Gases de Efeito Estufa (GEE)

geeOs GEE, em inglês GreenHouse Gas (GHG), envolvem a Terra e fazem parte da atmosfera. Esses gases absorvem parte da radiação infravermelha refletida pela superfície terrestre, impedindo que a radiação escape para o espaço e aquecendo a superfície do planeta. Para reduzir essas emissões as empresas podem obedecer a uma série de normas técnicas que especificam esses requisitos.

Atualmente são seis os gases considerados como causadores do efeito estufa: dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), clorofluorcarbonetos (CFCs), hidrofluorcarbonetos (HFCs), e hexafluoreto de enxofre (SF6). Segundo os especialistas, o CO2 é o principal culpado pelo aquecimento global, sendo o gás mais emitido (aproximadamente 77%) pelas atividades humanas.

No Brasil, cerca de 75% das emissões de gases do efeito estufa são causadas pelo desmatamento, sendo o principal alvo a ser mitigado pelas políticas públicas. No mundo, as emissões de CO2 provenientes do desmatamento equivalem a 17% do total.

O SF6 é o gás com maior poder de aquecimento global, sendo 23.900 vezes mais ativo no efeito estufa do que o CO2. Este gás é usado na indústria elétrica para aplicações em alta tensão, como em interruptores e disjuntores. Em conjunto, os gases fluoretados são responsáveis por 1,1% das emissões totais de gases do efeito estufa.

No Brasil, já foram publicadas algumas normas para disciplinar o assunto. A NBR ISO 14064-1 de 11/2007 – Gases de efeito estufa – Parte 1: Especificação e orientação a organizações para quantificação e elaboração de relatórios de emissões e remoções de gases de efeito estufa especifica princípios e requisitos no âmbito da organização para a quantificação e para a elaboração de relatórios de emissões e remoções de gases de efeito estufa (GEE). Inclui determinações para o projeto, o desenvolvimento, o gerenciamento, a elaboração de relatórios e a verificação de um inventário de GEE da organização. Se um programa de GEE for aplicável, as exigências desse programa são adicionais às exigências da NBR ISO 14064. Se um dos requisitos da norma impedir uma organização ou proponente de projeto de GEE de cumprir um requisito de programa de GEE, o requisito do programa de GEE tem prioridade.

A NBR ISO 14064-2 de 11/2007 – Gases de efeito estufa – Parte 2: Especificação e orientação a projetos para quantificação, monitoramento e elaboração de relatórios das reduções de emissões ou da melhoria das remoções de gases de efeito estufa especifica princípios e requisitos, e oferece orientação para a elaboração de projetos para quantificação, monitoramento e relato de atividades de redução de emissões ou melhoria da remoção de gases de efeito estufa. Inclui requisitos para o planejamento de um projeto de gases de efeito estufa, identificando e selecionando fontes, sumidouros e reservatórios de gases de efeito estufa relevantes para o projeto e o cenário de referência (linha de base), monitorando, qualificando, documentando e relatando o desempenho de projetos de GEE e administrando a qualidade dos dados. Se um programa de GEE for aplicável, as exigências desse programa são adicionais às exigências da ABNT NBR ISO 14064. Se um dos requisitos da norma impedir uma organização ou proponente de projeto de GEE de cumprir um requisito de programa de GEE, o requisito do programa de GEE tem prioridade.

A NBR ISO 14064-3 de 11/2007 – Gases de efeito estufa – Parte 3: Especificação e orientação para a validação e verificação de declarações relativas a gases de efeito estufa especifica princípios e requisitos e fornece orientação para aqueles que estão conduzindo ou administrando a validação e/ou verificação de declarações de gases de efeito estufa (GEE). Pode ser aplicada na quantificação organizacional ou de projeto de GEE (relatórios de GEE realizados de acordo com a ABNT NBR ISO 14064-1 ou NBR ISO 14064-2). Especifica também requisitos para selecionar validadores/ verificadores de dados, informações, sistemas de informações e controles de GEE. Se um programa de GEE for aplicável, as exigências desse programa são adicionais às exigências da ABNT NBR ISO 14064. Se um dos requisitos da norma impedir uma organização ou proponente de projeto de GEE de cumprir um requisito de programa de GEE, o requisito do programa de GEE tem prioridade.

Já a NBR ISO 14065 de 07/2012 – Gases do efeito estufa – Requisitos para organismos de validação e verificação de gases de efeito estufa para uso em acreditação e outras formas de reconhecimento especifica princípios e requisitos para organismos que realizam validações ou verificações de declarações de gases do efeito estufa (GEE). Ela é neutra a um programa de GEE. Se um programa de GEE for aplicável, os requisitos daquele programa de GEE são adicionais aos requisitos desta norma.

Por fim, a NBR ISO 14066 de 08/2012 – Gases de efeito estufa – Requisitos de competência para equipes de validação e equipes de verificação de gases de efeito estufa especifica os requisitos de competência para as equipes de validação e equipes de verificação. Complementa a implementação da NBR ISO 14065. Não está vinculada a qualquer programa de gases de efeito estufa (GEE) específico. Se um programa de GEE específico for aplicável, requisitos de competência deste programa de GEE são adicionais aos requisitos desta Norma. Os requisitos de competência da direção e pessoal de apoio são especificados na NBR ISO 14065:2012, Seção 6.

Enfim, o setor produtivo terá que buscar as informações de emissões de gases de efeito estufa (GEE) das indústrias nacionais para construção, acompanhamento e avaliação das futuras metas de redução de suas emissões aplicadas aos diversos setores industriais. Apesar da evolução na prática de elaboração e relato voluntário de inventários de emissões de GEE por parte do setor privado brasileiro, não há um banco de inventários de emissão consolidado e disponível para todos os subsetores da indústria nacional, tornando a análise das emissões algo parcial e subjetivo neste momento.

Assim, a elaboração de um Inventário de Emissões de GEE é o primeiro passo para que uma instituição ou empresa possa avaliar como as suas atividades impactam o meio ambiente e identificar estratégias para contribuir para o combate às mudanças climáticas. Conhecendo o perfil das emissões, qualquer organização pode dar o passo seguinte: o de estabelecer estratégias, planos e metas para redução e gestão das emissões de gases de efeito estufa, engajando-se na solução desse enorme desafio para a sustentabilidade global.

O uso da terra, a mudança de uso da terra e florestas é um setor fundamental da mudança climática, ao mesmo tempo responsável por significativo volume liberado de GEE e com papel e potencial importante na mitigação das mudanças climáticas. A agricultura ou o uso da terra é responsável sozinha por cerca de 14% do total de emissões antropogênicas globais de GEE e se espera que tenha grande crescimento nas taxas de emissão, causado principalmente por aumentos de renda e população. O desmatamento é responsável por outros 17%, definindo a contribuição desse setor em aproximadamente um terço das emissões globais totais.

O Brasil é um dos maiores emissores de gases do efeito estufa e é bem sabido que a maior parte das emissões brasileiras de GEE, que contribuem para o aquecimento global, vem de queimadas ligadas ao desmatamento do bioma amazônico, e não de combustíveis fósseis, principal culpado na maioria dos países. O Brasil sofre e ainda costuma sofrer pressões para conter a destruição da floresta equatorial amazônica.

O uso de energias não-renováveis, como as derivadas de combustíveis fósseis, que são responsáveis pelo acréscimo das emissões de gás carbônico na atmosfera, pode ser reduzido caso os indivíduos ajam de forma consciente no ato de consumo. Pequenas ações do dia-a-dia, como se locomover de bicicleta ou de transporte público (que queima menos combustível por pessoa transportada) têm grande efeito a longo prazo, principalmente se realizadas por muitas pessoas. Com o aquecimento global, a sustentabilidade do homem no planeta é que está ameaçada.

Se evitar, quando possível, o transporte movido a combustíveis derivados de petróleo, o consumidor consciente impede que uma grande quantidade de gás carbônico seja liberada para a atmosfera, contribuindo para a suavização do efeito estufa. Se um automóvel fica na garagem um dia por semana, deixa de emitir por ano 440 quilos de gás carbônico na atmosfera (considerando um trajeto de 20 quilômetros), o mesmo que uma árvore de porte grande leva cerca de 20 anos para conseguir absorver. Por isso, é recomendável que as pessoas prefiram a locomoção a pé e de bicicleta. Ou então, utilizem o transporte coletivo para distâncias mais longas, como ônibus e trens.

Inventário de GEE

nbsA NBS Cema, joint venture entra a NBS Consulting Group e a Cema Consultoria Ambiental, acaba de receber o selo ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getúlio Vargas, que tem como objetivo estimular a cultura corporativa para a elaboração e publicação de inventários de emissões de gases do efeito estufa. As empresas qualificadas para o Selo Ouro são aquelas que atenderam todos os requisitos obrigatórios referentes as normas e metodologias de contabilização de gases do efeito estufa internacionalmente aceitas e ainda, tiveram seus Inventários “verificados” por uma empresa de terceira parte independente de acordo com as regras do programa. No caso da NBS Cema, o inventário foi “verificado” pela ABS-QE, entidade certificadora internacional, de origem americana.

De acordo com Alessandro Santiago, diretor comercial do Grupo NBS, desde a primeira publicação dos inventário de 2008, quando o programa contava com apenas 23 empresas, até a publicação neste ano dos relatório de 2013, houve um aumento de mais de 400% no número de participantes, contando agora com 128 empresas. “Os inventários de 2013 representam cerca de 10% do total das emissões nacionais da indústria estimadas pelo governo federal e 18% do total da energia elétrica consumida no país, dados apresentados durante o evento de publicação dos inventário de 2013, pelo GHG, demonstrando serem bastantes significativos, complementou Santiago. O Selo Ouro foi uma conquista para a NBS que com tais iniciativas pretende ampliar seu entendimento do impacto das operações da organização neste processo, criando ações significativas, por exemplo, com uma melhor gestão da logística dos consultores nos projetos, permitindo não somente uma redução das emissões de carbono, mas também reduzindo os custos dos projetos com despesas de deslocamento.

Quando o bom atendimento vai virar obrigação?

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

NR 10 – Atendendo às exigências do Ministério do Trabalho – Reciclagem Obrigatória – A partir de 3 x R$ 264,00 (56% de desconto)

CEP – Controle Estatístico de Processo – A partir de 3 x R$ 165,00 (56% de desconto)

Entendendo e aplicando os conceitos de PPR e PPRO – A partir de 3 x R$ 165,00 (56% de desconto)

Stella Kochen Susskind

Por força do hábito e do próprio exercício profissional costumo ler as reclamações enviadas por leitores para as editorias Defesa do Consumidor dos principais veículos de comunicação nacionais. Eis que, na semana passada, a pergunta enviada por um leitor de um jornal brasileiro de grande circulação me chamou a atenção. Quando o bom atendimento vai virar obrigação? O consumidor em questão acredita que “ao escolher uma empresa para investir tempo e dinheiro, seja em produtos ou serviços, ela deveria se sentir privilegiada em atender ao consumidor” – coisa que, na percepção dele, não ocorre.

1StellaKochenSusskind_3Em duas décadas avaliando o atendimento ao consumidor no Brasil e na América Latina, por meio de pesquisas conduzidas com clientes secretos, ainda me surpreendo com a demora dos gestores de marcas e produtos em aprimorar o atendimento seja pelo respeito ao cliente, seja pelos 24 anos de vigência do Código de Defesa do Consumidor.

Há algo ainda mais grave nesse cenário. Tenho observado que os principais prejudicados pela ineficiência e desrespeito no atendimento são os consumidores das classes D e E – na prática, 24% da população do Brasil. E acredito que o desrespeito seja resultado da total ignorância, ou seja, os gestores pouco ou nada sabem sobre os hábitos de consumo e sobre o perfil desse consumidor. O poder de compra – cada vez mais crescente – e a posição que estão ocupando na economia merece ser melhor analisada.

Há pesquisas que defendem que o consumo da baixa renda se baseia no menor preço, ou seja, que esse cliente prioriza o preço em detrimento da qualidade. Não é bem assim. As pesquisas da Shopper Experience – sobretudo o estudo As marcas que mais respeitam o consumidor – mostram que o consumo nas classes D e E está associado à noção de custo-benefício, conceito que é mais sofisticado do que parece. Não é o menor preço, mas quanto vale o produto e quanto rende/dura.

Pagar um pouco mais caro por um item com maior durabilidade é um comportamento emergente dessas classes. Embora não esteja 100% conectado – e não tenha aderido plenamente às compras online – o consumidor da classe D, por exemplo, é extremamente comunicativo; a vida em comunidade é real e cotidiana. Ou seja, a opinião de um vizinho, amigo ou familiar tem um grande peso na decisão de compra. Por isso, a compra passa a ser objeto de debate entre familiares e amigos; não simplesmente uma questão de custo.

Quanto ao atendimento, as pesquisas que coordeno mostram que as marcas não se preparam para as particularidades do atendimento à classe D, salvo algumas raras exceções compostas por marcas e lojas que há muito despertaram para o potencial do “fator D”. Com pouco acesso aos canais de crédito tradicionais – uma vez que a maioria dos consumidores das classes D e E não possui comprovação formal de renda nem conta bancária – esse cliente sabe o que significa pagar as contas em dia. Trata-se de um consumidor que valoriza o nome limpo, portanto, honra os seus compromissos.

Um dos entraves está não no atendimento cortês e prestativo, mas no preparo da equipe de vendas em “traduzir” para esse consumidor as entrelinhas dos contratos, os pormenores – sejam eles de crédito, de prestação de serviços de telefonia celular ou de garantia. Nesse aspecto, entramos no terreno minado do respeito ao consumidor de qualquer classe social.

Há estimativas sobre o aumento na venda de computadores para a classe D – além de celulares pré-pagos –, mas não há notícias de investimentos em treinamento para os vendedores. Não há notícias de investimento para tornar mais transparente essa relação com o consumidor. Não é coincidência o fato de operadoras de telefonia celular,  empresas do varejo eletroeletrônico e financeiras constarem no topo das listas do Procon. A falta de um atendimento correto, que explica particularidades de cada produto, certamente permeia essa permanência na lista de desrespeito ao consumidor. Nesse contexto, faço coro com o questionamento de todos os brasileiros: quando o bom atendimento vai virar obrigação?

Stella Kochen Susskind é administradora de empresas graduada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e pós-graduada em Franchising pela Franchising University (Estados Unidos), pioneira no Brasil na avaliação do atendimento ao consumidor por meio do Cliente Secret e presidente da Shopper Experience.

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Lixões no Brasil já deveriam ter acabados!

lixãoVenceu no dia 2 de agosto o prazo para implantação da disposição final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos, estabelecida no art. 54 da Política Nacional de Resíduos Sólidos ((PNRS) – (Lei 12.305/10). Segundo a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), apesar do prazo terminado, o Brasil encontra-se numa situação crítica nessa área: não conseguiu nem mesmo alcançar o fim de todos os lixões.

O Brasil tem atualmente 2.202 municípios com aterros sanitários, o que representa 39,5% das cidades do país. Apesar de mais da metade das cidades ainda terem lixões, 60% do volume de resíduos já estão com destinação adequada. A PNRS foi aprovada em 2010 e determinou que todos os lixões do país deverão ser fechados até o dia 2 de agosto de 2014. Pela lei, o lixo terá que ser encaminhado para um aterro sanitário, forrado com manta impermeável, para evitar a contaminação do solo. O chorume deve ser tratado e o gás metano terá que ser queimado.

Quem não cumprir a legislação estará submetido às punições previstas na Lei de Crimes Ambientais, que prevê multa de R$ 5 mil a R$ 50 milhões. Umas das alternativas para as cidades que não cumpriram a meta seria buscar um acordo com o Ministério Público, que fiscaliza a execução da lei, e firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Quanto às normas técnicas, existe a NBR 12980 de 08/1993 – Coleta, varrição e acondicionamento de resíduos sólidos urbanos que define termos utilizados na coleta, varrição e acondicionamento de resíduos sólidos urbanos. A NBR 10004 (CB155) de 05/2004 – Resíduos sólidos – Classificação classifica os resíduos sólidos quanto aos seus riscos potenciais ao meio ambiente e à saúde pública, para que possam ser gerenciados adequadamente.

A NBR 11175 (NB1265) de 07/1990 – Incineração de resíduos sólidos perigosos – Padrões de desempenho fixa condições exigíveis de desempenho do equipamento para incineração de resíduos sólidos perigosos, exceto aqueles assim classificados apenas por patogenicidade ou inflamabilidade. A NBR 12235 (NB1183) de 04/1992 – Armazenamento de resíduos sólidos perigosos fixa as condições exigíveis para o armazenamento de resíduos sólidos perigosos de forma a proteger a saúde pública e o meio ambiente.

A NBR 13463 de 09/1995 – Coleta de resíduos sólidos classifica a coleta de resíduos sólidos urbanos dos equipamentos destinados a esta coleta, dos tipos de sistema de trabalho, do acondicionamento destes resíduos e das estações de transbordo. A NBR 15113 de 06/2004 – Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes – Aterros – Diretrizes para projeto, implantação e operação fixa os requisitos mínimos exigíveis para projeto, implantação e operação de aterros de resíduos sólidos da construção civil classe A e de resíduos inertes.

A NBR 15114 de 06/2004 – Resíduos sólidos da construção civil – Áreas de reciclagem – Diretrizes para projeto, implantação e operação fixa os requisitos mínimos exigíveis para projeto, implantação e operação de áreas de reciclagem de resíduos sólidos da construção civil classe A. A NBR 15116 de 08/2004 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos estabelece os requisitos para o emprego de agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil.

A NBR15849 de 06/2010 – Resíduos sólidos urbanos – Aterros sanitários de pequeno porte – Diretrizes para localização, projeto, implantação, operação e encerramento especifica os requisitos mínimos para localização, projeto, implantação, operação e encerramento de aterros sanitários de pequeno porte, para a disposição final de resíduos sólidos urbanos. A NBR 8419 (NB843) de 04/1992 – Apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos fixa as condições mínimas exigíveis para a apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos. E, por fim, a NBR 8849 (NB844) de 04/1985 – Apresentação de projetos de aterros controlados de resíduos sólidos urbanos fixa condições mínimas exigíveis para a apresentação de projetos de aterros controlados de resíduos sólidos urbanos.

Enfim, a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi aprovada em 2010 e determina que todos os lixões do país deveriam ter sidos fechados até a data de 02 de agosto. Pela lei, o lixo terá que ser encaminhado para um aterro sanitário, forrado com manta impermeável, para evitar a contaminação do solo. O chorume deve ser tratado e o gás metano terá que ser queimado.

Conforme informações da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), dados de 2012 apontam que 42 % da massa de resíduos ainda têm disposição inadequada, o que equivale  a mais de 60% dos municípios brasileiros. É importante dizer que a disposição em lixões não estará proibida a partir de agosto de 2014. Na verdade, já são proibidos desde 1981, quando da instituição da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei Federal 6.938/1981); e é crime ambiental desde 1998, quando da promulgação da Lei Federal 9.605/1998 (Lei dos Crimes Ambientais).

O que a PNRS (Lei 12.305/2010) traz em seu at. 54 é que até agosto de 2014 (prazo de 4 anos dado pela Lei) deverá ser implantada a disposição final ambiental adequada dos rejeitos. A lei é muito mais restritiva: não diz somente que os resíduos devem ser adequadamente dispostos (em aterros sanitários e não em lixões), mas estabelece claramente que somente os rejeitos devem ser dispostos, esgotadas todas as possibilidades técnicas e econômicas de reaproveitamento e de reciclagem.

Na grande maioria das capitais e das grandes cidades, a disposição final está adequada, ou seja, há o envio para aterros sanitários. O mesmo não pode ser dito em relação às experiências de coleta seletiva e de reaproveitamento dos resíduos, em especial da fração orgânica ou dos resíduos chamados de facilmente biodegradáveis, que representam em média 50 % da massa dos resíduos sólidos urbanos.

A efetiva reciclagem dos resíduos sólidos urbanos no Brasil é muito baixa. Considerando os resíduos pós-consumo, ou seja, os gerenciados pela municipalidade, somente cerca de 2 a 3 % da massa gerada sofre tratamento, frente a um potencial de reciclabilidade desses resíduos de 25 a 30 %. E são os resíduos recicláveis secos (papel e papelão, plásticos, metais e vidros). Os resíduos urbanos têm cerca de 50 % de orgânicos, os chamados resíduos recicláveis úmidos ou resíduos orgânicos facilmente biodegradáveis. Esses resíduos também podem ser reciclados por meio do processo de compostagem.

Embora a logística reversa funcione relativamente bem para algumas tipologias de resíduos, como para agrotóxicos e óleos usados, para outros, ainda temos um longo caminho pela frente. Talvez o principal desafio, seja a efetiva implantação da logística reversa das embalagens em geral, cujo custo, atualmente, está todo sobre as prefeituras, por meio das coletas seletivas de materiais recicláveis secos em operação. Ainda há uma parcela da população brasileira que não tem serviço regular de coleta de resíduos e a coleta deve atingir a 100% da população.

Aliado a isso, o Decreto Regulamentador da PNRS fala em “coletas seletivas”; ou seja, além da coleta seletiva dos resíduos recicláveis secos (papel e papelão, plásticos, metais e vidros), também traz o conceito de coleta seletiva dos orgânicos ou dos resíduos úmidos. Esse segunda coleta seletiva é particularmente importante quando se intenta fazer o aproveitamento da fração orgânica através da compostagem. Os resíduos coletados sem separação origem resultam em um composto final qualidade inferior, podendo trazer dificuldades de comercialização desse produto.

Contudo, a verdade é que há uma carência muito grande de quadros técnicos nos setores públicos de gerenciamento de resíduos, tanto em quantidade quanto em qualificação. Verifica-se também uma falta de profissionalização (inclusive nos órgãos públicos), onde, em muitos casos, os gestores alocados ao setor de resíduos sólidos não tem qualquer qualificação técnica para atuar no mesmo.

Não se vai mudar a situação atual de tratamento de resíduos no país sem fortes investimentos financeiros. Investimentos necessários para modernização dos sistemas de coleta, remediação das áreas degradadas por disposição irregular de resíduos, implantação de novos aterros sanitários, e implantação de novas unidades de tratamento.

Além disso, são necessários recursos para a operacionalização dessas unidades, lembrando que formas mais avançadas de tratamento, em geral, requerem custos de operação maiores que os praticados hoje nos municípios. Essa situação assume maior gravidade quando se verifica que menos da metade dos municípios brasileiros têm cobrança de alguma ta xa para realização do gerenciamento dos resíduos urbanos. Esse é outro grande desafio: a sustentabilidade (ou autossuficiência) dos serviços de limpeza urbana e gerenciamento de resíduos.

A necessidade de realização dos Planos de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (por parte dos municípios, regiões, estados) é um dos aspectos muito positivo da PNRS. Um problema, entretanto, é possibilidade da elaboração de cópia e cola, que acabam por servir como real ferramenta de gestão.

Este aspecto está, muitas vezes, relacionado à falta de capacidade técnica dos municípios, ou até mesmo dos estados, de construírem eles mesmos, com profissionais do quadro próprio, os seus Planos. A não aprovação oficial, até o momento, do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que deveria balizar a realização dos Planos Estaduais e dos Planos Municipais, também é um fator negativa que impede um planejamento mais integrado dos entes federados.

Cerca de 40% dos resíduos urbanos ainda vão para lixões. Será um desafio implantar aterros sanitários. A implantação de aterros sanitários regionais ou consorciados é uma boa alternativa (adotada em muitos países, como em Portugal, por exemplo, que em menos de uma década conseguir acabar as disposições inadequadas – lixões – e adotar modernas formas de tratamento e de disposição final), mas que ainda enfrenta resistências, mais políticas, por parte dos gestores.

Como a PNRS induz à disposição em aterro somente dos rejeitos, novas formas de tratamento devem passar a ser adotadas, como: aumento da reciclagem; processos mais avançados de compostagem (que permitam maior controle do processo, diminuição do tempo de processamento e aumento da qualidade do composto); implantação de unidade de digestão anaeróbia, que permita a geração e de biogás e de energia elétrica; e em condições específicas, a incineração da fração dos materiais não recicláveis.

E nenhuma dessas tecnologias sozinhas consegue dar uma solução sustentável para o manejo dos resíduos, passando a solução pela adoção do conceito de gerenciamento integrado, que inicia na separação na origem, coletas seletivas, maximização da reciclagem, tratamento e disposição final adequada somente dos rejeitos ou das cinzas. Propor uma metodologia de apoio à decisão, para a escolha da alternativa mais adequada para cada região ou município, ainda é um tema que merece toda a atenção, em especial, para evitar que os vendedores de ilusões ou de soluções mágicas empurrem as soluções não adequadas para a realidade brasileira.

Logística péssima encarece os produtos brasileiros

Os denominados gargalos logísticos, ou melhor, as deficiências estruturais e legais encontradas no país são um problema que se arrastam há muito tempo. Neste sentido, tanto as empresas que atuam no mercado doméstico quanto as atuantes no exterior sentem os efeitos negativos destes gargalos. Dentre os principais gargalos logísticos, destacam-se: ausência de política que alinhe as ações do governo e da iniciativa privada; desequilíbrio na disponibilidade dos modais de transportes; armazéns com estruturas inadequadas; burocracia; ações tímidas para utilização de outros modais além do rodoviário para escoamento das exportações; péssimas condições das estradas; idade muito alta da frota brasileira de caminhões que gira em torno de 17 anos; pouca utilização da malha ferroviária; falta de investimentos em composições ferroviárias, trilhos e pelo tráfego em áreas urbanas; baixa capacidade operacional dos portos, pois há a necessidade de manutenção e dragagem; pouca utilização do transporte hidroviário; baixo investimento de tecnologia de informações para viabilizar sistemas dinâmicos de relacionamentos entre fornecedores, prestadores de serviços logísticos e clientes; e poucos profissionais com competência para fazer a gestão de logística nas empresas.

Em consequência de tudo isso há o aumento de custo, tempo de processos e burocracia, e as empresas brasileiras perdem competitividade frente aos concorrentes de terceiros países. Uma pesquisa do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, em parceria com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), buscou responder a algumas questões sobre o tema com o Projeto Benin.

Ao longo de 2013 pesquisadores do Esalq-Log levantaram informações pertinentes aos principais elos da cadeia de exportação de soja paranaense – a armazenagem, o transporte e o Porto de Paranaguá. Durante a realização do estudo, foi realizada uma série de visitas ao Estado do Paraná, nas quais foram entrevistados diversos agentes do setor, direta e indiretamente ligados ao processo de exportação de soja.

A partir de uma simulação, e tomando como exemplo a semana do dia 12 de setembro de 2013, os resultados mostraram que os produtores paranaenses, dependendo da região, perdem entre 14% e 17% de sua receita bruta em decorrência dos custos logísticos. O detalhamento maior mostra que os custos de transporte são os mais representativos, tendo um impacto médio de 8,76% no Estado, dependendo da distância entre a origem e o porto. Além deste, a armazenagem apresentou um custo médio de 6,38% da receita bruta, e os custos portuários 2,58%.

Além dos custos logísticos, é importante ressaltar que outras variáveis como o preço do produto no mercado internacional, a cotação do dólar e o prêmio do porto também tem grande influência na receita do produtor.  “O dinamismo do preço da soja no mercado internacional e da cotação do dólar, por exemplo, são algumas das variáveis que influenciam bastante na receita dos produtores, porém são dependentes da oferta e demanda do produto no mercado internacional e de políticas nacionais macroeconômicas, respectivamente. As variáveis logísticas por sua vez, tem sim um grande peso para redução da receita dos produtores, e cabe aos agentes do setor buscar cada vez mais a redução dos impactos delas, mesmo em épocas que o preço do produto e a cotação do dólar não estejam tão favoráveis aos exportadores brasileiros”, comenta Fernando Vinícius da Rocha, mestrando em Administração pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP e pesquisador do Esalq-Log.

Como resultados do Projeto Benin, foram elaborados três relatórios principais. O primeiro abordou especificamente a armazenagem, o segundo envolveu as questões do transporte rodoviário no Estado, e o terceiro tratou das questões pertinentes ao Porto de Paranaguá. Em cada um desses relatórios encontram-se as caracterizações de cada um dos setores, bem como o detalhamento dos custos pertinentes a cada um.

Finalmente, um quarto relatório quantificou numericamente as perdas logísticas existentes no processo de exportação paranaense. Essa mensuração se deu por meio da elaboração de um simulador onde é possível trabalhar com todas as variáveis intervenientes na receita líquida do produtor, com avaliações de cenários pertinentes para tomada de decisão do produtor.

A pesquisa também evidenciou gargalos de cada um dos elos estudados. “O conhecimento dos principais gargalos ao longo da cadeia de exportação, bem como o quanto eles representam em termos monetários, é o primeiro passo para busca por melhores condições de infraestrutura logística”, complementa Rocha.

O trabalho também mostrou o impacto da chuva no carregamento dos navios graneleiros em Paranaguá, o qual é da ordem de 25% do tempo, e ressalta também algumas vantagens comparativas (nível tecnológico e organizacional, como o Sistema Carga OnLine, por exemplo) que o Porto de Paranaguá tem em comparação com alguns outros portos brasileiros, além de fazer algumas recomendações de investimentos para incremento da capacidade operacional do porto, e aumento da capacidade de expedição de carga.

Além de Rocha, o Projeto contou com a participação dos professores José Vicente Caixeta Filho (diretor da Esalq e coordenador geral do Esalq-Log) e Augusto Hauber Gameiro, docente da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia do campus da USP, em Pirassununga; e de Thiago Guilherme Péra (coordenador do Esalq-Log), além de outros 15 pesquisadores de graduação e pós graduação membros do Grupo.

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Consumidor: só use esquadrias normalizadas

esquadriasEsquadria é o nome genérico usado para denominar portas, janelas, portões, marcos, caixilhos, venezianas, persianas, gradis, etc. Na construção de uma casa, os batentes das portas e das janelas de madeira são fixados diretamente nos tarugos chumbados nas paredes. Esses batentes devem ser nivelados e esquadrejados, ou seja, devem esta, alinhados com as às portas ou janelas que eles vão prender e nivelados em relação ao piso ou parede. Deixe espaço para o acabamento do piso, quando marcar as soleiras das portas e a altura dos peitoris das janelas.

De todo o custo de uma obra, esse item pode ser um dos mais caros, representando de 9% a 18%. Assim, pode-se definir a esquadria como um componente da edificação utilizado para vedação no fechamento de vãos, constituída por componentes de fixação, contramarco, caixilhos e acessórios (arremates, guarnições, ferragens). Os tipos de aberturas proporcionados pelas esquadrias podem ser janelas, portas, telas, brises, grades, cobogós, portões, entre outros

Do ponto de visto do comportamento mecânico, uma esquadria deve resistir aos agentes atmosféricos, às vibrações, aos esforços introduzidos pelos demais componentes do edifício, provenientes da movimentação ao longo do tempo e aos esforços devidos ao uso. Sua durabilidade pode ser expressa pela habilidade de desempenhar suas funções durante um período de tempo sob a influência de vários agentes. A vida útil também é determinada pelo material escolhido na fabricação da esquadria.

Entre as exigências de qualidade na escolha da esquadria estão: segurança: no uso, na limpeza e no comportamento mecânico; habitabilidade: na estanqueidade e na acústica; durabilidade: na conservação das propriedades, manutenção e reparos; qualidade: dos dispositivos complementares de estanqueidade e dos acessórios; estética: na importância do visual da obra; facilidade: no uso diário; e manutenibilidade: da segurança e economia na execução de ações de manutenção de um sistema ou do produto em si. Também é preciso analisar a resistência estrutural à deformação, à carga do vento, ao esforço de uso, ao impacto ou vandalismo e ao fogo.

O isolamento térmico já é uma variável pelo sistema de vedação, no entanto, essa exigência deve ser maior quando há perdas de calor no inverno. Segundo a Sasazaki, fabricante de portas e janelas de aço e alumínio, por desinformação, muitos consumidores não exigem produtos normalizados na hora de comprar portas e janelas e desconhecem o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat ( PBQP-H), criado pelo governo para indicar os fabricantes com itens adequados às determinações da norma.

Assim, empresas que atuam com seriedade e respeito aos seus clientes, participam deste programa, elaboram projetos e fabricam seus produtos de acordo com os requisitos das normas técnicas. A NBR 10821-1 de 01/2011 – Esquadrias externas para edificações – Parte 1: Terminologia define os termos empregados na classificação de esquadrias externas utilizadas em edificações e na nomenclatura de suas partes; a NBR 10821-2 de 01/2011 – Esquadrias externas para edificações – Parte 2: Requisitos e classificação especifica os requisitos exigíveis de desempenho de esquadrias externas para edificações, independentemente do tipo de material; e a NBR 10821-3 de 01/2011 – Esquadrias externas para edificações – Parte 3: Métodos de ensaio especifica os métodos de ensaio para a avaliação de desempenho e classificação de esquadrias externas para edificações, independentemente do tipo de material.

Na verdade, a NBR 10821, sob o titulo geral Esquadrias externas para edificações, tem previsão de conter as seguintes partes: Parte 1 : Terminologia; Parte 2: Requisitos e classificação; Parte 3: Métodos de ensaio; Parte 4: Requisitos de desempenho acústico; e Parte 5: Instalação e manutenção. A parte 2 diz que a esquadria deve ser fornecida corn todos os componentes necessários ao seu funcionamento e características do produto ensaiado, conforme projeto.

Os componentes devem ser de materiais compatíveis corn aquele utilizado na fabricação da esquadria, atendendo às normas específicas de cada componente, e não podern sofrer alterações químicas, físicas ou mecânicas que prejudiquem o seu desempenho durante os ensaios previstos nesta norma. As guarniçóes, quando elastomericas, devem ser em EPDM, conforme NBR 13756.

Os contatos bimetálicos devem ser evitados. Caso eles existam, deve-se prever isolamento ou utilização de materiais cuja diferença de potencial elétrico não ocasione corrosão galvânica. Como exemplo, pode-se utilizar alumínio em contato com aço inoxidavel austenítico. Os perfis devem ser adequados à fabricação das esquadrias e atender às exigências de normas específicas.

O fabricante de esquadrias deve fornecer informações sobre o produto ao contratante através de uma das seguintes opções: catálogos, projetos ou certificados; etiquetas fixadas na esquadria ou marcação indelével, da marca ou logomarca do produto. Em ambos os casos, devem ser informados o nome ou logomarca do fabricante, o número desta norma, a pressão máxima de carga de vento que a esquadria resiste, bem como a sua classificação e desempenho.

A empresa esclarece que o atendimento aos quesitos da norma garante a oferta de esquadrias resistentes e adequadas às características das construções realizadas em cada região do país. Os critérios definidos na normatização visam, justamente, evitar acidentes e problemas como infiltrações de água ou vento, manutenção constante, baixa resistência a arrombamentos, deformações causadas pelo uso ou por rajadas de vento, emperramentos, entre outros transtornos.

Segundo o gerente da empresa, Leonardo Arantes, as normas e os programas de qualidade foram desenvolvidos com o objetivo de informar ao mercado quais as indústrias que oferecem produtos com desempenhos mínimos exigidos e dentro dos critérios de qualificação estabelecidos pelo Programa Setorial da Qualidade, diferenciando-as daquelas com produtos em não conformidade técnica. “É importante que os fabricantes desenvolvam seus produtos de acordo com os critérios estabelecidos, o que significa mais segurança e confiança aos usuários”, afirma.

A comercialização de produtos adequados às normas beneficia a toda a cadeia produtiva de portas e janelas. Enquanto as indústrias passam a trabalhar com bases mínimas de qualidade e competitividade, os revendedores têm a certeza de oferecer produtos adequados aos quesitos legais, que garantem a durabilidade, seguranças e a valorização do imóvel esperada por seus clientes.

Educação especial ou inclusiva?

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Dolores Affonso

Muitos me perguntam sobre a diferença entre educação especial e inclusiva. A principal diferença que vejo está relacionada à compreensão errônea de que um aluno com necessidades educacionais especiais (NEEs) é especial. Ser especial é ótimo! Ou pelo menos deveria ser. O que me incomoda é perceber que a denominação “especial”, neste contexto, está mais relacionada à percepção de incapacidade.

De acordo com o dicionário Michaelis, especial é algo notável, excelente, superior! Mas também significa algo “relativo a uma espécie; que se aplica exclusivamente a uma coisa ou categoria particular de coisas”. Neste sentido, fico incomodada, pois se todos os seres humanos são iguais perante a lei e, apesar de suas diferenças, pertencem à espécie humana, não deveria haver uma educação especial, ou seja, que se aplica exclusivamente aos alunos com deficiência.

Isso os coloca numa categoria à parte, como se pertencessem a uma espécie distinta. Quando separamos as crianças para uma “educação exclusiva”, estamos instituindo a exclusão. Por outro lado, não deveria ser preciso falar em educação inclusiva, mas sim em educação que, a meu ver, deveria ser de qualidade e para todos.

Vygotsky, na década de 1920, já afirmava que educadores deveriam trabalhar com as potencialidades e não com as deficiências do aluno. A deficiência, “ao criar uma formação peculiar de personalidade, reanima novas fontes, muda as direções normais do funcionamento e, de uma forma criativa e orgânica, refaz e forma o psiquismo da pessoa”. Portanto, as deficiências não são “somente um defeito, uma debilidade, são também, em certo sentido, uma fonte de manifestação das capacidades, uma força” (Vygotysky, 1997, p. 48).

Muitos materiais, ferramentas, metodologias e recursos poderiam ser usados para aproveitar essas potencialidades. Saber aproveitar as múltiplas inteligências (GARDNER, 2000), capacidades e habilidades, amenizando o impacto de suas dificuldades e limitações no aprendizado, gera a inclusão através de uma formação mais completa e aprendizagem significativa, tornando o aluno um indivíduo independente, um cidadão apto a perceber o mundo, conviver em ambientes distintos e contribuir para uma sociedade mais justa. Neste sentido, destaca-se a importância da diversidade em sala de aula.

Aprender a conviver com o diferente é fundamental para o crescimento do indivíduo. Nosso planeta tem mais de 7 bilhões de pessoas e todas são diferentes. Um pássaro, uma flor, uma pessoa, cada ser vivo é único… Não há dois iguais.

Nesse contexto, cabe ao educador, mesmo em situações em que o governo, gestão escolar, sociedade e até a família estão ausentes, encontrar formas de auxiliar, orientar e incluir tais alunos. Apesar das dificuldades, é possível tornar a educação inclusiva!

Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade www.congressodeacessibilidade.com

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Responsabilidade empresarial nos casos de assédio moral horizontal

NR 10 – Atendendo às exigências do Ministério do Trabalho – Reciclagem Obrigatória – A partir de 3 x R$ 264,00 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

CEP – Controle Estatístico de Processo – A partir de 3 x R$ 165,00 (56% de desconto)

Entendendo e aplicando os conceitos de PPR e PPRO – A partir de 3 x R$ 165,00 (56% de desconto)

Marcia Bello, especialista em relações do trabalho do Sevilha, Arruda Advogados

Conforme definição que consta no site do Ministério Público do Trabalho da 2ª Região (SP), “o assédio moral, que não tem necessariamente uma conotação sexual, pode se caracterizar através de condutas abusivas e reiteradas de origem externa ou interna à empresa ou instituição, que se manifestam em particular mediante comportamentos, palavras, atos intimidatórios, gestos, maneiras de organizar o trabalho ou escritos unilaterais, que tenham por objeto ou possam danificar a personalidade, a dignidade ou a integridade física ou psíquica de um trabalhador no desempenho de suas funções, colocando em perigo seu emprego ou criando um ambiente intimidatório, hostil, degradante ou ofensivo.”

Apesar de ainda não existir legislação tipificando o assédio moral, a doutrina e a jurisprudência já estabeleceram os seus conceitos e punições para os ofensores, incluindo as empresas. Em relação à prática do assédio moral, os conceitos se amplificam e encontramos o assédio moral vertical descendente, praticado pelo empregador contra o empregado; o assédio moral vertical ascendente praticado pelos empregados contra o empregador e o assédio moral horizontal, cometido entre empregados do mesmo nível hierárquico.

Questiona-se se a empresa deverá ser responsabilizada pelo assédio moral praticado entre seus empregados. A prática desta modalidade de assédio moral não é tão rara quanto se possa imaginar, vez que as relações entre empregados de uma mesma empresa podem ser tão conturbadas a ponto de causar problemas ao empregador, não apenas de tumultos e instabilidades no ambiente de trabalho, causando a baixa produtividade, mas sim culminarem em pleitos de indenização perante a Justiça do Trabalho.

Detectando a empresa qualquer forma de agressão psicológica entre os seus colaboradores, deverá de imediato se posicionar e fazer valer o seu poder diretivo e de comando de modo a coibir atitudes como estas. E a jurisprudência tem enfatizado que para a configuração do assédio moral horizontal não basta a mera desavença de ordem pessoal entre os empregados, devendo estar presente a violência psicológica de grande intensidade e contínua, causando prejuízos de ordem psíquica ao assediado.

As decisões dos tribunais trabalhistas têm seguido o entendimento de que a inércia injustificável do empregador em determinar que o assediador se exima de imediato em continuar com as agressões, acarreta à empresa a obrigação de indenizar o assediado, que muitas vezes não tem meios de isoladamente conter o assédio. E tais decisões judiciais também mencionam a responsabilidade que tem o empregador pela integridade psicológica e física dos seus empregados, que diante do assédio sofrido têm sua honra lesada, causando na maioria das vezes um desequilíbrio emocional que pode vir a acarretar sérios problemas de saúde.

Acaso o empregador, após tomar ciência do assédio cometido, manter-se inerte, a justa causa reverte-se ao empregador, ensejando motivos para uma rescisão indireta do contrato de trabalho, de iniciativa do empregado assediado, além de ter o dever de repará-lo pelo dano moral sofrido. E aqui vale destacar trecho de recente julgado do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região de relatoria do Ilustre Desembargador Francisco de Assis Carvalho e Silva: “Afinal, a ninguém é dado tratar o semelhante de maneira grosseira, com gritos, palavrões, xingamentos, nem mesmo a pretexto de exigir produção maior no trabalho ou melhoria na feitura de algum trabalho realizado. Aceitar tal prática é anuir com a degradação das relações humanas, especialmente no ambiente do trabalho. Lembro que o assédio ocorre, na relação de emprego, não apenas de forma ascendente ou descendente, mas igualmente de modo horizontal.” (TRT-13ª R. – RO 71100-92.2012.5.13.0006 – DJe 19.04.2013 – p. 17)

Torna-se cada vez mais comum as empresas estabeleceram regras de tratamento entre os seus colaboradores, bem como punição aos infratores, cumprindo seu dever de manter um meio ambiente de trabalho saudável e equilibrado, o que impacta de forma positiva na produção. Fixar estas regras e estabelecer um canal de comunicação com a área de Recursos Humanos, por exemplo, para que sejam recebidas denúncias sobre qualquer tipo de assédio ocorrido entre seus empregados, é uma forte evidência de que o empregador está se preocupando com o assunto e que adotará medidas punitivas em face dos agressores. E a adoção pela empresa desta política de relacionamento, poderá ser comprovada em defesa da empresa perante a Justiça do Trabalho nas demandas requerendo indenização decorrente de assédio moral praticado pelos seus empregados em face de outros colegas de trabalho.

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