exemplo de liderança circunstancial que todos nós, eventualmente, poderemos exercer, por termos alguma habilidade específica imprescindível num dado momento, independente de nossa posição social, cultura ou formação profissional.

As quatro características do líder

Estudos realizados pelos especilaistas Warren Bennis e Burt Nanus com quase cem líderes (homens e mulheres) dos mais variados campos de atividades, revelaram quatro características comuns a todos eles:

  1. Alta dose de criatividade. (Efeito Clio)

Clio era a musa da criatividade na mitologia grega. Líderes mostram grande capacidade criativa, enxergando ângulos e possibilidades muito além da condição habitual da maioria das pessoas.

  1. Grande capacidade de motivar pessoas e desenvolver-lhes o potencial. (Efeito Pigmaleão

Na mitologia grega Pigmaleão esculpiu uma estátua de mulher tão linda que, de tanto admirá-la, ele acabou se apaixonando por ela. Então a deusa Vênus acabou premiando Pigmaleão dando vida à estátua. Trazendo para o campo organizacional, o efeito Pigmaleão significa que as expectativas dos gestores afetam o desempenho dos subordinados, porque os chefes, inconscientemente, se comportam de acordo com as expectativas que têm na capacidade (ou não) dos liderados. Estes, por sua vez, acabam correspondendo a essa expectativa – positiva ou negativa -, devido ao tratamento que recebem do chefe.

  1. Considerável concentração em fazer o trabalho bem feito. (Efeito Wallenda)

Karl Wallenda foi um famoso equilibrista e artista de circo que costumava caminhar sobre um cabo de aço entre dois prédios, sem nenhuma proteção por baixo. Aos 73 anos de idade resolveu fazer sua última travessia entre dois prédios de 10 andares, na cidade de Porto Rico. Por infortúnio, ele despencou durante a apresentação e faleceu. Wallenda afirmava que não tinha medo de cair, porque concentrava-se ao máximo em fazer uma travessia perfeita na corda bamba. Em outras palavras, ele se concentrava em fazer o trabalho bem feito, em vez de se concentrar em não cair. Infelizmente, em Porto Rico, por ser sua última apresentação, Wallenda mostrou-se pela primeira vez receoso, e o seu pensamento predominante foi o de não cair, o que abalou sua confiança e propiciou a queda. Líderes focam sua atenção no trabalho bem feito, em vez de se preocuparem em não errar.

  1. Crença inabalável nos resultados positivos, sem receio de possíveis fracassos. (Efeito Fênix)

Ainda na mitologia grega, Fênix era um pássaro que morria por entrar em autocombustão, mas logo em seguida renascia das próprias cinzas, revitalizado. Líderes verdadeiros acreditam sempre no sucesso dos empreendimentos, mesmo que ocorram quedas e fracassos momentâneos pois, quando isso acontece, imediatamente se põem de pé e continuam o trajeto em direção aos objetivos fixados.

Riscos da liderança

De fato, liderança não é um trabalho fácil. Ela está carregada de demandas, complexidades, expectativas e ambiguidades que a maioria das pessoas não imagina que existam quando decide trilhar o caminho da liderança. Além disso, se você não tem a intenção de assumir riscos, a liderança não é para você. É impossível evitar riscos e, ao mesmo tempo, esperar que você progrida. O progresso sempre implica em enfrentar riscos.

Se quisermos ser líderes, devemos frequentemente nos perguntar: “Por que eu embarquei nessa de ser um líder, chefe, gerente, diretor (ou o que for)?” Se a resposta for: “Para preencher meus próprios interesses, ou para fazer meus sonhos se tornarem realidade”, então você pretende ser líder pelos motivos errados, porque está ali pelas recompensas, o que irá diminuir a sua importância como líder.

Acabará criando a cultura de que tudo – ou quase tudo – depende de você, e isso não é liderança, mas ilusão e autopromoção. A grande diferença entre verdadeiros líderes e falsos líderes, é que os verdadeiros líderes assumem um cargo não pelo que possam ganhar, mas pelo que possam dar. Pense nisso.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 15 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos – berg@quebrandobarreiras.com.br

Uma autobiografia emocionante

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Hayrton Rodrigues do Prado Filho, jornalista profissional registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social sob o nº 12.113 e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo sob o nº 6.008

Missão: Qualidade – Uma autobiografia profissional, de Claudius D’Artagnan C. Barros é um livro muito fácil e gostoso de ler. D’Artagnan sempre foi o “Sir da Qualidade”, um profissional íntegro e sempre preocupado com os seus clientes, em oferecer a eles o melhor atendimento e serviço.

Conheci D’Artagnan mais profundamente quando ele começou a escrever para a Revista Banas Qualidade, da qual sou editor, e sua preocupação era tão grande em não atrasar a entrega de seus textos que ele me enviava dois, garantindo dois meses. Isso está citado no livro.

Depois disso, sempre mantivemos contatos, não constantes, mas quando o mundo da Qualidade nos ajuntava. Até que nos encontramos na Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) que também está descrito no livro.

Em suas palavras, o livro deve ser lido porque “a quarta capa do livro tem depoimentos de pessoas ilustres, como: Ozires Silva, Dorothéa Werneck, jornalista Carlos Abranches e Vicente Falconi. O conteúdo da obra apresenta uma narrativa de cinquenta anos de vida profissional do autor, dedicados à causa da Qualidade. O texto é recheado de histórias vivenciadas, casos de êxitos e fracassos em programas da qualidade e saborosos causos ocorridos durante a realização de projetos e viagens do D’Artagnan pelo Brasil e no exterior. Trata-se de um livro destinado a públicos ecléticos, como: jovens em início de carreira, consultores de organização, profissionais da Qualidade, líderes, empreendedores, educadores e leitores que apreciam historias de vida contadas de forma simples e descontraídas.”

E nada melhor do que a própria definição do autor sobre ele mesmo que eu assinaria embaixo: “Como consultor, preocupo-me não apenas em orientar meus clientes sobre como agir, mas, frequentemente, também em lhes dizer como não agir. Fiz, em minha trajetória profissional, umas tantas quantas escolhas que não creio terem sido as mais inadequadas, embora sinta que, felizmente, nunca fiz algo que considerasse desastroso e minha taxa de acertos tenha sido, segundo penso, bastante boa. Entretanto, aprendi com vários momentos de hesitação e engano, que estão na base de um autêntico portfólio de sugestões que hoje possuo sobre o que é e o que não é adequado fazer no trabalhar. Tenho sido, aliás, uma espécie de conselheiro informal dos meus clientes. Considero-me um bom contador de histórias e faço isso com simplicidade, de forma direta, sem afetação. Frequentemente me vejo em conversações com gestores das empresas que me contratam, lhes apresentando ideias e dicas baseadas em minha experiência prática; e sinto que eles me ouvem e valorizam o que digo. Muitas vezes, ouço deles a resposta que melhor denota que é assim: Não tinha pensado nisso. Não afasto a ideia de vir a incorporar ao meu rol de atividades, dentro de poucos anos, a de prestar aconselhamento profissional a gestores. Conto aos milhares a quantidade de profissionais que já treinei e orientei; e, ao longo dos anos, essas pessoas têm feito progressos em suas carreiras, muitas delas tornando-se gerentes de nível estratégico, diretores ou empresários. Não é fora de propósito, portanto, eu achar que esses profissionais poderão continuar valorizando minhas recomendações, como fizeram enquanto participantes dos meus programas de treinamento. Talvez esse seja um novo nicho de mercado que eu esteja identificando para um futuro próximo. Tenho satisfação em afirmar que sempre fui muito disponível para meus clientes. Assumo inteiramente a responsabilidade pelo trabalho que contratam comigo e faço questão de que o combinado seja cabalmente entregue. Quando não sou eu, pessoalmente, quem faz a entrega, e sim um consultor da PROPAR, acompanho detidamente o trabalho e fico atento para que tudo saia a contento. E faço isso sem me preocupar com os custos dessas minhas horas extras — isso é o de menos. Por vezes o cliente até me vê no local do seminário que o consultor da PROPAR está conduzindo e faz cara de preocupação: Não tínhamos previsto dois instrutores… não pensávamos que haveria acompanhamento… O orçamento previsto não contempla…! E ele se surpreende ao me ouvir dizer que estou ali por minha própria escolha, apenas porque quero ver se tudo está saindo como combinamos! E sinto que essa minha atitude é bem vista, acrescentando muito à credibilidade que a Propar mantém junto aos seus clientes. Tenho tido demonstrações claras disso! Também não sou pressuroso nos negócios, nem meus olhos brilham quando vislumbro uma boa oportunidade, que poderá, talvez, dar-me um bom dinheiro em curto espaço de tempo. Não é isso que me move, nada tenho de ganancioso. Nunca liguei o taxímetro em minhas atividades, como fazem alguns profissionais liberais ansiosos por cobrar por cada parcela mínima de seu tempo alocada ao cliente. Tampouco me preocupo em guardar ciosamente os meus conhecimentos, para somente oferecê-los quando há chance de vendê-los! Ao contrário, penso que por vezes é bem mais produtivo e encantador oferecer gratuitamente algo que temos e que o cliente deseje, precise e considere valioso, a fim de tê-lo ao nosso lado, sempre interessado, confiante e amigo.”

Esse é o D’Artagnan que conheço.

Já estão programados três lançamentos do livro: em Lorena (SP) dia 25 de junho, patrocinado pela Academia de Letras de Lorena; em São José dos Campos dia 14 de julho na APVE – Associação dos Pioneiros e Veteranos da Embraer; e no Rio de Janeiro dia 21 de julho, dentro da programação do evento RH-Debates.

Para comprar o livro, clique em um dos links:

http://qualitymark.com.br/miss-o-qualidade

http://www.livrariacultura.com.br/p/missao-qualidade-46329046

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade, editor do blog https://qualidadeonline.wordpress.com/ e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)hayrton@hayrtonprado.jor.br– (11) 99105-5304.

III Seminário ABQ Qualidade Século XXI

Gestão anticorrupção e de compliance, qualidade no serviço público, saúde e educação e lições mundiais serão os temas do evento.

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O Dia Mundial da Qualidade será mais uma vez comemorado em 2016 pela Academia Brasileira da Qualidade – ABQ. No dia 10 de novembro, no Salão Nobre da FIESP, será realizado o III Seminário ABQ Qualidade Século XXI.

Sempre procurando enfocar temas atuais, neste ano o tema da aplicação de sistemas de gestão da qualidade em compliance e anticorrupção terá destaque especial.

Outro assunto a ser abordado é de que forma podemos melhorar a qualidade no serviço público utilizando, com as devidas adaptações, as práticas adotadas pela empresa privada.

As experiências dos EUA, da Europa e do Japão serão abordadas por Acadêmicos que vivenciam ou vivenciaram pessoalmente o que esses países podem ensinar ao Brasil para melhorar a qualidade, produtividade e competitividade dos produtos e serviços nacionais.

Reserve, pois, essa data em sua agenda. O evento será transmitido pela Internet para salas de recepção e internautas, esperando-se superar os mais de 1.000 interessados que o assistiram em 2015.

O evento será gratuito, e mais informações podem ser obtidas no site http://www.abqualidade.org.br/Eventos/home.php?carta_do_presidente

As inscrições deverão ser iniciadas brevemente e se quiser reservar uma vaga presencial ou online envie um e-mail para natascha@n8eventos.com.br

 

Crise do Zika dispara demanda por aborto

API RP 581: a metodologia da inspeção baseada em risco

Essa prática recomendada (Recommended Practice – RP), editada em sua terceira edição em abril…

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Novo estudo mostra aumento da demanda por abortos seguros de até cerca de 100% em países afetados.

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zika

Um novo estudo publicado no The New England Journal of Medicine por um grupo de pesquisadores da Universidade do Texas, Princeton, Cambridge, e da ONG Women on Web mostrou um aumento dramático na demanda por abortos seguros em países latino-americanos que emitiram alertas de saúde pública em resposta ao vírus Zika. O Brasil teve o maior aumento de demanda (108%), seguido pelo Equador (107,7%) e pela Venezuela (93,3%).

Desde 2015, um surto de Zika vírus vem afetando a maioria dos países da América Latina, Central e do Caribe. Em fevereiro de 2016, a Organização Mundial de Saúde declarou a crise do Zika como uma emergência de saúde mundial. Para mulheres grávidas, o vírus do Zika pode causar microcefalia (um problema no desenvolvimento cerebral no feto). No entanto até agora não havia dados sobre como a crise do Zika afetava a demanda por abortos seguros na região. Leis restritivas ao aborto tornam difícil a obtenção de dados precisos sobre o número de mulheres que procuram o aborto. Para contornar essa barreira, os pesquisadores coletaram dados da ONG Women on Web, uma ONG global que fornece acesso a abortos seguros em países onde não há acesso a isso. Os dados foram coletados no intervalo entre 2010-2016, envolvendo dados de 19 países latino-americanos diferentes

O estudo comparou as tendências em pedidos por abortos seguros por cerca de cinco anos e dividiu-as em dois grupos. O primeiro é do período que vai até a data em que a Organização Panamericana de Saúde (OPAS) emitiu um alerta epidemiológico sobre o Zika, em 17 de novembro de 2015 (o período de “pré-Zika”), que foi então comparado com o período após o alerta, indo até março 2, 2016 (o período “pós-Zika”). Em países em que há transmissão local do Zika e nos quais foram emitidos alertas de saúde pública para as mulheres, os resultados mostraram um aumento substancial nas tendências de baseline em pedidos de aborto no período pós-Zika.

Nos países afetados, ativistas e médicos estava relatando uma alta demanda por aborto seguro entre as mulheres afetadas pelo vírus do Zika. No entanto, este é o primeiro estudo a sugerir causalidade entre a crise do Zika e o aumento da demanda por abortos seguros na América Latina.

Dr. Abigail Aiken, professora assistente de Relações Públicas na Universidade do Texas em Austin e principal autora do estudo, declarou: “Esta pesquisa nos ajuda a entender como, após declarações oficiais do governo, os anseios sobre o Zika afetaram a vida das mulheres grávidas na América Latina. O estudo também destaca a falta de autonomia reprodutiva à qual essas mulheres estão submetidas.

Este estudo surge em um momento crucial, com a previsão da OMS de que o vírus Zika irá afetar 4 milhões de pessoas em 2017. Ele também ajuda a compreender como essa pandemia antecipada impactará a saúde reprodutiva das mulheres. Dessa maneira, essa pesquisa é um instrumento poderoso para encorajar que Estados assegurem que todos os abortos advindos dessa crise mundial de saúde sejam realizados de maneira segura, legal e acessível.

Por que o nome Zika?

Na Floresta de Zika, em Uganda, em 1947, foi identificado entre os primatas que viviam ali um vírus transmitido por meio de relação sexual e, principalmente, pela picada de mosquitos iguais ao Aedes aegypti. Em algum momento do final da primeira metade do século XX, o homem entrou nesse ciclo aparentemente harmônico entre o macaco e o vírus, e passou a ser o que se chama de hospedeiro acidental. Foi assim com o Zika e outras doenças infecciosas como malária, febre amarela e doença de chagas.

O novo posicionamento estratégico da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ)

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Abrindo o Congresso FNQ de Excelência em Gestão (CEG), em São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças, o presidente executivo da FNQ, Jairo Martins, revelou que, devido ao cenário brasileiro que se tornou cada vez mais complexo e volátil, há novos desafios a ser vencidos por todas as instituições. “Isso está requerendo novas atuações das empresas e inclusive da nossa organização. Assim, estamos adotando um novo posicilonamento estratégico da FNQ, exatamente no ano que iremos comemorar 25 anos de atuação no país”.

Ele acrescenta que à luz das tendências dos cenários econômicos, políticos, tecnológicos, etc., fizemos uma análise do momento atual vivido pelo Brasil, marcado por uma evidente crise de gestão em todos os níveis. “Se a gente olhar vemos um país com desemprego crescente, estados e municípios quebrados, empresas demitindo a sua mão de obra, sinalizando um evidente mau uso do dinheiro público, uma incompetência administrativa imensa e por aí vai. Então, o nosso direcionamento estratégico estará focado em três pilares que irão sustentar a nossa missão e a busca constante na excelência operacional. Um dos pilares é o engajamento das pessoas na causa da gestão para a excelência e eu fico satisfeito hoje em ver tantas pessoas aqui procurando adotar esse posicionamento. Na verdade, a sociedade somos nós. Nós temos que mudar a postura para alterar todo esse estado de coisas que estamos vivendo. A sociedade tem que se engajar para ser o protagonista de toda essa situação. Mudança que precisa acontecer”, observa.

Jairo diz que o segundo ponto será o aumento da produtividade das organizações, pois sem isso não acontece nada. “Sem trabalho não vai ocorrer nada. Essa política de compradre que existe hoje, baseada na corrupção, não dura muito tempo. Precisamos, sim, que as empresas sejam produtivas. Em consequência, esse processo irá aumentar a competividade brasileira. E o que é ser competitivo? É ser escolhido e o Brasil não está sendo escolhido para se ter relações comerciais pelo resto do mundo. Temos que ser escolhidos como parceiros internacionais e não ter uma imagem negativa de aqui nada funciona. Teremos que mudar esse panorama o mais rápido possível”.

Segundo o presidente, o objetivo dessa proposta da FNQ é atuar na esfera pública e privada, e ajudar realmente a resgatar a confiança no país. “Não só a confiança externa, mas também a interna, pois nós não estamos muito confiantes como o país está sendo levado. Dessa forma, eu gostaria de todos refletissem nesse novo posicionamento da FNQ: pensar no país. É essa proposta”.

Complementa dizendo que a instituição sempre terá a função de promover a busca pela excelência, já que o país precisa de uma grande cadeia de valor voltada para as melhorias. “E o que vem a ser a busca pela excelência? O primeiro ponto é entender que a empresa é um organismo vivo, operando em um sistema complexo e que está sempre interagindo com o seu ambiente. Precisamos gerar valor para todos os integrantes da cadeia de valor em uma relação de interdependência e cooperação, e ter qualidade na interação com o ecosistema, ou seja, a velocidade de aprendizado e a capacidade de se adaptar a cenários imprevistos e incontroláveis. Isso tem que ser a tarefa de cada um de nós. Sempre estar observando e reagindo em relação ao que está ocorrendo nesse ambiente conturbado mundialmente.

A FNQ também estará publicando a 21ª edição do Modelo de Excelência em Gestão (MEG), que é o carro-chefe da FNQ para a concretização da sua missão, que é a de estimular e apoiar as organizações brasileiras no desenvolvimento e na evolução de sua gestão para que se tornem sustentáveis, cooperativas e gerem valor para a sociedade e outras partes interessadas. “Nessa nova edição, comemorando os 25 anos da Fundação, que será disponibilizada no segundo semestre desse ano, já fazendo parte dessa nova postura estratégica, serão abordados novos temas, como o desenvolvimento sustentável, a ética, o sistema de compliance e a governança corporativa que passa a ser decisiva na condução dos negócios, ou seja, refletindo os impactos atuais nas gerações futuras. O novo MEG trará os temas que irão inmpactar os negócios no mundo atual”.

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Ele aponta ainda uma nova mudança na FNQ: o seu logotipo. “Uma marca moderna que acompanha a evolução da instituição e que procura trasmitir a seriedade em trilhar novos caminhos, de forma leve e transformadora. Uma busca pela evolução em seus conceitos. Temos que pensar diferente: o Brasil é a nossa tarefa”.