O revestimento de paredes de argamassas inorgânicas

Devem ser executados ensaios de determinação da resistência de aderência à tração de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos.

A NBR 13528-1 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 1: Requisitos gerais especifica os requisitos gerais para a realização dos ensaios de determinação da resistência de aderência à tração de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos, conforme as NBR 13528-2 e NBR 13528-3. Para o ensaio, deve-se usar um equipamento de tração que consiste em um dinamômetro de tração que permita a aplicação contínua de carga, de fácil manuseio, baixo peso, dotado de dispositivo para leitura de carga, que apresente um erro máximo de 2%.

O equipamento deve assegurar a aplicação da carga centrada e ortogonal ao plano do revestimento. Para assegurar a ortogonalidade, sugere-se a utilização de um equipamento com três pontos de apoio ajustáveis. A forma de encaixe entre o equipamento e a pastilha não pode intensificar a ocorrência de cargas excêntricas. Usar uma pastilha ou uma peça metálica circular, não deformável sob a carga do ensaio, de seção circular, com (50 ± 1) mm de diâmetro, com dispositivo no centro para o acoplamento do equipamento de tração.

Recomenda-se o uso de pastilhas com no mínimo 10 mm de espessura. Incluir um dispositivo de corte (serra-copo) que consiste em um copo cilíndrico de altura superior à espessura do sistema de revestimento ensaiado, com borda diamantada, provida de um dispositivo que assegure a estabilidade do copo durante o corte, de modo a evitar vibrações prejudiciais à integridade do corpo de prova.

O paquímetro deve possuir escala em milímetros (mm), com resolução de no mínimo 0,1 mm e é empregado para determinar a espessura do revestimento e o diâmetro do corpo de prova. A cola deve ser à base de resina epóxi, poliéster ou similar e destina-se à colagem da pastilha na superfície do corpo de prova. A cola deve apresentar propriedades mecânicas compatíveis com o sistema em ensaio e atender às condições de umidade do revestimento. Recomenda-se o uso de um adesivo de alta viscosidade para evita r problemas de escorrimento. Como material para sustentação das pastilhas, devem ser utilizados acessórios para evitar o deslocamento das pastilhas durante o período de secagem da cola.

A NBR 13528-2 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 2: Aderência ao substrato especifica o método para determinação da aderência ao substrato, pelo ensaio de resistência de aderência à tração, de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos. O ensaio deve ser realizado no revestimento com idade de 28 dias, para argamassas mistas ou de cimento e areia, e de 56 dias, para argamassas de cal e areia, contados após a aplicação da argamassa sobre o substrato. Caso seja de interesse a realização do ensaio em outra idade, conforme acordo entre as partes, esta idade deve ser registrada no relatório de ensaio. A aparelhagem a ser utilizada no ensaio está descrita na NBR 13528-1.

Os corpos de prova podem ser preparados no local onde o revestimento estiver aplicado, em revestimentos acabados, antigos ou recentes. O ensaio deve ser realizado para avaliar a capacidade de aderência do revestimento sobre painéis de alvenaria, componentes de alvenaria (blocos e tijolos), placas de concreto, entre outros. Antes da aplicação da argamassa deve ser feita uma limpeza na superfície do substrato para a eliminação de agentes contaminantes (óleo, poeira e outros), que possam prejudicar a aderência entre a argamassa e o substrato.

Em caso de emprego de desmoldante (substrato de concreto), a limpeza deve ser realizada com escova de aço, água e detergente neutro. As características dos revestimentos devem ser selecionadas conforme os objetivos a que se propõe o ensaio e, no caso de argamassas industrializadas, devem ser seguidas as indicações do fabricante quanto ao processo de aplicação, espessura e acabamento. A forma de lançamento da argamassa ao substrato é um fator que interfere no comportamento do revestimento, principalmente no que se refere ao mecanismo de aderência.

As argamassas projetadas mecanicamente podem apresentar valores de resistência de aderência superiores e coeficiente de variação inferior, em relação às argamassas aplicadas manualmente, isto porque a projeção mecânica proporciona maior superfície de contato e compacidade após a aplicação, reduzindo a porosidade e permeabilidade dos revestimentos. Cada determinação deve ser realizada ensaiando 12 corpos de prova de mesmas características (tipo e preparo do substrato, argamassa de revestimento, forma de aplicação da argamassa, idade do revestimento).

A quantidade de corpos de prova para cada determinação da aderência ao substrato independe de o ensaio ser realizado em obra ou laboratório. A distribuição dos corpos de prova no painel revestido deve ser feita de forma aleatória, contemplando arrancamentos em juntas e blocos. Os pontos de arrancamento devem estar espaçados entre si, além dos cantos e das quinas, em no mínimo 50 mm (ver figura abaixo).

 

De forma a representar adequadamente o painel, convém que o posicionamento dos corpos de prova siga a proporção entre as áreas de superfícies de blocos e de juntas do substrato, sempre que possível. Em paredes internas, os corpos de prova devem estar distribuídos na faixa entre 30 cm acima do piso e 30 cm abaixo do teto, de modo a facilitar a execução do ensaio. Deve-se utilizar andaime (plataforma) para a realização do ensaio em alturas superiores à do operador. A ergonomia do operador durante a execução do ensaio, assim como do pedreiro durante a aplicação da argamassa, pode contribuir com a variação dos valores de aderência.

A pastilha deve ser colada de forma centrada no corpo de prova, delimitado pelo corte, para evitar a aplicação de esforço excêntrico. A colagem das pastilhas deve ser realizada conforme indicado a seguir: remover as partículas soltas e a sujeira da superfície sobre a qual vai ser colada a pastilha metálica, limpando-a com um pincel de cerdas macias; assegurar que a superfície de colagem da pastilha metálica esteja isenta de qualquer resíduo de ensaios anteriores e aplicar a cola com espátula sobre a face de colagem; aplicar a pastilha sobre a superfície do revestimento, pressionando-a e ajustando-a de maneira que seja assegurado o total espalhamento da cola, até um leve extravasamento pelas laterais.

A espessura da camada de cola não pode ultrapassar 5 mm. Deve-se remover o excesso de cola nas bordas com auxílio de uma espátula. Tomar cuidado para não danificar o revestimento no perímetro da pastilha e aguardar o tempo indicado pelo fabricante para a secagem da cola. Convém que o relatório do ensaio também tenha registros dos seguintes dados e informações, e sua fonte, justificando quando não for possível obtê-los. Deve fazer a identificação do tipo de substrato, tipo de argamassa de revestimento e processo de aplicação da argamassa e o detalhamento do preparo da base (como limpeza, chapisco etc.). Identificar a marca comercial da (s) argamassa (s) e fabricante, no caso de produto industrializado e a composição e proporcionamento da (s) argamassa (s), no caso de produto preparado em obra. Descobrir a idade do revestimento, quando da realização do ensaio e fazer uma fotografia colorida de cada corpo de prova em que seja possível visualizar seu número de identificação e a interface rompida (pastilha/revestimento/substrato).

A NBR 13528-3 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 3: Aderência superficial especifica o método para determinação da aderência superficial, pelo ensaio de aderência à tração, de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos.

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Como pode ser definida a resistência de aderência à tração?

Qual deve ser o procedimento do ensaio para a determinação da umidade do revestimento?

Como deve ser feito o cálculo da resistência de aderência ao substrato?

Como deve ser feita a colagem das pastilhas metálicas?

Para a para determinação da aderência superficial, ensaio deve ser realizado no revestimento com idade de 28 dias, para argamassas mistas ou de cimento e areia, e de 56 dias, para argamassas de cal e areia, contados após a aplicação da argamassa sobre o substrato. Caso seja de interesse a realização do ensaio em outra idade, conforme acordo entre as partes, esta idade deve ser registrada no relatório de ensaio. A aparelhagem a ser utilizada no ensaio está descrita na NBR 13528-1.

Os corpos de prova podem ser preparados no local onde o revestimento estiver aplicado, em revestimentos acabados, antigos ou recentes. O ensaio deve ser realizado para avaliar a aderência superficial do revestimento sobre painéis de alvenaria, componentes de alvenaria (blocos e tijolos), placas de concreto, entre outros. As características dos revestimentos devem ser selecionadas conforme os objetivos a que se propõe o ensaio e, no caso de argamassas industrializadas, devem ser seguidas as indicações do fabricante quanto ao processo de aplicação, espessura e acabamento.

Cada determinação deve ser realizada ensaiando 12 corpos de prova de mesmas características (tipo e preparo do substrato, argamassa de revestimento, forma de aplicação da argamassa, idade do revestimento). A quantidade de corpos de prova para cada determinação da aderência ao substrato independe de o ensaio ser realizado em obra ou laboratório.

A distribuição dos corpos de prova no painel revestido deve ser feita de forma aleatória. Os pontos de arrancamento devem estar espaçados entre si, além dos cantos e das quinas, em no mínimo 50 mm. Em paredes internas, os corpos de prova devem estar distribuídos na faixa entre 30 cm acima do piso e 30 cm abaixo do teto, de modo a facilitar a execução do ensaio. Deve-se utilizar andaime (plataforma) para a realização do ensaio em alturas superiores à do operador. A ergonomia do operador durante a execução do ensaio, assim como do pedreiro durante a aplicação da argamassa, pode contribuir com a variação dos valores de aderência.

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NFPA 24: a instalação de redes privadas de bombeiros

Essa norma internacional, editada em 2019 pela National Fire Protection Association (NFPA), apresenta os requisitos abrangentes que regem as redes de bombeiros e hidrantes privados. Abrange a localização e identificação de conexões de departamentos, proteção da rede de bombeiros e válvulas que controlam o abastecimento de água.

A NFPA 24:2019 – Standard for the Installation of Private Fire Service Mains and Their Appurtenances apresenta os requisitos abrangentes que regem as redes de bombeiros e hidrantes privados. Abrange a localização e identificação de conexões de departamentos, proteção da rede de bombeiros e válvulas que controlam o abastecimento de água. Os seus critérios também tratam da rede de bombeiros subterrânea e equipamentos relacionados, a tubulação de quintal que alimenta sistemas automáticos de aspersão, hidrantes de quintal, tubulações e outros sistemas à base de água.

Essa norma abrange os requisitos mínimos para a instalação de redes de bombeiros particulares e seus acessórios, fornecendo o seguinte: os sistemas de sprinklers automáticos, os sistemas de sprinklers abertos, os sistemas fixos de spray de água, os sistemas de espuma, os hidrantes particulares, a forma de monitorar os bicos ou sistemas de tubulações com referência ao suprimento de água e os locais das mangueiras. Aplica-se às redes de serviço combinadas usadas para transportar água para serviços de incêndio e outros usos.

Esta norma não se aplica às seguintes situações: rede elétrica sob controle de uma concessionária de água; rede elétrica que fornece proteção contra incêndio e/ou água tratada de propriedade privada, mas que são operadas como concessionárias de água. Não se aplica a redes subterrâneas que atendem a sistemas de aspersão projetados e instalados de acordo com a NFPA 13R com tamanho inferior a 4 pol. (102 mm). Não se aplica a redes subterrâneas que servem sistemas de aspersão projetados e instalados de acordo com a NFPA 13D.

Conteúdo da norma

Capítulo 1 Administração

1.1 Escopo

1.2 Objetivo

1.3 Retroatividade

1.4 Equivalência

1.5 Unidades

Capítulo 2 Publicações referenciadas

2.1 Geral

2.2 Publicações da NFPA

2.3 Outras publicações

2.4 Referências para extratos em seções obrigatórias

Capítulo 3 Definições

3.1 Geral

3.2 Definições oficiais da NFPA

3.3 Definições gerais

3.4 Definições de hidrante

Capítulo 4 Requisitos gerais

4.1 Planos

4.2 Trabalho de instalação

Capítulo 5 Abastecimento de água

5.1 Conexão com sistemas hidráulicos

5.2 Tamanho da rede elétrica

5.3 Dispositivos e medidores de regulação de pressão

5.4 Conexão de sistemas hidráulicos

5.5 Conexões com sistemas públicos de água

5.6 Bombas

5.7 Tanques

5.8 Represas, rios, lagos ou reservatórios

5.9 Conexões remotas dos bombeiros

Capítulo 6 Conexões de abastecimento de água

6.1 Válvulas

6.2 Conexões com o abastecimento de água

6.3 Válvulas pós-indicador

6.4 Válvulas em poços

6.5 Conjuntos de prevenção de refluxo

6.6 Válvulas seccionais

6.7 Identificação e fixação de válvulas

6.8 Válvulas de retenção

Capítulo 7 Hidrantes

7.1 Geral

7.2 Número e localização

7.3 Instalação

Capítulo 8 Casas e equipamentos para mangueiras

8.1 Geral

8.2 Localização

8.3 Construção

8.4 Tamanho e arranjo

8.5 Marcação

8.6 Equipamento geral

8.7 Proibido o uso de serviço doméstico

Capítulo 9 Correntes de água

9.1 Fluxos principais

9.2 Aplicação e considerações especiais

Capítulo 10 Requisitos subterrâneos

10.1 Tubulação

10.2 Acessórios

10.3 Conexão de tubos, conexões e acessórios

10.4 Proteção da rede privada de bombeiros

10.5 Aterramento e ligação

10.6 Restrição

10.7 Graus íngremes

10.8 Requisitos de instalação

10.9 Preenchimento

10.10 Ensaio e aceitação.

Capítulo 11 Cálculos hidráulicos

11.1 Cálculos em unidades habituais nos EUA

11.2 Cálculos em unidades SI

Capítulo 12 Tubos e conexões acima do solo

12.1 Geral

12.2 Proteção da tubulação.

Capítulo 13 Tamanhos de tubos enterrados

13.1 Rede de serviço privado

13.2 Fontes principais que não fornecem aos hidrantes

13.3 Rede que fornece aos sistemas de proteção contra incêndio

Capítulo 14 Inspeção, ensaio e manutenção do sistema

14.1 Geral

Anexo A Material explicativo

Anexo B Questões de supervisão de válvulas

Anexo C Prática recomendada para ensaio de fluxo de incêndio

Anexo D Prática recomendada para marcação de hidrantes

Anexo E Referências informativas

Esta norma crítica abrange a localização e a identificação de conexões de departamentos, proteção da rede de bombeiros e válvulas que controlam o abastecimento de água. Os critérios da NFPA 24 também tratam da rede de subterrânea para os bombeiros e equipamentos relacionados, a tubulação local que alimenta os sistemas automáticos de aspersão, hidrantes no local, tubulações e outros sistemas à base de água. A edição de 2019 inclui: as alterações relacionadas à abertura de valas e aterro, os requisitos de ensaio de aceitação pela primeira vez para tubulação acima do solo e as revisões que esclarecem o uso limitado de tubulações de aço para serviços subterrâneos.

A segurança dos equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso

Os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são adequados para a prática de exercícios, sem supervisão nem auxílio externo, para recreação ou melhora da condição física.

A NBR 16779 de 09/2019 – Equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso – Requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica os requisitos gerais de segurança para a fabricação, instalação, inspeção e manutenção de equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso. Não é aplicável: aos equipamentos que possibilitam o aumento ou redução de carga por meio de fixação de componente ou peça externa que não faça parte do aparelho (por exemplo, anilhas, bumpers); aos equipamentos que permitem ajustes de cargas que sejam de simples execução e identificação do usuário, como, por exemplo, resistências modificadas por dispositivo pneumático/hidráulico, eletrônico ou outro meio facilitado; às pistas de obstáculo de estilo militar.

Os equipamentos são destinados a jovens, adultos e a usuários que tenham mais de 1.400 mm de estatura, para fomentar a atividade física mediante os exercícios realizados neles. Os equipamentos abrangidos por esta norma não são equipamentos para playgrounds (NBR 16071), equipamentos fixos para treino estacionário (ISO 20957 e partes) ou equipamentos multidesportivos de livre acesso (DIN EN 15312), ainda que atendam aos requisitos de cada uma destas Normas. Nesta norma, os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são denominados simplesmente equipamentos para treinamento físico.

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Quais os corantes azoicos que não devem ser usados nos equipamentos?

Quais são os valores de proporção máxima por elemento químico?

Qual deve ser o cálculo de cargas provocadas pelos usuários?

Como deve ser executado o acabamento da superfície de apoio para os pés?

Os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são adequados para a prática de exercícios, sem supervisão nem auxílio externo, para recreação ou melhora da condição física. Convém que os equipamentos sejam projetados para fomentar a atividade física mediante uma ampla gama de possibilidades. Entre estas atividades podem ser incluídos os exercícios cardiovasculares, de musculação, de tonificação, de equilíbrio, de coordenação e de flexibilidade. Durante a elaboração desta norma, foi difícil abordar os aspectos relativos à segurança seguindo unicamente os critérios de idade, porque a capacidade de gerenciar os riscos se baseia na capacidade da amplitude de cada usuário.

Além disso, é bem provável que outros grupos de idade distintos dos previstos farão uso destes equipamentos. Portanto, foi decidido recomendar o uso dos equipamentos para treinamento físico a jovens, adultos ou usuários que tenham estatura a partir de 1.400 mm, bem como especificar os requisitos de segurança com base nestes critérios. Isto é necessário para estabelecer uma diferenciação clara entre os equipamentos para playgrounds, conforme a NBR 16071.

Porém, foram levados em consideração os requisitos relevantes desta série, quando considerados úteis e possíveis. Os requisitos desta norma pressupõem que todos os usuários dos equipamentos para treinamento físico conheçam os limites de sua capacidade física e sejam capazes de utilizar os equipamentos sem auxílio externo. Desde que os equipamentos sejam utilizados de acordo com o seu uso previsto, ou seja, conforme as instruções incluídas em cada parte do equipamento individual, supõe-se que o movimento de uma ou de várias partes do corpo possa ser realizado sem limitações inadequadas.

Uma vez que existe uma interação humana com os equipamentos em movimento, existe um risco residual que se estima que seja necessário para o seu funcionamento. Entretanto, considera-se que a execução ligeiramente incorreta de um exercício pode não produzir consequências graves para a saúde do usuário. Pode-se aceitar que, em caso de uma utilização inadequada, possam ser produzidos hematomas, torções ou inclusive fraturas ósseas, provocadas, por exemplo, por quedas.

Em função das possibilidades disponíveis, é recomendado que o proprietário ofereça orientação periódica para os usuários, em intervalos regulares. Técnicos qualificados devem explicar a funcionalidade dos equipamentos e seus possíveis efeitos físicos e mentais. O projeto dos equipamentos para treinamento físico está sujeito a uma evolução constante. Portanto, é possível que o projeto de certos tipos específicos de equipamento possa não ser especificado nesta norma, ainda que os seus requisitos gerais se apliquem a todos os equipamentos.

Áreas de playgrounds ou similares possuem usuários com altura média inferior à altura mínima de segurança (1.400 mm), por isto estas áreas devem ser instaladas com uma distância mínima de 30 m, sem barreiras. Quando for menor que isso, são obrigatórias barreiras de segurança ou outras medidas estruturais que separem e impeçam o acesso de indivíduos com estatura menor que 1.400 mm à área dedicada aos equipamentos outdoor.

Os materiais devem ser selecionados e tratados de forma que a estabilidade dos equipamentos fabricados não seja afetada antes da inspeção seguinte de manutenção correspondente. As condições relativas a certos materiais desta norma não implicam que outros materiais equivalentes sejam inadequados para a fabricação de equipamentos para treinamento físico. A seleção dos materiais e o seu uso devem ser conforme as normas brasileiras ou normas internacionais apropriadas.

Deve ser dada atenção especial aos revestimentos de superfície para evitar riscos de toxicidade. Na seleção de um material ou substância para equipamentos para treinamento físico, deve-se levar em consideração o descarte final do material ou substância com relação ao eventual risco de toxicidade ao meio ambiente.

 

Os componentes de madeira ou derivados de madeira devem ser projetados de modo que a água de chuva possa escoar livremente, evitando acúmulo. No caso de o equipamento estar em contato com a terra, um ou mais dos seguintes métodos deve (m) ser utilizado (s): utilização de madeiras com resistência natural suficiente a fungos e organismos xilófagos, de acordo com a classificação para madeiras com aplicação externa, como o ipê, itaúba, muiracatiara, garapeira e cumaru; e os métodos de construção; utilização de madeiras tratadas com preservantes de madeiras, excluindo os preservantes citados em 4.2.5.

Outros fatores que possam ser inapropriados para a fabricação de equipamentos para treinamento físico, como envenenamento ou lascas, etc., devem ser considerados. Lascas são decorrentes de rachaduras que atravessam a peça. Em alguns casos são passíveis de conserto e, dependendo do grau da rachadura, não comprometem a resistência da peça. Todos os componentes feitos com madeira e produto associados, de diferentes espécies descritas que possam afetar a estabilidade da estrutura e que estejam em contato permanente com a terra, devem ser tratados segundo o indicado em 4.2.2 c).

Ao selecionar as fixações metálicas, devem ser considerados o tipo de madeira e o tratamento químico utilizado, já que alguns destes podem acelerar a corrosão dos metais caso entrem em contato. O compensado deve ser resistente a intempéries. As peças de madeira não podem apresentar rachaduras com aberturas maiores que 8 mm, verificadas conforme métodos de ensaio de 5.2. As peças devem atender aos requisitos de toxicidade de 4.2.5 e aos requisitos de acabamento de 4.3.3.

A madeira utilizada deve ser oriunda de áreas de reflorestamento em conformidade com a legislação vigente ou oriunda de áreas de florestas nativas com projetos de manejo florestal aprovados por órgãos oficiais. As partes metálicas devem estar protegidas das condições atmosféricas e da corrosão catódica. As estruturas metálicas devem ser protegidas ou possuir tratamento superficial que resista a 1.500 h ou mais nos ensaios de névoa salina conforme a NBR 8094, em regiões a mais de 100 km do litoral.

Os aparelhos, em regiões com distância menor que 100 km do litoral, devem ter resistência superior a 2.500 h em névoa salina. Os metais que produzem carepas de revestimentos de óxido tóxico e que podem descascar ou partir devem estar protegidos por um revestimento não tóxico. Se, durante a manutenção, for difícil determinar a partir de qual ponto um material se tornará quebradiço, deve ser indicado um período de tempo pelo qual convém que a peça ou equipamento sejam substituídos (ver 9.4.3).

Todos os componentes estruturais sintéticos devem ser protegidos adequadamente para reduzir a influência da radiação ultravioleta e do oxigênio. Se a borracha for utilizada nos elementos estruturais, convém que seja levada em consideração a deterioração por ozônio, utilizando materiais de espessura considerável ou deixando as partes com borracha visíveis para inspeção.

Convém que seja levado em consideração o envelhecimento dos componentes estruturais devido à influência dos raios ultravioleta. Nos equipamentos para treinamento físico não podem ser usadas substâncias químicas em dosagens que causem efeitos adversos a saúde dos usuários. Tais materiais incluem, por exemplo, amianto, chumbo, formaldeído, resinas, carbolíneos e policloretos de bifenila (PCB), arseniato de cobre cromatado (CCA), pentaclorofenato de sódio e ftalatos de uso restrito (ver NBR 16040).

Não pode haver pregos salientes, extremidades de cabos salientes nem componentes pontiagudos ou com arestas vivas. Os equipamentos de madeira devem ser fabricados com madeira pouco suscetível à formação de lascas. O acabamento superficial dos equipamentos fabricados com outros materiais (por exemplo, fibra de vidro) não pode apresentar lascas.

As superfícies ásperas não podem apresentar risco de lesão. As juntas de solda devem ser lisas. As partes salientes das roscas de parafusos devem ficar cobertas de forma permanente em todas as partes acessíveis do equipamento (por exemplo, mediante o uso de porcas de cabeça redonda).

É permitido haver porcas e cabeças dos parafusos que se sobressaiam menos que 8 mm nas partes não acessíveis, desde que estejam livres de rebarbas e arestas. As quinas, bordas e partes salientes situadas dentro do espaço de exercício devem ter o formato arredondado, quando sobressaírem mais que 8 mm e não estiverem protegidas por superfícies adjacentes situadas a menos de 25 mm da extremidade da parte saliente. O raio mínimo de curvatura deve ser de 3 mm.

Somente é necessário que as extremidades com as quais o usuário possa ter um impacto durante a utilização do produto tenham formato arredondado. Nas instalações com equipamentos para treinamento físico, deve ser provido um símbolo informativo que contenha no mínimo as seguintes informações: uso do equipamento para jovens, adultos e idosos com estatura superior a 1.400 mm; leitura e acompanhamento das instruções relativas aos exercícios realizados no equipamento; garantia sobre a própria segurança médica antes do uso; evitação do esforço excessivo durante o uso do equipamento; número de telefone para emergências em geral.

Em cada equipamento para treinamento físico, ou adjacente a ele, as seguintes informações devem ser afixadas, de maneira durável e claramente visível: instruções sobre os exercícios com pictogramas correspondentes; principais funções do equipamento; informações sobre segurança, se necessário; peso máximo permissível do usuário, se necessário. O equipamento deve ser marcado de forma clara e durável com pelo menos as seguintes informações, visivelmente posicionadas: nome e endereço do fabricante ou do revendedor; marcação e ano de fabricação do equipamento; número e data desta norma.

Ao utilizar material de enchimento solto, os equipamentos para treinamento físico devem ser marcados, de forma clara e durável, com a marca de nivelamento. A segurança prevista deve ser mantida e assegurada mediante a inspeção e manutenção do equipamento para treinamento físico. O fabricante deve fornecer recomendações relativas à frequência das inspeções realizadas pelo operador ou por uma instituição ou pessoa contratada pelo operador. Especificamente, devem ser levados em consideração o projeto do equipamento para treinamento físico, os materiais e a idade do equipamento.

Para as inspeções, os seguintes níveis se aplicam: inspeção visual de rotina: inspeção destinada a identificar os riscos evidentes que possam ocorrer, por exemplo, do uso normal, atos de vandalismo ou condições meteorológicas; inspeção operacional: inspeção mais minuciosa que a inspeção visual de rotina, para verificar a operação e a estabilidade do equipamento para treinamento físico; convém que seja realizada em intervalos de um a três meses ou conforme indicado nas instruções do fabricante ou distribuidor; inspeção anual principal: inspeção destinada a constatar o estado geral do equipamento em relação à segurança operacional. Convém que uma atenção especial seja dada às peças e equipamentos vedados durante a vida útil, onde a estabilidade depende de um único poste.

Os dispositivos refletivos de vidro incrustado para sinalização horizontal viária

Um dispositivo refletivo de vidro incrustado é um dispositivo auxiliar à sinalização horizontal, fixado por incrustação na superfície do pavimento, que consiste em um corpo resistente aos esforços provocados pelo tráfego.

A sinalização horizontal é a combinação de legendas e símbolos pintados em ruas, avenidas, rodovias, estacionamentos e espaços nos quais há tráfego de automóveis. Ela tem como função principal organizar o trânsito, além de guiar os pedestres e veículos, proporcionando eficiência e segurança à tais locais.

É possível efetuar a sinalização horizontal nas superfícies por meio do uso das tintas de demarcação viária. Elas devem ser produzidas a partir de componentes de qualidade que atestem a resistência e a estabilidade desse produto mesmo com o atrito dos pneus, com a oscilação de temperaturas e com os efeitos do sol, chuva, vento e outras diversas ações do tempo.

A NBR 15766 de 08/2019 – Sinalização horizontal viária — Dispositivo refletivo de vidro incrustado — Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos mínimos e métodos de ensaio para o dispositivo refletivo de vidro incrustado, utilizado como material de sinalização horizontal viária. Um dispositivo refletivo de vidro incrustado dispositivo auxiliar à sinalização horizontal, fixado por incrustação na superfície do pavimento, que consiste em um corpo resistente aos esforços provocados pelo tráfego e que reflete a luz incidente, invertendo o sentido desta luz.

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Como deve ser executado o ensaio do coeficiente de intensidade luminosa?

Quais devem ser as características do percursor metálico?

Os elementos, artigos e equipamentos que constituem o conjunto de sinalização horizontal são estabelecidos conforme parâmetros técnicos e legais determinados por órgãos dirigentes, a fim de possibilitar uma padronização no sistema de tráfego e facilitar a compreensão dos condutores e pedestres. As cores constituintes da sinalização horizontal são: amarela: empregada em casos de obstáculos, proibição de estacionar em determinados lugares e vias de mão dupla; azul: a sinalização horizontal em azul indica áreas de embarque e desembarque e recintos especiais; branca: sendo a mais comum e mais vista nos ambientes, a sinalização na cor branca indica faixas de pedestres, faixas de sentido único, legendas, estacionamentos e outros; vermelha: por fim, a vermelha indica zonas de emergência, como hospitais, além de ciclovias.

É importante seguir as cores de acordo com o que cada uma delas se propõe, pois elas foram determinadas por meio de diretrizes técnicas e legais, a fim de estabelecer um modelo único de sinalização viária. Os coeficientes mínimos de intensidade luminosa, medidos conforme 6.1, devem estar de acordo com a tabela abaixo.

Inserir sinalização2

Embora esta norma estabeleça os requisitos do produto, características de desempenho requeridos podem ser discutidas entre comprador e vendedor. Como características construtivas, o dispositivo refletivo de vidro incrustado deve apresentar as dimensões constantes na figura abaixo.

Inserir sinalização3

O dispositivo deve apresentar metalização em toda a área externa que fica incrustada no pavimento após a aplicação. Esta metalização deve ter resistência à aderência de X0, Y0, quando medida de acordo com a aderência do sistema refletivo. Todos os dispositivos refletivos de vidro incrustado devem apresentar em seu corpo, em relevo, o nome e/ou marca do fabricante, mês e ano de fabricação.

A amostragem deve ser conforme a seguir: para lotes com até 2.00 unidades, deve ser coletado para amostragem 0,5 % da quantidade do lote, com mínimo de cinco amostras; para lotes com mais que 2.000 unidades, devem ser analisadas dez unidades. O tamanho de um lote não pode ser maior que 10.000 unidades. Devem ser realizadas as análises dimensionais, de intensidade luminosa e de aderência do sistema refletivo em todas as amostras.

Para os ensaios de compressão, devem ser realizados ensaios em 60% das amostras e, para o ensaio de impacto, em 40 % das amostras. Para a resistência à compressão, a carga de resistência requerida deve ser superior ou igual a 35.000 kgf, quando medida de acordo com a resistência à compressão. A resistência ao choque mecânico (impacto) deve ser igual ou superior a 25 J, quando medida de acordo com a resistência ao impacto.

Para o ensaio de resistência à compressão, o equipamento utilizado é do tipo máquina universal de ensaio, com aplicação de carga contínua e sem choques. Deve ser utilizada velocidade máxima de aplicação de força de 4,0 kN/s. O produto deve ser acoplado em berço específico com base deformável, para garantir apoio em toda a sua base.

Colocar a amostra no dispositivo específico, centralizá-lo no equipamento e utilizar apoio de material não metálico sobre a esfera para aplicação da carga. Ligar a máquina e aplicar a carga continuamente, com velocidade máxima de 4,0 kN/s. A carga deve ser interrompida assim que a peça romper (quando observada a olho nu) ou ultrapassar o valor estabelecido em 4.4. Expressar o resultado em quilogramas-força (kgf).

Os filtros para observação direta do Sol

Os filtros solares sempre devem ser colocados sobre a abertura do instrumento para reduzir a quantidade de luz que entra.

As vistas mais interessantes e dramáticas do Sol podem ser vistas através de um instrumento óptico equipado com um filtro solar padrão. Essa combinação fornece a imagem mais nítida e detalhada, no entanto, apenas uma pessoa de cada vez pode vê-la.

Os filtros solares padrão são feitos de filme aluminizado ou vidro óptico coberto com uma fina camada metálica depositada por vaporização no vácuo. Os filtros de vidro geralmente são montados em anéis de alumínio que podem ser deslizados sobre a abertura do instrumento. Eles vêm em tamanhos diferentes para atender a uma variedade de telescópios e binóculos.

Esses filtros estão disponíveis em montagens semelhantes e também vêm em folhas grandes que podem ser cortadas para caber em qualquer instrumento. Ambos os tipos são vendidos em lojas especializadas em equipamentos astronômicos.

Os filtros solares sempre devem ser colocados sobre a abertura do instrumento para reduzir a quantidade de luz que entra. No caso de binóculos, as duas lentes devem obviamente estar cobertas. Verifique se os filtros estão bem presos com fita adesiva para evitar remoção acidental. Alguns telescópios vêm com pequenos filtros solares e eles são extremamente perigosos e nunca devem ser usados: podem quebrar sem aviso prévio devido ao intenso calor solar e devem ser descartados.

A NBR ISO 12312-2 de 08/2019 – Proteção dos olhos e do rosto — Óculos para proteção solar e óculos relacionados – Parte 2: Filtros para observação direta do Sol é aplicável a todos os produtos não focais (de potência plana) destinados à observação direta do Sol, como a visualização do eclipse solar. Informações sobre o uso de filtros para observação direta do Sol são fornecidas nos Anexo A e B. Não se aplica ao seguinte: óculos de sol e clipons afocais (de potência plana) para uso geral destinados à proteção contra a radiação solar; óculos para proteção contra radiação de fontes de luz artificial, como aquelas usadas em câmera de bronzeamento; protetores oculares especificamente destinados a esportes (por exemplo, óculos de esqui ou outros tipos); óculos de sol que foram prescritos para atenuar a radiação solar; lentes de óculos prescritas.

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Quais devem ser as dimensões dos filtros?

Como pode ser feita uma comparação das propriedades de transmitância (%) dos filtros solares e de soldagem?

Os eclipses solares são fenômenos astronômicos de rara beleza que chamam a atenção de pessoas de todas as idades. Por isso, é importante conscientizar a respeito dos riscos associados com a exposição direta dos olhos à radiação solar e apresentar métodos para sua observação segura. A observação incauta do Sol pode provocar danos visuais severos, inclusive deficiência visual total.

Considerando que a incidência de tais danos aumenta durante a ocorrência de eclipses solares, diferentes métodos de observação foram investigados em termos de riscos, vantagens e desvantagens. Concluiu-se que os métodos de projeção são os mais adequados para a observação segura do Sol. Três aparatos de projeção de baixo custo e fácil montagem são apresentados. Eles permitem a observação segura de eclipses solares, contribuindo, dessa forma, para despertar o interesse de estudantes de nível básico para ciências espaciais e para a educação científico-tecnológica de uma forma geral.

A observação do sol, mesmo com o auxílio de aparelhos óticos, causa graves riscos para a visão humana se os procedimentos de segurança corretos não forem corretos. Uma má utilização dos filtros solares ou de aparelhos de observação, assim como a observação direta, podem causar cegueira instantânea ou gradual sem regressão.

A utilização de filtros solares para proteção dos olhos (filtros oculares) ou de equipamentos adequados para observação dos eclipses solares, é absolutamente imperiosa. Estes filtros especializados reduzem drasticamente toda a radiação solar: ultravioleta, visível e infravermelha. Só através deles se poderá observar um disco solar luminoso bem definido, porém, não deve fazer uma observação continuada do sol mesmo usando os filtros solares.

As características físicas destes filtros traduzem-se por uma transmitância inferior a 0,003% na banda visível e inferior a 0,5% no IV próximo. Se usar óculos deve-se colocar os filtros solares oculares antes deles e não se deve forçar a vista. Não tendo os meios adequados é preferível desistir da observação direta e recorrer à observação por projeção, que aumenta a imagem e proporciona uma visão segura e confortável.

Os requisitos de transmitância dos filtros de observação direta do Sol são dados na tabela abaixo. Os valores de transmitância devem ser medidos ou calculados no eixo central do filtro com incidência normal, como descrito na NBR ISO 12311:2018, 7.1.1, 7.1.2, 7.3.2, 7.3.3, e 7.5.

As incertezas de medição de transmitância não podem ser maiores que 25% do valor medido. As medidas de transmitância espectral dos filtros com uma alta densidade óptica podem ser melhores quando usados no espectrofotômetro de dois feixes e atenuadores de feixe de comparação. Convém que o atenuador de feixe de comparação seja uma barreira física, como uma malha perfurada, equivalente a um nível uniforme conhecido de absorção em toda a banda de medição de onda.

Para a uniformidade da transmitância luminosa, a diferença relativa da transmitância luminosa entre quaisquer dois pontos do filtro não pode ser maior que 10% (relativo ao maior valor). Este requisito deve ser aplicado em um círculo de 40 mm de diâmetro ao redor do centro boxed ou da borda do filtro menos a zona marginal de 5 mm de largura, qual das duas for maior.

Exceto na área marginal de 5 mm de largura, o filtro não pode ter defeitos que possam prejudicar a visão em uso, como por exemplo, bolhas, arranhões, inclusões, manchas, corrosões, riscos, escamações e ondulações. Os materiais metálicos dos revestimentos dos filtros não podem apresentar mais que um defeito em cratera superior a 200 μm de diâmetro médio em qualquer zona circular de 5 mm de diâmetro.

Para o método de ensaio, um filtro deve ser iluminado em um dos lados por uma fonte luminosa branca e intensa (por exemplo, a luz de um projetor ou uma mesa de luz) e o lado oposto visto através de uma lente de baixo poder de ampliação. Os filtros com revestimento de metal em que mostram pequenos defeitos em crateras visíveis devem ser examinados à luz de um microscópio de 25x a 40x de ampliação.

O filtro e a montagem devem estar livres de aspereza, bordas afiadas, projeções ou outros defeitos que possam causar desconforto ou lesões durante o uso. Nenhuma parte do filtro ou da montagem que esteja em contato com o usuário deve ser fabricado de materiais conhecidos por causar qualquer irritação na pele.

Para a rotulagem, o filtro e\ou sua embalagem devem apresentar as seguintes informações no idioma do país em que o produto está sendo vendido: nome e endereço do fabricante do produto; instruções para uso em olhar para o Sol ou um eclipse solar; avisos de que a visão do Sol sem um filtro apropriado pode resultar em lesões oculares permanentes. Exemplo: A visão direta do Sol é perigosa se as devidas precauções não forem tomadas. A proteção adequada dos olhos especificamente projetada para visão do Sol é essencial e deve ser usada de forma que nenhuma radiação direta do Sol possa alcançar o olho além daquela que passa pelo filtro.

Deve conter avisos de que convém que os filtros danificados ou separados das suas montagens sejam descartados; a recomendação sobre armazenagem, limpeza e manutenção, se apropriado; e o prazo de obsolescência ou período de obsolescência, se apropriado. Convém que os protetores oculares para observação direta do Sol sejam usados de forma que nenhuma radiação direta do Sol possa alcançar o olho além daquela que passa pelo filtro.

Durante um eclipse solar, protetores oculares devem ser usados sempre que uma parte do disco do Sol não é coberto pela Lua (ou seja, durante o eclipse parcial). O único momento que é seguro olhar para o Sol sem um protetor ocular é quando a Lua cobre completamente o Sol, em um eclipse total. Cálculos detalhados e análise dos riscos da retina a partir da visão direta do Sol demonstram que normalmente uma lesão térmica da retina não é possível a menos que a pupila esteja bem dilatada ou que o disco solar seja visto através de um telescópio.

O aumento da temperatura na imagem da retina irradiada é insuficiente para produzir uma queimadura na retina a olho nu; mesmo com uma pupila de 3 mm de diâmetro (o que seria muito grande para a luz diurna) normalmente é menor que 4 °C. Um eclipse solar é provavelmente o evento astronômico mais espetacular que muitas pessoas irão presenciar em suas vidas. Há um grande interesse em assistir um eclipse e milhares de astrônomos (tanto amadores quanto profissionais) e outros entusiastas sobre o eclipse viajam ao redor do globo para observar e fotografar.

Um eclipse solar oferece aos estudantes uma oportunidade única de ver um fenômeno natural que ilustra os princípios básicos da matemática e ciência ensinado na escola fundamental e média. De fato, muitos cientistas (incluindo astrônomos) têm sido inspirados a estudar ciência como resultado de terem visto um eclipse total do Sol. Professores podem usar os eclipses para mostrar como as leis do movimento e da matemática das órbitas podem prever a ocorrência dos eclipses. O uso de câmeras estenopeicas e telescópios ou binóculos para observar um eclipse leva a um entendimento de ótica destes equipamentos.

O aumento e diminuição do nível de luz do ambiente durante um eclipse ilustra os princípios de radiometria e fotometria enquanto nas aulas de biologia podemos observar o comportamento associado a plantas e animais. Também é uma oportunidade para crianças em idade escolar contribuírem ativamente para pesquisas científicas – observações do tempo de contato em diferentes locais ao longo do caminho do eclipse são uteis para refinar o nosso conhecimento do movimento orbital entre Lua e Terra, enquanto esboços e fotos da corona solar podem ser usadas para montar uma foto tridimensional da atmosfera estendida do Sol.

Observar o Sol, todavia, pode ser perigoso se as devidas precauções não forem tomadas. A radiação solar que chega na superfície terrestre vai de radiação ultravioleta (UV) com comprimento de onda mais longos que 290 nm até ondas de rádio com comprimento em metros. O tecido dos olhos transmite uma considerável parte da radiação entre 380 nm até 400 nm até a retina fotossensível na parte posterior dos olhos.

Enquanto é conhecido que a exposição ambiental à radiação UV contribui para o processo de envelhecimento precoce das camadas externas do olho e para o desenvolvimento de cataratas, a preocupação primária sobre ver impropriamente o Sol durante o eclipse é o desenvolvimento de cegueira de eclipse ou queimadura das retinas. A exposição da retina à intensa luz visível causa danos para as células fotossensíveis, cones e bastonetes. A luz desencadeia uma serie de reações químicas complexas dentro das células que danificam a sua habilidade de responder aos estímulos visuais, em casos extremos, podendo destruí-las.

O resultado é uma perda da função visual que pode ser temporária ou permanente, dependendo da severidade do dano. Quando uma pessoa olha por muito tempo para o Sol sem a proteção visual adequada, este dano fotoquímico retinal pode ser acompanhado de ferimentos térmicos devido à absorção de luz pelo epitélio pigmentar da retina. O efeito do calor residual local pode destruir fotorreceptores, criando uma pequena área de cegueira.

Os perigos para visão são significativos devido a danos fóticos na retina ocorrerem sem o sentimento de dor (a retina não tem receptores de dor) e os efeitos visuais não são aparentes por até algumas horas depois do dano ter ocorrido. Ver o Sol através de binóculos, telescópio ou qualquer outro equipamento ótico sem o filtro adequado pode resultar em dano térmico imediato para a retina por causa do alto nível de irradiância da imagem ampliada.

O único momento em que o Sol pode ser visto seguramente a olho nu é quando a Lua tampa completamente o disco solar durante um eclipse total. Nunca é seguro olhar para um eclipse parcial ou anelar ou então uma fase parcial do eclipse total sem o equipamento e técnica apropriado. Mesmo quando 99% da superfície solar (fotosfera) esta obscura durante uma fase parcial do eclipse.

A segurança das plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT)

Deve-se ser lembrado que os requisitos de segurança desses equipamentos foram elaborados com base no fato de que as plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) recebem, periodicamente, manutenção de acordo com as instruções fornecidas, condições de trabalho, frequência de uso e legislação vigente.

Deve-se ser lembrado que os requisitos de segurança desses equipamentos foram elaborados com base no fato de que as plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) recebem, periodicamente, manutenção de acordo com as instruções fornecidas, condições de trabalho, frequência de uso e legislação vigente. A manutenção para a PEMT é o produto de atividades que inclui projeto, produção e ensaios para fornecer informações sobre ela. O Anexo F. apresenta sugestões para treinamento e manual de operação para as PEMT.

A NBR 16776 de 08/2019 – Plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) — Projeto, fabricação, manutenção, requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica os requisitos de segurança e as medidas preventivas, bem como os meios para a sua verificação, para alguns tipos e tamanhos de plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) destinadas ao posicionamento de pessoas, juntamente com as suas ferramentas e materiais necessários nos locais de trabalho. Esta norma contempla os cálculos e critérios de estabilidade do projeto estrutural, construção, manutenção e ensaios de segurança a serem aplicados antes de uma PEMT ser colocada em serviço pela primeira vez. Não é aplicável aos cestos aéreos montados sobre veículos que trabalham estabilizados, conforme a NBR 16092.

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Quais os fatores de forma aplicados às superfícies expostas ao vento?

Como deve ser feito o cálculo de tombamento e momentos de estabilização?

Para que deve ser utilizada a análise de tensão geral?

Por que deve ser instalado um dispositivo de segurança automático?

Como funciona o travamento do eixo oscilante ou sistemas de controle?

Os requisitos para o projeto, fabricação e remanufatura de plataformas elevatórias móveis de trabalho devem ser aplicáveis aos equipamentos fabricados a partir da publicação desta norma e legislação vigente. Esta norma não se aplica aos equipamentos fabricados anteriormente à sua publicação. Também não se aplica às PEMT reformadas e recondicionadas, com ano de fabricação anterior à publicação desta.

Esta norma não se aplica a: equipamentos de elevação de pessoas instalados permanentemente, que atendem a níveis definidos; equipamentos de combate a incêndios e resgate em incêndio; gaiolas de trabalho sem guias, suspensas por equipamentos de elevação; equipamento de armazenamento e recuperação dependente de trilhos; elevadores em geral; plataformas de cremalheira com deslocamento; equipamentos de parque de diversões; mesas elevatórias com altura de elevação inferior a 2 m (6,56 pés); guinchos de construção para pessoas e materiais; manipuladores de carga com cesto acoplado; equipamentos de apoio em terra às aeronaves; escavadeiras com torre de perfuração; caminhões industriais com posições para operador em elevação; dispositivos aéreos isolados para uso no trabalho em instalações elétricas energizadas; e os dispositivos aéreos de elevação e rotação montados em veículos.

Esta norma exclui os requisitos para os riscos decorrentes de: uso em atmosferas potencialmente explosivas; uso de gases comprimidos para componentes da sujeição de carga; trabalho em sistemas elétricos energizados; subir e descer do cesto em altitudes diversas; prevenção contra o descarrilamento e descontrole nas PEMT montadas em trilhos. As PEMT devem estar em conformidade com os requisitos de segurança e as medidas de proteção indicas nesta Seção. As PEMT importadas devem seguir a legislação vigente e devem atender aos requisitos desta norma.

O fabricante deve executar: cálculos estruturais para avaliar as cargas e forças individuais em suas posições, direções e combinações que produzam as tensões mais desfavoráveis nos componentes; e cálculos de estabilidade para identificar as diferentes posições da PEMT e combinações de cargas e forças que criem condições de estabilidade mínima.

A carga nominal equivalente a uma massa, m, deve ser determinada usando a seguinte equação: m = (n x mp) +me, onde mp é a massa de uma pessoa, igual a 80 kg (176,4 lb); me é a massa de ferramentas e materiais, igual a 40 kg (88,2 lb) ou mais; n é o número permitido de pessoas sobre o cesto. Os valores indicados em sistema métrico são valores-padrão. Os valores entre parênteses, geralmente em sistema imperial, são aproximados e somente para informação.

A carga nominal mínima de uma PEMT deve ser de 120 kg (264,5 lb). As seguintes cargas e forças devem ser levadas em consideração: forças criadas por carga nominal e massas estruturais; forças do vento; forças manuais; e as cargas e forças especiais. As forças gravitacionais criadas pela carga nominal e massas estruturais devem ser consideradas como atuando verticalmente para baixo nos centros de massa do componente.

As forças devem ser calculadas multiplicando as massas do componente por 1,0 g. O fator g representa a aceleração da gravidade de 9,81 m/s² (32,2 pés/s²). As forças dinâmicas criadas pela aceleração e desaceleração das massas estruturais e carga nominal devem ser representadas por forças que atuem na linha de movimento dos centros de massa do componente.

As forças dinâmicas criadas por extensão ou retração da estrutura extensível devem ser calculadas multiplicando as massas estruturais por 0,1 g. Os fabricantes podem utilizar fatores inferiores a 0,1 g, desde que tenham sido verificados por medição dos efeitos de aceleração e desaceleração. As forças dinâmicas criadas por movimentos de deslocamento das PEMT Tipo 2 e Tipo 3 devem ser calculadas multiplicando as massas estruturais por z vezes g.

O fator z x g representa a aceleração e desaceleração da PEMT devido ao deslocamento e sua aceleração e desaceleração angular devido ao deslocamento sobre obstáculos no piso, como o que ocorre durante o ensaio de obstáculo. O fator z deve ser um mínimo de 0,1 g, a menos que seja determinado por cálculo ou ensaios (ver Anexo C para um exemplo de cálculo de z). Considera-se que cada pessoa atua como uma carga de ponto sobre o cesto e qualquer extensão do cesto a uma distância horizontal de 0,10 m (3,94 pol.) da borda interna superior do trilho do topo.

A distância entre as cargas de ponto deve ser de 0,50 m (19,7 pol.). A largura de uma pessoa deve ser considerada em 0,50 m (19,7 pol.) (ver figura abaixo). Considera-se que o equipamento atua como uma carga distribuída uniformemente em 25% do piso do cesto. Se a pressão resultante exceder os 3 kN/m² (0,435 psi), o valor de 25% pode ser aumentado para resultar em uma pressão de 3 kN/m² (0,435 psi). Todas as cargas estabelecidas em 5.2.2.3 devem estar localizadas nas posições que criam a condição mais adversa.

Todas as PEMT utilizadas externamente são consideradas afetadas por uma velocidade do vento a uma pressão de 100 N/m² (0,0145 psi), com base em uma velocidade do vento de 12,5 m/s (28 mph). É permitido utilizar dados da modelagem de fluidodinâmica computacional ou ensaios físicos para atender a este requisito. A modelagem de fluidodinâmica computacional deve ser especificada e deve incluir uma explicação das áreas de carga, áreas de restrição e tipos de restrição.

Os ensaios físicos devem incluir os parâmetros de modelagem e similaridade dimensional utilizados. Assume-se que as forças do vento atuem horizontalmente no centro das áreas das peças da PEMT, pessoas e equipamentos no cesto. A área superficial total de uma pessoa deve ter largura média de 0,7 m² (7,53 pés²), considerando: largura de 0,4 m (1,31 pés) × altura de 1,75 m (5,74 pés), com o centro da área 1,0 m (3,28 pés) acima do piso do cesto.

A área superficial exposta de uma pessoa em pé sobre um cesto por trás de uma seção não perfurada de aproximadamente 1,1 m (3,61 pés) de altura deve ser de 0,35 m² (3,77 pés²), com o centro da área de 1,45 m (4,76 pés) acima do piso do cesto. O número de pessoas diretamente expostas ao vento deve ser calculado do seguinte modo: o comprimento da lateral do cesto exposto ao vento, arredondado para o valor mais próximo de 0,5 m (1,64 pé), dividido por 0,5 m (1,64 pé); ou o número permitido de pessoas no cesto, se for menor que o número calculado conforme o comprimento da lateral do cesto exposto ao vento, arredondado para o valor mais próximo de 0,5 m (1,64 pé), dividido por 0,5 m (1,64 pé).

Se o número permitido de pessoas no cesto for maior que o calculado conforme acima, um fator de forma de 0,6 deve ser aplicado ao número extra de pessoas. A força do vento sobre ferramentas e materiais expostos no cesto deve ser calculada como 0,03 g, multiplicada pela massa que atua horizontalmente a uma altura de 0,5 m (1,64 pé) acima do piso do cesto.

O valor mínimo para uma força manual, Fm, deve ser tomado como 200 N (44,96 lbf) para as PEMT projetadas para transportar somente uma pessoa e 400 N (89,92 lbf) para as PEMT projetadas para transportar mais de uma pessoa. As forças manuais devem ser aplicadas a uma altura de 1,1 m (3,61 pés) acima do piso do cesto. Qualquer força maior autorizada deve ser especificada pelo fabricante.

Se uma PEMT for projetada para uso com métodos de trabalho ou condições especiais, como objetos transportados na parte externa do plataforma; ou forças do vento em grandes objetos transportados sobre o cesto; ou velocidades do vento superiores a 12,5 m/s (28 mph); ou forças impostas por guinchos ou outros dispositivos de movimentação de materiais; ou uma combinação de forças, as cargas e forças resultantes devem ser levadas em consideração como uma modificação na carga nominal, carga estrutural, carga de vento e/ou forças manuais, conforme apropriado.

As forças criadas por massas estruturais e carga nominal que causam tombamento ou momentos de estabilização devem ser multiplicadas por um fator de 1,0 e calculadas como atuando verticalmente para baixo. No caso do movimento da estrutura extensível, estas forças devem ser multiplicadas por um fator de 0,1 e aplicadas como forças adicionais que atuam na direção do movimento e que criam o maior momento de tombamento. Os fabricantes podem utilizar fatores inferiores a 0,1, desde que tenham sido verificados por medição dos efeitos de aceleração e desaceleração.

Para movimentos de deslocamento da PEMT tipo 2 e tipo 3, o fator de 0,1 deve ser substituído por um fator z que represente as forças produzidas pela aceleração e desaceleração ou o ensaio de obstáculo. Este fator deve ser determinado por cálculo ou ensaios (ver Anexo C para um exemplo de cálculo). A inclinação máxima permitida do chassi deve ser aumentada em 0,5°, como tolerância de uma imprecisão no posicionamento da PEMT. As forças do vento devem ser multiplicadas por um fator de 1,1 e aplicadas horizontalmente.

IEC 60917-1: o desenvolvimento de estruturas mecânicas de equipamentos elétricos e eletrônicos

Essa norma internacional, editada em 2019 pela International Electrotechnical Commission (IEC), especifica as relações entre as práticas de equipamentos e a ordem modular aplicáveis às principais dimensões estruturais de equipamentos eletrônicos e elétricos montados em várias instalações nas quais as interfaces dimensionais devem ser consideradas para compatibilidade mecânica.

A IEC 60917-1:2019 – Modular order for the development of mechanical structures for electrical and electronic equipment practices – Part 1: Generic standard especifica as relações entre as práticas de equipamentos e a ordem modular aplicáveis às principais dimensões estruturais de equipamentos eletrônicos e elétricos montados em várias instalações nas quais as interfaces dimensionais devem ser consideradas para compatibilidade mecânica. Este documento também estabelece os termos para peças e montagens de estruturas mecânicas de equipamentos elétricos e eletrônicos, para esclarecer as relações específicas entre práticas de equipamentos e ordem modular.

Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição publicada em 1998 e sua Emenda 1: 2000. Esta edição constitui uma revisão técnica e inclui as algumas alterações técnicas significativas em relação à edição anterior.

Foram acrescentadas informações adicionais sobre as normas de especificação detalhada recentemente desenvolvidas de estruturas mecânicas para as práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos. Incluiu-se informações adicionais sobre as normas de ensaio de desempenho recém-desenvolvidos para a verificação do desempenho ambiental e aspectos de segurança e questões do desempenho térmico e gerenciamento térmico para as práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos. Foram introduzidas as relações entre a estrutura mecânica do sistema elétrico e eletrônico, a verificação do desempenho ambiental e dos aspectos de segurança e questões do desempenho térmico e do gerenciamento térmico para as práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos.

PREFÁCIO………. …………………… 4

INTRODUÇÃO……… ……………… 6

1 Escopo…………… ………………………. 7

2 Referências normativas………….. ….. 7

3 Termos e definições……………… …… 9

4 Fundamentos e informações básicas………… 19

4.1 Geral…………………….. …………… 19

4.2 Estruturas e práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos…. 20

4.3 Coordenação dimensional com campos técnicos adjacentes……. 20

4.4 Preparação de padrões para novas práticas de equipamentos….. 21

5 Detalhes modulares do pedido………………………….. ….. 24

5.1 Grade modular……………………………………. ……… 24

5.2 Lances…………………………………. …………… 24

5.2.1 Lotes básicos e múltiplos para a prática do equipamento…… ..24

5.2.2 Exemplo de passos de montagem…………………. 25

5.3 Dimensões da coordenação………………………….. 26

5.4 Ilustração da ordem modular……………………. 27

Figura 1 – Passo………………. ……………….. 10

Figura 2 – Grade……………. …………………. 11

Figura 3 – Rack………….. ……………….. 12

Figura 4 – Gabinete……………. …………… 12

Figura 5 – Caso………….. ……………….. 13

Figura 6 – Estrutura oscilante ……………………………………… ………………………………………….. ………. 13

Figura 7 – Sub-bastidor…….. …………… 14

Figura 8 – Chassi…………. ……………. 14

Figura 9 – Unidade plug-in……. ………….. 15

Figura 10 – Console…………… ………….. 15

Figura 11 – Guia da unidade de encaixe…….. … 15

Figura 12 – Slides………………… …………….. 16

Figura 13 – Lâminas telescópicas……………….. .16

Figura 14 – Estrutura de montagem………………… … 17

Figura 15 – Placa de montagem…………………. …. 17

Figura 16 – Painel frontal……………….. ………. 17

Figura 17 – Painel traseiro………………. ………. 18

Figura 18 – Painel do gabinete………….. …… 18

Figura 19 – Porta……………. ………………. 19

Figura 20 – Seção de montagem……………… .19

Figura 21 – Estruturas de práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos………. 20

Figura 22 – Estrutura dos padrões de prática de equipamentos…… 23

Figura 23 – Grade modular………………………………. …….. 24

Figura 24 – Particionamento das dimensões de coordenação C0 com o mesmo passo de montagem mp….. 26

Figura 25 – Exemplos de aplicação da ordem modular…….. 28

Tabela 1 – Publicações contendo dimensões modulares padronizadas e/ou relacionadas a documentos……………….. ……………………. 21

Tabela 2 – Dimensões de coordenação Ci………………….. 26

Há uma tendência contínua em direção a maior integração funcional e menor número de dispositivos eletrônicos, componentes e circuitos integrados. Ao mesmo tempo, novos métodos de fabricação, automáticos, para os equipamentos de fabricação e ensaio e os sistemas de Engenharia Assistida por Computador (CAE) criaram vantagens comerciais para seus usuários.

Para que os usuários tirem vantagem técnica e econômica desses novos componentes e tecnologias durante o planejamento, projeto, fabricação e teste, é necessário que as práticas do equipamento atendam aos requisitos (consulte o Guia 103 da IEC): arranjo de produtos com um mínimo perda de área e espaço; permutabilidade dimensional de produtos,  em relação às dimensões gerais, montagem dimensões (furos de fixação, recorte, etc.); compatibilidade dimensional e determinação das dimensões da interface dos produtos que: são combinados com outros produtos, por exemplo instrumentos, racks, painéis e armários, etc.; são usados em edifícios que foram construídos de acordo com um sistema modular, por exemplo espaçamento entre colunas, altura da sala, altura da porta, etc.

Um obstáculo surge do uso de dois sistemas de dimensionamento (polegada – metro) que não são compatíveis entre si. O uso de uma interface entre os dois sistemas de dimensionamento representa uma maneira de contornar esse obstáculo. A recomendação é: – usar apenas um sistema de dimensionamento e usar unidades SI. As dimensões indicadas em 5.3 deste documento foram retiradas do Sistema l do Guia IEC 103 em consideração com outros documentos sobre coordenação dimensional.

De acordo com as considerações acima, a IEC 60917-1 Ed.1 foi publicada em 1998. Esta norma genérica para estruturas mecânicas para práticas de equipamentos eletrônicos para atender a requisitos avançados para várias aplicações industriais de tecnologia microeletrônica. Após a publicação desta norma genérica, o desenvolvimento de cortes dimensionais e detalhes especificações que consistem nos padrões modulares métricos de 25 mm, IEC 60917-2-X e 19 polegadas (in) padrões convencionais, IEC 60297-3-XXX, foi realizada.

Paralelamente, as normas para abordar aspectos de desempenho ambiental e segurança das estruturas mecânicas, desenvolvidas como a série IEC 61587. Todas essas normas são baseadas nos formulários do sistema interno. O próximo passo para a estrutura mecânica foi o desenvolvimento da série de normas IEC 61969 para aplicações externas.

Na primeira década do século XXI, as séries IEC 62194 e IEC 62610 foram desenvolvidas para definir a verificação do desempenho térmico dos gabinetes e abordar as questões de gerenciamento das práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos. Este documento descreve as relações entre a estrutura mecânica dos equipamentos elétricos e sistemas eletrônicos, a verificação do desempenho ambiental e dos aspectos de segurança e as questões do desempenho térmico e do gerenciamento térmico das instalações elétricas e práticas de equipamentos eletrônicos.