Questionando o sistema de metas e bônus de vendas

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Eduardo Moura

O sonho de todo gerente comercial é ter uma equipe de vendas altamente eficaz, que se empenha diariamente para vender mais e mais. E a ferramenta padrão largamente praticada para isto é estabelecer quotas ou metas agressivas de vendas para cada indivíduo, concedendo prêmios ou bônus para os que conseguem cumprir tais metas. Todo mês, este sistema impõe uma forte pressão para que cada vendedor atinja as metas, já que seu salário, emprego e possibilidade de promoção dependem muito fortemente de tal esforço mensal de superação.

Mas, apesar da “boa intenção” de aumentar continuamente as vendas, esse sistema traz em seu bojo algumas características perversas que produzem efeitos negativos bem conhecidos. Alguns exemplos: a típica competição destrutiva entre vendedores, que fazem uso das mais criativas tramóias para “passar a perna” nos colegas; a “sonegação” de informação que poderia fazer com que todos vendessem mais; vendas forçadas que não são as melhores opções para os clientes; o clássico acúmulo de pedidos no final do mês, sobrecarregando a produção, e o correspondente vazio de pedidos no início de cada mês; etc.

Isso sem mencionar que, a cada mês, necessariamente se produzem vários perdedores (aqueles que não cumpriram as metas, e que não têm a mínima idéia do porquê isso aconteceu) e uns poucos vencedores (os quais cumpriram a agressiva meta, mas igualmente não são capazes de explicar exatamente porquê). Em suma: apesar de “bem intencionada”, a loteria mensal provocada por este sistema é irremediavelmente injusta.

questionando-o-sistema-de-metas-e-bonus-de-vendasSerá esta a única ou melhor maneira de garantir o empenho de cada vendedor? Ou será que existe alguma maneira superior de assegurar uma equipe motivada e comprometida em vender mais, sem produzir aqueles efeitos indesejáveis? O caminho para resolver esta questão passa por identificar pelo menos alguma premissa inválida, tacitamente assumida pelos praticantes desse sistema. Bem, refletindo um pouco, é possível identicar não apenas uma, mas várias premissas inválidas que atualmente dão sustentação ao sistema de quotas de venda.

Por questão de espaço, vou discutir apenas uma delas: a de que é preciso impor metas ou quotas de venda porque “as pessoas são naturalmente apáticas e acomodadas, e jamais se mobilizariam para vender se não as ameaçamos financeiramente”. É claro que não é politicamente correto declarar isso abertamente, mas tal premissa está de fato bem arraigada lá no fundinho das mentes de executivos e gerentes.

Este é o “caminho do estômago”, que ameaça: “Se você não vender, não receberá o seu sustento”. É um caminho fácil e cômodo para a gerência, mas está fundamentado num profundo desrespeito às pessoas e também na completa falta de entendimento sobre a variabilidade de processos, e como interpretá-la corretamente. Explico brevemente estes dois pontos…

Em primeiro lugar, é preciso reconhecer que o volume de vendas registradas por um indivíduo é uma variável aleatória, isto é, um resultado final que depende não apenas do esforço individual do vendedor, mas principalmente de inúmeras outras variáveis envolvidas no processo de vendas, entre as quais estão as características do produto e o que elas representam para cada cliente contactado, o nível de treinamento e recursos de venda dados ao vendedor pela empresa, o acaso de encontrar clientes com necessidades particulares, a contribuição de outras pessoas da empresa para poder fechar a venda, a conjuntura do mercado em geral e de regiões específicas, et cetera, et cetera, etc.

Ora, atribuir a um indivíduo o atingimento de uma meta arbitrariamente imposta, e premiar só a ele por isso, é fazer vista grossa à realidade da variação estatística, e constitui-se uma injustiça para com as demais pessoas envolvidas no processo de vendas. Em segundo lugar, o caminho do estômago desrespeita as pessoas porque nega e destrói a motivação intrínseca, isto é, o desejo e o direito que cada ser humano tem de sentir prazer pelo trabalho que realiza, não porque foi obrigado a reagir diante de uma ameaça, mas porque o fruto do seu trabalho expressa sua competência, sua ciência e arte, sua própria essência, e produz na pessoa algo que não tem preço: o inefável prazer de haver realizado algo de valor para outras pessoas. Ora, atribuir valor monetário a um tão nobre sentimento é algo realmente ofensivo, desrespeitoso e destrutivo (infelizmente falta espaço aqui para desenvolver melhor estes pontos, mas sugiro ao leitor interessado a leitura de W.E. Deming).

Sei que ao ler tais considerações, alguém de perfil pragmático, orientado ao “bottomline” do negócio, vai pensar que tudo isso não passa de romantismo. Mas considere por um momento a possibilidade de colocar a serviço da empresa essa energia fantasticamente poderosa que leva pessoas a dedicarem um tempo precioso de suas vidas em trabalho social voluntário, sem ganhar um tostão por isso, só para ver a expressão de gratidão de alguém necessitado.

Alí ninguém rosna ameaças, não é necessário nenhuma meta agressiva, não se distribuem bônus. E no entanto paira no ar uma força contagiante! Esse é o “caminho do coração”, que diz: “Faça a coisa certa, e bem feita, e sinta-se bem em seu interior”. O único problema é que o caminho do coração não é cômodo e fácil como o caminho do estômago…. Requer uma profunda reflexão, mudar a maneira de ver as pessoas, passar a dar-lhes real valor, destronar paradigmas gerenciais ultrapassados e tomar ações concretas para transformar as políticas e práticas da empresa. E ainda por cima enfrentar o ácido e cético questionamento de mentes corrompidas pelo atual sistema. Isso não é pra qualquer um…

Concluindo, e pra não dizer que fiquei só na teoria, seguem algumas sugestões práticas rumo ao caminho do coração: invista tempo para discutir com sua equipe os benefícios e soluções que cada produto traz para os clientes e suas necessidades específicas; amplie a visão dos profissionais sobre a empresa como um todo, e sua relevância para a sociedade; cultive o espírito de equipe; valorize a individualidade, mas elimine as práticas que reforçam o individualismo.

Substitua o sistema de recompensa monetária individual por um sistema de recompensa coletiva sobre o volume global de vendas de cada região ou sucursal; e institua um sistema de reconhecimento individual baseado no cumprimento de critérios (e não de metas), pois assim todos podem ser vencedores. Reconheça o desempenho excepcional, a partir de uma interpretação estatística do volume individual de vendas.

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial – emoura@qualiplus.com.br

Pequenas atitudes reduzem os riscos de ataques dos cyber criminosos

CURSO PELA INTERNET

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – Disponível pela Internet – Ministrado em 22/05/2014

O curso visa a orientação de todo o pessoal envolvido no Projeto, na Construção, na Aprovação de Licenças e na Fiscalização de Instalações voltadas para o Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis.

Especialista indica algumas ações simples que ajudam na proteção de dados

O ataque cibernético é uma das maiores preocupações dos usuários de computador e dispositivos móveis. Mesmo com adoção de uma solução antivírus eficaz, as tentativas de roubo de dados bancários e pessoais assombram até os usuários mais experientes e também profissionais que atuam em Segurança da Informação. Isto porque diariamente surgem novos tipos e variações de códigos maliciosos e os criminosos não se cansam de utilizarem diversas formas de realizar seus ataques.

No entanto, medidas simples podem ajudar muito nesta eterna batalha contra os ataques virtuais, como conta Emanoel Souza, diretor da FirstSecurity, distribuidora da G Data.O especialista listou algumas delas:

Bloqueio do computador – Se for necessário deixar o PC ligado e precisar se ausentar do ambiente é aconselhável bloquear o sistema. Os criminosos sempre se utilizam das oportunidades. Um PC trabalhando sozinho pode ter o efeito de um convite para alguém mal intencionado bisbilhotar o sistema para obter dados pessoais.

Adequação das configurações de segurança – Muitos componentes do computador, tanto do sistema operacional como de aplicativos, oferecem possibilidades de configuração para diferentes níveis de segurança. Nem sempre as configurações de segurança padrão são selecionadas pensando especialmente na segurança. Vale a pena verificar as configurações e ajustá-las para cada tipo de situação. Caso se sinta sobrecarregado com as inúmeras possibilidades de configuração, solicite o conselho de um especialista.

Desligar o computador ou desconectar a conexão de rede – Se não for utilizar o seu sistema por um tempo mais longo, pense em desligá-lo totalmente ou desconectar a conexão de rede. É muito confortável ficar online o tempo todo, mas um PC que não está pendurado na rede, ou seja, que está desligado, não pode ser atacado.

Fazer backup – A perda ou roubo de dados e informações pessoais e de negócios cria aborrecimentos diversos. É prudente realizar cópias de backup do sistema, aplicações e arquivos diariamente. Mesmo sem um ataque iminente, existe, a todo momento,o risco dos dados serem perdidos, seja em decorrência de uma queda de luz, defeito de hardware, raios ou outros eventos não esperados. Utilize produtos que permitem backups automáticos e regulares em todos os formatos de mídias de dados comuns. As mídias de backup devem ser guardadas em um local seguro. Como alternativa, os backups também podem ser feitos online (em nuvem), onde o reduzido risco residual da perda ou dano das mídias de backup também pode ser diminuído.

O especialista também sugere que o usuário mantenha seu sistema operacional, aplicativos de software e de segurança sempre atualizados, com a mais recente versão. “Não se pode brincar com segurança e mesmo que se invista um pouco a mais de seu orçamento para isso, vale a pena e é uma forma inteligente de se evitar ser vítimas dos criminosos cibernéticos”, destaca o especialista.

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As universidades e as montadoras mais reclamadas

PALESTRA GRATUITA

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A Target (www.target.com.br) está oferecendo às universidades, faculdades, associações, empresas, etc. uma palestra gratuita:

A IMPORTÂNCIA DA NORMALIZAÇÃO BRASILEIRA

O objetivo é passar conhecimento e disseminar o uso das normas técnicas, pois isso é fundamental para a competitividade brasileira. O palestrante é o engenheiro Cristiano Ferraz de Paiva

A programação inclui:

Objetivos da Normalização

O fórum nacional de Normalização – ABNT

A posição institucional da ABNT

A observância das Normas Técnicas Brasileiras (NBR)

Estrutura do Sinmetro

A função da Normalização no quadro institucional brasileiro

Jurisprudência nos tribunais quanto à obrigatoriedade das normas técnicas

Para agendar, basta entrar em contato comigo e verificar qual a melhor data para a realização do evento, sem custos para a instituição: hayrton@uol.com.br ou 11 99105-5304.

Requisitos: auditório ou um local para a realização do evento, projetor ou data show.

O Procon-SP fez, pelo segundo ano consecutivo, levantamento com as principais queixas das universidades paulistas. Mais uma vez o Grupo Uniesp e a Anhanguera Educacional são os dois primeiros colocados, enquanto a Uninove subiu uma posição, ocupando o terceiro lugar.

Juntas, as três instituições respondem por cerca de 64% das reclamações gerais: 750 das 1.171. Em relação a 2013, o número total apresentou aumento, com 42 casos a mais. Em quase metade dos casos, o principal problema se refere a cobrança. Outras demandas recorrentes como o não fornecimento de documentos escolares, problemas com contrato e prestação de serviços totalizam 48% das reclamações.

A média do índice de solução de problemas dessas universidades é de 73%. Para o Procon-SP, a taxa de solução ideal é acima de 95%. A instituição com o desempenho mais baixo, Anhembi Morumbi, resolve apenas 53% das reclamações e a Anhanguera Educacional, segunda colocada, 54%. Os dados foram coletados entre janeiro e setembro de 2014 e reuniu dez instituições de ensino superior.

universidades

Também, a instituição reuniu as dez montadoras mais reclamadas, entre janeiro e agosto de 2014. Foram, ao todo, 299 casos registrados no órgão. O principal problema – 61% das reclamações – referem-se a algum tipo de defeito no veículo.

Embora sejam as últimas colocadas desse ranking, Peugeot Citroen e Toyota deixaram de resolver 75% das reclamações encaminhadas. A média do índice de resolução das empresas também é baixo: apenas 47,1%. Para o Procon-SP, o número ideal de solução é acima de 95%.

montadoras

Como poupar energia elétrica

 PRÓXIMOS CURSOS
 
 

Consumidor pode economizar mais de R$ 1.200 ao tomar medidas simples em sua casa

Com a chegada do horário de verão, que começa neste domingo, 19 de outubro, o Inmetro dá dicas para quem quer poupar sem ter de abrir mão de ventiladores e ar condicionado: trocar as lâmpadas, desligar aparelhos em stand by e optar por produtos eficientes, classificados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), são algumas delas. Juntos, podem representar uma economia média de R$ 1.212 ao ano – cálculo feito com base em uma casa de dois quartos, com refrigerador, televisão na sala, máquina de lavar, três ventiladores de teto, um chuveiro elétrico e um ar condicionado e pontos de luz em todos os cômodos.

“A primeira dica é aproveitar luminosidade natural durante o horário de verão, reduzindo o tempo de acendimento de lâmpadas. Inclusive, trocar as lâmpadas incandescentes por fluorescentes proporciona uma economia média de R$ 310 por ano. Agora, se o consumidor for comprar um aparelho novo, é importante levar em consideração a etiqueta de eficiência energética, com a classificação de A a E feita pelo Inmetro, sendo A o mais e E o menos eficiente”, explica Marcos Borges, responsável pelo PBE.

Segundo Marcos, é possível comprar um produto novo somente com a economia gerada durante a sua vida útil. “Ao adotar uma escolha consciente ele induz o desenvolvimento tecnológico e a melhoria do produto. No caso das geladeiras de 300 litros, a economia é de R$ 100 por ano. Ao final de dez, o consumidor troca de aparelho somente com o que economizou. Comprar produtos classificados como A é sempre uma vantagem para o bolso”, ressaltou.
Confira algumas dicas do Inmetro para economia de energia:
Lâmpada incandescente: Pode parecer mais barata porque custa menos na hora da compra, mas, em geral, a fluorescente compacta é quatro vezes mais econômica e dura de oito a dez vezes mais. Em um ano, somente trocando as incandescentes por fluorescentes compactas equivalentes a economia é de cerca de R$ 310 (já incluindo o gasto com as lâmpadas novas, em um apartamento de dois quartos com 13 lâmpadas, por exemplo);

Geladeira: São classificadas quanto à eficiência energética. O modelo mais simples, de uma porta, classificado como ‘A’ em comparação a um classificado como ‘E’, representa uma economia de R$ 54 em um ano (em 10 a 12 anos, período médio de vida da geladeira, isso equivale, praticamente, a compra de uma nova). Em geladeiras maiores essa relação pode ser até superior. Um combinado, em média de 300 litros, pode economizar mais de R$ 100 por ano.
Boas dicas para manter sua geladeira eficiente: mantenha-a limpa, não seque roupas atrás do motor e verifique a borracha de vedação. E se a sua geladeira tem mais de 10 anos, comece a planejar a troca, pois ela começou a perder sua eficiência e começará a custar cada vez mais para funcionar.

Televisão: A etiquetagem de televisores refere-se ao consumo em modo espera (stand by). Um televisor ligado na tomada, em modo espera, pode gastar até R$ 2 por mês. Se somarmos todos os aparelhos de TV da casa, além do forno de micro-ondas e outros que ficam ligados direto na tomada e que possuem lâmpada em modo de espera (stand-by), a conta de energia pode aumentar bastante (cada aparelho gasta no mínimo R$ 1). Portanto, desligue seus aparelhos da tomada quando não for usar.

Chuveiro  elétrico: Esta etiquetagem é diferente pois, ao invés da eficiência energética, o Inmetro classifica a potência do aparelho. Ou seja, produtos menos potentes, que gastam menos energia elétrica, mas aquecem menos a água, são classificados nas faixas superiores da etiqueta (A, B, C). Já as mais potentes, que gastam mais energia e aquecem mais água, ficam nas classificações inferiores.
A diferença de um chuveiro B (menos potente disponível hoje no mercado) para um G (mais potente) é de aproximadamente R$ 9 por pessoa por mês, em média, em um banho de cinco a oito minutos. Em uma família de quatro pessoas, temos uma economia mensal de R$ 36, ou R$ 432 por ano.

Se você mora em uma região quente do país, um chuveiro A ou B ou C é suficiente para aquecer a água a uma temperatura confortável (lembrando que conforto é um conceito muito pessoal). Se você mora em uma região mais fria, chuveiros E, F e G, em tese, seriam mais adequados. Banhos não devem durar mais que oito minutos. Mais que isso, é desperdício de água e energia, que pesam no bolso.

Em dias mais quentes, use o chuveiro no modo “verão” ou potência mínima. Um chuveiro classificado como ‘D’, bastante comum em uma cidade como o Rio de Janeiro, consome em média 23 kWh/mês. Multiplicando pela tarifa média no Brasil (R$ 0,50 o kWh), o gasto aproximado é de R$ 12 por pessoa, em cada mês. Uma família que utiliza o aparelho na posição ‘verão’ gasta a metade deste valor.

Condicionador de ar: para iniciar o uso, feche as portas do ambiente, ligue no máximo e espere refrigerar. Depois, pode diminuir a intensidade de refrigeração para manter a temperatura confortável. É importante não deixas as portas abertas e, se não estiver usando o ambiente, desligue o aparelho.

economia

 

Caracterização do semiárido brasileiro

Naidison Baptista e Carlos H. Campos

O semiárido brasileiro começa, aos poucos, a ocupar o lugar que lhe cabe no cenário nacional. Políticas públicas são implantadas, algumas a favor da maioria do seu povo, outras ainda favorecem alguns poucos. A região semiárida brasileira é a maior do mundo e tem uma área de 982.566 km², que corresponde a 18,2% do território nacional, 53% da região Nordeste e abrange 1.133 municípios.

A população do semiárido é de cerca de 22 milhões de habitantes e dela faz parte a maior concentração de população rural do Brasil. A expressão semiárido indica que se trata de uma região com características que se aproximam da aridez. As razões para isso são várias, especialmente os modos humanos de explorar a terra que a tornaram semiárida, aliados à escassez de chuva e ao limitado sistema de armazenamento de água da chuva.

Simbolicamente, o semiárido é um espaço novo cuja construção social difere da expressão Nordeste, Sertão ou Norte. Por ser novo, é menos carregado de preconceitos e configura uma imagem positiva que não se afirma como negação ou oposição, mas como um lugar simbólico. Sem dúvida, a associação de Semiárido à ideia de convivência é uma das razões mais consistentes para essa imagem positiva.

A natureza no semiárido brasileiro é rica e diversa. A caatinga, que ocupa a maior parte do semiárido, é o único bioma exclusivamente brasileiro e apresenta enorme variedade de paisagens, com riqueza biológica e endemismo, mas sofre com a sua continua devastação. Quando se fala de semiárido logo vem à mente questões que o associam à água, chuva e seca.

Normalmente, se afirma que não chove o suficiente, o que é uma verdade relativa, pois existem diferenças marcantes do ponto de vista da precipitação pluviométrica anual de uma região para outra. O semiárido brasileiro é o mais chuvoso do mundo, porém, as chuvas são concentradas em poucos meses e mais de 90% de suas águas não são aproveitadas em virtude da evaporação e do escoamento superficial.

A maioria dos problemas ligados à seca não são de ordem divina ou da natureza, mas sim decorrentes de opções políticas de homens e mulheres que dirigem os destinos do semiárido. Muitas políticas adotadas têm gerado ou não têm enfrentado os problemas da concentração da terra, da água, do saber, de oportunidades e da renda nas mãos de poucos.

Em muitos casos, ainda hoje, as únicas políticas oficiais destinadas à região são aquelas denominadas de combate à seca, voltadas às grandes obras, normalmente destinadas aos mais ricos e vinculadas ao assistencialismo aos mais pobres, como doações, distribuição de víveres e carros-pipa. Essas políticas nunca tiveram, nem têm objetivo de resolver os problemas do povo. Aparecem como atos de bondade, mas são criadas e mantidas para garantir que o semiárido e seu povo permaneçam sem vez e sem voz, para manter no poder as mesmas pessoas e grupos oligárquicos, através da compra de votos.

Há, ainda, outras ações que dificultam a resolução dos problemas do semiárido, como a educação escolar proporcionada aos filhos e filhas dos agricultores/as. Quase sempre é uma educação descontextualizada, que estimula nas crianças a mentalidade de que na roça e no semiárido não há possibilidade de vida e que a cidade é a alternativa. Quem vive no semiárido e quem o estuda encontra, ao invés de um povo incapaz, pessoas lutadoras, criativas, fortes, resistentes, esperançosas e solidárias. Encontra centenas de experiências e iniciativas, através das quais o povo se mantém vivo e forte.

Nas últimas décadas, pela ação de diversos atores sociais vem sendo gerada uma concepção alternativa à do combate à seca no semiárido, baseada na compreensão: que seu povo é cidadão; que seca não se combate; que é possível conviver com a semiaridez; que a região é viável; que uma sociedade justa se constrói com equidade de gênero e o protagonismo das mulheres; e que a educação contextualizada é fundamental na valorização do conhecimento do povo na convivência com o semiárido.  Nasceu, assim, a perspectiva da convivência com o semiárido.

Entre muitas práticas e iniciativas que já estão ou que podem concretizar alternativas de convivência com o semiárido encontram-se: a necessidade da reforma agrária e da regularização fundiária; o plantio de espécies resistentes que vivem com pouca água; a criação de animais adaptados; o desenvolvimento e adoção de tecnologias que possibilitam a captação de águas das chuvas; as experiências de créditos comunitários e oficiais; a promoção da educação contextualizada nas escolas; evitar a implantação de obras faraônicas; a criação de mecanismos de partilha da água; a educação para a conservação do solo, da caatinga, das águas, da biodiversidade e da vida no semiárido; as políticas de assistência técnica agroecológica; e a organização do processo produtivo com base nos princípios da agroecologia.

Uma das principais estratégias para a convivência com o semiárido é dinamizar uma cultura de estoque. A primeira água inclui estocar água para o consumo humano, por meio de cisternas de 16 mil litros próximas das casas dos agricultores/as. A segunda é a água para a produção animal e vegetal, que conta com várias tecnologias, como as cisternas calçadão, tanques de pedra, barreiros trincheira e outras. A terceira água é a água para a comunidade, para usos não contemplados pelas estratégias anteriores. Por fim, a quarta água é a da emergência, para secas maiores. Nesse caso conta-se com poços artesianos, aguadas mais fortes e barragens maiores.

Uma estratégia chave da convivência com o semiárido consiste em se guardar os alimentos para as pessoas e para os animais. Isso inclui em garantir sistemas simples de armazenamento de grãos para o consumo e de sementes para o plantio, bem como a manutenção de variedades de animais adaptados ao semiárido, apoiados em técnicas de ensilagem, fenação e no cultivo de plantas forrageiras. Para a ampliação de todas essas questões, duas coisas são fundamentais: a assistência técnica desenvolvida no Semiárido de modo sistêmico, realizada por órgãos governamentais e por organizações não governamentais, numa linha de universalização e baseada nos princípios da agroecologia; e crédito que sirva de base para a dinamização de todos os processos descritos, especialmente para viabilizar a cultura do estoque para as pessoas e para os animais.

Como se pode notar, o semiárido possui conhecimentos, estratégias e ações que, à medida que vão sendo implementados e fortalecidos, ajudam a gerar vida digna para seu povo. Como será tratado mais adiante, algumas dessas ações já foram transformadas em políticas enquanto outras ainda estão longe disso. O caminho da convivência, no entanto, exige que tais práticas ainda localizadas se transformem em políticas públicas e sejam universalizadas.

Naidison de Quintela Baptista é mestre em teologia, com graduação em filosofia, teologia e educação, presidente do Consea Bahia e conselheiro do Consea Nacional; e Carlos Humberto Campos é graduado em sociologia, membro da equipe técnica da Cáritas Brasileira – Regional do Piauí e membro da Coordenação da ASA Brasil.

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

R$ 63,90

Capa da publicação E1324

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT está diretamente ligada à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Mais informações: https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

A importância da inteligência emocional no mundo corporativo

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Filtros de Harmônicos em Sistemas Industriais – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

NR 10 – Atendendo às exigências do Ministério do Trabalho – Reciclagem Obrigatória – A partir de 3 x R$ 264,00 (56% de desconto)

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Muito mais do que um bom currículo, as empresas procuram por profissionais equilibrados e capazes de lidar com situações difíceis do cotidiano.

Com cada vez mais informação, tarefas a serem realizadas e estresse no dia-a-dia, uma empresa, ao contratar um profissional, espera encontrar nele uma pessoa que seja competente em suas funções – mas que também saiba lidar bem com a pressão e demais problemas que possam vir a surgir no mundo dos negócios de forma equilibrada.

Muitas vezes, a falta de sensibilidade em se relacionar com os outros assim como não saber lidar com situações de desconforto prejudicam a imagem e o desempenho do indivíduo. “É nessa hora que o desenvolvimento da inteligência emocional no mundo corporativo torna-se quesito importante para que o profissional mantenha o seu bom nível e aprenda a lidar melhor com situações corriqueiras”, comenta Madalena Feliciano, diretora de projetos da Outliers Careers.

Resumidamente, inteligência emocional é a capacidade de administrar as emoções para alcançar objetivos. “Com isso, entende-se que as pessoas que sabem lidar com seus medos, inseguranças e insatisfações costumam ter maior êxito em seus cargos – e até em suas vidas”, explica a especialista.

Deixar o ambiente mais harmonioso com foco nos resultados e abusando da criatividade para resolver “pepinos”, o profissional que desenvolve a inteligência emocional conquista pontos com sua equipe de trabalho e com seu chefe. “Por natureza, o ser humano é predisposto a ser intuitivo e a seguir seus instintos, porém, ter uma inteligência emocional equilibrada significa ter um bom discernimento na hora das tomadas de decisão e tranquilidade e sabedoria na hora de buscar as melhores estratégias e caminhos para conquistar o seu objetivo”, exalta Madalena.

Saber agir emocionalmente com inteligência traz consigo diversas vantagens no dia-a-dia e no possível sucesso da carreira profissional. Resultados como promoções mais rápidas, resultados efetivos, um bom networking e maior facilidade em aprender coisas novas são apenas algumas das características conquistadas pelos profissionais que desenvolvem essa competência. “Quando em harmonia, o profissional enxerga os problemas e objetivos de outro ângulo, e isso faz com que ele torne-se um visionário, afinal, sabe como negociar, desenvolve melhor a sua intuição e escuta mais seus líderes e parceiros”, diz a coach.

Quando falta a inteligência emocional, o profissional acaba não aplicando a melhor solução, pois as emoções acabam influenciando o raciocínio – e isso pode resultar em prejuízos financeiros e até na perda de alguns profissionais para a empresa. “Ao administrar suas emoções você garante a si mesmo e aos seus próximos uma maior produtividade, felicidade e realização própria. Viver de maneira equilibrada é a melhor solução para os problemas”, conclui Madalena.

Colchões e colchonetes são obrigados a cumprir as normas técnicas e devem ter a marca do Inmetro

O Inmetro realizou, em todo o país, por meios de seus órgãos delegados, a Operação Especial Morpheus que verificou no comércio, em empresas fabricantes e importadoras de colchões e colchonetes de espuma flexível de poliuretano se os produtos atendem aos requisitos estabelecidos na regulamentação. Foram realizadas 647 ações de fiscalização, verificando-se 39.803 produtos.

O índice de irregularidade foi de 2,3 % (921 produtos). Empresas irregulares foram notificadas e serão penalizadas, com multas que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, de acordo com o artigo 9º, estabelecido na Lei n.° 9.933/99. Os produtos irregulares foram apreendidos e serão encaminhados à destruição, após esgotadas as possibilidades de recurso. Para o comércio, a ação teve caráter de advertência e acompanhamento de mercado, já que o prazo de adequação termina somente em 7 de fevereiro de 2015.

Desde fevereiro de 2014, os produtos somente podem ser comercializados, por fabricantes e importadores, estando em conformidade com a Portaria Inmetro nº 79/2011, que estabelece os requisitos técnicos de avaliação da conformidade para a fabricação do produto. Eles são obrigados a cumprir as normas técnicas no processo de sua fabricação.

A NBR 13579-1 de 07/2011 – Colchão e colchonete de espuma flexível de poliuretano e bases – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio para colchões, colchonetes e bases constituídos, parcial ou integralmente, por espuma flexível de poliuretano, devidamente revestidos, exceto os que possuem estrutura de molas. A NBR 13579-2 de 03/2011 – Colchão e colchonete de espuma flexível de poliuretano e bases – Parte 2: Revestimento estabelece os requisitos e os métodos de ensaio para os materiais têxteis utilizados como revestimento de colchões e colchonetes de espuma flexível de poliuretano e bases.

As dimensões totais da espessura, largura e comprimento, assim como da espessura da lâmina de espuma, devem ser verificadas conforme Anexo A. São admitidas tolerâncias com relação à largura e comprimento do produto acabado de ± 1,5 cm e para a altura de – 0,5/+ 1,5 cm, com base nas dimensões declaradas na etiqueta pelo fabricante.

A espessura mínima da lâmina do colchão ou colchonete, sem o revestimento, deve corresponder à medida especificada na Tabela 1, sendo admitida tolerância de ±0,5 cm, da espessura total e individual de cada lâmina. A soma das espessuras dos materiais que compõem o revestimento do colchão (infantil, geral, misto) não pode exceder 1/3 da altura total. Colchonete: a altura total não pode exceder 8 cm, inclusive com o revestimento. Conjugado e auxiliar: a soma das espessuras dos materiais que compõem o revestimento do colchão conjugado e auxiliar não pode exceder 1/3 da espessura da lâmina de espuma.

colchão 1

As espumas convencionais utilizadas na fabricação da lâmina central do colchão/colchonete devem corresponder aos requisitos estabelecidos na Tabela 2. As espumas hipermacias utilizadas em colchões compostos, na camada de toque (zona de conforto), devem corresponder aos requisitos estabelecidos na Tabela 3. As espumas macias utilizadas em colchões compostos, na camada de toque (zona de conforto), devem corresponder aos requisitos estabelecidos na Tabela 4. As espumas de aglomerado devem obedecer às propriedades descritas na Tabela 5.

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