O bisfenol (BPA) e a saúde humana

O bisfenol-A (BPA) é um elemento chave na fabricação de policarbonato e resinas epóxi e aproximadamente 3 milhões de toneladas são produzidas no mundo anualmente. Muitos plásticos que estão no dia a dia, pois os equipamentos médicos, mamadeiras e embalagens são feitos com policarbonato. A resina epóxi é utilizada como verniz interior de latas de alimentos e bebidas e também como selador de encanamentos. Além de contato pelo ar e água, o BPA entra em nossos corpos pelo contato do alimento com embalagens plásticas.

Pesquisas já associaram o BPA a uma maior incidência de problemas cardíacos, diabetes, anormalidades no fígado e também problemas cerebrais e no desenvolvimento hormonal em crianças e recém-nascidos. Alguns estudos também provam que o bisfenol é responsável pelo crescimento de células cancerígenas. A substância já foi proibida em vários países. Só nos mês de março, o BPA foi vetado na França, na Dinamarca e na Costa Rica. Nos Estados Unidos tanto o FDA quanto o EPA estão revendo as regras de utilização de plástico em embalagens de alimentos. Em Connecticut, Washington, Minnesota, Wisconsin e também na cidade de Chicago e Rockford o bisfenol já é proibido. Na Comunidade Europeia o uso do químico também está sendo reavaliado pela EFSAC.

No Brasil, existe uma diretiva da Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil (Anvisa), normalizada junto ao Mercosul, que foi revista em março de 2008 (Resolução Anvisa Nº 17, de 17 de março de 2008). Esta lei se baseia na da Comunidade Europeia de 2004 (Commission Directive 2004/19/EC) e define como 0,6 mg/kg de material plástico o limite de migração máximo permitido em embalagens para alimentos e bebidas. A Anvisa ainda considera esse número seguro e não se manifestou sobre novas pesquisas e discussões em andamento nos Estados Unidos e Europa.

Pesquisas realizadas revelam que o bisfenol A age na genética dos bebês, alterando respostas a certos estímulos e os efeitos dessa alteração geralmente só se manifestam na idade adulta. Doenças já associadas ao bisfenol: obesidade, diabetes, problemas cardíacos, problemas na tireoide, diminuição de esperma, diminuição na velocidade do esperma, abortos, puberdade precoce e câncer de mama e de próstata.

Quando aquecido, o plástico libera uma quantidade maior de bisfenol A, por isso evite esquentar embalagens de plástico no microondas e colocar o alimento ainda quente em contato com o plástico. No caso dos alimentos, é melhor colocá-los em recipientes de vidro ou então servi-los em pratos de porcelana ou os que não tenham bisfenol A. Se for líquido, não deixe o volume lá dentro por muito tempo – como na hora de preparar a mamadeira da noite com antecedência. Faça a mamadeira e sirva na hora.

Quanto às mamadeiras, já existem no mercado produtos sem bisfenol A, mas dificilmente são encontradas. Grandes empresas do ramo prometem que dentro de seis meses os pais vão achá-las com mais facilidade. Outra opção é a de vidro.

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6 Respostas

  1. Olá Hayrton,
    Parabéns por divulgar os perigos do bisfenol-A. Realmente esse assunto ainda não está sendo discutido o suficiente no Brasil.
    Estamos sempre publicando notícias atuais sobre o bisfenol no Brasil e no mundo.
    http://www.otaodoconsumo.com.br
    Abraços,
    Fabiana Dupont

  2. Mães de todo o Brasil, também acho um absurdo não termos produtos livre de BPA e saber que o nosso país esta mais uma vez atrasado em relação a um assunto tão importante, mas, saibam que já está no Brasil uma das marcas amercianas mais vendidas nos Estado Unidos. As garrafas Nalgene são totalmente livre de bisfenol e é feita de CopoliesterTritan. Procurem nas lojas infatins a garrafa GRIP-N-GULP da NALGENE.

  3. […] Mamadeiras de plásticos Posted on Agosto 25, 2010 by hayrton Um sinal de alerta acendeu na mente das mamães depois que as mamadeiras de plásticos foram proibidas em sete estados americanos e no Canadá por causa de uma substância usada na fabricação: o bisfenol A (BPA) que pode fazer mal à saúde das crianças. No Brasil, ainda não há estudos específicos. De acordo com estudos, a substância pode trazer graves problemas ao desenvolvimento da criança. Ele pode causar doenças como câncer, diabetes e infertilidade. Usada há mais de 40 anos na produção de garrafas plásticas, nas mamadeiras e copos para as crianças, só agora é vista como um risco à saúde. Leia mais sobre essa substância nesse site em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/04/29/o-bisfenol-bpa-e-a-saude-humana/ […]

  4. Queria saber sobre os recipientes de plástico para armazenar alimentos na geladeira da marca Italy ARSTO Group Holding vacuum preserving box. O produto n dá o percentual de BPA. Eles estão proibidos?

    • O bisfenol é encontrado em grande parte das mamadeiras de plástico; em embalagens plásticas para acondicionar alimentos na geladeira, copos infantis, materiais médicos e dentários; nos enlatados, como revestimento interno; e em garrafas reutilizáveis de água (squeeze), garrafões de 5L. Provavelmente esse seu plástico tem bisfenol, pois os que não têm vem com a marca livre de BPA ou free BPA, livre de Bisfenol-A ou bisphenol-A free, etc.
      Hayrton

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