Caracterização do semiárido brasileiro

Naidison Baptista e Carlos H. Campos

O semiárido brasileiro começa, aos poucos, a ocupar o lugar que lhe cabe no cenário nacional. Políticas públicas são implantadas, algumas a favor da maioria do seu povo, outras ainda favorecem alguns poucos. A região semiárida brasileira é a maior do mundo e tem uma área de 982.566 km², que corresponde a 18,2% do território nacional, 53% da região Nordeste e abrange 1.133 municípios.

A população do semiárido é de cerca de 22 milhões de habitantes e dela faz parte a maior concentração de população rural do Brasil. A expressão semiárido indica que se trata de uma região com características que se aproximam da aridez. As razões para isso são várias, especialmente os modos humanos de explorar a terra que a tornaram semiárida, aliados à escassez de chuva e ao limitado sistema de armazenamento de água da chuva.

Simbolicamente, o semiárido é um espaço novo cuja construção social difere da expressão Nordeste, Sertão ou Norte. Por ser novo, é menos carregado de preconceitos e configura uma imagem positiva que não se afirma como negação ou oposição, mas como um lugar simbólico. Sem dúvida, a associação de Semiárido à ideia de convivência é uma das razões mais consistentes para essa imagem positiva.

A natureza no semiárido brasileiro é rica e diversa. A caatinga, que ocupa a maior parte do semiárido, é o único bioma exclusivamente brasileiro e apresenta enorme variedade de paisagens, com riqueza biológica e endemismo, mas sofre com a sua continua devastação. Quando se fala de semiárido logo vem à mente questões que o associam à água, chuva e seca.

Normalmente, se afirma que não chove o suficiente, o que é uma verdade relativa, pois existem diferenças marcantes do ponto de vista da precipitação pluviométrica anual de uma região para outra. O semiárido brasileiro é o mais chuvoso do mundo, porém, as chuvas são concentradas em poucos meses e mais de 90% de suas águas não são aproveitadas em virtude da evaporação e do escoamento superficial.

A maioria dos problemas ligados à seca não são de ordem divina ou da natureza, mas sim decorrentes de opções políticas de homens e mulheres que dirigem os destinos do semiárido. Muitas políticas adotadas têm gerado ou não têm enfrentado os problemas da concentração da terra, da água, do saber, de oportunidades e da renda nas mãos de poucos.

Em muitos casos, ainda hoje, as únicas políticas oficiais destinadas à região são aquelas denominadas de combate à seca, voltadas às grandes obras, normalmente destinadas aos mais ricos e vinculadas ao assistencialismo aos mais pobres, como doações, distribuição de víveres e carros-pipa. Essas políticas nunca tiveram, nem têm objetivo de resolver os problemas do povo. Aparecem como atos de bondade, mas são criadas e mantidas para garantir que o semiárido e seu povo permaneçam sem vez e sem voz, para manter no poder as mesmas pessoas e grupos oligárquicos, através da compra de votos.

Há, ainda, outras ações que dificultam a resolução dos problemas do semiárido, como a educação escolar proporcionada aos filhos e filhas dos agricultores/as. Quase sempre é uma educação descontextualizada, que estimula nas crianças a mentalidade de que na roça e no semiárido não há possibilidade de vida e que a cidade é a alternativa. Quem vive no semiárido e quem o estuda encontra, ao invés de um povo incapaz, pessoas lutadoras, criativas, fortes, resistentes, esperançosas e solidárias. Encontra centenas de experiências e iniciativas, através das quais o povo se mantém vivo e forte.

Nas últimas décadas, pela ação de diversos atores sociais vem sendo gerada uma concepção alternativa à do combate à seca no semiárido, baseada na compreensão: que seu povo é cidadão; que seca não se combate; que é possível conviver com a semiaridez; que a região é viável; que uma sociedade justa se constrói com equidade de gênero e o protagonismo das mulheres; e que a educação contextualizada é fundamental na valorização do conhecimento do povo na convivência com o semiárido.  Nasceu, assim, a perspectiva da convivência com o semiárido.

Entre muitas práticas e iniciativas que já estão ou que podem concretizar alternativas de convivência com o semiárido encontram-se: a necessidade da reforma agrária e da regularização fundiária; o plantio de espécies resistentes que vivem com pouca água; a criação de animais adaptados; o desenvolvimento e adoção de tecnologias que possibilitam a captação de águas das chuvas; as experiências de créditos comunitários e oficiais; a promoção da educação contextualizada nas escolas; evitar a implantação de obras faraônicas; a criação de mecanismos de partilha da água; a educação para a conservação do solo, da caatinga, das águas, da biodiversidade e da vida no semiárido; as políticas de assistência técnica agroecológica; e a organização do processo produtivo com base nos princípios da agroecologia.

Uma das principais estratégias para a convivência com o semiárido é dinamizar uma cultura de estoque. A primeira água inclui estocar água para o consumo humano, por meio de cisternas de 16 mil litros próximas das casas dos agricultores/as. A segunda é a água para a produção animal e vegetal, que conta com várias tecnologias, como as cisternas calçadão, tanques de pedra, barreiros trincheira e outras. A terceira água é a água para a comunidade, para usos não contemplados pelas estratégias anteriores. Por fim, a quarta água é a da emergência, para secas maiores. Nesse caso conta-se com poços artesianos, aguadas mais fortes e barragens maiores.

Uma estratégia chave da convivência com o semiárido consiste em se guardar os alimentos para as pessoas e para os animais. Isso inclui em garantir sistemas simples de armazenamento de grãos para o consumo e de sementes para o plantio, bem como a manutenção de variedades de animais adaptados ao semiárido, apoiados em técnicas de ensilagem, fenação e no cultivo de plantas forrageiras. Para a ampliação de todas essas questões, duas coisas são fundamentais: a assistência técnica desenvolvida no Semiárido de modo sistêmico, realizada por órgãos governamentais e por organizações não governamentais, numa linha de universalização e baseada nos princípios da agroecologia; e crédito que sirva de base para a dinamização de todos os processos descritos, especialmente para viabilizar a cultura do estoque para as pessoas e para os animais.

Como se pode notar, o semiárido possui conhecimentos, estratégias e ações que, à medida que vão sendo implementados e fortalecidos, ajudam a gerar vida digna para seu povo. Como será tratado mais adiante, algumas dessas ações já foram transformadas em políticas enquanto outras ainda estão longe disso. O caminho da convivência, no entanto, exige que tais práticas ainda localizadas se transformem em políticas públicas e sejam universalizadas.

Naidison de Quintela Baptista é mestre em teologia, com graduação em filosofia, teologia e educação, presidente do Consea Bahia e conselheiro do Consea Nacional; e Carlos Humberto Campos é graduado em sociologia, membro da equipe técnica da Cáritas Brasileira – Regional do Piauí e membro da Coordenação da ASA Brasil.

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

R$ 63,90

Capa da publicação E1324

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT está diretamente ligada à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Mais informações: https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

A importância da inteligência emocional no mundo corporativo

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Filtros de Harmônicos em Sistemas Industriais – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

NR 10 – Atendendo às exigências do Ministério do Trabalho – Reciclagem Obrigatória – A partir de 3 x R$ 264,00 (56% de desconto)

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Muito mais do que um bom currículo, as empresas procuram por profissionais equilibrados e capazes de lidar com situações difíceis do cotidiano.

Com cada vez mais informação, tarefas a serem realizadas e estresse no dia-a-dia, uma empresa, ao contratar um profissional, espera encontrar nele uma pessoa que seja competente em suas funções – mas que também saiba lidar bem com a pressão e demais problemas que possam vir a surgir no mundo dos negócios de forma equilibrada.

Muitas vezes, a falta de sensibilidade em se relacionar com os outros assim como não saber lidar com situações de desconforto prejudicam a imagem e o desempenho do indivíduo. “É nessa hora que o desenvolvimento da inteligência emocional no mundo corporativo torna-se quesito importante para que o profissional mantenha o seu bom nível e aprenda a lidar melhor com situações corriqueiras”, comenta Madalena Feliciano, diretora de projetos da Outliers Careers.

Resumidamente, inteligência emocional é a capacidade de administrar as emoções para alcançar objetivos. “Com isso, entende-se que as pessoas que sabem lidar com seus medos, inseguranças e insatisfações costumam ter maior êxito em seus cargos – e até em suas vidas”, explica a especialista.

Deixar o ambiente mais harmonioso com foco nos resultados e abusando da criatividade para resolver “pepinos”, o profissional que desenvolve a inteligência emocional conquista pontos com sua equipe de trabalho e com seu chefe. “Por natureza, o ser humano é predisposto a ser intuitivo e a seguir seus instintos, porém, ter uma inteligência emocional equilibrada significa ter um bom discernimento na hora das tomadas de decisão e tranquilidade e sabedoria na hora de buscar as melhores estratégias e caminhos para conquistar o seu objetivo”, exalta Madalena.

Saber agir emocionalmente com inteligência traz consigo diversas vantagens no dia-a-dia e no possível sucesso da carreira profissional. Resultados como promoções mais rápidas, resultados efetivos, um bom networking e maior facilidade em aprender coisas novas são apenas algumas das características conquistadas pelos profissionais que desenvolvem essa competência. “Quando em harmonia, o profissional enxerga os problemas e objetivos de outro ângulo, e isso faz com que ele torne-se um visionário, afinal, sabe como negociar, desenvolve melhor a sua intuição e escuta mais seus líderes e parceiros”, diz a coach.

Quando falta a inteligência emocional, o profissional acaba não aplicando a melhor solução, pois as emoções acabam influenciando o raciocínio – e isso pode resultar em prejuízos financeiros e até na perda de alguns profissionais para a empresa. “Ao administrar suas emoções você garante a si mesmo e aos seus próximos uma maior produtividade, felicidade e realização própria. Viver de maneira equilibrada é a melhor solução para os problemas”, conclui Madalena.

Colchões e colchonetes são obrigados a cumprir as normas técnicas e devem ter a marca do Inmetro

O Inmetro realizou, em todo o país, por meios de seus órgãos delegados, a Operação Especial Morpheus que verificou no comércio, em empresas fabricantes e importadoras de colchões e colchonetes de espuma flexível de poliuretano se os produtos atendem aos requisitos estabelecidos na regulamentação. Foram realizadas 647 ações de fiscalização, verificando-se 39.803 produtos.

O índice de irregularidade foi de 2,3 % (921 produtos). Empresas irregulares foram notificadas e serão penalizadas, com multas que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, de acordo com o artigo 9º, estabelecido na Lei n.° 9.933/99. Os produtos irregulares foram apreendidos e serão encaminhados à destruição, após esgotadas as possibilidades de recurso. Para o comércio, a ação teve caráter de advertência e acompanhamento de mercado, já que o prazo de adequação termina somente em 7 de fevereiro de 2015.

Desde fevereiro de 2014, os produtos somente podem ser comercializados, por fabricantes e importadores, estando em conformidade com a Portaria Inmetro nº 79/2011, que estabelece os requisitos técnicos de avaliação da conformidade para a fabricação do produto. Eles são obrigados a cumprir as normas técnicas no processo de sua fabricação.

A NBR 13579-1 de 07/2011 – Colchão e colchonete de espuma flexível de poliuretano e bases – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio para colchões, colchonetes e bases constituídos, parcial ou integralmente, por espuma flexível de poliuretano, devidamente revestidos, exceto os que possuem estrutura de molas. A NBR 13579-2 de 03/2011 – Colchão e colchonete de espuma flexível de poliuretano e bases – Parte 2: Revestimento estabelece os requisitos e os métodos de ensaio para os materiais têxteis utilizados como revestimento de colchões e colchonetes de espuma flexível de poliuretano e bases.

As dimensões totais da espessura, largura e comprimento, assim como da espessura da lâmina de espuma, devem ser verificadas conforme Anexo A. São admitidas tolerâncias com relação à largura e comprimento do produto acabado de ± 1,5 cm e para a altura de – 0,5/+ 1,5 cm, com base nas dimensões declaradas na etiqueta pelo fabricante.

A espessura mínima da lâmina do colchão ou colchonete, sem o revestimento, deve corresponder à medida especificada na Tabela 1, sendo admitida tolerância de ±0,5 cm, da espessura total e individual de cada lâmina. A soma das espessuras dos materiais que compõem o revestimento do colchão (infantil, geral, misto) não pode exceder 1/3 da altura total. Colchonete: a altura total não pode exceder 8 cm, inclusive com o revestimento. Conjugado e auxiliar: a soma das espessuras dos materiais que compõem o revestimento do colchão conjugado e auxiliar não pode exceder 1/3 da espessura da lâmina de espuma.

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As espumas convencionais utilizadas na fabricação da lâmina central do colchão/colchonete devem corresponder aos requisitos estabelecidos na Tabela 2. As espumas hipermacias utilizadas em colchões compostos, na camada de toque (zona de conforto), devem corresponder aos requisitos estabelecidos na Tabela 3. As espumas macias utilizadas em colchões compostos, na camada de toque (zona de conforto), devem corresponder aos requisitos estabelecidos na Tabela 4. As espumas de aglomerado devem obedecer às propriedades descritas na Tabela 5.

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O que as empresas esperam dos candidatos a emprego nas dinâmicas

Bibianna Teodori

A dinâmica de grupo é uma das fases mais determinantes – e temidas – dos processos seletivos. Embora não seja novo, o método auxilia a empresa na identificação de características que adquirem importância crescente no mercado de trabalho.

Uma delas é o comportamento ético do profissional. São apresentadas situações que testam sua flexibilidade nesse quesito. Se ele se preocupa, por exemplo, em reduzir custos a qualquer preço ou leva em consideração a imagem da empresa no mercado. Além disso, hoje se busca quem saiba lidar com diferenças. Muitas vezes é possível perceber algum tipo de preconceito só pelo jeito de olhar do candidato.

Confira algumas dicas para ter sucesso nas dinâmicas:

Aposte no autoconhecimento: Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais existe o domínio da situação em que estamos vivendo. Por isso, antes de uma dinâmica é importante que o profissional reflita sobre si. Faça uma retrospectiva, analise quais são o seus valores, pontos fortes e fracos.

Em relação aos candidatos a estágio ou trainee, as habilidades comportamentais ficam ainda mais em destaque, e, nesses casos, a visão do avaliador volta-se para as características pessoais.  Para as funções que exigem mais experiência, o processo é composto pela junção entre as características  pessoais e profissionais.

Conheça a empresa na qual pretende trabalhar: Essa pesquisa deveria acontecer antes mesmo da candidatura à vaga, porque se parte do pressuposto de que a escolha é mútua: a empresa escolhe o candidato e este escolhe a organização.

Identifique seus valores: Pense naquilo em que você acredita e quais deles se assemelham ou vão de encontro com a organização que deseja integrar.

Descubra o estilo da empresa para não errar na roupa: Existem organizações nas quais o casual é adotado diariamente, mas, na dúvida, o melhor é ir social: terno e gravata para os homens (sempre prefira cores neutras, como azul ou preto) e terninho para as mulheres (também em cores neutras). Evite usar saias, pois existem algumas atividades que pedem liberdade de movimento e, se houver necessidade de sentar no chão, por exemplo, a saia com certeza atrapalhará. Proibido usar gravatas “divertidas”, decotes ou roupas muito justas.

Desenvolva algumas “competências unânimes”: Embora as dinâmicas sejam adaptadas para as necessidades específicas de cada empresa, existem atributos que, em geral, são desejáveis em qualquer área de atuação.

Entre as qualidades procuradas estão a capacidade de negociação e de persuasão. Portanto, comunicar-se bem é fundamental para ser aprovado nas seleções.

A boa comunicação também envolve o poder de análise e de síntese, o que requer a compreensão adequada do cenário definido na dinâmica. Dessa maneira, é preciso estudar com antecedência os valores da companhia e o segmento em que atua, para não titubear na hora de sugerir estratégias de negócio em um exercício proposto.

Não tenha medo de mostrar que você é: Antes, era comum nas dinâmicas serem analisadas algumas situações hipotéticas, como, por exemplo, decidir em grupo o que levar para uma excursão à lua ou para um refúgio subterrâneo. Hoje, as questões a serem resolvidas estão bem mais próximas da realidade, como a criação de um produto ou serviço para a organização.

O processo antigamente era muito chato e sem conteúdo. Avaliava muito as aparências e pouco o que movia, de fato, os desejos mais profundos do profissional. Agora, entretanto, as dinâmicas são muito mais criativas, mais envolventes, mais participativas. São reveladoras daquilo que cada um traz consigo. Então, você tem uma ótima oportunidade para mostrar quem você é, o seu valor, e conquistar a tão desejada posição profissional.

Bibianna Teodori é executive e master coach, fundadora da Positive Transformation Coaching e coautora do livro “Coaching na Prática – Como o Coaching pode contribuir em todas as áreas da sua vida” – www.bibiannateodoricoach.com.br

Curso pela internet

5S A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013

As dicas para o sucesso do 5S em sua Empresa

As vantagens da água de reuso

Pesquisa sobre Qualidade

Assinatura_ABQ_Pantone288A Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) está promovendo uma pesquisa de opinião sobre Qualidade no Brasil, cujos resultados serão divulgados durante o Seminário ABQ Qualidade Século XXI no Dia Mundial da Qualidade, no dia 13 de novembro de 2014, na Fiesp (SP).

Para respondê-la, basta acessar https://pt.surveymonkey.com/s/Q5K2RN7

A ABQ agradece antecipadamente a participação.

Sergio Werneck Filho

A economia e o reaproveitamento da água são preocupações crescentes entre a população. Em São Paulo, medidas de racionamento de água adotadas nos últimos meses mostraram que o uso irracional dos recursos hídricos já atinge índices que comprometem o abastecimento e precisa de soluções eficazes no longo prazo.

Com essa crise hídrica, o tratamento e o descarte responsável de efluentes no Brasil é muito mais que uma necessidade operacional. Trata-se de uma obrigação socioambiental. A Resolução Conama 430, que é uma legislação federal, determina que todos os efluentes gerados por um empreendimento devem respeitar às normas ambientais de descarte. Há ainda as normas estaduais, poderia ser ainda mais restritivas. Em São Paulo, por exemplo, é preciso respeitar o decreto número 8.468, de 1976.

Uma medida que começa a ganhar adeptos no meio corporativo por ser ecologicamente correta é o reuso de água. Em alguns empreendimentos, como centros comerciais, condomínios residenciais, universidades e indústria, a prática, aos poucos, começa a se tornar uma forte tendência. A grande vantagem da utilização da água de reuso é a preservação da água potável, que será usada somente para atendimento de necessidades que exigem a sua potabilidade, como para consumo humano.

Outras vantagens vão desde proteção dos mananciais, diminuição da demanda por água, menos poluição do ambiente com produtos químicos, até a redução dos gastos com a compra de água, além da redução do volume de esgoto descartado e a redução dos custos com água e esgoto. No caso da indústria, por exemplo, a água utilizada para geração de vapor, uma utilidade fundamental em algumas linhas de produção, não precisa ser uma água nobre.

Nestes casos, o reuso é um processo que otimiza custos e tem impacto positivo direto sobre meio ambiente e, consequentemente, para a sociedade, já que a água é um recurso que, cada vez mais, tende a se tornar escasso. Além da utilização para geração de vapor, a água de reuso em plantas industriais pode ser direcionada para outros procedimentos comuns e praticamente diários que não requerem potabilidade, como em banheiros (em mictórios e bacias sanitárias), paisagismo, lavagem de pátios, frotas e peças.

A tecnologia para tratamento é definida a partir da qualidade do efluente a ser tratado e da qualidade necessária para reuso. Quando precisa de uma água de menor qualidade e o efluente é de baixa carga, o processo pode envolver apenas filtragem e cloração. Em processo mais nobres, há modelos mais sofisticados e várias tecnologias altamente difundidas.

Com o aumento da consciência sobre a escassez dos recursos hídricos, a utilização de água de reúso começou a ser percebida como produto. Além de ser ecologicamente correto, ajuda algumas companhias a serem reconhecidas pela sustentabilidade de suas instalações.

O conceito de Green Building e a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), desde 2007, mostram a disseminação e a fomentação destas práticas. Ser sustentável não envolve apenas o processo de construção, mas também a operação das instalações de tratamento. E a otimização dos recursos naturais, entre eles os hídricos, é uma das premissas mais importantes para poder, de fato, ser considerado um empreendimento sustentável.

O fato é que, com reuso, deixamos de usar água nobre para fins não potáveis.Em outras palavras, a solução para a escassez de água existe e pode tornar a operação muito mais sustentável.

Sérgio Werneck Filho é CEO da Nova Opersan.

Homenagem

O engenheiro Ozireoziress Silva, acadêmico da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), criador da Embraer, ex-ministro da Infraestrutura, ex-presidente da Varig, ex-presidente da Petrobrás, além de numerosas outras atividades exercidas, foi homenageado no dia 08 de outubro de 2014, em cerimônia realizada no Esporte Clube Sírio, pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, com o Prêmio Personalidade de Visão Global 2013, como reconhecimento de sua grandiosa contribuição para o progresso empresarial do Brasil.

 

 

Dicas para fazer uma boa palestra

PALESTRA GRATUITA SOBRE NORMALIZAÇÃO TÉCNICA

ilegal_thumb.jpgEntre em contato comigo (hayrton@uol.com.br ou 11 99105-5304) para agendar a data para uma palestra TOTALMENTE GRATUITA sobre normalização técnica. Podemos levar esse evento às empresas, associações, faculdades, universidades, etc. em qualquer lugar do Brasil. Precisamos apenas de pessoas interessadas em conhecer mais sobre a importância das normas técnicas para a competitividade brasileira e de um auditório com um projetor ou data show. Quando se descumpre uma norma técnica, assume-se, de imediato, um risco, o que significa dizer que o risco foi assumido ou seja se está consciente do resultado lesivo. A consciência do resultado lesivo implica em uma conduta criminosa, passível de punição pelo Código Penal.

Desde a fase da preparação até a hora da apresentação, certas ações fazem com que uma palestra se destaque. Aprenda como fazer isso

Pense na seguinte situação: você precisa preparar uma palestra que será responsável para a sua conclusão de curso ou para ser contratado em um novo emprego. O que você faz? Além de um bom material de apoio, é preciso ter uma postura convincente, uma fala objetiva, clara, e transmitir ao público a segurança de que você sabe o que está falando. Parece difícil? Michel Soares, especialista em oratória, explica como fazer isso de maneira proveitosa e com bons resultados.

“A primeira coisa que você deve fazer antes de criar a sua palestra é perguntar a si mesmo sobre qual assunto você vai falar, o que você quer que as pessoas aprendam e seu objetivo na apresentação. Digo isso porque as pessoas só acreditam no palestrante quando percebem que ele está falando com propósito,defendendo uma causa ou ideia. Já sabe responder essas perguntas?”, questiona Soares.

Além disso, o especialista lembra que uma boa palestra é construída a partir do domínio completo sobre o assunto que você vai falar. “Quando você tem paixão e domínio sobre o conteúdo, torna-se capaz de se posicionar e ter a auto-confiança necessária para conduzir com maestria uma palestra, seja ela para um grande público ou uma apresentação para poucas pessoas”, explica.

Outra atitude importante é conhecer bem o público para o qual você vai falar. “Com esse conhecimento, você poderá adaptar a sua palestra especificamente para o público. A apresentação permite piadas? Trechos de filmes? Ou a utilização de slides é a melhor opção? Pense em quais são as pessoas que vão lhe ouvir. O que elas devem aprender/assimilar após a sua apresentação?”, exalta Soares.

Para transformar uma palestra “comum” em uma “diferenciada”, aposte no surpreendente. “Isso mesmo, surpreenda as pessoas. Pode ser por meio de dados chocantes – verídicos, é claro -, contando alguma história, etc. Treine antes com pessoas conhecidas e perceba o que mais captura a atenção dos que lhe ouvem”, sugere o especialista.

Outro ponto importante é falar num bom tom de voz e construir um roteiro sobre o que será dito. Apresentações que apenas “jogam” informações para os são cansativas e pouco produtivas. “Por isso, faça uma introdução concisa que exemplifique aquilo que você quer transmitir”, comenta Soares.

Além da sua postura, o material de apoio também ajuda na hora de prender a atenção do público. Slides com letras muito pequenas e sem imagens, por exemplo, fazem com que as pessoas não prestem atenção. “Utilize a tecnologia a seu favor. Hoje já é possível fazer um material de apoio legal, então capriche nisso. Ao fim dos slides, forneça o seu contato e esteja disposto a tirar possíveis dúvidas dos presentes, assim como para receber elogios e críticas”, conclui Soares.

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Para  se inscrever para a transmissão online gratuitamente, acesse http://www.abqeventos.org.br/

Escadas portáteis que não cumprem as normas técnicas são produtos ilegais

escadasAs escadas portáteis estão presentes em quase todos os lares brasileiros. São disponibilizadas no mercado em tamanhos diferentes, variando de três até sete degraus, e podem ser fabricadas com materiais diferentes, onde escadas de alumínio ou ferro são as mais frequentemente encontradas.

Esse produto, quando não fabricado de acordo com as normas, pode oferecer riscos à segurança do consumidor e deve ser considerado um produto ilegal. Acidentes de consumo em geral, e, em particular, envolvendo o produto em questão, podem trazer conseqüências graves para a segurança do consumidor, podem demandar para o fornecedor o pagamento de vultosas indenizações, e, para o poder público, elevados gastos associados ao atendimento médico às vítimas destes acidentes.

No Brasil, não há muitas estatísticas sobre acidentes de consumo. Entretanto, de acordo com estudo publicado, em 2004, pela Associação Médica Brasileira – AMB, cerca de 3 % dos casos de acidentes de consumo com produtos, quantificados em alguns hospitais da cidade de São Paulo, em uma amostragem de 1465 casos, ocorreram envolvendo o produto escada doméstica. Porém, se considerarmos apenas os casos que geraram contusões e entorses, o produto foi responsável por 40 % dos acidentes ocorridos.

Em 1999, o Inmetro empreendeu análise em amostras de 07 diferentes marcas de escadas domésticas. Os laudos referentes àquela análise revelaram que todas as amostras foram consideradas não conformes tanto nos requisitos dimensionais, quanto nos requisitos mecânicos. Dessa forma, em virtude dos resultados encontrados na análise, e para que seja verificado o comprometimento do setor produtivo com a implantação das medidas de melhoria da qualidade propostas na época, tornou-se necessário verificar novamente a tendência da qualidade das marcas disponíveis no mercado nacional.

Em 2005, o Inmetro também fez um ensaio com esses produtos e, de acordo com os resultados encontrados na análise realizada em amostras de escadas domésticas metálicas, concluiu-se que a tendência do produto comercializado no mercado nacional é de estar não conforme em relação aos requisitos normativos, já que todas as marcas analisadas não atenderam aos requisitos estabelecidos pela norma técnica utilizada como documento de referência para a realização dos ensaios. Nos ensaios de resistência, que simulam a utilização da escada pelo usuários, todas as marcas obtiveram resultados não conformes em, pelo menos, dois dos cinco requisitos analisados. As não conformidades nestes ensaios podem significar risco de acidentes para o consumidor. Em vista disto, a adequação das escadas domésticas à normalização é imprescindível para que o consumidor possa utilizá-las com segurança.

Na análise realizada em janeiro de 1999, o resultado observado também foi de 100 % de Não Conformidade, o que impulsionou a revisão da norma específica do setor, a NBR 13430, em dezembro de 2000. No decorrer de quatro anos de publicação da norma, pôde-se constatar que o perfil dos produtos encontrados à venda no mercado não mudou, pois continuam a apresentar não conformidades, principalmente em ítens que envolvem diretamente a segurança do usuário. Apesar disto, deve ser destacado o comportamento positivo dos fabricantes que manifestaram, através dos contatos mantidos com o Inmetro, ações ou o compromisso de adequarem seus produtos aos critérios da norma técnica. É importante destacar que todas as amostras analisadas foram fabricadas posteriormente à data de publicação da revisão da norma. Como a revisão da norma implica no conhecimento e na participação do próprio setor produtivo, esse resultado denota a falta de comprometimento dos fabricantes pois continuam a produzir escadas em desacordo com as normas.

Assim, o consumidor deve ficar atento e só comprar produtos que atendam às normas técnicas. A NBR 16308, sob o título geral Escadas portáteis, contém as seguintes partes: Parte 1: Termos, tipos e dimensões funcionais; Parte 2: Requisitos e ensaios; e Parte 3: Instruções para o usuário e marcações. Os requisitos são baseados em uma carga máxima de trabalho total de 120 kg. As escadas devem ser usadas por uma pessoa de cada vez, mas isto exclui qualquer pessoa no pé da escada estabilizando-a.

tabela 1_escadas

Quando produzidas em alumínio, todas as peças feitas de liga de alumínio devem ter um alongamento de no mínimo 5 %. Todas as peças feitas de liga de alumínio devem ter uma espessura tal que resistam a todos os ensaios da Parte 1 da NBR 16308, sem deformação que prejudique o funcionamento satisfatório da escada.

Todas as peças de aço devem ter uma liga e uma espessura tais que resistam a todos os ensaios da parte 1 da NBR 16308, sem deformação que prejudique o funcionamento satisfatório da escada. Plásticos reforçados com fibra de vidro devem ser protegidos contra a penetração de água e sujeira. A superfície deve ser lisa. As fibras devem ser embutidas (incorporadas).

Os métodos de ensaio e critérios de aceitação para definir as características do composto de materiais termoplásticos reforçados são dados em 5.16. Aplicam-se aos elementos de carga (montantes, suportes de escada, plataformas) da estrutura das escadas. Os materiais termoplásticos sem reforços não podem ser utilizados para elementos de carga.

Todos os suportes de compósitos e materiais termoplásticos devem ter uma espessura tal que resistam a todos os ensaios da parte 1 da NBR 16308, sem deformação que prejudique o funcionamento satisfatório da escada. Quando usados materiais plásticos, devem ser considerados o envelhecimento e a resistência à temperatura.

Fabricadas em madeira, para montantes, suportes, braços, degraus estreitos e degraus largos, os tipos de madeira a serem utilizados devem ter uma densidade mínima de 450 kg/m³ para madeiras macias e de 690 kg/m³ para madeiras duras. A densidade deve ser medida com um teor de umidade de 15%. Exemplo 1: Espécies adequadas de madeira macias são: freijó (córdia goeldiana), pinho do paraná (araucária angustifolia; araucariáceas), cedrinho (erisma uncinatum), eucalipto grandis, louro pardo, etc. Exemplo 2: espécies adequadas de madeiras duras são: cabriúva vermelha (myroxylon balsamun), amendoim (pterogyne nitens), peroba do campo (paratecoma peroba; bignoniáceas), eucalipto citriodora, marfim (balfourodendron riedelianum), etc. Outros tipos de madeira que tenham pelo menos a mesma qualidade, como as mencionadas acima, também são permitidos.

Quanto ao projeto, não pode haver pontos de corte ou pontos de esmagamento ao usuário, quando a escada é usada de acordo com as instruções do fabricante. Todas as junções devem ser duráveis e ter uma resistência correspondente à tensão sofrida (ver também Seção 5). As junções devem ser projetadas de forma que as tensões decorrentes de chanfros ou entalhes permaneçam baixas.

Parafusos e porcas devem ser protegidos contra autoafrouxamento, por exemplo, através de autotravamento ou dispositivos seguros de bloqueio mecânico ou químico. Pregos ou pinos comuns (lisos) são permitidos somente se sua função estiver relacionada com o processo de produção (por exemplo, fixação durante a secagem da cola). Peças de madeira somente podem ser unidas com pregos ou pinos especiais (por exemplo, anelados ou torcidos).

Para evitar lesões ao usuário, arestas, cantos e partes salientes devem ser livres de rebarbas (por exemplo, ser chanfradas ou arredondadas). As partes metálicas suscetíveis à corrosão devem ser protegidas por um revestimento de pintura ou outro revestimento. Sob condições normais, ligas de alumínio não são suscetíveis à corrosão. Peças de madeira devem ser aplainadas em todas as suas faces. O revestimento no caso da madeira, quando houver, deve ser transparente e permeável ao vapor de água.

As dobradiças devem ligar os lances de escadas autossustentáveis de degraus estreitos e degraus largos de modo durável. O pino da dobradiça deve ser protegido contra o afrouxamento involuntário. As dobradiças devem satisfazer os ensaios de acordo com 5.8.

Os lances das escadas autossustentáveis devem ser impedidos de abertura além da configuração normal de utilização, por meio de limitadores de abertura. Se forem utilizadas correntes, todos os elos da corrente, com exceção do primeiro e do último devem ser livres para se mover. Os limitadores de abertura devem satisfazer os ensaios de acordo com 5.8.

Degraus estreitos, degraus largos e plataformas de metal ou plástico devem ter uma textura na superfície de trabalho, de modo a reduzir o risco de escorregamento. A superfície de contato do revestimento (se houver) deve aderir firmemente aos degraus estreitos ou largos. Degraus estreitos e degraus largos devem ter uma fixação firme e durável aos montantes.

Na verdade, a utilização de escadas portáteis deve ser cercada de alguns cuidados prévios que têm a ver, normalmente, com a escolha do tipo de escada mais adequado ao tipo de trabalho, com o estado de sua conservação e com a resistência da superfície de apoio. O usuário de escadas portáteis deve ter consciência dos riscos a que está sujeito, o risco de queda e de eletrocussão.

As escadas portáteis devem ter uso restrito para acessos de caráter ocasional e apoio a serviços de pequena envergadura e duração. Para não serem considerados produtos ilegais e não oferecerem riscos aos usuários, precisam ser fabricadas conforme as normas técnicas, devendo ser apoiada em piso sólido, nivelado e resistente, para evitar recalque ou afundamento.

Não apoie em superfícies instáveis, tais como, caixas, tubulações, tambores, rampas, superfícies de andaimes ou ainda em locais onde haja risco de queda de objetos. As escadas portáteis não devem ser posicionadas nas proximidades de portas, em áreas de circulação de pessoas ou máquinas, onde houver risco de queda de materiais ou objetos, nas proximidades de aberturas e vãos e próximo da rede elétrica e equipamentos elétricos desprotegidos.

Quando for necessário utilizar próximo a portas, estas devem estar trancadas, sinalizadas e isoladas para acesso à área. Em locais de trânsito de veículos, a escada deve ser protegida com sinalização e barreira.

Sequência de ensaios

tabela 2_escadas

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