Os benefícios da automatização industrial

As Normas Técnicas em Formato Digital no Portal de Normas ou no GEDWeb podem ser visualizadas por meio da internet e oferecem inúmeras vantagens para sua empresa:

Redução de custos — uma única cópia do documento pode ser utilizada por toda a empresa e, em se tratando de arquivos digitais, a conservação e o controle são absolutos.

Facilidade — acesso pela intranet, via internet, pelo servidor da empresa, garantindo segurança e rapidez.

Agilidade — as informações desejadas são localizadas com rapidez, por meio das ferramentas de busca no sistema. Pode-se imprimir trechos ou o texto integral da norma desejada.

Praticidade — para simplificar o processo de compra e possibilitar o acesso rápido à informação necessária, as Normas Técnicas em Formato Digital podem ser visualizadas por meio da internet.

Além de todas essas vantagens, a Norma Digital traz a segurança de um documento válido para auditorias de Sistemas da Qualidade, conforme requisitos encontrados nas normas da série NBR ISO 9000 e do Meio Ambiente NBR ISO 14001, quanto ao controle e gerenciamento de Normas Técnicas. Por isso é o meio mais adequado e eficaz para que as organizações possam utilizar e manter atualizadas suas normas.

Você pode realizar pesquisas no site www.normas.com.br, Portal Target ou no GEDWeb selecionando o produto “Normas Técnicas” e informando a(s) palavra(s) desejada(s).

Cristiano Bertulucci Silveira

No domínio das indústrias, ou em qualquer outro lugar que demande produção de algum bem, os benefícios da automatização industrial podem ser considerados ilimitados. Isto porque ao automatizar um processo, é possível aumentar significativamente o seu desempenho global. Este motivo por si só, já é um grande responsável por fazer com que a automatização industrial seja cada vez mais popular em todo o mundo.

beneficios automacao industrial Sete benefícios conquistados através da Automação Industrial

Figura 1 – Os sete benefícios que podem ser conquistados com a automatização industrial

Existem vários tipos de sistemas de automatização industrial a fim de atender diferentes exigências e demandas de mercado. De fato, não são todos os tipos de sistemas automáticos necessários em uma fábrica que estejam disponíveis para comprar no mercado como um item de prateleira.

No intuito de automatizar, as indústrias precisam primeiramente projetar, avaliar e adquirir componentes automatizados a fim de construir um sistema industrial automatizado. É por isso que todos os tipos de necessidades podem ser colocadas sob um sistema de automatização industrial fazendo com que haja grande adequação a diferentes demandas.

Antes de ir a fundo sobre os benefícios da automatização industrial, gostaríamos de apresentar uma definição simples de sistemas de automatização industrial: O que é na verdade um sistema de automatização industrial? É um sistema dinâmico, capaz de controlar e prover automaticamente qualquer tipo de produção em indústrias, utilizando um sistema de computador de inteligência artificial.

O sistema de computador possui diferentes unidades e peças com tarefas e comandos específicos a fim de operar um equipamento, máquina ou linha de produção. Vários tipos de sensores e processadores também estão ligados ao computador principal para que seja possível obter todos os dados necessários durante o tempo de produção. Alguns acionadores mecânicos também podem ser aplicados ​​no sistema para execução de tarefas difíceis.

Com a definição do que é um sistema de automatização industrial, podemos então apresentar alguns benefícios conquistados com a sua implantação:

1) Aumento da Produtividade

Um dos benefícios mais significativos atingidos com a automatização industrial é a melhoria e o aumento da produtividade. A automação aplicada à máquinas automáticas permite o alcance de ciclos de produção mais rápidos com maior eficiência e repetibilidade.

Um trabalhador ou pessoa não pode fazer um trabalho específico de novo e de novo com precisão perfeita, mas um sistema de automação industrial pode fazer este trabalho com o mesmo resultado. Isto é possível, pois o sistema de computador principal é dotado de instruções para executar o trabalho com o máximo de precisão.

2 ) Redução de Custos

Um sistema de automatização industrial é capaz de reduzir os custos de instalações, pois podem oferecer um rápido retorno sobre o investimento através do aumento na produtividade e eficiência. Com um sistema automatizado e auto operado, não serão mais necessários trabalhadores humanos para realizar atividades extras pois vários destes sistemas automatizados são especialmente projetados para executar diferentes métodos de produção sem qualquer instrução de operadores humanos.

Um outro fator que contribui para redução de custos reside no fato de que a maioria dos sistemas automatizados são concebidos para economizar energia elétrica quando não estão em uso. Soma-se ainda o fato de que a automação industrial não só simplifica as tarefas de trabalho intensivo e reduz os custos da força de trabalho como também minimiza a criação de materiais e resíduos.

3) Melhoria da Qualidade

Máquinas automatizadas são capazes de fornecer resultados consistentes e repetíveis. Quando os fabricantes utilizam a automação industrial, eles eliminam os problemas de controle de qualidade envolvidos com o erro humano. Com automatização industrial, os processos podem ser cuidadosamente regulados e controlados, de modo que a qualidade do produto final seja mais consistente.

Assim, se a indústria produz alimentos, a automatização garante os tempos de mistura, aquecimento e espera na fabricação do produto. Se por outro lado, é uma indústria que necessita produzir soldas exatas e consistentes, robôs em operação farão soldas padrões mantendo a uniformidade e qualidade. Veja que o resultado é a diminuição ou eliminação de erros de processo e consequentemente aumento de qualidade.

4) Segurança

O projeto de um sistema automatizado industrial deve ter a premissa da segurança. Isto porque as organizações são totalmente planejadas para reduzir acidentes. No Brasil temos ainda uma norma regulamentadora (NR 12) que obriga os fabricantes de máquinas a seguirem rigorosamente as práticas de segurança.

Um operador humano pode acidentalmente cometer erros ao operar uma máquina manualmente, mas um sistema industrial automatizado não pode cometer erros, pois é um sistema operado por computador e devido a este controle, as chances de acidentes são muito mais baixas em um sistema automatizado.

As máquinas industriais geralmente são projetadas para trabalhar em ambientes de temperaturas extremas, locais explosivos, fundição, processos químicos e outros ambientes que envolvem riscos potenciais para trabalhadores humanos. Nestes locais onde existem riscos à saúde no manuseio e produção dos produtos, os sistemas de automação industrial são capazes de fornecer o máximo de segurança, pois além de operarem com movimentos pré-programados, podem eliminar totalmente a necessidade do contato humano.

5) Vantagem Competitiva

A fim de sobreviver na economia global de hoje, as empresas devem manter-se cada vez mais competitivas. E outra vez, a automação industrial tem proporcionado às empresas de manufatura a capacidade de ficar em sintonia ou até mesmo passar à frente dos seus concorrentes.

Células robóticas, por exemplo, são capazes de fornecer às empresas as ferramentas necessárias para diminuir os tempos de ciclo, melhorar a qualidade e reduzir custos. Sendo assim, a automatização industrial possibilita às empresas permanecerem mais fortes diante de turbulências econômicas e ameaças externas.

6 ) Precisão

A precisão é um dos principais pontos dos benefícios da automatização industrial. Isto porque todas as variáveis envolvidas nos processos de produção são medidos pelo computador principal, que geralmente possui um programa de inteligência artificial embutido. Este programa assegura a precisão e o tempo para a produção. Sem esse tipo de programa computadorizado seria impossível manter uma boa precisão e timing. Enquanto o sistema está em uso, diferentes tipos de sensores e processadores também são utilizados para o monitoramento de todo o processo para manter a precisão. Assim, as probabilidades de falhas na linha de produção são reduzidas ao máximo.

7 ) Monitoramento Remoto

O monitoramento remoto é um dos benefícios que mais obteve avanço nos últimos anos. Isto porque a operação remota e os sistemas de controle estão cada vez mais integrados na maioria dos sistemas de automação industrial. Estes sistemas permitem a um operador monitorar e controlar (se necessário) os processos de produção a partir de uma determinada distância.

É possível ainda estabelecer uma conexão Wi-Fi ou pela internet para se comunicar a partir de uma distância muito maior. Os sistemas podem ainda ser baseados em sinais de rádio, infravermelhos ou Bluetooth.

Automatização Industrial: Quebra de paradigma?

Como podemos observar acima, são grandes os benefícios oferecidos pela automatização industrial. Por muitos anos os engenheiros e designers de tecnologia estiveram focados em desenvolver soluções altamente tecnológicas. Observa-se, no entanto, que recentemente este avanço atingiu um estado muito mais amadurecido. Os custos de aquisição diminuíram e as alternativas aumentaram ao passo que cada vez mais diferentes indústrias passaram a implantar sistemas de automação industrial para acelerar a capacidade de produção. Os benefícios da automatização industrial tornaram-se muito evidentes, o que fez da automatização uma alternativa mais atraente.

Cristiano Bertulucci Silveira é engenheiro eletricista pela Unesp com MBA em Gestão de Projetos pela FVG e certificado pelo PMI. Atuou em gestão de ativos e gestão de projetos em grandes empresas como CBA-Votorantim Metais, Siemens e Votorantim Cimentos. Atualmente é diretor de projetos da Citisystems – cristiano@citisystems.com.br – Skype: cristianociti

Romper meu relacionamento – estou tomando a atitude correta?

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Margareth Signorelli

A melhor forma de romper um relacionamento, após ter sido decidido que esta seria a atitude a ser tomada, é uma conduta em que as duas partes precisam ser respeitadas e honradas, independentemente das razões de cada um. Neste artigo, gostaria de ajudar no questionamento se esta é a melhor atitude ou não.

Não posso ser simplista. Em um relacionamento, existem muitos pontos a serem considerados antes de se tomar uma decisão definitiva, sem contar se surgiram frutos desta união. Às vezes nos sentimos perdidos em um mar de emoções, sem conseguir colocar as ideias em ordem para saber que caminho seguir. Gostaríamos que, no fundo, a probabilidade de nos arrependermos não existisse.

Sugiro algumas perguntas que poderão ajudar a organizar suas ideias. Em uma situação como esta existem dois pontos em que nossas emoções navegam: 1- A pessoa com quem nos relacionamos; 2- A situação que compõe este relacionamento. A instituição relacionamento que pode ser namoro, casamento, relação estável ou algo que considerem.

Pergunte: – Quais são seus pensamentos e sentimentos em relação à pessoa? Culpa? Responsabilidade? Compaixão? Tem medo de se arrepender por ser uma pessoa boa? – Quais são seus pensamentos e sentimentos em relação ao seu relacionamento? Comodismo? Posição social? Medo de estar só? Preguiça de mudar?

Analise cada um dos seus sentimentos que agora estarão separados nesses dois setores e ficará mais claro para você. Às vezes as pessoas ficam confusas sobre o que sentem e por isso não conseguem se posicionar e tomar uma decisão. Um modo que pode auxiliar é perceber como nosso corpo responde à situação que nos encontramos. Faça esse teste de percepção do seu próprio corpo.

Perceba como você se sente fisicamente na presença de alguém que você ama genuinamente. Pode ser perante o olhar de uma criança, um amigo muito querido ou até mesmo um bicho de estimação. Você se sente pleno e equilibrado? No seu centro?

Agora perceba como se sente em relação ao seu relacionamento? Fora de prumo? Desequilibrado? Não consegue explicar, mas se sente em desarmonia consigo mesmo?

Os motivos para estar com alguém têm que ser ancorados no amor e querer simplesmente estar, sem conseguir explicar o porque. O inaceitável é estar numa situação infeliz, não ser quem realmente é ou estar desequilibrado por causa dela.

Você deve levar em consideração também que se não está feliz não conseguirá fazer ninguém feliz e isto não é generosidade. Você tem um compromisso consigo de ser feliz e ninguém pode tomar esta decisão por você, isto é sua responsabilidade.

Amor não é sofrimento ou sacrifício. Amor é comprometimento. Em primeiro lugar o comprometimento com você mesmo de ser feliz.

Margareth Signorelli é coach de relacionamento e terapeuta EFT – www.conexaocoach.com.br

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Aerogeradores precisam cumprir as normas técnicas

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AerogeradorA energia eólica – produzida a partir da força dos ventos – é abundante, renovável, limpa e disponível em muitos lugares. Essa energia é gerada por meio de aerogeradores, nas quais a força do vento é captada por hélices ligadas a uma turbina que aciona um gerador elétrico. A quantidade de energia transferida é função da densidade do ar, da área coberta pela rotação das pás (hélices) e da velocidade do vento.

A avaliação técnica do potencial eólico exige um conhecimento detalhado do comportamento dos ventos. Os dados relativos a esse comportamento – que auxiliam na determinação do potencial eólico de uma região – são relativos à intensidade da velocidade e à direção do vento. Para obter esses dados, é necessário também analisar os fatores que influenciam o regime dos ventos na localidade do empreendimento. Entre eles pode-se citar o relevo, a rugosidade do solo e outros obstáculos distribuídos ao longo da região.

Para que a energia eólica seja considerada tecnicamente aproveitável, é necessário que sua densidade seja maior ou igual a 500 W/m², a uma altura de 50 metros, o que requer uma velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s . O vento apresenta velocidade média igual ou superior a 7 m/s, a uma altura de 50 m, em apenas 13% da superfície terrestre. Essa proporção varia muito entre regiões e continentes, chegando a 32% na Europa Ocidental.

A utilização dessa fonte para geração de eletricidade, em escala comercial, começou na década de 1970, quando se acentuou a crise internacional de petróleo. Os EUA e alguns países da Europa se interessaram pelo desenvolvimento de fontes alternativas para a produção de energia elétrica, buscando diminuir a dependência do petróleo e carvão.

Quanto à aplicação desse tipo de energia no Brasil, pode-se dizer que as grandes centrais eólicas podem ser conectadas à rede elétrica uma vez que possuem um grande potencial para atender o Sistema Interligado Nacional (SIN). As pequenas centrais, por sua vez, são destinadas ao suprimento de eletricidade a comunidades ou sistemas isolados, contribuindo para o processo de universalização do atendimento de energia. Em relação ao local, a instalação pode ser feita em terra firme (on-shore) ou no mar (off-shore).

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil possui 248 MW de capacidade instalada de energia eólica, derivados de 16 empreendimentos em operação. O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, elaborado pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), mostra um potencial bruto de 143,5 GW, o que torna a energia eólica uma alternativa importante para a diversificação da geração de eletricidade no país. O maior potencial foi identificado na região litoral do Nordeste e no Sul e Sudeste. O potencial de energia anual para o Nordeste é de cerca de 144,29 TWh/ano; para a região Sudeste, de 54,93 TWh/ano; e, para a região Sul, de de 41,11 TWh/ano.

Ainda que a principal referência de potencial eólico do Brasil, o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, não apresente avaliações a respeito da potencialidade energética dos ventos na plataforma continental do vasto litoral brasileiro – que tem nada menos que 7.367 km de extensão e conta com avançado desenvolvimento em tecnologias offshore em função do desenvolvimento e capacitação para a prospecção e produção de petróleo e gás natural neste ambiente – esta alternativa não pode ser ignorada e esta via deve ser ainda cuidadosamente avaliada, tendo em vista que estes projetos apresentam um maior volume específico de energia elétrica gerada ao beneficiarem-se da constância dos regimes de vento no oceano.

As aplicações mais favoráveis desta fonte energética no Brasil estão na integração ao sistema interligado de grandes blocos de geração nos sítios de maior potencial. Em certas regiões, como por exemplo, a região Nordeste, no vale do Rio São Francisco, pode ser observada uma situação de conveniente complementariedade da geração eólica com o regime hídrico, seja no período estacional ou na geração de ponta do sistema – ou seja, o perfil de ventos observado no período seco do sistema elétrico brasileiro mostra maior capacidade de geração de eletricidade justamente no momento em que a afluência hidrológica nos reservatórios hidrelétricos se reduz. Por outro lado, no período úmido do sistema elétrico brasileiro, caracterizado pelo maior enchimento destes reservatórios, o potencial de geração eólica de eletricidade se mostra menor.

Assim, a energia eólica se apresenta como uma interessante alternativa de complementariedade no sistema elétrico nacional. Embora se insira dentro do contexto mundial de incentivo por tecnologias de geração elétrica menos agressivas ao meio ambiente, como qualquer outra tecnologia de geração de energia, a utilização dos ventos para a produção de energia elétrica também acarreta em alguns impactos negativos – como interferências eletromagnéticas, impacto visual, ruído, ou danos à fauna, por exemplo. Atualmente, essas ocorrências já podem ser minimizadas e até mesmo eliminadas por meio de planejamento adequado, treinamento e capacitação de técnicos, e emprego de inovações tecnológicas.

Uma parte muito importante em todo esse processo são os aerogeradores, um dispositivo destinado a converter a energia cinética contida no vento em energia elétrica. A quantidade de energia gerada depende da velocidade do vento; do diâmetro do rotor; e do rendimento de todo o sistema. Ventos com baixa velocidade não têm energia suficiente para acionar as máquinas eólicas, (que só funcionam a partir de uma determinada velocidade), a qual normalmente varia entre 2,5m/s e 4,0m/s.

Com o aumento da velocidade do vento, a potência no eixo da máquina aumenta gradativamente até atingir a potência nominal do aerogerador, a qual varia geralmente entre 9,5 m/s e 15,0 m/s. Para velocidades superiores à nominal, em muitas máquinas, a potência permanece constante até uma velocidade de corte superior, na qual a turbina deve sair automaticamente de operação para evitar que sofra danos estruturais. É importante saber que a energia disponível varia com o cubo da velocidade do vento, de forma que o dobro de velocidade representa um aumento de oito vezes em energia.

Esses equipamentos precisam ser fabricados conforme as normas técnicas para terem um requisito de desempenho compatível com as necessidades de produção de energia. O próprio Inmetro deverá exigir a avaliação de conformidade desses produtos em um futuro bem próximo. Serão adotados o Modelo de Certificação 4 – Ensaio de tipo seguido de verificação através de ensaio em amostras retiradas no comércio ou no fabricante, somente para aerogeradores de potência nominal até 100 kW e o Modelo de Certificação 5 – Ensaio de tipo, avaliação e aprovação do Sistema de Gestão da Qualidade do fabricante, acompanhamento através de auditorias no fabricante, somente para aerogeradores de potência nominal acima de 100 kW.

A NBR IEC 61400-1 de 06/2008 – Aerogeradores – Parte 1: Requisitos de projeto especifica os requisitos essenciais de projeto para assegurar a integridade de engenharia dos aerogeradores. O objetivo é o de disponibilizar um nível adequado de proteção contra danos causados por todo tipo de risco durante toda a vida útil prevista. Aborda todos os sistemas aerogeradores, tais como, mecanismos de controle e proteção, sistemas elétricos internos, sistemas mecânicos e estruturas de suporte. Aplicável a aerogeradores de todos os portes (IEC61400-2 aplicável para agregadores pequenos). Deve ser usada juntamente com as normas adequadas da IEC e ISO mencionadas e que são complementares.

A NBR IEC 61400-12-1 de 03/2012 – Aerogeradores – Parte 12-1: Medições do desempenho de potência de aerogeradores especifica um procedimento para medir as características dedesempenho de potência de um único aerogerador e se aplica ao ensaio de aerogeradores de todos os tipos e tamanhos conectados à rede elétrica. Além disso, esta norma descreve um procedimento a ser usado para determinar as características de desempenho de potência de aerogeradores pequenos (como definido na IEC 61400-2) quando conectados à rede elétrica ou a um banco de baterias. O procedimento pode ser usado para avaliação de desempenho de aerogeradores específicos em locais específicos, mas a metodologia pode ser igualmente usada para fazer comparações genéricas entre diferentes modelos de aerogeradores ou diferentes configurações de aerogeradores.

As características de desempenho de potência do aerogerador são determinadas pela curva de potência medida e pela produção anual de energia (PAE) estimada. A curva de potência medida é determinada pela coleta de medições simultâneas de velocidade do vento e potência gerada no local de ensaio, por um período que seja longo o bastante para estabelecer um banco de dados estatisticamente significativo, para uma faixa de velocidades de vento e sob condições variadas de vento e atmosfera.

A PAE é calculada aplicando-se a curva de potência medida às distribuições de frequência da velocidade do vento de referência, supondo-se 100 % de disponibilidade. A norma descreve uma metodologia de medição que requer que a curva de potência medida e os valores de produção de energia calculados sejam complementados por uma avaliação das fontes de incerteza e seus efeitos combinados.

Bem de família não deve responder por dívida trabalhista

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Imóvel único de família não deve sofrer penhora em razão de execução trabalhista e nem de dívidas de natureza previdenciária, civil e fiscal. Esse foi o entendimento do TRT de São Paulo, com base na Lei 8.009/90, para mudar a decisão de primeira instância que determinou a penhora do imóvel residencial do sócio de uma empresa, já falecido, com o objetivo de pagar dívida trabalhista.

De acordo o advogado Fábio Christófaro, do Gaiofato e Tuma Advogados, os juízes consideraram os diversos aspectos da Lei 8.009/90, ao analisarem, de maneira criteriosa, o recurso que reconheceu a impenhorabilidade do imóvel, já que o bem de família se refere ao direito à moradia e o crédito trabalhista é direito intrínseco decorrente da relação de trabalho, “ambos reconhecidos como direitos sociais pela Constituição Federal”.

Fábio Christófaro explica que, nesses casos, a jurisprudência pode variar sendo favorável ou contrária à penhora de bens de família. “ Nesse caso, em que a decisão foi contrária à penhora, os juízes se basearam no entendimento de que a Lei 8.009/90 é aplicável a todos os casos, mesmo que a discussão verse sobre questões trabalhistas, ou seja,o imóvel único, próprio, onde residem os membros da família não deve ser penhorado e nem responder por dívida de natureza previdenciária, fiscal, civil e nem trabalhista”.

Em outras decisões, quando se trata de crédito trabalhista, “alguns juízes são favoráveis à penhora de bem de família por entenderem que esse possui natureza alimentar, garantido pelo Constituição Federal e que a Lei 8.009/90 tem por objetivo proteger o bem de família e não o devedor inadimplente que, por vezes, tenta se esquivar da sua obrigação”.

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Gerenciando os pontos críticos de controle na segurança dos alimentos

foodUma praga denominada virose está afetando a vida de quem vive nos grandes centros urbanos. Normalmente, esse tipo de mal estar está associado aos alimentos ingeridos. As doenças e os danos provocados por alimentos são, na melhor das hipóteses, desagradáveis, e, na pior das hipóteses, fatais.

Existem também outras consequências. Os surtos de doenças transmitidas por alimentos podem prejudicar o comércio e o turismo, gerando perdas econômicas, desemprego e conflitos. Alimentos deteriorados causam desperdício e aumento de custos, afetando de forma adversa o comércio e a confiança do consumidor.

O comércio internacional de alimentos e as viagens internacionais estão aumentando. O resultado são importantes benefícios sócio-econômicos, mas também a disseminação de doenças ao redor do mundo. Nas duas últimas décadas, os hábitos alimentares têm passado por mudanças em muitos países, acarretando o desenvolvimento de novas técnicas de produção, preparação e distribuição de alimentos.

Portanto, um controle eficaz de higiene tornou-se imprescindível para se evitar consequências prejudiciais decorrentes de doenças e danos provocados pelos alimentos à saúde humana e à economia. Dessa forma, a segurança dos alimentos – garantia de que os alimentos não causem danos ao consumidor, quando preparados e ou consumidos de acordo com o uso a que se destinam – vem se tornando um importante aliado da saúde pública, se um alimento se torna perigoso para a saúde, o risco de disseminação alargado de doença é elevado. As causas têm de ser identificadas rapidamente e os consumidores precisam de ser informados do perigo.

A intoxicação alimentar, ou gastrintestinal (gastroenterocolite aguda), é um problema de saúde causado pela ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias (Salmonella, Shigella, E.coli, Staphilococus, Clostridium), vírus (Rotavírus), ou por suas respectivas toxinas, ou ainda por fungos ou por componentes tóxicos encontrados em certos vegetais (comigo-ninguém-pode, mandioca brava) e produtos químicos. A contaminação pode ocorrer durante a manipulação, preparo, conservação e/ou armazenamento dos alimentos. Nas crianças e idosos, a intoxicação alimentar pode ser uma doença grave.

Na maioria dos casos, a infecção bacteriana é a principal causa de intoxicação alimentar. Os diferentes tipos de Salmonella e o Staphilococus aureus são os mais frequentes agentes da infecção, uma vez que são capazes de viver e multiplicar-se no interior dos intestinos.

A Salmonella é transmitida pela ingestão de alimentos, especialmente carne, ovos e leite, que foram contaminados ao entrar em contato com as fezes de animais infectados. No caso dos Staphilococus aureus, comumente encontrado na pele das pessoas sem causar danos, a intoxicação é provocada por uma toxina que a bactéria produz e contamina os alimentos no momento de seu preparo ou manuseio. Outra causa possível, embora menos comum, de intoxicação alimentar é a infecção por um dos tipos da bactéria Clostridium que, em vez do intestino, ataca o sistema nervoso.

A própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou a resolução RDC 14/2014 que define limites de tolerância para matérias estranhas em alimentos e bebidas. As matérias estranhas são qualquer material que não faz parte da composição do alimento e que podem estar associado à condições inadequadas de produção, manipulação, armazenamento ou distribuição.

A nova norma define dois tipos de matérias estranhas, as que indicam risco à saúde e as que não apresentam riscos, mas demonstram falhas no processo de produção, manipulação ou armazenamento. Até o momento, não existiam limites de tolerância claros para as matérias consideradas prejudiciais à saúde, cabendo a fiscalização avaliar caso a caso a situação de risco. Todos os limites estabelecidos referem-se a fragmentos microscópicos que podem estar presente no processo de produção do alimento, mas que não podem ser totalmente eliminados mesmo com a adoção das boas práticas.

Para o diretor de Regulação da Anvisa, Renato Porto, a norma traz segurança para a população e para a indústria de alimentos, já os limites estabelecidos são seguros do ponto de vista da saúde e baseados nos métodos de produção de alimentos no Brasil. “Definimos um padrão que está entre os mais rígidos do mundo, se compararmos com países que são referência na regulação de alimentos”, explica Porto.

A resolução considera características tipicas de determinados alimentos que podem dificultar uma ausência total de matérias estranhas. É o exemplo da canela, extraída da casca de uma árvore e que pode eventualmente carregar fragmentos de insetos. Em todos os casos, o método de processamento do produto e limites da norma garante a segurança dos usuários.

Além da série de normas e especificações técnicas NBR ISO 22000, existe a NBR NM 323 de 07/2010 – Sistema de análise de perigos e pontos críticos de controle (APPCC) – Requisitos que estabelece os requisitos para o desenvolvimento, implementação, manutenção e atualização eficaz de um sistema funcional de controle de perigos em qualquer organização que integre a cadeia produtiva de alimentos, para assegurar a segurança dos alimentos.

O Sistema Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC), tal como se aplica na elaboração de alimentos, é um sistema pró-ativo de gestão da segurança dos alimentos que implica em controlar pontos críticos de controle em sua manipulação, para reduzir o risco de desvios que poderiam afetar a dita inocuidade. Este sistema pode ser usado em todos os níveis de manipulação de alimentos, e é um elemento importante de gestão global da qualidade.

O conceito APPCC foi desenvolvido no fim da década dos anos 60. Seus princípios básicos não são novos, mas a introdução cada vez mais difundida do conceito APPCC assinala uma mudança na ênfase colocada na inspeção e análise do produto final, que demandam muitos recursos, para o controle preventivo dos perigos em todas as etapas da produção de alimentos.

A implementação de um sistema APPCC é um dos passos essenciais no desenvolvimento de um enfoque de gestão da qualidade total na tecnologia e produção de alimentos, e não é conveniente que se considere de forma isolada. É conveniente que os princípios APPCC sejam aplicados ao longo de toda a cadeia produtiva de alimentos, transporte e distribuição de alimentos, desde os produtos primários até os consumidores finais.

Entre as vantagens de um sistema APPCC se inclui uma melhor utilização dos recursos disponíveis e respostas mais rápidas e precisas aos desvios que se produzam. Um sistema APPCC pode também ajudar as inspeções oficiais e promover o comércio internacional, pois aumenta a confiança na segurança dos alimentos comercializados.

A aplicação dos sistemas APPCC evoluiu e se expandiu até formar uma base para o controle oficial dos alimentos, e para estabelecer normas para sua segurança e facilitar o comércio internacional. Permite identificar perigos específicos (ou seja, agentes biológicos, químicos ou físicos que afetam adversamente a inocuidade ou aceitação de um alimento) e estabelecer medidas para seu controle.

Todo sistema APPCC compreende sete princípios básicos: Princípio 1 – Realizar análise de perigos; Principio 2 – Identificar os Pontos Críticos de Controle (PCC); Principio 3 – Estabelecer os Limites críticos para assegurar que cada PCC esteja sob controle; Principio 4 – Estabelecer um sistema de monitoramento, mediante ensaios ou observações programadas, para assegurar o controle de cada PCC; Principio 5 – Estabelecer as ações corretivas aplicáveis quando o sistema de monitoramento indicar que um PCC específico se desviou dos limites críticos estabelecidos; Principio 6 – Estabelecer procedimentos de verificação e realizar uma revisão para confirmar que o sistema APPCC funciona eficaz e eficientemente; Princípio 7 – Documentar os procedimentos e os registros apropriados para o cumprimento e aplicação destes princípios.

Os programas de pré-requisitos fornecem as condições operativas ambientais básicas necessárias para a produção de alimentos seguros. A produção de alimentos seguros requer que o sistema APPCC seja construído sobre uma base sólida de programas de pré-requisitos. Consideram-se pré-requisitos essenciais para o funcionamento de um sistema APPCC as Boas Praticas de Manufatura (BPM), os Procedimentos Padrão de Higiene Pessoal (PPHO e Procedimentos Operacionais Padronizados (POP) ou qualquer outro adequado, de acordo com o estabelecido na cadeia produtiva de alimentos, visto que estes tenham seu fundamento, em grande parte, para as medidas de controle sugeridas no plano.

Os pontos seguintes, entre outros, devem ser alcançados, se for possível, antes de fazer uma análise de perigos: realizar uma investigação completa para determinar se a edificação e seus equipamentos são adequados em relação a sua construção e manutenção; identificar todas as falhas que poderiam comprometer a implementação do sistema APPCC e afetar a inocuidade do produto, devendo também constatar que as instalações e equipamentos sejam os adequados para realizar o processo previsto para a inocuidade do produto; corrigir todas as falhas identificadas na construção da edificação e sua manutenção e estabelecer limites de tempo apropriados para a sua execução; identificar todas as necessidades relacionadas com a operação e com o saneamento da edificação e seus equipamentos, incluindo o abastecimento de água potável, a saúde de todo pessoal e a capacitação do pessoal para procedimentos de higiene; documentar os procedimentos para as atividades de operação (POP) e de saneamento (PPHO) da edificação e requisitos de manutenção desta e seus equipamentos, devendo-se registrar os procedimentos operacionais padronizados (POP) e os procedimentos de limpeza e desinfecção (PPHO) a seguir, antes, durante e depois das operações; preparar um sistema documentado de boas práticas que permita seguir os passos desde o recebimento de mercadorias até a distribuiçãodo produto final (ver a NM ISO 22005); auditar os programas de pré-requisitos e gerenciar de forma independente do plano APPCC.

Sustentabilidade e as perspectivas para 2014

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Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Roberta Valença

O conceito básico de sustentabilidade já está um pouco mais difundido devido ao aumento de sua demanda nas empresas, que normalmente é gerado pela necessidade de novos caminhos para alcançar metas e objetivos. O principal papel no atingimento dessas metas é, sem dúvida, exercido pelos colaboradores, e com isso acreditamos que a grande aposta para 2014 é a educação para sustentabilidade.

Imagine se todos os colaboradores conseguissem enxergar, cada um dentro de sua área, um meio de viabilizar todos os itens de sua agenda por meio do funil da sustentabilidade? Isso só seria possível se construído uma visão de sustentabilidade ampliada e compartilhada por todos sobre o que é vital dentro desse tema para o negócio em questão.

Outro aspecto pertinente para este ano é o de se aprofundar nos temas técnicos, a sustentabilidade não tem uma receita de bolo que sirva a todo tipo de negócio. Os temas devem ser avaliados com a particularidade de cada mercado para surtir resultado satisfatório, estudos para áreas específicas como logística, tecnologia da informação, moda, bens de consumo etc. se fazem necessários para desenhar um balizador comum e fonte para futuros comparativos de evolução desses mercados. Existem alguns suplementos setoriais como o do setor financeiro, feito pelo GRI (Global Report Iniciative) – organização holandesa pioneira em sustentabilidade, que desenvolveu o relatório de sustentabilidade mais utilizado no mundo e o setorial de moda, feito pelo Uniethos – associação independente, sem fins lucrativos, dedicada integralmente à educação por meio do desenvolvimento de estudos, pesquisas e capacitação em Responsabilidade Social Empresarial. Esse tipo de iniciativa ajuda e muito no avanço das questões específicas relacionados a sustentabilidade.

E não menos importante que os citados acima, a Comunicação para a Sustentabilidade também é outro item que deve ser melhorado em 2014. Muitas empresas acabam aplicando “greenwashing” – quando uma empresa ou organização gasta mais tempo e dinheiro alegando ser “verde” através da publicidade e marketing do que realmente implementando práticas de negócios que minimizem o impacto ambiental, por má orientação ou por falta de informação.

O fato é que cada vez mais as contradições entre o ser e o parecer serão menos toleradas pelos consumidores, fornecedores, influenciadores de informação e todos os stekaholders envolvidos. A transparência é um pilar fundamental para qualquer empresa séria no mercado.

Mas, de nada valem todos esses esforços se a estratégia de sustentabilidade não estiver intimamente ligada à missão, visão e valores de cada organização. Acredito que essa ligação é a cola que une a real vontade de fazer diferente.

Roberta Valença é CEO da Arator.

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A gestão de reformas em edificações conforme a norma técnica

Como está a revisão da ISO 9001:2008

Segundo Luiz Carlos do Nascimento, coordenador técnico do ABNT/CB 25, após a reunião do ISO/TC176/SC2/WG24 de 03 a 07/03/2014 em Paris a revisão da norma ISO 9001 caminhou um pouco mais. Ele alerta, contudo, que o processo de revisão das normas ISO passa por diversos estágios, desde a proposta inicial para revisão, conhecida como NWIP, até a edição final do documento como norma internacional (IS). Atualmente, a ISO 9001 está no estágio CD (Committee Draft). Deste ponto em diante, todos os estágios passam por comentários e votações por parte dos países membros do ISO/TC176, entre os quais estamos incluídos.

Em cada uma das fases há uma reunião internacional do Subcomitê ISO TC176/SC2 para analisar os comentários e preparar o estágio seguinte. As duas últimas reuniões internacionais do comitê aconteceram em novembro do ano passado e no o início do mês de março deste ano, quando foram analisados os comentários apresentados ao estágio CD. O Brasil esteve representado nessas duas reuniões pelos especialistas Luiz Carlos do Nascimento e Leopoldo Santana Luz. As duas reuniões ainda não foram suficientes para a consideração de todos os comentários e para a conclusão do estágio DIS.

Nas últimas semanas, um grupo editorial está fazendo a consolidação dos resultados da reunião de março e elaborando uma proposta de consenso para os temas não abordados na ocasião. Após a conclusão dessa consolidação, uma consulta aos especialistas decidirá se o documento está maduro para alcançar o estágio DIS ou se será necessária mais uma reunião para a finalização do documento.

A expectativa é que essa decisão seja tomada até o final do mês de maio. Após a versão DIS, o documento deverá ainda passar pelo estágio FDIS antes de ser votado e emitido como Norma Internacional, provavelmente em setembro de 2015. No Brasil, foram organizados grupos de trabalhos regionais e setoriais para analisar os diversos estágios da norma e elaborar os comentários nacionais. Assim como se fez com o CD, após a emissão da versão DIS, serão compostos novos grupos para preparar os comentários brasileiros.

É de extrema importância a conscientização de proprietários quanto à responsabilidade sobre obras nas edificações, pois, normalmente, nos regulamentos internos dos prédios, algumas providências importantes devem ser consideradas. Todas as reformas e construções realizadas por moradores que afetem a estrutura, vedações ou quaisquer instalações devem ser comprovadamente documentadas e comunicadas ao síndico do condomínio antesde seu início, contendo a descrição dos serviços a serem executados.

A NBR 16280 de 03/2014 – Reforma em edificações – Sistema de gestão de reformas – Requisitos estabelece os requisitos para os sistemas de gestão de controle de processos, projetos,execução e segurança, incluindo meios principalmente para: prevenções de perda de desempenho decorrente das ações de intervenção gerais ou pontuais nos sistemas, elementos ou componentes da edificação; planejamento, projetos e análises técnicas de implicações da reforma na edificação; alteração das características originais da edificação ou de suas funções; descrição das características da execução das obras de reforma; segurança da edificação, do entorno e de seus usuários; registro documental da situação da edificação, antes da reforma, dos procedimentos utilizados e do pós-obra de reforma; e supervisão técnica dos processos e das obras. Esta norma se aplica, exclusivamente, às reformas de edificações.

O tema “reforma de edificações” assume relevância na sociedade à medida que, com a existência de demanda, do crescimento das cidades e urbanização de novas regiões, passa a ser atividade a ser disciplinada na sua forma de gestão. O envelhecimento das obras construídas impõe determinados processos, por segurança, perda de função ou qualidade que devem ser conduzidas com base em requisitos bem definidos.

Mudanças econômicas e culturais trazem necessidades que podem levar a processos de alteração das construções. Contudo, estas transformações devem preservar a segurança das edificações, seus usuários e o entorno por ela impactados. Obviamente, em toda atividade existe a presença do elemento “risco” que, nas análises de gestão, deve ser tratado adequadamente.

As edificações cumprem funções de serviço definidas em projeto. Contudo, ao longo do tempo de serviço, existirão necessidades de ajustes, adequações a novas demandas e até mesmo recuperação de suas propriedades técnicas. O valor agregado às edificações, seja econômico ou social, normalmente é evidenciado por características que sustentam as atividades humanas de forma estruturada, passando por gerações e fazendo história.

Os serviços de reforma devem atender a um plano formal de diretrizes, que contemple: a preservação dos sistemas de segurança existentes na edificação; a apresentação de toda e qualquer modificação que altere ou comprometa a segurança da edificação ou do seu entorno à análise da incorporadora/construtora e do projetista, dentro do prazo decadencial (legal) e, após esse prazo, um responsável técnico designado pelo responsável legal deve efetuar a análise; os meios que protejam os usuários das edificações de eventuais danos ou prejuízos decorrentes da execução dos serviços de reforma e sua vizinhança; a descrição dos processos de forma clara e objetiva, atendendo aos regulamentos exigíveis para a realização das obras e sua forma de comunicação; quando aplicável, o registro e a aprovação nos órgãos competentes e pelo condomínio, exigidos para sua execução; a definição dos responsáveis e suas atribuições em todas as fases do processo; a previsão de recursos para o planejamento da reforma: materiais, técnicos, financeiros e humanos, capazes de atender às interferências nos diferentes sistemas da edificação e prover informações e condições para prevenir ou mitigar os riscos; a garantia de que a reforma não prejudica a continuidade dos diferentes tipos de manutenção as edificações, após a obra.

O plano de reforma deve ser elaborado por profissional habilitado por apresentar a descrição de impactos nos sistemas, subsistemas, equipamentos e afins da edificação, e por encaminhar o plano ao responsável legal da edificação em comunicado formal para análise antes do início da obra de reforma. O plano deve atender às seguintes condições: o atendimento às legislações vigentes e normas técnicas pertinentes para realização das obras; o estudo que garanta a segurança da edificação e dos usuários, durante e após a execução da obra; a autorização para circulação, nas dependências da edificação, dos insumos e funcionários que realizarão as obras nos horários de trabalho permitidos; a apresentação de projetos, desenhos, memoriais descritivos e referências técnicas, quando aplicáveis; o escopo dos serviços a serem realizados; a identificação de atividades que propiciem a geração de ruídos, com previsão dos níveis de pressão sonora máxima durante a obra; a identificação de uso de materiais tóxicos, combustíveis e inflamáveis; a localização e implicações no entorno da reforma; o cronograma da reforma; os dados das empresas, profissionais e funcionários envolvidos na realização da reforma; a responsabilidade técnica pelo projeto, pela execução e pela supervisão das obras, quando aplicável, deve ser documentada de forma legal e apresentada para a nomeação do respectivo interveniente; o planejamento de descarte de resíduos, em atendimento à legislação vigente; o estabelecimento do local de armazenamento dos insumos a serem empregados e resíduos gerados; as implicações sobre o manual de uso, operação e manutenção das edificações, conforme a NBR 14037, e na gestão da manutenção, conforme a NBR 5674, quando aplicável.

Fluxo de gestão de obra de reformas de edificações

fluxo

Enfim, o plano de reforma deve ser elaborado por profissional habilitado por apresentar a descrição de impactos nos sistemas, subsistemas, equipamentos e afins da edifi cação, e por encaminhar o plano ao responsável legal da edificação em comunicado formal para análise antes do início da obra de reforma. O plano deve atender às seguintes condições: atendimento às legislações vigentes e normas técnicas pertinentes para realização das obras; estudo que garanta a segurança da edificação e dos usuários, durante e após a execução da obra; autorização para circulação, nas dependências da edificação, dos insumos e funcionários que realizarão as obras nos horários de trabalho permitidos; apresentação de projetos, desenhos, memoriais descritivos e referências técnicas, quando aplicáveis; escopo dos serviços a serem realizados; identifi cação de atividades que propiciem a geração de ruídos, com previsão dos níveis de pressão sonora máxima durante a obra; identificação de uso de materiais tóxicos, combustíveis e inflamáveis; localização e implicações no entorno da reforma; cronograma da reforma; dados das empresas, profissionais e funcionários envolvidos na realização da reforma; a responsabilidade técnica pelo projeto, pela execução e pela supervisão das obras, quando aplicável, deve ser documentada de forma legal e apresentada para a nomeação do respectivo interveniente; planejamento de descarte de resíduos, em atendimento à legislação vigente; estabelecimento do local de armazenamento dos insumos a serem empregados e resíduos gerados; implicações sobre o manual de uso, operação e manutenção das edifi cações, conforme NBR 14037, e na gestão da manutenção, conforme a NBR 5674, quando aplicável.

As adequações técnicas ou reformas em áreas privativas da edificação que afetem a estrutura, as vedações ou quaisquer sistemas da unidade ou da edificação devem atender aos requisitos do item 5.1 e ser comprovadamente documentadas e comunicadas ao responsável legal da edificação antes de seu início. Caso não seja autorizado pelo responsável legal, o trânsito nas áreas comuns do edifício dos insumos e funcionários que atuarão na obra, deve ser apresentada justificativa técnica ou legal ao solicitante.

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