Boas Práticas de Fabricação ou BPF (final)

Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Sistema de Gestão Ambiental!
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Coletânea Série Tecnologia da Informação

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Alípio Silva Pereira

Sempre é bom conhecer as definições sobre o assunto:

Procedimentos de Operação Padrão (POP’s) – Procedimentos e instruções de trabalho são instruções escritas das operações gerais realizadas em todas as áreas, o objetivo é a padronização das operações realizadas que possam influenciar na qualidade dos produtos, devem garantir a idoneidade dos resultados obtidos. Os procedimentos podem se relacionar com limpeza, manutenção de prédios e equipamentos, manuseio de equipamentos, calibração, rotinas de setores, adequação de rotinas a normas específicas como a ISO 9000, por exemplo. Os procedimentos devem ser seguidos por todos os envolvidos na execução de tarefas relacionadas com os processos produtivos e a execução correta deve ser assegurada por um sistema eficiente de treinamento.

Higiene – Um dos aspectos mais importantes em BPF trata como prevenir contaminações dos produtos, pois na eventual ocorrência de contaminação, podem trazer sérios prejuízos ao consumidor, além de colocar em cheque a idoneidade do fabricante.

Contaminação – Ação ou momento pelo qual uma pessoa, animal ou elemento (ambiente, água, ar, terra, alimento) se converte em veículo mecânico de disseminação de um agente patogênico. Em outras palavras, é a presença de corpos estranhos no produto, e pode ser classificada em:

  • Contaminação química: lixo industrial, pesticidas, lubrificantes, produtos de limpeza, metais pesados, etc.
  • Contaminação física: pedaços de metal, poeira, cacos de vidro, fios de cabelo, lascas de unha, lascas de madeira, insetos, pássaros e roedores, plásticos, etc.
  • Contaminação biológica: bactérias, toxinas, vibriões, microorganismos, fungos, bolores, etc.
  • Contaminação cruzada: Contaminação de determinada matéria-prima,produto intermediário, produto a granel ou produto terminado com outra matéria-prima, produto intermediário, produto a granel ou produto terminado, durante o processo de produção. Por isso, é de suma importância o controle de todo processo, desde a limpeza dos equipamentos durante a fabricação, até o armazenamento final, bem como a higiene pessoal e, a organização e limpeza do ambiente de trabalho.

Higiene pessoal – O corpo humano é um bom meio para proliferação de microorganismos, especialmente se descuidarmos da higiene. Portanto, certas recomendações devem ser seguidas:

  • Lavar as mãos antes de iniciar o trabalho, após cada intervalo e principalmente antes e após uso do banheiro;
  • Sempre utilizar a descarga dos sanitários;
  • Não usar objetos de adorno pessoal, pois além de oferecerem riscos de contaminação, podem causar acidentes;
  • Não tossir ou espirrar próximo aos produtos;
  • Entrar nos setores produtivos devidamente paramentados;
  • Levar a sério à higiene pessoal: tomar banho e lavar os cabelos regularmente, limpar as unhas e mantê-las aparadas, além de não descuidar da higiene oral;
  • Permanecer alerta sobre possíveis fontes ou situações que possam oferecer risco de contaminações, informando os responsáveis de área;
  • Comunicar ao encarregado no caso de doenças, infecções ou lesões expostas.

Uniformes – Os colaboradores devem utilizar uniformes adequados a sua função e atividades; O uniforme deve estar sempre limpo e em condições de uso.

Higiene do local de trabalho – Deve ser encarado como um controle sistemático das condições ambientais, de processamento, armazenamento dos produtos de forma a prevenir contaminações por microorganismos, partículas e substâncias estranhas ao produto. Para evitarmos a contaminação dos produtos, devemos manter as áreas limpas e em ordem, evitando acúmulo de resíduos de qualquer natureza:

  • Elaborar e seguir instruções de limpeza dos equipamentos;
  • Cestos de lixo devem estar tampados, identificados e usados corretamente;
  • Sanitários utilizados de forma correta para que estejam sempre limpos;
  • Absorventes e papel não devem ser jogados no vaso, pois provocam entupimento;
  • Armários devem ser utilizados para guardar objetos de uso pessoal, e necessários para a permanência do colaborador no trabalho. Não devem ser mantidos medicamentos, lanches, bolachas;
  • Não levar nenhum alimento para área de trabalho. Comer, beber, fumar é proibido em todas as áreas produtivas;
  • No caso de derramamento de algum produto no piso ou em equipamentos, fazer a limpeza imediatamente;
  • Não espere pela equipe de limpeza, cada funcionário é responsável pela manutenção de sua área, mantendo-a limpa e arrumada/organizada;
  • Todo e qualquer material diferente do que está em processo deve ser retirado da área (isto inclui gavetas e bancadas);
  • Os materiais destinados a refugo devem ser identificados, anotados e acondicionados em local específico.

Segurança do trabalho – É o conjunto de medidas e providências, destinados a assegurar ao colaborador, a proteção necessária e suficiente a fim de preservá-lo contra acidentes. Para concretizar este objetivo devemos seguir as seguintes regras: deve haver procedimentos de higiene e limpeza bem como regulamento interno orientando a conduta dos colaboradores; os equipamentos de proteção individual, indicados a cada ambiente devem estar disponíveis e em número suficiente; saídas de emergência, hidrantes e extintores de incêndio devem estar dispostos e desobstruídos; os equipamentos de transporte e levantamento de carga devem estar em condições perfeitas de funcionamento; todos os equipamentos devem ser manuseados de acordo com seus manuais e tal prática evita danos aos equipamentos e acidentes pessoais; os avisos afixados nas diversas áreas devem ser rigorosamente obedecidos.

Lay out/Segurança de Máquinas/Equipamentos – As máquinas/equipamentos devem estar dispostos de forma a facilitar os trabalhos e ter espaço suficiente para permitir o trânsito das pessoas. Os fios elétricos, tubulações e instalações elétricas devem estar devidamente protegidos de forma a evitar acidentes, todas as tomadas devem possuir identificação de voltagem. As máquinas devem, oferecer proteção para as partes móveis e devem apresentar instruções sobre seu manuseio.

Plano de Manutenção – A empresa deve ter predisposição para implementar uma série de técnicas, que garantam que todas as máquinas do processo de produção estejam sempre aptas a realizar suas tarefas. Por este motivo o plano de manutenção é requerido dentro das Boas Práticas de Fabricação, inclusive é um item verificado durante as auditorias.

Calibração de equipamentos – A organização deve manter um plano de calibração de seus equipamentos. Por definição calibração significa: “procedimento metrológico que consiste em estabelecer a correspondência entre estímulo e a resposta de um instrumento ou sistema de medição”.

Metrologia – É a ciência da medição. Trata dos conceitos básicos, dos métodos, dos erros e sua propagação, das unidades e dos padrões envolvidos na quantificação de grandezas físicas, bem como da caracterização do comportamento estático e dinâmico dos sistemas de medição. Dentro dos planos de calibração devemos ter conhecimento de algumas terminologias básicas, como segue:

Medição – Indica, de modo genérico, uma seqüência de ações que permitem efetuar a medição propriamente dita. É aplicável a ensaios, testes, análises ou processos equivalentes. O resultado da medição, em geral numérico, é um valor observado, medido, lido, registrado, etc.

Medida – É o resultado em geral numérico que, obtido em medição, será manipulado para que seja um resultado final ou certificável.

Precisão – Indica a dispersão dos resultados em torno de um valor de referência, medida da variabilidade de um processo de medição de qualquer grandeza. É em geral associado ao desvio padrão.

Leitura ou Resolução – É o valor mínimo que o instrumento pode nos oferecer em frações da unidade, ou seja, a menor subdivisão de uma grandeza que um instrumento pode ler, sem interpolações. Nos sistemas de medição de indicação digital, a resolução corresponde ao incremento digital.

Incerteza – Indica genericamente a presença de erro em resultados. Isso significa que o resultado, real ou correto, deve situar-se dentro da faixa delimitada pela incerteza.

Aferição ou calibração – Procedimento metrológico que consiste em estabelecer a correspondência entre valores indicados por um instrumento ou sistema de medição e os valores verdadeiros ou corretos correspondem à grandeza medida.

Ajuste – Procedimento metrológico que consiste em eliminar o erro da indicação de um instrumento ou sistema de medição utilizando-se padrões adequados para este fim.

Confiabilidade Metrológica – Indica o grau de confiança que pode ser associado ao resultado de um processo metrológico.

Rastreabilidade – Conceito que exprime a idéia de harmonização e compatibilização em relação a um valor de referência. Uma medição, ou melhor, a sua exatidão dentro de uma cadeia (degenerativa ou não), pode não ser referida, rastreada ou acompanhada, ao longo dos vários níveis, até o inicial.

Instrumentação – É o conjunto de técnicas e instrumentos usados para observar, medir, registrar, controlar e atuar em fenômenos físicos. A instrumentação preocupa-se com o estudo, desenvolvimento, aplicação e operação dos instrumentos.

Segurança Pessoal – Os operadores devem receber orientação sobre o equipamento que irão operar. Devem observar o uso de Equipamentos de Proteção Individual indicados para cada ambiente. Não fazer nenhum tipo de manutenção ou limpeza com a máquina em funcionamento.

Validação – Os estudos de validação constituem parte essencial das BPF. Tem por objetivo, comprovar e documentar que os procedimentos, processos, equipamentos, materiais, métodos analíticos são apropriados de modo a garantir produtos com uniformidade, reprodutibilidade e qualidade, evitando reprovações, reprocessos e devoluções de lotes.

Antes de executar qualquer tarefa faça as seguintes perguntas:

  1. O que deve ser feito?
  2. Por que deve ser feito?
  3. Como deve ser feito?
  4. Por quem deve ser feito?
  5. Quando deve ser feito?

Inicie somente quando obtiver todas as respostas. A correção de um erro é mais danosa e traumática que a prevenção.

Alipio Silva Pereira é consultor organizacional da Leme Consultoria e Crescer Group – apereira@crescergroup.comqualipio@gmail.com

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Virtualização segura como solução econômica nas PMEs

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virtualizaçãoFabio Picoli

Orçamentos curtos, equipes enxutas, pouca mão de obra e faturamento limitado. Essa é a realidade da maioria das empresas de pequeno e médio porte, cujos departamentos financeiros precisam pensar em cada centavo gasto. Com tantos cortes, até em suprimentos básicos como telefone, além da manutenção, seria válido investirem em tecnologias mais complexas? Apesar dessa aparente contradição, a resposta é sim. Para as organizações da área de tecnologia da informação, esse raciocínio é mais fácil de ser compreendido, mas em outros segmentos e, principalmente, para os que contam com gestores mais tradicionais, há muitas barreiras a serem quebradas. A verdade é que, quando planejada, a redução de custos proporcionada pela virtualização pode ser bem mais interessante do que pequenas atitudes, como trocar a marca do café dos funcionários por outra mais em conta, por exemplo. Além disso, há um estudo, feito no Reino Unido pela consultoria The Butler Group, que mostra que cerca de 40% do consumo de energia pode ser diminuído com a virtualização.

Nesse novo cenário, um dos pontos mais discutidos são os novos desafios ocasionados pela jornada para a virtualização. Tendo isso como ponto de partida, podemos dizer que confiabilidade, integridade e disponibilidade são alguns dos ativos mais importantes para qualquer empresa hoje em dia. Por este motivo, as empresas de pequeno e médio porte precisam ter consciência de que precisam buscar ferramentas de segurança no mercado que sejam 100% aderentes a esta nova realidade. Hoje há soluções que funcionam na nuvem da internet e trazem inúmeras facilidades, como instalação rápida e intuitiva, simplicidade no uso e leveza. Isto é tudo que as empresas do século XXI precisam.

Que o digam as empresas que já adotaram as soluções de segurança em nuvem. De acordo com uma pesquisa do instituto Gartner, mais de 75% das PMEs que virtualizaram seus servidores esperam explorar esse recurso cada vez mais. Para as organizações dispostas a dar um passo à frente, a tendência pode ser ainda mais vantajosa quando associada ao homeoffice. E para quem duvida desse modelo, pesquisas de players de virtualização constataram que 77% dos colaboradores afirmam ser mais produtivos quando trabalham em casa. Isso pode ser um trunfo para colaboradores que constantemente precisam se ausentar do escritório. Quanto à questão técnica, a gestão das máquinas se torna muito mais simplificada, uma vez que a visibilidade de todas está concentrada em apenas um servidor, principalmente se este não é físico.

Há ainda outros aspectos positivos relacionados à segurança das informações confidenciais, e o fato de que se um dos computadores parar de funcionar, toda sua estrutura estará hospedada em outro local. Isso certamente ajuda aquelas empresas que sempre deixam o backup para depois! Com a virtualização, toda a inteligência de uma corporação pode ser gerida por um console em qualquer máquina com acesso à internet. O grande “pulo do gato” é garantir que o ambiente virtualizado esteja totalmente seguro. Atualmente, são múltiplas as formas de configurar uma solução de segurança em nuvem para atender às necessidades de uma empresa, independentemente de seu tamanho. A questão hoje é somente encontrar o modelo mais eficaz e acessível para cada uma delas.

Fabio Picoli é country manager da Trend Micro no Brasil.

CNBB e o Código Florestal

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou seu posicionamento sobre o Código Florestal na qual expressa sua preocupação pela possível aprovação do projeto com a falta de algumas correções necessárias. “O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção”, destaca um trecho. Ainda no texto, a Conferência sublinha que o projeto “não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana”. Abaixo, a íntegra da nota da CNBB sobre o Código Florestal:

“O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da Conferência Nacional dos bispos do Brasil – CNBB, reunido nos dias 29 e 30 de novembro de 2011, vem manifestar sua preocupação com a possível aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de reforma do Código Florestal brasileiro. Já aprovado nas devidas Comissões do Senado Federal, o novo Código Florestal, tão necessário ao Brasil, embora tenha obtido avanços pontuais na Comissão do Meio Ambiente, como um capítulo específico para a agricultura familiar, ainda carece de correções. O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção. Sob o pretexto de defender os interesses dos pequenos agricultores, esta proposta define regras que estenderão a anistia a quase todos os proprietários do país que desmataram ilegalmente.

O projeto fragiliza a proteção das florestas hoje conservadas, permitindo o aumento do desmatamento. Os manguezais estarão abertos à criação de camarão em larga escala, prejudicando os pescadores artesanais e os pequenos extrativistas. Os morros perderão sua proteção, sujeitados a novas ocupações agropecuárias que já se mostraram equivocadas. A floresta amazônica terá sua proteção diminuída, com suas imensas várzeas abertas a qualquer tipo de ocupação, prejudicando quem hoje as utiliza de forma sustentável. Permanecendo assim, privilegiará interesses de grupos específicos contrários ao bem comum. Diferentemente do que vem sendo divulgado, este projeto não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana. A tão necessária proteção e a diferenciação mediante incentivos econômicos, que seriam direcionados a quem efetivamente protegeu as florestas, sobretudo aos agricultores familiares, entraram no texto como promessas vagas, sem indicativo concreto de que serão eficazes.

Insistimos que, no novo Código Florestal, haja equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia, como uma forma de garantir e proteger as comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas e de defender os grupos que sabem produzir em interação e respeito com a natureza. O cuidado com a natureza significa o cuidado com o ser humano. É a atenção e o respeito com tudo aquilo que Deus fez e viu que era muito bom (cf. Gn 1,30). O novo Código Florestal, para ser ético, deve garantir o cuidado com os biomas e a sobrevivência dos diferentes povos, além de preservar o bom uso da água e permitir o futuro saudável à humanidade e ao ecossistema. Que o Senhor da vida nos ilumine para que as decisões a serem tomadas se voltem ao bem comum. Brasília-DF, 30 de novembro de 2011.”

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Entendendo melhor o que é a incerteza na medição (1)

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medição 1Todas as medições são contaminadas por erros imperfeitamente conhecidos, de modo que a significância associada com o resultado de uma medição deve considerar essa incerteza que é um parâmetro, associado com o resultado de uma medição, que caracteriza a dispersão dos valores que podem razoavelmente ser atribuídos à quantidade medida. Porém, há problemas associados com esta definição de incerteza de medição. O que é a dispersão de se o valor verdadeiro não pode ser conhecido? Ela também implica que incerteza é somente relevante se várias medições são feitas e ela falha – por não mencionar valor verdadeiro para invocar o conceito de rastreabilidade. Uma definição mais prática, mais usada porque ela satisfaz as necessidades da metrologia industrial e não é consistente com a anterior, é a seguinte: incerteza é o resultado da avaliação pretendida em caracterizando a faixa dentro da qual o valor verdadeiro de uma quantidade medida é estimado cair, geralmente com uma dada confiança.

Incerteza padrão é o desvio padrão estimado, incerteza padrão combinada é o resultado da combinação dos componentes da incerteza padrão. Incerteza estendida é obtida pela multiplicação da incerteza padrão combinada por um fator de cobertura. É uma exigência para todos os laboratórios credenciados de calibração que os resultados reportados em um certificado sejam acompanhados de uma declaração descrevendo a incerteza associada com estes resultados. É também exigência para os laboratórios de testes, sob as seguintes circunstâncias: onde isto é requerido pelo cliente; onde isto é requerido pela especificação do ensaio; e onde a incerteza é relevante para validar ou aplicar o resultado, por exemplo onde a incerteza afeta a conformidade a uma especificação ou limite.

Os laboratórios credenciados devem ter uma política definida cobrindo a provisão de estimativas das incertezas das calibrações ou testes feitos. O laboratório deve usar procedimentos documentados para a estimativa, tratamento e relatório da incerteza. Os laboratórios devem consultar seu corpo de credenciamento para qualquer orientação específica que possa estar disponível para a calibração ou ensaio. Os meios pelos quais os laboratórios credenciados devem tratar as incertezas da medições são definidos em detalhe na ISO Guide: Guide to the Expression of Uncertaintyin Measurement.

Dessa forma, o objetivo de uma medição é determinar o valor de uma quantidade específica sujeita à medida (mesurando). Para laboratórios de calibração, isto pode ser qualquer parâmetro da medição dentro de campos reconhecidos da medição – comprimento, massa, tempo, pressão, corrente elétrica. Quando aplicado a um ensaio, o termo genérico mesurando pode cobrir muitas quantidades diferentes, como a resistência de um material, a concentração de uma solução, o nível de emissão de ruído ou radiação eletromagnética, a quantidade de micro-organismos, etc. Uma medição começa com uma especificação apropriada da quantidade medida, o método genérico de medição e o procedimento específico detalhado da medição.

Nenhuma medição ou ensaio é perfeito e as imperfeições fazem aparecer o erro de medição no resultado. Como conseqüência, o resultado de uma medição é somente uma aproximação do valor da quantidade medida e é somente completa quando acompanhado por uma expressão da incerteza desta aproximação.

Realmente, por causa da incerteza da medição, o valor verdadeiro nunca pode ser conhecido. No limite, por causa de alguns efeitos, ele pode mesmo não existir. Também deve ser notado que o artigo indefinido um, em vez do artigo definido o, deve ser usado em conjunto com valor verdadeiro porque pode haver mais de um valor consistente com a definição de uma quantidade particular. A incerteza da medição compreende, em geral, muitos componentes. Alguns podem ser calculados da distribuição estatística dos resultados de uma série de medições e pode ser caracterizados por desvios padrão experimentais. Os outros componentes, que podem também ser caracterizados por desvios padrão, são calculados das distribuições de probabilidade assumidas baseadas na experiência ou em outra informação.

Os erros aleatórios aparecem das variações aleatórias das observações. A cada momento que a medição é tomada sob as mesmas condições, efeitos aleatórios de várias fontes afetam o valor medido. Uma série de medições produz um espalhamento em torno de um valor médio. Um número de fontes pode contribuir para a variabilidade cada vez que uma medição é tomada e sua influência pode estar continuamente mudando. Elas não podem ser eliminadas mas a incerteza devido a seus efeitos pode ser reduzida, aumentando o número de observações e aplicando análise estatística.

Os erros sistemáticos aparecem pelos efeitos sistemáticos, ou seja, de um efeito no resultado de uma quantidade que não está incluído na especificação da quantidade medida mas que influencia no resultado. Estes erros permanecem constantes quando uma medição é repetida sob as mesmas condições por isso eles não revelados pelas medições repetidas. Seu efeito é introduzir um deslocamento entre o valor da medição e o valor médio determinado experimentalmente. Eles não podem ser eliminados mas podem ser reduzidos, por exemplo, fazendo-se correções para o tamanho conhecido de um erro devido a um efeito sistematico reconhecido.

Foi adotado o enfoque de agrupar os componentes da incerteza em duas categorias baseadas em seus métodos de avaliação, Tipo A e Tipo B. Esta classificação de métodos de avaliação, em vez dos componentes em si, evita certas ambiguidades. Por exemplo, um omponente aleatório de incerteza em uma medição pode se tornar um componente sistemático em outra medição que tem como sua entrada o resultado da primeira medição. Assim, a incerteza total cotada em um certificado de calibração de um instrumento incluirá o componente devido aos efeitos aleatórios, mas quando este valor total é subsequentemente usado como a contribuição na avaliação da incerteza em um teste usando este instrumento, a contribuição deve ser tomada como sistemática.

A avaliação do Tipo A é feita pelo cálculo de uma série de leituras repetidas, usando métodos estatísticos. A avaliação do Tipo B é feita por meios diferentes dos usados no método B. Por exemplo, por julgamento baseado em: dados de certificados de calibração, que possibilita correções a serem feitas e incertezas do Tipo B a serem atribuídas; dados de medições anteriores, por exemplo, gráficos históricos podem ser construídos e podem fornecer informação útil acerca das mudanças dinâmicas;experiência com ou o conhecimento geral do comportamento e propriedades de materiais e equipamentos iguais; valores aceitos de constantes associadas com materiais e quantidades; especificações dos fabricantes; e todas as outras informações relevantes.

As incertezas individuais são avaliadas pelo método apropriado e cada uma é expressa como um desvio padrão e é referida a uma incerteza padrão. As incertezas padrão individuais são combinadas para produzir um valor total de incerteza, conhecido como incerteza padrão combinada. Uma incerteza expandida é usualmente requerida para satisfazer as necessidades da maioria das aplicações, especialmente onde se envolve segurança. É recomendado fornecer um intervalo maior acerca do resultado de uma medição quando a incerteza padrão com uma maior probabilidade do que envolve o valor verdadeiro convencional da quantidade medida. Ela é obtida multiplicando-se a incerteza padrão combinada por um fator de cobertura, k. A escolha do fator é baseada no nível de confiança requerido.

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Lidando com as férias

Vicente Sevilha Junior

fériasConta-se, na mitologia grega, que os Titãs, forças do caos e da desordem, existentes no início da história da Terra, tentaram assumir o poder invadindo o Monte Olimpo. Zeus, triunfante, os derrotou e condenou à todos ao Tártaro, região mais profunda do mundo, para que de lá, nunca fugissem. Apenas um dos Titãs teve um destino diferente: Atlas, que foi condenado à sustentar em seus ombros a esfera celeste. Certamente você já deve ter visto por aí uma imagem de Atlas, com o “mundo” nas costas. Eu conheço muita gente que se confunde com Atlas e que se auto impõe a sofrida pena de, também, carregar o mundo nas costas. São pessoas que, normalmente, acreditam que as coisas não acontecem se elas não estiverem presentes e cuidando de todos os detalhes e que, em última análise, acabam sofrendo muito com este comportamento. Pessoas que vivem esta dificuldade, simplesmente não conseguem lidar bem com as férias e acabam reagindo de alguma destas maneiras:

– Nunca tiram férias;

– Tiram férias mas não conseguem relaxar e acabam voltando ao trabalho muito antes do seu término;

– Tiram férias picadinhas – você sabe, uma semana aqui, dois dias acolá, e nunca reservam um período completo para seu descanso;

– Tiram férias mas não se desligam do trabalho. Levam todas aquelas parafernálias eletrônicas e ficam na praia, acessando e-mail e cuidando de trabalho.

É muito fácil ser vítima deste tipo de comportamento porque, inicialmente, ele passa uma aparência de dedicação, abnegação e altruísmo. Onde mora o perigo?O problema é que, a médio e longo prazo, este tipo de comportamento traz uma série de patologias muito sérias, que podem levar à sérias consequências à saúde e, via de regra, tudo começa com o estresse. As férias tem uma primeira missão que é permitir ao indivíduo, que se desligue das pressões cotidianas, de forma a revalidar seus conceitos e rever suas posturas. Em paralelo, elas ainda permitem que o organismo se recomponha e que se desfaçam os estragos causados pelo ritmo acelerado de nossa rotina. De quebra, ainda é uma excelente oportunidade para convivermos com aquelas pessoas que nos são mais queridas, fortalecendo os importantes laços afetivos que dão sustentação à nosso bem estar.

Pode olhar à seu redor. Aquelas pessoas que mais trabalham, e nunca tiram férias são, em geral, as que estão sempre mal humoradas, com problemas de saúde e, ainda por cima, vivem com seu trabalho atrasado e acumulado. Querem saber porque? É muito simples, voltando no exemplo de Atlas, como a danação dele é carregar o mundo nos ombros o tempo todo, ele nunca se preocupou em construir um pedestal para colocar o mundo de vez em quando. Deixa eu explicar melhor. Para poder tirar suas férias, você precisa manter seu trabalho em ordem e preparar, dentro de sua empresa, uma ou mais pessoas para cuidar das coisas durante sua ausência. Isto é o que Atlas faria se quisesse preparar um pedestal, entedeu?

Então são necessárias duas coisas para você poder tirar suas férias tranquilo: organização sua e confiança em treinar alguém sem medo de que ele roube o seu lugar ou o seu status. Talvez, olhando sob este prisma, quem nunca tira férias, não seja tão abnegado e altruísta assim. Talvez este tipo de profissional seja até um tanto desorganizado e desconfiado. Talvez, pior dos mundos, as empresas e os clientes até acabem percebendo isto, mais cedo ou mais tarde. Outro problema de nosso titã Atlas, é que muitas coisas acontecem ao redor dele mas, como ele não tem um pedestal para colocar a esfera celeste de quando em quando, acaba não participando destas outras coisas. Agora pare e pense um pouco em sua rotina profissional. Quando as oportunidades aparecem dentro de sua empresa, como por exemplo: uma promoção. Você realmente acha que seus superiores apenas analisam as suas habilidades para ocupar o novo cargo e nada mais?

Pois eu vou te ajudar a ampliar este pensamento. As empresas levam em conta duas coisas antes de te promover: a primeira é se você tem capacidade para o novo cargo e a segunda é o quanto vai ser difícil preencher a vaga que você ocupa atualmente. Consequência disto é que, quanto mais em ordem estiverem as suas funções e mais fácil for entrega-las para alguém, maiores as chances de seu nome ser considerado para uma promoção. E o quadro não é diferente se você é um empresário. Quanto mais você puder treinar e preparar sua equipe para assumir e realizar tarefas que só você faz, maior será sua capacidade de assumir outras tarefas e, portanto, de fazer sua empresa crescer. Ai você vai me perguntar: mas e as férias com isto? E eu vou responder: as férias são o exercício que te leva a preparar-se par chegar neste nível de excelência no qual você consegue transferir suas tarefas para outros e se tornar disponível para novas tarefas.

Então ai vai minha sugestão: você deve pensar nas férias como uma necessidade para você e também como uma grande oportunidade. Use-a como um marcador importante do seu desempenho cotidiano e, esforce-se para que, quando chegar a hora, você possa descansar e aproveitar os frutos de seus esforços. Quer outra sugestão: durante suas férias resista à tentação de se manter em contato com o trabalho. Nada de bugigangas eletrônicas que te mantenham conectado a empresa. Nada de ligar de quando em quando para saber como vão as coisas. Vá para suas férias e só volte a falar com a empresa quando acabar seu descanso. Como diria Ricardo Semler: “em suma: suma.”

Vicente Sevilha Junior é autor do livro “Assim Nasce Uma Empresa”, empreendedor, contabilista e especialista em planejamento financeiro.

Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade de Acordo com a NR 10 – Básico – Presencial ou Ao Vivo pela Internet
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