Resíduos sólidos no Brasil

Para facilitar a consulta e o controle de séries de Normas Técnicas importantes e largamente utilizadas, o sistema CENWin reuniu-as em Coletâneas Digitais, podem ser adquiridas a preços e condições especiais. As Coletâneas Digitais são válidas para auditorias de Sistemas da Qualidade e incorporam todas as vantagens do formato digital, tais como: acesso simultâneo para todos os usuários conectados à rede interna da empresa, ferramentas de busca e impressão, facilidade na atualização, etc.


Contendo o texto integral das 4 Normas NBR ISO para a Gestão Ambiental.


Contendo o texto integral das 3 Normas NBR ISO para Sistemas da Qualidade.


Contendo o texto integral das 6 Normas NBR para Transporte de Produtos Perigosos.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou um estudo denominado “Plano Nacional de Resíduos Sólidos: diagnóstico dos resíduos urbanos, agrosilvopastoris e a questão dos catadores”. Segundo a pesquisa, são coletadas 183,5 mil toneladas de resíduos sólidos por dia no Brasil, em 90% do total de domicílios, o que representa 98% das moradias urbanas, mas apenas 33% das rurais. A matéria orgânica representa 51,4% do lixo diário, e apenas 31,9% é composto de material reciclável (alumínio, plásticos, papel, aço, metais e vidro). Na verdade, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos rompe com imobilismo legislativo de 20 anos. Coleta geral de lixo já abarcou grande parte da população nacional, mas a questão, segundo ele, é a destinação adequada desse lixo. Será possível que a meta de extinguir os lixões até 2014?. A coleta seletiva ainda é insuficiente e está concentrada nas regiões mais desenvolvidas do país, Sul e Sudeste. Os esforços devem se concentrar nas regiões mais pobres e municípios menores. Consolidar programas de coleta seletiva de grandes cidades em municípios menores, para ele, é uma solução viável. Em linhas gerais, observa-se na tabela abaixo que a composição gravimétrica média dos resíduos sólidos urbanos no Brasil, considerando como base a quantidade no ano de 2008, apresenta o seguinte padrão:

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

A coleta regular dos resíduos sólidos tem sido o principal foco da gestão de resíduos sólidos nos últimos anos. A taxa de cobertura vem crescendo continuamente, já alcançando em 2009 quase 90% do total de domicílios; na área urbana a coleta supera o índice de 98%; todavia a coleta em domicílios localizados em áreas rurais ainda não atinge 33%. Com relação à coleta seletiva de materiais recicláveis, entre 2000 e 2008 houve um aumento de 120% no número de municípios que desenvolvem tais programas, que chegaram a 994, estando a maioria localizada nas regiões Sul e Sudeste. Esse marco, embora importante, ainda não ultrapassa 18% dos municípios brasileiros. Todavia a análise da quantidade de material recuperado por tais programas indica a necessidade de seu aprofundamento. Estimativas indicam que a participação dos resíduos recuperados pelos programas de coleta seletiva formal ainda é muito pequena vis-à-vis ao total coletado, o que sugere que a reciclagem no país ainda é mantida pela reciclagem pré-consumo e pela coleta pós-consumo informal (tabela abaixo).

No quesito tratamento dos resíduos sólidos, apesar da massa de resíduos sólidos urbanos apresentar alto percentual de matéria orgânica, as experiências de compostagem no Brasil são ainda incipientes. O resíduo orgânico, por não ser coletado separadamente, é encaminhado para disposição final juntamente com os resíduos domiciliares. Essa forma de destinação gera despesas que poderiam ser evitadas caso a matéria orgânica fosse separada na fonte e encaminhada para um tratamento específico, por exemplo, para compostagem. Do total estimado de resíduos orgânicos que são coletados (94.335,1 t/dia) somente 1,6% (1.509 t/dia) é encaminhado para tratamento via compostagem. Com relação à destinação final, em 2008 foram destinados, conforme a Tabela 1, 183.481,50 t/d de resíduos sólidos domiciliares e/ou públicos, o que significa um aumento de 35% em relação à quantidade destinada em 2000. Observou-se que, mais de 90%, em massa, dos resíduos são destinados para a disposição final em aterros sanitários, aterros controlados e lixões, sendo os 10% restantes distribuídos entre unidades de compostagem, unidades de triagem e reciclagem, unidades de incineração, vazadouros em áreas alagadas e outros destinos. A Tabela abaixo mostra que em termos quantitativos, no período de 2000 a 2008, houve um aumento de 120% na quantidade de resíduos e rejeitos dispostos em aterros sanitários e uma redução de 18% na quantidade encaminhada para lixões. Porém, ainda há 74 mil toneladas por dia de resíduos e rejeitos sendo dispostos em aterros controlados e lixões.

Pode observar na tabela acima que os municípios de pequeno e médio porte apresentaram acréscimos significativos na quantidade total de resíduos e rejeitos dispostos em aterros sanitários, 370% e 165% respectivamente. Esse fato pode ter ocorrido em função do recebimento de resíduos produzidos/coletados/gerados nos municípios de grande porte. Há um interesse particular no número de lixões ainda existentes, pois de acordo com a PNRS, a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos deverá ser implantada até 2014. Entretanto, ainda há 2.906 lixões que devem ser erradicados no Brasil, distribuídos em 2.810 municípios. Para alcançar o determinado na lei 12.305/2010, os consórcios públicos para a gestão dos resíduos sólidos podem ser uma forma de equacionar o problema dos municípios que ainda têm lixões como forma de disposição final. (tabela abaixo)

Quanto aos catadores, há uma dificuldade de precisar a sua quantidade, quantos são atuantes no Brasil e se encontra no preconceito social em torno da profissão. O IBGE alega que existem atualmente 70 mil, os institutos Cáritas e Póllis dão conta de 500 mil pessoas. Já o Pangea/UFBA e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis afirmam que há no Brasil 800 mil trabalhadores da catação de recicláveis. O intervalo sugerido no Comunicado, levando em consideração todas essas fontes, fica em 400 mil e 600 mil catadores. Das cooperativas existentes, que atendem a apenas 10% dos catadores, existem as que contam com equipamentos adequados, as de médias eficiências e as de baixa eficiência. O estudo aponta que 60% dessas organizações estão nos graus mais baixos de eficiência. A renda média dessa categoria de trabalhadores, aproximada, fica abaixo do salário mínimo, entre R$ 420 e R$ 520.

“Se todos resíduos da produção da cana de açúcar fossem reaproveitados para a geração de energia, o potencial energético gerado seria maior que o da usina de Itaipu”, destacou a pesquisadora Regina Helena. As 13 maiores culturas de plantio praticadas no país totalizam por ano 291, 1 milhões de toneladas de resíduos. O total energético gerado seria de 22.999 MW/ano. Na pecuária, foram considerados os dejetos da criação e da indústria primaria, o que soma 1.705 bilhões de toneladas de resíduos, que teriam um potencial energético de apenas 1.300 MW/ano. A silvicultura produz anualmente 38,5 milhões de toneladas de resíduos, sendo 15,7 milhões gerados na colheita em tora e 22,9 milhões pelo processamento mecânico. Esse montante resultaria em 1.604 MW de energia por ano. Também a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) lançou um estudo denominado Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil que foi criado com o objetivo de facilitar o acesso dos órgãos governamentais, das empresas públicas e privadas, das organizações não-governamentais, entidades educativas, da imprensa e da sociedade em geral, às informações sobre os resíduos sólidos em seus diversos segmentos, que em muitos casos estão fracionadas e/ou desatualizadas. Para acessar o estudo, clique no link http://www.abrelpe.org.br/panorama_apresentacao.cfm

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O uso das redes sociais nas empresas

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Rafael Fernandes Maciel

Um levantamento realizado pela Deloitte em 2009 (1) sobre os riscos de reputação envolvidos no uso das redes sociais pelos colaboradores da empresa retrata que 74% dos funcionários acreditam ser fácil causar dano à reputação da companhia pelas mídias sociais. Na mesma pesquisa, embora 58% dos executivos considerassem necessária a formalização de políticas internas para o uso das mídias sociais, apenas 15% naquela época efetivamente instituíram. De lá pra cá, o uso das redes sociais cresceu exponencialmente e esse risco hoje certamente é ainda maior, embora a adoção de códigos internos pelas corporações ainda é tímida. As políticas que se preocupam em orientar e tratar adequadamente os riscos oriundos do uso da tecnologia da informação não raramente apenas relacionam proibições vinculadas à segurança de dados, deixando de tratar as mídias sociais e seus impactos à reputação do negócio. Não basta à corporação definir regras ou proibições para uso das redes sociais durante o horário de trabalho. Proibir seu uso é ir contra as tendências mais modernas de networking empresarial, além de pouco efetivo. Isso porque o acesso às redes sociais é cada vez mais originado de dispositivos móveis (2), nada adiantando o bloqueio via desktops ou redes wireless da companhia. Além desse impedimento técnico, o bloqueio total gera antipatia com os colaboradores e pode ser fator relevante no incremento dos negócios. Por exemplo: como os vendedores da sua empresa podem ficar sem interagir nas redes sociais? Eles precisam explorar ao máximo esses relacionamentos, incrementando a rede de contatos e, consequentemente, aumentando as vendas.

Na mesma proporção, ou bem próximo a isso, em que o networking é fomentado os riscos à reputação do negócio também o são. Daí são geradas consequências jurídicas desagradáveis e que tiram do empresário o foco do seu negócio, tendo que administrar situações que seriam facilmente minimizadas pela adoção de um regulamento, uma verdadeira política de uso das redes sociais. Essa política pode estar no próprio regulamento interno da empresa ou em documento separado, mas precisa ser instituída o quanto antes. Não há fórmula mágica ou formulários padrões. Cada negócio deve adotar uma política alinhada com sua realidade e seus valores internos. Entretanto, uma boa política de uso não pode se omitir em tratar algumas questões fundamentais.

Vejamos:

1) Recrutamento: a empresa faz buscas pelas redes sociais e blogs, analisa o conteúdo das postagens dos entrevistados? Isso deve ficar claro aos candidatos.

2) Base de clientes: o que acontece quando o funcionário deixa a empresa? E os inúmeros seguidores de sua conta no Twitter que era utilizada para fins comerciais? Pertencerão à empresa ou ao funcionário? Poderá utilizar esse meio no seu novo emprego? A conta permitida para esses contatos é pessoal ou corporativa?

3) Difamação/calúnia/injúria/assédio/discriminação: Tais condutas em qualquer meio devem ser repreendidas pela empresa. Importante ressaltar que o meio virtual também causa consequências no físico, fornecendo treinamento e orientação adequada aos funcionários sobre os limites à liberdade de expressão. As postagens indevidas geram consequências e deixam rastro!

4) Segurança da informação: Embora seja política mais frequente e adotada pelas empresas, a mesma deve ser alinhada com o uso das redes sociais, porquanto o envio de dados pelas redes é facilitado e dependendo da segurança em TI adotada pode ser mais fácil vazar informações sigilosas da empresa por essa via do que por email.

5) Divulgação indevida de marca, nome e imagem: A vinculação da marca, nome ou imagem da empresa vinculada a situações constrangedoras na rede deve ser causa para rescisão do contrato de trabalho e os funcionários precisam estar cientes disso. Ex: Funcionário com a camisa da empresa em situação de embriaguez vexatória publicada em sua conta do Facebook: constrangimento desnecessário – prejuízo à reputação da empresa.

6) Amizade com colegas de trabalho: Como sua empresa vê isso nas redes sociais? Deseja vedar ou orientar? Os valores da corporação devem estar alinhados aqui, mas deve haver muito cuidado em qualquer tipo de proibição, para não ferir direitos fundamentais dos funcionários.

7) Postagens sobre clientes, comentários políticos ou sobre os negócios da empresa: Não precisa muito esforço para perceber o problema que um funcionário, mal orientado e sem treinamento, pode gerar para o negócio ao postar comentários inapropriados nas redes sociais.

8) Monitoramento e privacidade: Se sua empresa irá monitorar os funcionários no ambiente de trabalho, é preciso quebrar a expectativa de privacidade. Havendo interesse da empresa em fazer constantes pesquisas, embora isso tome bastante tempo, na vida online de seus funcionários fora do ambiente de trabalho, é importante que os mesmos saibam disso, embora publicações sem restrições de privacidade são, pela essência, de acesso público.

9) Uso da imagem dos colaboradores: a empresa não pode utilizar a imagem de seus funcionários sem sua autorização. Esse consentimento pode ser colhido já na adesão à política da empresa pelo trabalhador.

10) E-mail corporativo x e-mail privado: Estabelecer as diferenças e os limites aos funcionários no uso do email corporativo para fins pessoais. Não é nada agradável circular pela rede material com conteúdo, p.ex., pornográfico originado de email com o nome da sua empresa.

Esses são alguns elementos básicos que não podem faltar, mas outros poderão ser necessários, dependendo das particularidades de cada negócio. Ainda, a política deve estar alinhada com as características próprias de cada rede social. Por exemplo: mais rigor para as redes profissionais, como o Linkedin; um pouco mais de rigidez para o Twitter (sem controle de privacidade) e moderação com constante orientação e transparência para o leque de riscos oriundos da maior rede social do momento: o Facebook. Necessário ressaltar que os cuidados ora mencionados não servem tão somente para se proteger a reputação da empresa, embora esse argumento seja por si só, a meu ver, suficiente. Há também claro risco jurídico, considerando que a pessoa jurídica poderá responder civil e criminalmente por atos de seus funcionários. Afinal, a elaboração de um código de conduta minimizará esses riscos? Certamente. Isso porque além de tais regulamentos deixarem claro o que é ou não tolerado pela corporação, podendo embasar dispensas por justa causa, a mesma pesquisa elaborada pela Deloitte, dava conta que 51% dos entrevistados concordavam que a definição de uma política interna e orientativa sobre o devido uso das redes sociais motivariam eles a rever suas postagens. Uma política bem desenhada, alinhada com os aspectos jurídicos e tecnológicos aliada a um bom treinamento para sua adoção não é mais diferencial, mas medida absolutamente necessária à sustentabilidade do negócio na era da informação digital.

Referências

  1. http://www.deloitte.com/assets/Dcom-UnitedStates/Local%20Assets/Documents/us_2009_ethics_workplace_survey_220509.pdf
  2. 488 milhões de usuários ativos mensais que usaram produtos móveis do Facebook março 2012, e mais de 500 milhões de celulares de usuários ativos mensais a partir de 20 de abril de 2012. (http://newsroom.fb.com/content/default.aspx?NewsAreaId=22)

Rafael Fernandes Maciel é advogado, sócio do escritório Murilo Maciel & Rafael Maciel Advogados Associados S/S (www.murilomaciel.com.br) e Especialista em Direito Eletrônico/Direito Digital. É autor do blog www.direitonaeradasredes.com, disponível também em App para Iphone, Ipad e Ipod Touch.

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas - Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Curso: Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Dias: 21 e 22 de maio

Horário: 09:00 às 18:00 horas

Carga Horária: 16h

Professor: Carlos Alberto de Assis Ribeiro

Preço: A partir de 3 x R$ 257,81

(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

O curso “Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas” visa capacitar e adequar os profissionais que interagem de forma direta ou indireta com um ambiente de atmosfera potencialmente explosiva. Busca-se conscientizar o profissional quanto à importância de se identificar a potencialidade explosiva de um determinado ambiente, classificando-o para, em seguida, fazer a escolha do equipamento adequado a ser inserido.
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A certificação 5 S

NBR 7500: identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos
A norma NBR 7500:2009 – Identificação para o transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento de produtos -estabelece a simbologia convencional e o seu dimensionamento para identificar produtos perigosos, a ser aplicada nas unidades de transporte e nas embalagens/volumes, a fim de indicar os riscos e os cuidados a serem tomados no transporte terrestre, manuseio, movimentação e armazenamento. Essa norma estabelece características complementares ao uso dos rótulos de risco, dos painéis de segurança, dos rótulos especiais e dos símbolos de risco e de manuseio, bem como a identificação das unidades de transporte e o emprego de rótulos nas embalagens/volumes de produtos perigosos discriminados nas instruções complementares do Regulamento para o Transporte de Produtos Perigosos (RTPP) aprovado pelo Decreto nº 96.044. Clique para mais informações.

Haroldo Ribeiro

O Programa 5 S tem aplicabilidade em diversos tipos de empresas e órgãos públicos, inclusive em residências, pois traz benefícios a todos que convivem no local, melhora o ambiente, as condições de trabalho, saúde, higiene e traz eficiência e qualidade. De acordo com experiências de empresas que já implantaram o programa, a chave não é somente a aplicação dos conceitos, mas a mudança cultural de todas as pessoas envolvidas e a aceitação de que cada um deles é importante para melhorar o ambiente de trabalho, a saúde física e mental dos trabalhadores e o sistema da qualidade. O conceito do 5S e as palavras surgiram no Japão, onde cada um destes conceitos começa com a letra S, por isso o método ser chamado 5 S. Apesar disto, houve adaptação dos conceitos para a língua portuguesa, assim como adaptação em outros países que desenvolveram programas semelhantes para aprimorar a qualidade.

Os cinco conceitos do Programa:

1.º S – SEIRI – SENSO DE UTILIZAÇÃO – Separar o útil do inútil, eliminando o desnecessário.

2.º S – SEITON – SENSO DE ARRUMAÇÃO – Identificar e arrumar tudo, para que qualquer pessoa possa localizar facilmente.

3.º S – SEISO – SENSO DE LIMPEZA – Manter um ambiente sempre limpo, eliminando as causas da sujeira e aprendendo a não sujar.

4.º S – SEIKETSU – SENSO DE SAÚDE E HIGIENE – Manter um ambiente de trabalho sempre favorável a saúde e higiene.

5.º S – SHITSUKE – SENSO DE AUTODISCIPLINA – Fazer dessas atitudes, ou seja, da metodologia, um hábito, transformando os 5s’s num modo de vida.

Dessa forma, a certificação 5 S pode ser feita nas seguintes situações:

  • A empresa pretende usar a certificação como pré-requisito para implementação ou disseminação de algum Sistema de Gestão que utilize como base o 5S.
  • A empresa pretende premiar aos seus colaboradores de acordo com metas estabelecidas vinculadas à certificação de 3S ou 5S.
  • A empresa pretende implementar sistematicamente os dois últimos S a partir da certificação dos três primeiros.
  • A empresa pretende demonstrar para seus colaboradores e parceiros a sua preocupação com a dignificação do ambiente de trabalho.
  • A empresa pretende demonstrar para seus clientes a sua preocupação com a qualidade de seus produtos e serviços prestados, além do tratamento adequado dos ativos sob sua responsabilidade.
  • A empresa pretende criar uma motivação interna através de uma competição sadia entre as equipes de trabalho ou unidades de um grupo acionário.
  • A empresa pretende demonstrar para seus acionistas a sua preocupação pela otimização dos recursos materiais e humanos disponíveis.
  • A empresa pretende demonstrar para a sociedade e órgãos fiscalizadores a sua preocupação com o meio ambiente, segurança e saúde.

Uma área ou empresa certificada em 5 S demonstra um padrão de excelência na prática dos sensos de Utilização, Ordenação, Limpeza, Higiene e Autodisciplina, utilizando como base os critérios de avaliação da PDCA ou algum outro, desde que previamente aprovado pela PDCA. Para tanto, são exigidos os seguintes resultados:

  • Empresa Certificada em 3 S – Padrão mínimo de 90% na média dos três primeiros S e nenhuma área com padrão inferior a 80%. Nenhuma área pode ficar fora da auditoria.
  • Área Certificada em 3 S – Padrão mínimo de 90% na média dos três primeiros S.
  • Empresa Certificada em 5 S – Padrão mínimo de 90% na média de cada um dos 5 S e nenhuma área com padrão inferior a 80% na média do 5 S. Nenhuma área pode ficar fora da auditoria.
  • Área Certificada em 5 S – Padrão mínimo de 90% na média de cada um dos 5 S.

Para a certificação 3 S não há um prazo de validade, pois ele confere apenas que a empresa ou área apresentou, no momento da auditoria, um padrão de excelência dos 3 primeiros S. Isto significa que a área ou a empresa e as pessoas têm condições físicas comportamentais para atingir um alto nível de 3S”, diz o consultor. “Para a certificação 5 S há um prazo de validade por dois anos, sendo que há necessidade de manter o padrão apresentado a cada seis meses a partir de auditorias internas feitas por auditores capacitados pela PDCA. Para as auditorias internas, a área ou empresa tem oportunidade para elaborar e executar ações para corrigir os desvios que provocaram a queda do padrão atingido. Para a auditoria externa, a empresa ou área perde a certificação caso não atinja o nível mínimo. Neste caso, a próxima certificação só poderá ser buscada, no mínimo, seis meses depois de perdida a anterior. A PDCA trata o ambiente eletrônico nos dois últimos S. Além disso, a certificação 5 S pode ser concedida com restrição quando a área ou a empresa não inclui este ambiente eletrônico na metodologia do 5 S. O índice médio de aprovação na primeira tentativa de certificação em 5 S de empresas é de 45%.

Para mais informações sobre a certificação 5 S:

Haroldo Ribeiro

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Tel. 11-42271761

Cel. 11-82529662

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Uma nova profissão: engenheiro clínico

Controle eletrônico de normas digitais

O CENWin 6.1 é o mais completo Sistema para Gerenciamento de Normas Técnicas do Brasil e traz todas as ferramentas e auxílio necessário aos seus clientes e usuários, quando o assunto é controlar e manter todas as normas técnicas em acervo atualizadas, facilmente disponíveis e dentro de todos os requisitos exigidos pelos Sistemas de Gestão da Qualidade NBR ISO 9001 e do Meio Ambiente NBR ISO 14001, quanto ao controle e gerenciamento de Normas Técnicas.
Com a implantação do sistema, o cliente conquista uma grande vantagem competitiva junto ao mercado em que atua e tem uma expressiva redução de custos dentro dos departamentos responsáveis pelo controle de Normas Técnicas em acervo, tanto no formato impresso quanto no formato digital. Todos os gastos, hoje necessários para se manter o acervo atualizado e disponível aos usuários manualmente, através de planilhas e arquivos físicos que nem sempre são eficazes, são reduzidos ao máximo com o Sistema CENWin 6.1 e suas ferramentas. Uma grande economia é gerada e um expressivo aumento na produtividade de todos os envolvidos passa a ser perceptível por todos na empresa.

Cadastre suas Normas Técnicas, impressas ou em formato digital, e o sistema verificará e informará, automaticamente, sobre qualquer atualização, cancelamento, revisão, etc.

Pesquise, de maneira rápida e fácil, o catálogo oficial de Normas Técnicas Brasileiras e Mercosul (AMN). São mais de 11.000 Normas catalogadas, com dados referenciais completos e atualizados mensalmente.

A engenharia clínica é uma subárea da engenharia biomédica, e o profissional deve atuar nos estabelecimentos assistenciais de saúde desenvolvendo atividades baseadas nos conhecimentos de engenharia e de gerenciamento aplicadas às tecnologias de saúde. Os mais indicados para se tornarem engenheiros clínicos são os engenheiros e tecnólogos eles deverão atuar na gestão de tecnologias médico-assistenciais. No nível micro, diretamente com equipamentos utilizados no atendimento ao paciente. No nível macro a atuação é, por exemplo, no planejamento, definição e execução de políticas e programas para incorporação de tecnologias para a saúde.

Importante saber que a gestão de tecnologia são as atividades que envolvem decisões e ações, destinadas a promover a efetividade (resultados obtidos X esperados) e segurança (relação risco X benefício) do uso das tecnologias que, está condicionado por uma série de recursos, dentre eles os respectivos equipamentos e acessórios; recursos humanos e sua capacitação; infra-estrutura, suporte técnico, insumos e informações para realimentação do processo. O trabalho desse profissional beneficia os hospitais, clínicas ou postos de saúde, indústrias (processo produtivo) e comércio (propaganda, treinamento, suporte pós-venda, assistência técnica), enquanto o nível macro refere-se aos órgãos de fins regulatórios (Anvisa /Tecnovigilância); normativos (ABNT); resolutivos (MS, CNS, SES, órgãos de classe profissionais), ou financiadores (SUS, planos e seguro de saúde, etc.).

Segundo Rodolfo More, diretor da Engebio, existem atualmente no Brasil cerca 220 mil leitos distribuídos em mais de oito mil hospitais. Somente na Capital paulista estão concentrados cerca de 25% dos estabelecimentos de saúde (hospitais, clínicas e consultórios). Em comum todos eles apresentam a mesma necessidade: adequação de tecnologias e infraestrutura. “Arquitetos, técnicos, engenheiros, médicos… Cada profissional responde por uma demanda distinta dentro deste universo. Mas como compatibilizar as necessidades e encontrar soluções efetivas para suprir as carências do setor? O engenheiro clínico é o profissional que reúne as competências necessárias para tal desafio. Novidade no campo profissional, a ocupação já surge como uma grande demanda a ser atendida”, diz ele.

Acrescenta que ainda que a prioridade total no mercado de trabalho fosse formar engenheiros clínicos seriam necessários cerca de 20 anos para suprir a carência por mão de obra especializada. Para chegar ao número é necessário considerar a formação de 400 engenheiros clínicos por ano. O que na prática não acontece, pois a engenharia clínica é reconhecida apenas como uma especialidade dentro da engenharia biomédica. “Atualmente existem no Brasil pouco mais de 300 profissionais na área”, aponta ele. “Desse contingente apenas 6% atua efetivamente em hospitais. Com isso a carência constatada é de mais de mil profissionais para atuar no mercado nacional. Em uma avaliação simplificada é possível constatar o potencial promissor da área. Um hospital de média complexidade, com cerca de 400 leitos, consome uma verba de cerca de R$ 100 milhões para se construído. Para equipá-lo são necessários mais cerca de R$ 40 milhões. Ou seja, é preciso contar com mão de obra preparada para gerenciar as verbas obtendo melhor relação custo X benefício”.

E o que faz um engenheiro clínico? More responde dizendo que cabe ao profissional responder pela profissionalização da gestão de equipamentos e recursos físicos em ambientes de saúde. Em suma, o engenheiro clínico precisa cuidar da compatibilização de tecnologias, da especificação técnica, da análise e aquisição de tecnologias, inventário e coordenação de programas de manutenção, além de preparar os profissionais das equipes clínica e técnica para desempenhar todas as funções relacionadas aos equipamentos de saúde com total segurança. “Além disso, o profissional faz a análise crítica de contratos dos clientes com prestadores de serviço auxiliando em revisões e negociações, além de atuar no gerenciamento de risco, desativação de equipamentos de saúde e planos de gestão de equipamentos.Soma-se a tudo a gestão da infraestrutura (projetos e elaboração de memorial descritivo de obras), gerenciamento de obras, orçamentação, compatibilização de infraestrutura e comissionamento de obra compõem o escopo de atuação do profissional da área”, finaliza.

Mais informações:

Associação Brasileira de Engenharia Clínica: http://www.abclin.org.br

Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica: http://www.sbeb.org.br

LIVROS SOBRE O 5 S


  • Manual do Auditor 5S R$ 10.00ou R$ 10.00 a Vista no Deposito
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  • 5S AdministrativoR$ 10.00
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Saiba escolher produtos sustentáveis

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Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

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sustentávelRecente pesquisa divulgada, em maio de 2012, pela Nielsen Holdings, sobre Responsabilidade Social Corporativa, em 56 países, revelou que 46% dos entrevistados estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços de empresa sustentável. Para ajudar a todos a fazer uma escolha correta, o Grupo SustentaX preparou algumas dicas:

- Prefira produtos produzidos em sua região: de forma prática, primeiramente, o consumidor deve-se colocar na posição de São Tomé: ver para crer. Comece pela etiqueta que informa a origem do produto e verifique sua procedência. Prefira os produzidos em sua região. Evite comprar similares fabricados em outros países. Ao comprar produtos de outros países, reduz-se o recolhimento de impostos municipais e estimula-se o desemprego e a falta de serviços e infraestrutura pública.

- Confira a composição do produto: verifique se o que está escrito na frente do produto realmente consta em sua composição e você poderá ter interessantes surpresas. Se, por exemplo, estiver comprando um pão-de-queijo, confira na sua composição se ele realmente tem queijo.

- O que importa é o conteúdo, não a embalagem: não se deixe levar pela embalagem, se é reciclada ou não. Isso, neste momento de análise, não é importante. O essencial é saber se o produto é agressivo à sua saúde e à de sua família. Uma prática comum é reduzir embalagens e aumentar o porcentual reciclado para estimular a venda desses produtos como “mais sustentáveis”. Cuidado! Nessa lista existem produtos nada ecologicamente amigáveis e outros agressivos à saúde humana.

- Selos Verdes são uma boa indicação: uma maneira de ajudar a identificação de produtos sustentáveis é por meio dos chamados Selos Verdes, como o selo Procel para eletrodomésticos e eletrônicos, o FSC e Cerflor para madeiras e papéis e o SustentaX para produtos e serviços sustentáveis. Na área de orgânicos existem o IBD e EcoCert, dentre outros. Os selos são uma forma de mostrar ao mercado que passaram por análises rigorosas para a sua obtenção.

- Fique atento à “picaretagem verde”: identifique as estratégias usadas para passar por sustentáveis, produtos que não são:

a) Selos emitidos pelos próprios fabricantes;

b) Termos genéricos também são muito usados como 100% natural, 100% ecológico, eco, amigo da natureza (eco-friendly) e variações do tipo;

c) Informações sem comprovação imediata ou termos científicos. Como, por exemplo, informar que um produto, como sabão em pó, pode reduzir o consumo de água; ou então um amaciante economizar energia;

d) Informações redundantes, como testes e dados obrigatórios, como detergentes que colocam “testados dermatologicamente” ou azeites com zero de colesterol;

e) Excesso de imagens da natureza: reparem se há muito verde ou imagens de animais;

f) Falar que o produto é “neutralizado” em carbono. Desconfie da simples neutralização que não torna o produto sustentável. A neutralização é válida após a revisão e efetiva redução dos impactos ambientais da cadeia produtiva. É o final e não o começo;

g) Produtos concentrados. Só porque foi retirada a água do produto não o torna “verde”. É importante que ele não faça mal à saúde;

h) “Sem cheiro”. O importante é o fabricante demonstrar que o produto apresenta baixa toxidade, por critério reconhecido.

Outra dica para o consumidor, quando os produtos não apresentarem selos de sustentabilidade, é procurar pelos cinco atributos essenciais de sustentabilidade:

- Salubridade: evite produtos com odores (normalmente esses odores decorrem de componentes orgânicos voláteis que podem fazer mal à saúde).

- Qualidade: procure por produtos com qualidade comprovada. Nem todas as tintas são iguais, por exemplo. Várias não têm teste de aderência e, a primeira vez que você for fazer uma limpeza, pode sair na esponja.

- Responsabilidade social: questione a procedência. Por exemplo, se for comprar uma areia em uma loja de construção pergunte se vem de uma empresa confiável, sem trabalho infantil, escravo…

- Responsabilidade ambiental: questione a procedência. Por exemplo, ao comprar objetos de madeira pergunte sobre a legalidade.

- Comunicação responsável: Procure por marcas as quais se identifique ética e genuinidade na comunicação.

Bons técnicos, bons líderes

Sonia Jordão

Para ser considerado um líder exemplar é preciso conseguir ótimos resultados com a equipe. No esporte não seria diferente, uma vez que o objetivo é o mesmo: alcançar resultados através da influência sobre as pessoas. Podemos dizer que mais uma vez a diferença está na equipe, no time e na tarefa a ser executada. Como as pessoas são sempre diferentes uma das outras, as atitudes do líder precisam ser adaptadas a cada equipe. O estilo de liderança aplicado pode e deve variar em cada caso. O técnico Felipão, por exemplo, é um líder que procura fazer com que todos se sintam importantes e valoriza o trabalho em equipe. Não é suficiente ter só Ronaldos no time e pensar em atacar o tempo todo. A defesa também é extremamente importante.

O Romário é muito bom, mas quando não foi convocado para a última Copa, e muitos questionaram, eu não me admirei. Acontece é que suas características são incoerentes ao estilo de liderança do Felipão. Afinal, Romário é um jogador individualista e não sabe trabalhar bem em grupo. É claro que é necessário ter talento, mas, principalmente, é fundamental saber jogar em equipe, sem esquecer da necessidade de se formar e se identificar outros líderes no time. Num jogo de futebol, o capitão pode fazer a diferença, assim como fizeram “Dunga” e “Cafu”.

Os verdadeiros líderes falam a mesma língua da equipe, enfrentam as dúvidas e dão respostas. Nas organizações atuais, é cada vez mais desvalorizada a figura do chefe autoritário e centralizador. Atualmente, buscam-se líderes verdadeiros que sejam reconhecidos como “desenvolvedores” de pessoas; saibam transmitir claramente metas e conduzam a equipe aos resultados positivos, extraindo o melhor de cada colaborador. As organizações querem líderes que motivem, envolvam e inspirem o grupo, consigam “lapidar” talentos e revelem novos potenciais, numa relação com ganhos para todos. No mundo de hoje, os profissionais – os jogadores –, mesmo que isso desagrade a muitos torcedores, fazem parte desse contingente e, portanto, precisam ajudar a organização a crescer e superar desafios.

Os times de futebol são também empresas e, como tal, devem ser gerenciados. Precisam ter bons líderes e equipe. Nos campos de futebol, os técnicos precisam demonstrar resultados rápidos e se o time não vai bem, a culpa geralmente recai sobre eles. No comércio e na indústria, entre outros segmentos, não é muito diferente. Os líderes, pensando em toda a equipe, precisam demitir os incompetentes e buscar pessoas talentosas, senão a empresa não consegue alcançar suas metas. A pressão por resultados e metas agressivas faz parte da realidade da maioria das organizações. A concorrência é grande e, às vezes, os objetivos são os mesmos: chegar em primeiro lugar. No futebol, por exemplo, o segundo lugar é o primeiro dos perdedores.

Os profissionais com talento e habilidades especiais, que desenvolvem e buscam os conhecimentos necessários e que tomam atitudes nos momentos certos, se destacam dos demais e são procurados no mercado tornando seu passe mais valorizado. Eles não ficam sem trabalho e podem até escolher em qual empresa trabalhar. Para conseguir bons resultados, alguns tópicos devem ser observados:

  • Monte estratégias e tenha coragem de ir em frente, enfrentando a pressão da incerteza.
  • Adote comunicação direta, falando o que acontece para não serem difundidas só as más notícias.
  • Evite deixar a equipe em pânico, principalmente, quando tiver de lidar com a pressão do tempo.
  • Vença a pressão do cliente, cuide bem dele.
  • O cliente ou torcedor pode até não ter razão, mas é a razão da empresa ou clube de futebol existir. São eles que pagam os salários.
  • Pressões por resultados são superadas democratizando as decisões sobre as metas futuras.
  • E, finalmente, é preciso vencer a pressão por diversidades. Invista nessa idéia. Ela dá trabalho, mas enriquece o debate e a criatividade.

Sonia Jordão é especialista em liderança, palestrante, consultora empresarial e escritora. Autora do livro “A Arte de liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e dos livros de bolso “E agora, Venceslau? – Como deixar de ser um líder explosivo” e “E agora, Lívia? – Desafios da liderança” – www.soniajordao.com.br

O que é TPM

TPM – Total Productive Maintenance (Manutenção Produtiva Total) significa a falha zero e quebra zero das máquinas, ao lado do defeito zero nos produtos e perda zero no processo. O TPM é o resultado do esforço de empresas japonesas em aprimorar a manutenção preventiva que nasceu nos Estados Unidos. Este trabalho iniciou-se por volta de 1950. Dez anos depois o Japão evoluiu para o sistema de manutenção da produção. Por volta de 1971, o TPM foi formatada no estilo japonês através da cristalização de técnicas de manutenção preventiva, manutenção do sistema de produção, Prevenção da Manutenção e engenharia de confiabilidade. Após a criação do prêmio PM pelo JIPM – Japanese Institute of Plant Maintenance, órgão responsável pela veiculação e implementação das atividades no Japão, o TPM ganhou grande importância nas empresas como uma técnica para busca de melhor eficácia no relacionamento homem-máquina. O primeiro prêmio foi concedido justamente em 1971 à uma empresa integrante do grupo Toyota (Nippon Denso Co. Ltd.). Há várias traduções para o TPM, sendo as mais freqüentes:

  • Manutenção Produtiva Total;
  • Manutenção Total da Produção;
  • Melhoria da Produtividade Total;
  • Manutenção da Produtividade Total.


Desmistificando o TPM

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As mudanças climáticas continuam a afetar diversas regiões no mundo

Curso: Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410
Segundo leis nacionais como CDC – Código de Defesa do Consumidor e NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, as instalações elétricas de baixa tensão em edificações residenciais, comerciais e industriais devem ser padronizadas seguindo a norma NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão. Estas leis visam garantir a qualidade, a segurança da instalação elétrica e de seus usuários tornando-a confiável. Para atingir este nível de confiabilidade, a instalação elétrica deve obedecer aos preceitos da NBR 5410 desde sua concepção, projeto e eventuais reformas ou ampliações. A norma descreve em seu capítulo VII, “Verificação Final”, os procedimentos para inspeção (visual e execução de ensaios) a fim de verificar conformidade com suas e prescrições. Clique para mais informações sobre o curso.

Muitos municípios isolados com a cheia dos rios no Amazonas e muitas cidades com problema de seca no Nordeste. Dois extremos que estão sendo afetados pelo problema da mudança climática na Terra. As pessoas, como alguns cientistas, podem não crer no aquecimento global, mas não acreditar nas mudanças climáticas é para seres humanos que não moram sobre o Planeta. O mundo está caminhando para um colapso ambiental e, se nada for feito, os custos da paralisia podem ser grandes para as economias e a humanidade. O alerta foi dado hoje pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo de cooperação internacional formado por 34 países, a maioria ricos. O relatório “Previsões Ambientais para 2050: As Consequências da Inação” traz dados alarmantes sobre temas como as mudanças climáticas, biodiversidade, água e os impactos da poluição na saúde humana.

Segundo o estudo, até 2050 a demanda mundial por energia deve crescer 80%, sendo que 85% dessa energia deve continuar sendo suprida por combustíveis fósseis. Isso fará com que as emissões de CO2, principal gás causador do efeito estufa, aumentem 50%. Nesse cenário, é dado como certo que a temperatura global suba entre 3°C e 6°C – bem acima dos 2ºC de aquecimento estimado pelo Painel de Mudanças Climáticas da ONU. A poluição do ar será o principal problema ambiental em termos de saúde pública, superando a falta de acesso ao saneamento e água potável. O número de mortes prematuras relacionadas a males causados pela poluição do ar deverá mais do que dobrar, especialmente em países como China e Índia. Atualmente as doenças respiratórias associadas à poluição matam 3,6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.

O crescimento da demanda por água potável é outro tema que preocupada a OCDE. A entidade estima que a demanda crescerá 55%, especialmente para uso na indústria (aumento estimado de 400%), usinas termelétricas (+140%) e uso doméstico (+130%). Esse aumento na demanda deve colocar sob risco de escassez hídrica tanto os agricultores quanto 2,3 bilhões de pessoas que vivem perto de rios, especialmente na África e Ásia. As florestas, que são importantes para os ciclos hídricos, devem ocupar ainda menos espaço até 2050: a OCDE estima que as áreas com florestas encolherão 13%, com perda acentuada da biodiversidade. Na avaliação de Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, a saída para minimizar o colapso ambiental será a adoção de uma mentalidade mais focada no longo prazo, apoiada na ideia da economia verde – tema central da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que o país sediará em junho. “Buscar um crescimento mais verde pode ajudar os governantes a enfrentar esses desafios. Tornar mais sustentáveis a agricultura, a indústria o fornecimento de energia e água será crucial para atender as necessidades de mais de 9 bilhões de pessoas”, disse Gurría.

O relatório apela ainda por uma mudança de política. Propõe a adoção de taxas ambientais e sistemas de comércio de emissões de modo a tornar a poluição mais cara e as alternativas sustentáveis mais baratas. Também sugere colocar um preço pelos serviços prestados pelos ecossistemas (produção de água, ar limpo, biodiversidade) como forma de valorizá-los economicamente. A OCDE também defende a remoção dos subsídios dados pelos governos aos combustíveis fósseis e investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação verde. Alguns exemplos bem-sucedidos de políticas verdes são apontados no estudo. Um exemplo é a criação, pelo governo britânico, do Banco de Investimentos Verdes, uma iniciativa que destinará 3 bilhões de libras esterlinas para projetos inovadores com foco em sustentabilidade – e a meta é chegar a 15 bilhões de libras em investimentos privados até 2015, especialmente nas áreas de energia e reciclagem. No Japão, a cidade de Kitakyushu elaborou um plano para se tornar uma das cidades mais sustentáveis do país, com baixa emissão de carbono e o engajamento da prefeitura, empresas e moradores na iniciativa.

As condições meteorológicas extremas se tornam norma em grande velocidade. Assim confirmam as duas semanas de calor forte que atingiram Canadá e Estados Unidos quando o gelo e a neve do inverno ainda não haviam derretido. No mês passado, boa parte da América do Norte “cozinhou” a temperaturas extraordinariamente altas, que derreteram toda a neve e o gelo invernais e bateram por ampla margem os recordes térmicos dos últimos 150 anos. No ano passado, os Estados Unidos suportaram 14 desastres – inundações, furacões e tornados – que causaram perdas de vários milhares de milhões de dólares.

Um novo informe do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC), divulgado no dia 28 de março, apresenta inúmeras evidências de que esses eventos meteorológicos sem precedentes estão aumentando em quantidade e severidade. E, mantido o atual ritmo de contaminação com gases-estufa, alcançarão graus preocupantes ao longo deste século. A partir de 1950 foram registradas muito mais ondas de calor e temperaturas extraordinariamente elevadas do que nas décadas anteriores. Essas manifestações continuarão aumentando nas próximas décadas, bem como a frequência de precipitações intensas em regiões tropicais e latitudes distantes do Equador, afirma o Special Report on Managing the Risks of Extreme Events and Disasters to Advance Climate Change Adaptation (Informe Especial sobre o Manejo de Riscos de Eventos Extremos e Desastres, para Promover a Adaptação à Mudança Climática), conhecido por suas siglas em inglês SREX.

Essa jornada especialmente calorosa que se apresenta uma vez a cada 20 anos, no final do Século 21 ocorrerá a cada dois anos na maioria das regiões, exceto nas situadas no Hemisfério Norte em latitudes distantes do Equador, onde o fenômeno se produzirá uma vez a cada cinco anos. Também é provável que aumente a velocidade máxima dos ventos dos ciclones tropicais, enquanto cai ou continua igual a frequência destes eventos em todo o mundo. As secas serão mais intensas no Sul e Centro da Europa, na região do Mediterrâneo, no Centro da América do Norte, na América Central e no México, no Nordeste do Brasil e na África austral. O aumento do nível do mar, somado a fenômenos atmosféricos extremos, tornarão inabitáveis muitos lugares até o final deste século, disse Christopher Field, copresidente do Grupo de Trabalho II do IPCC, que produziu o informe junto com o Grupo de Trabalho I.

Locais que já suportam estes problemas, como os pequenos Estados insulares e cidades costeiras como Mumbai, poderiam ser abandonados nas próximas décadas se não houver importantes reduções nas emissões de gases-estufa, afirmou Field em uma entrevista coletiva. Já não se discute que o drástico aumento dos eventos meteorológicos extremos seja um dos sinais mais claros de que queimar milhares de milhões de toneladas de combustíveis fósseis alterou o clima mundial de forma permanente. “Todas as manifestações meteorológicas estão afetadas pela mudança climática, porque o ambiente no qual ocorrem é mais quente e mais úmido do que antes”, explicou ao Terramérica o cientista Kevin Trenberth, do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos. Essas enormes quantidades de calor e umidade presos na atmosfera são um potente combustível para os eventos extremos. Tem pouco sentido debater se esta ou aquela tempestade foi causada pela mudança climática quando todo o sistema meteorológico mundial está alterado, ressaltou Kevin, um dos autores dos informes do IPCC.”A principal mensagem do informe é que agora sabemos o suficiente para tomar boas decisões sobre o manejo de riscos de desastres relacionados com a mudança climática. Algumas vezes aproveitamos esse conhecimento, mas muitas outras não”, destacou Christopher.

Em 2010, Guatemala e Colômbia estiveram entre os países mais prejudicados por eventos extremos, segundo o Índice Mundial de Risco Climático, elaborado pela organização não governamental alemã Germanwatch. De fato, esses países sofreram mais do que a Rússia, cuja onda de calor matou cerca de 50 mil pessoas. O Índice analisa os impactos que tiveram os fenômenos extremos na economia e na sociedade nos últimos 20 anos. Entre 1991 e 2010, os dez países mais afetados em danos materiais e mortes foram todos do Sul em desenvolvimento. Bangladesh, Birmânia e Honduras lideram a lista. “Não há dúvida de que as manifestações extremas e os danos estão aumentando”, afirmou Sven Harmeling, da Germanwatch. E não é porque simplesmente agora há mais infraestrutura a destruir, alertou ao Terramérica, de Berlim. Os países estão adquirindo consciência sobre os riscos, mas poucos adotam medidas para abordá-los, embora seja muito mais barato se preparar do que se recuperar de um desastre, acrescentou. Bangladesh conseguiu realizar importantes investimentos na prevenção, por isso sofreu menos danos nos últimos tempos, comparou.

O novo informe do IPCC é uma contribuição significativa, mas tem lacunas e carece das últimas descobertas científicas que especificam melhor os vínculos entre eventos meteorológicos extremos e a mudança climática, segundo Sven. O estudo recomenda a países e regiões que adotem medidas de adaptação de “arrependimento baixo ou nulo”, aquelas que requerem investimentos modestos ou moderados para aumentar a capacidade de suportar os riscos climáticos. Por exemplo, colocar em funcionamento sistemas de alerta para a população sobre desastres iminentes, modificar o planejamento do uso da terra e do manejo de ecossistemas, aperfeiçoar a vigilância sanitária, o fornecimento de água e os métodos de drenagem e saneamento, bem como desenvolver e aplicar novas normas de construção. As conclusões do Índice Mundial de Risco Climático e as recomendações do estudo do IPCC “devem ser vistas como um sinal de alerta”, advertiu Sven. É preciso estarmos melhor preparados”, acrescentou.

O ciclo natural que faz a água dos rios e oceanos evaporar, formar nuvens e cair na forma de chuva está ficando cada vez mais apressado, revela uma pesquisa feita por cientistas na Austrália e nos Estados Unidos. A culpa é do aumento da temperatura média do planeta nos últimos anos, causado por ações humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o desmatamento. Uma atmosfera mais quente consegue armazenar e transportar muito mais vapor de água (veja quadro à dir.), o que explica o fenômeno. Até o fim do século, o ciclo da água pode ficar até um quarto mais rápido, calcula a equipe, coordenada por Paul Durack, do Centro Australiano de Pesquisa do Tempo e do Clima, na Tasmânia.

A mudança ocorrida de 1950 até o ano 2000 é mais modesta: pouco menos de 5% de aceleração no ciclo para cerca de 0,5 grau Celsius de aumento na temperatura média do globo. Até o fim do século, o mais provável é que o aumento de temperatura supere os 2 graus Celsius. Para chegar a essa conclusão, a equipe tomou como base as alterações na salinidade dos mares nesses 50 anos. O raciocínio que baseia a medição é relativamente simples: quanto mais rápido o processo de evaporação ou de precipitação (ou seja, chuva), maior deve ser a variação no teor de sal nos mares, os quais, afinal de contas, recebem cerca de 80% da chuva que cai no nosso planeta. De fato, o que os pesquisadores verificaram é consistente com um efeito apelidado de “os ricos ficam mais ricos”: regiões com mais concentração de sal ficam ainda mais salgadas, enquanto as com menor teor de sal ficam ainda mais doces. Em terra firme, isso significa que áreas secas tendem a receber menos chuva ainda, enquanto regiões úmidas ganham tempestades cada vez mais intensas. Trata-se, obviamente, de uma má notícia para qualquer região do globo que sofra com secas ou enchentes. Mas, levando em conta as mudanças da salinidade dos mares, as repercussões podem ser ainda mais profundas, afirma o físico. São correntes marinhas que esquentam a Europa Ocidental ou carregam nutrientes essenciais para a vida marinha rumo à costa do Peru.

Até hoje, a ligação entre a ocorrência de fenômenos climáticos extremos e o aquecimento global era uma coisa incerta, e os estudos sobre essa relação, inconclusivos. Mas uma nova pesquisa do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático (PIK) sugere que essa ligação existe, e que as mudanças climáticas poderão aumentar a intensidade de enchentes, secas e ondas de calor. Um artigo, publicado no periódico Nature Climate Change baseou-se em três pilares para ser desenvolvido: física elementar, análises estatísticas e simulações de computador. Princípios físicos básicos mostram, por exemplo, que o aquecimento da atmosfera leva a mais extremos climáticos através de uma maior absorção de umidade até que chova. Além disso, tendências estatísticas são confirmadas por dados de temperatura e precipitação. Por fim, simulações de computador comprovam a relação entre o aquecimento climático e os níveis de chuva. “A questão é se esses extremos climáticos são coincidência ou um resultado das mudanças climáticas. O aquecimento global geralmente não pode ser provado como causa de eventos extremos individuais – mas na soma de eventos a ligação com as mudanças climáticas se torna clara. Não é uma questão de sim ou não, mas uma questão de probabilidades”, comentou Dim Coumou, principal autor do estudo.

De acordo com a pesquisa, essa ligação é mais evidente entre as mudanças climáticas e as ondas de calor e os níveis de precipitação, mas a relação com outros eventos como tempestades, embora menos conclusiva, também é plausível, segundo os conceitos físicos e as tendências observadas. “É muito provável que muitos dos extremos sem precedentes da última década não tivessem ocorrido sem o aquecimento global antropogênico”, observou o artigo. “É como um jogo com dados viciados. Um seis pode aparecer de vez em quando, e você nunca sabe quando isso acontece. Mas agora aparece muito mais frequentemente porque mudamos os dados”, exemplificou Coumou. Apenas entre 13 e 19 de março deste ano, recordes de calor foram quebrados em mais de mil locais na América do Norte. Em 2011, os Estados Unidos foram atingidos por 14 eventos climáticos extremos que causaram danos de US$ 1 bilhão cada, e em muitos estados os meses de janeiro a outubro foram os mais úmidos já registrados.

Nesse mesmo ano, no Japão, também foram registrados recordes de precipitação, e na China o rio Yangtze sofreu uma seca recorde. Em 2010, a Rússia teve o verão mais quente em séculos, e a Austrália e o Paquistão tiveram recordes nos índices de chuva, e em 2003, a Europa teve seu verão mais quente em pelo menos 500 anos. A pesquisa aponta ainda que tanto na Austrália quanto nos Estados Unidos o registro de dias que batem recordes de calor e de frio duplicou. Na Europa Ocidental, a extensão de ondas de calor duplicou entre 1980 e 2005, e o número de dias quentes quase triplicou no mesmo período. Em todo o mundo, verões extremamente quentes são registrados em 10% da área de terra global, contra em 0,1% a 0,2% no período de 1951 a 1980. Os extremos climáticos individuais estão frequentemente relacionados a processos regionais, como um sistema de bloqueio de pressão alta ou um fenômeno natural como o El Niño. Esses são processos complexos que estamos investigando mais. Mas agora esses processos se desenrolam no contexto do aquecimento climático. Isso pode transformar um evento extremo em um evento recorde?, concluiu Stefan Rahmstorf, coautor do artigo.

No Brasil, já há mais preocupação da população com os problemas climáticos. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que 65% da população considera a mudança do clima como um problema muito grave. Em 2009, o índice foi de 47%. Além disso, a maioria dos entrevistados acredita que esse é um assunto urgente e que deve ser enfrentado imediatamente. “Há uma maior sensibilidade por parte da população em relação ao tema. As pessoas estão sentindo a mudança do clima, percebem a variação na temperatura e a ocorrência de desastres naturais, como as enchentes”, avalia o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato Fonseca. “As políticas de conscientização estão atingindo mais as pessoas”, reforça.

O estudo Retratos da Sociedade Brasileira 2012 foi feito pela CNI em parceria com o Ibope. Foram entrevistados 2.002 eleitores, de 16 anos ou mais, em dezembro de 2011 – seis meses antes da Rio+20, a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre desenvolvimento sustentável. É a terceira edição da pesquisa com foco no meio ambiente. A primeira foi apresentada em 2009. O estudo está dividido em três capítulos: preocupação com o meio ambiente, mudanças climáticas e coleta seletiva de lixo e reciclagem. Para 65% da população, as mudanças climáticas devem ser enfrentadas urgentemente e 22% querem ações imediatas, mesmo que o problema só ocorra daqui a alguns anos. A maioria (79%) associa o problema às ações realizadas pelo homem e 16% dizem que se deve a um processo natural da terra. A indústria foi eleita por 38% dos entrevistados como a principal responsável pelo aquecimento global contra 22% que optaram pelo cidadão e 18% pelos governos. Contudo, no Brasil, a principal fonte de emissão de gases do efeito estufa é o desmatamento e, apesar disso, apenas 3% responsabilizam as empresas agropecuárias – cuja atividade está associada a esse problema. Assim como ocorreu na percepção de gravidade do aquecimento global, o percentual da população que se preocupa com o meio ambiente de uma forma geral também aumentou. O índice passou de 80%, em 2010, para 94%, em 2011. Para 44% dos entrevistados, a preservação deve ter prioridade sobre o crescimento econômico, enquanto 40% dizem que é possível conciliar os dois.

O desmatamento é o problema que mais preocupada, eleito por 53% dos entrevistados. Em seguida está a poluição das águas, citada por 44%, e as mudanças climáticas, com 30%. Contudo, mais de 40% dizem que as iniciativas em prol da preservação do meio ambiente se mantiveram inalteradas, seja por parte do governo, das empresas ou mesmo da população. Mas 68% acreditam que o governo da presidente Dilma Rousseff dá atenção ao tema ambiental. Do total, 71% afirmam evitar o desperdício de água e 58% procuram economizar energia. Embora a maioria (52%) diz estar disposta a pagar mais caro por produtos ambientalmente corretos, apenas 18% dão prioridade a produtos verdes ou embalagens recicláveis. “A população está sim preocupada, mais consciente. Contudo, as ações estão muito focadas na economia dentro de casa, ainda falta um comprometimento maior”, afirmou Renato Fonseca. Mais da metade da população (59%) separa algum tipo de lixo e 67% consideram a reciclagem muito importante para o meio ambiente. No entanto, 48% afirmam não ter acesso à coleta seletiva de lixo. Foi a primeira vez que a pesquisa analisou a opinião da população sobre coletiva seletiva.

Leia a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Meio Ambiente.

As projeções dos efeitos no Brasil

O Brasil também é vulnerável às mudanças climáticas, sendo que as áreas mais vulneráveis compreendem a Amazônia e a região Nordeste. Os estudos indicam que a temperatura média aumentou aproximadamente 0,75°C até o final do século 20 (considerando a média anual entre 1961-90 de 24,9°C), sendo 1998 o ano mais quente. No período de 1951-2002, as temperaturas mínimas cresceram em todo o país, apresentando um aumento expressivo de até 1,4°C por década. As tendências de aquecimento são detectadas em nível anual e sazonal, com maiores aquecimentos no inverno e na primavera. Assim, as previsões são que o país e sua população tendem a sofrer diferentes conseqüências das mudanças climáticas de acordo com a região, como mostram os quadros abaixo.

Possíveis cenários climáticos futuros *
Região Projeção do clima futuro: Altas emissões (A2) Projeção do clima futuro: Baixas emissões (B2) Possíveis impactos
Norte (inclusive Amazônia) 4 a 8°C mais quente, com redução de 15% a 20% do volume de chuvas, atrasos na estação chuvosa e possíveis aumentos na freqüência de extremos de chuva no oeste da Amazônia. 3 a 5°C mais quente, com redução de 5% a 15% nas chuvas. O impacto não é muito diferente daquele previsto pelo cenário A2. Impactos na biodiversidade, risco da floresta ser substituída por outro tipo de vegetação (tipo cerrado). Baixos níveis dos rios amazônicos podendo afetar o transporte. Risco de incêndios florestais devido ao ar mais seco e quente. Impactos no transporte de umidade atmosférica para as regiões Sul e Sudeste, com conseqüências para a agricultura e geração de energia hidroelétricas.
Nordeste 2 a 4°C mais quente, 15% a 20% mais seco. Diminuição do nível dos açudes. 1 a 3°C mais quente, com redução de até 15% no volume da chuva. Diminuição do nível dos açudes. Aumento das secas, especialmente no semi-árido. Impactos na agricultura de subsistência e na saúde. Perda da biodiversidade da caatinga. Risco de desertificação. Migração para outras regiões pode aumentar (refugiados do clima). Chuvas intensas podem aumentar o risco de deslizamentos podendo afetar as populações que moram em morros desmatados, enchentes urbanas mais intensas.
Sudeste 3 a 6°C mais quente. Eventos extremos de chuva, seca e temperatura mais freqüentes e intensos 2 a 3°C mais quente. Conseqüências semelhantes às do cenário A2. Impacto na agricultura, na biodiversidade, na saúde da população e na geração de energia. Eventos de extremos de chuvas mais intensos aumentam o risco de deslizamentos podendo afetar as populações que moram em morros desmatados, enchentes urbanas mais intensas.
Centro-Oeste 3 a 6°C mais quente. Risco de veranicos mais intensos 2 a 4°C mais quente. Risco de veranicos mais intensos Redução da biodiversidade no Pantanal e do cerrado, impacto na agricultura e na geração de energia hidrelétrica.
Sul 2 a 4°C mais quente, aumento das chuvas de 5% a 10%. Aumento no volume das chuvas e na forma dos eventos intensos de chuva. Alta evaporação devido ao calor podendo afetar o balanço hídrico. Extremos de temperatura mais intensos, causando um inverno mais quente com poucos eventos intensos de geadas. 1 a 3°C mais quente, aumento das chuvas de até 5%. As conseqüências são parecidas com as do cenário A2, embora a intensidade possa variar. Extremo de chuva mais freqüente aumenta o risco de deslizamentos podendo afetar as populações que moram em morros desmatados, enchentes urbanas mais intensas. Impacto na saúde da população, na agricultura e na geração de energia. Risco (ainda pouco provável) de mais eventos de ciclones extratropicais.
* Derivados das análises dos modelos do IPCC AR4 e do relatório de Clima do INPE para os cenários de altas (A2) e baixas (B2) emissões, assim como seus impactos em nível regional.

LIVROS SOBRE O PROGRAMA 5 S

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As fraudes em alimentos no Brasil

ribeiro“Certifique a sua empresa no Programa 5S. O Certificado é desejado normalmente nas seguintes situações:
a) A empresa pretende usar a Certificação como pré-requisito para implementação ou disseminação de algum Sistema de Gestão que utilize como base o 5S;
b) A empresa pretende premiar aos seus colaboradores de acordo com metas estabelecidas vinculadas à Certificação de 3S ou 5S;
c) A empresa pretenda implementar sistematicamente os 2 últimos S a partir da Certificação dos 3 primeiros.
d) A Empresa pretende demonstrar para seus colaboradores e parceiros a sua preocupação com a dignificação do ambiente de trabalho;
e) A Empresa pretende demonstrar para seus clientes a sua preocupação com a qualidade de seus produtos e serviços prestados, além do tratamento adequado dos ativos sob sua responsabilidade;
f) A Empresa pretende criar uma motivação interna através de uma competição sadia entre as equipes de trabalho ou unidades de um grupo acionário;
g) A Empresa pretende demonstrar para seus acionistas a sua preocupação pela otimização dos recursos materiais e humanos disponíveis;
h) A Empresa pretende demonstrar para a sociedade e órgãos fiscalizadores a sua preocupação com o meio ambiente, segurança e saúde.
Uma área ou empresa certificada em 5S demonstra um padrão de Excelência na prática dos sensos de Utilização, Ordenação, Limpeza, Higiene e Autodisciplina, utilizando como base os critérios de avaliação da PDCA ou algum outro, desde que previamente aprovado pela PDCA. Para tanto são exigidos os seguintes resultados:
Empresa Certificada em 3S
Padrão mínimo de 90% em cada S e nenhuma área com padrão inferior a 80% em algum dos 3 S. Nenhuma área pode ficar fora da auditoria.
Área Certificada em 3S
Padrão mínimo de 90% em cada S.
Empresa Certificada em 5S
Padrão mínimo de 90% na média de cada um dos 5 S e nenhuma área com padrão inferior a 80% em algum dos 5 S. Nenhuma área pode ficar fora da auditoria.
Área Certificada em 5S
Padrão mínimo de 90% na média de cada um dos 5 S.
Manutenção da Certificação
Para a certificação 3S não há um prazo de validade, pois ele confere apenas que a empresa ou área apresentou, no momento da auditoria, um padrão de excelência dos 3 primeiros S. Isto significa que a área ou a empresa e as pessoas têm condições físicas comportamentais para atingir um alto nível de 3 S.
Para a certificação 5S há um prazo de validade por 2 anos, sendo que há necessidade de manter o padrão apresentado a cada 6 meses a partir de auditorias internas feitas por auditores capacitados pela PDCA. Para as auditorias internas, a área ou empresa tem oportunidade para elaborar e executar ações para corrigir os desvios que provocaram a queda do padrão atingido. Para a auditoria externa, a empresa ou área perde a Certificação caso não atinja o nível mínimo. Neste caso, a próxima Certificação só poderá ser buscada, no mínimo, 6 meses depois de perdida a anterior. A PDCA trata o ambiente eletrônico nos 2 últimos S. A Certificação 5S pode ser concedida com restrição quando a área ou a empresa não inclui este ambiente eletrônico na Metodologia do 5S. O índice médio de aprovação na primeira tentativa de certificação em 5S de empresas é de 45% e na segunda tentativa é de 85%”.

As auditorias são feitas diretamente pelo consultor Haroldo Ribeiro, criador do Certificado 5S em 1996 e autor de 9 livros sobre o tema, com mais de 500 mil exemplares vendidos desde 1994.

Mais informações no site www.pdca.com.br ou entre em contato: pdca@terra.com.br

adulteradoEsses dias comprei um pacote de camarão para fazer uma moqueca. Qual não foi a minha supresa quando fui realizar o prato e olhar o pacote de camarão. Tinha deixa o pacote enrolado em um plástico para descongelar e quando olhei só havia água. O camarão ficava a boiar sobre muita água. Issso é fraude, palavra que tem sua origem no latim fraus, fraudis e significa engano, má fé, logro. A fraude é normalmente compreendida como um engano malicioso, um procedimento astucioso, intentado de má fé, destinando a encobrir a verdade ou a contornar um dever, tendo como alicerce atos que causem prejuízos a terceiros. Para que se caracterize fraude é necessária a presença de má-fé ou dolo, pois alterações havidas em matérias-primas, insumos ou produtos em razão de caso fortuito ou de força maior e até mesmo negligência no processo industrial não são consideradas fraudulentas.

Dessa forma, a população precisa ficar esperta quanto às fraudes em alimentos, que são alterações, adulterações e falsificações realizadas com a finalidade de obtenção de maiores lucros. Essas operações procuram ocultar ou mascarar as más condições estruturais e sanitárias dos produtos e atribuir-lhes requisitos que não possuem. Vários documentos comprovam que desde a Idade Média já havia casos, muito comuns, de fraudes com pesos e medidas e com adulteração de alimentos e bebidas. O problema das fraudes é bem antigo, e com o progresso tecnológico e a evolução do mundo também estes fenômenos evoluíram.

Os fraudadores são muito criativos, freqüentemente bem informados, flexíveis e adaptáveis a novas situações, por isso novas fraudes aparecem sempre, se ajustando e aproveitando cada nova oportunidade. Como acontece na maioria dos crimes, as fraudes podem ser explicadas pela coexistência de três fatores primários: a existência de golpistas (fraudadores), disponibilidade de vítimas vulneráveis (consumidores) e a ausência de um controle rigoroso e eficaz. A venda de produtos mistificados está sujeita a sanções penais; infelizmente porém, as infrações dessas disposições são, entre nós, muito mais freqüentes do que se julga, por culpa, em grande parte, da deficiente fiscalização dos órgãos competentes. Apesar dos direitos citados no Código de Defesa do Consumidor, o abatimento sobre o alimento fraudado e uma possível restituição se tornam difíceis pelo fato da maioria das fraudes não serem de explícita visualização e quanto ao tempo de notificação da fraude, já que a partir do momento da compra tem-se 30 dias para fazer a notificação. Do mesmo modo que as técnicas fraudulentas evoluem, os seus sistemas de detecção continuam também a melhorar, contudo, na maioria das vezes é impossível a detecção da fraude pelo consumidor.

Substâncias inferiores
Produtos adulterados Causas de fraudes
Café moído Para aumento de volume e peso: cevada, milho, raízes, cascas de café etc. Para aumento da coloração: caramelo
Farinha de trigo Farinhas inferiores
Farinhas inferiores Gesso etc.
Leite Água
Massa de farinha de trigo Farinha de trigo com raspa de mandioca
Mate Gravetos de erva-mate
Pão de sêmola Farinha de trigo com raspa de mandioca
Picles Ácido acético no vinagre
Pimenta do reino Sementes de mamão, dessecadas e moídas, serragem de madeira
Sal e açúcar Areia
Vinagre de álcool Água
Vinagre de vinho Ácido acético
Elemento ou substância adicionada Fraude
Estereato Utilizado em massas alimentícias para dar brilho (polimento)
Cloreto de cálcio Utilizado em massas de macarrão para evitar a formação de goma
Nitrosina Uso de nitrosina em vez de urease para dar coloração a envoltórios de salsichas
Pigmentos Usados para simular envelhecimento de bebidas em tonéis de carvalho
Amido Utilizado no iogurte para aumentar seu volume e espessamento
Anilina Banhos de anilina em aves, para que adquiram coloração amarelada e se passem por frangos “caipiras”
Terra turfosa Banhos com terra turfosa em mandiocas para que adquiram coloração negra, indicando que foram cultivadas em solo preto, para iludir que o alimento fornece melhores condições de cozimento.

A legislação sanitária brasileira distingue fraude de adulteração e falsificação. Adulteração é quando os alimentos são elaborados em condições contrárias às especificações legais ou com matéria-prima alterada ou impura, que contenham substâncias não permitidas, inclusive corantes e aromatizantes não autorizados. Mascarar intencionalmente a data de validade também caracteriza adulteração. Exemplos de adulteração são utilizar leite com acidez acima do permitido, elaborar um produto cárneo a partir de matéria-prima clandestina ou adicionar bromato de potássio em produtos de panificação. Ocorre falsificação quando os produtos forem elaborados, preparados e expostos ao consumo com forma, características e rotulagem que constituem previlégio ou exclusividade de outros, sem que seus legítimos proprietários tenham dado autorização ou quando forem usadas denominações diferentes da aprovada em regulamentos. São os chamados produtos pirateados, tão em voga nos meios de comunicação. Ou seja, ocorre fraude quando um produto: tem elementos modificados total ou parcialmente; é elaborado com a intenção de dar falsa impressão sobre sua qualidade; tem suprimido ou substituído compostos visando aumento de ganho em detrimento de sua composição normal ou valor nutritivo; é conservado com substâncias proibidas; e a declaração na rotulagem não condiz com o contido na embalagem ou recipiente.

Entre falsificação, adulteração e fraude, essa última é a mais sutil e difícil de ser identificada, pois visa mascarar um defeito ou ressaltar uma qualidade, descumprindo mas se aproximando do que requer a lei. Em se tratando de alimentos, as fraudes dizem respeito principalmente a desvios de quantidade e qualidade. Exemplo de fraude de quantidade é quando uma embalagem contém menos produto que o indicado, ressalvado a tolerância estabelecida em lei, ou então quando a quantidade tradicional de um produto é reduzida sem a devida informação ao consumidor, que é induzido a pensar que está adquirindo a quantidade costumeira do produto. A simples redução proporcional do preço não descaracteriza este tipo de fraude, batizado pela imprensa como “maquiagem de produto”. A fiscalização de fraude em quantidades é feita pelo Inmetro através de seus representantes, os IPEM estaduais. Os produtos são coletados nos pontos de venda e submetidos a exame pericial e em caso de divergência entre os valores indicados nos rótulos e a quantidade efetivamente encontrada, a empresa é notificada para defender-se. No caso de maquiagem de produtos, os casos são analisados e punidos pelo Departamento de Defesa e Proteção do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça.

As fraudes de qualidade são as mais conhecidas. O exemplo clássico é adição de água no leite, para aumentar o seu volume. Mas há outros tipos de fraude que mascaram a perda de qualidade de um produto, como o uso de sulfito de sódio em carne previamanete moída em processo de deterioração. Mesmo o uso de lâmpadas coloridas em expositores de carne, com a finalidade de dar impressão de frescor ao produto caracteriza fraude. Muito próximo da fraude, sem contudo sê-lo de fato, é a prática de comercializar um produto de classe inferior como se fosse um superior. Para muitos casos, essa prática tem amparo na lei, e quem sai prejudicado é o consumidor que acaba levando um produto inferior por um preço igual ou próximo ao de outro de maior qualidade. É, por exemplo, o caso do queijo ralado. Ele tanto pode ser de queijo parmesão ou apenas conter queijo parmesão, mas quando expostos à venda juntos dificilmente o consumidor notará a diferença, a não ser, talvez, pelo preço. O requeijão também sofre a concorrência de produtos muito parecidos em seu aspecto, denominados de especialidade láctea.

Fraudar alimentos constitui-se crime grave. O artigo 272 do Código Penal diz que corromper, adulterar, falsificar ou alterar substância ou produto alimentício destinado a consumo, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo” sujeita o infrator a pena de “reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos e multa. As mesmas penas se aplicam a quem fabrica, vende, expõe à venda, importa, tem em depósito para vender ou, de qualquer forma, distribui ou entrega a consumo o produto fraudado. E por força da Lei Federal 9.695, de 1998, esses crimes foram definidos como crimes hediondos, posto que atentam contra a saúde pública. Considerando a possibilidade de alterações fraudulentas em alimentos, alguns cuidados devem ser tomados. Por parte das empresas, devem ficar sempre atentas a qualquer indício de que seus produtos tenham sido alterados ou falsificados. Os consumidores, por sua vez, a qualquer indício de fraude devem entrar em contato com o fabricante informando o ocorrido, recorrendo à vigilância sanitária caso não sejam tomadas as providências devidas. E aos órgãos oficiais cabe fiscalizar de forma eficaz e penalizar nos termos da lei, começando pelos produtos clandestinos (sem registro oficial ou provenientes de estabelecimentos não autorizados), passando pelas falsificações até chegar às práticas enganosas que levam os consumidores a adquirirem um produto pensando se tratar de outro, de classe superior. Afinal, mais que a economia, a saúde dos consumidores está em jogo.

Alimentação no Brasil em risco

Um relatório da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) revelou que o uso de resíduos industriais indicados como matéria-prima para a fabricação de micronutrientes utilizados como insumos agrícolas, as definições e o tratamento a ser dado aos resíduos perigosos neles presentes estão em discussão pela Câmara Técnica de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), que apresentou uma proposta para aprovação se constitui mais uma legalização tóxicoagrícola. Além dos agrotóxicos, dos fertilizantes químicos e das plantas geneticamente engenheiradas pela transgenia que danam a vida em sua essência, estamos às vésperas desse outro crime contra a natureza e a saúde humana. A resolução que pretende legalizar e regular a utilização de resíduos industriais na fabricação de micronutrientes de uso na agricultura, estabelecendo Limites Máximos Permitidos de contaminantes tóxicos, afetará irremediavelmente a qualidade dos solos.

A permissão de utilização de resíduos perigosos provenientes dos setores de fundição e siderurgia na produção de micronutrientes para agricultura é mais uma concessão do governo aos interesses empresariais e ampliará a atual situação de contaminação e insegurança alimentar, pois será amplificada a possibilidade de contaminação dos solos por chumbo, cádmio, mercúrio, arsênio, manganês, organoclorados, dioxinas e furanos, elementos desnecessários às plantas e nocivos à saúde humana. O que está em jogo é o solo, que é fundamental para as presentes e futuras gerações.

Não é possível estabelecer-se limites máximos aceitáveis para a exposição humana a esses contaminantes, pois diversos deles produzem efeitos irreversíveis e que não são dose-dependentes, uma vez que a exposição crônica a baixas doses pode sim afetar negativamente a saúde. Os trabalhadores da indústria e os rurais serão os primeiros e mais intensamente penalizados por essa resolução. Segundo a Abrasco, há total improcedência e falta de sustentabilidade na proposta de resolução Conama. “A posição que tomamos no âmbito do Grupo Inter GTs da Abrasco de Diálogos e Convergências no I Congresso Mundial de Nutrição e Saúde, Rio de Janeiro, abril de 2012 é de que se proíbam as empresas de micronutrientes e de fertilizantes para a agricultura de utilizarem resíduos industriais com poluentes e substâncias tóxicas para a saúde humana em qualquer concentração”, acrescenta a associação.

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Desmotivação – saiba como reverter este quadro

NBR 13883: os requisitos de segurança de artigos para festas
A NBR 13883, editada em 2012, determina os critérios técnicos necessários para a realização de ensaios de artigos para festas, visando estabelecer requisitos mínimos de segurança para estes produtos de fabricação nacional ou importados, comercializados no país. Aplica-se a artigos para festas novos e no estado em que são comercializados, não cobrindo os critérios de desempenho e qualidade, exceto no que diz respeito à segurança. Esta norma objetiva identificar riscos que podem afetar a saúde e a integridade física dos usuários, principalmente crianças, quando do uso normal ou abuso razoavelmente previsível do produto. Clique para mais informações.

Ricardo Barbosa

Os motivos que levam a desmotivação dos colaboradores de uma empresa são conhecidos. Dentre estes os mais relevantes são falta de um plano de carreira, desafios impossíveis, falta de reconhecimento nos trabalhos desenvolvidos, falta de um plano de remuneração variável, clima organizacional ruim e problemas pessoais. Porém, o resultado destes problemas para empresas podem ser muito mais graves do que os empresários pensam, dentre os quais destaco baixa produtividade, atraso na entrega de tarefas, anta taxa de turnover, faltas constantes, falta de comprometimento e até mesmo sabotagens. Para se ter ideia a Universidade de Harvard tem estudos mostrando resultados interessantes nessa área.

Um dos exemplos que podemos citar foi extraído de pesquisas sobre motivação individual e de grupos: um profissional pode passar a vida com um rendimento de 25% de sua capacidade de trabalho e ainda assim manter seu emprego. O mesmo indivíduo, motivado corretamente, cresce em seu desempenho, chegando a atingir 80% de sua capacidade. Assim é ponto fundamental para os lideres das empresas é detectar os colaboradores que podem estar se desmotivando e reverter este quadro. Um dos caminhos para isso é realizar uma pesquisa de clima organizacional e obter constantes feedbacks dos colaboradores, mas, não é só isso, o líder deve estar atento, porque um colaborador que está começando a se desmotivar pode ser facilmente detectado no cotidiano o que facilita muito a mudança da situação. Para facilitar a vida das lideranças a empresa pode implementar políticas que resultam em grandes resultados dentre as quais se destacam:

· Realizar uma pesquisa de clima organizacional com metodologia bem estruturada e análise aprofundada dos resultados;

· Implementar um plano de avaliação de desempenho com uma boa frequência e avaliação 360 graus;

· Elaborar um plano de cargos e salário baseado em competências e com regras bem definidas que devem ser muito bem divulgadas;

· Implementar um plano de carreira visando a retenção de talentos tão escassos atualmente;

· Avaliação das necessidades primordiais dos colaboradores e fornecer pacotes de benefícios que possam supri-las;

· Política de comunicação adequada, não deixando espaço para “rádio peão” e possibilitando que todos estejam de acordo com a missão da empresa.

Ricardo M. Barbosa é diretor executivo da Innovia Training & Consulting.

Aprenda a lavar corretamente as suas mãos

Umedecer as mãos com água, aplicar sabão suficiente para cobrir a superfície de ambas as mãos, esfregar as palmas das mãos entre si, esfregar a palma direita sobre o dorso da esquerda, entrelaçando os dedos e vice-versa; esfregar palma com palma, entrelaçando os dedos; esfregar o dorso dos dedos contra a palma da mão oposta, agarrando os dedos; esfregar com um movimento de rotação o polegar esquerdo, envolvendo-o com a palma da mão direita e vice-versa; esfregar a ponta dos dedos da mão direita contra a palma da mão esquerda, fazendo um movimento de rotação e vice-versa; enxaguar as mãos com água, secar com uma toalha de um só uso, utilizar a toalha para fechar a torneira e, pronto, as mãos estão limpas. Na ilustração mostra-se o passo a passo, que representa a forma correta de higienizar as mãos, que leva apenas de 40 a 60 segundos. De acordo com o diretor do departamento de Infectologia do Hospital A.C.Camargo, Ivan França, a proposta de levar orientações sobre como lavar as mãos é ajudar a formar uma nova geração consciente acerca dos cuidados com a saúde e prevenção de doenças transmissíveis. “Higienizar as mãos é fundamental para se evitar infecções gastrointestinais como diarreias e hepatite A, além de conjuntivite, verminoses, infecções respiratórias como gripe (influenza) e muitas outras doenças”, afirma o infectologista.

As pessoas precisam ser instruídas por meio de dicas simples relacionadas ao seu dia a dia, transmitidas em linguagem adequada para a todos. “Ensinaremos que é bom evitar dividir os lanchinhos com o colega, cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar e já ir lavar as mãos, lavá-las sempre antes e depois de usar o banheiro, assim como antes das refeições, sempre após brincar com terra, giz de cera, tinta guache ou qualquer outra coisa que suje as mãos e também lavá-las ao chegar ao lar para eliminar a sujeira acumulada durante o dia”, destaca Ivan França.

Dicas
- Manter as unhas sempre bem cortadas e limpas
- Evitar compartilhar o lanche com outra pessoa
- Ingerir água tratada (clorada, filtrada ou fervida)

- Cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar e, na sequência, lavar as mãos
Lavar as mãos…
antes e depois de usar o banheiro
antes de manipular ou ingerir qualquer alimento
depois de espirrar ou tossir

sempre que as mãos estiver sujas
sempre que chegar em casa, para eliminar os possíveis agentes externos

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Os projetos vencedores do Prêmio Mario Covas

O choque elétrico ainda mata muita gente no Brasil
Especialistas estimam que a maior parte dos acidentes aconteça durante o trabalho em serviços de obra ou reparos muito próximos da rede elétrica. Na maioria das vezes, são homens e, infelizmente, sem equipamentos de proteção. Também houve um crescimento no número de internações por conta da exposição à corrente elétrica nos hospitais do Estado – foram 642 hospitalizações em 2008 e 1.031 em 2010. A maior parte das interações neste período foram em Piracicaba (2.104), São Paulo (457) e São Pedro (164), cidade localizada também na região de Piracicaba. Além da morte instantânea, as descargas elétricas podem causar várias complicações, pois as vítimas podem ter arritmia cardíaca grave causada pelo choque, destruição muscular, queimaduras de pele nas áreas de entrada e de saída da corrente elétrica pelo corpo e, tardiamente, insuficiência renal aguda. Se em São Paulo ocorre dessa forma, deve-se imaginar no resto do Brasil, em que não há dados catalogados. Clique para mais informações.

Ontem, no Palácio dos Bandeirantes, os projetos vencedores do Prêmio Mario Covas foram homenageados. As iniciativas premiadas foram:

Campanha Chama Segura – [Comando do Corpo de Bombeiros - Polícia Militar – Secretaria da Segurança Pública]

Capacitação de Cooperativas de Reciclagem de Lixo – [LASSU/PCS/USP – Laboratório de Sustentabilidade do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais Escola Politécnica – Universidade de São Paulo (USP)]

Centrais de Flagrantes – novo sistema de gestão – [Polícia Civil do Estado de São Paulo – DECAP -Departamento de Polícia Judiciária da Capital – Secretaria da Segurança Pública]

GGC Gerenciamento Gerontológico do Cuidado- Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia- IPGG – [Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG) José Ermírio de Moraes - Secretaria da Saúde]

Kit Escolar para Alunos a da Rede Estadual de Ensino – [Secretaria da Educação e Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE)]

Plano de Contenção de Custos do CDP Sorocaba – [Centro de Detenção Provisória de Sorocaba - Secretaria da Administração Penitenciária]

Projeto Desconstruindo a Violência – [Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania da Secretaria da Administração Penitenciária]

Retorno de Investimento com Formação de Pessoal – [CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]

Sistema de Proteção Escolar – [Secretaria de Estado da Educação e Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE)]

Teatro de Fantoches Educando para o Trânsito – [Polícia Militar - Secretaria da Segurança Pública]

Menções Honrosas

A Evolução da Concessão do Passe Escolar – [EMTU/SP - Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo]

Ambiente de Pagamentos – [Coordenação de Administração Tributária - Secretaria da Fazenda]

Educar para o Trânsito é Educar para a Vida – [3ª Companhia do 2º Batalhão de Policiamento Rodoviário - Secretaria da Segurança Pública]

Gestão de Paciente de Alto Risco Cirúrgico – [Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) – Iamspe – Instituto de Assistência Médio do Servidor Público Estadual]

Laboratório de Baciloscopia da Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região do Vale do Paraíba e Litoral – Corevali – [COREVALI- Coordenadoria Região do Vale do Paraíba e Litoral - Secretaria da Administração Penitenciária]

Logística Hospitalar em Hospital Terciário – [Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia - Secretaria da Saúde]

O Policiamento Rodoviário na solução de problemas indígenas – Case Aldeia Indígena Pindo-Ty – [3º Pelotão da 2ª Cia do 1º Batalhão de Polícia Rodoviária - Secretaria da Segurança Pública]

Programa de Contratações Públicas Sustentáveis – [Secretaria de Gestão Pública – SGP]

Dos projetos que eu julguei e que foi ganhador, gostaria de destacar o Projeto Chama Segura, uma campanha de educação pública que tem como principal objetivo aumentar a segurança comunitária, e exercer a presença do Estado nas comunidades mais carentes. Desenvolvido em parceria com a Liquigás, o projeto consiste na divulgação de atitudes e conceitos sobre segurança evitando diversos acidentes, especialmente com o manuseio e uso diário de GLP. É realizada uma palestra demonstrativa de como manusear corretamente o equipamento e a troca gratuita dos kits de instalação de botijões, compostos por regulador de pressão, mangueira para condução do GLP e um par de abraçadeiras.

Os bombeiros educadores, equipe com treinamento específico para transmitir à população informações sobre prevenção, vão nas comunidades de baixo poder aquisitivo ministrar palestras sobre a forma correta de manusear os botijões de GLP, aproveitando para transmitir outras informações sobre segurança doméstica, com a distribuição de folhetos educativos. Após a palestra, as pessoas atendidas entregam seus kits usados/vencidos, e que, em grande parte das vezes, esta fora da conformidade com as normas de segurança. Além do aspecto educativo da campanha, vale ressaltar o seu caráter preventivo, tendo em vista a substituição de um kit sem condições de uso, não raro em péssimo estado de conservação, por um kit novo e seguro, preservando-se assim, a vida, a saúde e o patrimônio da comunidade. Os vazamentos e acidentes com GLP não costumam ter como causa o botijão, a maior parte das ocorrências é causada pelo uso inadequado, pelo posicionamento em local de risco ou por más condições do kit de instalação. Os botijões, quando utilizados corretamente, com kits certificados pelo Inmetro, dentro prazo da validade e em boas condições de manutenção, são equipamento seguros, com baixo risco de acidentes. Infelizmente a cultura da prevenção ainda é baixa no Brasil e não existe a massificação das informações corretas sobre o produto GLP.

A maior parte população não tem informações básicas e simples como o prazo de validade dos kits de instalação que é de cinco anos ou que o gás, quando acumulado em um ambiente, pode explodir com qualquer fagulha. Não são raros os acidentes causados pelo desconhecimento das características do produto, resultando em perdas materiais e, por vezes, em perdas de vidas. Os principais focos deste tipo de acidente são comunidades de baixa renda, onde, somada à falta de informação, a impossibilidade financeira para adquirir equipamentos novos, porém a necessidade básica do uso de GLP para fazer a alimentação diária da família.

Além disto, comunidades carentes costumam apresentar características habitacionais propícias à propagação de fogo: residências muito próximas, material construtivo de fácil combustão, locais de difícil acesso, acúmulo de madeira, papelão etc. É importante ressaltar que incêndios em algumas comunidades localizadas sob viadutos/pontes, podem danificar a estrutura de sustentação, prejudicando o trânsito local e, aumentando gastos públicos para recuperação destas estruturas, atendimento de ocorrências e a impossibilidade de avaliarmos acidentes pessoais e principalmente a vida humana. No ano de 2010, foram registradas 2.859 ocorrências com GLP no estado de São Paulo, das quais 11% resultaram em incêndios.

O Projeto Chama Segura já retirou mais de 5.000 kits irregulares de circulação nos oito meses do projeto, capacitou a população para o uso correto do GLP, estimulou a cultura da prevenção e ampliou a segurança comunitária a se tornar mais efetiva no controle do risco. Através de um contato com a liderança da comunidade escolhida, é agendado o dia, o Corpo de Bombeiros e a liderança local executarão a ampla divulgação prévia da ação. No dia marcado a equipe vai até o local ministrar as palestras e fazer a troca dos kits. Depois assistir à palestra, as pessoas entregam o kit antigo e recebem o novo kit e um manual de segurança. O material recolhido será revendido como sucata para as fábricas de reguladores para serem reciclados. Desta forma, todo o material recolhido será reaproveitado, transformado em reguladores novos, garantindo que não haverá desperdício de material, nem descarte de material contaminado.

Enfim, o projeto teve como foco a proteção do ser humano, da vida e, sobretudo, atuou diretamente sobre uma necessidade básica da população que é a segurança. A disseminação da informação e a coleta dos kits antigos são ações efetivas para redução do risco. O Corpo de Bombeiros estima que no decorrer dos próximo anos, com a manutenção e expansão do projeto sejamos capazes de reduzir a quantidade de acidentes, salvando vidas e reduzindo o custo do Estado com a mobilização das equipes, além do atendimento a vítimas de incêndios causados por acidentes com GLP.

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Reciclagem: o que fazer com mais de 140 bilhões de bitucas de cigarro descartadas no Brasil por ano?

NBR ISO 19011: as diretrizes para a auditoria de gestão
Comparada com a primeira edição da norma publicada em 2002, que se aplicava apenas à ISO 9001 e ISO 14001, o escopo da ISO 19011:2012 – Diretrizes para auditoria de sistemas de gestão – foi expandido para refletir o pensamento atual e a complexidade de auditoria padrão de múltiplos sistemas de gestão. Ela vai ajudar as organizações a otimizarem e facilitarem a integração de seus sistemas de gestão e facilitar uma auditoria única. Clique para mais informações.

bitucaA mudança de hábito do brasileiro no que se refere ao microlixo (tipo de resíduo formado por itens de pequeno tamanho, como papel de bala, bituca de cigarro e goma de mascar), ainda caminha a passos curtos. Dizer que esse tipo de material, quando descartado de forma inadequada, resulta em inúmeros problemas nas grandes cidades, como enchentes, já ultrapassou aquilo que podemos chamar de clichê. Essa é uma questão bastante lembrada em épocas de chuva, quando as regiões que sofrem com alagamentos ficam mais vulneráveis.

Porém, o microlixo é um tema que merece estar na pauta diária de cada cidadão, uma vez que, de acordo com o Sindifumo-SP (Sindicato da Indústria do Fumo do Estado de São Paulo), mais de 140 bilhões de cigarros são consumidos anualmente no Brasil, apenas no mercado legal. E boa parte destes cigarros depois de fumados tem destino certo: o meio ambiente. Um dado bastante negativo, mas com uma solução muito positiva: apesar das mais de 700 substâncias tóxicas, incluindo metais pesados como mercúrio, chumbo e cádmio, as bitucas podem ser recicladas. “A tecnologia atual permite que elas sejam facilmente transformadas em papel ou adubo”, esclarece Leandro Gouveia, gerente de comunicação da Recicleiros. No ano passado, a empresa coletou mais de 100 kg de bitucas, mas com a ampliação do projeto a expectativa é terminar 2012 com, no mínimo, 200 kg recolhidos.

Com base nessa problemática é que em 2007 a Recicleiros iniciou uma ação com o objetivo de conscientizar as pessoas em relação ao descarte do microlixo no meio ambiente. Nascia, então, o projeto Bota Bituca (www.botabituca.com.br), uma espécie de cinzeiro, feito com garrafas PET recicladas, e que pode ser facilmente carregado no bolso ou na bolsa. “O bota bituca é uma ferramenta. A causa que está por trás dele é a conscientização da população sobre o microlixo. Ter criado a ferramenta foi consequência de estudos que fizemos para entender a motivação que faz com que centenas de milhões de pessoas joguem os filtros de cigarro indiscriminadamente por aí. Criamos uma solução simples e eficiente, alinhada com o conceito de diversas organizações ao redor do mundo que entendem a relevância ambiental dos cinzeiros portáteis”, explica Erich Burger, sócio-diretor e fundador da Recicleiros.

Diferentemente dos demais cinzeiros portáteis que primam pela estética, por estampas diferenciadas, entre outras questões que têm no design sua principal inspiração, o Bota Bituca tem na eficiência seu maior diferencial. Simples, ergonômico e funcional, é possível colocar bitucas acesas em seu interior. Além de apagar em segundos, o objeto não deixa o cheiro do cigarro escapar, preservando seu nariz, sua bolsa e sua roupa. Desde que o projeto foi, literalmente, para as ruas, a empresa social Recicleiros tem feito diversas intervenções para combater a poluição deste tipo de resíduo, lançando, inclusive, a campanha I Bin It. “Queríamos um termo forte, universal e simples, com isso criamos a expressão I Bin It que traduzindo é ‘Eu jogo no Lixo’. Desenvolvemos um pôster que ilustra bem o conceito da campanha onde o símbolo do Power tem a função de instigar e fazer com que as pessoas se conscientizem sobre o grande problema que é o microlixo”, explica Burger. O pôster deu origem a um pequeno adesivo que pode ser colado no carro, no caderno, no celular e outros lugares para mostrar que mesmo aqueles que não sejam fumantes podem aderir à causa contra o microlixo. Além disso, o Bota Bituca conta com o apoio de diversas personalidades do esporte, da música e das artes. Até hoje já foram distribuídos mais de 400 mil Bota Bitucas por todo o Brasil, em ações de conscientização da população nas ruas, eventos musicais e esportivos. Para adquirir o Bota Bituca, basta acessar o site e comprar pela internet. O pack com cinco unidades custa R$20,00, com 10 unidades sai por R$32,00 e com 80 unidades, R$168,00.

O que fazer com os restos de kevlar

coleteCriado pela DuPont em 1970, que detém a marca registrada do produto, originalmente, foi desenvolvido como um substituto para o aço em pneus radiais. Agora, tem sido usado em uma ampla gama de aplicações, desde pneus de bicicletas, barcos e caiaques até linhas de ancoragem e outras aplicações subaquáticas, além de roupas estilo armadura para fins militares e de segurança. O kevlar é uma aramida, um termo inventado como abreviatura de poliamida aromática. A composição química do kevlar é poli n-fenileno e é mais propriamente conhecido como uma para-aramida. Aramidas pertencem à família dos náilons, contudo os comuns, como náilon 6,6, não têm propriedades estruturais muito boas, de modo que a distinção de para-aramida é importante.

Para Márcio Manique, gerente de vendas e marketing da empresa, quando a manta de kevlar for confeccionada com o acréscimo de resina termoplástica, a recomendação da DuPont é que os restos do produto sejam incinerados, uma vez que a mistura não permite a reciclagem do fio. O processo de incineração deve ser requisitado a órgãos ambientais como a Cetesb, em São Paulo, que dará orientação para que a empresa de blindagem localize os endereços de fornos especiais para agendar esse trabalho. No entanto, explica Márcio, para os casos nos quais o Kevlar é usado em seu estado puro, ou seja, sem qualquer acréscimo de substância na confecção da manta, a DuPont realiza a coleta para reciclagem.

A ação faz parte de um programa de sustentabilidade da companhia para otimizar o uso de Kevlar em outros tipos de produtos para o segmento automotivo. Dessa forma, a Du Pont informa que se responsabiliza pela reciclagem das sobras de Kevlar em seu estado puro, ou seja, sem acréscimo de resina termoplástica. No trabalho das blindadoras, as sobras são comuns na confecção da blindagem Nível 3-A. Assim, as empresas blindadoras podem solicitar a coleta das sobras pela DuPont, que encaminhará o material para uma indústria que o transformará num subproduto chamado de polpa de Kevlar, que pode ser usada na fabricação de pastilhas de freio, devido ao seu alto desempenho, resistência e ausência de elementos tóxicos na fibra. A DuPont também realiza um trabalho forte junto às empresas responsáveis pela confecção das mantas para otimizar o corte do tecido, reduzindo assim perdas e desperdícios por parte dos blindadores. Como se sabe, no sistema de blindagem Armura as peças são pré-moldadas, isto é, são produzidas na fábrica e apenas encaixadas nas carrocerias dos automóveis, justamente para minimizar os desperdícios e sobras.

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