Caminho para a inclusão

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Ruy Martins Altenfelder Silva

Professores desmotivados, despreparados e até agredidos pelos jovens. Currículos desligados das aspirações dos alunos. Pais ausentes do processo educacional dos filhos. Descaso pela qualidade da gestão escolar e indicações políticas sem critério de mérito para cargos de direção. Elevado volume de desvios de verbas apurados pelo Tribunal de Contas da União.

Essas são algumas das linhas que configuram um dos mais preocupantes gargalos do desenvolvimento nacional: a precária qualidade do ensino, que compromete o presente e ameaça o futuro do país. Não houvesse outros motivos, bastaria o  impacto da escolaridade no processo de inclusão e ascensão social das camadas menos favorecidas da sociedade, para tornar a questão educacional uma das prioridades centrais dos governantes que tomarão posse no início do próximo ano.

Para corrigir a degradação do sistema de ensino – um universo de 27 estados, 5.570 municípios, 50 milhões de alunos e 5 milhões de funcionários distribuídos por 200 mil escolas do ensino fundamental e médio –, um bom começo fosse o resgate da figura do professor. Entre 2012 e 2013, houve uma queda de 22 mil concluintes dos cursos de licenciatura, segundo o Censo do Ensino Superior divulgado pelo Ministério da Educação.

Além de prejudicar a qualidade de ensino, as reconhecidas deficiências da gestão escolar, também são fator de desestímulo, pois aqueles professores mais interessados e motivados se veem privados, de boas condições para exercer seu ofício. Primeiro ponto a receber crítica dos especialistas: a prevalência de indicações políticas para cargos de gestão, quase sempre sem respeito a critérios de competência ou formação profissional. Dois recentes editoriais de um jornal colocam o dedo na ferida, ao afirmar que a má qualidade do ensino não se deve – como muito se fala – à escassez de recursos.

Se ainda havia dúvida quanto a isso, ela seria eliminada pelo volume de dinheiro distribuído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) a estados e municípios que não têm recursos para bancar o investimento mínimo de R$ 2.285/aluno. De 2007 a 2013, as verbas do fundo saltaram de R$ 67 bilhões para R$ 116 bilhões, descontada a inflação e tendo como destino pagamento dos professores, compra de equipamentos e manutenção das atividades básica, como transporte e merenda.

Apesar da fartura de reais, a maior parte dos estados beneficiados com fatias do bolo da Fundeb não atingiu a média nacional do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb). Além da má gestão, tais recursos também são alvo de corrupção, segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) que apontou desvios de verbas em 73% dos 180 municípios fiscalizados.

Como relata um dos editoriais, há menos de um ano a Polícia Federal prendeu seis ex-prefeitos, quatro vereadores e cinco secretários municipais de educação da Bahia, por desvio de R$ 30 milhões do Fundeb. Entre os ralos pelos quais escoa o dinheiro da educação, a CGU identificou gastos perdulários, falhas administrativas, contratos irregulares, superfaturamento, fraudes em licitações, notas fiscais frias. Entre as espantosas irregularidades e desperdício, a CGU apurou que comissões pagas por empresas vencedoras de licitações atingiam a média de 20% do valor do contrato.

A CGU aponta, ainda, a falta de preparo técnico dos integrantes dos conselhos de acompanhamento do Fundeb, criados para promover o tal controle social dos gastos do fundo. Boa parte deles não monitora a aplicação das verbas (50% dos casos), não supervisiona a realização do Censo Escolar (59%) e nem acompanha a elaboração do orçamento anual da educação nos respectivos municípios (63%). E, para piorar a situação dos sofridos professores, quase 22% das prefeituras fiscalizadas não destinaram 60% dos recursos que receberam para pagamento dos professores.

Há casos de professores e diretores que conseguem driblar as dificuldades e obtêm resultados surpreendentes nos quesitos qualidade do aprendizado e respeito das comunidades em que atuam. Noticiados com louvor pela mídia, de um lado eles despertam admiração e aplausos.

Mas, de outro, não deixam de causar perplexidade e até certo desencanto (mais um) com nossas lideranças políticas. Isso porque embora raros, considerando a amplitude da rede brasileira de ensino público, eles valem por uma indiscutível prova de que, com uma correta política pública de educação, as escolas poderiam ser, com certeza, a mais sólida alavanca para a redução das desigualdades.   

Como o número de alunos cresce numa proporção inferior ao salto registrado nas transferências do Fundeb, é razoável inferir que, com mais verbas, os estados e municípios beneficiados deveriam ter elevado o gasto por aluno, com consequente melhora do aprendizado. Só que, como mostram os indicadores nacionais e internacionais, a qualidade vem subindo, na média geral, a passos de tartaruga, até por consequência de outra falha – aliás, entranhada na cultura brasileira: a resistência à adoção de sistemas de avaliação do desempenho dos gestores escolares, dos professores e dos alunos.

Sem instrumentos eficazes de fiscalização da aplicação dos recursos, o  ensino público continuará a ser a prova viva de que nem sempre o que falta é dinheiro para corrigir as distorções e melhorar o desempenho do mestre e do aluno. Mais do que a recorrente reivindicação por mais dinheiro dos cofres públicos, a qualidade da educação depende, principalmente, de ética no trato da coisa pública, de competência na gestão e do olhar vigilante da sociedade.    

Ruy Martins Altenfelder Silva é presidente do Conselho de Administração do CIEE e da Academia Paulista de Letras Jurídicas (APLJ).

Processos de negócios tolerantes a falhas

CURSOS TÉCNICOS PELA INTERNET– MEIO AMBIENTE

Metodologia para Identificação e Classificação de Aspectos e Impactos Ambientais, Conforme NBR ISO 14001 – Disponível pela Internet

Possibilitar ao participante a identificação dos aspectos e impactos ambientais, e elaborar o LAIA – Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais de sua organização conforme a norma NBR ISO 14001.

NBR ISO 50001 – Gestão de Energia – Implantação da metodologia e estudo de casos práticos – Disponível pela Internet

Permitir que as organizações estabeleçam os sistemas e processos necessários para melhorar o desempenho energético, incluindo a eficiência e intensidade energéticas.

Glenn Johnson

No filme Walt nos Bastidores de Mary Poppins, a autora P.L Travers é retratada como pouco tolerante a falhas – ao menos quando se tratava de falhas dos outros – mas cega aos seus próprios defeitos. A fim de entender suas fraquezas, o telespectador deveria entender seu desdém por peras. A produção do filme Mary Poppins ficou pendurada por um fio e isso pode acontecer com o processo de gestão de negócios também.

Devemos ser capazes de responder às falhas de outros, assim como nossas próprias, e reconhecer peras como peras. Em outras palavras, sistemas de gestão de processos de negócio devem se adequar ao reconhecimento de erros e recuperação de padrões sem que seja necessário recorrer a um exército de programadores. Plataformas de integração geralmente utilizam a Linguagem BPEL (Business Process Execution Language) ou outra linguagem de Business Process Orchestration para a criação de composição de vários Web Services independentes.

Como tais serviços são autônomos e de baixo acoplamento, processos compostos são vulneráveis a diversas falhas. Mesmo a linguagem BPEL “fornece apenas construções limitadas para lidar com falhas, o que torna tal tarefa muito lenta e sujeita a erros.” (An Liu, et. al.) Uma abordagem mais eficaz de se fornecer uma orquestração de processos de negócios tolerantes a falhas envolve uma plataforma integrada, a qual fornece métodos de resolução de erros por meio de processos alternativos e gestão de processos de longa duração.

As plataformas de integração podem contornar certos eventos, tais como erros ou processos atrasados, por meio de fluxos de processos condicionais, a fim de recuperar ações. Uma plataforma fornece um conjunto consistente de padrões para lidar com processos de recuperação, ao mesmo tempo em que permite aos analistas flexibilizar processos de negócios e de recuperação. O resultado é uma gestão de processos de negócios tolerante a falhas.

Processos de negócios e fluxos de trabalho devem conectar pessoas, softwares e sistemas através de ambientes móveis, on-premise e em nuvem. A existência de processos de negócios de longa duração em um fluxo de trabalho que abrange infraestruturas requer uma maior resiliência em processos transacionais, devido à disponibilidade dinâmica de recursos que executam os fluxos de trabalho e processos de negócios.

Com processos tolerantes a falhas, eles são executados com uma relaxada noção de isolamento. O teste ACID (atomicidade, consistência, isolamento e durabilidade) deve ser aplicado. As questões são complexas, pois processos de recuperação precisam ser avaliados sob a ótica do impacto que podem possivelmente ter em outros processos.

Dependendo da arquitetura, uma abordagem descentralizada para a orquestração pode ser tomada (por exemplo, um serviço de ônibus). Com este tipo de abordagem, interações diretas entre repartições independentes são possíveis.

A demanda pela otimização de processos de negócios e de processos de six sigma tem levado a um interesse significativo  em sistemas de gerenciamento tolerantes a falhas que empregam integração fracamente acoplada e serviços compostos. A plataforma de integração de processos deve ser capaz de descobrir as condições de erro que resultam de uma falha. Além disso, esta deve possuir mecanismos internos para orquestrar processos de recuperação baseados em mecanismos de exceção de algorítmicos.

Uma tolerância a falhas adequada irá incluir padrões de restauração que permitem que os processos de negócios retomem e executem, restaurem para trás e recuperem para frente. As plataformas de integração que fornecem a complexidade para apoiar esses padrões de recuperação de erros de processos de negócios podem ser poucas e distantes entre si, mas encontrar um sistema de gestão de processos de negócios assíncrono adequado é possível. Afinal, a autora PL Travers finalmente permitiu que Walt Disney fizesse o filme Mary Poppins, mas só depois que ela descobriu suas próprias falhas – com a ajuda da magia do próprio Walt Disney – e se recuperou deles.

Glenn Johnson é vice presidente Sênior da Magic Software Americas.

Monitoramento de agrotóxicos em alimentos

O Relatório Final do Programa de Analise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) para o ano de 2012 aponta que apenas 1,9% das amostras coletadas naquele ano apresentaram quantidade de agrotóxico acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR).  O relatório traz um total de seis alimentos monitorados: abobrinha, alface, feijão, fubá de milho, tomate e uva, cujos resultados ainda não haviam sido divulgados.

Os resultados insatisfatórios são divididos em duas categorias: quantidade de resíduo de agrotóxicos acima do Limite Máximo de Resíduo (LMR) ou presença de agrotóxico não autorizado para a cultura analisada. Ao todo, 25% das amostras apresentaram algum tipo de problema, mas a maior parte era referente ao uso de um produto não aprovado para determinada cultura, mas utilizado em outras lavouras. Isto ocorre por falta de orientação correta ao produtor rural ou pelo uso de um mesmo agrotóxico em várias culturas na mesma propriedade, por exemplo.

Os dados apontam para a necessidade de se avançar na formação dos produtores rurais, tendo como foco a saúde do consumidor e, principalmente, do próprio trabalhador que lida com estes produtos. Os trabalhadores rurais são as principais vítimas do uso indevido de agrotóxicos. Para o consumidor final os riscos estão mais relacionados ao consumo crônico, já que algumas substâncias têm efeito cumulativo no organismo e podem vir a desencadear problemas de saúde no futuro.

O PARA faz a análise de amostras de alimentos in natura ano a ano e busca orientar políticas de redução de risco que devem se adotadas em conjunto entre as autoridades e produtores da cadeia de alimentos. Ao todo foram analisadas 1.397 amostras, coletadas em quatro momentos distintos do ano de 2012. O relatório é um referencial sobre os resíduos de agrotóxicos no país e serve de guia às políticas de redução de danos pelo uso de agrotóxicos e de estímulo à alimentação saudável.

A Anvisa coordena o programa em conjunto com as vigilâncias sanitárias dos estados e municípios participantes, que realizam os procedimentos de coleta dos alimentos nos supermercados e envio aos Laboratórios Centrais de Saúde Pública para análise. Assim, é possível verificar se os produtos comercializados possuem a qualidade exigida pela lei que autoriza o uso dos agrotóxicos, e se os LMRs estão de acordo com o estabelecido pela Agência. Atualmente, para todas as amostras insatisfatórias oriundas de coletas visando análise fiscal, é aberto um processo administrativo autuando os responsáveis pelo alimento comercializado fora dos padrões estabelecidos pela Anvisa.

No início de 2014, a Anvisa, o Ibama e o Ministério da Agricultura editaram uma instrução normativa que amplia a possibilidade de registro de produtos agrotóxicos para culturas que dispõem de poucas opções de produtos. Para isso, será feita uma extrapolação utilizando parâmetros de semelhanças entre as culturas. A partir de uma comparação entre culturas semelhantes, a Anvisa define faixas de uso destes produtos para as diferentes espécies vegetais, o que permite que a indústria peça o registro do uso do produto. A vantagem é que os limites já são dados pela Anvisa e não precisam ser estudados e definidos pelo fabricante.

Minor Crops é o nome que se dá internacionalmente às culturas agrícolas de baixo valor econômico e que por isso não atraem a atenção dos grandes produtores de agrotóxicos. A falta de produtos registrados para estas culturas pode levar os produtores a utilizarem outros produtos não autorizados para aquela cultura.

Em 2013 a Anvisa divulgou a primeira etapa do monitoramento de 2012, no qual constavam outras sete culturas: abacaxi, arroz, cenoura, laranja, maçã, morango e pepino. Para estas culturas, o percentual de amostras insatisfatórias havia ficado em 29%. Por conta dos prazos dos laboratórios e o grande volume de amostras em análise, os resultados de 2012 foram divulgados em duas etapas distintas. Naquela primeira etapa foram avaliados 1.665 alimentos.

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agrotóxico

O que o consumidor deve fazer? Deve escolher alimentos seguros e de qualidade

- Opte por produtos com origem identificada, ou seja, rotulados com a identificação do produtor. Essa identificação reforça o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos por eles produzidos.

- Dê preferência a alimentos da época, que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos.

- Dê preferência a alimentos certificados como, por exemplo, com selos de produtos “orgânicos” e/ou “Brasil Certificado” A certificação atesta a profissionalização e o comprometimento do produtor com os protocolos de sistema de produção sustentável previamente estabelecidos pelo estado em parceria com as cadeias produtivas de alimentos.

- Busque redes varejistas que possuem programas de rastreabilidade e de controle da qualidade dos alimentos.

Fique sabendo

- Diversos agrotóxicos aplicados nos alimentos agrícolas e no solo têm a capacidade de penetrar no interior de folhas e polpas, de modo que os procedimentos de lavagem dos alimentos em água corrente e a retirada de cascas e folhas externas dos mesmos contribuem para a redução dos resíduos de agrotóxicos, ainda que sejam incapazes de eliminar aqueles contidos em suas partes internas.

- Soluções de hipoclorito de sódio (água sanitária ou solução de Milton) devem ser usadas para a higienização dos alimentos na proporção de uma colher de sopa para um litro de água, com o objetivo apenas de matar agentes microbiológicos que possam estar presentes nos alimentos, e não de remover ou eliminar os resíduos de agrotóxicos.

- O consumo de alimentos contendo resíduo de agrotóxico em concentração equivalente ou inferior ao LMR não compromete a ingestão diária aceitável (IDA) dos agrotóxicos, sendo esse cenário considerado seguro para o consumidor.

- Resultados encontrados em concentrações acima do LMR estabelecido para o alimento e/ou a presença de agrotóxicos em alimentos para as quais seu uso não é autorizado devem ser considerados como um fator de risco, havendo necessidade da utilização dos resultados do Programa para a realização da avaliação do risco dietético e verificação do potencial de risco à saúde população.

CEP – Controle Estatístico de Processo – A partir de 3 x R$ 165,00 (56% de desconto)

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

NR 10 – Atendendo às exigências do Ministério do Trabalho – Reciclagem Obrigatória – A partir de 3 x R$ 264,00 (56% de desconto)

A aplicação de multas nos condomínios

CURSOS TÉCNICOS PELA INTERNET

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – Disponível pela Internet

Segundo leis nacionais como: CDC – Código de Defesa do Consumidor e NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

Instalações Elétricas de Média Tensão – Principais soluções para evitar riscos, prejuízos e atender a legislação em vigor – Disponível pela Internet

Este curso discute a importância da aplicação da norma NBR 14039.

Diante da necessidade de manter a disciplina e os espaços organizados e seguros para moradores, os conjuntos residenciais e comerciais têm a autonomia para se defender de comportamentos que prejudicam o bem-estar do grupo. Por meio do trabalho do síndico, as regras são cumpridas e, por vezes, é necessário que multas sejam aplicadas para que a coletividade seja respeitada.

Para compreender como funciona o processo de aplicação de penalidades, a advogada Mara Anália Urrutia Nóbrega, sócia do escritório Nobrega & Zanella, explica que a convenção de condomínio deve apresentar as regras sobre as multas, ficando a cargo do síndico a decisão de aplicá-las ou não. “Em algumas situações, o conselho pode ou deve deliberar junto, mas isso precisa estar previsto em convenção. Dentre as reclamações mais comuns estão o barulho excessivo, os carros estacionados fora dos limites das vagas respectivas e as reformas nos apartamentos sem a aceitação de todos”, revela.

A especialista orienta, ainda, que o condômino deve ser informado por escrito de sua falha antes da penalidade em dinheiro. “Toda notificação deve ter protocolo de recebimento para comprovação de que o condômino teve ciência do ocorrido. Se apesar da advertência, os problemas prosseguirem, as multas podem ser aplicadas”, completa. As penalidades devem estar previstas na convenção do condomínio ou no Código Civil.

Na ausência de previsão, o síndico deve convocar assembleia com fim especifico para deliberar sobre o valor e a forma de aplicação da multa. Para a advogada, na maioria dos casos é possível resolver o problema antes de recorrer às penalidades. “Tudo vai depender de cada caso, mas o mais comum é que o síndico converse com a pessoa, explique os motivos das reclamações e as consequências de determinadas atitudes. A conciliação é sempre a melhor solução, a multa deve ser o último recurso”, conclui.

Livro de ocorrências

Para facilitar o registro dos incidentes,recomenda-se que os condomínios utilizem um livro de ocorrências, que deve ficar na portaria para fácil acesso do síndico. Outra opção para registro é documentar o problema por e-mail à administradora.

Animais

As multas aplicadas aos donos dos animais de estimação são consequência da perturbação do sossego, como os latidos, por exemplo. Circular com o animal nas áreas comuns colocando em risco outros morados também pode causar problemas passíveis de punições. O diálogo nos dois casos é o primeiro passo para evitar outros contratempos. No entanto, caso não surta efeito, a penalidade pode ser aplicada, desde que a infração esteja no regulamento interno do condomínio.

Obras e barulhos em geral

Todo Regimento Interno inclui um anexo com o Regulamento para Realização de Obras. O documento revela os detalhes para que reformas ou construções sejam realizadas. O condômino pode conferir regras como qual o horário liberado para entrada e saída dos operários, início e término do trabalho, entre outros. No caso do barulho excessivo advindos das obras, o recomendado é pedir ao síndico que converse com o morador. Se houver reincidência, o síndico deverá advertir por escrito o apartamento e, por fim, a aplicação da multa.

SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI

abertura

A Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), organização não governamental e sem fins lucrativos, realizou, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, no dia 13 de novembro o SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI – Os desafios para a Competitividade Brasileira. Na abertura do evento, João Mário Csillag, presidente da ABQ, discorreu sobre o O Dia Mundial da Qualidade e a ABQ.

Fez uma pergunta para os seus avós: o que você acha se lhe disser que seus netos, que somos nós, teremos celulares quando na época havia apenas telégrafo e correio? E que viveríamos mais de 75 anos quando eles viviam 55? Que faríamos viagens para o espaço e que pousaríamos num cometa quanto na época havia apenas voos de curta distância?

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João Mário Csillag

“Nós também ficaríamos incrédulos se nos dissessem que teríamos óculos que nos permitiriam trazer arquivos por meio de piscadas à nossa frente; que teríamos lentes com realidade aumentada, permitindo sobrepor imagens virtuais à realidade que nos facilitariam prospectar petróleo e outros minerais, que estas lentes com GPS nos permitiriam prospectar minerais, petróleo tesouros arqueológicos, tradução simultânea de uma língua que não conheço, reconhecer pessoas e disponibilizar suas biografias instantaneamente? Que o carro do futuro não teria motorista, que o câncer vai desaparecer, pois microprocessadores de DNA poderiam detectar proteínas de câncer se formando instantaneamente com material colhido nos vasos sanitários; que nanopartículas poderiam identificar e destruir células cancerígenas na sua formação? Que o mapeamento de genes poderá ser feito para cada um a preços acessíveis e teremos um manual das pessoas. Que o envelhecimento será retardado, dando oportunidade de viver mais? E assim por diante”.

Como conclusão, Csillag afirmou que tais inventos, que são rupturas, são descobertas apenas em países de vanguarda. “Esses os países de vanguarda têm IDH alto, que os diferencia dos demais. Para tais rupturas ocorrerem é necessário haver centros de pesquisa, hospitais de referência e repositórios, como também empreendedorismo em nível alto. E eu pergunto: enquanto todos os países trabalham duro para fazer novas rupturas, o que nós vamos oferecer aos nossos netos quando eles estiverem se formando? Pode-se montar uma árvore de causa efeito procurando a causa raiz disto tudo. Ou seja, IDH alto implica em PIB per capita alto assim como educação e expectativa de vida com segurança em bons níveis. O que implica em ter também boa balança comercial e bons resultados em serviços, em indústria, em comércio e em construções, além de infraestrutura. O que nos falta é qualidade na educação, na expectativa de vida e no aspecto renda per capita, ou seja, Qualidade em tudo que fazemos. E que nosso sonho será recomeçar pela qualidade e voltar em direção aos efeitos subindo até chegarmos a fazer parte dos países de vanguarda onde as rupturas ocorrem, que é o que poderemos oferecer aos nossos netos.

Já Claudius D´Artagnan Cunha Barros, diretor da Propar Gestão Empresarial, falou sobre A Liderança Estratégica no Contexto da Gestão da Qualidade. Para ele, em qualquer empresa, existem as pessoas dos níveis estratégicos que falam a linguagem dos resultados, os níveis táticos que são bilíngues, devem interagir com todos os níveis, já que precisam se comunicar com os níveis operacionais, que falam a linguagem das coisas. A gestão da qualidade em uma Company Wide precisa necessitam ter ações institucionais, comportamentais e sistêmicas com equilíbrio para atender bem o cliente.

“Educar é fazer as pessoas entenderem os princípios, os conceitos, os fundamentos, a responsabilidade e a importância do seu trabalho. Treinar é desenvolver as habilidades! E qual o maior e mais eficaz instrumento de educação que se conhece? Exemplo. As pessoas se orientam pelos líderes não pelo que eles dizem, mas sim pelo que eles fazem”.

Segundo D´Artagnan, há uma convergência dos gurus da qualidade: invista na prevenção e no planejamento; qualidade é responsabilidade de todos; e a importância das pessoas e do trabalho em equipe. “Como mensagem final, gostaria de dizer uma frase de um autor desconhecido: “Os grandes resultados e as grandes conquistas jamais serão atingidos através de grandes esforços de poucas pessoas. Os grandes resultados e as grandes conquistas somente serão atingidos através de pequeno esforços de todas as pessoas.”

Nigel Croft, Chairman, ISO/TC 176/SC 2 – Quality Systems, palestrou sobre Qualidade e Sustentabilidade – O importante papel da ISO”. Ele destacou que a ISO desenvolve normas voluntárias internacionais de alta qualidade que facilitam o intercâmbio internacional de bens e serviços, apoiam o crescimento econômico sustentável e equitativo, promovem a inovação e protegem a saúde, a segurança e o meio ambiente. “Os conceitos principais são: identificar os processos necessários para alcançar os resultados desejados; monitorar continuamente os riscos (causa/efeito); pensamento baseado em risco; e gerenciar os processos e o sistema usando o ciclo PDCA. A tendência atualmente é o alinhamento das normas de sistemas de gestão. O Grupo Coordenação Técnica da ISO (“JTCG”) vem buscando uma visão conjunta para as normas de sistemas de gestão; uma estrutura de alto nível para todas as normas ISO de sistemas de gestão; títulos idênticos dos itens sob a estrutura de alto nível; e um vocabulário núcleo genérico para as normas de sistemas de gestão”.

Nigel afirmou que o objetivo é facilitar a vida das organizações que optem por um sistema de gestão único. As Diretivas ISO Parte 1:2012 ou o Anexo SL incorpora as recomendações do trabalho do JTCG; define a estrutura e o formato comum para todas as novas normas ISO de sistemas de gestão e revisões das normas existentes; um texto comum (aproximadamente 30% de cada norma terá texto idêntico); e isso está tendo um profundo impacto na revisão das normas ISO 9001 e ISO 14001. Anexo SL tem uma estrutura de alto nível e inclui: 1. Escopo, 2. Referências normativas, 3. Termos e definições, 4. Contexto da organização, 5. Liderança, 6. Planejamento, 7. Suporte, 8. Operação, 9. Avaliação de desempenho e 10. Melhoria.

Depois, ele comentou sobre a revisão da ISO 9001, já que o Draft International Standard (DIS) foi colocado em votação de acordo com os procedimentos da ISO e recebeu cerca de 90% de aprovação, o que é suficiente para que se possa avançar para a próxima fase: Final Draft International Standard (FDIS). Esse documento agora vai passar por todos os comentários recebidos durante a votação do DIS, a fim de produzir uma versão final que será então apresentada para votação. Uma vez aprovada, a norma poderá ser publicada.

“Estamos no caminho certo, e estamos dentro do cronograma para a publicação”, disse Croft. “A nova versão é fortemente baseada em três conceitos básicos fundamentais: a abordagem de processo que foi muito bem sucedida na versão de 2008 será sobreposta pelos sistema de processos; a metodologia plan-do-check-act e um terceiro conceito central que será novo na versão de 2015 que é o pensamento baseada no risco, visando a prevenir resultados indesejados”.

A ISO 9001 é um das normas mais conhecidas da ISO, com mais de 1,1 milhões de certificados em todo o mundo. Fornece requisitos para ajudar as empresas a demonstrar que podem oferecer consistência aos seus clientes , além de produtos e serviços de boa qualidade.

Também fornece uma forma para ajudar as empresas em otimizar seus processos e tornar mais eficientes no que fazem. A ISO 9001 pode ser utilizada por organizações de todos os tipos e tamanhos. A norma tem inspirado uma série de documentos para aplicações específicas em setores industriais e de serviços, inclusive para o automotivo, médico, para os governos locais e muito mais.

Nigel comentou que o projeto da ISO é fazer o alinhamento das normas de sistemas de gestão, pois o Grupo de Coordenação Técnica da ISO está propondo uma visão conjunta para as normas de sistemas de gestão, uma estrutura de alto nível para todas as normas ISO de sistemas de gestão, títulos idênticos dos itens sob a estrutura de alto nível e um vocabulário núcleo genérico para as normas de sistemas de gestão. “O objetivo é facilitar a vida das organizações que optem por um sistema de gestão único”, acrescentou.

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Jorge Gerdau Johannpeter e a gestão pública

Por fim, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter abordou o tema Qualidade no Serviço Público Brasileiro: Importância da Governança. Para ele, o avanço nessa área foi bastante interessante. “O problema é que o tema em si, os resultados e as repercussões tanto no setor privado como o público, são lentos porque se deve fazer toda uma análise, têm correções, melhorias. Então, os frutos, normalmente, levam 12, 18 meses. Mas isso não quer dizer que já não tenhamos atingido algumas coisas extremamente importantes”.

Ele explicou que o primeiro trabalho foi na Casa Civil. “E aí, nós trabalhamos. Como o PAC, que era uma estrutura que trabalhava dentro da Casa Civil, foi para o Ministério do Planejamento, foi necessário fazer uma, de certo modo, reorganização na Casa Civil para dar condições de administração para que a presidenta possa acompanhar todos os projetos que ela entende mais importantes. Então, utilizou-se a tecnologia já consagrada em outros países, que a McKinsey utilizou em mais de dez países desenvolvidos, bem desenvolvidos. E se fez toda uma estrutura de informática. Isso teve um avanço muito bom, que dá essas condições. Maior ou o menor em utilização e como são normalmente os processos da própria Casa Civil são temas muito internos.

Gerdau disse que o Movimento Brasil Competitivo, que cuida dos temas de programas de qualidade do setor privado e das pequenas empresas, um programa para pesquisar mais de 30 mil pequenas empresas anualmente para fazer a sua avaliação, etc. “No setor público, nós fizemos um trabalho de atendimento, vamos dizer, de uns 12 estados e alguns municípios grandes. Eu diria que, dentro disso, tem um percentual aí de 30% a 40% que houve realmente mudança cultural no modo de gerir as coisas. Agora, esse rompimento cultural que o Brasil absorveu da área empresarial de forma importante é praticamente todos os grupos maiores empresariais entrarem nessa metodologia, que é essencialmente estruturada na experiência do professor Falconi. Metodologia vinda do Japão, que dos Estados Unidos foi para o Japão. O conceito é dominar e gerenciar os processos em todas as suas etapas. Que o domínio do processo e das pessoas que atuam no processo faz que cresça uma eficiência de 20%, 30%”.

Para o empresário, alguns temas, no seu entender, são importantes. Um é a educação. A educação é um fator decisivo na busca por produtividade. Segundo ponto é logística. “Os Estados Unidos tem um custo sobre o PIB de 6,5% a 8% sobre o PIB, o custo da logística. No Brasil, nós vamos a um número ao redor de 15%. Então, nós temos um custo adicional de 7%, 8% sobre tudo o que o Brasil produz. Por isso que, saiu esses dias ainda, produtor de soja no Brasil, para colocar a soja na China, paga US$ 200. O produtor americano paga US$ 105 para colocar. Tem US$ 95 dólares que são tirados do produtor brasileiro para conseguir colocar esse produto lá”.

Ele garante que a opção da gestão pública é a transparência e acesso à informação de forma simplificada; uma visão integrada e integral dos gastos; a governabilidade através de estrutura decisória ágil; o respeito a instituições e contratos; e a responsabilização de gestores (accountability). “Em minha opinião, não temos o direito de sermos omissos, no potencial que a gestão pode representar na melhoria da qualidade de vida da população”, finalizou.

No final do evento, foi lido um manifesto da ABQ pelo acadêmico Evandro G. Lorentz. Quem quiser ler o documento, acesse o link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2014/11/manifesto-abq-2014.pdf Depois disso, houve no salão social da Fiesp um concorrido brunch.

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Todos os interessados em assistir às palestras completas podem acessar o link http://www.transmitirnaweb.com.br/ABQEVENTOS/

Como aumentar a produtividade com cinco atitudes

 Curso: Gestão de Energia – Implantação da Nova Norma NBR ISO 50001

Esse curso, disponível pela internet, visa permitir que as organizações estabeleçam os sistemas…

Leia mais…

Aumentar a produtividade é algo desejado por grande parte dos profissionais, mas existem algumas barreiras e distrações durante o caminho que podem levar ao enfraquecimento. Para a coach Bibianna Teodori, o desempenho máximo é atingido quando se realiza algo com o mínimo esforço possível e isso pode ser obtido seguindo alguns passos. Ela revela como.

1) Concentre-se nas oportunidades

Todas as energias devem ser concentradas em planos para o futuro para que, assim, se voltem para áreas em que grandes avanços são possíveis. “Concentre-se em oportunidades em vez de olhar para o passado.” Bibianna diz ainda que só desse modo o potencial para produzir em nível máximo poderá ser executável e é também um meio para descobrir em si talentos escondidos. “Enxergar as oportunidades como novos desafios é um meio para descobrir novas habilidades.”

2) Foque no resultado

É saudável estabelecer metas e sonhos para criar um foco e planejar como irá alcançá-los. A coach lembra que todos têm alguma qualidade que pode ser usada para fazer uma contribuição importante para cada trabalho. “Somente quando você concentrar seus esforços em suas qualidades é que começará a alcançar os resultados mais significativos.”

3) Recorra a um coach

O processo de coaching voltado para melhoria do desempenho profissional permite que se faça uma reflexão sobre onde está e aonde quer chegar. “Após refletir bem, você conseguirá aumentar seu foco nos resultados com mais facilidade, pois estará diretamente obstinado a concluir a sua meta”, afirma Bibianna.

4) Concentre suas forças

A concentração de talentos e habilidades para tarefas que irão gerar resultados rapidamente é a chave para aumentar a produtividade. Segundo a coach, com o princípio da “concentração da força” é mais fácil garantir sucesso no planejamento estratégico pessoal.

5)  Atue onde você for melhor

Desempenhar tarefas em que se é bem-sucedido é o segredo para se destacar. “Quando você faz coisas nas quais se sobressai, consegue fazer mais, cometer menos erros e ser mais produtivo.”

Bibianna propõe algumas perguntas para fazer a si, como por exemplo: “Quais são as atividades que você faz melhor do que ninguém?” e “O que você faz facilmente e, no entanto, parece difícil para os outros?”. A recomendação da coach é se concentrar em talentos únicos e nas áreas em que maiores resultados são alcançáveis. “Estas cinco atitudes certamente ajudarão você a chegar ao auge do desempenho.”

A manutenção das edificações

manutençãoA manutenção de edificações é um tema cuja importância tem crescido no setor da construção civil, superando, gradualmente, a cultura de se pensar o processo de construção limitado até o momento quando a edificação é entregue e entra em uso. As edificações são o suporte físico para a realização direta ou indireta de todas atividades produtivas, e possuem, portanto, um valor social fundamental.

Todavia, as edificações apresentam uma característica que as diferencia de outros produtos: elas são construídas para atender seus usuários durante muitos anos, e ao longo deste tempo de serviço devem apresentar condições adequadas ao uso que se destinam, resistindo aos agentes ambientais e de uso que alteram suas propriedades técnicas iniciais. É inviável sob o ponto de vista econômico e inaceitável sob o ponto de vista ambiental considerar as edificações como produtos descartáveis, passíveis da simples substituição por novas construções quando seu desempenho atinge níveis inferiores ao exigido pelos seus usuários.

Isto exige que se tenha em conta a manutenção das edificações existentes, e mesmo as novas edificações construídas, tão logo colocadas em uso, agregam-se ao estoque de edificações a ser mantido em condições adequadas para atender as exigências dos seus usuários. Estudos realizados em diversos países, para diferentes tipos de edificações, demonstram que os custos anuais envolvidos na operação e manutenção das edificações em uso variam entre 1% e 2% do seu custo inicial.

Este valor pode parecer pequeno, porém acumulado ao longo da vida útil das edificações chega a ser equivalente ou até superior ao seu custo de construção. A omissão em relação à necessária atenção para a manutenção das edificações pode ser constatada nos frequentes casos de edificações retiradas de serviço muito antes de cumprida a sua vida útil projetada (pontes, viadutos, escolas), causando muitos transtornos aos seus usuários e um sobrecusto em intensivos serviços de recuperação ou construção de novas edificações.

Seguramente, pior é a obrigatória tolerância, por falta de alternativas, ao uso de edificações cujo desempenho atingiu níveis inferiores ao mínimo recomendável para um uso saudável, higiênico ou seguro. Tudo isto possui um custo social que não é contabilizado, mas se reflete na qualidade de vida das pessoas. Economicamente relevante no custo global das edificações, a manutenção não pode ser feita de modo improvisado e casual.

Ela deve ser entendida como um serviço técnico, cuja responsabilidade exige capacitação apurada. Para se atingir maior eficiência na administração de uma edificação ou de um conjunto de edificações, é necessária uma abordagem fundamentada em procedimentos organizados em um sistema de manutenção, segundo uma lógica de controle de custos e maximização da satisfação dos usuários com as condições oferecidas pelas edificações.

A NBR 5674 de 07/2012 Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção estabelece os requisitos para a gestão do sistema de manutenção de edificações. A gestão do sistema de manutenção inclui meios para: preservar as características originais da edificação; e prevenir a perda de desempenho decorrente da degradação dos seus sistemas, elementos ou componentes.

As edificações existentes antes da vigência desta norma devem se adequar ou criar os seus programas de manutenção atendendo ao apresentado nesta norma. Os anexos desta norma apresentam exemplos de modelos não restritivos ou exaustivos a serem adaptados em função das características específicas da edificação.

A organização do sistema de manutenção deve levar em consideração as características das edificações, tais como: tipo de uso das edificações; tamanho e complexidade funcional das edificações; número e dispersão topográfica das edificações; e as relações especiais de vizinhança e implicações de entorno. O sistema de manutenção deve ser orientado por um conjunto de diretrizes que estabeleçam: padrões de operação a fim de assegurar a preservação do desempenho previsto em projeto e do valor das edificações ao longo do tempo; fluxo de informações, entre os diversos intervenientes do sistema, incluindo formas de comunicação entre o proprietário e os usuários, ou entre os proprietários e os condôminos; e as incumbências e autonomia de decisão dos intervenientes.

Recomenda-se que os indicadores de eficiência da gestão do sistema da manutenção sejam periodicamente avaliados e estabelecidos de forma a contemplar, por exemplo, alguns dos seguintes parâmetros: atendimento ao desempenho mínimo das edificações mencionado nas NBR 15575-1 a NBR 15575-6; prazo acordado entre a observação da não conformidade e a conclusão de serviço de manutenção; tempo médio de resposta às solicitações dos usuários e intervenções de emergência; satisfação dos usuários da edificação; cumprimento dos preceitos legais, regulamentos e normas aplicáveis; periodicidade das verificações efetivas vis-a-vis com as estabelecidas no manual de operação, uso e manutenção; e balanço entre os recursos disponíveis e os recursos necessários para a realização dos serviços de manutenção. Dependendo do empreendimento outros parâmetros podem ser utilizados.

Na organização do sistema de manutenção deve ser prevista infraestrutura material, financeira e de recursos humanos, capaz de atender os diferentes tipos de manutenção necessários, a saber: manutenção rotineira, caracterizada por um fluxo constante de serviços simples e padronizados, para os quais somente são necessários equipamentos, materiais e pessoal permanentemente disponíveis nas edificações; manutenção corretiva, caracterizada por serviços que demandam ação ou intervenção imediato a fim de permitir a continuidade do uso dos sistemas, elementos ou componentes das edificações, ou evitar graves riscos ou prejuízos pessoais e/ou patrimoniais aos seus usuários ou proprietários; e manutenção preventiva, caracterizada por serviços cuja realização é programada com antecedência, priorizando as solicitações dos usuários, estimativas da durabilidade esperada dos sistemas, elementos ou componentes das edificações em uso, gravidade e urgência, e relatórios de verificações periódicas sobre o seu estado de degradação.

O sistema de manutenção deve promover a realização coordenada dos diferentes tipos de manutenção das edificações, procurando minimizar a ocorrência de serviços de manutenção corretiva. Os recursos humanos envolvidos nos serviços de manutenção devem receber treinamento específico quando não realizados por empresas especializadas ou profissionais qualificados.

As verificações devem ser feitas atendendo os intervalos constantes da NBR 14037. Devem ser elaboradas e ordenadas por meio de modelos – ver Anexo B desta norma – elaborados de forma a facilitar os registros e sua recuperação considerando: um roteiro lógico de verificações dos sistemas, subsistemas, elementos e componentes da edificação; os equipamentos imprescindíveis da edificação; as formas de manifestação esperadas da degradação dos sistemas, subsistemas, elementos ou componentes da edificação; e as solicitações e reclamações dos usuários.

Os relatórios das verificações devem: descrever a degradação de cada sistema, subsistema, elemento ou componente da edificação; apreciar ou estimar a perda do seu desempenho; recomendar ações para minimizar os serviços de manutenção corretiva e preventiva; ser preditivos. Anunciar com antecedência o que vai ou pode acontecer, prognóstico.

O programa de manutenção consiste na determinação das atividades essenciais de manutenção, sua periodicidade, os responsáveis pela execução, os documentos de referência e os recursos necessários, todos referidos individualmente aos sistemas, e quando aplicável aos elementos e componentes. Deve considerar: a durabilidade esperada dos sistemas, e quando aplicável aos elementos e componentes, devendo atender à NBR 15575-1; os relatórios das verificações, constando comparativos entre as metas previstas versus metas efetivas tanto físicas como financeiras; os relatórios das verificações constando as não conformidades encontradas; os relatórios das verificações sobre as ações corretivas e preventivas; as solicitações e reclamações dos usuários; os registros das lições aprendidas; a rastreabilidade dos serviços; as restrições climáticas e ambientais; a escala de prioridades entre os diversos serviços; e a previsão financeira

O programa deve pelo menos conter uma sistematização ou estrutura que contemple: a designação do sistema, e quando aplicável aos elementos e componentes; a descrição da atividade; a periodicidade em função de cada sistema, e quando aplicável aos elementos e componentes; a identificação do responsável; a documentação referencial e formas de comprovação; e o custo.

A periodicidade é variável em função de cada sistema, e quando aplicável aos elementos e componentes. O Anexo A contém modelo de indicações de séries temporais para a periodicidade.

Esta norma apresenta modelos de sistematização das atividades de manutenção a serem realizadas, e que são normalmente citadas no Manual do Proprietário e no Manual das Áreas Comuns entregues ao proprietário, atendendo à NBR 14037. Os modelos descritos em 4.3.4 devem ser adaptados para cada edificação. O Anexo A desta norma apresenta exemplos de modelos – não restritivos – para a elaboração do programa de manutenção preventiva, a saber: em A.2.1 Periodicidade das verificações para o primeiro ano; em A.2.2 Periodicidades das verificações bianual, trienal e quinquenal; em A.2.3 Periodicidades a serem estabelecidas conforme o empreendimento, e especificada pelo fabricante do sistema ou do subsistema.

Importante que o sistema de manutenção deve possuir mecanismos capazes de prever os recursos financeiros necessários para a realização dos serviços de manutenção em período futuro definido. As previsões orçamentárias devem incluir uma reserva de recursos destinada à realização de serviços de manutenção corretiva.

As previsões orçamentárias devem ser flexíveis, de modo a assimilar uma margem de erro em estimativas físicas, de custos e de índices inflacionários. Devem ser elaboradas considerando: as condições dos sistemas, dos subsistemas, dos elementos e dos componentes da edificação, demonstradas no relatório de verificação e nas solicitações dos usuários; os riscos decorrentes da não realização dos serviços de manutenção no prazo previsto; os recursos disponíveis; e a urgência, a gravidade e idade da edificação, principalmente quando envolvem risco, saúde e segurança. Também devem expressar claramente a relação custo e benefício dos serviços de manutenção, e constar em ata as deliberações sobre a realização ou não destas intervenções.

A documentação do sistema de gestão da manutenção deve incluir: manual de operação, uso e manutenção das edificações conforme NBR 14037 e Manual dos fornecedores dos equipamentos; o programa da manutenção; o planejamento da manutenção contendo o previsto e o efetivo, tanto do ponto de vista cronológico quanto financeiro; os contratos firmados; o mapa de cotação dos preços dos serviços; as normas técnicas, catálogos, manuais dos projetos, desenhos, procedimentos executivos dos serviços de manutenção e propostas técnicas; o relatório de verificação; o diário de obra; os documentos mencionados no Anexo A da NBR 14037, em que devem constar a qualificação do responsável e os comprovantes da renovação; os registros de serviços de manutenção realizados requeridos por esta norma – conforme Anexo B;e a ata das reuniões do condomínio em que assuntos afetos à manutenção constarem da ordem do dia ou da agenda.

Os registros devem ser mantidos legíveis e disponíveis para prover evidências da efetiva implementação do programa de manutenção, do planejamento, das verificações e da efetiva comprovação da realização das manutenções. Recomenda-se que para cada registro haja local em que deve constar: a sua identificação; as funções responsáveis pela coleta dos dados que compõe o registro; o estabelecimento da forma de arquivamento do registro;e o estabelecimento do período de tempo pelo qual o registro deve ficar armazenado assegurando sua integridade.

O condomínio deve dispor de um fluxo, escrito e aprovado, de documentação. Esta norma recomenda que sejam seguidas as fases indicadas na Tabela 1. As deliberações referentes à documentação mencionada na Tabela 1 deve constar em ata do condomínio.

Tabela 1 – Fluxo da documentação

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edificações

Enfim, a atividade de manutenção depende da atuação de equipes multidisciplinares, de profissionais devidamente habilitados, de acordo com a atribuição técnica de cada um. Além da atribuição conferida pela habilitação do profissional, é essencial que este desempenhe sua profissão nos limites de sua capacidade pessoal de realização, como o próprio Código de Ética Profissional nos alerta.

Em um conceito mais amplo, a manutenção deixa de ser vista em cada atividade prestada, mas como um conjunto de conhecimentos, que dependem de um gerenciamento com qualidade. Além de voltado à conservação do ambiente construído, o processo de manutenção das edificações também deve ser flexível, dinâmico e pró-ativo, acompanhando a evolução constante das necessidades dos usuários e prevenindo futuras mudanças. Isto porque os interesses, vontades e aspirações daqueles que utilizam o espaço construído alteram-se com o passar do tempo, incorporando o desenvolvimento tecnológico e social, com a tendência de crescentes exigências de qualidade ambiental.

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